Breve Resumo
Este vídeo revela os perigos ocultos nas latas de atum, incluindo contaminação por mercúrio e estamina, além de fraudes como a venda de bonito no lugar de atum. Ele também destaca marcas a serem evitadas e opções mais seguras e saudáveis.
- Marcas genéricas e de marca branca podem apresentar riscos devido à falta de rastreabilidade e controle de qualidade.
- A contaminação por estamina, como no caso da Celier Alimentos, pode causar sérios problemas de saúde, especialmente em crianças.
- O consumo excessivo de atum, independentemente da marca, pode levar ao acúmulo de mercúrio no organismo.
Introdução
O vídeo começa alertando sobre os perigos escondidos nas latas de atum, um alimento popular para sanduíches e saladas rápidas. O atum, sendo um predador no topo da cadeia alimentar marinha, acumula mercúrio em concentrações elevadas. Estudos internacionais revelaram que muitas latas de atum contêm níveis de mercúrio acima do limite seguro. Além disso, a Anvisa já proibiu lotes de atum devido a surtos de intoxicação por estamina, e algumas marcas vendem bonito no lugar de atum, configurando fraude ao consumidor.
Marcas Genéricas e de Marca Branca
Marcas genéricas e de marca branca, vendidas a preços abaixo da média, representam um risco. Muitas dessas marcas compram atum pré-processado de fornecedores terceirizados, sem controle rigoroso sobre a cadeia de frio, o que pode levar à formação de estamina. Além disso, essas marcas frequentemente omitem informações importantes como a espécie do atum, a zona de captura e os métodos de pesca utilizados, dificultando a avaliação da qualidade e do risco de contaminantes pelo consumidor. A falta de regulamentação específica para atum enlatado no Brasil agrava o problema.
Celier Alimentos
Em agosto de 2023, a Anvisa proibiu a comercialização do atum ralado em óleo da marca Celier Alimentos devido a um surto de intoxicação alimentar por estamina em creches de Campinas. Crianças adoeceram após consumir o atum, e exames laboratoriais confirmaram a presença de estamina acima dos limites permitidos. A estamina é invisível, inodora e resistente ao calor, tornando impossível detectar a contaminação antes do consumo. Este caso serve como um alerta sobre a necessidade de vigilância sanitária e os riscos para crianças em instituições que priorizam o preço em detrimento da qualidade.
Aion
A Aion, marca da Camil Alimentos, apresentou resultados preocupantes em testes da Proteste. A análise de DNA revelou que a lata continha bonito, e não atum. O bonito é um peixe mais barato, e a venda como atum configura fraude ao consumidor. A diferença de preço entre o quilo do atum e do bonito era significativa na época do teste, mostrando que o consumidor pagava por um produto de valor inferior.
Ruby
A marca Ruby também foi identificada pela Proteste como contendo peixe do gênero eutinus, outra variedade de bonito, em vez de atum. A fraude é difícil de detectar para o consumidor comum, pois as diferenças de sabor e textura são sutis na forma enlatada, especialmente na versão ralada. Embora a Ruby tenha sido aprovada em testes posteriores com atum ralado ao natural, a inconsistência entre lotes e versões do produto levanta preocupações sobre a confiabilidade da marca.
CPC
Nos testes da Proteste, não foi possível identificar o peixe contido nas latas da marca CPC. O preparo do produto, incluindo o cozimento industrial, pode ter dificultado a análise do DNA. Embora a Proteste esclareça que isso não necessariamente indica uma irregularidade, a impossibilidade de confirmar o conteúdo da lata é frustrante para o consumidor, que espera comprar atum quando o rótulo indica atum.
Marcas com Excesso de Caldo Vegetal e Aditivos
Muitas marcas de atum enlatado adicionam caldo vegetal, extrato de soja, extrato de cenoura, extrato de batata e outros aditivos à composição. Embora esses aditivos não sejam necessariamente prejudiciais, levantam a questão de por que são necessários em um produto que deveria conter apenas peixe, água e sal. A adição de aditivos pode ser uma forma de compensar a baixa qualidade da matéria-prima ou uniformizar o sabor entre diferentes lotes. As versões de atum ao molho de tomate são ainda mais problemáticas, pois o molho mascara a qualidade real do peixe.
Atum Ralado em Óleo de Soja com Alto Sódio
A maioria do atum enlatado no Brasil é conservada em óleo de soja, o que traz dois problemas: o excesso de ômega-6 e o excesso de sódio. O óleo de soja é rico em ômega-6, que já é consumido em excesso pelos brasileiros através de alimentos industrializados. O desequilíbrio entre ômega-6 e ômega-3 está associado a inflamações crônicas e outras doenças. Além disso, o óleo de soja mascara o sabor real do atum, dificultando a avaliação da qualidade. Muitas marcas contêm altos níveis de sódio, o que pode ser perigoso para hipertensos e pessoas com problemas renais.
Atum de Procedência Importada sem Rastreabilidade
O Brasil importa atum processado de diversos países, o que dificulta a rastreabilidade da cadeia do pescado. Quando o atum é capturado em um oceano, processado em outro país e embalado com outra marca, as chances de falhas na cadeia de frio aumentam, o que pode levar à formação de estamina. Sem rastreabilidade completa, o consumidor compra sem saber a origem e as condições de processamento do produto.
Latas Amassadas, Oxidadas ou com Lacre Comprometido
Latas amassadas, oxidadas ou com lacre comprometido podem indicar que a integridade do produto está comprometida. Danos no revestimento interno da lata podem permitir a migração de componentes da lata para o alimento e a entrada de ar e microrganismos, comprometendo a esterilidade da conserva.
Consumo Excessivo sem Rodízio de Espécies
O consumo excessivo de atum, independentemente da marca, pode levar ao acúmulo de mercúrio no organismo. O limite de mercúrio para atum fresco é maior do que para outros peixes, mas esse limite foi estabelecido com base na contaminação do peixe, e não no risco real para o consumidor. Para grávidas, lactantes e crianças, o risco é ainda maior. A recomendação é limitar o consumo de atum a no máximo duas porções pequenas por semana e alternar com peixes menores que acumulam menos mercúrio.
Gomes da Costa Atum Sólido ao Natural
A Gomes da Costa é a marca mais tradicional e vendida no Brasil. Em testes, foi confirmado que suas latas contêm atum verdadeiro. A versão sólida ao natural utiliza pedaços inteiros de lombo, indicando matéria-prima de melhor qualidade, e a conservação em água e sal elimina o problema do óleo de soja.
Gomes da Costa Atum Sólido Light em Sódio
A Gomes da Costa oferece uma versão com redução de até 86% na concentração de sal, o que é ideal para quem precisa controlar o consumo de sódio. Combinada com a conservação ao natural em água, essa versão oferece o atum mais limpo possível dentro de uma lata.
Coqueiro Atum Sólido ao Natural
A Coqueiro é a segunda marca mais vendida no Brasil e possui o selo Dolphin Safe, que certifica que a pesca não causa danos a golfinhos. Em testes, também foi confirmado que suas latas contêm atum verdadeiro. A versão sólida ao natural mantém o perfil nutricional mais limpo.
Coqueiro Atum em Azeite de Oliva
A escolha do meio de cobertura faz toda a diferença. O azeite de oliva é rico em ácidos graxos monoinsaturados, associados à redução do colesterol ruim e proteção cardiovascular. A Coqueiro oferece atum em azeite, que combina a praticidade com os benefícios de uma gordura saudável.
Gomes da Costa Atum em Azeite de Oliva Extra Virgem
Na linha premium da Gomes da Costa, o atum em azeite de oliva extra virgem representa o topo da oferta nacional. O azeite extra virgem é a forma mais pura e nutritiva de azeite, preservando todos os polifenóis e antioxidantes naturais.
Tours Atum em Pedaços ao Natural
A Tours é uma marca que se posiciona no segmento premium do mercado brasileiro de conservas. O atum em pedaços ao natural é preparado com lombos selecionados e envazados manualmente, garantindo maior cuidado no manuseio.
Pescador Atum Sólido ao Natural
A Pescador é uma marca da Camil Alimentos, e foi confirmada pela Proteste como contendo atum verdadeiro. A versão sólida ao natural utiliza o lombo do atum, conservado em água e sal, combinando qualidade comprovada com preço mais acessível.
As do Mar Atum em Azeite de Oliva
A As do Mar é uma marca portuguesa presente no mercado brasileiro, que traz a tradição centenária das conservas portuguesas. O uso de azeite de oliva como meio de conservação é a norma em Portugal, oferecendo um produto de qualidade superior.
Sardinha Enlatada como Alternativa ao Atum
A sardinha merece destaque como a alternativa mais segura e inteligente para quem busca os mesmos benefícios nutricionais com muito menos risco. A sardinha é um peixe pequeno que acumula quantidades mínimas de mercúrio e é rica em ômega-3, proteínas, vitamina D e vitamina B12. Além disso, é riquíssima em cálcio quando consumida com as espinhas.
Atum Fresco ou Congelado de Peixaria Confiável
A melhor alternativa é o atum fresco ou congelado comprado em peixarias de confiança. O atum fresco não passou pelo enlatamento, não tem óleo de soja, caldo vegetal, conservantes ou sódio adicionado. É peixe puro com todos os nutrientes na forma mais biodisponível.
Dicas Finais
Ao comprar atum enlatado, preste atenção à espécie, ao meio de conservação, ao sódio, à integridade da lata e não exagere no consumo. Limite o consumo a duas ou três porções por semana e alterne com outros peixes. Ao abrir a lata, preste atenção ao cheiro e à cor do atum.

