10 marcas de Queijo que VOCÊ DEVE evitar (e 10 que SIM deve comprar)

10 marcas de Queijo que VOCÊ DEVE evitar (e 10 que SIM deve comprar)

Breve Resumo

O vídeo aborda a importância do queijo na alimentação brasileira, destacando tanto os riscos de produtos clandestinos e contaminados quanto as marcas que garantem qualidade e segurança. Ele alerta para a necessidade de verificar a procedência e os selos de inspeção dos queijos, além de apresentar 10 marcas confiáveis disponíveis no mercado.

  • Queijos clandestinos e contaminados representam sérios riscos à saúde.
  • A inspeção sanitária é fundamental para garantir a segurança do produto.
  • Existem diversas marcas de queijo no Brasil que investem em qualidade e merecem a confiança do consumidor.

Introdução

O queijo é um alimento onipresente na dieta brasileira, consumido em diversas refeições ao longo do dia. Apesar do grande consumo e da movimentação bilionária da indústria de laticínios, muitos consumidores desconhecem que nem todos os produtos comercializados como queijo são seguros ou autênticos. O vídeo expõe a realidade de queijos clandestinos, fraudes em rótulos e contaminações que podem colocar em risco a saúde da população.

Queijo Minas Artesanal de José Antônio dos Reis de Melo

Em setembro de 2025, a Anvisa determinou o recolhimento de todos os lotes de Queijo Minas Artesanal produzidos por José Antônio dos Reis de Melo a partir de 26 de abril de 2025, devido à presença das bactérias Listeria monocytogenes e estafilococos coagulase positiva. A Listeria pode causar listeriose, uma doença grave com sintomas como febre, dores musculares e, em casos severos, meningite e morte, especialmente em gestantes, idosos e imunocomprometidos. Já o estafilococos produz toxinas que causam intoxicação alimentar com vômitos e diarreia intensos. O caso serve de alerta para a importância de verificar a procedência do queijo artesanal, que necessita de controle sanitário tanto quanto o industrializado.

Minerbon

Em 2023, a Anvisa proibiu a comercialização do queijo mussarela da marca Minerbon, produzida pela Laticínio Mineiro Limitada, devido a irregularidades graves. A empresa utilizava indevidamente o número de registro do CF 3085, pertencente à Laticínios Paladar Mineiro, e não possuía registro no órgão de agricultura competente. Além disso, o rótulo continha informações falsas sobre a origem e o local de produção, classificando a produção como clandestina. A produção clandestina implica ausência de fiscalização das condições de higiene, qualidade da matéria-prima e temperatura de armazenamento, representando um risco para a segurança alimentar.

Do Serro

Em 2024, a Anvisa incluiu a marca do Serro, que comercializa queijo Minas Artesanal, na lista de produtos proibidos devido a problemas relacionados à contaminação microbiológica. Apesar de o queijo artesanal ser uma tradição centenária na região do Serro, em Minas Gerais, a falta de controle nas condições de produção pode transformar um produto tradicional em um veículo de contaminação. O caso afeta a reputação de toda a região produtora, prejudicando os produtores que seguem as normas e colocando em risco a saúde dos consumidores.

Santa Marta

Em 2024, a Anvisa proibiu o queijo parmesão ralado sem desidratar da marca Santa Marta. O parmesão ralado é frequentemente alvo de fraudes, como a adição de amido de milho para aumentar o volume, a mistura de queijos de qualidade inferior e o uso de queijos com maturação insuficiente. Pesquisas acadêmicas já identificaram amido em amostras de queijo parmesão ralado comercializado em supermercados, configurando fraude direta contra o consumidor. A proibição da Anvisa indica que os problemas encontrados na Santa Marta eram graves e iam além de irregularidades de rotulagem.

Buritis

Em 2024, o queijo parmesão ralado sem desidratar da marca Buritis também foi retirado do mercado pela Anvisa. Os problemas identificados foram similares aos da Santa Marta, com o parmesão ralado da Buritis não atendendo aos padrões de qualidade e segurança exigidos pela legislação brasileira. Pesquisadores da Universidade Estadual de Ponta Grossa, no Paraná, demonstraram que muitos queijos parmesão ralados comercializados no Brasil apresentam teores de umidade acima do limite máximo permitido, indicando maturação insuficiente ou adição de queijos menos nobres.

Queijos da Operação Queijo Compensado

Em 2016, a operação "Queijo Compensado" no Rio Grande do Sul identificou irregularidades graves em laticínios da região, incluindo a adição de amido de milho nos queijos para aumentar o rendimento, a reutilização de queijos vencidos e a presença de coliformes fecais em queijos ralados. As marcas envolvidas eram regionais e abasteciam mercados e pizzarias em todo o Rio Grande do Sul e em outros estados. A operação revelou que a fraude em queijos segue o mesmo padrão da fraude no leite, com o leite adulterado na entrada da fábrica comprometendo a qualidade do queijo produzido.

Queijos Produzidos pela Laticínio Santa Maria Netville

A Laticínio Santa Maria Netville, que já havia tido seu leite proibido pela Anvisa em 2023, também fabricava queijos e derivados lácteos nas mesmas condições irregulares. A empresa produzia sem autorização do Ministério da Agricultura, em condições de higiene inadequadas, sem controles de qualidade e com rotulagem enganosa. A Anvisa suspendeu a comercialização de todos os produtos da empresa fabricados entre janeiro e maio de 2023, e a própria empresa iniciou o recolhimento voluntário.

Queijos com Salmonela

Em 2024, a Anvisa proibiu lotes de queijo que testaram positivo para a salmonela, uma bactéria perigosa que causa intoxicação alimentar grave, com sintomas como febre alta, diarreia intensa, vômitos e dores abdominais. A presença de salmonela em queijo indica falhas graves no controle de temperatura, na pasteurização do leite ou na higiene do processo de fabricação. A Anvisa proibiu os lotes específicos identificados como contaminados e determinou o recolhimento imediato.

Queijos com Listeria Monocitogênes

Em 2024 e 2025, diversos lotes de queijos de diferentes fabricantes foram proibidos pela Anvisa por apresentarem contaminação com Listeria monocytogenes. A listeria é particularmente perigosa porque consegue se multiplicar mesmo em temperaturas de refrigeração. A listeriose, doença causada pela listeria, tem uma taxa de mortalidade que pode chegar a 25% em grupos de risco, como gestantes, recém-nascidos, idosos e imunossuprimidos. Os queijos mais suscetíveis à contaminação por listeria são os queijos frescos e os artesanais que não passam por processo de pasteurização adequado.

Queijos Clandestinos Sem Inspeção

A categoria de queijos clandestinos, produzidos sem nenhum tipo de inspeção sanitária, representa o maior risco ao consumidor brasileiro. Esses queijos são vendidos em feiras livres, mercados de bairro, beiras de estrada e até em supermercados menores, sem selo de inspeção (SIF, SIE ou SIM). São fabricados em condições desconhecidas, com leite de origem duvidosa, sem controle de temperatura, sem análises laboratoriais e sem nenhuma garantia de que são seguros para consumo.

Marcas de Queijo Confiáveis

O vídeo apresenta 10 marcas de queijo que investem em controle de qualidade, mantêm seus registros em dia, passam por fiscalizações regulares e entregam ao consumidor brasileiro um produto seguro e saboroso:

  1. Freemesa
  2. Quatá
  3. President
  4. Piracanjuba
  5. Italac
  6. Vigor
  7. Escala
  8. Santa Clara
  9. Tirolez

Dicas Práticas para a Compra de Queijos

O vídeo oferece dicas práticas para auxiliar o consumidor na hora da compra de queijos:

  • Verificar sempre se o queijo tem o selo de inspeção (SIF, SIE ou SIM).
  • Prestar atenção na temperatura de exposição nos supermercados, que deve estar entre 2 e 8ºC para queijos frescos e mussarela.
  • Desconfiar de preços muito baixos no caso do parmesão ralado, optando por comprar o queijo em peça e ralar em casa.
  • No caso de queijos artesanais, comprar apenas de produtores que tenham registro e que sigam as normas do Ministério da Agricultura ou dos órgãos estaduais.
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