A determinação para achar o sentido da vida: Eduardo Marinho at TEDxAvCataratas

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Breve Resumo

O vídeo é um relato pessoal sobre a busca por sentido na vida, contrastando a experiência do autor em uma família abastada com a realidade da miséria nas periferias. Ele descreve suas tentativas de se encaixar em diferentes caminhos, como o Banco do Brasil, o exército e a faculdade de direito, e como se sentiu desiludido em cada um deles. A palestra aborda a importância dos afetos e da solidariedade, criticando a competição e a busca por objetivos materiais como fontes de insatisfação.

  • Busca por sentido na vida e insatisfação com os caminhos tradicionais.
  • Importância dos afetos e da solidariedade em contraste com a competição.
  • Crítica à sociedade construída para favorecer uma minoria e submeter a maioria.

Infância e o Despertar para a Miséria

O autor narra sua infância em uma família rica e o choque ao ser levado a uma favela aos seis anos, após uma promessa de sua mãe. Essa experiência o confrontou com a miséria e a desigualdade, gerando questionamentos sobre a razão da pobreza e a falta de respostas satisfatórias. Ele observava as pessoas mais pobres, buscando entender seus códigos e sentir igualdade, mas percebia diferenças no tratamento entre eles e a dificuldade em encontrar um propósito.

A Busca por Enquadramento e as Desilusões

Na adolescência, o autor sentiu-se deslocado por não compartilhar os interesses de seus pares e questionar a desigualdade. Tentou se enquadrar trabalhando no Banco do Brasil, mas se sentiu como uma peça substituível. A busca por um propósito o levou a questionar o sentido da vida em sua classe social, onde o sofrimento era invisível.

Exército e a Desilusão com a Repressão

Para não magoar a família, ingressou no exército, influenciado pela imagem de segurança pública transmitida por seu pai. No entanto, a realidade de ser instruído a reprimir a população o fez pedir desligamento, confrontando-se com a desaprovação familiar e sendo chamado de "louco" pela segunda vez.

Contato com a Realidade da Educação Pública e a Escolha do Direito

Ao fazer um cursinho pré-vestibular, teve contato com a realidade da educação pública, percebendo a superficialidade do conhecimento oferecido e a intencionalidade de manter o povo ignorante. Decidiu cursar direito, buscando explicações para a miséria e o poder econômico, mas se desiludiu com a falta de ação e a distância da realidade do povo.

Desligamento da Universidade e a Busca pela Experiência da Pobreza

Decidiu abandonar a universidade, entregando os documentos ao pai como um pagamento pela educação recebida. Saiu de casa, rompendo com a família, e foi viver sem profissão, pedindo comida e buscando entender a realidade das periferias.

Aprendendo a Ouvir e a Crítica à Competição

Na Amazônia, percebeu que sua linguagem acadêmica não era compreendida pelos garimpeiros e aprendeu a ouvir e a se comunicar de forma mais eficaz. Refletiu sobre a competição, que sempre o incomodou, e a forma como a sociedade a impõe, preparando as pessoas para competir em vez de viver em harmonia.

A Miséria Planejada e o Medo de uma Vida Sem Sentido

O autor expressa sua crença de que a miséria é planejada e sua recusa em participar desse sistema. Relata uma conversa com um senhor de 90 anos que, apesar do sucesso financeiro, sentia que sua vida não tinha sentido por ter negligenciado os afetos. Essa experiência o motivou a buscar uma vida com propósito, mesmo que isso significasse a morte.

A Importância dos Afetos e a Crítica à Sociedade

O autor valoriza as relações solidárias encontradas nas periferias, contrastando-as com a ignorância programada pela sociedade. Critica a sociedade construída para favorecer uma minoria, onde a busca por objetivos materiais gera insatisfação. Ele ressalta a importância dos afetos como objetivo de vida e a necessidade de questionar as mentiras que nos cercam.

A Coragem de Viver uma Vida com Sentido

O autor afirma que nunca se sentiu corajoso, mas sim motivado pelo medo de viver uma vida sem sentido. Ele prefere não ter nada a sentir que sua vida valeu a pena, encontrando satisfação em ver as pessoas refletindo diante de sua arte. A angústia de empresários bem-sucedidos reforça sua convicção de que o ideal de construir patrimônio não é o que satisfaz o ser humano.

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Transcrição

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0:00 [Música] é isso aqui é um relato pessoal da minha vida eu não acho que tem grandes coisas não mais as pessoas perdem o contato que parece causar reflexões eu nasci numa família abastada e teve acesso a uma boa escolaridade há muito boas informações e vive sempre um patamar médio alto mas uma coisa sempre me incomodou a existência da miséria das periferias quando era menino ainda seis anos de idade e minha mãe fez uma promessa e e conseguiu a tal da graça e me levou para

0:47 a favela para distribuir pães era um cumprimento da promessa dela e eu fiquei estarrecido eu vi crianças da minha idade deveria situações que eu não imaginava ea partir daí eu comecei a questionar a minha mãe tem um lugar no caminho de volta para casa porque tem pobreza porque tem miséria porque essas pessoas são assim e as respostas do vinho a resposta era sempre foi assim e sempre vai ser para com isso isso foi me acompanhando mas me marcou e da maneira que sempre que eu podia eu observava as pessoas mais pobres os empregados nos clubes onde eu ia eu tentava me aproximar eu queria entender essas pessoas que pareciam que não tinha outro código e eu conseguir a simpatia deles mas não era simpatia dele que me interessava eu queria sentir igualdade

1:33 então me tratava muito bem mas quando se tratava entre si eu percebi que era diferente entre eles falavam com igualdade como eles eram gentis e eu fui crescendo uma luta dá nada sem saber o que fazer se sabe nenhuma profissão me interessava percebi que no meu meio social das crianças e aí na dor e no primeiro os meus anos na adolescência aquele assunto é incómodo ninguém queria falar sobre isso quando cheguei no que nos 15 anos eu estava convencido de que tinha alguma coisa errada porque o que mais me interessava o assunto que me interessa não interessa a ninguém eu não conseguia me entrosar e nenhum grupo agora repelido eu questionava rogan da minha classe diante das pessoas mais pobres e eu era visto como um extraterrestre um cara estranho um cara

2:20 meio maluco então desistir de tentar me enquadrar me enturmar e comecei a tentar enquadrar fiz um curso banco do brasil entrei vamos ver como é que se trabalha nesse mundo você tinha 15 anos passei dez meses saiu valorizado de demissão do banco do brasil porque eu achei que ele era um parafuso uma porca uma peça que pode ser facilmente trocada eu tenho necessidade de realização na vida a pergunta ficou pra que serve a vida para que serve a vida na minha classe a vida seria torcedor fluida mas eu me sentia constrangido de usufruir diante da miséria que eu vi os meios que eu andava não se via miséria civil serviçais mas como a gente viajava as periferias das cidades são o cinturão de miséria sempre então eu vi que tinha milhões de

3:05 miseráveis milhões de pobres e não entendia não conseguia entender a minha classe fugir dessa visão sempre golos sempre goiás e eu me sentia preso ali quando eu saí do banco do brasil claro eu queria me enquadrar para não magoar a família porque eu não via nenhuma profissão que me interessasse eu não tinha vocação pra nenhuma posição a arte na época não era vista pela minha família como uma coisa séria era um robin e eu nem pensamentos e diageo é coisa para as horas vagas então fiz um curso do exército meu pai era militar e o pensamento foi exatamente esse eu não quero fazer nada do que me apresento que você na vida de repente acendeu uma luzinha militar claro sempre no meio militar e militar

3:50 fácil aí eu fiz um concurso passei e fui conhecer o exército por dentro meu pai me apresentou exército como é um fator de segurança pública como uma coisa boa pra todo mundo que protegia o povo mas que estava dentro do exército as instruções que eu recebia era me atirando contra a população e depois de um ano e pouco dentro do da escola de cadetes eu digo com fuzil na mão apontando pela manifestação de estudantes gente desarmada isso jogava todos os quadros que tinha aprendido com meu pai não é que eu quero ficar o exército serve para reprimir a população e não proteger então pedir desligamento do do exército foi a segunda vez que me chamaram de luca primeira foi no banco do brasil e sair

4:36 do exército e minha família ficou magoado meu pai mais magoada energia muito orgulho de ser militar seguir a carreira dele então eles pegaram e me resolveram pagar um cursinho pré vestibular o mais barato que tinha seu primeiro contato que eu tive por gente saída do ensino público e essas pessoas eram destruídas eu achava o conhecimento deles tão superficial que não acreditava eu falava com meus colegas com vocês o vagabundo você não estudar vocês não sabem nada vocês orçamento superfície das coisas e um belo dia um amigo meu me trouxe uma prova do 3º ano do ensino médio na escola pública achei que era brincadeira foi a primeira vez que eu sentir que essa quase esgotada que a maioria das pessoas enganadas que aquilo ali não há educação de verdade a diferença da minha educação é tão

5:22 brutal que eu já achei que era uma coisa intencional não estão mantendo o povo ignorante um tempo e foi confirmando isso na época a sua intuição eu liguei muito pela intuição disso porque a razão me dizia que eu estava errado a razão mandava eu me garantir às pessoas que fossem que gates tem que se garantir e eu percebi que o tarantino era uma música eterna aí fiz vestibular pensei até em fazer belas artes mas a relação familiar foi tal que o filho não tudo bem tudo bem foi na faculdade peguei os currículos de superalimentação onde tinha matemática jogar fora não chia física biologia química e fui eliminando tudo isso eliminando tudo no final sobre um dos cursos belas artes e direito direito tá bom pra vocês admito estar pelo menos isso vou fazer

6:08 direito entrei na universidade e pela primeira vez eu vi explicações pras minhas questões porque na miséria am quem domina o mundo como as coisas são feitas como a política é influenciada pela pelo poder econômico e fiquei encantado durante três meses depois eu percebi que era só conversa fiada nesta chegada dessa fiada conversa fiada uma revolta que não funcionava que não ia falar a linguagem do povo que ninguém ali entrava em favela time e eu percebi que a grande maioria é pobre não tem que chamar os pobres para a luta mas os pobres estão aí destruídos e narcotizada como a mídia criminosa que planta valores usando tecnologia do inconsciente de repente eu percebi que os homens se

6:54 sentiu culpado pela própria pobreza a gente quer sabotar desde antes de nascer o mundo já recebe mal quando vem mas ele se sente culpado sua própria natureza quando uma novela numa novela o o pobre que é legal chega no fim da novela e enriquece você vê que essa como prêmio o pico rico safado durante uma vida inteira no fim na novela ele ficar na miséria tatuando a miséria como castigo então a miséria hoje é considerado um castigo nem competência não é um planejamento social de repente online universidade eu não quero mas aqui não eu não quero ser advogado melhor vou lá dar não quero ser doutor eu vou fazer a diferença de 1 t nada eu queria ser um do outro lado e foi isso que eu fiz quando cheguei em casa meus

7:40 documentos de desligamento da universidade primeiro peguei os documentos e entreguei meu pai como se fosse um pagamento de uma dívida olha você me dou melhor escola e as melhores condições e você sempre me cobrou para entrar na universidade eu não vou terminar mas na época não pude é que eu não quero voltar a fazer a experiência de não ter nada a ele facilitou o processo também fosse você sai por essa porta você não é mais fim você não faz parte da família pode esquecer que a gente existe na hora foi só anos depois eu percebi que isso foi a grande vantagem porque eu saí sozinho desprovido de família e pode formar famílias em todos os lugares que eu ia nos primeiros tempos eu fui sem profissão sem nada vou não ter nada mesmo eu sempre digo em bater nas portas de pedir comida na minha ingenuidade eu

8:26 pedia comida estava sobrando do vasco nos bairros mais abastados mas ali as pessoas me davam resto já teve caso eu saí da casa sentar na calçada começar a comer chegou um carro de polícia o cara que me dou comida a filha não quero mais ficar nesses bairros não eu comecei ali mas com as periferias nas favelas nos ponteiros imposto verde estado pelo estava na cidade só eu estava de carona e sempre conversando sempre conversando e tratando com as pessoas mais pobres na ilusão universitária de instruí-los eu ficar falando falando falando falando um belo dia no meio da amazônia eu estava conversando com um grupo de garimpeiros eu percebi que estava rindo da minha cara porque não estava entendendo nada falou tá falando um monte de palavras acadêmicos o povo não faça essa língua ea academia

9:12 onde aprendi de repente não deu uma luz pois eu tenho duas orelhas dois olhos e uma boca podem falar e comecei a ouvir comecei a perceber o código de comunicação dessas pessoas comecei a ver que eles têm outro código de comunicação o que me levou até ali a não aceitação do mundo como me apresentou me apresentar um mundo onde ia ter que competir com todo mundo eu fui atleta desde o colégio militar desde os 10 anos de idade ganhar um monte de coisa é certa o troféu de corrida e fazer ciclismo dela também mas quando quando foi chegando mais mais velho mais novo você não percebe mais velho mas ainda assim 18 anos eu comecei a perceber a tristeza dos derrotados aí perdeu um gol na competição eu não

9:59 quero produzir esse sentimento eu não quero mais competir mas o mundo cobra que você entra nessa quando eu falei com o tenente mas é que eu não quero mais competir eu comecei a ser percebido buscará medalhas o mundo tá me cobrando plantava universidade falei não quero mais competir a família me podia me acolheu com afastamento e quando eu fui pobre da periferia eu percebi que a competição grande falcatrua nós não estamos nos preparando para viver em uma sociedade harmônica quando era moleque achava que a pessoa a médica um cara escolhi a profissão da medicina para diminuir o sofrimento das pessoas que sofrem e hoje vejo que não faz medicina para ganhar dinheiro também status o cara fala não vou para um lugar onde não tem médico porque não tem estrutura

10:46 lá é mais exatamente que não tem estrutura e precisa de médico lá tá cheio de gente essa mentalidade empresarial foi implantado na sociedade eu acho que a miséria é uma coisa planejada e eu não vou participar disso a minha resposta do meu pai eu comecei quatro horas com ele antes da última saída com a mochila nas costas já resolvido ele dizia para onde você vai eu não sei o que vai fazer não sei o que se vai viver não sei se você ficar doentes e quebrou a perna eu só vou pensar nisso se acontecer o meu medo é viver uma vida sem sentido um fator determinante nestes momentos foi quando eu tive com o senhor de quase 90 anos meu prédio que nunca tinha falado comigo além de 8

11:32 ele estava sentado na na saída do prédio e de repente estava saindo e me chamou para conversar essas coisas são os acasos entre aspas né ele falou a senhora eu fiz tudo o que me disseram para fazer eu sou um cara bem sucedido na vida de comércio exterior eu tenho empresa de importação e exportação eu ganho um dinheirão eu sou um vitorioso mas oscilando perto dos 90 anos eu tô cheio de doença do monte de remédio eu sinto que a mostra chegando de repente olhei pra trás ea minha vida não faz o menor sentido eu sou um vitorioso mas eu me sinto um derrotado isso foi antes de pedir desligamento da universidade eu saí dali em transe isso vai acontecer comigo eu vou morrer antes mas não chega

12:20 nada desse caso dessa maneira então quando eu saí pra vida eu saí pra morrer porque pra viver aquela vida que lhe foi imposta programada eu preferia nem viver e foi aí que eu comecei a entender o mundo foi que comecei a valorizar as pessoas que são os valores na sociedade porque no meio que eu fui vivendo periférico as relações eram muito mais bonitas as pessoas eram muito mais solidária a ignorância crassa é óbvio que era graça e é ainda mas por uma atitude programada da sociedade que nega educação essas pessoas e ainda cumprir essas pessoas conseguem ignorar antes eu não quero participar disso eu não sei o que eu vou fazer mas eu não vou fazer eu não vou participar dessa sociedade da maneira que lhe foi imposta como conseqüência que podia ser eu tinha

13:07 certeza que não chegaram aos 30 anos de idade achei que ia morrer antes mas passaram os 30 anos e aí eu achei que nós chegamos 40 porque houve muita morte à minha volta muita violência um cara morreu de um tiro do meu lado e outro morreu de overdose no meu quarto dele que fugiu do hotel é dar problema eu achava que a minha vida também estava prestes a acabar mas eu passei os 40 e quando cheguei aos 50 respondo sempre artesanato na rua e já dizendo que eu penso do mundo na minha arte cheguei 50 alguém ver uma câmera filmou botou no youtube e as pessoas começaram a me procurar eu não cheguei cá falou nada demais mas as pessoas acharam que eu falo o que eu falei acho óbvio eu encontrei a insatisfação e exatamente o que eu disse quando eu sair da universidade eu vou procurar satisfação na vida ou eu vou encontrar

13:53 eu vou morrer procurando por que entrar na vida frustrante índice mm é apresentada eu não vou entrar eu não quero dizer servindo como viver a vida foi no sentido sozinho ou cinco quando começa quando eu percebi uma pessoa refletindo diante de um trabalho meu ano essa é a função que eu escolhi essa é a função que eu quero na vida que é apresentada pra gente um satisfaz eu andava de carona vai errar um carro muito caro e dá carona mas eu peguei foram 20 anos de carona eu peguei algumas reuniões com empresários bem sucedidos e todos eles declararam angústia são pessoas que não revelam suas angústias do seu no seu meio mas quando encontra um cara que é um merda social que tem articulação que tem entendimento

14:39 eles confessam coisas incríveis nos ouvir confissões incríveis e o que mais me impressionou é que os empresários bem sucedidos tinha uma angústia muito grande aí eu percebi que o ideal que é apresentado a gente quer construir patrimônio enriquecer não é o ideal da vida da gente o que satisfaz o ser humano é afeta e ninguém disse isso pra gente aquele lá que falou que se sentia frustrado perto da morte que olhar pra viver a vida não faria sentido ele falou comigo que ele atropelou os afectos da vida dele os filhos deles dele eram distantes dele do mesmo jeito que enquanto ele estava lutando pra fazer sucesso empresarial ele pagou pessoas muito competentes para cuidar dos filhos agora ele estava tudo em dia precisamos de ajuda os filhos moravam longe para com pessoas muito competentes para

15:25 tratar dele e ele sentia falta de acerto uma vez eu estava na periferia e ao cineasta fortaleza e estava numa casa abandonada e vários mendigos dentro e um era bem velho e estava morrendo eu cometi no deslize de falar vamos levar o hospital eu só ouvi uma voz a ciência está maluco deixem morrer em paz eo para morrer sorrindo um cachorro ele não vê na cara dele e se cai na rede enquanto que o cara lá era rico de grana era pobre porque não tinha feto a gente esquece do afecto à sociedade uma conta o afeto como objetivo de vida ea gente vive iludido quanto mais você alcance objetivos materiais mais insatisfação você tem e você estabelece um outro objetivo de material isso é um grande engano a gente está

16:10 cercado de mentiras por todos os lados eu penso que a sociedade foi construída por uma elite dos reis que precisavam provar sua nobreza eles morreram na sociedade de forma a favorecer uma minoria zinha em cima e submetendo grande maioria e os reis hoje são os grandes banqueiros e os médios empresários que modelam a sociedade é uma farsa uma democracia invadiu as instituições inclusive as universidades de colocaram tudo a serviço de interesses empresariais inclusive a competitividade ela evita que as pessoas se unem as pessoas percebo é um inimigo do outro um formando hoje na universidade ele está apavorado ele vai ser a universidade vai cair no mercado não pega pra cá todo mundo é

16:56 amigo de todo mundo eu acho eu achei muito fácil me recusar isso a você foi muito corajoso eu nunca senti coragem eu tinha um medo muito grande de viver uma vida sem sentido com relação é para viver a vida sem sentido não tem nada que valha a pena não ter riqueza que vale a pena eu prefiro não tem nada mas senti que a minha vida valeu a pena isso quem está dizendo pra mim não sou eu é o mundo porque eu falo e fico pasmo com o página que o teu carro o equipamento foi campeão o fundo demais eu acho que no fundo todo mundo sabe bom deu tempo e valeu gente obrigado

17:41 [Aplausos] [Música]

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