Breve Resumo
A Revolução Francesa foi um evento crucial que marcou o fim do absolutismo na França e influenciou o mundo com seus ideais de democracia, direitos humanos e nacionalismo. A revolução, impulsionada por desigualdades sociais e influenciada pelo Iluminismo, resultou na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, na separação entre Igreja e Estado e no surgimento do nacionalismo.
- Fim do absolutismo na França.
- Influência do Iluminismo.
- Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.
- Separação entre Igreja e Estado.
- Ascensão do nacionalismo.
Contexto Histórico e Descontentamento Social
No século XVI, a França ainda mantinha características feudais, como privilégios para o clero e a nobreza, que incluíam isenção de impostos e reserva de cargos públicos. O poder político estava concentrado nas mãos do rei, o que gerava insatisfação no terceiro estado, composto pela burguesia, artesãos e camponeses. A burguesia, influenciada pelo Iluminismo, buscava o fim do absolutismo, a abolição das práticas mercantilistas e dos privilégios feudais, além de exigir direitos políticos, já que sustentava o Estado com seus impostos.
A Influência do Iluminismo e a Convocação dos Estados Gerais
O Iluminismo, com suas críticas ao mercantilismo, ao absolutismo e aos privilégios do clero e da nobreza, influenciou a burguesia francesa. Autores como Voltaire, Montesquieu, Rousseau, Diderot e Adam Smith defendiam a separação de poderes, o fim da sociedade estamental e a igualdade jurídica. Diante da pressão, o rei Luís XVI convocou os Estados Gerais, uma assembleia formada pelos três estados da sociedade francesa: clero, nobreza e o terceiro estado.
A Formação da Assembleia Nacional Constituinte e a Queda da Bastilha
A burguesia, buscando votações individuais, enfrentou a resistência do clero e da nobreza. Em resposta, o terceiro estado e parte do baixo clero se uniram e se declararam legítimos representantes da nação, formando a Assembleia Nacional Constituinte. Temores de repressão real levaram o povo a tomar a Bastilha, a prisão estatal, marcando o início da Revolução Francesa e forçando o rei a reconhecer a Assembleia.
A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão e a Monarquia Constitucional
Em 26 de agosto de 1789, a Assembleia aprovou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, que assegurava os princípios da liberdade, igualdade e fraternidade, além do direito à propriedade privada. Em setembro de 1791, a Constituição foi finalizada, estabelecendo a Monarquia Constitucional, a divisão de poderes e o fim dos estamentos. O rei Luís XVI tentou fugir, mas foi capturado e executado em 1793.
A Convenção Nacional e a Divisão entre Girondinos e Jacobinos
A Assembleia Legislativa foi substituída pela Convenção Nacional, que implantou a República. No entanto, divergências entre girondinos (moderados) e jacobinos (radicais) dividiram os revolucionários. Os jacobinos, representando a média e pequena burguesia, assumiram o poder e implementaram o voto universal masculino, o fim da escravidão nas colônias e o Tribunal Revolucionário.
O Período do Terror e a Reação Girondina
A radicalização do governo jacobino, marcada pela Lei dos Suspeitos e pelo Tribunal Revolucionário, resultou no período conhecido como Terror. Em 1794, os girondinos retomaram o poder, revogando muitas das medidas jacobinas, o que gerou insatisfação popular.
O Diretório e a Ascensão de Napoleão Bonaparte
O Diretório, buscando conter os ideais revolucionários e enfrentar ameaças externas, recorreu ao exército, liderado por Napoleão Bonaparte. Napoleão deu o golpe de 18 de Brumário, instaurando o Consulado, um governo mais centralizado que prometia estabilidade.
Legado e Influência da Revolução Francesa
A Revolução Francesa é importante por seus ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, que influenciaram o cenário político mundial. Ela marcou o fim do Antigo Regime e inaugurou a era contemporânea, moldando a relação da França com outras nações. O Iluminismo se espalhou pelo mundo, influenciando a forma como a sociedade via as relações de poder, a igualdade política, a economia e o fim da escravidão. Além disso, a Revolução Francesa impulsionou o nacionalismo e a ideia de um governo com participação popular, base da democracia.

