A tribo mais BIZARRA e EXÓTICA que já visitei!! (choque cultural real) 🇪🇹

Sou Mochileiro www.youtube.com

Breve Resumo

O vídeo relata a experiência do mochileiro no Vale do Homo, Etiópia, explorando as tribos Caro e Hammer. Ele mostra a hospedagem no Emerald Lod, a cultura e os costumes da tribo Caro, incluindo suas pinturas corporais e alimentação, e participa de uma celebração na tribo Hammer, onde experimenta o ritual de beber sangue de carneiro e saboreia um churrasco tradicional.

  • Hospedagem no Emerald Lod e exploração do Vale do Homo.
  • Imersão na cultura da tribo Caro, conhecendo seus costumes e alimentação.
  • Participação em ritual e churrasco na tribo Hammer.

Hospedagem no Emerald Lod

O autor apresenta o Emerald Lod, a única opção de hospedagem para quem visita as tribos próximas no Vale do Homo. Ele mostra o quarto onde passou a noite, destacando sua semelhança com as casas das tribos locais, com teto de palha e decoração que retrata a cultura local. O quarto é amplo e confortável, com eletricidade, ventilador, mosquiteiro e banheiro com chuveiro de água quente, um luxo na região. A varanda oferece vista para as casas dos moradores locais da tribo Hammer.

Visita à Tribo Caro

Após uma hora e meia de viagem, o autor chega à tribo Caro, uma das menores do Vale do Homo, com cerca de 9.000 habitantes. Eles vivem nas margens do rio Homo e sobrevivem da agricultura, pecuária e pesca. O autor conta com a ajuda de um guia local, Zino, para se comunicar com a tribo, que possui sua própria língua. Diferente da tribo Hammer, os Caro são conhecidos por suas pinturas corporais feitas com giz, argila e carvão, utilizadas em rituais, celebrações ou como forma de expressão.

Costumes e Cotidiano da Tribo Caro

A vida na tribo Caro segue um ritmo lento e conectado com a natureza e as tradições. O corpo é uma tela de expressão, com pinturas que representam rituais e o estado de espírito. As crianças brincam com o que a natureza oferece, as mulheres preparam a comida e os idosos observam tudo em silêncio. A tribo é poligâmica, onde os homens podem ter várias esposas, desde que paguem o dote de 127 cabritos por cada uma. As mulheres preparam o Adawana, a comida mais comum da tribo, feita com farinha de sorgo e feijão.

Alimentação e Segurança na Tribo Caro

O autor observa o processo de secagem da pele de vaca, que será utilizada como tapete para reuniões e refeições. Os homens da tribo explicam que as pinturas corporais representam diferentes coisas, como o estado de espírito ou um aviso de ausência para troca de mercadorias. Eles também mostram as armas que utilizam para se proteger de outras tribos e de predadores como cachorros do mato e chitas. O autor experimenta o Adawana, a comida mais popular da tribo, feita com farinha de sorgo, água e feijão, e a descreve como uma comida simples e nutritiva, essencial para o dia a dia da tribo.

Crianças Soldado e Busca por Água

Ao sair da tribo Caro, o autor encontra crianças responsáveis pela segurança da região, munidas de armas. Ele explica que é comum nas tribos locais não saberem a idade, pois contam o tempo através da lua. As armas são obtidas através da fronteira com o Quênia e o Sudão do Sul. Próximo ao hotel, o autor mostra um local onde os moradores locais cavam buracos para buscar água de um rio submerso, que abastece as tribos e vilarejos próximos.

Convite para Celebração na Tribo Hammer

Após visitar a tribo Caro, o autor recebe um convite de Muga, da tribo Hammer, para participar de uma celebração com comidas típicas. Ele se sente honrado com o convite e retorna à tribo Hammer para o segundo dia de experiência.

Ritual do Abate do Carneiro

O autor presencia um ritual onde um carneiro é abatido. O sangue do animal é coletado em uma cabaça e oferecido para os membros da tribo beberem. O autor experimenta o sangue, descrevendo-o como salgado e com textura de leite.

Churrasco Tradicional na Tribo Hammer

Após o ritual, o autor acompanha o preparo de um churrasco de carneiro. A carne é cortada em pedaços, espetada em galhos e assada na fogueira. Para salgar a carne, eles fazem furos e adicionam água com sal. O autor experimenta o churrasco com acompanhamentos locais, como o "muna" (pão feito com farinha de milho e sorgo) e o "derbadá" (cuscuz com moringa), e aprova a combinação de sabores.

Celebração de Casamento e Despedida

O autor descobre que a celebração é em comemoração ao casamento de uma das irmãs de Muga. Ele se sente honrado em participar desse momento especial e encerra sua experiência na Etiópia, expressando seu desejo de retornar ao país e sua surpresa com a gastronomia local.

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Transcrição

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0:02 [Música] Mais um dia na África, mais um dia na Etiópia. Eu continuo no Vale do Homo. Se você não assistiu o episódio anterior, eu sugiro que depois que você ver esse daqui, você vá lá e assista, porque nós já visitamos aqui na região um mercado fascinante de uma tribo que chama Hammer. Essa região toda é famosa por abrigar 16 tribos de diferentes etnias. Então, foi uma experiência muito marcante. Nós visitamos a tribo deles, comemos com os moradores locais e ficamos muito felizes com toda a hospitalidade que tivemos. Então, não perca a oportunidade de conhecer essa tribo, esse mercado. Então, depois que você ver esse vídeo aqui, vai lá e

0:49 assista. Eu vou deixar passando aqui no Cards. E agora eu estou num lugar que chama Emerald Lod. Essa é a única hospedagem para todos que querem visitar algumas tribos próximas. Aqui eles têm 36 casinhas dessa e foi nesse local que nós passamos à noite. Então, antes da gente sair para continuar explorando aqui o Vale do Homo, conhecer mais tribos locais, eu quero te levar para ver o nosso quarto, onde dormimos. Eu sei que tem muita gente que gosta de ver os lugares que passamos à noite e esse daqui merece porque ele é bem diferente de outros lugares aí que eu já me hospedei pelo mundo. A intenção desse LD é imitar um pouco a

1:34 casa das tribos que tem esse teto de palha e são nesse formato. Olha só que legal. É um quarto bem amplo com esse teto alto de bambu e palha. Temos eletricidade, um ventilador de teto, alguns quadros retratando a cultura local. Temos um sofá, essa cama muito confortável, com bons travesseiros e esse mosqueteiro, um cofre. Aqui temos um banheiro com chuveiro com água quente, o que é um luxo aqui nessa região do mundo. Uma varanda com vista para mais algumas casas de moradores locais, tribos

2:22 hammer, que vivem aqui também, ó, ao redor do hotel. É um local perfeito para você descansar, repor as energias antes de sair por aí explorando mais dessa região. E agora que você já conheceu o nosso cafo fofo, eu vou tomar o meu café da manhã porque saco vazio não para em pé e vamos continuar explorando o que essa região tem de mais interessante para ser mostrado. tribos [Música]

3:44 1 hora e meia de distância daquele hotel que você acabou de Nós chegamos em uma das menores tribos aqui do Vale do Homo. Eu estou falando da tribo Caro. Eles são aproximadamente 9.000, enquanto outras tribos aí tem 50.000 habitantes, 30.000. Essa daqui é bem pequenininha e eles vivem nas margens de um rio que é o rio Homo. Então eles sobrevivem da agricultura pecuária e também da pesca. E aqui, assim como na Hummer Tribe, que nós visitamos no episódio anterior, nós tivemos que contactar o morador local, porque, como eu já disse, na Etiópia eles falam mais de 80 línguas e aqui nessa tribo eles têm a língua própria.

4:29 Então, por isso aqui está o Zino. O Zino é morador local e vai est ajudando a gente aqui, vai est caminhando com a gente em meio à tribo. Aqui atrás de mim já estão alguns familiares dele. Olha que interessante, as mulheres aqui com os rostos pintados, as vestimentas típicas e diferentemente da tribo Hammer, onde as mulheres é colocam barro e manteiga no cabelo, aqui eles são conhecidos por pinturas corporais. Então é mais um lugar exótico que eu tô muito feliz em conhecer e em poder mostrar para você. Então, nós vamos caminhar aqui com a ajuda do nosso guia, vamos eh comer alguma coisa também, uma comida típica aqui dessa tribo. E é isso, a medida que for tendo informações interessantes, eu vou passando para

5:15 você. >> Mike. >> Yeah. What's your name? >> Mun. >> Muntain. >> Mun. Nice to meet you. Nice to meet you. What's your name? Alina. >> Alina. >> Alina. Nice name. >> Brasil. Brasil >> what your name? >> Ali >> dali dali. >> What's your name? >> Sarah. >> Hello. Nice to meet you. My name is >> what your name? Go. >> Goba. Nice to meet you. Go. Thank you. How are you? Mike.

6:01 Romé Rom. Nice to meet you. Rom. >> A vida aqui na tribo Caro parece andar em outro ritmo. Um ritmo que não tem pressa e que não se mede por relógios. As margens do rio Homo, esse povo vive conectado com a terra, com o rio e com tradições que atravessam gerações. O corpo aqui é mais do que corpo. É tela, é expressão, é linguagem. Eles usam tintas feitas com giz, argila e carvão para se pintarem rituais, celebrações, ou simplesmente porque sim, porque faz parte de quem são. Enquanto caminho pela vila, vejo crianças brincando com o que a natureza oferece.

6:47 Vejo mulheres preparando comida, idosos sentados à sombra, observando tudo em silêncio. Não é uma vida fácil, mas é uma vida vivida com intensidade. E quanto mais tempo passo aqui, mas eu entendo para eles, modernidade não é sinônimo de progresso. O progresso aqui é manter o que faz sentido e deixar o resto passar com o rio. O nosso guia acabou de nos dizer que essa também é uma tribo poligâmica. Então aqui o homem pode ter três, quatro mulheres, desde que ele consiga pagar por elas, porque tem o Dot e o Dot aqui são 127 cabritos. Então, se alguém se interessa pela filha de alguém, essa pessoa tem que der 127

7:35 cabritos pra família, pro pai e pra mãe dessa dessa filha, para então ter o casamento realizado. Isso se a família quiser, porque a família que escolhe com quem a filha vai se casar. Então, se ele tem três esposas, ele tem que ser capaz de manter as três esposas e tem que dar para cada uma delas uma ocazinha dessa daqui, ó. Então, uma esposa vive em uma, a outra vive em outra e a outra vive naquela outra lá atrás. E o centro da vila é sempre o local de encontro, o lugar de confraternização, o local de refeições, de reuniões. E é aqui que a gente está agora. Como você pode ver, tem muitas crianças, eh alguns adultos e não são

8:22 necessariamente todos da mesma família. Uma coisa muito comum entre essa aldeia e a anterior que a gente visitou é que aqui, enquanto os homens estão pastoreando as cabras, as ovelhas, cuidando das plantações, as mulheres ficam na aldeia preparando as refeições. E aí quando essas pessoas, os homens voltam do trabalho, eles se reúnem aqui no centro e comem. E isso que ela tá fazendo é o Adawana, uma das comidas mais eh simples e comuns nessa tribo. O que ela tá fazendo aqui é transformando o sorgo em farinha e depois ela vai usar essa farinha para preparar então esse prato que eu vou mostrar para você já já.

9:07 [Música]

10:01 Aqui, ó, eles estão secando a pele de uma vaca que foi morta recentemente. Então isso daqui vai virar um tapete que eles vão utilizar depois para se sentarem aqui no chão, para fazer reuniões, celebrações e refeições. Ó que bacana. fica no sol aqui com esses pauzinho fincados para esticar bem e vai levar alguns dias até isso daqui estar completamente seco. Nós conseguimos reunir aqui atrás todos os homens da tribo, os principais, os mais velhos, os que são mais respeitados e os que mandam aqui. E as pinturas corporais são feitas com argila e cada pintura representa alguma coisa diferente. Então pode representar desde o estado de

10:47 espírito, como que ele tá se preparando para ir pescar ou para ir pra lavoura ou quando ele quer dar um aviso de de que vai ficar uns dias fora, ele pinta o corpo pro povo saber que ele está numa missão especial de troca de mercadorias, de compras, de produtos. E aqui estão algumas armas que eles utilizam para se proteger aqui no vilarejo. Eles usam isso para se proteger de outras tribos e também para se protegerem de animais que podem vir aqui atacar rebanho, galinha, gado, enfim. Hienas não habitam esse lugar. Elas ficam mais na região próxima à capital, mas aqui sim existem alguns outros predadores, como cachorros do mato e chitas. Então, proteção é uma

11:33 coisa essencial para eles aqui. O que eu tenho aqui na minha mão é o Ada ano, a comida mais popular da tribo caro. Eles consomem isso daqui todos os dias. Aqui eu tenho uma mistura de farinha de sorgo que foi moída na hora. Eles adicionam água, fazem uma massa com essa farinha, depois eles colocam feijão para cozir. >> Depois que esse feijão tá cozido, eles adicionam a água desse cozimento nessa massa e depois o feijão. Aí misturam tudo e fica parecido com uma farinha,

12:20 digamos que quase que um feijão tropeiro sem linguiça, sem ovo. E é mais uma comida, é que deve ser consumida compartilhando. Você deve comer isso daqui com outras pessoas. E eles se reúnem sempre aqui no centro da tribo para comer esse prato juntamente com outras coisas. Por ser uma tribo isolada e pequena, a alimentação deles é bem básica. Então isso daqui faz parte do dia a dia de todos que estão aqui. É o principal, é o que dá força para essa galera ir pra lavoura, trabalhar com os rebanhos, plantações. E agora eu vou ter a chance de provar e mostrar para você. Acompanhamos toda a preparação e vamos ver se valeu a pena a espera da Ana. OK.

13:09 Eu devo esmagar nas minhas mãos um pouco assim, fazer uma bolinha e agora mandar para dentro. Tá servido. É uma comida para encher barriga. É isso. Porque não tem sal, não tem outros temperos. Você sente bastante o gosto do feijão, tá cozido de uma maneira legal. Então tem a textura dele também que se mistura com a textura desse sorgo. É uma comida que cai bem com várias outras coisas. Então tudo que você adicionar aqui vai cair bem porque parece um acompanhamento de um prato principal. Só que para eles isso daqui é o prato principal sem acompanhamentos. Então é uma comida que faz aquilo que ela deve

13:54 fazer. nesse caso, sustentar, dar forças, ajudar as pessoas aí, né, a irem pros campos, fazer aquilo que eles sabem fazer de melhor. Para mim é mais uma comida de tribo muito diferente >> por todo esse contexto tá super aprovado. Já faz alguns minutos que saímos da tribo Caro e estamos passando por várias estradas de terra. Em uma delas, nós encontramos esse garoto, essa criança, que é responsável por fazer a segurança dessa região aqui, dessa parte da estrada. Assim como ele, nós vimos vários todos munidos de armas, assim, ó,

14:41 metralhadoras. Olha isso. Eles ficam sentados na beira da estrada e você tem que se identificar para eles para poder passar em certos lugares. Eh, ele é da tribo Caro também, então ele tá cuidando da segurança da tribo. Mais pra frente nós veremos outros mini soldados. Eles não sabem a idade que tem. Isso é uma coisa muito comum entre várias tribos, porque eles não têm dias, eles não contam dias da semana, dias do mês, é tudo através da lua. Então você pergunta a idade para uma pessoa da tribo caro, eles não sabem nenhum. Então isso é uma coisa muito muito interessante e acontece também com a tribo Hammer. Enfim, o governo já tentou intervir o governo da Etiópia nessas

15:28 tribos, mas todas elas têm a sua própria jurisdição, então eles deixaram de lado. E essas crianças, assim como os membros dessas etnias, conseguem essas ermas cruzando a fronteira do Kênia e do Sudão do Sul. O Kênia tá só a 30 km daqui e o Sudão tá a pouco menos disso. Então, todas essas armas, esses armamentos que nós vemos com esse pessoal são de lá. Mas olha só que interessante, crianças soldado aqui na Etiópia. Nós estamos agora numa área bem próxima do hotel em que estamos nos hospedando, que eu mostrei para você no início do vídeo. E aqui onde eu estou, ó, é um local onde os moradores locais dessa região vem todos os dias em busca de

16:16 água. Isso mesmo. Eles cavam buracos aqui, ó, com as próprias mãos até surgir a água, porque aqui embaixo tem um rio submerso. Olha só. Aí essa água é a que abastece algumas tribos, alguns pequenos vilarejos e casas próximas daqui. Tudo é transportado aqui, ó, com burrinhos. Ali, ó, tem mais uma pessoa chegando para pegar a água. Hoje, quando passamos aqui pela manhã, haviam algumas crianças cavando aqui, ó, esse local,

17:01 tá vendo aí? água brota e você reclamando aí que a água do seu chuveiro não esquenta. E olha só que bacana o que aconteceu depois que visitamos a Caro Tribe. Nós tivemos tempo só de voltar para hotel, descansar um pouquinho, tiramos aquelas pinturas do rosto e o nosso guia recebeu uma ligação do Muga, que é aquela pessoa que vive na Hammer Tribe, que nos mostrou o mercado Hammer que nós visitamos aqui ontem, está num episódio anterior. Se você não viu, vai lá, assista que você não vai se arrepender. Ele nos ligou e nos convidou para voltarmos aqui até a tribo dele, da família dele, porque hoje eles vão fazer uma celebração, tal, e vai ter mais comidas que eu ainda não provei e ele

17:50 quer nos mostrar e consequentemente mostrar para você que tá acompanhando o canal. Então vai ser o nosso segundo dia nessa tribo provando mais algumas comidas típicas daqui com eles, a Hummer Tribe. Olha que legal, que honra. Me sinto honrado com isso, cara. Então é bom estar de volta. O MA já tá ali no meio, ó, conversando com o Brey, que é o nosso guia lá de Adisadaba da capital, que tá acompanhando a gente em toda essa jornada aqui pela Etiópia. He Muga, how are you doing, man? Thanks for invite us again. That's very nice. Thank you. Yeah.

18:47 O que eu não sabia que antes da refeição haveria um ritual e um carneiro está ali. Enquanto isso, uma faca é afiada lenta e cuidadosamente. O som do metal cortando o é o prenúncio do que vem a seguir. Um furo e um corte preciso no peito do animal. Mãos firmes o seguram. Em seguida, ele é virado de cabeça para baixo e o sangue ainda quente escorre para dentro de uma cabaça. Aqui esse gesto não é apenas parte do preparo, é tradição, é respeito pelo alimento. É a forma como o povo Hemmer se conecta aquilo que vai alimentar a vila. Uma coisa que eu não sabia que ia acontecer aqui é que eles iam abater um

19:36 carneiro. >> Essa é a única carne que eles consomem. Essa tribo, pelo menos essa daqui especificamente, não consome carne bovina, somente carne de cordeiro. E depois que eles abateram o carneiro, eles colocam o sangue do carneiro aqui nessa eh bacia. Então, depois que eles coletam o sangue, eles devem beber enquanto o sangue ainda está fresco. >> E eles vão passando a bacia de mão em mão e cada um da tribo bebe. Eles disseram que eu posso tentar provar que eles nunca viram uma pessoa de fora

20:23 fazer isso daqui antes. Então, vamos lá, né? A gente tá aqui para viver essas experiências. Olha aqui o sangue aqui na bacia. [Música] O sangue ainda tá quente. Parece, cara, parece uma bebida com leite. É essa textura. É, parece isso. >> Vou dar mais uma mexida aqui e provar mais um pouco antes de passar para outra pessoa da tribo.

21:16 >> É isso. Tribo Hammer. [Música] Eh, eu nunca tinha feito isso antes, beber o sangue do animal que acabou de morrer, sentindo ele ainda quente. É esquisito. A bebida melhor, o sangue tava bem salgado e numa textura de leite. E eu tô indo agora no carro pegar uns lenços umedecidos, porque eu acabei derrubando algumas gotas enquanto bebia aqui no meu braço. E tá começando a juntar alguns mosquitos aqui, ó. Então eu quero me limpar antes de irmos pro

22:04 restante do processo, porque agora eu descobri o que que vai ser a comida, vai ser um carneirão. Depois dessa experiência, fui convidado a acompanhar o preparo do churrasco. O carneiro é erguido e pendurado em uma árvore enquanto uma faca afiada começa o trabalho. A pele se solta em movimentos firmes. Os órgãos são retirados e separados para serem usados depois. Ao meu lado, uma criança pequena observa tudo no colo do irmão mais velho. Eles não dizem nada, apenas seguem cada gesto, como se conhecessem aquele processo desde sempre. Grandes pedaços de carne então são cortados e atravessados por galhos finos. Um a um, eles são cravados no

22:50 chão, ao lado da fogueira, para que o vento leve o calor até a carne. A fumaça sobe carregando o aroma enquanto a tribo segue reunida, preparando outras coisas e aguardando o momento de comer. Ja. [Música] Olha [Música]

23:38 só o processo que eles fazem para salgar a carne. Eles misturam sal na água, trazem a carne para cá no espeto, fazem furos na carne e depois >> eles adicionam a água nela. >> Eu achei que não ia ter sal nenhum. Me surpreendi agora. Olha só, ele vai fazer uns furos ali com a faca, uns cortes, na verdade, ó. E nessa tigelinha ali tem água e sal.

24:33 E aqui na minha frente, olha que honra, eu tenho o verdadeiro churrasco etiope. ou melhor, o churrasco da tribo Hammer. Nós no Brasil temos o famoso pão de queijo e aqui eles têm o muná. >> Muna. >> Muna. que é uma massa feita com farinha de milho e farinha de sorgo. Eles misturam farinha de milho com farinha de sorgo, água, enrolam na mão, depois colocam numa panela e levam ao fogo. Essa panela tá com alguns galhos dentro que é para justamente a massa não agarrar nela. E depois de um tempinho eles tiram esse pãozinho. Dizem que isso daqui é o acompanhamento perfeito pra carne. Então isso daqui é literalmente

25:20 uma receita de churrasco local, o churrasco dessa tribo. E o que que não pode faltar no churrasco? Carne. E aqui, como você já viu, eu tenho carne de cordeiro, que eles chamam de cicaá, que é a carne no espeto. Sicauá. Igual nós temos o churrasco na espada, no espeto, eles também tm e é kauá. E aqui eles têm o vinagrete local que é o derbadá. É uma comida muito comum, eles fazem de várias maneiras também é uma bolinha feita com sorgo e farinha de milho e eles transformam isso em um cuscuz. Aqui eles adicionaram moringa, que é uma folha tradicional daqui de uma árvore que eles comem com tudo. Então, esses três itens

26:06 fazem um churrasco local. Eu não vou perder tempo não, senão vou ficar sem. Vamos ver se é gostoso. Vou primeiro aqui, ó, no cuscuz com a folha de moringa. Cara, essa folha ela é amarga, mas muito saborosa. Ela lembra uma espinafre misturada com chicória. Muito bom. Traz uma textura gostosa. Não é só a massa, né? Tem as folhinhas quebrando na boca ali. E a massa, como não tem muito sabor, tá saborizada com a água do cozimento dessas folhas de moringa. Então, tá bem gostoso. Eu achei muito, mas muito bom. Antes de comer tudo junto, eu quero provar cada item separado. Então, agora eu vou na muca

26:52 Muna. Muna. >> Vamos ver. [Música] Que diferente. Tem uma textura mais firme, mais durinha, mas me lembra no sabor o inhoque, só que ao mesmo tempo me lembra também o cural. Então, se você adicionar molho bolonhesa nisso daqui, queijo ralado, cara, dá para passar facilmente pro inhoque. Se você colocar canela e um pouquinho de açúcar, vai lembrar mais um cural de milho. É, as duas comidas em uma. Eu achei bem bom, bem diferente. E agora eu quero comer da maneira certa, provar um pedaço dessa carne. É o mesmo cordeiro >> que eu bebi o sangue agora a pouco.

27:51 >> Essa casquinha dele tá muito gostosa. Tá com gostinho de brasa. Esse sal que ele jogou no final fez toda a diferença porque tá aqui, tá presente a carne não tá tão macia, mas tá muito saborosa. E junto com isso daqui é perfeito. Carne de cordeiro dessa maneira feita na brasa. Não tem erro, é perfeito. E com esses acompanhamentos aqui, cara, que isso? É muito, >> mas muito bom. Hum, >> hum. Ó, nota 10 de 10. Que churrasco gostoso para mim. Tá, ó,

28:37 >> super aprovado. E >> nós acabamos de descobrir que a razão deles estarem fazendo essa confraternização é porque uma das irmãs do Muga vai se caser. Então, ela aceitou o pedido de casamento, né? Os pais aceitaram o pedido de casamento de uma das filhas. Ela tá aqui no canto. Eu não vou apontar para ela tal, para não ficar um pouco constrangedor, mas ela vai se casar. Ela é a mais nova da família, então por isso que todos eles estão aqui comemorando. Então tem grupo de gente ali comendo, tem outro grupo ali comendo, tem outro grupo ali e a gente aqui. Olha que honra, cara. >> Perfeito. E eu acho que não tem maneira melhor de encerrar essa experiência aqui nesse país incrível. Então eu espero que

29:22 você tenha gostado de conhecer um pouquinho da Etiópia comigo nessa jornada, em todos esses vídeos que eu publiquei aqui no canal nessa experiência africana. É um país que com certeza eu voltaria de novo e a comida, a gastronomia daqui me surpreendeu demais. Então se você gostou do que viu, vai lá, mete o dedão no like, se inscreve no canal se você não é inscrito, que ainda tem muita coisa para eu mostrar para você agora. de outro destino, de um próximo país. Dito isso, que os bons ventos continuem nos liando sempre. Valeu, fui. Até.

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