0:00 เฮ [Música] Há 120 anos, a FTD Educação tem como missão [Música]
0:47 transformar a 120. [Música] Há 120 anos, a FTD Educação tem como missão transformar [Música] o Há 120 anos, a FTD Educação tem como missão transformar o futuro por meio da educação, pensando além e inspirando a descoberta, a escolha, a liberdade e a cidadania. apoiado nesses mesmos valores,
1:33 o sea, Olá. [Música] Há 120 anos, a FTD Educação tem como missão transformar o futuro por meio da educação, pensando além e inspirando a descoberta, a escolha, a liberdade e a cidadania. Apoiado nesses mesmos valores, o SIM Sistema de Ensino, tem como proposta estabelecer uma parceria que busca melhorar o IDEB dos municípios
2:20 e apoiar os professores no desenvolvimento integral de seus alunos. Essa solução educacional completa oferece material atualizado e uma plataforma educacional digital que torna um ensino híbrido uma realidade na rede pública. Escolher o sim sistema de ensino é contar com toda a estrutura de apoio pedagógico e com uma consultoria educacional qualificada que oferece apoio e formação continuada para professores e gestores. Os alunos têm acesso ao ambiente digital Iônica, que traz os livros físicos em versão online e diversos conteúdos, como vídeos, áudios, jogos e muito mais. Para os professores, a Ionica oferece as melhores ferramentas para facilitar o planejamento das aulas, além de
3:06 relatórios de desempenho dos alunos, apoio olá Ah, não tô conseguindo entrar aqui, guri. Socorro,
3:53 Lu. Lu, você tá me ouvindo? Lu, olá, sejam todos bem-vindos e bem-vindas. Esta é uma noite muito especial em que nós estamos todos juntos para iniciarmos uma trilha formativa no ensino da matemática, trabalhando com estratégias
4:39 pedagógicas para professores de terceiro, quarto e quintos anos. Para nós, enquanto FTD, é motivo de orgulho estar nesta noite com a nossa colega consultora educacional, professora Luciane Chiques, para juntas iniciarmos esta trilha que com certeza será de muito sucesso e de muitas aprendizagens. Eh, eu vou me apresentar então para vocês. Eu sou Zaira Rotiles, sou consultora educacional da FTD Educação, sou branca, tenho cabelo na
5:25 altura dos ombros, sou mulher, uso óculos, eh tenho no meu pescoço o col educação e ao fundo da minha tela uma um fundo azul, dois tons de azul. eh com a mensagem conectamos histórias, construímos futuros. Eh, quero desejar as boas-vindas para todos vocês, professores, que estão neste momento, após a jornada diária de trabalho, aqui ao vivo conosco para trabalhar, para conhecer, para refletir e produzir conhecimento. conhecimento
6:11 esse que vai reverberar nas nossas práticas diárias junto aos nossos alunos. Luciane Chiques, seja bem-vinda mais uma vez. É uma alegria enorme dividir essa telinha contigo nesta noite que será de muito significado para todos nós que somos professores da das escolas públicas municipais de norte a sul deste deste Brasil nosso. Muito boa noite. Sinta-se acolhida por todos nós. Muito obrigada. Então vamos lá, gente. Pessoal, a gente tá com probleminha. Eu vou precisar da ajuda da Zaira aí, do povo, do pessoal da nossa consultoria.
6:58 Nós estamos com dois links, então tem um povo que tá aqui com a gente e tem um povo que tá lá no outro link esperando começar. Então, Zaira, é importante nossas consultoras aí avisar o pessoal que é esse que o link per certo que nós estamos. Teve uma questão aí de troca de link, então o pessoal tá perguntando que horas que começa e nós já estamos começando. Então Zara, avisa as meninas, por gentileza, para alguém entrar naquele link lá e colocar na barra dele esse link aqui, tá bom? Então vamos lá gente, vamos começar, vamos começar a nossa conversa de hoje. Muito boa noite para você. Eu posso subir tua apresentação? Pode, Zia. Então vamos lá, pessoal. Boa noite para todos do chat aí. Eu tô, ó,
7:44 pessoal ali tá comentando que é verdade, que tem gente lá no outro link, então a gente precisa dessa ajuda aí. Eh, nós vamos hoje conversar então com o pessoal de terceiro ao quinto ano. Tem gente que já vem caminhando comigo aqui desde a educação infantil da nossa live de apresentação. Sejam muito bem-vindos, viu, pessoal? Eh, a gente acaba tendo alguns problemas aqui de tecnologia, de comunicação, mas faz parte do show, né? Então gente, pra gente não perder mais tempo, eu vou começar aqui a galera que vem vem vindo do outro link, aí eles assistem depois esse comecinho que perder ali pela pela gravação. Então, como sempre, vocês que estão aqui comigo no chat, eh vou fazer algumas provocações aqui. Eu gostaria que vocês
8:30 mantivessem a conversa comigo. Às vezes eu não consigo ficar lendo tudo, mas eu vou ali tentando caçar as informações pra gente poder manter a nossa conversa. Gente, o objetivo dessa noite, ele não é diferente dos demais. O objetivo dessa noite é que a gente eh amplie o nosso conhecimento. Lembrando que a aprendizagem ela é um processo e essa aprendizagem não é porque a gente viu, a gente imediatamente aprende. Às vezes precisa de algum alguns processos acontecerem dentro da gente pra gente realmente ter essa aprendizagem. Então, eh, mais do que trazer para vocês um exemplo de uma atividade, trazer uma ideia de uma atividade por pela atividade, meu desejo é que a gente compreenda o que tá acontecendo, tá?
9:16 Então, o meu desejo é que a gente compreenda o que por trás do bastidores, desse conhecimento apresentado aos alunos, o que que tá rolando, né? que que tá acontecendo. Então, a gente vai eh eu vou trazer para vocês algumas eh provocações. A gente vai ter algumas conversas aí a nível de uma provocação pra gente poder estruturar essas ideias. Essa live de terceiro a quinto, ela começa hoje, mas nós vamos ter mais encontros. Então, vamos lá. A gente vai ter mais um encontro em maio e mais um encontro em agosto. Então, vocês vão perceber que vai ficar faltando coisa da minha fala. Eu vou falar de algumas operações e vão ter outras que eu não vou aprofundar agora. Não, Luciano, mas você não falou dessa parte, a gente tá doido para ver essa parte da divisão e
10:02 coisa e tal. Então eu dividi um pouquinho os assuntos para que não fique muito eh pesado, uma quantidade muito grande de informação, tá? Então, por isso é que eh eu vou dividir um pouquinho os assuntos. Então, a live de hoje ela não vai esgotar todo toda a minha fala, OK? Então, vamos lá. Povo de Cláudio, gente, eu vejo esse povo em peso aqui, ó. Cláudio Minas Gerais. Cláudio Minas Gerais. Eu tô doidinha para estar lá com eles pessoalmente, que a gente tem um convite aí rolando, né, gente? Boa noite para vocês, sejam bem-vindos, viu? Então, vamos continuar aqui nosso bate-papo. Eh, e o povo de Minas em especial, né? A gente tem um povo aqui, tem gente que acaba não identificando da onde é, mas assim, eu vou olhando aqui no chat e vou vendo Minas, Tui que é uma cidade que eu amei, tá lá também com
10:47 vocês. Que delícia. Maral, Maral também. Planalto. OK, gente, sejam muito bem-vindos, bem-vindas. Então, vamos lá, gente. Anotem as datas aí para não esquecer, tá? Que a gente vai ter aí eh os momentos em maio e e agosto com esse público. Nós temos mais um momento com a educação infantil, OK? E nós vamos ter mais dois momentos com as crianças de primeiro ao quinto. Então, vamos lá. De primeiro de segundo, desculpa. Aqui, ó. primeiro e segundo ano, nós vamos ter mais um encontro no dia 13 de maio e mais um encontro no dia 12/08, mas aqui é primeiro e segundo. Tem gente que acaba querendo acompanhar todos os encontros. Para mim é um privilégio. Eu me sinto feliz e acho que
11:33 é válido se tiver essa oportunidade, porque hoje eu sou professora do quinto, amanhã eu sou do terceiro, depois eu sou da educação infantil, depois eu sou do primeiro. E mesmo aquela pessoa que gosta de uma determinada faixa etária, eu tô, eu tô lá no no segundo ano, por exemplo. É importante saber o que vem antes e o que vem depois, né? É sempre importante estar por dentro desse assunto aí que vai rolando. Povo, só um detalhe que eu quero já eh deixar um recadinho para vocês é sobre os certificados, tá? Então, a Zaira vai colocar depois aqui para nós o link do certificado mais pro finalzinho da live. E esses certificados eles são encaminhados pro e-mail que vocês colocam quando vocês preenchem esse link. É um link de avaliação que gera certificação, tá? Então, no finalzinho ali, preencham bem certinho. Só cuidado na hora de colocar o e-mail de vocês. Às
12:20 vezes falta uma letrinha, falta um sinalzinho e aí não vai chegar o certificado no e-mail. Ele não chega imediatamente, ele demora um pouquinho, mas ele chega. Então vamos lá. Pergunta para vocês aí, gente, nessa noite de terça-feira. Alguém tem problema aí? Alguém que tá conversando comigo? Maria Fabiana, Marta Carvalho, cadê? A Cláudia Alves, a Miram Oliveira, Dierl Fernanda, Joyce Rocha. E aí, vocês têm algum problema? O link da semana passada não entrou. O que fazer? Conversa direto com a consultora que atende o seu município aí, tá? que ela pode encaminhar o link paraa gente ver o que que tá acontecendo, porque o link não fica aberto por muito tempo, ele expira. Mas vamos lá, chama aí, ajuda aí a consultora. Eh, pessoal, então vocês têm
13:07 algum problema? Eu tenho vários problemas, né? Tem gente aí que que é feliz da vida, cheio de problema, tem gente que é infeliz com poucos problemas, mas afinal das contas, que que é um problema? O que que acontece? Bom, eu me lembro enquanto professora de um uma faixa etária ali de 9 anos, eu lembro que eu perguntei pras minhas crianças o que é um problema. E a criança me fez a seguinte pergunta: "Professora, mas é problema da matemática ou da vida? Aí já me acende uma luz amarela, roxa, vermelha." Oi? Problema nas nossas salas de aula tem uma conotação, mas e na vida da gente? Ele tem a mesma conotação? As crianças daquele momento
13:54 diziam para mim que problema de matemática e da vida são coisas separadas. E aí, será que são coisas separadas? Vamos parar para pensar. Eh, pessoal, algum problema com a imagem ou com o som? Tá, tá OK para todo mundo? Por gentileza, vocês colocam no chat ali para mim se tá tendo algum problema com a imagem ou com o som. Tá aparecendo meu rostinho, tá aparecendo a minha tela e a minha voz. Ok para vocês? Ok, Renata, obrigada, viu? Valeu. Obrigada, Gisele. Perfeito. Vamos lá, então. Bom, gente, problema na nossa vida deveria ter a mesma conotação que problema na
14:39 matemática, mas a gente parece que quando chega na sala de aula os problemas tem uma roupinha, tudo igual e aí começamos ter um problema. Vamos lá. Que que é problema, gente? Vou pegar aqui um do chat. Eduardo. Eduardo é uma pessoa assim que tem uma conta bancária gorda, né, Eduardo? Fala amém aí. Então, ele, se você falar assim, eh, escuta, tô com problema na minha conta bancária. O Eduardo vai falar: "Problema na conta bancária? Não sei do que você tá falando. Nossa, nunca tive nenhum problema de falta de dinheiro ou de um saldo negativo ou de um menos ali na frente do do valor. Sempre minha conta bancária é sempre linda. Então, o Eduardo não entende essa minha linguagem quando eu chego triste falando que eu tô
15:24 com problema na minha conta bancária, porque ele nunca teve um problema na conta bancária dele, porque ele é uma pessoa que tem muito dinheiro. Já eu tenho alguns problemas aí que me incomodam, porque problema é alguma coisa que acontece na vida da gente que incomoda, que tira um pouco do nosso sossego. E principalmente é uma coisa que a gente não sabe resolver. Porque se eu souber resolver não é problema, gente. É uma situação qualquer. Para ser problema, eu tenho que saber não resolver. Então vamos lá, vamos pensar um pouquinho adiante aqui. Vamos olhar um pouquinho para trás nas nossas vidas. Eu vou convidar vocês pra gente fazer uma reflexãozinha. Hoje muitos de vocês já passaram dos 20 aninhos aí, então
16:11 quando a gente olha para trás a gente vai ver que nós temos uma caminhada. Lá Eduardo, sou professor, né? Então, Eduardo, olha que coisa boa. Mas vai que eu tô profetizando aí, né? que o seu salário, mesmo sendo professor, vai ser deslumbrante. Mas vamos lá, gente. Quando eu olho para trás, eu vejo que eu enfrentei muitos problemas na minha vida. Igualmente vocês, principalmente nós que somos professores, né? Enfrentamos muito problema na vida aí para chegar onde chegamos. Mas algumas pessoas ah de convir os nossos problemas nos geraram coisas boas também, né? problemas que às vezes geram dor, geram choro, tristeza, mas geram força, geram inteligência, geram mais conhecimento,
16:57 nos dão capacidade de de enfrentar outras coisas. Então, quando a gente dá uma olhadinha para trás, a gente vai ver que aquelas situações que a gente não sabia resolver, quando a gente consegue, a gente soluciona esse problema, a gente acaba ganhando aí um pouco de experiência e essa experiência vai trazendo aí um conhecimento, algumas coisas de bom pra vida da gente, tá? E o que que isso tem a ver com a nossa live de matemática hoje? Tem uma frase que eu gosto muito, tem gente que discorda dela. Essa frase veio de Einstein. Ele diz assim, essa frase modificada, né? Ela veio sendo reorganizada aí, mas praticamente ela diz assim: "O que não te desafia não te desenvolve". Então, na nossa vida, se a gente faz sempre a mesma coisa, a gente
17:43 faz tudo do mesmo jeito, a gente não evolui no nosso desenvolvimento também. Às vezes tem umas coisinhas que vem para cutucar, fala: "Mas tava tão sossegado, para que que eu fui me enfiar nisso? Para que que eu fui fazer esse negócio? Só que são essas decisões que às vezes jogam a gente num desconhecido que fazem a gente crescer e ganhar a experiência que a gente chama de experiência de vida. E quando a gente olha para esse cenário a nível de vida, eu vou fazer um paralelo desse cenário com a nossa vida na escola. O que nós conversamos na live passada, eu vou repetir para quem não tava, tá? Para que serve a escola? Para que que existe escola na nossa sociedade? Escola existe por um motivo, ensinar. Ela eh os incas chamavam as escolas de
18:30 salas do saber. Lá para aquela para aquele povo, os incas eles tinham um momento aonde tinha-se um problema naquela comunidade deles. E aí eles tinham que discutir esse problema para achar uma solução. Então eles se reuniam nas salas do saber, que eram as escolas. Ou seja, desde muito tempo as escolas em várias sociedades diferentes, ela tem essa essa característica de ensino, de levar um conhecimento, de resolver situações, de tornar a vida melhor ou esse ambiente ou esse momento melhor. Só que nós vimos hoje que a nossa escola ainda vem cometendo algumas gafes aí no meio do caminho, porque a escola tem trazido, vamos colocar aqui
19:16 entre aspas, um conhecimento que muitas vezes não serve para nada. E se esse conhecimento não serve para nada, ele não vai ajudar na nossa vida. Então, para que que eu vou ter esse conhecimento se ele não tem uma serventia? Então eu quando eu chamo vocês professores, pra gente pensar junto o que a escola tem feito de verdade pela nossa sociedade, o que a escola tem feito de verdade que nos faz caminhar de verdade aí com bastante desenvolvimento. Então vamos lá, gente. Tem gente aí chegando da do link errado. Sejam bem-vindos. A gente começou agora, tá? Tô tocando o barco aqui. Vamos lá. Por que que as nossas crianças de hoje, as crianças da geração de hoje, elas gostam de um jogo eletrônico, de um videogame? Por quê? Porque o videogame,
20:02 o jogo desafia essa criança. As nossas crianças gostam de ser desafiadas e a nossa escola hoje, infelizmente, propõe situações que não desafiam a nossa criança e isso gera uma falta de interesse. Ah, Lucio, mas espera lá. Eu sou professora, eu trabalho 40 horas, eu tenho família à noite, tenho filho, tenho tudo, eu tenho que cumprir BNCC que o povo manda, eu tenho currículo para dar conta, eu tenho material de FTD, eu tenho apostila, eu tenho isso, eu tenho aquilo. E você vem com essa história agora de desafiar. Pessoal, a nossa escola precisa caminhar, ela vem caminhando, mas ela precisa caminhar um pouco mais rápido na direção do ensino, porque o ensino precisa passar por algumas partes do
20:48 nosso cérebro, por algumas emoções para que ele se consolide. Enquanto o ensino tá a quem das minhas emoções, tá a quem das minhas reações ou de fazer sentido, não vai fazer parte da minha vida. E mais uma vez eu tô indo paraa escola para perder meu tempo. Então vamos lá, vamos caminhar mais um pouquinho aqui de forma motivadora. Eu vou falar da matemática, né? A nossa amiga linda aqui. A matemática precisa desafiar as capacidades inventivas de nossas crianças, como afirmou Polia ou Polia. Polia é considerado o pai da resolução de problemas. Só que esse hominho aí, gente, não é de agora não. Ó, lá atrás ele vem com essa frase dizendo que os
21:33 problemas matemáticos precisam eh desafiar as capacidades inventivas das crianças. Vamos lá, pessoal. O que são capacidades inventivas? Nossa criança traz algo que é a sua curiosidade, tá? Criança traz curiosidade. Criança ela tem essa coisa de querer saber. Agora, a criatividade é algo que é gerado nessa criança. E a escola é responsável por desenvolver a criatividade. Às vezes a gente olha pra criança e fala assim: "Nossa, que criança criativa". A criança ela tem imaginação, ela é imaginativa, mas a criatividade é algo que precisa ser desenvolvido nas nossas
22:19 crianças. Quando a gente tá trabalhando com a matemática, nós já vimos aí, para quem tá junto comigo, no encontro da educação infantil, no encontro do dos primeiros e segundos anos, que a matemática ela pode ser muito prazerosa, ela pode ser muito legal, ela pode ser muito divertida e isso vai depender bastante da maneira como a gente direciona isso nas nossas salas de aula. Só que se eu, professor, não me aproprio dessa matemática, não vou partir para compreender essa matemática, acaba que eu vou pra sala de aula e eu vou repetir os padrões do que fizeram comigo. E esses padrões não são tão emocionantes assim, tão desafiadores ou que me levam a gostar. Então, quando a gente tá falando aqui de matemática, desde muito pequenininho, a nossa criança precisa ser desafiada, ela precisa ser
23:06 empurrada, entre aspas, aqui para crescer, para ser melhor. E é isso que a gente deve buscar nas nossas aulas. E aí eu vou fazer uma crítica já, porque nós temos professores que são pedagogos, que a gente chama de generalista, que são professores que têm uma abertura muito grande paraa aprendizagem da matemática. E nós temos, infelizmente, uma grande quantidade de professores, muitas vezes, que são especialistas, que são tem a formação e que não estão tão abertos quanto os professores que são generalistas. Essa é uma crítica generalizada, tá, que eu tô fazendo. Existem muito professor especialista excelente, gente, que eu tenho dividido e aprendido muito com eles. Essa semana passada mesmo. Vou fazer um elogio aqui paraa Nova Mutum, que é um município que eu tenho conversado bastante, um grupo sensacional de trabalho, onde a
23:53 professora especialista tem um carinho, uma humildade, é cativante, maravilha. Mas a gente encontra alguns professores que eles têm um padrão de trabalho, foi assim que eu me formei, é assim que eu trabalho e assim que eu vou continuar. E quem sofre nesse sentido são os alunos. Como o nosso público aqui é de terceiro ao quinto, a maioria dos nossos professores aqui são professores generalistas, são professores que não têm uma formação específica. Então, muitos desses professores, eles acabam se permitindo aprender mais. E isso me motiva a trabalhar com esses professores. Isso me faz estudar mais para poder trabalhar com esses professores, porque a gente sente que é aceito o que a gente fala. Então, pessoal, mudar a matemática hoje nas nossas escolas depende muito da atitude
24:39 desse professor. Porque eu posso falar 1000 coisas aqui. Se o professor entrar na sala de aula dele e não quiser colocar em prática, tentar melhorar, tentar mover, de nada adianta. Embora desde o primeiro momento das nossas lives, eu já tenho recebido fotos, eu tenho recebido alguns vídeos de gente que já colocou em prática e o meu coração fica quentinho de saber disso, que tem gente colocando em prática aí, que tem gente correndo já a fazer o que a gente vem conversando aqui. Maravilhoso, gente. É através desse tipo de atitude que a gente vai consegar conseguir inverter aí um resultado matemático no nosso país. Mas vamos lá, vamos paraa frente. Bom, quando falar de matemática. Vem muito forte na cabeça das pessoas a questão da numeração, eu já falei para vocês, né, de continha, mas tá, arma e
25:25 efetue. Certo ou errado? Bom, pessoal, isso é algo que fez parte da nossa vivência. Muitos de nós trabalhou com esse bendito que esse ar me efetuei. Aí enquanto criança, enquanto adolescentes aí, pré-adolescentes, nós eh trabalhamos muito com essa questão do armefetui. Tem alguns professores que não utilizam mais isso com as crianças, mas tem outros professores que ainda utilizam esse mesmo enunciado ali, arme e efetue. Bom, é errado, é certo? Dizer se é errado ou é certo é algo complicado. Desculpa, gente, eu tava lendo o chat aqui, tá? Falar se é certo ou se é errado e entramos num detalhe aqui muito
26:12 delicado. Mais do que pensar se é certo ou se é errado, porque o certo e errado ele é bastante relativo, a gente vai pensar de uma outra forma. Oi, Nati, boa noite. Francisco Beltrão. Então, vamos lá. A pergunta que eu proporcionaria aqui para vocês não é se isso aqui tá certo ou se tá errado. Eu perguntaria para vocês para que, por quê? Para que e por que a gente trabalha algumas coisas com as nossas crianças? Qual é o objetivo? Tá certo ou tá errado? Depende do objetivo que nós vamos traçar no trabalho que a gente vai fazer. Ah, Luciane, mas lá na minha época foi trabalhado, eu aprendi, fez bem para mim. OK? Não vamos eh dizer que tava errado. O detalhe é qual é o público que você tem na sua mão hoje, quais são as
26:59 crianças que você tem na sua mão hoje? E em que medida algumas estratégias, seja o ar me afetue e seja outra qualquer, tem de verdade um benefício na aprendizagem da sua criança. Ah, Luciane, eu tenho visto benefício na minha sala de aula. Se você está vendo o benefício, ok. Mas cuidado, gente. Eu não não posso olhar paraa criança com os olhos da minha criança de sei lá quantos anos atrás. A criança de hoje é uma criança que é nascida na era tecnológica, com menos tempo de concentração, cheia de informação, cheia de recursos diferentes fora da escola e que senta lá na cadeirinha dela, na mesinha dela para aprender de que maneira eu vou separar estratégias. Eu
27:44 vou separar coisas que de verdade vão acrescentar para essa criança. Só fazendo um parênteses aqui. Gente, eu não sou contra trabalhar continha, eu não sou contra decorar a tabuada, não sou contra. Eu só acho que essas coisas têm que ter um paraqu e um porquê claro na cabeça desse professor que tá fazendo. Então vamos lá. Boa noite pro povo do chat. Seguimos aqui nos Boa noite. Eu vou olhando e eu não consigo responder todos vocês, mas gente, sejam bem-vindos. Ah, Palotina, chega aí mesmo. Vamos lá. Bom, vamos pensar então na falando de arma e fetu, vamos pensar de conta em continhas, né? Vamos pensar em contas. Alguém já se perguntou por que isso chama contas? Por que essa palavra que significa contas? Tudo isso, gente,
28:31 veio da história. Tem uma história por trás disso. Nada disso aconteceu de graça. Alguns lugares que eu já estive, alguns municípios que eu já trabalhei, matemática, vocês, eu já falei para vocês da onde vem essa palavra, por que que a gente chama esse negócio aí que tá na tela de vocês de conta? Isso vem lá do ábaco, né? Isso vem de uma necessidade. Só que hoje na matemática essa conta é chamada de algoritmo. Cuidado, gente. Eu escuto tanto professor usando nomenclatura errada. Pessoal, nós somos chique. Vocês lembram disso? O povo de Cláudio, Minas Gerais, aí decorou bem essa fala: "Somos chique". Professor é chique, gente. Vamos falar certo, vamos nos apropriar dessa linguagem eh eh elaborada mesmo,
29:17 porque nós somos professores que estamos aqui numa terça-feira de noite para aprender junto. Olha, que coisa linda. Então, vamos lá. Não podemos confundir a palavra algoritmo com algarismo. Cuidado que tem gente confundindo. Algarismo são os símbolos numéricos. Algoritmo é a vendita da conta. Mas o que é ou para que serve um algoritmo? Gente, por que que a gente ensina conta para as crianças? Primeiro ponto, eu falei já na na live passada, vou repetir. Por favor, gente, eu não quero escutar aquela resposta que diz assim: "Ai, para criança no mercado, para aprender calcular o troco, para aprender receber o troco." Gente, isso aí já é furada, tá? Primeiro que ela vai ao mercado, hoje em dia nem troco quase ela tem. Ela ou paga no cartão, ou é um
30:05 Pix, né? ou é um sei lá o quê. Mas assim, essa essa criança hoje que vai ao mercado, quando ela vai ao mercado, né, a questão da matemática ser útil para dar troco é muito pobre, tá? Então essa parte a gente não vai argumentar mais isso, porque isso hoje na nossa sociedade tá deixando de existir. Essa criança precisa desenvolver raciocínios matemáticos, raciocínio lógico, que vai permitir ela ter um alcance melhor na sua vida. Então vamos lá. Tudo bem? Então é esse o cenário. Para que que eu vou ensinar a continha? Ou para que que serve? O que que é esse algoritmo? Então vamos entender um pouquinho, gente. Algoritmo, tá ali a definição que
30:51 eu tirei do dicionário na matemática, mas o algoritmo ele é um facilitador das nossas vidas. Atenção, gente. Facilitador das nossas vidas. Essa seria eh uma resposta sucinta aí para algoritmo. A conta é um algoritmo, OK? A conta facilita a nossa vida? Essa é a pergunta que eu faço para vocês, porque precisa. Gostei da pergunta. Para quê? Porque, Alessandra, show de bola. Quando você tiver planejando, se pergunte isso, tá? Muitas vezes. Então, vamos lá. Pegar um celular aqui que faz de conta que é um controle remoto. Se eu tiver um controle remoto de uma televisão, tá gente? Adianta eu apontar esse controle remoto lá pro microondas? Hum, hum. Não
31:37 vai fazer sentido. Para funcionar a minha televisão, eu uso o controle remoto da televisão. Então, o controle remoto, ele é um algoritmo, ou seja, ele é um mecanismo que tem um cruzamento de dados dentro dele que serve para facilitar a minha vida. Eu comentei em alguma cidade que eu estive eh na falando o seguinte, eh quando começa essa história de controle remoto, a minha época lá atrás não tinha controle remoto, então e as televisões às vezes tinha um botãozinho de girar assim ainda, né? Você vai lá, você gira, tá muito alto. Aí você senta lá, não tá muito baixo. Agora você gira lá, tá mais, tá baixo, tá alto. Então, quando vem um negócio chamado controle remoto, às vezes a gente pensa assim,
32:24 não precisa, não precisa disso. Só que depois que a gente se acostuma com essa história de controle remoto, ele faz uma falta, gente. Tanto é que os aparelhos de televisão que vem hoje, a maioria deles já não tem mais os botões, eles só funcionam com o controle remoto. Então, as coisas elas vão se modificando na nossa vida. Então, por que que eu tô falando do controle remoto? Eu tô dizendo para vocês que o controle remoto ele é um algoritmo. Pera aí. O controle remoto é um algoritmo. A conta é um algoritmo. O que que uma coisa tem a ver com a outra? Tem a ver que essa conta tem que servir para algo e esse algo tem que facilitar a minha vida. Para ser um algoritmo precisa servir para algo. Hum. Tá. E que que isso tem a ver com a minha aula de
33:10 matemática? E aí que nós vamos lá pro bendito do ar me efetue. Nós vamos lá paraas nossas contas, nós vamos lá paraas nossas tarefas. Veja, matemática não tem como estudar olhando, ah, eu vou olhar aqui para essa conta, vou olhar para essa parte, vou aprender. Não. A matemática só aprende fazendo, não tem outro jeito. A criança precisa, papel, lápis, caneta, fazer para poder aprender. Precisa de recursos para poder aprender. Agora vamos lá. Será que de verdade elas estão aprendendo ou elas estão reproduzindo? Aí é que eu, professor, preciso me questionar. E mais ainda, o que ela está aprendendo serve para melhorar a vida dela? E aí eu venho lá de volta falar de
33:57 problema. Que que é problema mesmo? É um negócio que eu não sei resolver. Daqui a pouco ela parte pra conta. Que que é que que que eu não tô conseguindo conectar ainda essas ideias. Então vamos lá, gente. Vamos juntar os pedacinhos aqui. Vamos lá. A conta ou o algoritmo só serve se servir para resolver algo. Se não, não precisa conta. Se eu não uso para nada, para que que eu vou aprender um negócio que eu não uso para nada? Então tá. Então eu vou pegar uma pessoa lá, vou pegar um bombeiro que vai aprender a usar uma estratégia usada pelo engenheiro. O engenheiro faz um cálculo para poder montar uma planta. O que que o bombeiro vai fazer com essa essa proposta de cálculo do engenheiro na vida dele? Nada. porque ele, a profissão
34:43 dele exige outro conhecimento, não é esse. Então, quando a gente tá falando de escola básica, a gente pensa em conhecimentos básicos que vão trazer a base, que que é a escola básica, educação infantil até o médio. A escola básica, a educação básica, tem que construir em todos os indivíduos uma base de raciocínio, uma base de conhecimentos, uma base de embasamento para que ele possa depois se direcionar para diferentes profissões ou diferentes escolhas. Então, a educação básica tem que trabalhar com esse indivíduo de forma completa. Entre essas coisas de forma completa, entra a bendita da matemática. Essa matemática hoje é muito centrada ainda em números e contas. Essas contas são algoritmos que sozinha não serve para nada. Esse algoritmo
35:30 precisa resolver algo que ajude. Quando eu tenho um problema ou uma situação que eu não sei resolver, que aí é um problema, eu vou buscar ferramentas para me ajudar a resolver esse problema. E quem que ajuda a resolver o meu problema? Se eu estou na sala da minha casa, sentada na frente da televisão, querendo ligar essa televisão, quem resolve o meu problema? o meu controle remoto, que é o meu algoritmo. Eu aperto um botão e ele liga a televisão para mim. Pronto, problema resolvido. Na minha vida, eu preciso dos algoritmos ou das contas para me ajudar a desenvolver certos tipos de raciocínio que vão resolver problemas da minha vida. Não necessariamente ir no mercado fazer
36:15 troco. Então, uma coisa começa a se ligar na outra. Agora vamos lá, vamos olhar paraa nossa criança. Gente, nós temos uma criança que tá no terceiro ao 5inº ano, OK? Se essa criança tá bem na idade certinha ali, ela vai ter 7 para 8 anos até ali 10 anos. Essa faixa etária, vamos colocar aqui, né, entre 8, 9 e 10 anos. Lembrando que tem criança mais jovem um pouquinho. Essa faixa etária, a nossa criança, de acordo com o Piagê, é uma criança que ainda não tem o seu raciocínio abstrato completo. Ele ainda não tem aquela abstração que vocês adultos já têm. Quando vocês vão preparar uma aula para essa criança, vocês imaginam coisas e
37:02 outra, vocês estão vendo, vocês sabem o conhecimento que vocês vão passar. Essa criança, ela tá no escuro, ela não sabe o conhecimento que ela vai que vai vir para ela tentar aprender, muito menos de que maneira que isso vai acontecer. E eu não posso me basear na minha compreensão. Eu tenho que descer e entender como que esse raciocínio tá aqui embaixo, onde a criança ainda não tem abstração. Lembre, gente, a matemática é 100% abstrata. Número não existe, conta não existe. São tudo representações, são esquemas que a gente faz ali, de preferência numa calculadora, num papel, numa num computador que vão trazer respostas, mas isso não é pegável. Pegável é a situação
37:47 que eu tô vivendo. Agora, conta, o número, esse essa linguagem matemática, ela é extremamente abstrata. Cuidado, cuidado pra gente não levar essa linguagem tão abstrata de forma como se ela fosse concreta. Mostrar pra criança como é que é. Arruma uma conta que a unidade dezena e centena não é ensinar, é passar. É ensinar é fazer a criança construir tudo isso. Mas vamos lá, vamos pensar junto, então. Vem comigo, gente. Zaira, você tá aí? Zaira tá me ouvindo? Cadê a Zaira, gente? Zaira é minha super parceira. Não ver se a Zara consegue me ouvir. Zaira, cadê você? Quando a Zaira chega aqui, a gente vai
38:33 conversando. Opa, Zaira. Zara, você consegu vídeo? Tá aqui. Você quer passar o vídeo agora? Só um segundo, se prepara aí que eu já vou pedir. Gente, eu vou passar um videozinho. Ele é um vídeo de comédia, mas ele tem um fundo de verdade muito grande. Esse vídeo até quem me apresentou foi a própria Zaira. E eu gostei bastante desse vídeo porque ele traz pra gente uma reflexão importante sobre essa história de compreensão, de raciocínio abstrato, de raciocínio concreto. Então Zara, coloca o vídeo aí pra gente, por favor. Traz seis. Aí eu fui come [Aplausos] pães.
39:19 Eu acho que ele começou adiantado. E quando eu era criança, minha mãe me deu dinheiro, falou: "Estevan, pausa ele vai, vai lá na venda, compra 10 p." Quando eu era criança, minha mãe me Beleza, posso colocar? Pode, por favor. deu dinheiro, falou: "Estevan, vai lá na venda, compra 10 pães, se tiver ovo, traz seis". Aí eu [Música] fui e voltei com seis pães. Aí minha mãe falou: "Por que que você fez isso?" Falei: "Isso qu, minha senhora?
40:06 Por que que você comprou só seis pães? Porque tinha [Música] ovo. Aí você vai dizer que criança burra? Criança boa não, meu amor. Criança literal. Não cabe a nós literaris questionarmos qual a relação entre ter ou não ter ovo no estabelecimento com a quantidade de pães a ser adquirida. A vez é porque se tiver ovo, mais gente do bairro vai querer comer pão com ovo, é para deixar pão para eles. Não sei, não quer saber. Não estou aqui para ficar conjecturando. Eu só quero cumprir a sua ordem que foi muito clara, que é compra 10 pães, se tiver ovo trazis. Cheguei lá na venda, falei: "O
40:52 senhor tem ovo?" Tenho, então me dá seis pães. Obrigada, Zaira. Pode colocar a apresentação de novo. Isso. Obrigadão, gente. É, é uma sátira que tem muito sentido. Olha, olha o comando. Compra 10 ovos. 10 pães. Se tiver ovo, traz seis. Traz seis o quê? pão ou ovo. Então ele faz uma sátira ali, mas tem muito sentido nisso. A gente no dia a dia a gente passa algumas informações que pra nossa cabeça, na nossa linha de raciocínio tá certinha, mas a criança tá recebendo isso de que jeito? Ela tá entendendo o que eu tô fazendo? Alguém colocou ali no chat, foi bem interessante. Eu gosto quando vocês colocam algumas questões e eu pude
41:37 acompanhar que a questão dos algoritmos paraa compreensão da tabuada. Perfeita essa colocação. Eu vou falar sobre ela daqui a pouquinho, tá? Mas vamos adiante aqui. Vamos pensar junto comigo. Então, gente, olha esse problema que eu vou colocar na tela para vocês. Muitas pessoas já conhecem ele de ouvir eu falar dele, porque eu vivo falando, porque em um momento da minha vida, vou até voltar a tela aqui, eu estava discutindo com uma pessoa da minha família que dizia que o meu sobrinho não sabia fazer divisão. Ah, ele não sabe fazer divisão, Lu? Eu falei, ele não sabe fazer divisão ou ele não sabe fazer conta de dividir. Temos uma diferença. Não, ele não sabe divisão. Hum. E aí eu coloquei pro meu sobrinho de forma aleatória o
42:22 seguinte problema. Vamos acompanhar junto comigo aqui, gente. Diz assim, ó. Quero levar 11 pessoas para passear. Vou usar carros populares que cabem cinco pessoas. Essas pessoas são motoristas também. Quantos carros eu vou precisar? Veja, eu não falei desse jeito tão formal. Eu tava com meu sobrinho de uma maneira informal, falei: "Ó, quero levar umas pessoas para passear, tá? Vou levar em carros popular". Quantas pessoas cabem no carro? Ele falou: "Cinco, tia". Falei: "Beleza, cinco pessoas em cada carro, certo? Se essas pessoas dirigirem também, quantos carros eu preciso?" Gente, olha o problema que eu coloquei para uma criança resolver. A nível de terceiro ano, ele estava, tá? Vamos olhar aqui para essa solução, ó. Quero levar 11 pessoas para passear. Então, tá o número 11 aqui. Vou usar carros populares que cabem cinco. Então, eu vou dividir essas 11 pessoas de cinco em
43:08 cinco. Olha o que que a conta diz. A conta diz que se eu dividir 11 por 5 vai dar 2. 2 x 5 10. E vai sobrar um. Vai sobrar um o quê? Uma pessoa. A Isabel já tá respondendo lá no chat. Obrigada, Isabel. Vai sobrar uma pessoa. Então, dois carros é suficiente para levar todo mundo? Não, porque tá sobrando uma pessoa aqui. Então, a resposta da conta é dois, mas a resposta do problema não é dois. Então, a conta, nesse caso aqui, ela não é o conhecimento, ela é um algoritmo, ela é uma ponte que vai fazer com que eu construa esse
43:55 raciocínio para daí eu responder o meu problema. Só que às vezes a escola ensina tanto, bitola tanto a cabeça da criança que o problema tem conta, o problema tem conta, que a criança acha que é só fazer a conta e já tá bom. Então eu já fiz a conta, já resolvi, tá tudo bem. Só que a resposta dessa conta não é a resposta do problema, gente. Eu preciso levar a criança a pensar. E nesse momento meu sobrinho, ele não sabia fazer conta de dividir. Perceba que o fato de ele não saber fazer conta ajudou ele. Sabe por quê? O pessoal tá colocando ali no chat. Perfeita a resposta de vocês. Mas veja quando eu falei: "E aí como é que fica?" Ele ele fez assim com os dedinhos: "Tia, eu tenho 11 pessoas, então eu vou precisar de dois carros e uma pessoa vai de táxi". Ele resolveu ou não resolveu o problema? Só que a resposta dele foi
44:40 muito melhor que a minha, né? A gente vai para aquele padrão, três carros, de certa forma, né? O táx naquela época não tinha Uber, tá gente? Faz tempo isso já. Então ele falou: "Vai, vai de táxi". Veja, ele fez uma divisão na cabeça dele, ele trouxe uma resposta coerente, ele resolveu a situação e ele não depende de um algoritmo como esse para resolver a situação. Nesse momento, ele usou os dedinhos dele para contar e foi fazendo associações na cabeça dele. Então, para que que serve a conta nesse caso? A conta é um facilitador. Eu vou dizer para essa criança que tem um caminho de fazer esse raciocínio todo que ele tá elaborando na cabeça dele bem mais rápido que é a continha. Mas a
45:26 conta vai ter que facilitar. A conta não pode atrapalhar esse desenvolvimento da criança. Só que na realidade essa conta tá está atrapalhando ou tá ajudando? De que maneira que eu tô levando esse algoritmo paraa sala de aula como um facilitador ou um dificultador dessa aprendizagem? Então, vamos adiante. Aqui eu não vou ler a tela, tá gente? Mas a BNCC ela traz para nós a indicação de que essa matemática aí, gente, eh é posta dentro de um letramento que vai trazer competências e habilidades de raciocinar, representar, comunicar e argumentar matematicamente, de modo a favorecer essas conjecturas na solução de problemas. Então, a BNCC traz muito
46:13 claro pra gente qual é o objetivo de todo esse trabalho de matemática que é feito na sala de aula. Mas será que de verdade esse trabalho está se consolidando dessa maneira? Ou eu tô levando para as crianças coisas que as crianças estão repetindo e não tá fazendo tanto sentido para elas também? E aí vamos lá então pros nossos documentos oficiais. Toda e qualquer área do conhecimento trabalha com a resolução de problemas. A resolução de problemas não é algo só da matemática. A educação física resolve problemas, a arte resolve problemas, as ciências resolve problema, a língua portuguesa resolve problema, geografia, história, biologia, química, física, tudo isso deve ser trabalhado para trazer um conhecimento que seja útil ou que
47:00 favoreça a minha vida. Só lembrando o seguinte, gente, eh nem tudo tem uma aplicação imediata, tá? Não é isso que eu tô dizendo. Estudei isso que vai aplicar nisso. Principalmente na matemática, nós temos alguns tipos de raciocínio que ele não aplica direto na vida, mas ele se torna base de outro raciocínio que vai ter uma aplicação. Então é uma construção de raciocínios. E às vezes o nosso adolescente não entende isso. Se ele não vê uma aplicabilidade direta, ele não vê sentido. Mas eu não vou nem olhar para que onde eu aplico. Eu tô olhando para onde veio. Por que alguém inventou isso? Por que que alguém inventou determinada fórmula? Por que que alguém inventou determinada estratégia? Algo que alguém inventou foi para facilitar outro algo. Que algo é
47:47 esse? Levar esse sentido paraa criança, levar esse sentido pro adolescente. E isso, gente, pode ser feito desde a educação infantil. Isso não é para começar a ser feito lá só no primeiro e no segundo ano. E detalhe, as quatro operações matemáticas de adição, subtração, multiplicação e divisão devem ser trabalhadas desde o primeiro aninho às quatro. O que a gente não trabalha desde o primeiro ano são os algoritmos, a conta de dividir, a conta de vezes, né, de multiplicação, mas as ideias das operações precisam ser trabalhadas desde sempre. A gente não pode deixar para começar isso lá no terceiro ano, lá no quarto ano, senão o professor que tá no
48:33 quarto, no quinto, não consegue dar conta mesmo do que vem. Mas vamos lá, vou falar então um pouquinho de cada uma delas, só pra gente ver como é que essa dinâmica tá acontecendo lá na nossa sala de aula. Então eu vou começar falando um pouquinho aqui da adição, tá? Adição, quando foi feito conosco na nossa época de criança, o que que era adição? Adição é juntar. E aí, pessoal, eu vou pedir com muito carinho para vocês. Por favor, gente, cuidado com aqueles professores que gostam de trabalhar palavrinha chave para responder problema. Cuidado, isso dá muito problema depois na compreensão. O mais importante não é a sua criança descobrir palavras chaves dentro de um problema, é a sua criança entender o que
49:19 que o problema tá precisando fazer ou o que que ele quer resolver. Então esse é um cuidado muito grande que a gente tem que ter. Ah, tem gente que fala: "Ah, apareceu a palavrinha mais, juntou, ganhou". É problema demais, é conta demais, é adição. Cuidado, gente, cuidado com essas palavraschaves, tá? Se vocês querem uma sugestão particular minha, eu diria para vocês assim: "Não trabalhe palavra-chave, trabalha o texto do problema. Faça a criança entender o que que tá acontecendo naquele cenário, qual que é o BO que tem ali, que que tem que resolver nessa situação. E aí a gente vai partir para essa resolução. Então vamos rapidinho aqui, eu vou passar para vocês. Tem gente que já viu isso, já conhece isso. Maravilha. Vamos reforçar. E quem nunca viu ou quem tá começando agora ou quem não sabe, fica a
50:05 dica aí pra gente aprofundar um pouquinho essa parte. Então vamos lá. A adição, gente, é uma operação matemática que tem duas ideias. Pessoal, não pode confundir ideia com conta, tá? Conta é uma coisa, ideia é outra. Por isso que eu falei que as nossas crianças precisam saber as ideias desde o primeiro aninho. Lá na educação infantil, ele já pode brincar com isso, tá? Brincar com juntar, acrescentar, não precisa falar em número e conta, mas em juntar e acrescentar na matemática são duas coisas diferentes, tá? Não vou discutir a questão da língua portuguesa agora, mas na matemática é importante eu entender que são coisas diferentes, tá?
50:52 E aí, e aí que eu coloco essa continha aqui para vocês? Eu coloco esse algoritmo 10 ô 15 + 10 25. E aí eu pergunto, e aí pessoal, se eu estou tendo uma adição, OK? A adição tem duas ideias, ou ela junta ou ela acrescenta. O que que tá acontecendo nessa conta? Eu tô juntando esses dois pedacinhos. Eu tô juntando o 15 e o 10. Ou eu já tinha o 15, eu tô acrescentando 10 nele. Na matemática são duas coisas diferentes. E aí, como é que faz? Se você ficar olhando para essa conta, tem gente que fala: "Tá juntando, Luciane. Não, não, tá acrescentando". E começa a discutir. Tá juntando, tá
51:39 acrescentando. Pera aí, mas se tá acrescentando ou não tá juntando? Você tá juntando ou não tá acrescentando? E aí veio o povo conversar comigo aqui no chat que eu adoro. Então vamos lá, Isabel. Depende. Pode juntar, pode, pode acrescentar, pode. Mas qual dos dois? Qual dos dois que eu tô fazendo nessa conta? Gente, se eu olhar pra conta, eu não sei. A conta não me diz se eu tô juntando, tô acrescentando. O que vai me trazer essa resposta é o problema ou a situação que está posta. Então, por exemplo, Ana tem 15 balas e Clara tem seis. Quantas balas tem as duas juntas? Nessa conta aqui, gente, que tá
52:24 aparecendo na tela de vocês, eu estou juntando, OK? Próxima. Ana tinha R$ 15 e ela ganhou mais R$ 6 da mãe dela. E agora, quanto é que ela tem no total? Aqui eu acrescentei. Então vocês percebem que nessa situação juntou duas partes e nessa situação já tinha um tanto e acrescentou. A diferença não é a continha. A continha é igual. O que muda é o problema. Por isso que a gente não trabalha a continha solta, sem sentido. Depois que a criança entendeu que ela tá juntando ou tá eh acrescentando, pode passar a continha
53:10 para ela treinar. Como é que faz a conta? Pode, não tem problema. Eu sempre brinco com as professoras, não é pecado não, viu? Pode passar a continha, mas ela tem que saber o que ela tá fazendo. Não adianta eu passar um ar me efetuo e cheio de conta que aquilo não serve para nada. Não tem um sentido. Vamos paraa frente. Obrigada, gente, Vanessa, Helena, Kenia. OK. Neid, a Verônica tava no link errado. Verônica, não tem problema, depois você pega o comecinho na gravação, tá? Teve, tivemos um bo aí com link, mas tudo certo. Faz parte. Pessoal, até aqui a adição, ó, tranquilinha. Eu digo, a adição é simples, nesse sentido, tá? Ela é
53:55 tranquila. Por quê? Porque ela tá faz parte ali de uma vivência muito próxima da nossa criança. Aqui a coisa começa a ficar um pouco complexa, mas deixa eu fazer um parênteses. Na nossa live da educação infantil, a gente falou sobre alguns processos, tá? Que precisam ser trabalhados com a criança e nós vamos continuar essa fala aí lá em maio com a educação infantil. Mas assim, gente, olha só, quando uma criança está fazendo o raciocínio de adição, que ela tá ou juntando ou acrescentando, o cérebro dela faz um determinado movimento, tá? Uma parte cerebral dela está em movimento para resolver aquilo ali. OK? Eu vou fazer algo aqui só para ilustrar,
54:41 né? Não é que seja bem desse jeito, mas imagine que aqui o cérebro dela tá fazendo um movimento de expandir para fazer essa adição. Quando vai fazer a subtração é o contrário. Se o cérebro fez esse movimento, para subtrair ele vai fazer o movimento de voltar. Pro cérebro da cérebro da criança. Ir e voltar. Ir e voltar. Ele precisa de um treino. Ele é um músculo. Imagine, ele vai tá indo lá paraa academia fazer uma musculação. Esse cérebro ele precisa de um treino para ele conseguir ir e voltar. Ir e voltar. Onde que é feito esse treino? Onde que deixa o meu cérebro bem musculoso? Lá na educação infantil. Quando a professora brinca com as crianças de ir e de voltar, de contar os
55:27 números de um a cinco, agora contar de trás para frente, de olhar as letrinhas A, B, C, D, E, F, G e voltar de trás para frente, entrar na sala, sair contando de ré, brincar de montar e desmontar, começa a brincadeira pelo pela pecinha, depois vai pra letrinha. Agora começa com a letrinha, depois vai pra pecinha. Todo esse vai e volta da educação infantil é o que permite a minha criança agora entender essas ideias que eu vou colocar aqui. Se você tiver na sua sala de terceiro ano, quarto ano, 5º ano, a criança que não tá dando jeito de entender a ida e a volta, talvez seja importante incluir ali uma vez por semana uma atividade corporal que envolva o corpinho dela de fazer o tal do reverso, tá? Fica a dica aí pro
56:15 professor. Vamos adiante. Eu disse para vocês que a adição tem duas ideias diferentes, certo? E a subtração três. A subtração vai trazer três ideias diferentes. Então, vai ter a ideia de retirar, comparar e completar. Como assim, Luciane? Quando você trabalha problema com as suas crianças lá na sala, professores, você trabalha as diferentes ideias ou você pega adição, subtração, multiplicação, divisão de forma única, como era feito na nossa época? Luciane, por que que tem que pegar essas diferentes ideias? Eu já vou mostrar para vocês por, tá? Então, vamos lá. Trabalhar subtração não é simplesmente trabalhar o problema de
57:02 menos, tá? Ah, sim. Mariana Rodrigues pergunta ali se a resolução de problema será o caminho para sistematizar operações matemáticas. Sim, o carro chefe da matemática é a resolução de problema, tá? Então é uma coisa bem importante, mas vamos lá. Olha só, essa ideia de retirar aqui, ela é a que nós aprendemos. Por ser a ideia que nós, que foi o caminho pra gente aprender, é o caminho que geralmente a gente mais usa para ensinar. Então, a gente tem que tomar cuidado pra gente não usar sempre o mesmo estilo ou a mesma ideia. Olha o que que diz aqui, ó. A Bárbara tinha 15 bombons, comeu cinco quantos restaram. É clássica essa aqui. Esse tipinho de
57:47 problema aqui é clássico, né? Tá beleza. Uhum. E a continha tá ali do lado, bonitinha o algoritmo, né? Beleza? Agora as coisas começam a complicar um pouquinho porque eu vou para uma outra situação bem diferente dessa aqui. Só que prestem atenção que a conta se repete, a conta não muda. O que muda é o problema. Vamos lá. Júlia tem uma caixa que cabem 15 bombons. Ela já colocou cinco. Quantos bombons faltam para completar a caixa? Gente, aqui é a ideia de completar. Quanto falta? Quanto sobra? Onde que a gente treina a criança? Sobrou, faltou, tem pouco, tem muito? A mais, a menos. Lembram das noções topológicas lá da educação
58:34 infantil? Por isso que a gente faz toda uma construção, gente. Essa construção vem caminhando, Luciane. Mas a gente tá falando para terceiro ou quinto. Mas gente, eu quero lembrar tanto os professores que estão antes, o quanto o trabalho é encadeado, quanto os professores que estão depois com criança que não tá andando, não tá dando conta, que às vezes eu preciso dar um passinho atrás e colocar aí no meio, uma vez por semana, um pouquinho antes de acabar a aula, uma atividade que às vezes acabe trazendo pra minha criança a falta que tem aqui na cabecinha dela. Então, o que faltou, o que sobrou, eu lembro de criança no quinto ano, gente. No quinto ano, eu professora de quinto ano, as crianças iam entregando para mim algum material com folhinha, por exemplo, entregando uma folhinha, chegava lá com um monte de folha na mão, falava: "Ô, professora, faltou". Falei: "Não, não faltou, sobrou". Ou então ele chegava lá
59:21 no final e falava: "Professora, sobrou para esse aqui, ó. Não é que sobrou, faltou". Parece um conceito simples, né, gente? Mas tem muitos momentos de 5º ano que as crianças estão com dificuldade. Então, se elas não têm essa ideia, hã, a Bendita dá conta aqui, não adianta nada. Não adianta ele saber fazer conta de menos, saber eh fazer eh o reagrupamento, que tem gente que fala conta do emprestar, enfim, não adianta nada. Se a minha criança não souber o que ela tá fazendo na situação aqui, tá? pior do que essa que eu tenho certeza que muita gente vai eh a chamadinha quanto faltou. Beleza, Dais. Perfeito. Gosto quando vocês vão colocando ali que vai dando ideias pro povo. A outra que vem agora, tenho certeza que tem muito professor que vai
1:00:06 concordar comigo, que é o nosso Calo. Vamos lá. Que é a ideia de comparar. A ideia de comparar. A Amanda tinha 15 bombons e a sua irmã Lúcia tem cinco. Quantos bombons? Não é nem a Cláudia ali, gente. É Amanda. Desculpa. Amanda tem a mais que a sua irmã. Tá errado ali, tá? Por favor, fique gravado. Tem que arrumar aquela Cláudia ali, colocar Amanda. Erro meu. Perdão. Pulando o erro, vamos adiante. Quanto a mais. Se a professora ensinou a criança que ela palavrinha mais é a palavrinha chave nos problemas de adição, danou-se. A criança não vai ler o resto do problema, ela não vai entender. Ela só vai olhar o mais ali, vai mais, dá-lhe uma conta de
1:00:52 adição. É assim de criança que vê o mais e faz conta de audição. O que que tá acontecendo? Ai, Lucien, tem que treinar mais esse não. A criança tem que entender o que tá acontecendo, né? Então ela vai perceber que uma tem 15, a outra tem cinco. Tem alguém que tem mais bombons. Alguém tem mais que o outro aí? Quem que tem mais? Amanda. Quantos a mais? Para eu saber quantos a mais, eu vou tirar a quantidade da irmã e ver o que que sobra mais, o que que tá sobrando nesse caso. Então, esse tipo de raciocínio, ele é abstrato, ele é difícil. Se ele não for bem trabalhado, as crianças vão se embolando. Só que cuidado, sabe por quê, gente? O que vai vir depois depende
1:01:37 disso daí. E aí, se ela não deu conta dessa parte, já era. É de mais ou de menos, né, Rafaela? Essa pergunta, a Ktia Smole, num dos livros dela, ela diz que quando a criança faz essa pergunta é de mais e de menos. Já mostra pro professor que tá tudo errado, para tudo que eu quero descer, eu preciso retomar. Então, gente, não adianta a gente ficar trabalhando só continha sem ter uma situação em que a criança saiba o que ela tem que fazer. Também não adianta encher de textinho de problema lá no caderno que a criança só tá fazendo uma repetição. A criança olha pro problema, pega os números e faz conta. Olha pro problema, pega os números e faz conta. Olha pro Nós vamos falar um pouco mais sobre isso na nossa live mais para frente de resolução de problemas. Não adianta passar um monte de textinho se
1:02:23 não tem intenção. Planejamento. Vamos pro nosso planejamento. Você vai trabalhar subtração. Qual a ideia que você quer desenvolver na sua criança, professor? Professora. Opa. Qual dessas aqui a sua turma tem mais dificuldade? Ah, essa aqui. Completar. Se você é nosso parceiro da FTD, pega lá o material. Deixa eu procurar aqui no material, onde é que tem várias atividades com a ideia de completar. A de retirar. Minhas crianças já sabem, essa você passa rápido, você para naquelas que de verdade sua turma precisa. As suas crianças sabem fazer subtração na ideia de comparação, guarda essas informações aí que eu já vou mostrar para vocês que elas são muito muito muito importantes, tá, pessoal? Isso aqui é muito mais do que a gente
1:03:09 eh, Deixa eu ver aqui. Pode, Kenia, pode perguntar quantos faltam para ficar na mesma quantidade. Pode também. Essas questões, gente, elas não são novidade. E é isso que me deixa às vezes um pouco mais desesperada ainda quando eu trabalho com professores. Quem tá um tempo na educação é isso, gente, olha só, já viu que nós tínhamos alguns documentos antes de chegar a BNCC, né? Nós tínhamos alguns documentos e um deles era os PCNs, os parâmetros curriculares nacionais. Os PCNs já trabalhavam isso daí, porque quando eu trabalhei como formadora na Prefeitura de Curitiba, eh, não tinha BNCC naquela época, a gente trabalhava em cima do PCN de matemática. Eu lembro muito bem do grupo de estudos
1:03:56 da da minha época que a gente a gente já estudava essas ideias. Então, pessoal, isso é, ó, antigo. Hoje nós temos BNCC, sétimo ano de BNCC. Então quer dizer que antes disso, antes de BNCC, isso já existia. Só que, infelizmente tem gente que ainda não tá trabalhando. Então é bem importante a gente cuidar se nós estamos dando paraas nossas crianças de verdade o subsídio que elas precisam para entender as coisas que vão acontecer. Pessoal, essas ideiazinhas da subtração, sabe aonde elas vão aparecer? lá no Enem, lá nas na prova de geografia do Enem, lá na prova de biologia, lá na frente, lá na química. Então, a minha criança, ela vem passando
1:04:43 por um processo de aprendizagem a cada ano. Então, tem existem pontos que não podem ficar sem trabalhar. Eu já mostrei isso para alguns lugares que eu trabalhei. Eu aprendi isso com uma pedagoga que eu tive quando eu era professora e eu nunca mais esqueci. Essa pedagoga foi maravilhosa na minha vida. E ela dizia, tem três is que a gente precisa entender. Quando você vai fazer o seu planejamento, o que que é indispensável paraa sua criança? O que que é importante paraa sua criança? E o que que é interessante? O que é interessante você vai mostrar, você não vai ficar ali parado. O que é importante você vai demonstrar e o que é indispensável você vai construir. Então
1:05:31 é onde você vai doar mais do seu tempo na sala de aula, naquilo que é indispensável. Tem muitas coisas que a gente tem que ensinar que não são indispensáveis. Agora, cuidado quando algo é base para outros algos que vem depois. As quatro operações matemáticas, elas são muito importantes. E aí a gente pensa assim: "Ah, tá. Então tem professor que fala assim: "A crianças só precisam resolver as quatro operações". Gente, não é resolver as continhas, é entender as quatro operações. Por quê? Vamos lá pra prova. Chegou prova do SAEB. Hum. Esse ano tem prova do SAEB. Apareceu uma situação de comparar na prova do SAEB. Sua criança não lembra como é que faz a conta, mas
1:06:17 ela entendeu o que tá acontecendo. Se a gente chega numa situação dessa aqui, ó, opa, perdão, tá? Ela não sabe se é mais ou menos aqui, se é conta de mais, se é conta de menos, mas essa essa criança, ela sabe ler. A professora ensinou para ela como é que lê problema. Você sabiam que a gente precisa ensinar a criança a ler problema? Tá, mas ele já lêem. Não, não é leitura qualquer, é ler problema. Eu tenho que conversar com o problema quando eu tô lendo. E eu ensinava muito isso paraas crianças. Depois de, né, apanhar muito da vida, eu fui aprender que eu tinha que ensinar isso. Então, por exemplo, aqui, ó, Amanda tinha 15 bombons. Sua irmã Lúcia tem cinco. Quantos bombons Amanda tenha a mais que a sua irmã? Esse seria o nosso texto do
1:07:03 problema. OK. Beleza, gente. A criança não tem que olhar pro problema e falar que quanto que faz? O que que eu quero aqui? Eu quero descobrir quem que tem mais bombons, né? Ou aliás, quanto que a bonitinha aqui tem a mais que a irmã. É isso que eu preciso descobrir. Então, a sua criança tem que aprender a conversar. Uma coisa que eu fazia muito era colocar o texto do problema e tirar o texto do problema. E aí eu começava a perguntar: "Quem tem bombom?" Amanda. Amanda tem o quê? Bombom. Quantos bombons? 15 bombons. Muito bem. Mas quem que tem os bombom mesmo? Amanda, professora. Ah, tá. E que que ela tem ali? Que que aconteceu na historinha? Ah, ela tem uma irmã. Como que é o nome da irmã dela? A Lúcia. Que que a Lúcia
1:07:48 tem? Cinco bombons. Ah, mas quem que tem 15? A Amanda. A Amanda tem 15. O quê? Bombom. Eles vão cansando, né? Eu lembro que eles falavam assim nesse nesse ritmo. Ai, professora, eu lembro que uma criança disse: "Professora, você tá irritando a gente". Falei: "Ai, vocês me irritam todo dia." Então, vamos lá. Quantos bombons tem a Amanda? 15. E a irmã? Cinco. Hum. Como que é o nome da irmã? Lúcia. Hum. E a Lúcia tem quantos bombons? Cinco. E quantos tem Amanda? 15. Ah, tá. E aí, o que que que que que que que que acontece nessa história aí? Que que que a gente quer saber? Quantos bombons que a que a Lúcia desculpa, que a Amanda tenha mais que a irmã dela? E aí, que que eu faço para descobrir? Criança que não sabe fazer conta, ela vai desenhar, ela vai fazer esquema, ela vai fazer palitinho, pauzinho, seja lá o que quiser fazer. Eu preciso ensinar minhas
1:08:33 crianças a ler e interpretar. A hora que ela entendeu o que ela tem que fazer, aí ou ela vai desenhar a criança que foi adquirindo esse conhecimento de uma forma eh tranquila. Ah, então eu tenho que pegar o que ela tem, tirar o da irmã para ver o que que sobra, né? Ah, aí ela vai partir para uma subtração. Então, mas se a minha criança não souber qual conta faz, ela tem que saber resolver o problema de algum jeito. O SAEB não vai cobrar a conta da criança. O SAEB vai cobrar o raciocínio da criança que vai chegar numa resposta. Então, às vezes, não tô dizendo que a conta é desnecessária, tá gente? Não é isso, mas é que a gente às vezes gasta tanto tempo ensinando conta e não ensina para que que ela serve.
1:09:19 E aí, o que que eu faço com essa? É um controle remoto que me deram na mão, mas não falaram do que que é. Que que eu vou fazer com esse controle remoto? Eu não sei do que que é. Da TV. É do quê? É da desse aparelho, é daquele outro. Não serve para nada. Então, gente, a conta é importante, lindo, maravilha. OK, mas eu preciso entender onde é que eu coloco essa conta, que lugar que eu uso essa conta, para que que ela serve. Então, mais do que saber fazer conta, a minha criança precisa entender as ideias. E aí, se tem professor aqui que tá trabalhando lá no primeiro e no segundo ano, trabalhe as ideias, gente. Coloque situações para as crianças brincar, para elas completar, para elas comparar a comparação, quem tem mais, quanto a mais, quanto a menos,
1:10:05 igual alguém colocou ali no chat, a chamadinha, eu tenho tantos meninos, tantas meninas, quanto a mais, quanto a menos. Essa prática do dia a dia vai desenvolvendo raciocínio nas minhas crianças. Aí alguém coloca ali, eh, pro quarto ano a maior dificuldade é a tabuada. Já vamos chegar nela. O que que é tabuada, gente? Ah, Luciane, mas é que a tabuada? Tabuada. A gente dá um valor para essa tabuada. Mas o que que é a tabuada? Da onde veio essa tabuada? Quem inventou essa tabuada? Para que que serve essa tabuada? A tabuada nada mais é do que uma tabela. Uma tabela do quê? De adições. Para que que serve? Já chego lá, tá? Deixa eu passar aqui devagarzinho. Então, pessoal, até aqui eu tenho adição e subtração. A multiplicação e a divisão eu não vou esgotar hoje na nossa live,
1:10:51 tá? Nós vamos continuar falando dela lá na frente, mas eu quero trazer para vocês quatro ideias de multiplicação, gente. Quatro ideias. Ou seja, multiplicação não é tabuada. Tem gente que falou multiplicação, tenho que trabalhar tabuada. Pergunta que uma criança me fez. Eu já levei isso também para alguns, algumas formações minhas. Quem é meu parceiro de formação aí vai falar de novo, vem a Lucas. Já não aguento mais a Lu falando isso. Pessoal de Francisco Beltrão já ouviu falando isso mil vezes. Mas vamos
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