0:06 Chuchus, boa tarde para vocês. Vou repetir para quem tá em casa o que eu falei em sala. Se me perguntassem hoje qual é o tema do Enem, eu falaria sem te dubiar. É esse. Então, entre todos os temas que fizemos até hoje, que se não me engano foram 26 ou 27, nós faremos 40. Eh, este é o mais importante, OK? Então, por favor, não deixem de escrever a redação sobre essa temática. Eu vou apresentar os porquês dessa minha eh aposta. Quem sugeriu um tema parecido, com esse, quem sugeriu essa temática foi a Amanda, porque ela me perguntou sobre essa questão de sedentarismo cognitivo e aí eu fui pesquisar. Falei: "Pô,
0:52 sedentarismo cognitivo". Eu pesquisei e achei muita coisa do governo sobre, por exemplo, essa questão da proibição do uso dos celulares na escola é por causa do sedentarismo cognitivo. Vocês virão que na própria justificativa da lei, eu trouxe o texto do governo, na própria justificativa da lei, eles falam sobre os prejuízos causados a aprendizagem de quem consome muito a tecnologia. Nesse caso, o uso da internet nos smartphones, a inteligência artificial e os softwares e gadgets aí que estão no nosso dia a dia como facilitadores, mas que se mal usados ah tornam-se prejudiciais, beleza? fazendo um apanhado daquilo que a gente já
1:38 conhece, de argumentação que a gente vai aproveitar aqui. Como é uma temática que envolve especificamente o cenário educação, escola, tem um argumento que eu sempre falo sobre a educação nacional. A educação nacional, ela é antiquada, conservadora, retrógrada, conteudista. Então, a educação nacional, por ser conteudista, não trabalha, não incita o senso crítico. Todos os anos de formação de vocês tem um único objetivo, o vestibular, neste caso, o Enem, né? Então vocês passam longos anos na escola
2:25 cujo único objetivo é fazer uma prova. Beleza? Eu me lembro que na semana passada, quando a gente estudou sobre preconceito linguístico, tinha ali um trecho do Marcos Banho. Marcos Banho é um linguista e ele é professor universitário e tudo mais. E ele falou sobre o quanto é de fato é retrógrado esse sistema dessa prova de vestibular, né? Porque ao longo dos anos da sua formação, o seu currículo já atesta a sua capacidade. Então, deveria ser muito mais a análise de currículo do que de fato fazer uma prova. Nessa prova implica fatores psicológicos também, gente. Belê? Então tá, pensem nisso. A educação nacional é conteudista. Tranquilo? Por outro lado, a gente tem a Constituição Federal, que lá no artigo
3:11 205 diz que a educação é direito de todos, dever do Estado, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa e seu preparo para o exercício da cidadania, além óbvio, do preparo pro mercado de trabalho. Então, nessa concepção de visar ao pleno desenvolvimento e ao exercício da cidadania, a gente tem a falha educacional. A educação, como eu disse, tal qual ela é, conteudista e conservadora, ela não forma cidadãos críticos, ela não forma sujeitos autônomos, OK? Infelizmente, a nossa educação transformou vocês, né, e todo o conteúdo quase que em fórmulas
3:58 matemáticas. Aquele que mais decora é o que mais tem chances de sobreviver a essa guerra do vestibular. Tranquilo? Em oposição a esse cenário também, a gente tem aquele país que ocupa o topo do ranking mundial em educação. Quem é? Eu falo sempre. Quem é ex-aluno tem por obrigação conhecer. Finlândia. A educação finlandesa, ela preza, boa tarde. Ela preza e ela trabalha com os alunos, né, conteúdos que vão além das disciplinas comuns. Põe a mão, não tá, Esté? Ela pede carinho, mas ela é traiçoeira. Ela morde na hora que põe a mão nela.
4:43 que vão além da educação tradicional, então vão além da matemática e do ensino da língua nativa ali. Eh, os alunos inclusive passam menos tempo na escola, né? A carga horária lá é de 4 horas diárias. Eles não têm tarefas extra classe, então não tem dever de casa, por exemplo, justamente porque a experiência ah já constitui um aprendizado. Tranquilo? Muito diferente do cenário nacional. E em todo esse cenário da educação nacional, a gente tem agora a chegada da inteligência artificial. Nós já tínhamos desde sempre ali a tecnologia como aliada da educação e sim, a tecnologia é uma aliada da educação desde que bem usada. A questão
5:30 é: Os alunos substituíram a capacidade de aprendizado, de criatividade, de raciocínio, ou seja, a capacidade cognitiva pelo uso dos softwares, inclusive, principalmente a inteligência artificial. Tudo hoje é demandado à inteligência artificial. viralizou há duas semanas ou uma semana, não me lembro bem, e isso tá dito aqui no texto sobre o quanto até as nossas emoções nós estamos depositando eh no softwares. Qual é a minha bênção, chat GPT? Vocês viram isso? a carência da galera, vai perguntar pra inteligência artificial sobre qual é a sua bênção. Então, até a sua a sua psiquê
6:17 você está depositando num software, ok? E isso é extremamente perigoso. Já tem na China bordéis em que as prostitutas, né, são robôs, eh, robôs, robôs, nada a ver, são robôs, eh, com sistema de inteligência artificial. Então, tem ali, né, o buraco da vagina e tudo mais, mas pensa como um sistema de inteligência artificial e isso causa fetiche. Os homens têm fetiche. de ter sexo, de praticar sexo com uma máquina, não é mesmo? Pois bem, eh nessa questão do sedentarismo cognitivo, a gente tem como principal prejuízo, e a ciência já comprova isso,
7:05 a perda da criatividade, do raciocínio rápido, a perda da criticidade. Eu vou mostrar isso para vocês, isso tá bem detalhado aqui, ó. A perda da criticidade. Cadê isso? Seria tipo quando a gente falou? Sim, eu tô fazendo só, isso já é o dois, mas eu tô fazendo um apanhado geral só pra gente entender o enredo, tá? Então a gente tem como prejuízo pensamento acrítico, dificuldade de argumentação, apatia intelectual e desinformação. Eu corriqueiramente observo o jeito como vocês pegam no lápis. Hoje, inclusive, a Juliana, que é professora também de redação, postou sobre o quanto as pessoas estão perdendo o hábito de escrever à mão. Quem foi que me falou que faz o rascunho no bloco de notas?
7:51 Foi Gabriel. Gabriel vai assistir essa aula online e ele me mandou mensagem, falou: "Aline, eu tô com os textos atrasados e o rascunho o texto tá pronto aqui, só que tá no bloco de notas, porque eu faço pelo bloco de notas e ainda não passei a limpa. E é habitual de vocês, vocês fazem ali e eh digitado e depois vão passar a limpo manuscrito. Não é o ideal. Não é o ideal, porque Raquel que tá me ouvindo, vocês estão perdendo muito tempo passando o texto a limpo pela falta de habilidade com a escrita. Vocês não são ágeis. A letra tá feia, a caligrafia tá ruim. Vocês estão sentindo dor na mão direto? Eu vejo alguém fazendo assim, ó, esfregando a mão, dando uma apertada, porque perderam essa habilidade. Isso tudo foi
8:39 substituído pela máquina, OK? E é a primeira vez, essa é uma informação também comprovada. Está em um livro chamado A fábrica de cretinos, mas vocês não precisam se lembrar desse livro. Pode colocar que foi um dado divulgado pelo jornal Folha de São Paulo, mas é a primeira vez que as gerações mais novas tem um que ir abaixo do que a geração anterior, do que a geração dos pais. Então é a primeira vez que a geração dos mais novos tem um QI inferior ao dos pais, OK? Esse dado tá publicado no livro A fábrica de cretinos. Sugestivo o nome, né? É a primeira vez que a geração mais nova
9:25 tem um QI inferior ao dos pais. Pois bem, ainda aproveitando o argumento, naquele tema sobre eh dificuldade de de relacionamento intergeracional no mercado de trabalho, nós vimos que uma das características da geração Z, né, eh, é a falta de habilidades socioemocionais. Isso também é provocado pelo uso excessivo da tecnologia. Como os alunos não têm mais contato, não tem eh lida com os outros, perderam essa habilidade comunicativa. Tranquilo? E é justamente tudo isso que mobilizou a lei que entrou em vigor em fevereiro. Isso também tá na justificativa da lei. Foi proibido o uso do celular inclusive no
10:11 intervalo. Vocês não podem usar o celular no intervalo, no recreio. OK? E na lei a justificativa é para estimular novamente esse contato pessoal, para estimular habilidades socioemocionais e comunicativas que foram perdidas aí por esse intenso, essa intensa relação com a tecnologia. Beleza? Então, tá bom. Bora começar as leituras, mas antes disso bora eh elaborar ali o nosso nosso enredo bem sucinto. A primeira coisa, vocês já sabem, sempre o primeiro argumento do primeiro desenvolvimento é o contexto. Então a gente vai contextualizar, a gente vai
10:58 explicar o sedentarismo cognitivo. O que é o sedentarismo cognitivo e como ele ganha espaço na sociedade? Por que que hoje sedentarismo cognitivo é o hábito? Então, o que é o sedentarismo e como ele ocupa espaço na sociedade, como ele ganha espaço na sociedade? Pois bem, feito isso, a gente tem que explicar sobre a característica da geração que está imersa nessa condição de sedentarismo cognitivo. Então, é uma geração de nativos digitais. Então, tragam sobre a geração jovem que está hoje no sistema educacional
11:47 e essa ligação jovem com a tecnologia. Semana passada eu fui fazer a unha, que por sinal eu já arranquei. Eh, eu já contei para vocês do caso da Isabele, que é a filhinha da minha manicure. A Isabele tem 4 anos e ela é um fenômeno, mas ela passa muitas horas no celular, muito tempo. E todas as vezes que eu vou lá, eu faço questão de marcar no horário em que ela está, porque ela é muito minha amiga, tem 4 anos e aí eu passo horas conversando com ela. Aí, nesse dia ela me ofereceu um chiclete. Eu falei: "Não, Bebel, eu não quero não. Obrigada". Aí eu expliquei por qu. Porque eu só como chiclete sem açúcar. Aí ela, "Mas por qu?" Eu falei: "Para não engordar". Aí ela, "Mas você já é um pouco gordinha". Desse jeito. Aí na semana passada eu
12:33 voltei lá. Aí ela tava lá morriando a mãe dela porque ela queria um morango do amor. Ela quer o morango do amor. Ela quer o morango do amor. Por fim, ela falou que ela precisava comer o morango do amor porque o morango do amor tava rpado. Falei: "Da onde que essa criatura tirou rpado?" Do TikTok. Obviamente Isabele não sabe ler nem escrever. Ela sabe, obviamente copiar as letras. você for ditando para ela, ela vai escrever as palavras a partir das letras que você eh der o comando. Mas ela não sabe escrever autonomamente, ela não sabe ler, mas ela sabe também sozinha, de forma independente, manusear o celular, usar o TikTok, usar o YouTube, então acessar os vídeos pelos quais ela tem gosto, ela
13:21 consegue sozinha, ok? E muitas vezes os pais ou quem quer que presta assistência a essa criança acha isso uma habilidade sobreumana, né? Acha aquilo de fato uma vantagem, como se aquela criança fosse mais inteligente por saber colocar o desenho na tela do celular, apesar de não saber ler. Isso ao contrário, é um prejuízo. OK? Vocês têm perdido habilidades de coordenação, inclusive tem demorado mais para aprender a ler e escrever, porque não precisam dessa habilidade, por exemplo, para colocar o desenho na tela do celular. Aprender a ler e a escrever requer que o aluno, que o estudante, que é criança, passe horas assentado
14:09 assistindo a uma aula que não é nem de longe atrativa e nem curta, nem instantânea, como um vídeo do TikTok, OK? Então, falem sobre essa ideia da geração TikTok e da instantaneidade, dos vídeos curtos. Como que eu posso dizer plataformas digitais? Uhum. E o quanto isso é oposto à educação. A educação requer dedicação, requer concentração, requer raciocínio. Ali de ano passado tava contando que ela levou a irmã dela ao cinema. A irmã dela tinha 9 anos para assistir a ao filme da
14:56 Moana. E a irmã dela todo o tempo pedia para sair para ir beber água, para ir fazer xixi e tudo mais, porque não tinha paciência de sentar e assistir a um filme inteiro. Era a dependência do celular. OK. Tá muito preocupante mesmo. E aqui eu tô sentando no meu rabinho porque tá um trem fora do comum. Tá muito patológico para mim. Eu passo o tempo inteiro nessa porcaria. Tem hora que eu tô rodando o trem sem dar conta do que eu tô vendo. É sem lógica. A gente vê a vida dos outros que a gente nem sequer sabe de onde ela é. Para quê? Por burrice. Mas eu vou melhorar. Vai ser uma meta pro ano que vem. Esse ano eu vou terminar. Já tá acabando mesmo. Vai assim mesmo. Mas você é Michel. Eu lembro que eu sou muito contra assim, eu sempre falo com as meninas que o detetive todo mundo
15:42 assim, não gente, para de ver, não sei o quê, porque eu acho que não tem nada produtivo assim. Não tem mesmo, não tem. E aí no ano passado eu desinstalei e eu gosto muito de assistir o YouTube, eu gosto de consumir os vídeos de lá. E eu comecei a perceber como que meu tempo de atenção ele foi aumentando. Então quando, tipo, eu instalei, eu desinstalei, né, no caso TikTok, eu lembro que eu via tipo um vídeo assim, dava 3 minutos, eu já não tava aguentando. Depois, tipo assim, agora eu consigo ver assim 13 minutos, passou 13 minutos e eu começo a achar assim já chato, uma coisa muito interessante. Mas foi muito legal ver como que isso, tipo assim, aumentou a a ideia do dormir. Eh, eu não durmo com o celular carregando, mas eu durmo com o celular na cama. E aí na hora que o despertador toca, a primeira coisa, ao invés de eu levantar, ir ao banheiro, escovar os dentes, tomar
16:27 café e tudo mais e depois disso, se necessário, olhar alguma coisa, não. Ainda na cama, dedinho. E ali eu perco umas meia hora, eu consigo me atrasar acordando muito cedo por causa do bendito ou maldito celular, né? Eu assisto os vídeos do TikTok que já são rápidos. É isso aí. vocês vão colocar no texto sobre essa capacidade de as plataformas permitirem o aceleramento dos vídeos, né? E na vida real não tem disso. Então a gente perde essa essa paciência que é uma habilidade socioemocional, a gente não sabe ouvir, é uma habilidade comunicativa. Beleza? Vejam como vocês são mais tímidos, não sabem conversar porque não tem esse contato
17:14 de fato. Ora caso pro pessoal que isso realmente é muito preocupante porque eu tenho um primo que ele é de 2 anos, ele já sabe mexer. Tipo, e eu tenho certeza que sua avó, por exemplo, que se a mesma avó dele acha essa criança um gênio. A família toda acha essa criança genial. fulaninho consegue colocar o desenho dele no YouTube sem saber ler. É prodígio. Sem saber falar de É. É. E não vai desenvolver essa habilidade. Eh, ontem uma aluna falou um termo, mas eu não vou saber repetir sobre é é negócio de cocô. Tipo, desses desenhos, como que chama que você falou? Traduz uma tradução. Apodrecimento cerebral.
18:02 Isso. Tipo o cocô cerebral. um treco assim que ela falou, eh, que tem alguns desenhos que causam isso, esse apodrecimento cerebral. O João falou o termo técnico ali que eu não vou saber repetir. Se vocês quiserem eu peço ele para repetir mais devagar, mas a tradução é apodrecimento cerebral, ok? Nos Estados Unidos é muito comum, inclusive, que os carrinhos de bebê venham com um suporte acoplado, articulado à frente do carrinho para colocar a tela ali, ó, para entreter a criança. Ô, gente, e de fato lidar com uma criança é tem que ter muita sabedoria, porque é uma odisseia aquilo ali. Começou a chorar, você não pode entregar para alguém, é seu. Como é que você arruma, né? Eu entendo, entregar a
18:48 tela é mais fácil, mas não é o propósito, não é o que deve ser feito. Inclusive, e também vai pro texto, a Sociedade Brasileira de Pediatria, SBP, diz que o contato de com telas deve acontecer a partir dos 2 anos e mesmo assim 10 minutinhos, OK? Quem que falou isso? Sociedade Brasileira de Pediatria iniciais maiúsculas, tá? Quantos nomes tem a partir dos dois? Tem outra coisa também que tem repercutido nas redes sociais eram os modelos dos desenhos de antigamente que tipo as cores eram bem mais menos vivasadas e e personagens falavam isso de uma forma mais lenta e tudo mais. Hoje é tudo
19:35 muito acelerado e muito chamativo. Sim. dificulta o sono dessa criança. E também tem aquele lance de que antigamente os filmes tinham propósito, tipo um começo, um meio e um fim. E atualmente muitos desenhos eles não têm essa esse esse enredo, né? sinalizada, às vezes é muito só para chamar atenção e muito saturada as coisas e a criança não tem paciência para ter essa continuidade e nem tem inclusive a capacidade de elaborar esse raciocínio contínuo. Como o consumo dela é dessa inconstância, o pensamento dela também é inconstante. Beleza? Vamos lá. Sabe o que é sedentarismo
20:22 cognitivo? Conheça a condição que pode deixar seu cérebro mais preguiçoso. A gente vai usar inatividade intelectual, inatividade cognitiva, inércia intelectual ou cognitiva. Desculpa. Sedentarismo intelectual. Uma felicidade minha. Quando eu fui pra minha roça, diminuiu 3 horas de tela. Menina, a minha mãe já não aguenta mais eu falar de machacaliz porque toda vez que a gente vai pra Bahia e passar a
21:08 placa, eu falo: "Minha aluna mora ali". Aí a minha mãe fala: "Você já falou, por favor, vai um dia me visitar." Mas na hora que passar a placa é longe, porque tem a placa machacalizão mais ou menos 4 horas até Macha. Aí eu eu ainda comentei no carro, falei: "Nossa, ela falou que demora umas 8 horas para chegar, que tem que pegar três ônibus e tal". Ah, mas esse demora mais por causa do tempo de você esperar de um ônibus pro outro, porque quando a gente viaja de carro consegue tipo ser umas 6 horas, no máximo 7 horas viajando de carro. Mas ainda assim é longe. Ainda assim é muito tempo. Mas é
21:53 que vergonha que não deixa. O que agora você vai falar, a gente quer saber da vergonha assim. Gente, essa menina tá aqui desde antes. Eu tô assim, não, a voz dela é igual. É porque ela mudou o cabelo. Mudou. Aí eu usava as tranças, mas ela usava o cabelinho assim, colocou as tranças e agora tirou as tranças. Eu conversei tipo conhece, não conheço de algum lugar. É porque eu nunca fico com o cabelo só de Já teve ele meio vermelhinho, não tá rodando essa tela. Eu paguei uma fortuna nesse trem. Estranha com defeito. Desde que se mudou de São Paulo para Londres, há 8 anos, o analista de suporte paulista, Igor de Carvalho nunca
22:39 decorou seu novo número de celular. Pois bem, isso aqui tem um nome, chama-se efeito Google, que é essa ideia do esquecimento de dados básicos. Por exemplo, ontem eu perguntei pras meninas se elas se lembram o número do telefone, né, do celular do namorado ou da namorada. Foi o Nani. Nenhuma delas se lembra de col de cor, o telefone do namorado e da namorada. Eu mesma não me lembro, eu só sei o final, 70,99, mas se eu precisar do prefixo não vou saber, ok? Por quê? Porque tá acessível no celular. data de aniversário. Ah, eu lembro da minha mãe, da minha irmã, do Mateus, só do meu seio mais íntimo ali. Se for explorar um pouco mais, não vou
23:24 saber. Eh, a gente perdeu a capacidade de localização no próprio espaço, na própria cidade, até para se locomover na própria cidade, a gente usa os aplicativos. A isso tudo dá-se o nome efeito Google, OK? que é essa perda ã de memória sobre dados básicos. Tá tudo disponível a um clique. Eu tive uma aluninha ontem, eu até comentei sobre ela no quando eu dava aula para criança, então há 17 anos atrás. E aí e ela tinha 9 anos à época. A a minha aluna de ontem até a conhece. Apontei para cá porque a Paula tava sentada aqui. E aí uma vez ela me perguntou: "Tia, por que que a
24:11 gente vem pra escola?" E aí eu respondi: "Uai, Ana, para aprender". E ela falou: "Mas para isso a gente tem o Google". E de fato, para isso a gente tem o Google, né? Então, a escola deveria ser um espaço para tornar esse aprendizado do Google crítico, independente, autônomo, mas não é. As facilidades do smartphone e a possibilidade de consultar qualquer informação na palma da mão em segundos não exigem grandes esforços da memória. O celular não impacta minha capacidade de concentração, mas sim de reter informações e memorizar o que é importante. Comecei a terceirizar tudo no bloco de notas do aparelho. Se não bloco de notas, a gente tem um grupo no
24:58 WhatsApp com nós mesmos, né? Ah, outra dificuldade é lembrar nome de filmes, livros, músicas e autores e também datas de aniversário importantes. Além do Google, os assistentes de inteligência artificial têm contribuído com essa terceirização. Ano passado li muito com prazer, mas meses depois já esquecia trechos ou a história. Quando quero me lembrar, faço uma pergunta direcionada para Iá. Perfeito. Aqui, ã, é importante, é interessante que vocês façam também esse paralelo entre o aprendizado do passado e o aprendizado do presente. No passado, mais uma vez, vamos falar sobre as Barças, as enciclopédias, a gente precisava recorrer a grossos livros para adquirir
25:44 conhecimento, OK? E era preciso, inclusive saber como consultar aqueles livros. Hoje, ao contrário disso, toda a informação está disponível a um clique. Ainda que você não saiba como perguntar, se você sugere pro Google, ele já até elabora para você eh a pergunta ali ideal e já traz as respostas adequadas, ok? Até mesmo uma música, você não precisa mais se lembrar nem do trecho, basta cantar o ritmo e ele te entrega o nome da música. Isso é D2, né? Eu colocaria no D1, mas se você achar prudente, manda ver. Não tem nenhuma cristalização não. Eu sei porque que a tela não tá funcionando. Eu não abri o
26:29 programa. Botei a culpa nela, mas a culpa tava entre o computador e a tela. Pronto. Mais uma vez. Vocês se lembram daquele tema do plástico que a gente falou que o vilão não era o plástico, mas o mau uso? De novo, o argumento se repete. O vilão não é a tecnologia, ao contrário disso, a tecnologia veio para facilitar o dia a dia, OK? O vilão é o mau uso que se faz dela, é o uso exagerado. Nessa acepção, eu me lembrei de um repertório da medicina que é do Paracelso, um médico suíço. Foi ele quem
27:16 elaborou aquele dito popular, né, a diferença entre o remédio e o veneno está na dose. E o uso da tecnologia tem bem esse parâmetro. A diferença entre o remédio e o veneno está na dose de consumo. Como se consome essa tecnologia? O que acontece quando o que acontece com o cérebro quando tudo ao redor requer cada vez menos esforço mental? Exigir tudo da IA segue uma neuroplasticidade adaptativa sem ativar as áreas da memória com a mesma regularidade, tornando as mais fracas com o tempo. Olha lá, Mark, voltando aqui naquele tema do sedentarismo, a gente usou lei do uso e desuso. Ela volta, é um repertório que se constitui nessa temática também.
28:03 A diminuição da atenção, a menor capacidade criativa e a falta de resolução de problemas por nós mesmos representa maior risco de desenvolvermos demência. OK? Você até colocar sobre essa questão da demência, as doenças degenerativas de modo geral e acrescente disso, mas isso vai ser a última consequência, porque primeiro a gente vai falar sobre as consequências sensíveis no sistema educacional. E em longo prazo tem-se como consequência a demência, as doenças degenerativas, porque é um cérebro que não tá sendo usado. Beleza? É, um aluno até falou que tem uma escola lá em Fabriciano que é uma escola para pr pro cérebro, pra
28:49 ginástica cerebral. E ali são jogos de raciocínio lógico, tudo bem analógico mesmo, nada digital para estimular mesmo a a sinapses. Acho que chama supera. Ele falou que ele fez durante um tempo. É preciso mesmo muita atenção para não abandonar a rotina fitness do cérebro. Segundo estudo feito pelo Google, vocês não precisam colocar a parceria, vocês vão colocar direto o estudo feito pelo Google. O Brasil está acima da média mundial no uso da IA e é também um dos principais consumidores de redes sociais, né? O Brasil está acima da
29:34 média mundial no consumo da IA, no uso da IA. E aí vem mais um dado, esse do MIT, né, do Instituto de Massachusetts. Usuários de ferramenta do tipo tendem a apresentar desempenho inferior nos níveis neural, linguístico e comportamental. Foi feito um estudo ã com estudantes também foi feito com funcionários e com estudantes, com trabalhadores e com estudantes. E ali o que que pegaram? Pegaram, usou-se um grupo, ã, foi a mesma tarefa, tá? E a um grupo deixou,
30:19 foi deixado usar a inteligência artificial. Então, e o outro não. Um grupo podia usar, o outro não. Nessa primeira tarefa, o grupo que usou a inteligência artificial teve melhor desempenho. OK? Depois, quando colocaram os dois no mesmo patamar, ou seja, deram uma nova tarefa e nenhum deles podia usar a inteligência artificial. O grupo que desde o início não usou a inteligência artificial teve um desempenho muito melhor do que esse que inicialmente pôde usar e tinha tido um desempenho melhor. Aquele desempenho melhor era um falso desempenho, era um desempenho do software, era um desempenho da inteligência artificial. E assim foi
31:05 visto em relação aos exames de vocês. Então, o aluno que muito usa, por exemplo, nos anos escolares ali, né, durante a vida escolar, a inteligência artificial, na hora que ele vai pro tete a tete, na hora que ele vai para campo, pro exame, pra prova, esquece. Até porque, como eu falei, a prova envolve uma capacidade psicológica. Se ali você tá roubando, burlando o sistema, usando o software a todo tempo, isso não tá requerendo de você capacidade socioemocional, lidar com o conflito de ter que pensar, sair da inércia do pensamento, que é trágico, né? A gente não vai embora agora não.
31:51 Ih, tá longe, minha amiga. A gente só sai daqui 8:30. Ai, percebo que as pessoas não sabem mais escrever a lápis, não tem mais coordenação motora para isso. David, eu vou pedir a ele para mandar um vídeo. Davin tá formando no direito agora. David escreve assim. O David pega no lápis assim, mãozinha toda fechada. E a letra dele não é feia. É preciso parar de subcontratar a Iá para fazer as funções do nosso cérebro. atriz e professora de biologia, Carol Matos é adepta, mas com parcimônia. Vou contar o que a Carol faz. Ela delega a função a IA, mas ela lapida depois esse
32:36 texto da IA. Então ela faz uma revisão do texto da inteligência artificial e às vezes ela faz o inverso, ela coloca o texto dela e pede a IA para dar uma lapidada, ok? Então ela faz um uso comedido ali. Viralizaram alguns vídeos até de reuniões, né? de de mensagens de parabéns, que a pessoa não se dá o trabalho de ler o que o chat escreveu e não tira ali de baixo aquilo assim, ó, se você quiser, eu posso elaborar mais sobre isso. Tanã, tanã tanã, tipo o diálogo do chat com o interlocutor. A pessoa não leu, copiou e colou. A minha irmã me mandou, a minha irmã tem um filho, ele tem 7 anos, ele estuda lá na Batista. E aí tem o grupo dos pais com a coordenação e tal, que mandaram lá
33:24 no grupo um aviso que sobre evento lá na escola sobre Dia das Mães. Aí era assim, escreveram uma imagem, eh, uma escreveram uma mensagem carinhosa convidando as mães para merda. Aí mandaram lá, só que aí apagaram, só que a minha irmã mandou, já tinha visto, né? Eu vi isso no Instagram, eh, tá lá até hoje, era uma legenda e ali tava assim, claro, eu posso fazer uma legenda assim assado para você. E aí depois vem a legenda. Então, antes da legenda em si, tá tá tá aquela mensagenzinha, é a perda da capacidade de leitura. Isso também é uma consequência e isso vai pro desenvolvimento dois. O IBGE constatou o quanto o brasileiro perdeu a capacidade de ler. Aline. Mas no caso então o a
34:12 inteligência artificial ela não é o vilão, mas os argumentos que tá mostrando aí tá mais tendendo a isso, não tendendo a isso. É, mas a inteligência artificial ela é solicitada. Então o vilão é você que tá todo o tempo usando-a. Mas eu não poderia usar ela. Pode, pode desde que comparciimônia. Por exemplo, eh, uma vez Gabriel me falou assim: "Aline, às vezes eu tenho dificuldade em gramática e eu pergunto pra inteligência artificial, OK, nenhum problema." Mas ele não tá delegando a função de escrever o texto pra inteligência artificial. Ele tá delegando a inteligência artificial uma revisão ali e ele pode inclusive aprender a partir daquilo. Então ele colocou ali uma determinada pontuação, o chat GPT consertou, ele vai buscar saber
34:58 qual é a regra daquilo. Usar como um suporte. Exato. É o suporte e não o instrumento em si. Não, não a mão de obra, entendeu? Mas assim, Aline, por falar nisso, eu tá querendo falar que eu peguei um mau hábito e que eu faço a minha redação, eu que faço mesmo, só que aí depois eu passo ela pro computador, aí eu coloco pro chatt corrigir e depois eu coloco no tipic. Aí antes nessa última nessa redação que eu entrei para você, o PT me deu 980, mas o de psíico me deu 860. Que isso? Então assim, corrigir sim, pode ficar pesado. Raíça, de forma alguma um texto seu seria 800 e alguma coisa. Nunca. Ah, mas é inimaginável esse cenário. Eh, aqui
35:44 até diz também sobre isso. A inteligência artificial nunca, nunca vai conseguir alcançar a capacidade humana, porque o sistema de pensar de maneira criativa é só do ser humano. Então, calma, relaxa. Não faça isso mais, principalmente nessa reta final, senão vai te provocar adoecimento mesmo. Você não precisa disso. Amém. Pode repetir o dado do contato quanto? Acho que foram 7 milhões. Deixa eu eh você tinha falado de modo a perda de muitos leitores, a perda da capacidade de leitura. Além da escrita, com o auxílio da
36:29 tecnologia, Carol também lança mão de aplicativos de localização e transporte, o que a faz ter dificuldade para memorizar caminhos e ruas frequentes, o que era corriqueiro na minha infância. Hoje isso não é mais necessário e penso como será para as novas gerações. Eu tava pensando ontem, falei: "Será que vocês saberiam ler mapa de localização? Sabe quando você vai, você ia viajar, né? Vocês não pegaram o mapa nem na infância. Eu peguei que os pais levavam aqueles mapas imensos, comprava-se na banca ali o Almanac de mapa, ia se localizando por aquilo ali, por um desenho. A gente não saberia fazer isso, porque a gente atende ao comando. Vira à direita, vire a esquerda, faça isso, faça aquilo. Búsula direita, direito.
37:17 Pois é. Búsula sem chance. Ô gente, eu tenho dificuldade de saber. O sol nasce aqui, o sol nasce ali, o sol se põe aqui, se põe ali. Eu tenho, eu vejo o caminho antes de sair. Eu não gosto de de aplicativo não. Eu ponho no aplicativo, aí antes de sair eu vejo todo o mapa que eu tenho que fazer, porque eu não gosto que ele fica me falando. Atrapalha. Hoje que que eu fiz? Eu entro ali no tô vindo de Fabriciano, Santa Maria e tal, e aí eu passo pelo Quitandinha. Como a baleia tá comigo e a baleia já conhece aquele caminho, eu falei, eu vou dar a ela novos cheiros. Então eu decidi passar pelo cruzeirinho. Eu não fiquei perdida. Eu não soube, por fim, eu tava conversando com ela, valeu, sua mãe é muito burra, eu não sei andar aqui. Eu não consegui. Era óbvio, era só eu pegar
38:03 a rua de trás, seguir, saía lá na frente na usina, né, na, enfim, terminaria de pegar o semáforo. Eu saí, eu andei, andei, andei, andei, andei, saí na nona santa de novo. Falei: "Pô, não sei, não, não sei andar". Essa é a Carol. Tem uma música do Chico Science. O Chico Science já morreu, mas a banda dele é a Nação Zumbi. E a música é bem crítica e ela fala assim: "A gente não vai não. Computadores fazem arte, artistas fazem dinheiro". E é bem isso. Hoje a arte é feita pelo computador. Gente, ontem saiu
38:48 no Folha de São Paulo um ensaio fotográfico cujos modelos são feitos de inteligência artificial. Música, música, música, tradução, tudo é a inteligência artificial. Eh, vocês podem usar também anacrônico da Pit, né? Pane no sistema. Alguém me desconfigurou. Aonde estão meus olhos de robô? parafuso e fluído em lugar de articulação. Inimigo ou não, a e a impossível delegar aquilo que nos torna humanos, o pensamento, a criatividade, o erro. Eu me lembrei aqui e eu não coloquei ainda no slide porque eu esqueci do Ilha das Flores. Quem já assistiu ao documentário
39:34 Ilha das Flores, com certeza ouviu essa frase. O que nos difere dos demais animais é um telencéfalo desenvolvido e um polegar opositor. OK? Nós estamos perdendo essa capacidade de nos diferenciar dos demais animais, porque o nosso telecéfalo está atrofeando por causa do uso excessivo dessas máquinas. Para ele, se antes havia o medo de ir a roubar nosso trabalho, hoje tememos o roubo do nosso lazer, dos nossos amigos e da nossa distração. Elas estão se aperfeiçoando em ritmo acelerado e tem quem não pare de usar até para elaborar uma pergunta ou escrever um e-mail. Isso é um problema. Mas há uma solução, ainda
40:20 que você continue o melhor amigo dos gadgets, ative sempre uma atividade cognitiva, como aprender algo novo, ler, escrever e brincar com jogos que exijam um raciocínio. Queridos, aprendam a coletar do texto motivador as suas informações. Isso aqui, ó, é parte da sua proposta de intervenção. Se o contexto é a educação, quem é que vai ser responsável por fornecer essas atividades? A escola. Então, a gente vai colocar atividades eh de escrita criativa, jogos que estimulem o raciocínio lógico, gincanas ã esportivas, teatro, tudo para estimular criatividade e capacidade socioemocional. Vocês precisam aprender
41:07 a lidar com o grupo, com todo que perderam essa capacidade. A meditação e a atividade física, aliadas às interações sociais são extremamente benéficas. O meu avô tem problemas neurológicos e uma uma das uma da uma parte do tratamento dele é fazer tipo palavra cruzada, sudoku, essas coisas. muito muito e a gente nunca mais fez isso. Eu pois é não não faz mesmo. Lá em casa eu realmente a gente tem o nosso tempo é com é pesada com é isso meu irmão é perfeito. Gente, até o crochê eu olhei ali um um curso porque eu tava
41:53 querendo aprender a fazer. É barato até assim dá dá para tentar. É, eh, para estimular paciência, para você largar o celular e ter o tempo ali de dedicação a outra coisa que não seja a tela, né? É legal fazer coletivamente. É, passa junto com eu muito a palavra cruzada. É, pode não pegar esse celular. E é muito divertido quando junta um grupo, né? Igual aqueles jogos imagem em ação. É, fica bonito. Sim. Todos os dias as pessoas ouvem sobre as infinitas possibilidades que a
42:40 inteligência artificial pode fazer para aumentar a produtividade. Traduzir, escrever, criar planos, sugerir itinerários, combinar ingredientes e muito mais. Isso leva muitas pessoas a se inclinarem para a dependência cognitiva. Aqui, ó, dependência cognitiva também é um sinônimo dessas ferramentas. Onde ela ouve o pacotinho, ela vai pro lado pedir a comida dela tá aqui. Daqui a pouco eu vou dar. É uma grelinha, coitado. Aham. E ela vem, fica sentada aqui.
43:26 Fica senta e espera na sala. É porque o Mateus dá o comando para ela na hora de comer dela sentar. Então ela acha que toda vez que ela sentar ela vai ganhar. Era, ela escolhe bem, inclusive, minha filha, como foi o caso de mecanismos de busca na internet da chegada de smartphones. Esse fenômeno deu origem ao chamado efeito Google. Já expliquei isso para vocês, que descreve a tendência de esquecer informações facilmente acessíveis online ou armazenadas em dispositivos móveis. Aí eles até exemplificam, né, número de telefone, endereço, aniversário ou mesmo a capacidade de localização sem os aplicativos.
44:12 Se as capacidades desses novos algoritmos levassem os usuários a uma espécie de sedentarismo intelectual, como aconteceu no passado com o Advento da Internet e muitos antes e muito antes disso, com a chegada dos computadores de mesa, da imprensa e de muitas outras invenções. Sócrates estava certo quando considerou que escrever nos torna falsamente sábios. Aí mais um estudo. Um estudo da Universidade de Toronto descobriu que o uso de grandes modelos de linguagem em sistemas de IA reduz a capacidade dos humanos de pensar criativamente. Então vejam, nós temos como principal impacto a perda da criatividade, OK?
44:59 Que é uma característica humana. Então a gente tá perdendo aquilo que nos torna humanos. Embora essas ferramentas possam melhorar o desempenho no curto prazo, elas podem reduzir a capacidade dos humanos de pensar de forma independente e criativa ao longo do tempo. Então, é isso que que eu quero que vocês coloquem. Ela, a princípio, parece muito vantajosa, mas ela vai furtando essas habilidades humanas. Aí aqui é o estudo que eu falei sobre dividiram os participantes.
45:44 Enfim, eu já narrei isso. Embora os LLMs ofereçam benefícios claros, como o melhor desempenho durante o uso, seu impacto nas habilidades cognitivas de longo prazo levanta preocupação. À medida que a IA se torna mais integrada aos processos criativos, ela pode moldar normas culturais e sociais. Aqui não nos interessa. Deixa eu ver a outra parte. Ah, neste tema, claramente cabe modernidade líquida do Zigmund Balma, tá? essa ideia da superficialidade a partir da tecnologia. O Balma era muito contra esse esse
46:31 excesso. Ao confiar sistematicamente a essas tecnologias a resolução de problemas ou a produção de texto, nosso cérebro poderia perder oportunidades valiosas de desenvolver e manter suas habilidades cognitivas fundamentais. Ô, gente, vamos pensar muito antes do computador, muito antes eh da inteligência artificial, a calculadora a gente não faz conta de cabeça mais praticamente, né? A gente já vai direto na calculadora. O uso excessivo de ferramentas de IA pode nos levar ao sedentarismo intelectual, pois leva a redução de
47:17 nossos esforços cognitivos, o que fomenta uma mentalidade passiva de consumo de informação. Então, você passa a ser um sujeito passivo da informação e não um sujeito ativo. Não é você que vai eh buscar a informação, aí ela vai te entregar. Pronto. O uso excessivo dessas ferramentas pode atrapalhar o aprendizado social. Isso aqui é importante estar no texto. Isso é importante estar no texto porque isso contraria o artigo constitucional, beleza? O artigo constitucional diz que a educação ela tem que estimular essas habilidades. E a gente tá vendo que essas ferramentas elas atrapalham essas capacidades,
48:03 que são capacidades cruciais pro desenvolvimento do pensamento crítico e das habilidades sociais e cooperativas. Isso aqui também é legal. Cria-se um estado de conforto mental na pessoa. Você não precisa mais se preocupar. Ô gente, teve um aluno meu do terceiro ano que acho que o trabalho era pro dia seguinte. Aí alguém perguntou: "Falando, você fez o trabalho?" Ele não, não fiz ainda não, mas aí à noite eu chego e jogo no chatpt rapidinho. Então ele só ia jogar o comando do trabalho no chatpt e o chatpt ia fazer para ele. Ele não tava nem preocupado com a data que ia
48:50 dar certo. Nossa, eu tenho muito costume de estudar na biblioteca. Ninguém tem esse costume mais. As pessoas sequer sabem como usar a biblioteca. Vocês usam? Que massa. Aí lá tem os computadores e como é perto do SEC, junta muita gente do SEC lá para fazer trabalho à tarde. E é assim, já cansei de ver umas meninas que parecem ser assim do oitavo ano, nono, ano, tudo fazendo trabalho com chatt e deve ser umas coisas tão besta, besta. E elas acham com certeza que elas hackearam o sistema, né? Se entendem muito mais espertas porque usam o chat GPT. Ah, viralizou também aquela foto de um
49:36 médico jogando os sintomas do paciente e buscando diagnóstico no chat GPT. Em outras palavras, o uso excessivo de chat GPT, gême e similares cria um estado de conforto mental, já que as tarefas são resolvidas de forma rápida e fácil ao pedir a essas inteligências. Em contraste, a motivação para atividade intelectual é reduzida e, portanto, o comportamento se torna passivo. Essa é a conclusão. Essa é a conclusão. Você torna-se um sujeito passivo, dependente da tecnologia, incapaz de pensar, de agir autonomamente.
50:21 Aqui eles entram em outra seara que a gente não vai abordar, que é sobre a desinformação, o quanto é possível usar a inteligência artificial para promover desinformação, né? Então, as falsas imagens, as falsas notícias, tudo criado com com a ajuda da da IA. Aí vem umas recomendações de uso. Nessa ideia de recomendação de uso, a gente vai voltar eh num tema anterior e vai falar sobre o letramento digital. Então, a gente vai pegar aquele tema do discurso de ódio. Então, cabe novamente como proposta de intervenção eh o letramento digital nas escolas sobre essa ideia de ensinar a como usar de
51:07 maneira moderada para ser ali um contribuinte e não um substituto. OK? Hum. Deixa eu ver o que mais. É fundamental, isso é uma recomendação do neurologista, incentivar o uso ativo e crítico dessas ferramentas. Também é crucial alternar o uso da inteligência artificial com tarefas cognitivas manuais. Portanto, o ideal é usar a inteligência artificial como facilitadora, mas não como substituta do esforço intelectual.
51:57 É isso que vocês vão levar pro texto. OK? Daqui eu quero só uma informação. É um treco bem pequenininho. Pera aí. Eu não entendi muito bem porque que eles colocaram essa imagem do filme e as vantagens de ser invisível. Não tá explicado aqui e eu já assisti ao filme. Não, não consegui catar. Não é aqui que vem vem o negócio do livro. Então, olha outro dado. Em 2014, a atenção média de uma pessoa assistindo a algo em uma tela era de 2 minutos e meio. Agora são apenas 47 segundos. Rebeca, você tá muito acima da média, então não se preocupe. A Genzei está perdendo a uma habilidade
52:49 que a humanidade possui há 5.000 anos. 40% não são fluentes em comunicação. Ou seja, a humanidade está perdendo habilidade comunicativa, que é uma habilidade pré-histórica quase, né? Cadê a fábrica de cretinos? É daqui aqui, ó. Ah, a quem vai além como neurocientista francês Michel Desburger, que afirma que as novas gerações são as primeiras a apresentar um QI inferior ao dos pais. Isso, segundo ele, está relacionado em parte ao uso excessivo de tecnologia e telas, como explicou em seu ensaio a fábrica de cretinos digitais. Eu falei só a fábrica de cretinos, acrescentem o digitais aí.
53:35 Mas como eu disse, você pode colocar que é uma informação divulgada pelo jornal Folha de São Paulo ou mesmo pela OMS. Ah, pode dizer por essa questão da da da habilidade comunicativa. Eu me lembrei há muito tempo atrás lá na célula da igreja que, tipo assim, a gente sempre pergunta, né, pras meninas e tal, o que que você entendeu aquilo que a gente conversou? E aí eu lembro que uma uma menina era mais velha, ela sempre falava isso, que as meninas novas quando elas chegavam elas não sabiam falar. Então ela assim, e aí que que acha que que a gente falou? Legal. É legal, bacana, importante. Sempre que tipo assim tinha absorvido as coisas, só não conseguia falar. E eu lembro como que a célula tipo foi muito importante para muita menina lá desenvolver essa habilidade.
54:22 Gente, é o que eu mais ouço. Vocês falam assim: "Eu tenho um monte de ideia na minha cabeça, mas eu não consigo formular porque perderam essa capacidade de formulação, perderam essa ideia do enredo que a gente estava falando, né? Eh, o raciocínio de vocês já não é mais ordenado, ele é mimético. Vocês imitam uma tecnologia, beleza? Isso que também é importante, que tá nessa ideia das habilidades socio-emocionais. E vejam, por que que eu tô falando que esse tema é o mais importante. Vejam como a BNCC, ela sofreu alterações aí ao longo do tempo, justamente visando aplacar essa deficiência. Então, a BNCC hoje ela já tem ali competências para tentar
55:08 resgatar essas habilidades socioemocionais, o tal do projeto de vida, eh, e tantos outros. Eu não sei mais quais atividades que vocês têm na escola, mas eu sei que tem uma competência para isso, OK? Que são habilidades perdidas ao longo do tempo. E isso tá dito aqui. A medida que pensamos menos profundamente, também diminuímos nossa capacidade de empatia. Empatia é uma habilidade socioemocional. A internet pode nos fornecer mais informações e entretenimento, mas também contribui para nos tornar menos pacientes, mais superficiais, menos informados e menos atenciosos. A IA reduz nossa memória, além de prejudicar nossa capacidade de
55:53 pensamento crítico e resolução independente de problemas. Mas do mesmo, então já tá bem bem bem batido isso aí, né? Perda de memória e capacidade crítica. Beleza. Ixi, aí entra a lei. Está em vigor desde fevereiro a proibição do uso de celular nas escolas. A lei ela não é clara sobre as diretrizes, ela fala sobre a restrição, mas ela deixa a cargo das instituições determinar, por exemplo, se pode levar o celular. Então, tem escola em que você não pode nem sequer levar,
56:41 tem ali o detector de metais e tal. Tem escola que você pode levar, mas tem que deixar no escaninho, você tem que entregar no início da aula, coisas assim, ok? Na lei diz inclusive que para fins pedagógicos, caso seja lhe orientado pelo professor, o celular pode ser usado, mas previamente combinado, ele não deve ser usado nem mesmo no momento de intervalo, na recreação dos alunos, tá? A Rebeca uma vez estava falando sobre educação física, que antes quem não fazia ficava no celular, agora fica ali sentado. Então tem que desenvolver outra atividade. Teve aquele vídeo do menino dançando nei Mato Grosso que viralizou, vocês viram? E aí a galera comentando embaixo, tá vendo que seis meses sem o celular já não fez com os meninos, com os alunos. tá de novo
57:28 trazendo esse estímulo, essa criatividade. Eu vi, foi uma vez na escola tá tentando invocar o demônio. Aí, pelo menos é pelo menos é alguma coisa. Mulher do loura do banheiro. Ninguém conhece mais. Lógico. Quando ninguém, a gente não sabe quantas descarga, quantas vezes tem que abrir a torneira, mas chamar o nome para ela tá atrás da porta. Não sabe não. A lei, ó, repito também, não. Oxe, bosta.
58:13 Não precisa tentar memorizar número de lei. Primeiro que se esse tema cai na prova, essa lei com certeza vai est no texto motivador. Com toda certeza. Você pode usar, pode e deve. O que cabe a você, caso a lei esteja no texto motivador, é dizer sobre eficiência dela. Ela é eficiente ou não? Eu já te adianto, também é argumento repetido, batido. A lei sozinha, sem a mudança cultural, sem a colaboração da família, inclusive, não vai ter um efeito eh considerável. Por que sem a colaboração da família aqui? Ah, o relator, né, da lei, ele fala inclusive sobre o quanto a família
58:58 precisa, ã, restringir esse uso em casa também, porque a escola já tá fazendo isso. Então, pelo menos durante parte do dia desse adolescente, desse jovem, dessa criança, ele está restrito do uso do celular, mas e em casa, então é necessária essa colaboração. E cabe a você, então, caso esteja no texto motivador, fazer esse acréscimo. a lei sozinha, sem a mudança cultural, sem o entendimento social do porquê disso, não vai se fazer eficiente. Tranquilo? A lei 15.100, 100 que restringe o uso de celulares na escola já está em vigor. Cabe a cada uma das redes de ensino definirem suas próprias estratégias de implementação até o início do ano
59:47 letivo. A legislação surge em resposta ao crescente debate sobre o uso de aparelhos nas escolas, que gera grande preocupação a especialistas e à população em geral, devido a quê? Aos impactos negativos no aprendizado, na concentração e na saúde mental. E aí os documentos apresentam algumas orientações sobre como isso deve ser feito, tá? Então eles indicam explicar os porquês dessa restrição do uso do celular. Vale lembrar que a lei não proíbe totalmente uso de celulares, mas restringe seu uso durante as aulas, recreios e intervalos para que os alunos possam se concentrar nas atividades diárias e interagir com outras pessoas.
1:00:34 Então, vejam, todo o objetivo da lei aplicaca o sedentarismo cognitivo. Beleza? O uso ainda é permitido para fins pedagógicos, que é o que a gente falou, se usado com parcimônia, com sabedoria, com a dose certa, muito positivo. Com a autorização do professor e para casos de acessibilidade, saúde e segurança. A medida visa salvaguardar a saúde mental, física e psíquica de crianças e adolescentes, promovendo um ambiente escolar mais saudável e equilibrado. Outra coisa que vocês têm que aprender a fazer, usar também o texto motivador para elaborar o seu efeito e o seu efeito do efeito. Qual é o objetivo? Criar um ambiente escolar mais saudável e equilibrado. Então isso aqui é o objetivo da sua proposta de intervenção
1:01:21 também. Aqui eu tenho que fazer uns parênteses. Antônia, vou usar o seu texto. A Antônia tem uma argumentação muito boa, não tem problemas com competência três, mas teve um vacilo ali, não foi um vacilo só dela. Eh, nessa última correção acho que tiveram cinco alunos que cometeram esse erro, que me preocupou. Vocês têm citado mais de um problema, mas na hora da intervenção, como tem dedicado poucas linhas, tem resolvido só um dos problemas. E isso vai impactar a nota da competência três. É uma falha de projeto de texto. Então, ainda que a sua argumentação esteja muito consistente, é raro projeto de texto tira de você 40 pontos. Então, por exemplo, lá na introdução vocês colocam que
1:02:09 eh a problemática se dá por negligência, por falta de políticas públicas e por falhas na educação. E aí lá na intervenção você só resolveu as falhas da educação. Você colocou a escola para fazer isso, isso e isso, mas não resolveu o problema da falta de políticas públicas. OK? foi no tema sobre discurso de ódio, se não me engano, e aí faltou regulamentar a rede social porque tinha falado sobre ser considerado uma terra sem lei, sobre a falta de lei específica e tudo mais. Entendido? Prestem atenção nisso. Não percam ponto de bobeira, principalmente porque a competência três é difícil de fechar. E aí ter argumentação consistente e perder por uma besteira dessa é triste.
1:02:54 Ele perde na competência na três, na cinco não. Se tiver os cinco elementos, fechou a cinco. A questão é porque ali não é um erro da intervenção, é um erro da argumentação. Criar um problema pro qual você não dá solução é um erro argumentativo. Eu costumo fazer isso também. criar só uma proposta de intervenção, então ela tem que ser eficiente pros dois problemas. Não é o problema ter uma intervenção, desde que ela resolva os dois problemas. Então, a isso vocês têm que prestar atenção. Para deixar essa resolução mais evidente, eu posso estar utilizando o efeito, o efeito deve aí lá no efeito você vai colocar a fim de eh solucionar a problemática da falta de políticas públicas e da falha na educação. Entendi.
1:03:42 OK. Nós sabemos que o mundo digital é importante e quanto a educação digital é também uma dimensão fundamental que inclusive tem sido trabalhada nos últimos anos. A questão está na racionalidade do uso. Isso está evidente por meio de diversos estudos e pesquisas. Queremos otimizar o uso e potencializar os benefícios, mas mitigar os efeitos nocivos. Pronto. Em nenhum momento tá dizendo que não se deve usar. é para otimizar o uso, potencializar os benefícios e mitigar os efeitos nocivos. Os nossos jovens têm muita dificuldade de concentração, além de uma série de danos socioemocionais que vem sendo
1:04:29 causados pelo mau uso da tecnologia. E aí eles trouxeram aqui uma pesquisa sobre o quantas pessoas consideram usar o celular adequado, proibir o uso do celular. Pode ir. Ela não vai sair não. Baleia, vem cá. Baleia não vai. Tá. Baleia fica. Ah, delícia. Ah, mas essa lei já deu algum resultado? Sim. Então aqui, mas assim, bem superficial, tem a opinião dos professores. Os segundo os professores, os alunos estão mais concentrados. Eu ainda não sinto isso porque aqui o celular não é proibido, né? Mas os professores, cadê? Cadê?
1:05:14 Aqui, ó. Isso fez com que os alunos passassem a socializar mais, tivessem uma participação nas aulas muito maior. A interação durante as aulas tornou-se mais dinâmica, mais participativa. As notas dos educantes melhoraram consideravelmente, superficial. Ainda não há nenhum estudo eh do IBGE, do governo ou coisas assim. Entendi. Beleza. Aí esses alunos que estão sem celular nas escolas, eles não ficam estressados não, porque antes eles eram viciados no celular. Ficar seu celular. Ah, com certeza. Mas aí é um problema deles que se vi que lidem com essa sociedade. É, com certeza ficam. Com toda certeza. Pessoal na live a gente hoje voltar a brigar. É, a Marina não tá falando aqui que o
1:06:00 povo começou a brigar. Nossa, é se atracando na calçada, não foi? brigando porque não sabe ser gay direito. Você não é gay. Você não é gay não. Tutorial do gay. Opa, desculpa. Na hora de apresentar também o seminário, tem gente que não consegue. Se não tiver lendo, tipo, o slide, que é a ideia do do falar, do comunicar. Não tem a ideia na cabeça, mas não sabe. Calma, calma. Desespero o fio do microfone. Eu sou pirracenta. Acabamos. Aqui é só sobre a questão dos leitores, mas eu já levei pro slide. Uai, esse ninho.
1:06:46 O Brasil que lê menos. Ah, cliquei no ninho. Trem bosta. Pesquisa aponta perda de quase 7 milhões de leitores em 4 anos. Já levei isso pro slide, tá? Então, está quase só voltando aqui. Por favor, façam o recorte de educação desde a introdução. Então, na introdução, vocês já vão deixar claro que o contexto é o educacional, beleza? Tanã. Todas as pesquisas estão aqui.
1:07:34 Aqui, ó, do teste. Outros estudos analisam impactos semelhantes no ambiente educacional, mostrando que alunos que usam IA para testes práticos não tem um desempenho tão bom em testes reais. Então, é aquilo de surrupar o sistema. Na hora que você vai pra prática, lascou. você não sabe eh fazer sem aquele suporte. O IBGE sobre os hábitos de leitura. Pois bem, repertório, eu tenho que acrescentar porque ontem os meninos me ajudaram a conseguir mais alguns aqui. A Marcela falou sobre um menino que descobriu o vento, o filme, porque ele muda a realidade da comunidade em que mora, a partir dos livros, então, dos conhecimento que ele busca nos livros,
1:08:21 OK? E o que ele faz com aquilo ali? Eh, eu não me lembro quem, mas falaram sobre a menina que roubava livros. A Camille, a menina que roubava livros. Eh, o livro a gente colocou também, deixa eu ver, eu anotei no celular. Bosta. Anotei no celular. O celular tá sendo usado para gravar. Ai, não vou lembrar, mas depois eu eu vou acrescentar no slide. Eu coloquei, esses foram eu que tinha colocado a pedagogia do Paulo Freire. O Paulo Freire sempre defendeu a educação como um suporte crítico. Então para ele, a educação é uma instituição de formar sujeitos críticos. E infelizmente toda essa filosofia do patrono da educação foi abandonada. Coloquei sobre o artigo
1:09:07 205, que eu já tinha falado para vocês. Mito da caverna. É como se esse conhecimento que vem da inteligência artificial, ele fosse essas sombras, né? A gente só enxerga a partir daquilo ali. A gente não vê além da tecnologia, a gente não vê a partir do nosso pensamento. Ah, o paracelso, lá, tudo meio óbvio, já expliquei ao longo da das nossas leituras. Deixa eu pegar aqui que eu acho que o WhatsApp tá até aberto e eu anotei aqui, ó. Quanto ele vai abrindo, vou voltando pro slide. Daqui a pouco ele abre. Sacola
1:09:55 de intervenção. Eu trouxe duas, são as duas mais óbvias. Uma delas é a reformulação da BNCC, claramente Ministério da Educação como agente, por meio da reformulação da BNCC e da capacitação docente. Então é preciso treinar esse esses professores. Então temos agente e o modo implemente metodologias ativas de aprendizagem, a ação como inclusão de projetos de leitura, escrita criativa e debates. Eu exemplifiquei é detalhamento. A fim de estimular o pensamento crítico entre jovens. O efeito já tenho os cinco elementos, mas eu crio um outro
1:10:40 detalhamento. A partir disso, haverá a formação de cidadãos mais reflexivos e preparados para atuar em sociedade. Como segunda ação, eu trouxe na ideia da habilidade socioemocional, promover atividades colaborativas, práticas esportivas e apresentações culturais com o intuito de desenvolver a criatividade e competências socioemocionais. Tranquilo? Pera que a gente tá quase acabando. O menino que descobriu o vento, o telencéfalo desenvolvido, modernidade líquida, a menina que roubava livros. Foram só. Pra gente fechar,
1:11:26 hoje eu trouxe um texto da Isa. Isa, eu te entreguei ele aí. acompanha a correção comigo. O artigo terceiro da Constituição Federal constitui como objetivo fundamental promover o bem de todos sem qualquer tipo de preconceito. No entanto, então ela vai contrariar a Constituição. A realidade brasileira expõe uma sociedade extremamente preconceituosa, inclusive em relação à língua, cuja variações são marginalizadas, configurando um fator de exclusão social, cujas variações, pluraliza aí. Sendo assim, é essencial propor meios eficazes que promovam o respeito à
1:12:14 variedade linguística do país. Perfeito. Vejam que a ISA cria o que a gente chama de tese generalizada. É uma tese genérica. Ela não aponta causa um e causa dois. Ela só diz que as variações linguísticas são marginalizadas e configuram um fator de exclusão social. Ela não apontou os porquês aqui. Nenhum problema. Se ela se sente confortável assim, excelente. Nesse contexto, o preconceito linguístico é uma forma de discriminação social que consiste em julgar um indivíduo pela forma como ele se comunica. O parâmetro desse julgamento é a norma culta, dois pontos. Quanto mais distante dela, mais criticado é o falante. As raízes desse preconceito
1:13:01 estão profundamente ligadas a fatores sociais. regionais e étnicos, visto que geralmente é praticado contra indivíduos de classes sociais mais baixas, de regiões marginalizadas e pertencentes a grupos étnicos historicamente negligenciados. Então veja, ela coloca e ela explica assim. O preconceito linguístico está diretamente relacionado com as desigualdades sociais, principalmente no que diz respeito ao acesso à educação, já que educação e renda estão interligadas. Se a criança não frequenta a escola, geralmente porque sua família vive em condições de extrema pobreza, ela não terá acesso à norma culta, socialmente privilegiada, o
1:13:46 que a deixará ainda mais excluída da sociedade. Opa! Segundo o Ministério da Cultura, estima-se que mais de 250 línguas sejam faladas no Brasil, o que reflete a riqueza cultural do país. Contudo, a sociedade e a mídia consideram apenas duas. a certa e a errada, reforçando estigmas e hierarquias sociais. Perfeito fechamento. Diante disso, é válido pontuar que o preconceito linguístico é uma forma de discriminação. Portanto, é crime previsto no Código Penal Brasileiro. É crime previsto no Código Penal Brasileiro. Tal prática tem como principal consequência a exclusão social, principalmente no ambiente de
1:14:33 trabalho, já que pessoas que não falam de acordo com as normas gramaticais são frequentemente rejeitadas em processos seletivos e desvalorizadas profissionalmente. Isso ocorre pela Associação de Variações Linguísticas Populares a falta de competência. Excelente. Bom, por que que eles são desvalorizados no ambiente profissional? Porque associa-se o falar conforme a norma, a competência. Esse quadro, Tchau, vão com Deus, é ainda agravado pela mídia, muitas vezes por meio de influenciadores que, ao invés de valorizarem a pluralidade linguística, reforçam uma única forma correta de se expressar. É o caso da professora influenciadora Cíntia Chagas, que se tornou conhecida nas redes
1:15:19 sociais por ridicularizar formas populares da linguagem, desconsiderando o caráter vivo e dinâmico da língua, o que fortalece ideias discriminatórias que sustentam a exclusão de determinados grupos sociais. Deixa eu só cuspir na cara de vocês. Eh, a falta de esforço de geral, a Isa faculdade, ela dá conta de estudar. Tem acho que um mês ou dois meses que ela faz aula e vai ser até agora a terceira ou quarta nota 1000 dela. E ela não tinha habilidade de escrita há muito tempo. Então faz favor de sentar essa bunda na cadeira e estudar, porque ela sai daqui ainda vai pra faculdade. Hum.
1:16:05 Foi só isso. Por isso, é fundamental que o Ministério da Cultura, a gente, por meio da parceria com a mídia modo, exponha propagandas diariamente em horários estratégicos que divulguem as variantes linguísticas que compõem o falar do povo brasileiro. Até aqui a ação, como os regionalismos, detalhamento, a fim de desconstruir a ideia da existência de uma língua certa ou errada. efeito. Vejam que o efeito dela tá de acordo com o tema e não com o progresso do Brasil. Dessa forma, será possível moldar uma população que valorize e respeite a pluralidade linguística existente no país. Perfeito. Bota seu 1000 e escreve perfeito aí com
1:16:51 letras maiúsculas. Arrasou mais uma vez. Então, livres por hoje. Vão com Deus.