AULA 5   PENTATEUCO

AULA 5 PENTATEUCO

Breve Resumo

Este vídeo é uma aula sobre o Pentateuco, focando no significado do Shabat para judeus e cristãos, e explorando o simbolismo do Tabernáculo. A aula aborda a importância da graça na salvação, em contraste com a visão de Ellen White, e discute a conexão entre o descanso sabático e a pessoa de Cristo. Além disso, o vídeo explora o simbolismo do Tabernáculo como representação de discipulado e vida com Deus, destacando a importância da benção apostólica para quebrar maldições.

  • O Shabat para os cristãos não é um dia, mas uma pessoa: Cristo.
  • O Tabernáculo representa estágios de discipulado e a importância da benção apostólica.
  • A desobediência pode levar a ciclos repetitivos na vida, comparado aos 40 anos de Israel no deserto.

Introdução à Aula 5 do Pentateuco

A aula 5 do Pentateuco tem como objetivo abordar a questão do Shabat e a morte de Cristo, além de discutir o significado do Shabat para judeus e cristãos. O vídeo também menciona a discussão sobre reino e salvação, alertando sobre interpretações teológicas perigosas, como as de Ellen White, que afirmam que a prática do Shabat é necessária para a salvação. A salvação é pela graça, e não pelo sábado.

O Shabat: Descanso e Parada

O Shabat significa descanso e parada, sendo tanto um dia específico (sábado para os judeus) quanto um feriado (como Pessach ou Pentecostes). Cristo morreu na quarta-feira e ressuscitou no domingo, passando o Shabat no túmulo. Assim como Deus descansou após a criação, Cristo descansou no sábado, desfrutando da nova criação que nasceria no domingo da ressurreição.

A Morte de Cristo e o Tabernáculo Celestial

Após a morte de Cristo, houve um grande reboliço espiritual, com o véu do templo se rasgando e Cristo entrando no tabernáculo celestial para depositar seu sangue na verdadeira arca da aliança. O véu do templo não se rasgou apenas para dar acesso ao santíssimo, mas também para mostrar que a arca da aliança não estava mais lá. Hebreus 9:11-15 explica que Cristo, como sumo sacerdote, ofereceu seu próprio sangue como testamento da herança eterna.

Os Turnos dos Sacerdotes e o Exemplo de Zacarias

A organização dos turnos sacerdotais, instituída por Davi, determinava quem serviria no templo. Zacarias, do turno de Abias, entrou no santo, mas não no santíssimo, pois a arca não estava mais lá. Lucas 1:5 e 1 Crônicas 24 detalham esses turnos, com 24 grupos servindo por uma semana, pelo menos duas vezes ao ano, incluindo nas festas principais como Páscoa, Pentecostes e Tabernáculos.

O Shabat na Perspectiva Judaica

Êxodo 20:8-11 enfatiza a santificação do Shabat, um dia para se santificar e cessar o trabalho. Êxodo 31:16-17 declara que o Shabat é um pacto perpétuo e um sinal entre Deus e os filhos de Israel. Este sinal de pertencimento era a circuncisão no Antigo Testamento.

O Shabat na Perspectiva Cristã: Colossenses e Hebreus

Colossenses 2:16-17 afirma que ninguém deve julgar os cristãos por causa de dias de festa ou sábados, pois estes são sombras das coisas vindouras, e o corpo de Cristo é a verdadeira aliança. Hebreus 4:3-10 explica que o descanso sabático para o povo de Deus é entrar no descanso de Deus, descansando de suas obras como Deus fez. Mateus 11:28-29 convida a encontrar descanso em Cristo, que é o verdadeiro Shabat.

O Descanso em Cristo e a Identidade Cristã

Na Antiga Aliança, o descanso era um dia, um sinal para Israel de cessar o trabalho físico. Na Nova Aliança, o descanso é uma pessoa: Cristo, e o sinal é a salvação pela graça. É importante descansar em Cristo, a videira verdadeira, para alcançar a salvação. Praticar o Shabat como judeu pode levar à perda da identidade cristã, pois o Shabat é uma identidade judaica, não cristã.

As Festas do Senhor e o Caráter no Descanso

As festas são do Senhor, e o Shabat é Cristo em tudo. O caráter de uma pessoa é revelado no dia do descanso, mostrando se o descanso está em Cristo. É importante manter o caráter de Cristo em qualquer ambiente, evitando práticas como "bloquinhos gospel" ou "arraiais gospel" que podem desviar do verdadeiro Shabat. Marcos 2:27-28 conclui que o sábado foi feito por causa do homem, e o Filho do Homem é Senhor também do sábado.

Introdução ao Tabernáculo: Propósito e Significado

O tabernáculo, detalhado em Êxodo 25, é central para entender o culto e a estrutura da Bíblia. Israel, que deveria ter levado 40 dias para sair do Egito, levou 40 anos devido à desobediência. Ciclos repetitivos na vida podem indicar ação satânica ou a necessidade de alinhar um concerto. O tabernáculo, construído no deserto, é tipológico, retratando Cristo, o Novo Testamento e a redenção.

A Oferta Alçada e a Habitação de Deus

A oferta alçada é uma oferta com propósito específico, como a construção do tabernáculo, e deve ser para a casa de Deus. O propósito do tabernáculo é a habitação de Deus, a manifestação da Sua presença. A próxima aula magna será sobre a roupa sacerdotal, revelando detalhes extraordinários sobre as vestimentas.

As Divisões do Tabernáculo: Átrio, Santo e Santíssimo

O tabernáculo é dividido em átrio, santo e santíssimo. O átrio contém o altar do sacrifício e a bacia de bronze. A entrada para o santo tem cinco colunas de madeira, representando a sujeição a Deus. Essas colunas simbolizam os cinco sentidos do homem (visão, audição, olfato, paladar e tato), que são portais para a alma e devem ser santificados.

Os Cinco Sentidos e a Sujeição a Deus

Os cinco sentidos são portais espirituais que precisam ser sujeitos a Deus. Romanos 12 exorta a apresentar o corpo como sacrifício vivo, sacrificando os desejos dos sentidos para buscar a Deus. Efésios 4:11 menciona os cinco ministérios (apóstolos, pastores, profetas, evangelistas e mestres), e Isaías 9:6 descreve Jesus como Príncipe da Paz, Conselheiro, Deus Forte e Pai da Eternidade.

As Três Mortes e Ressurreições Operadas por Jesus

Jesus operou três ressurreições: a filha de Jairo (Lucas 8:55), o filho da viúva de Naim (Lucas 7:15) e Lázaro (João 11:44), representando diferentes estágios de morte: velório, cortejo e enterro. Após a ressurreição, a filha de Jairo é alimentada, o filho da viúva é restituído à sua mãe (igreja), e Lázaro é desamarrado e deixado ir, simbolizando as etapas do discipulado: nutrição, cuidado e libertação.

A Benção Apostólica e a Quebra da Maldição

Malaquias 4:6 termina o Antigo Testamento com a palavra "maldição". Cristo quebra essa maldição, liberando graça, amor e comunhão, representados no tabernáculo pelo átrio, santo e santíssimo. A benção apostólica (2 Coríntios 13:13) declara a graça, o amor e a comunhão, quebrando a maldição. Um culto sem a benção apostólica não está completo, pois a maldição permanece.

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