CASO LÉO LINS PARECE REDE SOCIAL E PRECISA DE REGULAÇÃO? FERNANDO HOLIDAY, PEPÊ E D’URSO NA ÍNTEGRA

Pânico Jovem Pan www.youtube.com

Breve Resumo

Este vídeo do Pânico Jovem Pan aborda a polêmica da regulamentação das redes sociais e os limites do humor, especialmente após a condenação do humorista Léo Lins. Os convidados discutem a necessidade de responsabilizar as plataformas por conteúdos ilícitos, como pornografia infantil e discursos de ódio, sem, no entanto, abrir precedentes perigosos para a censura e a restrição da liberdade de expressão.

  • Regulação de redes sociais: CPF por trás dos perfis vs. censura.
  • Julgamento no STF: Responsabilidade das plataformas sobre o conteúdo publicado.
  • Caso Léo Lins: Criminalização do humor e o limite entre piada e discurso de ódio.
  • Liberdade de expressão vs. responsabilidade: Encontrar um equilíbrio para evitar a censura.

Abertura e Apresentação dos Convidados

O programa começa com a apresentação dos convidados: Fernando Holiday, Dr. Durso (recém-chegado dos Estados Unidos) e Felipe Monteiro. Emílio destaca a visão polêmica de Felipe Monteiro, que frequentemente diverge da opinião da audiência. Felipe comenta que percebeu a antipatia do público ao ler os comentários na página do Pânico, atribuindo isso ao seu posicionamento favorável a impostos e a temas controversos.

Regulação das Redes Sociais: Diferentes Perspectivas

Felipe Monteiro defende a regulação das redes sociais, enquanto Emílio demonstra preocupação com a possibilidade de censura. Emílio concorda com a identificação dos usuários através do CPF, mas teme que projetos de lei sobre o tema sejam utilizados para calar vozes discordantes. Morgado defende uma regulação que maximize a liberdade de expressão, criticando a regulação privada feita pelas plataformas, que, segundo ele, dão mais ou menos voz às pessoas com base em algoritmos e interesses ideológicos. Ele expressa preocupação com a possibilidade de políticos controlarem as redes sociais, mencionando o PL 2630 e a presença de emissários chineses no processo de regulação no Brasil.

Transparência e Responsabilidade nas Redes Sociais

Morgado defende maior transparência nos algoritmos e uma distribuição mais democrática da voz nas redes sociais. Ele e Emílio concordam que a identificação dos usuários com CPF é um tipo de regulamentação aceitável. Emílio ressalta que, ao concordar com os termos de uso das plataformas, o usuário aceita as regras do jogo, mas reconhece que a transparência é fundamental. Dr. Durso, especialista no assunto, é convidado a dar sua opinião sobre o tema.

O Julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF)

Dr. Durso explica que o STF está julgando a constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet, que trata da responsabilidade das plataformas. Caso o artigo seja considerado inconstitucional, o STF terá que preencher essa lacuna, possivelmente utilizando o artigo 21, que trata de conteúdo pornográfico ou de nudez. O que está em jogo é a responsabilidade da plataforma sobre o conteúdo publicado por seus usuários. Atualmente, a plataforma só é responsabilizada se descumprir uma decisão judicial de remoção de conteúdo. O STF busca determinar se as plataformas devem agir antes de uma decisão judicial, por exemplo, ao receberem denúncias de conteúdo criminoso.

Canais de Denúncia e a Necessidade de Devido Processo

É discutido o uso de canais de denúncia e a importância de garantir o direito de defesa aos usuários. Emílio relata que seu canal já foi desmonetizado após denúncias falsas. Morgado defende que, em caso de denúncias, a plataforma deve informar o usuário sobre o conteúdo denunciado e permitir que ele recorra. Ele propõe um meio-termo entre a isenção total das plataformas e o controle governamental, defendendo que a decisão final seja do juiz.

Algoritmos e a Liberdade das Plataformas

Dr. Durso comenta sobre a subjetividade dos critérios de entrega dos algoritmos. Ele entende que as plataformas têm o direito de decidir como entregar o conteúdo, mas defende a transparência algorítmica, para que os usuários saibam por que determinado conteúdo foi entregue a um grande número de pessoas. É mencionado o caso de Nicolas Ferreira, cujos vídeos alcançaram milhões de visualizações. Emílio relata que sua monetização no Facebook foi retirada sem explicação.

Regulamentação e a Liberdade de Expressão: Um Equilíbrio Delicado

A discussão aborda a dificuldade de equilibrar a regulamentação com a liberdade de expressão. É comparada a situação com a regulamentação de estabelecimentos comerciais, questionando até que ponto a regulamentação pode interferir na liberdade do proprietário da plataforma. A complexidade de aplicar leis brasileiras a empresas sediadas nos Estados Unidos é levantada. Holiday acredita que as plataformas não deixarão o Brasil, pois o país é um dos que mais utilizam redes sociais no mundo.

O Perigo da Censura Estatal e a Definição de Discurso de Ódio

Holiday argumenta que o mais prejudicial no PL das fake news é a criação de mecanismos estatais para determinar o que é verdade ou não. Ele aponta que a definição de "discurso de ódio" é subjetiva e que, historicamente, pessoas com ideologias de esquerda têm sido responsáveis por moderar o conteúdo nas redes sociais, o que pode levar à punição de conservadores. Ele teme que a aprovação do PL ou a decisão do STF resultem em censura e autocensura.

Responsabilidade das Plataformas em Casos Extremos

Felipe Monteiro questiona por que as plataformas não podem ser responsabilizadas em casos extremos, como o de uma criança que morreu ao participar de um desafio no TikTok. Dr. Durso responde que a lei já abrange casos como pornografia infantil, mas que o debate atual se concentra em discussões políticas e na liberdade de expressão. Ele defende que se deve focar em regular o que é manifestamente ilícito e preservar a liberdade de expressão em relação a temas subjetivos.

A Necessidade de Mudar a Internet e o Caso Pornhub

Dr. Durso concorda que algo precisa mudar na internet, pois há muito conteúdo manifestamente ilegal no ar. Ele cita o documentário sobre o Pornhub, que mostra como o site, sediado no Canadá, só removeu grande parte do conteúdo ilegal após uma grande pressão pública e o bloqueio de pagamentos com cartão de crédito. Ele acredita que o Brasil está vivendo um momento semelhante, em que é preciso equilibrar a liberdade de expressão com a preocupação com conteúdos ilegais.

O Medo dos Humoristas e a Lei Anti-Piada

O programa aborda a condenação do humorista Léo Lins e o medo que isso gerou na classe humorística. Chiquinho expressa sua opinião de que não se pode criminalizar piada, pois o humor tem o papel de fazer as pessoas refletirem sobre diversos assuntos. Ele critica a "lei anti-piada" e o "racismo recreativo", importado dos Estados Unidos. Dr. Durso considera a condenação de Léo Lins exagerada e defende que o direito criminal não deve ser usado para resolver essas questões.

Os Limites do Humor e a Divulgação nas Redes Sociais

É discutido o limite do humor e a importância do contexto. Dr. Durso argumenta que Léo Lins define bem o limite do humor, que não deve ser ultrapassado em determinados lugares. O problema, segundo ele, reside na divulgação do show no YouTube, que tira as piadas do contexto de humor. É comparada a situação com a venda de DVDs de shows de comédia.

A Judicialização do Humor e a Subjetividade do Discurso de Ódio

É criticada a judicialização do humor no Brasil, em comparação com os Estados Unidos, onde as pessoas organizam boicotes em vez de recorrer à Justiça. É mencionado o caso de pessoas que fazem piadas sobre si mesmas e que podem ser condenadas por isso. A subjetividade do conceito de "discurso de ódio" é ressaltada, e o temor é que o PL da censura leve à autocensura e à remoção de conteúdos considerados ofensivos.

O Legislador e o Plano Ideal

Dr. Durso explica que o legislador, ao criar leis, tem um "plano ideal" em mente, buscando prever situações em que o humor é usado como desculpa para o racismo e o preconceito. Ele defende que a sanção para um comediante que erra na piada deve ser outra, e não a condenação criminal.

A Censura Começa no Humor

Emílio relata que, em 2006, o Pânico sofreu um processo do Ministério Público e teve que assinar um termo de ajustamento de conduta, comprometendo-se a não fazer piadas sobre determinados grupos. Ele conta que seu Tuta alertou que a censura começa no humor, pois ninguém liga muito para isso, mas depois ela vai escalando.

A Tese de Limitar o Poder do Juiz por Lei

Dr. Durso defende a tese de que a forma de segurar a censura é limitar o poder do juiz por lei, estabelecendo o limite do humor. Ele propõe uma lei que determine que o humorista profissional que está no palco não tem dolo na ofensa e, portanto, não deve sofrer sanção criminal, apenas multa. Ele defende que a lei deve prever o que pode ou não ser dito no YouTube.

O Perigo de Dar Poder ao Estado e a Subjetividade dos Temas

Holiday argumenta que, quanto mais poder se dá ao Estado para censurar, pior fica. Ele cita o caso das eleições de 2022, em que, segundo ele, André Janones postou diversas fake news e não foi punido. Ele teme que a regulamentação abra a porta para a censura prévia e que qualquer opinião divergente seja considerada discurso de ódio. Ele critica a subjetividade dos temas e a possibilidade de os juízes interpretarem a lei da forma que quiserem.

Agradecimentos e Considerações Finais

Emílio agradece a presença dos convidados e destaca a importância dos debates. Os convidados divulgam seus perfis nas redes sociais. Dr. Durso expressa a esperança de que o debate contribua para acabar com decisões como a do caso Léo Lins. Felipe Monteiro também agradece a oportunidade de participar do programa.

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Transcrição

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0:00 [Música] Encontro de notáveis. Encontro de notáveis. Notáveis. Notáveis. Notáveis. Notáveis. O importante é que aqui temos os notáveis. Aí sim que temos aqui presenças ilustre neste programa. Temos aqui o Holiday, Fernando Dr. Holiday que está aqui, o Dr. Durso que acabou de chegar dos Estados Unidos. Você tá fazendo o quê? Férias, doutor. Tirei férias e fui pro fui e pro Epic Universe, o novo parque da universal. Ah, o parque que tem o Mauro Maro BR Mário Bros, tem todos é e temos também o nosso querido Felipe Monteiro, que é o nosso nosso já querido o o Felipe Monteiro, que participa aqui da programação e tem uma visão que a

0:47 nossa audiência odeia. Isso eu vou ser honesto com a pessoa. Não, tem que ser honesto. A audiência não gosta dele, mas tem gente. Por que que você acha que a audiência não gosta de você, meu querido Felipe? É boa pergunta. Eu só percebi que a audiência gostava de mim depois que eu entrei na página do Pânico e vi os comentários das pessoas falando mal de mim, né? Eu não sei por. Eu não sei por. Boa pergunta. Por que que não gosto de mão? Só porque tem uma visão diferente Não, não. Eu acho que quando que você é a favor dos impostos da cracolândia e da cracolândia do ram também. E do ramas. e do Ram. Amigos do Ramão, então são, eu acho que a sua posição é meio polêmica, mas eu quero saber o seguinte, você acha que tem que regular as redes? Eu acho que tem que regular as redes, claro. E digo mais,

1:33 Emiro, o problema não é regulação. Todo mundo a favor da regulação das redes sociais. Todo mundo. Calma, calma. Qual o tipo de regulação? Porque o que a gente vê a regulação é o que eu concordo com uma regulação é as pessoas que estão lá mostrar a cara, que não quer mostrar a cara, mas que tenha lá o CPF, porque se for o Zezinho do posto, beleza, quem qual é o CPF por trás do Zezinho do posto? Só isso. Só que o que a gente vê e o problema é que vem os jabuti que aí que vai escalando pra censura e isso eu não concordo. Então assim, se for para ser para censurar, eu não concordo que não tenha nenhuma, nem o CPF, nem nada. Agora, se for para regular, justamente só isso, para você poder culpar a pessoa que tá cometendo crime, fazendo alguma coisa, ter o CPF dele, somente isso, eu concordo também. Só que a gente sabe

2:18 que, infelizmente, quando eh vem projetos assim, vem os jabuti para poder censurar e calar quem eles querem encarar. Mas esse é o ponto, morado. Esse ponto, por exemplo, você favor de uma regulação em sentido. Só isso. Isso é regulação. Mas você sabe que não é assim que funciona. Por exemplo, eu sou a favor de uma regulação que exponencializa a liberdade de expressão. É, por exemplo, o que acontece hoje em dia, a regulação, mas quem faz regulação é plataforma. YouTube faz regulação dele, o Instagram faz regulação dele, já tem regulação privada. E que que acontece hoje em dia? Uma pessoa com espinha no rosto no vale do silício consegue dar mais voz a uma pessoa e menos voz a outra. Olha que absurdo, através do algoritmo, pelo interesse individual, ideológico também tá nesse lugar. Agora, quando você vai pro político, é pior ainda, porque o político com essa ferramenta a gente

3:04 sabe o perigo que é. Você acha que seguindo além da bigtech tem que estar na mão de um político? Não. Aí, aí aí aí aí que é o ponto que eu acho que não, que não. É pelo seguinte, mas tá sendo votado para esse lugar. O caminho é nem tá sendo 2630, o PL 2630. Eh, você acha certo trazer da China alguém para regular a rede no Brasil? Absurdo, mas tá aí ainda coloca ainda coloca o emissário da China junto com secretário de propaganda do governo. Ou seja, não tem nenhum sentido essa essa postura do governo federal. Mas assim, eh, e eu falo isso que tem que regular as redes sociais em apoio à direita, em apoio aqui a meu meu holiday aqui, porque eu sei o seguinte, eu sei que quem sofre mais é banimento das redes sociais é o pessoal da direita. O que tem amigo meu de direita que fica no

3:50 tal de Shadow Band, né, fica sombra sem poder postar, sem poder aparecer nas redes sociais, né? É, é muitas pessoas. Então, sou a favor de ter mais transparência, ter algoritmo mais democrático de modo da voz igual a todo mundo. Só isso é a sua regulamentação. Aí seria essa seu. Não, o que o queogado colocou foi interessante também colocar o CPF na cara de que tá na redes social. Claro, eu acho que é a única tipo de regulamentação, porque assim, como empresa privada você não pode também adaptar que o cara faz. Eu concordo com você. Eu acho que essa questão do Shadow B, mas assim é que nem o Emílio fala, quando você concorda, vai lá no agree, você sabe que o jogo é aquele a ser jogado. Agora essa questão de regulamentar tão transparente assim, não é tão transparente assim. Eu sei que não é, mas assim, é o que o Emílio fala, concordou, amigo? Se não tá feliz, sai fora. Mas assim, é, mas a única

4:36 regulamentação que a única única, mas nada além disso, CPF para quem tá atrás daquele perfil, determinado perfil. É isso. Eu eu peço a palavra aqui. Pois não, senor. Peço a palavra aqui pro nosso querido advogado. Ele que é o Dr. Luís Augusto Duro. Ele que entende especialista do que dois celulares ele tem. Esse esse entendeu esse entende do assunto. O que tá o que que vai ser julgado hoje lá na Suprema Corte? Bom, Emílio, um prazer voltar aqui. Eh, eu acompanhei esse início de debate e eu acho que esse é o grande problema no Brasil da gente falar de tentar trazer algum tipo de regulação pela confusão do tema, pela mistura dos temas e pela dificuldade de a gente entender até onde vai eventual regulamentação ou não. Eh, hoje o que tá

5:23 sendo julgado no Supremo não é o PL2630. O PL2630 é um projeto de lei que tramitou no Congresso, mas não teve força política para prosperar. Inclusive eu estive em audiência pública, fui convidado para Sãoos debatedores e no Supremo estamos julgando a a possível inconstitucionalidade ou não, né, do artigo 19, que é o artigo Dom Marcos Silva da Internet que fala especificamente de responsabilidade de plataforma. E aí, eh, se ele cair, se ele for decretado como inconstitucional, isso não significa que o governo vai controlar o que vai ou não paraas redes. Significa que o Supremo vai ter que ocupar essa lacuna emprestando, penso eu, o artigo 21, que é um outro artigo sobre responsabilidade quando há o conteúdo pornográfico ou de nudez. Isso é para, desculpa interromper, mas é a

6:08 responsabilidade, o que tá sendo julgado, é a responsabilidade da plataforma. Exato. Porque hoje o que diz o artigo 19? Fala que a plataforma é responsável por aquilo que o seu usuário faz, publica a partir do momento que ela descumpre uma decisão judicial, por exemplo, de remoção. Então o juiz olhou, falou: "Isso aqui é criminoso, tem que remover". Mandou a plataforma remover, ela não removeu. Pelo descumprimento da decisão, ela pode tomar multa, mas ela também pode ser responsabilizada pelo conteúdo. É isso que diz o artigo 19. O que que o Supremo entende? que isso deveria ser um pouco mais rigoroso, porque a plataforma sempre esperar a decisão judicial coloca uma situação muito confortável, porque ela não liga, por exemplo, para canal de denúncia, ela não faz nada antes da decisão judicial. Essa é o isso que a gente viu na prática. Isso é uma realidade. Então o Supremo tá tentando verificar se é

6:54 possível pela inconstitucionalidade colocar uma nova forma de analisar o conteúdo. E aí seria, por exemplo, eh conteúdos, eles colocam um rol de cinco, racismo, crimes contra mulheres, etc. que poderiam esses momentos. Mas isso é tudo subjetivo, doutor. Sim, sim, sim. É tudo muito subjetivo. Sim. Eu não tô nem entrando no mérito se isso seria bom ou ruim, mas tô dizendo o que pode acontecer. Aí eles pegariam o artigo 19, colocariam um artigo que você não precisaria da decisão judicial e que aí com a mera, por exemplo, denúncia ou a notificação de uma vítima de alguma coisa, a plataforma precisaria agir, se não poderia ter uma decisão judicial, uma uma ação judicial independente para gerar responsabilidade. Aí tem multa e aí seria multa altas. Por isso que eu a Google diz e fala: "Ah, isso vai atrapalhar a experiência". Só entrando nisso que você falou do canal de

7:39 denúncia e era uma prática ali lá para 2017 que as pessoas se juntavam para denunciar um certo tipo de canal. Eu sei que meu primeiro canal caiu por conta disso. Eu recebi uma uma série de denúncias e o meu canal ele foi desmonetizado por uma galera que se juntou, denunciou por violação sexual o meu canal. E você fez alguma coisa de sentido? Não. E você conseguiu resolver essa situação depois de três meses, tá? Junta a plataforma. Exato. Mas assim, você vê que a denúncia ela não era correta. Então o canal de denúncia também tem que deixar bem claro a questão da denúncia, por que que você tá denunciando, se faz sentido com o conteúdo e toda essa parte. Então aí esta questão vai de encontro ao que o

8:25 Morgado falava. Se você ter uma regulamentação pode ser sim boa. Nesses modos que o Morgado disse, eu até inclui algumas ideias como essa. Então, se tiver uma grande quantidade de denúncia que você vai sofrer uma sanção da plataforma que é administrativa, que ela diz, ó, você vai ser desmonetizado, você vai ser banido, ela tem que te dar o direito de saber porquê. Perfeito. Saber qual foi o conteúdo que surgiu e deixar você recorrer. Hoje você não tem essas opções. Então quando a gente fala, eu, pelo exemplo, que aí não é nem lado do PP, nem no nem no lado do Hollid, é um lado mais, como vocês me chamaram de moreteiro, um lado mais centro, no sentido de que eh não pró plataforma, muito menos eh pró governo. Seria alguma coisa no meio termo, para colocar a decisão na mão do juiz e que a plataforma tenha um pouco mais de

9:10 responsabilidade para agir melhor. Eu acho que a plataforma hoje tá muito isenta, deixando acontecer. Falta só uma coisa, porque não tem clareza da plataforma. O Alba recebe um e-mail do algor. Tem um ponto que eu queria que eu queria falar que foi uma fala do Dr. Francisco, que é o seguinte. Ele falou: "Olha, a plataforma faz o algoritmo de acordo com o que ela quer". E aí tem dois pontos nisso. Eu, como empresa privada, acredito que eu tenho direito de fazer algo que maximize a a minha receita. Se por um lado isso é verdade, por outro quando você bane a pessoa sem justificativa é um problema. Como que você vê essa questão do algoritmo para entregar? Não tô falando do banimento. Você acha que a plataforma tem o direito de entregar para quem ela quiser ou você

9:56 acha que não tem como o Dr. Francisco levantou? Olha, essa tese é é interessante porque o os critérios do de entrega do algoritmo são extremamente subjetivos. É um cálculo matemático muito difícil de se concluir o resultado. Ele vai depender dos primeiros minutos de postagem, o quanto aquilo gerou de engajamento, o quanto de comentários, o quanto de likes, compartilhamentos, tudo isso vai para uma conta, pro algoritmo entender que aquele conteúdo é bacana para entregar para mais gente. Então eu entendo que essa decisão SAM pela plataforma decidir a forma que vai entregar é uma decisão justa da plataforma realmente poder decidir. Mas eu defendo o que a gente chama de eh transparência algorítmica. pelo menos a gente saber que aquele conteúdo foi entregue. Por quê? Não, porque ele engajou muito rápido ou porque, por exemplo, os vídeos do Nicolas Ferreira, né, com 200 milhões de

10:43 visualizações, mas por que chegou para tanta gente? A plataforma vem fala, não, entregou muito bem, o nível e a quantidade de eh tempo de visualização tá muito alto e por causa disso entrega para mais pessoas. Isso muito só para pro negativo também. Por exemplo, eu eu eu tinha a minha monetização no Facebook e tiraram simplesmente não sei por eles não informaram o por tirado, se foi ter regulação. Exatamente. Exatamente. Mas então, regulação. Ó lá, você favor da regulação. Eu sei, mas agora a questão que eu entro aonde o Sam falou, aonde isso interfere a porque assim você vai acabar entrando também eh, por exemplo, uma vendinha, quando o cara chega lá, que é uma coisa que o Holiday sempre falou também, você chega lá, você atrapalha o cara da vendinha porque tem que ter uma lixeira com aquela metragem,

11:29 tem que ter aonde isso atrapalha nessa questão da liberdade de quem é o dono da plataforma ou o dono do estabelecimento comercial. Isso vai ser a forma com que a gente vai aprovar a lei, porque o P das fake news merecia muitas críticas. É verdade. Eu não fui lá paraa Brasília para bater palma pro pele, porque ele é um era um pele gordo. Eles colocaram questões de direito autoral que não tinha nada a ver com do governo. Sim. Então, mas doutor, pera aí que você já vai falar, já volto. E eu tava pensando o seguinte, liberdade também é uma coisa muito complicada para você decidir, porque depende também da cultura onde você tá. Sim. A nossa liberdade aqui é diferente da liberdade da Arábia, por exemplo, e do Japão e da Coreia, de onde você tá? Estos e dos Estados Unidos. Essas empresas elas estão sediadas nos Estados Unidos. É que

12:16 nem uma companhia aérea é muito complicado você administrar uma companhia aérea porque você tem piloto americano, piloto brasileiro, a American Airlines viaja para cá. É uma complicação isso aí. Então eu acho, como é que o cara vai, como é que a gente vai entrar num Facebook que é um negócio que tá lá em Califórnia e a lei do Brasil vai, é uma coisa que não vai, não vai dar muito certo isso, doutor. É que é que já esteve, né, Mí? O Facebook já foi uma coisa americana. Então, mas teve Mas teve quando não interferiu em eleição. Exato. E assumido por ele antes do Brext era só brincadeira isso. Só só joinha. Era rede social. Já era rede social. Hojeumento de comunicação. Jesus

13:01 com glitter. Hoje virou uma coisa muito poderosa, não é isso, Holiday? Como é que você acha, para onde você acha que vai? Você acha que aqui a gente vai decidir o que? Eu acho que o ess as plataformas vão embora. Não vão, Emílio. Não vão. Muito dinheiro. O Brasil é um dos países que mais usam rede social no mundo. A gente tá em segundo lugar. Brasil é o top um que mais interage no no Faceb muito dinheiro aqui pro cara largar a mão. O próprio Elan Musk quando deu a treta aqui voltou atrás voltou atrás. Eu eu acho eu acho o seguinte, tanto o que tá sendo discutido no Supremo quanto o que propõe esse PL das fake news, acho que o mais prejudicial de tudo ali é você necessariamente vai ter que criar mecanismos de estado para

13:46 dizer o que é verdade ou não. Sim, você tem que entregar este poder pro estado. É, é, este é o centro da discussão aqui, porque o que o PL propõe inicialmente é a as redes sociais, as empresas vão ser responsáveis por inibir conteúdos que contenham, por exemplo, discurso de ódio. Só que o que é discurso de ódio? Se perguntar pro Monteiro, ele vai dizer uma coisa. Perguntar pro Durso, ele vai dizer outra. Se perguntar para mim, vai dizer outra. Exatamente. O ponto é, alguém terá este poder de dizer o que é ou não discurso de ódio. E o que a gente viu, e o próprio Zuckerberg admitiu isso recentemente, inclusive, é que a maior parte das pessoas que eram responsáveis por, de alguma forma moderar o conteúdo no Facebook, no Instagram tinham ideologias de esquerda e naturalmente os

14:33 conservadores acabam sendo punidos porque qualquer ideia que seja minimamente a direita, op discurso de ódio. Exato. E aí este P vem oferecer isso, o julgamento do Supremo. Agora, da forma como vem ocorrendo, se considerar inconstitucional aquele dispositivo do Marco Civil da internet, o resultado vai acabar sendo esse também, porque eles querem responsabilizar a rede social, a empresa e a empresa com medo de tomar processo, com medo de ser punida, vai acabar bloqueando todo mundo. E aí vem um e aí vem uma questão muito séria que é o seguinte. a nossa Constituição Federal de 88, e aí o Duis pode falar melhor sobre isso, lá no 220 é muito clara sobre a censura prévia. Todo mundo tem direito de falar e depois arca com

15:19 as consequências que você falou. O que o projeto está dizendo é cale a sua boca, não fale porque o que você vai falar é discurso de ódio. Na prática é isso, porque vai entrar na no algoritmo. Entra no algoritmo. Então pois não. Tem um ponto que colocar aqui que é o seguinte. Por que que tem que ser sempre os dois extremos? A esquerda, por exemplo, acha que tem que ter regulação do conteúdo, que é a bizarríce. A direita tem que acha, por exemplo, que não tem que ter regulação alguma, né? E o R deu um exemplo aqui da questão do discurso de ódio, mas, por exemplo, a gente vive um caso específico de uma criança que participando de um desafio no TikTok, pegou um desodorante, colocou na noal do desodorante, morreu com 8 anos de idade. Mas 8 anos de idade não tinha que tá no anos. morreu. Morreu. Por que que não poderia, por exemplo, nesses casos específicos gritante a plataforma ter

16:05 responsabilidade sobre o assunto? Tira, tira a questão da discussão da só do discurso de ódio que realmente cai no subjetividade, mas tem situações que são tão gritantes, são tão absurdas que criam a responsabilidade dos pais. Mas aí, mas aí você usa prenda o pai e condena aí. Mas mas veja o o que o que o Felipe tá colocando é uma discussão que que assim a lei já abarca, que é por exemplo pornografia infantil, porque que rede social deixa pornografia infantil? Não nenhuma. Qual Qual é a lei específica? Qual é a lei específica que criou uma regulamentação voltada para as redes sociais para impedir a pornografia infantil? Nenhuma. é a lei que já existe. Portanto, eh, o meu ponto é o seguinte, a lei do PL, das fake news e o

16:51 julgamento que está no Supremo, na prática, ela só discute efetivamente discussões políticas, porque aquilo que é criminoso, ninguém vai vender eh droga no Twitter, ninguém vai vender arma no Instagram, isso não tem. A rede social, ela já inibe naturalmente, portanto, aquilo que é efetivamente criminoso já é combatido. O que está se discutindo é eu posso falar o que eu penso ou eu não posso tá equivocando falar. O Telegram é uma plataforma conhecida por venda de conteúdo ilícito e etc. Telegram é russo. É empresa russo. Então é é isso que eu falo para você. A Rússia é outra é Corinthians. Não tem nem onde reclamar não. Rú é deveria. Mas a preocupação do do do Fernando é tem toda a razão e é sempre falei aqui e isso é importante

17:37 levar paraa audiência, por isso que é bom esse debate. Eh, por isso que a gente tem que focar em regular o que é manifestamente ilícito e qualquer coisa que é subjetivo deixar falar e preservar a liberdade de expressão sempre. Então depois verifica subjetivo, discurso de ódio. Isso vai ser mantido e deve ser mantido. Inclusive nos votos que já foram eh declarados no Supremo, eh usaram exatamente esse termo, manifestamento legal para o que é discurso de ódio não interferir. Então eles estão tentando preservar. O Supremo tá tendo essa cautela, pelo menos os alguns que votaram. Agora, o André Mentonça votou de maneira mais liberal, cada um tá dando seu sua ideia. Mas o Congresso deveria abraçar essa ideia. É agora 2 horas, né? É, hoje retoma. Agora, com relação, tem um documentário muito bom para ver com relação a isso, fala: "Não, mas a lei tá pronta para isso. Nós temos o Estatuto da Criança do Adolescente que proíbe pornografia infantil e não tem nas redes sociais".

18:24 A, o ECA traz a previsão, realmente é crime, mas isso você encontra demais. Eu já quantas vezes trabalhei com cliente que uma um adolescente e tal mandou nude na escola e alguém vazou e aquilo fica no em plataformas do da meta qu c dias até remover, precisando de muitas vezes de decisão judicial. Isso existe. Como que a gente lida com a plataforma permitir que isso exista? Esse é o debate de conteúdos criminosos, manifestamente legais. E teve um documentário do Pornhub, que é um dos sites mais vitados do mundo de pornografia. Esse documentário, esse documentário é interessante. Por quê? Porque tava sediado no Canadá, um país em que as leis proibiam vazamento de conteúdo de estupro e conteúdos sexuais de terceiro. E muitas vítimas reclamando, falou: "Meu vídeo tá lá". E depois de uma cadeia, de uma manifestação absurda no país, em que

19:09 eles tiveram que bloquear o pagamento de cartão de crédito junto com as bandeiras, 80% do site foi removido de conteúdo. Ou seja, eles não faziam o que deviam fazer e depois do que aconteceu eles fizeram. Eu acho que a gente tá vivendo esse momento no Brasil. A gente quer a liberdade de expressão e tá preocupado em ter jabutis e uma demanda inclusa nesses PLs paraurar ou para o governo cuidado da narrativa. Isso é perigoso. Por isso que a gente tem que debater. Por isso que esse debate é muito muito positivo. Mas que alguma coisa vai precisar mudar porque a internet tá um problema, essa é a minha opinião concreta, que a gente tem muita coisa que é manifestamente legal no ar. Isso a gente vai ter que fazer uma coisa, tá? Porque você é especialista. Tem que fazer um break. Vamos fazer um break agora para o para quem? Léo Lin. Le Lins de novo. Vamos fazer um break pro Léo Lins. É, Léo Lins agora tá vai

19:57 fazer o quê? Agora já votaram lá. O Chiquinho famos. O problema é quando vota porque tem audiência pública. Esse cara foi lá, ele ficou lá em Brasília. Tem audiência pública, você tem que ir na audiência pública. O brasileiro não costuma ir na audiência pública. Não se interessa por essa parte. Não se interessa. Aí a lei aí o que acontece? Os caras vão lá e votam de madrugada. É, a turma lá e volta de madrugada, aí a lei tá lá. Aí o que acontece agora? Os humoristas estão com medo. Por quê? Porque agora viu que o outro foi preso. Agora fica todo mundo com medo porque tem muito advogado, né, doutor? E aí o cara vai contar uma piada, ele vai falar: "Tora, e se eu contar essa piada? E quem tá no YouTube fala: "Ah, vou aproveitar dele para ganhar uma grana que o outro já ganhou". Aí vira, o humorista não consegue mais fazer o trabalho dele e vira essa confusão. É a

20:44 vida, né? Por isso que o debate é bom, por isso que a gente tá fazendo aqui. É, é para levar para falas, falem sobre isso. Não de maneira radical, de maneira estudada, de maneira tranquilo. Vamos conversar com Elan. Isso. Fazer o break do Reginaldo. Vai lá, Reginaldinho. Boa. Muito bem. Podemos podemos podemos falar sobre esse assunto. A gente vai ficar cal porque aqui me parece do Léo Lins. L. Ah, lógico. Claro. Eu quero saber do Léo Lins, inclusive do Chiquinho, porque é um cara que é mais da esquerda e daí tem um lado da história. Os humoristas obviamente se manifestaram por liberdade, não tem como não defender. Na minha humilde opinião, Leo Lins, estão falando, não, mas também você entra em comentário, é também você vai defender então agora esse tipo de humor. Que lado que você tá, Chiquinho na tela? Não, eu acho que a condenação

21:31 do, acho, não tenho certeza. A condenação do Leolin foi um absurdo, né? Na minha opinião, não dá para criminalizar piada, não dá para criminalizar humor, né? O humor também tem o papel de fazer a gente refletir sobre vários assuntos, né? Às vezes uma piada mal feita, uma piada de mau gosto, uma piada que causa revolta nas pessoas, ajuda a gente refletir sobre aquela situação. Eu sei, mas por que que o legislador não viu essa consequência quando tava fazendo a lei? Por que que essa lei é uma lei leiada, né? Então é, foi a lei antipiada. A lei antipiada que passou por doutor, mas a lei a lei anti a lei antipiada, que é realmente um absurdo, né? O que teve é o seguinte, né? Nos Estados Unidos veio aquele tal de racismo recreativo, né? Que infelizmente o Brasil importou de fora, né? E acha que qualquer tipo de de

22:16 atividade jocosa para manifestar uma ideia racista seria crime. Mas na minha opinião, a piada, o contexto muda toda a situação. Sim. E a lei não é clara sobre comediante, sobre humorista. Sei, mas Estados Unidos Estados Unidos você não vê um cara em cana por causa de discurso. Não tem um cara que foi por de discurso. Pode ter o walk lá, pode falar, pode cancelar, pode entrar no coiso. Mas isso aí do cara ser preso, do cara ser condenado por causa de um discurso de Mas um jeito que é o seguinte, né? A segunda instância tá para concetar o erro do justo da primeira instância. que foi o que aconteceu com o Danilo Gentile, que foi condenado à prisão também na primeira e na segunda acabaram com a graça. É que na verdade é a primeira instância eh tem tem sido

23:02 representação do que tem acontecido em quase todo o judiciário, né? Por isso a insatisfação. Eh, o que eu vejo, caso Léo Lins, né? Eh, eh, a condenação é exagerada e eu vejo que usar o direito criminal para tentar resolver essas questões também é um exagero. Eh, se ele Eu não eu não gosto muito do humor tão exagerado como do meu, do Leolins, mas eu nunca defenderia alguém ou calá-lo. Mas ele poderia, por exemplo, sofrer sanções, porque ele ele ele ele define muito bem o limite do humor. Eu acho que o Leo Lins é o cara que melhor definiu o limite do humor de todas as críticas que eu já vi, que ele falou: "Humor não tem limite, tem limite." onde você faz esse humor, não dá para ele sair contando determinadas piadas em determinados lugares. Agora, quando ele está no palco, no show de humor, pro pessoal que comprou ingresso e sabe mais do que

23:48 isso, no personagem de de um humorista, ele não tá falando na pessoa do é um personagem, é ridículo. O problema de tudo isso tem residido em um só, a divulgação do show, porque ele não sofreu o que tá sofrendo porque ele contou essa piada no palco. Não foi ninguém lá que estava presente que denunciou, ele colocou isso no YouTube. E aí esse é o problema que a gente vai ter que solucionar, que quando você coloca no YouTube, ele tira desse contexto de humor ou não? A minha opinião é que não. Do mesmo jeito que o cara vai lá no show, o cara o cara DVD. Exatamente. É o DVD. É um streaming. Tá escrito show do Leé Lin. Tá escrito que é show de piada. Claro que é. E se e se o juiz entendeu que ele exagerou, poderia ter aplicado multa, tirar o vídeo do arão, isso gera realmente sabe que eu

24:33 acho estranho no Brasil é o seguinte, no nos Estados Unidos, se um humorista faz uma piada que as pessoas não gostam, tal, não sei o quê, tipo, se organiza um boicote, as pessoas falam: "Não vou no show dele, não compra o ingresso, faz uma campanha". E aí o cara ou ele vai fazer um sucesso absurdo porque vai muito mais gente, ou ele vai falir porque ninguém vai lá. aqui tudo essa questão da judicialização. Eu sou, digamos assim, eu faço parte de alguns grupos que o Leéo Lins faz piada. Eu sou gay, sou negro e dou risada de várias piadas dele. Conto essas piadas pros meus amigos. Quer dizer, eu sendo negro e gay, vou lá, faço alguns vídeos contando piadas sobre negros e gays. Eu posso ser condenado. Sim, porque eu estou falando sobre mim, fazendo piada sobre a minha vida, sobre a minha realidade. Isso é um completo absurdo, gente. Eu, ah, não gosto das piadas do

25:20 Léo Lins, não assista o vídeo. Ah, não gosto das piadas do Não vá no show. Mas eles falam que você tem aqui, né, que falava isso que é do Marcusi, né? Você tem o lugar de fal, você tem o lugar de falar. Ah, eu sou gay, eu sou negro. Mas ele mesmo pode ser preso, João. Exato. Mas eu mesmo posso ser presó que eu tô trazendo marxista, [ __ ] O ponto que eu tô trazendo aqui, mais marxista que tem é essa. O Leéolins faz piada sobre diversas pessoas e no show deles os alvos da piada muitas vezes estão lá. Sim, tem um show dele que ele tava fazendo piada sobre pessoas com deficiência e no palco vão diversas pessoas com deficiência rir da piada dele, contrar piada, fazer parte do show. Então assim, é um completo absurdo

26:05 isso. E aí a gente volta de novo pras redes sociais, pro debate sobre as redes sociais. O Léo Lins está sendo condenado, como bem disse aqui o o Dr. Dúcio, principalmente por conta dessa divulgação. Se o PL da censura já estivesse em vigor ou se o Supremo já tivesse majoritariamente decidido como pretende essa nova regulamentação das redes sociais, ele sequer teria apostado porque teria sido censurado e aí ele teria se autocensurado. Quer dizer, você cria um ambiente num país onde as pessoas têm medo de falar. Não é sério. É sério, porque você vai ficar com medo de acontece. O que tá acontecendo agora com o humorista é justamente isso. Eles estão com medo. Que que será que é condenado? É autura. É autensura. É

26:51 autensura. Mas ambiente, mas você acha que o Brasil hoje não tem censura? O efeito secundário, o efeito secundário do do caso do Léo Lins é fazer realmente os comediantes pensarem e se autensurarem. Concordo com você. Mas tem nada a ver com o pé da da fake news. Tem nada a ver uma coisa com a outra. Mas não é a regulamentação das não tem a ver uma coisa com outra. Agora o próximo Mas é ou não é a regulamentação da regulamentação. Nada a ver. Ele colocou, ele colocou o vídeo do show dele no YouTube modo de ver colocando o show dele no YouTube dizendo que é show dele de piada já tá abarcado pela liberdade de expressão. Pelo amor de Deus. Já tá. Tem diversas pessoas que dizem que o show do Léo Lins é discurso de ódio e esse é o ponto. Discurso de ódio é absolutamente subjetivo. Então, mas não fica subjetivo justamente isso. Ele coloca lá, o cara vai denuncia, os caras

27:38 derrubam. É a censura. Se ele tivesse postado esse vídeo com PL da censura em vigor, várias pessoas teriam denunciado como discurso de ódio e ele teria tirado o o vídeo do A ou pela plataforma. ódio e não abarcaria nada situação do em relação à divulgação YouTube. Deixa agora a justiça vai falar. Pois não, doutor. É assim, o legislador quando ele trouxe que você falou por que isso passa? Porque o legislador ele tem uma ideia do ideal, o plano ideal. Então, ou ele quer voto, né? É, mas normalmente ele ele tem um um senso do plano ideal. Então, o que que ele quer que que ele quis prever? Ele quis prever alguém que usa do humor para ser racista e preconceituoso. Então ele usa da desculpa do humor para isso. Não

28:23 é o caso de um comediante profissional que ele pode errar na piada, ele pode exagerar. Qual que seria a sanção? Qualquer uma, menos o cara ter ser condenado criminalmente. E a condenação criminal tem que ser a última aplicação da lei. Essa é a regra constitucional. Então o que tá sendo eh aqui aplicado é que teria ele teria dolo, vale dizer quando ele faz a piada, ele quer ser preconceituroso e não que ele quer ser comediante. Mas se for um personagem, se tá num filme, entrou num porque uma das coisas você pode falar, por isso que exagerz, uma vez em 2000, foi quando isso? 2005, certo? 2000 2005 ou 2006 a gente sofreu uma ministério público,

29:09 tal pro papai, programa antigo. Sim. 2006, acho. 2006, foi lá, terninho, não sei o quê. tinha que assinar um ataque. Aí não podia fazer piada de nada, termo de ajustamento de conduta, aí tinha que ir lá Ministério Público, não sei o quê, ó. Você assina isso aqui, assinava, você não podia contar piada de japonês, de anão, de mulher, de não sei o quê, não sei o que, se assim, não sei qu assinava aquilo lá, acabava o problema. Uhum. Aí tinha o nome dos patrocinadores e tal e não sei o quê. Aí eu falei com o velho aqui, o seu Tuta, falei: "Ó, seu Tuta, os cara, ó aqui, ó, que absurdo isso aqui. Até o Feltrinho até eu levei pro Feltrinho isso aqui na época ele era da folha. Aí eu levei pro cara lá. Aí sabe o que seu Tuta falou? Ele falou: "Quem a

29:56 censura ela começa no mais fraquinho que é o humor." Sim. Falei no vídeo porque humor ninguém liga muito. Ninguém liga, ninguém liga muito pro Léo Lin. Exato. O Léo Lins é um cara, é um, é um humorista, é um bobão da corte e tal. E aí ela vai entrando. Tanto é que quando vê aquele a gente falava que a censura não tem ombro. É porque ela começa e ela vai embora. Então eles vão, teve lá com o Rafinha Bastos, opa, lá no começo teve essa tentativa lá, depois mudaram de horário, fizeram todo aquele esquema e aí ela vai subindo, escalando, vai chegar no seu corda, vai chegar no seu. Eu e eu defendo uma tese que vai contra o que você pensa exatamente desse ponto. A minha tese é que a forma de

30:42 você segurar a censura pelo Estado, pela parte jurídica, né, de maneira jurídica, que é o que tá acontecendo, porque ele sofreu uma sanção criminal para que ele pare de falar. Então é um juiz criminal que tá o censurando de alguma forma e ele vai ter medo de fazer aquilo. Isso serve também de efeito pedagógico. A forma de você limitar o poder do juiz é por lei. Então você tem que legislar para falar o que é eh o a gente teria que legislar para colocar o limite do m. Mas aí tem um difícil. Você partindo desse assunto, fala para mim uma piada, uma piada que tenha bom senso, não tem uma piada, fala uma piada que o cara fala: "Não, essa piada é de mau gosto, me fala uma piada de bom gosto. Eu peço para que o mundo me fale, pelo amor de Deus, me conte uma piada de

31:28 bom gosto". Só, deixa eu concluir a tese. Então, minha tese é o seguinte, uma lei que diz o seguinte: o humorista que está no show de teatro e é profissional e vive daquilo, tá? que não aventureiro, ele eh claramente não tem dolo na ofensa, ele tá contando piada, ele pode errar. Se errar ele vai tomar uma multa de tantos reais, mas não vai ter sanção criminal. Previsão legal do que está sendo feito. Como é como como o exemplo do semi, o que tá no filme é apenas um um uma um retratação. O próximo passo aí pra ficção. Esse é o problema. O escritor agora tem que pensar duas vezes. É, o escritor vai ter que pensar duas vezes. Faz sentido fazer piada. Mas, mas aí tem uma lei que fala, ó, o que está sendo feito no teatro para aquele pode ser dito. Ah, mas posso colocar no YouTube? A gente tem que ter uma previsão para falar que sim ou que

32:15 não. Tem uma questão fundamental. Tem uma questão fundamental que eu acho que a gente precisa eh colocar aqui de novo no centro debate. O ponto é, a lei pode dizer isso, a lei pode dizer aquilo. O problema é que quanto mais poder nós damos para o estado ter possibilidade de censurar, pior fica. Exato. Vamos olhar aqui pras eleições. Teve diversas acusações de fake news durante as eleições de 2022. Um dos sujeitos que mais postava fake news naquelas eleições era André Janones. Janones. Exato. Nenhum. Não é que poucos, não é que alguns saíram do A. Nenhum post do André Janoni saiu do A. E a lei era muito clara a regulamentação da justiça eleitoral. As notícias falsas não vão

33:01 prosperar. Era direto e decisão de juiz. mandava tirar do ar. Perfis foram bloqueados nas redes sociais e da esquerda nenhum. Falaram que Bolsonaro era pedófilo e daí para baixo e os postes estão no ar até hoje. Se você for procurar, tá lá. Mas a lei diz. Mas o ponto não é esse. O ponto é qual porta nós estamos abrindo. Quando nós discutimos esse tipo de regulamentação, estamos, não é abrindo agora, estamos escancarando a porta paraa censura prévia no Brasil. Isso não fica, isso não fica restrito só a ao leolismo em política, não, a questão de discurso de ódio. Porque, por exemplo, é qualquer opinião que você tenha a respeito do tema discutido. O Holiday não é a favor de cota, então ele é racista. O Sam pode fazer alguma, algum estudo de uma economia de um país africano, alguém pode falar: "Olha, ele tá falando que a

33:47 economia vai mal, porque o negro que tá falando, no próprio caso da cultura, ah, você não é a favor da troca de etnia do personagem porque a tá afetando a originalidade". Não é isso. É porque você tá fazendo discurso de ódio, você é preconceituoso. Isso cai para todos os campos que eu quiser. Se alguém discordar de mim, eu posso falar que é um tipo de preção. Tudo reside num ponto, a subjetividade do tema. E aí o a crítica do Holid é pro Tribunal Regional Eleitoral. Ele tá dizendo que qualquer tema e julgado pelo TR aquela época não foi determinado assim. Por quê? Porque o juiz pode determinar da cabeça dele, porque ele pega um artigo super subjetivo e ele aplica do jeito que quiser. O Brasil conseguiu, a gente tem uma a gente consegue interpretar temas

34:34 que são impossíveis de interpretação. Trânsito emjulgado. Trânsito emjulgado tá na Constituição falando que é quando acaba os recursos. O Supremo conseguiu há alguns anos reverter isso para falar: "Não, em segundo grau é trânsito em julgar". Depois voltar atrás porque viram que era impossível manter uma interpretação tão absurda. Então, se o que é óbvio na lei tem interpretação, imagina aquilo que é subjetivo. Por isso que eu defendo uma lei muito rigorosa e expressa para que o juiz não tenha saída. Eu vou dar R$ 1 para o doutor pelos pré e vou dar R$ 1 para o Holiday. Você é socialista. Você que você deve ser que eu vou fazer minha moeda da sorte pro governo. Você pede para Luís Inácio. É, pede o seu real.

35:20 Aqui Luís Inácio vai. Não quero agradecer. Olha, foi um foi um programa. Você sabe uma coisa? Você sabe uma coisa que eu acredito muito? Eu acho que hoje em dia as pessoas gostam muito de debates, né? Aquela coisa eu acho que hoje a gente conversou, eu acho que na conversa as coisas funcionam. Então quero agradecer muito presençidinho? Claro. Gente, eu não sei porque o Instagram de repente começou a tirar os meus seguidores, tá tipo assim, tá escorrendo regulamentar. Então, por favor, me sigam aí nas redes sociais @fernando regulamentar para eles esclarecerem porque @fernando Holiday Holiday Hy. Por favor, para ele o Dr. Durso também tem o canal dele que sempre ele

36:06 tá publicando coisas interessantes. Da última vez que ele teve aqui, ele tá publicou do INSS, não é, doutor? Você entra no Instagram do Luís Augusto Duro, Luiz Cono Duro, você quer falar alguma coisa? Só agradecer, falar que o debate é sempre muito positivo e é assim que a gente vai, quem sabe, acabar com esse tipo de decisão como do Leo Lins, porque amanhã a gente vai saber quando pode postar. O, por exemplo, se eu te perguntar qual o limite do humor, que ninguém sabe responder, mas amanhã quem sabe falar, o limite do humor está, por exemplo, onde o indivíduo pode fazer o show, onde ele tem a liberdade absoluta e tranquilidade que não vai sofrer um processo penal por que ele fala. É isso que a gente espera, mesmo muitas vezes defendendo a regulamentação. É isso aí. O Felipe Monteiro. É FN Monteiro. É

36:52 isso. É isso mesmo. Você tava com o carioca, dicas de negron Carioca lá. Ah, é no Bareto. Tomando uma coelho. Ah, é no Bareto. Carioca ele e o carioca. Imagina essa gata essa dupla. E vem o personagem da Pixar. Aí a gente tem umas imagens que o Francisco Carioca me mandou. Pode pôr aí, por favor. Lucas, temos aí Francisco Pão de Hambúrguer. Tem mais colocar, colocaram morgado com hambúger. Francisco Pão de Hambúrguer. Que mais? O Morgado comendo hambúrguer, cara. O advogado dos pobres. Sabe o que é o pior? Emil que morreu todo mundo gostei do meu. Hora para fazer essas imagens aí. O que que gasta de poder de processamento? Não é? Mas é do meu dinheiro, não é do dinheiro público, não. Não é dinheiro do governo, não. É

37:39 do meu bolso. E vou falar uma coisa para você. Isso aí 25 bilhões de litros d'água. É isso aí. Tem muita água no mundo. Fazer essa pata. Por isso não vou tomar banho hoje. Para fazer essa pataquada. Fizeram o cálculo quanto a gente gasta de água só porque o pessoal agradece o Tar GPT. Você não tem que regulamentar água do GPT. Daqui a pouco o governo vai querer falar o quanto eu possoar. Tchau pessoal, muito obrigado

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