Transcrição completa de “Como o WHEY PROTEIN é FABRICADO #Boravê”. Clique em uma marcação de tempo para abrir o vídeo naquele momento. Precisa de outro vídeo? Use o gerador de transcrição do YouTube.
0:05 [Música] Isso aqui é o protein. Nessa onda marombeira da internet, é provável que você já tenha ouvido falar ou talvez já tenha até tomado. Muita gente sabe então que é um concentrado de proteína. O que muita gente não sabe é de onde ele vem e como ele é fabricado. Por isso eu vim aqui no Instituto Mauá de Tecnologia. Hã, fábrica de Way na Mauá. >> Sim, dá para fabricar Way aqui. Uns anos atrás a gente veio aqui para mostrar como é feito o leite em pó. Então, hoje você vai descobrir como é fabricado o Way Protein. Bora ver. [Música] Vocês sabem que a gente adora vir aqui
0:51 pra Mauá para gravar vídeo legal. Olha só, robô seguidor de linha, avião de controle remoto, bola perfeita de concreto, biodiesel com óleo de cozinha, gerador eólico, medidor de energia elétrica, bicicleta com display na roda. A gente já testou roupas que copiam a pele do tubarão, brincou com microgravidade em queda livre, aprendeu a mexer em robôs industriais. Então, talvez tenha muita gente que nem se assustou de saber que eles conseguem fazer o aqui, porque a Maá tem vários cursos de engenharia e tecnologia. Esse campus que eu tô é o principal e fica em São Caetano do Sul, há menos de meia hora do centro de São Paulo. Entre os mais de 100 laboratórios que eles têm, onde os alunos aprendem na prática, existe uma planta industrial, tipo uma minifábrica pros alunos de engenharia de alimentos.
1:38 [Música] Beleza? O e é um concentrado de proteína, mas o que pouca gente sabe é que ele vem do leite, na verdade do soro do leite, do processo da fabricação do queijo. Então é aqui que a gente começa esse Bora ver. Primeiro passo, então, vai ser pegar o leite que já tá pasteurizado, ou seja, já passou por um processo que elimina microrganismos que podem causar doenças. Esse aqui é semidesnatado porque a gente não quer lidar com a gordura. O leite é colocado nesse tanque que tem circulação de vapor de água por dentro das paredes e é aquecido até 34ºC. Tá quentinho. >> O próximo passo é a coagulação do leite. E para que essa coagulação ocorra, eu uso uma enzima chamada quimiosina, que é
2:24 encontrada em um produto comercial coalho. Para que essa enzima atue, eu preciso dar condições, preciso deixar numa temperatura adequada e um pH adequado. Esse pH a gente consegue adicionando ácido lático. Vou adicionar também cloreto de cálcio para repor o cálcio iônico que foi é perdido na pasteurização. É um teor baixo, mas necessário para que ocorra essa coagulação. Depois disso, eu eu coloco a enzima e vou esperar ela atuar. Como é que ela vai atuar? Ela vai fazer as pontes de cálcio entre as caseínas, formando o gel, que a gente vai ver depois. Então a enzima ajuda numa reação química para endurecer o queijo, para ele começar a solidificar. A enzima ela quebra a proteína e abre ela e aí essa
3:11 proteína consegue fazer ligações com o cálcio. Na química, enzima é uma substância que acelera as reações. E o que a gente quer aqui é acelerar a coagulação do leite, separar a parte líquida da parte sólida. Pois é, o leite não é um líquido homogêneo. Se você olhar no microscópio, dá para ver partículas ali. Dá para ver a proteína e a gordura na água. [Aplausos] [Música] As bolinhas brancas aqui são a gordura do leite. As escuras a caseína, que é uma proteína que vai ser usada no queijo. E a proteína do protein mesmo, a gente não vai conseguir ver porque é muito pequenininha. Quem vai acelerar essa separação é o coalho, que é o nome comercial da enzima quimios. Essa aqui é sintética, mas na natureza ela existe no
3:58 estômago dos bezerros para eles conseguirem digerir o leite. Então o que tá acontecendo aqui é que o coalho vai transformar o leite líquido numa coalhada e esse processo vai demorar mais ou menos uma meia hora. [Música] Olha [Música] só a diferença. Agora as proteínas se juntaram formando um gel. E essa movimentação vai fazendo com que o soro vá se desprendendo. Pode ver que tá ficando cada vez mais separado. Cada vez mais a gente consegue enxergar o soro aqui. O soro é essa parte líquida. Você pode ver que ele é transparente, meio esverdeado e é de onde nasce o isso tá no próprio nome. Way significa soro e o protein é proteína do soro. Vamos abrir aqui para separar o soro da massa. Tem uma plateia atrás falando que eu vou tomar um banho de soro se eu não tomar cuidado. Vamos ver.
4:46 [Música] Não dá para falar que eles não avisaram, né? O soro tá saindo aqui, mas dentro a massa já tá pronta e firme. Então ela vai para uma forma onde a gente elimina um pouquinho ainda mais o soro. Essa massa a gente já poderia chamar de queijo, mas ela ainda precisa descansar. E esse aqui é o queijo que já descansou um dia, tá pronto para comer. Vou experimentar né? Se o ficar bom assim, vai ser legal. Para fazer 1 kg de queijo são necessários 10 L de leite e sobram 9 L de soro. Durante muito tempo, esse soro que vem da fabricação do queijo era
5:32 usado para alimentar animais ou descartado. Só que ele tem proteínas e lactose, que é o açúcar do leite. Isso é matéria orgânica. Se a gente jogar na natureza, isso vai servir para alimentar microrganismos que consomem o oxigênio da água, prejudicando a vida que existe ali. E é aí que entram os engenheiros de alimentos. Essa é uma carreira relativamente nova que mistura conhecimentos de engenharia com química, física, biologia e nutrição. >> O papel do engenheiro de alimentos é garantir a produção de alimentos para todos, produzindo alimentos seguros, saudáveis, saborosos de forma sustentável. Aqui na Mauá, os alunos têm à disposição uma planta que simula o processo fabril de laticínios, embutidos, carnes, pães e bebidas. Isso é ideal para colocar em prática o que eles veem em teoria na sala de aula.
6:19 Então, foram engenheiros de alimentos que fizeram os estudos para descobrir como é que a gente poderia aproveitar o soro do leite. E aí que surgiram as bebidas lácteas e os suplementos em pó. Para chegar nesses produtos, o primeiro passo é peneirar e filtrar o soro. [Aplausos] [Música] O objetivo dessa máquina é guardar a proteína e tirar fora a água e a lactose, que é o açúcar do leite. Como é que ela vai fazer isso? O soro que eu coloquei vai passar por um filtro, uma membrana com poros bem bem bem pequenininhos. Só a água e a lactose vão conseguir passar. Então ela separa essa parte que vai ser descartada e coloca aqui. O que não conseguiu passar volta e vai ser filtrado mais uma vez. Então a gente tem um ciclo em que a água e a lactose vão saindo e a gente vai ter um
7:05 líquido cada vez mais concentrado de proteínas. Olha, eu jurava que essa membrana que filtra era que nem um quador de café, não é isso aqui. Ela fica nessa posição na máquina. E se a gente olhar por dentro, dá para ver onde vai passar o soro do leite. Por fora vai sair a água com lactose e por dentro vão ficar as proteínas. Ela barra as moléculas mesmo. >> Esse é o permeado. É o que sobrou. Água com lactose. Professor, por que que é verde? Eh, ele na realidade é amarelo porque o pigmento que dá a cor amarela é a riboflavina, vitamina B2, que está presente na água que você tem no soro, no leite e nesse caso no permeado. Acontece que a a riboflavina quando
7:53 exposta por muito tempo a luz solar, ela muda a cor, então ela fica esverdeada, né? Eu já tava achando que eu tava daltônico. >> Não, não. É isso mesmo. É por isso que as embalagens de leite derivados precisam ter uma proteção contra a luz. >> Eu posso tomar um gole desse aqui? >> Pode tomar um gole desse daí. >> B >> cada coisa que eu invento. Vamos lá. Ó, falou que tem gosto de água com açúcar, hein? É, tem gosto. Tem gosto de água com açúcar de fato. >> Se eu tivesse bebido de olho fechado, eu diria que é leite. É bom. É bom. Vamos ver como é que vai sair o concentrado aqui. Tomara que eu não tome um banho que nem foi com o soro.
8:40 Esse concentrado aqui já poderia ser bebido. Ele equivale a aqueles W que são vendidos na forma líquida, só que aqui não tem nenhum aditivo. É lógico que vão dar uma experimentadinha, né? É. A água com lactose era mais saborosa, mas eu vou falar que é mais gostoso do que uma batida de we protein comum que a gente toma por aí. Se botar um saborzinho aqui, acho que vai ficar um pouco melhor. Vou colocar aqui um aroma de chocolate belga, porque ninguém merece tomar proteína sem gosto, mas para fazer o em pó ainda tem a etapa da secagem. [Música] É nessa máquina aqui que a mágica acontece, chama spray dryer. A gente tem aqui a proteína na água. Ela vai ser bombeada lá para dentro e junto dela
9:27 entra um ar com bastante pressão. E aqui tem um bico que vai jogar isso como se fosse um spray de desodorante mesmo em gotinhas bem pequenininhas. Só que ao mesmo tempo a máquina joga uma quantidade imensa de ar quente lá dentro a 160º. Então essas gotinhas elas vão secar imediatamente e cair um pouco aqui embaixo. Ainda vai ficar um pouco de pó no ar. Então esse ar vem para cá e passa por esse ciclone. Todas as partículas sólidas vão bater aqui na borda e descer nesse segundo pote. É uma temperatura alta, mas tudo acontece tão rápido que não dá tempo de estragar a molécula da proteína. Teoricamente. Então aqui no final a gente já tem o way protein em pó. Vamos ver. Nossa, sai um pó muito fino que a gente mal consegue ver aqui dentro do pote já tem. Eu fiz uma
10:12 lambança pr variar um pouco aqui, mas olha que doido. O Prot que você compra no supermercado é isso aqui. [Música] Olha que legal. Com ciência e tecnologia, a gente conseguiu transformar um produto que antes era um descarte da produção de queijo em um suplemento que é usado por atletas e muitas pessoas que praticam atividade física. Você deve estar se perguntando aí se o sabor ficou bom. O cheiro tá bem gostoso, mas vamos chamar o pessoal da atlética pr experimentar isso aqui, ó. Isso aqui é um teste de sabor, mas também vou aproveitar fazer um teste de sinceridade. Nos últimos dois copinhos vai uma pitada de sal. Será que quem tomar isso aqui vai falar que tá gostoso? Vamos descobrir [Música]
11:06 pessoal, a gente acabou de gravar um vídeo de como é feito o protein. No caso, eu fiz o protein, só que a gente precisa ver se ficou bom. Então, vocês que assim são atletas e tal, são boas cobaias para experimentar o que eu acabei de fazer. Tem que se voluntaria experimentar um golinho para todo mundo. [Música] >> Vamos fazer um brinde então a Mauá. >> Experimento. >> Depois vocês contam tá bom. Tá bomadinho.
11:53 >> Tá bom, tá bom. Aprovado. >> Todo mundo achou bom. >> Tem dois copos que eu botei sal aqui. >> Acho que >> não foi no meu. >> Tá embaixo do seu. >> Essa é uma galera engajada, hein. >> Deixa eu ver, então. Vamos ver. Pão. Vamos pôr assim sem o Vê se dá de ver. Não para d diferenç >> não, mas assim >> é o que dá deu a diferença é mais doce só. >> Mas não ficou ruim. Não tava ruim mesmo com sal mesmo. Com o salva >> vem vem vem experimentar o seu sem com normal. >> Tá diferente. >> Ficou tão bom que até com sal dá pr dá
12:38 pr enganar. Alimentos é só uma das oito engenharias aqui da Mauá. Ainda tem administração, R, design, arquitetura e urbanismo, TI e agora os novos cursos de economia e análise e desenvolvimento de sistemas. Inclusive as inscrições vestibular de 2026 já estão abertas e com opções de cursos de TI no campus de São Paulo. Se você tá prestando vestibular, vale a pena dar uma olhada. Vai que você vem estudar na Mawaia, eu acabo te servindo um He. [Música]