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0:03 Boa noite. Eu sou Juliana Mendes, conselheira do CRP e vamos iniciar aqui, né, nosso encontro. E antes eu gostaria de fazer minha autodescrição. Então, eu sou uma mulher branca, cabelos medianos nos ombros, cabelo castanho escuro e eu uso óculos. Tô com uma blusa azul, claro, que é o que dá para, enfim. Então, é isso e vou apresentar com muita alegria, com muito carinho a Dra. Fabiana Versute, eh, que é psicóloga, professora associada do Departamento de Psicologia e da Pós-Graduação em Psicobiologia da
0:50 USP, pós-doutora em educação também pela USP, doutora e mestre em educação para ciência da Unespuru e coordenadora do ConectaLalab, Laboratório de Pesquisa, Integração em Psicologia, Educação e Tecnologia da USP de Ribeirão. E a Fabiana vai conversar conosco sobre a autorregulação emocional e autoeficácia na escola, o papel do psicólogo, da psicóloga escolar na adolescência. Quero agradecer imensamente a Fabiana Versute por aceitar o convite de contribuir conosco nessa noite, um tema tão especial e tão atual e necessário para todos nós da psicologia, da psicologia escolar e educacional.
1:35 >> Muito obrigada, Juliana. é mais do que uma parceira, é uma amiga, né, nessa jornada. Então, fiquei muito contente com o convite. Agradeço a descrição. Vou fazer minha autodescrição também. Sou branca de olhos claros, cabelo no ombro também no tom claro. Eh, atrás de mim tem um uma estante e tô de casaco marrom e uma blusa clara por baixo. Eh, muito feliz com esse convite de poder dialogar e trazer um pouco da das pesquisas sobre autorregulação emocional e e olhar para esse contexto, né, do
2:23 papel do psicólogo, né, nessa esfera. Eh, e venho aqui trazer mais reflexões e discussões para que esse trabalho seja transformado e repensado a cada dia, porque o contexto escolar é um contexto de transformação. Eh, eu fiz uma apresentação e deixo ao final o meu e-mail de contato, porque realmente acredito que a conversa não se encerra aqui. Então, quem tiver interesse, necessidade de aprofundar algum tema que porventura não seja abordado da forma como deveria, eu estou à disposição para continuar a conversa. Como a Ju me apresentou, hoje
3:08 eu coordeno um laboratório de psicologia, educação e tecnologia aqui na USP de Ribeirão Preto e venho fazendo parcerias com redes de ensino em que o papel do psicólogo eh na nesse contexto é cada vez mais importante e exercido de uma forma eh tão eh necessária, né? Então é esse é o tema eh da minha fala de hoje, né? autorregulação emocional e autoeficácia na escola. Eh, vou trazer essas duas dimensões, né, como algo que se entrelaça no contexto de atuação do psicólogo escolar e gostaria muito que essas reflexões pudessem fazer sentido para vocês, de
3:55 modo que a gente possa eh sair daqui com mais dúvidas do que respostas, né? Acho que esse quando a nossa fala é boa, é quando ela provoca mais dúvidas do que respostas. Eu vou deixar de ver a Juliana e a Rafaela, então qualquer necessidade vocês me interrompam, por favor. Bom, eh o que eu tracei como objetivos para hoje, né? Que vocês possam, como eu disse, refletir sobre as relações entre autorregulação emocional, autoeficácia e aprendizagem. E aqui eu trago um recorte específico de um de um período do ciclo vital, que é a adolescência, né? Discutindo o papel da e do psicólogo escolar na promoção da
4:40 saúde mental e no dentro do desenvolvimento socioemocional, pensando a sua atuação no contexto educacional. E por fim, que vocês saiam daqui eh pensando sobre estratégias, analisando estratégias e práticas escolares que favoreçam vínculos, pertencimento e crenças de capacidade nos adolescentes. Espero que a gente atinja esses objetivos e que vocês possam fomentar esses objetivos ao longo das práticas de vocês. Para começar, eh, eu trago duas duas questões, né, dois questionamentos, né? primeiro, como a escola, né, responde às emoções que atravessam a adolescência? Eh, isso é ponto de partida para nossas
5:27 discussões de hoje e o quanto as crenças que o adolescente constrói sobre si mesmo influenciam sua aprendizagem. considerar esses dois esses dois pontos, né, para começar a nossa conversa é essencial, porque nem sempre a dor é visível, né? E quando a gente olha eh para ela, a gente percebe o quanto ela está presente no cotidiano escolar. E quando essa dor não é visível, eh, é quando a gente tá falando dessas relações entre crenças, entre sentimentos, entre emoções. E para isso, eh, importante eu contextualizar, talvez possa ser repetitivo para muitos de vocês, né? Mas as relações entre
6:16 emoções e aprendizagem, né? Hoje a ciência já diz muito, né? E e o que ela diz não é nem é tão atual uma das referências é de 2001, mas eu quis pontuar aqui para vocês nesse nesses slides o quanto as escolas, né, que t se preocupado com esse grau de segurança psicológica, ou seja, escolas que permitem a expressão das emoções têm melhores resultados acadêmicos e menoratividade docente. Quanto alunos que desenvolvem habilidades socioemocionais apresentam, [risadas] desculpa, apresentam melhor desempenho acadêmico e maior persistência nas
7:02 tarefas e o quanto estados emocionais positivos ampliam a capacidade de atenção, memória e resolução de problemas. Então, eh, esse slide ele faz uma síntese de alguns estudos e, é claro que vocês podem ter acesso a muitos outros. eh evidenciam o quanto aprender envolvem envolve emoções e o quanto ensinar também envolve emoções. E esse momento, né, é um momento de destacar para vocês eh uma outra perspectiva, né, que é a perspectiva do quanto as emoções interferem na aprendizagem. E ao interferirem na aprendizagem, a gente tá falando de um de uma construção
7:47 que é a construção de um espaço emocionalmente seguro, né? E quando a gente traz essa definição, a gente tá abordando uma uma perspectiva de escola que proporciona um clima emocionalmente seguro, né? O que seria isso na prática, né? Um lugar, né? um espaço onde as emoções são acolhidas, os erros não geram punição imediata e há espaço para o diálogo, escuta e respeito. Eh, essa abordagem é uma abordagem muito difundida hoje nos espaços escolares. Espero que vocês já tenham tido contato com essa definição, porque é uma definição, eu discuti isso inclusive
8:33 hoje numa outra audiência que eu estava, é, é uma definição que coloca a escola como uma instituição promotora de saúde mental, né, onde o esse clima, né, permite a expressão emocional, permite que as pessoas eh tenham relações interpessoais mais saudáveis, né, de forma geral. Eh, eu trago aqui para vocês também uma outra pesquisa, eh, uma pesquisa também desse ano. Essa pesquisa é de 2026, em que a Fundação eh Carlos Chagas, ela investiga a relação entre autoeficácia de docentes e os impactos em sala de aula no engajamento de estudante. Então essa essa pesquisa ela é muito
9:19 interessante porque ela fez um mapeamento amplo, né, com mais de 500 eh profissionais, em que ela evidencia esse sentimento, né, essa capacidade, o quanto que sentir-se capaz de ensinar e engajar estudar e engajar os estudantes a lidarem com suas próprias emoções, faz diferença no cotidiano. Então isso para nós, né, psicólogos e psicólogas, é um dado muito importante, né, porque revela uma, traz uma base de uma teoria, né, que no caso é uma teoria social cognitiva, mas poderia ser transposta para outras teorias, para outras abordagens, né, que mostram o quanto que é importante cuidar, né, dessas relações e cuidar dessa dessa
10:07 especificidade que vem da nossa área, né, Nesse sentido, né, qual é a importância da escola quando a gente tá falando de saúde mental? Primeiro, pensar que os jovens passam muito tempo das suas vidas nesse local. é um ambiente conhecido pelos jovens e a equipe escolar pode sim atuar como o aqueles que são os parceiros de confiança que podem exercer esse lugar de acolhimento. Percebem que aqui tô mais falando eh do apoio especializado de um psicólogo, mas eu tô falando de pessoas que podem exercer um papel de acolhimento.
10:52 Então, o psicólogo escolar, ele pode trabalhar nessa promoção de um clima emocionalmente seguro. E para isso as pessoas tê que elas devem se sentir capazes de promover esse clima de confiança, de acolhimento. Novamente para refletir, né, no contexto da sua escola, né, ou nas das escolas que vocês atuam, de que maneira podem ser incluídas ações de promoção de saúde mental? E nesse ponto eu eu diria que é um ponto mais prático, né? É realmente pensar em como promover uma cultura de cuidado, né? como promover uma cultura de acolhimento nas instituições e para isso, né, pensar nessa nesse contexto
11:39 mais generalizado de cuidado e não só circunscrito de cuidado na figura do psicólogo. É aqui eu trago também uma alguns estudos, né, que vão nessa linha, né, de promoção de cultura mais ampla, né, de cultura de cuidado, que coloca a escola, né, como centro. E aí, nesse centro a escola pode ser um espaço primeiro de identificação de necessidades, né, onde as pessoas podem observar, escutar e compreender e identificar demandas de saúde mental e bem-estar. percebe que não tá eh atribuindo o ao psicólogo ou a psicóloga o papel de
12:24 detentor desse desse desse desse papel exclusivo, mas sim há uma distribuição e uma descentralização desse papel. as pessoas se sentem capazes de identificar necessidades. Eh, esse oferecimento de apoio ao estudante, onde são criados espaços seguros de acolhimento, escuta e orientação, eh, há um estímulo, uma busca por ajuda. Então, você normaliza o cuidado com a saúde mental e fortalece a autonomia para buscar apoio. Então, eh, nesse espaço de clima emocionalmente seguro, todos são estimulados a buscar ajuda e há um intermédio entre estudantes, famí famílias, serviços e comunidade. Então,
13:13 eh, o papel do psicólogo e da psicóloga é de articulação e de conexão dos recursos para garantir cuidado integral e continuado. Então eu gosto muito dessa figura porque ela realmente pensa a escola como um sistema e aí entra, né, acho que todos que estão aqui, que buscam um tipo de conhecimento como esse, sabem dos desafios da escola para atuar na promoção da saúde mental. E aí eu trago novamente alguns estudos que vão mostrar que esses desafios tem a tem relação, primeiro, né, um desses desafios tem relação com a necessidade de conhecimento para intervir com segurança. Então, as as instituições
13:59 escolares devem buscar um conhecimento. E aí quando eu falo de buscar conhecimento, são ações como que vocês estão fazendo agora, né? e outras ações de fortalecimento para buscar essa clareza, né, de qual o seu papel na promoção da saúde mental. A escola tem um papel, como que se daria esse papel, né? Então, buscar essa clareza, eh, lidar com a escassez de recursos, de tempo, de estrutura para desenvolver as ações. Realmente é algo que é prático, né, que as escolas têm que lidar com isso. esse desconhecimento sobre as possibilidades de ação. Como eu disse para vocês, hoje o Conecta Lab ele tem parcerias com redes de ensino e tenho certeza que há outras universidades
14:46 também preocupadas com esse tipo de parceria, né, de promover relações em que a universidade se articula com as instituições para buscar eh fomentar práticas de cuidado de saúde mental. a gente precisa fortalecer ações como essa. E um outro ponto que eu acredito que vocês devam também sentir na pele, que é esse receio de agravar problemas de saúde mental, né? Um estigma, né? Se eu falar muito, isso pode se agravar. Não, pelo contrário, né? Quanto mais a gente consegue discutir, mais eh a gente amplia as chances de resolução dos problemas e não de eh prejuízo, né, aos problemas. e as questões de demandas próprias de saúde mental da própria
15:33 instituição com relação aos seus gestores, a sua equipe como um todo. Então, quando a gente fala de cuidar de quem cuida, a gente tá falando disso, né? Não adianta promover uma ação voltada à adolescência se o corpo docente tá precisando de um apoio que é mais premente, por exemplo, que o próprio corpo corpo de estudantes daquela escola. Então, entender todas essas demandas perpassa aí os desafios da escola na atualidade. E aí entra, né, um um eu digo assim, sempre tem uma pimentinha na história, né? E quando a gente tá falando dos adolescentes, a gente tá falando de uma fase que é marcada por transformações físicas, sociais e emocionais que vão
16:18 aumentar a vulnerabilidade ao adescimento emocional. Então, a gente tá falando de um período crítico, né? Quando a gente falando de um período crítico, a gente tá falando de que há uma maior probabilidade dessas pessoas precisarem de ajuda e de terem dificuldade de buscar esse apoio. Então assim, a importância da equipe escolar estar de alguma forma preparada para lidar com essas questões é ainda mais preemente. Então o que a gente tá falando aqui, quando a gente tá falando de adolescente, tá falando de um público ainda mais vulnerável. E aí, nesse sentido, né, falar de emoções é falar de conhecimentos básicos para nós da psicologia, né, de falar eh
17:04 de conceitos e trazer esses conceitos pros adolescentes. Então aqui a gente tá trazendo eh nesse slide um slide que ele é básico em termos conceituais para quem é da psicologia, mas ele é um slide que eh ele deveria ser levado em termos de conhecimento básico paraas pessoas, né? Então, reconhecer as emoções como um fenômeno fisiológico que envolve respostas automáticas do corpo, do cérebro, que envolve descargas emocionais, né? essa liberação dos de hormônios e neurotransmissores que envolve eh uma uma reação de curta duração, né? Então, algo que aparece, desaparece em segundos ou variando em
17:49 intensidade, que abarca, né, diferentes partes do corpo, envolvendo alterações físicas percebidas em diferentes regiões. Essa questão dos registros perceptivos, né, que se baseiam na forma como a gente interpreta essas emoções. Então, entender as emoções como respostas complexas que vão integrar corpo, mente e contexto. Isso para nós da psicologia é um conhecimento básico, mas pro adolescente, pros profissionais da educação, pode ser algo que de fato emancipa, né? Liberta, porque perceber essas relações é realmente algo importante pra vida das pessoas. Então eu trouxe, né, esse ciclo
18:37 das emoções, né, para entender, avaliar a forma como eu interpreto que acontece ao redor e dentro de nós, a reconhecer as sensações, essa intencionalidade que a emoção carrega como uma tendência, né, de sempre de ação, que tem essa questão do comportamento motor e que isso tem um impacto interpessoal, né, porque tem o componente interpessoal, então as nossas emoções influenciam e são influenciadas pelas pessoas ao nosso redor. Por mais eh visual que esse slide possa ser pros adolescentes profissionais da escola, [roncando] eh eu diria assim que é algo que eu levo sempre no quando eu posso, né, falar com esses profissionais
19:22 e com os estudantes, porque é uma forma dessas pessoas aprenderem eh aprenderem um conhecimento básico da psicologia que pode, de fato mudar a forma como essas pessoas lidam com situações desafiadoras no dia a dia. E aí entra eh mais um recurso importante da psicologia, que eu gostaria de destacar para vocês aqui no tema, né, da nossa palestra de hoje, né, que a que promove, né, reflexões sobre a autorregulação emocional, que é a importância da interpretação. Porque muitas vezes interpretações equivocadas, distorcidas ou viciadas, elas podem fazer com que o efeito da emoção perdure para além do tempo que
20:07 ela deveria durar. E essa interpretação no contexto educacional pode ser muito prejudicial e no sentido mesmo de consequências pra vida daquele sujeito, né? Então, a, e é a partir da interação que existe entre as emoções e as interpretações que sãoadas as consequências positivas ou negativas no ambiente através dos comportamentos humanos. Então, entender essa relação, né, no campo da educação é realmente é muito significativo. E aí eu trouxe para vocês que também, né, tenho certeza que pode ser um conhecimento básico, mas trouxe no sentido de fomentar as práticas e
20:53 fomentar a discussão que vocês podem levar pros contextos educacionais, eh, a importância da regulação emocional. primeiro, eh, em em validar, né, o quanto as emoções são importantes e o quanto trazê-las paraa educação é algo valioso. Todos nós vivenciamos emoções e lidamos com elas de maneira tanto eficazes quanto ineficazes. Então, o verdadeiro problema não é sentir as emoções desagradáveis, e sim nossa capacidade de reconhecê-las, aceitá-las, usá-las quando possível e continuar a funcionar, apesar delas. né? Então, essa forma como aprendemos a entender as emoções e a lidar com elas é fundamental pro desenvolvimento socioemocional, é
21:40 fundamental para um bom eh clima emocionalmente seguro. Então, trouxe para vocês os próximos slides muito como um estímulo a que isso seja colocado de fato em prática nas instituições escolares, né? são os passos paraa regulação emocional, não como uma receita de bolo, sou totalmente contra isso, mas como um conhecimento que pode fazer a diferença nas vidas das pessoas eh ao tomarem, né, eh esse conhecimento como algo prático na vida delas, né? Primeiro, a consciência de si, né? O primeiro processo é trazer a consciência desses de de que há essas emoções, de que elas existem, né? e para se atentar os diferentes aspectos dessa experiência
22:25 emocional, os sentimentos, a fisiologia, expressão facial e e daí decorrente disso os pensamentos e comportamentos. Então, entendendo, identificando as minhas emoções, identificando os pensamentos associados, identificando esses aspectos fisiológicos, esses gatilhos emocionais que vêm sempre junto, eh, é o primeiro passo da regulação emocional. Segundo, nomear as emoções, né? Parece tão simples, mas não é, né? Principalmente quando a gente tá falando de escola, né? escola, infelizmente, foi eh e ainda é um espaço muito de restrição, de castração, né, de de poda mesmo desses espaços de expressão
23:12 emocional. Então, nomear as emoções é o processo de usar essas informações sobre o que tá acontecendo em cada um desses domínios para inferir um estado emocional. Depois contextualizar essa emoção, compreender que cada sentimento que temos é uma resposta compreensível algum tipo de estímulo ambiental ou mesmo interno, né? Esse estímulo também pode ser interno e sempre há uma razão para isso, pois emoções não surgem sem esse tal gatilho que a mídia social já nos ajudou, né? trouxe agora, todo mundo sabe um pouquinho, ao menos no sexo comum, que seria um gatilho emocional.
23:58 E aí respondendo eh como quarto passo, é respondendo a emoção, né? Então, convidar a pessoa a considerar suas opções para responder esse sentimento, né? Então, colocar em cheque mesmo as respostas que a gente tem como possibilidade, né? Então, ao expressá-lo dessa forma, estamos mantendo o valor dos estados da emoção ou convidando para outro tipo de resposta, né? Mudando o tipo de comportamento que eu tenho diante dessa emoção, né? Me comportando de outra forma em vez de negá-los ou ignorá-los. E aí eu trago nesse esquema visual também eh algo mais específico da adolescência, né, para vocês
24:43 visualizarem, que diz respeito à à autorregulação emocional na adolescência, né? Então, o que que eu tô trazendo aqui é o quanto que autorregular não é controlar ou reprimir emoções, é reconhecer, compreender e manejar emoções de forma funcional para responder as situações do cotidiano de maneira mais saudável. Aí eu trouxe alguns exemplos. Então, como exemplo, a situação é tirar uma nota baixa. Uma possível resposta emocional seria um sentimento de incapacidade, de desistência, né? Aí entra exemplos de interpretação. Eu nunca vou conseguir, eu sou ruim nisso. Possíveis
25:29 comportamentos, evite estudar, desiste da atividade, não entrega os trabalhos. Então, reconhecer esse fluxo é o primeiro passo para mudança, né? Outro exemplo, conflito com colegas. Uma possível resposta emocional seria impulsividade, isolamento, né? Exemplos de interpretação. Ninguém me entende. Ele fez isso para me provocar, né? possíveis comportamentos, se esconder de forma agressiva, se se afastar dos colegas ou guardar mágoa. Também é um um comportamento bastante uma um fluxo, né, de comportamentos muito comuns. Eh, exposição em sala de aula pode gerar uma ansiedade intensa, né? Eu vou passar vergonha, todos vão me julgar, a pessoa
26:15 pode fugir da situação, travar, dar um branco, né? Evita participar. A situação de feedback do professor também pode gerar vergonha, desengajamento. Ele acha que eu não sei nada, não importa o que eu faça, nunca é o suficiente. Isso pode gerar ficar a desmotivação, evitar a solicitação de ajuda e pode gerar uma perda de confiança, né? Então, de forma geral, como isso tudo impacta? Então, interpretar uma situação de forma equivocada, né? O adolescente que pensa sobre o que acontece de forma equivocada, gera uma emoção, né? O que ele sente diante dessa interpretação, gera um comportamento, como ele reage,
27:02 né? Se ele evita, se afasta ou se engaja, isso tem impacto, né? afeta a atenção, afeta o engajamento, a participação e o desempenho. Então, autorregular é desenvolver essas habilidades para pausar, compreender e e escolher respostas mais funcionais. E a escola pode ser sim um espaço de apoio para que os adolescentes apreciem e aprendam, né, a apreciem a lidar com as situações adversas e aprendam a lidar com as emoções, fortalecendo sua autoconfiança e acreditam e possam acreditar mais em seu potencial. E aí eu trago para vocês relacionado com
27:47 a autorregulação a o conceito de autoeficácia, né? E trago especificamente pro contexto da adolescência. Eh, a autoeficácia é um conceito eh que foi, né, apresentado por Albert Bandura, um principal teórico, né, da teoria social cognitiva. Depois dele, muitos outros teóricos vão aprofundando e e não só aprofundando, mas trazendo o conceito de autoeficácia para outros contextos, né? Então [roncando] hoje, né, a autoeficácia é bastante estudada e no contexto da aprendizagem ela faz muito sentido, né? Porque a autoeficácia se refere à crença, né? E aqui eu trago
28:33 paraa escola, né, do estudante, mas ela é ela é cabível para qualquer pessoa, né, sobre sua capacidade de organizar e executar ações necessárias para lhe determinar para lidar com determinada situação. Então, em linhas gerais, é o quanto eu acredito que eu sou capaz de executar determinadas ações, atingir determinadas métodas, metas, né, e objetivos. Então, a autoeficácia ela é contextual. Então, se a gente autoeficácia acadêmica, a gente tá falando de uma crença de atingir determinadas metas acadêmicas, mas se eu tiver falando de alta eficácia, por exemplo, eh, relacionada a uma atividade específica,
29:19 né? Então hoje você tem autoeficácia para atividades relacionadas com a docência, você tem altaficácia relacionada para atividades relacionadas, por exemplo, com dirigir, com outros afazeres, né? Porque justamente a gente tá falando de uma crença para atingir determinadas metas e enfrentar certos desafios da vida, né? Então, é uma crença que move e sust transforma a aprendizagem. E por isso ela é tão importante, porque ela tem relação com persistência, com enfrentamento de dificuldades, com engajamento, com o manejo emocional, com participação e autonomia. No contexto da escola, ela é bastante eh importante, porque as pessoas que
30:06 possuem baixa autoeficácia são aquelas que não se engajam, né? Porque elas realmente não acreditam que elas são capazes. Então, eh, ali eu coloquei, né, aquela que sempre diz: "Eu nunca consigo, não adianta tentar, eu sou ruim nisso, né?" Já as pessoas com maior autoeficácia é aquela que mesmo sendo difícil ela vai tentar. Então, é difícil, mas eu posso aprender, posso melhorar com ajuda, já consegui antes. Então, são eh crenças, né, que ajudam eh no alcance de determinadas metas. E como elas se constróem, né? Elas são aprendidas primeiro com experiências de sucesso anteriores, com modelação, então
30:54 com construtivosente nos feedbacks é fundamental, né? Então engajar os estudantes com feedbacks afeta muito a alta eficácia desses estudantes e o apoio social eh que os estudantes podem receber. por meio de atividades de >> ô fecha a porta. >> Eh, desculpa, gente, escutei um barulho aqui. Eh, apoio social da família, de amigos, né? Isso tudo pode estimular essa o desenvolvimento da autoeficácia, a relação que influencia, né? Eh,
31:41 essa relação influencia, né, diretamente o aprender, porque ela traz novamente o ciclo das emoções pra gente de uma forma evidente, porque vai as crenças de alta eficácia também afetam as emoções e, por sua vez, vão afetar os comportamentos. Então, quando a criança ou adolescente se sente capaz, ele vai, né, enfrentar os desafios, ele vai reagir de uma forma mais ampla e contextualizada nos contextos escolares de uma forma efetiva. Então, eh, o que eu gostaria de deixar mais forte para vocês com relação à autoeficácia é justamente essa interpretação né?
32:27 Eh, ao interpretar suas suas próprias capacidades, o adolescente tá sim influenciando diretamente como ele sente, como ele participa e como ele aprende. Então, a para nós, né, da psicologia, isso é muito caro, né, porque pró mostra pra gente uma lacuna, né, importante de intervenção que deve ser considerada por todos nós. E aí eu queria, né, já indo caminhando pro final, eh destacar para vocês que uma fala como essa, né, eu espero que sensibilize vocês, provoque reflexões e abra caminhos para que vocês consigam
33:12 pensar em estratégias efetivas aí para desenvolver competências, para lidar com o sofrimento emocional na escola. Mas eu gostaria de ressaltar que eh é um trabalho contínuo que exige formação continuada, que exige prática, supervisão e especialmente construção coletiva. Então, eh, realmente, hum, hoje, né, vocês saem daqui com algumas ideias, espero, e sensibilizados para continuar pensando em ações que levem, né, essa construção coletiva de uma forma mais eh transformadora no cotidiano de vocês. Então, não basta esperar que a escola responda às demandas emocionais da adolescência apenas pela experiência ou boa vontade.
33:59 Isso exige escuta qualificada, práticas baseadas em evidências e espaços institucionais de cuidado e desenvolvimento. Então o trabalho é árido, né, e longo, né, a gente tá falando de uma palestra, é uma ação pontual, mas o trabalho de vocês, ele exige aí, né, pensar em estratégias de curto, médio e longo prazo. Mas é bom saber que vocês não estão sozinhos e sozinhas, né? Tem muita gente, por exemplo, o próprio CRP, né, os grupos, os grupos, né, do como esse, né, eles são grupos que tendem a fortalecer as práticas de vocês. E aí eu trouxe eh também mais para contextualizar, né, o
34:45 que é a atuação da psicologia escolar nesse cenário, que é o cenário que eu acredito, né, e eu tenho certeza que a maioria de vocês também. É um cenário que atua para promover o desenvolvimento integral dos estudantes e fortalecer processos educativos que favoreçam aprendizagem, bem-estar e participação de todos na escola. que que inclui, né, eh, promoção da saúde mental, fortalecimento de vínculos, né, ações preventivas, o trabalho institucional, mediação de relações, apoio aos professores, construções de construção de práticas de eh emocionalmente seguras, né, desenvolvimento de habilidades socioemocionais, orientações e encaminhamentos quando necessário.
35:33 [roncando] E o que não, o que não é psicologia escolar, né? Não se reduz ao atendimento individual, não que ele não possa acontecer, não medicaliza dificuldades escolares e não individualiza problemas, né? Então isso é uma atuação que se realiza em com práticas baseadas em evidências, né? Essas que eu trouxe para vocês são todas baseadas em evidências. fundamentada em prevenção, no trabalho coletivo, na escuta qualificada e ética, né? A psicologia escolar contribui para uma escola que educa, que transforma, né, que promove o desenvolvimento emocional, social e cognitivo e das rela
36:19 e promove relações saudáveis, como eu defendi ao longo de toda a minha fala. Eh, tô preocupada com o tempo, mas vai dar para eu concluir de uma forma bem adequada. Entre as ações que podem fortalecer, né, o cuidado em saúde mental na escola, eu destaco mais uma ação, que é uma ação que meu grupo vem trabalhando, meu grupo de pesquisa, junto com um outro laboratório que é o CEPS, Centro de Apoio e Prevenção e Pós-venção ao Suicídium. Eh, é um nome meio estranho, mas ele tem um contexto bem importante de atuação aqui da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, que é uma ação voltada aos primeiros
37:04 socolos em saúde mental. Eh, o que que quer dizer primeiros socolos em saúde mental, né? significa um conjunto de ações que visam fortalecer apoio a uma pessoa em crise ou em sofrimento emocional e com o objetivo de reduzir os impactos negativos provocados por crises. E aí entendam, né, eu acho que entender o que caracteriza uma crise emocional é importante. a gente tá falando de de momentos de crise, não de momentos, né, mais graves em outros transtornos, né, a gente tem que excluir aqui. Não cabe eu trazer essas definições para vocês, mas deixar claro que os primeiros socolos em saúde mental é como se fosse a brigada de incêndio mesmo em que a gente vai
37:51 intervir em situações de crise por meio do acolhimento e da promoção do autocuidado. Quem pode implementar os primeiros socolos em saúde mental? Qualquer pessoa, né? Então, essas ações podem ser realizadas por qualquer pessoa que fizer a formação, não sendo necessário um especialista. Então, essa é uma perspectiva que eh muitos países já estão adotando, né, de que os profissionais da educação, desde o copeiro até o diretor, deveriam ser formados em primeiros socorros em saúde mental. trazendo essa perspectiva de uma brigada mesmo, de incêndio, né? Então, aconteceu um incêndio, todo mundo é capaz de apagar o fogo, né? Analogias à parte. Essa é a
38:38 ideia, né? De que todos sejam formados para isso. Eh, por que que essa formação ela é tão importante na escola? Quando os profissionais da escola estão preparados para aplicar os primeiros socorros em saúde mental, isso vai favorecer a implementação de práticas de cuidado baseadas em evidências, o desenvolvimento de habilidades de enfrentamento, o aumento da confiança dos profissionais para agir nesse contexto. Você quebra esse estigma: "Ah, eu não sei o que fazer". Não, nesses casos, as pessoas estão preparadas para para fazerem algo, né? Redução do estress diante de situações de risco. Identificação de sinais de crise ou sofrimento emocional em estudantes. Acolhimento qualificado com escutativa e
39:25 sem julgamento e encaminhamento adequado paraa rede de apoio e serviços especializados. Esse é um ponto importante, né? Os profissionais acabam identificando como se dá, né? como se forma a rede de apoio dessa eh dessa instituição, como ela se insere dentro de uma rede de apoio e fortalecimento do vínculo entre escola e estudantes. Essa formação ela tá com inscrições abertas, tá? Eh, a gente tá indo paraa segunda edição, como eu disse, ela é toda fundamentada, é baseada em evidências. O que que é importante vocês saberem nesse momento? é uma formação online, só que ela tem dois momentos. Um momento de estudo prévio que vocês vão
40:13 estudar todo o material que tá online e um momento prático, né? Essa etapa prática, ela já tem datas para acontecer. É um momento só de 2 horas nesses dias. vocês, se vocês se interessarem por fazer inscrição ou divulgar para terceiros, essa formação, eh, é obrigatório participar da etapa prática, porque ela é fundamental, né, para desenvolver as habilidades previstas no curso. E tem essas datas já definidas, 9/06, 11/06, 16/06 e 20/06. Vocês escolhem uma dessas datas, tá? Mas o que é mais importante deixar claro para vocês, o certificado só é válido se cumprirem as duas etapas. O certificado
41:00 de 12 horas emitidos pela emitido pela USP só é atribuído para quem cumprir as duas etapas, a etapa teórica de estudo de material prévio e a etapa prática de 2 horas. Vocês escolhem um desses dias, tá? Eh, após a inscrição vocês recebem por e-mail um link, entram num grupo de WhatsApp e participam, eh, recebem todas as instruções. O mais importante, como eu disse, é ter a disponibilidade para participar da etapa prática, porque a etapa online vocês podem estudar de forma eh conforme o tempo, disponibilidade de tempo de vocês, tá? Eh, e essa formação pode ser feita por profissional da escola que tenha, né, no caso, contato com adolescentes, porque o
41:45 nosso foco nesse, nessa formação são os adolescentes. Eh, eu deixei também mais um link, eh, que é uma participação voluntária também pros professores, quem puder ajudar na divulgação. é uma pesquisa que a gente gostaria de ter é a participação de professores do Brasil todo sobre saúde mental na adolescência. Então, quem puder participar e ajudar na divulgação, eu agradeço muito. Eu posso passar esses links depois pra Ju, ela encaminha para vocês e deixo o meu contato também. muito feliz de poder falar com vocês. Eh, o CRP sempre foi uma instituição muito importante e estar nesse momento com vocês eh para mim é muito
42:32 significativo. Espero que eu tenha ajudado [roncando] mais do que atrapalhado e qualquer necessidade eu sigo à disposição. Se puderem seguir o Conecta também vai ser um prazer e estou sempre disponível pro diálogo. Muito obrigada. gostaria de agradecer, né, a professora Fabiana Versulte pela contribuição e pelas reflexões aí, né? Eh, com certeza eh são úteis, né? E e faz a gente pensar que essa ideia da cultura do cuidado, né, dessa promoção da saúde mental e bem-estar, né, para que eu possa aprender história, geografia português matemática eu
43:19 preciso estar num lugar de de saúde integral, né? Então, é muito importante esse clima emocionalmente seguro e o nosso papel enquanto psicólogos, né? e articular e essa proposta preventiva, né, tem duas propostas aqui, né, uma proposta preventiva e uma proposta aqui desses primeiros socorros, né? Então a gente pode trabalhar antes, durante e depois, né, dentro desse desenvolvimento aí de uma de um de habilidades e competências socioemocionais, né? Então, eh, todo esse trabalho, né, eh, o Luiz Carlos tá perguntando aqui, eh, tudo é online, né, Fabiana? Então, não tem nada presencial, todo todo.
44:07 >> Obrigada, Ju. Primeiro, eh, agradecer, né, pelas considerações. Acho que não é fácil. Eu tô vendo algumas questões, né, de de relatos, né, com uma equipe restrita, como é difícil, né, realmente não é fácil, eu costumo dizer assim, entender qual é a parte que nos cabe nesse latifúndio, né, é muito difícil porque eh entender quais são os limites e as potencialidades do que a gente pode fazer é uma é uma tarefa diária, mas fomentar mesmo as práticas de cuidado, de escuta, de atenção qualificada errada é o dia a dia de quem se preocupa com essas demandas, né? Eh, e sim, a formação ela é toda online. Eu, quando
44:52 eu falei da parte prática, é uma parte prática síncrona que tá naquelas datas que eu passei, né? Eh, eu vou repetir as datas. Vocês só têm que olhar se vocês teriam disponibilidade em uma dessas datas, tá? 9/06, numa terça-feira das 19:21. Eh, são três datas das 19:21, 9/06, 11/06 e 16/06. Só 20/06 que é um sábado das 9 às 11. É via Google Meet, tá? Então a ideia é que a gente possa atender eh o maior número de profissionais no Brasil todo, tá? Profissionais que tenham contato aí com adolescentes, né? A gente pede um documento comprobatório, né? Então, por
45:37 exemplo, psicólogo escolar é um profissional que atende eh o público adolescente. Tá bom? É essa questão que a Gabriela tá colocando aqui, né? Se eu não me engano, é a Gabriela. Amanhã nós estaremos em reunião, né, o a comissão de orientação temática às 18 horas e a gente tem algumas ideias e alguns projetos e algumas propostas, né? Então, a gente pode deixar esse tema para amanhã às 18 horas, né, na nossa eh reunião de >> O curso é gratuito, tem alguém perguntando. O curso é gratuito, tá? [roncando] >> A gente pode endereçar para amanhã, tá? Às 18 horas todos estão convidados a participar da comissão de orientação temática, psicologia escolar
46:22 educacional, né? Eh, estão perguntando se psicopedagoga escolar pode participar. Sim, né? Toda a comunidade educativa, né? é para todo mundo que de alguma forma tá no contexto educacional dentro das escolas >> e que atue com eh adolescentes. >> Adolcentes. Aham. Eh, é. Então é isso, grátis, né? Tudo tudo gratuito aí dentro desse projeto. >> Checimento de qualidade, vocês vão gostar. Eh, tem uma pessoa perguntando aqui que eh se você disse sobre autorregulação que o aluno desenvolve melhor na escola. Não é melhor, né? A autorregulação, ela
47:08 ela pode ser desenvolvida também na escola, tá? Eh, ela pode ser desenvolvida em qualquer contexto, desde que haja as condições necessárias, né? Então, o que eu trouxe aqui foi pro contexto escolar, entendendo que a equipe, né, pode estimular esse desenvolvimento da autorregulação. Tem uma eh talvez pode ter confundido com a autorregulação da aprendizagem, que também é um conceito da psicologia que vai tratar eh das relações de dos processos de ensino aprendizagem que estimulam o aluno a regular a sua própria aprendizagem. Então, por exemplo, o que que funciona melhor para um aluno eh em termos de estratégias, né, de ensino, então, aluno que escreve,
47:54 que aprende melhor escrevendo, outro aluno que prende melhor ouvindo, né? São questões que vão envolver a aprendizagem. Talvez isso possa ter confundido, mas eh quando a gente tá falando de autorregulação emocional, ela pode ser aprendida em diferentes contextos, depende dos estímulos, tá? >> É um processo de de ensino e aprendizagem, né? Então, por isso que tem as competências socioemocionais, né, que uma das propostas, inclusive, é desenvolver essa autorregulação. Eh, o que envolve ensino e aprendizagem, né, nessa perspectiva de desenvolvimento humano. Eh, a escola é um espaço, né, bem favorável, né? Eh, o pessoal tá dizendo que não tá conseguindo acessar o link. Qual, Marilene?
48:40 Eh, porque parece que os links estão perguntando o slide se você vai poder disponibilizar, Fabi, se tem alguma coisa de direitos autorais, você pode disponibilizar, mas os links, né? Se puder colocar os links novamente, a gente conseguir, como é que a gente consegue viabilizar esses links pro pessoal acessar? Talvez compartilhar novamente aí para ver se o pessoal consegue pegar pelo QRcode. Vocês tentaram pelo QR code, gente? Vamos tentar de novo aqui pelo Qcode. >> Eu posso, eu vou colocar aqui no chat. A Natália pode colocar no comentário porque eu não tô aqui no YouTube.
49:28 Vou colocar aqui. Você pode colocar direto, Natália, por gentileza, o link do Eventry, que é o link que abre, deixa eu ver, que abre a página para fazer as inscrições, tá? Aí nesse link vocês escolhem qual turma que vocês querem estar, se é turma 1, 2, 3, 4, que são as turmas da simulação que eu disse para vocês que é etapa prática, tá bom? >> E alguém perguntou aqui essa questão de psicólogos de de ensino superior, né? Aí já não é adolescente mais, né? Não, porque eh o foco é
50:15 adolescência, então a gente precisa ter algum comprovante, porque esse projeto ele é gratuito, mas ele é financiado pela CAPS. Então a gente precisa mostrar paraa CAPS quantas pessoas a gente tá formando que atua com adolescentes, então tem um controle mais rígido por conta disso, tá? Aí eu mandei o link pela Natália, a Natália coloca para vocês no chat do YouTube, por gentileza. E a outra pesquisa, deixa eu ver se eu consigo abrir. Eu queria mandar para vocês também, se vocês tiverem contato com professores,
51:02 gente, mais alguma pergunta também do que do do conteúdo que foi apresentado? A outra eu vou deixar, eu vou deixar meu, pedir paraa Natália colocar o meu e-mail também no chat, se alguém tiver contato com professores e e puder depois encaminhar. >> Ô, Fábio, depois você me manda esse link que a pessoa entra direto em contato, né? Porque a gente tem o grupo da comissão. A Joana tá lembrando bem aqui que a gente pode, >> ó, eu eu mandei aqui no chat do chat do estúdio aqui, Ju. Mas eu mando para você a divulgação. Eu vou montar no nosso grupo aqui da live, >> tá? Eh, o Luiz Carlos tá perguntando:
51:49 "Eu não atuo em escola com adolescentes. Você não atua em escola, né? O programa é para quem está inserido no contexto escolar". educacional. É, tem que ter >> esse sim, mas depois se você puder ficar atento ao a a site, né, o site o Instagram do Conecta, a gente tem outras ações pro público geral. Aí ia ser um prazer que você participe é específico para quem atua em escola. Gente, mais alguém gostaria de fazer alguma questão? o nosso papel, né, muito nessa articulação aí, né, nessa implementar,
52:35 né, essas propostas aí de desenvolver competências socioemocionais. E também a Fabiana trouxe uma uma reflexão muito importante também, né, que é cuidar de quem cuida, né, eh essa desenvolver essas competências socioemocionais, não só no corpo, né, de de dos estudantes, não só para os estudantes, mas também para toda a equipe, né, que que trabalha dentro do do contexto educacional, né? Eh, aí tem aqui uma pergunta. Aluno tímido e que tem vergonha e dificuldade de se apresentar trabalhos ou conversas com medo de ser o centro das atenções. Então, preciso motivar esse aluno aos poucos para ele se sentir mais confortável? Eh, eh, o papel da equipe é justamente
53:23 pensar em estratégias em que essa pessoa consiga se expor de uma forma sucessiva, né, sem muita exposição, mas que ela se sinta cada vez mais capaz e segura de se colocar nas situações, né? Então, eh, é muito aquela situação assim, o aluno tímido, ele ele não pode ser punido por ser tímido, né? Então, eh, é entender quais são os limites, né, e as potencialidades que ele pode desenvolver, entendendo as especificidades que ele tem, né? Então, a gente tem que tomar um certo cuidado para lidar com as questões que se referem às questões que quais é entender melhor essa criança, esse adolescente
54:09 dentro do contexto dele, porque senão parece que tudo vira um problema, né? E talvez não necessariamente a timidez pode ser um problema, né? [roncando] Então a gente precisa eh sempre ter muito cuidado e sempre olhar para as diferentes dimensões da vida das pessoas, né? Porque senão a gente acaba tendo respostas muito simples para problemas que são muito complexos, né? Então, dificilmente a gente tem uma resposta direta para um caso específico. A gente tem que olhar com muito cuidado esse caso, entender todas as demandas, né, entender se realmente aquele aquele contexto gera sofrimento para aquela criança, para aquele adolescente, se eh
54:56 os professores estimularam, né, essa eh essa pessoa a se colocar nas situações sem gerar punição. Então, é, eu sempre digo isso assim, a gente tem que ter muito cuidado com as respostas que vem de imediato, assim, sabe? a gente tem que ter muita cautela nas respostas para não gerar nenhum tipo assim de eh eu eu diria assim até de expectativa que talvez não vai ser cumprida, né, no sentido de resolução de um problema que talvez seja muito maior e muito mais complexo, muito e demande muitas ações eh que não são tão pontuais como a gente pode imaginar que seja, entendeu? Mas sim, né, trabalhar com autoeficácia
55:42 hoje eu vejo que é uma perspectiva muito efetiva pra gente trabalhar nas escolas, que é essa crença das pessoas acreditarem e se jogarem capazes de agir, né, de tomar, de serem mais exolutivas, de tomarem decisões mais conscientes. É um caminho bem promissor. Fabinho tá, eles estão perguntando quais, qual tipo de documento, né, assim, que que precisa encaminhar para comprovar que faz parte. É tipo alguma coisa que comprove pode não tem não tem um modelo, né? Mas, por exemplo, algo que mostre que você tem um vínculo com alguma instituição escolar,
56:29 eh, quais encaminhamentos e ação com adolescentes em processo de autolesão, né? o projeto é justamente para lidar com isso, né? Eh, a proposta que hoje a gente a gente tá trazendo a professora Fabiana Veurte, justamente porque a gente recebeu uma demanda, né, essa pergunta e aí a gente pensou em algo mais amplo, né? Porque a ideia aqui é a gente não dá para pensar aluno por aluno, né? A gente precisa de uma proposta, né, mais macro. E e essa essa proposta, né, da professora Fabiana Versut, é uma proposta mais macro, né, onde a gente pode então atuar, né, com com nessa perspectiva dos primeiros socorros eh emocional, tá? Então fica aí
57:14 o convite, né, para que tu >> Eu vou eu vou eu eu vou colocar aqui também um link >> se eu conseguir abrir. Eh, tem um material eh muito bom, deixa eu ver se eu consigo abrir aqui. Eh, chama autolesão, não suicida. Deixa eu ver se eu consigo abrir o link porque ele tá no Qcode aqui. Deixa eu ver se eu consigo abrir. Eh, aí pode ser um outro link interessante para compartilhar no chat de vocês. É um material muito bacana eh de assistência e promoção de saúde mental desenvolvido pelo pelo CEPS, né,
57:59 que eu comentei com vocês. Feixou. >> Eh, é tudo online, né? Eh, então tá perguntando de novo. É online? Eu posso eh apresentar esses aqui? Ele tá, eles estão abrindo os links. Eu posso apresentar novamente? >> Sim, pessoal. Eu vou apresentar aqui esse aqui é o de autolesão. Material muito bacana. Deixa eu colocar aqui. Ai, vocês estão vendo?
58:49 >> Sim. >> Esse de esse eu testei, ele abriu, tá? Eh, auto, se vocês colocarem autolesão não suicida, CEPS, eh, CEPS, também vocês vão conseguir acessar. Esse daqui é de prevenção do suicídio nas escolas. O que a equipe escolar pode fazer? E a sigla do CEPS, se vocês quiserem seguir também, é essa daí. Eh, a o @s_erp@usp. Os materiais estão todos aí também.
59:35 Essas duas cartilhas são ótimas. Esse essas duas eh tem relação direta com que vocês estão trazendo, tá? Deu para pegar, gente? Eh, então tem aqui as crianças e adolescentes estão imersos na imens imersos, né, na área da tecnologia, jogos eh então instabilidade emocional, de que forma a escola pode atenuar no ar nesse trabalho mesmo, conjunto coletivo de construção de de construção de
1:00:23 condições paraa promoção do desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais, né? Eh, hoje a gente precisa pensar na escola como esse espaço seguro para o desenvolvimento socioemocional das crianças e dos adolescentes, né? Eh, eu não vejo outro caminho que não seja esse de construção de condições favoráveis para o desenvolvimento dessas habilidades, né? Eh, e não tem uma uma resposta assim pronta, né? Então, são muitos desafios. A gente precisa pensar a escola como esse local de escuta, de acolhimento, que atenda essas demandas e que promova o desenvolvimento dessas habilidades, né? Então, a gente tá falando de desenvolvimento de empatia,
1:01:08 de assertividade, de civilidade, né, de eh de relações interpessoais que estão mesmo, né, num num cenário em que cada vez tá mais difícil de lidar com o outro, né? Então, a escola sendo esse espaço seguro de desenvolvimento já é o primeiro passo, né? E para isso as pessoas precisam se sentir confiantes, né? Por isso que entra a alta eficácia, né? precisam se sentir capazes, confiantes de que a instituição que elas estão é um local seguro para isso, né? Eh, por isso que eu ia e esse estudo que eu comentei com vocês, né, que a gente tá fazendo um estudo sobre saúde mental nas escolas, é o primeiro passo a entender, será que as pessoas se sentem capazes, né, de apoiar o bem-estar, elas
1:01:54 se sentem capazes de promover saúde mental? Esse é o primeiro passo. Ao se sentir capazes, aumentam as chances delas se comportarem a favor desse desenvolvimento socioemocional. É um caminho longo, mas é possível. >> Eh, até o Jean colocou aqui que o Conselho Tutelar tem que ser notificado, né? Eu acho que mais do que notificado, o Conselho Tutelar tem que ser parceiro nesse trabalho, né? >> Então, a gente tem conversado muito sobre isso, né? Na na implementação da lei, né? eh que o Conselho Tutelar podia, ele precisa estar trabalhando conosco nessas formações, inclusive, né, porque existem algumas notificações que elas viram punição, né, para os pais e a
1:02:40 gente consegue aí um uma aversão, né, um distanciamento e a gente acaba perdendo. Então é de fundamental importância, assim, é importante e fundamental, né, que o Conselho Tutelar seja eh parceiros, né? E aí até essa pergunta, né, Fabi, assim, os conselheiros, né, você podia pensar um uma proposta aí para que os conselheiros também passem, né, por esse tipo de por algum tipo de formação também, eh, para que a a as questões não fiquem só na notificação, né, assim, a notificação é o primeiro passo, mas que isso seja também eh uma uma condução, né, onde a gente possa então uma toda uma equipe, né, uma rede, uma rede forte forte em torno, né, eh, da escola, das famílias, né, da da
1:03:26 equipe e das crianças e dos adolescentes, né, então isso é extremamente importante, né? Então fica aí, né, a solicitação e também para extras extramuro, né, das escolas, mas para quem complementa aí, né, essa essa rede que atende os nossos os nossos alunos, né, os nossos estudantes de maneira geral, né? E a Mariele tá aqui colocando, né, que essa proposta é muito potente paraa formação da equipe escolar, pensando em apresentar para esse público novas formas de olhar, né, os alunos e cuidar e promover, né, eh, a saúde, eh, mental e integral, né, dos estudantes. Obrigado, Mariele. Eh, acho que que é isso. Não sei se tem mais alguma questão.
1:04:14 E essa esses materiais também, Fábi, depois se você puder disponibilizar ela aão. >> Eu vou fazer uma eu vou fazer uma >> tá tá de só. Eu vou acrescentar aí, eu vou acrescentar no nos slides, depois eu te mando, tá? >> Tá. Juliana, isso é um sonho para quem está no chão da escola. Se o Conselho Tutelar trabalhasse junto com a gente, seria maravilhoso, né? o trabalho iria fluir muito melhor e de forma mais efetiva. É, não tem como fazer psicologia escolar educacional sem contar com a rede, né? Talvez é isso que a gente precisa deixar muito claro paraas secretarias estaduais, municipais, né, que que isso não é não é assim, se quiser, né, não tem como. E é
1:05:01 isso que a gente vem conversando inclusive na comissão de orientação temática, psicologia escolar educacional, né, eh, porque senão a gente não tem como a gente não trabalhar com com essas com as redes, né? E aí tá tem a lei que tá vindo aí agora de 2024. Eu não guardo lei, mas tá aqui registrado, né? Eh, a lei da inserção do psicólogo assistente social tem que andar junto com essa lei, eh, que senão a gente não consegue trabalhar, né? Então, eh, eh, é uma rede, né? A Psicologia Escolar Educacional precisa trabalhar em rede. Isso precisa ficar muito claro, né, para nós, né, e pros gestores, eh, que estão conosco, né? Eh, a Gabriela tá perguntando qual o evento
1:05:46 formativo que vai ocorrer sobre atuação nas escolas. Eh, é o que a professora Fabiana Versute acabou de apresentar, Gabriela, né, sobre os primeiros socorros. Eh, não, a lei, essa lei é 3935, mas eu tô querendo lembrar a lei de de 24, de nova agora de 24, né, que é uma lei que vai falar justamente dessa proposta de redes, né? Eu não vou lembrar agora assim, mas eu tava lendo porque a lei 13935 ela é muito frágil, né? Ela tem pouquíssimos itens, né? Então essa outra lei que vem aí de saúde eh geral dentro do contexto, né? Então é muito é ampliar, né? Essa proposta aí para deixar claro inclusive pros nossos gestores né?
1:06:32 Eh, já foi realizado. Obrigada. Tá. Mais alguma coisa, gente? E vamos junto, né, pessoal? Espero todos vocês também amanhã na reunião da comissão de orientação temática às às 18 horas para conversarmos sobre esses tema e tantos outros que precisamos conversar e organizar. Mais uma vez eu queria agradecer a professora Fabiana Versute, né? Ela é muito acessível, viu gente? Então assim, é mais uma parceira que nós podemos contar, né? mesmo ela estando, né, em São Paulo e Ribeirão, eh ela tá conosco também aqui em Minas, então é uma parceria aí que que é muito importante, né? Então, agradecer mais uma vez e contamos com
1:07:17 essa parceria para que a gente possa eh fazer aí, né, toda a nossa articulação e a e o nosso trabalho aí que pode mudar a história de muitos adolescentes, né, e de muito da comunidade como um todo educativa, né? Então, muito obrigada. Queria agradecer, dizer realmente que eu tô à disposição. Eh, espero que tenha muitos mineiros e mineiras no curso. Vai ser ótimo contar com vocês e e poder continuar fortalecendo as boas práticas, né? Acho que esse é o nosso grande objetivo. Muito obrigada mesmo e sigo à disposição.
1:08:04 Então pessoal, boa noite