Breve Resumo
Este vídeo explora a sociedade cretense, também conhecida como minoica, abordando sua origem, localização geográfica, economia, história e sua influência na formação da civilização grega. O vídeo também discute a lenda do Minotauro e a destruição de Knossos, além de apresentar um panorama da moderna Creta, destacando seu turismo e economia.
- Origem e localização da civilização cretense.
- Desenvolvimento econômico e comercial, incluindo o Primeiro Império Marítimo.
- Influência na cultura e mitologia grega, como a lenda do Minotauro.
- História da ilha, desde os primeiros vilarejos até a anexação à Grécia.
- Panorama da moderna Creta, com foco no turismo e economia.
Introdução à Sociedade Cretense
O vídeo começa apresentando a civilização cretense, um dos povos que habitaram as ilhas do Mediterrâneo oriental, juntamente com os fenícios. Os cretenses foram responsáveis pelo Primeiro Império Marítimo, exercendo grande influência na formação do povo grego. A Ilha de Creta está localizada entre o norte da África e o sul da Península Balcânica, região que hoje corresponde à Grécia.
Influência Cretense na Cultura Grega
A sociedade cretense, ou minoica, teve um papel fundamental na formação da civilização grega. Os aqueus, os primeiros indo-europeus a chegarem à Península Balcânica, aprenderam com os cretenses a arte da navegação, técnicas agrícolas e padrões artísticos, religiosos e políticos. Essa influência é evidente nas primeiras manifestações artísticas e em mitos gregos, como a história do Minotauro, que se passa no labirinto do Palácio de Knossos, a principal cidade cretense.
A Lenda do Minotauro e a Destruição de Knossos
O vídeo aborda a lenda do Minotauro, um ser com corpo humano e cabeça de touro, que faz parte da mitologia grega. Segundo a lenda, Atenas enviava sete moças e sete rapazes para serem devorados pelo Minotauro em Creta, até que Teseu matou o monstro no labirinto. A lenda pode estar relacionada à destruição de Knossos em 1400 a.C. pelos aqueus. Na época, Creta era governada pelo Rei Minos, um título usado por diversos reis cretenses, que deu origem ao termo "minoica".
História e Economia da Sociedade Minoica
Antes da destruição de Knossos, a sociedade minoica mantinha intenso intercâmbio com Micenas, cidade fundada pelos aqueus na Península Balcânica. O início do povoamento de Creta é incerto, mas seus primeiros habitantes podem ter vindo da região mediterrânea ou da Ásia Menor. De 3000 a 2000 a.C., formaram-se pequenos vilarejos na ilha, cujos habitantes trabalhavam com metais e comercializavam com o Egito e as Ilhas Cíclades. A partir de 2400 a.C., os cretenses passaram a exportar bronze em grandes quantidades.
Apogeu e Declínio da Civilização Cretense
Entre 2000 e 1750 a.C., as cidades de Knossos e Festos alcançaram grande desenvolvimento. Por volta de 1750 a.C., uma catástrofe, possivelmente um terremoto, destruiu partes da ilha. Em 1700 a.C., a reconstrução foi iniciada, e o rei de Knossos se impôs sobre as demais cidades, estendendo seu domínio a outras ilhas. Os cretenses fundaram entrepostos comerciais em todo o Mar Egeu, construindo um verdadeiro Império Marítimo. Em 1400 a.C., Knossos foi destruída, provavelmente pela invasão dos aqueus, interrompendo o período de prosperidade e levando a sociedade cretense ao declínio.
Economia e Comércio Marítimo Cretense
Nas planícies da ilha, os cretenses cultivavam cereais, vinhas e oliveiras. Em contato com povos do oriente, desenvolveram habilidades para o trabalho com metais e cerâmica, produzindo vasos de grande aceitação no Mediterrâneo oriental. Como criadores do Primeiro Império Marítimo, construíam navios de até 20 metros de comprimento, utilizando madeira da própria ilha. Com essas embarcações, conquistaram o monopólio comercial no Mar Egeu e a exclusividade no transporte de cedro da Fenícia para o Egito. O comércio era intenso, com a venda de azeite, vinho e artigos de bronze, e a compra de minérios, marfim e perfume, utilizando trocas ou discos de bronze como precursores da moeda.
A Moderna Creta
A moderna Creta possui mais de 8.000 km² de superfície e cerca de 650.000 habitantes, de maioria Cristã Ortodoxa, e pertence à Grécia. Sua economia é impulsionada pelo turismo, devido aos inúmeros sítios arqueológicos que permitem conhecer e recontar os fatos abordados no vídeo. A indústria de alimentos também é expressiva. Entre os séculos IX e X, a ilha foi ocupada por povos de origem árabe, e no século XV passou a fazer parte do Império Turco-Otomano, sendo anexada definitivamente à Grécia em 1913.

