Gente que não tem o basico não deveria ter filho

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Breve Resumo

O vídeo aborda a questão de pessoas em extrema pobreza terem filhos sem condições de prover o básico, expondo a realidade de favelas e a dependência de auxílios governamentais. A autora compartilha suas experiências e observações sobre famílias que vivem em condições precárias, onde crianças são criadas por outras crianças, e o dinheiro é gasto em supérfluos em vez de necessidades básicas. Ela questiona se essas pessoas têm consciência das dificuldades que seus filhos enfrentarão e critica o sistema de auxílio governamental, que, segundo ela, não oferece suporte adequado e incentiva a dependência.

  • Pessoas em extrema pobreza não deveriam ter filhos sem condições de prover o básico.
  • A realidade das favelas e a dependência de auxílios governamentais.
  • Crítica ao sistema de auxílio governamental, que não oferece suporte adequado e incentiva a dependência.

Introdução

A autora inicia o vídeo expressando sua opinião de que pessoas sem condições financeiras para prover o básico não deveriam ter filhos. Ela justifica seu ponto de vista com base em suas vivências em uma favela, onde observa famílias com muitos filhos vivendo em condições precárias. A autora relata o caso de um casal com sete filhos morando em uma casa de dois cômodos, onde um filho cuida do outro, e a mãe está grávida novamente. Ela critica a falta de saneamento básico, a sujeira da casa e o fato de a mãe gastar o dinheiro que ganha em coisas desnecessárias.

Realidade da Favela e a Busca por Auxílio

A autora relata que muitas pessoas têm filhos para viver de auxílio governamental, dando o mínimo para as crianças, mas se considerando bons pais. Ela questiona se essas pessoas têm consciência da existência de uma vida melhor e critica a falta de saneamento básico, a proximidade com o tráfico de drogas e a falta de acesso a serviços de saúde adequados. Para ela, o básico é ter comida, escola digna e a possibilidade de proporcionar pequenos prazeres aos filhos, como levá-los ao shopping.

Reflexões Pessoais e Críticas

A autora compartilha que já foi criticada por expressar essa opinião, mas reforça que sua visão é baseada em suas experiências e no sofrimento que passou na infância. Ela não quer que seus filhos passem pelas mesmas dificuldades e, por isso, prefere não tê-los até ter condições de oferecer um bom convênio médico, escola particular e oportunidades de lazer. A autora critica a normalização da pobreza e da falta de condições para criar os filhos, questionando se as pessoas têm conhecimento de que existe uma vida melhor.

A Realidade Crua da Pobreza

A autora descreve a realidade de crianças que vivem em condições precárias, com roupas sujas e pais que não se importam com elas. Ela relata que um real para comprar um doce é a maior felicidade dessas crianças, pois os pais gastam o dinheiro em bares e não se preocupam com o bem-estar dos filhos. A autora expressa sua frustração por não saber como acabar com esse problema e pede a opinião dos espectadores.

Auxílio Governamental e Dependência

A autora critica o sistema de auxílio governamental, que, segundo ela, prende as pessoas em uma situação de dependência. Ela afirma que o auxílio é cortado caso a pessoa consiga um emprego, o que desincentiva a busca por melhores condições de vida. A autora denuncia que o benefício não é assistido e que muitas pessoas gastam o dinheiro em jogos de azar, inclusive perdendo o benefício por isso. Ela defende que o auxílio deveria ser acompanhado de suporte e incentivo para que as pessoas possam progredir.

Considerações Finais e Apelo à Opinião Pública

A autora reafirma sua opinião de que pessoas sem condições de prover o básico não deveriam ter filhos, pois muitas vezes não conseguem oferecer nem o mínimo necessário. Ela ressalta que seu problema não é com quem quer ter filhos, mas com quem vive na extrema pobreza e quer ter muitos filhos. A autora pede a opinião dos espectadores sobre o assunto e sobre possíveis soluções para minimizar esse problema, destacando que a discussão é importante para que ela possa aprender e compartilhar diferentes perspectivas. Ela finaliza o vídeo mencionando que a situação não se restringe apenas às favelas, mas também a pessoas que vivem em casas e apartamentos próximos, mas que não se importam com o bem-estar dos filhos.

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Transcrição

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0:00 Gente que não tem dinheiro para ter o básico não deveria ter filhos. Por que eu penso assim? Porque eu moro aqui no extremo leste numa favela. O que eu vejo de pessoas colocando um monte de crianças, vou contar uma história para vocês. Tem uma mulher que eu conheço, um casal, que que acontece? Eles têm sete filhos morando em uma casa de dois cômodos dentro da favela. Um filho cria outro filho, um filho cria outro filho. E pasmem, ela está grávida novamente. Aí você vira para mim e fala assim: "Ela não tem saneamento básico, a casa é horrivelmente suja porque ela não limpa a casa dela e aí ela ainda tem um emprego ainda, ela trabalha ainda. Para vocês entenderem, isso que é o mais engraçado. E todo o dinheiro que ela pega, ela compra besteira. Você vê ela

0:46 comprando um monte de lanche, um monte de coisa. E aí, tipo, coisas que não é paraa casa dela, não agrega na vida dela. Então, conhecendo esta mulher e olhando a vida dela e desse marido dela, que é um alcólatra, que fica o dia inteiro no bar, eu fiquei pensando, é, e uma criança cria outra criança e na cabeça dela tá tudo certo. Outras histórias que acontecem ao meu redor, eu fico pensando e olhando. Muitas pessoas pegam e isso tem filhos para viver de auxílio. Então, tem muitas pessoas que eu conheço que vive de auxílio e eles dão o menos que o básico, mas na cabeça deles eles são bons pais. Isso que eu fico pensando assim, é, será que eles não sabem? Por exemplo, na minha cabeça, tá, gente? Pode ser também que eu esteja errado, né? Vocês que sabem aí, é você que tem opinião contrária, que pobre

1:33 numa situação miserável dessa tem que ter filho, né? Que eu sempre mostro para vocês aqui na favela, eh, podem deixar o depoimento de vocês aí, né? Talvez alguém vá concordar com vocês também. Mas fiquem à vontade, tá? Eh, no meu pensamento é assim, ó. A pessoa não tem saneamento básico. O filho tem que ter eh, pelo menos um convênio hospitalar, né? Porque os hospitais aqui de onde eu moro é 12, 13 horas para você ficar na fila para pegar. É, você mora em frente, lugares que vem de droga, então quando seu filho sai, ele vai ficar te perguntando o que é aquilo, porque é o que tem de de biqueira aqui, onde eu moro, não tá escrito. Então, assim, o básico é eu não ter isso próximo de mim. Na minha visão, básico é ter comida para comer, é poder dar uma escola digna pro meu filho. Para mim, o básico é poder

2:19 levar ele em algum shopping, pelo menos uma vez por mês. É só isso. E parece bem pouco, né? Mas isso aqui ainda é muito, porque as pessoas não estão fazendo isso pelos filhos delas. Então eu acompanhando e eu vendo isso. E aí quando alguém me fala: "Ah, mas eu mesmo sou caçula de oito irmãos". E aí quando eu falo isso, tem pessoas que falam: "É, mas aí sua mãe não ia ter você. Meu Deus! Meu Deus, olha o pensamento da pessoa. Você não tá entendendo. Nós estamos numa nova era, num novo, numa nova época. Eu tive que sofrer muito para poder chegar aqui, estar gravando o vídeo para vocês. Comi comida do lixo, sofri para caramba e é ruim, é péssimo e eu não quero fazer isso com o meu filho. Então eu preferi não ter. quando eu tiver condições, que na minha cabeça é

3:05 ter convênio, escola particular, é poder levar meu filho para conhecer lugares, é poder chegar um final de semana e passar para ele não viver de benefício do governo. Então assim, tem pessoas que não, então as pessoas acham isso normal. Aqui onde eu moro, isso virou normal, sabe? eh, pobres querendo ter filhos sem condições nenhuma e na cabeça deles eles estão certo. Isso que eu fico pensando às vezes falo: "Caramba, será que ninguém contou que existe outra coisa, que existe uma vida melhor, né?" Então, esse é o meu pensamento sobre isso. Eu fiz um vídeo uma vez e apanhei muito sobre isso. Não, Rique, mas você tá errada. Eu vou lá no perfil da pessoa, a pessoa nem tem filho, a pessoa tem o é criada lá, mora com o pai e com a mãe e o pai e a mãe dela banca ela a vida inteira e aí ela vem contra mim. Não,

3:52 isso aí tá errado. Ela nunca pisou numa favela de verdade. E aí ela vem, não, isso aí não tem nada a ver. Aí se você pisar na favela e olhar o que eu vejo, porque os pais, muitos pais dentro da favela, os filhos, tem uma, tem criança que você olha o dia inteiro, ele tá dois, três dias com a roupa toda suja. Tem crianças aqui que você chega lá, você dá R$ 1 para comprar o doce, é a melhor felicidade delas, porque o pai não dá isso. O pai tá no boteco, a mãe já não tá nem aí pra vida e eles ficam fazendo filho. Então isso é, sei lá, e eu não sei como acabar com esse problema, eu não sei o que fazer. Se vocês tiverem alguma opinião, deixa aí nos comentários. Mas é meio que um desabafo. Então eu fico pensando assim, quando eu falei isso e eu fui olhar os comentários hoje, por isso que eu tô voltando nesse nesse tema, porque quando

4:39 eu falei que pobre não deverias ter filhos, as pessoas veiam me criticar, só que ninguém vem aqui ajudar ou ninguém vem aqui ensinar esses métodos para essas pessoas. Mas querendo ou não, todo mundo sabe, gente, é os métodos, né? Existe um monte de coisa hoje, preservativo, um monte de coisas que acontecem, só que essas pessoas parece que elas não querem saber disso. Então, elas vão fazendo filho e tem pessoas que t três, quatro filhos morando na favela e acha normal. Desculpa, eu não acho normal. Eu não acho normal, sabe? Porque eu sei o sofrimento que é. Eu sei o sofrimento. Eu sou caçula de oito irmãos e eu sei o sofrimento que eu passei. E não é legal. Não é legal. Ah, hoje você vai crescendo, você vai aprendendo, mas os traumas ficam. você começa a ter traumas, você começa a pensar assim. Então é muito louco, né? Hoje nós temos

5:26 que falar o básico para as pessoas e olha eu falando básico pras pessoas e meus vídeos é muito doido, porque às vezes eu fico pensando que não chega para as pessoas que moram aqui. Sabe por quê? Porque elas não querem esse tipo de informação. Quando elas vê esse tipo na capa, tipo assim, pobre não deveria ter filhos, elas já saem, elas não querem, porque elas sabem a realidade que elas têm, mas elas não querem ouvir isso. Então isso ela fica se fechando e aí vai acontecendo uma bola de neve, aí vai acontecendo a favela cheia de crianças e você olha, você fala: "Meu Deus, que tá acontecendo aqui?" e elas ficam de benefício. Uma cesta básica do governo, um um auxílio do governo, elas ficam presas nisso e elas não querem sair para produzir. Um dos problemas desse auxílio do governo, na minha visão, é assim, ó, que as pessoas

6:12 têm que receber aquilo ali, mas se ela arrumar um emprego, eles cortam. Não, já que você tá dando aquele auxílio, vai lá ver como que tá a vida daquela pessoa. Esse esse auxílio do governo aqui na favela, eu tô falando isso com toda afirmação, tá gente? Não, isso aí não acontece. Eu moro aqui, quem quiser desconfiar que vem aqui. Isso é realmente um vídeo de revolta. Então, o cara não pode arrumar emprego ali. A mulher não pode arrumar emprego se eles forem casados. Por quê? Porque senão corta. Não, vamos lá. Que que tá acontecendo? Ah, você arrumou o emprego, você quer melhorar? Que bacana. Vamos aqui continuar durante um tempo. Vamos te ajudar, vamos fazer isso aqui. Não, eles vão lá e corta. E esse benefício não é assistido, tá? O governo, ah, se o governo fala que é assistido, é mentira. Mentira. não é assistido. Eles dão esse dinheiro e as pessoas vão lá e faz o que

6:58 quer. Eu já vi gente jogando no joguinho, tanto que não, eu vi, acho que tem aí no no no Google, né? Se alguém que tiver achando que é mentira, tem no Google. Milhões, bilhões de reais foram gastos ano passado, se eu não me engano, em jogo de aposta. Olha que doido, do próprio benefício do Bolsa Família. Então, muitas pessoas foram cortadas do benefício por conta disso. Vocês sabiam disso? Eu falo porque eu ando na favela, porque eu moro na favela. E eu vejo muitas pessoas falando isso, pô. Só porque eu jogava no tigrinho, os caras cortou meu benefício. Olha que ponto chegamos. Porque querendo ou não, quem paga os impostos somos nós, né? Então não é uma coisa assistida, não é uma coisa que as pessoas estão ali acompanhando essas pessoas. Então eles só vão ali jogar ali para essas pessoas, migalha para essas pessoas e elas vão

7:44 acreditando que a vida é só aquilo. E eu sou contra a gente. Então assim, eh, pobre não deveria ter filho, pelo menos pessoas que não têm condições para dar o básico pro filho. Porque hoje eu olho as pessoas dando básico, elas não têm nem condições de dar o básico. Olha que louco. Se desse o básico, pelo menos, mas elas não dão nem o básico. Então não tem escola, não tem nada para criança. Se for comer, vai comer comidas ruins, porque ela vai comprar aquelas comidas mais baratas, porque ela não tem condições, mas ela tá fazendo filho em cima de filho. Então, meu problema aqui não é sobre quem quer ter filho, não. Meu problema é quem mora na extrema pobreza, igual eu vejo, igual eu vivo, e quer ter um monte de filho, sou contra. Então, não tem como. E se você apoia isso, desculpa, você tá em outro planeta. Porque se você vi aqui na favela e vê as condições dessas pessoas,

8:31 desses pais que falam que são pais e fica o dia inteiro no boteco vivendo de auxílio e e os botecos aqui final de semana é lotado. Então assim, olha que ponto chegamos. E aí você vê que aquelas pessoas são as pessoas que vão lá na internet xingar, elas vão lá defender coisas que elas nem sabem que estão defendendo. Então é muito complexo isso daí. Mas a minha visão é essa. Eu sempre vou trazer minha vida aqui. O que eu vivo no dia a dia, às vezes eu vou trazer uns assuntos mais forte. Mas eu queria trazer isso para vocês e vocês deixa a sua opinião. Vocês acham que pobres na nessa situação financeira ruim que tem aqui, você acha que tem que ter filho? O cara que mora na favela, o cara que mora num barraco, que tem um monte de filho, você acha que deveria ter filho? E qual a sua opinião para acabar com isso ou para minimizar isso? Eu vou

9:17 deixar aí aberto os comentários, vocês deixam a opinião de vocês, porque isso me ajuda para caramba e eu quero também aprender com vocês. Cada pessoa tem a sua opinião, né? Eu, como tenho o meu canal, quero trazer minhas opiniões e aprender também todo dia, mas o que eu vejo é meio que revoltante. Então, eu queria trazer esse pensamento para vocês, sabe? E não é só gente que mora em favela não, viu? Eu tô vendo pessoas que moram em casa aqui, moram em apartamento aqui próximo de mim e eles não estão nem aí pros filhos, tá? Eles não sabem a alimentação que dá pros filhos. o as crianças estão ficando doente, eles não têm dinheiro para comprar remédio. Eu vejo isso todo dia, gente, é muito triste. Então, eu queria trazer um vídeo assim e ter de vocês uma opinião formada de vocês. Que que vocês acham sobre esse assunto? Pobre nessa situação deveria ou não ter filho? Deixa

10:05 aí nos comentários. Muito obrigado, até o próximo vídeo e tchau.

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