HELMINTOSES EMERGENTES NO BRASIL

Breve Resumo

Este vídeo é um webinário da Sociedade Brasileira de Parasitologia sobre helmintos emergentes, com foco em casos recentes no Brasil e sua relação com alterações ambientais. As apresentações abordam o caráter zoonótico de helmintos em animais silvestres e domésticos, e a importância do estudo das parasitoses emergentes para atingir os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU.

  • Caráter zoonótico de helmintos em animais silvestres e domésticos.
  • A importância do estudo das parasitoses emergentes para atingir os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU.
  • Medidas de controle e prevenção de doenças parasitárias.

Apresentação e Introdução ao Tema

O professor Diego da Universidade Federal do Paraná, junto com a Dra. Eliane e a Dra. Ju Cleide, introduzem o tema do webinário: helmintos emergentes. Ele destaca a relevância do tema devido ao aumento de casos no Brasil e no mundo, muitas vezes associados a alterações ambientais. O professor também menciona a importância de melhorias no diagnóstico e documentação para o estudo dessas parasitoses.

Localização e Características da Área de Estudo

A Dra. Eliana Batista de Oliveira, da Universidade Federal de Catalão, Goiás, apresenta a região onde realiza suas pesquisas. Catalão está localizada no sudeste de Goiás, em uma região de Cerrado que está sendo devastada para a prática da agricultura. Essa devastação leva a um contato cada vez maior entre humanos e animais silvestres, aumentando o risco de parasitoses emergentes.

Parasitoses Emergentes e a Agenda 2030 da ONU

A Dra. Eliana discute a relação entre as parasitoses emergentes e a agenda 2030 da ONU. Ela destaca que, embora as parasitoses emergentes não sejam classificadas como doenças negligenciadas pela Organização Mundial da Saúde, elas são negligenciadas de certa forma devido à falta de conhecimento. O papel da parasitologia é detectar casos, realizar o controle e publicizar os dados.

Estudo de Parasitos em Animais Silvestres

A Dra. Eliana explica como surgiu o interesse em estudar parasitos de animais silvestres. Em colaboração com um grupo de pesquisa que acompanha mamíferos do Cerrado, ela analisa animais atropelados e coleta fezes para identificar parasitos. Um dos casos estudados foi o do conepatus amazonicus, a jaritataca, onde foram identificados três gêneros de parasitos.

Identificação de Parasitos em Conepatus Amazonicus

A Dra. Eliana detalha os parasitos encontrados na jaritataca: espirômetro, protenor e falopa. Ela chama a atenção para o espirômetro, que pode causar esparganose humana. O protenor é um acantocéfalo que se fixa na parede intestinal do hospedeiro. A falopa não tem sido relatada em casos humanos.

Análise de Parasitos em Lycalopex Vetulus (Raposa do Mato)

A Dra. Eliana apresenta os resultados da análise de parasitos em raposas do mato. Foram encontrados ancilóstomo, protenor e ovos de tênia. A presença de ancilóstomo sugere contato com cães domésticos. A identificação de ovos de tênia é preocupante, pois indica que as raposas estão atuando como hospedeiros definitivos.

Ciclo de Vida do Espirômetro e Risco para Humanos

A Dra. Eliana explica o ciclo de vida do espirômetro e o risco de esparganose humana. O homem pode se infectar ao ingerir crustáceos ou outros hospedeiros intermediários contaminados. A larva pode se alojar em diversos tecidos, causando problemas como lesões nos olhos, musculatura e sistema nervoso central.

Acantocéfalos (Protenor) e Falopa: Riscos e Casos de Infecção

A Dra. Eliana discute os riscos associados aos acantocéfalos (protenor) e à falopa. Embora as infecções por protenor sejam raras em humanos, elas já foram registradas em primatas não humanos. A falopa também apresenta um potencial zoonótico.

Ovo de Tênia em Raposas e o Risco de Cenurose

A Dra. Eliana aborda a questão do ovo de tênia encontrado nas fezes de raposas. Se for tênia multiceps, há um grande risco de cenurose, uma doença causada pela presença da larva em diferentes tecidos do corpo, incluindo o sistema nervoso central e os olhos.

Reflexões Finais e Agradecimentos

A Dra. Eliana conclui sua apresentação com reflexões sobre os riscos de infecção por diferentes parasitos e a importância de medidas de controle. Ela agradece à Sociedade Brasileira de Parasitologia, à Universidade Federal de Catalão e aos colaboradores do projeto.

Introdução à Angiostrongilíase e Moluscos Vetores

A Dra. Ju Cleide Ramos de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz, inicia sua apresentação sobre angiostrongilíase, uma parasitose emergente negligenciada. Ela destaca a dificuldade no diagnóstico e a falta de conhecimento sobre os riscos associados ao consumo de moluscos. O laboratório de referência nacional para esquistossomose e malacologia recebe amostras de moluscos de todo o país para análise parasitológica.

Moluscos de Importância Médica e Ambientes Sinantrópicos

A Dra. Ju Cleide explica que, embora as pessoas associem moluscos a frutos do mar, a preocupação maior está nos caracóis terrestres, lesmas e caramujos aquáticos de áreas sinantrópicas. Esses moluscos estão adaptados a ambientes urbanos e se beneficiam da presença de resíduos e roedores, criando um ambiente propício para o ciclo de vida dos parasitos.

Angiostrongilíase Abdominal e Meningite Eosinofílica

A Dra. Ju Cleide detalha as duas principais formas de angiostrongilíase: a abdominal, causada pelo Angiostrongylus costaricensis, e a meningite eosinofílica, causada pelo Angiostrongylus cantonensis. Ela explica que o A. costaricensis é mais comum em áreas rurais, enquanto o A. cantonensis infecta várias espécies de caracóis e lesmas.

Casos Humanos de Angiostrongilíase e a Importância da Informação

A Dra. Ju Cleide apresenta casos humanos de angiostrongilíase que ganharam destaque na mídia, incluindo um caso de um australiano que ficou tetraplégico após consumir lesmas e um caso recente no Rio de Janeiro por consumo de pomáceas. Ela enfatiza a importância da informação para evitar situações como essas.

Achatina Fulica: Características e Dispersão

A Dra. Ju Cleide descreve a Achatina fulica, um caracol africano que se adaptou facilmente a diversos ambientes e se tornou uma praga em muitos países. Ela explica que a A. fulica é hermafrodita e se reproduz rapidamente, o que contribui para sua dispersão. A espécie foi listada como uma das 100 piores espécies invasoras do mundo.

Dispersão da Achatina Fulica no Brasil e Casos Relacionados

A Dra. Ju Cleide informa que a Achatina fulica já está presente em todos os estados do Brasil. A dispersão ocorre principalmente através do transporte de insumos agrícolas. Ela menciona um caso de angiostrongilíase abdominal relacionado à infestação de uma lesma chinesa em vinícolas no Rio Grande do Sul.

Ciclo de Vida do Angiostrongylus Costaricensis e Formas de Infecção

A Dra. Ju Cleide explica o ciclo de vida do Angiostrongylus costaricensis. Os roedores são os hospedeiros finais, e os moluscos são os hospedeiros intermediários obrigatórios. Os humanos são hospedeiros acidentais e se infectam ao ingerir moluscos crus ou alimentos contaminados.

Sintomas e Diagnóstico da Angiostrongilíase Abdominal

A Dra. Ju Cleide descreve os sintomas da angiostrongilíase abdominal, que incluem eosinofilia, febre, anorexia, enjoos e vômitos. O diagnóstico é difícil e geralmente envolve exames de imagem e histopatológicos. Não é recomendado o uso de anti-helmínticos, pois podem causar migração errática do parasito.

Ciclo de Vida do Angiostrongylus Cantonensis e Manifestações Clínicas

A Dra. Ju Cleide explica o ciclo de vida do Angiostrongylus cantonensis. Os roedores são os hospedeiros finais, e os moluscos são os hospedeiros intermediários. Os humanos se infectam ao ingerir moluscos crus, alimentos contaminados ou hospedeiros paratênicos. A infecção causa meningite eosinofílica, com sintomas neurológicos.

Ambientes de Ocorrência dos Moluscos e Casos de Meningite Eosinofílica

A Dra. Ju Cleide discute os ambientes onde os moluscos são encontrados, incluindo áreas urbanas próximas a áreas de preservação. Ela menciona um estudo realizado em uma comunidade vizinha ao Parque Estadual da Pedra Branca, no Rio de Janeiro, onde foram encontrados moluscos infectados. Ela também apresenta casos de meningite eosinofílica relacionados ao consumo de moluscos.

Diagnóstico e Tratamento da Meningite Eosinofílica

A Dra. Ju Cleide aborda o diagnóstico da meningite eosinofílica, que envolve a contagem de eosinófilos, PCR em tempo real e Western blot. O tratamento é focado na redução dos sintomas, e o uso de anti-helmínticos não é recomendado. Ela menciona um caso curioso de três pacientes que desenvolveram meningite eosinofílica após participarem de um ritual religioso onde foram orientados a ingerir lesmas.

Investigação de Moluscos no Rio de Janeiro e Medidas de Controle

A Dra. Ju Cleide apresenta um estudo recente que investigou moluscos em duas mesorregiões do Rio de Janeiro, onde foram encontrados diversos municípios com positividade para Angiostrongylus cantonensis. Ela discute a importância de campanhas de conscientização e medidas de controle para conter as infestações.

Profilaxia e Agradecimentos

A Dra. Ju Cleide enfatiza a importância da profilaxia, que inclui não ingerir moluscos crus e higienizar os alimentos com água sanitária. Ela agradece à Sociedade Brasileira de Parasitologia, à equipe do laboratório e a todos que assistiram à apresentação.

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Transcrição

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0:17 bom para mim não entrou ainda e para vocês agora sim Olá boa tarde a todos sejam bem-vindos ao terceiro webinário da Sociedade Brasileira de parasit ol olia eu sou o professor Diego da Universidade Federal do Paraná e junto com duas pesquisadoras a dout Eliane e a Dra Ju Cleide na tarde de hoje a gente vai conversar sobre um tema bem relevante bem importante as elum minos emergentes inclusive com novos casos recentes em nosso país eh eu as apresentarei então no momento oportuno mas de antemão já gostaria de agradecer a Sociedade Brasileira de parasitologia por abrir esse importante espaço de debate de

1:03 discussão especialmente para os novos cientistas os jovens parasitas Ele é bem relevante esse webinário nós teremos então uma apresentação da dout Eliana primeiro com 30 minutos depois mais 30 minutos com a d Ju Cleide e mais meia hora de debate Ah temos pesquisadores então na tarde de hoje de três estados de do Estado do Rio de Janeiro Paraná e Goiás todosos biólogos um biólogo duas biólogas mas antes de iniciar eu tenho alguns informes O primeiro é que a lista de presença entrará no chat então é importante acompanhar pelo chat porque depois eh mediante assinatura né de preenchimento desse formulário serão

1:49 gerados os certificados caso a transmissão caia a gente vai retornar e também um segundo aviso para todos que trabalham na área de da parasitologia que atuam ah na área da parasitologia ou mesmo aqueles que apreciam essa ciência fica o estímulo para que façam então ah para que se associem à nossa sociedade Isso é uma forma importante de valorizar e fortalecer a nossa área e por fim reforçar o convite para participação na próxima edição do Congresso Brasileiro de parasitologia que ocorre eh na cidade de Salvador o ano que vem em abril de 2025 dito isso então vamos dar início ao nosso webinário com a temática das

2:36 elitos emergentes eh elas são assim enquadradas por diversas razões h quando por exemplo nós temos uma expansão do número de casos né Eh casos novos recentes no Brasil e no mundo estão diretamente muitas vezes associadas às alterações ambientais fato que todos nós estamos sujeito e vivenciando nos tempos atuais muitas vezes a gente pode ter a introdução de uma espécie exótica que pode atuar por exemplo como um hospedeiro intermediário de determinadas parasitoses e também tem uma relação com melhorias no diagnóstico na documentação entre outros então acho que vai ser uma discussão muito rica eu vou apresentar agora então a dout Eliana Batista de

3:23 Oliveira ela é bióloga mestre e Doutora em imunologia e parasitologia aplicadas pela Universidade Federal de Uberlândia atualmente Ela é professora titular da Universidade Federal de Catalão Goiás e tem várias abordagens de pesquisa mas como temática principal de atuação o diagnóstico e prevenção de doenças parasitárias educação em saúde de doenças infecciosas e parasitárias e também trabalha com El minos de vários tipos de animais entre eles os silvestres Muito obrigado D Eliana passa a palavra para ti Muito obrigada Diego é um prazer tá aqui eh participando dessa terceira Edição né

4:10 do webinário e e assim eu me lembro que quando eu ingressei assim na na parasitologia na graduação ainda né acho que lá 2002 mais ou menos e nessa época eu eh eu já participava dos seminários da sociedade que os a tinham alguns polos eh em diferentes universidades do país e lá na Universidade Federal de Uberlândia a gente tinha também esse esse era um polo né minha orientadora já é aposentada pela Universidade Federal de Uberlândia professora Júlia Maria Costa Cruz né é uma vez orientadora sempre orientadora né mesmo aposentada me

4:58 orienta até hoje né eu tiro eh muitas dúvidas com ela e eu participei então vejo a importância eh desses seminários e agora Nessa versão webinário né para toda a comunidade acadêmica específica de cada Universidade então é muito bom agradeço a sociedade Agradeço a todos né e queria falar um pouquinho da como você falou né aqui na universidade a Universidade Federal de catalã Universidade nova Então na verdade super nova né então a gente tem não tem tantos assim a o recurso Realmente nós estamos construindo uma universidade né mas o que o que de um lado a gente tem de problema do outro a gente tem um campo

5:44 enorme né com muitos objetos de estudo que a gente pode pode desenvolver e o que apareceu pra gente recente foi a dois 3 anos atrás foi a questão do controle parasitário en mais silvestres né que eu quero apresentar e falar aqui um pouquinho para vocês Tá bom então já eh me apresentei né vou falar um pouquinho do caráter zoológico de El minos de animais silvestres aqui eh especificamente na nossa região eh bom então onde est onde estou né onde estamos aqui em Catalão na Universidade Federal de Catalão eh nós estamos no sudeste do Estado de Goiás né Então essa região amarelinha aí

6:30 região Sudeste do Estado de Goiás e eh nessa especificamente nessa região nós estamos na microrregião de Catalão né então a o nosso município aqui nomeia essa microrregião então é é composto por 11 municípios e o maior município é Catalão né ah e devido a essa importância né Eh de localização foi aberto aqui em 82 um o campus fora de sede da UFG né então desde 82 existe eh a a esse campus universitário aqui em 2018 nós ganhamos emancipação né então por isso que eu falo que eh nós somos uma universidade agora classificada como Supernova né

7:16 Existem várias supernovas no país e nós somos uma e Então existe um um campo imenso de de oportunidades eh de pesquisa essa região né que a região de Catalão a principal característica Econômica aqui né economia gira em torno das mineradoras e do Agro né do agronegócio eh Então a gente tem o quê a a o desmatamento de várias áreas do serrado né então o nosso bioma eh passar aqui T passando no computador então Eh nós a nossa região né se encontra no Bioma Cerrado Então essa região ela está sendo devastada para a

8:02 a a prática da Agricultura né E com isso nós estamos entrando cada vez mais em contato com a a vida Silvestre né os animais silvestres esse contato mais íntimo e o serrado eh Tá ali tá aqui em rosa né ele ele é um bioma eh Central né Ele tá em contato aí com eh outros quatro biomas né s tá fazendo contato aí com com com o Pampa eh então ele é uma região de transição também ele é um Bioma de transição eh ele é o segundo maior bioma brasileiro e ele é considerado esse hotspot de

8:48 biodiversidade então o que que é isso né a gente escuta muito falar de Hotspot de de biodiversidade Ou seja é uma área onde tem uma grande diversidade de vida animal eh vegetal enfim mas que também é uma área muito ameaçada isso coloca as espécies eh em alerta para questão de de extinção bom se nós temos uma grande diversidade de de vida animal e nós temos cada vez mais esse efeito borda ou seja a gente tá cada vez mais diminuindo a o tamanho dessa área né e eh essa região limítrofe

9:33 entre uma área Florestal e uma área urbana nós estamos diminuindo né isso faz com que a gente entre cada vez mais em contato com esses animais eh silvestres bom e onde entra a parasitose emergente as parasitoses emergentes nessa história né Eh como a gente fala aqui o serrado voltando um pouquinho eh esse efeito borda né ele ele está sendo eh ocasionado por quê construção de rodovias o nosso bioma é característico né às queimadas naturais e nós também temos As queimadas eh eh criminosas né e

10:20 o desmatamento pelo Agro e agora assim recentemente né surgiu aí a a caça eh por lazer né não não classifico como esportiva né eu eu acredito que essa caa realmente é é um lazer né E aumentou popularizou então aumentou mais ainda esse efeito borda e o contato né do ser humano com essa vida animal silvestre eh em relação às parasitoses emergentes onde é que ela entra nisso bom nós temos uma agenda cumprir né 2030 tá batendo aí na porta em 2015 nós falamos que nós íamos atingir esses 17 objetivos né então a Organização Mundial de Saúde firmou esse compromisso então 2030 tá

11:05 chegando eh em relação à parasitologia Qual que é o nosso papel né em relação a essa agenda 2030 né dos odss é a o combate de algumas doenças tidas como negligenciadas né classificadas como negligenciadas pela Organização Mundial de Saúde nós não temos as parasitoses emergentes em nenhuma dessas né Eh mas serve de alerta por quê Porque a as parasitoses emergentes elas podem não ser classificadas como doenças negligenciadas pela Organização Mundial de Saúde Mas ela é negligenciada de certa forma porque nós não temos conhecimento né então eu acho que o nosso papel aqui na parasitologia é o quê eh detectar né Eh os casos fazer o

11:54 controle publicizar esses dados eh ver quem Quem são né determinar al estudar determinar Quem são os hospedeiros intermediários os hospedeiros definitivos né os possíveis hospedeiros intermediários e tentar fazer esse controle né Eh então eu vejo o estudo das parasitoses emergentes né como um tendo um papel Central eh no pra gente atingir esses ods né Então as parasitoses estão aí no objetivo um no objetivo do né no objetivo 14 no objetivo 16 enfim eh bom e é preocupante né porque a gente

12:42 viu né que existe esse contato muito muito íntimo né Cada Vez aumentando mais em relação à fauna Silvestre a fauna doméstica os seres humanos Então a gente tem que pensar também como a característica Econômica aqui da região está concentrada no agronegócio eh nós temos pessoas vivendo perto de região de Floresta região de Mata eh e não os seres humanos não estão sozinhos né a gente tem também os animais domésticos eh entende-se como animais domésticos não apenas o cão o gato mas também ah eh gado né então a vaca o porco Enfim então nós temos esse contato e isso

13:30 traz um potencial zoonótico para essas parasitoses que podem estar atingindo os animais silvestres né eles podem estar sendo contaminados por algum parasito de um animal doméstico ou de ser humano ou o contrário né então nós temos esses esses três pontos aí fauna Silvestre fauna doméstica e seres humanos como um sendo um ponto de risco pro outro né Porque eh a os três palestrantes aqui são biólogos né então a gente caracteriza que Tod as espécies são importantes né desde a menor desde a menos complexa até a mais complexa né então Todos Todas estão ali juntas eh e tem a sua importância eh e mas o risco de transmissão desses patógenos para os seres humanos tá sendo

14:15 negligenciada o que nos difere ali dessas dessas três espécies é que nós somos a espécie pensante né então Eh nós temos que ah estudar reconhecer saber o que está acontecendo e e e traçar as medidas de controle eh mais eficazes bom como surgiu como fi parar né na estudando parasitos de animais silvestres bom nós temos um grupo aqui né de de professores né tem um programa de mamíferos do serrado ele é encabeçado aí pelo Professor Frederico gésio Lemos e ele eh faz faz esse controle dos mamíferos aqui né

15:00 então Eh algumas reservas ele faz esse acompanhamento né e coleta materiais coleta fezes enfim e às vezes o que que ele faz também ele recolhe Esses animais que são atropelados isso é feito por outros grupos de pesquisa no país né Eh o animal foi atropelado o animal já já tá morto né então a gente pode trazer ele pro laboratório pra universidade e fazer diversas pesquisas e foi isso esse foi o caso de ah do conepatus amazônicos e o conepatus ele é a jaritataca né Eh ou C gambá nome popular conhecido é aquele gambazinho do desenho né Eu costumo e tentar exemplificar para

15:48 as pessoas que não conhecem então ele tem um hábito noturno né ele é onívoro Isso é uma característica importantíssima né então ele não é muito seletivo como um carnívoro um bío então ele se alimenta de uma forma mais Ampla e isso aumenta as chances de de se infectar né Ele é adaptado as áreas perturbadas né essas áreas que são devastadas é um grupo pouco estudado e uma característica é aquele odor né então ele tem uma glândula perianal bem desenvolvida que produz uma substância eh com cheiro muito muito forte eh o conepatus ele foi estudado aqui para saber os hábitos alimentares né O que que ele tava comendo e quando os os os

16:33 biólogos né os zoólogos abriram ali a o trato gastrointestinal viram muitos parasitos né e surgiu o interesse de identificar esses parasitos então é isso que nós fizemos né então nós conseguimos identificar três gêneros bom os dados mais mais próximos que nós conseguimos de espécie né de uma identificação específica foi um trabalho realizado no Pantanal né então o Pantanal ele ele é sim um um um bioma que faz ali eh eh fronteira com o serrado mas da nossa região especificamente ele tá um pouco distante né Nós estamos mais próximos da Mata Atlântica por exemplo então Eh Nós

17:20 preferimos fazer o quê identificamos o gênero né Eh nós temos uma outra equipe aqui também que nós vamos trabalhar que da professora Adriana Adriana Freitas Neves que ela vai Ela é professora de genética né E ela vai fazer a caracterização molecular desses desses três gêneros né pra gente conseguir falar realmente Qual espécie a gente já tem aqui que espécie que é né mas pra gente poder publicar tem que ser uma coisa eh bem bem bem certa então nós encontramos o espirômetro eh protenor e falopa bom chamo atenção para esse primeiro gênero espirômetro porque ele pode causar

18:06 esparganose humana né então ele está presente eh no no no intestino eh de conepatus E então é o hospedeiro definitivo né e ele pode e infectar o homem como hospedeiro eh intermediário e espirômetro é um eu minto né então quando nós nos infectamos nós podemos ter a forma de larva se alojando em em diversos tecidos né pode ser no olho pode ser na musculatura até no sistema nervoso central né ah protenor protenor é um acantocéfalos né esse acantocéfalos o que que o que que ele tem uma probóscide né que ele consegue é no

18:52 momento da alimentação Essa probó ela sai do corpinho por isso que ele é bem enrugadinho né E ela tem tem vários espinhos né esses espinhos eles servem para quê para grudar na parede intestinal do hospedeiro definitivo no caso de conepatus eh e encontramos também falopa né conseguimos identificar também falopa protenor falopa é especificamente não tem sido relatado casos eh em primatas humanos né protenor Nós somos tados por alguns acantocéfalos mas com com com infecções al resolutivas né E fiz a lóra eh não tem casos né bem raros e também

19:40 autor resolutivos e nós fizemos também uma análise em outro mamífero do serrado que agora um canídeo né que é lical opex vulos que é a nossa raposinha né Raposa do Mato do campo ou raposinha a raposinha inclusive ela é mascote aqui da Universidade Federal de Catalão tá então ela muito bonitinha muito comum aqui né e tá muito próximo né de áreas urbanas tem o hábito noturno ou crepuscular né e é um canídeo pequeno de porte pequeno tá que que nós encontramos na raposinha

20:26 aí aí a gente eh eh eh fecha né muitas coisas encontramos ancilóstomo né um ovo de ancilóstomo aí o primeiro eh já já já é conhecido né ancilostoma é um é um gênero conhecido de parasitar cães né então is seja não é não foi tanta surpresa assim pra gente o que a gente imagina é o quê que esses essas raposinhas TM contato por exemplo com cães do domésticos né estão sendo infectadas Então esse contato próximo do animal doméstico como animal silvestre também é um potencial de risco pro ser humano encontramos protenor também então

21:14 únic o parasito que se repetiu né protenor lá no conepatus e aqui na raposinha né então lá no na jaritataca e aqui na raposinha e encontramos um ovo de tênia né que nos deixa muito preocupados né então nós estamos vendo que se ó estamos encontrando ovos né temos verme adulto no intestino desses animais silvestres então eles estão classificados como hospedeiros definitivos o que a gente sabe no processo adaptativo né em relação às infecções eh parasitárias é que o hospedeiro definitivo ele é sempre bem específico né porque é onde o o parasito vai desenvolver o seu ciclo eh sexuado né no caso de hitos eh o que tem

22:02 uma gama né O que varia muito são os hospedeiros intermediários e isso aí é um risco né pra gente porque se a gente eh exerce o papel de hospedeiro intermediário de uma infecção por tênia né Nós podemos ter também a forma de larva em diferentes tecidos tá do nosso corpo eh a gente vai falando antes dos slides né o professor tem essa tem essa questão uma coisa vai puxando a outra a gente fala esquece de passar os slides né bom o que que acontece eh nós tivemos eh nós fizemos dois processos de análise né Não vou falar aqui metodologia específica mas dois dois métodos de análise então lá na na na na jarita ataca nós analisamos nós

22:49 tivemos o verme em mãos né ah a para poder analisar o indivíduo adulto então analisamos eh utilizamos vários artigos da literatura para poder identificar né encontramos fêmeas aí a gente abria a fêmea vha aquele tanto de ovos identificamos os ovos então Eh nós fizemos isso em relação a a charit taca que também tinha material guardado de lavagem intestinal eh já na raposinha não foram apenas fezes coletadas e essas fezes elas foram coletadas sem intenção de pesquisa parasitológica então elas não foram coletadas de uma maneira eh apropriada

23:35 paraa análise né elas foram conservadas em alco 70 aquelas que às vezes nem estavam conservadas e mesmo assim nós achamos eh formas evolutivas parasitárias né achamos ovos isso é indicativo de quê que a gente tem que grudar nesse grupo de pesquisa né ah e acompanhá-los durante a a coleta de dados e par parpar da coleta de Fases né armazenar adequadamente essas fases pra gente poder ver realmente a quantidade de parasitos que estão aos quantidade variedade né nos animais silvestres então aqui de novo falei o que que nos permitiu né identificar esses parasitos no caso de espirômetro que a gente achou na na jarita taca esse corpo dividido em proglotes né jovens maduras grávidas os

24:23 ovos bem característicos também eles são elípticos esses polos assimétricos isso é característica que nos permitiu identificar tá bom eh bom e o ciclo de de espirômetro é é o que nos preocupa porque ele vai causar sim uma doença no homem né ele vai causar esgan que é a presença da larva em em diferentes tecidos do corpo então começa que esse ciclo do CDC tá com animais domésticos né mas a gente tá vendo que na verdade nós temos a a jaritataca né Eh que H felídeo inclusive né não é nem um canídeo nem um fel um felino exercendo esse papel de hospedeiro definitivo Então vai eliminar os ovos

25:11 esses ovos vão ganhar o ambiente aquático né Rios enfim pequenas pequenas eh coleções de água pode infectar algum crustáceo né E esse Então seria o hospedeiro intermediário primário depois nós temos os hospedeiros intermediários secundários eles vão eh ingerir né esses hospedeiros intermediários primários e aqui são hospedeiros intermediários primários e secundários por quê Porque a gente tem modificação da forma evolutiva para esta área né a larva tem uma transformação tá bom eh diferente do hospedeiro paratênico que nós vamos ver mais para frente né que a forma evolutiva continua

25:56 a mesma ah e o hospedeiro definitivo pode se contaminar ingerindo o hospedeiro intermediário secundário bom Fechou o ciclo onde que o homem entra para bagunçar tudo isso né o ser humano entra ele pode se alimentar de crustacios que é o hospedeiro eh intermediário primário ou pode se alimentar de um hospedeiro intermediário secundário ele vai se tornar o é importante né a gente ter noção que o hospedeiro definitivo ele é mais

26:42 específico pro parasito né Ele é mais importante porque ali que é realizado o ciclo sexu né reprodução eliminação dos a a dispersão dos descendentes né Eh deixa eu passar aqui parece que a internet a bom lembrando novamente né falando da mesma espécie espirômetro que nós Aquele plateo que nós encontramos lá no intestino da jaritataca eh O que que ele pode causar por ser humano bom nós vamos fazer papel de hospedeiro intermediário secundário como a gente pode se alimentar por um peixe por rã o inseto que às vezes contaminou algum cereal ou quem tem o hábito de realmente comer insetos né enfim e nós vamos ter o

27:29 desenvolvimento dessa larva aqui nesse slide a gente tá vendo uma larva é migrando na pleura né então diferentes tecidos pode ter na região do Ouro enfim tá então é um problema região do cérebro também é um problema bom nas duas na nos dois eh eh animais silvestres que a gente estudou já vitat tá aqui na raposinha nós encontramos a presença desse acantocéfalos né Eh protenor um parasito aí a imagem bonita gente nossa que parasito assim brilhoso enrugado né um monstrinho ali e aí nós conseguimos aqui na primeira imagem eh emergir aí essa proboste né a gente conseguiu ver todos os os

28:17 os os espinhos né os arulhos na probó eh e o ovo o ovo também característico Então tinha uma fêmea abrimos a fêmea mar de ovos ali na placa de Petre eh o ovo ele tem três membranas a externa ela é mais espessa e mais rugosa né então a lateral Parece que tem uma imagem negativa nas nos polos né característico também para identificar o gênero bom eh Aqui nós temos a como ocorre a infecção né esse ciclo do CDC não é de protenor é um outro acantocéfalos que parasita o homem né então isso mostra o quê que o ser humano daqui algum tempo Talvez

29:05 possa ser um hospedeiro eh intermediário em potencial né Eh Lembrando que nesses casos nós temos o problema da larva né Eh as parasitoses emergentes também um ponto que a gente tem que que levar em consideração é que durante o processo adaptativo né parasito hospedeiro nós tivemos tempo de a de mature nosso sistema imunológico né tanto para uma modulação imunológica quanto pra nossa defesa uma parasitose Emer emergên é uma coisa nova né então se a gente tem uma larva E caminhando aí pelo nosso corpo né e nós não temos assim o nosso poderoso S imunológico para nos auxiliar isso

29:52 realmente nos assusta um pouco eh bom protenor coloquei aqui né que qual que é o perigo né talvez a gente ingerir algum algum inseto né é muito comum esse acant outros acéfalos a a contaminação humana é isso né insetos artrópodes que ficam ali nos cereais armazenados tá e mas enfim nós não temos um um um grande risco em relação a protenor por agora né e achamos também no intestino da jaritataca falopa um parasito também que eu achei

30:39 belíssimo não conhecia né ele tem essa cutícula espessa estreada né bem brilhosa e tem o pseudo lábio né ele tem esse colar encefálico e tem o pseudo lábio tem três lábios Então realmente é um parasito fácil de identificar quando você tem a forma adulta né bom eu esse ovo o ovo que a gente achou não tava um ovo fácil de identificar eu sei porque a gente retirou da da do Verme né que é o ovo de faló né ele assemelha muito com ovo de ancilóstomo tá bom E aqui nós temos também alguns casos

31:25 né que nos chama atenção que nós temos algum al uns casos de infecção humana Rara mas alta resolutiva tá eh aqui no caso nós temos o hospedeiro paratênico Olha só nós temos aqui os animais silvestres né que eles contaminam o ambiente com as fezes com os ovos e nós temos os insetos que se alimentam desses ovos e são então hospedeiros intermediários eles podem já contaminar diretamente outros animais silvestres né eles podem eh e contaminar diretamente mamíferos ou não eles podem contaminar primeiro um sapo um um moedor né e Ah nós temos então que ficar em Alerta

32:11 por quê Porque existe esse parasito circulando no meio Silvestre e esse parasito ele tem potencial de parasitar o ser humano né infecção Rara e autor resolutiva mas existe o potencial e por último eu trouxe aqui a questão do ovo de tênia que nós encontramos nas feses de da raposinha li copex vetos bom que tênia é essa né eh todo mundo tem medo de tênia né tênia tão popular e quando a gente achou esse ovo Ai que T é essas porque realmente só por biologia molecular né os as outras espécies a gente tem na cabecinha o que que é mas tem né uma incógnita

32:58 bom Eesse for tênia multiceps E aí por quê Porque já foram registrados casos de infecção em animais silvestres porque ela é comum de canídeos né cães domésticos enfim mas já foram registrados em outros em outros trabalhos né Aí nós temos um risco muito grande porque nós podemos e fazer o papel do hospedeiro intermediário como que no ciclo nós temos um canídeo né que tem aene no seu intestino ele elimina os ovos e um hospedeiro intermediário ingere esses ovos um ciclo com um de TN né padrão e esse hospedeiro intermediário pode ser

33:44 uma ovelha no caso de um cão pastor pode ser um coelho enfim qualquer outro animal desse porte né esse animal e Silvestre ou que esteja ali na região perto da desse cão e esse animal ele vai desenvolver o qu a fase larval em todo o seu tecido o ser humano pode estar fazendo o papel desse hospedeiro intermediário né então existe relato Claro de Deia né multiceps causando a ões generalizadas né então você pode

34:29 ter a presença de dessas larvas na no sistema nervoso central Você pode ter no olho Você pode ter no corpo né causando assim a cenur né que é essa doença desenvolvida pela presença da larva da forma larval larval de tênia multiceps tá curos eh bom deixei aqui paraa nossa reflexão que que nós temos que refletir temos duas espécies protenor e faló que as infecções são raras né em seres humanos mas já foram registradas infecções em primatas não humanos pode ter um potencial zoonótico no futuro próximo acredito que sim

35:16 tá infecções e humanos nós temos espirômetro causando esperanos nós temos ancilóstomo do meio pode causar eh eh em contagens em contato com essas larvas né pode desenvolver uma larva migras enfim ou talvez eh essa contaminação tá vindo do ambi do Meio Silvestre pro ambiente doméstico ou do doméstico pro Silvestre né a presença dos cães domésticos nessa nessa região e ligar meu computador aqui tinha esqueci de ligar na tomada e a questão de tênia se for tênia é eh multiceps nós temos a cenur que é um um grande problema né Eh lembrando sempre que em todas essas

36:03 eh parasitoses nós estamos falando do ser humano atuando como hospedeiro intermediário presença de larva nos tecidos humanos tá pessoal não sei se eu passei do tempo Acho que eu passei um pouquinho aqui né mas ó queria muito agradecer primeira Sociedade Brasileira de parest né pelo convite novamente né Eh a parceira de de tantos anos né e enfim segue firme e forte né Eh quem tá assistindo aqui é da área da parasitologia não é associado sou associada e não me arrependo né então fica aí a dica agradeço a minha universidade a Universidade Federal de Catalão né que nos apoia enfim foi

36:50 permitiu que tudo isso fosse fosse realizado né ao la biomol la biomol tem o setor de Diagnóstico para zoológico dentro do labio mol genteo vocês vão escutar apenas em uma universidade Super Nova tá eh e gostaria de agradecer também o programa de conservação mamíferos do serrado tá al com liderado pelo professor Fred Frederico gemes pela professora Fernanda Cavalcante né um projeto muito lindo a gente viu ali espirômetro né ele pode tá infectando também felinos né professora Fernanda tem o projet tão lindo da susuarana né onça espa então Eh parceria para muitos e muitos anos e coloquei aqui as duas alunas que participaram desses projetos né Amanda

37:36 Oliveira Firmo e Maria Eduarda Alves posate que assim aluno é tudo pra gente né Muito bom biólogas né pesquisadoras enfim gostaria de agradecer e muito obrigada a todos né termino a apresentação aí com essa flor de piquia aí bem Bon para vocês lembrarem do Cerrado de Catalão da ufcat durante o feriado Tá bom obrigada gente um abraço muito bem nós é que agradecemos a sua explanação muito curiosa e é

38:21 interessante de ver o quanto você gosta do que você faz deu para sentir aqui mesmo a gente tá num webinário remoto Eu acho que já tem algumas perguntas no chat mas nós vamos esperar a apresentação da nossa segunda convidada e parabéns Eh agora vou chamar a doutora Juci Cleide Ramos de Souza que também é bióloga como eu falei no início da da minha apresentação ela é especialista em malacologia de vetores e Doutora em ciências biologia parasitária pelo Instituto Osvaldo Cruz a fundação Osvaldo Cruz fio cruz eh ela tem uma ampla temática de pesquisa mas principalmente atuando na

39:06 epidemiologia de doenças parasitárias vigilância de moluscos com importância médica eum mitoses e eumos transmitidos por moluscos e também o diagnóstico molecular desses eitos parasitos obrigado por ter aceitado o convite e passo a palavra Para ti também muito obrigada di obrigada a sociedade pelo convite né mais uma vez participando aqui dos webinários uma uma oportunidade da gente mostrar um pouquinho do que faz e fazer o convite né paraas pessoas que estão principalmente para quem tá se encaixando ainda nas áreas Quem sabe né Se quiser chegar para para conhecer e se

39:52 identificar explorar também a parasitologia com a zentos Então adorei a a a explanação da D iiana e venho trazer aqui também um pouquinho da minha área de estudo né A minha linha de pesquisa eh principalmente com os angelos e os moluscos relacionados eh a neuras que também é conhecida como a menite zoofílica entre outros nomes como angiostrongilíase cerebral né e outros e a angiostrongilíase ab inal são duas parasitoses emergentes negligenciadas pouquíssimo faladas e que a gente sabe que é subnotificada né aqui no Brasil a

40:39 gente tem uma não só aqui no Brasil mas a gente tem uma dificuldade no diagnóstico e isso piora com a falta de conhecimento das equipes médicas e também da população né por não saber do risco que existe ao consumir eh organismos como esses molus e não somente né tem outras formas de infecção também que a gente vai falar aqui durante essa apresentação Então como o Diego apresentou sobre o laboratório de referência nacional para escritos somose e malacologia e a gente é referência nacional para escos somose mas também vem recebendo né devido a preocupação principalmente com a men ozenc eh moluscos de todo o país para análise parasitológica né e a gente investiga

41:25 esses moluscos emite o audo para as secretarias que solicitam essas análises para que as pessoas saibam se o parasito Tá circulando ali naquela região delas eh eu gosto sempre de trazer essa essas imagens aqui porque quando a gente conversa com as pessoas e fala sobre transmissão de doença por Molusco as pessoas tendem a pensar em povo e Lula inicialmente né e Nos moluscos marinhos eh então o filo Molusco ele tem outras outras eh classes né tem os bivalves tem ali o o náutilos mas aqui a gente vai trabalhar com a classe gastrópoda que é a que inclui os caracóis terrestres as lesmas os caramujos aquáticos né e

42:12 alguns já conhecidos como o gênero Bion falara que transmite esquitossomose eh é a classe mais diversa desse grupo e é que apresenta importância médica humana eh tem também aqueles nativos né da área de de mata mais preservada da da Mata Atlântica por exemplo como essa espécie aqui que é o leó tracos ele é verdinho assim lindíssimo eh mas aqui a gente vai falar dos moluscos que são de áreas sinantrópicas né Eh de áreas urbanas então o nosso laboratório fica no Instituto Osvaldo Cruz na fio Cruz a gente costuma receber né Essas solicitações de serviço via la Sens via secretaria de saúde municipal mas eh as pessoas podem também né eu vou

42:59 tentar colocar aqui um apontador eh as pessoas civis né também podem eh fazer essa solicitação a partir de uma preocupação delas e a gente faz essa orientação quando entra quando a pessoa entra em contato a gente faz a orientação de como enviar essas amostras como fazer toda todo o passo a passo né para elas saberem se aqueles moluscos estão infectados ou não e geralmente né a gente recebe principalmente a catina fulca porque é o Molusco que tá mais visível e é o que é mais falado como problemático né em relação à transmissão de parasitos mas não é somente ele que traz essa preocupação né Lesmas caracoizinhos de Jardim e até alguns

43:46 caramujos aquáticos também podem transmitir esses parasitos esses moluscos geralmente são eh sinantrópicos então eles eles estão bem habituados ali ao ambiente onde o o homem também habita né Eu sempre falo onde tem ser humano vai ter eh vai vai gerar resíduo né vai ter produção de resíduo de lixo onde tem resíduo vai ter o rato e onde tem esse resíduo também vai ter esses moluscos sinantrópicos Então isso é o casamento perfeito para que o ciclo desses parasitos possa ser estabelecido então além né desses parasitos que a gente vai falar aqui que é o angelos costarricenses e o angiostrongilíase

44:57 o nome popular que ele recebe e o Angi ostrão deel los Costa renses ele é mais de áreas rurais então ele tá muito mais ali em áreas de plantação eh o principal hospedeiro eh definitivo dele é o chamado rato de algodão rato do algodão é o sigmod hispidus então São ratos que são roedores que aparecem em Ambientes diferentes e isso também acaba determinando o ambiente onde esses par itos vão aparecer além deles esses moluscos também hospedam parasitos de canídeos né domésticos e silvestres parasitos de gatos eh domésticos e também dos felinos

45:42 silvestres e parasitos dos eh gambás né do gênero de delfes e aqui mas aqui a gente vai focar né na menit zoflia e na angiostrongilíase abdominal e aí Aqui eu só trago essas figuras né dos moluscos relacionados para destacar que a catina fúcsias nofa o parasito [Música] angiostrongilíase sou né bastante eh mas o ostros cantonensis ele infecta várias espécies de caracóis e várias espécies de lesmas

46:27 já o parasito da angiostrongilíase abdominal ele tem uma preferência por Lesmas mas também infecta alguns caracoizinhos mas até hoje não nunca foi identificado né Eh de forma natural onde estrongilos Costa renses infectando a catina fúcsia um pouco explicado por essa questão do ambiente onde eles estão já que a catina flica é muito mais Urbano né e as espécies de lesmas elas acabam também virando praga em em áreas agrícolas então talvez isso explique porque que eh porque que essa infecção não é observada naturalmente a catina fulca em laboratório isso já foi testado né e a catina fulica desenvolveu o ciclo

47:15 do parasito da angiostrongilíase abdominal que é o ang estrongilos costarricenses mas naturalmente isso nunca foi observado então alguns casos humanos já caíram na mídia né há bastante tempo um caso que chamou muita atenção alguns anos atrás em 2018 foi desse australiano que era um ex jogador de rugby ele consumiu eh a partir de uma aposta ele consumiu Lesmas em 2010 e ele passou 9 anos eh com as sequelas da doença né avançando cada vez mais e ele chegou a ficar tetraplégico veio a falecer no ano de 2018 e esse não foi foi o único caso de aposta que já aconteceu um e dois dos primeiros casos

48:02 de meningite oof no Brasil aconteceu por conta de aposta e outras situações Já ocorreram porque as pessoas se desafiam ou querem mostrar que tem coragem de consumir determinado organismo e não só daita zoofílica né Isso pode causar outros problemas outras zoonoses também mas e é importante Atenção para isso porque a falta de informação que chega à população né é o que é poder pod a informação chegando à população poderia evitar situações como essa Mas recentemente um outro caso que aconteceu na cidade de Novo Iguaçu aqui no Rio de Janeiro foi esse caso por consumo eh de

48:48 pom né Eh onde o paciente eh ingeriu três pomáceas e acabou desenvolvendo Sofía e veio a óbito dois meses depois então esse caso aqui sendo mais recente repercutiu bastante Talvez seja mais conhecido das pessoas que estão acompanhando a gente e aí falando um pouco de catina fulca né que é um um Molusco que se adapta muito facilmente aos ambientes onde é inserido é uma espécie que tem origem no continente africano mas ela vem ao longo dos últimos 200 anos se expandindo no eh em quase todos os continentes eh consome uma variedade imensa de plantas consome eh material em

49:36 decomposição né matéria orgânica em decomposição fezes de outros animais assim é um Molusco que se adapta eh completamente a e ele não passa perrengue né acaba tendo estratégias ali de sobrevivência como a estivação que seria um modo de hibernação né quando ele se esconde ali na concha quando o tempo fica mais seco quando falta umidade no ambiente que é muito necessário pra sobrevivência desses moluscos eles ele se guarda ali na concha e ele cria uma uma películ Zinha que vai eh vai proteger a umidade do corpo dele e ele aguenta ficar muito tempo ali sem se alimentar né até que venha uma nova chuva e ele vai então sair para se alimentar e para reproduzir

50:23 Além disso esses organismos são hermafroditas então eles possuem sistema reprodutor masculino e feminino e conseguem se autofecundar apesar disso eles eh tem preferência por fecundação cruzada eh isso vai favorecer a variabilidade genética e além da da fecundação cruzada a cópula é recíproca Então os dois indivíduos ali envolvidos na casalamento vão sair eh eh eh fecundados né e um um Molusco desse ele pode gerar uma uma uma desova né de até 400 ovos e até um pouco mais já foi observado com postura de três a quatro vezes ao ano então um

51:10 indivíduo Zinho desse né consegue fazer provocar uma grande infestação nos ambientes onde onde são inseridos por conta de todas essas características essa espécie foi listada no livro de 100 das piores espécies invasoras do mundo e é um grande problema né nos países onde essas infestações não são contidas logo de início porque depois fica quase impossível né de conseguir conter eh a história da entrada de catina fulca no Brasil já deve ser conhecida eh foi trazido para eh Na tentativa de substituir o escargot né Na tentativa de tornar o Brasil como maior exportador descarg do mundo por conta dessa facilidade de reprodução por

51:55 conta do seu volume corporal né maior peso eh em comparação ao tradicional escargo da espécie corn aspum né esse investimento não deu certo algumas entradas ocorreram no país as as tentativas de criação e de venda né foram frustradas as pessoas passaram a desprezar isso no ambiente até que saiu uma instrução normativa do Ibama alegando proibição do da venda e da da da criação e comercialização desse Molusco e e alertando as pessoas né de que é um um organismo uma espécie nociva para a fauna Nativa para a a a a vegetação e para saúde humana

52:43 então isso assustou as pessoas ainda mais elas passaram a desprezar de forma inadvertida né sem orientação esses organismos na natureza e eles sobrevivem né Por conta dessa adaptação foram se espalhando eh atualmente a catina fulca já está presente em todos os estados do Brasil né esses pontos aqui não são di áreas de concentração maior são áreas amostradas mas eh a espécie já já é observada em todas as unidades federativas no distrito federal e mais recentemente o único estado que não era relatado né até do TR anos atrás era o Rio Grande do Sul que atualmente também já tem eh observação dos desses molus aparecendo com frequência a forma como eles se

53:30 dispersam é importante destacar porque não existe uma uma inspeção né Eh os insumos agrícolas provavelmente são eles são considerados né dos principais eh meios de dispersão desses moluscos uma vez que a terra ou adubo que é transportado para essas áreas de planti de floricultura eh podem est transportando um ovinho né uma uma desova ou um indivíduo jovem e aí a partir da entrada desse organismo nesse novo ambiente sabendo que eles são hermafroditas né E que reproduzem dessa forma e não só a catina fulca mas os outros moluscos terrestres também apresentam essa essas características eh

54:17 eles podem né Eh se estabelecer nesses novos ambientes que esses Transportes também acontecem né de forma aérea marítima terrestre então eles vão ganhando eh espaço aqui é um exemplo né de uma infestação eh no Rio Grande do Sul em vinícolas essa lesminha aqui é uma lesminha chinesa megma pictum e esse caso aqui essa dessa infestação né foi relacionado a a gente tem registro de um caso de de ang trelas e abdominal relacionado a à infestação dessa lesm exótica a a agricultora né que trabalha ali na na naquela área ela consumiu essa dessas uvas e apresentou o sintomas da

55:04 ustron liase abdominal então ao fazer a investigação malac lógica né foi observado que os moluscos estavam parasitados por ostros costarricenses eh dentro da da família né dos ang estrongilos tem 22 espécies dentro do gênero tem 22 espécies peças conhecidas essas duas são a que as que a gente destaca por importância médica as duas presentes né no Brasil e aí como já foi falado os roedores são os os hospedeiros finais e os moluscos né Lesmas e caracóis são os hospedeiros intermediários obrigatórios Então esse parasito eles Eh esses dois parasitos

55:50 eles possuem ciclo heteroxeno no ciclo de vida de ang estrongilos Costa renses tentar falar aqui de uma forma bem breve o hospedeiro final né que vai est ali no no ambiente ele vai ter esse esses parasitos né macho e fêmeo ali no intestino e vai liberar a larva L1 em suas feses quando essa larva L1 entra em contato com esses moluscos no ambiente ela infecta esses moluscos e muda até a fase o estádio L3 que é a forma infectante para o seu hospedeiro definitivo o humano vai entrar aqui como hospedeiro acidental é chamado também de Ciclo Sem Saída né o

56:35 ciclo abortivo porque não há desenvolvimento o ciclo o parasito Não completa o seu ciclo de vida eh vai ser formado aqui um processo inflamatório né na região do ío do desse paciente eh formado uma uma eosinofilia a os parasitos até chegam uma fase adulta mas a a a reprodução deles não não tem sucesso né não existe liberação de larva L1 nem de ovos nas fezes Então esse ciclo para aqui no intestino e as formas eh de infecção vão ocorrer por por ingestão desses moluscos né crus por ingestão de alimentos eh mal higienizados né ou acidentalmente por

57:23 ingestão de da a ingestão dos moluscos ela pode ser intencional ou acidental né no preparo de um suco por exemplo né de frutas que não foram eh bem observadas e higienizadas pode acontecer de triturar também pequenos moluscos né Eh e acaba a pessoa acaba ingerindo essas larvas L3 dessa forma [Música] eh e aí eu eu né volto aqui nesse nesse exemplo da das uvas Essa lesminha ela é muito pequena e depois dessa infestação que aconteceu nas vinícolas essa lesminha também já foi relatada em plantação de morango no Rio Grande do Sul então é algo que vem sendo

58:08 vistoriado né Na tentativa de conter essas infestações Mas provavelmente não é a primeira e nem vai ser a última porque a gente precisa ter né políticas de de controle de entrada né de material que vem de fora do país e até mesmo eh de um estado pro outro né ess esse transporte ele pode estar acontecendo também dentro do país os principais sintomas da ang [Música] estrongilos enofilia sanguínea ou do tecido febre pode pode ocorrer anorexia enjoos e vômitos uma tumoração palpável que pode ser confundida com tumor maligno ou com apendicite eh pode acontecer obstrução intestinal

58:56 sinais de abdômen agudo em alguns casos os pacientes precisam entrar em processo cirúrgico por conta dessa obstrução eh podem ocorrer também complicações extraintestinais isso não é tão comum mas tem caso até mesmo em criança eh como lesões hepáticas nodulares e necrose do testículo eh o exame via parasitológico de feses não é viável porque não tem liberação né nem de ovos e nem das Larvas L1 nas fezes existem eh existe um fluxograma né com a recomendação para para o diagnóstico nenhuma dessas duas parasitoses tem um diagnóstico muito fácil então a

59:41 literatura traz eh sugestões né do caminho que se deve seguir até fechar esse diagnóstico chegando ao ao histopatológico né a os exames de imagem macros e microscópicas que vão determinar né que V vai ser o padrão ouro né Para o diagnóstico mas até chegar nesse ponto existem algumas formas de ir considerando ou descartando a parasitose outros métodos que vem vem sendo desenvolvidos né considerados são a a identificação do DNA do parasito por eh PCR em tempo real a intervenção cirúrgica eh vem sendo a o método mais utilizado né A

1:00:28 Estratégia que é considerada mais eficaz Não não é recomendado fazer uso e de antihelmínticos Porque isso pode causar migração errática do parasito e aumentar o processo inflamatório em vez de reduzir ou de de zerar eh E à medida que que vem sendo discutido né as a os casos vem sendo resolvidos sem essa intervenção cirúrgica mas isso aí vai da avaliação né de quem tá acompanhando o paciente eh e aí corticoides também não são Não não são o uso dos corticoides não são muito esclarecidos para uso dessa nessa parasitose nem mesmo eh em o gestão de luos cantonensis né que já vem sendo

1:01:14 mais eh estudada no Brasil o parasito tá principalmente no sul e no Sudeste do país né ele tem maior número de casos na América Central né a a área de de primeira né identificação é da Costa Rica por isso recebe o nome de costa renses e aqui uma imagenzinha do Verme adulto né de do costarricenses e a os parasitos no ilho de um roedor infectado experimentalmente em os estrilos cantonensis o ciclo é muito parecido com algumas pequenas diferenças né no roedor o os vermes adultos vão tá nas artérias eh no sistema cardiopulmonar

1:02:01 eh e as larvas L1 também vão ser liberadas nas fezes a forma de infecção tanto do roedor Quanto nossa né Vai ser da mesma forma por meio da ingestão desses moluscos crus ou de alimentos contaminados Mas aqui tem uma informação a mais que é a ingestão de hospedeiros paratênicos né que são hospedeiros que são considerados de transporte então por exemplo se um um um sapo uma rã faz a ingestão de um um hospedeiro intermediário que tá infectado com a larva L3 essa larva L3 vai conseguir sobreviver nesse organismo aqui mas ela não vai desenvolver até um próximo estágio também não vai adoecer esses organismos então ele vai funcionar como hospedeiro de transporte eh e os alimentos não higienizados né da forma

1:02:49 correta da mesma forma o ciclo não se desenvolve né nos humanos somos hospedeiros acidentais a a partir da ingestão dessa larv L3 ela migra né pelo sistema digestório cai na corrente sanguínea e chega ao sistema nervoso central que é o que aconteceria aqui no seu hospedeiro natural e daqui no rato ela passaria eh mudaria para L4 e L5 né ainda no no cérebro nas meninges e depois migrar para os pulmões para maturação sexual e reprodução mas aqui o nosso sistema imune ele ele reage de uma forma muito agressiva Na tentativa de conter esses parasitos e ele consegue matar esses parasitos né geralmente mas o processo inflamatório que é formado

1:03:34 nesse momento é o que Vai resultar nos na sintomatologia da doença Então esse paciente vai desenvolver sintomas neurológicos eh com sinais de meningite né E essa vai ser uma meningite parasitário então a manifestação Clínica Ela tem um intervalo muito grande né de 2 até 35 dias com período de incubação médio de 10 eh a dor de cabeça Severa vai ser o principal sintoma que aparece com enjoos vômitos rigidez no pescoço que é sinal da meningite eh parestesia né aquela dormência nos membros sensibilidade à luz anormalidades neurológicas dificuldade de reconhecer as pessoas de de conseguir Responder o que tá sendo

1:04:21 perguntado eh força para segurar um copo da água é dificuldade de tomar um banho sozinho então a pessoa vai começando a a ter uma dependência né de quem acompanha esse paciente e os casos mais graves levam esse paciente a óbito também podem acontecer invasões oculares não é tão comum mas a gente tem alguns relatos e o ambiente onde esses moluscos aparecem né E aí é interessante porque a Dra Eliana até mostrou também na apresentação dela eh a iação ela vem modificando né comportament a o ambiente onde esses organismos aparecem esse trabalho aqui a gente fez uma

1:05:06 investigação no eh numa comunidade que fica Vizinho ao Parque Estadual da Pedra Branca aqui no Rio de Janeiro o Parque Estadual da Pedra Branca é uma floresta é a maior Floresta Urbana eh uma área de preservação mas próximo a ela tem comunidades eh urbanas né como unidades que que se instalaram ali e como falei antes onde tem humano tem resíduo e tem roedores e também tem esses moluscos sinantrópicos então nós encontramos moluscos infectados nessa área por mais que tivesse próximo a uma área preservada e isso é é interessante de destacar porque a catina fulca não é um Molusco que você vai encontrar dentro de uma área preservada mas no entorno

1:05:55 dessa região né tendo residência e a espécie já aparece e não somente ela tem esses outros moluscos também que a gente acaba encontrando eh associada né ao mesmo ambiente como as lesmas e os outros caracoizinhos eh de jardim também então aqui algumas imagens né durante esse esse estudo e essa imagem aqui foi um colega que cedeu ao Carlos Fernando lá da Secretaria Municipal de Saúde eh de Maceió em Alagoas ess esses moluscos adoram as plantas frutíferas né Bananeiras Mamoeiros Então essas infestações quando elas acontecem geralmente em grande quantidade assim e

1:06:42 é difícil controlar Porque a partir do momento que se tem uma quantidade dessa de molusco já instalado no ambiente vai ter muitos ovos espalhados no chão e esses moluscos eles costumam enterrar os seus ovos então fica ainda mais difícil fazer a catação né para conseguir sanar essa essa infestação esse trabalho aqui a gente fez uma investigação na área urbana de Manaus capital do Amazonas também detectamos ang estrongilos cantonensis infectando a catina fulca e e aí fizemos uma alerta porque é é pró fica próximo a Zona Franca de Manaus né onde tem eh exportação e importação de comércio né de cargas que chegam nos navios então moluscos infectados nessa

1:07:29 região significa que tem roedores infectados também e esse parasito pode estar sendo levado ou pode estar entrando recentemente né não sabemos eh e essa parasitose né a zoonose ter uma chance de disão e de né Eh provocar né novas novos casos humanos o diagnóstico também não é muito simples depende muito tem uma janela né de indicação tô vendo aqui que o meu tempo tá chegando eh mas é sugerida a contagem dos eosinófilos PCR em tempo real de amostras do líquor o westen blot é considerado padrão ouro Mas também se aplica teste de Elisa e o sequenciamento de Nova Geração vem começando a ser estudado ainda não tem métodos

1:08:16 imunológicos que discrimine né Essa elose de de outras eum mitoses mas são caminhos também que vem sendo estudados né e aperfeiçoados recentemente o o Instituto Adolfo lutes eh elaborou um guia informativo da neuron stron lias e eles fizeram um a d Leiva Melo né com a equipe fizeram um levantamento pelo sinan do número de casos de menite ozun ofícios sendo que quase 20% desses casos foram considerados como meningit de causa não esclarecida e dentro desses casos né não esclarecidos quase 300 pessoas foram a

1:09:02 óbito sem o esclarecimento da causa né da meningite então a gente pode est tendo aí ainda mais casos de meningite os nofa por Angi ostros cantonensis e sem essa esse registro né porque é um um diagnóstico realmente difícil Então nesse material deles eu acredito que já deve encontrar disponível na internet eh vai mostrando nessa janela aqui que pode ser considerada com PCR em tempo real o imunológico do liquor e do soro eh também tem esse trabalho do Dr Carlos gref Teixeira né com os critérios menores e maiores que podem ser considerados para um caso suspeito provável e o e o critério que é incontestável é a detecção do DNA do

1:09:50 parasito ou a observação das Larvas no tecido nos olhos ou ou no líquor eh aqui um exemplo né de imagens é de um paciente e um exame de imagem mostrando aqui nas mantinhas brancas as regiões do processo inflamatório exemplos de invasão ocular aqui de uma criança que chegou a afetar a visão e aqui uma imagem de um roedor infectado experimentalmente né com as larvas L5 que na verdade já é um jovem adulto ali no cérebro o tratamento vai depender também da da gravidade é tratado com redução de sintomas não existe um tratamento específico eh o uso de anti domínicos também não é recomendado porque pode aumentar né Essa

1:10:37 inflamação e os os sintomas da da infecção pode podem persistir né Por semanas meses ou até no caso que Eu mencionei anteriormente né Por alguns anos eh esse caso aqui é um caso curioso que aconte foi registrado né foi publicado em 19 de três pacientes que participaram de um um culto um ritual religioso e foram orientados a ingerir Lesmas e os três pacientes né procuraram dois hospitais diferentes relatando né ter participado desse desse evento eh e com os apresentando os mesmos sintomas os três tiveram confirmação para menit Sofía E aí mais uma vez né a falta de

1:11:23 conhecimento eh acaba colocando essas pessoas em risco né por não saber a as situações onde elas estão sendo expostas né o risco de Zoonoses onde elas estão sendo expostas Esse é o caso mais recente que eu comentei também e esse aqui é o hospedeiro intermediário que foi consumido pelo paciente que é a poma maculata eh foi consumida crua né E e esse paciente foi a óbito com dois meses após o consumo essa notícia pode ser acessada tá disponível na internet nós fizemos reuniões com a secretaria de saúde para iniciar essa investigação malac lógica né e a partir disso eh confirmamos a presença do parasito na na região onde o paciente

1:12:09 foi lá e coletou esses moluscos para consumo temos um novo estudo que tá para sair agora essa semana eh que foi feita a investigação de moluscos em duas mesor regiões do Rio de Janeiro e todos esses pontos emem vermelho são municípios que apresentaram positividade para ustr cantonensis então foram duas mesor regiões dentro de um estado né e provavelmente se a gente incluir mais regiões vai acabar encontrando então falta mão para para desenvolver né falta braço para desenvolver tanta possibilidade de investigação eh foram 22 municípios

1:12:55 dentro dos 46 analisados e provavelmente esse esse parasito já tá né mais espalhado e a gente precisa continuar investigando para ter a noção de como tá essa distribuição no Brasil atualmente tem 15 estados mais o Distrito Federal com notificação de ostr angelos cantonensis estados com moluscos infectados ou com com com roedores também eh nos anos 2000 existiu muita mobilização Na tentativa de contenção do do caracol africano né com campanhas que foram depois atualizadas mas era né era

1:13:40 feito uma quase que uma criminalização assim desse desses moluscos eh mas essas campanhas não duraram muito tempo pela dificuldade que se teve né de de incentivar a população a a se mobilizar algumas prefeituras ainda conseguem fazer essas campanhas mas acaba sendo tudo muito isolado né não tem tido uma uma um incentivo assim em massa para que se contenha se controle essas infestações então a ctina flica tá sempre virando notícia né porque quando tem tem bastante e as pessoas se Assustam e e acabam não sabendo muito bem o que fazer né para acabar com essas

1:14:27 infestações nosso laboratório vem promovendo capacitações né no nas nos estados a partir das solicitações das secretarias e nessas capacitações a gente trabalha eh controle das xistossomose mas também o controle das unistrong lias então a gente leva um pouco né de eh de orientação e troca informação com com esses profissionais para também entender como é que tá a situação né nos nos Estados para se prevenir eh a profilaxia É principalmente né não ingerir os moluscos crus mas também a higienização dos alimentos uma colher de sopa de água sanitária para cada 1 l de água e deixar esses alimentos de molho por 30 minutos né Não adianta lavar só com água não

1:15:14 adianta usar vinagre Eh esses produtos que tem que vende em supermercado eu não sei da composição então eu não não sei dizer se ele vai funcionar mas a água sanitária com a água é testado é isso tá publicado né então funciona é a forma que consegue matar essas larvinhas né presentes nesses alimentos e aqui só para finalizar né para ter uma ideia da quantidade de larva que pode est né em em um Molusco ou até no alimento contaminado Isso aqui é uma gotícula de uma micropipeta olha a quantidade de parasito que pode estar presente né então se esses alimentos não são devidamente higienizados a pessoa pode est correndo o risco da infecção e

1:16:01 aqui eu agradeço né ao convite ao espaço da Sociedade Brasileira de parasitologia a equipe do laboratório de referência nacional para esquitossomose e malacologia e a todos que vieram eh assistir E participar desse bate-papo obrigada nós é que agradecemos Juci já tô te chamando de Juci à vontade Nossa eu fiquei bastante surpreso tem bastante pergunta comentário dúvidas mais acerca ali do tô olhando ali no YouTube mas

1:16:47 daqui a pouco essas perguntas vão aparecer já estão colocando em termos do ciclo biológico da se eu mesmo ia fazer algumas perguntas para ti mas antes de passar meu Deus ritual religioso e foram tiveram que ingerir lesma com que propósito né Pois é vai saber fica cada vez mais claro que tem a necessidade do esclarecimento urgente da população a gente até Tenta né com com algumas mídias sociais mas acho que tem que ter como você mostrou nos anos 2000 e isso retornar de novo com uma abordagem ainda mais mais forte né mais presente eh nós temos dificuldade no diagnóstico dificuldade acerca do tratamento então a

1:17:32 profilaxia acaba sendo a nossa principal aliada não é E aí eu ia te perguntar em relação a à descontaminação desinfecção principalmente de hortaliças que são ingeridas cruas Mas você falou agora no finzinho que a gente sabe né que cloro hipoclorit seus derivados no geral para parasitologia eh não tem eficácia nenhuma né Para Matar eh destruir inativar que seja cistos ou cistos e os ovos e as as larvas no geral né aqui teria Então essa eficácia conforme a seria o hipoclorito 1,5 por ou na dosagem que você eh exemplificou ao final né isso eh tem teste né feito com

1:18:17 o vinagre e o hipoclorito e o vinagre ele até consegue eh matar essas larvas Mas seria numa concentração muito alta e num tempo muito longo então assim a o vinagre que a gente consome nessa concentração ele não conseguiria eh eliminar já o hipoclorito seria na concentração agora eu fiquei na dúvida se é 1,5 ou se é 2% né mas o o a água sanitária que é comercializada eu acho que ela vem a 5% eh de 4 a 5% E aí uma colher dessa água sanitária para para um l de água ela daria a proporção ideal né e foram feitos testes com intervalos eh

1:19:03 acima de 20 minutos já consegue matar Praticamente tudo mas a gente recomenda 30 porque é melhor errar um pouquinho para mais né então Eh de 25 a 30 minutos seria o o ideal para conseguir ter essa essa eliminação mesmo das Larvas certo perfeito achei importante reforçar isso porque essa Live também vai ficar gravada e o nosso público alvo pode ser bem diverso né sim então tem várias perguntas eu acho que vai começar a aparecer alguns comentários aqui e a lista de presença também já já tá no chat né então Eh o Jonathan Vieira Ele pergunta e em cima da pergunta dele

1:19:51 na verdade já teve um debate ali no no chat do YouTube como é feito o diagnóstico diferencial da atene em humanos uhum somente pela biologia molecular olha os complementos surgindo aí né para diagnosticar então o o eu vou responder né então é o seguinte eu vi essa pergunta lá né A princípio eh eh o seu assim quando o o homem é hospedeiro definitivo né então o diagnóstico da at em humanos no caso o homem tendo a teníase né a presença do Verme adulto no intestino os ovos de tênia né do gênero tênia eles são eh idênticos

1:20:38 na luz da microscopia né microscopia Ótica ou microscopia de luz eh para não se fazer né não é sempre que existiu biologia molecular né pra gente não fazer e não tem essa necessidade de fazer a o um PCR rtpcr eh se a gente conseguir a proglote a gente consegue identificar pela ramificação uterina né Se conseguir visualizar o escólex ou a cabeça do do do parasito a gente também consegue identificar espécie aquele ovo específico que eu apresentei ali a gente precisaria de uma biologia molecular né porque a gente não tinha acesso ao parasito eh isso em relação à têmia agora as outras espécies

1:21:25 que a gente tinha falado a questão da biologia molecular é pra gente certificar realmente Qual espécie é né porque é é um novo é um novo diagnóstico né inclusive quando eu falei lá do Pantanal eh o trabalho que eles encontraram lá de protenor eles identificaram uma nova espécie né Então como que a gente vai comparar o dado mais próximo com a espécie que acabou de ser descrita né a gente realmente precisa da da biologia molecular para ter certeza mas o caso de tênia é isso os ovos desse gênero são idênticos quando a gente Analisa na microscopia de luz né tem que realmente ou você ter acesso ao parasito adulto ao verme adulto ou fazer uma biologia molecular ali no no no

1:22:11 UFO perfeito bom tem uma pergunta interessante também vamos continuar da Nina Medeiros como é feita a pesquisa do parasito angiostrongilíase usa um método que é de digestão artificial a gente faz uma usa técnica é uma técnica adaptada com o método de berma eh berma maais a gente usa o ácido clorídrico a 0,7 por. esse essa Concentração não mata as larvas então a gente pega a o tecido né de catina quebra a concha faz um corte ali no no cordão nervoso do Molusco porque aí você já eh tira né a

1:22:57 sensibilidade do Molusco e o tecido de cada indivíduo é colocado imerso nesse líquido do do hcl fica ali por 6 horas e depois desse tempo a gente coloca no aparelho de berma com isso a gente imita o que acontece na natureza né como se o rato tivesse ingerido esse Molusco e o ácido do estômago estimulasse as larvas a se soltarem desse tecido então a gente faz esse método artificial coloca na parede de berma deixa lá da noite pro dia e no dia seguinte a gente eh usando os cálices de vidro né a gente recupera eh 15 ml desse líquido aí centrifuga e faz a leitura dessa dessa digestão e aí

1:23:43 vai procurando ali né na na Lupa de mesa vai observando no microscópio se encontra alguma larvinha para ter ideia de se é da família né a espécie do do parasito ela não vai ser identificada nesse momento a gente consegue identificar a família eh a a determinação da espécie é só por biologia molecular porque elas são muito parecidas certo e aí então Eh na rotina se vai analisar vários desses moluscos já que tem

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