Transcrição completa de “OZEMPIC: COMO UMA CANETA DE EMAGRECER ESTÁ QUEBRANDO INDÚSTRIAS INTEIRAS | Conta Aí”. Clique em uma marcação de tempo para abrir o vídeo naquele momento. Precisa de outro vídeo? Use o gerador de transcrição do YouTube.
0:00 Em 2023, uma cidade de 17.000 habitantes mudou o PIB de um país inteiro. Não foi uma descoberta de petróleo, nem uma startup de tecnologia e muito menos um acordo bilionário. Foi uma [música] caneta, mas não uma caneta que você aplica no papel e sim uma caneta que as pessoas aplicam na barriga uma vez por semana. E essa [música] caneta, o Ozenos Pique, está fazendo coisas que ninguém previu. Ela derrubou o preço do açúcar no menor patamar dos últimos 5 anos, fez a Pepsi perder bilhões em valor de mercado e obrigou o governo Dinamarquês a publicar as suas [música] estatísticas econômicas de duas formas diferentes, com e sem efeito, de uma única empresa farmacêutica. E no Brasil, ela está prestes [música] a criar uma das maiores janelas de oportunidade da última década, porque a patente da 11 pique
0:45 acabou de vencer. E o Contair, novo quadro da conta azul aqui no YouTube, vai te explicar exatamente como essa caneta de R$ 800 [música] está redesenhando a economia de um país inteiro e o que isso significa pro seu bolso e pro seu negócio. Até porque essa história começa muito antes do 11 P existir. [música] Vamos começar com uma informação que a maioria das pessoas não sabem. O Zen Peique não inventou nada. Ele copia algo que o seu próprio corpo já faz. Quando você termina uma refeição, o intestino libera um hormônio chamado GLP1. E ele é uma espécie de mensageiro que sai do intestino, entra na corrente sanguínea e chega ao cérebro depois de 20 minutos com um único recado. Pode parar de comer
1:32 que você já tá satisfeito, irmão. É o hormônio da saciedade que todo mundo produz. O problema é que em muitas pessoas com obesidade ou diabetes tipo 2, esse sistema muitas vezes falha. O sinal chega tarde demais, chega fraco ou simplesmente é ignorado. O 11epique é uma versão industrializada desse hormônio. A molécula que ele carrega a [música] semaglutida imita e amplifica o GLP1 natural, só que com uma diferença crucial. Ela fica ativa no corpo por [música] muito mais tempo. Uma aplicação por semana já mantém o efeito de saciedade de forma contínua. O resultado é que pacientes produzem em média 40 a 50% menos do consumo calórico, perdendo aí de 10 a 20% do peso corporal. Um em cada três perde mais de 20%. [música] Para você ter uma ideia, remédios
2:18 antigos chegavam no máximo a 10% de perda de peso. O Ozenique [música] mais que dobrou esse número. Só que tem um detalhe, ele foi criado para tratar a diabetes de tipo 2, uma doença que já era considerada pandemia silenciosa antes de qualquer coronavírus existir e não para emagrecer. Mas aí vem a virada que ninguém previu. Em 2022, celebridades começaram a aparecer com corpos completamente transformados. Executivos do Vale do Silício postavam fotos de antes e depois influenciadores exibiam resultados em semanas. E ao contrário do que sempre aconteceu no passado, quando ninguém assumia nada, dessa vez havia uma explicação aberta, uma injeção semanal. O que era antes do tabu deixou de ser e o remédio acabou saindo do consultório e entrou na conversa pública. E aí acontece o que acontece com qualquer coisa que mistura desejo de um resultado
3:03 rápido, desejo de mudança e acesso a dinheiro. A demanda explodiu. Muito além do público original, quem precisava disso medicinalmente. Pessoas querendo perder 3, 4, 5 kg estéticos, sem indicação, sem acompanhamento e sem entender os riscos. E a gente precisa saber que o risco, sim, ele existe. Quando o apetite cai 40 [música] ou 50% sem orientação profissional, a pessoa não só perde gordura, perde massa muscular, perde proteína, minerais e especialistas já apontam para um aumento futuro da osteosporose e da sarcopenia, que é a perda acelerada de massa muscular como consequência direta do uso sem acompanhamento. E tem um outro detalhe que pouca gente se atenta. em pique, ele não cura a obesidade, ele trata como a insulina trata o diabetes,
3:48 como o hipertensivo trata a pressão alta. O corpo reage ao emagrecimento, aumenta o apetite, desacelera o metabolismo e tenta voltar ao peso anterior. É um mecanismo de produção evolutivo. Nós fomos programados para estocar energia e não para perdê-la. Isso significa uma coisa muito importante pra economia. Estamos diante de um uso de um produto semanal que muitas vezes será utilizada por longos períodos de tempo ou até mesmo por uma vida toda por dezenas de milhões de pessoas no mundo inteiro. A gente não tá falando de um mercado, mas sim de um início de uma nova categoria econômica. Em 2023, um estudo chamado Select acompanhou mais de 17.000 pacientes e a conclusão foi histórica. A semaglutida reduziu em risco de infarto e AVC em pessoas obesas ou com sobrepeso. Era a
4:34 primeira vez na história da medicina que uma molécula perdia peso e ao mesmo tempo protegia o coração. Isso reposicionou o 11 pique de vez, saindo do campo da vaidade e entrando definitivamente no campo da medicina preventiva de longo prazo. Especialistas compararam o momento ao Proscos 90 que redefiniu o tratamento de saúde mental ou até mesmo ao Viagra que transformou a discussão sobre disfunção herétil. Momentos em que a farmacologia resolveu um problema que a medicina convencional não conseguia enfrentar. E ao cruzar essa linha, as canetas emagrecedoras deixaram de ser tendência e se tornaram parte da nossa sociedade e com o poder de mover economias inteiras. Vamos voltar pra cidade de 17.000 habitantes do início do vídeo. É lá que a novo Nordisk, fabricante do 11que da
5:19 Wegov tem a sua sede. Em 2023, o PIB da Dinamarca cresceu 1.9%. A média da União Europeia no mesmo período foi de 0.5%. Mais de metade desse crescimento veio da indústria farmacêutica e 2/3 de todo o crescimento nacional se concentra em apenas dois municípios. [música] Os dois com instalações da Novo Nordisk. O fenômeno foi tão expressivo que o governo dinamarquês passou a publicar estatísticas econômicas do país de duas formas, com [música] e sem o efeito da Novo Nordisk. Isso nunca tinha acontecido na história antes daquele país. Analistas compararam o movimento ao impacto do petróleo na Noruega na década de 70, [música] o novo Nordes, que virou a Nova Joia da Dinamarca, um país que já tinha no portfólio a Lego, [música] a Maersk, a Cusberg e mesmo assim se viu dominada por uma farmacêutica do interior. Em valor de
6:05 mercado, a empresa chegou a superar a Tesla. Tornou-se também a empresa mais valiosa da Europa, ultrapassando o grupo LVMH, dono de Louis Vitton, Dior e Givanchi. Hoje, mais de 45 milhões de pessoas no mundo fazem uso de tratamento da Novo Nordisk e o mercado global de GLP1 deve crescer quase 30% até 2030. A projeção é que atinge a 158 bilhões de dólares até 2035. Mas enquanto a Dinamarca comemorava, outros setores começaram a sentir o chão tremer, porque afinal de contas, quando milhões de pessoas comem menos, a conta chega em algum lugar e chegou primeiro na indústria alimentícia. O Walmart foi um dos primeiros a anotar. O CEO da empresa confirmou publicamente a Bloomberg, clientes que compravam medicamentos antiobesidade estavam consumindo menos
6:52 comida. Um relatório apontou que as vendas de alimento ultra processados caíram cerca de 6% nos últimos 3 anos. A Pepsi, que também é dona de Doritos eitos, perdeu cerca de 5% em valor de mercado. A KMG estimou que a indústria alimentícia americana vai perder cerca de 48 bilhões de dólares anuais de receita ao longo dos próximos 10 anos. E nem mesmo o McDonald's ficou fora desse efeito dominó. Durante uma teleconferência de resultados, o CEO da companhia foi direto ao ponto. A medida que o uso de medicamentos de LP1 cresce, [música] o comportamento alimentar vai mudar e o fast food não quer ficar para trás. A rede inclusive iniciou testes de mudanças estruturais no seu cardápio com planos de dar protagonismos a itens como snack [música] wrap e tiras de frango do Mac crispy, focando em maior densidade
7:38 proteica. Um movimento que reflete a ameaça estrutural ao modelo histórico [música] da receita baseada em volume e indulgência. Dados de mercado indicam que os usuários desses medicamentos consomem em média 40% menos caloria e reduzem o consumo de sobremesas em 84%. No Brasil, o alerta já chegou a investidores e analistas apontam que empresas como o McDonald's e o Burger King devem sofrer mais ainda quando os genéricos ampliarem o acesso da população. E agora, presta atenção nesse dado. Numa casa com quatro pessoas, quando apenas [música] uma delas usa o Zen PIC, o consumo médio de itens da cesta básica cai 9%. [música] Um único usuário altera o comportamento de compra de uma família inteira. [música] O preço da saca de açúcar cristal em São Paulo caiu para o menor valor nominal desde 2020, uma queda de 39% desde o início de 2025. O Brasil, maior produtor
8:25 e exportador mundial do açúcar, já está sentindo isso diretamente no bolso. O efeito chegou até mesmo na aviação. [música] O banco de investimento Jeffreies calculou: "Se cada passageiro perdesse 4.5 kg em média, cada companhia aérea economizaria cerca de 80 milhões de dólares por ano em combustível." e analistas do Bank of America foram [música] além. Por inibir os centros cerebrais relacionados ao vício e à compulsão, o Ozen Peak poderia reduzir também o consumo de álcool e tabaco, derrubando as ações das indústrias nesses setores. Verdadeiro efeito dominó. Mas como sempre, toda disrupção tem dois lados. Enquanto ultraprocessados refrigerantes e snacks, outros setores estão em euforia. A Nestr lançou em 2024 nos Estados Unidos uma linha inteira chamada Vital por SUT, refeições congeladas desenvolvidas especialmente para usuários do LGP1. A
9:11 JBS e a Conagra sinalizaram que a proteína de qualidade é o grande valor de investimento da próxima década. Academias, clínicas estéticas, vestuário e turismo também aparecem como mercados em aceleração. Quando uma pessoa perde peso e se sente bem consigo mesmo, ela gasta mais em experiências e autoestima. É como se o 11 EPC tivesse redistribuindo o consumo. Toda vez que um comportamento de massa muda, seja ele por conta de uma tecnologia ou remédio ou por uma crise, existem setores que encolhem [música] e setores também que explodem. A pergunta certa não é: isso vai me prejudicar? Mas sim para onde tá indo a atenção e o dinheiro das pessoas? No caso 12, a resposta já é clara: proteína, saúde, autoestima, bem-estar e longevidade. Quem estiver bem posicionado nessas categorias nos próximos 10 anos pode surfar em uma onda
9:57 que mal começou, sem contar a própria concorrência entre canetas emagrecedoras. Se o 11 pique abriu o mercado, o Monjar chegou para disputar o trono. Nos estudos clínicos, a tirzerpatida, principal ativo do Monjaro, levou em [música] média 21% de redução de peso em 72 semanas nas doses mais altas, enquanto a semaglutida da Wigov entregou cerca de 15% no mesmo período. Uma diferença que pode significar de 5 a 7 kg a mais de perda para uma pessoa de 100 kg. Esse desempenho superior se traduziu rapidamente uma fatia do mercado. No quarto trimestre de 2025, Monjaro já respondia por 57% de todas as vendas de GLP1 no Brasil, deixando os produtos baseados em semaglutida com 43%. Uma virada de liderança em menos de 6 meses após o lançamento no país. E o
10:44 impacto foi sentido diretamente na Novo Nordisk. A empresa viu suas ações despencarem em 18% em um único dia, eliminando mais de 330 bilhões de dólares em valor de mercado. Após divulgar uma projeção para 2026, com queda de vendas e lucro entre 5 e 13%, muito abaixo do que os analistas esperavam. E a batalha tá longe de terminar. Analistas da Goldman Sax estimam que versões orais desses medicamentos devem responder por 24% no mercado global de perda de peso em 2030, o equivalente a 22 bilhões dentro de um mercado total projetado em 95 bilhões, com a Novo Nordisk e Lily correndo para ser a primeira a dominar também esse formato. Quando olhamos pro Brasil, as possibilidades são inúmeras. [música] A
11:29 420 km de Belo Horizonte, numa cidade mineira chamada de Montes Claros, existe a maior fábrica de insulina da América Latina. Ela é da Novo Nordisk, está lá desde 2007. Lá são produzidos 25% de toda a insulina fabricada globalmente pela empresa. Isso representa cerca de 12% de toda a insulina consumida no mundo. O Brasil não é só consumidor dessa revolução farmacêutica, como também é um dos seus principais pilares. Em abril de 2025, a Novo Nordes, que anunciou em evento, com a participação do presidente Lula, um investimento de 6.4 bilhões para ampliar essa unidade, mais de 600 novos empregos previstos. Por outro lado, o preço dessas canetas ainda é bem inacessível pra maioria dos brasileiros, podendo chegar a custar entre R$ 800 a R$. Dependendo da
12:17 dosagem. e onde a demanda reprimida e preço proibitivo acontece o mercado paralelo. Canetas de insulina adaptadas, versões em gotas e comprimido sem registro sanitário, fórmulas manipuladas por farmácia sem controle de qualidade. Tudo isso circula abertamente, inclusive em plataformas como Google Shopping. Analistas estimam que esse mercado paralelo movimenta cerca de 1 bilhão de dólares por ano no Brasil. e mesmo com a Anvisa emitindo alerta sobre pancreatite e outros efeitos graves decorrentes do uso indevido, >> acabou hoje depois de 20 anos. >> A patente de um dos princípios ativos mais populares das canetas emagrecedoras, a semaglutida. Em menos de 2 meses, o país terá o caminho aberto para produzir os medicamentos genéricos das canetas de tratamento contra obesidade e diabetes.
13:04 Em dezembro de 2025, o STF decidiu de forma unânime e a patente de semaglutida no Brasil caiu no mês passado, mesmo após a Novo Nordes tentar barrar a decisão na justiça. Laboratórios como a EMS, a Bion e a União Química já aguardam a aprovação da Anvisa para lançar suas versões genéricas da semaglutida. Os genéricos e os biossimulares podem custar até 60% menos que o produto original. E isso revela uma lógica cruel que acontece no Brasil. Quanto mais pobre, maior a chance de ser obeso. Quando um ZPIC se tornar acessível para todas as classes mais baixas, essa lógica vai começar a se romper. O impacto na saúde pública seria histórica. Menos diabetes tipo dois, menos doenças cardiovasculares, menos amputações, menos internações e menos gastos no SUS. A Dinamarca já está na frente e o Brasil com a fábricas em Monte Claros e a queda da patente em
13:51 março de 2026 tem uma janela única para não ficar para trás. E agora vem a parte prática, que de fato significa algo para você. Afinal, de nada adianta entender o fenômeno se você não sabe o que você vai fazer com essa informação. Se você é investidor, os setores de proteína de qualidade, bem-estar, saúde preventiva e farmácia já está na mira de quem está lendo sinais certos. Ultaprocessados, açúcar, bebidas com alto teor calórico, estão sob pressão estrutural, não pontual, estrutural. Se você é empreendedor, o seu produto ou serviço está do lado certo dessa onda? Porção controlada, densidade nutricional alta, praticidade e saúde são atributos que o novo consumidor ele tá buscando. Quem reformular antes vai capturar um mercado que só tende a crescer. E a economia do GLP1 tá reescrevendo as regras do
14:36 consumo. E esse processo não tem volta. Setores inteiros estão sendo forçados a se reinventar, enquanto outros crescem silenciosamente. O que separa quem vai lucrar com essa transformação de quem vai ser atropelado por ela é simples. [música] A velocidade com que você entende o que está acontecendo e age. O 11epique não é [música] modinha, não é privilégio de celebridade, não é trend das redes sociais, é o começo de uma reorganização econômica global que vai durar décadas e que já está mudando o preço do açúcar, do combustível dos aviões, as prateleiras dos supermercados e os orçamentos [música] dos governos. Com a queda da patente no Brasil, essa revolução já está acontecendo. Como é que você vai se posicionar [música] em relação a ela? E se esse vídeo abriu uma perspectiva que você não tinha, compartilha ali com aquele amigo seu que
15:22 sempre vive falando de mercado, de negócios, de onde investir o próximo real, porque esse é um assunto grande demais para uma conversa só. E nos conta aí, [música] você acredita que a queda da patente do 11que vai democratizar o acesso no Brasil ou vai criar um novo problema que a gente ainda não tá vendo? A gente se vê no próximo episódio aqui no canal da Ponta Azul. Valeu,