QUEM ERAM OS HEBREUS: História, religião e diáspora. Resumo de História Enem. Prof Felipe  Oliveira

QUEM ERAM OS HEBREUS: História, religião e diáspora. Resumo de História Enem. Prof Felipe Oliveira

Breve Resumo

Este vídeo explora a história dos hebreus, desde suas origens na Mesopotâmia até a criação do Estado de Israel. Aborda a importância da narrativa hebraica, as eras dos patriarcas, juízes e reis, o Êxodo do Egito, o cisma hebraico e a diáspora, destacando a relevância do monoteísmo e a luta por um território prometido.

  • Origens na Mesopotâmia e migração para Canaã.
  • Êxodo do Egito liderado por Moisés e a influência cultural egípcia.
  • Cisma hebraico e a divisão do reino de Israel.
  • Diáspora hebraica e a perseguição histórica.
  • Criação do Estado de Israel e os conflitos subsequentes.

Introdução

O vídeo introduz o tema dos hebreus, destacando sua importância como a raiz do judaísmo e, por extensão, do cristianismo e do islamismo, todas religiões monoteístas. A aula foca na história do povo hebreu, cuja narrativa é essencial para entender suas origens e desenvolvimento.

A história dos hebreus

A história dos hebreus é apresentada com base em sua própria narrativa, devido à escassez de vestígios históricos. Originários da Mesopotâmia, os hebreus são um povo semita, descendentes de Sem, filho de Noé. Inicialmente organizados em clãs patriarcais, levavam uma vida nômade e pastoril. A tradição hebraica divide sua história em três eras: a dos patriarcas, a dos juízes e a dos reis. A era dos patriarcas começa com Abraão, que, segundo a tradição, foi chamado por Deus para deixar Ur e ir para Canaã, a Terra Prometida, marcando o início da luta pelo domínio da região da Palestina. Abraão, Isaac e Jacó (Israel) são figuras centrais, com os 12 filhos de Jacó dando origem às 12 tribos de Israel.

A escravidão e o êxodo do Egito

Os hebreus migraram para o Egito em busca de terras férteis, aproveitando um período de instabilidade e invasões. Após um tempo, foram escravizados pelos egípcios, permanecendo nessa condição por 400 anos, de acordo com a tradição hebraica. O Êxodo, a fuga da escravidão liderada por Moisés, marca um evento crucial na história hebraica. Moisés guiou seu povo por 40 anos, mas morreu antes de chegar a Canaã, sendo sucedido por Josué. Durante o Êxodo, os hebreus sofreram influência cultural e religiosa dos egípcios, adotando o culto a outras divindades além de Javé, o que levou à revelação do Decálogo (Dez Mandamentos) para reafirmar o monoteísmo.

Pentecostes e o monoteísmo

No contexto do Êxodo, a tradição hebraica relata que Deus revelou a Moisés o Decálogo, um conjunto de dez leis que reafirmam o monoteísmo, ordenando a crença e o amor a um só Deus. A celebração da fuga da escravidão do Egito é conhecida como Páscoa, que difere da Páscoa cristã, pois a hebraica celebra o Êxodo, enquanto a cristã celebra a ressurreição de Cristo. Após o retorno à Palestina, os hebreus enfrentaram outros povos, como cananeus e filisteus, o que levou a uma nova forma de organização liderada por juízes, que eram chefes políticos, religiosos e militares.

O que foi o cisma hebraico

Após a morte de Salomão, o reino de Israel se dividiu em dois: o reino de Israel, com capital em Samaria, e o reino de Judá, com capital em Jerusalém. Essa divisão, conhecida como cisma hebraico, enfraqueceu militarmente os hebreus, facilitando a invasão de povos vizinhos, como os babilônios, que levaram os hebreus como escravos para a Babilônia, evento conhecido como cativeiro da Babilônia. Posteriormente, os persas, sob o reinado de Ciro, invadiram a Babilônia e a Palestina, permitindo que os hebreus retornassem à Palestina e reconstruíssem o Templo de Jerusalém.

A diáspora hebraica

Após o domínio de diversos povos, os romanos conquistaram a região da Palestina. Em 71 d.C., Jerusalém foi destruída e os hebreus foram expulsos da região, dispersando-se por vários lugares dentro do Império Romano. Essa dispersão é conhecida como diáspora hebraica, transformando os hebreus em um povo sem estado, uma minoria dispersa que enfrentou perseguições históricas, como o Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial.

A criação do Estado de Israel

Após a Segunda Guerra Mundial, a ONU propôs a criação de um estado para os judeus, uma ideia que já existia desde o final do século XIX com o movimento sionista. Em 1947, a criação do Estado de Israel foi consolidada, resultando na apropriação de grande parte do território ocupado pelos palestinos, que são muçulmanos. Desde 1948, a região tem sido palco de conflitos entre israelenses e árabes muçulmanos, mantendo um clima de tensão até os dias atuais. A história dos hebreus é marcada pela luta por um território que consideram prometido por Deus, consolidando-se como o primeiro povo monoteísta da história.

Share

Summarize Anything ! Download Summ App

Download on the Apple Store
Get it on Google Play
© 2024 Summ