Breve Resumo
Este vídeo apresenta um ranking de Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) de papel, com base 10, classificando-os desde os mais arriscados até os mais promissores. Amanda, especialista em investimentos, explica os critérios para identificar FIIs perigosos e destaca as características dos fundos considerados "imbatíveis" para investir.
- Identificação de FIIs de papel perigosos e os critérios para evitá-los.
- Análise de FIIs intermediários, adequados dependendo da diversificação da carteira.
- Apresentação de FIIs de papel considerados "imbatíveis" e seguros para investimento.
- Importância de analisar a qualidade de crédito, LTV, diversificação e indexadores dos FIIs.
FIIs de Papel Perigosos: TOR de 11
Amanda inicia apresentando um FII de papel considerado perigoso, o TOR de 11. Este fundo investe principalmente em CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), com uma grande parte do portfólio alocado no setor de hotelaria, um segmento considerado mais sensível e com maiores chances de problemas. A maior parte das cotas investidas são do tipo subordinada, que oferecem maior rentabilidade, mas também são mais arriscadas. Além disso, mais de 94% das operações não possuem garantias reais envolvidas, aumentando a exposição ao risco. O principal CRI da carteira representa mais de 20% do patrimônio líquido do fundo, indicando uma alta concentração. O fundo apresenta um índice de inadimplência acumulada em alguns CRIs, impactando a receita e o retorno aos cotistas.
FIIs de Papel Perigosos: VSLH11
O VSLH11 é outro FII classificado como perigoso, seguindo uma linha semelhante ao TOR de 11. Ele também investe principalmente em CRIs, com uma parcela significativa no setor de hotelaria. Assim como o TOR de 11, o VSLH11 possui exposição a cotas do tipo subordinado, consideradas mais arriscadas. A maior parte do LTV (relação entre garantias e valor do empréstimo) é superior a 80%, indicando maiores riscos nas operações de crédito. O principal CRI da carteira representa mais de 17% do patrimônio líquido do fundo, mostrando uma concentração elevada. A carteira apresenta um índice de inadimplência expressivo em seus CRIs, refletindo a baixa qualidade de crédito.
FII Intermediário: VIRG11
O VIRG11 é apresentado como um FII intermediário, adequado dependendo da estrutura da carteira do investidor. Este fundo investe principalmente em CRIs, com 99,4% atrelados ao CDI. Ele financia principalmente o segmento residencial, mas também possui exposição a outros segmentos. O principal CRI representa 6,54% do patrimônio líquido do fundo, mas é importante considerar que o fundo possui mais de um CRI da mesma empresa, como a Eubor, elevando a exposição total. A maior parte dos CRIs não possui rating (classificação de risco), indicando investimentos potencialmente mais arriscados. No entanto, os CRIs possuem garantias envolvidas, com diferentes faixas de LTV.
FII Imbatível: MXRF11
O MXRF11 é classificado como um dos melhores FIIs de papel para investir. Ele aplica a maior parte do seu dinheiro em CRIs, mas também possui um percentual em cotas de outros FIIs e permutas financeiras. A forma como ele recebe os juros é principalmente via IPCA, mas também tem exposição ao CDI. Possui um LTV médio de 55%, considerado equilibrado. A maior parte das cotas que ele possui são de classe única e as outras que possuem classificação, a maior parte delas são sênior, que são as mais seguras. O principal CRI representa 3,64% do patrimônio líquido, mas é importante verificar se existe mais de um CRI da mesma empresa.
FII Imbatível: BTCI11
O BTCI11 é outro FII considerado imbatível, investindo principalmente em CRIs e atrelado principalmente ao IPCA. Ele tem diversificação em segmento imobiliário que ele investe, mas principalmente o segmento logístico. O principal ativo representa 5,6% do patrimônio líquido do fundo, o que é algo bem equilibrado e saudável.
FII Imbatível: KNSC11
O KNSC11 é apresentado como um bom FII para investir, com a maior parte do seu dinheiro aplicado em CRIs. Ele tem uma diversificação por segmento ali que ele financia, né, que ele se expõe. É principalmente o segmento de escritório, mas ele também tem residencial, logístico, shopping, dentre outros. Ele tem uma exposição mais híbrida aos indexadores, com uma proporção mais equilibrada entre IPCA e CDI. O principal ativo representa 3,3% do patrimônio líquido do fundo, indicando uma boa diversificação. O fundo é gerido pela Kinea, uma das principais gestoras do mercado de FIIs.

