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0:54 prepara um caderno, enfim, algo em que anotar, uma caneta Também eu não costumo entregar apostila. O que que acontece com a apostila? Você já devem ter tido experiência de ir a algum curso receber apostila. Normalmente o que que a gente faz com a apostila? A gente guarda numa gaveta e nunca mais vê. Não é isso que acontece? E a apostila ela tende a padronizar. Então o aluno fica meio que padronizado. E eu acho que oratória não é bem isso. A oratória eh cada um tem a sua personalidade, a sua forma de ser, a sua forma de fazer, né? Então eu optei por fazer o seguinte, o aluno anota aquilo que julgar essencial. Aquilo que vocês julgarem é importante, vocês
1:39 anotam, porque o que vai acontecer daqui para frente são insightes, momentos de percepção. É quando as fichas caem, né? Já ouviram essa expressão? A ficha caiu. Então o que vai acontecer? Conforme eu vou aqui falando, vou abordando os temas, você vai refletindo aí, muita coisa vai servir para você, digamos assim, você vai enxergar coisas que você antes não enxergava. Por isso que você vai anotar aquele que julgar importante para você. Então, anote aí para não esquecer. Todas as vezes que você for chamado a falar, é óbvio que se for um tempo curto não vai nem dar tempo de tomar água. Mas
2:27 se é para fazer uma palestra, para fazer uma reunião de você tem que apresentar um projeto, fazer a defesa de uma tese, tenha sempre por perto um pouco de água. E aí, eu posso parar de falar para tomar água? Que que vocês acham? Sem nenhum problema. As pausas são essenciais. que quando você dá pausa, o seu aluno tem tempo de fazer algum tipo de reflexão sobre o que você acabou de falar. Se a gente fala sem parar, não dá tempo do aluno refletir. Eu tô olhando o rosto de cada um de vocês aqui e tô tendo a sensação de que conforme eu falo vocês pensam e não pensam, fazem alguma avaliação do que eu tô falando, né? Observem aqui,
3:13 gente. Gilson, passa para cá a imagem aqui. Você que tá em casa também, observa. Olha, eu fiz aqui algumas anotações. Nós estamos num curso de oratória. Nós estamos aqui para aprender, não é? Para desenvolver. Todos vamos aprender juntos aqui. Estamos aqui com o mesmo intuito de desenvolver a nossa capacidade de comunicação. Eu também juntamente com vocês, porque cada curso a gente aprende um pouquinho mais. Então veja por que que eu fiz essa anotação. O orador deve anotar o que vai falar. O orador não deve se meter a falar sem ter algum tipo de preparo. Eu posso estar com um papel na mão para falar.
3:59 Posso, posso estar. Então, anote aquilo que você deseja falar. Você deve anotar num pedacinho de papel, num cartão, alguma coisa assim. Você faz pequenas anotações na sequência lógica daquilo que você vai falar, porque assim você transforma a sua fala numa fala didática. A grande sacada de se ser um bom orador é falar de forma didática. O que é falar de forma didática? De forma que as pessoas compreendam a mensagem e aprendam com você. Então, nunca esqueça de fazer anotações. Eu já vi muita gente quebrando a cara porque se mete a falar
4:45 sem ter organizado que vai falar. Se você está numa reunião e você sabe que várias pessoas serão convocadas a falar, inclusive você, você vai assistindo a reunião e vai fazendo pequenas anotações, o que é interessante falar. De repente alguém antes de você falou alguma coisa interessante, fala: "Puxa, eu queria estender esse essa pauta aí. Achei legal. Acho que eu vou aí você anota. Enquanto as pessoas falam, você anota". vai pegando a deixa. Tem uma entrevista que eu fiz com Amauri Júnior quando do lançamento do CD de 25 anos do programa dele lá na livraria Cultura em São Paulo. E eu observava os repórteres que faziam as perguntas para aí dos jornalistas, né? E
5:31 ficavam só escutando para ver o que que eu posso perguntar que os outros já não tenham perguntado. Porque é a coisa mais chata que tem são as pessoas repetindo a mesma pergunta, a mesma pergunta. sem uma criatividade. Então eu prestava atenção, ia pensando o que que eu posso perguntar. Tá lá no YouTube essa entrevista no canal Falante Influente, eu lá com a Mauríci Júnior, você vai ver que eu começo eh fazer, na verdade, eu faço uma afirmação ao invés de fazer uma pergunta e a Mauri Júnior pega exatamente aquilo que eu falei e dá sequência. Veja que interessante o que que eu digo pro Amauri Júnior naquele momento. Eu digo assim, primeiro eu apresento, obviamente
6:16 eu faço a apresentação dele, na verdade dispensa a apresentação, até uso esse termo. Olha, dispensa a apresentação, né? Amori Júnior, o ícone da televisão brasileira aqui na livraria Cultura em São Paulo, no lançamento do seu CD de aniversário dos 25 anos do programa. Olho para ele e digo assim: "Dá para ver na sua cara que você tá feliz, né, Mauria?" E passa o microfone para ele. Ele fala: "Eu tô feliz por causa disso, daquilo". Ou seja, ele captou que eu lancei uma palavrinha, ele se aproveitou, né, daquela palavrinha e deu sequência. Então, isso é uma coisa que o orador precisa prestar atenção. Prestar atenção. É como se fosse uma pergunta, nãoé? Tô vendo que você está feliz, né,
7:02 Mauri. E ele fala: "Eu tô feliz. O que que ele vai dizer? Vai me trazer uma resposta. Eu estou feliz por causa disso." Percebe? Então, uma coisa que você tem que anotar aí para não esquecer, perguntas. Faça perguntas para você antes de começar a falar. Pode ser uma pergunta mental. Quem pergunta conduz. Nunca se esqueça disso. Você que está em casa, quem pergunta conduz. Escreva isso para não esquecer. Quem pergunta conduz. A pergunta te dá a direção, te dá um norte. Então, se ninguém fizer a
7:48 pergunta, você faz a pergunta para você. Você mesmo faz a pergunta. Pode ser mentalmente, pode escrever num papel e aí você começa a responder à aquela pergunta e aí dá-se início à sua oratória, a sua fala, ao seu discurso. Tudo bem? Olha, tá escrito aqui prospecção de vocabulário. Você que tá em casa, anota isto. Prospecção de vocabulário. Prospecção de vocabulário. O que vem a ser isso? A maior dificuldade que as pessoas têm. Inclusive, muita gente diz assim: "O Ja, como é que eu faço para acabar com o branco? Virou mexão me dá
8:33 branco." Acontece com todo mundo. Sabe por que que acontece o branco? Porque a gente esquece às vezes uma palavrinha, não é? Então é o perigo da de decorar. Ninguém deve decorar. Você não pode decorar aquilo que você vai falar. Se você decorar e você esqueceu a sequência, acabou com você. Aí, por mais que você se esforce, a palavra não vem mais, porque vai acontecer um estado de tensão que simplesmente tua mente se apaga e não vem mais nada. Então, primeiro não decore. Outra coisa, faça prospecção de vocabulário. E eu vou falar disso em todas as aulas. Prospecção de vocabulário não tá na
9:18 nossa aula de hoje, né? Se você olhar aí a o descritivo da da aula, você vai ver que não tem prospecção de vocabulário. Tá em outra aula, mas eu vou sempre falar sobre isso. Prospecção de vocabulários. Já ouviram falar sobre isso? Prospecção de vocabulários. Já ouviram? Hã? Nunca ouviu? Prospecção de vendas. Já ouviu? Prospecção de vendas? O que é uma prospecção de vendas? Você quer que eu olhe aqui na tela, Gilson? É isso que que eu Ah, que eu fale com o pessoal da Gente, hoje é o primeiro dia que estamos abrindo pro EAD, como eu já expliquei no início, é uma experiência nova para nós aqui no instituto, como
10:05 também é uma experiência nova pros nossos alunos. Você que está nos acompanhando agora pela internet, vocês que estão aqui presentes, né, é uma nova etapa da nossa vida, não é? Vocês vieram aqui para buscar conhecimento, buscar informação para provavelmente mudar para se desenvolver, né? O desenvolvimento é a mudança de um estado não muito bom para um estado mais satisfatório. Isso é o desenvolvimento. Então, estamos aqui, provavelmente buscando orientação, conhecimento pra gente mudar de nível, né? de etapa e vai acontecer isso. Mas olha, prospecção de vocabulário, o nome já diz prospectar. Prospectar vendas é contar
10:53 para o maior número possível de pessoas aquilo que você faz. Fala nisso, o que que você faz, Val? Bancária. Você é bancária, Nat? Como? Nataniela, que que você faz? estudante. É isso. É você advogado. Advogado. Você coordenador de melhoria. Coordenador de melhoria contínua. Bom, cada um tem a sua atividade específica, cada um tem a sua necessidade específica, né? Ou seja, o que é prospectar? Contar pros outros o que que eu faço. Ah, eu sou advogado, eu sou bancária. De repente, alguém que tá com problemas, com alguma dificuldade em
11:40 questão de de banco, etc., talvez pergunte para você ao saber que você é uma bancária, não é? Então, prospectar é dizer paraas pessoas que que você faz. Agora, quando você conta uma publicidade, uma propaganda, é uma forma de prospectar. Quando você tá assistindo a televisão, vendo a internet e entra ali um comercial, né, uma publicidade, não quer dizer que você vai comprar aquilo que tá sendo anunciado. Alguém vai comprar, não é? Então, prospectar é você contar para todo mundo o que que você faz. E no caso da oratória, o que que é prospecção do vocabulário? é você acumular palavras sinônimos aqui na sua
12:26 cabeça. E se determinada palavra fugiu, você substitui por outra palavra, porque você tem aqui um reservatório de palavras. Isso é prospecção. Mas como é que eu faço isso? Leitura. Então, você que tá em casa, leitura é fundamental. Não se esqueça disso, não fuja disso. A pessoa que se propõe a fazer os músculos crescerem, alguns vão pela questão da saúde, é óbvio, mas muita gente vai por conta da estética, quer ficar com um corpo mais bem distribuído, mais bonito, né, mais fortalecido. Então, a pessoa vai à academia e normalmente ela se compromete, né? Você passa em frente à
13:13 academias, você às vezes vê no final de semana a pessoa treinando, à noite a pessoa treinando ou muito cedo. Tem gente que acorda de madrugada e vai pra academia. Veja o comprometimento dessa pessoa com aquele objetivo. Então você que está em casa, nós aqui que estamos na sala, você deve se comprometer. Não existe mágica. que eu disse do princípio, não tô aqui para encher linguiça, para falar aquilo que não é importante para vocês. Só vou dizer aquilo que eu sempre utilizei na vida. Então, você tem que ter o comprometimento com você. A gente às vezes tem certa timidez, certa insegurança por faltar conteúdo. A
13:59 gente não tem o conteúdo suficiente. Então você vai tremendo a base e vai acabar repetindo as mesmas coisas, vai acabar adquirindo um vício de linguagem que não é um negócio legal, exatamente pela falta da leitura. Então, leitura é tudo. Leitura é tudo. Eu estou entrando nesse assunto, nessa primeira aula, que não era assunto da primeira aula, porque eu decidi que eu tenho que falar isso todas as vezes, em todas as aulas, porque a gente vê aluno que não se compromete, que acha que bastou fazer um curso de oratória para você resolver teu problema. O curso ele vai te trazer uma base, ele vai mostrar quais são os caminhos para você. Depois é com você. é o seu interesse, é o seu comprometimento consigo mesmo. E leitura. Não há como
14:47 escapar da leitura. Para falar de maneira fluida, é necessário que você coloque conteúdo na sua cabeça. E para fazer isso, só através da leitura, existe uma teoria chamada teoria do cérebro triúnico. Essa teoria diz o seguinte: "Nós temos três cérebros aqui na nossa cabeça. Três cérebros. Nós temos o cérebro mais antigo chamado complexo reptiliano, que é o nosso lado animal, o lado da motricidade nos movimentos, tal, da parte orgânica propriamente dita, pois nós temos um segundo cérebro chamado sistema límbico, que é o lado das
15:35 emoções da religiosidade, da afetividade. Existe um terceiro cérebro, esse é o mais atual, que se chama neocórtic ou lógico analítico. Esse cérebro é que deve comandar os outros dois. Ele é o lado da razão e é nele que está situada essa habilidade de falar e escrever. Dentro desse conceito do cérebro triúnico, ainda existe uma outra teoria chamada teoria das inteligências múltiplas. Teoria das inteligências múltiplas. Essa teoria diz que nós temos
16:21 várias dimensões da inteligência e uma delas é a inteligência linguística. A inteligência linguística, o próprio nome já diz que tem a ver com a nossa língua, com a nossa habilidade de falar inteligência linguística e ela está situada exatamente no neocórtic, no lógico analítico, no nosso hemisfério esquerdo, tá? Aqui para eu desenvolvê-la, eu preciso ser uma pessoa com maior percepção auditiva percepção visual, percepção visual, percepção auditiva. Eu preciso prestar
17:07 atenção, eu preciso observar detidamente como as pessoas falam, o que elas falam para eu aprender observando. Então, uma forma de se aprender é prestando atenção e observando a outra pessoa que está fazendo e como ela faz e etc. Essa é uma forma de aprender. A outra forma de aprender é fazendo, tendo a orientação de como se faz e passando a praticar. Então prestar atenção e anotar coisas é uma forma de você aprender. Por isso que a gente entrega sempre um papel, uma caneta. Eu peço para você que está em
17:53 casa também para fazer anotações. Exatamente por isso. E olha, presta atenção em mim. Como é que eu conduzo aqui? Como é que eu me movimento? Como é que eu falo? Como é que eu uso o microfone? Eu tô usando o microfone por conta da transmissão pela internet para que haja uma captação boa da minha voz aqui. É óbvio que esse ambiente não precisaria estar usando o microfone, poderia estar com as duas mãos soltas aqui, mas como a gente tá gravando, então tô utilizando esse microfone aqui. Mas de qualquer forma, você observa como eu uso o microfone. Nem muito longe também, nem muito perto. Eu tenho que percepção auditiva, perceber se a minha voz está chegando de forma confortável para todo
18:39 mundo. OK? Tudo isso você vai prestando atenção para aprender observando. Esta é uma forma de se aprender. Então, se você é uma pessoa desligada, uma pessoa muito atarefada, uma pessoa que fica com atenção desviada, você não vai aprender. Foco, atenção dirigida e não permitir que a atenção periférica nos atrapalhe. Então, quando estiver conversando com alguém, olho no olho, olho no olho, OK? Nada de ficar olhando o celular, nada de ficar olhando para lá ou para lá, olho no olho da pessoa, mas é um grupo, como
19:27 é que eu faço isso que eu estou fazendo. Estou às vezes olhando para você, às vezes para você, às vezes para você, às vezes para você e às vezes lá também na câmera para quem está em casa. OK? Mas o que é importante que a gente deixa bem, deixe bem claro, fique bem fixada na nossa cabeça, é que não há outra forma de desenvolver uma boa oratória se não for por meio da leitura. Porque enquanto você aprende sobre um determinado tema ou sobre vários temas, você faz a prospecção de vocabulário. Você vai conhecer palavras, conhecer o som das palavras e,
20:13 obviamente, sinônimos, porque num texto, num livro, você tem textos escritos de tal forma em que o próprio autor busca variar as palavras, né, para não ficar repetido a mesma coisa. Então, o próprio autor acaba trazendo dentro do texto a variação das palavras, os sinônimos. E aí a gente vai acumulando essa informação, fazendo a prospecção, ou seja, você vai juntando palavras na sua cabeça, vai juntando as palavras e quanto mais você lê, mais você se apropria da palavra. Então digo assim pro aluno, vocês vão notar isso aqui. O aluno quando ele está falando, quando ele está começando,
21:02 você vai sentir uma insegurança. Ele vai buscar a palavra, ele vai olhar para lá, olhar para lá, olhar para baixo. Ele tá buscando a palavra porque a palavra está fora dele. E o ideal é que a palavra, que a palavra brote de você. Para isso acontecer, ela tem que fazer parte de você. Você tem que ter se apoderado dela. Isso acontece com a repetição. Por isso que a leitura, com quanto mais você lê, mais as palavras vão ficando impregnadas em você e aí elas estarão disponíveis conforme a situação, elas vão sendo liberadas. Então, esqueci de uma palavrinha, mas eu conheço outra que não altera o contexto. Então, eu posso colocá-la no lugar. OK?
21:48 Alguma dúvida? Queiram, querem perguntar alguma coisinha? Tá claro o que eu tô falando ou não? Tá claro? Bom, bom, então lá. Prospecção do vocabulário. Outra palavrinha que eu coloquei ali, um adendo ali, pense no tema. Você que tá em casa, presta atenção. Nós vamos desenvolver esse curso baseados em temas. Então, cada um vai escolher um tema. Então, pensa já. É óbvio que você fará uma apresentação aqui, não só uma, várias. E você em casa, vou cobrar isso de você. É óbvio
22:35 que nós seremos um uma ferramenta para você me enviar também aí as suas a prática, né? Aquilo que você vai praticar aí. Eu também eu quero saber, eu quero ver como é que você tá se desenvolvendo aí. Então, pensa já num tema. Como assim? Um tema que você gostaria de discorrer numa apresentação. Vamos imaginar que você vai fazer uma palestra sobre o que você gostaria de falar. Gilson. Acho que nós vamos ter que trocar essa pilha aqui, né? Essa pilha que tá aqui é nova. É nova. que de vez em quando eu escuto um ruído aí que às vezes é problema dunha os alunos aqui já chegaram. Ah, tá
23:23 legal aí. Então beleza. Olha, se alguém quiser fazer perguntas aí, você que tá nos nos vendo de casa, se quiser fazer alguma perguntinha, tem um chat aí, faça perguntas aí. Como eu disse aqui, quem pergunta conduz, então a pergunta me facilita inclusive a desenvolver o curso e a resolver dúvidas. O aluno não pode ter dúvidas. É claro que nós teremos uma etapa desse curso em que a gente vai abrir para tirar todas as dúvidas. Aquilo que não ficou muito claro, a gente vai fazer a, digamos, a uma aula específica para isso. Também há uma ordem lógica dos módulos dessas aulas, mas eu já vou deixar bem claro de que eu vou variando, hein? Vai
24:08 acontecer de assuntos que serão tratados em outras aulas. Eu trazer esse assunto agora, não tem problema. Depois a gente vai tocar de novo nesses assuntos aí, porque a persistência é importante. A gente tem que falar diversas vezes sobre a mesma coisa até que aquilo vá se fixando na sua cabeça. Aí então o tema, pensa num tema, pensa num tema, algo que você gostaria de falar, certo? E aí a gente vai desenvolver em cima do seu tema. Nós vamos entrar depois nesse assunto, mas eu quero que você pense desde já. Pense no tema sobre o que, por exemplo, você gostaria de falar, Leandro mesmo. O quê? Responsabilidade do síndico. Responsabilidade do síndico.
24:55 Olha, esse é um tema, responsabilidade do síndico. Então, se é um tema que você escolheu, você escreve para não esquecer desse tema que você escolheu e ao longo do curso você vai desenvolver uma palestra sobre este assunto. Já já é, já eu vou dando vou dando mais dicas. Eu já meio boni, jáamente pretendo. Uma palestra. Já há uma Ah, você quer que eu coloque o microfone? Eh, vou falar sobre responsabilidade do síndico, porque ele já, eu futuramente quero fazer uma palestra sobre isso. Já fui até convidado para fazer, então tô meio que ensaiando para aprender. Ah, que legal, né? Pensa num
25:42 tempo. Pensou num tema? Pensei, eh, eu vou falar sobre o poder da mulher. Bonito tema. Poder da mulher. Na e seu nome é difícil até eu pegar o seu nome. Natela. Nataniela. E aí, pensou num tema? Nataniela? Não, nada ainda. Quer que eu dê uma sugestão? Não. Você tá estudando? Sim. Que que você tá fazendo? Agronomia. Agronomia que tá em que em que ano da agronomia? Acabei de entrar. Ah, tá no início ainda, né? Bem no comecinho. Mas esse é um assunto que te agrada? Agronomia.
26:29 Sim. Vamos pensar num tema ligado à agronomia. Você quer pensar aí? Fique tranquila que você vai ser orientada, treinada para fazer isso, tá? Ninguém vai fazer as coisas aqui sem ter uma orientação. Que que você pensa? Eu pensei levar um pouco, acho que o conceito para dentro do que eu faço. Eu falo penso muito em falar em de raciocínio lógico, principalmente numa área de melhorias, né? Acho que é o é o alicerce para tudo que a gente quer transformar em cima. Então acho que é um tema de discussão. Raciocínio lógico. Você que tá em casa, você que nos acompanha, pensa num tema. Ô Ja, mas para que isso? Você vai saber, se você conseguir desenvolver sobre um tema específico, esse tema desenvolvido, ele
27:16 vai servir como base para qualquer outra coisa que você queira falar, qualquer tema escolhido, uma vez que você aprende a desenvolver sobre um tema específico, você saberá fazer sobre qualquer outro tema. Agora nós vamos aqui orientando o aluno e ajudando o aluno a desenvolver essa apresentação. Então o curso inteiro ele vai se dar em cima de um tema escolhido por você. Você escolhe o tema e a gente vai trabalhar juntos sobre esse tema. Esse tema, digamos, vai ser o start, o início da sua oratória. Vai ser muito legal. Então pensa num tema aí.
28:02 Agora, só pra gente entrar agora na questão da aula da as razões do medo, depois eu vou trazer essa informação para vocês. Mas olha, tem uma coisa que nos dá autoridade. O orador precisa ter autoridade. As pessoas precisam confiar em quem está falando, naquilo que você tá trazendo de informação. Eles precisam confiar. Para isso você tem que ter autoridade. E uma das formas de você atingir a autoridade é demonstrando autoridade. Não adianta falar, apresentar um currículo maravilhoso, cheio de formações, pós-graduação, mestrado, doutorado. Não adianta isso se
28:48 quando você abre a boca, a pessoa não percebe essa autoridade em você. que tem muita gente cheio de teorias, teorias, teorias, mas não consegue passar a informação e não consegue transmitir essa sensação de autoridade. Sabe como é que a gente coloca a autoridade no que nós estamos falando? Sabe como? Uma coisa chamada posição defendida. Escreva isso para não esquecer. Posição defendida. O que é posição defendida? Você vai aprendendo, não vai esquecer mais. Gente, olha, quem fala, quem fala sente mais
29:33 calor. Hoje nós estamos com ar condicionado desligado aqui porque tá um friozinho, né? Agora de manhã já estamos no outono, mas quem fala sente muito calor, sente muita sede e por isso que eu vou toda hora tomar um pouquinho de água. Seria nervosismo também de minha parte? Que que vocês acham? Será que não? Vocês não podem imaginar o quanto eu estou tenso aqui, nervoso, porque nós estamos numa etapa nova da nossa vida. A preocupação com a plataforma, com a transmissão pela internet, o medo da internet trazer problemas e a internet traz problemas, todo mundo sabe disso, trava. Muitas vezes em casa, quem tá em casa às vezes perde a
30:21 concentração. Isso é o grande eh problema do EAD. É exatamente isso, você estar focado, não permitir que nada te atrapalhe em casa, né? O telefone que toca, o cachorro que late, alguém que te chama, campainha da casa que toca, qualquer coisa pode tirar a sua atenção. E se você perder a atenção, você perde a sequência lógica daquilo que tá sendo apresentado aqui. Então é mais difícil. Até digo o seguinte, eh o EAD, o ensino à distância, na minha opinião, tá, exige muito mais do aluno do que o presencial. autodisciplina, tem que ter uma autodisciplina. Tem gente que diz assim: "Ah, o ED não funciona". Muito pelo contrário, o ED exige mais vontade do
31:10 aluno, dedicação, porque tem muitas coisas que vão te atrapalhar. Por isso que eu peço a você se desligue de tudo que possa te atrapalhar. Fica concentrado. E se eu perder? E se por acaso de fato alguma coisa me atrapalhar aqui na minha concentração, a aula vai ficar gravada. Depois, se você quiser, poderá assisti-la de novo, terá o acesso à aula gravada e se alguma coisa você perdeu, você terá chance de recuperar isso através da gravação. Mas o ideal seria que você desde já adquirisse essa disciplina, esse comprometimento, né? Não adianta falar: "Estou fazendo, mas não tenho compromisso com aquilo, não resolve." É que eu disse aqui para vocês sobre a leitura. Se você não tem o
31:57 hábito de ler, adquire esse hábito de ler. Existe, por exemplo, vamos lá, algum palestrante, algum orador que você respeite, admire? Você se lembra de alguém? Se lembra de alguém? Cortela. Mário Sérgio Cortela. Se lembra de alguém, Nataniela? Não se lembra de alguém? Lembra-se de alguém? Carnal, Mário Sérgio Cortela, Leandro Carnal. Então, veja bem uma coisa, a gente admira esses caras, né? Puxa, como eles falam bem, como eles têm conteúdo, não é? Você vê o Mário Sérgio Cortela parece uma metralhadora, né? Dispara a falar e e vai
32:43 embora, fala bem, fala coisas interessantes, a gente gosta de ver, curiosidades e etc. Mas qual é a diferença dele em nós aqui? Hã? adquiriu muito vocabulário, leu bastante. Exato. Leu bastante. Eu estudo, é a dedicação, né? Hoje, hoje o eles têm uma estrutura que permite que eles se dediquem mesmo à aquilo, a aprender, a adquirir mais conteúdo, cada vez mais conteúdo, né? E vivem disso, é óbvio, né? Cada um de vocês tem a tarefa de vocês. Você que tá em casa, tem o seu trabalho. Às vezes você vai dizer: "Puxa, não tenho tempo". O trabalho deles é esse, não é? É passar conhecimento. Para eu passar conhecimento, eu tenho que ter lido.
33:28 Como infelizmente no Brasil lesse menos de um livro por ano. Já pensou nisso? Menos de um livro por ano. Então tem alguém fazendo isso por aquele que não quer ler. Então esses caras se se predispuseram a ler por aquele que não lê. E aí você paga para eles para obter o conteúdo, né? quando você poderia ler, mas as pessoas dizem: "Eu não tenho tempo, não tenho tempo, então vai ter dificuldade. Muitas pessoas vend na internet tá cheio de gente vendendo cursos, né? Não é isso? Repete que você falou?" Por isso que na internet tem bastante gente vendendo curso, essas coisas, porque tipo assim, a gente não se propôs a ler, né? Então a gente vai pela facilidade, né? Já que Deus ele vai
34:16 transmitir a facilidade pra gente. Exatamente. Hoje existe inclusive o audiobook, né? Você fala: "É bom o audiobook, você só vai ouvir. Não é legal você tocar no livro, segurar o livro, sentir o cheiro do livro, ler com seus próprios olhos. Porque quando nós lemos, mesmo que seja só com os olhos, a nossa mente, o nosso cérebro, ele vai verbalizar. Não há como ler. Ainda que você não esteja falando em voz alta, não esteja articulando, você está mentalmente verbalizando. Não há outra forma de aprender. Agora, quando tem alguém falando com você aqui no teu ouvido,
35:02 você não verbaliza. Então, esse é o grande perigo de você não registrar as informações todas, porque não é você quem está lendo percebe? Só que tem gente ganhando dinheiro com isso, exatamente porque as pessoas não têm o hábito de ler, então não querem ler, dizem não ter tempo e aí a gente passa a admirar essas pessoas. Será que um dia eu chegarei lá em termos de conteúdo, pelo menos, talvez não de popularidade, né? Mas em termos de conteúdo, será que eu serei capaz, por exemplo, de ter uma conversa frente à frente com o Mário Sérgio Cortela, discutir com ele? Eu escrevi um livro chamado Acima da Média, a arte de comandar, onde eu trago
35:47 algumas teorias também. E eu cito o Mário Sérgio Cortela lá e não foi, digamos, vontade minha ter citado Mário Sérgio Cortela. Foi um amigo meu que estava fazendo o curso de filosofia. Pedi a ele que lesse o meu livro ainda no prelo, ainda não tinha sido publicado. Ele leu e ele me fez duas referências lá no livro. Lendo o que eu havia escrito, ele disse: "Ja, isso que você escreveu se parece com o que teria dito Mário Sérgio Cortela. E ele colocou a frase de Mário Sérgio Cortela numa outra parte do livro. Ele disse assim: "Olha, isso aqui que você escreveu tem a ver com Niet, que é um filósofo muito conhecido, para quem faz filosofia sabe. Fiquei orgulhoso, né? Eu nunca
36:32 nunca tinha lido Mário Sérgio Cortela e nem Niet. E o que eu disse, ele ele inclusive coloca a frase: "I se parece muito com o que eu havia escrito lá". Então eu pensei, pera aí, não sou tão burro assim, né? experiência acumulada, muita coisa que eu estudei, que, enfim, e fiz uma compilação de tudo, escrevi o livro. Então, Mário Sérgio Cortela, ele diz o seguinte: "Nós não estamos prontos, nós não nascemos prontos, nós vamos nos fazendo". Ele disse isso. E o que eu teria dito que o meu amigo disse: "Parece com o que ele falou". disse assim: "No campo das ideias, não estamos eh incólumes. No campo das ideias não estamos em eh eh incólume é são e salvo.
37:20 Não estamos salvos no campo das ideias. Por quê? Porque existem pessoas que sabem mais do que a gente. Nós poderíamos estar equivocados no campo das ideias. Não estamos salvos e salvos no campo das ideias. A frase é um pouco mais longa. que eu mesmo escrevi e às vezes me foge a a frase inteira. No caso de Niet, Niet escreveu: "Aquilo que não nos mata só nos fortalece". Já viram essa frase? Não. Muita gente fala: "Aquilo que não nos mata só nos fortalece". E eu escrevi: "Um pouco de sofrimento um pouco de frustração tem o seu lado vantajoso, pois é buscando livrar-se das frustrações que nós encontramos soluções
38:06 criativas". Ele fez a comparação e é a mesma coisa. Se você parar para pensar é a mesma coisa. Só que Niet é um filósofo e eu seria um filósofo também. Ele seu livro tem um pouco de psicologia, um pouco de filosofia. Caramba. E aí eu descobri que todos nós podemos ser filósofos. Não precisa ter estudado filosofia. Aliás, se você estuda filosofia, você passa a conhecer as ideias dos outros filósofos e acaba sendo influenciado por eles. Então você perde a genu genuinidade genuinade como
38:53 é você deixa de ser genuí. Genuiade. Genuinidade. Meu Deus do céu, que palavrinha difícil. É um travaalíngua isso aí. Mas você deixa de ser genuíno nas suas ideias quando você tem interferência de todo mundo. Então, o legal mesmo é você não ter sofrido a interferência. Então, por isso que eu me senti melhor. Falei assim: "Puxa, eu não tinha lido nem Niet, nem Marcel Cortela e no entanto, eu disse algo que o meu amigo comparou a esses caras. Fiquei feliz, né? Mas enfim, a questão do tema que horas são, hein, Gilson? vai dando para mim aí as são 9:50. Eh então veja, você que tá em casa, pensa no
39:38 tema. E quando eu falo sobre a posição defendida, tô dizendo o seguinte: o quanto você conhece, o quanto você conhece sobre o assunto. Então, para falar sobre direito, como é que é? responsabilidade, responsabilidade do síndico, do síndico. Você precisa conhecer isso profundamente. Então, quando você for falar sobre esse esse tema, você tem que estar realmente embasado no conhecimento. E o conhecimento não pode ficar restrito a apenas o tempo que você vai falar. Ah, eu vou falar por uma hora. E ter material só para uma hora não é bom. Você tem que ter conteúdo
40:23 para falar 10 horas, se for necessário. Então, como é que eu adquiro autoridade ou como é que eu desenvolvo aquela e chamada posição defendida? posição defendida é que vai te dar autoridade. É o quanto você conhece do tema e o quanto você gosta do tema, quanto você é apaixonado por ele, porque a pessoa vai sentir em você essa paixão, esse entusiasmo quando você fala sobre aquele tema e o conhecimento que você tem sobre ele. Por quê? Pode surgir uma pergunta, não disse aqui, quem pergunta conduz, pode surgir uma pergunta de alguém. E se você não estiver preparado para ela e não conseguir responder, você pode perder a autoridade
41:10 a menos, mas de qualquer forma, a autoridade vai diminuir. Você poderia dizer: "Olha, esse assunto eu preciso pesquisar um pouco mais sobre ele, na próxima reunião eu trago a resposta, tudo bem? Eu posso fazer isso, mas de qualquer forma vai diminuir a tua autoridade, que vai ser um uma certa frustração para quem te fez a pergunta. Se você vai falar sobre o poder da mulher, você tem que entender tudo sobre isso. Você tem que ler artigos que falem sobre isso, lei que protege a mulher as leis, lei Maria da Penha, enfim, sobre direitos iguais e tudo aquilo que envolva a mulher. Então você tem que se
41:55 aprofundar. Se você não tem o conhecimento suficiente, você tem que adquirir e o curso vai te permitir esse tempo, porque você não vai falar disso hoje, você vai falar disso mais paraa frente. Então, como você escolheu o tema, a partir deste momento, você tem que pensar sobre ele. Já eu quando sou convidado para falar sobre um determinado tema, no momento em que eu sou convidado e aceito, eu já começo a pensar sobre ele e vou na internet, quando eu não tenho conhecimento suficiente e vou pesquisar o que tem sobre aquilo e vou fazendo uma espécie de compilação, ou seja, tudo aquilo que eu julguei relevante sobre o tema, eu vou
42:43 anotando. Isso vai me tornar o quê? Quase um especialista sobre aquilo. Olha, eu posso falar sobre um tema que eu nunca falei na vida. Se eu tiver tempo de pesquisar, de fundamentar aquilo, eu conseguirei falar. Então isso é posição defendida, o quanto você entende sobre o tema escolhido. Então o orador, Nataniela, não pode a encontrar uma ou preparar uma armadilha para ele. Falar sobre aquilo que você não domina é uma armadilha. você vai frustrar a sua plateia, vai perder a autoridade e vai ser um orador frustrado. Por isso que você que está em casa, pensou no tema, então a partir desse momento você tem que se
43:29 comprometer a se aprofundar no tema. Vai na internet, lê livros, conversa com quem já é da área e vai fazendo a compilação, vai anotando no papel tudo aquilo que você julga importante sobre esse tema escolhido, para que quando você começar a falar as pessoas percebam em você que você tem conhecimento. O caso dos oradores foram citados aqui, Mário Sérgio Cortela, Leandro Carnal, eles falam com propriedade, com segurança, com convicção, porque eles têm o conhecimento e o conhecimento foi adquirido da mesma forma que nós também adquirimos os nossos conhecimentos. A ferramenta é a mesma, o processo é o
44:15 mesmo. Se eles sabem mais do que eu, é porque eu deixei de buscar a informação e eles foram buscar. Mostra aqui a loja, Gilson. O que eu fiz aqui foi uma lista. Tá aí na tela. Não dá para ler aí a distância, mas não tem problema. É só para você que está em casa observar que eu fiz aqui algumas anotações para eu não sair fora do, digamos, do trajeto aqui, né, do meu percurso aqui que nós vamos agora começar a caminhar por isso aqui, mas tudo isso aqui são informações que a gente vai passar com bastante rapidez, mas eu fiz questão de fazer as anotações, exatamente para não me perder e para não deixar de trazer algo que
45:01 seja importante pros alunos. Então é normal, se eu for fazer uma palestra, eu tá vendo onde anotar, eu posso anotar? É óbvio que sim. Mas posso anotar tudo isso? De preferência não. É óbvio, quando você tiver fazendo uma palestra, você vai anotando itens por itens ou marca num papel e deixa o papel em cima de algum móvel, de algum apoio. E aí você consegue seguir a sequência sem se perder e de uma forma didática. Mas vamos lá. As razões do medo. Quem sente medo de falar em público aí? Tem medo? Tem medo? Você que tá em casa tem medo de falar em público? Trava. Olha, por que que é importante
45:46 saber as razões? Porque aí a gente se identifica. E Freud, Freud dizia o seguinte: "Para você se ver livre de uma insegurança, de um trauma, da falta de autoconfiança, você precisa descobrir a causa." Então ele diz o seguinte: "Você, nós devemos trazer a nossa memória contemporânea, as nossas lembranças ouvidadas, ou seja, tudo aquilo que tá no esquecimento, muitas vezes o nosso subconsciente, você deve trazer isso as suas a sua memória contemporânea para você entender o processo, por que isso aconteceu?" Uma vez que eu passo a saber agora, adulto,
46:34 já eu me livro automaticamente daquilo, porque hoje eu tenho raciocínio, hoje eu tenho discernimento para entender que muitos dos meus traumas e dos meus medos não têm razão de ser. Por isso, nós temos que trazer a nossa memória ou a nossa a nossa memória contemporânea, as lembranças ouvidadas, tudo aquilo que foi esquecido. Então, por que sentimos medo de verdade? Você sente medo? Você disse não é? Sente medo. Fala em público. Acho que é ansiedade, né? Pois é. Sente medo. Nataniela. Ah, o Gilson tá dizendo para eu colocar o microfone quando vocês forem falar, né? Pessoal em casa ouvir
47:19 também. Mas olha, o medo ele vem da nossa infância em geral. Da nossa infância. Ou nós não fomos estimulados. a falar da minha idade, por exemplo, a minha barba branca, meus cabelos brancos não aumentem a minha idade, né? Mas eu sou de uma época em que as crianças não tinham voz, as crianças não podiam se manifestar. Toda vez que uma criança tentava se manifestar, ela era impedida e quando não apanhava. Então, a criança cresce acreditando que o que ela tem a dizer não interessa a ninguém. Então isso bloqueia, OK? Hoje as crianças são diferentes. Hoje as crianças têm muito mais liberdade,
48:05 né? Mas houve um tempo em que a criança não tinha essa liberdade. Até na escola a criança era castigada às vezes pelos professores. Sim ou não? Sim. Eles eram castigados. Os professores eram eram autoritários, né? Eles não conquistavam autoridade. A gente vai entender isso aqui. O que que é autoritarismo? E a autoridade é diferente. Então os professores eles eram autoritários, mandavam fazer, se você não fizesse, você apanhava na sala de aula ou era castigado de alguma forma. Isso fazia você recuar, sentir medo, sentir insegurança. E foi crescendo assim. A escola, inclusive nos dias de hoje, não tem incentivado as pessoas a
48:52 falarem até na aula de língua portuguesa, que é onde a criança aprende a escrever o beabá, as letrinhas, as sílabas as palavras, isso é comunicação, não é escrever? não é uma forma de comunicação. Só que se é uma forma de comunicação, nós ficamos limitados a só o que nós escrevemos e não ao que nós falamos. Não há incentivo, não existe aula de oratória nas escolas. Então, a criança fica limitada a escrever apenas e a professora vai avaliar o aprendizado olhando o que ela escreveu. Se acaso ela escreveu com, digamos, a gramática
49:37 correta, não é? Se tá tudo certinho, se não tem erros gramaticais, se não tem erros de concordância, se não tá faltando pontuação. Não é assim que ela faz? A professora diz assim: "Hoje eu vou fazer um ditado. Ela vai editar e o aluno vai escrever". Então ela vai ditando, o aluno vai escrevendo do jeito que ele entende, depois ela vai lá e vai olhar. Faltou vírgula aqui, faltou pontuação, faltou acentuação. Não é isso que ele vai que ela vai fazer e vai dar uma nota pro aluno. Mas ela não tá preocupada, ela ou ele não está, eles não estão preocupados se o aluno fala da forma correta, se ele se expressa de forma correta. Não há esse incentivo. Então a gente vai crescer sem saber como é. falar em
50:23 público se eu nunca fiz isso, ninguém nunca me orientou. Esse é um é um detalhe que nos põe medo. A outra coisa é falta de preparação. É aquilo que eu falei, você não tem conteúdo suficiente para passar, não tem bom vocabulário, porque não lê, então vai ter dificuldade, não é? E essa dificuldade você sabe que tem. Se você sabe que tem, isso já te põe medo. Eu não sou, não tenho competência para fazer. Você já disse isso aqui, ó. Eu não tenho competência para fazer. É óbvio que você vai fugir dessa situação, porque conscientemente você sabe que não está preparado. Outra coisa que nos põe medo, você que tá em casa e você, eu tenho certeza que vai concordar comigo, rostos, fisionomias. Não é que a pessoa
51:10 não está gostando, ela tem uma fisionomia própria dela. Ela é séria, às vezes concentrada. Só que para quem está falando, dá-se a impressão de que a pessoa talvez não esteja gostando. E quem tá falando aqui na frente fica inseguro por conta disso. Quando você balança a cabeça é um sentido de aprovação, de concordar, não é isso? Então, quando alguém balança a cabeça assim, eu fico feliz. A pessoa entendeu, me compreendeu e ainda ratificou aquilo que eu tava dizendo. Isso é legal. OK? Por exemplo, se o se se o Alinaldo, se ele ficar muito sério lá, ele acaba me pondo medo, mas eu sei que ele tá sério, porque é o jeito dele. Mas isso nos põe medo. Ô J, então como é que a gente faz?
51:57 Primeiro, sabendo que parte do seu medo veio da infância, esqueça, isso já tá superado, é passado. Esqueça isso. O que que você pode fazer com relação ao passado? Nada mais. Então, esquece o passado. Se você agora tem consciência que tudo aconteceu quando você não tinha discernimento, era uma criança, é compreensível. Então, então o que que você vai fazer agora? Esquece, passa uma borracha no passado e começa a se desenvolver a partir de agora. Agora, com relação aos olhares, o que que eu faço, gente? Uma dica legal. Eu faço isso quando eu chego para falar com uma plateia, com as pessoas que eu não conheço. Bom, primeira coisa é que quando eu chego, eu fico olhando para as
52:44 pessoas, eu vou olhar para todo mundo, eu vou tentar identificar os rostos mais simpáticos da plateia. Vamos imaginar que a Valja extremamente séria, não sorrir. Fisionomia dela é uma fisionomia mais cisuda. Toda vez que eu olho para ela, eu baqueio aqui. Eu fico mais tenso, porque eu fico com um receio da impressão de que ela não tá gostando. Então não é legal ficar olhando para ela, não é? Então o que que eu faço? Eu olho aqui para ele que tá mais sorridente, por exemplo. Olho lá para Nataniela que tá sorridente lá. E aqui eu passo os olhos e vou aqui pro Alinaldo. Eu passei os olhos por você, mas não fique sem você e você me põe
53:29 medo. OK? Só um exemplo. Então eu vou buscar na plateia os olhares que são mais simpáticos ou mais empáticos. E isso me dá segurança aqui. Então eu evito olhar para as pessoas cisudas, porque não são elas, na verdade, o problema. Problema sou eu, porque cada rosto que eu vejo cisudo, muitas vezes me remete à minha infância, que é quando eu apanhava do meu pai, da minha mãe. Então, naquele momento em que eu estava sendo agredido, que eu estava
54:14 apanhando, meu pai não estava batendo em mim, sorrindo para mim, dizendo: "Olha que bonitinho que ele é". E e batendo em mim. Não, ele estava com a cara fechada, carrancuda, um semblante pesado, não é isso? Sobrancelhas arcadas olhando para mim com bravo. Aquela imagem na minha infância marcou. É o que nós chamamos de marcadores somáticos da mente. Aquilo marcou para mim. Tem sabia que todas as vezes que eu ia apanhar, eu já olhava pro rosto do meu pai, por exemplo, e pensava: "Puxa, eu vou apanhar". Essa situação ficou gravada no meu inconsciente, me causou um trauma e eu vou crescer trazendo isso
55:02 comigo. Então, todas as vezes que eu me deparar com alguém com rosto cisudo, sem querer, isso me remete ao passado, porque eu sei que aquele rosto é um rosto de reprovação, um rosto de crítica. É por isso que eu sinto medo também. Então, a técnica é busque na plateia as pessoas que têm rostos mais amistosos para você se sentir bem, mas não deixa de olhar paraa plateia, tem que olhar para todo mundo. Então, o que Freud nos ensina é isso. traga para sua memória contemporânea as suas lembranças ouvidadas, tudo aquilo que é do passado e tenta entender essas razões
55:49 todas e super. Supera e vai superar com consciência de forma racional. Alguém se lembra de alguma situação do passado em que vocês foram criticadas? tomaram. Vocês não tomaram? São todos jovens aqui. Acho que ninguém passou por essa fase aí, gente. Olha, e o que acontece quando eu me deparo com essas situações? Eu sinto medo, não sinto? Sinto? Vocês se lembram da sensação que vocês tiveram quando tiveram que falar em público? Assim, a sensação é, alguém consegue dizer para mim o que
56:35 que você sentiu? Lembra de alguma situação? Sim, lembro. Eh, dá um apagão, né? Você começa a tremer e assim, uma sensação horrível é que quando a língua parece que trava, sabe? A língua tipo começa a adormecer assim, os lábios começam a tremer demais e aí você fica uma luta interna, né, de de você dar continuidade e e ao mesmo tempo querendo sair correndo e ficar quietinha. Já viveu alguma situação? Já acho que principalmente as primeiras, acho que é a falta de ar, né? Acho que ela vem a falta de ar com falta de palavras, de olhar pras pessoas, né? Porque todos olhando para você dependendo do público. Então acho que é uma conexão, uma junção de tudo isso aí. Nataniela, você seria capaz de ir agora lá na
57:21 frente falar? Não. Não. O que que você sente? Nervosismo. Nervosismo, né? Então, veja bem, essa sensação de mal-estar é um malestar físico, né? Então, por isso, você que tá em casa aí nos acompanhando também, tudo isso junto te põe medo, certo? medo. O teu cérebro vai entender. Se você está com medo, é porque você está correndo perigo. Se você está correndo perigo, o comando automático, que é o nosso sistema autônomo, nós não temos controle sobre ele
58:06 assim. Então, o que que vai acontecer? Nós temos controle, poderíamos ter controle sobre os nossos pensamentos, mas como nós não estamos preparados devidamente orientados, esse todo esse sistema se acontece de forma autônoma contra a sua própria vontade. Como você sentiu medo? O comando físico é o seguinte: pernas, para que te quero? Sai daí, bate em retirada, cai fora. Esse é o comando. Só que para isso acontecer, como você está passando por um perigo, o seu cérebro entende que você tá correndo perigo, você tá sentindo medo, ele vai tratar de organizar o teu organismo paraa fuga ou paraa
58:54 luta. Então, é um processo fisiológico, é um mal-estar físico. É quando você sente medo, o teu cérebro ele vai organizar. Então você tem que correr. Para correr, você tem que ter mais sangue na musculatura. músculos retesados preparados para a fuga ou para a luta. Então, veja bem, carga de adrenalina na corrente sanguínea, porque a adrenalina ela promove que nós chamamos de vasoconstrição, diminui o calibre das artérias. Por que que faz isso? Se é
59:40 para mandar mais sangue, por que que diminui o calibre? Não era para ser o contrário, mas a exemplo da mangueira que a gente usa para lavar o jardim, a calçada, você tá jogando água no quintal, na calçada e você observa um pouco mais acima teia de aranha. O que que a gente faz normalmente? Eu quero que a água chegue lá. O que que eu faço? Ponho o dedão na saída, não é? Eu diminuo o quê? O calibre. Quando eu diminuo o calibre, a pressão aumenta e a água vai lá em cima. O corpo faz a mesma coisa, ele diminui o calibre para aumentar a
1:00:25 pressão, para que o sangue seja injetado mais rapidamente na musculatura. E nós sabemos que o sangue ele anda acompanhado do oxigênio. Então, para ter oxigênio, eu preciso também controlar a minha respiração. Eu preciso colocar mais ar. E aí onde a gente fica ofegante, fala: "Falta respiração". Não é que falta, é que você tem que acelerar, porque se o sangue tá sendo acelerado, você precisa mandar a o oxigênio também na mesma quantidade para o sangue, para injetar sangue na musculatura para que você esteja preparado para lutar ou para sair correndo. Essa sensação é desconfortante. Porque o coração, por
1:01:12 que que você sente o coração batendo no peito? Porque ele aumentou realmente a pressão e agora ele tem que mandar mais sangue, né? Antes ele ia assim, agora não. Agora é assim. Então, para isso acontecer, você vai sentir o coração aqui, ó, batendo no peito. Aí sua frio, dá aquela sensação extremamente desconfortante, que é o mal-estar físico por conta do enfrentamento. E como é que eu venço isso? Além dessa preparação toda que eu falei aqui, leia bastante, eh, debruce no tema e aprenda mais sobre ele, tenha conteúdo, se organize, como eu coloquei na lousa, organize os itens que vão ser abordados, faça toda essa organização.
1:01:59 Mesmo assim você haverá de sentir medo por conta dos rostos das pessoas. Aí você vai buscar os rostos mais simpáticos, mais digamos empáticos, né? Aqueles as pessoas que geralmente interagem com você e esses rostos te deixam mais seguros. E aí, amigo, isso vai com o tempo se acalmando, coração vai normalizando e você não vai sentir mais todo esse pavor. Então é a única forma de você vencer isso. Preparação, consciência disso, que o que te põe medo são esses rostos que te remetem ao passado
1:02:48 inconscientemente. Porque os rostos que sorriram para você te deram segurança, tranquilidade, sensação de consentimento, de aprovação. Isso é a coisa mais gostosa que tem de acontecer. É quando alguém concorda com você, a gente não fica frustrado quando alguém discorda das nossas opiniões. Às vezes a gente até perde a inteligência emocional vai embora quando alguém se contrapõe à nossas opiniões, porque nós não gostamos disso. Faz mal pra gente. É a sensação de que você está sendo desaprovado e que é coisa pior do que isso para uma pessoa ser criticada. Às vezes a crítica não é verbalizada, mas um simples olhar pode parecer crítica.
1:03:34 Isso acaba com você. Mas isso vai mudar? Não, você vai mudar em relação a isso. Você vai mudar porque você agora consciente de que oratória não é meramente abrir a boca e começar a falar, mas organizar essa fala, desenvolver conteúdos. Agora você sabe disso. Então agora é com você. É você que precisa se dedicar e se comprometer com tudo isso. Agora vamos paraa postura compleição. Aí eu vou orientar o pessoal de casa. Sabe o que é compleição física? Sabe o que é compleição? Compição é o nosso corpo propriamente nosso corpo. Se você é muito
1:04:19 barrigudo, se você eh é muito magro, se você tem um formato de corpo, né? As pessoas têm formatos de corpo, maçã, pera, essas coisas, né? Você que tá em casa deve ter visto aí na Praça é nossa, aí na Praça é nossa tem o Porpetone, porpetone, alguma coisa assim. Ele tem um canal no YouTube, é legal você ver porque lá ele tem um monte de imitações, inclusive Mário Sérgio Cortela. Mário Sérgio Cortela, que foi citado aqui, ele tem uma compleção física, ele é um camarada avantajado fisicamente, né? Com a barriga mais saliente, etc. Tanto é que lá na praça ele coloca até uma um enchimento na barriga para representar, para imitar o Mar Sérgio Cortela. Ou seja, o Marco
1:05:05 Sérgio Cortela tem uma compleção física e o Marco Sérgio Cortela, respeitando a compleição física dele, ele sabe que a barriga dele não vai desaparecer de uma hora para outra, né? E ele sabe que a barriga muito saliente pode chamar a atenção para aquilo, pode despertar aquilo que eu falo sobre atenção periférica, né? Você tem que prestar atenção na mensagem propriamente. Agora, quando tem qualquer coisa que desvia a sua atenção, é ruim para quem fala, é ruim para quem escuta. Então, o Mário Sérgio Cotel, ele utiliza sempre um blazer aberto. Por quê? porque aquilo tira a atração para aquilo que
1:05:51 provavelmente o incomoda. Então, quando se fala de compleição, a gente tem que respeitar a nossa compleição. Você tem que olhar para você e ver qual é o seu biotipo. Tem gente que tem mais cintura e menos ombro. Para ficar harmonioso, essa pessoa tem, ela tem que ter noção da complexão física dela e olhar, quem sabe um blazer com ombros mais largos. vai equilibrar a complexição física dela. Para que isso, né? Por que que isso é importante para um orador? Porque nada pode tirar a atenção do interlocutor na mensagem dele. Qualquer coisa que possa chamar atenção deve se evitar. Uma mulher muito bonita, ela
1:06:38 pode chamar atenção pra beleza dela e as pessoas não prestarem atenção no que ela fala. Então ela tem que tomar cuidado com a roupa que ela vai utilizar, respeitando um público. Pera aí. Eu não posso permitir que nada em mim chame mais atenção do que a minha mensagem. OK? Então, compleição física é esse cuidado que você tem com você, com o seu biotipo. Cabe o que em mim? Cabe um blazer, fica legal, ou uma camisa despojada, fica legal. Cada um vai encontrar aquilo que o torna harmoniosamente mais bonito de se ver, mais agradável. Existe até o especialista, como é que chama o o cara que cuida da da aparência das pessoas? Como é que chama? Style. Personal style, né? Tem
1:07:25 gente que contrata personal style e ele vai olhar para você ou ela vai olhar, vai falar: "Olha, eu acho que para você tem muito ombro, pouco quadril. Vamos colocar uma roupa mais solta no quadril para criar uma harmonia. Criar uma harmonia. O corpo fala. Vocês concordam ou não? Então, compleção física tem a ver com o corpo. É a mensagem que você passa com o seu corpo. Se você falasse no rádio, como é o meu caso, meu caso, eu comecei a falar no rádio em 1979, então já são um pouco mais de 40 anos. Então, as pessoas só escutavam a minha voz, então eu tinha que ter cuidado com a
1:08:12 voz. Minha compleção física pouco importava, mas quando eu me meti a falar em público, eu tinha que ter algum cuidado com a minha aparência, não aparecer de qualquer maneira, de qualquer jeito. Tem algum cuidado com a minha compleção física. Então, compleção física é o seu corpo que tá sendo apresentado. Então, tem que tomar cuidado. O orador tem que tomar cuidado com isso. Vestuário, já falei, roupas adequadas, o asseio. Olha, por que que nós colocamos balinhas aqui? Você que tá aí em casa, a gente coloca sempre as balinhas aqui para exatamente não acontecer de você ter um hálito ruim para falar com as pessoas, porque se elas perceberem um
1:08:57 hálito ruim, o hálito ruim cria uma barreira, cria uma interferência e isso também vai envolver a sua autoridade. As pessoas, elas talvez não gostem de você pelo hálito, pelo asseio, né? o quando se fala de aceio, um perfume adequado, eh o hálito tem que tomar cuidado. Por isso que a gente faz questão de colocar as balinhas, porque você vai chupar uma balinha, você vai salivar, que o hálito ruim é falta de salivação em geral, né? Então por isso a balinha para você tá sempre com hálito legal, agradável, porque isso pode ser uma interferência, pode atrapalhar na sua comunicação e pode virar um meme, né? Né? que fala: "Ih, lá vem aquele rapaz
1:09:43 lá com bafo de onça. Isso é legal, não é, né?" Eu falo sobre isso porque na prática isso interfere e pode atrapalhar a sua comunicação. Postura. postura é assim, você não pode estar com com a postura eh humilde, extremamente humilde. Você tem que ter uma postura adequada com aquilo que você tá apresentando. Então, postura envolve isso. A postura envolve a compleição física, envolve o o vestuário, envolve o asseio. Tudo isso é a postura. Agora vamos entrar no ninho dos gestos. Você que tá em casa aí, vai ser legal agora isso aqui, ó. Quando eu
1:10:29 disse que quando eu disse sobre quando eu falei sobre eh a questão da sua postura, isso envolve o neninho dos gestos e falei sobre o a questão dos insites né? Veja que interessante. Durante muito tempo eu não sabia exatamente como deveria ser o meu comportamento diante do das pessoas. Então, foi também eh participando de um curso de oratória que eu aprendi isso. Isso me valeu muito, porque para mim foi um divisor de águas.
1:11:17 Veja, eu durante muitos anos da minha vida, até os meus os meus 43, 44, 45 anos, eu não sorria. Eu tinha muito medo de sorrir, muita vergonha, muita timidez e tinha medo de me apresentar porque eu não sabia como eu tinha que me comportar. E por isso que eu digo o seguinte, esse curso aqui, ele vai promover os insightes que eu falei no início, não foi? E os insightes eles vão acontecer ao longo do curso. Talvez não aconteça hoje, talvez aconteça na próxima aula ou numa delas. A mesma coisa eu digo para você que está em casa. O que é o insite? É o momento da percepção. É quando a ficha cai. E um dia aconteceu isso comigo. E quando a ficha caiu, foi um divisor de
1:12:04 águas. A minha vida. Minha vida teve uma transformação da água pro vinho numa num simples insite que eu tive. Até os meus 43 anos. Eu tinha um problema na minha arcada dentária e eu sofria bullying quando eu era criança, adolescente e não sabia que se tratava de bullying. E aquilo também me tornou um cara retraído, recalcado. Mas um dia levando a minha filha mais velha, a dentista, ela tava fazendo um tratamento dentário, ela tinha colocado apares no dente porque ela também tinha um problema. E ali conversando com ela na sala da
1:12:49 dentista, ela disse assim: "Ô pai, por que que você não coloca o aparelho? Para mim aquilo foi um impactante. E ao mesmo tempo a dentista disse: "É verdade, por que que você não põe o aparelho? Aquilo para mim significou o consentimento, porque até aquele momento eu achava que eu não merecia. Olha que besteira. Eu achava que eu não merecia por conta da minha infância. Eu achava que eu não tinha mérito para aquilo. Mas aquele momento, eu até coloquei isso no meu livro, aquele momento foi um momento marcante na minha história. Foi uma conversa despretenciosa em que ela simplesmente
1:13:34 disse isso: "Pai, por que você não põe o aparelho? Ela me deu o consentimento que eu precisava. E quando a dentista disse: "É verdade, porque não põe um aparelho". Pode pôr. Falei, mas na minha idade falou, não tem problema. E garanto, olha, juro, 30 dias depois eu estava sorrindo o meu sorriso metálico, coisa que eu não fazia antes disso. Então, para mim, foi um divisor de águas. Aquele recal que desapareceu ali naquele momento. Foi um insight. E é o que vai acontecer com você que nos acompanha pela internet de casa e o que vai acontecer com vocês aqui. O momento da percepção, o insight aconteceu. Eu descobri que eu podia ser feliz, eu podia ser eu mesmo, eu podia
1:14:22 me livrar daquele regal, que foi o que aconteceu. E um dia assistindo uma das aulas de oratória como aluno, de tudo o que me foi ensinado, só uma coisa me valeu. E aquilo que eu aprendi naquele momento me valeu pra vida toda. E foi a coisa mais importante que aconteceu foi aquilo. Mesmo trabalhando com comunicação e rádio, né? Como eu dizia, no rádio, não precisava aparecer mesmo. Eu não sabia disso. Eu não sabia como é que eu devo me comportar na frente das pessoas, como deve ser a minha postura. Olha que interessante. E nesse curso eu aprendi. A partir de então eu coloquei isso também no meu curso de oratória. E é o
1:15:08 que vocês vão aprender aqui agora. Isso pode mudar tudo. Eh, é natural que a pessoa ao começar a falar é natural que ela coloque mãos no nos bolsos, é natural que ela coloque as mãos para trás, não é isso? É natural que ela deixe os braços soltos. Mas isso é o correto? Será que isso seria nosso natural? Na oratória nós temos que ser naturais. espontâneos. Então, tudo aquilo que você faz na vida privada nas conversas que você tem com os amigos, com os parentes, tudo aquilo que você
1:15:55 faz naturalmente, você deve fazer aqui na frente. Então, oratório não tem segredo, gente. Não tem, não é nenhuma coisa fora do comum, nem nada. É a coisa mais simples do mundo. As pessoas simplesmente não sabem disso. Elas elas têm dificuldades para saber. E quando elas passam a saber, tudo muda. Eu já falei para vocês, o bom orador é o que lê. Tem um hábito de leitura, então você será que eu tenho certeza que você terá facilidade para se expressar. Leia. E a postura. É isso que eu vou ensinar para vocês aqui agora. aprendeu isso aqui, tem conteúdo aqui, já era. Desenvolveu percepção auditiva e visual,
1:16:42 ninguém te segura. Uma coisa que nós temos que aprender e nunca mais esquecer, chama-se ninho dos gestos. Todas as vezes que você for começar a falar com as pessoas, você vai se posicionar desta forma. Eu estou aqui postado, equilibrado das minhas duas pernas, OK? Estou aqui com os braços flexionados na posição do ninho. O que simboliza o ninho? O que simboliza o ninho? Você que está em casa? Aconchego. Família, segurança, não é isso? Protestão, proteção. Então, por isso que nós demos
1:17:27 o o título de ninho dos gestos. Olha essa posição aqui, está vendo? Eu posso começar assim, eu posso começar assim, mas as minhas mãos devem estar por aqui. O ninho dos gestos é compreendido desde a altura do ombro até mais ou menos aqui, ó, a altura da cintura, nesse retângulo aqui, ó. Esse espaço aqui, ó, dos ombros, esse retângulo até aqui, essa altura é chamado ninho dos gestos. Então, basta você se posicionar com as mãos aqui e começar a falar. E aí o corpo e a mensagem vão pedir movimentos. Isto é natural em cada um de nós. Nós temos o
1:18:14 hábito de falar com as mãos. É normal. Só que quando você vem na frente das pessoas pela sua atenção, pela sua insegurança, pela sua timidez, você geralmente trava, não sabe o que faz com as mãos, ou tenta procurar bolso para enfiar a mão ou vai colocar os braços para trás. no canal falante influente, até eu vou pedir para você, se você ainda não está inscrito nesse canal, entra lá no YouTube, chama-se Falante Influente e faça a sua inscrição. Lá tem vários vídeos do antes e o depois do aluno. Então você vai notar quando o aluno chega a dificuldade que ele tem nessa primeira apresentação dele e depois como como ele termina utilizando
1:19:00 os gestos. Então, você que está nos vendo aí pela internet, vocês aqui, nunca mais se esqueçam dessa posição chamada ninho dos gestos. Vocês vão sentir que isto te dá segurança, porque você sabe que a sua postura é esta. Isto é o natural, isto é o normal. E o que você tem que passar para a sua plateia, para o seu público, é segurança. Ela tem que sentir que você está seguro daquilo que você está falando. E o corpo vai também estabelecer isso pela sua postura, pela maneira de falar. Se eu estou utilizando um púlpito ou o microfone fixado ao pedestal, eu então não devo sair fora.
1:19:47 Eu não devo me movimentar para lá e para cá, porque o microfone está aqui. Então eu devo o quê? Me posicionar aqui. Mas isso não impede que eu gesticule. Vocês acompanham política? Você que tá em casa acompanha política. Tem vários canais hoje na televisão que passam as sessões camarárias, né? Sessão da Câmara de Vereadores, da Assembleia Legislativa, Senado, lá da Câmara dos Deputados Federais, tem sempre a TV que tá passando lá. E eu gosto de assistir. Primeiro que você aprende um pouco mais sobre política e depois você vê como eles fazem os discursos. Existem aqueles que são mais eloquentes, mais craques na
1:20:35 comunicação, outros menos, mas a gente aprende, você vai notar, eles estão sempre utilizando um púlpito e as mãos se movimentam, não é? Então essa movimentação ela ajuda a ratificar aquilo que você está falando. Então a posição correta para se iniciar a uma fala, uma apresentação qualquer, é esta chamada ninho dos gestos que você está aqui observando. É o que eu tô fazendo aqui. Ao invés de eu falar dessa forma com os braços caídos ou os braços para trás, eu estou aqui braços
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