ATÉ ONDE A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL REALMENTE PODE CHEGAR? FT. PAULO AGUIAR | #ACHISMOS PODCAST #432

AchismosTV www.youtube.com

Resumo Breve

O vídeo da AchismosTV aborda diversas questões sobre inteligência artificial (IA) e seu impacto na sociedade contemporânea. Os principais tópicos incluem a privacidade em relação às novas tecnologias, os limites e a segurança dos dados, o aparecimento de fraudes relacionadas à IA, além de reflexões sobre o futuro do trabalho, interações sociais e a criação de conteúdos.

  • Abertura do programa com um tom descontraído e reflexivo sobre o futuro e a IA.
  • Discussões sobre a influência da tecnologia, especialmente das câmeras e óculos inteligentes.
  • Debate sobre as dualidades de otimismo e medo em relação à IA.
  • Questões sobre privacidade e o risco de vazamento de dados com serviços como o ChatGPT.
  • A origem das informações processadas pela IA.
  • Limitações da IA e se ela realmente cria ou apenas gera padrões.
  • Discussão sobre o uso da IA por diferentes grupos e suas implicações.
  • Perigos associados à busca de credibilidade em informações geradas por IA.
  • Questões sobre as respostas do ChatGPT e a questão da confiabilidade em dados.
  • Impacto da IA nas relações e se isso pode afetar a interação humana.
  • Reflexões sobre o futuro do trabalho e quais profissões estão em risco devido à IA.
  • Análise das bolhas algorítmicas e manipulação de comportamento pela tecnologia.
  • Importância da proteção da imagem e da voz na era digital.
  • Discussões sobre o melhor tipo de IA disponível no mercado.
  • Implicação da IA na política e na sociedade.
  • Reflexões sobre a possibilidade do Brasil desenvolver sua própria IA.
  • Evolução dos vídeos gerados por IA e o aumento do espaço para fraudes.
  • Dicas práticas para identificar e evitar conteúdos falsos e fraudes.
  • Ideia de trailer surreal utilizando IA.
  • Encerramento com um convite para reflexão e engajamento.

Abertura

No início do vídeo, os apresentadores introduzem o tema sobre a influência da IA no futuro, combinando um tom descontraído e reflexivo. Eles discutem como a sociedade pode estar avançando em direção a uma nova era com a tecnologia, enquanto questionam se essa mudança pode trazer consequências negativas.

Convidado

O convidado do programa é Paulo Aguiar, especialista em IA, que traz novas perspectivas e informações sobre o tema. Ele compartilha suas experiências e conhecimentos sobre como a IA está moldando a sociedade e o mercado, além de discutir suas opiniões sobre o futuro da tecnologia.

Câmeras, óculos inteligentes e privacidade

O episódio reflete sobre a privacidade em um mundo cada vez mais conectado. A discussão aborda os novos dispositivos, como câmeras e óculos inteligentes, que elevam a preocupação quanto ao monitoramento e à captura de dados pessoais sem consentimento.

IA: Otimismo x Medo

A conversa se concentra nas emoções conflitantes que as pessoas sentem em relação ao avanço das tecnologias de IA. Paulo Aguiar compartilha sua visão de que, apesar do medo associado, também existem muitos aspectos otimistas a serem explorados.

O ChatGPT pode vazar suas conversas?

Os apresentadores discutem a segurança das conversas realizadas em plataformas como o ChatGPT. Eles explicam as políticas de privacidade dessas empresas e a percepção popular sobre a possibilidade de vazamento de dados.

De onde vem as informações da IA?

O convidado explica como a IA obtém suas informações, abordando a raspagem de dados da internet e a utilização de bases de dados. Essa seção discute a variação da qualidade das informações e o impacto que a eficiência da IA tem sobre a criação de conhecimento novo.

Quais são os limites que a IA tem?

Aqui, os apresentadores falam sobre os limites éticos e técnicos que existem em relação ao uso da IA. Discutem as capacidades e as falhas dessa tecnologia, questionando se realmente ela consegue criar algo original.

A IA cria de verdade ou apenas gera padrões?

A discussão continua em torno da capacidade da IA, questionando se ela realmente cria ou apenas replica padrões existentes. Paulo fornece um aprofundamento sobre o funcionamento dos algoritmos e como a IA aprende com dados fornecidos anteriormente.

Nem todo mundo usa IA como dizem por aí

Os apresentadores desmistificam a percepção comum de que todos estão usando IA regularmente. Eles compartilham dados sobre o uso real da tecnologia e como muitas pessoas ainda estão distantes de utilizá-la ativamente no dia a dia.

Qual o perigo de buscar credibilidade com IA?

Esta seção discute a dependência crescente da informação gerada por IA e os riscos associados a isso. Conversa-se sobre as implicações disso para a confiança nas informações e o perigo de desinformação.

Por que o ChatGPT costuma concordar com tudo?

Os apresentadores analisam o comportamento do ChatGPT e por que ele frequentemente parece concordar com as perguntas feitas pelos usuários, questionando se essa característica é um reflexo de seu design ou uma limitação da tecnologia.

O risco de deixar seus segredos no histórico de conversas

Refletindo sobre a preservação de informações, a conversa fala sobre como os usuários estão em risco ao deixarem dados pessoais nas conversas. Eles sugerem práticas recomendadas para proteger a privacidade e segurança.

Elon Musk, IA e suas previsões futuristas

Os apresentadores discutem as previsões de Elon Musk sobre o avanço da IA e suas possíveis consequências para a sociedade. A conversa debate se essas previsões são realistas ou exageradas.

O que deu errado no metaverso e por que a IA é diferente

Aqui, o episódio reflete sobre as falhas do metaverso e como a IA apresenta uma abordagem diferente e mais funcional. Eles exploram o que pode ter contribuído para o fracasso do metaverso e a diferença nas expectativas com a IA.

O mercado de trabalho: quais profissões estão ameaçadas?

Os apresentadores discutem o impacto da IA no mercado de trabalho. Eles abordam quais profissões estão em risco devido à automação e como essa transição pode afetar a sociedade.

Relacionamentos virtuais, chatbots e o filme Her na vida real

A conversa se concentra nos relacionamentos virtuais e em como chatbots podem afetar as interações humanas. A comparação com o filme "Her" é explorada, destacando o potencial para um futuro em que as relações com a IA sejam comuns.

Robôs humanoides e avatares digitais de pessoas que morreram

Neste capítulo, são discutidos os avanços na criação de robôs humanoides e a forma como a tecnologia pode ser usada para criar avatares digitais de pessoas falecidas, levantando questões éticas e emocionais.

Bolhas algorítmicas e manipulação de comportamento

Os apresentadores exploram como bolhas algorítmicas afetam o comportamento das pessoas e a forma como a tecnologia pode manipular a percepção do mundo pelos usuários.

Como proteger sua imagem e voz?

Os apresentadores compartilham dicas sobre como proteger a imagem e a voz em um ambiente digital, incluindo práticas que podem ajudar a evitar fraudes e usos indevidos.

Qual é a melhor IA?

Uma análise das diferentes plataformas de IA disponíveis é feita, discutindo as principais características de cada uma e o que as torna únicas ou mais eficazes para diferentes propósitos.

O impacto da IA no poder, política e sociedade

Os apresentadores discutem o potencial da IA para influenciar mudanças na política e no poder, examinando como as mentes públicas podem ser moldadas pela tecnologia.

O Brasil poderia lançar uma IA?

A possibilidade do Brasil desenvolver sua própria tecnologia de IA é debatida, levando em consideração as oportunidades e desafios presentes no país.

A evolução impressionante dos vídeos gerados por IA

Os apresentadores compartilham exemplos da evolução dos vídeos gerados por IA e como essas tecnologias podem modificar a produção de conteúdo audiovisual.

Como não cair nos novos golpes de IA

Os apresentadores compartilham estratégias para evitar golpes que estão surgindo com o avanço da IA, abordando como a desinformação pode afetar as pessoas.

Dicas práticas para identificar conteúdos falsos

Dicas e técnicas são oferecidas para ajudar os espectadores a identificarem conteúdos falsos e fraudes em uma era onde a desinformação está se tornando comum.

Ideia para um trailer surreal de IA

Os apresentadores discutem a criação de um trailer surreal usando IA, explorando como a tecnologia pode ser usada para desenvolver conteúdos criativos.

Encerramento

O vídeo se encerra com agradecimentos e convites para que os espectadores continuem seguindo o canal, promovendo interação nas redes sociais.

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Transcrição

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0:00 Dá um enredo aí o que que a gente poderia estar fazendo >> agora depois desse vídeo assim. >> É, a gente estaria onde? Num negócio bem absurdo, bem Hollywood. >> Vamos querer aqui agora. >> Fala aí que depois eu anoto tudo e a gente faz. >> Bem Hollywood. Eu e você. Barco. >> Tá bom. Barco >> meio barco James Bond. A gente chegando num lugar aqui o podcast fosse um lugar muito numa ilha. É. >> Tá chegando de barco. >> Estamos chegando no clima de espião. >> Clima de espião e pegando fogo atrás. Pegando fogo. >> E a gente tá falando sobre o >> fogo. Será que o futuro vai ac? Será? Será que o mundo vai acabar? >> Será? >> Porque a gente faz a chamada do programa. >> É, acabamos de sair daqui. Será que o mundo vai acabar? A gente vai discutir sobre se a Iá vai acabar com o mundo agora no achismos. >> A gente chega na ilha e o estúdio tá lá.

0:45 >> A gente para na ilha, traca, não sei. E tá bom. Aí chega, tem um estúdio e aí a gente entra aqui e cola pr essa parte. Entra e vem para cá. Começa o programa. É isso. Eu posso pedir um negócio? Na hora que eu entrar aqui, meu bíceps tá maior um pouco mais forte, né? Mais alguma coisa que você gostaria? Ras camisa >> não, porque é da Inside. >> Rasmo rasgo. >> Ah, tá. Ela não rasga ela. Eu tento rasgar ela e ela não rasga, não. Fechou. >> Senhoras e senhores, esse é um dos achismos mais esperados de todos os tempos. Eu errei o começo. Falei: "Achismos?" É, >> já tô com a linguinha presa. Esse achismos, na verdade, é o verdadeiro achismos. Sabe aquele achismos que você

1:31 iniciou a 5 anos atrás, que era como é que é a vida da faxineira, como é que é a vida do bombeiro, como é que é a vida, né, do do motorista de ônibus. a gente chegou a fazer isso. Ele no começo bombou esse tipo. A gente a gente falou com quase todas as personalidades que poderiam e aí a gente começou a fazer entendendo a cabeça de pessoas que para mim são notáveis. Hoje a gente vai não só entender a cabeça de alguém que é notável, mas falar de uma projeção do que vai acontecer. É bem achismo, porque eu não sei que vai ser o futuro. Como é que vai ser o futuro? Aá, a Iá chegou, faz, sei lá, eu vou botar na minha, na minha conta do anos para mim. Para mim é dois anos. O cara vai falar que é se desde 1973, >> eu não entendo. >> Eu sou burro. Aá chegou. Aá vai mudar o

2:17 mundo. Vai mudar. As pessoas vão vão aderir a Iá ou a IA na verdade é uma grande epifania? Será que a Ia não vai ser tipo o nome? Second Life >> falou vai bombar o Second Life. >> Metaverso. >> Metaverso já tinha sentado gente aqui. Compra o macaquinho do como é que era aquele negócio lá? >> NFT. >> NFT. é uma nova NFT ou é de fato vai mudar a vida das pessoas, igual Elusk já fala que as pessoas não precisam nem trabalhar no futuro. Então eu trouxe aqui para mim um dos maiores especialistas, eu sigo esse cara, eu tô querendo trazer ele há muito tempo aqui, que é o Paulo Aguiar. Eu vou te botar como aqui, ó, tá escrito cofundador da CRA, plataforma dedicada a educação e consultoria IA, criador de conteúo cria. Ah, tá, tá c os cara aí já tira. >> Não é que tem o SR_line e a cria, mas é

3:03 que escreve assim mesmo, >> tá? Então quem escreveu foi o chat GPT. Essa lei >> perfeito. Fez, a gente faz tudo por lá agora. >> Não dá para demitir o chat GPT. Essa é a merda né? >> E aí, aí você pega o conteúdo que alguém fez chatt para resumir, aí fica assim. >> Exato. Vamos falar disso. Até onde vai isso? Daí ele é criador de criador de conteúdo, diretor criativo, educador e especialista em inteligência artificial generativa. Cara, eu sigo ele no Instagram, ele tem muitas ah declarações legais sobre o que que é a IA, o que que vai ser a IA. Então, eu trouxe aqui pra gente dar uma resumida no papo. Vamos falar de tecnologia. Eu tenho o presente da Insider, >> não sei se você já ganhou alguma vez. >> Já gostei. Não, cara, eu vou nos podcast, os caras não dão camiseta. Ah, você tem podcast ruim. >> É, então mesmo sendo é mesmo insider patrocendo todos os podcasts, nem todo mundo dá o presente aqui. Então, >> tá indo ruim porque a partir de agora você vai ver o Vilela vai te chamar.

3:48 >> Não, esse aqui vai ser um vai dar uma alavancada aí. >> O Vilela, ele fica de olho em quem vem aqui para ganhar o camiseta, o Vilela da calça, ele fica o que que falta dar. Aí o o Igor vai te chamar no flow cueca. Aí você sai daqui. Então >> é todo um esquema para sair com o trage completo da insida. fundo. É isso. As pessoas elas vêm até aqui porque a roupa está cara. E a gente vai falar até onde vai a economia. Vai mudar muita economia? Será que as pessoas vão fabricar a própria roupa? Paulo, vamos lá, >> Maurício, quero fazer uma denúncia. >> Hã? >> Você é velho, você não percebeu. O cara tá te gravando, irmão. O o óculos dele tá piscando. >> É, tá gravando. >> Quando tiver piscando, eu tô gravando. >> É, você é velho, você não sabe dessas coisas. >> Mas aí que tá. Você tá, você tá, é, é o Rban lá, o >> É o meta display. Esse >> é o meta. Você tá podia gravar sim. O o achismos. >> Ah, beleza. Aí o vai onde?

4:34 >> Já demite quatro aqui. Isso. >> É isso. >> Já diminuí a quantidade de equipamento. >> Você tá me gravando e é muito legal que dá para ver que você tá me gravando porque o pessoal ainda falou assim: "Cara, vou dar um jeito das pessoas saberem". Mas já tem óculos que a pessoa não tá sabendo que tá sendo gravada e aí o cara tá usando isso pro ex vídeo de uma forma errada. Cara, teve casos, teve casos que a galera tapou a luz, mas a Meta colocou um mecanismo que se tiver tapando, ele não grava. >> Teoricamente, acho que sempre tem um jeito de hackear, mas assim, eles colocaram várias >> várias camadas de segurança para isso não acontecer e você saber que tá piscando, >> tá? É porque obviamente dá para ver que você tá gravando, né? E eu acredito que deve ter gente já burlando, porque tudo que cria-se, essa é a minha tese, tudo que cria-se, existe uma versão ainda filha da [ __ ] para você, né? Os estão sendo criados ao mesmo tempo que os bônus estão sendo criados. E é sempre a

5:20 pessoa que faz a merda, não a tecnologia. Eu sempre gosto de falar, cara, o problema não é o óculos, né? Quem tá usando o óculos e como tá usando. A mesma coisa, câmera de segurança celular etc. >> Que é igual o drone, né? O cara fala: "Pô, o drone é muito legal. O problema se você botar perto do avião, vai cair o avião." Então, quem tá jogando o drone no avião que é o problema, >> não é o drone que desci, >> não é o drone. Paulo, quando você olha pro futuro assim, eh, você sente mais empolgação ou medo? E por que que eu começo com essa pergunta? Eu vi um documentário uma vez, não sei se você viu, não vou lembrar o nome, que ele começa mostrando as pessoas que estão muito desesperadas com a quantidade de tecnologia que vai mudar o mundo e depois eles pegam um lado positivo das pessoas, falam: "Não, cara, vai ser muito legal. Sua opinião pelo que você observa?" >> Cara, eu tenho os dois, assim, acho que todo mundo tem que ter os dois, cara. um pouco de empolgação e um pouco de medo. Eu acho que eu sou mais otimista com a tecnologia, porque eu tô muito envolvido

6:06 com ela. Então, naturalmente, eu sempre fico vendo as coisas boas que eu posso fazer, mas eu realmente tenho muito medo do impacto disso na sociedade como um todo, porque é muito fácil aqui falar o quão a a IA é importante pra criatividade, o quanto ela mudou a minha vida, quão ela é importante para negócio, sem ignorar um monte de gente que não tem acesso a essa tecnologia, um monte de gente que tá usando ela pro mal. Então, acho que é um pouco dos dois, mas eu sou do lado que é um mais otimista. >> Vamos começar no negativo para terminar no positivo para você assistir até o final. como que as pessoas estão usando aí a pro mal e como que isso vai aumentar? >> Cara, eu acho que além de todas as questões de como essa tecnologia é treinada, o como ela viola alguns direitos de imagem, dados, etc., que é um problema mais distante da gente, tem um problema que tá mais próximo, que são pessoas utilizando aá para dar golpe, para criar conteúdo falso, para expor

6:53 situações, para vender produto que nem existe, para espalhar fake news, deep fake, etc. Tudo isso é um e é grande, é um volume que tá cada vez maior e boa parte da população não tem capacidade de distinguir o que é real ou não e cada vez mais vai ficar mais difícil de distinguir o que é real ou não. >> A gente tá indo para fake news no caso. Mas eu tenho uma dúvida que assim dúvidas que eu tenho da minha ignorância, eu converso muito, dou dando um exemplo, eu converso muito com o meu chat GPT, tô lá batendo papo, >> carente, irmão, >> carenteatinga, fazendo show, tô sozinho no hotel, eu e o coisa >> é possível e esses dados meus de alguma maneira serem compartilhados num vazamento futuro de algum problema que pode ter na máquina, porque tá ali os

7:38 meus dados, >> quem tá operando esses tem a openi, eles estão ouvindo tudo que eu tô falando, igual as pessoas falam. Isso é mito ou é verdade? >> Cara, todo se você parar para olhar os termos de uso, que é uma coisa que ninguém faz, mas você pode pedir pro chat PT fazer isso para você, >> eh, você vai ter que, >> talvez ele engane. >> Não, não, ele, ele vai, ele vai te dar uma visão. Eu sempre faço isso, cara. Tô com alguma dúvida jurídica termo de uso, eu mando pro chat EPT e falo: "Cara, dá uma olhada aí, me levanta os pontos que eu tenho que ter atenção relacionado ao que eu tô fazendo." >> Todas elas vão garantir que o seu dado não vai vazar. A base da dessas empresas é garantir que esse dado não vai não vai vazar e você não vai ser exposto. Imagina nessa altura do campeonato, se uma empresa como o Chat EPT, como a Open ou Google vaza os seus dados e isso é um impacto no negócio delas muito grande. Então acho que não tem ninguém mais preocupado com garantir a segurança dos seus dados que são ess do que essas

8:24 empresas de tecnologia. Então vai da confiança que você deposita nessa empresa. >> Eh, mas todas ali garantem que seus dados não vão ser vazados. É óbvio que elas utilizam a linguagem para aprimorar o modelo, mas não é como se você tá lá no intervalo do Show Empatinga falando sobre uma um dilema de relacionamento, eu perguntar para ah que que o que que o Maurício tem falado aí sobre o relacionamento dele? Não vai falar: "Ah, deixa eu te contar." >> Maurício ontem tava falando sobre tal coisa. Isso é impossível de acontecer, entendeu? Isso é impossível, porque a minha rede sozinho, eu e a e o meu computador falando diretamente. >> Isso. E não é assim que o modelo é treinado, porque se ele fosse tão sensível assim, qualquer informação que você colocava lá viraria verdade, iria comprometer o o modelo como um todo. Imagina, você vai lá e conta uma coisa de alguém, aí o modelo fala: "Não é isso mesmo?" O Maurício falou um negócio

9:09 aqui, deixou eu mudar lá. >> Sim, >> Paulo é tal coisa. >> Sim, mas ao mesmo tempo as pessoas estão falando da criptografia, né? que aqua coisa tipo eu eu consigo escrever tudo que eu quiser para você, mas se tem uma lei, né, uma uma lei não, mas assim, tem uma ordem que fala, cara, dá pra gente pegar toda a conversa que o Maurício Paulo falaram, eles conseguem ter acesso ou não? >> Sim, eles conseguem ter acesso. Tanto teve um caso recente, né, eh, que hoje quando se você fala alguma algum absurdo muito grande, se você comete algum crime divide com chatt, isso é sinalizado paraa open e aí eles podem quebrar o sigilo da sua conversa. Nesse caso, teve um caso recente da notícia, não sei se vocês viram, de um cara que tava planejando assassinato e tal, >> do filho, né, da criança. Que cara, levanta questões éticas gigantescas essa questão, né? Porque é quase o maior de reporte, né, que o cara foi preso por um um crime que ele tava planejando cometer

9:56 e foi a IA identificando uma conversa suspeita e aí eles quebraram o sigilo nesse caso. >> Então foi a IA, >> então a conversa tá lá, a conversa tá lá. >> Então, mas foi a IA que mandou pra polícia. Como é que foi isso? >> A, pelo que eu vi na notícia, a openi foi sinalizada. Então o modelo, né, o chat EPT meio que levantou uma red flag pros moderadores. Fal, que essa essa conversa é sensível. >> Então chegamos no ponto que eu falei, isso não é perigoso, não. Obviamente foi muito bom porque evitou um crime e tal, mas nos no nos tempos futuros >> Uhum. >> isso não vai ser perigoso. Talvez eu vou ser cerciado de alguma coisa que eu possa est tô fazendo uma piada aqui. Será que a IA vai entender que é uma piada? Será que a IA vai entender que é um Às vezes eu tô escrevendo uma ficção. Eu quero saber como é que é pro cara tomar veneno, sei lá. Aí o cara manda pro toda hora vai ficar open vai ficar

10:43 recebendo e-mail do tipo, cara, o Brasil aqui, a galera tá toda hora querendo tomar veneno. Como é que, >> cara, eu gosto de pensar que é mais seguro do que perigoso nesse caso. E e os modelos, obviamente, eles têm capacidade de extinguir o que que é uma ficção e o que que é um plano real. >> Se você falar para ele, óbvio que se você não falar que tá escrevendo uma ficção em nenhum momento, >> quer dizer, o cara que vai planejar ass fala: "Tô escrevendo uma ficção, como que eu mato a minha mãe?" Aí, nossa, que roteiro bom esse, hein? >> [ __ ] cara. Pior que nesse caso, sim, daria para enganar dessa maneira que a galera brinca, né? Eh, quero fazer uma bomba aí. Aí fala: "Não, você não pode fazer uma bomba". Tá, que que eu preciso saber para não criar uma bomba por sem querer? >> Eu já fiz muito isso. >> Eu sou contra piadas gordofóbicas. Quais são as frases que eu não posso colocar?

11:29 Toma 1000 frases gordofóbicas. Porque você dá uma burlada. Porque e é isso que eu queria entender, como é que como é que é o processo de de criação de um chat GPT ou de um cloud e você que entende para caramba de tecnologia, da onde vem essas informações? Porque são muito e eh muito precisas muitas vezes, né, e muito rápidas. Como é que funciona isso, >> cara? De maneira muito geral, para ficar mais fácil de entender, porque eu também não tenho um detalhamento técnico que o engenheiro vai ter, mas os modelos são treinados a partir de linguagem de todos os lugares, né? a raspagem de dados de boa parte da internet, de dados públicos e de dados comprados. Então, pense que os modelos compraram muito os bancos de dados, rasparam muitos dados, escanearam muitos dados. Tem até casos, né, de dos modelos escaneando livros, por exemplo. Esses modelos de linguagem eles são eles

12:16 entram num aprendizado de máquina, né, para pra máquina entender como tudo aquilo foi escrito. E a partir desses padrões de linguagem eles geram eh novas entregas por conta do que uma pessoa coloca lá no prompt. Então, quando você coloca um prompt, ele numa fração de segundos pega todos esses dados e te faz uma entrega baseado nesses padrões. Por isso que muitas pessoas falam que a ela não cria, né? Ela gera através de padrões, principalmente quando a gente fala de texto, de imagem e de vídeo. Então, cada vez mais ela tem se tornado mais inteligente, porque a gente tem colocado mais dados lá. Quando a gente usa, a gente coloca mais dados lá e, óbvio, ela consegue raciocinar de uma maneira mais apurada, ou seja, ela é treinado em basicamente tudo que a gente colocou na internet até hoje, ela sabe tanto. >> Entendi. Então, mas é que tá. E se a gente colocar muita fake news na internet?

13:01 >> Ah, então esse que é um dos dos perigos que a gente tem da IA alimentando ela mesma, que é além das fake news, é a gente colocando conteúdo sintético, né? Que é cada vez mais as pessoas escrevendo com IA. O EA Slop, por exemplo, ele acaba alimentando a IA, né? Então tem casos, por exemplo, deve tem uma tem um artigo bem legal de professores de biologia reclamando que tá mais difícil de fazer de revisar os trabalhos, porque tem tanto conteúdo de IA, por exemplo, de animais feitos com IA na internet, que quando alguém vai pesquisar como é tal animal, ele procura lá no Google imagens e tem um monte de imagem de A e aí o cara pega uma imagem de referência, ah, tá aqui a pintada tal. E ela não é a pintada real, porque ela é uma pintada feita com >> mano. >> Então, sei lá, tem um dedo a mais, tem um dedo a menos, o rabo é menor.

13:47 >> Então ele fala, tem nove rabos. >> É, só que se você faz muito conteúdo desse cunha, isso passa a ser um novo padrão, por exemplo, entendeu? Pois é, esse é meu medo, porque se todo mundo começar agora, se eu fizer uma brincadeira, galera, agora vai todo mundo escreve, sei lá, faz um site aí falando que a capital dos Estados Unidos é Brasília, >> é >> quantidade de pessoas que escrever isso, isso pode se tornar uma verdade se eles pesquisarem através desses dados todos, >> todos os modelos hoje estão buscando formas de de não comprometer os treinamentos com conteúdo sintético. Então já existe uma triagem, mas inevitavelmente, por exemplo, um conteúdo falso, ele acaba tendo impacto, né, que é uma mentira dita tantas vezes, ela se torna verdade. Nesse caso, é real, porque você tem tanto, tanto, tanta gente falando sobre tal coisa que isso inevitavelmente >> eh impacta o modelo. >> Ou seja, a gente pode reconstruir a

14:32 história a bel prazer. É o que muita gente tem tentado fazer aí, mas eu acho que que os modelos eles >> eles tendem a ficar cada vez mais inteligentes para identificar isso, porque senão claro, >> a tecnologia vai ficar ruim de utilizar e aí e obviamente eles não querem isso. >> E aí vem a questão ética por trás que é como que eu vou saber que amanhã não vai ter uma marca? Você já deve ter respondido 1000 perguntas dessas, mas acho que é pra galera entendendo assim, porque assim, tudo é dinheiro, né? A gente tá num universo capitalista, tal, e a informação ela gera muito dinheiro. Como que eu vou saber que amanhã eu perguntar assim pra Chá dept, como é que eu trato do saro? Ele não vai responder água e maionese Helmans. Sabe assim? Isso virá uma coisa do tipo, a Helmans comprou aqui para falar deles. Então o

15:17 governo pode, o governo chinês pode comprar uma informação para falar que na verdade Taiwan é da China e as coisas ficarem nebulosas a partir dali. Como que a gente tem certeza disso? A gente não tem, não tem certeza. >> A gente não tem, mas a minha crença é que os modelos eles vão, eles estão ficando cada vez melhor, eles não estão ficando piores, né? E essas melhorias passam por ter informação mais confiável. Se a gente começar a colocar as perguntas lá e ter resultados negativos e isso tiver impactos negativos nas nossas vidas, isso seria ruim pros modelos. Então, acho que mais uma vez ninguém tá mais preocupado do que eles de te dar boas respostas. E existe milhares, milhões de pessoas hoje, existem milhares de pessoas hoje trabalhando na triagem dessas informações, >> tá? >> Que é garantir que o modelo não tá falando merda, né? Fazer esse refinamento das respostas. >> Tem uma equipe, como é que funcion?

16:02 >> Galera que fica revisando as respostas, cara, muito assim, que é o os fine tunes, né? Que é como eles evoluem o modelo para falar: "Cara, você não pode falar isso, isso aqui não dá para falar". até os vieses de questões comportamentais, racistas e etc, que ainda existe muito na IA, tem uma série de humanos hoje fazendo esse direcionamento, fazendo esse viés, digamos assim. >> Quais são os dons? Quais são as coisas que não que que, por exemplo, eu como comediante, eu já tentei buscar os limites de várias IA e elas são, você conversa com a, cara, a maioria delas é um ator da Globo num podcast, >> não deixa falar, né? Veja bem, olha só, esse assunto é delicado. Olha, gosto do assunto, mas training ali, ele é um executivo com muito medo. Ele é ele ele é um executiv, ele é um CEO. E é por isso que o meu trabalho, eu sempre falo

16:47 isso, né? Eu acho que quanto mais humanizado for a a as nossas relações, você não vai perder emprego, né? Se você tem uma, se, se o seu trabalho depende de criatividade, ou seja, você vai lidar com a tua própria dor e tal, ali, você tá mais seguro do que você ser um cara só que vê dados e e, né, e passa os dados pra frente. >> A questão de originalidade, né, que se você ficar escrevendo seu repertório ali com o chatpido demais com a piada que alguém já fez e >> ou alguém depois fazer a mesma piada que você é muito grande. >> É, então, então tem duas perguntas aqui. A primeira é quais são os limites que as IAS tem? Ou tem, por exemplo, vi o Grock, o Grock é de um cara chamado Elon Musk, né, que é muito a favor da liberdade de expressão e restrita. Ao mesmo tempo, tem o chat GPT, que é de

17:34 uma outra companhia que tem um dono que é mais, né, ã, flexível com isso. Tem uma uma cartilha geral assim ou é cada um por si? Eu acho que vai muito do usuário e eu sinto que cada vez mais os modelos vão ter estilos, que é o que você falou, o Grock ele é mais liberal, mais sem noção, depende do ponto de vista. Enquanto a gente olha para modelos, por exemplo, do Google e da própria Openi, que eles são mais polidos, digamos assim, né? Eles não querem expor, eles não vão dar uma opinião, por exemplo, né? Se você fizer a mesma pergunta para cada um dos modelos, for uma pergunta polêmica, eles com certeza vão te dar respostas diferentes, porque o >> a forma que eles estão sendo lapidados são diferentes, né? O que eh o time de treinamento considera uma piada racista é diferente para cada um dos modelos. Então acho que a gente vai ter cada vez

18:20 mais personalidade, entre aspas, nos modelos. É uma coisa que já é muito visível no Grock, cara. Não sei quando você já usou, mas ele é muito mais sem noção por conta das diretrizes que o Elmus coloca lá na companhia dele. >> Ou seja, pode ser que no futuro cada pessoa crie sua própria IA e ela é baseada mais ou menos em como você vê o mundo. >> Se eu sou um cara de esquerda e você é um cara de direita, o seu vai tendenciar a >> fascismo existir ou fascismo não existir? Eu acho que cada vez mais, por exemplo, o Google talvez seja a mais polida de todas, porque eles já esveram várias questões expostas, porque é o Google é uma empresa muito grande, se o Gemini tá falando um negócio ali, ele quase vira uma declaração do Google, não é? Porque o modelo avisa que não é, mas >> pro público, pra imprensa, cara, se você fizer o Gemini eh criar uma piada

19:07 racista, uma imagem racista, isso é isso vai jogar totalmente contra o Google >> e eu posso processar. >> Exatamente. E obviamente eles se importam muito com isso, enquanto outras empresas não se importam, né? Por isso que as as IA entrantes, as Ias chinesas, elas tendem a ser mais flexível, porque elas não tão muito aí paraa imagem delas, até porque elas nem existiam antes entende? >> Velho, que doideira. Quer dizer, você tá me falando então que talvez se tiver uma IA brasileira, ela vai ser mais zoeira. >> É, eu acho que sim. Acho que cada vez mais a gente vai poder fazer isso. E aí entra outra questão que independente do modelo você pode personalizar o seu modelo para ele ser mais engraçado, para ele ser mais liberal, para ele ser mais de esquerdo ou mais de direito. Você você faz uma personalização, né? a partir de um modelo, eu pego o Clou e eu transformo o Clode numa versão mais Maurício Meirelles e >> Ex. Óbvio que vai ter um limite que mesmo você colocando lá que ele tem que fazer tais tipos de piada, se isso for

19:54 contra as diretrizes do modelo, ele não vai fazer, mas ele com certeza pode ficar mais engraçado, mais divertido, falar com seus trijeitos e por aí vai. >> Uma dúvida, eu tava que foi, você falou de piada, tal, eu como criativo, né, e muita gente que trabalha no mercado de criação, é mito ou é verdade? que é coisa de aá ela não cria, ela não vai criar como ou ela consegue criar piada, ela vai conseguir criar porque ela entende padrões ou cara ela entende um padrão, mas ela não consegue colocar emoção. Como que você vê? Eu sei que talvez não é a resposta precisa, mas eu acho que é sempre muito subjetivo, né? Se você for olhar na documentação, a gente sempre usa o termo gerar e não criar. Eh, mas o que que é criar? Entra muito sem querer filosofar muito, mas assim, o que que é a criação, entendeu? Aá, hoje ela quando você pede para ela

20:41 desenhar dela fazer uma uma foto de um gato, ela analisa todas as imagens de gato que ela tem no treinamento dela, baseado no prompt que você colocou ali, que era um gato X, YZ, entendeu no treinamento, meio que copia um pouco de cada imagem e te dá uma pintura de um, uma ilustração de um gato. É isso que ela faz. E o que que você faz quando você vai fazer ilustração de um gato? Então >> você reflete sobre todas as imagens que você viu de gato na sua vida? >> Sim. >> Às vezes você vai olhar diretamente, às vezes você faz de cabeça e você cria uma coisa. Então a gente também cria baseado num treinamento que a gente teve na nossa vida, tá? >> Enquanto a IA cria baseado num treinamento que é muito maior que o nosso. Inclusive essa é a questão muitas vezes ética, porque ela ela cria baseada no trabalho de várias outras pessoas, mas a gente também, entendeu? >> E aí vem a pergunta: você já bugou porque você é um cara que tá estudando muito isso, você vive isso. Você já bugou a ponto de achar que você talvez

21:26 seja uma Iá? Não, não. Eu entro em vários dilemas éticos de de autoria, né? de até que ponto isso é meu e até que ponto isso veio da Iá? Qual foi a interferência que eu fiz no modelo para considerar isso uma obra minha? >> Ah, >> ou até que ponto eu tô só replicando alguma coisa que alguém fez? >> Entendi. O que que é da Iá e o que que você comandou Iá para falar por você. >> Por que que eu me sinto que é meu? Que eu vejo várias pessoas, eu faço muito workshop, mentoria, eu vejo muitas pessoas, ah, eu escrevi com aá, eu sinto que o texto não é meu, né? Porque eu coloquei ali, mandei um áudio, ela fez um texto, mas esse texto não é meu. De contrapartida, tem um monte de gente que escreve um prompio de uma linha, vem um texto, ela acha que é dela. Por isso que é muito subjetivo, né? qual é a até onde vai a sua autoria, entendeu? >> Entendi. Entendi. >> E acho que é muito pessoal assim, cada vez mais, tipo, essas distinções de se ela é criativa ou não, se esse trabalho é meu ou não, vai variar de acordo com

22:12 os valores de cada pessoa. >> Claro. Você tava falando da, né, do do medo, né, que você também tem de algumas coisas. O que que você tá vendo assim, observando? Porque acredito que todo dia para você é uma novidade, né? Porque você não tá falando de, sei lá, reumatologia, que tem uma coisa já mais definida e, né, tem um congresso, outro que vai trazer uma novidade. Todo dia tem uma novidade no teu mercado. Quais são as coisas que você observou recentes que você fala mal, vou trazer aqui um top aqui de coisas que você fala, mano, [ __ ] eu não imaginava que isso vai acontecer, mas vai acontecer. >> Cara, acho que as duas tecnologias que eu fico mais fascinado hoje é a evoluí. As duas tecnologias que eu fico mais fascinado hoje é a evolução dos modelos de linguagem para esse formato agêntico que é o chat eptoud

22:58 cowork, que é quando a IA de fato executa tarefas para você. Ela não tá só te dando um texto ou uma imagem, ela tá fazendo uma pesquisa, levantando informação, criando uma apresentação, fazendo uma imagem, fazendo tudo isso ao mesmo tempo e de fato executando as coisas para você. Tenho feito muitas experiências de computer use, né, que é botar IA para usar o meu computador para fazer alguma coisa, botar IA para editar um vídeo fazendo corte no Capcut por mim. eh, colocar IA para fazer uma triagem de formação, eh, transformar isso numa plataforma, colocar ela no ar, depois mandar para eu revisar. Tipo, assim, a gente consegue lidar com tarefas muito mais extensas hoje. E eu acho isso realmente muito impressionante. Assim, a gente tem vê muitas pessoas que t um um background criativo, que jamais programaram, nunca criaram uma plataforma, que elas estão conseguindo criar suas plataformas. Sim. >> Então hoje a gente consegue abrir o chatpt aqui, criar, cara, criar um site,

23:45 criar um aplicativo, criar quase tudo que a gente usa de serviços digitais, os serviços que mudaram o mundo, tipo e Uber, iFood, todos os aplicativos que hoje a gente usa. O trabalho que era para fazer um um aplicativo desse versus o que a gente consegue fazer um protótipo hoje é >> sim, você levava anos. Levava anos. Hoje a gente consegue fazer um protótipo vai fazer o produto final, não vai fazer, mas a gente consegue fazer um bom protótipo para testar uma ideia de forma muito rápida. a gente consegue criar nossas próximas próprias, >> consegue vender a ideia assim, tá? Isso acho muito impressionante assim, acho que >> o impacto que isso tem quando esse de tecnologia se tornar mainstream, que tá muito longe de de ser, que eu acho que talvez seja a grande questão, acho que é muito grande. >> Você tem a a porcentagem de pessoas que hoje o tem acesso, tal, >> cara, tem vários dados, tem várias pesquisas. Eu acho que as pesquisas elas

24:31 mentem muito, >> tá bom? >> Porque tá todo mundo querendo dizer que tá todo mundo usando IA, né? A gente tem essa essa máquina da ansiedade, né? Parece que tá todo mundo usando mais IA que você. Impressionante. >> Eu f Você tem essa visão? >> Eu tenho essa visão, >> [ __ ] Tô tô fido. >> Eu olho minha tá e falo: "Meu Deus, se eu não tô usando suficiente. Olha esses cara aqui, os caras estão criando empresa, não sei o que lá". Então eu tanto que eu costumo falar que a ansiedade é a estratégia das plataformas, te deixar ansioso para você usar, que é tipo, tá todo mundo usando, se eu não colocar uma nesse podcast aqui, esse podcast vai acabar porque tal podcast tá usando. >> Aliás, tudo, tá? O Instagram ele é uma máquina de deixar você ansioso, porque você é um péssimo pai, você é um péssimo gestor, você é um péssimo amigo >> o tempo todo. Você tá no Instagram, >> outro dia eu vi os cara falando, eu entrei hoje, hoje eu vi um do cara falando, eu tenho postado em média 10 res por dia e por isso eu faço mais de 1 milhão de views por dias. Eu falei: "Caralho, velho, eu acabei de acordar,

25:16 eu olhei o cara tinha postado três, o cara tinha apostado três, eu vindo para cá, o cara já tinha três." Eu falei, >> então é isso que é a merda, porque eu acho que a gente tá bugando por causa disso mas >> eu acho que a as pessoas usam bem menos do que do que às vezes a gente noticia. Recentemente eu mostrei uma pesquisa da Microsoft, que é uma das que eu mais confio, porque ela usa os dados do Windows, aonde só das pessoas usaram IA esse ano de verdade >> no mundo >> da população, é global. >> Olha, olha a margem que a gente tem para mais pessoas utilizando, né? E das pessoas que utilizam a das 16%, apenas 9% usam para trabalhar. >> Os outros é tipo Google >> terapia, trocar ideia, perguntar qualquer coisa, ficar batendo papo, brincar, gente que tá fazendo o negócio mesmo. É pouquíssimo as pessoas, cara. Quem tá programando com Iá,

26:01 >> Sim, >> é muito pouco. E é muito louco porque qualquer um pode fazer, cara. Você baixa ali o chat petor que você você pode fazer agora. Não é uma não é uma tecnologia que tá distante, >> você precisa fazer um curso, >> cara. Não é o computador, lembra? computador. Você tem um computador, cara, com Windows 95 lá, pô, pouquíssimas pessoas tinham, era muito distante de você. Hoje qualquer pessoa que tem um celular, ela pode ter uma ferramenta que permite ela criar alguma coisa. >> Não, e o próprio chattina a mexer no chat GPT. >> Exato. Você vai perguntando para ele. É, é a única tecnologia que a gente teve até hoje que ela pode te ajudar. Ah, será que dá? Todo mundo me pergunta, será que dá para fazer alguma coisa? Falei, pergunta pro chatt. >> Será que eu consigo fazer um site pra minha empresa que tem um formulário? >> Sim, consegue. E se você não sabe como fazer, você pergunta pro chatto. >> E não só isso, né? Eu acho que a grande vantagem pra gente falar dos benefícios, pelo menos como eu uso, é coisas que eu achava que eu não tinha condição de

26:46 saber fazer, sei lá, como é que eu faço um imposto de renda? Ele me ensina a fazer imposto de renda. Então ele ele ele consegue te eh te tirar um pouco dos cursos que você gastaria para fazer. Porém, aí que eu te pergunto, muita gente tá usando para fazer terapia, muita gente tá pegando, por exemplo, ah, a gente tava passando agora, até fiz um vídeo disso, eh, que é teve a história lá da Covid lá no, no passado, aí tá tendo aquela investigação e aí saiu um documento americano, aí tem um cara que falou que, pô, alguns tratamentos não funcionava, outros e aí a galera, a população, ela já ela já desconfia de jornalista, aí ela já desconfia de professor, aí ela tá começando a desconfiar de médico. Você não acha que isso acaba virando o chat GPT ou o Clou ou qualquer IA como o lugar que a pessoa vai buscar credibilidade? E qual o

27:33 perigo disso ou não tem perigo nisso? >> Cara, eu acho que tem um perigo como qualquer outra plataforma que te dá informação, né? Você confiar cegamente em alguma coisa e de novo a gente volta. O perigo é sempre a pessoa e nunca a tecnologia, né? Que é o quão eh desinformado você é ao ponto de acreditar em qualquer coisa que o chat PT tá trazendo para você. Tá no mesmo lugar do, tipo, desculpa te interromper, mas tá no mesmo lugar do não confie no chat GPT como você não confiaria num site que você encontra na internet. >> Exato. Eu acho, >> eles tem eles tem uma margem de erro grande, porque tem muita, eu tô falando de verdade, tem muita gente que encontra um caroço no braço e fala: "O que que é isso?" E o que o CHAD PT responde? Ele fala: "Tá bom, então não preciso ir no médico". >> É, cara, eu acho que depende muito do prompt que você coloca lá, se ele é raso e se você não traz um direcionamento de critério, ele tende a te dar uma informação mais rasa e superficial. as questões específicas de medicina, acho

28:18 que todas as plataformas estão bem, toda vez que você pergunta, ela fala: "Você deve procurar um médico". Tipo, é que a pessoa não quer ler essa parte, né? Outro dia eu vi uma pessoa que quase morreu porque pediu um conselho para Iá e aí ela deu um conselho que ela não precisava ir pro médico, ela foi pro médico e ela tava com uma doença gravíssima e aí a pessoa agora tá processando a Iá. Eu falei: "Mas a Iá falou para ela que ela não deveria confiar em conselhos médicos lindo dela mesmo. Tá escrito isso. Você não você nunca vai pedir um conselho médico para ela." Ela vai falar: "Eu já sei". Ela vai falar: "Ó, eu não sou médico, você não, você deve procurar um profissional baseado em tal, tal coisa, tá aqui o que pode ser". Só que a pessoa não lê essa parte, né? Ela é só o: "Nossa, tô morrendo." >> Esses bastidores, eu queria entender, tem muito caso de processo, >> cara. Tem bastante, assim, eu vejo, eu vejo muita notícia de de galera processando. Ah, porque aí a mandou

29:04 fazer tal coisa. >> Jura, >> eu não sei que fim vai dar, cara. Eu fico pensando no departamento jurídico dessas empresas hoje em dia, mas eu acho que eles se blindam muito. Os termos de uso deixa isso claro. E, cara, ela sempre te avisa. ela ela nunca chega firmando o negócio do nada, entendeu? Cas, então, mas eu vi um caso assim, isso que eu queria entender assim da preocupação que eu tenho com jovem, por exemplo, que o jovem às vezes o cara não tem acesso a uma terapeuta e aí o cara tá passando por um problema, sei lá, mental de alguma coisa e ele vai conversando. Eu já fiz terapia com Yá, acho que todo mundo aqui já fez, >> não? >> Nunca fez >> de fazer umas perguntas existenciais, eu já fiz. >> Não, não. A gente tem o cuidado de procurar um profissional, irmão. >> Eu fiz, mas não para eu entender, eu já fiz para testar. Não, mas eu juro eu já fiz para testar. Não, mas eu fiz assim para entender realmente >> por fins acadêmicos, né, Maurissão? Isso

29:50 >> não, cara. É meio que assim, qual que é a dela? Que [ __ ] é essa? Ela tá ela tá realmente e eh ela consegue modular o meu cé, consegue me manipular, ela consegue chegar em conclusões que talvez eu não chegaria. Eu fui testando. >> E qual foi o veredito? >> Cara, eu fiquei assustado porque ela fui muito bem. É, nas sei lá, 90% dos casos para não falar 100, ela vai para um caminho que eu falo: "Faz sentido que ela fal, mas pedind no meu promp foi cara, se Freud lesse isso daqui, como é que ele reagiria com essa questão? tal, você vai criando. Mas ao mesmo tempo já vi casos, não sei se são verdadeiros, de pessoas que acabaram, sei lá, tirando sua vida, porque a a no final a a o chat GPT, o cara interpreta que aquilo ali poderia ter sido um

30:37 estímulo a mais. >> Sim. >> Não, já teve vários, já teve casos desse, só ver as notícias e acho que tem que sempre lembrar, cara, que a Ia quer dar a resposta que você quer, entendeu? Ah, isso que eu queria que você pegasse. >> É a coisa mais comum quando alguém começa a usar i ela ficar muito empolgada. Eu falei a minha ideia, a Ia disz que é genial. Eu pedi tal coisa, ela disse tal coisa. Eu falei que eu tava pensando em fazer tal coisa, ela falou: "Faz isso mesmo". >> Ou seja, se eu fizer a pergunta e você fizer a mesma pergunta, ela vai dar baseada no no meu histórico, >> basada no seu histórico, com certeza. Baseada no seu prompt, no seu histórico e no fim no que ela acha que você vai gostar, entendeu? Porque é isso que a plataforma quer, a plataforma quer que você goste dela, entendeu? Ela não é uma, a ferramenta é essa, entende? >> Logo ela é uma psicopata, >> ela é um pouco >> uma excelente namorada. Mano, se você parar para pensar, Ia é uma psicopata, porque ela ela adula você o tempo todo, ela fala que tudo é incrível e ela te dá

31:24 toda hora esse subterfúgio para você ficar continuar usando ela como se você tivesse um relacionamento tóxico de alguma maneira. >> É, eu acho que a gente tá evoluindo para para fugir desse tipo de entrega e eu acho que depende muito de como você usa e principalmente da tua da sua capacidade de personalizar ela. >> Por exemplo, eu acho muito puxa- saco, acho insuportável de chatt padrão, que você coloca lá, tomara que gente é uma delícia. Não, você fala, tô pensando em pintar minha casa de amarelo, pô. Amarelo é uma cor combina super com você. Você é um cara para cima. Então, na verdade, eu pensei em pintar de preto. Preto que é legal, super misterioso, ele sempre vai te dar, vai parecer que a sua ideia é genial. Pensei em vender minha casa, ficar sem casa uma excelente ideia. Você quer dicas de como vendê-la? >> [ __ ] velho. >> Mas quando você vai lá na personalização e você fala que você não quer que ela puxe saco, que que você não quer que ela concorde com você, que você quer um

32:09 comportamento onde ela te desafie mais, te mostre alternativa, ela muda, entendeu? >> Então, mas ela muda baseado em quê? Porque ao mesmo tempo ela também falando, a ideia pode ser até ser boa, mas como ela não tem uma um sentimento do que é bom, o que é ruim e é muito abstrato isso, >> ela agora vai ficar também contrariando tudo que ela que você vai falar. Entendeu o que eu quero dizer? >> Então vai na tua capacidade de personalizar. Cara, o que eu acho, por mais estranho que pareça, assim, é você direcionar ela tal qual você direcionaria um assistente seu. Assim, se você contrata um assistente, ele chega aqui, ele é ele é chato para caramba, um [ __ ] de um puxa-sco. Se você nunca falar nada, ele nunca vai parar, cara. >> Se você chegar falar: "Cara, você não pode mais falar isso, >> não quero mais você fale desse jeito, desse jeito". Aí de repente ele ficou grosso, fal: "Não, agora também pera aí". >> Então, mas logo assim, numa numa época egóica que a gente tá vivendo, a CHPT é uma delícia, né? Porque a gente tá buscando >> afirmação, né, cara? Afirmação. Toda vez que eu vejo alguém compartilhando um,

32:55 sabe, é o que chat PT, fale o que você sabe sobre mim. Aí vem só elogio, a pessoa compartilha assim, você fala: "Cara, pessoa muito carente". >> Porque ela é isso que ela quer. >> Exato. Ela quer esse biscoito. Então, a gente tem que criar uma um chat de GPT que é o pai. >> O pai. Que que você acha? CD é uma merda. Sempre tá falando uma merda. É, mas deu nome poderia ser melhor. Poderia. Eu gostei, mas poderia ser melhor. O meu é meio assim, cara. Eu gostei, mas poderia ser melhor. Ele sempre vem com, >> ó, eu acho legal, mas você tem que tomar cuidado com tal coisa. Eu botei ele com uma questão um pouco de cautela assim, sabe? Fala que você fala. >> Você você não vai contar para ele que você deu nome pro seu chat? >> Eu dei nome. >> É, você chama Maia. >> Eu >> é >> que que eu por que onde >> você não dá nome pro seu chat? >> Porque as pessoas dão nome pro chat. >> Eu falei Maia, mas onde quando eu dei eu tô te zoando. >> Ah, tá. Falei pelo amor de Deus. >> Mas tem as pessoas aqui na empresa que

33:40 dão nome pro chat. Não, mas aí é doentinha né? >> Você pode pedir para ele te chamar de apelido também, que eu acho um negócio sempre esquisito. >> Não, bizarro, cara. O Elon Musk, ele ele fala, fala uma piada para se fazer. Às vezes, não sei se você já fez, mas se um dia você pegar o o set de alguém >> com >> você pode pedir a partir de agora me chama de tal coisa e larga assim. E aí toda vez que a pessoa for usar o chatt, ele vai chamar a pessoa daquele jeito. >> Uma piada para você pôr aí na suas. >> Cara, mas eu sabe, >> posso só ver um negócio? Você escreve papo de agora me chama de >> Sabe o que é preocupa? Sabe o que vai acabar acontecendo? A gente tá dando ideias erradas para você não fazer. Pelo amor de Deus, não é para não serem feitas. Que você pegar o celular de outra pessoa e pega o celular do Mateus e fala assim: "O que que o Mateus fala sobre impotência sexual? Eu vou descobrir como é que tá o a diabetes do Mateus. Eu consigo ver. >> Cara, eu já descobri um negócio, eu não vou falar obviamente, mas descobri um

34:26 negócio sério assim de família uma vez quando eu peguei o chat EPT de uma pessoa da minha família e ela queria mexer na memória do chatt e aí eu acessei a memória e aí lá ficar guardado assuntos e aí tinha assuntos que eu jamais poderia saber assim. E teve toda uma questão na família por conta disso. >> [ __ ] merda. É, cara. Aliás, deixa eu falar. >> Esse históri chatt é uma das coisas talvez mais pessoais que a gente tenha hoje assim, mais do que qualquer outra rede, talvez. Anônima ainda. >> Eu contei uma história aqui. Eu contei uma história aqui no Varanda Gourmê que deu uma deu uma bombada. Eu vou contar. Não tem a ver com o Iá, mas é o perigo da das coisas que é o seguinte. Um pai de um amigo meu morreu e aí é um problema que todo mundo vai ter, tá? Não, isso é verdade. Tod um dia morra antes. >> Um dia seu pai vai morrer ou sua mãe vai morrer ou sua namorada vai morrer, sua esposa vai morrer e aí o celular dela

35:14 vai ficar na sua posse, provavelmente. >> Hum. >> E aí você vai querer pegar o celular para mexer na coisa do tipo assim, cara, eu preciso resolver a senha do e-mail e tal. E se você entrar no WhatsApp, >> nossa, velho, >> você vai descobrir muita coisa. Se você, se você for curioso, o suficiente para escrever sobre você, >> é, >> você vai descobrir que talvez seu pai não gostava tanto. >> Nossa, des >> meu filho é um imbecil. >> Imagina o velório do cara lá e você vê no histórico dele. >> Sabe o que que é pior? É você descobrir que a vizinha, seu pai comia. >> É, tem um filho. >> Tem um filho. Você vê a teta, você procura por filho e não é você, né? Exato, cara. Você descobre tudo. Você

35:59 você vê a teta da tia Soria, porque ela tá mandando pro teu. Olha a merda que dá. a tecnologia vai destruir a sociedade. Então, sobre isso, Elsk trouxe uma questão aqui que eu queria que você, [ __ ] debulhasse nela, que ele falou recentemente, né, que a gente não precisa se preocupar, que nos próximos 5 anos, se eu não me engano, acho que ele falou isso assim, a gente não vai precisar mais se preocupar com dinheiro, não vai mais precisar, porque tudo a a IA vai trazer abundância pro mundo inteiro. Só que ao mesmo tempo o famoso Elon Musk já errou muitas previsões, né? Ele falou que ia ter o CyberCab antes do previsto e tal. Como é que vocês desse universo tecnológico observam esse tipo de profecias a respeito do futuro?

36:47 >> É, cara, eu acho que tá cada vez mais difícil querer cravar uma previsão de futuro, assim. Tanto que eu tento evitar bastante falar, cara, como vai ser daqui 1 2 3 4 5 anos? Não sei mesmo, porque as coisas estão mudando numa velocidade tão grande. E eu vou nesses eventos de futuristas há mais de uma década, né, o Salto by Saltas, na CES, onde as pessoas vão lá e querem encravar a previsão dos futuros. E você vai ver que a maioria errou muito, assim, a maioria não prevê o momento que a gente tá hoje, >> a quantidade de plataforma, a forma que a gente tá utilizando as plataformas. É aquela história, né, pô, a gente esperava que o futuro tivesse um monte de coisa e a gente fica vendo o vídeo do Neymar segurando na taça da Copa do Mundo, entendeu? Que ninguém previu que isso ia ser a grande coisa. [ __ ] pr [ __ ] Tipo assim, a gente vai curar doenças e tal. Bum, 700 milhões de views no vídeo do Neymar hipotético. >> Por quê, cara? Porque a gente não

37:33 previu. Então, fazer qualquer previsão agora é pedir para passar vergonha no futuro. Cara, posso falar? Obrigado por essa resposta, porque a gente a gente imaginou que ia ter carro voador, mano. >> Olha só a situação. Car voador não tá rolando. >> Os robô fazendo compra, lavando louça, >> nada disso. De contra partida. Ea slop para caramba. Influenciador de a golpe de inteligência artificial, cara. Então é difícil hoje de gravar assim, mas eu tenho, eu acho que daqui 5 anos o dinheiro vai continuar sendo bastante importante. Esse esse eu acho que eu posso gravar. >> Como assim? Ah, tá. >> Essa previsão do ano, me passa seu dinheiro. >> É, porque quando a gente não vai se preocupar com dinheiro, eu acho, acho bem difícil. >> Daqui a pouco o Elon Musk lança alguma coisa pra galera. Já deixa o dinheiro aqui. >> Isso aqui para mim, Maurissão. >> É, então é e é eu, eu fui no South by Side, né? É South by >> Salut. Adorei seu vídeo sobre, cara.

38:19 Mandei pr todo mundo. >> Ah, é sim, >> sim. muito [ __ ] >> Eu vou dar um resumo que é o SX SW que eu acho é o maior evento de >> cara é um dos mais expressivos, eu acho. Assim, maior é muito relativo, mas é um dos mais por muito tempo foi o mais importante. Eu acho que talvez não tenha tanto esse peso, mas é onde se reúne a galera para debater sobre o futuro. >> Sim, eu fui lá esse ano em Austin, né, que é um é muito legal, cara. É um evento sobre tendências e tal, né? E tem sempre alguém muito alarmista e tal. E sabe o que eu senti, cara? É isso que eu queria bater um papo. Eh, até sobre essas coisas assim da das previsões que a gente coloca, me dá a impressão que a população ela é quase como não muito entusiasta do que vocês futuros e e apaixonados por tecnologia querem. Porque se dependesse de você e da m Web,

39:05 vamos botar assim, ah, o futuro, cara, seria robô para caramba, porque é o que vocês, mas eu, eu sinto que a gente tem um certo medo em um boicote. Por que que eu chego nessa conclusão? Porque esse ano, você tava lá, esse ano, >> tava, >> eu senti muita palestra sobre humanizar mais as pessoas. Era tipo ano passado era o robô vai chegar, olha que legal. E agora eu senti uma coisa meio assim, gente, olha que legal que essa empresa tá fazendo. Eles assinam com a própria caneta e a galera, uau. Eu falei: "Cara, tem uma coisa cíclica por trás desse futuro. O futuro ele vai chegar a ser um pouco do passado? Qual Qual que é a sua observação nisso?" Assim, >> cara, eu acho que sobre essas pautas de evento, eu sinto que tá, elas são cada vez mais comerciais, né? O que que eu vou falar aqui que as pessoas vão gerar

39:51 corte, escrever sobre, ah, vou falar sobre a importância de humanizar, porque é isso que as pessoas querem ouvir >> ou catastrofizar, porque as pessoas também querem comprar um curso extremos e tal. Eu também acho que as grandes corporações hoje que estão realmente definindo o futuro da tecnologia, né, Openai, o Google, a Meta que estão desenvolvendo as plataformas, elas nem estão indo mais nesses eventos. Você raramente vai ver elas lançando coisas lá. >> Ah, >> quem das grandes empresas lançaram coisas nesses eventos? >> Nada. Esse ano não vi ninguém. Mas aí quem vende reporter de tecnologia, >> [ __ ] >> é é essa turma que quer prever o futuro e tal. E óbvio, cara, é super importante, é um baita do negócio e e pode ser super relevante para você, mas quem tá desenhando mesmo, cara, os caras estão preocupados em fazer o melhor modelo, eles não estão preocupados em dar palestra e tipo assim, a galera a velocidade que as coisas estão sendo

40:37 lançadas, cara, essa turma nem tem tempo de ir nesses eventos. Então, acho que os eventos hoje eles acabam, você tem que ponderar muito o que você tá vendo lá, assim, sabe? e confiar mais no que de fato tá sendo executado, entendeu? >> Porque eu comecei o vídeo falando do Secon Second Life, né? >> E você falou do metaverso. >> Vamos lá, que você também já foi entusiasta do metaverso e de alguma maneira não deu certo o metaverso. Existe uma chance da IA não >> rolar ou já está na sociedade? E é disso para mais, >> né? sem querer entrar na pauta metaverso aqui, mas eu acho que o marketing criou um metaverso que não aconteceu, né? De contrapartida, quando você olha o Roblox, o Fortnite, as plataformas online, as pessoas elas estão lá, cara, com bilhões de usuários. >> Essa turma,

41:23 >> ah, >> acho que também tem muito o que é >> o comprar o terreno no metaverso é uma coisa e viver no metaverso é outra. Entendeu? >> Porque, tipo assim, ah, o marketing no metaverso falou: "Pô, eu não tenho dúvida, >> foi horrível". Agora as plataformas digitais com pessoas se relacionando, elas estão funcionando para caramba. Então eu acho que, mas nesse caso, acho que a IA não, não dá nem para ser comparada, cara, com esse tipo de movimento assim. Acho que é muito mais, acho que toda comparação com IA, ela é meio falha assim, porque a gente nunca lidou com uma tecnologia tão avançada e que possibilita a gente criar tantas coisas, né? A, a, tanto que a gente coloca muito a comparação, às vezes a gente compara com a internet, com metaverso, mas a gente tem que comparar com fogo e com a eletricidade, que são eh tecnologias de impacto geral, de interesse geral e que, acima de tudo, geram novas tecnologias,

42:09 >> certo? >> O fogo é um excelente exemplo por conta disso, porque por conta dele a gente inventou 300 outras mil coisas. >> Sim. >> Embora ele queime. >> Sim, sim, sim, sim, sim. Tem o lado ruim dele >> aí. Tá um pouco nesse lugar. É uma ferramenta que possibilita a criação de muitas outras coisas. É um campo muito aberto né cara? >> Sobre emprego, você acha que que é o grande medo das pessoas, que é perder seus empregos? Mas eu sempre falo assim, né? Toda geração teve um cara de 40 anos falando: "Fodeu, vamos perder os nossos empregos". Foi com a internet, foi com a televisão, foi com, sei lá, luz, com a eletricidade, por aí vai. Revolução industrial. Qual que é a sua opinião sobre os empregos? Acho que a gente vai eh eh o o 90% dos empregos, Maurício,

42:54 vão morrer ou eles vão se reinventar ou na verdade vão ser recriados? Como que você vê até nesses eh eh dessas 1000 feiras que você vai e observa? >> Cara, eu acho que o impacto ele é inevitável assim e acho que a gente até que tem que puxar mais a discussão pro presente porque já tá acontecendo, né? Não é uma coisa que vai acontecer quando a gente olha pros dados. A gente tem a redução de diversas posições, principalmente quando a gente fala de tarefas digitais, como todas essas que a gente tá envolvido aqui. >> Tem aquela frase máxima que funcionou, acho que por um tempo, que era: "Você não vai perder o emprego para IA. Você vai perder o emprego para alguém que usa IA, que eu acho que ela não tem mais fundamento nenhum hoje em dia, porque uma pessoa usando IA, ela não substitui uma pessoa, ela substitui dezenas, centenas, às vezes milhares de pessoas. Então essa conta ela nunca vai fechar. A partir do momento que você tem gente, a

43:39 gente tem essa frase, ao mesmo tempo tem gente falando, vai ter uma empresa de 1 bilhão feito por uma pessoa só, pô, mas qual dessas tá correta assim? Então acho que >> Ah, sim, sim. >> Uma pessoa quando usa ela, ela pega a tarefa de várias delas. Isso é inevitável assim. >> Sim. Que é um é um relatório que eu pediria para quatro estagiários me ajudar. Eu sozinho faço em 10 minutos num clou da vida. Você tá querendo me trazer? >> Exatamente. A pô, né? Você quantas pessoas você precisava para ter um e-commerce? >> Sim. Hoje você consegue sozinho fazer um e-commerce. Se ele vai ser bom ou não, depende da sua capacidade, mas você consegue, >> né? E então acho que o impacto ele é muito grande, cara. De contrapartida, a gente tem novas profissões surgindo toda hora. Depende do espectro que você tá. Eu eu falo brincando sempre, desde que eu comecei a trabalhar com IA, eu nunca contratei tantas pessoas. Eu tenho contratado muitas pessoas para trabalhar comigo, para me ajudar em vários

44:25 projetos que estão acontecendo por conta da inteligência artificial. >> Qual a profissão que você vê como um Se você tivesse um filho agora, você fala: "Filho, estuda nisso". Cara, eu é difícil essa pergunta, mas eu colocaria. Eu acho que as profissões criativas elas continuam tendo um valor muito grande assim, cara, de verdade, porque são pessoas criativas que vão saber usar essas ferramentas de da melhor forma, >> mas tem que saber usar. >> Tem que saber usar. Acho que as profissões mais seguras são as que a não toca, né, cara? Se a gente for falar de comércio, de serviço, pô, comida, isso a gente sabe que que tá muito distante de uma tecnologia automatizada. Um cara me falou uma vez que não sei se foi aqui ou foi numa palestra que a bombeira é uma profissão que é impossível você substituído porque aí a não sente cheiro de fogo, de queimado. >> Não, o próprio, cara, todas as

45:11 atividades físicas elas são, acho que é isso da gente tá bem assim, mas dar um exemplo, marketing digital é onde a coisa tá mais comprometida, porque inevitavelmente a gente vai conseguir utilizar as ferramentas. Sim, análise de dados, essas coisas, não precisa de uma pessoa e que para muitas pessoas, cara, é dura essa, não é uma atividade essencial entendeu? >> Senta com um cara que tá abrindo um restaurante, você acha que ele quer fazer conteúdo paraas redes sociais, >> que ele quer um [ __ ] branding, que ele quer uma tipografia feita à mão. Sabe o que ele quer, cara? Ele quer o restaurante dele lotado. E se tiver uma função lá na plataforma da meta que ele possa apertar, passar o cartão de crédito e o restaurante dele lotar usando IA, você acha que ele tá errado? >> Não, não entendo. >> Esse que é o ponto, entendeu? Às vezes a gente fica muito nessa discussão, sempre pregando para convertido, né? Eu sou um cara que trabalha no marketing

45:56 digital, falo com as pessoas que trabalham com marketing digital de que a gente tem que tomar cuidado com isso, com aquilo. Mas existe diversos outros segmentos que eles não estão preocupados com isso. Eles estão preocupados em fazer o segmento dele dar certo e muitas vezes uma atividade digital não é essencial para ele. Uma das uma das coisas que eu peguei no SXSW desse ano, cara, eu não vou lembrar o nome da mulher, você vai você deve conhecer porque você deve já ir bastante tempo, que ela falou um negócio sobre social Health, que é a nova tendência do mercado, que é, não vou lembrar o nome dela, que ela falou o seguinte, achei muito interessante, foi a palestra que eu mais gostei dela, da da da SX, que ela fala que hoje boa parte dos adolescentes e adultos só tem um amigo, >> é, >> né? E porque já tá tendo esses casos de pessoas usando muito a tipo Her, né, que é aquela aquele filme que a pessoa usa a

46:43 inteligência artificial como um colega, um amigo, tal. Isso é uma tendência que vai crescer. Então a a contratendência é você criar tipo um teatro, é você criar um clube, você criar eh relacionamentos humanos, porque as pessoas vão ir nessa contramão. Que você já tá observando isso, >> cara? Assim, eu acho que até tava falando com alguns pais e mães de de crianças que eu falo, cara, existe uma grande chance de na adolescência seu filho ter um relacionamento com uma I assim e ele queria apresentar para você, entendeu? Ele queria levar trazer num almoço, num jantar e você vai ter que ter essa conversa. Eu acho que os pais precão estar preparados para essas conversas inclusive. >> Quero quero fazer quero fazer um um um achismos aqui com tipo assim, eu tenho, você não tem filho, né? >> Eu tenho filho de 8 anos. Eu já falei

47:30 aqui algumas vezes que o maior problema que o meu filho vai ter ainda não existe. >> É, com certeza >> que a gente fica pensando, [ __ ] meu filho vai passar por problema, não, não existe esse problema. Meu filho vai, sei lá, ele vai namorar um robô e o robô é tóxico, sei lá, que merda que vai ser. E existe uma visão disso assim, do tipo, >> com certeza, cara, tem um, >> como que meu filho namoraria o Maça? >> Tem uma plataforma chamado caracterai, que é c.Aaii. Aí ela é a maior plataforma de companion bots do mundo. Ela é só de as de relacionamento. Ela não tem nenhuma função além dessa. Seja você ter uma namorada virtual, seja você namorar com personagem no Game of Thrones. Tem muito personagens fictícios e a o grande foco dessa plataforma são os jovens e adolescentes e a galera realmente tem toda uma comunidade, cara, dá uma olhada assim, de pessoas que realmente se relacionam e passam a ter

48:16 trocas profundas com esses com esses chatbots e em algum momento vai ter a pessoa querendo que você, deixa eu te apresentar, deixa eu quero que você converse com ela. Então, acho que isso já tá rolando. Tem até um, não sei se você viu, cara, na China, eh, tem um restaurante para você ir jantar com o seu chatbot. Pode pesquisar essa notícia aí. Bota aí que é a pessoa é uma mesa com um lugarzinho para você pôr o celular ali e você trocar a ideia com ele sem parecer um maluco. >> Uau! >> E aí você leva ele para jantar, cara. É o her. É 100% o her. Tipo assim, o her é real, né, cara? Toda a tecnologia que tem no Her, ela já existe hoje 100%. >> É verdade. Quando o Her surgiu, era tão utópico, >> não era muito muito distante, >> porque não tinha inteligência artificial como tem hoje. >> Capaz de fazer aquilo. Sim, mas não tinha Siri, né? Não tinha Alex,

49:02 >> mano. É verdade. Acho que o era um bom filho. Eu até assisti recentemente, cara. É impressionante que daí ela organiza os e-mails dele, tudo que você pode pedir hoje, cara, para ir a fazer, entendeu? Ela não é tão sedutora, >> sim, >> mas ela pode ser se você configurar, entendeu? Tipo, o Grock tem o modo girlfriend lá no Grock >> que ela fica seduzindo você. É bizarro, cara. Tem até uma bonequinha assim. E como isso pode escalar pro universo offline? Assim, por exemplo, porque a gente, a gente tá falando agora de Black Mirror, que eu acho que eu todo mundo aqui entusiasta o Black Mirror, todo mundo de alguma maneira, se não assistiu também assiste, que é muito legal. >> Tem um filme que eu sempre falo que é melhor do que o Black Mirr, não é um filme, é uma série que é o Yars andears, que eu acho que a mais [ __ ] já assistiu? >> É da HBO, se eu não me engano, que é porque o Black Mirror ele é uma coisa meio ficção científica de coisas que

49:48 >> é um episódio, né? Uma coisa >> é o o N são coisas que de fato já estão acontecendo, >> né? E e e em vários momentos você vê essa coisa do cara namorar. Ah. Ah. Aíá. Existe chance disso ser escalado do tipo ter uma boneca que é a minha esposa? >> Eu acho que esse é o plano da galera assim, cara. É levar essa consciência pros robôs assim que é uma coisa que inevitavelmente vai acontecer. Por exemplo, na Cies esse ano, a feira de tecnologia, eles lançaram a AVA, que é uma bonequinha que fica dentro de um de um vidrinho assim. Eu até fiz um conteúdo sobre que daí você transporta a sua Iá para um personagem físico que fica do seu lado e fica falando com você com uma imagem no caso. >> Mas ela anda >> não, não, ela fica dentro de um vidrinho, mas assim, uma bonequinha, velho. Parece uma caixa de boneca.

50:34 >> Sim. E agora a galera tá levando isso pros robôs, pros robozinhos humanoides que ficam do seu lado. Então esses robôs todos aí que o Elusk tá fazendo, não, >> esse é bom também, mas o o Unitree, esse que a gente vê nas ativações aí e tal, é natural que você coloque a consciência do seu chatbot, a consciência entre muitoas, porque não tem, né, que você coloque a inteligência dele dentro desses robôs para você lidar com eles no mundo físico. Assim, eu acho que isso isso é fato que vai acontecer. Existe a possibilidade de eu pegar a voz ou o cérebro do meu pai e aí jogar no negócio, meu pai morre e a partir do momento eu tenho o meu pai para sempre comigo? >> Acho que já tem umas startups que estão prometendo fazer isso assim, que é você criar uma cópia digital

51:20 de alguém que você acha que foi ou você que ainda está aqui criar a sua cópia digital para quando você morrer, sua mulher já recebe uma mensagem. E aí? [ __ ] insuportável, >> desesperador. Imagina que bosta. >> Acho que a gente vai ter que ter essas conversas. >> Imagina o Maurício eterno, imagina cara ligando. Tive uma ideia, >> pedindo, cobrando. Cadê o posto? Eu morri, não tenho posto. >> Nossa senhora, não dou conta. >> Odiei a minha essa imagem que botaram, >> mano. Dá para fazer um exercício muito louco disso daqui, velho. É, >> quer dizer, é, é. E e aí hoje pensa cara, a quantidade de informação que você tá deixando no seu chatt, se você carregar tudo que você colocou no seu chatt, tudo que você já falou no WhatsApp, tudo que você já colocou no e-mail, o quão parecido vai ser com você de fato entendeu? >> E se eu chegar agora e falar assim, apague todas as minhas informações ele apaga de fato.

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