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0:02 Sabe o que [música] mais importa para Unicesumar? Gente e educação. Ou melhor, [música] gente sendo transformada pela educação. Gente que estuda aqui e gente que trabalha aqui. É por eles que nós nos [música] superamos sempre para ser referência em ensino e promover oportunidades de mudança. [música] Quem muda uma vida muda uma realidade e assim a gente muda o mundo. E como tudo isso começou? com o professor Wilson Matos lá em 1990 em Maringá, [música] no Paraná, na época com apenas dois cursos, 180 estudantes e a vontade [música] enorme de fazer a educação acontecer. De lá para cá, nós crescemos muito e a partir de 2022, com a Vitroeducação, [música] demos início a uma nova fase, tornando o
0:48 ensino ainda mais acessível a todos. [música] Hoje estamos em várias cidades do Brasil, tanto nos camps ensino presencial quanto nos polos de apoio aos estudantes da educação à distância. [música] No ensino presencial, oferecemos cursos de graduação, pós-graduação, além de mestrado [música] e doutorado, e programas de bolsas de estudos para atletas. Nossos camp contam com infraestrutura completa [música] e ambientes vibrantes que inspiram criatividade, como laboratórios, [música] estúdios de rádio e TV e clínicas escola, com atendimento à comunidade. Em uma área de 380 ha [música] está instalada a nossa fazenda escola, onde desenvolvemos projetos de [música] ensino, pesquisa e extensão nos centros
1:34 de biotecnologia e de [música] atendimento à fauna silvestre e no hospital de equinos, um dos maiores do sul do país. [música] O curso de medicina da Unicesumar é um dos melhores do Brasil, onde os alunos vivenciam a prática da profissão desde o [música] primeiro ano. No laboratório de simulações clínicas, os estudantes contamins altamente [música] tecnológicos que simulam diversas condições de saúde. Além disso, a Unicesumar tem convênio com instituições renomadas e oferece residência médica em diversas especialidades. Temos orgulho em dizer que já formamos milhares de médicos e médicas com um olhar humanista de acolhimento e respeito aos seus pacientes.
2:19 E esse mesmo orgulho em formar tantos profissionais no ensino [música] presencial nos impulsionou a realizar sonhos também por meio da educação à distância. Hoje podemos dizer que somos referência [música] no mercado da educação digital. Na nossa EDTEC, desenvolvemos recursos inovadores [música] para que os estudantes tenham uma experiência imersiva durante todo o curso. Aqui a tecnologia atua em favor do aprendizado para formar profissionais [música] que atendam aos desafios no mercado de trabalho. Com uma metodologia flexível [música] que possibilita ao aluno estudar no seu tempo e de onde estiver, oferecemos qualificação voltada à prática profissional. [música] Os cursos de graduação à distância são focados em quem busca uma formação que cabe na [música] rotina. E nas áreas de
3:05 saúde, bem-estar e engenharias, nós contamos com a nossa metodologia híbrida, que alia [música] a flexibilidade da EAD à experiência prática do ensino presencial. Na educação [música] continuada, nós priorizamos o desenvolvimento constante de quem passa por aqui, proporcionando novos [música] conhecimentos a quem deseja começar ou mudar de carreira ou manter-se [música] atualizado para o mundo em constante mudança. Para quem tem pressa em conquistar o primeiro emprego, cursos técnicos e profissionalizantes. E para quem [música] busca se especializar e dar um salto profissional, temos a pós-graduação à distância. Na Unicesumar, a inovação está em [música] tudo, inclusive nos PR.
3:53 [música] >> [música] >> Boa noite, estudantes. Tudo bem com vocês? Sejam todos muito bem-vindos e bem-vindas à nossa primeira aula ao vivo da disciplina de cenários econômicos. Eu sou professora mediadora Mariana e antes de passar a palavra pra professora Daniela Monteiro, que vai ministrar essa disciplina, eu tenho alguns recadinhos bem importantes para vocês. Então, nesta semana, né, na segunda-feira, foram liberadas duas atividades avaliativas, a atividade de estudo um e o mapa. Essas
4:41 atividades elas têm vídeos, vídeos, né, de orientações gravados pela professora Daniela. Então é bem importante que vocês já façam uma leitura bem atenta dessas atividades, verifiquem os vídeos explicativos, verifiquem no cabeçalho de cada atividade o prazo delas para que vocês não tenham nenhum imprevisto aí na hora da entrega. Então é bem importante, né, a realização dessas atividades para o aprendizado de vocês e também para aprovação na disciplina. E tem um outro recadinho também que eu quero passar para vocês, que é para compartilhar uma oportunidade bem interessante, né, pro seu desenvolvimento acadêmico, pessoal, que eu estou falando aqui do programa Top Espanha 2026 do Santander, né? Então, se você tem interesse de ter aí uma vivência internacional, né, tem
5:27 interesse em fazer um curso de espanhol de duração de três semanas na Espanha, aproveita essa oportunidade. É só você acessar o banner que tem lá no seu estúdio, né, do top 20, do top Espanha 2026 Santander, para você obter as informações. A gente colocou o edital lá no material da disciplina com todos os critérios, né? E no link, você nesse link que você clica no banner, você vai ser direcionado para a inscrição. Então o prazo tá chegando ao fim até o dia 12 de abril para você que tem interesse nessa vivência internacional. Eh, e falando também em oportunidades que fazem a diferença, eu quero falar do programa Meu Papel no Mundo. Então, para você escolher o formato, né, do seu livro, do seu material didático, você
6:12 tem até domingo, dia 5 de abril, para escolher se você quer o livro físico impresso ou o livro digital com a internet patrocinada, né? Então, se você é escolher o livro digital com a internet patrocinada, você vai poder acessar o seu app estúdio, né, sem consumir os seus dados móveis. Então, aproveitem aí para fazer a diferença também, né, na preservação do meio ambiente. É uma ótima oportunidade de aproveitar tudo que o livro digital tem para oferecer para você, né? São vários hiperlinks, podcasts, multimeils para você acessar ali do seu app. Mas então você acessa lá o menu lateral Meu Papel no Mundo e faz a sua escolha entre o livro digital ou o livro impresso até o dia 5 de abril. Também preciso falar
6:59 para vocês da semana de conhecimentos gerais, né? Então, para vocês eh e nesse módulo, né, a semana de conhecimentos gerais, tem o tema cinema e identidade nacional. Nós temos aí disponível no ambiente três palestras, né? Eh, então você assistindo as três palestras, eh, você garante aí um certificado de 16 horas complementares e fazendo atividade que vale até um ponto paraas duas disciplinas do módulo, né, você vai poder aí ter essas na sua somatória da média final, né, faz parte da sua composição de notas essa esses pontos da semana de conhecimentos gerais. Então, não deixem de fazer essa atividade. A gente sabe que teve alguns alguns alunos que não conseguiram acessar o link, então das três palestras. Então, a gente mandou por comunicado, né, o link de
7:46 acesso direto. Então, veja os seus comunicados, veja o ambiente da disciplina e acesse essas palestras, né, que o prazo também até dia 12. E por último, não menos importante, quero falar dos projetos de extensão. Tem vários projetos novos, né, sendo inseridos hoje na plataforma, né, começou hoje, né, eh, a colocar os projetos novos. Então, é uma ótima oportunidade, né, de você garantir aí o cumprimento das horas de atividades extensionistas, que ao longo do percurso formativos de vocês, vocês precisam cumprir essa carga horária para colar grau. Então, não deixem de visitar também ali o menu menu lateral eh extensão para conferir todos esses projetos novos que foram colocados, tá bom? E agora sim, né, eu vou passar a a palavra pra professora Daniela Monteiro,
8:33 que vai conduzir a aula com vocês. Boa aula a todos. é com você, professora. >> Olá, pessoal, boa noite. Sejam muito bem-vindos à primeira aula da disciplina de cenários econômicos. Eu estou muito animada para iniciar essa disciplina com vocês. Estava na expectativa para que a gente começasse a trabalhar os conteúdos do livro. E, finalmente, a nossa primeira aula chegou. Então, sejam todos muito bem-vindos, aproveitem bastante a disciplina. Nós temos aí ao longo, né, da disciplina como um todo, quatro encontros, iniciando o nosso encontro na noite de hoje. e eu espero poder aproveitar o máximo possível esse tempo
9:19 com vocês para poder dividir um pouquinho do conhecimento que eu tenho eh com todos vocês que estão aí em busca e da formação, do crescimento e para colocar em prática efetivamente o que vocês vão estar aprendendo aqui nessa disciplina. A disciplina de cenários econômicos, ela é uma disciplina muito importante, porque vai além daquele conteúdo que a gente precisa estudar pro curso de graduação que a gente escolheu. Vai muito além. E eu gosto de explicar isso para vocês já no início da disciplina, para que ao longo das aulas, conforme a gente for trabalhando os conteúdos selecionados, vocês consigam justamente pensar nessa expectativa com
10:07 relação ao aprendizado que vai ser proposto aqui nessa disciplina. Todos os assuntos tratados na disciplina de cenários econômicos também nos afetam enquanto cidadão, nos afetam enquanto pessoas que atuam nesse contexto. Então, os cenários que a gente vai discutir, que a gente vai debater, são cenários dos quais nós estamos inseridos, são cenários dos quais nós fazemos parte, são cenários dos quais nós contribuímos, são cenários dos quais nós somos afetados direta e indiretamente por medidas que são adotadas. Então eu gosto de explicar que vai muito além daquele conteúdo que a gente precisa aprender para concluir uma disciplina que faz
10:53 parte da grade do nosso curso. A gente vai aprender aqui conteúdos que vão mudar a nossa maneira de pensar, que vão mudar o nosso olhar todas as vezes que questões de ordem econômica estiverem sendo discutidas. porque estamos inseridos, porque fazemos parte, porque somos afetados, entre tantas outras posições que nós ocupamos. Então, aproveitem uma disciplina muito bacana e eu tenho certeza que vocês vão gostar muito. Eu sei que vocês já receberam um vídeo de apresentação, mas como é essa nossa primeira aula, eu gostaria de novamente me apresentar. Muito prazer, eu sou a professora Daniela. Aproveitem esse tempo comigo, enviem perguntas,
11:39 enviem comentários. Às vezes você não tem uma pergunta, mas se você tem um comentário, tem uma contribuição acerca da temática, saiba que a sua contribuição e que a sua pergunta é muito bem-vinda. Então, envie os seus questionamentos para que a gente possa aí aproveitar esse tempo juntos e as nossas trocas se intensificarem. Então, professora Daniela, minha graduação é em economia e em direito. Meu mestrado é em economia regional e eu atuo na área de direito público. Eu sou advogada especializada na área de direito público. Então, é minha área de atuação. E as duas disciplinas, né, o direito e a economia, se relacionam na minha vida, me deram um direcionamento
12:26 pra formação. E é nessa área que eu vou atuando e discutindo e debatendo, que é a área de economia do setor público, que é uma área que envolve, né, as questões de ordem econômica e envolve o direito também. Então, sejam muito bem-vindos novamente e vamos tratar do conteúdo que eu separei pra gente estar discutindo na noite de hoje. Hoje a gente vai est falando sobre crescimento e sobre desenvolvimento econômico. E o primeiro convite que eu quero fazer para vocês é a refletir, né? Vamos refletir a respeito desses dois termos, crescimento e desenvolvimento econômico. Crescimento econômico, ele é um conceito de ordem
13:11 quantitativa. Já o desenvolvimento econômico, ele é um conceito muito mais voltado pro âmbito qualitativo e não quantitativo. Então, já propondo a discussão em cima da temática de hoje, eu já quero iniciar a nossa aula, é, deixando claro para vocês que são conceitos distintos. Eles se interrelacionam, mas eles são conceitos distintos. Então, crescimento econômico e desenvolvimento econômico não são a mesma coisa. a gente pode vivenciar eh economias crescendo, mas não se desenvolvendo. Isso é fato. Então, é importante que a gente entenda a
13:57 distinção existente entre crescimento e desenvolvimento econômico. E é importante que a gente compreenda também a relação desses dois conceitos. Então eu disse para vocês, é possível que a gente verifique economias crescendo e não se desenvolvendo, mas não é possível a gente verificar economias se desenvolvendo sem que o crescimento aconteça. Então aqui já nesses minutinhos iniciais de aula, eu convido vocês a refletirem sobre esses dois conceitos. conceitos de ordem quante e qualitativa, conceitos que não são a mesma coisa, eles almejam, né, caminhos distintos,
14:42 mas que se interrelacionam. a gente consegue verificar países que crescem e não se desenvolvem, mas a gente não consegue verificar países se desenvolvendo sem que o crescimento aconteça. Então aqui a gente já vê questões bem importantes, né, direcionamentos bem importantes que a gente vai desenvolver e discutir ao longo da nossa aula. Bom, pessoal, antes da gente começar o conteúdo, né, já dei uma introduçãozinha básica com relação à temática. Eu trouxe uma frase para vocês do ISO Rocha, que é uma frase bem importante que eu quero que vocês pensem a respeito dela e no final da aula, quando a gente concluir todas as
15:28 discussões propostas pra noite de hoje, a gente vai voltar nessa frase e eu vou fazer uma nova pergunta para vocês, tá? Essa frase do ISO Rocha, ela diz o seguinte, que o crescimento econômico do Brasil, ele é totalmente dependente da produtividade e da efetividade do Congresso Nacional. Veja, quando a gente lê uma frase como essa, né, uma afirmação como essa do Riso, do ISO Rocha, o coração chega a tremer, né? Então ele diz que o crescimento econômico do Brasil é totalmente dependente da produtividade e da efetividade do Congresso Nacional. Isso num primeiro momento gera pra gente uma
16:16 certa preocupação, gera um uma certa eh um uma um certo desconforto, né? nós a gente começa a pensar por que que o crescimento econômico do Brasil ele é totalmente dependente da efetividade e da produtividade do Congresso. Eh, isso gera sim um certo desconforto, uma certa preocupação, mas ao final da aula, depois que a gente discutir tudo, a gente vai voltar a falar sobre isso. Então, por enquanto, eu só quero que vocês mentalizem a frase que eu trago, né, a afirmação que eu trago para depois a gente retomar. Quais são os objetivos de aprendizagem que a gente tem pra noite de hoje com relação à disciplina? Então, de certa
17:02 forma, né, com relação à temática tratada na noite de hoje, então, de certa forma, eu já me adiantei explicando, né, entre a diferença entre o crescimento, o desenvolvimento econômico. Então, a gente vai falar basicamente sobre essas diferenças, sobre a relação entre o crescimento e o desenvolvimento, o que que a gente espera do crescimento, o que que a gente alcança com o desenvolvimento econômico, por que o Brasil é uma economia que ainda não alcançou eh picos consideráveis de desenvolvimento? Então, a gente vai analisar de forma crítica os impactos econômicos, os impactos sociais, né? A gente vai falar efetivamente como que isso impacta, por
17:48 que que é tão importante um país crescer, por que que é tão importante um país se desenvolver. Durante a minha fala, eu faço menção ao Brasil, obviamente, porque vivemos no Brasil, somos brasileiros, lidamos com a economia brasileira o tempo inteiro. Mas é comum também, pessoal, a gente eh pegar autores para estudar, literaturas que vão fazer relação com outros países também, né? Então vão fazer menção aos Estados Unidos, a China, Japão e por aí vai, porque nós temos aquelas economias que são aquelas economias que estão liderando os rankings de crescimento, de desenvolvimento, aquelas economias que estão lá no final da fila e aquelas economias que estão ali no meio, né? Nem
18:33 nem são as primeiras a liderarem, mas também não são as últimas. Então, é bem importante eh a gente, enfim, olhar para essas economias, o que que elas fazem de diferente, quais são os acessos que ela tem, que o Brasil não tem, eh o que que a há quanto tempo se alcançou aquela posição, a manutenção daquela posição e por aí vai. Então, a gente sempre vai est fazendo essa relação até para que para que vocês consigam entender essa importância. Agora veja, por que que um país precisa crescer economicamente? Por que essa é uma preocupação e por que que essa é uma necessidade? Todas as vezes que a gente fala de crescimento
19:19 econômico, efetivamente a gente tá falando de expansão da capacidade produtiva do país. O que que isso efetivamente é, né? Como que a gente pode traduzir isso de uma forma mais simples, mais tranquila, para que vocês possam compreender? Nós sabemos, né, que todas as economias, o Brasil inclusive produz bens e serviços que são colocados à nossa disposição. Sim ou não? Provavelmente a maioria de vocês estão me respondendo sim. Inclusive nós, pessoal, nós fazemos parte da força de trabalho que contribui paraa produção desses bens e serviços que são ofertados, que estão aí à nossa disposição o tempo inteiro. Então, nós somos, por exemplo, trabalhadores, nós
20:06 ofertamos a nossa mão de obra dentro do sistema, nós somos remunerados pela oferta dessa mão de obra. Então, quando nós ofertamos a nossa mão de obra, eh, para produzir um determinado produto ou para prestar um determinado serviço, nós somos remunerados por isso. E diante disso, imposto da nossa renda, o que que a gente faz com o nosso dinheiro? A gente consome, né? Nós pagamos eh produtos que nós adquirimos, nós pagamos luz água telefone internet nos deslocamos, nos alimentamos, compramos compramos roupas, calçados, enfim, a gente faz, né, a nossa contribuição para que esse ciclo econômico aconteça. O que que é importante também destacar?
20:53 Quando um país tá crescendo, eh, quando ele tá expandindo a capacidade produtiva dele, ele tá crescendo e expandindo a capacidade produtiva dele, justamente porque os bens e serviços produzidos estão sendo comercializados, estão sendo demandados. E o fato desses bens e serviços estarem sendo comercializados e debandados significa que está tendo demanda por esses bens. Então, não faria sentido continuar expandindo a capacidade produtiva de um país se esses bens e serviços não tivessem sendo comercializados. ninguém ficaria produzindo determinados bens ou ou ofertando determinados serviços se não houvesse demanda para
21:41 aquilo. Então, uma vez que existe demanda para aqueles bens e serviços, eles continuam sendo produzidos e ofertados não só na economia nacional, como na economia internacional também. Nós sabemos que nós vivemos num contexto de mundo globalizado. Hoje o Brasil, por exemplo, exporta para diversos países, como também importa de diversos países. Então, essas relações de comércio vão sendo estabelecidas, a manutenção dos empregos vão acontecendo, novos trabalhadores vão sendo contratados, novas demandas vão surgindo, a capacidade produtiva vai se expandindo e os sinais de crescimento vão aparecendo. Então veja, quando a gente fala que um
22:27 país que aumenta sua produção de riqueza necessariamente melhora a qualidade de vida da população, na verdade um questionamento, uma pergunta, né? Nós sabemos que efetivamente não. Então, se eu perguntasse para você, um país que cresce economicamente, que entra nessa dinâmica que eu acabei de explicar para vocês, é um país que necessariamente melhora a qualidade de vida da população? Provavelmente vocês iam me responder não, com base no conhecimento empírico de vocês. Nós já vivenciamos no Brasil eh momentos em que o crescimento foi inclusive bastante considerável, em que o crescimento foi
23:14 bastante importante, mas que o desenvolvimento econômico não aconteceu. Por quê? porque não houve melhora na qualidade de vida da população. Mas afinal, quando eu falo de melhora na qualidade de vida da população, efetivamente eu estou falando do quê? Enviem para mim aí no chat o que que você acredita que eu estou eu estou me referindo ao que exatamente quando eu faço menção a melhora na qualidade de vida da população? Vamos lá. Vocês podem colocar apenas uma palavra, podem colocar uma frase, me respondam, porque eu estou, eu fiz um questionamento e dei a resposta para vocês. Eu disse que um país que cresce economicamente não
23:59 necessariamente melhora a qualidade de vida da população. Ou seja, se o país ele continua expandindo a sua capacidade produtiva, ele continua contratando pessoas, ele continua colocando à disposição do mercado bens e serviços, gerando riqueza, gerando remuneração, contribuindo para todo o aquecimento do sistema. Eu estou dizendo que um país que tá nesse contexto econômico, que está nesse cenário, não necessariamente melhora a qualidade de vida da população. Se ele não melhora necessariamente a qualidade de vida da população, do que efetivamente eu estou falando, tá? enviem para mim, por favor, que já já vou pedir pra professora Mariana eh ler algumas das colocações de vocês com
24:46 relação a esse questionamento. Então, a pergunta é: quando eu digo que não há melhora na qualidade de vida da população, eu estou me referindo a exatamente o quê, tá? Então, vou dar uns minutinhos para vocês enviarem. Veja, crescimento, pessoal é diferente de desenvolvimento econômico. Os dois conceitos, eles não são equivalentes, exatamente como eu disse para vocês no início da nossa aula. Então, muitas vezes são utilizados como sinônimos, mas não possuem mas não mas não possuem significados distintos. Então, assim, eles não são, né, eh eh na verdade a mesma coisa. Eles são coisas totalmente diferentes. Eles se
25:32 complementam, se interrelacionam, mas eles efetivamente não são a mesma coisa, tá? Então isso também é bem importante ficar frisado para não cair aí nas pegadinhas, né, das provas, dos concursos, das questões que fazem menção ao crescimento e ao desenvolvimento. Então compreender essa diferença é extremamente importante para que a gente possa fazer uma análise adequada da economia. Professora Mariana, pessoal eh eh respondeu. >> Professora, tem várias participações aqui, né? o pessoal citando infraestrutura moradia saúde educação, falam bastante na educação, eh distribuição de recursos, eh
26:19 empregos oportunidades saúde sustentabilidade eh melhoria na educação, saúde, segurança empregabilidade. Temos várias participações aqui, ó. Também tem uma aluna, uma aluna Marcela, né? Seu eh desenvolvimento econômico tem a ver com a qualidade de vida, bem-estar social e o país ele pode ser rico e apenas um determ distribuição também. Perfeito. Vocês vocês andaram estudando, né? Vocês estudaram antes de vir pra aula. Deu para perceber? É isso, pessoal. Todos vocês, né? as as colocações que a professora Mariana leu estão absolutamente corretas. É
27:06 exatamente isso. Quando a gente fala de melhora na qualidade de vida da população, a gente tá falando de educação, de infraestrutura, de saneamento básico, de condições dignas de moradia, eh saúde, mortalidade infantil, existem analfabetismo, existem eh várias questões nesse sentido que precisam ser tratadas para que efetivamente a gente possa falar de desenvolvimento. Por exemplo, tenho certeza que vocês em algum momento da vida, quando começaram a estudar, a frequentar uma sala de aula lá no ensino fundamental, vocês provavelmente devem ter ouvido dos professores de vocês o
27:52 seguinte: vocês são o futuro do Brasil, sim ou não? Só me respondam sim ou me respondam não. Eu tenho certeza que a professora Mariana vai ler uma chuva de Sim. A gente ouve muito isso. A gente começa a frequentar a escola, a gente começa a ir para pr pro ensino fundamental, começa o processo de alfabetização. A gente ouve muito isso dos nossos professores. Vocês serão o futuro do Brasil. A gente começa aqui a prepará-los eh para serem o futuro do Brasil. do que que efetivamente os nossos professores estavam falando lá no ensino fundamental, que a gente estava sendo preparado para contribuir pro crescimento, mas também para contribuir
28:40 pro desenvolvimento econômico, né? Se a gente, por exemplo, olha como foram os acessos dos nossos pais e como foram os acessos dos nossos avós e dos nossos bisavós e dos nossos tataravós, a gente com certeza vai perceber uma evolução. Somos privilegiados, estino superior. Quantas e quantas pessoas não tiveram o acesso ao ensino superior, não conseguiram chegar no ensino superior, né? A gente olha ali pra nossa pra nossa raiz, a gente olha pra nossa família e a gente consegue visualizar, né? Então, eu, por exemplo, venho de uma família eh onde eh por parte de pai, eu sou
29:29 a uma das primeiras netas que teve acesso ao ensino superior por parte de mãe, a mesma coisa. Então, quando eu volto, né, as minhas tias, eh, as minhas primas, a, a geração dos meus avós não tiveram acesso. E a gente começa numa construção diferente, então a gente começa a ter acesso a uma formação. Então, a educação, obviamente, é uma das principais, uma das mais importantes para contribuir pro desenvolvimento de um país. É por esse motivo que inclusive a maioria de vocês coloca a questão da educação, porque a educação ela muda o mundo, né? Ela muda o mundo. Então a gente consegue efetivamente propiciar o crescimento e com ele o desenvolvimento
30:16 econômico. Então a gente precisa tratar dessas questões no nosso país para que efetivamente a gente consiga atingir um contexto de desenvolvimento considerado importante. O Brasil ainda atingiu? Não, você já cresceu, já cresceu, não é mais uma criança, não é mais um adolescente, não tá mais no ensino médio, mas tá no ensino superior e ainda continua sendo uma esperança, uma expectativa para contribuir pro futuro do país. Por quê? Porque quando a gente estuda, quando a gente se prepara, quando a gente passa a ter acessos, né, a gente a gente tá aqui por algum motivo. A gente tá estudando com o motivo de melhorar o nosso trabalho, a nossa remuneração, de ter novos acessos, de projetar novos
31:02 trabalhos. a gente tem um objetivo, a gente não vem estudar, não vem procurar uma formação sem ter um objetivo voltado, né, para para aquilo que a gente efetivamente quer. E quando a gente alcance esse esse objetivo e nós ficamos na torcida para que o objetivo seja alcançado, você sim tá satisfazendo um desejo seu, uma necessidade sua, eh tá realizando um sonho, um projeto seu, mas também efetivamente você tá acessando novos novas frentes, né? você tá contribuindo, porque uma vez que você tá preparado, você vai pro mercado de trabalho, você vende a sua oferta de trabalho, você é um consumidor, você é um demandante e você contribui para esses acessos e para esses resultados
31:49 positivos também. Então, o crescimento e o desenvolvimento econômico, eles precisariam caminhar ali de mãos dadas, mas nem sempre estão. E nós sentimos isso na pele, né? essa ausência do crescimento e do desenvolvimento econômico estarem de mãos dadas. Tanto que o Brasil cresce, mas não necessariamente se desenvolve. Então, compreender essa diferença entre o crescimento e o desenvolvimento, ele permite que a gente analise o desempenho econômico dos países, ele permite que a gente verifique as políticas econômicas que estão sendo colocadas em prática. E ele permite também que a gente verifique a questão das desigualdades sociais, que
32:36 vocês apontaram bastante durante a aula. Agora, gente, veja, vamos pensar juntos novamente. O crescimento econômico, eh, eu nem preciso dizer para vocês que não dá para não ter, né? Não dá. Imagina uma economia não crescendo. Ai, professora, mas o Brasil historicamente vem crescendo a taxas ínfimas, a taxas pouco representativas, tá? Mas é melhor crescer. Há taxas ínfimas, pouco representativas do que não crescer. Não tem como. É extremamente complexo, difícil, né?
33:22 durante o período pandêmico, várias medidas, várias políticas eh foram colocadas em prática porque a gente não podia parar de crescer e a gente não podia trabalhar a, né? Existiram as medidas de restrição, entre tantas coisas aí que vocês devem se lembrar. A economia ela não podia desaquecer. Se a gente não cresce economicamente, o buraco é fundo, é preocupante. É lógico, pessoal, que vai que vão existir períodos de estagnação, vão existir períodos de retrocesso, vão existir períodos de retomada, mas o processo ele tem que continuar. O que eu tô dizendo para vocês é que o
34:08 crescimento econômico ele não pode não existir. Um país, ele não pode ficar 100% do tempo estagnado. efetivamente, ele vai enfrentar cenários específicos, ciclos específicos, mas a tendência é que o crescimento aconteça de forma continuada, ainda que há taxas ínfimas, ainda que há taxas bem pequenininhas, porque uma vez que o crescimento não está acontecendo, eh, a gente entra num cenário de recessão. Então, o desemprego vai acontecer, empresas vão fechar e outras medidas vão precisar serem tomadas. Então, veja, quando a gente fala de crescimento econômico, quando a gente
34:53 fala de expansão da capacidade produtiva do país, a gente também tá falando de manutenção dos empregos, do aumento do volume de contratação. A gente tá falando de várias questões que contribuem para que essa roda continue a girar. Então, todas as economias, elas procuram o quê? Elas procuram ofertar aqueles produtos que as pessoas querem comprar. Elas procuram se preparar eh para, enfim, a aderir à inovação, a tecnologia, a estar preparado para atender todas as economias externas que querem aquele produto e vice-versa. Então, nenhum país quer ficar de fora de toda a movimentação que existe, né, de
35:41 todas as relações comerciais que existem. Inclusive, quando eu pensei na atividade mapa que foi disponibilizada para vocês, a ideia era justamente eh buscar discutir essa interrelação que existe entre o Brasil e outras economias, mais especificamente na atividade mapa, a gente tá falando de blocos econômicos. E por que que blocos se formam? Por que que países se unem na formação de blocos para estabelecer relações de comércio? Para se fortalecer, para diminuir barreiras, para unificar moedas, para facilitar relações de comércio. E quando um país ele tá se relacionando, o que que automaticamente ele tá
36:27 fazendo? ele tá expandindo a sua capacidade produtiva. Quando lá na atividade mapa, eu proponho para vocês a análise referente ao acordo entre o Mercosul e a União Europeia, eu provoco inclusive discussões entre eh eh reflexões, né? provoco discussões e reflexões justamente com relação a essa frente, onde o Brasil, fazendo parte do Mercosul teria acesso a outros países, né, muito fortes no tocante à União Europeia para estabelecer laços de comércio. E ali a gente fala sobre pontos positivos e pontos negativos. a gente fala sobre desafios e sobre
37:12 entraves. A gente fala sobre resultados, sobre acessos, eh, e sobre o fato de não ter esses acessos. Então isso é muito importante de se pensar porque isso culmina no crescimento econômico de um país. uma vez que as relações de comércio vão se estabelecendo, que os países vão fazendo trocas, que as parcerias vão se firmando, que os produtos brasileiros vão ficando cada vez mais interessantes pro mercado europeu ou para qualquer outro mercado, né, internacional, quando o Brasil começa a ter acessos a produtos, a commodities que ele não tinha acesso na economia doméstica, eh, de economias estrangeiras, mas com maior facilidade, com menos barreiras,
37:58 Gente, tudo isso muda e culmina no crescimento. Então, veja, quando a gente aumenta essa capacidade produtiva ao longo do tempo, quando a gente consegue alcançar esse processo, mais bens e serviços passam a ser produzidos. E aí eu pergunto para vocês, produzir mais bens e serviços é algo bom ou é algo ruim? Provavelmente vocês vão me dizer algo bom. Se eu perguntar para vocês assim, ok, e maior geração de renda é algo bom ou é algo ruim? Provavelmente vocês vão estar me respondendo aí no chat. É algo bom? E se eu perguntar: "Expansão da atividade econômica é algo bom ou é algo ruim?" É
38:46 algo bom, professora. Ótimo. Então, a gente enquanto estudante de cenários econômicos, acabamos de compreender que crescimento econômico é algo bom, é algo necessário, ele expande a capacidade produtiva do país, ele gera emprego, né? Ele coloca mais pessoas dentro desse processo de movimentação, ele gera renda, imposte de mais, de uma renda maior, as pessoas vão demandar mais, vão consumir mais. E aí a gente tem toda uma cadeia, né, todo um efeito para que o crescimento aconteça de forma continuada e se solidifique efetivamente. Principais características do crescimento econômico. Aqui a gente vai
39:32 falar sobre as principais características do crescimento econômico. Nós temos o aumento da produção de bens e serviços, nós temos expansão da renda nacional, temos aumento da produtividade e temos ali, por sua vez, o crescimento do do PIB, né, do produto interno bruto. Provavelmente vocês também já devem ter ouvido falar de PIB, já devem ter estudado para ver pra aula, né? Porque o produto interno bruto nada mais é do que a soma de todos os bens e serviços finais produzidos numa economia num determinado intervalo de tempo, tá, professora? OK. A soma de todos os bens e serviços finais produzidos numa economia durante um determinado
40:18 intervalo de tempo, mensurado pelo PIB, medido pelo PIB, nada mais é do que o reflexo do crescimento econômico do país. Quanto é o PIB da sua cidade? Já parou para olhar? Dá uma olhadinha aí. Dá um Google e procura qual é o PIB da sua cidade. Depois que você procurar o PIB da sua cidade, procura qual que é o PIB do seu país. Procura qual que é o PIB do seu estado. Quando você conhecer o PIB da sua cidade, do seu estado e do seu país, você vai conhecer
41:06 a capacidade de expansão da atividade econômica do seu país, do seu estado e da sua cidade. Você vai conseguir ver como que tá o crescimento da sua cidade, do seu estado e do seu país. Então, nós sabemos que o Brasil, né, o o Brasil é um país incrível, porque a gente consegue em várias regiões eh ver como que a gente é forte, produtivo em coisas totalmente diferentes. Então, a gente é de um clima tropical, a gente tem produção de cana de açúcar, a gente tem produção de milho, a gente tem produção de soja, grãos de modo geral, né, etanol, açúcar e uma série de outros
41:51 produtos. Estou falando aqui mais dos agroindustriais, mas nós sabemos que temos vários produtos industriais também eh produzidos no Brasil. E ali a gente tem o reflexo, a gente mensura por meio do PIB. Quando você conhece o PIB da sua cidade, quando você conhece o PIB do seu estado e o PIB do seu país, você consegue ver como que o teu país, a sua cidade ou seu estado se comporta no tocante ao crescimento. Agora veja, se eu perguntar para você, geralmente eu pergunto pros alunos e eles sempre me respondem assim imediatamente. É do que que é a economia, é como como que se desenvolve a economia local é da
42:36 cidade que você mora, o que que é a capital do que a gente tem aqui no no estado eh do Paraná, a gente tem o hábito, né, de inclusive batizar as cidades, né, capital disso, capital daquilo. Eu especificamente estou dando aula de Maringá, moro em Maringá, mas eu nasci em Paran City, Paraná. Será que tem algum paranaitense me assistindo? Paraná City fica próximo aqui de Maringá. A gente fica mais ou menos a uns 70 km daqui. Eu nasci em Parana City, fiquei lá até vir pra faculdade. Os meus pais ainda moram lá. E Paraná City é considerada a capital do urucum. Para quem não conhece, né, como urucum, a gente também chama urucum de coloral aqui na nossa região. Não sei como que
43:23 na região de vocês é aquela sementinha vermelha que a gente utiliza para tempero, também para molho de tomate, bronzeadores, etc. para nas como capital do Urucum. Quando você vai pegar o PIB, você vai ver que grande parte do PIB local ali da cidade, a participação é decorrente do urucum. Não é batizado como capital do urucum, por acaso. É batizado como capital do urucum porque a maior participação na produção da atividade econômica está nele, tá? Então, tô curiosa, compartilhem com a gente também no chat que eu quero ver depois eh a economia local da cidades
44:08 aonde vocês residem, né? O que que é o forte de vocês? Se é algum produto agroindustrial, eh, o que efetivamente é, se também a cidade de vocês é batizada como a minha, né, como a capital disso, mas tem, eu sei que tem várias cidades no Brasil, como a capital da seda, capital do urucum, capital do algodão, tem. Então, compartilhem com a gente porque eu quero conhecer um pouquinho eh dessa realidade de vocês também. Vou pedir pra professora Mariana ler uma pergunta. Acho que a gente tem um questionamento. É isso, professora. >> Professora, tem alguns comentários, alguns questionamentos. Eu separei um do Daniel, Daniel Luciano, que ele colocou aqui no chat várias vezes. Ele fala assim, eh, deixa eu pegar aqui, por, eh,
44:55 penso que o crescimento nunca fica estagnado, mas há possibilidade de não haver o crescimento, mas sim o inverso. Temos exemplos reais. Desculpa, você pode ler novamente, professora? Ó, penso que o crescimento nunca fica estagnado, mas há possibilidade de não haver o crescimento, mas sim o inverso. Temos exemplos reais. >> Daniel, não vou esquecer seu nome, hein, porque você é meu xará. E aí você já sabe o que que acontece quando a professora aprende o nome do aluno, né, Daniel? Aí, ah, foi fazer uma pergunta. É pergunta pro Daniel. É, é, é sempre assim. Bom, vamos lá. Eh, a tendência é que nunca fique estagnado, exatamente como você falou, a tendência, na verdade, a necessidade. A
45:42 gente corre atrás para que a estagnação não aconteça. A gente, quem, professora? Os formuladores de política, os nossos governantes, aqueles que estão à frente de contribuir para o crescimento do país. OK? Então, nós temos uma equipe econômica formada. Então, toda vez que um presidente da República assume, ele tem lá o ministro dele da economia, é formada uma equipe econômica e os municípios, os estados têm também as equipes que assumem essas frentes. Então, a tendência é que efetivamente a gente trabalhe trabalhe para que a estagnação não aconteça. Mas ela já aconteceu? Sim, existem casos reais. Sim, existem casos reais. Vamos pegar lá o período da década de 70, ditatura,
46:28 ditadura militar. né? O Brasil ele enfrentou, eu falo que sim, se a gente pega ali de 45 para frente, eh, nós vivemos várias, uma gangorra, né? Nós vivenciamos várias realidades na economia do Brasil. O Brasil teve vários presidentes, enfrentou várias dificuldades e vivenciou vários momentos. Se a gente pensar lá nos livros de história, quando a gente estudou lá no ensino médio, vocês vão lembrar que vocês estudaram o período do milagre econômico, sim ou não? Vocês estudaram o período da década perdida, sim ou não? Né? E provavelmente os livros de história lá no futuro vão trazer o período da pandemia, né? Pros nossas pros nossos pequenininhos. Quando eles chegarem lá
47:15 no momento de estudar a história do Brasil provavelmente os livros de história vão contemplar o que a gente vivenciou. Então, por exemplo, no período do milagre econômico, Daniel, a gente cresceu a taxas altíssimas, mas não se desenvolveu. Mortalidade infantil, falta de infraestrutura, água potável, era um caos, desastre. cresceu, mas não se desenvolveu. O período da década perdida, o próprio nome já diz, década perdida. A gente tava num contexto de recessão extrema. Então, esses períodos eles existem e a gente chama esses períodos, Daniel e classe e demais da sala de cenários. Então são cenários que o
48:01 Brasil viveu, são momentos que o Brasil viveu, são situações que o Brasil viveu e precisou contornar, certo? Bom, vamos lá, gente, que a gente ainda tem muita coisa para ver, tentar responder mais questões, mas se não for possível depois eu vou vou est gravando um vídeo eh específico para vocês, pra gente compartilhar só as questões que não foram respondidas, tá? vocês não vão ficar sem perguntas. Mas vamos lá, professora, mas separa para mim eh algumas cidades, se eles colocarem, ah, que legal, que eu quero que eu quero conhecer um pouquinho mais a respeito da das cidades aonde vocês estão. Mas vamos lá, avançando, pessoal, nós temos alguns indicadores, né? Como que eu sei se um país tá crescendo ou não? Se uma cidade,
48:48 um estado tá crescendo ou não? Da onde que eu tiro essas informações? Vocês já foram buscar? Porque eu pedi para vocês darem uma analisada no PIB da sua cidade, do seu estado e até mesmo do Brasil. E esses indicadores é desses números que a gente analisa, tá? Então, por exemplo, o produto interno bruto, o PIB é um deles. Então, quando eu olho o PIB, eu já consigo ver um indicador de crescimento econômico. Um outro indicador do crescimento econômico é o PIB per capta. Então o PIB per capta, né, é o valor total do do PIB dividido ali pelo número de habitantes e também a taxa de crescimento econômico. Então é possível a gente por meio desses indicadores dar uma olhada e analisar se esses números são bons, se esses números
49:35 não são. E geralmente a gente costuma também fazer essas análises comparando com períodos passados. Então, por exemplo, vamos lá. Ah, eu fui lá e olhei o PIB de Maringá e do último do último trimestre. Eu pego lá, a gente encerrou o primeiro trimestre do ano ontem, né? Hoje é dia 1eiro de abril. Então eu analiso o o primeiro trimestre de 2026 e comparo com o primeiro trimestre de 2025. Então eu consigo fazer essas comparações, ver se a gente tá numa curva ascendente ou se a gente tá numa curva descendente. Então os formuladores de política, os economistas, os
50:21 estudiosos, eles analisam esses números até mesmo para ver quais são as medidas e quais são as ações que serão tomadas para se atingir o objetivo que se pretende, tá? Eh, então o crescimento econômico significa necessariamente melhoria social. Não, a gente já falou que não, que não necessariamente a gente consegue atingir. Países podem apresentar um alto crescimento do PIB, mas ainda sim enfrentar pobreza, desigualdade, problemas sociais. Sem dúvida, né? Nós falamos a respeito disso e a pergunta que eu quero fazer para você agora, porque eu quero que você termine essa aula extremamente incomodado, é a sua cidade tá crescendo,
51:09 a sua cidade está se desenvolvendo como que tá? Ainda tem gente na sua cidade sem água potável? Ainda tem gente na sua cidade sem saneamento básico? Na região que você mora, crianças ainda trabalham e estão fora da escola para contribuir com a renda da família. Na sua família ainda existem pessoas analfabetas? Pessoas que não tiveram a oportunidade de serem alfabetizadas? Em pleno 2026, você conhece
51:56 analfabetos, você conhece pessoas que não sabem ler, não sabem escrever? Não, você tem essa realidade próximo aonde você vive, aonde você mora, onde você trabalha. Quando a gente começa a a pensar, né, e olhar do lado e e verificar que a gente ainda conhece pessoas nessas condições, que a gente ainda vê crianças nos sinais pedindo né ajuda pedindo contribuições. Quando a gente ainda vivencia isso no nosso dia a dia, a gente vê com o desenvolvimento. Se a gente ainda vê moradores de rua, se a gente ainda ter acesso a pessoas que
52:42 estão, enfim, enfrentando dificuldades, a gente consegue visualizar a ausência eh do desenvolvimento, né, tão tão sonhado que a gente almeja. A gente sabe que zerar o game é difícil, né, pessoal? A gente tem que inclusive pensar eh de uma forma real, palpável, concreta. Zerar o game é difícil, tipo, falar: "Cara, a gente vai país de primeiro mundo, quem não quer?" Eu quero. Provavelmente você quer, literalmente. Aí a gente fica se perguntando, vai dar tempo, né? Antes da gente morrer, vai dar tempo da gente ver o Brasil se tornar um país de primeiro mundo? Como eu sou uma boa brasileira, daquelas que não desiste nunca, eu ainda
53:28 tenho esperança. Quero ter, quero morrer tendo. Eu sou daquelas assim que eu sempre digo: "Se tiver que morrer, eu vou morrer, mas vou morrer atirando. Se tiver que perder, eu vou perder, mas vou perder atirando. Não, não desisto, né? A gente acredita e a gente tá aqui para isso. A gente tá estudando, a gente tá formando novas pessoas, a gente tá colocando outro outro tipo de público à disposição do sistema. Então, muita gente talentosa ingressando no mercado, muita gente talentosa eh buscando novas oportunidades, contribuindo pro crescimento do país. Então, a gente tem que acreditar efetivamente que os resultados tendem a melhorar. Zerar o game, como eu disse para vocês, é difícil, mas isso não significa que a gente tem que desistir por conta disso,
54:15 pelo contrário, a gente tem que tentar e a gente tem que efetivamente insistir, tá? Então veja, eh, o desenvolvimento econômico que a gente já vem batalhando bastante por ele e vem falando bastante dele, ele tem esse significado que é um significado muito mais amplo, gente. Ele envolve transformações estruturais na economia, ele envolve melhorias na qualidade de vida da população, né? E não significa que é só produzir mais, é só expandir a capacidade produtiva do país. A gente precisa efetivamente fazer a conversão dos resultados do crescimento em desenvolvimento. Aqui a gente chega num assunto delicado. Veja, no início da aula eu disse para vocês
55:01 assim: existem países que crescem, mas não se desenvolvem. Vocês concordaram? E aí eu disse para vocês o seguinte: para que um país se desenvolva, necessariamente ele precisa de crescimento. Não dá para se desenvolver sem crescimento. É correto dizer que o crescimento não gera desenvolvimento, mas eu não posso dizer que é possível se desenvolver sem que o crescimento aconteça. Então, os resultados do crescimento, eles precisam ser convertidos em desenvolvimento. E aí a pergunta é: Professora, e por que que a gente cresce e não se desenvolve? Ó que pergunta boa.
55:49 Se a gente falou, né, o Daniel perguntou, eu respondi pro Daniel, que a tendência é não manter o crescimento estagnado e sim manter o crescimento de forma continuada. Se eu tenho um crescimento de forma continuada, ainda que taxas a taxas ínfimas, por que que o desenvolvimento acontece? Olha que pergunta boa. Vamos voltar lá pra frase do ISO. Eu falei para vocês que eu ia voltar no final da aula, mas eu não me aguento. Hoje eu vou falar dela agora. Vamos voltar lá pra frase inicial do ISO Rocha. Eu disse para vocês que, né, segundo o ISO, não vou falar exatamente como tá lá, mas vou falar a temática. O
56:34 tema, vamos lembrar que o crescimento econômico do país, ele é totalmente dependente da efetividade e da produtividade do Congresso Nacional. Respondi a sua pergunta. A sua não, a minha, né? Eu eu eu faço a pergunta, eu mesmo respondo, mas essa eu não vou responder não. A pergunta que eu fiz é: por que que embora crescendo, ainda que há taxas ínfimas, eu não consigo converter numa projeção ascendente o crescimento em desenvolvimento econômico? E aí eu convido você novamente a ler a frase do do Iso Rocha, que o crescimento é
57:19 dependente da efetividade e da produtividade do Congresso. Quem tá no Congresso? Os nossos representantes. Os nossos representantes que estão no Congresso estão lá por uma escolha nossa. Vence vence a maioria. Então, a maioria de nós escolhe os nossos representantes e cabe aos nossos representantes batalharem pela implementação de políticas de ordem econômica que convertam crescimento em desenvolvimento econômico. Então, isso é muito importante, pessoal, porque veja, eh, a gente precisa crescer, mas a gente
58:05 também precisa se desenvolver. e os formuladores de política e as equipes econômicas e o executivo, tanto na esfera federal, quanto na estadual, quanto na municipal, precisam remar pro mesmo lado. Se o país não vai bem, os estados enfrentam dificuldade. Se os estados enfrentam dificuldade, os municípios enfrentam dificuldade. Observe que existe uma hierarquia, né? Os municípios, é muito comum os municípios eh buscarem ajuda do governador. É muito comum o governador buscar ajuda junto ao governo federal para que essa engenhoca
58:50 funcione, para que a gente cresça, para que a gente se desenvolva. Então, é muito importante a gente pensar na relação dos conceitos, embora sejam diferentes, eh, essa interrelação, ela é muito importante e indispensável. Quando eu falo desse significado mais amplo do desenvolvimento econômico, eu convido vocês a pensarem sobre as transformações estruturais na economia, sobre a melhoria das condições de vida da população, sobre essa melhoria do bem-estar social de uma forma geral, o desenvolvimento econômico, ele está associado à redução de pobreza, a acesso
59:36 à educação e à saúde. a redução da desigualdade social, a geração de empregos, aumento de produtividade, por se ter acesso à tecnologia, a inovação e etc. Então são questões inclusive muito importantes. Ainda existem pessoas morrendo por falta de atendimento. Ainda existem pessoas tendo as suas doenças agravadas por falta de medicamento. Ainda existem crianças fora da escola trabalhando porque precisam contribuir com a renda da família. Ainda existem pessoas sem acesso à água potável. Gente, eu não tô brincando.
1:00:24 A gente tem acesso à água, que pega ali a torneira, abre água para lavar a mão, para lavar o rosto, para tomar banho, para tomar. A gente não tem noção eh do que que é a realidade ainda de muitos brasileiros. Ainda existem muitos brasileiros sem acesso à saúde, sem acesso à educação, sem acesso à água, sem acesso a saneamento básico. Ainda existem bebês morrendo de desnutrição. Então, esses problemas eles ainda são uma realidade no Brasil. E esses problemas eles escancaram a ausência de desenvolvimento que a gente quer tanto alcançar e atingir. Então o desenvolvimento econômico ele envolve
1:01:12 algumas dimensões, né? várias dimensões, na verdade. Entre elas, a gente tem a social, que tá mais voltada pra questão da melhoria da qualidade de vida da população, que a gente acabou de de comentar e que a gente destaca bastante. Tem também a dimensão econômica que faz menção ao aumento da renda e da produtividade, a institucional que fortalece ali as instituições e as políticas públicas. Então são dimensões também que se entrelaçam, né? Não tem como falar de questões de dimensão econômica sem fazer menção a dimensão social e vice-versa e também com relação à dimensão institucional, porque é dali que partem as políticas de ordem econômica que vão
1:02:00 contribuir aí pros resultados que se espera. Então, gente, é importantíssimo destacar que o desenvolvimento econômico ele é multidimensional. Então não é simplesmente, né? Ah, então tá, vamos zerar o game no contexto educação. Não tem várias outras coisas, né? é educação, é saúde, é moradia, saneamento básico, é desnutrição, é são uma série de questões que precisam ser observadas, as instituições precisam se fortalecer, eh as políticas públicas precisam estar voltadas pro pro alcance do desenvolvimento econômico. Não podem
1:02:46 ser políticas públicas imediatistas que resolvam problemas pontuais, né? são ela ela precisa ser gradativa, ela precisa efetivamente ir alcançando ali espaços considerados importantes e representativos. E aí, professora Mariana, que que você me diz? >> Professora, eu tinha separado aqui várias, deixa eu ver, da capital. Era isso? >> Isso. Eu quero, eu quero por curiosidade saber. Então, vários alunos deixaram aqui, ó, Vinícius colocou que Dourados é a capital do agronegócio. Eh, a Fernanda Jaguaruana, a cidade da rede de dormir e a Giane colocou que Sobradinho é a terra da barragem, a Márcia Teófilo Tônico, capital de pedras
1:03:33 preciosas. a Caroline Chapecó, capital brasileira da agroindústria, a Milena Caxias do Sul, capital da uva e do vinho, eh a Edite, eh, cidade de Ilhota, Santa Catarina, capital da moda praia. Eh, a Mariana Caitit, Bahia, destaque na mineração de urânio e energia eólica. Várias participações, professora. Uau! Gente, eu adorei rede de dormir. Eu adorei esse urânio. Nossa, gente, que legal. Nossa, que alegria, que alegria eh poder conhecer vocês e e saber um pouco da onde da onde vocês vêm, aonde vocês
1:04:21 estão e o que que contribui pra economia local, onde vocês residem. Que legal. Quem sabe um dia, hein? Não vou dar uma uma capacitação, uma aula aí na cidade de vocês. Vai ser uma alegria poder conhecer eh alguns alunos. Eu viajo bastante eh como eu trabalho eh com educação e muitas vezes eu acabo visitando eh muitos municípios para poder capacitar servidores também eh na minha área de atuação e eu acabo conhecendo muita gente. Muito legal. Eh, numa numa dessas viagens eu encontrei, tava num horário de almoço, tinha ido para um restaurante e aí um um aluno me
1:05:06 falou e o aluno tava almoçando no restaurante também, ele falou: "Você é minha professora". Aí eu peguei e falei: "Sou". Na hora me deu uma, né? Porque às vezes eu não lembro o nome, mas eu tenho uma memória fotográfica muito boa, então eu lembro do rosto. Mas no lugar que eu tava era impossível, não dava aula lá, não era presencial e coisa e tal. E aí o aluno se apresentou e me disse que era aluno aqui da instituição e que tinha sido meu aluno numa disciplina. É muito legal. Eu fiquei muito feliz, né, do aluno ter me reconhecido. Eu não sabia quem era ele, mas ele me sabia quem era eu. E aí foi uma festa, né? Abraço, beijo, foto. E é muito legal porque a gente tem a possibilidade de de se encontrar por aí. Então, o dia que vocês me encontrarem é para falar oi, tá? É
1:05:51 para falar oi, para tirar foto, para dar beijo, para dar abraço, que a professora gosta da tietagem, não tem problema. Que legal, gente. Muito obrigada aí pela participação de vocês e vamos avançar então pra gente poder concluir a nossa a nossa aula com chave de ouro. Bom, então, tendo visto aí a a as questões, né, de ordem multidimensional que envolve o desenvolvimento econômico, a pergunta principal da aula que a gente vem martelando desde o primeiro minuto é: país pode crescer economicamente sem se desenvolver? A resposta é sim. Se você errar isso na
1:06:37 minha prova, eu vou puxar sua orelha. Não pode errar, gente. Tranquilo isso. Um país pode crescer economicamente sem se desenvolver. Isso é absolutamente normal, possível e vem acontecendo muito, né? A gente é um caso concreto, a gente é um exemplo de caso concreto, a gente cresce economicamente, mas a gente tem uma dificuldade tremenda para poder se desenvolver. Eu montei para vocês uma tabelinha aonde eu coloco, de um lado o crescimento econômico e do outro lado o desenvolvimento econômico para que vocês possam lembrar das principais diferenças
1:07:23 entre um e outro. Por isso que eu coloquei crescimento econômico versus de desenvolvimento econômico. Coloquei mais uma pergunta porque eu adoro problematizar e eu coloquei: "É possível uma economia crescer sem melhorar a qualidade de vida da população?" Observa que eu fiz a mesma pergunta de novo, só que de uma forma diferente. E a resposta é: sim. Uma economia, ela pode crescer sem, economicamente sem melhorar a qualidade de vida da população. E aqui na tabelinha, onde eu coloco, né, o crescimento e o desenvolvimento econômico, a gente consegue ver que o crescimento econômico ele prevê um aumento da produção, já o desenvolvimento econômico, uma melhoria
1:08:09 do bem-estar social, o crescimento econômico, ele é um indicador quantitativo, né? Ele é um indicador que mensura ali as questões de ordem quantitativa. Já o desenvolvimento econômico é qualitativo e quantitativo, porque eu preciso crescer para poder desenvolver. Então eu tenho ali que olhar indicadores de ordem quantitativa e indicadores de ordem qualitativa. O crescimento econômico, ele é medido pelo PIB, pelo produto interno bruto. Por isso que eu pedi para vocês darem uma bisbilhotada. Vão olhar como que tá o PIB da minha cidade, quanto que tá o PIB do meu estado, quanto que tá o PIB
1:08:55 do Brasil, tá? Já o desenvolvimento econômico, ele tem vários indicadores sociais que são utilizados. Um dos mais populares e que inclusive está no material de estudo de vocês é o IDH. A sigla IDH significa índice de desenvolvimento humano. Já já a gente vai ver quais são as variáveis que o índice de desenvolvimento eh humano leve em consideração para poder medir eh o grau de desenvolvimento das economias, tá? Eh, o crescimento econômico, ele pode ocorrer sem melhoria social. Já o desenvolvimento econômico, ele pressupõe uma melhoria nas condições de vida da população para que efetivamente ele seja
1:09:41 considerado consagrado, tá? Não houve melhoria na qualidade na na qualidade de vida da população. Não tem desenvolvimento econômico. Não dá para falar de desenvolvimento econômico. Um país pode apresentar alto crescimento econômico, mas manter desigualdade de renda elevada e níveis significativos de pobreza. Sim, a gente tá diante de um caso concreto. O Brasil a gente ainda tem eh pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza. É desesperador. É desesperador quando a gente começa a analisar esses
1:10:26 números, né? Como economista, faço muito isso em decorrência das minhas pesquisas, dos meus estudos. Quando você vê, por exemplo, renda per capta ah de 40, R$ 70, é desesperador. Muitas vezes a gente se pergunta como que é possível, né? Porque a pessoa ela nem sobrevive, ela subsiste. É uma coisa a gente não consegue imaginar. E aí essas políticas elas precisam efetivamente gerar os resultados que esperamos, né? A gente ouve falar muito também, com certeza vocês também já ouviram falar que o Brasil é um país muito rico.
1:11:13 Eh, a gente tem muita riqueza no país. Olha os exemplos, né, que vocês foram dando eh, da capital, dos lugares aonde vocês moram, do que movimenta a economia local de vocês, é moda praia, é, é a parte agro é muito forte, né? Eu me lembro que a professora Mariana falou de dourados, eles são muito fortes. A parte de grãos, aí tem a parte da pecuária também, gente, a gente é muito bom em muita coisa, né? O Brasil ele ele é um um espaço eh de muita riqueza. E aqui no nosso país tem muita gente muito talentosa. Eh, tem muitos empresários
1:11:58 talentosos, tem muitos profissionais talentosos, eh, que conseguem pegar algo que às vezes a gente não dá nada para aquilo e a pessoa consegue transformar aquilo numa mina de ouro, como a gente costuma dizer, né? a pessoa, ela consegue transformar algo que não era nada em algo muito grandioso. Então, eh, a gente consegue ver as dimensões do país e o que ele pode proporcionar de crescimento. Então, a gente tem muita riqueza aqui para explorar, a gente tem muita gente boa aqui para explorar essas riquezas, a gente tem muita gente talentosa. E os formuladores de política, eles precisam efetivamente trabalhar, não só para gerar o crescimento, porque se não tiver crescimento, aí vamos, quem que vai ser
1:12:45 o último a apagar a luz, né? A gente precisa do crescimento, mas essas políticas também precisam estar voltadas pro desenvolvimento. A gente precisa pensar na na parcela da população que é mais vulnerável. A gente precisa de políticas que recepcionem essa vulnerabilidade, que trabalhem essa vulnerabilidade para que ela efetivamente se extingua ou reduza a taxas ínfimas, né, para que a gente efetivamente possa assumir eh lugares mais importantes. Quando a gente fala dos indicadores de desenvolvimento econômico, é óbvio que o PIB ele também é é analisado, né? E também a gente utiliza lá os outros indicadores eh para
1:13:34 efetivamente eh olhar, porque se o PIB ele tem lá a soma dos bens e serviços finais produzidos, a gente basicamente tá olhando o crescimento. E aí quando a gente olha os indicadores, como o índice de desenvolvimento humano, por exemplo, o IDH, o IDH ele vai eh ver especificamente a questão da educação, a questão da saúde e a questão da expectativa de vida dos brasileiros. Então, falando, né, do cálculo pro Brasil, então existe um ranging de desenvolvimento econômico mensurado por meio do IDH. E aí o IDH vai levar em consideração a questão educacional, então como que tá o analfabetismo? Eh,
1:14:19 qual é o número de pessoas que estão chegando no ensino superior, quis, né? Porque as pessoas começam a estudar, vão lá pro ensino fundamental, depois chegam no ensino médio e ali a gente começa com a evasão, né? As pessoas vão desistindo, vão parando, precisam trabalhar, trabalhar o dia todo, estudar à noite. É, é suado, né? a gente precisa querer muito. É difícil, é desgastante. Muitas vezes as pessoas acabam não conseguindo. E quantas pessoas estão conseguindo concluir o ensino médio e chegar no ensino superior? Quando a gente pensa no âmbito eh da saúde, então os especialistas, as filas de especialistas, o acesso aos medicamentos necessários, o acesso aos especialistas
1:15:05 necessários no eleitos. Então tem uma série de questões que são observadas também e com relação de vida do brasileiro se considera, né, até quando a gente tá vivendo, vocês sabem que existe uma uma tábua de mortalidade, que é feito um cálculo até mesmo para fins previdenciários da média do tempo de vida, né, quanto tempo mais a gente eh vem vivendo. Então essa tábua de de mortalidade, ao longo do tempo, ela também foi assumindo projeções, é, diferentes. Então, bem lá no antigamente, quando a medicina ainda não era muito avançada, os acessos não tão avançados, então a expectativa de vida do brasileiro, ela era mais baixa, as pessoas acabavam morrendo mais cedo,
1:15:51 acabavam morrendo mais jovens, né? Com o acesso à tecnologia, à inovação, a prevenção, a medicina avançando, eh as campanhas de vacinação evoluindo, entre outras coisas, as expectativas de vida do brasileiro também assumem um outro patamar. as pessoas acabam morrendo mais velhas, né? E tudo isso também é levado em consideração e é estudado para que a gente possa efetivamente ver o grau de desenvolvimento da população, tá? Eh, o IDH, então, ele considera essas três dimensões principais, entre elas é renda, educação e expectativa de vida. E o objetivo é medir o nível de
1:16:36 desenvolvimento humano da população, tá? Então a ideia é essa. Bom, temos também o coeficiente de gine, então também é
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