6:11 [Música] Boa tarde, pessoal. Tudo bem? Bom, eu sou professor Renato Cardoso, para quem não me conhece. Vamos tratar aqui de um assunto importante aí para você, candidato de qualquer lugar do Brasil, que vai prestar o concurso nacional unificado, o CNU, segunda edição aí com prova marcada, pelo menos a primeira etapa, pro dia 5 de outubro, não é? Data da promulgação da nossa Constituição Federal. Você então que se prepara para o bloco três, terá aqui acesso a algumas informações aqui do nosso eixo um. Lembrando que todos os blocos do CNU se compõem de cinco eixos. Então você candidato, primeiramente tem que escolher o seu bloco aí de preferência e depois estudar os cinco eixos mais os
6:57 conhecimentos gerais que devem ser cobrados aí para todos os que vão fazer essa magnífica prova, não é? Uma nova abordagem de seleção pública, um novo estilo de concurso, mas que será conduzido por uma banca extremamente conhecida e temida, que é a FGV. Então, sou o Renato Cardoso. Se você ainda não me conhece, depois me segue lá no Insta lá, @profren Renatocardoso. E vamos aqui dar uma passada geral, porque se você é nosso aluno da plataforma, você terá isso aqui no detalhe máximo. Mas se você ainda não conhece a empresa Gran Cursos, você vai talvez se inspirar aqui a assinar e aí você vai ter esse conteúdo aqui no detalhe, estará preparado, competitivo no dia 5/10, tá bem? Vamos lá, ó.
7:44 Esse aqui é o assunto que a gente vai tratar hoje, tá bom? Primeiro, esse conteúdo se aplica ao bloco três. Bloco três. Aí, pera aí, ó. Este é o bloco que você escolheu e nós vamos estudar aqui um pouquinho do eixo um dentro do bloco três. O assunto então é ciência, tecnologia e sociedade. Você vai ver que essa sigla aqui se reduz para CTS, ciência, tecnologia e sociedade. Meu nome é Renato Cardoso. Essa aqui é a minha rede social. Se ficar à vontade pode me seguir lá. A partir de agora, ó, isso aqui é um pouquinho da minha trajetória, tá? Atualmente sou auditor fiscal aqui no Distrito Federal, também acumulo o cargo e exerço o cargo de professor de direito
8:31 da Secretaria de Educação aqui do DF. Exerço então em acúmulo esses dois cargos e já fui convocado nessas outras 15 provas aí, 15 concursos. Bom, pessoal, porque eu tô por aqui, né? Olha que coincidência. Eu sou auditor fiscal, como você viu, e no momento, há cerca de 2 anos e meio, eu estou cedido aqui pra Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF. Acabei de sair de lá agora a pouco e o fato é que de um tempo para cá eu sou chefe da assessoria que cuida de fiscalização e monitoramento de parcerias. É uma unidade aqui dentro da nossa secretaria de ciência e tecnologia do DF, né? Então nós cuidamos de termos de fomento, termos de colaboração, convênios, acordo de cooperação técnica que a secretaria do DF aqui pactua com entidades privadas, ou seja, eh
9:17 organismos eh sem fins lucrativos e também com outras unidades distritais e até de fora de Brasília. O fato é que vamos lá e você vai aprender muito aqui do que vai ser cobrado para você do dia 5/10. Ó, primeiramente, o que que é essa tal de abordagem CTS? Pode ver aqui que no título o nome tá aqui, ó. Eixo temático um. Qual é o tópico? ciência, tecnologia e sociedade. Claro que você podia ficar se perguntando aí de forma isolada o que cada palavra dessa significa, mas na verdade a gente vai ver que isso aqui é uma abordagem crítica à interpretação que tradicionalmente sempre se fez a respeito da ciência. Então, a teoria que
10:04 estudaremos agora e que está prevista no seu edital, no eixo um, é a chamada ciência, tecnologia e sociedade. Olha só, trata-se, portanto, de uma abordagem não única, mas interdisciplinar e que analisa quais são as relações existentes entre essas três palavras. O que que significa ou qual é a relação entre ciência, tecnologia e sociedade. Será que elas caminham isoladamente? Será que elas têm alguma relação? Você já sabe que se o edital perguntou e você que é da área de ciência, talvez saiba muito disso, não é? Atualmente se entende que as três caminham juntas, apesar de não serem sinônimos, isso aqui não tem como andar isolado. Então, a ciência deve caminhar junto com a tecnologia e claramente com a participação da sociedade. Mas isso foi um avanço, foi
10:50 um avanço inclusive de séculos, tá bem? Essa abordagem aqui surgiu nos Estados Unidos, no Reino Unido, no Canadá, tá bem? e hoje é difundida afora. Ou seja, não adianta o progresso científico não chegar na ponta, não beneficiar a sociedade e não eh beneficiar aqueles que mais precisam a depender da inovação que foi criada. Ó, tô vendo aqui que o material já está disponível na descrição do vídeo, beleza? Então essa abordagem aqui chamada de ciência, tecnologia e sociedade, a chamada CTS, é uma premissa que diz assim: "A ciência e a tecnologia não são neutras, mas decorrem de produtos culturais, mas também da sociedade e inclusive da política, das escolhas políticas. O objetivo então
11:37 dessa premissa, dessa abordagem chamada de CTS, é formar cidadãos que entendam quais são os impactos das inovações na sociedade. Show, professor. Mas nem sempre a ciência se preocupou com isso, não? Nem sempre. Antes havia um entendimento, e aí eu tô dizendo de séculos atrás, de que a ciência resolveria todos os problemas e aquilo lá, o cientista, ele devia ficar trancado e sem se preocupar com os problemas reais. na verdade, ele teria a missão de resolver um problema e nada mais. Ele não tava preocupado com os impactos que aquilo ali ia gerar na realidade, na sociedade, tá bom? E isso foi uma abordagem que foi sendo construída ao longo do tempo. Mas perceba, então, atualmente a doutrina que se difunde mundo aa é a chamada de
12:24 abordagem ciência, tecnologia e sociedade. É a CTS. Tá bom? Mas como que isso surgiu? Como foi esse caminhar aqui ao longo do tempo? Bom, lá no século X7 até meados do século XIX, houve o que se chama mundo afora de revolução científica e industrial. Tá bom? Então, entendia-se que a ciência e a tecnologia garantiriam um progresso que não se poderia questionar. Ah, é? Então, se o cientista descobriu a cura de tal doença, acabou. Aquilo ali estava certo e ninguém mais questionaria, até pelo caráter científico da pesquisa. Essa era a visão antiga, uma visão que foi superada. Mas então essa visão dizia o seguinte: durante a revolução científica industrial que aconteceu no
13:10 mundo inteiro, mas especificamente na Europa, a ciência e a tecnologia eram inquestionáveis. Show de bola. Só que no mundo pós-guerra, né, pós Segunda Guerra, eles começaram a refletir de forma crítica em relação a essa revolução científica industrial. Por quê? Porque começaram a perceber que as invenções da ciência estavam causando mal à sociedade. Nem tudo que se criava era benefício, era benéfico. Então, olha só, criamos o avião, mas o avião jogou uma bomba lá em Hiroshim e Nagasak e destruiu aqueles aquelas cidades do Japão. Bom, as pessoas estavam eh iniciando a preocupação com o meio ambiente, mas ah houve um desastre lá em 86 na na Ucrânia chamado de Chernobyl.
13:57 Então, uma bomba lá soltou radiação e muitas pessoas morreram e os efeitos disso perduram até os dias atuais. Começaram então a se perguntar, será que a ciência realmente eh eh vai trazer somente benefícios paraa população ou há riscos que precisamos eh ponderar? Então, perceba os eventos aí tais quais a bomba atômica, impactos ambientais como de Chernobyl, né, despertam o quê? Reflexões críticas. Então, começaram a pensar aqui era inquestionável, tá bom? após a Segunda Guerra começaram a pensar de forma crítica. E aí na década de 70 surge esse movimento que contei para vocês, um movimento chamado de ciência, tecnologia e sociedade, tá bom? em países como Reino Unido, Canadá e Estados Unidos começaram a pensar
14:43 inclusive no Brasil por meio da educação crítica de Paulo Freire, por exemplo. Por exemplo, olha só, percebam que isso aqui os doutrinadores mencionados são exemplos de pensadores que refletiram sobre sobre esse assunto. Isso aqui não esgota o rol de pessoas que falaram sobre essa temática. Show de bola, tá? de 1990, então da década de 90 paraa frente, essa teoria, essa nova roupagem aí chamada de ciência, tecnologia e sociedade, ela passa a prevalecer e se consolida na educação de forma que inspira o exercício das políticas públicas. Então, atualmente, seja qual for o estado, né, eu digo o estado nação, qual seja o país, ele deve estar preocupado não só em criar novidades, em implantar
15:31 melhorias, mas ele deve preocupar-se também com a qualidade e o impacto que isso vai surtir na sociedade. Porque você deve perceber que criaram um avião, mas cri a energia foi descoberta, a roda foi descoberta, carros elétricos são criados aí em toda parte do mundo, cada vez mais. Só que isso também traz impactos negativos paraa sociedade. E aí o limite do que é válido e do que não é legal, isso é estudado pela abordagem então multidisciplinar, interdisciplinar, chamada de ciência, tecnologia e sociedade. Avançando, existem fundamentos para essa abordagem e nós devemos saber quais são esses fundamentos aqui. Olha, esses nomes aqui aparecerão na sua prova, tenha certeza
16:18 disso. A prova do CNU se mostrou desde a sua primeira edição como uma prova muito genérica e aberta, tá bom? E também por isso este concurso foi conhecido como o Enem dos concursos. Pessoas que não estudavam há bastante tempo, mas que têm carga boa de leitura ou que estão antenados com os temas atuais, as pessoas se saíram bem no concurso. Então, não basta você saber o conteúdo de prova, mas você tem que estar antenado com o que tá acontecendo no mundo. Essa é a abordagem que se espera mais uma vez do CNU. Então, este assunto aqui para você é de extrema relevância. Perceba nisso, ó. Então, quais são os fundamentos dessa nova roupagem aí, dessa nova abordagem? É, são seis, na
17:03 verdade são cinco nomes que eu preciso que você saiba. E aí existe inclusive um memônico para você lembrar e eu já vou contar para você, um memônico chamado de hip, tá? Não se esqueça desse nome. Primeira palavra que você precisa saber que a abordagem de ciência, tecnologia e sociedade se compõe de um fundamento chamado de historicidade. Significa que a ciência e a tecnologia decorre da história, mas também decorre da sociedade da época e inspira valores políticos, econômicos e culturais. O que eu quero dizer, pessoal, a ciência não é neutra, ela é consequência do contexto onde ela se dá. Tudo bem? Então, perceba que um cientista ele não pode estar alheio ao seu cenário, ao contexto que
17:49 ele está incluído. Isso não existe. Portanto, a ciência atualmente, de acordo com essa abordagem da CTS, a ciência decorre da historicidade, não é alheia ao tempo, a contemporaneidade que ela está envolvida. Tudo bem? Primeira palavra, então, historicidade. A segunda, e você já sabe, é que a abordagem CTS é interdisciplinar. Eu disse que os conhecimentos aqui eles se complementam, eles não se anulam. Então, lógico que problemas científicos exigem diálogo de vários saberes. Tudo bem? Lógico que no momento de se criar uma invenção como avião, por exemplo, não é, e depois de fazer melhorias nesse nesse feito mundial, várias ciências estão ali naquela concretização. Vai ter o físico, vai ter
18:36 o engenheiro, vai ter o químico, tudo bem? e assim por diante. Bom, então, segunda palavra, interdisciplinaridade. A terceira palavra é a problematização. Significa que a ciência e a tecnologia, elas merecem ser questionadas atualmente. Esse é o entendimento, tudo bem? Quais são os interesses envolvidos aí? Quais são os objetivos disso? Tá bom? Então, devemos questionar de forma, inclusive, crítica quais são as consequências do que está sendo feito. Terceira palavra, então, é a dimensão. Mas na verdade são duas dimensões que se envolvem na ciência, tecnologia, na sociedade. É a dimensão ética e a dimensão política. Ah, é, professor, beleza. Significa entender que tanto a tecnologia quanto a ciência, elas decorrem de escolhas e de decisões de
19:23 cunho político, mas também de escolha ética, OK? Então elas refletem aquele momento específico, aquele cenário, aquele caso concreto. Não se iludam. As coisas aqui também decorrem de interesses. Beleza? Será que não há ainda a cura para o câncer, por exemplo? E estão esperando o melhor momento para divulgar isso mundo afora e enriquecer um determinado país? Isso que eu tô dizendo é uma pergunta, não é uma afirmação. OK, pessoal? Eu não estou sugerindo isso aqui, é um exemplo. É um exemplo. Será que existe neutralidade na descoberta da doença ou da vacina para o COVID, por exemplo? São perguntas que estão ligadas a esse assunto aqui, tá bem? O critério ético, o critério moral na ciência. Show de bola. Então, a
20:10 última palavra é o enganamento. Ou seja, eu necessito da participação ativa da sociedade civil organizada. Tá bom? as decisões que decorrem da ciência, elas precisam que a sociedade se beneficie. Portanto, eu preciso defender a democratização da tecnociência. Bom, professor, eu entendi essa sigla que você colocou, esse memônico aí chamado de HIP, não é? HIP com 2S. são as palavras que eu preciso saber que são a base da abordagem ciência, tecnologia e sociedade. Então, historicidade, interdisciplinaridade, problematização, dimensão e engajamento. E aí então você não vai esquecer essa palavra. Pelo amor de Deus, olha, essas palavras isoladas, elas
20:57 ajudam você a retomar toda a ideia do que eu conversei até agora. Eu disse que essa abordagem é nova, mas ela surgiu na década de 90, então não é tão nova. Portanto, você que lida com esse assunto e que escolheu essa seáa de concurso para ser aprovado, você precisa desse conhecimento. Vamos lá. Essa abordagem aí de ciência, tecnologia e sociedade é uma mudança na visão que se tinha, tá bom? Por quê? Porque questiona aquele paradigma original, aquele paradigma tradicional. Este paradigma tradicional falava do quê? Até o século XIX ninguém questionava ciência. Portanto, a tecnologia seria uma consequência da ciência. E aí a abordagem nova atual, essa
21:44 abordagem de CTS, ela defende o contrário, defende que tanto a ciência e a tecnologia são construções da sociedade e que são decorrência de interesses e ideologias. Tá bom? Portanto, eu questiono, eu questiono este progresso ilimitado e neutro que a teoria tradicional positivista pregava. Show. A ideia que se tinha de que o cientista era um sujeito ah que não estava aberto aos valores e que se e só estava preocupado em resolver ali o problema e da ciência, isso não mais impera. Tudo bem? Perceba o avanço aí. Ninguém questionava a ciência séculos atrás, tá? Não se questionava o que um médico falava. Perceba que até os
22:31 avanços e científicos e tecnológicos, por exemplo, na medicina, eles são diários, né? Eles são frequentes e necessários. Mas hoje eu garanto para você que se você vai a um hospital e o médico te fala certas coisas, no mínimo você vai olhar no Google para ver se aquilo ali tem alguma coerência a depender do que lhe foi falado, tá bem? Então, a visão que nós temos atual, atualmente, né, da ciência é essa. É uma visão crítica e o nome disso é abordagem ciência, tecnologia e sociedade. Vamos avançar. Essa inovação, então, ela é importante, tá? E aí alguns conceitos aqui que eu preciso que você saiba. Olha, eu preciso que você saiba o que é inovação, que não é a mesma coisa de invenção.
23:18 Por qu, professor? Por quê? Porque inventar de fato é tirar alguma coisa do zero. Por exemplo, alguém descobriu a energia, tudo bem, alguém inventou a roda, alguém inventou a pólvora e assim por diante. A inovação é um melhoramento disso. Melhoramento. da invenção. Show. Então aqui eu poderia pensar no carro híbrido ou elétrico, chame como quiser, e pense nas duas espécies.
24:04 Não são conceitos sinônimos, portanto existe uma diferença entre essas duas palavras. E aí a que nos importa de fato é a inovação, que existem concepções ou abordagens pro que se chama de inovação. Professor, mas esse assunto é chato? Não é? Não é. Eu tenho certeza que esse assunto não é chato. Você talvez já estudou contabilidade, estatística, raciocínio lógico, matemática financeira. É muito mais chato do que isso aqui, ó. concepções de inovação. Existe aquela concepção tradicional que diz assim: "Existe uma linha, um único fluxo em que a ciência dá origem à tecnologia que chega na ponta no consumidor." Essa é a concepção, é a abordagem tradicional
24:49 da ciência do que se chama de inovação. Existe uma abordagem chamada de sistêmica. sistêmica, em que se entende que essa inovação decorre do contato, da interação de vários atores, tá bom? Existe uma outra abordagem de inovação chamada de opennovation, que as organizações elas inovam a partir da disseminação do compartilhamento com parceiros de fora, tá bom? E aí existe a abordagem social que permite que a sociedade seja transformada através das novidades. Show de bola. resolvendo os problemas de fato da sociedade. Essa aqui é a que mais nos
25:34 importa e é a que se espera. É a que se espera. Atualmente se entende que o mundo só vai estar pleno quando a ciência e a tecnologia e caminharem juntas e atenderem aos problemas sociais. Vamos lá. Então, existem concepções aí do que se chama de inovação tecnológica. Você já viu essas aqui? Existem também modelos estratégicos aqui no Brasil, por exemplo. Mas quem estuda isso aqui, quem já estudou administração, já ouviu falar disso aqui, ó. Existe uma coisa chamada de sistema nacional de inovação, que são instituições que lidam com esse assunto. E aí eu poderia colocar aqui, por exemplo, o Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação
26:20 em Âmbito Federal e órgãos ligados a este Ministério da Ciência e Tecnologia, por exemplo, por exemplo, a Agência Espacial Brasileira, Comissão de Energia Nuclear, né? a o Imetro e assim por diante. Então são órgãos, são entidades, todos aqui são órgãos, tá? Os que eu mencionei. Murilo, boa tarde, boa noite, você falou aí. Ah, que lidam com esse assunto, Sistema Nacional de Inovação. Show, ó. E aí, eh, aparece o sistema das hélices aí, que é bem conhecido, né? O inicial é aquele que se chama de sistema da tríplice hélice. Sistema da tríplice hélice é aquele que
27:05 fala que deve haver deve haver interrelacionamento entre universidade, empresa e governo. Então a ciência estaria pautada no trabalho da academia do da das entidades privadas e também do poder público. Essa é a chamada de modelo da tríplice hélice. Quando eu adiciono a sociedade a esta tríplice hélice, eu crio a quádrúplice hélice. Tudo bem? E quando eu adiciono a preocupação ambiental ao que já era quadrúplice, eu vou criar a quintupla quintupla hélice. Desculpe aí. Bom, adicionei então a preocupação com o meio ambiente. Show.
27:52 Perceba, a gente tem questão de prova que vai te mostrar que isso aqui cai, tá? Daqui a pouco você vai ver. Bom, então você já percebeu que este modelo de CTIS, ele traz um pensamento que é crítico e qual é o impacto e as responsabilidades da ciência e da tecnologia. Então, o que é o pensamento crítico em ciência, tecnologia e sociedade? é avaliar, avaliar as consequências da ciência, tá bom? Nos aspectos ético, social, ambiental e político, saindo daquela visão puramente neutra e puramente técnica. Quais seriam os impactos aí pro bem e pro mal da sociedade, da ciência? Quais são os
28:38 avanços? Quais são os impactos positivos? Por exemplo, avanços na comunicação, avanços na saúde, avanços na produtividade. São coisas boas. São coisas boas. Pense aí no seu aparelho celular, pense no computador, pense na TV. São consequências do trabalho da ciência e da tecnologia. Isso é uma coisa que é, em tese boa pra sociedade. Mas quando o seu filho fica o dia inteiro no celular ou quando o seu esposo fica a tarde inteira na televisão, talvez isso não seja tão bom. Então, o uso excessivo de melhoramentos que foram criados faz parte do pensamento crítico em relação aos avanços científicos e tecnológicos. Show de bola. Então, olha só, avanços e
29:24 impactos positivos e negativos. Além disso, além disso, será que existe responsabilidade social da ciência? É uma pergunta que deve ser feita. É uma pergunta que deve ser feita. A primeira é aquela aquela regra que você sabe que a ciência não é neutra e envolve decisões inclusive de cunho moral. Beleza? Então, deve haver ética na na ciência, deve haver transparência de modo a incluir os vulneráveis e chegar na ponta. Então, existem críticas que são o quê? contemporâneas atuais. Vários autores criticam este progresso aí ilimitado, tá? Que desconsidera desconsidera os impactos aí na sociedade e no meio ambiente. Perceba, pessoal,
30:10 grande parte da degradação ambiental ela decorre da ação humana. Então, nós temos conhecimento, nós temos eh estudo, nós temos os melhoramentos científicos a nosso favor e até hoje eventualmente você joga um papel na rua ou você não se utiliza de coisas que vão eh minimizar os impactos aí no meio ambiente. Do que adiantou então você ir pra escola, fazer uma faculdade e ter sido aprovado num ótimo concurso, não é? Se você não faz o básico, pensando, por exemplo, numa comunidade quilombola, numa comunidade indígena ou mesmo nos animais aí que integram o nosso meio ambiente, essas perguntas fazem parte da abordagem crítica e não da abordagem tradicional da ciência.
30:55 Vamos avançar. A ciência e tecnologia são, portanto, profundamente ligadas a quê? A cultura, mas também a valores sociais, tá bom? Então, saibam que ciência e tecnologia são construções, essa é a visão atual da coisa, são construções tanto da cultura, mas também da sociedade. Não existe aquilo que se chamava de vácuo neutro. Show de bola. Então, a ciência e a tecnologia, elas decorrem de interesses vários, ó, interesses econômicos, interesses éticos e também de crenças. De crenças. Nós estamos permeando aqui a mesma coisa. Eu estou falando há cerca de 20 minutos do mesmo assunto, porque isso aqui estará na sua prova, talvez
31:40 inclusive na sua prova escrita. E você deve ter argumentos para colocar no papel que atualmente os problemas do mundo eles decorrem dessa preocupação aqui. Uma bomba é muito legal, mas você consegue parar para pensar que nesse momento lá em Israel pode ter alguém morrendo? Na Ucrânia tem alguém deixando de viver nesse momento por uma criação humana? E que, claro, essa criação não foi por acaso. Essa criação demandou estudo, demandou preparo técnico, demandou investimento, mas para ceifar a vida do ser humano. Então, questionem-se a respeito disso, tá bom? Beleza? E aí existe uma chamada interação. Interação. Alguém falou ali, ó, o Lucas, o Lucas
32:25 Diniz está dizendo assim: "Professor, quando as primeiras aulas serão disponibilizadas no gram? Lucas, eu vou falar aqui do meu tópico, tá? Do da minha parte aí que que estará disponível a partir da semana que vem, porque sexta, sábado e domingo eu tô no estúdio gravando, tá? Já marquei, tô olhando ali para cima, mas você me aguarda aqui. Então, Lucas, a partir da semana que vem, tenho certeza que haverá conteúdos frescos aí e gravados, eh, dedicados aí à prova do CNU, a banca FGV. Conte comigo e poxa, muito obrigado pela pergunta e pela também audiência. Vamos lá, ó. Então, a sociedade de fato ela se influencia pela ciência e tecnologia ao mesmo tempo que ela transforma a cultura e os valores. Olha só, interação chamada de interação em mãos duplas, porque ao
33:12 mesmo tempo que a ciência e tecnologia influencia a sociedade, a sociedade influencia a ciência e tecnologia. É isso que tá escrito aqui com outras palavras. E eu preciso que você entenda essa ideia. Vamos avançar. já entendeu que a ciência não é neutra, porque ela carrega consigo valores intrínsecos, não é? Então, olha só, a depender da forma como você vai inventar ou inovar algo que já existia, você vai fazer isso da maneira como eh o seu mundo enxerga aquilo ou da maneira como te pediram para fazer. Eh, houve já durante muito tempo pessoas ingênuas que imaginavam que a criação científica, as
33:57 inovações, a ciência, ela era pura. Pessoal, percebam, há países que não tem oportunidade, que não tem belezas naturais, que não tem natureza exuberante e que se desenvolveram. Pare para pensar num lugar chamado Israel, que é um lugar minúsculo, não é? É um lugar que questiona inclusive até hoje a sua propriedade, não é? A autoridade no seu território até hoje é questionada e é uma potência mundial científica, tecnológica, militar no âmbito da inteligência. Eu não tô dizendo inteligência artificial, não. Tô dizendo da da seara inteligência, produção de conhecimento à disposição do tomador de decisão, aquela inteligência que você sabe que existe, por exemplo, na polícia. Então, eh, tudo é investimento,
34:45 tudo é capacitação. Pare para pensar nisso. Beleza? Então, a tecnologia ela tem sim os seus valores, as suas preferências. Agora, a cultura ela pode mediar. Portanto, a cultura ela media a forma, media a forma como a tecnologia chega a você. Tá bom? Então, vamos questionar. O aluno pode se valer do telefone celular durante a aula? Já imaginou eu dar aula hoje para concurso no âmbito presencial, como fiz durante muitos anos? E o aluno questionando ali todo momento se o que eu tô falando é verdade, né? Ou mesmo seu filho na escola questionando professor dele de geografia se aquilo lá que o professor tá dizendo é verdade, até que ponto isso é útil, não é? Ou
35:30 seja, cadê a autoridade do professor? Cadê a atenção que aquele aluno devia prestar eh na aula que está sendo ofertada a ele? E aí, claro, aí vai ter aquele que vai defender, ah, mas a educação ela precisa estar aberta a todos. Enfim, esse aqui não é o ponto. Eu só queria trazer isso para que você pensasse bom, ciência e tecnologia como identidade social. Você deve saber que, logicamente a produção de ciência e tecnologia ela expressa, ela revela as estruturas da sociedade que são cada vez mais excludentes. Nem todas as pessoas tiveram acesso ou terão acesso à cultura. Nem todas as pessoas terão acesso às informações, aos resultados decorrentes da ciência. Infelizmente, ao mesmo tempo que o
36:16 progresso científico ele beneficia muitas pessoas, ele exclui cada vez mais muitas outras. Você há de lembrar que até hoje, nesse momento, tem pessoas no mundo que não tem acesso à informática, que não tem acesso à internet e que não tem sequer o alimento. Alimentos que fazem parte do seu do seu cotidiano, muita gente nunca nem viu. E eu não tô falando que, ah, na China é porque eles comem outro tipo de comida, não. Ah, lá no Japão eles gostam de sushi, aqui a gente gosta de rapadura. Eu não tô dizendo disso. Tô falando que essa hora tem gente que não tem nada para se alimentar. enquanto a maioria desperdiça, desperdiça. Professor, mas essa aula é de atualidades ou essa aula do CNU? Eu não tô falando aqui de conhecimentos
37:01 gerais e nem de atualidades, apesar de ter muita relação, hein? Tá? Conte com a professora Rebeca e com os nossos outros monstros aqui deste assunto, mas não tô dando aula de de nem tenho conhecimento para isso. Eu estou falando aqui coisas que fazem parte do assunto que você precisa entender. Vamos a acima. Olha, portanto, é uma relação difícil. É importante que você saiba que essa relação entre o avanço científico e o avanço social, isso não é igual, tá? Muitas vezes os avanços científicos e na maior parte das vezes inclusive eles não chegam na ponta, tá bom? Então, quando eu digo desenvolvimento tecnológico, eu estou falando de criação e de aplicação de tecnologia. Mas quando eu avanço e falo de desenvolvimento social, eu digo: "É o que deveria existir por, por
37:47 exemplo, qualidade de vida paraa população, tá bom? Acesso ao mínimo que se faz necessário para viver com dignidade". Tá bom? Então, ao mesmo tempo que a tecnologia ela pode impulsionar o avanço social, ela exclui, tá bom? Ela exclui. Anote isso. Anote isso. Bom, vamos avançar. Portanto, existem desafios a serem superados, tá bom? O desenvolvimento, portanto, ele não garante, não garante automaticamente o desenvolvimento social. Isso é óbvio. É óbvio. Tomara que você perceba pelo menos isso, tá,
38:34 pessoal? Não é necessário fazer faculdade, não é necessário ter muito conhecimento. Basta que você esteja acompanhando o cenário mundial por meio de redes sociais ou da mídia impressa ou da televisão. Você tem que perceber que o progresso científico não chega da mesma maneira para todo mundo, tá bom? Beleza? E aí então, quais são os desafios a serem enfrentados aí nessa relação que existe entre o desenvolvimento da tecnologia e desenvolvimento da sociedade? A gente sabe que muitos serão excluídos da tecnologia, tá? Que eles pensam sempre no lucro, tá bom? Ah, mas a Apple desenvolveu o iPhone, tá querendo ajudar o mundo, não é isso, né, pessoal? Claro que quando uma empresa violenta e eh cria um veículo que não se utiliza mais
39:21 de combustível ou pelo menos do combustível tradicional, ela não tá pensando em fazer o bem pra população. Claro que ali a o objetivo das entidades ah chamadas de empresas são é é o lucro, né? O objetivo é esse. E aí logicamente grandes empresas vão concentrar o poder que existe e não existe muitas vezes aí uma regulação, um controle do que acontece. E aí, sei que não estou falando do bloco nove de agências reguladoras, mas esse assunto permeia também. Existe então a necessidade no nosso país, isso aconteceu a partir da década de 90, do estado se meter nesse contexto aqui e monitorar e controlar diversos setores regulados que passaram a ser então regulados, a telefonia, a vigilância sanitária, a saúde
40:07 complementar, tá bem? o petróleo. E aí eu poderia falar das agências reguladoras, ANAC, Anvisa, Anatel, ANP, ANT, que fala de transportes aquaviários. Tudo isso decorre da necessidade do poder público fiscalizar até que ponto os organismos privados podem ter domínio das coisas e o poder público vai deixar isso acontecer de qualquer forma. Não é assim. Show. Então, a perspectiva da ciência, tecnologia e sociedade é uma perspectiva que você já sabe que é uma perspectiva crítica. Portanto, a inovação, ela deve ser orientada por valores sociais, tá bom? E pelas necessidades da maior parcela da sociedade. Não se esqueça disso. E aí, ó, algo que você precisa levar pra sua vida. O real progresso,
40:53 ele vai acontecer quando tudo isso aqui caminhar junto, ó. Tecnologia, política, ética e cidadania. Quando a gente tiver tudo isso aqui, aí eu vou dizer que realmente a sociedade progrediu. Essa é a abordagem envolvida no tema ciência, tecnologia e sociedade. Show. Avançando. E aí vamos falar aqui de algumas coisinhas. Eu quero responder algumas questões com vocês. Estratégias para que a gente tenha um alinhamento entre ciência e tecnologia e desenvolvimento social. Bom, é fácil perceber que a inovação ela serve para resolver problema de quem precisa. Além disso, vamos usar o que temos, então, soluções sustentáveis e que sejam
41:38 adaptadas ao caso concreto. Vamos dar a educação, mas uma educação crítica, que as pessoas possam entender e avaliar a tecnologia. Além disso, políticas públicas que incluam os mais necessitados, reduzindo então as desigualdades. Tudo isso vai fazer com que a ciência e a tecnologia esteja mais alinhada ao desenvolvimento social, tá? Nunca se esqueçam de que essa tecnologia não é um fim em si mesmo, e sim é uma ferramenta. É uma ferramenta. Show de bola, pessoal. Agora, chegando aqui no Brasil, existe uma preocupação, inclusive, da nossa Constituição Federal com esse tema. a ciência e a tecnologia, tá? Dois artigos na Constituição, você precisa ler, artigo 218 e artigo 219. Os dois artigos
42:27 tratam do tema ciência e tecnologia. E lá você vai entender, por exemplo, que é uma obrigação do Estado estimular, fomentar o progresso científico, inclusive dando prioridade à pesquisa, tá? Os artigos 218 e 219 são dois artigos específicos desse assunto. Não vá paraa prova sem passar o olho nesses artigos, tá bom? Decorrentes dos artigos 219 e 18 da Constituição, existem algumas leis aí nacionais, ó, a lei da inovação, que a gente vai estudar no seu edital, a lei do bem, tá? e você depois entenderá o por que ela tem esse nome e o marco legal da ciência, tecnologia e inovação, que alterou, por exemplo, essa lei aí da inovação. Até mesmo a nova lei de licitações,
43:15 ela fala de contratação para inovar. A administração pública, ela tem peculiaridades quando ela vai contratar inovação. Então eu trouxe para você normas brasileiras que falam dessa temática aqui e que foram concebidas a partir de um olhar crítico da Constituição Federal, tá? Então haverá pergunta na sua prova sobre essa legislação. Ela está expressa no seu edital, especificamente tá no eixo dois, tá? Olha só, algumas questões aqui para você a respeito dos conteúdos previstos aqui na lei de inovação. Professor, a lei de inovação é essa lei aqui, ó. É o a lei 10973 de 2004. É uma lei que fala sobre parcerias, parcerias entre as
44:02 chamadas instituições científicas e tecnológicas, conhecidas como ICTs. Tá bom? Na verdade, essa lei da inovação, ela tenta reunir o conhecimento acadêmico com o mercado e com o poder público. Então, ela traz flexibilidade, ela traz várias ferramentas de que o estado pode se dispor para atrair mais e para tornar o mercado mais competitivo. Essa é a lei da inovação, uma lei que você vai estudar comigo no detalhe do ano de 2004. É uma lei que foi bastante alterada em 2016 e justamente foi alterada por essa norma aqui, ó, o marco legal da ciência, tecnologia e inovação, tá bem? E existe também uma lei do ano seguinte, que é a lei do bem, que vai trazer incentivos fiscais. Show de bola. Então, em relação à lei da inovação,
44:50 analise as alternativas e marque a correta. Na lei da inovação, não existe previsão de compartilhar laboratórios entre a instituição científica e tecnológica e empresas. Mentira, porque lá existe de fato essa previsão aí de compartilhamento de estrutura, compartilhamento de estrutura ah física. Tá bom? A lei do bem é prioritariamente voltada a regulamentar a relação entre as ICTs, as instituições científicas e tecnológicas. Não, não. Essa lei do bem, ela não serve para regular as as instituições científicas e tecnológicas, não. Ela fala de benefício fiscal. A lei da inovação permite à instituição científica e tecnológica compartilhar seus laboratórios, como a gente viu, né?
45:35 Compartilhar os equipamentos, os instrumentos, materiais e instalações com também microempresas. Bom, lembrando que microempresa e empresa de pequeno porte, ela tem tratamento prioritário. A lei da inovação permite compartilhamento também com as microempresas e e de pequeno porte em atividades dirigidas à inovação tecnológica para consecução de atividades de incubação. Já ouviram falar de empresas incubadoras sem prejuízo da sua atividade fim? Pura verdade. A lei, de fato, ela permite tudo isso, tá? incentivos fiscais à inovação estão previstos na lei eh da inovação, mas não na lei do bem. Mentira, incentivos fiscais a gente vai ver lá na lei do bem, tá? A lei do bem institui especial de tributação apenas para importadoras. Mentira, tem outras
46:22 entidades ali. Percebam que isso aqui não é difícil. Não é difícil. Você ainda nem estudou essa lei, mas eu te mostro que isso aqui cai em prova e estará na sua. Não duvide disso, tá bom? Avançando, acerca de incentivos fiscais e de estímulos e fomentos à atividade de pesquisa e desenvolvimento contido na lei do bem, também denominada eh eh a lei do bem a 11.196. Julgue o item. De acordo com a mencionada norma legal, que é a lei do bem, as pessoas físicas podem usufruir de incentivos fiscais. Bom, saibam que isso aqui tá errado. Tá errado. Pessoa física, de acordo com essa lei aqui, não pode se utilizar de incentivos fiscais. apenas pessoas jurídicas.
47:07 O fato é que a lei da inovação permite isso, tá bom? Acerca do marco legal de ciência e tecnologia e inovação, o marco legal é essa lei aqui de 2016, tá? É a lei 12 1 12 ou desculpe, 132 43. Este é o marco legal da ciência, tecnologia e inovação que alterou a lei da inovação. Mas a pergunta é isso. A lei da inovação, alterada pelo marco da ciência e tecnologia e inovação, a lei da inovação tem como uma de suas diretrizes assegurar tratamento diferenciado, favorecido e simplificado às microempresas e empresas de pequeno porte. É isso? Microempresas e empresas
47:54 de pequeno porte, né? tratadas na lei 1 23 de 2006, lei complementar 123, falam disso aqui, ó, empresas de microempresas e empresas de pequeno porte. Existe tratamento diferenciado, favorecido e também simplificado aos pequenos. Sim, existe também com base na lei da inovação. É, é, é mentira. Perceba, olha o pega da prova. A lei que dá tratamento diferenciado às microempresas e empresas de pequeno porte não é a lei da inovação, é sim a lei complementar 1 2 3 de 2006. E esse foi o pego aqui dessa questão, tá OK? Por isso aqui não tá certo, tá errado. É outra norma que fala disso, é essa aqui.
48:44 Com base na lei da inovação, é correto afirmar sobre a instituição científica, tecnológica e de inovação. Ele tá falando, portanto, do que se chama de ICTs, instituições científicas e tecnológicas. Item A. A lei da inovação, quando fala das ICTs, refere-se à ICT pública, quando ela fala de organizações de direito privado sem fins lucrativos voltadas a atividades de pesquisa e desenvolvimento ou também de instituições privadas. Neste caso, ela está falando de ICT privada. Ó, a pergunta aqui fala das ICTs públicas e e das ICTs privadas, tá? Tá dizendo aí que a lei da inovação, quando fala da ICT pública, ela tá dizendo de organização de direito privado. Pera aí. Se a organização de direito privado ela não é
49:30 o ICT pública, tá bom? Item dois, as instituições científicas e tecnológicas são somente instituições privadas. Tá errado? Porque a maior parte, inclusive, são instituições públicas. A definição de instituição científica e tecnológica contempla só universidades federais. Mentira. Inclusive as universidades federais elas podem receber o título de ICTs, desde que elas cumpram os requisitos previstos na legislação, tá? Mas não apenas as universidades federais, ó, todos os os institutos privados e também as instituições de ensino superior privada, mesmo que inclua em sua missão institucional ou em seu objetivo social ou estatutário, a pesquisa básica ou aplicada de caráter científico ou tecnológico,
50:15 ah, ou de desenvolvimento de novos produtos, serviços ou processos, não podem ser considerados. Olha que pega, olha que pega. Na verdade, tudo isso aqui pode sim, né? institutos privados e também instituições de ensino superior privadas, tá? Ah, olha aqui, quando incluírem, tá? Aqui devia ter um quando, quando inclu em sua missão institucional ou em seu objetivo social a pesquisa. Eh, ou isso? Nesse caso aqui, quando elas têm esse objetivo, elas poderiam sim ser consideradas eh ICTs, instituição de científico tecnológico. Portanto, questão errada. As ICT são instituições públicas, sendo especificado que devem ser da administração federal. Nem sempre será da administração federal. E aí,
51:00 professor, qual o gabarito? Gabarito A. Gabarito A. A lei da inovação, então, quando fala da instituição científica e tecnológica, ela fala de uma ICT pública, tá? Quando ela fala de organização de direito privado sem fins lucrativos voltados à atividade de pesquisa, então a gente vai falar de ICT pública ou de ICT privada. São dois termos que você aprende lá na lei da inovação. Acho que tem mais um aqui. A lei da inovação, segundo ela, pode-se afirmar que é uma exigência de tratado internacional. Não estabelece critérios especiais de patente para invenções desenvolvidas em universidades e centros de pesquisa brasileiros. A lei da inovação fala disso, fala de patente, até fala, né?
51:46 Vamos ver se não tem mais nenhuma aqui parecida. A lei da inovação permite o afastamento de um funcionário público para trabalhar no Instituto Nacional de Pesquisa Industrial. Olha, essa aqui eu sei que existe, viu? Eh, uma das possibilidades lá da lei da inovação é permitir que um servidor público ele se afaste para contribuir com a ciência pelo Brasil e ele continua recebendo pagamento. Inclusive, ele pode receber até um valor a mais por isso, hein? Bom, a lei da inovação é um conjunto de medidas que estimula a cooperação entre os setores acadêmicos e produtivos. Bom, a lei não é um conjunto de medidas, mas olha, a lei dispensa a licitação de pedidos de patente para os casos de licenciamento com cláusula de exclusividade. Bom, fato é que essa lei
52:32 aqui da inovação, ela visa de fato estimular a cooperação entre as faculdades, a academia e o mercado, o setor produtivo, de fato, tá bom? Ó, a lei não fala especificamente do INPI, por isso a questão tá errada, tá bom? Por que que a E tá errada? A lei da inovação dispensa licitação de pedido de patente de instituição pública para os casos de licenciamento com cláusula de exclusividade. Nem sempre vai haver isso aqui, tá bem? Professor, que assunto difícil, né? Claro, nós estamos dando aqui um apanhado geral desse assunto. Você vai ter isso no detalhe nas aulas aí que começaremos a gravar, inclusive na sexta-feira. Saibam que vale a pena estudar. O CNU é uma ótima oportunidade para você ingressar no serviço público.
53:17 Há cargos muito bons, muitas vagas e um processo seletivo peculiar que mesmo você que não é concurseiro raiz, que não tá estudando há muito tempo, tem reais chances de ser aprovado. Então conte comigo. Meu nome é Renato Cardoso. Se você ainda não me conhecia, bom meu Instagram @profrenatocardoso. Em breve estaremos juntos aí com muitos outros conteúdos úteis à sua prova. Foi um grande prazer. Obrigado pela paciência e pela audiência de sempre. Abraço. [Música]