Formação T29A - Análise de Lâminas de Ofertas Públicas - 15/04/2025

Aula MBA EMB www.youtube.com

Breve Resumo

Este vídeo é uma aula sobre como analisar lâminas de ofertas públicas, com foco em identificar informações importantes para aconselhar clientes. Os palestrantes discutem a importância de entender os riscos, a estrutura das ofertas e como contextualizar as informações para diferentes perfis de clientes.

  • Análise de lâminas de ofertas públicas
  • Identificação de riscos e oportunidades
  • Contextualização de informações para clientes

Abertura e Introdução

O instrutor abre a aula, incentivando a participação dos alunos e mencionando a importância de abrir as câmeras para uma comunicação mais acolhedora. Ele ressalta que a comunicação à distância é positiva, mas não deve perder a essência do contato visual e da troca de expressões. Além disso, menciona a importância de ser multitarefa no mercado financeiro, especialmente ao lidar com clientes que demandam informações rápidas e precisas.

Apresentação da Professora Catrine

A professora Catrine se apresenta, mencionando sua experiência no Eub Banco desde 2020 e sua atuação em uma casa de análises, a Money Wise Research. Ela explica que, devido a compromissos profissionais, pode estar menos presente durante a primeira hora das aulas, mas se compromete a contribuir mais na segunda parte. Catrine também compartilha sua trajetória pessoal, incluindo sua experiência como mãe e profissional do mercado financeiro.

Objetivo da Aula: Análise Prática de Lâminas de Ofertas Públicas

O instrutor explica que a aula tem como objetivo colocar em prática o conhecimento sobre ofertas públicas, analisando lâminas de ofertas reais. Ele enfatiza a importância de entender os processos e características das ofertas, incluindo o "Book Building", para evitar dúvidas e fornecer informações precisas aos clientes. O instrutor pede a participação ativa dos alunos, pois na próxima aula eles serão responsáveis por analisar as ofertas sozinhos.

Análise Detalhada da Lâmina da Oferta

O instrutor inicia a análise detalhada de uma lâmina de oferta pública, explicando que algumas informações são padronizadas, como a descrição da oferta. Ele destaca a importância de identificar a empresa securitizadora, que no caso é a OPEIA, e onde encontrar informações relevantes sobre a oferta no futuro. O instrutor também ressalta os alertas de risco presentes na lâmina, como a possibilidade de perder o principal, a falta de liquidez e a dificuldade de entendimento.

Ativos e Séries da Oferta

O instrutor explica que a oferta é um CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) emitido pela Log, uma empresa de logística. Ele destaca que a emissão será dividida em até três séries, com a alocação dos CRIs definida com base na demanda apurada no procedimento de book building. O instrutor também menciona que o código de negociação do ativo só estará disponível após o início da negociação no mercado secundário.

Tamanho da Oferta e PU Inicial

O instrutor informa que a oferta é de 300 milhões de reais, com 300.000 quantidades a R$ 1.000 cada, que é o PU (Preço Unitário) inicial. Ele explica que o volume da oferta é definido de acordo com o projeto da empresa e a análise de crédito dos coordenadores da oferta. O instrutor ressalta que a Log está indo ao mercado pedir dinheiro emprestado e que os bancos foram contratados para ajudar na captação.

Distinção entre Oferta de Ações e Oferta de Dívida

O instrutor explica a diferença entre uma oferta de ações e uma oferta de dívida. Na oferta de ações, os investidores se tornam sócios da empresa e compartilham os riscos e os lucros. Já na oferta de dívida, os investidores emprestam dinheiro para a empresa e recebem juros em troca. O instrutor ressalta que o risco de investir em dívida é menor, pois a empresa tem a obrigação de pagar os juros e o principal, mesmo que o projeto não dê certo.

Tipos de Remuneração e Perfil do Cliente

O instrutor explica os diferentes tipos de remuneração oferecidos nas três séries da oferta: pós-fixado (99% do DI), pós-fixado (101% do DI) e pré-fixado (melhor entre DI janeiro de 2031 + 0,10% ou 14,30%). Ele ressalta a importância de escolher a série mais adequada para o perfil de cada cliente, levando em consideração seu apetite por risco e suas expectativas de mercado.

Propósito da Oferta e Destinação dos Recursos

O instrutor explica que o propósito da oferta é a rolagem de dívida, ou seja, a Log está emitindo uma nova dívida para pagar outras despesas. Ele destaca que, se houvesse um projeto específico, a lâmina traria informações detalhadas sobre ele. O instrutor também menciona a importância de verificar as garantias da oferta, que no caso da Log não existem.

Vencimento e Amortização

O instrutor informa as datas de vencimento das três séries: 2030 para a primeira, 2032 para a segunda e 2032 para a terceira. Ele explica que os juros serão pagos semestralmente, em abril e outubro, e que a amortização será feita em duas parcelas: metade em abril de 2031 e o restante em abril de 2032.

Esclarecimentos sobre Juros e Dividendos

O instrutor esclarece dúvidas sobre a diferença entre juros sobre capital próprio e juros de dívida, explicando que o primeiro é pago aos acionistas como proventos, enquanto o segundo é pago aos credores como remuneração pelo empréstimo de dinheiro. Ele ressalta que a oferta em análise é uma emissão de dívida e que o objetivo da aula é entender como avaliar esse tipo de oferta.

Discussão sobre Taxa de Remuneração e Book Building

O instrutor explica o conceito de taxa teto e como funciona o processo de book building. Ele ressalta que a taxa teto é o limite máximo de remuneração que a empresa está disposta a pagar e que o book building é um sistema de leilão holandês, onde as ofertas são pegas da maior para a menor taxa até atingir o volume desejado. O instrutor também menciona a possibilidade de rateio, que ocorre quando a demanda é maior do que a oferta.

Garantia Firme e Cronograma da Oferta

O instrutor explica a diferença entre garantia da dívida e garantia firme. A garantia da dívida é a garantia que a empresa oferece para assegurar o pagamento da dívida, enquanto a garantia firme é a garantia de colocação da dívida, ou seja, o compromisso dos bancos coordenadores de comprar a dívida caso não haja demanda suficiente no mercado. O instrutor também informa o cronograma da oferta, com o período de reserva, a data de fixação dos preços e a data de liquidação.

Considerações Finais e Encerramento

O instrutor encerra a aula, agradecendo a participação dos alunos e reforçando a importância de analisar as lâminas de ofertas com atenção e imparcialidade. Ele ressalta que o objetivo da aula foi fornecer as ferramentas necessárias para entender as ofertas públicas e tomar decisões de investimento mais informadas. O instrutor também convida os alunos a participar da próxima aula, onde eles terão a oportunidade de analisar as ofertas sozinhos.

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Transcrição

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0:02 Boa, todo mundo sendo admitido. Boa noite, turma 29a. Sejam muito bem-vindos. Dia 15/04/2025, terça-feira. Boa noite. E aí, pessoal? Boa noite. Boa noite. Boa noite. Hoje a galera tá animada, todo mundo, câmera aberta. Isso aí, galera. Noite. Boa noite. É para mim receber. Sabia que ia ter prof de carinha nova aqui hoje. Aí é isso aí. Temos carinha nova hoje. A Catrina ainda não teve aula com vocês. É verdade. Inclusive vai se apresentar aí logo mais. Deixa entrar, deixa entrar uma turminha. Entrando numa turminha aqui, dar um corozinho. E aí pessoal,

0:49 como que tem sido as aulas? Alguém tem algum feedback, algum ponto gostaria de participar? Eu eu zerei eu zerei minha caixa de entrada do LinkedIn, tá? vi algumas perguntinhas lá, consegui zerar todo mundo, responder tudo. Eh, e sobre as aulas aqui, se alguém tiver algum ponto, alguma consideração, algum feedback, podem ficar à vontade aí para usar esses minutos iniciais aqui, tá? Fica tranquila, Beatriz, não se preocupe, tá? Eh, inclusive, se quiser colocar ele na tela também, é muito pequenininho porque já teve aluno com com filho assistindo aula com a gente aqui, se for, mas não fica tranquila, tá? zero pressão. Ah, a gente é porque assim é vídeo, né, pessoal? Eh, então pra gente, principalmente que tá dando aula, é é bem mais bem mais acolhedor. Eh, obviamente para quem pode, para quem tem a possibilidade ali de abrir, mas

1:35 zero estresse, tá, Beatriz? Fica tranquila. Eh, é porque a gente gosta, mas a gente é meio, esses professores aqui é tudo carente, a gente gosta de ver vocês, gosta que vocês participem. É coisa nossa mesmo, tá? Coloca aí aprendendo também, Beatriz. É muito ruim falar para ninguém, né, Hugo? Tá vendo gente? É isso. A gente tá lidando com a gente assim, a distância, a questão da gente poder se comunicar a distância é muito positivo, mas a gente não pode perder a essência da comunicação, da gente se ver, conversar, ver as expressões, as perguntas e trocar, né? Então, quando tá com a, inclusive depois que eu comecei a dar aula, eu comecei a abrir minha câmera em todos os calls do do banco, assim, de modo geral, tá? que eu também já fui desse. Depois eu vi o outro lado, eu

2:22 falei: "Não, cara, não é legal. Vamos abrir, vamos abrir a câmera, vamos falar, vamos conversar, pô, porque para quem tá do outro lado é mais acolhedor de fato, né? É, é, é, é questão de recíproca mesmo, tá, pessoal? Mas obviamente, tá? Eh, não é de maneira alguma nenhuma pressão nem nada do tipo, não. Fiquem super à vontade. É só quem tiver confortável mesmo. Eh, pode ficar super à vontade aí para abrir as câmeras. Enfim, é isso, tá? Bom, três minutinhos confortável também é só abrir. Fala, Frederico. Quem não tiver confortável também é só abrir a câmera. Só abre tranquilo, né? Vai tranquilo. Então, e tem algumas situações inusitadas. Já teve teve o dia, o aluno tava jantando, né? Ele abriu a câmera, tava bem na hora assim,

3:07 bem comendo e ele abriu para falar alguma coisa. É bem legal. Bem legal. É o dia a dia, a vida como ela é, né, pessoal? a gente tá aqui, putz, eh eh às 8 da noite até às 22 horas. A gente sabe que é um sacrifício a mais que a gente tá fazendo ali, eh, em prol da carreira, em prol de um de um crescimento, né? Eh, então é é natural, tem algumas situações inusitadas, é divertido para quem, né, sabe ver isso com bons olhos, sabe ver realmente o que que tá buscando, o que tá sendo feito ali, sabe que são coisas bem do cotidiano mesmo, tá? Mas é isso aí, agora é bem a hora da Aí, ó. Tá vendo? Isso que eu falei, Beatriz, agora é a hora, né? É isso aí. 100 coisas. Às vezes eu tô no call com cliente, é muito legal, né? Eu eu tenho eh são três três

3:54 telinhas assim, né? Então eu tenho o notebook e mais duas telas, né? Aí tem hora que eu tô no call com o cliente assim e o cliente tá falando, perguntando as coisas, eu tô do outro lado aqui mexendo, né, fazendo. Então eu tenho que ficar olhando pr pra tela onde tá a câmera, pro notebook, mas o olho tá apontando para outra tela aqui aonde eu tô digitando as coisas que tem a ver com call. Então entendo bem, tá, essa coisa do fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo. Inclusive, pessoal, se acostumem, tá? A vida do especialista de investimento e todos os cargos no mercado financeiro, ela é multitesk, tá? Então os homens aí, principalmente, eu tive que aprender a ser multitesque, o homem normalmente tem mais dificuldade com isso, a mulher já é mais multitarefa ali. Cara, para pegar o hábito para ficar bom nisso é difícil. Hoje eu já

4:40 hoje eu já consigo umas três coisas ao mesmo tempo. Posso dizer que eu consigo, mas putz, é Mas é uma é uma característica que tem que ter, porque às vezes você tá no call e enquanto você tá conversando com o seu cliente, dependendo da do que ele tá te perguntando, você não tá com aquela informação ali na hora, né? Então você, putz, tem que abrir um sistema, uma plataforma, pegar um extrato, ao ponto que você faz a conversa apecer fluida, como se aquela informação já tivesse na na tua cabeça, você tinha de cor, mas não, você vai ter que buscar ali muitas vezes. E ele te pergunta daquele indicador que saiu de manhã, que foi o único jornal que você não leu. Você leu 10, ele leu 11. E aí ele te pergunta daquele indicador e aí você já tá, enquanto ele tá falando, tu tá abrindo para saber qual é o indicador, só

5:26 buscando aqui com olho aqui. Não é aquele PC? Ah, então saiu. É, eu vi. esperada no mercado era 0,43, saiu 0,47. Isso foi foi setor de serviços puxou bastante. Então assim, aprendam, tá? No dia a dia vai acontecer muito, é bem inusitado. Eh, e já vão pegando o hábito. Acho que já demos aqui nosso inicial, já consegui ganhar um tempo legal para todo mundo entrar em respeito a todo mundo que já chegou. Vamos começar a aula. Mas primeiro quero dar a palavra paraa Catrine para ela poder se apresentar adequadamente para todos vocês. Catrine, contigo. Eu, gente, falando aí de duplicidade de tarefas, né? Tô aqui inclusive na na aula com vocês e prestando serviço na empresa que eu trabalho aqui, respondendo os assantes da carteira de fundos imobiliários durante a live do analista

6:13 de fundos imobiliários. Então vai ter dias aqui que eu vou me dividir com vocês quando eu tenho live agendada no de um analista no mesmo dia que eu dou aula. Então eu fico de corrost, eu não consigo conduzir aula, tô tô dando mais a suporte mesmo. Fico meio ausente aqui durante a primeira hora de aula. Contribuo de vez em quando dá uma uma aliviada aqui no chat, mas eu consigo contribuir mais ali na hora que finalizar, que geralmente é só uma hora de aula. Mas para quem não me conhece, né, eu sou Catrine Pereira, sou professora de certificações aqui no Eub Banco desde 2020, tô nessa parceria com a escola já h vai fazer 5 anos já agora em junho. Professor aqui no PAP desde o início do ano passado também peguei o início ali da da turma 13, voltei ali na turma 23, sou mãe igual a Beatriz falou

7:00 ali, eu sei como é que é essa essa loucura de fazer pap com criança. Na verdade eu fiz papo, eu não tava grávida ainda, foi depois, mas eu dei aula aqui ao vivo de certificações até meus ve meses de gestação. Eu com a cara inchada desse tamanho, dando aula de certificação. Mas enfim, trabalho no mercado financeiro aí desde 2016, né? Hoje eu eu presto serviço aqui pra escola e para uma casa de análises, não sei se vocês conhecem, a Money Wise Research. E eu presto serviço exatamente aqui auxiliando os assinantes com relação às carteiras recomendadas. Se Deus quiser, tiver tudo encaminhado, tudo dando certo, no próximo semestre, eu vou assumir ali uma das carteiras, vou entrar como analista júnior. Se tudo der certo, eu tô tirando o meu CNPI aí. Primeira etapa já foi, deu certo. Agora

7:45 falta a segunda etapa e vamos na torcida em oração para dar tudo certo. Tô sempre aqui para o que que vocês precisarem. Primeira aula aqui com vocês, mas a gente ainda vai ter muitas aulas. Se eu não ficar trocando as aulas, né, era para mim ter inclusive aulas com vocês antes de hoje, mas acabou que não dando certo. Tive que trocar. Mas eu tô cotada aí em algumas aulas com vocês. A gente vai se falar muito aí ao longo desses três meses aí de estudo de vocês, tá? Isso aí. Boa. Obrigado, Catrine, pela apresentação. Eh, e é isso aí, tá todo mundo aqui torcendo por você. Vai dar certo aí tanto o CNPI quanto a a carteira, né? E vai contar muita história legal pra gente. Amém. Amém. Isso aí, pessoal. Então vamos começar a aula de hoje. Na verdade, a gente vai colocar em prática o que eu acredito que

8:32 vocês viram ontem ali em relação às ofertas públicas, tá? Eh, então a gente vai analisar algumas lâminas de ofertas públicas, eh, vida como ela é, tá? Eh, ver o dia a dia, colher as informações, né? E entender ali o que que é importante e eh olhar numa oferta pública para que você possa levar isso pro seu cliente, contextualizar essa oferta pro teu cliente, né? e entender quais informações vocês vão precisar ali na prática, tá pessoal? Eh, vou pedir muito a participação de vocês hoje. Por quê? Porque amanhã a gente tá de volta, inclusive comigo, e aí vai ser a vez de vocês analisarem as ofertas. Então, hoje eu vou fazer com vocês, a gente vai passar pelas lâminas, né? Eh, eu tenho alguns exemplos, mas amanhã vai ser uma oficina. Então, vocês que vão fazer essa

9:18 análise muito baseado em cima do que eu vou trazer hoje, tá? Não, não tem segredo, não tem matemática de foguete aqui, não. Mas é muito importante vocês entenderem as ofertas para conseguirem primeiro não ter dúvidas sobre os processos. E aí entre as coisas que mais trazem dúvidas está o o tão falado Book Buing, né, o difamado Book Buing, como que é, como que funciona, é holandês, é brasileiro, é americano, enfim. Eh, e algumas outras características de precificação ali que podem gerar algum tipo de dúvida. Então, por favor, pessoal, eh, acho que a gente já, eu, eu nessa turma, inclusive, eu tô tendo bastante aula com vocês, então, pô, fiquem super à vontade pra gente discutir, debater, não saiam com dúvidas. Amanhã vocês vão ter a oportunidade de fazer eh sozinhos, né, a

10:04 análise de lâminas também de ofertas públicas, tá? Mas queria contar muito com vocês aqui nesse sentido participativo para realmente não sair com dúvida, tá, pessoal? Eh, obviamente no dia a dia vocês vão receber essas coisas muito mais mastigadas, tá? Eh, vamos ser honesto, né? Ninguém vai parar no dia a dia para ler uma lâmina de nove páginas de ofertas. E putz, você tem quatro, cinco ofertas acontecendo ao mesmo tempo, sem contar a manutenção dos dos outros ativos que você já faz na carteira e assessoria. Então isso já vem muito mastigado no dia a dia de vocês, mas sempre haverá aquele cliente que leu as nove páginas e vai querer ter uma conversa mais profunda. Então é importante que vocês saibam contextualizar isso, saibam onde buscar essas informações, porque caso aconteça

10:49 vocês conseguem buscar documentação de forma ágil, tá? exemplo da semana passada, eu tive uma reunião presencial com um cliente e eu tava fazendo uma um call para ele de troca de ativos de renda fixa e ele começou a questionar o ativo que ele já tinha comprado, já tava na carteira há três anos. Ele começou a questionar a oferta pública do ativo, a rentabilidade, o juro que recebeu, o que que não recebeu. Um prêmio, a oferta dele teve uma perda de covenant. a empresa perdeu um covnant, teve que pagar um prêmio porque aumentou o risco e ele querendo saber se aquilo era recorrente, por que aconteceu, se aquilo foi legal. Falou e assim, eh, saber onde buscar essas informações de forma ágil, eh, demonstra autoridade pro cliente e passa credibilidade, tá? Então, assim, é legal ter muito isso em mente, entender

11:35 a lâmina para que quando vocês pegarem alguma situação assim, vocês consigam conduzir com tranquilidade, tá? poxa, não tem informação aqui, mas eu sei onde ela tá, eu sei onde buscar. E se for uma informação muito, muito, muito específica, aí realmente aí pede um timing, levanta a mão, fala: "Ó, isso aqui eu volto em algum num segundo momento com essa informação, mas tudo que vocês precisam em relação à oferta, a gente vai tentar cobrir aqui da melhor forma possível, tá? Eh, e amanhã será a vez de vocês analisarem a algumas lâminas, tá? Então, participem bastante e fiquem à vontade aqui para esclarecer as dúvidas, tá? Eh, eu trouxe algumas lâminas e aí, deixa eu ver se eu, deixa eu compartilhar aqui com vocês o material e deixa eu só ver uma coisinha

12:20 aqui que eu quero aparecer. Deixa eu ver assim fica legal. Eu acho que assim fica mais legal, que aí eu não cubro nada e eu apareço na lateral. Tem duas coisas aparecendo, eu e a lâmina, correto? É isso. Isso. Tá legível a lâmina ou o zoom ficou muito pequeno? Ficou pequeno. A lâmina não leg. Coloca a lâmina e você na tela igual você colocou semana passada. Assim. Deixa assim. Assim. Assim fica melhor. Bem melhor. Tá top. Beleza. Então vamos lá. Eh, e aqui eu vou dar um F11 para ver se ela fica a tela inteira. Quer ver? Deixa eu apertar. Mas ainda assim tem como dar um zoom na própria tela, professor. Do lado

13:06 de 150 ali, ó, clicando no mais, né? Ah, sim. Aqui, né? Ótimo. Ficou bom agora, né? Show. Perfeito. Perfeito. Então, pessoal, vamos começar aqui nossa análise. Aqui a gente vai fazer um pouquinho mais cadenciado, tá? Então, a gente vai dar uma passada pelos principais pontos da lâmina, tá? Eh, obviamente algumas coisas aqui são padronizadas, então não tem por a gente ficar não se deter tanto a algumas coisas, eh, como é a questão das descrições, tá? Então, assim, descrição, oferta pública, cara, isso aqui é um título, tá? Então aqui vai tá falando qual que é a oferta, eh, putz, quadragma quad 39ª. Então, assim, isso aqui é só o título mesmo, cabeçalho, né, para falar

13:52 de qual que é a oferta, né, eh, e qual que é a lâmina. Na prática, a empresa é a log, né, log properts, né? Eh, e aqui a gente tem essa oferta pública que a gente vai entender um pouquinho dela aqui ao longo da da leitura, tá? Que que é importante aqui a gente ficar atento? Opaia securitizadora, essa é a empresa que tá fazendo a securitização dos ativos. Ou seja, quaisquer informações que vocês precisarem depois, lá na no site da OPE, você vai ter tudo, tá? vai ter lâmina, vai ter fato relevante, vai ter, enfim, informações eh da sequência. Depois a gente pode até entrar no site da OPEIA para eu mostrar para vocês como que funciona lá dentro, a gente buscar algumas informações de ofertas passadas, tá? De emissões passadas. Mas a aqui é

14:38 aonde vocês vão achar tudo sobre essa oferta no futuro, eh, de forma fidedigna, tá? a como ela é mesmo que de fato aconteceu e toda a documentação que vocês precisarem, a OPEIA tem que divulgar isso. Ela é a securitizadora ali eh dentro da empresa, tá? Alertas. Acho que aqui, né, é um ponto importante e aí você vão ter as sessões ali onde vai tá descrevendo, né? Mas isso aqui com o tempo o cliente já vai tá meio que ciente, mas não deixem de colocar no discurso de vocês. E aqui tá muito claro, pessoal, qual que é os riscos que o cliente tem? Perder o principal, se tiver algum evento de defult ou algo do tipo, tá? Falta de liquidez, que aí é basicamente a questão de negociar no

15:24 mercado secundário, a velocidade com que ele vai conseguir converter esse ativo em dinheiro, tá? e dificuldade de entendimento. E aí isso entra em questão de precificação, questão de taxa, se é juro composto, se paga cupom, se não paga cupom. Então aqui eles já trazem de forma muito clara um alerta, né, na lâmina para você poder trazer essas informações, inclusive pros clientes. Quando a gente tiver na sessão quatro e aí a gente pode abrir o prospecto, a gente consegue ler um pouquinho melhor sobre esses riscos e como eles estão detalhados lá, tá? Lembrando que a lâmina é um resumo, tá pessoal? A lâmina é um resumo das informações essenciais, tá? Eh, então tudo que tem aqui, você vai ter o referencial do prospecto, que aí é um cara de 40, 50 páginas, eh, para

16:10 você poder ter todo o detalhamento da oferta, tá? Dificilmente você vai acessar o prospecto. Eh, na prática você vai trabalhar muito mais com a lâmina, tá? Mas, poxa, situações mais específicas, aí faz sentido dar uma olhada no prospecto. E tem também o material publicitário, tá? eh, que costuma ser um material um pouquinho mais comercial que eles fazem para oferta, falando um pouquinho da empresa e aí eles trazem algum view ali eh em relação ao projeto, a como eles vão usar os recursos de modo geral. Algumas ofertas têm o material mais completo, outras não. Eh, obrigatório, prospecto e lâmina de de informações essenciais, tá? Eh, aqui na prática a gente tem já trazendo um pouquinho dos do do ativo, né? os riscos estão em cima, mas

16:57 trazendo um pouquinho dos ativos e das séries, tá? Eh, então, poxa, a gente vai emitir um CRI. E aqui já diz muita coisa pra gente. Primeira coisa, o lastro disso é imobiliário. A Log é uma empresa de logística. Perfeito. Então, ela tem deve, né, tá tá enquadrada ali para poder fazer a emissão de um certificado de recebível imobiliário. Perfeito. A emissão aqui, como a gente leu lá, quadrigent 39ª. Beleza? Isso aqui não diz muita coisa. A série, isso aqui é importante, em até três séries, quando necessário tratadas como primeira, segunda e terceira série, respectivamente, observada a existência, a que a existência de cada série, bem como a quantidade de CRI a ser alocada de cada série, será definida no sistema de vasos comunicantes com base na

17:43 demanda apurada no procedimento de book building, tá? Então ela vão ter, vai distribuir isso aqui em três séries. Eh, e aí de acordo com o que ela tiver de demanda para uma ou para outra, ela vai distribuindo ali dentro de cada uma das séries, tá? Eh, perfeita, ofertante e emissor, aqui é a Opeia, né, que é a securitizadora, que é a empresa que vai cuidar ali da securitização e da emissão de um como um todo, tá? Ah, código de negociação proposto não vai ter aqui, isso aqui vai aparecer depois, tá? eh, quando já tiver negociação no mercado, eu nunca vi antes da de realmente ir pro secundário a gente já ter o código. Inclusive, é uma grande dificuldade que eu tenho, porque muitas vezes eu consolido alguns dados e é muito difícil você achar na oferta primária a o

18:29 código. Às vezes você tem só o nome da empresa ou às vezes tem só o código. Aí você tem que ir lá saber qual que é a emissão, tá? Então isso aqui é normalmente depois que vai ter o código. Com o código em mãos vocês vão ficar muito mais fácil para conseguir as informações, mas nesse período aqui vocês ainda não terão a esse código, tá perfeito? Dando sequência, pessoal, fiquem à vontade, tá? Qualquer aqui tá aqui tá mais uma leitura. Por enquanto não é uma parte que vai dar tanta dúvida, mas fiquem à vontade para contribuir ou tirar dúvida, tá? Quantidade ofertada, lote base. Então são 300.000 quantidades a R$ 1.000. Então, a gente tá falando que é uma oferta de 300 milhões, tá? Então, na prática, a primeira informação importante aqui que já vai vir mastigado para vocês, tá? Mas primeira informação

19:15 importante que vocês sempre vão precisar ter e aí lembra disso para amanhã. Qual que é o tamanho da oferta? Eh, isso é uma coisa que o cliente às vezes pergunta por questões de alavancagem, por questões de covant, tá? Eh, é importante ter esse número aqui, eh, saber qual que é o tamanho. Então, são R 300.000 1000 quantidades de R$ 1.000 cada uma, tá? Que é o PU inicial. Então esse aqui é o PU de emissão, tá? Vai sair em R$ 1.000. 98 ou 99% das ofertas sai com PU de 1000, tá? Quando a gente tá falando de crédito privado, tá, pessoal? Isso é meio que um padrão eh paraa oferta pública de um modo geral, tá? Tá? Pode, pode, pode falar, professor. Quem define esse, esse valor aí tanto da quantidade de, a quantidade

20:03 que vai ser ofertada quanto do preço, é a o próprio emissor, é a securitizadora. Quem é? É com base em quê? Também com base no patrimônio, no quê? Você tá falando o volume da oferta. Isso. Os 300 milhões ou os 300.000 quantidades. Os 300 milhões que dividido por R$ 300.000 dá R$ 1.000 cada, né? É isso. É de acordo com o projeto da empresa, tá pessoal? Que que tá acontecendo aqui? O que que é isso que a gente tá analisando? A log tá indo a mercado pedir dinheiro emprestado. Então a log tá indo buscar dinheiro com investidores no mercado. Quem são esses investidores? Podem ser quaisquer pessoas físicas, institucionais e inclusive bancos, tá? a gente vai entender ali quem são os coordenadores, se tem garantia firme,

20:49 eh, e como que é, como que vai ser a a o trabalho de distribuição, mas na prática, a log tá indo ao mercado pedir dinheiro emprestado. Quanto que ela tá pedindo? 300 milhões, tá? Então, houve uma análise de crédito por parte dos coordenadores da oferta e eles entenderam que faria sentido fazer essa oferta de 300 milhões por melhores esforços ou com garantia firme. O fato é, a log quer 300 milhões, ao longo dessa lâmina, ela vai dizer para que que ela precisa disso. Poderia ser de qualquer valor. A empresa tá pedindo dinheiro emprestado no mercado e ela contratou bancos para poder ajudar ela a captar esse dinheiro, tá? Então isso aqui vai variar de acordo com o projeto, necessidade da empresa, capacidade dela de tomada de risco. Às vezes ela não pediu 300 milhões, às vezes ela pediu 600. E aí o banco coordenador falou:

21:36 "Não, 600 não, 300 eu consigo 300 pelo nível de alavancagem que você tem, dependendo aqui, 300 milhões pode ser possível, mas hoje, do jeito que você tá, 600 milhões o mercado não vai captar, vai ficar muito arriscado, você não vai ter covenant". Então assim, é um é um é um projeto de negócio que é feito antes de chegar nessa etapa. Aqui já foi definido e eles vão tentar buscar esses 300 milhões, mas aí tem mais a ver com o projeto da empresa, tá? A gente deve chegar nisso, tá? Ao longo da leitura da lâmina já deve ter a destinação dos recursos ali pra gente, tá bom? que aí vai detalhar um pouquinho melhor por 300 milhões e para que que ela quer e o que que ela quer fazer com esse dinheiro. Perfeito. Beleza. Não é não é tipo Shark Tank não, né? Que a pessoa chega lá e fala o valor

22:22 que quer pelo porcentagem que quer. Não tem todo estudo aí é o pior de ação. Aí peor de ação que é tipo Shark Tank. Aqui é dívida, né? Então assim, bem bem legal esse exemplo, tá? Que que é o Shark Tank ali no final do dia? O cara fez um valuation da empresa dele, tá tentando vender pro porque é no final, pessoal, todo o processo de mercado financeiro é um processo de transferência de risco, tá? Eh, então, Shark Tank é o se money, é tipo assim, eu tenho uma ideia e eu vou te vender essa ideia. Quanto que você vai dar de lucro? Não sei, eu acho que vai dar tanto. Eu vou fazer um PowerPoint bem bonito para poder te convencer o máximo possível de que aquilo vale o máximo que eu de dinheiro que eu puder ter por aquilo. Só que quando eu tô indo no Shark Tank, eu tô eu tô arrecadando, angareando sócios. São pessoas que vão assumir o risco do

23:08 negócio dar certo ou errado comigo. Perfeito. E aí é um IPO, aí não chega a ser um IPO porque não é uma oferta pública, é uma oferta privada, tá? Mas a a oferta pública a diferença que em vez de ofertar para alguns para algumas pessoas específicas, eu tô ofertando pro mercado todo, né? Só que é isso. No IPO de ações é a mesma coisa. Eu vou falar contigo que a minha empresa vai multiplicar o capital dela por 40 vezes nos próximos 2 anos. E putz, aí é cada um acreditar ou não naquele projeto. Eh, e o tanto que cada um investigou ou não aquele valuation. Óbvio que tem um do diligence por trás. Eh, óbvio que tem uma empresa por trás fazendo um valuation inicial pra gente poder ter uma um cheiro do que que realmente vale. Mas quando a gente tá falando de oferta de ações, é isso. Eu tô te vendendo um

23:56 projeto de risco, você vai entrar comigo, se der errado, você vai perder dinheiro junto comigo. Aqui não, aqui é emissão de dívida, tá? Então aqui a Log tá falando, eu vou te pagar. Eh, e ela vai dizer pra gente também ao longo dessa lâmina aqui se ela dá garantia ou não, quais são os covnants, que também são uma espécie de acordo de limitação de crédito, tá? de risco de crédito e os coordenadores também avaliaram o nível de risco. Então aqui ele tá te dizendo quanto vai te remunerar, que inclusive é a é o próximo quadro que a gente vai ler aqui, ó, taxa de remuneração das três séries, tá? Então, na prática, eh, as duas são ofertas, as duas têm risco, mas de um lado eu tô angando sócios que vão assumir o risco de dar certo ou de dar errado junto comigo. Quando eu tô fazendo uma oferta de ações, quando eu tô fazendo uma

24:42 oferta de dívida, que é o nosso caso aqui, eu tô pegando dinheiro emprestado. Então, tô te dizendo que eu vou te pagar depois por uma taxa específica. E aí que entra na parte interessante. Se o meu projeto der muito certo e eu tiver e a minha empresa multiplicar por 40 vezes, você é um credor. Eu vou te pagar só o que eu combinei contigo. Ao passo que se der errado, eu também tenho que dar um jeito de te pagar. Eu vou ter que dar uma, de alguma maneira, eu vou ter que arrumar uma forma de te pagar, porque eu te falei que eu ia te pagar aquilo ali. Então é uma forma de entrar na na empresa como credor, é um nível de risco menor, tá? Estruturação de capital, que que você tem? o ativo da empresa, você tem o e você tem o capital de terceiros, que pode ser credores, que é o caso de quem entrar nessa oferta de log, e você tem os acionistas ali, o patrimônio líquido da empresa, que é o caso de quem comprou

25:28 as ações, tá? Então a a distinção é basicamente essa, tá? Aqui eu tô falando de crédito, no caso aí ele se torna uma obrigação, né, da empresa. Perfeito. Perfeito. Fica nas obrigações da empresa. Ela tem que pagar. Putz, vai ter garantia, não vai ter garantia dos sócios. aconistas. Se a empresa vier por água baixo, enfim, eu vou junto. Vai junto. Exato. Você assume o risco do business. Quando você entra como sócio, você assume o risco do business. E o brasileiro, ele tá começando agora a ter cultura de investir em crédito, tá? Eh, eu pego muito cliente que às vezes tá caçando a tal da empresa pagadora de dividendo e aí eu, putz, cara, você quer empresa pagadora de dividendo? Por quê? Você tá fazendo um projeto de construção de capital ou você quer viver de renda? Ah, não, eu quero viver de renda. Mas

26:13 agora então você tinha que ter começado a fazer sua carteira de dividendos há 20 anos atrás. Não, agora se você quer viver de renda agora, você não vai procurar uma carteira, uma empresa de pagadora de dividendo. Você vai procurar um ativo gerador de renda. Porque a empresa ela não tem, ela não tem obrigação de te distribuir dividendo. Ela não tem obrigação de dar lucro, ela não tem obrigação de dar renda. Então, se você quer ter renda para se aposentar agora com o patrimônio que você tem agora, o escopo de alocação seriam ativos que geram renda agora, que tem obrigação de te gerar renda agora. carteira de dividendos, crescimento de capital. Isso é uma construção, um processo ao longo do tempo que você faz ao longo de anos de investimento e reinvestimento, né? Se você entra agora, você não tem garantia nenhuma que você vai receber dividendo de 10, 8, 9% ao longo do próximo ano, né? Enfim. Eh, eh,

26:59 então o brasileiro tá aprendendo a ter carteira de renda com outros ativos no mercado financeiro, inclusive crédito privado e fundos imobiliários são excelentes veículos para isso. Frederico, pois não. Você falou aí em car eh em carteira ativos que geram renda. Que tipo de ativos seria? Esse que a gente tá analisando é um deles. É um ativo que gera renda. Oi. Eu dei uma viajada aqui. É só só pra gente contextualizar, tá? O que? Sim. Pois não. Pode concluir. Não, não pode falar. Não pode isso não. Só ia contextualizar. O que que é gerar renda? Gerar renda é eu comprar um ativo e esse ativo me remunerar juros na minha conta.

27:45 Ele pagar, ele me pagar alguma coisa, algum lucro de fato financeiro, tá? Isso é um ativo que gera renda. Isso é gerar renda, tá? O que que é ganho de capital? Mercado financeiro você ganha de duas formas, né? Renda e ganho de capital. O que que é ganho de capital? É quando o ativo valoriza, eu compro ele por 10 e vendo por 12. Um fundo imobiliário, eu posso comprar ele por R$ 100 hoje e vender ele por R$ 100 daqui 10 anos. Só que todo mês ele me pagou R$ 1. Então ele me pagou 1% ao mês durante 10 anos, mas lá na frente eu vendi ele por R$ 1. Então eu tive zero de ganho de capital, mas eu tive anos e anos e anos e anos de ganho de renda mensal, tá? Eh, gerar renda é isso, é o é o ativo te remunerar na conta corrente, tirar o dinheiro da empresa ou do fundo ou da dívida e o

28:30 dinheiro entrar na tua conta corrente. Isso é isso é o que eu tô chamando de renda aqui, tá? Frederico? Posso fazer uma contribuição rapidamente, por favor? Eh, aqui, ó, por exemplo, na ressutica que eu trabalho, a gente tem uma uma carteira de ações com foco em renda. E aí, como que é a estrutura dessa carteira? Ela busca trazer grandes empresas que já têm a robustez no mercado financeiro e que já são capazes de gerar uma uma um caixa, né, vamos dizer assim, uma distribuição de dividendos atrativo, ou seja, o valor de dividendos que você recebe é um valor atrativo. Então, essa geração de renda é aquele valor que você recebe na sua conta disponível para você usar da forma que você quiser, né? não é um

29:15 rendimento, por exemplo, de um CDB que rende lá dentro da aplicação. Se você quiser usar aquela aquele rendimento, você tem que resgatar, pagar o imposto de renda, por exemplo, né? Então, quando a gente fala em geração de renda, basicamente é isso, de preferência uma renda isenta de imposto de renda, como é o caso dos dividendos recebidos por ações, como é o caso dos dividendos recebidos de FIS, né? ah, como é o caso da dos cupons recebidos aqui de de CRIS, CRAS, né, que pagam cupons de de eh debentures também que eventualmente distribuem. Então, por exemplo, uma carteira de ações que distribui dividendos, ela vai trazer várias várias empresas dentro dela em que a periodicidade de pagamento desses dividendos se alternam. Então, poxa, vai ter uma empresa que paga anualmente, uma outra empresa que paga a cada três

30:02 meses, uma outra empresa que paga seis a cada 6 meses e assim por diante, a cada 4 meses. Então, se você tem um montante hoje, eu tenho 50.000 eh eh Frederico para investir nessa carteira hoje. Se eu aplicar distribuindo em todas essas empresas hoje, eu vou levar um tempo para que eu passe a receber a cada data de pagamento que essa empresa divulgar. Porque normalmente quando as empresas divulgam, por exemplo, a data de pagamento de de um dividendo, ela tem uma data com que é uma data de corte limite para quem tem ações daquela empresa possa ter direito a receber. Algumas datas elas pegam datas anteriores, por exemplo, de quando eu entrei. Então, ah, vai ter algumas empresas dentro dessa carteira que eu entrei hoje, que eu comprei hoje, que

30:48 vai distribuir dividendos daqui dois meses, outra daqui 3 meses, outra daqui 6 meses, que eu não vou participar dessa distribuição, porque a data de corte para ter direito de receber essas essa esses dividendos ficou lá atrás. Eu não era dona das empresas ainda, então eu não vou participar, não vou receber. Então veja que em alguns casos como esse que o o Hugo falou aqui, por exemplo, geradora de dividendos e ações, eu tô citando aqui um exemplo, você mesmo que você tenha o dinheiro ali disponível, você não vai começar a receber a renda que essa carteira pode te gerar de imediato. Você vai demorar a ter uma recorrência no recebimento de dividendos que essas empresas podem gerar para você, entende? Então, por isso que as eh é importante que a gente entenda qual que é de fato o principal objetivo do

31:34 cliente para que você faça uma locação adequada para ele, para que você faça uma sugestão de uma carteira geradora de renda que seja adequada para ele. Se às vezes ele precisa, precisa já de imediato, ah, é um cliente de 70 anos que já tá aposentado e já quer aumentar essa renda que ele recebe, ele tem um recurso disponível, então ele precisa de renda já, já a partir do próximo mês, por exemplo. Aí você precisa partir para uma carteira, para ativos que já dê essa possibilidade dele começar a receber já a partir do próximo mês, uma carteira difícil, por exemplo. Mas aí entra um outro ponto. Qual que é o apetite a risco desse cliente? ele suporta ver a volatilidade do dinheiro variando para cima e para baixo todos os dias. Então tem tem tudo isso que precisa ser

32:20 analisado na hora de você estruturar isso pro cliente. E crédito privado entra também nso daqui, né? Eh, tem volatilidade, tem, é, é, por mais que seja renda fixa, é importante passar passar isso pro cliente. O dinheiro dele vai variar por conta da marcação ao mercado, mas aí você tem que sentir do cliente qual que é esse nível de risco dele. Dá para ir pra renda variável? Não dá para pisar, mas pisar um pouquinho. Qual que é o tamanho da exposição? Dá para me trazer crédito privado, entende? Dá para você ir ajustando isso conforme você sente do cliente, conforme você conversa com o cliente. Às vezes o cliente fala que é arrojado, mas no primeiro impacto já apavora. Tem que ter esse cuidado que gente fala arrojado, você não sente muita segurança, experimenta botar um um dedinho assim de

33:05 crédito privado. Não precisa pra renda variável não. Põe um dedinho de crédito privado para ele ver como é que ele se comporta na primeira marcação negativa. Bota, bota uma bezinha, bota uma bezinha para rodar lá. E o próprio cliente traz isso também pra gente, né? Desculpa, o Lucas tá com a mão levantada, mas é só para fechar o comentário da Catrine. Meu último cliente que eu atendi agora antes de vir embora, ele tem quase 70 anos e o e ele tava falando: "Ah, tô querendo brincar na bolsa". Apetite agressivo ao extremo. Então assim, às vezes você fala: "Ah, quase 70 anos tá num momento mais conservador", né? Então, é importante a gente ter essa escutativa, eh, porque por mais que o perfil esteja ali, talvez o cliente vai

33:52 ser o seu termômetro, ele vai dizer: "Meu apetite é esse, eu tenho, eu comporto isso, né?" Então é, é só para complementar, o cliente dá a resposta pra gente, realmente. Exatamente. E tu pode ir sofisticando o cliente conforme for, né? Através de educando ele, né? É, ele quer logo recebimento de renda, ele só visa a renda variável. Aí tu pode mostrar renda fixa que tem essa oportunidade, vai sofisticando o cliente conforme ele vai aprendendo cada vez mais, né? Exatamente. Grande parte do seu papel, inclusive, tá, Lucas? E é exatamente trazer essa sofisticação, trazer esse dia a dia pro cliente para ele ir compreendendo e eh investimentos mais sofisticados e consiga ter uma

34:38 carteira mais sofisticada que atenda melhor os objetivos dele, tá? Perfeito, Catrina. Acho que você ia trazer mais um complemento. Eu falei por cima, desculpa. Não, eu só ia mencionar que eu ia falar exatamente isso. Não é porque o cliente hoje ele mostre uma versão a risco muito grande que você não pode ir educando ele, preparando ele, explicando como é que funciona o mercado e para que ele vá aceitando, né? Aqui, por exemplo, na na V7, a gente trabalha muito isso. Maioria dos clientes, que a nossa gama de clientes aqui é uma é uma quantidade de clientes que eles se consideram 100% conservadores, mas a partir do momento que você explica os objetivos de cada carteira, o objetivo daquele tipo de investimento, ele começa a aceitar, não faz sentido. Se eu não vou usar o dinheiro agora, eu não tenho que me importar com a volatilidade de agora. Eu tenho que me importar em

35:24 construir patrimônio para lá na frente ele me gerar renda. Então ele começa a mudar a mentalidade, tá? Isso aí. Boa, Beatriz. Você tá com a mão levantada. Eu não sei se o que você disse era o que você gostaria ou se tem alguma outra pergunta. É uma pergunta mesmo, tá? Eu fiquei com à vontade que eh em relação ao juro de capital próprio, tá? N o juro de capital próprio, ele é somente em venda em mercado secundário? O juros de capital próprio é somente em mercado secundário. É o juro sobre capital próprio, ele éável em ações, no caso. É na é porque tava falando da oferta, né? Aí você falou que ele tem a questão do juros de capital próprio. Eh, não,

36:10 são coisas diferentes. Deixa eu tentar reformular. a oferta pública, ela vai estar relacionada a uma captação de recursos que a empresa quer fazer. É a empresa querendo captar recurso, tá? Então, toda vez que existe uma oferta pública, tem alguém indo pro mercado, indo a público, tá, para captar dinheiro. E ele vai trazer um projeto de investimento para essas pessoas avaliarem e e investirem, tá? Existem algumas formas de fazer isso. Eu posso captar recurso via ações. E aí vamos pensar na log properties aqui, que é a empresa que a gente tá em tela, só pra gente contextualizar, tá? Eh, a log Properts, cadê? Onde é que tá o nomezinho dela? Bonitinho

36:57 aqui. Hum. Tá. É, é esse cara aqui, ó. É a loginho, né? Tinha algum lugar que eu vi aqui o nome dela bem lá na aí embaixo. Aí, ó. Aqui, ó. a Logical Properties Participação SA, tá? Eh, essa empresa quer captar recursos, ela pode fazer isso de duas formas, ela pode angarear novos sócios para entrar no projeto dela e aí vai ser uma oferta pública de ações, tá? E aí eu já vou chegar no juro sobre capital próprio, tá? Mas só para contextualizar a oferta pública primeiro. Então ela pode captar através da distribuição de ações. E aí esses 300 milhões, por exemplo, se fosse uma captação de ações, quem entrasse nesse projeto estaria assumindo o risco da empresa, entraria como sócio da empresa.

37:44 E aí essa pessoa teria direito de receber dividendos e juros sobre capital próprio sobre as ações que ela possui na medida em que a empresa distribuísse isso ao longo da vida da empresa, tá? Isso é um ponto. O juro sobre capital próprio, ele é um provento que você recebe como acionista da empresa. Perfeito. Tá. Ótimo. Quando a a props ela resolve captar recursos via emissão de dívida, os juros que ela te paga na dívida é um juro que ela vai te remunerar sobre esse ativo de dívida. Então ela você ela tá você tá emprestando dinheiro para ela e ela tá te dizendo: "Vou te pagar, vou te pagar quanto?" Aí aqui ela tá te dando

38:32 três opções de formas para você poder receber esse recurso. Vou só tirar um pouquinho o zoom pra gente conseguir ler total aqui, tá? E aí aqui, Beatriz, é um juro sobre a dívida, tá? Não é um juro sobre capital próprio, não. É um juro de dívida mesmo. É um custo de caixa financeiro que a empresa tem, tá? Eh, e aí ela tem que te pagar esse juro porque ela ela você é credor dela, tá? Aliás, é, você é credor dela. Exatamente. Ou ela é sua criedora. Não, ela que é sua credora. Não, você que é credor. Você que é credor. Eh, e aí você tá emprestando dinheiro para ela, tá? Então você vai receber esse juro sobre a dívida. O juro, então só retornando, juro sobre capital próprio é pago para os acionistas como proventos, para os

39:18 acionistas como proventos por uma estratégia financeira da empresa, tá? E aí existem algumas formas de a empresa remunerar esses juros e ter uma questão fiscal privilegiada, porque o juro vai ter imposto só na pessoa física, não tem na PJ. E aí rola um diferimento até um certo limite que a empresa tem para fazer isso. Então é uma forma da da empresa remunerar o acionista de uma forma um pouquinho mais barata pra empresa. Eh, e aí ela tem um limite ao ano que ela pode fazer isso. Então empresa muito lucrativa, ela faz a o juro da dívida. A empresa paga pro credor que comprou o título de dívida. Perfeito. Que é produto dessa oferta pública que a gente tá avaliando na tela agora. A gente está avaliando uma oferta pública de dívida. A a Log,

40:07 ela tá emitindo uma dívida de 300 milhões do mercado e ela quer dinheiro emprestado. Quem vai emprestar? A gente e todos os investidores que acharem interessante essa proposta. Perfeito. Tá. E aí no caso agora trazendo paraa nossa atividade de recomendação, eh, a gente vai ver o que o que o que o cliente quer. Por exemplo, ele quer ações ou ele quer dívida. Até porque ações ele não vai correr risco de crédito, né? Só a diferente porque ele é comprou o risco da empresa, né? Ele Sim. E nesse ele já corre, então depende do que ele tá buscando. Isso. Risco da empresa. Você corre nos dois casos. Tá? A diferença é que um risco é depois do resultado operacional, o outro risco é é

40:55 antes, é depois do é o último lá na fila, né? A empresa tem um resultado aqui, ela faturou, pagou todos os custos dela, pensando numa linha de balanço, tá? Numa DRE aqui. Então, a empresa faturou, vendeu o produto que ela vende, o serviço, cobriu todos os custos dela, chegou no lucro operacional. esse lucro operacional, primeira coisa que ela vai fazer com esse lucro operacional é pagar dívida. Então, o teu risco na linha do balanço tá lá em cima quando você é credor, mas você também tem o risco da empresa, porque se ela der prejuízo, ela não te paga. E aí você vai entrar numa outra questão que são as garantias. Só que o teu risco é o risco de crédito quando você empresta dinheiro. Então, a empresa tem que dar um jeito de te pagar. Se ela não lucrou, ela vai ter que queimar caixa, vai ter que queimar patrimônio líquido. De alguma forma ela

41:41 vai ter que encontrar e te pagar. Ela só não vai te pagar em última instância. se ela quebrar mesmo ali, enfim, tiver uma situação extrema, tá? O acionista não, o acionista depois que a empresa pagou o credor, ele pagou o credor, vai pagar o governo, vai fazer mais um monte de outras coisas que tiver que pagar de contribuição social e aqui no final vai ter o lucro líquido. O acionista entra aqui embaixo no lucro líquido, tá? é desse lucro que o acionista participa. E mesmo assim, se a empresa decidir não distribuir naquele ano, esse lucro líquido, ele pode ser reinvestido na própria empresa e ela não distribuir nada naquele ano. Tem uma algumas regras ali de 25% ali de de remuneração, mas dentro do estatuto também não necessariamente a empresa teria que fazer a distribuição, tá? Então, pessoal, só pra gente conseguir se deter

42:27 no fórum, porque eu acho que a gente tá expandindo um pouco demais as dúvidas, tá? Eh, e aí, só pra gente não se perder do que que a gente tá falando hoje, tá? Eh, as dúvidas que vocês estão me trazendo tá mais relacionada a estrutura de capital, tá? E a estrutura de capital da empresa é é uma é uma separação de estratégia financeira para captação de dívida, tá? O que eu quero entender aqui? Está claro para vocês que essa lâmina que tá na tela é uma lâmina de emissão de dívida. é um ativo de renda fixa que o que o cliente vai contratar e o cliente eventualmente topando entrar nesse investimento que a gente tá analisando, porque estão surgindo algumas dúvidas em relação a ações e distribuição de proventos que tem mais a

43:12 ver com com estrutura de capital. Eh, e aqui o nosso objetivo é analisar uma lâmina onde a log tá emitindo uma dívida só pra gente não se perder muito e vocês não conseguirem entender o conteúdo da aula de hoje, tá? Essa parte tá claro que a gente tá avaliando uma emissão de dívida que pro cliente, pro investidor é um ativo de renda fixa que ele vai investir na carteira dele. Isso tá OK, né? Tá todo mundo nessa mesma página. Perfeito. A gente não se perdeu disso. Ótimo. Só pra gente não ir muito longe e se perder aqui do que a gente tá tá falando a no foco da aula, tá? Eh, então perfeito. Então agora dá para dá para deixar todas as dúvidas esclarecidas sobre o perfil do cliente, tá? Você perguntou. Ah, o cliente muitas vezes

43:58 ele já vai ter ali a carteira dele diversificada e você já vai ter se ele vai est comprado em ações ou não, tá? Quando você chega com uma oferta pública pro cliente, normalmente ele já é seu cliente, então ele já tem um portfólio alocado. E aí você tá levando essa oferta pública porque você já entendeu que essa oferta vai fazer sentido pro portfólio dele, tá? Eh, dificilmente você vai pegar um cliente do zero, que não tem nada com você e vai trazer uma oferta pública de cara, porque as primeiras conversas com os clientes são basicamente mapeamento, entender perfil, eh entender carteira. Oferta pública é aquele cara que você já trabalha com ele. Normalmente você já vai ter até uma reserva de oportunidade para isso, aguardando uma oferta pública que seja boa para você trazer. E aí, o que que você vai distinguir na oferta pública para esse cliente quando a gente tá

44:44 falando de oferta pública de renda fixa? Qual o tipo de remuneração que vai fazer mais sentido para esse cliente? Que aí, antes de abrir a palavra para quem levantou a mão, eu vou só evoluir mais um pouquinho na leitura da lâmina aqui, mas eu já escutei o blip aqui de pessoas levantando a mão e eu já vou dar a palavra, tá? Mas só pra gente falar um pouquinho das remunerações e aí conversa muito com o que você trouxe, tá, Beatriz? Qual qual série eu vou ofertar pro meu cliente? Qual série vai fazer mais sentido pro meu cliente? Eh, isso vai ter a ver na prática, tá, com o estilo da carteira e com o tipo de remuneração que a gente tá buscando. Então, a gente tem três séries aqui. Primeira delas, vamos junto aqui, juros remuneratórios. E aí, lembrando, esse juro é da dívida, tem a ver com o CRI,

45:29 tem a ver com o investimento de renda fixa, tá? Que vão ser definidos no procedimento de book building, eh, e em qualquer caso limitados a 99% ao ano, tá? Base de 252 dias úteis da taxa DIculados de forma exponencial cumulativa própata tempóis por dias úteis decorridos desde a primeira data de integralização ou a data de pagamentos remuneratórios do CRI. O crito é uma data de início de remuneração, tá? Eh, isso fica dentro do cronograma. Então, o que que ele tá dizendo aqui pra gente? Trocando e depois, tá, pessoal? Isso aqui vai vir mastigado para vocês, tá? Aqui na aula a gente tá olhando no detalhe dentro da lâmina, mas isso aqui já vai vir para vocês assim, vai ter booking, a remuneração máxima é 99% do di, tá? É

46:16 isso que vai vir para vocês. Então aqui, basicamente, o que que ele tá dizendo pra gente? que ele vai ter uma remuneração que vai ser feito booking, só que o máximo que vai ter nessa remuneração 99% da taxa DI, tá? Então é um pós fixado, não tem aquele LCI 99% do DI, 95, 98. Esse cara aqui é um concorrente dele. Diferença é que esse aqui não tem FGC. Então aqui ele tá falando que a primeira série é um pós fixado, 99% do di. Perfeito. Então, o cliente que tem pouca, tem muita versão a risco de mercado, mas que consegue tomar risco de crédito, é um produto que faz sentido. E olha, e vejam bem o que eu trouxe. Cliente que tem muita versão a risco de

47:02 mercado, ou seja, ele não gosta de ver a carteira chacalhando, mas ele é um cliente que ele até aceita risco de crédito, ou seja, ele confia que a log vai pagar ele. O que que ele não quer? Ele não quer a carteira dele chacalhando. Então aqui é uma dívida pósfixada. Isso aqui chacoalha pouco. Então isso aqui na carteira vai dar um chacalhão muito pequenininho, praticamente zero. Nulo. Não pode falar que é nulo porque tem mercado secundário. Tudo que tem mercado secundário pode ter um surto em algum momento. Pode vir alguém vendendo qualquer preço e pode dar uma marcação ali negativa, uma marcação ruim, tá? Mas é um ativo que na Cuba vai marcar muito pouco, quase nada. E a mercado também tende a marcar pouco, tá? Então isso aqui é pro cara que não quer chacoalhão na carteira, mas é não é um cara conservador porque ele tá tomando risco

47:47 de crédito, tá? Sempre lembrar disso. Não é só risco de mercado que o cliente toma. Perfeito. Primeira série. Segunda série, a gente tá falando de juros remuneratórios definido no Book Buildy, 101% da taxa DI. Então esse cara aqui, ó, é um cara, a segunda série vai pagar mais, pô. Mas, pô, óbvio, então, que a segunda série é melhor, né? Aí vamos ver as outras características, porque alguma coisa tem, ela tá pagando mais por quê? O prazo é maior, normalmente porque o prazo é maior, tá? Normalmente é isso, mas ao longo da da leitura a gente vai entender porque que a segunda série tá pagando 101% do di. Lembrando que isso é a taxa máxima, tá pessoal? Não é garantido. Ela ainda vai passar pelo processo de bookaring, tá? E aí na

48:34 medida que tiver o processo de book building, que a gente vai falar um pouquinho sobre ele ao longo da da leitura, a gente vai saber qual a taxa e como o cliente vai ofertar, tá bom? E por último, a última série, processo de book limitados a maior entre A e B a seguir. Então, a taxa correspondente a taxa DI, conforme cotação verificada no dia útil da data de realização do procedimento debooking, dias úteis divulgados pela B3, Nossa Senhora. Vamos lá. DI Janeiro 31. Então, DI faca 31. Que que esse cara vai dizer? Acrescida de uma taxa exponencial de 010. Então, esse cara ele vai te pagar lá no dia do book building a melhor taxa. E aí vamos ler

49:20 junto aqui, ó. Limitados a maior taxa entre janeiro de 31 apurado no dia do booking. Então, é a taxa do DIUR. de 2031. Código dele DI1 faca 31 na data do Book Building acrescido de 010. Então, se lá no dia do Book Beauty DI 31 ele tiver 14 o e o Book Bey fechar na taxa teto, vai sair 14.10. Beleza? Vamos supor que no dia o Ah, não, aí vai sair a 14.30, desculpa, ou 14.30. Então, na taxa teto, se sair na taxa teto, a remuneração mínima do cliente é 14.30, tá? Ou o DI + 010. Que que eu

50:09 quero dizer? Se o DI,50, o cliente vai receber 14.16, porque ele vai receber a melhor taxa entre as duas. E aqui, pessoal, é o momento de maior dúvida do do da coisa do book building na hora que a gente chegar lá, tá? é a melhor entre desde que saia na taxa teto, tá? A oferta ela pode não sair na taxa teto e aí essa condição não será a condição de emissão, tá? Mas eu vou chegar lá, mas gravem bem essas informações aqui, ó. É o melhor entre DI janeiro de 2031 + 010 ou 1430 préfixados. Então, a terceira série é uma série pré-fixada para renda fixa, o ativo mais

50:56 agressivo que temos, porque ele é totalmente pré-fixado, então ele tem uma exposição e uma sensibilidade a juros muito alta, tá? Ele não garante inflação, ele só garante a taxa que você contratar, que será alguma coisa entre 14:30, e o DI de janeiro de 2031, se ele for maior do que isso, desde que saia na taxa teto, eu já vou chegar nessa questão da taxa, tá? Do da forma de remuneração. Então aqui, montante fechado, 300 milhões, não tem lote suplementar, não tem lote adicional, tá? Que que isso quer dizer? Normalmente as empresas podem ter um lote adicional de 25% ali, tá? Eh, ou suplementar de acordo com regras específicas. Se não tem nada disso, é 300 milhões e ponto

51:42 final. Não vai ter, se tiver uma sobredemanda, não tem como ela botar um pouquinho a mais e pegar um pouquinho a mais. Mas tem vez que tem ali um lotezinho adicional de de 25% a mais, que aí a empresa consegue pegar um dinheirinho extra. No caso aqui seria 375 milhões se ela conseguisse pegar 25% a mais, né? Então, teria um plus ali para evitar rateio na oferta. Perfeito. Eh, deixa eu ver aqui como que a gente tá de chat, pessoal. Tem alguma dúvida no chat aqui que eu possa responder? Só para eu Tá tranquilo. Perfeito. Felipe colocou o código pra gente. É isso aí. Faca 31 é janeiro, tá pessoal? Porque a gente já fala faca que é o janeirão. É o que mais usa, tá? Muito

52:28 difícil você ir para outro mês ali. Normalmente a referência vai ser sempre janeiro, mas esses são os códigos do mercado futuro. Então se você digitar lá DI1 F31, vai ser o código de janeiro. Beleza? Ah, mãos levantadas. Tinham algumas mãos levantadas. Eu não sei se quando eu falei da remuneração eu já esclareci as dúvidas, eh, ou se quem estava em dúvida ainda quer levantar a mão de novo e, e trazer a dúvida. Mas agora é a hora. antes da gente continuar. Nop, deixa me falar aqui. Ah, por favor, por favor. Eh, quando você estava falando com a Beatriz sobre o juro sobre o capital polic, tá? Tá

53:14 bom. Questão é o seguinte, se ele não distribui remuneração naquele ano, se ele distribui no ano corrente que ele arrecadou, é, esqueci o nome, ele é lucro de exercícios anteriores, não? Aí ele distribui para os acionistas, no caso. Aí ele distribui por meio de juros sobre capital próprio. Aí isso é como ele falou para alguma questão ali de estratégia contábil em fins fiscais. Mas o juro, a pergunta é o juro sobre capital próprio, se ficar de um ano pro outro, eh, ele vai, ele paga dividendos

54:00 de qualquer jeito, né? Imposto de renda, no caso. Então, pera aí. Lembrei, lembrei a pergunta. Os dividendos ele não paga imposto de renda. O juro, capital próprio, ele paga imposto de renda. que a pergunta é a seguinte: se o juro, se os dividendos ficarem pro outro ano, ele reinvestir no caso e ficar pro outro ano esses esse esses dividendos, ele não distribuir, se ficar pro outro ano, se torna juro sobre capital próprio. Isso não. Juro sobre capital próprio é o é o que o próprio nome diz, tá? A empresa tem lá uma reserva de capital de 100 milhões. Aquilo gerou um juro, porque aquilo tá alocado em algum de alguma maneira e a empresa vai distribuir dividendo a distribuição de

54:46 lucro. Ou distribuiu ou não distribuiu. Ah, tá. Então aí é a definição da empresa. Eu tenho tá totalmente separado. Isso é exato. São duas formas diferentes de distribuição de proventos e a empresa vai definir, ela vai tentar distribuir da melhor, da forma mais eficiente possível, tá? Mas isso vai de cada empresa, de estratégia financeira específica de cada empresa, porque tem muita questão fiscal específica de setores também, tá? A empresa às vezes pode definir que ela não vai distribuir, vai bonificar, por exemplo, tá? Eh, então assim, tem várias formas da empresa remunerar o acionista, tá, pessoal? Eh, e aí vai depender de casos específicos de como cada empresa prefere trabalhar. E tem empresa que prefere nem pagar dividendo. Waren Buffet mesmo é um cara que não gosta de pagar dividendo,

55:31 que ele acha que o dinheiro tá mais bem investido com ele, tá? Eh, mas perfeito, pessoal. Vou fazer só um pedido, eh, pra gente tentar manter o fórum em ofertas públicas. Eu sei que são muitas, mercado financeiro é muito amplo e uma coisa acaba desencadeando em outra, mas só pra gente não perder o foco, porque às vezes para alguns alunos pode estar muito claro, mas quando a gente começa a falar de juros de dívida, depois juros sobre capital próprio, remuneração do acionista, remuneração do credor, isso pode tornar um pouco confuso o entendimento do que que a gente tá falando aqui na aula, tá? Então, peço encarecidamente, só pra gente tentar manter as dúvidas em cima do fórum de hoje. Eh, e obviamente a gente tendo espaço no final da aula, a gente pode tratar assuntos mais amplos,

56:17 tá? Mas só para não ficar disperso o assunto, tá? E a gente conseguir realmente cobrir o conteúdo de uma forma didática, em que todo mundo consiga estar na mesma página no final da aula. Podemos combinar isso? Só para não não o assunto não fugir muito do tema central, beleza? Vou entender um sim como todo mundo. Obrigado pela compreensão, pessoal. Vocês são sensacionais. Francisco, contigo a palavra. Boa noite, Hugo. Eh, só uma dúvida, essas séries dos Cris, eh, elas têm quantidades específicas dentro da da oferta, vamos supor, tem 300.000 quantidades ali, né? Eh, dessas 300.000, elas são divididas nessas

57:03 séries. Como isso é feito? Isso é o que tá descrito aqui, ó. Ela ela dá esse ela dá essa possibilidade, tá, de cada uma das séries, mas ela vai ela vai distribuir na prática na medida que tiver a demanda em cada uma delas. Ela tá disposta a tomar eh dentro dos dentro da quantidade que for que for tomada pelo público, tá? Que aqui, ó, ela vai fazer emissão em até três séries, mas se todo mundo pegar uma, é uma, se todo mundo pegar duas é duas, né? quando necessárias tratado como série 1, 2 e 3, respectivamente. Observado que a existência de cada série, bem como a quantidade de cria a ser alocada em cada série, será definida em sistema de vasos comunicantes com base na demanda apurada

57:48 no procedimento de booking. Então, vai depender do quanto o mercado quer e como o mercado quer tomar. Ela meio que tá te dando as opções, entendeu? Ela quer 300 milhões. Como que vocês vão tomar isso? o mercado meio que vai definir, que vai trazer eh essa dimensão para ela e aí de acordo com isso, ela vai distribuir pros pros proas pessoas dentro do que eles propuseram ali pro Book Building, tá? Eh, então depende, vai depender muito da época de mercado e do público que tá tomando essa dívida, mas ela tá disposta a assumir qualquer uma dessas três condições ali. Não, não tá não tá aqui não tá especificando nenhuma limitação. Depois a gente pode até abrir aqui, ó, capa do prospectos, sessão 2.1, para ver se nesse caso tem alguma limitação, tá?

58:34 Inclusive, deixa eu ver se eu já tenho salvo prospecto dessa oferta aqui na página que a gente já faz isso agora. Essa oferta, professor, ela tá rodando. Peguei esse tá rodando, né? Por isso que ele botou um fixado ali de 14:30 mais ou menos, né? Na na na terceira série ali. Essa aqui se você quiser entrar nela você consegue ainda. Acho que tá no prazo ainda. A gente vai ver o cronograma ali, ó. Prospecto aqui, ó. Só pra gente tentar ver ali. Prospecto de capas, sessão dois. Qual que era? Eu eu acho que eu vou deixar aqui aberto só pra gente poder Esparta. Ó, tem um monte de oferta aqui, ó. Que mais tem oferta? 2.1, ó, capa do prospecto,

59:20 sessão 2.1. Vamos lá na capa do prospecto. Sabe o que que é um negócio bom de fazer nessas horas? Famoso control F. Você pega aqui, ó, vasos comunicantes. Até onde eu sei, não tem razão para tá escrito vasos comunicantes em nenhum outro lugar. Então vamos veronde tá escrito vasos comunicantes. Ó, base no sistema. tem 19 vezes vasos comunicantes. A oferta será realizada em até três séries, sendo cada homologação. Então, na página 24, ó, aqui, ó, olha, olha o prospecto como é que ele é pequenininho. 400. Imagina, tu vai ler com o cliente já. Não, não, pô, não dá. Só aquele cliente cri cri, né? Ó, exposição clara e objetiva do destino

1:00:07 dos recursos provenientes. Destinação. Cadê os vasos comunicantes aqui? Eu acho que é nessa hora aí que a inteligência artificial deve entrar. Uai, 400 páginas. Você bota lá inteligência artificial para ler. Só você pega só. Mas a a lâmina é para isso, né? A lâmina já é o resumo disso. Lâmina é um resumo. Exatamente. Mas ajuda, viu, Frederico? A a inteligência ajuda nesse caso aqui. Se quiser analisar mais alguns detalhes que não tem na onda, ó. Destinação, exposição clara e objetiva, desenvolvimento, empreendimento. É, aqui tá falando da destinação. Eu tô na página 24, não tô na página 15. Eu quero a página 24. Isso que eu tô vendo. Tô

1:00:52 lá, gente. Aqui, ó, página 20 23. Aqui, ó. A oferta será realizada em até até série C afetar liquidez, eventual série de menor demanda. Então, a quantidade de CR será alocada em cada série da emissão será de acordo com a demanda dos CR pelos investidores a ser apurada no Book B. Observado que a alocação do crise entre as séries da emissão será realizada por meio de sistema de base comunicante eventual em que for verificada uma demanda menor, poderá ter sua liquidez no mercado secundário afetado. Dessa forma, os investidores de cristal sério poderão enfrentar dificuldade, né? Cara, no final do dia é o que o mercado demandar. Vai ser o que o mercado demandar mesmo. Ele não limitou e nem

1:01:37 estipulou o mínimo para nada, tá? Ele só tá dizendo inclusive que aquela que tiver menos, o investidor tem um risco extra de liquidez. Então, respondendo a pergunta de forma direta e específica ao nosso caso, aqui não existe um um volume para cada uma das séries, não. Então, o que o mercado demandar vai ser aquilo. Mas viram o exemplo, pessoal, preciso de um detalhe maior. Pô, o prospecto tá aqui, vou lá pesquisar no prospecto que lá vai ter o detalhamento daquilo que eu preciso saber, tá? Mas a lâmina ela já funciona como um bom resumo aqui das informações. Consegui responder a dúvida. Eu eu não vi o nome aqui de quem perguntou essa última. Sou eu. O Francisco foi respondido. Eh, e existe então a possibilidade eh dessa limitação

1:02:25 também. Então, pelo que eu entendi, é, no caso, sim, aí pode ter séries específicas que a empresa quando vai ter essa limitação, na verdade, a empresa vai vir com uma série só, tá? Eh, mas é muito raro, porque a empresa, dependendo da estratégia de dívida dela, pode ser que ela venha só com pósfixado, só com inflação e altere só os a os prazos, ela não é obrigada a abrir várias séries. Pode ver que aqui, por exemplo, não tem uma série PCA. E aqui é a parte mais importante de entender, tá, pessoal? As formas de remuneração. É isso aqui que seu cliente quer saber no final, tá? Quais são os prazos e quais são as formas de remuneração. Essa aqui, por exemplo, não tem nenhuma série PCA, são duas pósfixadas e uma pré-fixada, tá? Eh, então, na prática, a empresa ela não tem uma obrigatoriedade de trazer séries

1:03:12 de todas as formas. Teve um CDCA que saiu um tempo atrás do BTG que ele tinha nove séries, ele tinha três de cada, três pr, três press, três IPCA, tinha para todo gosto. Então assim, era para todo mundo participar mesmo. Eh, mas aqui não, aqui você vê que a empresa ou ela quer tomar pósfixado ou ela tá tomando pré-fixado. Ela tá te dizendo, é você que vai falar para ela ali como que você quer a sua dívida ser paga, né? Só que deixando claro que se tiver pouca demanda e pouca liquidez, você tá assumindo um risco no mercado secundário ali de não conseguir repassar isso. Beleza? Bola. Eh, perfeito, Mateus. Eu vou só evoluir mais uma página aqui, tá? E aí eu já te dou a palavra, tá bom? Pessoal, propósito da oferta. Aqui

1:04:00 é onde ela vai dizer pra gente aqui o que que ela vai fazer, né? Eh, qual que é a destinação do recurso. E aí alguém perguntou mais cedo, por que 300

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