Maratona Enem - Segunda-feira: Linguagens/Redação

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Resumo Breve

Este vídeo é uma apresentação da Maratona ENEM do EstudoPlay, com foco em aulas ao vivo e gratuitas de segunda a sexta-feira. O conteúdo aborda diversas disciplinas cobradas no ENEM, incluindo orientações para a prova de redação. Além disso, o vídeo destaca a importância de saber diferenciar notícia de reportagem, com explicações detalhadas e exemplos práticos.

  • Diferenciação entre notícia e reportagem.
  • Uso da história de longa duração como repertório sociocultural.
  • Análise de redação sobre o acesso à água potável no Brasil.

Abertura

A música de abertura expressa a determinação de superar desafios através do estudo, buscando uma vida nova e iluminando o futuro do país com educação. A letra enfatiza a coragem, a importância dos livros e a esperança de que a porta do ENEM se abrirá, trazendo luz e progresso.

Início da Maratona ENEM

Madu Camilo apresenta a Maratona ENEM, destacando que os alunos não estão sozinhos nessa jornada. A maratona oferece aulas diárias com todas as disciplinas do Exame Nacional do Ensino Médio, incluindo orientações para a prova de redação. Os alunos são incentivados a baixar o material de apoio através do QR Code na tela e a interagir pelo chat do YouTube para tirar dúvidas. A aula do dia será sobre linguagens e redação, com a professora Jéssica.

Diferenças entre Notícia e Reportagem

Jéssica inicia a aula explicando a importância de diferenciar notícia e reportagem para o ENEM, pois as questões podem cobrar o reconhecimento do gênero textual. Ela explica que a necessidade de contar fatos é histórica e que, embora os formatos tenham mudado (do jornal impresso à internet), a essência permanece. A professora demonstra que saber a diferença entre os dois gêneros textuais ajuda a identificar qual é o gênero em questão nas provas do ENEM.

Análise de Textos: Novo Ensino Médio e Vacinação Infantil

Jéssica apresenta dois textos para ilustrar as diferenças entre notícia e reportagem. O primeiro texto aborda as adaptações do novo ensino médio, mencionando prazos e mudanças no currículo. O segundo texto discute a vacinação e a prevenção da perda auditiva infantil, apresentando dados e a opinião de um infectologista. A professora explica que o primeiro texto foca em um fato específico, enquanto o segundo aborda uma temática mais ampla, com dados e opiniões de especialistas.

Características da Notícia

Jéssica detalha as características da notícia: linguagem formal e impessoal, função referencial (foco no conteúdo), tipologias narrativa e descritiva, centralização em um fato, uso da terceira pessoa, discurso indireto, textos curtos e concisos, e linguagem denotativa. Ela explica que a notícia relata um fato específico, sem a opinião do autor, e utiliza uma linguagem objetiva e direta.

Questão ENEM 2020: Gênero Textual

Jéssica resolve uma questão do ENEM 2020 que pede a identificação do gênero textual de um texto sobre as consequências da perda de um animal de estimação. Após analisar as alternativas e eliminar as opções incorretas (conto, depoimento, reportagem, relato), ela conclui que o texto é uma notícia, pois divulga fatos sobre a síndrome do coração partido, mencionando quem, onde e como o evento ocorreu.

Estrutura da Notícia e Características da Reportagem

Jéssica explica a estrutura da notícia: título (com verbos no presente), subtítulo (sintetizando a temática), lead (informações essenciais sobre o fato) e corpo do texto (desenvolvimento). Em seguida, ela aborda as características da reportagem: pode ser escrita em primeira ou terceira pessoa, trata de temáticas sociais, linguagem clara e objetiva, e polifonia (múltiplas vozes). A professora explica que a reportagem aprofunda um tema, apresentando diferentes perspectivas e dados.

Tipos de Reportagem e Recapitulando

Jéssica descreve os tipos de reportagem: expositiva (apresenta dados e opiniões), opinativa (analítica, com a visão do autor) e interpretativa (relaciona dados e opiniões, com análises). Ela reforça a importância de compreender a diferença entre notícia e reportagem para evitar erros nas questões do ENEM. A professora apresenta um quadro recapitulando as principais diferenças entre os dois gêneros textuais: fato vs. temática, texto conciso vs. texto longo, discurso indireto vs. discurso direto ou indireto, e caráter impessoal vs. possibilidade de assinatura.

Questão ENEM: Objetivo do Autor

Jéssica resolve uma questão do ENEM que pede para inferir o objetivo do autor de um texto sobre um grupo que transforma pele humana em neurônios. Após analisar as alternativas, ela conclui que o objetivo é informar os resultados de uma nova pesquisa feita nos Estados Unidos, destacando a importância de identificar o gênero textual para responder corretamente à questão.

Modernismo no Brasil: Quebra com a Tradição

Rodrigo inicia a aula sobre o Modernismo no Brasil, explicando que o movimento representa uma quebra com a tradição e o academicismo da arte. Ele destaca a influência das vanguardas europeias e a busca por uma identidade nacional. O professor explica que o Modernismo acontece em três gerações, com foco na primeira fase, conhecida como fase heroica, marcada pelo desejo de mudança e pela discussão sobre a identidade nacional.

Romantismo vs. Modernismo: Nacionalismo Crítico

Rodrigo compara o nacionalismo idealizado dos românticos com o nacionalismo crítico do modernismo. Ele explica que os modernistas buscam romper com a visão colonialista e eurocêntrica da história do Brasil, valorizando a cultura popular e a oralidade. O professor destaca a importância da Semana de Arte Moderna de 1922 como marco inicial do movimento modernista.

Anita Malfatti e a Semana de Arte Moderna

Rodrigo aborda a polêmica em torno da exposição de Anita Malfatti em 1917, destacando a crítica de Monteiro Lobato à sua obra expressionista. Ele explica que a Semana de Arte Moderna foi um movimento político, com artistas debatendo ideias e fomentando transformações na história da arte no Brasil. O professor destaca a importância de considerar o contexto histórico e social para compreender o Modernismo.

Manifesto Antropofágico e a Identidade Brasileira

Rodrigo apresenta o Manifesto Antropofágico, destacando a obra "Abaporu" de Tarsila do Amaral como um ícone da identidade brasileira. Ele explica que o manifesto propõe a assimilação do legado cultural europeu para produzir arte caracteristicamente brasileira. O professor destaca a importância de compreender a história e a cultura brasileira para interpretar as obras modernistas.

Mulheres no Modernismo e Análise de Obras

Rodrigo destaca a participação das mulheres no Modernismo, mencionando Anita Malfatti e Tarsila do Amaral como pioneiras. Ele analisa as obras "A Estudante" e "O Homem Amarelo" de Anita Malfatti, destacando o foco na subjetividade e na emoção. O professor também analisa as obras de Di Cavalcanti e Tarsila do Amaral, destacando a influência do cubismo e a valorização do cotidiano.

Questões ENEM: Tarsila do Amaral e o Modernismo

Rodrigo resolve duas questões do ENEM sobre o Modernismo, utilizando as obras de Tarsila do Amaral como referência. Ele explica que o Modernismo se apropria da cultura europeia para originalizar algo brasileiro, e que a forma estética ganha linhas retas e valoriza o cotidiano. O professor reforça a importância de compreender o contexto histórico e social para responder corretamente às questões.

Cidadania: Origens e Longa Duração

Rayara inicia a aula sobre cidadania, recapitulando os conceitos da aula anterior e introduzindo a história de longa duração como repertório sociocultural. Ela explica que a cidadania nasce como o direito à voz na Grécia antiga, mas era restrita a homens, maiores de idade e com pais atenienses. A professora explica a diferença entre história e historiografia, apresentando o conceito de longa duração de Fernando Brodel.

História de Longa Duração: Brasil Colonial e Contemporâneo

Rayara explica a história de longa duração, destacando os conceitos de evento, conjuntura e estrutura. Ela exemplifica com a cidadania ateniense e o registro civil negado no Brasil, mostrando como a exclusão persiste ao longo do tempo. A professora também compara o Brasil colonial (sociedade açucareira) com o Brasil contemporâneo, mostrando como características como latifúndio, ruralidade, escravidão, patriarcalismo e catolicismo ainda influenciam a sociedade brasileira.

Constituição Federal e a Cidadania

Rayara aborda a Constituição Federal, destacando os artigos 5º (igualdade e inviolabilidade de direitos) e 6º (assistência aos desamparados). Ela explica que esses artigos são fundamentais para garantir a cidadania e podem ser citados em diversos temas de redação. A professora destaca a importância de conhecer a Constituição Federal para escrever com propriedade sobre temas relacionados à cidadania.

Análise de Redação: Acesso à Água Potável

Rayara analisa uma redação sobre caminhos para universalizar o acesso à água potável no Brasil, inspirada na obra "Morte e Vida Severina" de João Cabral de Melo Neto. Ela destaca o uso da obra como repertório sociocultural, a citação de Josué de Castro e Aquil Mbembe, e a referência aos artigos 5º e 6º da Constituição Federal. A professora explica a importância de manusear os dados e utilizar sinônimos para evitar a cópia dos textos motivadores.

Mundo Digital: Crimes Cibernéticos e Segurança

Madu, Rauni e Breno discutem sobre o mundo digital, abordando temas como crimes cibernéticos, segurança na internet e o papel das redes sociais. Eles comparam o roubo ao Banco Central em Fortaleza (2005) com o recente crime cibernético que pode ter chegado a R$ 1 bilhão, destacando a importância de se proteger no mundo digital. Os participantes do podcast dão dicas de segurança, como limitar a exposição nas redes sociais, usar senhas fortes e estar atento aos golpes.

LGPD e o Papel das Redes Sociais

Os participantes do podcast discutem a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o papel das redes sociais na disseminação de crimes cibernéticos. Eles destacam a importância de regular as redes sociais e de conscientizar a população sobre os riscos da exposição na internet. Os participantes do podcast recomendam livros e documentários sobre o tema, como "Sapiens", "Homodeus" e "O Dilema das Redes".

Dicas para o ENEM: Pronomes de Tratamento e Probabilidade

São apresentadas dicas rápidas para o ENEM, incluindo a identificação de pronomes de tratamento em espanhol (formalidade vs. informalidade) e a probabilidade condicional com e sem reposição. As dicas visam auxiliar os alunos a resolver questões específicas e a se preparar para a prova.

Dica de Geografia: Refugiados no Brasil

Thiago Araújo apresenta uma dica de geografia sobre o drama dos refugiados no Brasil, destacando a importância do tema para o ENEM e a preocupação com políticas públicas e o estresse da saúde nas regiões de fronteira.

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Transcrição

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0:00 Eu naveguei o mar desconhecido para chegar aqui. Não vou morrer na praia, não vou desistir. É hora de provar minha superação. Eu vou buscar através do estudo uma vida nova. E a prova disso tudo vai servir de prova que o mundo só melhora com educação. Eu vou de coragem no peito, de litão na mão, entrar na maratona, ser um campeão na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai

0:45 chegar em fim, iluminando as trevas no meu país. Eu vou somar as coisas que eu passei para chegar aqui. Vou dividir com o mundo tudo que aprendi. Vou entregar por vezes minha vocação. Vem que eu queria. A tela da TV está do outro lado para poder abraçar e dizer obrigado. Vocês estão morando no meu coração. Eu vou de coragem no peito de lic na mão. Entrar na maratona, ser um campeão na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai

1:32 chegar em fim. Iluminando as trevas no meu país. Para, maratona do Enemi. Eu vou somar as coisas que eu passei para chegar aqui. Vou dividir com o mundo tudo que aprendi. Vou entregar por vezes minha vocação. Bem que eu queria, mas ela da TV está outro lado para poder abraçar e dizer obrigado. Vocês estão morando no meu coração. Eu vou de coragem no peito de livro na mão. Entrar na maratona, ser um campeão

2:20 na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai chegar em fim, iluminando as trevas do meu país. Eu vou de coragem no peito de livro na mão, entrar na maratona, ser um campeão na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai chegar em fim, iluminando as trevas do meu país. Brasil, >> do meu país. [Música]

3:10 Maratona do Enem. Eu naveguei mar desconhecido para chegar aqui. Não vou morrer na praia, não vou desistir. É hora de provar minha superação. Eu vou buscar através do escuto uma vida nova. E a prova disso tudo vai servir de prova que o mundo só melhora com educação. Eu vou de coragem no peito, de litão na mão, entrar na maratona, ser um campeão, na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai

3:56 chegar em fim, iluminando as trevas do meu país. Eu vou somar as coisas que eu passei para chegar aqui. Vou dividir com o mundo tudo que aprendi. Vou entregar por vezes minha vocação. Bem que eu queria. A tela da TV está do outro lado para poder abraçar e dizer obrigado. Vocês estão morando no meu coração. Eu vou de coragem no peito de livro na mão. Entrar na maratona, ser um campeão na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai

4:43 chegar em fim. Iluminando as trevas no meu país. Arriba maratona do Enem. Eu vou somar as coisas que eu passei para chegar aqui. Vou dividir com o mundo tudo que aprendi. Vou entregar por vezes minha vocação. Bem que eu queria, mas ela da TV está outro lado para poder abraçar e dizer obrigado. Vocês estão morando no meu coração. Eu tô de coragem no peito de livro na mão. Entrar na maratona, ser um campeão,

5:31 na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai chegar em fim, iluminando as trevas do meu país. Eu vou de coragem no peito de livro na mão, entrar na maratona, ser um campeão na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai chegar em fim, iluminando as trevas do meu país. Brasil do meu país. [Música]

6:21 Maratona do Enemi. Eu naveguei o mar desconhecido para chegar aqui. Não vou morrer na praia, não vou desistir. É hora de provar minha superação. Eu vou buscar através do escuto uma vida nova. E a prova disso tudo vai servir de prova que o mundo só melhora com educação. Eu vou de coragem no peito, de litor na mão, entrar na maratona, ser um campeão na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai

7:07 chegar em fim, iluminando as trevas no meu país. Eu vou somar as coisas que eu passei para chegar aqui. Vou dividir com o mundo tudo que aprendi. Vou entregar por vezes minha vocação. Bem que eu queria. A tela da TV está do outro lado para poder abraçar e dizer obrigado. Vocês estão morando no meu coração. Eu vou de coragem no peito de livro na mão. Entrar na maratona, ser um campeão na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai

7:54 chegar em fim. Iluminando as trevas no meu país. Arriba maratona do Enem. Eu vou somar as coisas que eu passei para chegar aqui. Vou dividir com o mundo tudo que aprendi. Vou entregar por vezes minha vocação. Vem que eu queria, mas a tela da TV está do outro lado para poder abraçar e dizer obrigado. Vocês estão morando no meu coração. Eu vou de coragem no peito, de livro na mão, entrar na maratona, ser um campeão

8:42 na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai chegar em fim, iluminando as trevas do meu país. Eu vou de coragem no peito de livro na mão, entrar na maratona, ser um campeão na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai chegar em fim, iluminando as trevas do meu país. Brasil >> do meu país. [Música]

9:32 Maratona do Enemi. Eu naveguei o mar desconhecido para chegar aqui. Não vou morrer na praia, não vou desistir. É hora de provar minha superação. Eu vou buscar através do escudo uma vida nova. E a prova disso tudo vai servir de prova que o mundo só melhora com educação. Eu vou de coragem no peito, de litor na mão, entrar na maratona, ser um campeão na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai

10:18 chegar em fim, iluminando as trevas no meu país. Eu vou somar as coisas que eu passei para chegar aqui. Vou dividir com o mundo tudo que aprendi. Vou entregar por vezes minha vocação. Vem que eu queria. A tela da TV está do outro lado para poder abraçar e dizer obrigado. Vocês estão morando no meu coração. Eu vou de coragem no peito, de ligão, entrar na maratona, ser um campeão na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai

11:05 chegar em fim. Iluminando as trevas no meu país. Arriba maratona do Enem. Eu vou somar as coisas que eu passei para chegar aqui. Vou dividir com o mundo tudo que aprendi. Vou entregar por vezes minha vocação. Vem que eu queria. A tela da TV está do outro lado para poder abraçar e dizer obrigado. Vocês estão morando no meu coração. Eu vou de coragem no peito de livro na mão. Entrar na maratona, ser um campeão

11:53 na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. [Música] Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai chegar em fim. Iluminando as trevas do meu país. Eu vou de coragem no peito de livro na mão, entrar na maratona, ser um campeão na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai chegar em fim, iluminando as trevas do meu país. Brasil do meu país. [Música]

12:43 Maratona do Enemi. Eu naveguei o mar desconhecido para chegar aqui. Não vou morrer na praia, não vou desistir. É hora de provar minha superação. Eu vou buscar através do estudo uma vida nova. E a prova disso tudo vai servir de prova que o mundo

13:36 Maratona do Enem. [Música] Oi, meus aprovados. Como é que vocês estão, hein? Vamos começar a nossa semana com muita maratona. Eu sou Mad Camilo e vou te acompanhar nessa jornada Ruma à Vitória. Você não tá sozinho, viu? A gente vai estar aqui com a aula das 4 horas do conhecimento e todas as disciplinas cobradas no Exame Nacional do Ensino Médio, inclusive com orientações paraa prova de redação. Vamos baixar material já. Vamos começar a semana bem, começar a maratona hoje

14:21 bem. Pega aí teu celular, aponta pro QRcode que tá aparecendo na tela e assim você acompanha todas as aulas, tá certo? Por aqui a gente conta com muita acessibilidade, você tá vendo aí na nossa tela. E também você pode perguntar sempre que tiver dúvidas. Ó, aqui embaixo no chat, se você tiver acompanhando pelo YouTube, é só mandar sua mensagem, seja ela para dizer que tá acompanhando ou tirar sua dúvida. Hoje é dia de linguagens e redação por aqui. A nossa professora Jéssica já chegou. Oi, Jéssica. >> Olá, amado. >> Eu tô adorando o tema, viu? >> Eu tenho certeza. >> Deixa que eu vi, desde que eu vi ali notícia e reportagem, eu disse, a aula de língua portuguesa hoje vai ser um show. >> Isso mesmo. Hoje nós vamos falar sobre a diferença porque muita gente confunde, né? Às vezes é uma notícia, o pessoal diz que é uma reportagem, é uma

15:07 reportagem, o pessoal diz que é notícia. E na prova é importante você saber identificar um gênero e outro. Eles vão ver hoje como é cobrado dentro de uma questão. >> Importante demais, todo mundo de olho, inclusive eu, viu? Boa aula, Jéssica. bola para você que tá acompanhando. [Música] >> Olá, pessoal. Olá. Olá. Espero que todos estejam bem. Espero que esteja tudo nos conformes aí. E eu escuto dizer que a segunda é um pouquinho, né, preguiçosa. Todo mundo tá ali meio que ainda se recuperando, mas aqui não. Aqui tá todo

15:54 mundo bem preparado, organizado, de olho, ligado para poder conseguir, porque já já falta muito pouco, viu? Já já vai chegar o momento de vocês arrebentarem lá na prova que vocês estão se preparando. Hoje, como a gente já falou aqui, nós vamos falar sobre notícia e reportagem. E daí notícia, reportagem, por o Enem cobra notícia mesmo? Será que eu vou ver reportagem? Como é que será que aparece nas questões? Então assim, é muito importante que a gente saiba a diferença entre os dois, porque às vezes a questão ela pode até te cobrar qual é o gênero e daí se você não consegue diferenciar um e o outro, é uma casquinha de banana, né? É, é. Você acaba correndo risco de

16:39 dar uma escorregada ali justamente num detalhe que você estando atento aqui, você não vai não vai deslizar, eu tenho certeza. Então, olha só, primeiro, antes de mais nada, eu gostaria de falar para você que notícia e reportagem o tempo todo, certo? o tempo todo foi propagado, historicamente é conhecido. A gente eh sente a necessidade, uma uma necessidade social, vamos dizer assim, de contar um fato, certo? Ou então de falar sobre estudos eh científicos, por exemplo, sobre descobertas científicas, por exemplo. Então, a notícia ela não surge agora. É claro que na época do meu pai tinha um jornal impresso. Então o jornal impresso, eu não entendo esse pessoal

17:25 que ri mim quando eu falo isso. Então na época do meu pai tem um jornal impresso, né? Ele conta que as notícias eram veiculadas diariamente e que ele ia lá, pegava o jornal, lia as notícias, no outro dia já era outro jornal ali, aquele jornal estava ali impresso com as notícias. Então, hoje a gente tem a facilidade, nós estamos na internet, um clique, a gente consegue saber a notícia, na verdade, em tempo real, né? Eh, antigamente, antes era diferente. Antes, com essa ideia de jornal impresso, esperava-se o dia passar e no outro dia era veiculado aí pro pessoal, certo? Então, mas o que eu quero que você entenda é sempre esteve presente de formato em formatos diferentes, sim,

18:11 impresso e digital, por exemplo, mas sempre esteve presente. A gente vai começar aqui hoje falando sobre essas diferenças. Então, quer dizer que há diferenças entre notícia e reportagem? Será que as pessoas confundem? Será que alguma vez você falou que era notícia, na verdade era reportagem? Ou você falou que era reportagem, na verdade era notícia? Então, muitas vezes a gente escuta assim: "Ah, tá contando, tá contando uma coisa que aconteceu no teu bairro." vai tu disse: "Ei, mãe, vem cá, vem cá, vem cá." Tá passando uma reportagem aqui então a gente tem que saber essa diferença, porque a gente consegue detectar, principalmente numa pegada de questão, vamos dizer assim, quando a gente precisa detectar o gênero que está em questão ali. Então, há diferenças mesmo, há diferença entre notícias e reportagem, como é que eu consigo identificar? É justamente nisso que nós vamos focar hoje para que você esteja preparado. E eu trouxe questões,

18:56 questões nem tão antigas, viu? Questões atuais. Eu trouxe questões para você detectar, ver como é que pode ser cobrado para você, tá? OK. Então, olha só, eu comecei aqui com uma uma um texto, certo? E daí ele diz assim, ó, novo ensino médio, escolas estão se adaptando a regras que vão se tornar obrigatórias em 2026. E daí eu trouxe nova nova, né, uma uma um texto que foi veiculado agora em 2025. Daí ele diz assim: "Em 2024, uma lei corrigiu distorsões apontadas por especialistas no currículo do ensino médio. Agora serão mais aulas de disciplinas obrigatórias, como português e matemática". Inclusive, super interessa a vocês que estão aí do outro lado, que

19:41 ainda estão no ensino médio, que os aos alunos, por exemplo, da primeira série, da segunda série, enfim, que estão se organizando, né? eh, que ainda não estão na terceira série. Isso aqui interessa muito porque o ano que vem a gente vai ter essas adaptações e alguns alunos que já vão terminar ou que já terminaram e que vão para esse ano não vão eh pegar essas adaptações. Daí, presta atenção, ele fala que estudantes do ensino médio começaram o ano letivo com mudanças no currículo. As escolas estão se adaptando às regras que vão se tornar obrigatórias em 2026. Então, perceba que ele dá uma introduzida para você, né? Ele diz para você qual é o assunto que vai ser que vai ser tratado aqui. Então ele aponta para você quem é. Ele está falando de quem? Ele está

20:27 falando dos estudantes do ensino médio e também das escolas que as os estudantes começam com essas mudanças e as escolas passam por essa adaptação. Aí então ele fala aí sobre isso, ele fala sobre o tempo, né? Quando é que isso vai acontecer? Então isso vai acontecer em 2026. E daí aqui ele diz assim, ó: "Em 2024, uma lei corrigiu distorsões apontadas por especialistas no currículo do ensino médio. Agora serão mais aulas de disciplinas obrigatórias. Presta atenção aí, viu? Como português e matemática. A carga horária passa de 1.8.000 para 2.4.000 horas. Já a parte optativa do currículo passa das atuais eh 1.2000 horas para 600 horas. Então, presta

21:13 atenção. Eu tenho aqui, por exemplo, o que é que está acontecendo, certo? Eu tenho aqui, por exemplo, com quem isso está acontecendo. Eu tenho, por exemplo, por isso está acontecendo, como, né? Ele tá dizendo o quê? Que as escolas estão se adaptando, como está acontecendo. Então, perceba, eu tenho aqui esses pontos aqui, certo? Eu tenho mais aqui um pouquinho, mas agora eu tenho um outro texto e eu gostaria de apresentar para você esse outro texto. Olha só. Vacinação pode prevenir a perda auditiva infantil. Alerta pesquisa. Estudo destaca o papel da imunização na proteção contra infecções que afetam a

21:58 audição de crianças. OMS estima que 60% dos casos poderiam ser evitados. E daí aqui ele vai explicando, né, sobre a vacinação, que ela pode fazer a diferença nessa ideia de perda auditiva. Aqui ele está falando sobre crianças e adolescentes e daí ele fala sobre estudos, certo, que são levantados por pesquisadores. E daí ele vai desenvolvendo para você sobre essa temática. Qual é a temática? vacinação, certo? Então, olha só, perceba quando a gente falou sobre isso aqui, eu não falo sobre uma temática, eu falo sobre um fato.

22:45 E esse fato está acontecendo. Esse fato está acontecendo com pessoas, certo? Com ambientes também, certo? Então essa esse fato acontece, ele acontece num ano específico. Você percebe, ele coloca aqui, olha, as regras elas vão se tornar obrigatórias em 2026. E daí ele chega e diz assim: "Olha, aconteceu em 2024 estudo." Então o que que acontece? A gente tem um tempo específico. Quando a gente olha para cá, ele não diz para você que é a vacinação que está acontecendo agora. Ele não diz a vacinação que está acontecendo agora no ano de 2025. Ele não diz isso aqui, ele fala sobre a vacinação, a vacinação que a vacinação que aconteceu em 2024, a que está acontecendo agora, a campanha de vacinação que vai acontecer no ano

23:30 que vem. Então, perceba aqui, a gente já começa a perceber uma diferença. Por quê? Porque não é pontual, né? Ele é mais geral. Então, a gente continua. Eh, a Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 60% dos casos poderiam ser evitados a partir de medidas da saúde pública, controle de doenças inflamatórias e vacinação. Então, preste atenção. Ele fala lá sobre os estudos e pronto. Ele diz: "Olha, aqui tem estudos, certo? as escolas estão se adaptando, vai ter essa mudança curricular em relação às horas e daí é isso que tá acontecendo. Esse aqui é um fato. Isso aqui não. Ele chega e diz: "Olha, aconteceram estudos e os estudos, além dele trazer os estudos, eles ele traz também o quê?

24:16 Dados. E quem também é responsável por esses dados. Então, perceba a diferença entre os textos". Aí ele diz assim: "Eh, embora as vacinas protejam eh contra uma vasta gama desses patógenos, há poucos estudos sobre o tema. Aí tem o que aqui, olha, já sabemos há muito tempo que diversas doenças infecciosas são responsáveis por déficit auditivo nas crianças, especialmente a meningite e a rubéula congênita." Aí isso significa que foi alguém que falou: "Informa o infectologista Alfredo Gílio." O que que acontece nesse texto? Eu tenho dados, mas eu também tenho

25:02 uma opinião que foi emitida. Ela foi emitida e eu uso esse discurso que a gente chama de discurso de autoridade. Por que de autoridade? Poxa, eu tô falando sobre vacinação. O cara é um infectologista. É claro que é uma autoridade no assunto. Não sou eu, professora de língua portuguesa falando sobre vacinação. O cara é uma autoridade sobre o assunto. Conseguiram perceber aqui a diferença entre os dois textos? Então, perceba, um texto fala sobre um fato. Olha, o ensino médio vai passar por mudança e daí essas mudanças elas vão eh atingir disciplinas obrigatórias e no ano de 2026 tudo certinho. Aqui ele

25:49 não tá falando especificando um tempo. Aqui ele não deixa uma um, claro que ele diz assim, em crianças e adolescentes, mas ele não restringe, certo? Aqui ele é mais amplo, ele é mais vasto, digamos assim. E essa ideia de eh dessa dessa de ser amplo desse dessa forma traz faz com que você que está lendo consiga entender que se trata de uma temática, de um tema. E esse tema ele foi estudado por outras pessoas. E inclusive além de ser estudado, eu também tenho a opinião dessas pessoas ali, garantindo essa essa esse estudo que foi feito e esse tema que eu tô que eu estou tratando. Então aqui a gente já consegue perceber a diferença entre os

26:35 dois textos, certo? Enquanto um texto trata de uma forma, o outro texto vai tratar de outra forma. Então, na prática, como é que isso funciona, Jéssica? Na prática, como é que a gente consegue perceber? Olha só, a gente vai começar falando sobre a notícia e eu gostaria de dizer que o nosso primeiro texto lá sobre o ensino médio é uma notícia. Por quê? Presta atenção. Linguagem formal e impessoal, é claro que ela vai ser impessoal. Eu tenho que contar sobre um fato. Eu, Jéssica, posso concordar com essa mudança, mas pode ser que eu não concorde, OK? Pode ser que eu não concorde. Eu não acho, por exemplo, que deva ser daquela forma. Só que se eu vou veicular aquela notícia, eu não posso expor a minha opinião. Por quê? Porque

27:22 aquela aquele veículo de informação, ele precisa ser impessoal. Ele não pode ser pessoal. Eu não posso tratar sobre uma particularidade. Então, a linguagem vai ser formal, é claro. Eu tô divulgando a notícia, tô falando sobre um fato, certo? Então, eu vou ter aí uma linguagem que é formal, eh, e ela é impessoal. Por quê? Porque eu não vou expor o que é que eu penso. A gente não sabe, a gente fez a leitura, uma leitura rápida da notícia, mas a gente não sabe o que o que o o autor da notícia pensa, se ele é a favor dessa reforma, se ele não é a favor. A gente não sabe sobre isso. Então a gente não sabe e fica sem saber. Por quê? Porque é um texto impessoal, a gente não consegue detectar, certo? Função referencial. Quem está nos acompanhando

28:09 já ouviu falar sobre essa função. Mas para você que está conosco aqui, que não assistiu a essa aula, eu gostaria de dizer para você que a função referencial é aquela função em que a linguagem está focada no conteúdo, certo? Então, eu tenho uma função, vamos dar um exemplo de de um local que a gente tem a função referencial, o livro didático. Você tem seu livro didático da escola, não é? Se você eh está na escola ainda ou se você já passou, você teve acesso a um livro didático. No livro didático, você consegue saber se o autor daquele capítulo achou linda aquela cena ou se ele amou aquele poema. você não

28:54 consegue saber porque o foco ali, na verdade, está no conteúdo. Ele quer passar o conteúdo para você. A notícia é a mesma coisa. Inclusive, saber sobre a função referencial da linguagem é importante pra sua prova, certo? Tem tem questões aí que vão tratar especificamente sobre funções da linguagem. Eu convido vocês, se tá nos acompanhando, não acompanhou essa aula, a dar uma olhadinha sobre sobre isso aí. Tipologias norteadoras, a narrativa e a descritiva. Eu tô numa notícia, certo? E daí, digamos que eu queria falar sobre um acidente que aconteceu na cidade, um acidente que foi muito impactante e eu quero falar sobre ele. Então, eu vou narrar, eu vou narrar aquele fato, só que narrar é contar. Eu conto o fato, mas eu

29:45 detalho, eu posso detalhar, por exemplo, eh, eu posso detalhar, por exemplo, o carro, que carro foi? Como foi que aquilo aconteceu? Ah, foi um HB20, por exemplo, ou um HB20 junto com Ônix, por exemplo. E aí eles eles houve um acidente entre os dois. Então, perceba, eu tenho aí tanto a narração, eu estou contando fato para você, mas eu tenho a descrição, estou descrevendo para você. Eu descrevo, eu dou detalhes, eu te digo a rua onde foi, eu te digo, por exemplo, eh, se algum dos dos condutores ali apresentava algum sinal de embriaguez ou não, que a gente sabe que, infelizmente, é um é um dos causadores, né? O álcool é um dos causadores de acidentes de

30:31 trânsito. Então a gente consegue perceber através da descrição da notícia. Então duas tipologias aí, a tipologia narrativa e a descritiva, certo? Quem também está nos acompanhando já me ouviu falar aqui, por exemplo, que às vezes um único texto une duas ou mais tipologias, certo? Então aqui na notícia eu tenho tanto a narração do fato quanto a descrição dele, tá bom? centraliza-se em um fato. Então, o fato é as escolas estão passando por mudança, o fato é o acidente de trânsito que aconteceu, o fato é eh o posto de saúde que foi inaugurado pela prefeitura da sua cidade. Então, é um fato. Aquilo ali é um fato, não é uma reportagem. Eu não estou contando sobre um tema, eu estou contando sobre o fato. O o posto de

31:17 saúde foi inaugurado hoje, então automaticamente é um fato. Aquilo ali é uma ocorra pessoa, é claro, certo? Não vou, ah, vou contar uma reportagem. Você tá lá vendo a notícia, por exemplo, vai falar sobre a notícia e aí o o autor da notícia chega e diz assim: "No momento eu encontrei e fiquei estarrecido com a cena, foi muito impactante para mim". Ele não vai contar isso aí. Ele é, a notícia, ela é impessoal, então automaticamente se é impessoal, tem tudo a ver aqui com usar a terceira pessoa. Tá bem? O discurso indireto, Jésica, por favor, eu não lembro, eu não lembro que é discurso direto, indireto. Então, deixa, deixa eu te recordar aqui para você. Eh, você tá na sala de aula, certo? E daí chega alguém e diz assim:

32:03 "Olha, a diretora falou: "Não teremos aula amanhã". Isso aí eu estou reproduzindo a própria fala da diretora. Só que eu também posso ter uma pessoa que chega lá, abre a porta e diz assim: "Pessoal, a diretora pediu para avisar que não haverá aula amanhã ou a diretora disse que não haverá aula amanhã. Discurso indireto é justamente dessa segunda pessoa. Ele falou pela diretora, não foi o próprio discurso diretamente que a diretora falou. Ele falou pela diretora, ele disse, então isso é o discurso indireto, ou seja, eu não vou trazer a própria fala, eu vou trazer uma fala. O, por exemplo, o a polícia afirma que está investigando os casos. Vocês já viram algo assim, né? A polícia afirma que o

32:49 caso está sendo investigado. Então, é a própria polícia que está falando, não é o a pessoa que está fazendo ali a notícia. Então, geralmente predomina o discurso indireto. Ah, Jéssica, é proibido então uma pessoa falar? Não, não é proibido. Inclusive, eu posso ter lá entre aspas, mas eu tô dizendo a você que não é corriqueiro, certo? Não é comum. O comum é que geralmente esse discurso seja indireto. Textos curtos e concisos. Concisos são aqueles textos mais condensados, aqueles textos que a gente consegue compreender numa numa pequena leitura, vamos dizer assim. E a linguagem é denotativa. Jéssico, que é denotativa? aquele aquele macetezinho para você lembrar. D de denotativa, D de dicionário,

33:34 é o sentido dicionarizado, certo? É o sentido real, que realmente é aquilo ali. A gente vai ver agora a nossa primeira questão, certo? A gente trabalha a questão agora para você ver como é o funcionamento, como é que uma questão pode aparecer para você. Então vamos aqui comigo. Estamos aqui na nossa primeira questão, Enem 2020. Vamos logo para o comando da questão, tá certo? A gente vai pro comando. Ops. E o comando diz assim: Pelas características do texto lido, que trata das consequências da perda de

34:21 um animal de estimação, considera-se que ele se enquadra no gênero. Preste atenção. Lembra que eu falei aqui no início da aula que podia ser, é, pode ser que você encontre justamente perguntando sobre o gênero. Então, é por isso que é importante você saber a diferença. Imagina se você não sabe a diferença, você se confunde lá, certo? Com uma reportagem, com depoimento, enfim. Então vamos prestar atenção aqui, fazer a leitura do texto. Inclusive, a minha amiga Madu já falou, mas eu gostaria de reforçar que se você está em casa e você ainda não acessou o nosso material, por favor, tem o nosso QRcode e você já pode acessar aí, ver como é a questão e se você quiser fazer alguma

35:08 alguma observação, né, se você tiver como fazer observação, então vai no nosso material aí, vai no QR Code e acompanha conosco, tá bom? Então, presta atenção. Mulher tem coração clinicamente partido após morte de cachorro. Ó, olha o o que é coda aparecendo aí na tela. Como explica o The New England Journal of Medicine, a paciente chamada Johnny Simpson tinha sinais de infarto, como dores no peito e pressão alta, e apresentava problemas nas artérias coronárias. Ao fazerem um ecocardiograma, os médicos encontraram o problema cardiomiopatia de tacotsubo, conhecido como síndrome do coração

35:54 partido. Essa condição médica tipicamente acontece com mulheres em fase pós-menstrual e pode ser precedida por um evento muito estressante ou emotivo. Nesses casos, o coração apresenta um movimento de cinético transitório da parede anterior do ventrículo esquerdo com acentuação da cinética da base ventricular. De acordo com o artigo médico brasileiro, que relata um caso semelhante, Simpson foi encaminhada para casa após dois dias e passou a tomar medicamentos regulares. A Washington Post, ela contou que estava quase inconsolável após a perda do seu animal de estimação, um cão de raça Yorkshire Terrier. Recuperada após cerca

36:43 de um ano, ela diz que não abrirá a mão de ter um animal de estimação, porque aprecia a companhia e o amor que os cachorros dão aos humanos. O caso aconteceu em Houston, nos Estados Unidos. Preste atenção. Ele está pedindo para você a o gênero textual. Aí você vai dizer: "Ah, Jéssica, é claro, se a gente tá falando sobre notícias e reportagem, eu já vou anular esses aqui." Certo? Tá bom, vamos anular, mas vamos anular conscientes, sabendo porque você pode anular? Preste atenção. É um conto, pois exibe a história de vida de Johnny Simpson. Primeiro, ele não não exibe a história de vida, ele exibe um fato que aconteceu com ela. Foi a perda do seu cachorro que desencadeou no problema que

37:29 ela que ela descobriu, né? Então, olha só. Então, eu não tenho conto aqui. Eu não tenho a história de vida dela, OK? Um depoimento, pois expõe o sofrimento da dona do animal. Então ela chegou e disse assim: "Olha, pessoal, deixa eu contar para vocês. Aconteceu, não é um depoimento, ela não está contando, ela não está depondo sobre o fato que aconteceu com ela. Então eu não tenho mais um depoimento, certo? Então eu não tenho depoimento neste caso, a gente já corta. Não é só porque a gente tá vendo só notícia e reportagem que você vai chegar e vai e vai, ah, ou é uma notícia ou é uma reportagem. Não, eu quero que você entenda porque é uma notícia e uma reportagem ou uma reportagem. Eh, então não é um depoimento, a gente não percebe aí ele, a gente não percebe essa exposição de sofrimento. É claro que ela teve o sofrimento dela e ela

38:15 fala sobre isso, mas a gente não vê como uma forma de depoimento. Depoimento é a própria pessoa contando o que foi que aconteceu ali com ela. É uma reportagem, pois pois discute cientificamente a cardiomiopatia. Preste atenção. A reportagem ela traria a temática toda, ela falaria especificamente sobre o tema. e não sobre a pessoa. Então, não pode ser uma reportagem por causa disso. Então, quando você encontrar lá o texto na sua prova, preste atenção nesse detalhe, porque o detalhe que vai fazer você tomar uma decisão mais acertada em relação à alternativa, vamos dizer assim, é justamente esse essa ideia de que você vai conseguir identificar a

39:01 diferença entre uma notícia e uma reportagem. Então, ela não trata sobre eh não discute cientificamente a reportagem eh o o tema, né, vamos dizer assim, relato que parece com a com o depoimento, por exemplo, mas aqui, ó, narra um fato estressante vivida pela paciente. Ela viveu um fato estressante? Viveu, mas a gente tem só o relato ali. A gente não tem outros pontos. Ah, Jéssica, mas você viu que tinha ali falando sobre eh algo científico? Tinha. E a notícia não não vai isolar isso aí, mas ela não vai focar nisso, ela vai focar na pessoa que foi o que aconteceu aqui, certo? Então, a gente já corta e chega à conclusão de que é uma notícia, pois divulga fatos sobre a síndrome, a

39:47 síndrome do coração partido, inclusive esse fato com quem, onde, como, né, até o local, né, até o local em que isso aconteceu, deixa claro pra gente de que, eh, eu tenho aqui, por exemplo, mais uma possibilidade de notícia do que uma possibilidade de reportagem. OK, compreendido? Vamos continuar lá que a gente precisa discutir um pouquinho sobre reportagem ainda. Ainda pensando sobre essa ideia de notícia, eu gostaria de falar para você a estrutura, certo? Então, a gente tem uma estrutura aqui, a gente se baseia nessa estrutura. E só para você

40:34 entender, eu tenho aqui a notícia e lá vai ter o título. Esse título geralmente vai estar com verbos no presente. Se você prestar atenção, você vai ver que geralmente os verbos vão estar no presente, certo? O subtítulo que está ali meio que para, vamos dizer assim, ele está ali meio que para atualizar você um pouco sobre a temática. Ele ele sintetiza em uma frase sobre a temática. O lead, Jéssico, o que é o lead? O lead é aquele primeiro e segundo parágrafo, às vezes só o primeiro parágrafo, às vezes primeiro e segundo, que diz o que aconteceu, com quem aconteceu, como, por,

41:20 ops, por e onde aconteceu. Certo? Então vamos voltar aqui rapidinho. Olha, título estão se adaptando, viu? Verbo aí no presente, subtítulo. Aí ele pega e, vamos dizer assim, sintetiza para você, resume para você o que vai ser tratado. E aqui seria o nosso leader que vai falar as informações que eh compõe essa essa estrutura, né? Então eu tenho ali uma parte e aquela parte vai tratar justamente sobre essas informações acerca do fato. Lembrando que é um fato, não é um tema, o fato que eu quero tratar, certo? E o corpo do texto, que é o restante lá do texto, os próximos

42:06 parágrafos, até a finalização dele, vamos dizer assim. Compreendido? Ficou claro para você? Quando eu falo sobre notícia agora, você consegue identificar que, por exemplo, aquilo que às vezes você chamava de reportagem, na verdade não era uma reportagem. Era uma notícia e o que às vezes você chamava de notícia não era uma notícia, era uma reportagem. Viu, ligou a TV, por exemplo, está assistindo sobre algo que aconteceu especificamente, um fato, um ocorrido, é uma notícia. Ele tá falando sobre o tema, é uma reportagem, tá bom? Características textuais da reportagem. A reportagem, ela pode ser escrita em primeira ou em terceira pessoa, certo? Então, a reportagem, ela pode trazer um pouquinho sobre essa ideia aí. Ela vai

42:52 tratar sobre temáticas sociais. Então, foca aí na sua mente, pensa sempre. Reportagem trata sobre tema, certo? Então, vai tratar sobre temáticas sociais. Viu lá que a gente falou sobre vacinação? O texto que eu trouxe foi o texto de vacinação. Então, eu tenho aí uma temática. A linguagem é clara, objetiva e direta. sobre linguagem clara. Imagine, por exemplo, que você tem alguém na sua família, um avô, um bisavô, um irmão da sua avó, né? Digamos que você tenha na sua família alguém que não é alfabetizado, certo? essa pessoa não foi alfabetizada. Só que presta atenção, aquela pessoa não é alfabetizada, mas aquela pessoa consegue acompanhar uma

43:38 reportagem facilmente, porque na verdade a reportagem ela está ali, apesar dela trazer estudos científicos, apesar de trazer um material extremamente abrangente, a reportagem está ali para esclarecer para todo mundo. Tem que ficar claro para todo mundo. Eu não vou trazer uma reportagem, por exemplo, que só quem consiga entender é aquela pessoa da área que outras pessoas não conseguem entender, que a a sociedade no geral não consegue entender. Então esse não é o objetivo, certo? Então geralmente tem essa ideia de um material abrangente, certo? E tem essa ideia de polifonia. Jésico, o que é uma polifonia? Polifonia, vamos pensar aqui comigo, poli tem a ver com múltiplos, certo? Eh,

44:24 fonia tem a ver com som. Então, presta atenção. Se poi sempre dá essa ideia de politeísta, ah, vários deuses. Então, se poi sempre dá essa ideia de muitos. E fono, quem vai pro fono é porque tá com algum problema em relação à voz, em relação aos sons fala, né? Em relação à dicção. Então, você vai onde? No fono ou audiólogo. Então, junta os dois, muitos e fono que é som. Então são muitas vozes que conversam, certo? Quando eu falo sobre essa polifonia, eu falo sobre essas muitas vozes que estão conversando ali. Tem a pessoa que está fazendo a reportagem, tem alguém que pode ser ouvido. Será que você nunca ligou um programa, por exemplo, como Globo Repórter, né? Eu não sei se tem na

45:09 ainda se tá passando nessa época, mas eu já ouvi falar muito sobre ele e ele falava sobre algumas reportagens aí, ele tratava sobre alguns temas, né? E daí esse esse programa ele tratava sobre esses temas e ele toda semana era uma temática diferente e as pessoas ficavam ali assistindo porque era curioso. Ele trazia a opinião de especialista, trazia as imagens, né? Trazia notícias que tratavam sobre aquilo. Você que tá em casa, você pegou a época da COVID-19. Essa eu peguei, tá bom? Essa época e eu eu peguei, infelizmente, né? Mas aí o que que acontece? Preste atenção. Todas as reportagens da TV, elas se voltavam para isso.

45:55 Todas a gente ligava a TV era o tempo todo. Era o mesmo assunto. Era o mesmo assunto. E daí opinião de especialista. Aí o a o repórter ia fazer o quê? Ele fazia lá a reportagem dele, fazia as pesquisas, pegava a opinião de especialista, de um médico, né, de um infectologista, por exemplo. E aí ele pegava uma opinião de alguém que que infelizmente, né, adquiriu aquela doença. E aí ele pegava opinião, ele pegava a opinião de um familiar que, infelizmente, perdeu um querido. Isso é polifonia. São essas múltiplas vozes que estão conversando ali na nossa reportagem. Então essa polifonia tem a ver com isso, é eu chegar e ouvir vários sons, várias vozes falando sobre uma determinada

46:40 temática, tá certo? Agora você já sabe, quando eu falo sobre a notícia, não. A notícia não tenho várias vozes. Ah, Jéssica, mas eu posso entrevistar, por exemplo, o policial? Pode, mas você vai entrevistar sobre o policial sobre aquele fato e pronto. Você não tem essa multiplicidade de vozes, certo? Como era na época da COVID. Então, nessa época era o médico que falava, era o enfermeiro que falava, era a sociedade mesmo. Ah, a gente tá muito amedrontado e tal. Então tinha sociedade ali falando, todo mundo participava daquela reportagem e a reportagem tratava sobre um tema. O tema era COVID-19, certo? Deu para esclarecer aí? Agora nós vamos falar sobre tipos de reportagem. A gente falou que a reportagem, diferente da notícia, ela

47:26 pode ser escrita aí em primeira ou terceira pessoa, certo? Então, preste atenção aqui comigo. Eu tenho um tipo de reportagem. Então, eu tenho a reportagem, por exemplo, que é expositiva, eu tenho a reportagem que é opinativa e interpretativa, certo? A expositiva, ela traz ali, por exemplo, aquela temática e expõe sobre o tema, os dados, a opinião que eu falei para vocês, que é aquele discurso, né, que é o discurso de autoridade, que a gente chama de discurso de autoridade. Pronto. Fim. Quando eu falo sobre a opinativa, ela já é mais analítica, ela já parte de uma ideia de análise. Então, quando eu falo sobre a reportagem, essa

48:13 reportagem, ela é opinativa, já tem um pouquinho da minha análise, já tem um pouquinho da minha visão, da maneira como eu enxergo aquilo ali, certo? Então, eu tenho aí uma ideia opinativa. Quando eu falo da interpretativa, cuidado nessas ideias aí, eu tenho uma interpretativa, certo? E a interpretativa ela vai relacionar, ela vai relacionar os dados, as opiniões, as exposições. Então, eu tenho aí relações acontecendo, certo? Então, essas relações, essas relações, vamos dizer assim, ele tem a ver com análises,

48:58 análises que são feitas. Então, eu faço essa análise, eu relaciono e aí eu interpreto o quê? O tema que é justamente da reportagem, porque a reportagem você já aprendeu hoje que trata sobre tema, tá certo? Compreendido? Já sabe a diferença de notícia e reportagem, né? Você que tá aí do outro lado, eu não aceito, eu não aceito que você cometa equívocos em relação a isso, tá bom? Eu não aceito isso. Eu quero que você compreenda o funcionamento. Eu quero que você entenda a diferença entre os dois. E se tiver uma questão, como foi a nossa primeira questão que tinha lá, ah, ele poderia colocar conto, ele poderia colocar receita, inclusive, só que ele não fez isso. Ele colocou notícia e colocou

49:43 reportagem também. E notícia e reportagem é justamente a os dois gêneros que se você não compreender, você acaba se perdendo um pouquinho, tá bom? Então o que é que acontece? A gente percebe aí que a gente precisa compreender essa diferença. A gente precisa entender quando acontece e como acontece essa aplicação desses gêneros e dessas diferenças textuais, tá certo? Eu trouxe aqui um recapitulando para você e aí eu gostaria de pedir a produção que colocasse em tela cheia para mim, certo? E esse é o momento do print. Toda vez no momento do print, não sei se você já percebeu, mas a lei ela fica bem, né, mostrando a você. Ela sai bonita, ela sai muito bonita no print. Então no seu print eu tenho certeza que a Lê sai aí, né, bem pronta, eh, no recapitulando.

50:31 Então, esse é o momento do print. Esse é o momento que você vai gravar isso aí. Esse é o momento para você, para você marcar as diferenças, por exemplo. Então, eu tenho notícia. A notícia, ela vai tratar sobre fato. O texto vai ser muito mais conciso, porque a reportagem tem a polifonia, tem os estudos, né? O lead, ele vai responder as perguntas, eu tenho discurso indireto e eu tenho um caráter mais impessoal, certo? A reportagem, por outro lado, trabalha as temáticas, o texto é mais longo, eu eh o jornalista ele tem mais liberdade para apresentar a sua opinião. O discurso pode ser direto ou indireto, tá certo? Porque eu posso ter ali falas de especialistas, que foi o que aconteceu lá na da vacinação. Lembra que eu falei

51:17 no início da nossa aula? Então, foi exatamente o que aconteceu lá. Pode ser assinado por quem elaborou. Então, é diferente da notícia, né? A notícia, ela tem um caráter impessoal, ou seja, ela não pode ser assinada por quem elaborou. Já a reportagem não. Eu posso chegar ali e dizer que a reportagem foi feita por mim, tá certo? Você conseguiu compreender? Então fica aí, eh, grava isso na mente e caso caia uma questão sobre sobre essa temática, eu tenho certeza que agora, depois da aula, você já consegue resolver com mais tranquilidade, certo? Então vamos para mais questão. Você precisa identificar como é que pode ser cobrado para que você esteja muito bem preparado, tá certo? Vamos lá comigo.

52:05 Segunda questão. Você que tá com o nosso material aí, vai acompanhando. Se puder assinalar, sinala. Se puder marcar, marca. Vai, vai participando aí, certo? Então você vai organizando aí. Se não, se tá com bloquinho, coloca no bloquinho lá, depois volta no material, fica mais fácil para você. Então, presta atenção aqui comigo. A gente vai chegar aqui, eh, e aí ele vai dizer o seguinte: "Olha, a análise dos elementos, a gente, eu sempre oriento vocês a começarem pelo comando da questão, não é isso?" Então, análise dos elementos constitutivos do texto e, preste atenção, e a identificação de seu gênero

52:52 permitem ao leitor inferir. Jéssica, o que é que ele quer dizer para mim quando ele fala em inferir? Preste atenção. Quem está nos acompanhando aqui, hoje foi só assim, né? Fazendo retomada as nossas aulas. Quem está nos acompanhando aqui já me ouviu falar sobre interpretação e compreensão textual? Certo? A compreensão textual, ela tá lá dentro do texto. A interpretação, você vai buscando do que você conhece de mundo, certo? A interpretação, você tem ali o que você tá tá buscando de fora. Quando você faz inferências, você faz inferências a partir do que você participa, da sociedade que você convive, de toda a convivência que você faz. Essas são as inferências. As inferências são assim, ela não vai estar ali,

53:37 sabe, literalmente no texto, mas esse texto vai te fazer chegar uma conclusão. E essa conclusão que você chegou é baseado no que você tem de suporte, porque você não é um saco vazio. Você viveu o tempo todo adquirindo informações o tempo inteiro, o tempo inteiro. Então é muito partindo dessa dessa ideia, certo? Então, todas as vezes que a questão fala sobre inferências, lembra, inferência é você ir deduzindo, você concluindo sobre o que ele vai pedir, tá certo? Então, olha só, ele diz o seguinte, eh, que leva o leitor a inferir que o objetivo do autor é, então vamos lá, preste atenção. Grupo transforma pele humana em

54:23 neurônios. Um grupo de pesquisadores dos Estados Unidos da América conseguiu alterar células extraídas da pele de uma mulher de 82 anos, sofrendo de uma doença nervosa degenerativa, e conseguiu transformá-las em células capazes de transformarem virtualmente em qualquer tipo de órgão do corpo. Em outras palavras, ganharam os poderes das células tronco pluripotentes, normalmente obtidas a partir da destruição de embriões. O método usado na pesquisa descrita hoje na revista Science existe desde o ano passado, quando um grupo liderado pelo pelo japonês, aí ele fala o nome, né, minha

55:09 gente, me ajuda também. Você lê aí lá na sua casa. Criou as chamadas IPSs, que são células tronco de pluripotência induzida. O novo estudo, porém, mostra pela primeira vez que é possível aplicá-lo a células de pessoas doentes portadoras da da esclerose lateral amiotrófica, quase que não sai. Uh, mal que destrói o sistema nervoso progressivamente, porque é progressivo, né? Quem já viu alguém que sofre dessa doença percebeu isso. Pela primeira vez, seremos capazes de observar células com ela ao microscópio e ver como elas morrem, disse Valeress, diretora do

55:56 projeto ALS, ela em inglês, que financiou parte da pesquisa. Observar em detalhes a degeneração pode sugerir novos métodos para tratar a ela, certo? Então, olha só, se eu sei que eu tenho elementos constitutivos do texto, tem elementos que estão constituindo, que estão sendo trabalhados ali no texto, se eu sei que eu tenho esses elementos e para além dos elementos eu consigo identificar o texto, então automaticamente eu consigo perceber aqui que eu consigo inferir que ele quer apresentar a opinião da diretora, esse texto aí, ele está

56:42 existindo para apresentar a opinião dela? Não, né? Ele traz informações o tempo todo. Então, ele não traz essa informação aí da diretora. Expor a sua opinião como um especialista do tema. Ou seja, ele está falando sobre opiniões. Aí esse texto ele é baseado nessas opiniões. Não, ele não é de uma reportagem opinativa, por exemplo. Descrever os procedimentos de uma experiência científica. Pera aí, calma. Ele fala sobre esses procedimentos, ele te entrega esses detalhes? Claro que não. Então, a gente percebe aí que ele não tá descrevendo procedimento nenhum, certo? não tem essa descrição de olhe, vai proceder dessa forma, depois dessa forma e assim sucessivamente. Eu não

57:28 tenho essa descrição de procedimentos. Defender a pesquisa e a opinião dos pesquisadores dos Estados Unidos da América. Ele está aí para defender a pesquisa. Gente, vou dizer uma coisa a vocês. Aconteceu uma pesquisa show, essa pesquisa show de bola. É para isso. Foi dessa forma que o texto foi desenvolvido? Você já sabe que não. Eu não tenho defesa de pesquisa nenhuma. Ele apresenta para você, na verdade, certo? informar os resultados de uma nova pesquisa feitas nos Estados Unidos. Exatamente. Ele informa esses resultados, ele fala sobre a célula tronco, ele traz essas informações, tá certo? Então fica claro para você que tá aí e se você consegue identificar o gênero, se você conseguiu centrar na aula, perceber os detalhes, você já consegue identificar que é uma reportagem e que a reportagem está ali

58:15 para quê? para informar resultados, para ter, por exemplo, uma uma opinião, um discurso de uma autoridade e assim sucessivamente. Eu espero que você tenha compreendido a aula de hoje e não admito que você se atrapalhe mais se o assunto for notícia e reportagem. Tchau, tchau, pessoal. >> Jéssica, eu adorei o tema de hoje, mas a Lê vai concordar comigo, né? Alê tá cheia de de mentiras. Não pegou jornal impresso, não assistiu o programa de jornal. A gente não cai nessa mais não, viu? Mas tenho certeza que todo mundo aprendeu demais. Ficou claríssimo, Jéssica? A gente vai pro intervalo rapidinho, daqui a pouco a gente tá de volta.

59:01 [Música] Já pensou em se preparar para o Enem com materiais de altíssima qualidade, totalmente de graça? Com Maratona Enem isso é possível. É simples. Selecione a opção aluno, clique em maratona Enem e explore tudo que a plataforma tem a oferecer. São videoaulas, livros digitais e conteúdos organizados das quatro áreas de conhecimento para Enem. Linguagem, ciências da natureza, matemática e ciências humanas. Além de, claro, a redação. E o melhor, com base nos seus resultados nos simulados, a Stud Play cria uma trilha personalizada, destacando exatamente os temas que você precisa reforçar. É um estudo

59:47 direcionado, inteligente, feito para você. Fique ligado. Aulas ao vivo de segunda a sexta-feira na plataforma Stud Play. Tudo pensado para garantir a melhor experiência na preparação. Juntos rumo à aprovação. [Música] Pronto, voltamos. Foi rapidinho. Antes da gente continuar a nossa maratona, eu vou te convidar para escutar o nosso podcast que acontece já. Depois dessa corrida que a gente tá aqui juntos, tá? Estudo Play Talks. Você escuta assuntos da atualidade que podem te ajudar na tua prova e também na tua redação. Não deixa de conferir e de ouvir nas plataformas digitais Spotify e Dieser. Vamos

1:00:34 continuar por aqui. Rodrigo. >> Olá, Madu. Tudo bem? >> Tudo bem. A gente vai ouvir e aprender o que hoje? >> Hoje é sobre um movimento que eu gosto muito. Basicamente é o que mais se cobra na prova do Enem, que são os movimentos artísticos que acontecem a partir do século XX. que a gente começa aqui no Brasil estudando modernismo. >> Adoro porque tem nomes coringas aí, óv de Andrade, Anita Malfate, Tarcila do Amaral, ó, tô aprendendo, viu, gente? Aprendendo e de olho nas aulas. Todo mundo ligado também. Boa aula, professor. Boa aula para você. [Música]

1:01:21 E aí, pessoal, tudo bem com vocês? Que prazer enorme estar aqui com vocês, principalmente começando uma outra etapa dos nossos estudos. Só pra gente rememorar, boa parte das coisas que nós estudamos até a aula da semana passada são voltados a uma arte mais tradicional, a uma arte mais acadêmica. Então já dá para entender que tudo que vai acontecer no século XX e nós vamos tomar como referência os esse movimento aqui no Brasil, tá? Ele dialoga diretamente com a quebra, com a ruptura dessa tradição, né? Dessa arte que era vista até o final do século XIX como uma arte academicista. Vejam lá, o que eu estou falando é muito

1:02:06 importante para vocês entenderem o que é moderno, porque o que é moderno necessariamente estabelece uma relação de ruptura com a tradição, com o passado acadêmico, né? Eh, vejam que boa parte das obras, das manifestações artísticas, das pinturas, das esculturas, tá, elas sempre dialogavam mais próximo possível da realidade. Elas estão completamente envolvidas e atadas com a reprodução da realidade o mais próximo possível a ela. Mas no século XX a gente sabe que tem um movimento aí que começa a romper com essas tradições, que começa a romper com esse senso academicista que rege a história da arte. E quem são eh responsáveis por essas mudanças? As vanguardas europeias. Foram os assuntos

1:02:52 que nós falamos na aula passada. Então o que é moderno, gente? É aquele movimento de ruptura com a tradição e com o academicismo, mas que estabelece uma relação direta com as mudanças propostas pelos pelas vanguardas europeias. Então eu posso dizer que o movimento modernista aqui no Brasil é um movimento sim de vanguarda. O modernismo nada mais é do que o desdobramento dos quatro últimos movimentos que nós estudamos aí em aulas anteriores. Nós falamos sobre realismo, nós falamos sobre naturalismo, sobre parnasianismo e sobre eh simbolismo. São os quatro movimentos artísticos do século XIX. Esses movimentos artísticos, eles vão se desdobrar no século XX. No regionalismo

1:03:38 de 30, por exemplo, a gente vê vai ver claramente um debate social. A gente vai entender que artistas como Graciliano Ramos, como Jorge Amado, como José Lins do Rego, como Raquel de Queiroz, né, eles vão debater as questões sociais, os problemas sociais do Brasil. Então eles estão comprometidos diretamente com essa imagem que foi criada no século XIX aqui no Brasil por Machado de Assis. e por Aluí de Azevedo, tá? Então a gente vai produzir um modelo de arte neorrealista, tá? Que vai despertar a consciência do subdesenvolvimento que acontece aqui no Brasil, tá? A gente vai ver também a força significativa de um simbolismo desdobrado na literatura de Clarice Lispecto, que é uma modernista da

1:04:25 terceira geração, é uma neosimbolista. A gente vai ver o neosimbolismo na poesia existencial de Cecília Meirelles. Então, como vocês podem ver, tudo que aconteceu no século 19, ele continua existindo no século XX, só que agora atualizado a essa linguagem moderna. Eu já disse, o modernismo ele acontece em três gerações, primeira, segunda e terceira geração. A aula de hoje vai focar exatamente nessa fase que é conhecida como fase heróica. Por que fase heroica? Porque os artistas que participaram desse movimento estavam comprometidos com esse desejo de mudança, né? E um dos principais temas debatidos nesse modernismo do século XIX é está diretamente associado à identidade

1:05:11 nacional, tá? As questões ligadas à identidade nacional. Então, vamos lembrar que quem começa a falar sobre Brasil são os movimentos artísticos que ocorrem após 1822, que é a independência do Brasil. Quem é que começa a falar sobre identidade nacional? São os românticos que claramente vão idealizar uma pátria, uma ideia de Brasil. Veja que a característica principal dos românticos é a evasão. Então, os românticos não dialogam com o tempo presente, eles não vivenciam os fatos, eles evadem ao voltarem nesse passado, na Europa, eles vão recuperar os ideais medievais, né, as novelas de cavalaria para trazer

1:05:58 o elemento do cavaleiro como símbolo da nacionalidade. Aqui no Brasil a gente não viveu Idade Média, porque o início da era colonial no Brasil acontece com as invasões. Então, no século X, tudo que vai ser produzido, que é por meio de narrativas epistolares, vocês já sabem, são cartas e diários, são esses documentos historiográficos, né? São essas narrativas documentais que vai fornecer para os artistas românticos no início do século XIX as referências ligadas a essa ideia de Brasil que nos foi contada, nos foi construída, tá? E uma ideia de Brasil pautada num tipo de discurso. Que discurso era esse? Um discurso colonialista. A primeira coisa, porque nós estamos vivendo aí no século

1:06:43 X, recuperando esses textos no romantismo, essa violência das invasões, né, que vem com as invasões. Nós temos aí, além disso, nós temos também essa supervalorização dada a uma pátria idealizada distante dos problemas reais, distante da dificuldade que se vivia o Brasil ali numa economia essencialmente agrária e escravocrata. Então, o nacionalismo que surge com os românticos não é um nacionalismo crítico, é um nacionalismo tópico idealizado e também o fanista. Só no modernismo é que a gente vai encontrar essa ruptura. inclusive críticos literários, críticos artísticos, como, por exemplo, eh, Missú de Moisés, Antônio Cândido, vão debater

1:07:28 as questões ligadas ao nacionalismo aqui, né, na na história da arte pautada principalmente por um viés de crítica, né, por um senso de denúncia. Então, a gente já começa a entender que vai haver uma quebra dessa visão colonialista, dessa imagem eurocêntrica que foi construída a história do Brasil, dessa visão embranquecida contada à luz dos olhos dos europeus. Agora, no início do século XX, se registra a necessidade de se falar sobre esse Brasil. Agora um Brasil já marcado por uma proclamação de República. Agora um Brasil já marcado pelo fim da escravidão. Um Brasil socialmente desigual, porque a maior

1:08:15 parte dos homens e mulheres que foram no século XIX com o fim da escravidão estão distanciados de de uma condição de de serem incluídos no mercado de trabalho, tá? Então, claramente a gente vai ter outros problemas com os quais esses artistas eles vão vivenciar. Percebam também que tem um outro detalhe aí muito importante ser ressaltado. A primeira coisa que eu quero que vocês entendam é o seguinte: ao longo da história da arte vocês vão ver que sempre foi uma obra, um artista a inaugurar um movimento. Por exemplo, lá no romantismo, vamos falar da literatura, né? Lá no romantismo a gente teve como marco inicial do romantismo eh a obra Suspiros Poéticos e Saudades de Bento Teixeira, que marca que inaugura o romantismo no Brasil. Nós estivemos ali no realismo Machado de Assis em 1880 com

1:09:01 Memórias Póstumas de Braiscubas. Nós tivemos no naturalismo a Luís de Azevedo, que inicia o movimento naturalista com a obra Mulato. Nós tivemos fanfarra de Teófilo Dias no parnasianismo. Nós tivemos Cruz e Souza com a obra Missal e Broquis no simbolismo. Então veja que sempre o início de um movimento artístico acontece pautado numa obra ou num autor, num artista. o início do século XX, com o modernismo de 22, que é o a primeira geração modernista e a geração de 1922, nós não vamos ter necessariamente uma obra e não necessariamente um artista, mas uma aglutinação de artistas e de obras, porque o Brasil do início do século XX estava efevecendo cultura, identidade,

1:09:47 debates, críticas, denúncias. Então, o que marca, o que inaugura o modernismo de 1922? Por favor, não esqueçam disso. Semana de arte moderna que acontece entre os dias 13, 15 e 17 de setembro de 1922, ou seja, um século depois da independência do Brasil. Então vocês já sabem que o movimento modernista e a semana de arte moderna, ela dialoga também com essa questão ligada ao centenário da independência do Brasil, claramente pautada em elementos denunciativos, em críticas sociais. Bom, mas antes de acontecer a semana de Arte Moderna, aconteceram também outros outros fatos

1:10:34 na história do modernismo antes da chegada da semana de arte moderna. Vamos tomar como base essa polêmica aqui, a polêmica que ocorre em 1917, que é baseada na exposição de Anita Malfat, né? Vejam que Anita Malfat basicamente vai ser a pioneira do uma das pioneiras do movimento modernista, né? Como eu falei, não existe uma obra, nem um artista, mas existe um movimento, um acontecimento, aonde nesses dias que eu mencionei para vocês, vão se aglutinar no Teatro Municipal de São Paulo, que é a sede da abertura ali da semana de arte moderna. E a polêmica diz respeito especialmente nesse embate que acontece entre Monteiro Lobato, um

1:11:19 escritor pré-modernista que vocês ouviram nas aulas anteriores eu falar sobre ele. Monteiro Lobato é um folclorista, assim como João Câmara Cascudo, assim como Mário de Andrade, né? Ele imortalizou uma história infanto juvenil, que é o sítio do Picapa-apau amarelo. Mas Monteiro Lobato é principalmente conhecido por ser um homem extremamente tradicional, né? Por ser um homem ainda que valoriza bastante o academicismo da arte. E Anita Malfat claramente não é uma artista da tradição, é uma artista moderna e como tal foi influenciada pelas vanguardas. Boa parte das pinturas de Anita Malfat são eh pinturas que bebem na fonte da vanguarda expressionista. Lembram lá,

1:12:05 né, da deformação da realidade, da subjetividade da emoção humana apresentada nas telas, né, dando foco sempre ao sentimento da personagem que está ali em destaque. Esse sentimento dado à luz das referências históricas. Nós estamos falando de sentimentos de angústia, de melancolia, de discrença e pessimismo. Por quê? Porque o período histórico era um período de guerras. Então, é claro que também os artistas vão refletir essas questões históricas. Agora, veja o artigo chamado Paranoia ou mistificação, escrito por Monteiro Lobato, a artista que tinha acabado de chegar da Europa aqui no Brasil, a Anita Malfat, que vai apresentar aí a sua

1:12:51 exposição. Ele diz o seguinte: "Os homens têm o vezo de não tomar a sério as mulheres artistas. Essa é a razão de as cumularem de amabilidade sempre que elas pedem opinião. Tal cavalheirismo é falso e sobre falso nocivo. Quantos talentos de primeira água não transviou, não arrastou por maus caminhos o elogio incondicional e mentiroso. Se viéssemos na senhorita Malfate, se vísemos, desculpa, na senhorita Malfate, apenas a moça prendada que pinta, como as a por aí as centenas, calarnos íamos, ou talvez lhe déssemos meia dúzia desses

1:13:37 adjetivos bombons que a crítica açucarada tem sempre à mão em se tratando de moças. Claramente, pelo amor de Deus, já dá paraa gente ficar bem atento nisso aqui. Essa é uma crítica, não só à estética artística expressionista de Anita Malfat, mas uma crítica também recheada de misogenia, né? Percebam que ele coloca em destaque a relação da artista com sua obra a partir do gênero, não a partir do objeto em si. Ele fala que as palavras que eventualmente açucaradas vão chegar a construir essas críticas em torno da obra de Ninomalfat são críticas falsas, porque na prática a obra dela é uma obra completamente avessa a tudo que se entende sobre arte. Isso é a opinião de

1:14:23 Monteiro Lobato. Veja isso já vai dar a vocês aí um entendimento. A semana de arte moderna foi também um movimento político. Foi um período aonde os artistas estavam dialogando com ideias. fomentando transformações na história da arte no Brasil, visando principalmente debater as questões ligadas à identidade nacional, a esse Brasil que se apresentava às portas do século XX. Então, é importante levar em consideração que esse debate aqui é um debate acalorado que marca uma clara oposição entre o que é tradicional e o que é moderno, tá? Então, na semana de arte moderna, vocês vão ver que vai ser um período de muita efevescência

1:15:09 política, de muitos debates, inclusive muitos grupos vão surgir a partir daí. Outro detalhe que eu quero que vocês entendam, fiquem muito ligados, ó, é esse século depois, 1822 nós tivemos ali a independência do Brasil. 1922 nós tivemos a Semana de Arte Moderna. Se todos os movimentos artísticos que surgem em 1822 estão necessariamente pautados, comprometidos a falar sobre Brasil, um século depois, esses outros artistas que vão surgir em 1922 vão debater de maneira mais crítica em torno dessa visão de Brasil que nos foi contada, uma visão branca, uma visão eurocêntrica e uma visão colonialista. Então o debate vai vir principalmente

1:15:55 marcado pela crítica, pela sátira, pela ridicularização desses princípios. Não é à toa que os dois principais grupos artísticos que vão ser detonados na semana de arte moderna vai ser os românticos e os parnasianos. Primeiro os românticos por causa dessa idealização de nacionalismo e depois os parnasianos por causa dessa supervalorização dada a forma que claramente vocês sabem que no moderno eles eh eles colocam em destaque, colocam como protagonista o conteúdo, não a forma. Portanto, se existe na tradição uma valorização da forma em detrimento do conteúdo, no moderno existe uma valorização do conteúdo em detrimento da forma. Então, todo esse centenário que é celebrado na

1:16:41 Semana de Arte Moderna dialoga principalmente com Brasil. Esse é o debate, o Brasil dos brasileiros, né? O Brasil agora que habita nos lugares mais eh simples no

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