0:09 Maratona do Enemi. Eu naveguei o mar desconhecido para chegar aqui. Não vou morrer na praia, não vou desistir. É hora de provar minha superação. Eu vou buscar através do estudo uma vida nova. E a prova disso tudo vai servir de prova que o mundo só melhora com educação. Eu vou de coragem no peito de litão na mão. Entrar na maratona, ser um campeão. Na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai
0:56 chegar em fim, iluminando as trevas do meu país. Eu vou somar as coisas que eu passei para chegar aqui. Vou dividir com o mundo tudo que aprendi. Vou entregar por vezes minha vocação. Vem que eu queria. A tela da TV está do outro lado para poder abraçar e dizer obrigado. Vocês estão morando no meu coração. Eu vou de coragem no peito, de ligar na mão, entrar na maratona, ser um campeão, na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai
1:42 chegar em fim. Iluminando as trevas no meu país. Arriba para dona do Enem. Eu vou somar as coisas que eu passei para chegar aqui. Vou dividir com o mundo tudo que aprendi. Vou entregar por vezes minha vocação. Bem que eu queria. A tela da TV está do outro lado para poder abraçar e dizer obrigado. Vocês estão morando no meu coração. Eu vou de coragem no peito de livro na mão. Entrar na maratona, ser um campeão
2:30 na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai chegar em fim. Iluminando as trevas do meu país. Eu vou de coragem no peito de livro na mão, entrar na maratona, ser um campeão na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai chegar em fim. Iluminando as trevas do meu país. Brasil >> do meu país.
3:16 [Música] Maratona do Enemi. Eu naveguei o mar desconhecido para chegar aqui. Não vou morrer na praia, não vou desistir. É hora de provar minha superação. Eu vou buscar através do estudo uma vida nova. E a prova disso tudo vai servir de prova que o mundo só melhora com educação. Eu vou de coragem no peito de litão na mão. Entrar na maratona, ser um campeão na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. Eu
4:02 sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai chegar em fim, iluminando as trevas do meu país. Eu vou somar as coisas que eu passei para chegar aqui. Vou dividir com o mundo tudo que aprendi. Vou entregar por vezes minha vocação. Bem que eu queria. A tela da TV está do outro lado para poder abraçar e dizer obrigado. Vocês estão morando no meu coração. Eu vou de coragem no peito de licor na mão, entrar na maratona, ser um campeão na ânsia de ser tudo que eu sempre quis.
4:48 Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai chegar em fim. Iluminando as trevas no meu país. Para, Maratona do Enemi. Eu vou somar as coisas que eu passei para chegar aqui. Vou dividir com o mundo tudo que aprendi. Vou entregar por vezes minha vocação. Bem que eu queria, mas ela da TV está outro lado para poder abraçar e dizer obrigado. Vocês estão morando no meu coração.
5:35 Eu vou de coragem no peito de livro na mão. Entrar na maratona, ser um campeão na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai chegar em fim, iluminando as trevas do meu país. Eu vou de coragem no peito de livro na mão, entrar na maratona, ser um campeão na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai chegar em fim, iluminando as trevas do meu país. Brasil
6:21 >> do meu país. [Música] Maratona do Enemi. Eu naveguei o mar desconhecido para chegar aqui. Não vou morrer na praia, não vou desistir. É hora de provar minha superação. Eu vou buscar através do escuto uma vida nova. E a prova disso tudo vai servir de prova que o mundo só melhora com educação. Eu vou de coragem no peito de litor na mão, entrar na maratona ser um campeão
7:08 na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai chegar em fim, iluminando as trevas no meu país. Eu vou somar as coisas que eu passo na mão, entrar na maratona, ser um campeão na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai chegar em fim, iluminando as trevas no meu país. Maratona do Enem.
7:55 Eu vou somar as coisas que eu passei para chegar aqui. Vou dividir com o mundo tudo que aprendi. Vou entregar por vezes minha vocação. Vem que eu queria, mas a tela da TV está outro lado. Para poder abraçar e dizer obrigado. Vocês estão morando no meu coração. Eu tô de coragem no peito de livro na mão. Entrar na maratona ser um campeão na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai chegar em fim, iluminando as trevas do
8:42 meu país. Eu vou de coragem no peito de livro na mão, entrar na maratona, ser um campeão na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai chegar em fim, iluminando as trevas do meu país. Brasil >> do meu país. [Música] Maratona do Enemi. Eu naveguei o mar desconhecido para
9:27 chegar aqui. Não vou morrer na praia, não vou desistir. É hora de provar minha superação. Eu vou buscar através do estudo uma vida nova. E a prova disso tudo vai servir de prova que o mundo só melhora com educação. No.
10:16 Maratona do Enem. [Música] Bora começar mais uma semana juntos. Oi meus aprovados, como é que vocês estão, hein? Tá tudo bem por aí? Eu sei que rola muita ansiedade, medo, mas fica tranquilo, aqui não tem isso não. Aqui tem muito conteúdo para vocês. A gente vai estar aqui com aulas das quatro áreas do conhecimento e todas as disciplinas cobradas no Exame Nacional do Ensino Médio, inclusive com orientações paraa prova de redação. Tudo isso pra gente, ó, ir rumo à aprovação. Até remou, né? Pega teu celular já para
11:03 baixar o material, você acompanhar as aulas. Isso mesmo, com esse QR code que tá aparecendo na tela, você já baixa o material e também faz as questões quando você quiser, tá certo? Hoje é dia de linguagens em redação por aqui e eu lembro para você que todas as nossas aulas contam com acessibilidade. A gente vai direto, direto pra língua portuguesa com ela. Cadê? Deixa eu ver. Oi. >> Olá. >> Tudo bem, Jéssica? Tudo ótimo. Eu vi ali injunivo e eu já vou pegar um texto. Injunivo é aquele texto que dá um um pé de uma tomada de decisão que você tome uma postura. Sabe aquela aquela liquidação lá do shopping? Não perca. Aproveite que você sabe, né, Madu? >> Uhum. >> Pronto. Aquilo ali é um exemplo de texto injuntivo. Então, tá certo. Ó, a gente já tem um spoilerzinho do que vai ser a
11:49 aula. Lembro para vocês que se tiverem qualquer dúvida, se você tiver acompanhando pelo YouTube, aqui embaixo tem um chat ou aqui do lado, se você tiver pelo computador e aí é muito fácil mandar sua mensagem, tá certo? Boa aula, Jéssica. >> Boa aula para você. [Música] Olá, [Música] olá pessoal, como é que vocês estão? Cada vez o tempo tá ficando mais perto. Eu tenho certeza que vocês estão aí com coração a 1000, né? Mas aqui a gente tá se preparando, estamos juntos, estamos conversando um pouco sobre língua
12:37 portuguesa. E você está aqui na aula de língua portuguesa. Eu sou Jéssica Martiniana e vou te ajudar a chegar lá na aprovação, pelo menos em linguagens, eu garanto a você que você vai estar muito bem preparado, certo? Hoje nós vamos ver mais dois tipos textuais. Os alunos que estão nos nos acompanhando, os alunos que estão conosco, estão vendo os tipos textuais. Semana passada a gente conversou sobre tipos textuais e hoje a gente vai conversar novamente sobre tipos textuais. Por quê? Porque você encontra dentro da sua prova, lá na sua edição, você vai encontrar o texto, certo? E muitas vezes ele vai falar justamente sobre tipo. E eu não quero que o meu aluno, aluno estud play, esteja confundindo, por exemplo, tipo textual e gênero. Já conversamos sobre
13:24 isso aqui e eu tenho certeza que você nisso você não vai se confundir não, viu? Eu tenho certeza. E daí é isso aí que vai fazer a diferença entre você e as pessoas que vão estar ali concorrendo com você. Então, eh, hoje a gente vai conversar sobre dois tipos textuais. A gente já teve um spoiler aqui, né, junto com com Madu sobre tipos injuntivos descritivos. é mais fácil, a gente já consegue assimilar melhor, a gente já consegue identificar de uma forma mais clara, mais tranquila, né, sobre o que é descrever, quando é que a gente faz algumas descrições. Mas aí quando a gente fala de injunção, a gente tá falando de quê? Porque essa injunção é importante quando é que eu consigo ver a injunção dentro do meu do meu contexto? Porque você que tá conosco e você que tá se preparando para o Enem, você já deve
14:10 ter percebido que, acima de tudo, o Enem ele vai pegar aquele assunto e ele vai se adequar de acordo com o seu contexto, com aquilo que você consegue enxergar, com aquilo que você consegue conviver. Então, os gêneros textuais, os tipos textuais, ele não eles não estão para além da sua realidade, do seu cotidiano, do seu dia a dia. Muito pelo contrário, eles estão ali juntos, eles caminham juntos. com o seu cotidiano, certo? Então vamos lá. Texto injuntivo e descritivo. A gente começa, a gente abre aqui com os textos injuntivos, certo? Então essa ideia de abrir com textos injuntivos é para que retire toda a dúvida, né? Sane qualquer dúvida que você tenha. Então, antes de mais nada, a gente vai continuar aqui a pergunta que
14:56 Madu fez lá no início, que são textos injuntivos, como é que eles funcionam, onde é que eles aparecem, né? Então vamos começar aqui com o que são? São textos que oferecem ao leitor uma série de instruções ou recomendações. E também eu vou acrescentar aqui uma tomada de decisão ou ele pede de você uma postura diante de algo, certo? Aí eu dei o exemplo aqui no início sobre aquele texto, né, que tá lá e não perca, adquira a sua, né, adquira o seu, eh, não fique de fora dessa. Então, esses textos aí que pedem uma tomada de decisão, que a gente vê muito nos anúncios publicitários, que a gente
15:42 já viu aqui, né, juntos, esse esses textos que têm, por exemplo, verbos no imperativo, eles são textos injuntivos. Eles pedem de você uma postura, certo? eles eles eh vão trazer a instrução para você, injuntivo, instrução, né? Eles vão eh eh trazer uma recomendação para você. Então, eh no dia a dia nós somos muito rodeados de textos que são injuntivos, né? No dia a dia, nós somos rodeados de textos que são injuntivos a partir do momento que eu utilizo como, por exemplo, onde é que eu posso encontrar esse tipo textual? Gostaria de lembrar que tipo textual é diferente de gênero textual, certo? Então, quando eu falo sobre gênero textual, eu tô falando
16:28 sobre textos que nascem da necessidade humana. Eh, gêneros textuais são textos que, ah, em algum momento alguém quis deixar uma receita, em algum momento alguém quis fazer uma propaganda de alguma coisa. Então, nessa necessidade social nasce o gênero, mas o tipo textual é a forma como ele se organiza. Então, eu estou dizendo a você que o seu texto, quando você vai fazer, por exemplo, o texto lá dissertativo, argumentativo, ele vai se basear na argumentação. A argumentação é o quê? Defesa de ideia. O que é que vai acontecer com você? Vai pedir que você defenda a sua ideia se o texto traz esse esse tipo textual. Quando eu encontro o
17:13 tipo textual injuntivo, em que tipo de gênero eu encontro? Então, primeiro vamos fazer a distinção. Se você não esteve na nossa aula de gêneros e tipos textuais, então eu estou trazendo para você aqui a diferença entre eles, certo? Aqui eu tô dizendo assim, onde eu posso encontrar esse tipo textual? Aí eu vou trazer alguns gêneros textuais em que você vai encontrar esse tipo textual, certo? O primeiro é no manual de instrução. Então, perceba que aqui ele mostra lá, né, o um prato giratório. E, ó, preste atenção, ele já começa com o verbo no imperativo, certo? Então, perceba aqui, eu tenho um imperativo negativo,
18:00 certo? Então, a gente já começa aqui. Então, quando ele coloca assim, ó, o prato giratório deverá ser manuseado com cuidado. Então, isso aqui, querendo ou não, é uma instrução, certo? Então, ele traz uma instrução para você, como é que você deve manusear. Então, ele começa a dizer: "Olha, não cozin, espere esfriar". Então, se o prato giratório estiver quente, então ele vai dando instruções para você. Então aqui, por exemplo, eh, a gente vê o manual de instrução de quê? De um microondas, certo? Então, a gente a gente percebe aqui que o manual de instrução ele é um texto injuntivo e ele
18:45 é formado por verbos no imperativo. OK? Então a gente começa a perceber, não cozinha ou reaqueça alimentos diretamente no prato giratório, certo? Eh, aí tem mais um aqui. Se o se o alimento ou utensílio do prato giratório tocar a parede do forno, então a gente ele vai trazendo para você as possibilidades e automaticamente ele já vai trazendo para você eh essa essa ideia de como ele funciona. O funcionamento, afinal de contas, é um manual de instrução. Lembrando, manual de instrução é um gênero, certo?
19:31 Injunção, injuntivo é um tipo, certo? Compreendido? Então, quando eu falo de gênero, eu falo de gêneros que se baseiam em tipos textuais, ok? Aí ele diz assim, ó, para o alimento receber as microondas, né, de maneira uniforme, utilize sempre o o prato geratório. Mais uma instrução aqui a gente vê texto injuntivo. Outro gênero textual em que a gente pode encontrar o texto injuntivo é a bula de medicamento, certo? Perceba que você tá ali, compra o medicamento e você precisa saber utilizar, certo? Nessa de saber utilizar, você vai perceber que ele vai
20:18 trazer como se fosse instruções para você ou então outro nome também. Recomendações, certo? Então ele traz para você instruções, recomendações. Aí ele diz o seguinte, olha, conservar. Eu gostaria de de esclarecer uma coisa para vocês. Nem sempre o verbo obrigatoriamente para ele instruir você, para ele trazer uma orientação para você, ele precisa estar diretamente no modo imperativo. Muitas vezes ele está no infinitivo. Pera aí, Jéssica, calma. Traz para mim de novo a memória o que significa um verbo no infinitivo. O infinitivo é o verbo no sentido real
21:03 mesmo, certo? sem ele estar conjugado, por exemplo, a não ser que eu esteja falando de uma locução verbal, mas assim, quando eu falo em amar, perder, cair, então eu falo em verbos terminados em ar, é, ir. Quando ele começou aqui dizendo conservar o produto em local fresco, então quando ele disse conservar aqui, querendo ou não, é uma instrução, certo? é uma forma de trazer para você uma instrução, é uma orientação que ele está trazendo, certo? Então ele diz assim: ao médico se está amamentando, informe seu médico a ocorrência, informe seu médico. Então siga a orientação. Eu
21:50 tenho aqui um exemplo de texto injuntivo, tá certo? Ele diz assim: "Não tome o remédio sem o conhecimento do seu médico. Todo medicamento deve ser mantido." Quando ele diz assim, deve ser mantido, ele está orientando você. Ele ele traz uma orientação, tá certo? Então ele diz: "Todo medicamento deve ser mantido. Se deve ser mantido, ele traz para você uma orientação". Receitas também é um outro um outro gênero textual que traz a injunção, certo? Lembrando que quando a gente fala de injunção, a gente sempre fala de gêneros que trazem um verbo pedindo que você faça alguma coisa, certo? Então ele sempre vai pedir isso aí. Então,
22:36 receitas, modo de fazer. Aí ele diz assim, ó, coloque, certo? Coloque todos os ingredientes no copo do liquidificador e bata bem até obter eh uma mistura homogênea. Então, o que que acontece? leve ao congelador, bom apetite. O que é que vai acontecer? Aí eu tenho uma receita, certo? E essa receita ela vai trazer orientações, ela vai trazer para você e, vamos dizer assim, indicações, recomendações do que você tem que fazer, certo? Para além da bula de medicamento, do manual de instrução ou até mesmo da receita, eu tenho letra de música também, certo? Então, eu tenho Letra de Canção. Letra canção, ela pode estar pedindo de você
23:23 uma tomada de decisão. Sim, nós temos muitas músicas que pedem de você uma tomada de decisão. Então, tem essa música aqui de Pit, certo? Eh, é uma música famosa, Admirável Chip Novo. E daí essa música, ela vai dizendo para você como é que você como como as coisas sociais elas fazem você se comportar, como é que elas querem de você, o que é que elas querem de você. E daí ela traz no refrão apenas verbos que estão no imperativo, certo? Então, olha só, eh, pense, fale, compre, beba, leia, vote, não se esqueça, use, seja, ouça, diga, tenha, more, gaste e viva. Perceba que
24:10 aqui ela fez um refrão somente com verbos no imperativo. Eu gostaria de lembrar a vocês que estão em casa que verbos no imperativo são aqueles que trazem uma ideia de ordem, pedido, desejo, orientação. OK? Perceba que o outro refrão, a outra parte do refrão também, pense, fale, compre, beba. ele, certo? Traz novamente, mas você vê aqui novamente verbos que estão no imperativo. Então, dentro de uma letra de canção, eu posso
24:55 ter também o uso de verbos no imperativo, que faz com que eh naquela, vamos dizer assim, naquela estrofe, eu tenha uma ideia de textos que são injuntivos, tá certo? Compreendido? Então, o que seria um texto injuntivo? É um texto que serve para trazer uma recomendação, uma orientação, uma ordem, tá certo? Você tá lá na sua escola, certo? E quando você tá lá na sua escola, você recebe o manual do aluno, não é assim? Receber o manual do aluno, você começa a ler. Quando você começa a ler, você vê dentro daquele manual, daquela daquele texto, você vê justamente o quê? Você vê regras, certo? você vê alguns direitos e alguns deveres. Então você vê qual o horário que você tem que chegar, você vê além disso, eh, também como é que você deve
25:42 se portar, o que você deve se o que você deve vestir, certo? Então, quando você olha aquele manual do aluno, aquilo ali é um texto injuntivo, ele está orientando você, ele está instruindo você, traz a instrução sobre alguma coisa, tá certo? Compreendido? Textos poéticos. E aí eu trouxe dois dois famosos, né? Poetas famosos aí. E Fernando, Fernando Pessoa diz assim: "É melhor que não digas nada. Se esse ser aqui é seja. Melhor do que você falar é você ser. Então ele chega e diz: "Olha, é melhor que não digas nada. Ser isso que você fala tanto?"
26:29 E Cecília, eh, Clarissa, espectro, na verdade, eh, ela diz assim: "Renda-se como eu me rend. Mergulhe que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender. Viver ultrapassa qualquer entendimento. Então a gente percebe o que aqui que nessa nessa nesse texto feito tanto por Fernando Pessoa quanto por Clarice, a gente vê que em um dado momento eles utilizam o quê? de verbos no imperativo. Eles pedem do leitor uma tomada de decisão. Ele diz: "Olha, melhor do que você falar, é melhor você ser. Seja isso que você fala,
27:14 tudo isso que você fala, seja, é muito melhor. E aí ela chega, no caso de Clarisspector, ela simplesmente chega e diz assim: "Olha, renda-se como eu me rendi. Olha, eu me rendi. Eu tô pedindo agora para você se render." Então, a gente tem aí nada mais, nada menos que um texto injuntivo. Jéssica, você já mostrou como é que vai cair, como é que o texto ele pode aparecer? Ele pode aparecer ali numa bula de medicamento, num manual de instrução lá, quando meu pai resolveu comprar um um móvel e pede pra gente ajudar lá a montar ou quando eu mesmo decidi montar o móvel que que meus pais compraram lá pro meu quarto ou que eu comprei pro meu quarto. Então você já me disse que esse manual aí ele é um texto injuntivo. Você
28:01 já me falou que injunção pode estar lá nas letras de canções, pode estar nos textos poéticos, mas como é que a injunção ela pode ser cobrada dentro de uma questão na prova que eu vou fazer? Esse é o nosso objetivo. Eu preciso trazer para você o conteúdo que parece estar longe, mas que está aí tanto no nas situações que nos rodeiam, né, como essas daqui. Quem nunca viu manual? Quem nunca viu uma receita, né? Quem nunca viu um texto poético? Então, como também, certo, nessa ideia de questão do Enem, como é que aparece essa questão, como é que ela vai aparecer para você? Então, eu gostaria de convidar você a vir comigo aqui para resolver uma questão. Vem aqui comigo. Vamos resolver essa questão aqui. Enem, 2019, como é
28:49 que pode ser cobrada a injunção? Como é que pode ser cobrado aí dentro da minha prova? Então, preste atenção aqui comigo. A gente já viu que cobrado vai ser. A gente já viu que injunção está ali. Jéssica, em todos os anos tem texto injuntivo? Não, não é não. Não vai ter todos os anos que vai cobrar o tipo textual injuntivo. Pode ser que cobre tipo textual, que isso aí para mim é uma garantia, sabe? cobrar narração, descrição, enfim, argumentação, injunção. Mas assim, obrigatoriamente neste ano, nesta edição, vai ter para mim um texto injuntivo. Eu não tenho como confirmar. No entanto, não apareceu na prova do ano passado. Então, pode ser que fale sobre a injunção agora, certo?
29:36 Pode ser que seja justamente nessa edição. E por isso que você precisa estar preparado, tá bom? Então vamos resolver aqui essa questão juntos e compreendendo as nuances dela, os detalhes dessa questão, tá bom? Vamos começar pelo comando. Você que está conosco aqui há um tempo, você já sabe que nós sempre orientamos que comece pelo comando, certo? Então, vamos começar pelo comando. E eu começo dizendo assim, olha só, o comando tem assim: Todo gênero apresenta elementos constitutivos que coincidem seu uso em sociedade. A letra da canção identifica-se com o gênero ladaainha, essencialmente pela utilização da sequência textual. Então, olha só, aquele pedido, sabe? aquele aquele desejo. A ladainha é justamente isso, é
30:23 aquele por favor, Senhor, por favor faz isso. Sabe aquele ajoelhar-se mesmo. Então aquela aquela petição. Então ele está dizendo o seguinte: "Olha, os gêneros eles eles trazem elementos que coincidem, certo, com o uso na sociedade". Então ele traz aqui um um texto, né, que é uma letra de canção. Então, olha só, Enem9, blues da da Piedade, pra gente poder ver como é o funcionamento aí. Preste atenção. Vamos pedir piedade, senhor, piedade, para essa gente careta e covarde. Vamos pedir piedade, Senhor, piedade. Lhes dê grandeza e um pouco de
31:11 coragem. Então, olha só, a gente já viu aqui que ele tá pedindo uma tomada de postura, certo? Ele diz: "Vamos pedir piedade, Senhor, piedade para essa gente careta e covarde. Vamos pedir piedade. Lhes dê grandeza e um pouco de coragem". Então, perceba que aqui eu tô dizendo, olha, vamos pedir, é como se fosse um pedido, né? Vamos pedir, então é a mesma coisa dizer assim, peça, eu estou pedindo peça, então vamos pedir. Eh, então, olha só, aí ele diz o seguinte: "A utilização de que sequência textual?" Ah, da sequência expositiva. Eu tenho aqui uma exposição.
31:57 Será que eu tô tendo uma exposição? Quem lembra de exposição? Quem está conosco aqui? Está lembrando que eu falei que os textos expositivos são textos informativos, certo? Lembram bem, né? Que são textos informativos. Eh, narrativo. Vocês conhecem? Quem está conosco, quem está nos acompanhando, já ouviu falar de narração, certo? Sabe muito bem. Então, narração é contar um fato, seja esse fato verídico ou não. Injuntivo. Ah, Jéssica é injuntivo porque a gente tá aprendendo injuntivo. Não, não faz isso comigo não, por favor. Certo? Não faz isso comigo não. Esteja
32:44 entendendo porque é injuntivo, porque lá na prova eu não vou estar dizendo: "Olha, agora nós vamos falar sobre injunção, certo?" Então, injuntivo, por chamar o interlocutor à participação, ele faz isso. Ele chama o interlocutor, ele diz: "Olha, vem participar junto comigo". Claro que sim. Quando ele diz assim, ó: "Vamos pedir piedade". Então, ele chama quem tá ouvindo. Quando eu chego para você e digo assim: "Olha, vamos sair comigo? Quando eu faço esse convite a você, eu peço a você que é interlocutor que tome uma postura junto comigo." Então, é o que ele tá fazendo aqui. É um texto injuntivo. Por quê? Porque ele chama o interlocutor a participação. Vamos pedir piedade, senhor. Piedade para essa gente caro covarde. Então, descritiva por enumerar características de um personagem. Eu tenho essa enumeração de
33:29 características, não, né? Ainda vou voltar aqui. Apresentar uma cadeia de ações. Ele apresenta uma cadeia de ações, não, né? Discorrer sobre um dado tema. Ele está falando sobre que tema aqui? Qual o tema que ele trata? Nenhum, né? argumentativa por incitar o leitor a uma tomada de atitude. O que pede do leitor uma tomada de atitude não é argumentação, certo? A argumentação ela vai fazer com que você modifique o seu pensamento, você pense como eu penso. Eu defendo de uma forma que eu quero que você acredite da forma como eu acredito. É isso que você vai tentar fazer lá com o corretor da sua redação, certo? você vai tentar convencê-lo, mas aqui tomada de atitude, isso aqui, ó, é muito mais
34:15 da injunção. Por esta parte, por esta parte ele pod, você poderia até se confundir, mas o aluno Studo Play sabe que não dá para dizer que isso é uma argumentação, tá certo? Então, podemos eh chegar à conclusão aqui de que letra C de correto. Corretíssimo. Eu tenho certeza que você não se confundiu aí, tá certo? Vamos continuar que agora a gente vai falar sobre descrição. Entre injunção e descrição é muito, a gente tem uma recorrência muito maior da descrição, tá certo? Então, fica atento, presta atenção aqui, fica juntinho comigo, você vai aprender um pouquinho
35:00 sobre descrição, tá bom? Olha só, nós falamos aqui sobre injunção, já falamos sobre narração, já falamos sobre exposição e a nossa sensação aqui com quanto mais o tempo passa, é dever cumprido, né? a gente tá conseguindo já. Os tipos textuais estão sendo vencidos, os outros conteúdos também. Vamos chegar em mais um tipo textual e a gente fecha essa ideia eh de hoje, né, entre injunção e descrição. E eu tenho certeza que se você encontrar esses tipos aí, você vai se mandar, você vai se dar muito bem na prova, ok? O que são textos descritivos?
35:48 são aqueles que servem para descrever algo ou alguma situação. Então, eu tenho certeza que já aconteceu com você, porque já aconteceu comigo. Sabe aquela pessoa que você se encanta assim à primeira vista? Eu espero que as suas descrições elas sejam fiéis, certo? Porque às vezes a gente encontra alguém, a pessoa diz assim: "Poxa, pessoa bonita, né?" Então, o que é que acontece? Você pega e vai descrever essa pessoa para um colega seu, para um familiar, para um amigo, para alguém da família, né? Para alguém da sua casa. E você vai fazer essa descrição da pessoa que você acha bonito. E você começa a descrever as características. Ah, é, é uma pessoa alta ou é uma pessoa baixa. Ah, tem um cabelo liso, tem um cabelo
36:34 cacheado. E você vai trazendo aquelas descrições e você disse: "Meu Deus, é muito bonita. Essa pessoa é muito bonita." E você vai trazendo as descrições da pessoa. Se você for fiel, quando a outra pessoa olhar, ela vai identificar logo que é a pessoa que você tá fazendo referência. Agora, se você falhar, a pessoa vai dizer assim: "Não tem nada a ver com o que você me descreveu. Absolutamente nada a ver. Nada a ver. Você disse que era bonito, eu tô achando feio. Você disse que era alto. Alto. Como assim alto? Que sério, não é ser alto. Então, seja fiel à suas descrições, viu? Escreva bem direitinho porque senão vai dar errado. Então, olha só o que são textos descritivos, né? São esses textos que a gente se utiliza para poder descrever, trazer detalhes. Então, quando a gente detalha, a gente detalha uma postura de alguém, a gente detalha
37:21 eh aspectos físicos daquela pessoa ou até aspectos que não são físicos. E a gente vai aprender um pouquinho sobre essas dois tipos de descrição, tá certo? A marca gramatical da descrição é o predomínio de substantivos, adjetivos e locuções adjetivas. Quando você diz ele era alto, a moça era alta ou a menina ou o rapaz, você trouxe substantivos. Aí você disse alto, ah, o cabelinho de anjo, sabe? Cabelinho de anjo, locução adjetiva. Então, descrever nada mais é que detalhar. Você detalha em palavras
38:09 e você detalha fazendo uso de substantivos, adjetivos e locuções adjetivas. Então, quando eu digo calmo, quando eu digo rapaz ou quando eu digo moça, por exemplo, então a gente tá usando substantivos e adjetivos e locuções adjetivas. Jéssico, o que é a locução adjetiva? Locução adjetiva é aquela aquela são duas palavras que quando estão juntas elas funcionam para caracterizar. Perceba que quando eu digo assim, amor materno é uma palavra só, então é um adjetivo. Mas quando eu digo amor de mãe, são duas palavras. Quando eu digo amor de mãe, eu caracterizo aquele amor. Então, locução
38:55 adjetiva, tá certo? Já tô aproveitando aqui para tirar sua dúvida, caso você tenha, para você entender quando é que vem uma locução adjetiva. Então, lembra quando eu falei aqui, ah, é um cabelinho de anjo? Sabe aquele cabelo de anjo? Pronto. O de anjo é justamente eh essa ideia do do de uma locução adjetiva, tá certo? A Lê tá aí, né? Mostrando o cabelinho de anjo dela. Vocês estão vendo aí, acompanhando. Ela tá ela tá sentindo que a descrição é para ela, viu, pessoal? Então, olha só, a descrição objetiva. O que é uma descrição objetiva? Presta atenção. A descrição objetiva é aquela que vai ser fiel aos detalhes e aqueles detalhes são facilmente perceptíveis, certo? Então, olha só. Furacão Adam se aproxima do litoral
39:42 porto riquenho. A tempestade tropical atingiu a categoria do e espera-se que atinja o sul da ilha antes de domingo. O furacão Adam de de categoria 2 começou a aproximar-se do mar do Caribe de forma mais forte desde quinta-feira e já está com ventos de mais de 150 km/h. De acordo com o Centro Nacional de Furacões, dos Estados Unidos, espera-se que chegue ao litoral sul da ilha de Porto Rico, no domingo ainda mais forte. Perceba que aqui ele está falando sobre um fato. Só que na hora de falar sobre esse fato, ele detalha. Tem uma riqueza de detalhes aqui. Ele fala da categoria, certo? E ele diz o
40:28 seguinte, que ele começou a aproximar-se do mar do Caribe de forma mais forte. Lembra que eu falei que tinha adjetivo aí desde quinta-feira? Já está com vento de mais de 150 km/h descrição, certo? De acordo com o Centro Nacional Nanã, espera-se que chegue ao litoral e do sul da ilha no domingo, ainda mais forte. Então eu trago detalhes de como é que esse furacão está funcionando e quais são as projeções para este furacão, tá certo? Então, a descrição objetiva é aquela que traz o fato tal e qual aquilo que realmente é, que está diante dos nossos olhos. Sabe aquela descrição que quando você vai fazer a descrição de alguém, aí você diz: "Olha, é branco ou
41:15 é negro, é alto ou é baixo", está diante dos seus olhos. é físico. Agora, quando você diz assim, é carinhoso, é gentil, então são não são perceptíveis, são através de ações, a gente vai percebendo. Então isso já não é eh já não é objetivo. Objetivo é aquilo que eu consigo identificar, aquilo que está as claras, vamos dizer assim. Já a descrição subjetiva, olha só. Sei que você fez os seus castelos e sonhou ser salva do dragão. Desilusão, meu bem. Quando acordou, estava sem ninguém. Sozinha no silêncio do seu quarto, procura a espada do seu salvador, que no sonho se desespera. Jamais vai poder
42:01 livrar você da fera da solidão. Isso é uma canção, viu? Eu não vou cantar aqui para vocês não desligarem aí o celular ou a TV ou o computador, tá certo? Mas é uma canção, tá bom? Com a força do meu canto, esquenta o seu quarto para secar seu pranto, aumenta o rádio. Me dê a mão. Eu fiz uma descrição e essa descrição, eh, essa descrição ela foi para além do que estava físico ali, objetivo, claro, transparente, visível a olho nu. Quando eu digo assim, ó, sei que você fez os seus castelos e sonhou ser salva do dragão, perceba que há uma subjetividade. Aí eu poderia dizer qual é o dragão, você poderia dizer outro. Então eu poderia encarar aquela situação de uma forma, você encarou de outra.
42:48 Então você consegue perceber que é uma diferença. O objetivo é o que tá lá. Olha, você está lá no seu quarto, quieta, em silêncio, está deitada na cama. Eu queria que você me desse a mão, que é o que ele faz aqui, né? Eh, isso não vai livrar você dessa situação que você está vivendo. Isso é objetivo. Olha, você está aí no no quarto. Isso é uma descrição objetiva. É aquilo que está aos nossos olhos, é aquilo que está às claras para nós, é aquilo que se desenha na nossa, vamos dizer assim, objetividade. Agora, subjetivo não. Subjetivo é a forma como você encara. Subjetivo é a forma como você vê. Então, quando ele diz assim, olha, sozinha no silêncio do seu quarto, procura a espada do seu salvador que no sonho se desespera. Então, perceba que tá cheio de subjetividade. Ele descreve, ele tá
43:35 detalhando ali a situação. Você consegue saber que a pessoa está no quarto, mas você não você consegue saber os detalhes só olhando pela subjetividade. Isso é uma uma descrição subjetiva, tá certo? Então, descrição objetiva é aquilo que está às claras, é aquilo que está aos nossos olhos, é aquilo que é palpável, a olho nu. E descrição subjetiva não, ela tá muito carregada de subjetividade, muito de, vamos dizer assim, tem muita metaforização. Inclusive, fica atento que eu vou falar agora. Metaforização é um termo que o Enem adora usar, certo? para fazer referência às metáforas. E as metáforas são aqueles,
44:21 vamos dizer assim, aquelas expressões que elas não podem ser carregadas em sua realidade. Como você quando era criancinha que dizia: "Papai é o meu herói". Que os pais não me escutem aqui. Ele é só o seu pai, né? Ele não é um herói, que os pais não me escutem aqui, por favor. Mas assim, quando ele diz, "Papai é o meu herói", é muito nessa sensação, né? nessa ideia de ele ele me salva, ele está ali, ele vai trabalhar, né, nessa nessa ideia. Então, toda vez o Enem vai est trazendo essa ideia de metáforas, certo? E essas metáforas elas carregam justamente essa subjetividade, certo, que está para além do que a gente consegue descrever, para além daquilo
45:09 que a gente consegue detalhar, tá certo? Então, está nas no campo das ideias. Então, anota aí, por favor. A descrição subjetiva, ela está no campo das ideias, tá certo? Então, quando eu falo de descrição subjetiva, eu falo justamente sobre essa ideia do que permeia, do que está permeando na subjetividade, no campo das ideias, na ideia da metáfora, como o Enem adora fazer referência, na metaforização, tá certo? Então, objetiva e subjetiva, você já conseguiu identificar a diferença entre as duas, tá certo? Tenho certeza que se tiver uma questão sobre isso aí, você vai conseguir mandar muito
45:55 bem, tá bom? Então, presta atenção. Aqui a gente vai fazer o recapitulando e aquele recapitulando que vocês gostam, que vocês adoram, de olho no print. O print tá aí, a Lé fica pronta, né? Inclusive, aí está o print recapitulando injunção e descrição. Gostaria de pedir que deixasse a intela cheia para os alunos eh para os alunos poderem fazer o print. Exatamente isso aí, viu? E a sempre fica super pronta, né, no print de vocês. Então, olha só, a injunção, ela tem caráter de ordem ou de recomendação, tá certo? Enquanto a descrição é usada com a função de descrever locais, situações, personagens. Quando eu falo de uma descrição que ela é objetiva, ela é
46:41 imparcial. É aquilo que você está vendo. Fim. Quando eu falo de uma descrição subjetiva, ela contempla as emoções, a subjetividade, tá certo? Então, eu tenho muito essa ideia aí. Eu não tenho apenas aquilo que está de forma imparcial. Imparcial é eu chegar e dizer assim: "É alto, é baixo, é magro". Não é magro. Então isso aí é uma descrição que é imparcial, está ali as claras para você, certo? Você consegue perceber a olho nu. Mas quando eu falo de, ah, tem um jeito calmo, um jeito carinhoso de ser, tem um que de mistério. Sabe quando eu trago esses detalhes para você? Sabe quando alguém chega e diz assim: "Olha, aquela pessoa tem um que de mistério? Isso aí é subjetividade. Isso aí é a forma como você enxerga. Eu posso enxergar, por
47:27 exemplo, de uma forma muito diferente, certo? Então, eu espero que vocês tenham compreendido. Nós vamos resolver mais uma questão, certo? Nós vamos falar mais uma vez sobre descrição e aí sobre injunção também, não deixa de ser, tá certo? E eu gostaria de pedir que você me acompanhasse aqui pra gente resolver mais uma questão. Preste atenção, tá bom? Perceba que você que está conosco, a gente sempre orienta que você comece pelo comando da questão. Jéssica, por que começar pelo comando da questão? Presta atenção comigo. Quando você
48:12 começa uma questão pelo comando, você consegue nortear o seu olhar para aquela questão. Perceba que se eu começo uma questão pelo comando dela, eu consigo olhar, o meu olhar, ele fica mais apurado para aquilo que a questão vai pedir, sem que haja aquela necessidade de que você volte à questão, sem que haja aquela necessidade de que você não consiga compreender o que foi falado, porque você já leu o texto e o texto foi muito grande. Então, preste atenção. A gente começa pelo comando da questão, tá certo? Vamos começar aqui. E ele começa falando sobre descrição. Ele já traz para você que é uma descrição. Ele diz assim: "A descrição subjetiva ou objetiva?" Preste atenção que aqui nós estamos falando sobre os dois tipos de descrição, certo? Que nós vimos hoje.
48:58 Lembrando que a subjetiva ela é carregada, carregada de subjetividade. Ela é mais parcial, é aquilo que você viu, é a forma como você enxergou. enquanto a objetiva, não imparcial, eh, vamos dizer assim, é aquilo que traz o que está à vista, a olho nu, está lá e pronto, ninguém pode negociar, tá certo? Permite ao leitor visualizar o cenário onde uma ação se desenvolve e os personagens que dela participam. O fragmento do romance caracteriza-se como uma descrição subjetiva. Perceba que aqui ele já entrega para você sobre essa descrição subjetiva. Ele já diz para você que é subjetivo, é carregado de subjetividade, certo? Por quê? Então, olha só, ele traz aqui as
49:45 possibilidades de porqu é uma descrição que vai ser subjetiva, tá certo? Então vamos voltar aqui para o texto. Preste atenção. Um cachorro cor de carvão dorme no azul etéreo de uma rede de pesca enrolada sobre a grama da praça 21 de Abril. O sol bate na frente nos degraus cinzentos da escadaria que sobe a encosta do morro até a igreja da matriz. A ladeira de paralelepípedos curta índreme ao lado da igreja, passa por um galpão de barcos e por uma casa de madeira pré-moldada. A cena para a velhinha marrom que toma sol na varanda sentada. Uma cadeira de praia colorida.
50:30 O vento nordeste salgado. Tumou as árvores e as ondas. Nuvens esparramadas avançam em formação do mar. para o continente como um exército em trans. A ladeira faz uma curva à esquerda passando em frente a um predinho do século XVII, com paredes brancas, descascadas e janelas recém-pintadas de azul cobalto. Aí você chega e diz assim: "Jéssica, uma coisa que não se pode negar. Se o Enem pede de você essa questão e ele pede ser a descrição narração, você consegue perceber que descrição tá em alta aí. Só que ele já disse para você que é descrição e ele já disse para você que é subjetivo, é o olhar do autor. Aí ele
51:16 diz o seguinte, por quê? Ele constrói sequências temporais pelo emprego de expressões adverbiais. Jéssico, que são expressões adverbiais de tempo, de modo, de lugar, de afirmação, de negação, de intensidade, certo? De dúvida? Ele não traz essa ideia dessas sequências com tempo, modo. Ele não traz. Então, a gente corta aqui essas expressões adverbiais. Certo? Até porque eu falei para você que a descrição ela é lotada de substantivos, adjetivos e locuções adjetivas, tá certo? Apresenta frases curtas de ordem direta, com elementos enumerativos. A gente não vê a numeração aqui. A gente não vê ele dizendo primeiro lugar, em segundo lugar, em terceiro lugar. Não, a gente não vê, tá certo? Então, a gente não vê
52:03 essa essas esses elementos enumerativos. Recorre a substantivos concretos. concretos é objetiva, tá certo? Subjetiva não. Subjetiva tem muito da subjetividade, da abstração, tá bom? Cria uma ambiência própria por meio de nomes e verbos metaforizados. Sim ou sim, o aluno que está comigo ouviu falar hoje sobre essa metaforização, não foi? Prioriza construções oracionais de valor semântico de oposição. O tempo todo ele tá se opondo aí? Não, ele não tá, né? Então, conseguimos resolver aí mais uma questão e vamos para mais uma que estava lá no Enem 2000 e
52:49 21, certo? Por favor, em tela cheia para mim. E ele pergunta o seguinte na minha, no meu comando, ele diz assim: "Que procedimento composicional o narrador utiliza para caracterizar a aparência da personagem? Então, olha só, ele já está dizendo que o narrador ele se utiliza de eh de procedimento de composição. Então, olha só, ele diz o seguinte: Aa Caolha era uma mulher magra, alta, mas lenta, peito fundo, busto arqueado, braços compridos, delgados, largos nos
53:36 cotovelos, grossos nos pulsos. Mãos grandes, ossudas, estragadas pelo reumatismo e pelo trabalho. Unhas grossas, chatas e cinzentas, cabelo crespo de uma cor indecisa entre o branco sujo e o loiro grisalho. Desse cabelo cujo contato parece deve ser eh áspero e espinhento, boca descaída numa expressão de desprezo. pescoço longo, engelhado, como o pescoço dos urubus, dentes falhos e careados. O seu aspecto infundia terror às crianças e repulsão aos adultos. Não tanto pela sua altura e extraordinária magreza, mas porque a
54:23 desgraçada tinha um defeito horrível. Havia extraído o olho esquerdo. A pálpebra descera mirrada, deixando contudo junto ao lacrimal fístola continuamente porejante. Era essa pinta amarela sobre o fundo nenegrido da olheira. Essa era essa destilação insensante depois que a tomava repulsiva aos olhos de toda a gente. Minha gente, pelo amor de Deus. Então ele diz o seguinte: "Olha, existe o narrador, ele ele caracteriza a aparência da personagem. Ele se utiliza de quê? Ele se utiliza de uma descrição marcada por adjetivações despreciativas. Sim, é isso que acontece. Alternância dos tempos e modos verbais, não. Ele tá falando de uma pessoa lá no passado e tudo bem. adoção de um ponto
55:09 de vista centrado no medo das crianças. Não, não são as crianças que falam aqui, ele fala das crianças. A objetividade da correlação entre imperfeições físicas e morais não. A especificação da deformidade responsável pela afeição eh assustadora. Na verdade, o que a gente vê aqui é uma descrição marcada por adjetivações, até porque nós vimos isso aqui hoje, certo? E essas adjetivações são depreciativas, né? Minha gente, venhamos e convenhamos. Então, olha só, se o assunto é descrição e injunção, você aluno estud muito bem preparado. Certo? Espero que vocês tenham compreendido o assunto e continua conosco. Tem mais aula ainda hoje. Tchau, tchau. >> Com a aula massa dessa fica difícil não
55:56 compreender, né, Jéssica? Ó, a gente tira maior onda com a professora Jéssica aqui, mas ela é um show à parte, né, gente? Vamos pro intervalo. Daqui a pouco a gente volta com mais maratona Enem. [Música] Já pensou em se preparar para o Enem com materiais de altíssima qualidade, totalmente de graça? Com Maraton Enem, isso é possível. É simples. Selecione a opção aluno, clique em maratona Enem e explore tudo que a plataforma tem a oferecer. São videoaulas, livros digitais e conteúdos organizados das quatro áreas de conhecimento para Enem. Linguagem, ciências da natureza, matemática e ciências humanas. Além de, claro, a redação. E o melhor, com base
56:43 nos seus resultados nos simulados. A Stud Play cria uma trilha personalizada, destacando exatamente os temas que você precisa reforçar. É um estudo direcionado, inteligente, feito para você. Fique ligado. Aulas ao vivo de segunda a sexta-feira na plataforma Stud Play. Tudo pensado para garantir a melhor experiência na preparação. Juntos rumo à aprovação. [Música] Bora voltar pra nossa maratona. Lembro para você que se você tá adorando as aulas do maratona Enem, é possível ver muito mais, tá? Na nossa plataforma este to Play. A gente tem uma, essa plataforma é bem completa, com mais de 1000 videoaulas gravadas para vocês, tá
57:30 aí na nossa tela, não deixa de acompanhar. Além das aulas, tem correção porá e muito mais. O material todo completo para que você se prepare para este grande dia, ou melhor, para estes grandes dias. Vamos juntos rumo à aprovação. A gente segue por aqui agora com aula de literatura e arte o professor Rodrigo. [Música] Olá pessoal, tudo bem? Meu nome é Rodrigo Pais e a aula de hoje é sobre arte, mas especialmente interpretação dos objetos artísticos.
58:17 Essa é uma aula basilar, pessoal. É uma aula que vai ajudar vocês a compreenderem como interpretar questões na prova do Enem. vai ajudar vocês a estabelecerem as relações necessárias entre o objeto e a teoria que nós estamos aqui ao longo de todo esse curso, de toda essa preparação de vestibular, eh para ajudar vocês a compreenderem as melhores formas de vocês conseguirem resolver essas questões assim com a maior tranquilidade, tá bom? Então, eu selecionei alguns tópicos que devem ser levados em consideração na hora da prova, na hora da leitura dos objetos. Vocês sabem que arte é um estudo muito amplo sobre muitos tipos de objetos
59:02 artísticos. Quando a gente fala da arte, a gente não só fala só de um único objeto artístico, de uma única forma de expressão artística. Existem várias. até a o final da primeira metade do século XX, nós tínhamos ali um conceito que regia em torno das artes, que era conhecido como manifesto das sete artes, escrito pelo italiano Ricioto Canuto. Ricioto Canuto, ele definiu que havia no mundo sete artes, né? Eh, esculturas, pinturas, dança, música, teatro, fotografia, cinema. Tá? Esculturas e pinturas entram no rol das artes plásticas. Então a gente acresce aí literatura também.
59:47 Então até o final da primeira metade do século XX nós tínhamos ali esse manifesto que regia todos os elementos em torno do estudo das artes. Mas a partir do final da primeira metade a gente já entende que existem outras produções artísticas. Por exemplo, com as tecnologias vai surgir os videojogos, né? Vai surgir também a história das performance, a cultura dos HQs, que são as histórias em quadrinhos. Então, na prova do Enem, o que vocês vão receber vão ser objetos que às vezes estabelecem uma relação de interdisciplinaridade, né, com outras disciplinas. Às vezes é possível dentro da da prova aparecer numa questão objeto artístico com um fragmento de um texto histórico, uma
1:00:33 fotografia com uma pintura, um fragmento de um de uma obra literária e uma escultura ou uma obra em arquitetura. Isso é muito comum acontecer na prova do Enem, mas essas estratégias da aula de hoje vai ajudar vocês a compreenderem detalhadamente. Então vamos começar primeiro pelos elementos formais, né? Que é o que eu tô chamando aqui de análise intrízca, que é o que está por dentro do próprio texto, que é o que vocês devem perceber logo de cara na hora que vocês observam. Primeiro a composição, né, a organização do dos elementos naquele espaço. Por exemplo, se for sobre uma pintura a questão, então vocês têm que olhar qual é a composição daquela pintura, quais são os
1:01:19 elementos que existem ali dentro daquela pintura que vão ajudar vocês a compreenderem as informações discursivas que o autor se propôs ali a debater, né? por exemplo, equilíbrio, ritmo, simetria. Se for no caso da literatura, se for um texto literário, se for uma fotografia, essa fotografia tem um caráter jornalístico, essa fotografia tem um caráter eh documental, essa fotografia tem um caráter expositivo, essa fotografia vocês precisam entender quais são os elementos que regem essa composição, tá? Olha pra obra e começa a decupar esses elementos. Eu acho que isso é um princípio que a priori vai levar vocês a ficarem um pouco inessados, mas à medida que a gente vai
1:02:05 consumindo arte, isso tudo vai ficando muito naturalizado dentro da nossa cabeça. Por exemplo, já que a gente tá falando de pintura, vamos falar da cor. Qual é a paleta que foi utilizada naquela pintura? Ou na fotografia, por exemplo, as cores são quentes, são frias? As cores são complementares, elas representam contrastes? Qual é a simbologia dessas cores, né? O vermelho, por exemplo, que tá muito diretamente associado à matéria, ao sangue, a finitude, mas também as guerras. o azul que representa necessariamente a celestialidade, o espaço anírico, né, o ambiente do sonho. Então, vejam que cada elemento que vai sendo colocado ali vai tendo um propósito. Então, sim, é um trabalho
1:02:51 relativamente complexo nesse primeiro momento, porque vocês ainda estão engessados, mas a partir do momento em que vocês já tiverem com tranquilidade, dispondo essas habilidades, a interpretação vai ficar muito acessível. Ó, linhas e formas, né? Os traços eles são retos ou curvos, né? As linhas, elas são geometrizadas ou a tinta parece escorrer sobre a paleta, né? Sobre a tela, melhor dizendo, tá? As formas são geométricas, são orgânicas, são realistas. Existe uma perspectiva de sombreamento, tá? Como a exemplo aqui da luz e sombra. Vamos falar, por exemplo, que as sombras utilizadas em pinturas realistas nos
1:03:37 fornecem um elemento muito próximo da realidade, porque ele coloca as sombras sempre a partir do plano da própria existência real. Homens e mulheres trabalhando num determinado lugar, embaixo de sol, vai se refletir naturalmente a sombra. Então esse elemento que se apresenta ali na obra, ele traz um senso de realismo. Mas se a gente pegar, por exemplo, pinturas impressionistas, que também trabalha com essa supervalorização da luminosidade, já que um dos princípios maiores do impressionismo é a refração, é capturar a refração da luminosidade que se incide sobre objetos, pessoas e lugares. Então veja que os impressionistas eles vão dar uma vazão, um foco, uma atenção, uma
1:04:24 luminosidade, tá? Por isso que eles capturam principalmente as referências da luz, como a luz ela refrata em cima desses objetos, em cima desses lugares, em cima desses ambientes, em cima das pessoas, tá? Mas se a gente, por exemplo, pegar lá no século X7 o trabalho dos artistas barrocos, por exemplo, a gente vai ver que luz e sombra, que eles chamam de xiaroscuro, cria um senso extremamente religioso e etéreo. Por exemplo, na obra do Caravadio, principalmente o Caravádio, que é o maior nome no que diz respeito ao uso da técnica do chiaro oscuro, vocês vão ver que Caravádio ele vai dar uma atenção muito grande ao foco da
1:05:11 cena, ao ponto principal da cena. Então ele deixa enradear uma luminosidade que deixa evidente o protagonismo daquela cena e coloca na parte de trás toda em numa penumbra escura, né? até mesmo para criar um ambiente etéreo, uma contraposição, uma oposição, por exemplo, entre morte, entre céu e inferno, entre pecado e perdão, entre matéria e espírito. Esses são elementos que a gente percebe logo no uso das sombras, da luz e da sombra, né, da técnica do chiaro oscuro. Então veja, eu tenho um plano realista que trabalha com luz e sombra para imprimir um senso de denúncia social, um senso de
1:05:57 aproximação da realidade por técnicas quase que fotográficas. Eu tenho no impressionismo, né, uma preocupação dos artistas em capturarem a luminosidade quando esta se incide sobre objetos, pessoas e lugares. E eu tenho no século X7 a força expressiva do barroco que vem com a técnica do Charcuro. Vocês entendem que não dá para estudar arte também sem contexto histórico? Porque essa mesma técnica, esse mesmo ponto que nós estamos debatendo aqui, vai ser percebida em vários momentos artísticos. vai ser percebido no século XIX, no início do século XIX, vai ser percebido no final do século XIX, vai ser percebido no século 17 e por aí vai, tá? Outra coisa também, a textura, essa
1:06:42 superfície, ela é lisa ou ela é áspera? As técnicas, as pinceladas, né, elas são lisas e lineares ou elas são feitas, por exemplo, em espátulas com relevos gritantes? Veja que a técnica de pincelada também imprime necessariamente um senso de maior subjetividade na obra ou de menor subjetividade na obra. Os artistas que trabalham com a arte realista, é claro que eles vão usar técnicas de pintura muito lineares, a própria tela, mas os artistas impressionistas eles jogam uma maior quantidade de tinta, né, para criar mais esse senso de impressão. Eles não se preocupam em capturar as formas realistas, mas eles se preocupam em
1:07:29 capturar a luminosidade. Vamos tomar como base, por exemplo, essa obra icônica que nós analisamos aqui, que é a noite estrelada de Vanangog. Vamos pensar, por exemplo, em composição. Olha os traços, ó, da obra, ó. Ó a quantidade de de círculos que ele faz aqui na obra. Eu vou desenhar aqui alguns para vocês, para vocês verem. Ó, olha a quantidade, ó. Veja que ele não tem uma preocupação necessariamente em reproduzir o literal, mas principalmente reproduzir o efeito que a luminosidade de uma noite estrelada cria, se incide sobre uma cidade. Então ele não tem uma preocupação de reprodução de uma forma realista, mas de
1:08:14 capturar a impressão que essa luminosidade carrega dentro desse desse ambiente, né, nesse recorte fotográfico aqui que ele constrói. Um outro detalhe que é muito importante levar em consideração é a própria referência biográfica do artista. Todas essas pinceladas frenéticas diluídas, como se a própria tinta estivesse na tela, aonde o próprio artista passa a mão e a tinta vai ganhando a sua a sua forma, é parte também de uma relação individual com a própria psiqu de Vanog. Vanog que sofria de depressão muito forte, ele carrega essa obra de um azul, de um azul violento, um azul que cria um espaço celestial, que apresenta sobre essa
1:09:03 imagem onírica de um céu extremamente azul, essa perspectiva também melancólica, solitária, né? eh, até de certa forma assim depressiva mesmo, porque o azul ele carrega essa cor da melancolia, né? Ele tem essa relação direto com a solidão, tá? Então, vejam que as referências da luminosidade, das técnicas de paleta, do uso do contraste do amarelo com o azul nos mostra referências claras sobre a identidade da obra. Por exemplo, o amarelo que vem com alegoria de uma cor da alegria, é a cor do nascer do dia, é a cor que reinicia os ciclos e os estágios do dia. Então, veja que o amarelo tem pouco, ó. Ele
1:09:48 coloca alguns pequenos pontos de amarelo para falar também sobre o seu estado de espírito, mas principalmente dando foco e vazão em maior quantidade no azul, já que o azul representa o seu estado psicológico. Olha o contexto histórico e cultural. O nome disso aqui, gente, se chama de referências. Não se interpreta, meus amigos, sem referências. Referência é a mesma coisa que contexto. Muita atenção, não se interpreta distante dessas referências ou dessas funções referenciais. por exemplo, período e estilo. Se é barroco, se é do século X7, a gente já vai ver que uma
1:10:34 das maiores características do barroco é a contradição, é o paradoxo, são as antínteses, né? é a oposição. Veja que, por exemplo, nas pinturas, eles vão usar para criar essa oposição as técnicas do chiar os escuro. Na literatura, por exemplo, eles vão utilizar essas duas figuras de linguagem que eu falei para vocês, antítese e paradoxos, para criar essa oposição constante de um homem que vive num período histórico marcado por uma angústia existencial. Esse homem que se divide necessariamente em céu e terra, Deus, diabo, pecado, perdão. No romantismo, a gente já vai ver que vai haver uma evocação à natureza, por exemplo, uma evocação aos heróis, aos elementos dos heróis. E num determinado
1:11:21 momento do romantismo, a gente começa a perceber um lado mais obscuro, mais pessimista, mais melancólico do romantismo por causa da influência do mal do século. Então, nesse momento, o romantismo se torna mais obscuro, né, como a gente chama de maneira bem vulgar, dark, se torna dark, se torna noturno, né? Vai dar muito mais vazão aos elementos internos. Então, existe um que mais existencial. As propostas que iniciam o movimento romântico nas artes que vem com o princípio do nacionalismo, acaba dando lugar a esse lado mais obscuro da natureza humana. Então, veja que ainda assim os românticos eles têm uma preocupação dentro desse contexto em capturar a realidade o mais próximo
1:12:08 possível delas. A gente vai ver, por exemplo, uma grande produção artística, romântica aqui no Brasil. Na figura dos indígenas, existem inúmeras pinturas de indígenas, né, aqui. Por quê? Porque ele traz essa referência do nacionalismo. Então, ele evidencia os corpos, ele evidencia a memória, ele evidencia a identidade, tá? Esse período histórico que marca ali a chegada do romantismo na Europa do final do século XVI e no Brasil, no início do século XIX, após a independência do Brasil em 1822. Então são elementos que constróem a base de um discurso subjetivo idealizado, né? Acima de tudo, tá bom? E sentimental. Já
1:12:56 no modernismo, por exemplo, século XX, ó, século X, desculpa, botei 18, mas século X, romantismo, século XVI na Europa e X aqui no Brasil e modernismo século XX. O século XX nasce principal, principalmente com a chegada das vanguardas. As vanguardas é um movimento artístico de ruptura. Então, o que é moderno é aquilo que rompe, que quebra com a tradição, com os paradigmas, né, com o academicismo que regeu a história da arte até o final do século XIX. Presta muita atenção. O que é moderno é
1:13:42 inovador, não se preocupa mais com as mesmas ideias que no Barroco de Caravadio, né, de Artemíia Gentiles do Barroco de El Grego, tá? Ou então no romantismo de outros artistas, inúmeros artistas que surgiram ali no século XIX. Os modernos não têm mais a mesma preocupação em capturar a realidade, tá? Eles espelham essa realidade a partir de novas técnicas, de novas figurações. Isso em todos os campos artísticos, tá? Outra coisa também que é muito importante, não dá para se estudar arte sem o artista. Às vezes, quando você conhece um pouco da história do artista, fica muito mais evidente a sua obra. Inclusive, o discurso que circula em torno da própria
1:14:29 biografia do artista dialoga diretamente com o objeto artístico produzido. Às vezes existem artistas que produzem a mesma coisa ao longo de de anos, né? A mesma composição estética, as mesmas técnicas, tá? Porque aquela é a linguagem, aquele é o estilo do artista. Então é sim importante conhecer a biografia. Vocês sabem disso? que toda vez quando eu vou conversar com vocês sobre arte, né, eu sempre me preocupo em falar sobre os artistas. Por quê? Porque quanto mais a gente conhece sobre a biografia, mais fácil fica de interpretar as obras. Então imagina se você conhece aquele artista que caiu na prova do Enem e vocês olharam aquele artista, estudaram aquele artista ao longo do ano letivo, na hora que
1:15:16 aparecer a questão com o texto dele, com a pintura dele, com a fotografia dele, eu garanto a vocês que vocês não vão ter nenhuma dúvida em assinalar as questões. Às vezes, só sabendo o nome do artista, você já consegue resolver com muita facilidade as alternativas, tá? Então, é importante sim se aprofundar em elementos biográficos, porque a biografia do artista também carrega de função, é, é carregada de função referencial. Outra coisa, quais são as intenções e as as influências dos artistas, né? Por exemplo, os artistas românticos vão ser influenciados pelos artistas do arcadismo. O início do movimento romântico é claramente influenciado pelo
1:16:03 término do movimento arrcade. Os árcades, inclusive eram chamados de pré-românticos. Os pré-românticos, por exemplo, eles vão valorizar bastante a natureza. Não é à toa que na literatura do arcadismo eles escreviam em forma de dílios. Por quê? porque eles faziam homenagem à natureza. Mas, por exemplo, na literatura romântica, eles vão contemplar o herói, vão contemplar a pátria, a nação. Então, são relações que vêm a partir de influências. Quantos artistas foram influenciados por eh por outros, né? Vamos levar, por exemplo, a influência dos movimentos artísticos, o a contribuição que artistas como Vanangog Paul Sesand deram paraa chegada do expressionismo, a
1:16:50 influência das vanguardas que começa ali com o pós-pressionismo desses dois artistas. Então, eu quero que vocês entendam que é muito importante saber o lugar desse artista, de onde esse artista vem. Por exemplo, se nós esvermos falando sobre arte social, que vai trabalhar com denúncia e aqui no Brasil especialmente, vai esbarrar sempre nas questões ligadas à classe, né, a consciência de classe, tá? E principalmente as questões raciais. Aí você pega artistas eh como eh eh Itama Vieira, você pega artistas como Jeferson Tenório, você pega artistas como Conceição Evaristo ou então outros artistas, né, fotógrafos como Sebastião
1:17:36 Salgado, que trabalha só com o social. Na hora que vocês olharem esses nomes, vocês já vão saber que o discurso ali é social, que as temáticas são raciais, que as temáticas estão diretamente ligadas à exploração do homem no ambiente de trabalho, a condição de exploração desse homem, né? A violência, a falta de de descaso, de salubridade nos ambientes de trabalho. Então, esses artistas debatem essas questões sociais. É muito importante vocês ficarem ligados com isso, tá bom? Outra coisa, sociedade, quais são os eventos que eles debatem ali? Às vezes esses eventos vão ser diretos e aí a gente vai chamar isso de quê? Marcadores
1:18:21 temporais. Olha que bacana. Por exemplo, você pega um livro para ler e no teu livro você começa a perceber figurino, você começa a perceber um fato histórico, você começa a perceber que existe um personagem da história que foi citado ali. Tudo isso, gente, são marcadores históricos que relatam necessariamente a sociedade. Não quero dizer com isso que marcadores históricos
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