0:01 Estamos ao vivo aqui no canal Católicos de Verdade, iniciando uma live importantíssima com o Dr. Rubens Rebolsa. Seja bem-vindo, doutor, ao canal Católicos de Verdade. Boa tarde, Thago. Boa tarde a todos que nos acompanham aqui ao vivo e a todos que escutarão e assistirão depois dessa live. Eh, para mim é um prazer estar aqui com você. Então é uma alegria, né? Eu eu falava em off aqui com com o Dr. Rubens que esse é um assunto que eh ele não é muito tocado, ele não é muito tocado em nossas paróquias, em nossas homilias, que é o assunto da paternidade
0:48 responsável e também do método de ovulação billins, né? As os muitos católicos não têm conhecimento e ainda não entendem. do que se trata. Então, só antes da gente iniciar, o senhor se apresentar, falar da onde o senhor é, só vamos fazer aquela oração que eu sempre faço no início dos meus vídeos, né, que ela entrega. Então, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém. Amém. Inspira, Senhor, as nossas ações e ajudai-nos a realizá-las, para que em vós comece, em vós termine tudo o que fizermos. por Cristo nosso Senhor. Amém. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
1:33 Amém. Pois bem, doutor, quem é o senhor, né? Da onde o senhor fala? Eh, o senhor é consagrado de uma comunidade? Explica um pouquinho pra gente. Eh, Thago, boa tarde. Eh, eu me chamo Rubens Rebolsas. Eu sou natural de Fortaleza, Ceará, mas atualmente há 4 anos já a gente mora em Juazeiro do Norte, interior do Ceará. É a cidade mais católica do Brasil, que é a cidade do padre Cícero. É. É. E aqui eu sou médico, né? Sou casado, temos cinco filhos, né? um no céu, três em casa, já na verdade estão no colégio agora, e um na barriga da minha esposa, que e uma na barriga da minha esposa,
2:19 que vai nascer daqui a um mês e pouquinho. Eh, eu sou consagrado da comunidade católica Shalom, com promessas definitivas. Já faz quase uma década que eu fiz as promessas definitivas. E na internet eu faço um apostolado que tá ligado, é meio que uma interseção entre a minha profissão, né, a minha vida profissional, que é a medicina, e também a minha eh vida de consagração, né, na comunidade chama nós somos consagrados. Eh, e aí leigo consagrado, né, a gente chama, eh, e que é a parte da bioética, né, apostolado da formação. Então, faz
3:05 um tempo que eu faço eh esse apostolado com relação aos métodos naturais, à abertura à vida, já dei por muito tempo aula de história da igreja aqui na internet também e muitos outros assuntos relacionados à fé. Enfim, é isso e agradeço demais pelo convite pra gente conversar hoje. Bom, pois bem, eu que agradeço, né? Porque eu sou aluno do curso do senhor e e eu eu falei assim: "Nossa, eu vou ver se eu consigo chamar o doutor para fazer, né? Quem sabe ele ele já viu algum vídeo meu e na hora quando eu mandei mensagem, o senhor já conheci o meu postolado também. Foi uma grande bênção. Mas vamos direto, né, ao ao assunto proposto, porque é o que eu disse antes, muitos católicos não têm
3:51 conhecimento. Doutor, o que é a paternidade responsável, segundo o que a igreja ensina, para depois a gente entrar nos métodos naturais. Perfeito. É, a igreja eh sempre falou sobre a paternidade responsável, desde sempre, certo? Mas no século XX, como aumentou, cresceu de forma exponencial a mentalidade eh contraceptiva e essa mentalidade entrou dentro da Igreja Católica, foi necessário que a Igreja se pronunciasse de forma mais explícita, de forma mais clara, mais direta sobre esse assunto. E o primeiro papa a fazer isso foi o Papa
4:38 Pio X no Encíclica que falava sobre o matrimônio AT Conub de 1931. Ora já vai fazer 100 anos esse documento, certo? Só que na época ele falou de de uma forma um pouco superficial, porque a mentalidade contraceptiva ela era não mais do que uma mentalidade, né? Os meios de ação, né? das pessoas que se propunha vivenciar essa mentalidade contraceptiva dentro do matrimônio eram muito escassos. Acontece que na década de 50, 60, eh, os métodos contraceptivos viraram uma febre, né? Uma febre mundial. Foi uma verdadeira pandemia que, na verdade, de lá para cá só aumentou.
5:25 Mas em 1900, na década de 60, melhor dizendo, né, só para lembrar um pouco, o Papa São Paulo VI, ele foi o papa que eh governou a igreja a partir de 63 até 78. Foram 15 anos governando a igreja. E depois que terminou ali o Concílio Vaticano II 66, ele convocou uma comissão para discutir a questão da pílula. A comissão era basicamente para discutir a questão da pílula, né? E muito interessante, ele convocou padres, bispos e teólogos para discutir o que é que eles achavam do ponto de vista deles, de cada um deles, se a igreja deveria aceitar a pílula ou não. E o
6:11 interessante é que todos os teólogos daquela comissão convocada pelo Papa Paulo VI, todos a exceção de um único, que agora me falha o nome, mas a exceção de um único, todos os demais disseram que sim, que a igreja deveria aceitar a pílula. E o Papa em resposta a isso, decidiu então escrever a encíclica o Maneviter. Sim. que é até hoje o documento mais importante e mais completo que há no magistério da igreja para falar sobre esse assunto da regulação da natalidade, da paternidade responsável, tá? Então ele já começa eh a encíclica dizendo que ele não gostaria de tá de
6:57 ter que se aprofundar em em conteúdos tão específicos e detalhados, mas é necessário. E ele começa dizendo isso por causa da consulta que ele havia feito antes, que os teólogos realmente com uma visão muito mais progressista, né, muito mais relativista, acabavam dizendo que sim, que o papa poderia liberar, que a igreja poderia liberar a Píru. né? Então ele faz esse documento colocando um ponto final nessa discussão, né? Isso é muito interessante. Eu vou depois retomar esse essa questão do ponto final. Ele coloca um ponto final nessa discussão através dessa encíclica humanit, se você permitir eu vou em alguns momentos aqui da nossa conversa ler um trecho ou outro para poder ilustrar aquilo que eu tô falando,
7:43 tá? Eu eu tenho ela aqui, eu só não sei onde tá. Pegue, pegue. Se você pegar aí é melhor que a gente vai acompanhando. Deixa eu ver. Achei aqui. Ah, fenomenal. Pronto. Pois bem, o Papa São Paulo VI, ele fala sobre a paternidade responsável e ele vai esmiuçar, ele vai dizer o que é a paternidade responsável, né? Logo no comecinho do documento, né? né? Então você tem aí, se não me engano, é no ponto, no parágrafo cinco, não, eh, no parágrafo eh ô nove, parágrafo nove, ele fala sobre as características do amor conjugal,
8:28 certo? E aí ele vai falar de uma forma muito profunda que depois o Papa João Paulo II vai resumir nas suas catequeses da teologia do corpo. E ele faz uma definição, o Papa João Paulo II tem uma definição sobre essa definição do Paulo VI que é assim fenomenal. Ele diz assim, ó. E aí a gente consegue resumir basicamente os aspectos do amor conjugal em quatro. O amor conjugal é livre, o amor conjugal é total, o amor conjugal é fiel e o amor conjugal é fecundo. Então, pro pro nosso espectador que tá nos escutando, nos assistindo, eh seja em que momento, às vezes tá dirigindo, né? Então, grava essas quatro características do amor conjugal, porque pra sua vida matrimonial, seja você que já é casado ou que tá caminhando eh para casar ou
9:15 que não tem nem perspectiva, mas que pensa em um dia casar ou não, que já disceratário ou sacerdote, conhecer essas quatro características é fundamental para você conseguir entender o que é o matrimônio e o amor conjugal. Então ele diz: "O amor conjugal é livre porque é um reflexo do amor de Deus que é livre". Deus nos ama porque quer, né? Então você já pega no catecismo, no prólogo, no primeiro parágrafo do catecismo, já fala assim: Deus infinitamente perfeito, por um desígnio de pura liberalidade, criou o homem para fazê-lo participar da sua vida bem-aventurada. Então, Deus criou o homem por um desígnio de pura liberalidade, porque ele quis sem motivo nenhum. Então, o amor conjugal, ele deve ser assim, livre. Por que é que você ama
10:01 a sua esposa ou seu marido? Porque sim, não tem um motivo, não é? Porque ele é bom para mim, porque ela é boa para mim, porque ele corresponde ou porque ela corresponde, porque a gente forma um casal muito bonito. Não há, não há motivo para que um cônjuge o outro, senão porque sim, porque é um amor livre. Tem que ser um amor livre. Se não for livre, o próprio casamento já não é tão, já não é válido, já pode entrar depois num dos critérios de nulidade matrimonial. né? Porque é uma pergunta que o padre faz durante o a o o o a celebração do do sacramento do matrimônio, né? É de livre espontânea vontade. É, exatamente. É de livre vontade que o fazeis. Aí você fala: "Sim". Por quê? Porque ele tem que garantir que você tá
10:46 casando porque quer. Então o amor conjugal é livre. Além disso, o amor conjugal é total. Total significa que quando você se casa, você não reserva nenhuma parte da sua vida para você, senão que tudo você compartilha, tudo você coloca em comunhão com o seu passado, né, aquilo que você já vivenciou, a família de origem, né, a parte financeira, certo? Eh, as suas lutas, as suas batalhas, mas também o seu futuro, né? Então, quando você casa, você casa para sempre, não é para dar aqui a, não é pra gente ver se vai dar certo e se não der paciência, né? O casa, o amor conjugal, ele é um amor total.
11:31 Sim. Então vamos lá. Livre, total, fiel, né? Assim como o amor de Deus por nós, que é um amor fiel, né? a gente lembra demais da profecia de Oséias, em que Deus manda que o profeta se case com uma prostituta para depois profetizar pro povo que eh o amor de Deus ele é fiel apesar da nossa infidelidade, né? Da mesma forma, o amor conjugal ele deve ser fiel. Então o homem não deve ter olhos para outra mulher, nem a mulher para outros homens, certo? Isso tá e entra dentro disso o plano sexual, evidentemente, mas não só isso. A fidelidade não é só no campo sexual, mas na complicidade como um todo. E depois, por último, né, mas não menos importante, o amor conjugal é um
12:17 amor fecundo, né? Então, a primeira coisa que Deus mandou o homem fazer, a primeira ordem de Deus pro homem não foi amar a Deus sobre todas as coisas e não tomar seu santo nome em vão, etc, etc. Foi aquilo que Deus falou para Adão e Eva lá no paraíso. Crescei multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a. Então, a primeira ordem de Deus pro homem foi: crescei e multiplicai-vos, enchei a terra, né? E por último, submetei através do trabalho. Mas então o amor conjugal, ele tem essas quatro características que o Papa São Paulo VIçar aí no nesse ponto nove da humanit. Depois, no ponto
13:02 seguinte, ele vai entrar no que é a paternidade responsável. E ele já diz: "Ó, eu tô entrando nesse assunto da paternidade responsável para deixar bem clara essa definição, uma vez que muitas pessoas estão utilizando deste termo mal definido para justificar condutas moralmente inaceitáveis como a própria mentalidade contraceptiva e atos de contracepção." Então ele começa dizendo isso, né? a gente deve insistir para que essa expressão seja compreendida com exatidão. E aí ele começa a falar, né? E aqui o Billings vai encaixar como uma luva. Você vai ver, ele começa dizendo assim: "Primeiro, em relação aos processos biológicos, a paternidade responsável significa conhecimento e
13:47 respeito pelas suas funções. Logo, faz parte da paternidade responsável a mulher conhecer o seu ciclo menstrual." Sim, mas parte da paternidade responsável a mulher saber que dentro de um mês inteiro ela só tem cinco ou seis dias férteis, os outros todos são inférteis. Entender isso faz parte da paternidade responsável, né? E é por isso que eh o método Bilis, ele não é senão uma organização daquilo que a igreja já ensina, né? Tanto é que ele foi eh desenvolvido por um método, por um médico, Dr. John Billins, australiano, que hoje tá em processo de beatificação, né? Foi um homem santo que serviu demais. A igreja deu uma grande contribuição através do estudo desse método que era chamado só de método de ovulação, né? Depois recebeu o nome
14:32 dele. Mas então a primeira coisa da paternidade responsável é isso. Ela significa o conhecimento, respeito pelas funções biológicas, certo? Uhum. Depois ela continua. Em relação às tendências do instinto e das paixões, a paternidade responsável significa o necessário domínio que a razão e a vontade devem exercer sobre elas. Ora, colocando na prática, se você reconhece o seu ciclo menstrual e sabe que há poucos dias férteis e se você não pode, não pode ter filhos, não pode nesse momento estar aberto à vida por circunstâncias que depois a gente vai comentar, se é o seu caso, você precisa
15:18 vencer ou dominar as tendências do instinto e das paixões. Ou seja, dizer que, ora, se eu não posso engravidar e eu estou fértil, então agora não vou ter relação sexual, não vou ter o conjugal, certo? Então a paternidade responsável é primeiro entender o ciclo, no caso da mulher, mas também do marido que vai ajudá-la. Em segundo lugar, dominar os instintos e as paixões. Aí vão os dois, porque se você quer engravidar, se é o momento, se tá tudo d se tá tudo certo, vai dar certo e tal e tal e tal, você tem que saber. Nesses dias estamos férteis, vamos ter a relação. Ou então o contrário, ah, não posso engravidar agora por motivo A, B, C, que é justo. Então, se desses dias estamos férteis, não vamos ter o auto conjugal. Depois, ele continua dizendo a paternidade
16:03 responsável em relação às condições físicas, econômicas, psicológicas e sociais. E esse é um dos pontos mais importantes aqui da paternidade responsável. Ele disse em relação aos condições físicas, econômicas, psicológicas e sociais, a paternidade responsável exerce-se tanto com a deliberação ponderada e generosa de fazer crescer uma família numerosa, como com a decisão tomada por motivos graves e com respeito pela lei moral, de evitar temporariamente ou mesmo, por exemplo, indeterminado, um novo nascimento. Então, o que é a paternidade responsável? O resumo desse ponto aqui é o casal junto colocar aí na mesa todos os os critérios de discernimento, né, as
16:50 condições físicas, psicológicas, econômicas, sociais e fazer uma deliberação, fazer uma deliberação ponderada e generosa de ou fazer crescer a família, gerando uma família numerosa, né, ou decidindo se é um se há um motivo grave para tal. evitar temporariamente ou mesmo por tempo indeterminado o novo nascimento de um filho. Então esse é talvez o coração dessa definição. Uma vez entendido isso, ele vai e arremata. Ele diz: "A paternidade responsável comporta a IND, principalmente uma relação mais profunda com a ordem moral objetiva estabelecida por Deus de que a consciência reta é
17:37 intérprete fiel. O exercício responsável da paternidade implica que os cônjuges reconheçam plenamente os próprios deveres. E aí ele estabelece uma hierarquia para quem são os deveres que os cônjuges devem eh reconhecer e e e viver, né? Para com Deus, para consigo, para com a família e para com e para com a sociedade numa justa hierarquia de valores. Aí ele finaliza então a definição da paternidade responsável. né? E eu só lamento, eh, finalizando esse ponto aqui, Thago, que esse documento seja tão desconhecido, tão desconhecido. Eu vou te contar uma história aqui, posso interromper a explicação? Claro, claro, pode contar.
18:22 Pronto. Faz uns dois meses, mais ou menos, talvez um pouco menos, eh convidaram a gente, a mim e a minha esposa, para dar umas palestras no encontro de casais de uma paróquia aqui na cidade em que a gente mora, certo? E aí a gente foi com muita alegria, né? organizamos a família, foi a reco, né? Fomos paraa missa de manhã cedo, depois a gente foi para passou a tarde lá dando palestra, né? E tava lá o o grupo, a família coordenadora, estavam lá outras outros casais servindo e tava lá o auditório cheio de casal. Então a gente ficou feliz demais quando tem a oportunidade de falar sobre isso. Falou, falou, falou, falou. quando tava no finalzinho da minha palestra, em que eu tava falando sobre eh o ponto 14 desse documento aqui, que é a questão da
19:09 contracepção, o paro que chegou e sentou lá atrás. E eu nem me dei conta e continuei falando, falei, falei, falei, falei. Quando terminou, né, o pessoal agradeceu, rezou um A Maria por nós, a gente foi se embora e o padre ficou lá falando no microfone. Pois bem, depois de um tempo, né, nesse dia se encerrou assim, depois de um tempo, a minha mulher veio me contar que uma amiga dela que estava lá, não, uma amiga dela que tinha uma amiga que estava lá no encontro, diz: "A fulana tava lá no encontro, essa pessoa contou para minha mulher, uma fulana tava lá no encontro e disse que depois que vocês saíram, o padre disse assim: "Belas palavras desse rapaz, mas eu tenho que
19:54 dizer para vocês que essa encíclica, a humanita, ela está eh, como é a palavra que ele usa que não está mais valendo, ela está revogada. Disse a encíclica vitogada. É, é, na verdade eu não escutei do padre, né? O padre falou para uma mulher que tava lá que tem uma amiga que é amiga da minha esposa e chegou até mim essa informação. Eu fiquei assim, eu fiquei impressionado com isso. Eu fiquei, mas meu Deus, onde é que tá o documento que revogou a manevite? Onde é que existe esse documento? Se é que existe, a resposta é não existe. Amanevita, de jeito nenhum ela está revogada. Pelo contrário, né? A cada ano que passa no Vaticano se celebra aniversário dessa encíclica. Esse ano já
20:40 teve, né, uma série de palestras e movimentos. Como é que se faz isso de uma encíclica revogada? Tem santa paciência, né? Mas isso aí é uma desculpa esfarrapada de quem quer relativizar o ensino da moral católica. É uma desculpa assim esfarrapada que, rapaz, a eu dou até graças a Deus que eu não tava lá na hora que o padre falou o negócio desse, porque senão eu tinha perdido a cabeça. Disse: "Cadê a revogação? Quem foi que revogou? Onde é que tá?" Não existe isso. Não foi revogada nunca por ninguém, né? Inclusive todo o documento que se fala sobre família sí é exaustivamente citada, não foi revogada coisa nenhuma, mas para quem quer relativizar eh a doutrina da igreja, a
21:27 moral da igreja, né, esse pessoal não se importa com a verdade. Então, solta informação assim. Sim, mas é é justamente isso. Eles eles até utilizam o próprio concílio para dizer o que o concílio não disse, né? Tem padres aí falando: "Olha, eh, o Concílio Vaticano II ensinou que a comunhão é na mão e o concílio nunca ensinou isso. Nunca disse isso. Então, é é difícil. É difícil porque daí você tá falando contra os documentos. O documento é claro. Inclusive a Humaniv é um documento que muitos falam que ele já deveria ela já deveria ter sido colocada dentro do concílio, que foi uma questão que não tinha sido fechada no concílio e depois o Paulo VI fechou. né? Fora
22:13 mais o mais o concílio Vicano I na Constituição Pastoral Galdon Espace, no trecho em que fala sobre a família, ele fala sobre o assunto do qual trata o Manevit, mas de uma forma muito mais muito mais breve, muito mais sucinta, porque não tem condição dele falar tudo que, né, tudo sobre tudo, né? Concílio não falou tudo sobre tudo, né? Mas ele falou um pouco sobre tudo. Então ele falou um pouco sobre a doutrina social da igreja. falou um pouco sobre a doutrina sobre a família, sobre a doutrina sobre a educação das crianças, sobre a doutrina moral eh em relação a à situação conjugal, enfim, mas é um documento riquíssimo e que continua valendo até hoje, evidentemente.
22:59 Sim. Pois bem, e tendo esse entendimento, né, da paternidade responsável, eu não sei se você fechou, você vai continuar ainda. Sobre a paternidade responsável, eu acho que eu eu já falei aí, agora vamos em frente, tá? Então, fechando essa questão da paternidade responsável, agora, talvez eh a sua maior especialidade ainda, eu acho, né, que é o método de o ovulação biling, o que que é para quem nunca escutou, do que se trata, né, como ele pode ser usado dentro de um casamento católico, né? Vamos, eu acho que tem que ser desde o comecinho para pro pessoal
23:45 entender tudo. Perfeito. Então, vamos lá. Eh, e ainda vou voltar um pouco ao documento para citar um outro trecho aqui que ele que ele dá uma que ele embasa eh a possibilidade da gente utilizar o método Billings, tá bom? Então ele, mas mais para frente eu cito, vou contar aqui a história. O Dr. John Billings era um médico, não era ginecologista, ele era, se não me engano, neurologista, morava lá em Melbourne, na Austrália, na década de 50, frequentava uma paróquia em que crescia muito a mentalidade contraceptiva. E antes mesmo do
24:32 da da manevite, né, o pároco dele tinha uma uma boa formação, uma formação sólida que entendia que a pílula era é impossível de ser compatibilizada com a vivência católica. Sim. Então ele chegou para aquele médico que não era especialista naquilo, mas que era um médico, né? era um cientista, um estudioso e pediu ajuda. Ele disse: "Dr. John, se for possível, estude aí uma forma que as mulheres possam evitar a gravidez quando houver motivo para isso, sem que se fira aí a moral católica, né? Porque elas já estão querendo, né? Elas estão querendo eh evitar gravidez. Às vezes há
25:19 até motivos, né? Mas a gente não tem fora a tabelinha um método que seja eh suficientemente eh efetivo para poder evitar gravidez, né? E mesmo a tabelinha que tem lá a sua eficácia, mas ela é muito complicada de fazer e falha demais. Então, licença, só tomar uma golinha aqui de água que tô com a garganta meio ruim. Então, o Dr. John Billes começou a investigar, né? Ele pegou uma série de estudos e começou a eh procurar alguma coisa que pudesse dar um pontapé inicial. Então ele encontrou, por exemplo,
26:07 eh, relatos em estudos sobre os espermatozoides, que se dizia assim: "Se você quiser pesquisar um espermatozoide, estudar o espermatozoide, o melhor momento de você recolher esse espermatozoide não é imediatamente quando ele sai eh do pênis, não é ejaculação, porque ele vive pouquíssimo tempo, né? Aí quando ele quando o espermatozoide é expelido, não é ejaculação, né, ele vive no máximo horas, pouquíssimas horas, né, uma hora, talvez 1 hora e meia menos até, e rapidamente morre. Então é difícil estudar o espermatozóide nesse nesse tipo de de situação, mas existe uma possibilidade de você estudar o espermatozóide por dias e ele
26:53 fica vivo. E é quando ele está em contato com um certo muco que sai da vagina da mulher. Então o John Billes pensou, pegou essa informação e pescou, né? Diz: "Então existe um muco que sai da vagina da mulher e com esse muco o espermatozoide sobrevive dias." OK? Aí gravou essa informação ali. Depois ele começou a interrogar as mulheres acerca do ciclo menstrual. A descrição do ciclo menstrual havia sido feito, não fazia ainda nem 20 anos, né? Foi na década de 30 que o ciclo menstrual foi descrito eh cientificamente. Então ele ele começou a estudar e a investigar e perguntar para várias mulheres, né?
27:39 Então assim, você reconhece o seu ciclo menstrual? Você sabe mais ou menos quando é que tá vindo a próxima menstruação? As mulheres sim, sei, né? Geralmente eu msturo no dia tal e eu sinto me sinto assim assim assado quando vai vir a próxima menstruação. Então é só esperar que ela vai vir depois de um dois dias ela já desce. Então quer dizer que você percebe que existe aí uma coisa cíclica, né, que você vai chegando e vai chegando e vai chegando. O que é isso aí? Eu fui pegar o livro. Ah, o livro aí o outro aqui. Pois bem. E aí você percebe que há uma situação ali que vai chegando, vai chegando, vai chegando, né? Sei. Tá bom. Aí ele continuou perguntando, você percebe ao longo do mês a presença de um
28:24 certo muco? E as mulheres diziam: "Sim, percebo que tem uma época do mês que aparece um certo muco." E aí ele aumentava o o o a quant a quantidade de mulheres, né, que que respondiam as perguntas, né? as mulheres interrogadas, né, que faziam parte desses questionários dele. Então ele começou começou a aumentar a amostragem dele, especificar mais as perguntas. Você percebe alguma relação entre a presença desse muco e alterações no seu corpo? mulher diz: "Sim, às vezes eu percebo que quando aparece esse muco, quando está esse muco, eu me eu sinto os meus seios mais sensíveis ou então eu sinto mais eu me sinto mais dengosa, mais vontade de namorar com o marido." E aí ele começou a a fazer essa ligação.
29:11 Ele tinha, ele era causado, tinha a esposa dele também que era médica e ela ajudou muito. Tanto é que se você pegar esse livro aí, não foi o Dr. John Bills que escreveu, mas a sua esposa, Dra. Evelyn Billins, né? Com ajuda de uma outra médica. Mas eh então ele foi desenvolvendo esse método. Depois se juntaram outros cientistas que trabalhavam mais na parte laboratorial. Então eles colhiam eh exames dos hormônios femininos ao longo do mês, selecionavam algumas mulheres, colhiam exames dos hormônios feminos ao longo do mês e observavam que os picos hormonais correspondiam ao que o Dr. John Billes com chamava de o ápice da o período fértil, né? Então, o o
29:58 substrato laboratorial foi servindo para confirmar a hipótese do Dr. John Billins, que era de que quando havia o muco a mulher estava fértil e os exames laboratoriais confirmavam isso. E de fato as mulheres percebiam as alterações que são próprias do período de fertilidade e depois de um tempo específico, de fato, a menstruação descia. Então ele ele começou ele continuou estudando isso, né? e dando palestra sobre isso, começaram a aparecer vários estudos, né, de vários médicos católicos que se interessaram pelo assunto, né, porque de fato era uma coisa muito diferente, muito inovadora, uma vez que não precisava que a mulher tivesse um período eh um ciclo menstrual regular, né? Porque o grande problema da
30:43 tabelinha é esse, sim. Ah, o meu ciclo é irregular. A tabelinha não funciona. Ela até que funciona, mas ela funciona com uma margem de muitos dias, né, sem ter relação. E na realidade, doutor, tem muita, muito casal que usa essa justificativa para não usar o método bills. Ah, não, eh, a minha mulher não tem um ciclo regular, então por isso que eu não utilizo o método Bills. Não, não sou, não só leigos, mas tem até médicos que falam isso. Mas depois a gente pode tocar nesse assunto, né? Eh, que falam que não dá para toda mulher usar o bilis, porque, por exemplo, adolescente tem um ciclo irregular, às vezes passa dois meses sem menstruar, uma senhora já perto da menopausa, ela
31:29 começa a falhar também o ciclo menstrual dela. Então, como é que ela vai usar o método bills? Ou então uma mulher quando tá amamentando e começam a criar eh desculpas para que a mulher não use o método bills. Sim. Só que o método bills ele se adapta a qualquer tipo de situação entre essas que eu falei e tantas outras. A mulher que usou anticoncional por um tempo, agora deixou e quer usar o bilis, dá para usar tranquilamente, entendeu? A mulher que eh acabou de ter neném, tá amamentando, dá para usar o bilis. Um adolescente que tem ainda o ciclo irregular, jovenzinha nova, dá para usar o bilis. Uma senhora que já tá perto da menopausa, dá para usar o bilis. Uma mulher que sofreu um aborto, dá para usar o bilis. O Bills, ele não tem um grupo específico que ele sirva e outro que ele não sirva. Existe, existem
32:16 casais que se adaptam melhor ao método. Por exemplo, casais que juntos estão na mesma direção, né? Um casal que juntos decidem, o casal, o marido e a esposa juntos decidem que é momento de espaçar, que é momento de não engravidar. Para esse casal, Biles é mais fácil. Por quê? Porque o Bils exige um certo autodomínio, né? O Bils exige uma certa disciplina. Se hoje não pode ter relação, então não pode, né? Porque se a mulher quer usar o Billy sozinha e o marido não quer, ela sabe, ó, hoje não pode ter relação, mas justo naquele dia o marido quer, né? E aí naquele dia que ele quer, ele insiste, ele insiste e ela também tá com vontade porque ela tá fértil e aí ela
33:01 vai ter relação e vai falhar, vai ter o neném, entendeu? Então, quando o casal tá na mesma direção, o Bis funciona melhor. É lógico. Outra coisa, quando o casal se ama e o amor entre aquele casal não se resume ao sexo. Porque se a única manifestação de afeto que aquele casal tem é o sexo, quando não puder ter, não vai ter manifestação de amor. Então eu eu sempre até digo que o o método Billings ele é um exercício diário da castidade também. Claro, o método Bilis ele exige disciplina, né? Então, eh, quando não pode ter a relação, o casal vai procurar outras formulas de manifestar o seu aferto, o seu amor, mas não pode ter relação. E aí, tá? E aí o método bilis, ele existe
33:48 então casais que se adaptam melhor, que são esses que eu falei, mas não existe um limite. Ah, ciclo irregular não serve o bilis, ou então ciclos longos demais não serve o bilis. ciclos curto demais no ser o Bills, isso não existe. Então o Dr. John Bills, ele foi estudando, depois muitas pesquisas foram sendo feitas, depois a OMS se interessou pelo assunto e fez um estudo muito grande, com amostragem muito grande de vários países diferentes, de classes sociais diferentes, níveis de alfabetização diferentes, né, etnias diferentes e tudo, né, pegou uma amragem boa para fazer um estudo grande e de fato concluiu que o método BS ele tem uma eficácia entre 97 e 99%. %. Ora,
34:35 eficácia da camisinha é 85%. Entendeu? E da camisinha 85%. A eficácia da pílula é 98, 99% também. Mas tem um detalhe, antigamente éva, né? Não, não só isso. Antigamente a píblola ela tinha doses altíssimas de hormônios, certo? Ela tinha doses altíssimas de hormônios. Quanto mais alta a dose de hormônio, mais efeito colateral. Então, a pílula dava muito efeito colateral. Para diminuir os efeitos colaterais, o que foi que a indústria farmacêutica fez? Diminuiu a dose de hormônio na pílula. Qual a consequência disso? Ela não consegue mais fazer a mulher e eh não ovular. Então, quando a
35:22 mulher toma um hormônio e não ovula, ela não vai engravidar, porque sem óvulo não tem gravidez. Mas ela vai ter muito sintoma colateral. E quando a mulher toma uma pílula e ela não impede a mulher de ovular, ela vai ovular. Então como é que ela não engravida? Veja bem, a pílula contraceptiva ela age por três vias. A primeira, impedir a mulher de ovular. Se der certo, OK. A segunda via, impedir o trânsito dos espermatozoides. Deixa o ambiente ali do útero mais inóspito pro espermatozoide. atrasando o trânsito do espermatozoide. Só que a gente já comentou aqui, vai comentar mais na frente, mais um pouco que se há o muco fértil, o espermatozóide aguenta, ele ele vive
36:09 muito tempo. Então, mesmo com trânsito dificultado, ele vai devagarzinho ali, o óvulo vai descendo também, eles vão se encontrar. E ainda há um terceiro motivo, uma terceira, um terceiro método de ação, que é que o hormônio da pílula contraceptiva, ela endurece o tecido endometrial. O endométrio é um tecido que tá por dentro do útero, que quando a mulher tá preparando-se para ovular, ele começa a se proliferar, ele ele engrossa de volume, formando redes de vasos sanguíneos para que um bebezinho recém concebido consiga se aninhar ali no processo que a medicina chama de nidação. Nidação é de ninho, n é como
36:54 fosse aninamento. Ele vai se aninhar. Então o bebezinho vai se aninhar dentro do endométrio. Mas a pílula contraceptivo deixa o endometrio duro. Então o bebê vai, ó, e não consegue entrar, não consegue entrar, não consegue entrar, não consegue entrar. Ele desce pela menstruação, como se fosse uma menstruação. É verdade. E aí a mulher aborta sem saber. É por isso que a gente diz que a pílula contraceptiva ela é abortiva em muitos casos. Se você pegar hoje em dia as pílulas combinadas de estrogênio e progesterona, elas provocam anovulação em 50% dos casos. Ou seja, em 10 meses que a mulher toma a pílula, em 5 meses ela não ovula, em outros cinco ela ovula. Se não
37:40 engravida, não engravida por outro motivo. Ou porque abortou, ou porque o espermatozoide não conseguiu chegar lá, mas pode ter abortado, né? Sim. pílula, a minipílula, que é a pílula é isolada só de progesterona, que cada vez mais se populariza pelo porque tem muito pouco hormônio, ela só provoca anovulação em 20% dos casos, ou seja, em 80% dos casos ela pode ser abortiva. A mulher ovula se o espumatozóide chegar até lá concebe. Se concebeu, engravidou. Só que aí o bebezinho não consegue se aninhar na parede do útero e desce como uma como uma menstruação, que na verdade é uma é uma estatística bem alta, né? Bem alta, bem alta. Pesadíssima a os
38:27 números do aborto, né? São o que a gente, tendo em vista, tendo em vista o que a doutrina católica ensina, né? que os bebês abortados testemunharão no seu juízo contra você. Pesadíssimo, né? Mas vamos lá. Então, eh, o método Bills, ele é ele pode ser utilizado pelas mulheres, né? Tá? Os católicos podem se colocar essa pergunta, mas se eu não posso usar anticoncepcional, mesmo que ele não fosse abortivo? Se eu não posso usar anticoncepcional, ou então, por exemplo, se eu não posso usar camisinha, porque não é abortivo, por que é que eu posso usar o método billings se o objetivo dos dois é o
39:13 mesmo? E aí eu vou te pedir ajuda mais uma vez. A gente vai lá na humanit de novo a partir do número 14. Tá bom? Tá bom. Estamos aqui. Tu quer ler o 14 fazer uma? Você quer que eu leio? Lei que aí a gente vai deixa mais dinâmicidade com estes pontos essenciais da visão humana e cristã do matrimônio, devemos, uma vez mais declarar que se deve absolutamente excluir como via legítima para a regulação dos nascimentos, a interrupção direta do processo generativo já
39:59 iniciado e sobretudo o aborto querido diretamente procurado, mesmo por razões terapêuticas. Então, o que é que ele diz aqui? Ele começa já cortando o aborto. Ele diz: "Ó, o aborto não é um método contraceptivo, ponto final. Não pode jamais ser, né? Inclusive, Thago, existem ONGs, existem eh movimentos, né, internacionais que visam aprovar o aborto como um método contraceptivo, certo? Isso já foi inclusive eh projeto de lei no Brasil, graças a Deus foi vetado já muitas vezes, né, projetos diferentes, mas eh o movimento
40:46 internacional, né, da cultura da morte procura, eh, transformar o aborto em um método contraceptivo. E desde 68, quando foi publicada essa encíclica, já foi vetado isso, essa possibilidade. Então ele diz aí que o aborto jamais pode ser considerado uma via legítima de regulação de nascimento, uma via de eh não ter filho, porque afinal você teve o filho, mas matou o filho, né? Sim. E aí ele continua, vai, ele continua eh é de excluir de igual modo, como o magistério da igreja repetidamente declarou, a esterilização direta, quer perpétua, quer temporária,
41:32 tanto do homem como da mulher. Então aí ele tá vetando o quê? Laqueadura e vaseectomia. Vectomia. Não há possibilidade dentro da moral católica de que de se aceitar laqueadura e vaseectomia como uma coisa correta moral. Então não pode. Ah, mas o bispo da minha cidade liberou. Eu falei com o bispo, a gente tem um problema gravíssimo e o bispo autorizou. O bispo não pode autorizar isso. Nem o papa poderia autorizar isso, porque isso é de direito natural, certo? Do mesmo jeito que a igreja não pode criar um oitavo sacramento ou então retirar um dos sacramentos,
42:18 acrescentar um livro da Bíblia ou retirar um livro da Bíblia, tirar um mandamento ou criar um novo mandamento, a igreja não pode mudar um elemento da lei natural, certo? E isso aqui é a própria lei natural. Então, a igreja não tem a faculdade de modificar isso. Então, não se pode não se pode de forma lícita para um católico fazer vasectomia e laqueadura. Não pode. Certo? É isso que ele tá dizendo aqui. Então, ele já tirou o aborto e já tirou a laqueadura e a vasectomia e agora ele continua. é ainda de excluir toda ação que ou em previsão do ato conjugal, ou durante a
43:05 sua realização, ou também durante o desenvolvimento das suas consequências naturais, se proponha como fim ou como meio tornar possível a procriação. Tornar impossível a procreação. Isso. Impossível. Então o que é que ele diz aqui? que toda ação que se faça em previsão do ato conjugal, como por exemplo a colocação de um di, como por exemplo a pílula que a mulher toma todo dia, como por exemplo eh antigamente era mais comum, mas por exemplo, diafragma, injeção de anticoncepcional, implante de anticoncepcional, tudo isso são coisas que se fazem em previsão do
43:52 ato conjugal para tornar impossível ív a procriação não se pode. Não se pode de forma nenhuma. Depois ele diz coisas que se fazem durante a realização do ato conjugal. Por exemplo, a camisinha que coloca durante o ato conjugal, seja camisinha masculina, seja camisinha feminina. Outro exemplo, o coito interrompido, que também é durante o auto conjugal, não se pode de forma nenhuma. Eh, ou então coisas que se fazem durante o desenvolvimento das suas consequências naturais, que também se propõe a evitar a procreação, como por exemplo a pílula do dia seguinte, que a mulher toma depois do conjugal, né? E ainda tem gente que diz que a pílula do dia
44:38 seguinte não é abortiva. Como é que não é abortiva? Se a mulher se uma coisa que a mulher já teve o ato conjugal, já teve a relação sexual e tomou a pílo depois e por causa da pílula não engravidou, como é que pode? A pílilo voltou lá no passado antes da mulher conceber? Claro que não. Então a pílula anticoncecional ou ela é completamente inefetiva, ineficaz, ou então ela é com certeza abortiva. Tá bom? Então, então ele elimina todas essas possibilidades e ainda aquelas outras mais esdrúchulas, né? Por exemplo, a mulher tem a relação e corre pro banheiro para se lavar, né? Fica de cócoras e lava com Coca-Cola para poder
45:23 matar os espermatozóides, né? Tem essas coisas assim de lenda urbana, né? Mas nada disso pode, porque tem como objetivo, mesmo que não, mesmo que não resolva, mas tem como objetivo tornar impossível a procriação. E aí depois ele continua, ele vai aqui agora nesse momento, nesse próximo trecho aqui do parágrafo, ele vai justificar, ele vai responder aos questionamentos, tá bom? Então, à medida que a gente foi falando aqui, alguém que tá nos escutando eventualmente eh questionou: "Certo, ah, mas eu já tenho filhos, não dá para dizer que eu sou infecundo, que o meu amor é infecundo, que o meu casal é infecundo, eu já tenho filhos. Como é que como é que uma pessoa vai dizer
46:08 isso, né?" E aí o papa já responde aqui, tá bom? Então, vamos ler essa partezinha aqui também, ó. Não se pode invocar como razões válidas para a justificação dos atos conjugais tornados intencionalmente infecundos o mal menor ou o fato de que tais atos constituíram um todo com os atos fecundos que foram realizados ou que depois se sucederam e que portanto, compartilhariam da única e idêntica bondade moral dos mesmos. Ele diz assim, né? Eh, um casal, por
46:54 exemplo, se casa, casal católico, se casa na igreja, né? E diz: "Ó, a gente quer ter filhos, nosso casamento quer ser aberto à vida, mas nesse momento a gente não quer ter filhos ainda." Então, eu vou colocar um D, daqui a uns anos eu tiro o Dil e a gente vai ser aberto à vida, o resto da vida. Não pode não. Assim no o ato conjugal, esse que eu vou ter agora, ele não compartilha do todo fecundo que será a minha vida conjugal? O papa responde que não. Não se pode justificar eh o fato de que tais atos constituiriam um todo com os atos fecundos, ou que já se sucederam ou que vão se suceder depois e que, portanto, compartilhariam da única idêntica bondade moral dos mesmos, né?
47:40 Então isso é o papa já respondendo essa pergunta. E ainda existe uma outra questão, uma outra questão que é a seguinte, um outro argumento: eh, mas eu vou ficar pobre, miserável, vou deixar meus filhos uma situação eh financeira mais apertada só porque a gente não consegue eh não engravidar, então quer dizer que a gente é obrigado então a a engravidar, quer dizer então que a gente vai ser mais pobre. A igreja quer que a gente seja mais pobre. Então é isso aí. O papa vai responder aqui também. Tu continua aí? Continua, na verdade. Pera aí. Eh, na verdade, se é lícito algumas
48:25 vezes tolerar o mal menor para evitar um mal maior ou para promover um bem superior, nunca é lícito, nem sequer por razões gravíssimas, fazer o mal para que daí provenha o bem. Isto é, ter como objetivo de um ato positivo da vontade aquilo que é intrinsecamente desordenado e, portanto, indigno da pessoa humana. Mesmo se for praticado com a intenção de salvaguardar ou promover bens individuais, familiares ou sociais, é um erro. Por conseguinte, pensar que um ato conjugal tornado
49:14 voluntariamente infecundo e, por isso, intrinsecamente desonesto possa ser conestado pelo conjunto de uma vida conjugal fecunda. Certo? Essa última frase, ele diz assim, ó: "É um erro pensar que um ato conjugal tornado intrinsecamente desonesto através da contracepção artificial possa ser coonestado, ou seja, tornado honesto pelo conjunto de uma vida conjugal fecundo." Ou seja, não pode, não pode jamais, né? Então, nesse número 14, ele vai falar de forma muito clara contra todo tipo de contracepção artificial, certo? No número 15, que eu acho que não é necessário a gente ler,
49:59 ele vai falar aqui sobre a liceidade dos meios terapêuticos. Ou seja, ele vai dizer aqui, se a mulher tá doente e precisa tirar o útero, não tem problema, pode tirar o útero. Se a mulher está doente e precisa tirar os ovários, não tem problema, pode tirar os ovários. Se a mulher está doente e precisa tirar as trompas, não tem problema. Pode tirar as trompas. Se o homem está doente, precisa tirar os testículos, não tem problema. Pode tirar os testículos, né? A liceidade dos meios terapêuticos. Você vai curar, certo? Aquilo que é que é que é uma doença que você tem e de um e você vai fazer isso mesmo que a consequência disso é que você fique estéril. É isso que a igreja tá dizendo,
50:45 tá bom? Isso é o número 15. No número 16, ele vai falar então sobre a liidade do perí do recurso aos períodos infecundos. Então, no começo, ele faz um elogio aí à inteligência humana e lá no meio do lá no meio do do parágrafo 16, ele vai dizer assim, ó, deixa eu deixa eu encontrar aqui. É, no segundo parágrafo desse número 16, ele diz assim, ó: "Se, portanto, existem motivos sérios para distanciar os nascimentos que derivem ou das condições físicas ou psicológicas dos cônjuges ou de circunstâncias exteriores, a igreja ensina que então é
51:33 lícito ter em conta os ritmos naturais imanentes às funções geradoras para usar do matrimônio só nos períodos infecundos e deste modo regular a natalidade sem ofender os princípios morais que acabamos de recordar. Então é isso que ele disse, é lícito o recurso às períodos fecundos. Mas aí o rapaz vem com aquela dúvida: "Ah, então se eu posso fazer o billins, se eu posso espaçar utilizando os períodos infecundos, por que é que eu não posso espaçar com a camisinha? Se o objetivo é o mesmo, o objetivo também não é não engravidar, então por que é que eu não posso fazer, por exemplo, coito interrompido? Não é abortivo coito interrompido, né? Por que é que eu não
52:20 posso utilizar o coito interrompido para não engravidar? Aí a igreja já responde aqui embaixo. Ele diz assim, ó: "A igreja é coerente consigo própria quando considere lícito o recurso aos períodos infecundos, ou seja, quando considera lícito o uso do método bilis, ao mesmo tempo que condena como ilícito o uso dos meios diretamente contrários à fecundação, mesmo que tal uso seja inspirada em razões que possam parecer honestas e sérias. Ah, é uma doença, é uma pobreza extrema. É, seja lá qual o motivo for, certo? É uma razão, OK? A razão, ninguém tá discutindo a razão aqui. Ninguém tá discutindo a necessidade de de fato não engravidar. A questão é como é que você
53:05 vai fazer para não engravidar. A igreja considera lícito uso do bilings e ilícito esses outros métodos, né? Aí ele vai dizer por quê? Na realidade, entre os dois casos, existe uma diferença essencial. No primeiro, ou seja, no método bilings, os cônjuges usufruem legitimamente de uma disposição natural. Ora, quem criou o corpo, quem criou o homem e a mulher? Foi Deus. Quem criou o sexo? Foi Deus. Quem criou o ciclo menstrual da mulher? Foi Deus. Quem foi que determinou que a mulher teria dias férteis e dias inférteis e que se ela namorar nos dias inférteis não vai engravidar? Foi Deus. Então, quando você utiliza o bilis, você tá utilizando eh a
53:51 eh usufruindo legitimamente de uma disposição natural do ciclo da mulher, do corpo da mulher. Você tem uma disposição natural criada por Deus, você tá usufruindo legitimamente. Enquanto, o segundo caso, na contracepção artificial, você impede o desenvolvimento de processos naturais, certo? Essa contracepção, ela muda eh a natureza, ela quebra a natureza do sexo. É por isso que é um pecado sensual contra a natureza. Eu eu eu acho que é bom a gente ponderar que a relação sexual ela tem que ser unitiva e procreativa. Perfeito. E quando a gente usa algum método artificial, nós, mesmo que sabendo que a mulher não está no período fértil e que não vai
54:39 engravidar, mas você tira o procreativo da jogada, você coloca algo artificial, só fica a relação unitiva sem a procreativa. Então qualquer utilização artificial você tira a sexualidade do jeito que Deus o fez. Perfeito. Tem até uma frasezinha do daquele daquele rapaz que é que é o o que estudou a síndrome de Down, né, que é o Jerome Legioni, que tá sendo também tá tá também no processo de beatificação, que ele fala uma frase muito legal sobre a moral católica, que de forma geral resume toda a bioética. A gente fala sobre ela mais na frente, mas eh vou
55:27 continuar aqui rapidamente, tá? Tá. Então ele diz aqui, eh, é verdade que em ambos os casos os cônjuges estão de acordo na vontade positiva de evitar a próle, né, e procur plausíveis, procurando ter a segurança de que ela não virá. Mas é verdade também que somente no primeiro caso eles sabem renunciar ao uso do matrimônio nos períodos fecundos, quando por motivos justos a procreação não é desejável. dele, utilizando depois nos períodos agenésicos, nos períodos infecundos, como manifestação de afeto e como salvaguarda da fidelidade mútua.
56:13 Procedendo assim, eles dão prova de amor verdadeira e integralmente honesto. Então, esses trechos que a gente leu aqui da Human Viter, vale muito a pena estudá-los exaustivamente, né? Não só nós aqui que estamos falando sobre eles, mas todo casal católico deveria depois pegar essa encíclica, ler, estudar, riscar o documento, baixar na internet ou comprar, né, para poder entender isso que a igreja ensina. Porque quando a igreja ensina isso, a igreja é mãe, né? É como se a igreja, ela tem o manual de instrução do ser humano, né? Quem criou o homem foi Deus. O objetivo da criação do homem é a própria felicidade, a é a visão beatífica, né, que vai tornar o homem verdadeiramente feliz. Então, se
56:59 Deus deu à igreja, né, a prerrogativa de conduzir o homem, a igreja tem, detém o manual de instruções do homem. Então, todo casal deveria estudar bastante esse documento aqui para poder se apropriar dele como seu, né? Ô, ô, doutor, deixa eu só perguntar uma coisa. Quem veio aqui, eu eu vou perguntar. Eu já escutei muitas vezes casais católicos falando: "Ah, eu tive um filho que teve autismo e eu eu quero evitar a gravidez, não vou ter mais filhos, né? Porque eu tenho medo que venha outro filho com autismo." Existe algum alguma coisa nesse sentido disso ser um motivo justificável ou não?
57:44 Existe? existe. Eh, aí a gente teria que pegar um outro documento. Não sei se você vai ter ele aí. O meu tá bem alida que eu tô vendo, mas tá longe de mim. Então eu vou falar com as minhas próprias palavras, depois vocês pesquisam aí, tá bom? Tem um tem um um discurso do Papa Pio X ao apostolado das parteiras, um discurso proferido em 1951, um discurso bem comprido, certo? que tá dentro do magistério do Papa Pio X, em que ele fala sobre os motivos justos para espaçar as gravidezes. E lá ele inclui quatro possibilidades. Ele diz multicausas médicas.
58:31 Causas médicas, então seria doença do marido, doença da mulher ou até doença dos filhos, certo? E aí entre essas causas médicas se inclui aí doenças físicas, doenças psicológicas, né? Causas econômicas. Inclusive uma causa médica pode ser também uma causa econômica. Quando, por exemplo, o marido tá doente, não consegue trabalhar e por isso a família passa por necessidade. Uhum. É ao mesmo tempo a causa médica ou causa econômica. Causas sociais, né? E aí causas sociais não é a minha vida em sociedade vai mudar, não tem nada a ver. Causas sociais, eu eu digo isso porque uma vez me perguntaram, causa social é o quê? A gente vai ter que modificar a nossa vida na sociedade,
59:17 né? A gente não vai conseguir mais ter uma vida social. É isso? Não é isso. Causa social. Causa social é uma causa que afeta a sociedade como um todo, como por exemplo, uma guerra. Uma guerra é uma causa social. Uma pandemia é uma causa social, né? Uma migração forçada, uma causa social. Um desastre, por exemplo, aquele que aconteceu no Rio Grande do Sul, sim, em que as a população ali vai passar um tempo se reconstruindo, reconstruindo, né, a própria vida. Ali é uma causa social que justifica um casal dizer, não, vamos iss passar por um tempo, né? Ou então é uma seca, uma família que vive numa região muito seca e tem uma estiagem, né? Ou então, enfim, eu tô dando alguns exemplos aqui, vocês imaginam outros, né? Eh, causa social é isso. E a quarta causa é uma causa
1:00:04 chamada eugênica. E é dentro dessa causa eugênica que o Papa Posso explica, né? Se o casal gera filhos doentes com problemas genéticos, com problemas cromossomiais ou com problemas hereditários, né? Cessa a obrigação da procriação. Então, por exemplo, um casal, veja bem, cessa a obrigação da procriação, não cessa o direito da procreação, né? Então, por exemplo, um casal eh engravidou, perdeu, engravidou, perdeu, engravidou, perdeu, engravidou, perdeu, certo? Isso pode ser considerado pelo casal que vai fazer esse discernimento, o motivo para não mais engravidar. Ah, vamos fazer só agora no período infértil pra gente não passar mais por isso, né?
1:00:50 Toda vez tem que fazer eh tem que fazer cirurgia, né? Tem que fazer coretagem, não sei o que e tal. Então a gente pode decidir, né, o casal pode decidir que aquilo é um uma causa uma causa justa para não ter mais filhos. Mas pode ser que não. O casal pode decidir que não. Vamos continuar tentando. Uma hora que Deus quiser dar, ele vai dar, né? E eu mesmo conheço vários casais que passaram situações como essa, né? Engravidou, perdeu, engravidou, perdeu. Se tivesse desistido, tinha parado ali. Só que depois se abriu, teve mais dois, três, quatro, cinco filhos, né? Eh, ou pode ser também um casal que tem filhos doentes, né? por exemplo, teve um filho com autismo, depois teve um outro com autismo, né? Situações, situações que demandam, né? Eh, cuidados
1:01:36 maiores, né? Necessidades especiais, etc. Então, eh, ou então com alguma doença cromossomial, né, síndrome de D ou então, enfim, outras, certo, que que demandam necessidades, né, especiais, que demandam cuidados especiais. Aí o casal pode decidir que não quer mais ter filhos, OK, né? E eu vi hoje, hoje mesmo eu vi na internet uma mulher católica que tava fazendo uma tipo um desabafo. Um desabafo não, acho que ela tava fazendo só um contando para ganhar os likes e tal da galera dizendo assim: "Ó, eu sou autista". Inclusive o perfil dela é um perfil de tipo apoio aos autistas, etc. Legal. O perfil dela é super legal, mas é disó. Eu sou autista. Descobri recentemente
1:02:22 que o meu esposo também é autista. Então eu decidi que eu vou tirar o meu útero pra gente não ter filhos. Aí eu vou adotar, né? Vou estar aberto a vida do meu jeito, né? OK. Ela pode até decidir não ter filhos, né? Se fizerem uma investigação e os filhos dela têm muita chance de nascer, né? Com autismo também, né? Dentro do espectro. OK. Pode não ter filhos, mas a forma como ela decidiu não ter filhos não pode. A estereectomia, né? deliberada para não ter filhos, não pode. Aí tá errado, né? E dentro da causa eugênica inclui esse tipo de de situação. Mas eu conheço também casais que, por exemplo, tiveram um primeiro filho autista, né? E aí eles poderiam ter dito: "Ah, não quero mais outros. Esse aqui já dá
1:03:08 muito trabalho e não quero mais". Mas pelo contrário, eles continuaram tendo. Tiveram outros filhos que não são autistas, né? Me vem agora a cabeça que dois casais. um casal que teve um filho autista, depois teve um segundo filho autista e depois teve uma terceiro filho que não é autista, né? Que talvez vá ser a pessoa que vai cuidar dos irmãos, né? Porque os pais vão embora primeiro, né? Quem vai cuidar dos irmãos vai ser aquela que ficou, né? Né? Que foi a providência de Deus para aqueles dois irmãos. E me vem a cabeça um outro casal que teve um filho autista, depois no signo da gravidez perdeu a teve um aborto. Poderiam também ter dito: "Não, não queremos mais". passar por isso. Então, não queremos nosso filho dá muito trabalho, etc, etc. Pelo contrário,
1:03:53 saber abriram uma vida, porque pois tiveram mais cinco filhos, nenhum dos cinco autistas até agora. Mas, né, eh, não existe receita pronta, né? Então, existem as possibilidades que a igreja dá e aí o casal vai fazer o seu discernimento, né? Vai fazer o discernimento. Perfeito. Tá. Deixa eu só não perder aqui. Teve uma uma irmã que falou que está fazendo método samambaia. O que que vem a ser isso? Método samambaia? Nunca ouvi falar. Nunca ouvi falar. Método samambaia. Não. Isso. Deixa eu ver se eu acho a vou até pesquisar aqui depois. Método samambaia aqui, ó. Falar, ó lá. Ela falou: "Sei que já tem assunto
1:04:40 determinado, mas poderiam falar brevemente sobre o método da samambaia? Estou utilizando ele na amamentação. Os hormônios oscilam bastante. Não conheço. Vou pesquisar o método da sambaia aí, viu? Mas até agora não ouvi falar não. Tá, vamos continuar então, né? Nós estamos no no método Billings. Perfeito. Então onde é que eu tava? Agora você me pegou. Não, eu tava contando aqui sobre as causas da da gravidez. As causas para caçar a gravidez. E agora a gente pode falar brevemente um pouco sobre o próprio método, né? Já foi mais de uma hora aqui de live, a gente ainda nem falou do método em si, mas a gente pode falar agora, tá? Então vamos fazer de forma bem resumida,
1:05:26 certo? De antemão eu deixo aqui para você que tá nos assistindo o convite, né? Eu tenho um treinamento de ensinar o método bilis, um treinamento que é teórico e prático, em que eu ensino o casal do zero até o momento em que você tem a confiança de fazer o bilhes com tranquilidade, certo? Alguns casais acabam levando mais um tempo para aprender, outros casais aprendem com muita facilidade. O método é de fato muito fácil. Se você ficar bem eh prestar bem atenção nisso que eu vou explicar aqui, nem o treinamento precisa você fazer. Mas claro, se você quiser se aprofundar, né, entender aí a base teórica, fora aquilo que eu já expliquei antes, mas de uma forma mais aprofundada, então você entra lá no meu Instagram, eh,
1:06:12 dr.ruensrebocas, do jeito que tá aqui o nome, sem o Cidilha, né? Claro. E aí você tem lá no link da minha bio treinamento mob, tá bom? Então eu vou fazer um resumo aqui de como é o método BIS, tá? OK. Então vamos lá. O ciclo menstrual, a mulher ele começa no dia que a mulher começa a menstruar. A mulher começou a menstruar, começou então a proliferação de hormônios. Vai chegar num momento que ela vai ovular, certo? E aí se não vier um bebê, depois vai chegar no momento que ela vai menstruar de novo. Esse é o ciclo da mulher. E depois continua eternamente, né? por muito tempo, até a mulher tá na menopausea, mas esse esse esse ciclozinho continua. O que é que acontece
1:06:57 quando a mulher começa a proliferação eh para poder ovular na proliferação hormonal para ovular, ela começa a produzir o muco, né? Então, começa a produção do muco. Depois de uns dias, aquele muco que foi produzido lá no colo do útero, ele escorre, vai até a a porta da vagina, a entrada da vagina ali da vulva, certo? E nesse momento a mulher é capaz de perceber esse muco, certo? Quando a mulher é capaz de perceber o muco, significa que ela tá entrando no período fértil. Por quê? Porque é na vigência daquele muco que o espermatozoide vai conseguir sobreviver até encontrar o óvulo. Certo?
1:07:45 Eu já falei antes, agora só reforçando. Sem a vigência do muco, o espermatozoide sobrevive minutos a horas. Com o muco, o espermatozóide sobrevive até 5 dias. Então, quer dizer, você, o muco chegou ali, quer dizer que você pode passar 5 dias para ovular, que mesmo assim ozóide vai estar vivo esperando lá para poder se juntar com aquele óvulo. E então o método método bils chama método da ovulação bilings consiste em primeiro lugar na observação do muco cervical. Você perceber o muco cervical significa que você tem que, caso seja eh o momento então de espaçar a gravidez, de não engravidar, suspende a relação,
1:08:31 tá? Suspendeu a relação, você vai observar que o muco ele vai ele vai mudando um pouco, né? Ele vai ficando mais fluido, mais eh molhado, mais abundante, né? mais pega assim, mais líquido, né? Formando inclusive, né? Tem até um desenho bem clássico que é uma liga que vem daqui até aqui, né? Assim, como uma clara de ovo cru, né? Antes de quebrar essa liga, ele estica bastante. É um muco que tem aspecto fértil. Depois de um tempo, a mulher vai chegar no ápice desse muco. Quando ela chega no ápice, depois que passa o ápice, o muco começa a ficar mais grosso, mais ralo,
1:09:18 mais pegajoso, né? E aí depois disso, a mulher passa por um longo período, que é a fase lútea, até que ela vai menstruar de novo. Então o ciclo da mulher é basicamente esse. A regrinha básica do Bil é primeiro quando você tiver menstruada, você não deve ter relação sexual. Por quê? Porque se no final da sua menstruação aparecer um muco fértil e você tiver menstruada, você não será capaz de identificar o muco fértil ali. E nesse caso, se você tiver relação, você pode engravidar. Então, durante a menstruação, não pode ter eh relação sexual. Acabou a
1:10:04 menstruação, você vai ter relação sexual nas noites alternadas. Tem que ser de noite e tem que ser noites alternadas. Por quê? Porque o muco ele escorre do colo do útero para a vagina pelo efeito da gravidade. Então, se você tiver a mudança do padrão infértil para fértil de manhã e você tiver a relação ali, você pode engravidar, porque o MCO não apareceu ainda na vagina, na vulva, mas ele já tá lá no colo do útero. Então aquele muco já vai manter a vida do seu espermatozoide. É por isso que você tem que passar o dia inteiro observando quando é de noite. Se você observar não
1:10:50 tem muco, não teve muco o dia inteiro, então você pode ter relação, tá bom? Mas por que noites alternadas? Porque no dia, na noite que você tiver relação, no dia seguinte, o que é que vai acontecer? O sem vai descer também pelo efeito da gravidade. Ele vai escorrer da vagina, né? E aí naquele dia você pode confundir com o muco, ele tem um aspecto meio mucoso, né? semen. Então o que que acontece? Ele vai descer e ele dá esse aspecto mucoso e a mulher vai poder pode confundir. Ela pode achar que é só o semen, mas pode ser que junto daquele semen já tenha o verdadeiro muco. Ela não vai saber. Então se tiver relação de noite naquela segunda noite pode engravidar porque já tem um muco ali. Logo, se ela teve relação à noite, na noite seguinte ela não vai ter. O muco,
1:11:35 o semen vai escorrer o dia inteiro, ela não vai ter relação. Na noite seguinte, se durante o dia não tiver escorrido muco nenhum, de noite ela pode ter relação e na noite seguinte não vai ter do mesmo jeito, né? Então ela vai nessa primeira fase que a gente chama de fase proliferativa ou então PBI, padrão básico de infertilidade, vai ter relação em noites alternadas. Vai chegar um dia que ela vai ter relação, no dia seguinte vai escorrer o semen, quando for no dia seguinte não vai estar seco de novo, vai ter o muco. E esse muco então já é a virada da infertilidade para a fertilidade. Então ela já não vai mais ter relação. Aí aqui parou porque já começou o
1:12:21 período fértil. Então esse muco que apareceu, ele vai aumentando esse aspecto, como eu falei, até que ele chega no ápice. Como é que a mulher percebe que ele chegou no ápice? Ela não percebe no dia. Ela percebe no dia seguinte. Ela diz: "Ora, o ápice foi ontem. O á, a percepção do ápice é sempre retroativa, porque a mulher percebeu que o muco tava bem molhado, bem abundante, bem escorregadilho, não só a aparência do muco, como a sensação que ele provoca lá na vulva. E aí no dia seguinte já não tava mais daquele jeito. Quer dizer, então o ápice foi ontem, a percepção do ápice sempre é retroativa. Então do ápice ela vai contar um dia, dois dias, três dias. e só vai poder ter relação a partir da quarta noite. Então,
1:13:10 eh, por que que ela conta esses três dias? Porque o ápice ele não coincide com a ovulação. Depois que a mulher chega no ápice, geralmente ela vai ovular depois de 24 horas, 24 até 48 horas depois. É por isso que tem essa margem aí de 2 dias. Só que o, só que o óvulo ele só vai sobreviver por no máximo 12 a 24 horas. Então você dá o terceiro dia de imagem também. Então um dia, dois dias, três dias e na quarta noite pode namorar. A partir daí ela pode namorar todos os dias, de manhã, de tarde, de noite, de madrugada, sem restrição nenhuma do período, até chegar a nova menstruação. Então esse resuminho que eu fiz aqui,
1:13:55 ele é basicamente o coração do método BS. Basicamente ele tá todo resumido aqui. E eu tenho um negócio para dizer para vocês. Quando o método Bills foi eh descrito, quando ele foi estudado, quando ele foi investigado, eh ele era testado. E entre os grupos em que ele era testado, ele era testado, por exemplo, em tribos. Eh, em tribos aborigens na Nova Zelândia, na Austrália, né, em uma população que era majoritariamente analfabeta. majoritariamente eh, um baixo nível econômico e social e mesmo assim ele tinha eficácia altíssima. Logo, ele é muito simples. O que é que ele exige? Ele exige
1:14:41 disciplina. A mulher precisa anotar todo dia, toda noite, a observação que ela
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