0:00 o Olá a todos no vídeo de hoje eu pretendo fazer alguns comentários é o pensamento EA obra de Júlio Michele Historiador francês o século 19 que escreveu uma obra grandiosa uma obra monumental intitulada
0:47 história da França que em sua versão original consistia em 19 volumes que foi escrita ao longo de 30 anos de mais de 30 anos então vejo o Mas na nossa aula nós vamos discutir especificamente uma obra menor que ele produz né na verdade uma obra que resume algumas das suas aulas no Colégio de fãs e que embora não seja uma obra especificamente de história nos permite apreciar o sabor da escrita de mexer lê e nos permite uma aproximação de alguns temas muito caros a esse autor tá afinal de contas né
1:34 pouquinho da vida do Michele ele teve uma infância pobre e e ele era impressor matemático grafia da tipografia foi fechada sobre Napoleão com a justificativa de que né se proibia a imprensa e divulgação de ideias contra o regime aliás né soldados chegaram a invadir a gráfica e à procura de panfletos e havia sobre uma mesa um panfleto soldados não viram mas o susto foi tão grande que conta-se que a mãe de Michele que estava grávida perdeu o filho em função disso do susto que levou né dois anos depois nasceu mexer e que por causa desse Episódio ele acaba se
2:22 tornando filho único a Michele e apesar de ter tido uma infância pobre ele conseguiu não faz dele conseguiu acesso ao prestigioso Liceu charlemagne e ele teve uma educação muito sólida que muito jovem começou a trabalhar com escrita de livros texto livros didáticos né e nos anos 20 do século 19 mil duzentos mil duzentos e vinte ele se depara com uma obra que muda muito maneira de pensar que dá um novo compra
3:07 vida dele que é uma obra de um autor italiano até então não havia sido traduzido para o francês o italiano chamado Dean battista Vico certo e aí vejam fico ele escreve havia escrito um livro chamado é Ciência Nova Chance Sandro bom e que ele apresentava uma determinada visão de história que encantou Michele E aí né ele não Wilson um a jornalista norte-americano e teórico ele comenta o seguinte o jovem mexer e também estava a procura dos princípios de uma nova ciência da história entre seus projetos incluíam se uma história da raça considerado como indivíduo uma série de estudos
3:53 filosóficos dos Poetas e uma obra sobre o caráter dos povos conforme revelado pelos seus vocabulários ele seu intuito escreveu mexer e combinar a história e filosofia porque as próprias palavras mexer e uma completava a outra eu não é por acaso é que este livro de Vico que é um filósofo encantou o historiador michelet Oi e a igreja e aí continuando o que demandou somos dias até então a história sempre foi escrita com uma série de biografias de grandes homens ou como uma crônica de acontecimentos notáveis ou como um grande préstito comandado por Deus mas agora podemos ver que o desenvolvimento de uma sociedade foi
4:38 afetado por suas origens seu contexto que assim como os indivíduos à sociedade se passam por fases regulares de desenvolvimento tá então o Vico vias de desenvolvimento da história como que passando por fases a se diz muitas vezes que as concepção de história em Vico ela circular mas mais do que circular ela é esperar ou seja existe uma fase e ao término de uma fase começa a outra tá E essa outra fase não é simplesmente uma repetição do anterior mas é algo né Que Avança sobre o que havia o sido colocado anteriormente então e aqui nós vamos encontrar o que a Zico em
5:25 certo sentido vai ao encontro dessa noção de progresso que é tão cara aos pensadores do século 19 e né a encanta e fascina mexer e fechei aqui mexer ele diz o seguinte ainda sobre essa leitura da obra do veículo nas palavras do próprio Michele as fases específicas e o processo regular por meio do qual surgiram os costumes que deram origem ao direito religiões língua dominações comércio ordens impérios leis arma julgamentos castigos guerras paz Aliança em outras palavras uma história Total não simplesmente uma história das instituições políticas mas uma história de todos os aspectos da vida social
6:11 todos os aspectos daquilo que Michele um tanto enigmaticamente chama de o povo Tá certo a em 1827 ele se torna é mestre de conferências na Escola Normal superior e em 1830 ele se torna encarregado da seção histórica dos arquivos nacionais E aí isto também é muito importante para mexer porque porque ao qual se tornar que vistam só nesse trabalho de orquídeas se ele tem contato com fontes primárias e a partir disso ele também faz uma crítica aos historiadores da sua época que se baseava o que em relatos publicados e
6:58 não iam as fontes vejam como ele se refere a essa experiência dele naquelas galeria solitárias por onde caminhei por 20 anos naquele silêncio profundo geram a mim os sussurros das Almas que sofreram há tanto tempo e que agora estavam sufocadas no passado ou seja se conta as fontes primárias é essencial porque para ele penetrar na alma das pessoas do passado e levá-las ele e trazer o que e produzir um fenômeno do que ele chama de uma Ressureição esse passado tá em 1831 ele dá início a uma obra intitulada A Introdução à história Universal e dois anos depois ele inicia então a escrita
7:44 da sua grande obra que é a história da França uma obra né cuja primeira parte que trata da idade média se estende de 1833 até 1843 depois ela interrompida e retomada mais tarde E a e aí deixa o seguinte é uma obra na qual se percebe o que um tom bastante vivo ele diz o seguinte de novo palavras do Michele estou rezando aqui a tarefa extremamente árdua de reviver reconstruir e sofrer a revolução acabou de viver o Setembro com todos os terrores e mortes massacrado na Abadia que agora estou a caminho do tribunal revolucionário ou seja da guilhotina
8:30 então vejam ele se coloca né no passado ele pessoas e coloca no passado e ir parece que sofre ele vive as emoções do passado mas ainda um outra citação estou realizando aqui as tarefa extremamente árdua de reviver reconstruído e sofrer a revolução eu acabo de viver o Setembro com todos os terrores e mortes massacrado na agora estou a caminho do tribunal revolucionário ou seja da guilhotina então vejo ele se coloca com o personagem da história ele vive os medos as angústias as alegrias os personagens do passado esse estilo muito vivido né ela estilo poético e literario ele busca
9:19 na verdade inspiração no romance histórico em volta Scott mas a unidade escrever uma romance histórico mas ficção sobre o passado ele é busca fazer o que buscar a fazer uma obra de historiador ou seja né A tal como o ranking né Ele quer retratar o passado como realmente aconteceu mas né mas ele não pretende fazer um relato objetivo do passado esse Historiador objetivo esse explorador pretensamente objetivo para ele né não não cumpre a sua função né que a função de resgatar de trazer esse passado a vida e torná-lo significativo no presente e é por isso né que ele adota esse estilo muitas vezes chamada de
10:05 pitoresco pitoresco por quê Porque muitas vezes ele pega um detalhe e explora aquele detalhe ou pega aspectos do passado alguma situação né pitoresca mesmo mas não simplesmente como mera curiosidade como fazer uns exploradores entre quadros né a pelo contrário e pega alguns detalhes e pega algumas situações curiosas Mas eles cobram muito simbólico ou seja de que me e essa situação específica essa situação curiosa essa anedota sobre o passado me serve de símbolo para representar o que O Camponês do passado para representar o espírito do povo para representar a pátria então vejam Esses são vá Esse é o estilo vivido do Michele outra coisa
10:54 bastante complexa é que muitas vezes se atribui a mexer le.ou a peça de romântico é realmente esse estilo Victoria esqueci estilo vivido esse estilo que envolve o leitor que se coloca no passado né vivendo as emoções dos personagens do passado ele não deixe de ter um quê de romantismo mas estritamente falando o que é a literatura romântica O que é esse pensamento romântico é uma valorização do passado Ah tá aí é claro mexendo e valoriza o passado mas não valorizo passado buscando um retorno na placa de Glória pelo contrário ele vê uma relação de progresso na humanidade ele ele estuda o
11:41 passado para compreender o presente mas dentro de uma concepção de história com o progresso segundo aspecto que eu acho que afasta o Michele dessa concepção de ser né desse desse conceito Geral de romantismo é que os românticos eles fazem o que eles dão muito valor as grandes figuras e mexer e o que ele faz as grandes figuras Elas têm a sua importância como que como representante do espírito do povo como representante de algo né é mais amplo que seria o que seria a pátria seria o povo Será que então uma das críticas que eu Michele faz a historiografia do seu tempo é isso seja primeiro mas fotografia
12:27 a entrada nas grandes figuras do passado ele diz não né o passar a história é história do que a história do povo e não dessas grandes figuras essas grandes figuras elas podem ser representativas do povo elas né mas eles não fazem por si só a história uma outra crítica que eu Michele faz é relativa a uma história que parece que vai por acaso seja aquela anedota né se o nariz de Cleópatra tivesse sido mais curto está a história do acidente teria sido diferente então vejo né ou seja como a história como uma sucessão de acasos não segundo Michele a história tem um sentido esse sentido ele traz o elenco certo mas não é uma
13:14 história dos grandes personagens não é uma história a que do que se move por acidentes né mas é uma história do povo e uma história que tem um sente e é esse sentido é explorado principalmente por meio do simbólico aliás né o apelido de Michele entre os alunos ao Senhor símbolo tá enfim continuamos a nessa nessa obra ele explora né claro alguns personagens Joana D'arc mas não porque não com símbolo religioso e não como personagem notável certo mais como que com um símbolo dos ideais patrióticos Democráticos que ele tanto pressa aliás
14:01 né é importante a gente lembrar a gente batizar que encher e ele é Republicano e anticlericalismo tá quando ele assume a cadeira no como professor do College de France em 1838 e ele começa a se envolver em uma série de polêmicas porque ele as aulas dele ele fala mal dos Jesuítas até os animais nem tem uma obra também muito polêmica intitulada o padre da mulher e da família e é mais ou menos nessa época que encontro Professor popular de France em 1846 né nessa série de aulas que ele
14:46 que ele vai dando que ele vai publicando né textos relativos às suas aulas que surge a obra é Leto que é o povo hora né e é uma uma obra em que ele trabalha temas como amizade como o amor como a pátria mas principalmente essa ideia esse Delta da França então vejo enquanto outros historiadores pensam né o estado na ideia da formação de um Estado Nacional né e isso é característica 10 fotografia do século 19 ou seja o Estado Nacional moderno certo a E aí
15:33 que ele faz isso Hum que faz isso guizot faz isso sismondi faz isso mais o quê que eles fazem eles pensam né no estado Principalmente as instituições políticas Qual é a crítica que Michele faz história não é só política a história né É muito mais do que isso eu vou voltar para essa questão daqui a pouco a igreja depois com Então as revoluções de 1848 ele tem aquela esperança de que as revoluções vão dá origem a um governo Republicano mais pouco tempo depois nós temos o que o golpe de Napoleão Bonaparte quê né se
16:21 torna Napoleão terceiro e a partir de então ele é demitido das suas funções do da sessão histórica da dos arquivos nacionais e demite e sai da deixa a cátedra da universidade e volta a viver na pobreza mas ele mesmo diz eu nasci pobre tô acostumado com a pobreza não tem problema nenhum voltar a ser pobre de novo e vejam mas antes disso né ao longo da dos anos em conta né amor antes disso a gente se casa com uma a mulher a chamada até até de nome de solteira dela Emília Rei mas depois ela se torna a senhora mexer e
17:06 que tem muito interesse por assuntos de História Natural por biologia né geologia essas coisas e a partir de então Michele é muito influenciado pela mulher e escreve alguns temas que são relacionados com História Natural tá ele escreve entre meu time 4753 uma história da Revolução Francesa mas ele escreve outros assuntos ele se inscrevam livro chamado pássaro outro chamado inseto outro chamado a uma ar a montanha ou seja assuntos de que envolvendo a natureza e frequentemente de um caráter panteísta mas ao mesmo tempo ele escreve outra e como a o amor as mulheres a revolução
17:56 não é o amor especialmente uma obra que teve muito sucesso e de ter um grande sucesso editorial e tinha um certo conteúdo erótico a a feiticeira é uma outra obra importante desse intervalo a e publicado em 1562 né em que ele apresenta a imagem da feiticeira como preconizando o cientista do século 19 enfim né ele tem interesses variados e a mais eles só retoma a mas ele depois ele retoma a escrita da história da França e só a concluírem 1867 certo 19 volumes da história da França e aí veja o seguinte
18:41 a e em 1869 dois anos após a publicação do é uma história França é o textual a obra é reeditada E aí ele escreve um prefácio e nesse prefácio é o prefácio à edição de 1169 Ele explica como é que surgiu a ideia de fazer essa obra e aí eu vou ler alguns trechos e vou comentar tá ele diz o seguinte ele começa o prefácio a história da França de 1169 de sempre de maneira mexer e nos diz esta obra laboriosa de cerca de 40 anos foi concebido no momento relâmpago de Julho
19:27 nesses dias memoráveis fez uma grande luz e ouvir a França eu tinha mais uma história homens eminentes tinham estudado sobretudo sob o ponto de vista político ninguém penetraram no infinito detalhe dos desenvolvimentos diversos da sua afetividade do a sua atividade religiosa Econômica artística etc ninguém tinha ainda abrangido com olhar na unidade viva dos alimentos naturais e geográficos que a constituíram foi o primeiro a vê-la como uma alma e uma pessoa então vejam Esta é uma afirmação muito forte ou seja a França tinha anais Mas ela não tinha uma história de como é
20:13 que ela não tinha uma história e que isso e os exploradores que procederam nem os os grandes mestres do próprio a Michele né sismondi ir avisou garante me meti e alguns instante ela quer ir né a obra deles não é uma história o quê eo a Michele coloca é a dois defeitos primeiro esses mundinho vamos pegar vocês mão dele por exemplo ele disse né esse perseverante trabalhador honesto e judicioso nos seus Anéis políticos herpes e raramente dos pontos de vista de conjunto E por a por outro lado não entra nas investigações e eruditas em outras palavras ele não vai as fontes primárias ele escreve a partir
21:00 de que de textos de Almério pega uma referência de segunda mão uso demais os demais ele se senta naquele nível médico médio das instituições políticas mas para encher ler a história é mais do que isso né você já existe né o nível material é tão lindo mais baixo nível material existe um nível mais alto que o nível espiritual uma esse nível espiritual a que se refere Michele a gente pode traduzir nos termos contemporâneos plano pela cultura certo para os aspectos culturais O que é que mexer E propõe ele propõe um estudo mais abrangente mas não simplesmente trabalhar uma multiplicidade de temas mais trabalhar uma multiplicidade de temas de forma
21:46 integrada é grande crítica que eu Michele faz aos historiadores da sua época Exatamente é essa né se concentraram ao nível dos eventos políticos e não ir as fontes primárias daí aí nesse sentido ele em certo ponto e certo sentido ele é precursor dessa escola dos annales né que pensa por exemplo a que proponha uma história total que proponha uma história né do das mentalidades que propõe uma isso e para além do político e fundamental para o mexer e é isto né Ele diz a vida
22:32 tem uma condição Soberana e muito exigente só é verdadeiramente a vida quando está completa os seus órgãos são todos solidários e só atuam em conjunto as nossas funções ligam-se supõe-se uma a outra falte apenas uma e nada vive mais outrora julgava-se poder pelo scalpe solar seguir a parte cada um dos nossos sistemas e isso não é possível porque tudo influe sobretudo até um certo então vejo essa ideia de mexer de uma história total é o que é uma história nem não simplesmente uma história de tudo mais uma história em que tudo se liga com tudo tá E aí vejam seguinte ele vai criticar por exemplo
23:18 tem um outro autor chamar O cartan que exatamente 1833 no ano que Michelle é pública o seu primeiro volume da história da França ou em marcante também publica o seu primeiro volume da história da França A diferença é que em meu Três anos depois ou Henry mmartan mmartan já tem 15 volumes da sua obra mexer vai demorar mais de 30 anos para escrever essa a sua coleção a sua história de França só que vejam há uma diferença fundamental o que faz a obra de uma em mmartan ela parte do que de uma noção de raça você já ele vai buscar
24:04 a origem e Que origem é essa a sua origem céltica essa origem dos irredutíveis gauleses que seriam que que seriam o substrato da nacionalidade francesa é e qual é a crítica que a gente pode fazer a esse tipo de obra quando se baseia na raça como se escreve história bom e o que é que mexer e faz né ele ele não Desconsidera a noção de raça mas ele não quer escrever a sua história da França baseado nisso ele nos diz o seguinte a França fez a França e o elemento fatal de raça parece-me secundário é filho da sua liberdade no
24:50 progresso humano a parte essencial é a Força Viva a que se chama o homem no progresso humano né O homem é o seu próprio prometeu o riso um a história tal como havia nesses homens eminentes e vários admiráveis que a representavam parecia-me fraca nos seus dois métodos demasiado pouco material tendo em conta as raças não solo o crime os alimentos tanta circunstâncias físicas e fisiológicas e demasiado pouco espiritual tô falando das leis dos atos políticos não das ideias dos costumes não do grande movimento progressivo interior da Alma Nacional E essa alma Nacional né
25:36 que a gente traduz por essa expressão para Pátria né que é né Muito mais do que uma história do Estado Nacional moderno é uma história da Pátria Francesa e nós vamos procurar discutir em mais profundidade a partir da Leitura que nós vamos fazer da obra O povo que Michele é obrigado a todos que assistiram até agora e até aula dessa semana Abraço e