O que mudar no segundo semestre para o vestibular

Ana Carolina Volpe www.youtube.com

Breve Resumo

Este vídeo oferece um guia detalhado sobre como otimizar seus estudos no segundo semestre para o vestibular, com foco em priorização, estratégias de estudo eficientes e preparação para o dia da prova. Ana Carolina Volpe compartilha suas experiências e dicas práticas que a ajudaram a ser aprovada em medicina na USP e na FAMERP.

  • Defina prioridades claras entre os vestibulares que deseja prestar.
  • Ajuste seus métodos de estudo com base nas suas prioridades e nas exigências de cada prova.
  • Comece a resolver provas antigas para se familiarizar com o estilo das questões e a divisão da prova.
  • Simule o dia da prova para identificar e corrigir erros.
  • Insira questões dissertativas na sua rotina de estudos, se o vestibular exigir.
  • Crie um plano de leitura para as obras literárias exigidas.
  • Confie no seu trabalho e combata pensamentos negativos.

Introdução

Ana Carolina Volpe, estudante de medicina na USP de Ribeirão Preto, apresenta um guia sobre como otimizar os estudos no segundo semestre para o vestibular. Ela enfatiza que as decisões tomadas a partir deste vídeo podem influenciar significativamente o resultado final. O vídeo abordará mudanças importantes na rotina de estudos, com base na experiência pessoal da autora, que passou no vestibular da Fuvest e em medicina na USP e na FAMERP após um ano de cursinho.

Definindo Prioridades

A primeira etapa crucial é definir duas prioridades entre os vestibulares desejados. Ana explica que, ao tentar estudar para todos os vestibulares (Fuvest, Unicamp, Unesp, ENEM), ela se sentiu sobrecarregada e não conseguiu cumprir metas básicas, como a leitura das obras literárias. Ela escolheu focar na USP e na FAMERP, sem desistir dos outros, mas sabendo que não conseguiria se dedicar a eles da mesma forma. Se você está conseguindo seguir o ritmo do cursinho e estudar para todos os vestibulares, continue assim. Caso contrário, priorize para evitar a sensação de sobrecarga e aumentar suas chances de aprovação.

Fazendo Escolhas Estratégicas

Com as prioridades definidas, o próximo passo é fazer escolhas de acordo com elas. Ana compartilha que, no segundo semestre, ela parou de assistir a aulas de filosofia, sociologia, interpretação de texto e inglês, pois percebeu que esses temas não eram tão relevantes para a Fuvest na época. Ela sugere usar ferramentas como o ChatGPT para identificar os temas mais cobrados no seu vestibular de interesse e priorizar o estudo deles. Por exemplo, ela descobriu que a Fuvest cobra muito mais questões de funções do que de Revolução Francesa ou Egito, o que a ajudou a direcionar seus esforços de estudo.

Conhecendo a Prova

É essencial conhecer a fundo a prova do vestibular que você mais quer. Isso inclui entender os conteúdos cobrados, a forma como as questões são formuladas, o número de questões por matéria e a divisão da prova. A melhor maneira de fazer isso é resolver provas antigas. Ana sugere imprimir uma prova e dividir as questões ao longo da semana, resolvendo e corrigindo-as diariamente. Ela também criou um "manual" com a ordem das questões que ia resolver e o tempo que ia dedicar a cada matéria, baseado na sua experiência com as provas antigas.

Correção Ativa das Provas

A correção das provas é tão importante quanto a resolução. Ana explica que, ao errar uma questão, ela primeiro tentava resolvê-la novamente para identificar o erro. Se não conseguisse, ela procurava a resolução no YouTube ou no Google e tentava resolver a questão novamente após entender a explicação. Ela enfatiza a importância de internalizar o aprendizado, repetindo para si mesma que não erraria mais aquele tipo de questão. Ela circulava os erros, colocava post-its e adicionava as informações às suas folhas de revisão.

Simulando o Dia da Prova

Simular o dia da prova é crucial para se preparar mental e fisicamente. Ana descreve como ela fazia isso aos domingos, tentando reproduzir as condições do dia do vestibular. Ela dormia bem na noite anterior, almoçava uma comida leve, estipulava um horário para começar a prova, preparava um lanche semelhante ao que levaria no dia e ia para um lugar silencioso, como a casa do avô. Ela usava um cronômetro para controlar o tempo gasto em cada disciplina e monitorava a quantidade de água que bebia e as idas ao banheiro, sem pausar o cronômetro. Essa prática a ajudou a identificar problemas como a má gestão do tempo.

Tornando-se um "Rato de Prova"

Ao conhecer a prova e simular o dia do vestibular, você se torna um "rato de prova", ou seja, um aluno que consegue acertar questões mesmo estando em dúvida ou sem se lembrar do conteúdo. Ana compartilha um exemplo de como seu namorado, que já estava no cursinho, conseguiu acertar uma questão de história da Fuvest ao identificar a nacionalidade do autor da charge, mesmo sem saber o conteúdo específico.

Inserindo Questões Dissertativas na Rotina

Se o vestibular que você vai prestar tem questões dissertativas, é importante começar a inseri-las na sua rotina de estudos. Ana enfatiza que o foco principal deve ser a primeira fase, mas para não chegar despreparado na segunda fase, é bom praticar questões dissertativas. Ela começou a resolver questões dissertativas da FAMERP, principalmente de biologia, química e física, após cada aula. Ela recomenda o curso do Ferreto, que oferece um curso específico de questões dissertativas com resolução em vídeo.

Plano de Leitura das Obras Literárias

É fundamental traçar um plano de leitura para as obras literárias exigidas pelos vestibulares. Ana decidiu ler todas as obras da Fuvest e distribuiu a leitura ao longo dos meses. Ela recomenda assistir a uma análise completa da obra, ler a obra e, em seguida, ler um resumo detalhado. Ela mostra como fazia anotações e rabiscos nos livros, marcando trechos importantes e fazendo comentários com base na análise do professor.

Confiança no Trabalho Bem Feito

Ana encerra o vídeo enfatizando a importância de confiar no seu trabalho e combater pensamentos negativos. Mesmo que você sinta que seu trabalho não é perfeito, confie no que você fez e não alimente a ideia de que a USP, Unicamp ou Unesp não são para você. Ela acredita que fez cerca de 80% do que era para fazer e, mesmo assim, conseguiu ser aprovada.

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Transcrição

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0:00 Eu apostaria que esse vídeo vai ser o vídeo mais importante do canal, talvez porque a partir desse vídeo você tome decisões que vão fazer muita diferença lá na frente quando você for prestar vestibular e daí pode fazer com que você seja ou não aprovado. Para quem não me conhece, meu nome é Ana, eu faço medicina na USP de Ribeirão. Eu passei pelo vestibular da Fuvest e depois de um ano de cursinho, eu passei em medicina na USP e na FAMERP. Nesse vídeo a gente vai falar sobre o que você tem que mudar no seu estudo no segundo semestre a partir de agora. Agora a gente tá no final de junho. Provavelmente vocês vão entrar de férias em julho. Eu lembro que o meu cursinho tinham três semanas de férias e é um momento perfeito para

0:47 traçar toda su todo o seu caminho que você vai percorrer até o momento do vestibular. Eu vou dividir esse vídeo em tópicos, só que se eu lembrar de mais algum, eu vou adicionar. E peço perdão que o vídeo vai ficar muito grande, mas tudo que eu vou falar aqui é o que eu fiz e que foi responsável pela minha aprovação. Então, do primeiro minuto até o último minuto vão ser coisas muito, muito úteis. Não sei como vocês fizeram, mas até o meio do ano, no meu ano de cursinho, eu tinha tentado seguir o cursinho a risca. Então, o cursinho tinha aulas de inglês, eu assistia as aulas de inglês, tinha aula de filosofia, eu assistia, tentava estudar todos os assuntos por igual. Eu já contei aqui que o meu método de estudo,

1:34 né, era ter aula de manhã e estudar o que eu tive de manhã na parte da tarde, que para mim é uma coisa que funciona muito. Ao meio do ano, mesmo que o cursinho desse uma prova de um assunto que nem cai na Fuveste, que era o meu vestibular de interesse, eu não tava nem aí porque eu tava tentando ao máximo seguir o cursinho. Só que tinha um detalhe, o meu cursinho tinha um volume de matéria gigantesco. tinha aula até de sábado, era aula sábado de manhã e simulado sábado à tarde. Simplesmente acabou acumulando uma quantidade de matérias que eu perdi o controle, sabe, de tanta matéria acumulada que era. E no início do ano, naquela empolgação, eu tava, não, porque eu vou fazer tudo, porque eu vou estudar pra Fuvest, pra Unicamp, pra Unesp, pro Enem, vou dar

2:20 tiro para todo lado, vou querer passar em tudo. Só chegou ao meio do ano, eu vi que eu não tinha nem conseguido ler as obras da Fuvest, que eu tinha me proposto a ler, porque eu peguei a lista de obras da Fuvest e distribuí ao longo do ano. Eu coloquei uma obra por mês, mais ou menos. Eu não tinha nem conseguido cumprir a meta que eu coloquei paraa Fuveste. Quem dirá ler as obras da Unicamp, estudar certinho pra Unicamp ou pegar uma prova do Enem e começar a fazer para pegar o estilo de questões do Enem. Então eu percebi, meu amigo e minha amiga, que para mim ia ser impossível esse dar conta de tudo e eu ia ter que fazer uma escolha. Eu ia ter que definir prioridades e eu escolhi

3:06 duas prioridades que eram os vestibulares que eu mais queria, que era a USP e a FAMERP, que é a Faculdade de Medicina de Rio Preto, que também é pública para quem não conhece. Não que eu fosse desistir da Unicamp, desistir do Enem, não é isso. Só que eu já sabia que eu não ia conseguir fazer prova antiga do Enem tão bem feito, corrigir tão bem feito, igual eu ia fazer paraa Fuveste. E eu também não ia conseguir ler todas as obras da Unicamp. No final, acabei não lendo nenhuma. Então, o primeiro passo desse vídeo seria você definir duas prioridades. Só que atenção, se você tá seguindo o seu cursinho, tá conseguindo fazer tudo, acha que vai, eu tenho um amigo que ele passou em tudo que ele prestou, ele

3:52 passou na USP Pinheiros pelo Enem, na USP Ribeirão pela FUVEST, na UNESP, na Unicamp, passou na UFMG pelo Enem, um amigo aqui da faculdade que ele acabou vindo pra USP Ribeirão. Essa pessoa, ela focou em tudo e deu certo tudo. Se você acha que você é assim, siga o seu caminho. Mas eu não era assim, sabe? Eu sentia que eu não estava mais dando conta e que se eu fosse dar tiro para todo lado, de uma certa forma eu ia dar tiro para todo lado, porque eu tava prestando todas as faculdades. Só que se eu não tivesse foco em nada, tudo ia dar errado. Eu meio que tive essa percepção. A partir desse primeiro passo, a gente entra no segundo passo, que é fazer escolhas de acordo com as suas prioridades. Então,

4:38 no primeiro semestre, o cursinho, eu fiz cursinho online, daí tinha a opção aula ao vivo e aula gravada. Primeiro semestre eu assistia a todas as aulas ao vivo. Eu tava lá com a galera. Só que daí no segundo semestre eu fui mudando algumas coisas. Por exemplo, as aulas de filosofia e sociologia, que eu vi que não caíam tanto na Fuvest, mas eu acho que isso mudou. A Fuveste agora tá cobrando mais, mas na minha época, quando eu prestei em 2022, não cobrava. Parei de assistir as aulas, gente. Acho que foi gol do Flamengo. Professores do cursinho, para isso eles eram muito bons, porque quando uma aula

5:25 tinha baixa incidência na Fuveste, eles falavam: "Gente, isso aqui a Fuvest não cobra há 10 anos. era esse tipo de aula, eu já deixava no volume baixo, ia fazer outra coisa, estudar outra coisa, outra matéria, ou eu só saia da aula e assistir outra aula gravada ou estudar algum conteúdo que estava atrasado. No segundo semestre, eu parei de assistir aula de filosofia, sociologia, interpretação de texto, que era uma aula mais voltada pro Enem. Parei de ver aula de inglês, só que isso eram só as minhas escolhas do momento. Eu não conheço totalmente a prova da Fuveste agora, igual eu conhecia no ano que eu prestava. Então, avalie as suas necessidades e molde suas escolhas a

6:11 partir delas. Hoje em dia existe uma ferramenta que na minha época não existia, que é o chat GPT. Me perguntou aqui, ai, como saber o que a Fuvest cobra mais? Gente, eu fiz a seguinte pergunta: Quantas questões de revolução francesa caíram na prova da Fuvest nos últimos 5 anos? Eles me deram que caiu duas caíram duas questões de Revolução Francesa nos últimos 5 anos. Quais são essas questões? Então, me deram uma questão de 2019 e uma de 2021. E agora eu fiz uma segunda pergunta. Quantas questões de funções caíram na primeira fase da Fuveste últimos 5 anos? responderam que caíram 14 questões de funções. Entendendo a diferença de saber o que cai? Se você tem duas matérias

6:59 atrasadas, Revolução Francesa e uma aula de funções, qual que você vai priorizar? Que que você vai estudar? Se você é uma pessoa desinformada, que não tem foco em nada, que não sabe o que o seu vestibular cobra, para você tanto faz. Na real, eh, se você gosta de história, você vai em Revolução Francesa, que era o que eu fazia no terceiro colegial, né? Eu estudava o que eu mais gostava. Não é mais para você estudar o que você gosta, é para estudar o que o seu vestibular mais cobra. Fiz outra pergunta agora, perguntei quantas questões de Egito caíram na FVeste dos últimos 5 anos. Tati respondeu que nos últimos 5 anos não caiu nenhuma questão de Egito e que a última questão de Egito que caiu foi de 2015. Sabendo disso, você acha que

7:44 vale a pena perder 2 horas assistindo aula, lendo e estudando e fazendo resumo sobre Egito? Se você quer prestar fovest, claro. O terceiro passo é começar a conhecer a prova que você mais quer. Agora não é mais só saber os conteúdos que ela cobra, mas a forma que ela gosta de perguntar, quantas questões de cada matéria, como a prova tá dividida. E para conhecer a prova que você vai prestar, nada melhor do que imprimir essa prova. e ir resolvendo. E uma estratégia muito boa, que eu amava muito, era imprimir uma prova de 90 questões e dividir ao longo da semana, tipo 12 questões por dia, que daí ficava muito levinho. Eu fazia 5 de manhã, eh, 5 à tarde, 2as da noite e corrigia

8:30 naquele dia mesmo ou no dia seguinte e não ficava tão pesado. que quando eu fui prestar a prova, no final do ano, eu escrevia numa folha sulfite, que era tipo o meu manual, que eu tinha a ordem das questões que eu ia resolver, porque a fuveste era separada, então eu sempre começava por português, depois inglês, depois química, uma ordem certinha com o tanto de minutos que eu ia levar para cada matéria. Então, era um negócio tão bem pensado que eu tracei com base no tanto de prova que eu resolvi. você só vai conseguir traçar o seu plano de prova, que é uma coisa que, na minha opinião, não dá para passar sem um plano de prova, que é saber que que você vai fazer quando você pegar a prova. Basicamente, para eu conseguir traçar o meu próprio plano de prova, que foi uma coisa que eu fiz sozinha, foi só

9:17 resolvendo prova antiga da Fuveste para descobrir. Mais importante de tudo, além de fazer, é corrigir. Vocês sempre me falam para eu gravar um vídeo contando como eu corrigi minhas provas, só que eu não acho que é um tema de um vídeo porque não tem segredo. Eu via que eu tinha errado a questão, daí primeiro eu tentava resolver de novo, ver o que eu errei, o porque eu errei, porque às vezes é um erro de atenção besta. eu não consigo resolver aquela questão mesmo, eu não ia perder 10 minutos nela. Eu já digitava no YouTube para ver uma resolução ou no Google mesmo para ver a resolução. Liia a resolução e ia tentar resolver de novo. Toda questão que eu errava, eu já ia corrigir pensando na minha cabeça. Você nunca mais vai errar isso aqui. Nunca mais vai errar isso

10:03 aqui. Sabe, a correção de simulado tem que ser feita de uma forma ativa. É você se reforçando. Não vou errar de novo. Não vou errar de novo. Eu dava toda a importância do mundo paraos meus erros. Eu circulava, eu colocava postite e eu adicionava as minhas folhas, que já tem um vídeo aqui falando delas, que é o vídeo do meu método de revisão, que talvez também é um dos vídeos mais importantes. Eu acho que é o meu vídeo favorito do canal. O quarto passo que você vai ter que começar a fazer agora nesse segundo semestre é simular o dia da prova. Mas é simular mesmo. E eu vou te explicar como que eu fazia. Geralmente eu fazia isso de domingo, então aos domingos eu não gostava de acordar cedo, eu gostava de deixar meu

10:49 corpo acordar na hora que quisesse. Aí eu ia resolver um simulado ou uma prova antiga da Fuveste ou da Famerp à tarde. Minha simulação do dia da prova já começava no dia anterior, porque eu não ia pra festa, eu não saí, eu tentava dormir cedo para estar descansada no dia seguinte e nem sempre eu conseguia, obviamente. Às vezes eu só não dormia bem porque eu tava muito ansiosa, sei lá. Tentava dormir bem, acordava no domingo, almoçava uma comida leve. Eu não ia amassar uma feijoada da minha avó naquele dia. Eu tentava almoçar uma comida leve que eu comeria no dia da prova. Eu estipulava um horário para começar a prova, geralmente um horário similar a do vestibular, tipo 2 horas. preparava um lanche semelhante ao lanche

11:36 que eu iria levar no dia. E aí eu era muito privilegiada porque eu ia na casa do meu avô que tinha uma sala com uma mesa vazia, assim, a mesa era completamente vazia e tinha uma cadeira. Então ali eu estava completamente em silêncio. Era domingo, então aquela casa estava em completo silêncio e eu tinha uma simulação quase perfeita do que era o dia da prova, porque eu tava ali sozinha, focada em silêncio. Eu falo que eu sou privilegiada porque se você mora numa casa com três irmãos pequenos, divide quarto, ou sei lá, tem seu pai e sua mãe que não entendem muito a sua dinâmica, vão ficar te interrompendo toda hora. Tudo isso obviamente

12:21 dificulta, né, essa simulação perfeita do dia da prova. Só que se você não consegue fazer como eu e num lugar completamente silencioso, tenta se aproximar ao máximo dessa condição. Então, pega uma mesa que tem na sua casa, limpa ela, tira distratores. Daí nessa simulação da prova também, que eu comecei a fazer mais ou menos em agosto, eu contava o tempo, eu usava, cadê ele? Eu usava um cronômetro, um cronômetro mesmo, não era o celular, porque o celular ficava desligado em outro cômodo, mas eu usava um cronômetro e eu ia anotando quanto tempo eu levava para cada disciplina. E eu controlava também o quanto de água que eu bebia para se assemelhar ao dia e, obviamente, as

13:07 minhas idas ao banheiro. Então eu não pausava o cronômetro quando eu ia ao banheiro, porque eu queria simular exatamente o dia da prova. Isso foi muito importante porque escancarou na minha cara quais eram meus erros que eu me impedi de passar se eu continuasse daquele jeito. E um deles era o tempo de prova. não tinha achado o meu plano de prova ainda, então eu perdia muito tempo em questões que eu não conseguia, eu ficava nervosa. E teve um simulado do Ângulo, né, que eu acabei, era um simulado Fest, eu acabei deixando 13 questões sem nem ler. O simulado que eu menos acertei no ano, eu fiz menos de 60 acertos porque além de ser um simulado difícil, eu não tinha nem lido 13 questões e ainda tinha errado um monte

13:52 de outras. Então isso me ligou um alerta de eu preciso resolver a minha questão com o tempo. Dessa forma, conhecendo a prova que você vai prestar e fazendo simulações do dia da prova, que você vai se tornar o que eu chamo de rato de prova. É aquele aluno que ele tá em dúvida entre duas alternativas, só que ele dá um jeito de escolher a alternativa mais correta e ele acerta a questão, mesmo estando muito em dúvida. ou aquele aluno que acerta uma questão sem nunca ter nem estudado aquela matéria ou não se lembrar nada daquele assunto. Ten um exemplo perfeito do que é um rato de prova, é que quando eu tava no terceiro colegial, eu não era nada rata de prova, eu era bem imatura pra prova, na verdade. E eu tinha um namorado que ele já tava no cursinho,

14:38 então ele era muito perspicaz. E daí eu mostrei para ele uma questão de história da Fuveste, então que tinha um monstro com uma coroa, como se fosse uma rainha, soltando um pum na cara de um povo. E daí perguntava qual que era o a sátira daquela charge e as alternativas, eu já não sabia aquele conteúdo mesmo. Eu falei: "Ah, para mim tanto faz, vou chutar uma". E daí o meu namorado, que já era rato de prova, ele leu eh embaixo assim da questão que a charge era feita por um francês. E a charge foi feita, tinha a data que é 1794, que se não me engano é quando a França revolucionária tava se expandindo a

15:24 época do Napoleão, se eu não me engano. E ele viu que era um francês que tinha feito aquela sátira de crítica à Inglaterra. E a alternativa correta era, exatamente falando isso, que era uma crítica dos franceses à monarquia inglesa. E ele acertou a questão porque ele viu o nome do autor que fez a tirinha e percebeu que era um nome francês, que é Jax Luis, obviamente é um nome francês. Isso é rato de prova, é ter umas espertezas. Ele também não sabia a matéria, mas ele acertou a questão. Quinto passo é muitíssimo importante caso você vai prestar alguma prova que tenha questões dissertativas, que é começar a inserir questões dissertativas na sua rotina de estudos. Muita atenção, eu não tô falando para

16:11 você começar a estudar pra segunda fase sem ter passado da primeira. Gente, isso não existe. Eu recebo muitas mensagens falando, você já pode começar a estudar paraa segunda fase. Então, o foco agora no segundo semestre até a até você ter passado paraa segunda fase, tem que ser a primeira fase, tem que ser acertar mais questões de assinalar. Só que também para não chegar na segunda fase boiando sem nunca ter feito uma questão dissertativa, é bom você começar a inserir questões dissertativas nesse momento. E a prova da Famerp, que era uma prova que eu queria, é a como se fosse a primeira e a segunda fase juntas, né, que tem o primeiro dia, que são questões de assinalar e o segundo dia, que são questões dissertativas. Então, eu já ia ter que me preparar pra

16:57 prova da FAMERP. Eu comecei a inserir principalmente questões dissertativas da FAMERP, dos assuntos de biologia, química e física, que eram os assuntos que caíam. Geral era cada aula que eu tinha de biologia, física e química, eu resolvia pelo menos uma questão dissertativa pós-ula. Acho muito triste que a maioria dos cursinhos nem tem curso de questões dissertativas, não ensina como responder questões dissertativas. Isso para mim é terrível, porque se você passar pra segunda fase, tanto da UNESP, quanto da VEST, quanto da Unicamp, que são as três maiores, você vai precisar saber escrever. Quem não tem ideia de como responde questões dissertativas e quer começar a melhorar

17:42 nisso desde já, eu recomendo o curso do Ferreto, que tem uma parte só de curso de questões dissertativas. Então ele pega cada assunto e daí ele dá tipo 100 questões dissertativas e vai resolvendo por vídeo com você e explicando como escrever. Pessoal, a gente vai resolver juntos essa questão que caiu na prova da Unicamp. Eu achei genial, lembrando que a gente tem cupom, é Ana Volp. E hoje é dia 29 de junho e até 30 de junho à meia-noite a plataforma tá em desconto. Eu vou deixar o link com desconto aqui para vocês. Infelizmente eu tô gravando esse vídeo quando falta um dia pro desconto acabar. A sexta e penúltima dica é traçar um plano de obras literárias pros vestibulares que você

18:28 vai prestar. Então, no meu caso, eu decidi que eu ia ler todas as obras da Fuveste. Vi quantos meses faltavam até a prova da Fuveste e determinei qual obra eu ia ler em cada mês. Tentei deixar mais ou menos uma obra por mês, só que algum mês eu não li nenhuma e outro mês eu li duas ou três obras. Então, acabou ficando mais flexível, mas em três meses eu tentava ter lido pelo menos três obras. Eu tenho um vídeo aqui explicando detalhadamente como que foi o meu estudo de obras literárias. Eu sugiro fortemente que você assista. Só que eu segui uma ordem que eu acho que funciona muito, que é assistir a aula, uma boa aula de análise de obra. Não é uma aula de 15 minutos falando resumidamente do que a obra fala. É uma análise completa.

19:15 Eu até indiquei o canal do professor Marcelo Nunes de Obras Literárias, que eu amava muito. Ele é gratuito aqui no YouTube. Depois de assistir a aula da análise da obra, eu ia ler a obra e depois de ler a obra, eu ia ler o resumo da obra de novo, um resumo muito, muito detalhado. Essa parte de leitura das obras, eu vou mostrar como que eu fazia. Eu li quase todas as obras da Fuveste. Eu só não li angústia porque não deu tempo e era um livro muito denso. Só que o que eu quero mostrar para vocês é que não era uma leitura relaxada por lazer, infelizmente. Para começar, que eu já começava lendo o livro, sabendo o final dele, porque eu já tinha lido a análise, e eu ia anotando, fazendo um monte de

20:01 rabisco e ia colocando os comentários do professor em cima de cada poema, por livros em prosa. Eu ia grifando partes que eu achava que a Fuvest poderia me perguntar sobre, ia puxando flechinha, fazendo comentários. Eu rabiscava até descrições de personagem, porque caso a Fuvest me perguntasse como que era um personagem, eu gostaria de saber responder. Enfim, era uma leitura totalmente voltada pro vestibular. É claro que eu acabei amando muitos dos livros e os livros acabaram me tocando pra vida, né? Só que, infelizmente, não era uma leitura por lazer, era uma leitura que eu ia rabiscando, pensando no que

20:51 será que o Flamengo fez outro gol? leitura que eu ia rabiscando, pensando no que a Fuvest poderia perguntar na segunda fase. E a última coisa que eu queria falar, que eu nem tinha colocado no meu roteirinho para falar, eu acho que nesse segundo semestre também é muito importante vocês se treinarem para confiar no trabalho bem feito de vocês, sabe? Eh, quando aquele pensamento de USP não é para mim, Unicamp não é para mim, Unesper, você já aprender a combater esse pensamento e não ficar alimentando e confiar no seu trabalho, mesmo que você fala: "Ai, mas meu trabalho não é perfeito". Se tivesse que ter trabalho

21:36 perfeito, eu não teria passado, porque eu falo, eu acho que eu fiz uns 80% de tudo que era para fazer. Espero que esse vídeo tenha sido útil e ajudado. Comenta aqui sugestões próximos vídeos. Se inscreva no meu canal e me siga lá no Instagram. Beijinhos e bons estudos. M.

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