Pare de tentar ser original e aprenda a roubar como um artista

Helena Bezzan www.youtube.com

Breve Resumo

Este episódio do podcast "Confissões Estratégicas" explora a importância de "roubar como um artista" em vez de buscar originalidade absoluta. Helena Bezã argumenta que a verdadeira autenticidade surge da combinação e adaptação de ideias existentes, e não da criação do zero. Ela usa exemplos práticos como The News e Lele Burnier para ilustrar como a adaptação cultural e a personalização de conceitos já existentes podem levar ao sucesso. O episódio também oferece um guia prático baseado no livro "Roube Como um Artista" de Austin Kleon, incentivando os ouvintes a colecionar referências, recombinar ideias e imprimir sua própria visão de mundo em seus projetos.

  • A originalidade surge da combinação e adaptação de ideias existentes.
  • É importante colecionar referências e recombiná-las de forma única.
  • Não espere ser um gênio, comece imitando e adaptando.

Introdução

Helena Bezã inicia o podcast "Confissões Estratégicas" confessando ser uma "cópia" de suas referências e argumenta que tentar ser original demais pode levar a produtos ou conteúdos não comerciais. Ela explica que a originalidade não significa criar algo do zero, mas sim combinar e adaptar ideias existentes de forma única.

O Problema da Originalidade Excessiva

Helena discute como a busca excessiva por originalidade pode resultar em criações complexas e difíceis de entender, que acabam não atraindo o público. Ela cita o exemplo dos óculos do Google como um produto inovador que não emplacou por não atender às necessidades e expectativas das pessoas. A chave para o sucesso é combinar elementos familiares com um toque de novidade, como mencionado no livro "Hitmakers".

Aprenda a Roubar Como um Artista

Helena introduz o conceito de "roubar como um artista", baseado no livro de Austin Kleon, enfatizando que somos todos uma junção de nossas referências. Ela explica que aprendemos por imitação, assim como as crianças, e que nossas experiências e influências moldam nossa visão de mundo. A autenticidade surge da maneira como combinamos essas influências e as apresentamos ao mundo.

Autenticidade e a Visão Única

A autenticidade não é inventar algo do zero, mas sim a capacidade de fazer associações e sinapses cerebrais únicas. É enxergar o mundo de uma maneira que ninguém mais está colocando em evidência e trazer essa visão para os outros. O problema não é roubar ideias, mas sim como você as adapta e as apresenta.

Exemplos de Sucesso ao "Roubar Como um Artista"

Helena cita exemplos como o The News, uma newsletter brasileira inspirada na Morning Brew americana, e Lele Burnier, que adaptou o "Arume-se comigo" para o contexto brasileiro. O sucesso está na adaptação cultural e na personalização, não na cópia literal. Somos todos quebra-cabeças formados pelas influências que recebemos ao longo da vida.

Podcast como Exemplo

Helena usa seu próprio podcast como exemplo, admitindo que se inspirou em outros podcasts como "Carona na Carreira" de Thaí Rock e o podcast de Lala Brandão. Ela explica que roubou elementos que admirava em cada um, combinando-os para criar seu próprio estilo. A chave é pegar cores de massinha diferentes e misturá-las para criar algo único.

Não Seja Diferentão, Seja Comercial

Helena reforça que não é preciso ser "diferentão" para ter sucesso. Produtos e conteúdos disruptivos demais podem ser rejeitados por não serem compreendidos. Para monetizar e ter sucesso, é preciso ser comercial e agradar ao público, gerando familiaridade.

Princípios do "Roube Como um Artista"

Helena resume os princípios do livro "Roube Como um Artista":

  1. Nada é original: Tudo já foi feito, o segredo é recombinar.
  2. Transforme, não apenas imite: Adapte as ideias ao seu contexto e visão.
  3. Colecione referências: Quanto mais referências, mais sinapses você será capaz de fazer.
  4. Não espere ser um gênio: Comece imitando e no processo você se encontrará.

Recombinando Referências

Helena explica que recombinar referências é pegar algo que você gosta em um lugar e combinar com algo que você gosta em outro, criando algo novo. Ela usa o exemplo de um vídeo que fez sobre "roubar como um artista", onde começou deitada na cama com a câmera de cima, um gancho visual usado por Jenny Keller. Ela enfatiza que não está sendo desonesta, pois está falando de marketing e usando um gancho visual que já existe.

A Importância do Repertório

Helena destaca a importância do repertório para a criatividade. Ela compartilha como criou uma marca baseada em um conceito dinamarquês que conheceu em um livro de romance. A chave é desenvolver a capacidade de fazer combinações que as pessoas não estão vendo.

Visão de Mundo Única

Helena compartilha um exemplo de um fotógrafo que mostra a diferença entre o que ele vê e o que as outras pessoas veem em uma cena. Ela também menciona como escolheu seu fotógrafo de casamento por causa do olhar único dele. Ter uma visão única e alinhada com o público-alvo gera demanda.

Transformar e Filtrar

Helena enfatiza a importância de transformar e filtrar as referências, em vez de apenas imitar. É preciso passar tudo pelo filtro da coerência e da sua marca, para ser a primeira escolha do seu público-alvo. Colecionar referências e encontrar padrões é fundamental.

Não Espere Ser um Gênio, Comece!

Helena incentiva os ouvintes a começarem, mesmo que seja imitando. No processo, eles se encontrarão. Ela garante que a maioria das pessoas no marketing digital estão "roubando como artistas" conteúdos gringos, adaptando-os para o contexto brasileiro.

Roube Como um Artista, Não Copie

Helena reforça que somos um conjunto de tudo que lemos, assistimos e vivemos. Ela incentiva os ouvintes a entrarem nas redes sociais e "roubarem como artistas" assuntos que estão sendo discutidos em seus nichos.

Não Invente a Roda

Helena adverte contra a tentativa de inventar a roda, pois isso dificilmente gerará algo bom e próspero financeiramente. Ela cita exemplos como os iPods da Apple e a Nespresso, que simplificaram processos já existentes.

Exercício Prático

Helena propõe um exercício prático:

  1. Pegue algo que você está com dificuldade.
  2. Escolha cinco referências (empresas, conteúdos, podcasts) que você gosta.
  3. Encontre padrões e coisas que você gosta em cada um.
  4. Faça uma colagem mental ou escrita das coisas que você gosta.
  5. Olhe para essa junção de aleatoriedades e saiba que você acabou de criar algo original.

O Pincel da Boca Rosa

Helena usa o exemplo do pincel da Boca Rosa para ilustrar como pegar um produto já existente e criar uma narrativa original pode levar ao sucesso. A Bianca Andrade conseguiu vender um pincel com cerdas mais densas, mostrando sua utilidade e praticidade.

Conclusão

Helena conclui o episódio revelando que ele próprio foi um "roubo como um artista" do livro de Austin Kleon. Ela pegou, adaptou e trouxe para o seu contexto, com sua visão de mundo. Ela espera que os ouvintes tenham gostado de participar desse grande roubo com ela.

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Transcrição

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0:00 Para de tentar ser original. Você precisa aprender a copiar os outros. Oi, meus queridos. Sejam muito bem-vindos a mais um episódio do Confissões Estratégicas. Eu sou Helena Bezã, estrategista de marca e criadora de conteúdo. E neste podcast, sempre tomando um cafezinho, de maneira bem descontraída, sentada no meu sofá, eu converso com vocês sobre branding, marketing, negócios e outras coisas que permeiam estes universos. E hoje eu vim confessar para vocês que eu sou uma grande cópia de todas as minhas referências. E se você não for uma grande cópia de outras referências, talvez você esteja errando exatamente nisso. Sabe por quê? Porque todas as vezes que a gente acredita que

0:47 originalidade é você criar algo do zero, a gente acaba caindo em um lugar extremamente não comercial, não vendável. E esse é um dos grandes problemas que as pessoas têm ao criar conteúdo, ao criar empresas, ao empreender. Elas querem ser as diferentonas. Isso faz com que elas criem coisas tão diferentes, tão complexas, tão difíceis de serem entendidas, que ninguém sente vontade de consumir. Vamos trazer um exemplo na prática de um dia que uma empresa criou algo tão, tão, tão diferente que não emplacou. Eu não sei se vocês sabem, mas o Google alguns vários anos atrás ele criou um óculos que você tipo um Apple Vision. E por sinal o Apple Vision já é uma coisa que flopou um pouco, né? Parando para pensar aqui, a gente nunca

1:34 mais ouviu falar sobre esse negócio que é aquele óculos de realidade virtual da Apple. Quando uma empresa ela cria um produto para gerar um bus, para fazer as pessoas falarem, ela normalmente espera ter venda, tá? Mas o que muitas vezes pode acontecer quando você traz algo extremamente inovador, mas que as pessoas elas não estão prontas para consumir, é que as pessoas vão rejeitar. Por quê? De acordo com o livro Hitmakers, um Hit, né, uma quase como se fosse uma tendência, algo que bomba muito, é sempre formado de algo antigo com uma apitadinha de algo novo. E por isso, hoje, neste episódio, a gente vai falar bastante sobre o livro Hoube como um artista, porque você precisa aprender a pegar coisas que são antigas, entre

2:20 aspas, que já funcionaram ou que estão funcionando e roubar elas como um artista. E é exatamente isso que eu vou te ensinar a fazer agora. Primeira coisa que você precisa entender é que a gente é sempre uma junção de todas as nossas referências. Vamos pensar nas crianças. Uma criança, ela aprende por modelo. Se você vira pro seu filho e fala assim: "Você não pode falar palavrão, mas você é uma pessoa que fala palavrão o dia inteiro e xinga as pessoas, o seu filho como uma esponjinha, porque as crianças elas são essas esponjinhas, ele vai simplesmente falar palavrão também, porque a gente aprende por modelo." Você provavelmente tem manias da sua mãe, você tem manias do seu pai ou então manias da pessoa que mais te criou, pode ser uma avó, um avô, um tio. Você deve se reconhecer nessas pessoas, coisas que

3:07 você gosta, coisas que você não gosta. Por quê? Porque a gente imita. Nós somos seres que imitam os outros. Passa bastante tempo com uma pessoa e veja se o seu sotaque não vai mudar. Eu sou quase casada com Gustavo. Sou noiva do Gustavo que é paulistano e ele tem um pouco de sotaque. Ele não tem muito não. Mas as pessoas do interior falam que eu tenho sotaque. E olha que engraçado, os amigos de São Paulo falam que ele tem sotaque do interior. Ou seja, a gente já não tá mais enquadrada em lugar nenhum, porque ele puxa um pouco de mim, eu puxo um pouco dele e aí virou uma grande mistura. Só que olha que loucura. Quando a gente vai falar de originalidade, a gente tende a achar que você ser original é você pegar e inventar algo do zero, sendo que nada na nossa existência veio do zero. Tô dizendo assim como seres humanos, tá? Tudo nasceu de algo

3:52 que a gente viu, viveu, que a gente viu o fulano fazendo e eu juntei com que o ciclano faz, aí eu criei algo meu. Porque no fim do dia, uma das coisas mais valiosas quando a gente fala de marketing, quando a gente fala de negócio, são as sinapses cerebrais que você é capaz de fazer, as associações que você faz que mais ninguém faz, o jeito que você vê o mundo que mais ninguém vê. É isso que é autenticidade de verdade. E a gente acha que quando o outro diz assim: "Ah, o jeito que você vê o mundo e mais ninguém vê", a gente tá falando de algo que mais ninguém percebe, mas não. É algo que mais ninguém tá colocando em evidência, é algo que mais ninguém tá dando a devida atenção ou algo que mais ninguém viu, algo bonito naquilo, uma oportunidade naquilo e você agrada. E você viu e aí você pega e você traz isso para mostrar

4:40 pros outros também. Olha você, isso daqui tava passando despercebido por você, mas todo mundo aqui tá vendo? Só que aqui que mora o pulo do gato. O problema não é você roubar ideias de outras pessoas, porque saiba, grandes negócios que existem hoje foram ideias roubadas, grandes influenciadores se fizeram de ideias roubadas. Então, vou trazer alguns exemplos. Eu não sei se vocês já ouviram falar do The News, né? Uma das maiores newsletters do Brasil. Eles construíram uma marca super forte. Eles têm mais de 2 milhões de assinantes. 50% dessas pessoas vêm os e-mails todos os dias às 6:06 da manhã. E eles nada mais são do que uma cópia do Morning Brewill, que é uma newsletter muito famosa americana. E o Hernani, que é o fundador do The News, olhou pr pra

5:26 Morning Brew e falou: "Nossa, gostei desse tipo de newsletter aqui, não tem nada parecido no Brasil. trouxe adaptando culturalmente o negócio. E hoje é um negócio que não é só mais o Denils, como várias outras ramificações. Eles inclusive já têm incubado dentro da empresa do grupo Off, que é o dono do Denils hoje, empresa de produto. Então, veja só, eles roubaram como artistas. O Erdani roubou como artista. Ele não foi lá e pegou, copiou e colocou nos Estados Unidos. E aí, nossa, a Morning Brew colocou essa notícia, eu vou colocar também. Olha, eles estão falando isso, eu vou falar também. Eu vou copiar o texto, falar pro chat GPT, ó, copia, só não faz igual e agora eu vou postar na minha. Não, não, não. Ele fez uma adaptação. Ele pegou a cultura brasileira, o contexto brasileiro e trouxe a ideia de uma newsletter que

6:13 fala de um jeito mais leve, que traz as notícias de uma maneira mais imparcial. E aí ele trouxe pro Brasil e é um grandíssimo sucesso. Eu não sei se vocês sabem, mas a história da Lelei Burnier começou com ela, que é uma tiktoker grande, tá? Para quem não conhece, ela é grande no mundo da moda, ela é relevante e tudo mais. E ela começou a história dela dentro do TikTok trazendo o Arume-se comigo pro Brasil, copiando uma gringa. Então, gente, nada se cria, tudo se copia, mas mais ou menos. Por quê? Porque dentro do Arum-se comigo, ela trouxe uma linguagem dela. Ela construiu uma marca que era ela. Por quê? Porque ela provavelmente juntou isso com várias outras coisas que ela aprendeu na vida dela, sendo um grande quebra-cabeça de

6:58 todas as pessoas que passaram pela vida dela, porque no fim do dia todos nós somos quebra-cabeças. E o seu conteúdo tem que ser quebra-cabeça. Tudo que a gente faz tem que ser quebra-cabeça. E o que acontece é somos quebra-cabeças porque todas as pessoas que passam pela nossa vida, normalmente as mais relevantes, deixam algum ensinamento, deixam alguma marca, deixam algo que a gente copia, que a gente faz igual, que a gente gosta, que a gente replica. Uma forma de se expressar, porque a gente tá toda hora lendo os outros e copiando o que os outros estão fazendo, o formato de conteúdo e por aí vai. Vocês acham que eu fui mega original em fazer esse podcast? Não, o podcast já existia. Eu peguei um formato que já existia e aí eu olhei e eu adorava e adoro ainda o de

7:44 Carona na carreira que é da Thaí Rock, que é um podcast que eu escuto bastante. Ela fala de carreira de um jeito profissional, mas ela fala das falhas, ela traz vulnerabilidades. Isso me moldou como podcaster aqui com vocês. E aí eu escuto também a Lala Brandão e ela faz o podcast sozinha, conversando de uma maneira bem descontraída no escritório da casa dela. Gosto disso, na Lela, então eu trago para cá. Isso significa que eu estou copiando a Lela e isso me faz ser menos Helena. Não, eu roubei como um artista um elemento da Lela, roubei como um artista um elemento da Thaís Rock. E assim a gente deve ir fazendo, porque ao roubar como um artista diversas referências, como se você fosse pegando cores de massinha diferente ou tinta guacha de cores diferentes, pega um pouquinho do rosa, um pouquinho do azul, um pouquinho do amarelo, misturo com um pouquinho do branco e aí eu misturo, porque eu

8:30 coloquei nas minhas medidas essas cores que já existiam no mundo. E aí pode ser que eu crie uma cor nova, entendeu? Uma cor única, uma visão de mundo única. E aqui esse episódio inteiro, ele vai ser para te evangelizar de que você não precisa ser diferentão. Quando você vem com algo super disruptivo e as pessoas não estão prontas para consumir aquilo ou elas não entendem aquilo, elas não vão gastar o cérebro delas, a energia delas para entender o que você tá tentando trazer. E isso significa que elas vão pular o seu vídeo, que elas vão ignorar o seu negócio, que elas vão ignorar os seus produtos, o seu serviço. E aí você não vai conseguir fazer o que você quer fazer com o negócio, com conteúdo, quer monetizar, quer trazer dinheiro, colocar no seu bolso, porque vamos falar o português bem claro, todo

9:16 mundo quer trazer dinheiro pra sua empresa, pro seu negócio, pra sua vida, porque todo mundo quer viver uma vida mais confortável. Então, vamos ser bem sincero, para isso você precisa ser comercial, você precisa fazer algo que também agrade vindo do zero não vai agradar o outro, porque vai ser uma coisa completamente estranha que não vai gerar a familiaridade, que Hitmakers diz que você tem que gerar. Esse episódio ele vem para te dizer que você precisa aprender a roubar elementos dos outros. E eu vou te dizer de uma maneira bem prática tudo que o Hobala. Primeiro, já queria te dizer, eu indico mesmo que você ouça ou leia, preferencialmente leia, tá? Porque isso desenvolve o nosso cérebro de maneiras diferentes do que você só escutar. Escutar, se já tá escutando esse podcast aqui, tudo bem. Se você não tiver tempo,

10:02 pode escutar o livro também, porque é um livro super leve, super curto. O Rob como artista é maravilhoso. Então, eu recomendo mesmo que você dedique um tempinho para se aprofundar nesse assunto. Ele é bem curtinho mesmo, tá? Mas eu trouxe um resumo, os princípios do Hobby como um artista pra gente olhar para isso juntos, tá? Primeira coisa, você precisa entender que nada é original, tudo já foi feito. O segredo é você recombinar. Então é isso que eu te falei das tintas, né? Então você pega algo que você gosta aqui, algo que você gosta aqui e aí você cria algo seu. Igual eu dei o exemplo do podcast, você pode usar isso para conteúdo. Ah, eu fiz um vídeo falando sobre o roubo como artista uma vez e comecei deitada na minha cama com a câmera de cima. Quem fazia muito isso? Jenny Keller. É uma chamada, um gancho visual que ela usa muito. Eu posso copiar? Claro, eu não tô sendo desonesta. Eu tô falando de

10:49 marketing, tô falando de um outro assunto, tô usando um gancho visual que ela usa. Como existem pessoas que fazem o mesmo, exato, o mesmo formato de podcast que eu, que eu sei que são pessoas que me seguem, que inclusive são maiores do que eu, que fazem exatamente do jeito que eu faço. E provavelmente elas roubaram daqui, mas elas roubaram como um artista. Por quê? Porque roubar como um ladrão seria se elas tivessem ou se eu tivesse, né, no caso da Jenny Keller roubando exatamente igual. Se eu tivesse tentando fazer um vídeo de reforma ou um vídeo de pão, vamos trazer o exemplo do pão da Jenny obra, né? Um vídeo de pão desenhando flor e eu copiasse o roteiro dela, os ângulos dela, a roupa dela. Pô, eu tô roubando como ladrão. Até se eu roubasse só o roteiro, eu tô roubando como um ladrão, porque eu não modifiquei nada. Agora, se eu pego um ângulo que a Jenny usa, mas eu trago para um contexto completamente diferente, que é um contexto de

11:34 marketing, de brinding, de ensinamento, de educação, eu já tô roubando como um artista novamente. Então é você só recombinar. Não pode acontecer de todos os elementos estarem iguais, porque isso é roubar como um ladrão. Agora, se existem elementos que eles estão sendo realocados, porque gente tudo é repertório. Eu falo isso para todas as pessoas que me perguntam, que que você acha que é o seu grande diferencial como estrategista de marca? Para criar marcas boas, eu preciso entender que tudo é repertório. Eu já criei marca com embasamento num conceito dinamarquês que eu conheci em um livro de romance das minhas horas vagas. É uma das minhas marcas preferidas até hoje. Por quê? Porque eu olhei para aquela marca, eu falei: "Esse conceito de dinamarquê combina". E aí eu trouxe do livro que eu tinha visto 1% do conceito, aprofundei,

12:20 estudei mais sobre o conceito, roubei o conceito para trazer um pedaço desse conceito para uma marca. Por quê? Porque tudo se recombina. O conceito é usado dentro de um contexto, eu trouxe ele dentro de um outro contexto para embasar a criação de uma marca, entende? Isso sim para mim é você ser criativo e você ser inovador. É você desenvolver a sua capacidade de fazer combinações que às vezes as pessoas não tão vendo e isso sim garante o seu olhar único pro mundo. Tem um tipo de conteúdo que para quem tá me vendo no YouTube, eh, eu vou pedir pro Ramon, por favor, coloque aqui, porque é muito legal, que é um tipo de conteúdo de um fotógrafo. Eu não sei exatamente se é dele ou se apareceu para mim e ele faz porque pode ser um formato viralizado pelos fotógrafos que basicamente mostra uma imagem, sei lá, de uma rua. E aí tá tem dois círculos

13:07 vermelhos. É, um é o que você vê e aí sei lá, o carro, uma sujeira que tá mais em evidência na foto e aí ele faz um quadradinho bem longe assim, o que eu vejo. E aí você passa pro lado e a foto que ele tirou. E aí é tipo uma foto super bonita de uma bicicleta junto com carro. E é uma foto bem artística assim. Putz, é a visão de mundo dele. Então eu vejo uma coisa, ele vê outra, mas usar o recurso imagem, né, que é o recurso dele, o dom dele, o que ele vende, ele pode me mostrar a visão de mundo dele. Eu lembro que quando eu fui escolher o meu fotógrafo pro casamento, eu escolhi o Douglas. É, o Douglas, ele sempre fotografou coisas para mim e é uma pessoa super querida. E eu escolhi porque eu gosto do olhar dele. Ele captura emoção nas fotos dele. Ele é sensível. Eu queria ele, sabe? Ninguém podia fazer o que o Douglas faz. Ninguém

13:54 podia ter o relacionamento de longa data que eu tenho com o Douglas. Isso faz ele ser único para mim. Eu não orcei outras pessoas. Mas eu não sei se foi caro, se foi barato, o que que foi, porque eu queria ele e isso faz com que ele seja a minha primeira escolha, a primeira pessoa que eu penso. Inclusive, a gente vai fazer um aulão no começo de agosto para falar sobre isso da primeira escolha, que é você trazer um olhar único pro seu conteúdo, é você trazer uma visão que independente de viralizar ou não, se você tiver muito bem alinhado com o seu público alvo, isso vai te gerar uma demanda. Por que eu te digo isso? Eu te digo do Roby como artista que é super legal você trazer a sua visão. Tem uma coisa só. Uma coisa que sempre aconteceu na minha empresa desde que a gente abriu o processo de mentoria e consultoria. A gente sempre teve demanda. Esse é o nosso super trunfo. E a gente sempre teve demanda, não é

14:39 porque eu tô sempre veralizando. Você pode olhar, eu não sou a maior criadora de conteúdo de branding, nem perto disso, tá? É, somando minhas redes sociais, eu devo ter 200.000 poucos seguidores. E tem gente de 1 milhão, talvez, falando desse assunto. Não, não sei exatamente, mas imagino que sim. pessoas de 2 milhões falando esse assunto, mas por que que eu sou a primeira escolha para uma parcela do público? Porque simplesmente os conteúdos foram feitos, pautado em estratégia. E aí que eu falo para você que você tem que roubar como um artista. Por quê? Porque no roubo como artista, já chegando num outro princípio, você precisa transformar e não apenas imitar. Eu não vou pegar e vou imitar qualquer coisa, entrar em qualquer trend. Eu falo muito isso dentro da nova onda. Eu sempre vou passar pelo meu filtro da coerência, sempre vou passar pelo filtro da minha marca, eu sempre vou passar

15:25 pelo filtro do que que vai fazer eu ser a primeira escolha pro meu público alvo. E isso é muito potente quando você entender isso, que você tem que filtrar, que você tem que trazer a sua visão, que você tem que imprimir os seus valores. Você para de ser uma cópia ambulante que vai se perder. Você vai se sentir perdido se você fizer isso. E você começa a ter as coisas que você acredita, as trends que você vai entrar, as que você não vai, porque você sabe roubar como um artista, você sabe filtrar o que faz sentido para você, porque você não imita, você usa de referência. Outro princípio que eu gosto muito é de você colecionar referências. Então você realmente, ah, eu quero pegar, e essa vai ser a atividade da semana, tá? Já adiantando para vocês, eu quero mudar a minha identidade visual. Pega um monte de identidade visual que você gosta. O que que você encontra em todas elas? Qual Quais são os padrões?

16:11 Qual a sua visão sobre cada uma dessas coisas? Olha que louco. Às vezes referências de coisas que parecem nada a ver, elas podem se unir. Trazer um exemplo de uma referência visual que me acompanha sempre, que são os rabiscos. Ela não é tão forte, mas agora a gente tá se programando para evidenciar mais ela. Mas ela vem comigo desde 2021, mais ou menos, quando eu encontrei uma camiseta da Zara no Pinterest que era da Disney. E eu gostei muito da estampa. Eu não gostei dos personagens, mas eu gostei muito porque ela era desenhada. E aí eu fiquei pensando quanto eu desenhava tudo e eu uso, né, papéis toda reunião e fico rabiscando para conseguir pensar, para conseguir falar com as pessoas. As minhas mentoradas vem muito isso. Eu tô sempre uma caneta na mão, anotando para poder lembrar e tal. E aí eu peguei isso e levei pra minha marca de moda, porque eu acho que isso representava muito a mulher moderna. E da minha marca de moda

16:57 eu trouxe paraa minha marca pessoal. Então olha que doido, uma camiseta da Zara que tinha uma estampa de rabisco, servi de referência para identidade visual de uma marca de moda que serviu de referência pra identidade visual de uma marca pessoal de marketing, de branding. Então assim, que grande loucura. Mas é assim que as sinapses elas são feitas. É assim que você coleciona referências as mais aleatórias possíveis. o seu repertório vai ser o que vai garantir que você vai conseguir fazer mais sinapses. Então, seja um curioso, leia mais, veja filme, veja a série, não seja um obsecado só no trabalho se você quer ter ideias e referências, porque quanto mais estressado a gente tá, menos criativo a gente é. Entenda, de uma vez por todas, esse é um capítulo que eu mais gosto dentro do livro do Ruby como artista, que é não espere ser um gênio. Começa, começa, começa imitando, começa fazendo

17:42 como o outro, imitando quem você acha que você deveria ser. E no processo, eu prometo, você vai se encontrar. Esse é um capítulo muito especial. Não vou trazer muitos spoilers porque eu quero que vocês leiam um livro, mas assim, saiba que não vai ser um processo linear e você vai copiar uma coisa e às vezes você não vai se identificar e você vai copiar outra, aí você vai trazer referências, aí você vai ampliar a sua pasta mental de referências e aí você vai mudar algumas coisas porque a gente muda e aí você vai mudar coisas no seu negócio, você vai adaptar o seu negócio aos contextos. Mas tudo bem, desde que você saiba sempre filtrar isso da coerência e desde que você saiba que você vai ter as respostas quando você se colocar em movimento. Ninguém é um gênio. Ninguém nasce sabendo, ninguém sabe começar do absoluto zero. Todo mundo começa de alguma referência. Na sua referência tem referências e ela tem

18:29 copiado coisas dessas referências. Eu te garanto, eu tenho certeza absoluta, tá? A maior parte das pessoas do marketing digital estão roubando como artista conteúdos gringos. Mas eu digo roubando como um artista porque tem alguns copiando mesmo, tá? Que copia até o roteiro, porque a maior parte das pessoas não sabem falar inglês no Brasil, então a pessoa vai lá e copia até os roteiros. Mas isso eu acho bem ridículo. Mas tem gente copiando tipo de edição. Você já viu aquele tipo de edição que ela fica só um quadradinho no meio da tela? Isso começou na gringa há mais de um ano atrás. Os conteúdos em série que agora estão bombando aqui começou na gringa há mais de um ano atrás. a gente começa a copiar as coisas que a gente tá vindo de fora e aí as pessoas começam a copiar o que estão vendo dentro do Brasil e aí a referência vai copiando de fora de novo porque lá já mudou e assim a gente vai fazendo e no fim tá todo mundo copiando e fazendo

19:15 formatos parecidos e tal. E aí o que vai fazer você ser único é você trazer esses formatos com o seu conteúdo. Eu posso copiar um formato desde que o meu conteúdo tenha coerência e desde que eu entenda o que eu vou copiar, o que eu não vou copiar. Ah, tô sem ideia. Entra na rede social, rouba como um artista um assunto, roubam como um artista um assunto que estão falando dentro do nicho de maquiagem. Rouba como um artista uma coisa que você pensou de um comentário de uma outra pessoa, usa essa pessoa, coloca ela no fundo da sua tela e fala: "Ó, essa pessoa falou tal coisa e eu queria complementar tal coisa." Robe como um artista, mas não copie. Nós somos um grande conjunto de tudo que a gente lê, assiste, consome, vive. Lembre-se disso, porque é assim que você vai conseguindo moldar. Não só quem você

20:01 é, os seus negócios, tendo ideias melhores e entendendo que, na verdade, você não vai ser um grande gênio, porque as melhores ideias elas não vão vir de nossa, me surgiu uma coisa muito louca aqui, porque toda vez que surgir algo muito louco, provavelmente ele vai ser complexo para ser explicado. Se ele for complexo para ser explicado, ele não vai ser entendido e as pessoas não vão gastar o tempo delas. Igual no óculos do Google, foi um grande flop, tá legal, mas ninguém entendeu como eu uso, quando eu uso, porque isso efetivamente facilita a minha vida. Agora, produtos que foram grandes, virais, vamos trazer o exemplo dos iPods da Apple, eles foram muito, muito, muito virais, porque eles sanavam uma dor real de um jeito que não era tão, tão, tão disruptivo, entendeu? Já existia algo parecido, já existiu a MP4, mas eles trouxeram com uma interface mais fácil de mexer. Ah, vamos

20:46 pensar na Nespresso. Foi extremamente disruptivo. Não, já existia máquina de café, só que eles trouxeram uma máquina de café que você pode ter na sua casa, entende? que vai facilitar o cafezinho. Às vezes você não quer passar o cafezinho. Eu não sou a maior fã de café expresso, mas às vezes eu tomo. Por quê? Porque às vezes eu tô com preguiça de passar o café, tem a máquina, eu ponho a cápsula lá e beleza, tá feito. Bem mais rápido, bem mais prático. Mas eu não tive uma dificuldade de entender que que é máquina de café, que que é café. Eu nem uso esse negócio no meu dia a dia, esse tal de café eu nem tomo não. Eu já tomava café. A máquina surgiu para facilitar um processo que eu já tinha na minha vida. Beleza, muito mais fácil. Eu já ouvi a música. com o MP4 surge para solucionar uma dor de eu conseguir levar essa música para vários lugares. E o iPod surge como ainda um símbolo de status que mexe mais fácil, que cabem

21:32 1000 músicas no seu bolso e tal, então muito mais fácil. Então não tente inventar a roda, porque isso dificilmente vai gerar algo bom e próspero financeiramente. Saiba que se você não inventar a roda, a chance de você simplificar e você ter bem mais dinheiro de um jeito bem mais fácil é muito maior, tá? Lembre-se disso. Isso não significa que você precisa ser um copião. Isso significa que você precisa aprender a roubar como artista, fazer o filtro e entender efetivamente quais das coisas dentro da sua ideia mirabolante e inovadora são as coisas que o seu público vai ver valor, porque senão de nada adianta. Lembre-se, os melhores criadores de conteúdo não são criadores, são curadores. Curadores de ideias, de conteúdos, de formatos. Agora eu vou te passar um exercício. Pega algo que você

22:18 tá com dificuldade. Então, ah, eu quero montar um negócio, eu não sei do que montar. Ah, eu quero melhorar o meu vídeo do Instagram. Eu quero começar a criar conteúdo dentro do TikTok. Independente do que seja, pegue cinco referências, cinco de empresas, conteúdos, podcasts que você gosta. Encontre padrões, encontre as suas coisas preferidas em cada um desses. Faça aí uma grande colagem das coisas que você gosta. Pode ser essa colagem mental, pode ser uma colagem via documento que você vai anotando as coisas dessas empresas que você gostou e olhe para essa junção de um monte de aleatoriedades que estão na sua tela e saiba, você acabou de criar algo original, mas não original como as pessoas pensam, um original de verdade, que não vem do zero, vem da combinação de coisas que antes nunca foram

23:04 combinadas ou então nunca foram colocadas o holofote e foram comunicadas. Vamos pensar no pincel da Boca Rosa. Não foi uma grande inovação. Pincel cerdas mais densas já existia no mercado. Agora, vender um pincel com cerdas mais densas, mostrando uma utilidade de praticidade, porque ele não arrasta o produto. Então fica mais prático para você espalhar esse produto tudo com o mesmo pincel. E além disso, você também conseguir mostrar que ele, isso é, isso é bizarro, é muito brilhante, que ele não suga o produto, então você economiza produto, que foi o que a Bianca fez, tá? Para vocês saberem, o lançamento do pincel da Boca Rosa foi um sucesso, porque ela conseguiu pegar um pincel que já existia, então não foi muito difícil produzir, provavelmente. Não tô entrando

23:49 no mérito da dificuldade de produzir produtos marca própria, não. Não tô entrando nesse mérito, tá? Tô dizendo assim, já era um produto que já existia. Então, a Bruna Tavares mesmo mostrou um vídeo fazendo a mesma técnica da Boca Rosa, só com o pincel da Nina Secrets. Então, já existia, só que ela pegou e trouxe uma comunicação inovadora. Tá, o pincel já existe, mas ninguém tá olhando para essa funcionalidade do pincel que garante praticidade. Ninguém tá olhando para essa funcionalidade do pincel de que ele não absorve tanto produto. Pronto, gênia, mérito dela. Ela criou uma narrativa original para um produto que já existia. Essa narrativa original tem um q de inovação com um q de familiaridade, porque pincel todo mundo já usa. Ela não precisa introduzir este produto que é muito mais difícil, vai muito mais dinheiro introduzir esse produto na rotina da pessoa. A pessoa já

24:35 usa pincel. Agora ela precisa só ensinar a técnica, porque a técnica dá a sensação que só o pincel da boca rosa tem e faz ou faz melhor, porque a técnica é dela e isso é o original. Isso ajuda ela a vender mais. Se você gostou desse episódio, não deixa de curtir, de comentar, porque o seu feedback ele é muito importante para mim. Me fala o que você achou, escreve aqui embaixo. E uma última coisa, eu não sei se você reparou, mas esse episódio foi todo um grande roubo. Eu roubei como um artista o livro Roube como um artista. Nada do que eu falei aqui para vocês foi extremamente inovador e original meu. Eu peguei, adaptei, trouxe pro meu contexto com a minha visão de mundo, através de um podcast falando de um livro que já existe, roubando a ideia de um livro como um artista e trazendo isso daqui

25:21 para vocês. E eu espero que vocês tenham gostado de participar desse grande roubo comigo. Te vejo semana que vem. Beijo grande, queridos. Tchau.

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