Por Que o Universo Te Manda Alguém Que Você Não Pode Ficar Junto

Rafael Gratta www.youtube.com

Resumo Breve

O vídeo de Rafael Gratta explora a complexidade dos relacionamentos não realizados, discutindo como experiências passadas afetam a vida pessoal e emocional. Os pontos principais incluem:

  • O desejo humano é despertado por obstáculos.
  • O que se deseja não é a pessoa, mas o vazio que a pessoa preenche.
  • Coincidências significativas ilustram a sincronicidade e como os encontros são reflexos de conteúdos não integrados dentro de nós.
  • Um protocolo prático é apresentado para ajudar a lidar com a dor emocional associada a fantasmas do passado.

Introdução ao Desejo e Obstáculos

O vídeo começa com a reflexão sobre a saudade de pessoas que parecem ter sido feitas da mesma matéria que nós. A sensação de conexão profunda é exposta, frisando que, apesar do encontro parecer significativo, muitas vezes o timing não é o ideal, e a vida pode intervir, resultando em arrependimentos e fantasmas emocionais que persistem ao longo do tempo.

Filosofia Dinamarquesa sobre Desejo

Rafael introduz Soren Kierkegaard, um filósofo dinamarquês que argumentou que o desejo humano necessita de obstáculos para existir. Ele testou essa teoria ao romper seu noivado sem explicações, preferindo manter o desejo pela versão idealizada da relação ao invés de casar e potencialmente estragar isso.

Psicanálise e Vazio Existencial

A ideia apresentada por Jacques Lacan sugere que não desejamos a pessoa em si, mas um vazio que essa pessoa preenche. O desejo é uma busca constante por preencher esse vazio estrutural que faz parte da condição humana. O vídeo aborda como essa busca por “objetos” pode levar à infelicidade.

Sincronicidade e Encontros Não Coincidentes

Rafael discute Carl Jung e sua colaboração com Wolfgang Pauli para explorar coincidências significativas. Jung caracterizou sincronicidade como eventos que se conectam sem uma relação de causa e efeito, sugerindo que certos encontros são reflexos de conteúdos não integrados em nossa psiquê.

Protocolo para Superação de Relacionamentos não Realizados

Um protocolo é apresentado em quatro passos para ajudar a recuperar a força vital perdida em relacionamentos não concretizados. Primeiro, é essencial cortar esperanças e evitar a continuação de fantasias. O segundo passo é nomear as emoções com precisão. O terceiro envolve identificar e recuperar características pessoais que foram projetadas na outra pessoa, e o quarto é escrever sobre a experiência, abordando o que poderia ter sido. Isso ajuda a criar uma narrativa coerente para seguir em frente.

Reflexões sobre a Identidade e a Realidade

Rafael argumenta que muitas vezes nos apegamos a fantasmas do passado porque isso confere um senso de identidade. A dificuldade em deixar essas pessoas para trás não é apenas emocional, mas também envolve um ciclo de energia psíquica que permanece preso a essas experiências não resolvidas. Ele conclui que a verdadeira chave para o bem-estar é entender que a vontade de viver e se conectar já reside dentro de nós, não nas outras pessoas.

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Transcrição

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0:00 Você já conheceu alguém que parecia ter sido feito da mesma matéria que você e descobriu que não dava para ficar com essa pessoa? Não foi paixão, porque paixão você já teve várias, foi reconhecimento, como se você não tivesse conhecendo e sim lembrando, como se uma parte sua que tava trancada há anos tivesse acordado no meio de uma conversa qualquer e falado: "É isso". É assim que eu deveria ter me sentido a vida inteira. E aí não deu. Time errado, vida errada, às vezes tinha alguma outra pessoa no meio. Enfim, e aí passa o tempo, meses,

0:45 às vezes anos, 2 anos, 5 anos e você ainda pensa naquela pessoa. Hum. E o pior nem é a saudade, o pior é que ninguém mais chega perto. Você conheceu gente boa depois, gente até melhor para o que você queria e tinha aquele silêncio no peito, tinha aquele quase. E aí você começou a suspeitar de uma coisa que você provavelmente não fala em voz alta, que talvez você tenha perdido a sua chance, que talvez a vida só ofereça aquilo uma vez e você deixou passar. E agora vai ser essa coisa meio morna de sempre, mas papo reto é o contrário. Você não perdeu nada. O que aconteceu com você tem uma explicação tão precisa que depois que eu enxerguei esse mecanismo, esse conceito,

1:33 você não consegue mais desver. E o que ela mostra é o seguinte, que o impossível não foi um acidente no meio de uma grande história de amor. Não. O impossível era a história de amor em si. Ou seja, se aquilo não fosse impossível, que no fundo você já sabia desde o começo, por conta de às vezes logística básica ou vários sinais que você teve, aquilo nunca teria tido a intensidade que teve. E enquanto você não entender isso, você vai passar a vida procurando repetir uma coisa que só funciona quando não acontece. Nesse vídeo eu vou juntar quatro coisas que ninguém junta. Primeiro, um filósofo dinamarquês vikinzão lá que provou em 1843, né? depois da época dos vikings, mas que o desejo humano precisa de um obstáculo

2:19 para existir. E esse cara fez isso destruindo o próprio noivado dele de propósito para testar a tese na própria pele. Segunda coisa que eu vou falar no vídeo vai ser o psicanalista francês que mostrou que você não deseja a pessoa, você deseja um vazio que a pessoa tá cobrindo e por isso ter ela nunca ia resolver. Mas a gente vai aprofundar um pouco nisso aí também, no mecanismo, no cérebro disso. Terceira coisa que eu vou falar sobre Kyung, que você provavelmente nunca viu, mas ele teve uma colaboração, olha isso, de 26 anos com um físico ganhador do Nobel para provar que certos encontros na sua vida não são coincidência. E porque Jung dizia que aquilo que você não olha por dentro volta na forma de gente. É como se você de fato tivesse sozinho no universo, como se o universo fosse um

3:07 reflexo. E a Cabala fala isso, né? Assim como é dentro também é fora. Universa mental. Quarta coisa que eu vou falar no vídeo vai ser o protocolo para fechar tudo isso, tá? Não para você esquecer ela, mas para recuperar o que ficou com essa pessoa. E eu me comprometo com uma coisa nesse vídeo. Você não vai sair desse vídeo com uma frase bonita para postar no story. Você vai sair sabendo exatamente o que aconteceu com você. E olha o que tá em jogo aqui. Porque não é saudade. Saudade é barata. O que tá em jogo é que enquanto existe um fantasma de uma pessoa na sua cabeça, todo mundo real vai perder para esse fantasma. Todo mundo. E a sua cabeça vai est olhando no passado. Tanto que uma frase que eu acho interessante de Jesus que ele falou: "Se for para lembrar de uma mulher, lembre da mulher de Jó. E alguma

3:54 mulher que ela olhou para trás e ela foi petrificada porque Deus falou lá para ela não olhar para trás. Enfim, é uma metáfora interessante, né? Mas quando você fica olhando para trás, de fato, olhar para trás é interessante, é importante paraa vida, né? Gera reflexão, aprender sobre a história dos povos, apesar de que muito dela é enviezada também, mas é importante olhar pra frente, né? Então tem momentos na vida, principalmente quando o assunto é relacionamentos, que não adianta ficar olhando muito para trás também. Você olha para trás para aprender. A gente vai falar dessa diferença no vídeo, mas o fato é que enquanto houver esse fantasma na sua cabeça, todo mundo vai perder pro fantasma. Não porque o fantasma da pessoa é melhor, mas porque o fantasma não tem defeito e gente tem. Então vamos nessa. Deixa eu te falar uma coisa que talvez você não queira ouvir. Você nunca conheceu essa pessoa.

4:43 Você conheceu ela numa festa, numa viagem, num período estranho da sua vida, numa madrugada de conversa. Você conheceu ela num estado de exceção. Você nunca realmente viu ela na rotina ou às vezes não viu ela realmente de mau humor numa segunda-feira típica? Nunca discutiu com ela sobre dinheiro, provavelmente, ou você nunca viu ela ser mesquinha com um garçom, ou não percebeu? Você nunca ficou entediado com ela num domingo à tarde, realmente, depois de um bom tempo convivendo juntos os dois no sofá sem assunto. Aquele silêncio que não é bonito, você conhecer um recorte. E o recorte é imbatível, porque o recorte não tem terça-feira à tarde. Mas aqui vai uma coisa perturbadora sobre como a sua memória funciona. E quem descobriu

5:28 isso foi o Daniel Kanman, que é um cara que eu sou fã, fez vários livros interessantes. Ele é premio Nobel, inclusive é um dos psicólogos mais citados do mundo. Ele junto com o médico Donald Redy Meer, eles chamaram isso de regra do pico fim. O achado psicológico é o seguinte, acontece com você. A sua memória não faz a média de uma experiência. Ela não soma tudo e divide. Ela grava em dois pontos, o momento mais intenso e o momento final de despedida. Tanto que você tende a lembrar do último momento com essa pessoa, né? Então, pega o momento mais intenso da experiência, provavelmente é algo muito positivo e o momento final de despedida e depois reconstrói a coesa inteira a partir desses dois pontos. Só isso, dois pixels e o cérebro pinta o quadro todo e fica

6:16 reatualizando sempre. Porque quando você salva uma memória no seu cérebro, você salva igual salva no computador, você atualiza e você nem lembra mais qual era a primeira memória às vezes. Agora aplica na pessoa que você não pôde ter. Qual foi o pico, né? Às vezes a melhor noite da sua vida, a melhor viagem da sua vida, o olhar a conversa que virou o sol nascendo, um beijo. Qual foi o fim? Não foi uma briga na cozinha, não foi tédio, não foi ela reclamando que você nunca juda em casa ou sei lá, qualquer coisa que acontece num casamento. O fim foi interrupção. Foi uma interrupção de um momento muito bom. E interrupção emocionalmente ainda tá lá em cima. Então, um pico alto, fim alto. Você não guardou uma pessoa, você

7:01 guardou o trailer mais bem editado da história do cinema. E agora você senta na frente de alguém real que tem um dia ruim, que tem um filme inteiro toda uma bagagem, que tem uma terça-feira e compara. E aí você acha que tá sendo exigente, mas é mais forte do que isso. Você não tá sendo exigente. Você tá comparando um filme com um trailer e trailer nunca perde. E o mais perso de estudo aqui, a pessoa real, né? a de carne osso, a que você jura que era o amor da sua vida, sei lá, também teria virado um filme. Ela roncaria, ela teria uma opinião chata sobre alguma coisa, tá? Ela deixaria o prato na pia e você acordaria numa quinta-feira qualquer, 4 anos depois, olhando para ela exatamente

7:47 do jeito que você olha para qualquer pessoa que já virou rotina na sua vida. Isso não diminui o que foi, tá? Isso só coloca no lugar. Ela não era um Deus. Ele não era um deus. Ela era uma pessoa que foi interrompida antes de você descobrir que ela era uma pessoa. Pro seu cérebro foi isso. Mas é aqui que começa o assunto de verdade, porque existe uma pergunta que ninguém faz sobre esse tipo de história romântica que não deu certo na vida. É a pergunta que abre tudo. Por que você quis tanto justamente quem você não podia ter? O cérebro vai tentar interpretar isso até como um azar às vezes com uma tragédia, um time ruim. Poxa, era a pessoa certa na hora errada, né? Mas e se a hora errada era exatamente o que

8:34 fazia ela parecer a pessoa certa? Segura essa. Porque tem um cara que levou isso nas últimas consequências, na vida dele mesmo, Soren Kirkegard, um filósofo dinamarquês pairo existencialismo, um dos caras mais atormentados que já escreveram. Em 1840, esse cara fica noivo de uma menina chamada Regine, en ele ama essa mulher, não é figura de linguagem, não. Ele escreve sobre ela de forma linda em praticamente tudo que ele publica. Mas um ano depois de eles estarem casados, ele rompe o noivado com ela sem motivo aparente. Ele devolve o anel, ela implora, ela vai atrás dele e ele finge ser um canal de propósito para ela odiar ele e conseguir seguir a vida. E aí ele

9:21 passa o resto da existência escrevendo sobre ela, até de forma um pouco obsessiva. Ele nunca casa, nunca se envolve com mais ninguém. Ele deixa no testamento todos os bens dele pra Regine, uma mulher que já tinha casado com outro cara, já tinha anos. Tá, mas por que que o cara faria isso, né? O próprio Kirkar respondeu e a resposta é uma das coisas mais brutais já ditas sobre o amor humano que me fez abrir os olhos. Em diário de um sedutor publicado em 1843, ele desmonta a coisa toda. O desejo não sobrevive à posse. O gozo do desejo não está em ter. Tá na tensão de não ter ainda. E o Kirkard fez a conta e chegou numa conclusão insana. Se ele

10:08 casasse com a Regine, ele teria uma esposa. Se ele não casasse com ela, ele teria a Regina da cabeça dele para sempre. E ele escolheu o para sempre para provar a tese dele. Para para pensar no que isso significa. Ele preferiu a versão impossível dela, porque a versão impossível não estraga. E agora eu vou te fazer uma pergunta desconfortável e eu quero que você responda para você mesmo em silêncio. Em algum momento dessa história você teve uma chance, uma janela, um momento em que dava mesmo uma mensagem que você poderia ter mandado ou uma verdade que você poderia ter falado, talvez um avião que você podia ter pegado e você não pegou e você conta

10:55 para si mesmo que às vezes foi um time errado ou que foi a vida, foi medo, sei lá. Mas e se numa camada muito funda, uma parte de você preferiu assim, porque enquanto não aconteceu é perfeito. E se acontecesse viraria uma relação com contas, com sogro, com tédio, com aquela terça-feira que às vezes estraga tudo, todo o risco envolvido. Uma mais uma parte de você, isso não é fraqueza, isso é humano. E o Kirkard te dá a companhia ilustre nessa. uma parte de você escolher o fantasma. E aí a pergunta mura de novo e fica mais funda. Se o desejo precisa de um obstáculo, o que exatamente é que a gente deseja então?

11:40 Porque não pode ser a pessoa. Se fosse a pessoa, ter ela resolveria e nenhuma pessoa vai resolver isso. E aqui entra o cara que respondeu tudo isso e é onde esse vídeo começa a ir para outro assunto. Se tem um conceito para você ficar desse vídeo é esse aqui. Você não deseja aquela pessoa. Você deseja desejar e ela é a única que te deixa fazer isso para sempre, porque ela continua na sua cabeça. Jaan, psicanalista francês, o nome mais influente da psicanálise, depois o Freud, tá? E Lacan passou a carreira inteira em cima de uma pergunta só: o que é que o ser humano quer afinal? E a resposta dele desmonta tudo que tinha vindo até então. Lacan diz que existe um

12:28 vazio estrutural em você. Não é trauma, não é falta de amor de mãe, não é um problema seu que dê para consertar com terapia, é constitutivo e vem de fábrica. Faz parte de ser gente, ser humano. A nossa natureza é assim. E para ele o que a gente chama de desejo não é a vontade de ter uma coisa, é a vontade de tampar esse vazio. É esse mesmo vazio que muita gente tenta tampar com dinheiro, com status. E é por isso que várias filosofias orientais, como o filosofia budista, como filosofia taísta, como o texto do Bagavaga, falam que a ausência do desejo é o que traz felicidade, né? O desapego saudável. E Lacan deu um nome para esse vazio que a gente tem

13:13 dentro. Ele chamou isso de objeti, a, que é o objeto pequeno do outro. E é a coisa mais estranha e precisa da psicanálise. O objeto A não é a pessoa, é aquilo que você acha que a pessoa tem. Aquele algo a mais. E não vale só para pessoas, mas geralmente é para pessoas. Aquele brilho que ela tinha e que você não consegue nomear até hoje, ele não existe. Ele nunca existiu. Ele é o nome que você deu pro seu próprio buraco. E agora vem a frase que resume: Porque você não superou ainda essa pessoa? Lacan dizia que o desejo, por natureza, é metonímico, ou seja, o desejo desliza, ele nunca pousa. Você consegue o que

13:58 queria e no dia seguinte o desejo já mudou de endereço, porque nunca foi sobre o objeto em si. Ou seja, se você tivesse ficado com essa pessoa, você teria descoberto que não era ela. Aí você teria tido ela e o vazio continuaria lá. E aí você olharia para ela deitado no seu lado num domingo qualquer e sentiria aquela mesmo sentimento de será que é isso mesmo? É só isso? Ainda mais com a era de rede social hoje, né, que a gente vive. E aí começaria talvez desejar outra pessoa. O impossível te poupou dessa descoberta. Por isso que é confortável manter essa fantasia na cabeça. Enquanto essa pessoa é inalcançável, ela pode continuar sendo a resposta. Você não perdeu o amor da sua vida. Não, cara. Você

14:45 preservou ele no congelador intacto, onde a realidade não pode encostar. E é por isso que dói tanto e é por isso que você não quer que pare doer, porque a dor é a única prova que te resta de que aquilo era real na sua cabeça. Eu sei que você tá pensando, Rafael, não comigo a pessoa era especial. Rafael, isso é frio demais. Você está dizendo que tudo que eu senti então, Rafael, era ilusão. Não, realmente gostava daquela pessoa. Não, não, não. Presta atenção, porque essa aqui é a distinção do vídeo inteiro, tá? Eu não tô dizendo que o que você sentiu era falso. Aquilo foi a coisa mais verdadeira que já te aconteceu. Vamos deixar isso claro. Eu falo isso com convicção de quem já viveu isso. Eu tô dizendo que não era sobre a pessoa.

15:31 Isso não diminui a experiência, isso aumenta. O que significa que aquela coisa monumental que você sentiu, aquela abertura pra vida, aquela vontade de viver, aquele, eu não sabia que eu era capaz de sentir isso, era sua. Tá aí dentro, tava dentro de você o tempo todo. É, a pessoa não te deu aquilo, ela abriu aquilo, revelou aquilo. E abrir é uma coisa que só funciona quando a fechadura já é sua. Eu tive uma pessoa assim, eu não vou dar detalhe, mas era exatamente isso aí, a coisa mais intensa e verdadeira que eu tinha vivido, bem autêntica mesmo, de gostar da pessoa, mesmo da pessoa. E não deu, né? E aí, por um tempo eu carreguei a certeza de que eu tinha perdido, talvez a melhor oportunidade da minha vida. um dia,

16:16 muito depois, tá? Eu tava sozinho num lugar onde eu não conhecia ninguém, fazendo uma coisa que eu tinha medo de fazer sozinho ou que antes eu ficaria ansioso de fazer sozinho. E aí eu senti exatamente aquilo, a mesma abertura no peito, a mesma sensação de estar vivo de um jeito escandaloso quando eu tava viajando sozinho, sozinho, sem a pessoa, sem ninguém ali. E ali eu entendi, cara, que aquilo nunca tinha sido a pessoa. aquilo era um estado meu que ela tinha me ensinado a acessar de criança interior. E aí que Yung entra, porque a pergunta que fica é: se era eu o tempo todo, por que que isso precisou vir de fora? Então, né? Jung tem uma frase que parece

17:02 mística e é técnica, mas até você tornar o inconsciente consciente, ele vai dirigir a sua vida e você vai chamar isso de destino. Traduzindo do yung pro português de gente, aquilo que você não olha por dentro de você vai aparecer fora na forma de gente. E aqui tá o mecanismo e ele é limpo. Jung dizia que a psiquê humana ela não tolera conteúdo abandonado. Aquilo que você não viveu, que você não integrou, não teve coragem de ser na vida, não desaparece, não some, fica lá com carga esperando. E Jung chamava isso de complexo autônomo. É um pedaço da sua psiquê que ganhou vida própria e que age

17:48 sem a sua permissão. E o que ele faz? Procura uma tela. Ele procura uma pessoa no mundo que sirva de gancho, que essa pessoa tenha mesmo que de leve o formato daquilo que você abandonou na sua infância. Às vezes em algum momento aquele sonho. Então quando o seu cérebro acha essa pessoa, ele projeta. E é por isso que a coisa vem com aquela violência de reconhecimento, aquela sensação de, caraca, eu já conheço essa pessoa, isso não é normal, tem alguma coisa acontecendo aqui. Bizarro. Não é a alma dela que você reconheceu, é a sua, voltando para você, vestida de outra pessoa. O Jung foi ainda mais longe. Ele dizia que a projeção é uma exigência, que aquilo não é um acidente

18:34 psicológico, é uma convocação. A psiquê inteira se organizando para te obrigar a olhar para uma coisa que você vinha evitando a vida inteira escancarada. Por isso que você chora. Então me diz o que que ela tinha que você não se permitia ter. Essa pessoa era livre, essa pessoa era intensa? Às vezes ela tinha uma jovialidade mesmo de querer viver a vida, uma vontade de viver, um ânimo, uma vulnerabilidade, né? Uma beleza no falar, na risada. Às vezes a pessoa era artista, às vezes ela era leve, desimpedida, ela vivia como se a vida fosse dela. E é isso mesmo. E você às vezes não vive. É aquilo em você que ela

19:20 escancarou. E o motivo de você não conseguir esquecer é simples e brutal. Você não pode esquecer uma parte de você mesmo. E olha o preço de você não entender isso na vida. Você sentiu essa expansão, essa vontade de viver. E aí você vê essa expansão e vontade de viver sumir junto com a pessoa. E aí você conclui que a chave dessa vontade de viver tá com a pessoa. Então eu preciso da pessoa de volta para ser aquele cara de novo ou aquela mulher de novo. E aí digamos que você passe anos tentando recuperar uma pessoa sem perceber subconscientemente quando o que você queria recuperar mesmo era um estado. E o que a mente não sabe é que essa pessoa nunca teve a chave, ela era fechadura. A chave sempre foi sua. Mas eu preciso te falar uma coisa que quase ninguém fala, porque tem uma parte dessa história que psicologia e neurociência

20:07 sozinho não vai explicar. E eu não vou fingir que explica aqui, tá? Eu tô falando das coincidências. Às vezes do jeito absurdo que vocês se conheceram ou de como tudo batia, né? a compatibilidade absurda da música, às vezes do lugar, do dia, da vez que você pensou nela e mandou mensagem daquele detalhezinho que era muito raro ou quase impossível e aconteceu mesmo assim. Você já tentou explicar isso para alguém e ouviu? É, coincidência, mas você sabe que não parecia coincidência. E é aqui que a história fica um pouco estranha e onde Jung fez talvez a coisa mais bizarra da carreira dele. Isso aqui é fato histórico e quase ninguém conhece. Car Jung passou 26 anos

20:53 trocando cartas com um físico ganhador do Prêmio Nobel. Eu sei que agora vai, ó, vai, muita gente vai querer perder atenção, mas é agora esses momentos que te diferenciam de realmente ter conhecimento, de ser uma pessoa articulada, que consegue falar e articular as ideias, abrir parênteses, trazer conceitos, mecanismos, se é uma pessoa que realmente vai dar um salto na vida, em todas as áreas da sua vida ou não, vai pular para ir para vídeo curto. Continua comigo, ouve só essa história. Então ele, o Jung, juntou com esse físico maluco aí, cientista maluco, tentando provar que certas coincidências não são coincidências. Eles tentaram realmente provar isso. O físico se chamava o Wolfgan Pauli. É o cara que criou uma coisa na física chamada Princípio de Exclusão de Pauli, que é uma coisa que você aprende se aprender

21:40 se fizer física na faculdade, tá? Mas basicamente, tá? O Paul chegou no Jung em 1932 porque ele tava quebrado. Então a mãe tinha se suicidado, o casamento dele tinha desmoronado, ele bebia, tá? E ele tinha sonhos que ele mesmo não entendia. E ele foi falar com o Jung. Aí os dois começaram uma correspondência que durou até a morte do Paulo em 1958, mais de 20 anos. E o que eles estavam perseguindo era o seguinte. Jung tinha percebido na clínica um padrão que não fechava. Alguns eventos internos, tipo sonhos, símbolos, momentos de crise psíquica, que coincidiam com eventos externos, sem nenhuma relação causal possível,

22:27 sem ninguém causar nada, sem explicação mecânica. Jung chamou isso de sincronicidade quando uma visão bate com a realidade, por exemplo. E a definição dele é precisa, coincidência significativa, sem relação de causa e efeito. E Paul, um físico do mais alto calibre, um cara que não tinha nada a ganhar e tudo a perder se aquilo fosse bobagem, levou isso a sério, como se a gente realmente tivesse vivendo numa simulação, alguma coisa assim. Faz muito sentido para mim a teoria da simulação, mas aí Rafa, onde entra Deus na simulação, você não fala de Deus. Quando falo simulação é uma palavra para tentar descrever algo que a gente nem entende direito, mas é parecido com como se a gente tivesse numa espécie de videogame ultra complexo, mas que o eu acredito que o bem e o mal

23:14 existam no mundo. E aí entra no na lógica crítica. Eu acredito que a gente tá aqui. O nosso grande propósito é parecido até com um videogame no sentido de sincronizar na frequência crística. O que que é a frequência crística? é a frequência que Jesus Cristo mais incorporou, né? Ele foi o Cristo em pessoa. Mas, por exemplo, Bob Marley trouxe muitos aspectos crísticos, né? Ele foi muito próximo. E eu acho que a nossa grande meta na vida é tentar ser como Jesus. A gente nunca vai ser ele, né? Eu nem tenho uma religião definida, mas eu sigo os princípios que Yeshua Jesus trouxe. Aquilo ali é um código mesmo e é um nível muito alto. Se você não conhece, eu recomendo mesmo você não não tiver religião, eh, você lê o sermão

24:03 da montanha, por exemplo, só para você ter uma ideia que tô falando, né? Lê as parábolas, lê, lê. Cara, Mateus, Marcos, Lucas e João, qualquer pessoa para mim vale muito a pena ler, porque tem é uma aula ali de virtudes absurda. Então, enfim, esses dois caras, tá, o Yung e esse físico, eles publicaram juntos em 1952 um livro sobre esse assunto. Eu não vou ficar te vendendo misticismo barato, tá? Isso não é um consenso científico, não tem um experimento replicado, não é uma física estabelecida que eu vou falar. Jung falava que a sincronicidade acontece em momentos de alta carga emocional, não é aleatório. Ela aparece exatamente quando a sua psiquê tá passando por uma transformação profunda. Então, quando alguma coisa muito grande

24:48 tá tentando nascer em você. Ou seja, aquelas coincidências absurdas todas em volta dessa pessoa não são prova de que ela era sua alma gêmea. Elas são prova de que você tava atravessando uma coisa enorme na realidade, no mundo espiritual. O sinal não apontava pra pessoa, o sinal apontava para você. Ó, eu vou falar do jeito que eu acredito. Eu acho que Deus não erra o endereço. Se alguém entrou na sua vida daquele jeito, com aquele estardalhaço todo, com sinal, com coincidência, com aquele impacto emocional que teve em você, é porque tinha uma mensagem. O erro não foi você ter recebido. O erro foi você achar que a mensagem era a pessoa, mas ela era só a mensageira. E é por isso, cara, que eu

25:33 não gosto daqueles vídeos que tratam isso como esquece, segue em frente, é só química, é só dopamina, não é, não é só química. E assim, isso é preguiça de pensar, porque aquilo mexeu com você numa camada que a palavra química não cobre e fingir que não mexeu seria desonestidade emocional. O que eu tô dizendo é outra coisa e é mais difícil. aquilo era importante e não era sobre a pessoa. As duas coisas ao mesmo tempo segura as duas. E agora eu preciso te explicar porque esperar o tempo passar não funciona. Porque você já esperou, né? Já passou tempo para caramba e ainda não passou aquela sensação. E tem um motivo neurológico específico para isso.

26:19 O que grava mais fundo no cérebro humano não é o sim, também não é o não, é o talvez. E aí você tem que entender esse conceito para você se libertar de desejos que te fazem sofrer na vida. É o famoso estudo publicado na revista Science pelos três pesquisadores, mas principalmente Schots e colegas, tá? E você tem que entender esse estudo que é muito bonito que aconteceu. Pegaram um grupão de macacos e tinha uma tela, tá? E aí tinham três sinais que podiam aparecer na tela. Um sinal aparecia e vinha suco. Sempre que aparecesse esse sinal era suco certo. O outro sinal quando aparecia nunca vinha suco. Eles já sabiam que era impossível. Mas tinha um terceiro sinal que podia vir suco. Era 50% de chance de vir suco. E quando

27:06 a chance era 50% de vir suco, a dopamina sobe e fica sustentada até o momento do resultado. Então o seu prazer máximo numa busca por um desejo não tava no prêmio, tá na incerteza daquele prêmio de ser meio que 50%. Agora me diz uma coisa, como era com essa pessoa que mexeu tanto com você? Ela sumia e voltava. Ela dizia que sentia o mesmo, mas que não podia, sei lá, alguma coisa assim. Ela aparecia depois de um tempo sumida falando, tava pensando em você. Ela te olhava às vezes daquele jeito e no dia seguinte te tratava só como um conhecido, aqueles 50%. e o seu cérebro ficou em rampa sustentada enquanto com essa pessoa, não

27:51 porque ela era melhor que as outras, mas porque ela opera exatamente na frequência que o seu sistema de recompensa foi construído para não largar. É o mesmo mecanismo do tigrinho, do caçanica, do envelope, que talvez tenha um prêmio dentro. Não é o ganho que vicia, é o talvez. E é por isso que esperar passar não passa, porque enquanto existia ainda aquele 1% de chance e você não tomar consciência desse mecanismo do seu cérebro, o talvez continua ligado e o talvez não dorme no seu sistema de busca e de desejo. E se você chegou até aqui, é porque você não veio buscar consolo, você veio buscar entendimento mesmo. Então peço para você deixar o seu like. Isso faz o vídeo chegar em quem tá com às vezes esse mesmo fantasma na cabeça sofrendo que

28:37 você não vai mais ter, achando que é o único doido do mundo, talvez. E comenta uma palavra só, tá? O que essa pessoa abriu em você, não precisa falar o nome dela, não precisa falar a história se você não quiser, só o que ela abriu em você pra gente ver aí nos comentários, porque nomear é o primeiro passo do protocolo que eu vou te passar aqui nesse vídeo. E eu quero que você já comece agora. O protocolo inteiro vai vir nesse vídeo de graça, tá? Então, segura aí que vai vir coisa. Tem uma coisa mais difícil de aceitar do que rejeição. E é o motivo pelo qual você não larga aquela pessoa, o fantasma da pessoa na cabeça. Não é que você não consegue esquecer, é que você não quer esquecer. Porque enquanto você sofre pelo fantasma de uma pessoa, alguma coisa em você continua sendo especial. Pensa comigo, tá? Com honestidade aqui.

29:24 Se você largasse esse fantasma hoje, se ele evaporasse agora, você seria o quê? Um cara comum, com uma vida comum, uma mulher comum, sem um grande amor, sem uma grande tragédia, sem grandes coisas, só existindo. Mas o sofrimento da identidade, e aqui a psicanálise impiedosa, Freud descreveu isso em 1917 num texto chamado Luto e Melancolia. E a distinção que ele faz é uma das mais afiadas da psicologia. No luto, você perde alguém, dói para caramba e um dia a energia se solta e você volta pro mundo. Na melancolia, que é o quadro que Freud analisa, acontece outra coisa. A pessoa não solta e o motivo é que ela

30:10 engoliu o objeto perdido. Freud usou a palavra incorporação. O outro foi absorvido para dentro da sua identidade. E aí soltar ele significa perder o espaço de você. É por isso que você defende esse sofrimento. Já reparou? Mesmo tendo vários sinais, você defende a pessoa, você defende a história às vezes ou procura justificativas, porque quem tá sendo atacado ali não é a pessoa, é você. Você não é uma pessoa com um fantasma, você acaba virando a pessoa do fantasma. É a sua história, é como você se explica, é o espelho, é o motivo pelo qual você é profundo, é o motivo pelo qual você é diferente. É o motivo pelo qual você ainda não vive. E agora eu vou te falar o que ninguém fala. Você não tá esperando ela voltar,

30:57 você tá esperando a história terminar do jeito certo e ela não vai. Olha o curso disso. Não é emocional o curso, não. Emocional a gente aguenta. É o curso de vida. Jung dizia que existe uma quantidade finita de energia psíquica em você, cara. Finita, né? Que as medicinas orientais falavam, né? Da força de vida. Então essa energia ela não soma, ela não se multiplica, ela só muda de lugar. E se uma parte dessa energia tá permanentemente alocada num arquivo aberto, numa pessoa, numa fantasia, num e si, então ela não tá disponível pro seu trabalho. A força de vida, ela não tá disponível pro seu corpo. É aquele cansaço que não para nem quando você dorme. Ela não tá disponível pra pessoa

31:42 que poderia te chamar de verdade hoje e que tá perdendo para um fantasma sem nem saber que tá disputando. Isso não é destino, isso é contabilidade. E você tá pagando juros num empréstimo que você mesmo assinou. E a boa notícia é que fechar isso nunca dependeu da pessoa, nunca precisou de uma conversa final, nunca precisou da resposta, nunca precisou dela admitir nada. Isso não é frase bonita, não. É um achado científico clínico replicado. Vamos pro protocolo. Se você acha que precisa de uma conversa final com aquela pessoa que você terminou ou que teve um caso, eu vou te falar aqui quatro passos para fechar isso de vez, sem ela, sem conversa final, sem resposta, sem encerramento. E cada passo tem mecanismo, não é? Acredita em você.

32:27 Primeiro, corta-o talvez na sua cabeça 100%, sem exceção nenhuma. Para de alimentar esperanças. Se for o caso, silencia, arquiva, deixa de seguir, sai de todo lugar onde existe a possibilidade de aparecer um sinal da pessoa. E eu vou te falar, nos primeiros dias é pior, tá? A vontade de olhar aumenta, isso tem um nome, extension burst. É o pico de extinção, é o comportamento gritando mais alto justamente porque ele parou de funcionar. Se você recai no pico, você ensina o seu cérebro que gritar mais alto funciona e a próxima vez vai ser pior na forma de ansiedade que drena mais sua força vital ainda. O pico é o sinal que tá funcionando. Aguenta. Segundo, nomeia com precisão todo dia em voz alta ou no papel. Escreve. Não é eu tô mal, isso não desmonta nada. É eu tô com saudade da versão de mim que ela

33:14 abriu por causa de tal coisa. Quanto mais detalhes, granularidade, melhor. Eh, isso aqui é o meu vazio. Não é ela, não é a pessoa. Eu não quero a pessoa, eu quero desejar de novo. Isso não é positividade tóxica. Nomear com precisão quebra a fusão. É a desfusão cognitiva. Quebra a fusão entre o que você sente e o que você acredita que aquilo prova na sua vida. É a distância entre eu sinto isso e logo isso é verdade pra realidade. Não, só porque você sente algo não é verdade. Tem que entender o que você tá sentindo. Victor Frankel chamava isso de distância entre o estímulo e a resposta. É o único lugar onde mora a sua liberdade. Cada vez que você nomeia com precisão o que você tá sentindo, você alarga esse espaço e consegue se observar melhor. Terceiro, pega de volta o que é seu. Faz uma lista

34:00 literal no papel. O que que essa pessoa tinha que te arrebatou? Ela era livre, ela era leve, ela era corajosa, ela vivia o que pensava, dizia o que pensava, vivia como se a vida fosse dela mesmo. Agora escreve do lado de cada uma: onde é que eu proíbo isso de mim? Isso é retirada de projeção. Isso é um sinal. É o seu corpo gritando, por favor. É por aqui. Essa é a direção. É liberdade, é viver a vida como você quer viver. E isso você tá retirando a projeção da pessoa. É a única operação que de fato dissolve essa fixação pela pessoa, porque o gancho lá fora só segura enquanto o conteúdo tá desabitado dentro de você. E aí você vive aquilo, uma coisa por mês, a aula que te dá

34:46 medo, a viagem sozinho, a conversa que você tá adiando às dois há dois anos às vezes com alguém, o projeto engavetado, você não tá se distraindo, você tá provando para você mesmo empiricamente que a chave nunca esteve com a pessoa. E quarto, escreve o fim que não aconteceu. Isso é um protocolo do James Pen Baker, tá? Que é aquele especialista em escrito terapia lá da Universidade do Texas. E é um dos achados mais replicados da psicologia da saúde. Eu quero que por quatro dias seguidos, 15 a 20 minutos por dia, você escreva sobre a experiência que você viveu sem editar. Ninguém vai ler. Os benefícios disso aparecem em marcador biológico. Não é só o seu humor, não. Melhora de função imune. A força vital voltando, menos ida ao médico nos meses seguintes em quem

35:33 fez escritapia. E por que isso acontece, né? Pen Baker analisou a linguagem com computador e ele descobriu que não era descarregar a emoção que curava. Não, senão o desabafo curava. Desabafo no curo. Quem só despeja dorpagem na fora não melhorava. Às vezes até piorava, cara. Quem melhorava era quem ao longo de 4 dias construía uma narrativa, tá? e quem começava a usar palavras de causa. Por então eu percebo agora isso significa que dando pissas pro seu cérebro para se você tiver numa numa bed mesmo, você pode olhar lá e ler depois e ah, tá, caramba. Óbvio, onde eu tava com a cabeça? Então, usa essas palavras, tá, de propósito. E no quarto dia você escreve a última cena, a conversa que

36:20 nunca teve. Que que ela diria às vezes na sua cabeça? É da forma mais crística, mais harmônica. possível, sabe? Olhando pra pessoa com paciência mesmo, com amor, o amor universal. E o que você responderia e como você sai da sala, não é fingimento, é encerramento. Isso o cérebro aceita, porque ele nunca pediu a verdade, até porque isso é relativo. Seu cérebro precisa de coerência para você seguir em frente na vida. Então, a pergunta que abriu esse vídeo tava errada. Você perguntou: "Por que o universo colocou essa pessoa no meu caminho se eu não podia ficar com ela?" Hum, hum. A pergunta certa é: o que é que ela abriu em mim que continua aberto agora que essa pessoa foi embora? Porque olha o que aconteceu quando você junta tudo. Uma pessoa entrou na sua vida e

37:07 por um período curto você foi outro cara, você foi outra mulher, você foi mais corajoso, você foi mais leve, mais inteira, você falou coisas que você não falava antes, você fez planos que você tinha desistido de fazer às vezes. E aí essa pessoa foi embora e você concluiu que ela tinha levado aquilo com ela, mas ela não levou. Não tinha como levar aquilo, nunca foi dela. Essa vontade de viver é sua, guardada. E a pessoa só encostou na porta. E é isso que Jung queria dizer quando ele falou que aquilo que você não torna consciente vira o destino. Ele não tava sendo poético nem técnico. Ele tava dizendo que essa pessoa que apareceu dentro de você ainda existe. Tá aí agora dentro de você esperando você parar de procurar isso nos outros. Você não perdeu a

37:52 pessoa certa. Você conheceu por alguns meses o cara ou a mulher certa que é você mesmo. E essa sua versão aí dentro nunca foi embora, só tá esperando você chamar pelo nome. Avisos finais: dias 1 e 2 de agosto, sábado e domingo inteiros, vamos ter uma imersão chamada engenharia da realidade, que a gente vai fazer vários exercícios ao vivo com correção. Eu vou pegar o feedback de vocês. E nessa imersão você vai sair com uma estrutura pronta para navegar em paz pela sua vida, com vários exercícios de psicanálise, neurociência e muita coisa que tá por vir. Só entrar aqui no QRCode e se você tá assistindo depois de 1 e 2 de agosto de 2026, esse mesmo Qcode vai te levar pra aura que tem tudo e mais um pouco lá que é a minha plataforma.

38:37 Estamos junto.

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