A Carne é Fraca - Instituto Nina Rosa

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Resumo Breve

Este documentário destaca a importância de compreender as consequências do consumo de carne, que afeta a saúde, o meio ambiente e o bem-estar animal. A produção e o consumo de carne têm impactos profundos, tornando-se um dos maiores problemas ambientais e sociais do planeta.

  • O aumento na produção de carne e sua relação com a degradação ambiental.
  • O tratamento desumano dos animais e suas consequências para a saúde humana e do planeta.

As Consequências do Consumo de Carne

O documentário começa expressando a necessidade de abordar o impacto do consumo de carne. A produção de carne, que dobrou nas últimas décadas, é apontada como a principal causa de problemas ambientais, incluindo poluição e escassez de água. A agropecuária, especialmente em lugares como Santa Catarina, contribui para a degradação dos recursos hídricos, com a indústria produzindo bilhões de toneladas de carne e exigindo quantidades significativas de água e espaço.

Impactos Ambientais e Sociais

A exploração agropecuária é responsável pelo desmatamento em várias regiões, incluindo a Amazônia, e está ligada a grandes emissões de gases do efeito estufa. A pecuária é identificada como uma das principais causas da degradação ambiental, aumentando a necessidade de mais terra e água. Discutem-se também os impactos sobre os lençóis freáticos devido ao uso de hormônios e medicamentos, destacando a poluição da água e a degradação da biodiversidade.

Produção e Sustentabilidade

Produzir carne requer uma quantidade exorbitante de água comparado a produzir grãos. O documentário revela que o consumo de carne não apenas contribui para a fome global, mas também que países que deveriam priorizar a agricultura de alimentos sustentáveis enfrentam desafios devido à demanda por carne. O modelo atual de agronegócio é mais voltado para a exportação do que para o abastecimento local, resultando em mais desmatamento e menos alimentos de qualidade para a população.

Questões Éticas sobre o Tratamento Animal

A produção industrial de carne esbarra em questões éticas que envolvem o tratamento dos animais. O documentário retrata a vida dos animais em condições abusivas, principalmente suínos e aves, que são tratados como mercadorias, sem liberdade e frequentemente sujeitos a dor e sofrimento. A cultura do consumo de carne é desafiada, questionando por que os seres humanos não mostram empatia pela dor dos animais que são utilizados como fonte de alimento.

O Abate e suas Consequências

O processo de abate é abordado de forma detalhada, destacando o estresse e a dor que os animais enfrentam. Descreve-se a insensibilidade necessária para realizar esse trabalho, mostrando como é difícil para os trabalhadores desligarem sua empatia. Além disso, discute-se a saúde do consumidor, já que o estresse dos animais pode afetar a qualidade da carne.

Alternativas e o Futuro

O documentário sugere que alternativas vegetarianas poderiam não apenas preservar o meio ambiente, mas também proporcionar uma dieta mais saudável. Enfatiza a importância de repensar hábitos de consumo e como pequenas decisões podem ter um grande impacto. A adoção de um estilo de vida mais sustentável, com base na compaixão e no respeito aos seres vivos, é considerada crucial para um futuro melhor.

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Transcrição

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0:01 Eu queria muito que este documentário não fosse necessário, mas ele é mesmo indispensável. Acho que todas as pessoas têm o direito de saber o que se esconde por trás desse hábito aparentemente inocente de comer carne. Pode parecer um ato banal, mas ele interfere diretamente na sua saúde, no nosso meio ambiente e no bem-estar dos animais. É isso que nós vamos mostrar nesse vídeo.

1:02 A questão do consumo de carnes no mundo está ficando muito complicada por muitos ângulos. E esse das consequências sobre o meio ambiente é um deles. É uma atividade humana, agropecuária, que é considerada muito importante, em particular no estado de Santa Catarina. Mesmo assim, pelos impactos que tem, diversos impactos e eu vou me limitar os impactos no fato de poluir, estragar o meio ambiente. O impacto sobre os recursos hídricos em particular é muito grande. Em sete anos dobrou a produção mundial de carne, ela passou para 250 milhões

1:49 de toneladas anuais e isso é produz um efeito muito complicado sobre o meio ambiente. Exige cada vez mais área, exige cada vez mais água. O consumo de carne hoje é o maior problema ambiental e social do planeta, ainda que a gente não leia dessa forma. Mas esse é o problema número um do planeta hoje. Se a gente quiser resolver o problema da camada de ozônio, o problema da fome, no planeta, se a gente quiser resolver o problema da distribuição de renda, da concentração de renda, nós temos que trabalhar o consumo da carne, por mais absurdo que isso possa parecer. Em 50 anos, o rebanho bovino no mundo se multiplicou por 5, passou para 6

2:38 bilhões de cabeças. O rebanho de aves passou para 16 bilhões de animais. Santa Catarina, para se limitar à população deste estado. Tem uma população humana em torno de 5 milhões de habitantes. Bom, a população suína do estado equivale a 45 milhões de habitantes. Nós vamos ter mais boi que gente no planeta. No Brasil, nós estamos ali, quantidade de boi e de gente. Se a gente falar de porcos, galinhas, aí a coisa já passou faz muito tempo. Mas na pecuária na Amazônia, hoje, existem 35 milhões de cabeças de gado na Amazônia,

3:24 existem 22 milhões de habitantes. Neste momento mesmo, está em discussão a questão do avanço da fronteira agropecuária na Amazônia. Está muito clara uma coisa. A pecuária foi a principal responsável pelo desmatamento da Mata Atlântica, foi a principal responsável pelo desmatamento da Caatinga e foi o principal fator do desmatamento do Cerrado. e agora na Amazônia. Ainda uma outra consequência é a de infiltração nos lençóis freáticos e nos aquíferos subterrâneos dos medicamentos e dos hormônios que têm sido usados nas criações. Isso está se tornando um problema muito grave. A população de suínos é o equivalente

4:11 a 45 milhões de humanos. pelas dejeições que são 7, 8 vezes o que produz um humano por dia. Isso vai para onde? Vai para pequenos açudes ou hoje em dia algumas esterqueiras, e eu digo algumas porque apesar de diversos programas não tem um tratamento conveniente, então vai para recursos hídricos, para diluição, para diversas disposições finais que não são convenientes. Chegam ao mar 100 milhões de toneladas de nutrientes por ano. E isso está provocando uma disseminação descontrolada de algas que no

4:58 processo de decadência, de degenerescência e no que afundam, elas também têm graves efeitos sobre a biodiversidade. Em Santa Catarina, os rios estão poluídos a mais de 90%. Os últimos rios classe 1 no estado estão disputados por algumas empresas que, depois de instaladas, exigem uma espécie de monopólio da água por causa da qualidade e elas não deixam de poluir. Então a água doce do planeta está sendo comprometida pela pecuária básica. Fora o que o boi in terms of what he has as a stream, from what he puts in the dejectes that

5:48 can have bacteria and viruses in the water of the human consumption. Without talking about other animals. Today, in the world, there are around 10.000 people who die because of the diseases that are carried out by the water. Produzir um quilo de carne de boi exige 15 mil litros de água, segundo o relatório da Unesco para o Fórum Mundial da Água no ano passado. Enquanto isso, para produzir um quilo de cereal, se produz com mil e poucos litros de água. Este quadro foi elaborado pela FAO, que é a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura. A FAO

6:35 traz que um bode precisa de 8 litros por dia, uma galinha de 10 litros por dia, um peru de 20 litros, uma vaca leiteira de 40 litros. Por que isso? Porque considera o total da água necessária para completar o ciclo de criação desse produto. Você quando exporta um quilo de frango, um quilo de carne suína, um quilo de milho, você está exportando a água que serviu para isso. Tem países que não podem mais se sustentar, não podem mais produzir os alimentos de sua população simplesmente porque não tem água suficiente para isso. O desmatamento e as queimadas na

7:24 Amazônia, que são em função desse avanço da fronteira agropecuária, já respondem pela emissão de 200 milhões de toneladas anuais de dióxido de carbono. Isso significa dois terços das emissões brasileiras de gases que intensificam o efeito estufa. A gente só fala em CO2, né, dióxido de carbono, mas não é verdade. Tem os aerossóis, tem o metano, é o CH4, e tem o CO2. No processo de digestão, o boi, com seus saotos e suas flatulências, gera metano. E o metano, embora tenha uma vida muito mais curta do que o dióxido de carbono, ele permanece menos tempo na atmosfera, ele é muito mais nocivo. Ele é 20 vezes, pelo

8:14 menos, mais nocivo do que o próprio dióxido de carbono. Está proibido na Dinamarca, na Alemanha do Norte, ter essas instalações de produção de suíno, porque é impossível lidar com as consequências dessa poluição. Nas exportações, você até verifica um aumento da exportação de carne, porque, na verdade, outros mercados estão deixando de ser economicamente viáveis, porque é mais barato fazer carne no Brasil, porque os custos ambientais não são internalizados no custo da carne. O custo ambiental de desmatar a Amazônia não está dentro do preço da carne. O custo do solo que se esvai lá, que o boi pisa e joga para dentro do rio Amazônia, não está no preço da carne. Nem a mudança climática do planeta. No momento em que

9:00 você internaliza esse custo, a carne brasileira seria inviável, seria o pior negócio do mundo. E ela é o pior negócio para o Brasil. Isso é absolutamente indiscutível. Você não pode discutir isso. Não tem como justificar que você vai abalar ecossistemas vai retirar muito mais do que você recompõe, restituir o sistema, só para poder exportar para um outro lugar. Em uma década, de 1992 a 2002, mais de 3 milhões de empregos foram fechados nessa área. Quem gera postos de trabalho é a agricultura familiar, não esse modelo do agronegócio. E, além de tudo, Quem responde por 70%

9:49 do abastecimento interno do Brasil, alimentar do Brasil, é a agricultura familiar e não o agronegócio. O agronegócio é para exportação. Então os países exportadores, e o Brasil aí está se destacando muito, estão exportando soja, principalmente a soja, que é o produto mais, o carro-chefe dessa equação, basicamente para alimentação animal. Daqui a pouco vai ser impossível, não há terra suficiente para produzir essa quantidade de grãos. O Brasil deveria ser obrigado, em primeiro lugar, a alimentar a sua população em condições, digamos, saudáveis. E se sobrar e não houver impacto de saúde, impacto ambiental e outros, ele

10:35 poderia pensar eventualmente em exportar algumas sobras. E tem um outro ângulo da questão, que é o Brasil ficar nessa posição há muitos séculos de fornecedor de produtos primários, com pouco valor agregado e com os preços controlados fora do Brasil. São ditados pelas grandes corporações internacionais. Que o potencial consumidor de carne da Europa, dos Estados Unidos, do Japão. Precisa saber que essa carne que vem vem com cheiro de floresta queimada. Vem carimbada com destruição da camada de ozônio do planeta. Vem carimbada com toda essa

11:21 cadeia de sofrimento, de problemas que ela significa. Nós estamos falando em sustentabilidade e praticando a insustentabilidade para as gerações vindoras. Os relatórios da ONU dizem que se todas as pessoas no mundo consumissem como norte-americanos, como europeus ou como japoneses, nós precisaríamos de mais dois ou três planetas como a Terra para produzir para eles. A questão não é apenas brasileira, já que outros países são grandes produtores de todos os tipos de carnes, bovinas, suína, Avícola e caprino se você quiser. Tem gente que consome carne de cavalo. Essa

12:10 carne só alimenta 10% da humanidade, 20%, eu não tenho a conta precisa, mas é uma quantidade pequena. É a quantidade que não passa fome, que se deixasse comer carne, não iria passar fome, porque tem outras alternativas, tem dinheiro para outras alternativas. Agora não. When there is a third of the humanity in miserable conditions of having a hungry, or at the limit of the hungry, we can solve this problem immediately, liberating the cereal that goes to the dairy. So the boi, the option for the consumption of meat, is the main responsibility for the hungry on the planet. Brazil in 1964 had 1% of the world's foreign commerce in the world. 40 anos depois, com todos os subsídios e incentivos e todo esse crescimento, ele continua tendo

12:58 1% do comércio exterior do mundo, porque os preços são controlados lá fora. Se a gente tivesse hoje a mesma área de pecuária da Amazônia com a agricultura, nós estaríamos gerando 20 vezes mais empregos, uma renda muitas vezes maior, E provavelmente o impacto também seria menor. Na Amazônia eu conheço mais de 500 projetos bem-sucedidos que mostram uma alternativa para a pecuária aqui, como fazer o artesanato ali, como extrair a madeira de forma sustentável da floresta. Nós teríamos que reduzir a produção, ter outro tipo de produtividade. Nós voltamos aos valores, isso não é compatível. O nosso sistema econômico capitalista

13:44 quer acumulação e quer mais acumulação e mais lucro e cada vez mais lucro. Faz isso às custas de tudo. Nós aqui, não eu, não como mais carne, decidi que isso não faz sentido ambientalmente ir para o meu corpo. Nós é que, enquanto cidadãos aqui do sudeste, principalmente, consumimos a carne da Amazônia. Então, a Amazônia está sendo comida dia a dia e as pessoas não percebem esse ato. E a gente fica olhando aí foto satélite, foto de queimada, é como ficar olhando a febre, não olhando a doença. A doença é a pecuária e o doente é quem come o boi. Então, por muitos ângulos, essa questão

14:31 das carnes está sofrendo sérios questionamentos, né? Sem falar nas campanhas em defesa do direito à vida dos animais, que mostram a sensibilidade, a inteligência, a linguagem, a capacidade social, uma porção de qualidades das espécies animais, que são todas elas muito mais antigas e muito mais experientes do que a espécie humana. O modo como os animais de consumo são tratados gera protestos no mundo inteiro. Se já não há dúvidas que os animais são tão sensíveis quanto nós, e se sabemos o quanto eles são pacíficos e inocentes, por que tanta dor e tanta injustiça?

15:21 essa coisa que a gente tem até no nosso imaginário dos animais soltos, brincando, não sei o que, lá um belo dia ele vai para a panela e tudo bem, isso mudou. Isso não é mais assim, mas a indústria continua usando. esse tipo de imagem e associando as suas propagandas, mostrando que aquele é um produto, que legal, o franguinho tão bonitinho, mas agora chegou na hora de comer, não tem problema nenhum, vai para a panela. Então ela se apropria muito bem disso, que faz ainda parte do nosso imaginário, mas que já não tem uma contraparte com a realidade, porque agora é diferente.

16:26 Estes franguinhos têm uma vida muito triste e curta. Todos nascem numa chocadeira artificial, aos milhares de cada vez. O primeiro ar que eles respiram é impregnado de formol. Dizem seus criadores que assim eles ficam amarelinhos e isso agrada mais aos clientes. Eles nem sabem quem são. Nunca vão poder sentir a presença de uma mãe, nunca vão abrigar-se sob suas asas, ou mesmo ter a oportunidade de ciscar ou correr livremente. São tratados como coisas. Para os criadores, eles são simplesmente um produto.

17:11 Amanhã sai 162 mil e no sábado 167 mil. O total por semana dessa semana foi 978 mil aves. fazer a seleção, aí depois assinar, agora esses daqui não tem aproveito mais, vai tudo pra ser triturado assim ó, esse daqui na hora de sair, muitos quando tá saindo, eles tão saindo assim, aí outros pintinhos, vem por cima é muito pintinho, eles acabam não conseguindo a nascer fraquinhos, desidratados, eles não aguentam mesmo nasce, nasce de quatro pernas,

17:57 quatro pezinhos assim ó Aqui não tem duas assim, mas duas do lado, sem bico, cego, não tem olho nada. Tem bastante defeituoso aqui. Na base de 1800, com otogado, todo dia. Terminou o nascimento, vacinos de segunda e é jogado para caixão.

19:01 a galinha e acha que é tudo igual, né? Mas na verdade não existe duas iguais, é como uma impressão digital, cada uma é diferente. A gente procura construir um ambiente em que as galinhas se sintam bem, tranquilas, e que elas possam manifestar o seu comportamento natural, que é ciscar, que é reproduzir, que é o galo cantar, a galinha poder tomar os seus banhos de areia, banho de sol, né? Galinhas no sistema convencional, pelo estresse em que elas se encontram, porque elas são criadas dentro de gaiolas, às vezes três, quatro galinhas dentro de uma gaiola de 50 centímetros e sem a presença do galo, elas são

19:48 vistas como máquinas. Então é uma máquina que você enfia a ração por aqui e retira o ovo por aqui. Não tem espaço para andar, para ciscar, para fazer nada. Isso provoca um estresse muito grande. E um dos maiores problemas da agricultura convencional hoje é o canibalismo. E para resolver esse problema, logo na fase de pintinho, logo depois que nasce, eles já cortam o bico, fazem a debicagem, para que não ocorra o canibalismo de uma devorar a outra, que é uma degeneração no comportamento da galinha. Isso não é uma coisa normal, a galinha devorar umas das outras. A galinha não é nem carnívora. Aí debicando, ela fica com o bico curto, E esse bico curto é até considerado uma coisa boa. Ela não seleciona mais, ela come de bocada, né? E engole tudo junto, do jeito que veio. O bicho

20:37 todo dia tá com o olho, o nariz e o ouvido buscando os nutrientes, escolhendo. Os animais criados para o abate não podem nunca escolher o que comem. Isso é uma das maiores torturas que se pode fazer para um ser vivo. que tem autonomia prática, que é essa autonomia de procurar os nutrientes no ambiente natural. Então eles colocam o antibiótico na ração para não dar doença, porque o ambiente onde elas vivem propicia a doença por causa do estresse, por causa do bico cortado. O antibiótico não fica só no organismo da gama, ele sai também junto com os ovos. E para estimular a postura, muitas vezes se dá hormônio para provocar a ovulação. E quanto mais antibiótico ela toma, mais resistência

21:25 aos antibióticos vão surgir no organismo. É necessário dar mais antibiótico e elas ficam mais estressadas. Aí precisa cortar o bico e esse é um ciclo vicioso. É um exercício de poder nós admitirmos que eles são simples máquinas, automatizadas, que não pensam, que não têm raciocínio e assim por diante, que agem só por instinto. porque assim eu posso usá-los ao meu bel prazer. Então o fato de não admitir essa dimensão chamada de mente, ou psiquismo, ou alma nos animais, é o mesmo mecanismo de exercício de poder que se usava em relação aos escravos na época de escravatura aqui no Brasil, que faz pouco mais de 100 anos. Como é que o clero e outras instituições, mesmo religiosas, conviviam com isso? Admitindo que os escravos

22:12 não tinham alma. Era uma estratégia de exercício de poder. E abuso do poder é o que nós continuamos fazendo também com as vacas leiteiras. Porque a vaca, como a mulher, só produz leite porque gerou um filhotinho. Para que você possa consumir esse leite, ela tem que ficar constantemente grávida e seus bezerrinhos são mantidos afastados dela para não mamarem. No processo industrial de ordenha, as vacas são obrigadas a produzir dez vezes mais leite do que produziriam normalmente. E isto provoca muitas dores e inflamação nas suas tetas. O homem é o único mamífero que continua a

22:59 mamar depois de crescido. Entre os bovinos, os bezerrinhos machos talvez sejam os que mais sofrem. Como eles não tem valor comercial, porque não podem procriar e nem dar leite, eles são descartados assim que nascem ou então vendidos por preços irrisórios. Pior ainda é quando eles são comprados ou criados para produzir a carne de vitela, o chamado baby beef, que é a carne de bezerrinhos machos ainda não desmamados. São forçados a passar a vida inteira no escuro. São alimentados somente a base de leite. ficam amarrados a correntes muito curtas para que não se movimentem e não criem músculos.

23:45 A carne de vitela é branca porque os bezerros ficam anêmicos. Eles mal conseguem ficar de pé para ir para o abate. O mercado de vitela é conhecido como um dos mais imorais e repulsivos mercados de animais do mundo. No Brasil ele ainda é iniciante, And if we don't consume, it will not grow. In addition to not consume, we can divulge the suffering that the beef or baby beef is brought in. In an apartation, the cows stayed from the side and outside, the bezerros were parked, right? And the truck with the bezerrata going away, and one, two

24:30 or three cows following the truck and burping. Então aquilo foi fatal para mim, foi fundamental. Eu falei, não, acho que eu não posso mais provocar isso desses animais. Eu não quero mais isso. Sabe, para criar para isso. E depois pegar essas vacas que serviram tanto tempo, de repente eu ponho num caminhão e levo para o matadouro para ser sacrificado daquela maneira, uma marretada na cabeça, uma coisa violenta. Não basta o frango, não basta a carne bovina você tem que comer ema, você tem que comer avestruz você tem que comer carne de caça, isso aparece o tempo todo essa indústria é uma indústria que está muito no

25:18 início felizmente mas é uma indústria que não para eles estão sempre tentando empurrar alguma coisa a mais é um luxo, é uma futilidade humana, você querer conhecer um tipo de carne diferente da que você comeu ontem sem ter consciência do que causou aquilo, do sofrimento, da devastação, da destruição que causou aquilo, eu acho isso extremamente fútil. Seja por futilidade ou por hábito, sempre que optamos por matar para comer, estaremos causando dor e sofrimento. Pouca gente lembra que os animais que vivem nas águas também são seres vivos, que sentem dor e que quando retirados das águas morrem por asfixia ou por descompressão.

26:07 Como o peixe não pode gemer ou se lamentar de maneira audível, não pensamos que ele pode sofrer. Mas ele é tão sensível como qualquer outro animal. Quem foram? Uma fazenda pecuária vai ver que o animal é queimado, ferrado, ele é mochado, ou seja, evita-se que o chifre cresça, é castrado e ele recebe anabolizantes. E alguns usam mais gravemente ainda contra carrapatos e contra pernas e outras doenças da pele. Usam agrotóxicos proibidíssimos no lombo do animal.

26:55 O processo de abate começa na fazenda, na hora que o pecuarista separa o lote dele para vir para o frigorífico, daí já começa o manejo para abate. na hora do abate eles são tocados. Quanto menos usar choque nessa hora também, interessante.

27:45 A parte mais estressante são os últimos minutos dele, né? Que ele vê o amigo dele caindo, escuta, mugindo. Mesmo ele tá confinado no... Um lugar muito apertado, que tem gente em cima e tal. Pra mim, aquela parte é mais angustiante. É chamada de pistola pneumática, o equipamento que a gente usa pra insensibilizar. Ele tem um êmbolo, mais ou menos da grossura do meu dedo. Na hora que o operador aperta o gatilho, esse êmbolo sai, lógico, entra na cabeça do animal

28:34 e volta. E daí dá aquele abalo no cérebro e faz ele ficar insensível. Daí cai na praia de vômito, é içado, depois de um minuto no máximo ele tem que ser sangrado, porque senão ele acaba morrendo. So he has to be with his circulation working to get sick and get the maximum of blood. Then he can do all the operations, spola, opening of the belly, visceraing, the cerrado. Many of them, almost the total of them, when they already see what's happening with the others in front, they enter in midrides, that is, they stay with the dilated pupil. And at that time, they release the circulation. Uma série de substâncias altamente tóxicas,

29:26 por medo, por pavô, por impossibilidades de fome. Então esses animais com certeza estão com taquicardia, estão com aumento de pressão arterial, estão com a pupila dilatada, estão com vasoconstrição periférica. E isso caracteriza o fato de eles estarem em pânico. E essas substâncias ficam na carne. E depois o homem vai se alimentar. with that, either the death of them in one of these model factories, or in a common bunker. That anguish on the ramp, in his last minutes, for me, is to today. I don't even look at their face. People who work

30:16 in the landers, certamente elas têm que sofrer uma transformação. Toda aquela sensibilidade humana deve ser abandonada e quando isso ocorre, essa pessoa pode deixar de ser um ser humano sensível e até de uma forma irreversível. A gente tem pena quando o cachorrinho da gente morre. Por que a gente não tem pena quando a galinha morre? Agora, se você conversar com pessoas de fazenda e de sítio, eles normalmente não comem o animal que eles criam. A sensação do afeto é que traz essa noção de respeito. Porcos são

31:02 animais sensíveis, inteligentes, sociáveis e brincalhões. Eles adoram viver em família. E são ótimos animais de companhia porque são muito afetuosos. Também são muito curiosos. Já na produção industrial, as porcas grávidas são mantidas em celas tão pequenas que elas não conseguem nem se mexer. Só podem deitar ou levantar. Esta porca preme, está machucada e muito deprimida. Os leitõezinhos são castrados para engordarem mais. E por incrível que pareça, esse processo é feito a sangue frio.

32:08 to subjulge animals to our good pleasure for our own benefit. Although our federal constitution established a wide protection for animals, judging the cruelty, although the law of environmental crimes also specifies as crime, maltracting and abuse, I couldn't understand this kind of procedure that is made in a killing. Precisamos de proteção contra a dor e sofrimento natural e também de proteção contra a dor e sofrimento que podem advir da ação de um outro contrário aos nossos interesses. Do mesmo modo, todos os seres capazes de sentir dor e de sofrer precisam da

32:55 mesma proteção. O Ministério Público precisa acordar para essa questão, questionar judicialmente tudo o que vem acontecendo de forma impune em nosso país. Por que não permitem que a gente entre, visite, grave coisas nos abatedouros? Porque realmente aquelas cenas lá dentro são muito chocantes.

35:10 a carne, as pessoas que comem carne, que usam pedaços de animais mortos ou produtos de animais, elas estão, na verdade, pagando para que essa maquinaria de transformação da vida em coisa morta continue funcionando e dando lucro a alguns empresários. O caso mais chocante, eu acho até que é o hambúrguer, que você come um um amontoado de carne moída que vem de vários animais, de vários bois. Você não sabe, aquilo já é uma mistura em que o próprio sentido da vida foi diluído numa massa ali. E você não tem a consciência, principalmente nas grandes cidades, do animal. Aquilo foi parte de um ser vivo. Foi parte de um ser que tinha a sua vida,

36:00 a sua dor. A roupa que compramos, o cosmético que usamos, a comida que comemos, o lazer que cultivamos, tudo é colocado para nós naturalizando o uso do animal. Só que as condições que esses animais estão sendo tratados, estão sendo colocados, é uma indústria totalmente cruel que só usa o animal dentro do limite, acho que insuportável até por eles, e quando eles não produzem mais, eles são descartados como máquinas. Todos os produtos usados hoje na alimentação industrializada, tudo que nós compramos para comer, que vem em pacote, que vem em saco plástico, que vem embutido, que vem em latas,

36:47 Todos os elementos químicos utilizados nesses produtos para garantir sua coloração, aroma e durabilidade foram testados em doses maciças, os elementos químicos, os conservantes, no estômago de animais vivos. A questão é se eles sentem dor ou não como nós. E isso não há dúvida, porque não precisa ele falar que sente dor. O simples fato dele se afastar de alguém que tenta machucá-lo e prejudicá-lo, é um sinal de que ele está tentando se preservar. Eu vi tantas cenas, tantas coisas que ficaram tão marcadas, que evidenciaram o sofrimento dos animais, que eu, em determinado dia, eu disse para mim mesma, nunca mais eu quero participar disso. Nenhum animal mais vai ser abatido para

37:35 que eu coma a carne deles. Eu adotei aquele lema, os animais são meus amigos e eu não me alimento dos meus amigos. pelo menos do ponto de vista de carne, a gente se alimenta fluidicamente deles, porque o que eles têm para nos oferecer em termos de companhia, em termos de afetividade, em termos de lealdade, é uma coisa maravilhosa. Olha o perfume de uma horta, a beleza de uma horta, de um pomar. Isso sim é uma coisa assim... natural, uma coisa que todo mundo se admira, fica embevecido com o perfume, com o ato de arrancar uma fruta de uma árvore. A comida vegetariana é linda, porque ela é um desfile de cores, um quadro

38:25 maravilhoso, onde você tem roxo, azul, amarelo, vermelho, verde, claro, sempre com abundância. Isso tudo é vida, não é isso que as pessoas têm que aprender. O teor de força de vida que tem naqueles alimentos, você comer um alimento fresco, por exemplo, ele tem muito mais vitalidade do que um alimento que não é fresco. A fruta fresca tem uma qualidade de energia que a ciência não descobriu ainda. Essa energia viva que tem as frutas oleaginosas, que tem os grãos, que tem as frutas suculentas. Arroz, feijão... mandioquinha, abobrinha, saladas, verduras, legumes. Isso é maravilha, isso é vida, é muito bom. A carne ao contrário, é mortiça. A carne de fato, se não tiver sal e

39:14 tempero vegetal, não tem gosto nenhum. Muitas pessoas falam que tem que comer carne para ter saúde. Não estudaram. Eles são reprodutores de um conceito, de um viés. conceitual que existe aí, até dentro, por incrível que pareça, dentro das escolas de medicina, dentro das escolas de nutrição. Aí isso ainda é um atavismo, ainda é uma... vem ainda do tempo da barbárie do Homem das Cavernas, quer dizer, de queimar bicho, matar um bicho, sangrar um bicho e comer. Uma criança de três anos, esfomeada, se ela é colocada numa sala, com um coelhinho e uma maçã, será que ela comeria o coelho? Tá certo? com o pelo e os intestinos e os ossos e brincaria com a maçã ou ela comeria a

40:01 maçã e brincaria com o coelho? Acho que essa é uma questão fundamental para a gente dizer se o homem é carnívoro ou não. Você pega um salame italiano, um presunto bonito que você vê um comercial na televisão cortando aquela folha bonita do presunto enrolando e assim sofisticaram só o método, mas a coisa, a base É a mesma, o homem está matando os bichos e está se envenenando por isso. É uma vingança. O porco se vinga. O presunto tem gordura saturada, ele tem nitrito de sódio e potássio, ele tem corante, ele tem antibiótico, ele tem hormônio. É uma vingança, porque isso produz uma quantidade enorme de doença. E geram também materiais que são altamente tóxicos, também responsáveis pela formação de câncer, até mesmo no local, no intestino

40:48 mesmo. Incidência de câncer de intestino grosso, It has been a decade since a decade. This is given by the World Health Organization. People have a condition for a rich food in bread, white foods and sugar. And then they eat a lot of meat and they have a way there, entuped and poisonous. This is also what happens inside our organism. You eat a meat that is in the milk to keep it in the cold, to keep it in. Then you remove this meat, it gets in the cold, and it starts to deteriorate. This fat loss is inexorable. That is, the life of that being left and it starts to

41:37 fat. And the man who ingers this meat is ingering all the bacteria that are specialized in destroying aquela carne e fazê-la voltar ao estado inicial que é a terra. No seu organismo vai ficar quantas horas ou até algum dia, um dia ou dois, vai ficar no seu organismo deteriorando e putrefando. Até logo, eu não quero saber não. As pessoas se enganam muito quando acham que a carne nutre. A carne não nutre, a carne é indigesta. ela fica mais tempo no estômago. A diversidade que você tem, principalmente de micronutrientes, iodo, cobre, zinco, cobalto, uma série de micronutrientes que você tem numa diversidade grande de vegetais e cereais, você não obtém na carne. Quem é que já ouviu falar? Quem

42:27 é que tem um amigo que diz que tem carência de proteína? Eu não conheço ninguém. O que tem é excesso, excesso de gordura, excesso de proteína. É isso que tem. Sempre um velho surrado clichê, um pretexto de que, mas sem carne, como eu vou obter as minhas proteínas? Aí é sempre colocando, mas o boi, ele não come carne, tem proteína, as proteínas que você come dele vem de onde? Não tem carne nenhuma. O orangotango come frutas, e a primata também, e tem uma musculatura fortíssima. O próprio arroz, que é pobre em proteína, tem de 8 a 9%, que é o que a gente precisa consumir por dia. O resto é mito, mito da proteína. gerada por essa mesma indústria que tem interesses a defender, mas que pode se

43:16 transformar para atender uma nova tendência mundial. Um dos grandes pretextos dos chamados carnívoros é assim, mas a gente quando vai comer fruta tem agrotóxido, então como carne que não tem. Léa do engano. A gordura animal é muito mais saturada, portanto ela retém mais o DDT, os inseticidas e essas coisas que são colocadas como... ser defensivos agrícolas. Ela comendo um alimento com agrotóxico, uma dozinha homeopática todo dia, todo dia, todo dia, aquilo vai minando a saúde da pessoa e vai um resfriado aqui, uma gripe ali, uma diarreia e tal, essas coisas todas que muitas vezes a pessoa não atribui aos alimentos, mas a gente sabe que isso vai acumulando no organismo da pessoa e a conta da farmácia no fim do mês também fica mais cara. A criança não se

44:05 desenvolve quando ela não come carne. Ela cresce pouco, ela fica deficiente em alguma coisa. Essa é uma questão que muitos pais se colocam. Muitas crianças não querem comer carne, elas são de nascença. Então, por mais que os pais insistam, por mais que forcem, ela não aceita carne. Outras passam a aceitar, mas porque houve uma insistência muito grande. Muitas mães vêm aqui sabendo que nós temos essa linha. Então elas não estranham. Algumas ainda perguntam, mas não vai fazer falta a carne? Absolutamente. Quanto mais tarde ele souber que existe a tal da carne, melhor. Eu conheço essa questão profissionalmente através dos meus clientes, os quais

44:52 muitos são vegetarianos desde mais de 20 anos, e também em relação aos meus filhos, que são todos vegetarianos. São bastante saudáveis. não são absolutamente imunes às doenças, obviamente, porque nós vivemos num ambiente que não é natural, um ambiente artificial, mas eles têm um excelente desempenho na escola, são crianças adoráveis, e assim eu observei com todos os clientes que eu orientei Desde há mais de 20 anos. Para os pais também é importante que eles se abram para isso, que os profissionais de saúde forneçam subsídios para que eles se tranquilizem, porque legitimamente

45:39 eles ficam preocupados. Por quê? Porque é o que está dito aí. Existe uma ditadura de informação que só passa essa informação, que é equivocada, inclusive. E frequentemente eu dizia para as pessoas, era muito curioso isso, que elas não podiam comer carne. E as pessoas sempre colocavam, mas o meu frango eu posso comer, o peixe eu posso. Quer dizer, a carne branca, tal da carne branca. Carne branca é uma grande ilusão, a história da carne branca. Eu sou vegetariano, só como carne branca. Por que carne branca? Carne branca é bicho, é animal também. O ser vegetariano para mim é uma questão filosófica mesmo, uma questão de vida. Eu acho que a gente aprende a ter mais generosidade sendo vegetariano. In all ways. You have to choose more. You choose what you

46:27 buy, you choose what you eat, you choose who you live with. A human being is the one who is capable of doing conscious things. To make a decision because he knows that something is wrong. And he really will persist on that for a long time. In 1956, I let him eat meat. I'm alive, I'm good, I'm healthy, I'm happy. I'm strong. The revolution is individual. It's not even possible today. The revolution of the world is not possible to take on the trees, to take on the internet, etc. It's always individual. The personal revolution changed. I'm not going to eat meat because I don't want... It's not just because the animals suffer, it's because health... It's for everything,

47:13 it's for a bunch of things. The invisible decisions are those that you no momento que você aperta uma descarga, a quantidade de litros de água que você está consumindo, no momento que você está lavando um prato, no momento que você está na prateleira de supermercado, não tem ninguém te patrulhando ou te cobrando. Não, são essas decisões invisíveis multiplicadas por milhares, centenas de milhares, milhões, e que vão alterar a demanda da carne ou a demanda de outros produtos. Por isso que o supermercado é o grande campo de reflexão política, quando se tem que abolir um costume pelo fato de ele ser moralmente injustificável. Porque é no supermercado que eu alimento o

48:01 trabalho, o sistema de produção daquelas mercadorias. O segredo do vegetarianismo está no consumo, ou melhor, no não consumo, ou no consumo consciente. E se a gente puder realmente levantar como bandeira do vegetariano, ser um consumista, mas um consumista do bem, uma pessoa que passe a consumir a bondade, a alegria, os alimentos e os produtos super bem selecionados. Essa nova geração, se tivesse uma chance maior de ter mais opções vegetarianas, daria maior lucro. Não estou falando em termos... Não, vamos nos desligar da matéria. Não, vamos nos ligar da

48:49 matéria. Mas de um jeito legal, de um jeito melhor, de um jeito mais saudável, até para a sociedade como toda. Nós somos um nicho consumidor. Nós queremos produtos. A gente tem muita dificuldade de achar esses produtos e nós queremos. E tem indústrias que já estão se dando conta disso. O vegetarianismo é o primeiro passo I see in the direction of this rescue, in the direction of this new time, this new consciousness, more holistic, global, as we have thought. To build a better world, we necessarily will have to revisit this issue of food and remove the meat from the cart. I think that this new posture ela

49:39 faz parte da... ou seja, ela vem de encontro a aumentar ou a proporcionar o nível de dignidade que o ser humano quer merecer. O planeta clama por paz. A gente tem que começar a praticar a paz num ato que a gente faz todos os dias. Às vezes, três vezes por dia ou até mais, que é comer. Enquanto assistimos este vídeo, esses crimes contra a natureza continuam acontecendo no mundo inteiro. Enquanto comemos, dormimos ou trabalhamos, os matadores estão funcionando 24 horas por dia. Fica claro que só deixar de comer carne já não é suficiente.

50:29 temos que trabalhar pela compaixão dos animais divulgando aquilo que agora sabemos fazer palestras filmes escrever artigos para jornais revistas conversar com nossos amigos para os animais não importa o que sentimos ou o que pensamos o que importa pra eles é o que fazemos

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