[A Hora da China] Como a gigante chinesa JOVI disputa o mercado de smartphones no Brasil?

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Resumo Breve

Este episódio do "Hora da China" da StartSe explora a entrada da Jovi, uma marca de smartphones chinesa, no mercado brasileiro. Jorge Gloss, diretor de marketing da Jovi, compartilha os planos da empresa, a estratégia de adaptação ao consumidor brasileiro e os diferenciais que a marca pretende oferecer. A discussão aborda a importância do Brasil para a Jovi, a decisão de instalar uma fábrica em Manaus, as adaptações de produtos e serviços para atender às necessidades dos consumidores brasileiros e a percepção crescente das marcas chinesas no mercado global.

  • A Jovi é uma marca de smartphones da Vivo Mobile Communication, criada exclusivamente para o Brasil.
  • A empresa instalou uma fábrica em Manaus como parte de sua estratégia de longo prazo e compromisso com o mercado brasileiro.
  • A Jovi foca em tecnologia, serviços diferenciados e fabricação local para oferecer competitividade em preço e logística.
  • A marca adapta seus produtos e serviços com base em pesquisas detalhadas do consumidor brasileiro, priorizando câmera, bateria e design.
  • A Jovi busca se posicionar no segmento intermediário para premium, oferecendo aparelhos com tecnologia 5G e recursos de inteligência artificial.

Introdução

O Brasil acaba de receber a Jovi, uma nova marca de smartphones chinesa, que montou uma operação completa fora da Ásia, incluindo uma fábrica na zona franca de Manaus. A estratégia da Jovi é de longo prazo, focada em tecnologia de ponta, design premium e um pacote de pós-venda agressivo, tudo adaptado após anos de pesquisa local. O objetivo é romper resistências e conquistar o consumidor brasileiro.

Apresentação do Convidado e da Marca Jovi

Felipe Leal e In Hsieh apresentam Jorge Gloss, diretor de marketing da Jovi, e Camila Gataz, que está na China. Jorge explica que "Jovi" é pronunciado como se escreve e está ligada à Vivo Mobile Communication, a maior fabricante chinesa de smartphones. A Jovi foi criada exclusivamente para o Brasil e a marca vem com muita força para o mercado brasileiro.

Estratégia e Proposta de Valor da Jovi no Brasil

Jorge explica que o Brasil é um país estratégico para a Vivo Mobile Communication, sendo o primeiro local fora da Ásia a receber uma fábrica da empresa. O Brasil possui um mercado consumidor enorme, ávido por inovação. A Jovi chega com uma nova proposta de valor e serviço para os consumidores brasileiros.

Início da Operação da Jovi no Brasil

Jorge, o primeiro funcionário da Jovi no Brasil, compartilha sobre o processo de iniciar a empresa do zero. Após trabalhar com o Alibaba, ele foi convidado para ajudar a Vivo Mobile Communication a entender o mercado brasileiro. A decisão de vir para o Brasil foi sendo tomada aos poucos, com estudos de mercado e visitas de executivos chineses. A marca Jovi foi criada exclusivamente para o Brasil, inspirada na assistente pessoal da Vivo na China.

Adaptação da Marca e Diferenciais para o Mercado Brasileiro

Camila Gataz parabeniza Jorge pela trajetória e questiona sobre as estratégias para adaptar a marca ao mercado brasileiro. Jorge explica que a Jovi está trazendo o que se encaixa melhor no contexto brasileiro, com uma proposta de valor centrada em tecnologia, serviços diferenciados (como garantia de tela quebrada e bateria) e a fabricação local. A empresa coloca o usuário no centro das decisões, adaptando produtos e serviços com base na percepção dos consumidores.

Preferências do Consumidor Brasileiro e Fabricação Local

Jorge destaca que os brasileiros valorizam muito a câmera dos smartphones e a duração da bateria. A Jovi adapta seus produtos para atender a essas necessidades. A decisão de fabricar localmente foi tomada desde o início para oferecer preços mais competitivos e melhor logística. A fábrica em Manaus é a primeira da Vivo Mobile Communication fora da Ásia, demonstrando o compromisso da empresa com o Brasil.

Percepção da Marca Chinesa e Estratégias de Marketing

Jorge observa que a percepção dos consumidores brasileiros em relação às marcas chinesas tem mudado, com produtos de alta qualidade e inovação. A Jovi comunica a história da Vivo Mobile Communication e a importância da fábrica local para mostrar seu compromisso de longo prazo com o Brasil. A fabricação local permite preços mais competitivos e um pós-venda mais satisfatório.

Estratégias de Vendas e Posicionamento de Mercado

A Jovi está negociando com grandes redes de varejo e operadoras para distribuição no Brasil. A marca se posiciona no segmento intermediário para premium, mirando em consumidores em ascensão na carreira. O nome "Jovi" foi escolhido por sua proximidade com "jovem" e por ser fácil de lembrar e falar. A empresa tem planos estruturados para o futuro, considerando a possibilidade de expandir para outros mercados da América Latina.

Conectividade 5G e Inteligência Artificial

Os aparelhos da Jovi, como o V50, possuem tecnologia 5G, embora o uso dessa tecnologia ainda seja baixo no Brasil. A empresa acredita que o 5G vai se expandir cada vez mais e está adaptada à demanda do consumidor. A Jovi integra o Gemini do Google, oferecendo funcionalidades como o "Circle to Search". A empresa adapta os filtros de inteligência artificial para atender às preferências dos consumidores brasileiros, que preferem fotos mais naturais.

Construção do Ecossistema e Estratégias de Marca

A Jovi está focada no desenvolvimento dos aparelhos e na experiência de uso, oferecendo soluções locais e trabalhando com a Play Store. A empresa não tem parcerias com marcas para aplicativos embutidos, mas pode considerar isso no futuro. A Jovi começou a comunicar a chegada da Vivo Mobile Communication ao Brasil e agora está focada nos produtos, com campanhas de marketing que destacam a fotografia (com a revista VOGUE) e a bateria (com o MC Radiel).

Considerações Finais e Oportunidades

Jorge agradece o convite e destaca a importância do trabalho da StartSe em conectar o universo China com o Brasil. Ele encoraja a todos a seguirem a Jovi nas redes sociais e a se conectarem com ele no LinkedIn. In Hsieh e Camila Gataz desejam sucesso à Jovi e destacam a importância de ter uma marca chinesa com fabricação local no Brasil. Jorge menciona que a Jovi tem vagas abertas e convida os interessados a procurarem a empresa no LinkedIn.

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Transcrição

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0:00 O Brasil acaba de ganhar um novo jogador no disputado mercado de smartphones. Mas este não é apenas mais um lançamento. É a primeira vez que essa gigante chinesa monta uma operação completa fora da Ásia, com direito à fábrica própria na zona franca de Manaus e uma marca desenhada sob medida para o consumidor brasileiro. Estamos falando da Jovi. Por trás desse movimento está uma estratégia de longo prazo. Tecnologia de ponta em câmera, bateria que acompanha o ritmo do brasileiro, design premium e um pacote agressivo de pós-venda. Tudo adaptado após anos de pesquisa local. Mas e por que agora? O que a China enxerga no Brasil que muitos ainda não perceberam e como uma marca chinesa pretende romper antigas resistências e conquistar o bolso do consumidor nacional. No episódio de hoje, uma conversa exclusiva com Gloss, diretor de marketing da Jov. Entenda como funciona a operação, os bastidores da chegada e o que podemos

0:46 esperar dessa nova onda de marcas chinesas aterrizando por aqui. E para quem ficar até o final do episódio, nós temos uma novidade inédita. Mas primeiro vamos ao episódio. Olá, muito bem-vindo, muito bem-vinda a mais um episódio da Hora da China. Eu sou o Felipe Leal, sócio da Starts e co-host do programa. E esse programa que fala sobre conexão Brasil, China, China, Brasil, tudo que envolve tecnologia, inovação, novos negócios e como que a gente pode ver e interpretar o que acontece na China e traduzir aqui pra nossa realidade no Brasil. Hoje a gente vai falar sobre um tema muito estratégico, um tema de marca e de uma empresa, um player chinês novo, muito

1:32 relevante, que tá chegando e entrando no Brasil com força ã para trabalhar o aparelho, né, os smartphones chineses aqui no Brasil também. Então, hoje a gente vai receber aqui o Jorge Gloss, diretor de marketing da Jovi, e ele vai contar um pouquinho já da história dele, enfim, da relação com a marca e os planos da marca. Mas eu também queria saudar aqui o grande parceiro Inchê aqui presencialmente no nosso estúdio, no nosso novo estúdio da Stars em São Paulo. Então, bem-vindo. É isso que eu ia comentar, Leal. Obrigado pelo de novo pelo pelas boas-vindas aqui e principalmente nesse estúdio novo, nesse espaço. Vamos, a gente tá se acostumando a inclusive ainda, né? E tô um pouco

2:18 distante aqui do Léo, tô me sentindo um pouco acuado, mas tudo bem. Fica tranquilo, tá de casa. E hoje, de fato, acho que marca uma uma um novo momento de convidados que a gente vai ter, principalmente as novas marcas chinesas e uma marca incrível e um profissional que já trabalha no mercado chinês e acho que ele vai trazer um pouco dessa experiência e desse diferencial e do que essa marca traz de proposta pro público brasileiro também, Leão. Sem dúvida. E bom, a hora da China não é hora da China se não tiver conectada com a China. E hoje quem tá com a gente é a Camila Gataz. Então, Nial, muito boa noite para você aí. Episódio gravado, né? Mas de manhã aqui em São Paulo, noite na China. Muito bem-vinda. Leal, é um prazer estar aqui com vocês

3:05 mais uma vez. em você também, eh, Jorge, eh, indiscutível o o teorância que, eh, trata-se a conversa de hoje. Tô muito ansiosa para entender um pouquinho mais de mais uma marca chinesa que tem muita probabilidade de êxito no mercado brasileiro e e ansiosa para conversar sobre as estratégias que a gente virá pela frente. Então, Jorge, muito bem-vindo a Hora da China aqui a Starts. E conta pra gente, sim, acho que vamos começar pelo começo, né? Conta um pouquinho, claro, da tua trajetória, enfim, mas eh especialmente eh quais são os planos da Jovi, apresenta a marca, acho que é uma marca nova para pro público brasileiro. Então,

3:50 conta um pouquinho eh do que que é a marca e como que a marca chega no Brasil. Perfeito. Primeiro agradecer ao convite Leal, Camila, uma grande honra estar aqui com vocês, tanto pro Jorge quanto para Jovi tá tendo espaço. Então, a primeira pergunta que normalmente fazem é Jovi, como é que se pronuncia, né? Como é que se fala esse negócio? E é Jovi. Em inglês normalmente a gente fala Jovi por causa da pronúncia do J, mas como a gente costuma brincar, a gente gosta que falem da gente se é jovem, se é Jov, enfim, como fica mais fácil para vocês. Eu conheço bem essa dúvida porque Start também não é um nome tão simples, já é Start C, Start SE, então tem de tudo. Mas é isso aí, lembrem da gente, mas vai ser fácil de gravar e acho que vocês vem com força também para consolidar esse novo nome. Para quem não

4:38 sabe, a Jovi é uma marca chinesa, na verdade vinculada a Vivo, né? Uma maior fabricante chinesa de smartphones por lá. Não é a Vivo que a gente conhece aqui do Brasil, a Vivo, a empresa lá da China e vem com essa marca aqui pro Brasil. Então, in você que é um grande entendedor, conhece todas as marcas que estão chegando no Brasil, ã, abre as portas aqui do Brasil para pro Jorge e para Jovi. Eu acho que é é é interessante a gente trazer um principalmente o Jorge e a Messa nessa numa das primeiras conversas que a gente tá tendo com marcas de consumo chinesa, porque ela tem muito destaque na China e tá entrando com muita força aqui no

5:25 mercado brasileiro, né? Então, Jorge, quais qual que é a proposta de valor e por Brasil nesse momento? que algumas marcas tentaram entrar antes, algumas ainda não entraram e não só do seu setor, tô dizendo como um todo também, porque nesse momento, porque Brasil, ah, Jovi, como o Leéo comentou, é uma marca da Vivo Mobile Communication, que é a maior da China, que fez uma expansão enorme no mundo a partir de 2014 e começou a expandir primeiramente na Ásia, depois foi chegando até chegar no Brasil agora em 2025. O Brasil é um país muito estratégico paraa empresa como um todo. É o primeiro local onde a gente tá onde a gente tá montando uma fábrica fora da Ásia. Então essa é a importância que a gente tem para pra empresa como um todo, né, para holding. E obviamente é

6:10 um país que tem um mercado consumidor enorme, pessoas que consomem celular com uma frequência muito grande e que estão ávidas por uma inovação, né? a gente tem um mercado que se consolidou de uma forma muito constante nos últimos anos e agora a gente tá chegando com uma nova proposta de valor e de serviço para oferecer pros consumidores. Legal. E Camila, fica à vontade para nos interromper aqui, entrar. Vou te, obviamente, vou te passar a bola também, mas você fala a hora que você quiser. Ã, conta pra gente um pouco. Você foi o primeiro funcionário número um aqui da Jovia no Brasil, né? como que foi essa esse processo assim de eh esse começo, né? Porque uma coisa é você, como você já teve experiência em outras marcas chinesas que já tinham estruturas aqui

6:56 no Brasil, mas agora começar uma empresa do zero, com a complexidade que a gente sabe que o Brasil tem, né? Eh, seja para entender o consumidor final, porque o Brasil são muitos Brasis, seja para de fato estruturar a empresa por aqui. Eh, conta um pouco dessa história de como é que é para alguém pegar uma marca tão relevante e começar do zero um trabalho para tornar ela relevante aqui no Brasil. Cara, para mim é muito legal a história porque tem a ver com a minha trajetória pessoal, com a trajetória da companhia. Então, eu inicialmente vim do universo de propaganda, de marketing, trabalhei durante muito tempo em agências. Eu tava trabalhando, cuidando das contas de Coca-Cola e de L'Oréal. E aí lá em meados de 2019, mais ou menos, a gente recebeu uma proposta para

7:42 começar a trabalhar com americanas.com, que na época era uma grande marca, mas que não tinha grandes investimentos em publicidade. Eh, era uma gigante no digital, né? Fazia todos os formatos de performance, de funil, mas não era uma marca que ia para além disso. E aí a gente fez um trabalho muito legal com eles na época que chamou a atenção dos primeiros funcionários do Alibaba no Brasil. inclusive do Yandi, que na época era quem tava aqui à frente da operação, e ele me chamou para entrar no Alibaba. E aí foram uma jornada ali de 3 anos, onde a gente veio construindo principalmente a marca AliExpress aqui no Brasil. E a minha conexão com a Vivo Mobile Communication aconteceu lá na China. Então tinham pessoas do Alibaba e da Vivo que se conheciam. Ele falou assim: "Ô, eles estão estudando, querendo entender um pouco mais do mercado, você pode dar uma força?" E aí a gente se adicionou no chat,

8:27 começou um papo, evoluiu, a gente foi conversando até que chegou um momento no ano passado, em 2024, no comecinho do ano, onde começaram a vir os primeiros chineses pro Brasil para estudar o mercado mais a fundo em LOL. Então antes foi feito muito estudo, mas assim, é estudo de segmentação de mercado, de PowerPoint, de Excel e aí começaram a vir para sentir o mercado de fato. Daí nesse momento a gente fez a conexão pessoalmente. Eu conheci algumas pessoas, inclusive o nosso CEO, o Alan. E depois a conversa evoluiu até ser feita a proposta e eu entrei de fato na companhia no dia primeiro de julho do ano passado. Uhum. Então é um processo, foi um processo relativamente longo essa pesquisa no Brasil, mas durou quanto tempo mais ou menos? Durou, ele iniciou em meados de 2022, mais ou

9:15 menos, que começou os estudos mais pesados em loco. O primeiro funcionário que esteve em loco foi em outubro de 23. Aham. E é a decisão Brasil já era tomada ou ainda tinha que pensar se viria ou não? Ah, foi uma decisão que foi sendo tomada aos poucos. Nunca foi assim: "Vamos Brasil com certeza". E tá definido. Então assim, começou a ser estudado, viu-se a possibilidade porque hoje, como a gente já comentou, a gente tá vindo muito forte. Então, a forma como a gente viria foi tudo sendo construído aos poucos. Então, quando, inclusive quando eu cheguei ainda era uma operação que tava 80% certa, ainda tinha uma chance assim de não, vamos mudar os planos, vamos para outro lugar. Então, foi inclusive uma das das propostas que eu aceitei quando eu vim, essa incerteza, com o objetivo,

10:02 obviamente, de acreditar no na proposta da marca lá na China, da intenção de vir pro Brasil. E aí é assim, a gente tinha na época um plano de negócios para chegar aqui, mas na época a gente ainda não tinha nem a marca. Então foi uma das minhas primeiras funções ver como que a gente traria essa marca que é gigante lá na China, a Vivo Mobile Communication e como que a gente chegaria no Brasil. E essa uma dúvida. A Jovi, ela é uma marca usada exclusivamente no Brasil ou ela também usada em algum alguns outros mercados? Ela foi criada exclusivamente pro Brasil. A gente tem a Jovi, a nossa assistente pessoal. Então, lá na China, quando você fala, "Hei Jov", é a forma de acessar o celular só por voz. Uhum. Foi daí que o nome surgiu. Quando ele surgiu, ele surgiu com diversas outras possibilidades. A gente pretestou mais de 40 e aí Jovi foi passando os

10:48 pré-testes sempre muito bem. E daí foi onde a gente escolheu, optou pelo nome e aí a gente trouxe ela para cá pela primeira vez com uma marca do smartphone. Legal. Camila, para você entrar na conversa aqui na discussão, você tá aí na China, você conhece, vive as marcas chinesas aí, então traz traz para nós e pro Jorge um pouco da tua perspectiva e e das tuas dúvidas e curiosidades em relação a esse movimento. Eh, Jorge, Jorge, parabéns pela sua trajetória. É sempre um desafio muito grande, né, a gente trabalhar com uma marca que tem um DNA, que tem uma cultura, eh, que tem uma liderança e uma representatividade muito grande num mercado local e levar isso de uma maneira que você consiga

11:35 ainda assim expressar quais são os diferenciais da marca com um preço eh diferente do que, né, do do dos preços que são aplicados aqui. provavelmente isso eh com estratégias de comunicação, estratégias de marketing que tê que ser adaptadas pro mercado local. E eu entendo o poder que a Vivo tem dentro do ecossistema chinês, né? A a Vivo Communication. Eu entendo isso, vejo isso e o o celular mais do que hardware e software, né? Ele é uma ferramenta de democratização, de acesso de informação, eh, de cultura, de entretenimento, de pagamento, de conectividade.

12:22 E é claro, quando a gente tá trabalhando uma é uma marca no Brasil, é muito difícil que num mercado que não é tão desenvolvido em diversos sentidos, inclusive infraestruturalmente como é a China, a gente tem alguma limitação em termos de ecossistema do que é possível ser implementado de fato. E aí eu queria ouvir um pouquinho de você, dentre todas essas ofertas que a Vivo tem aquado e levado eh pro Brasil passo a passo. Boa, obrigada pela pergunta, Camila. a gente tá trazendo o que a gente acha que se encaixa de melhor no contexto brasileiro. Então, hoje a nossa proposta

13:08 de valor é centrada em três pilares. A gente tem tecnologia, que a gente traz várias inovações pro mercado, várias first times para cá. Então, assim, eh, não sei o que se a gente consegue ver da de casa, mas a gente tem a câmera cocriada com IS, a gente tem um um Aura Light, esse aqui é o nosso V. Eh, vou exemplificar para vocês aqui que a gente tem o ring light embutido dentro do celular. Ah, então vamos mostrar aqui na prática ele funcionando. Pronto, já conquistou metade do modelado pr modelado, né, pro a gente fala tanto de live commerce aqui, né? É, mas é verdade. Verdade. Tem um clique aqui para comprar. Tem um clique aqui, tem um botãozinho aqui, comprem aqui, só clicar no botão embaixo do da nossa

13:54 transmissão. Então, a gente traz essa proposta de tecnologias novas para realmente as pessoas teremcial muito forte. Então, a gente tem uma garantia de tela quebrada, por exemplo, se a pessoa quebrar a tela, a gente troca por um ano. A gente tem garantia estendida por 2 anos, a gente tem revisão, a gente tem garantia de bateria. Então assim, é um pacote que a gente tá chamando de pacote cinco estrelas que a gente oferece como uma proposta de serviço muito diferenciada pro consumidor. E enfim, são essas as e e essas e esses serviços adicionais são da própria Jov. São legal. E quando vocês fizeram essa esse trabalho de estudo e adaptação, quais foram as diferenças principais que vocês sentiram entre usuários chineses e

14:41 brasileiros? a gente tem como a premissa básica da companhia colocar o usuário no centro de todas as decisões. Por isso que a gente passou tanto tempo até chegar aqui. Então assim, foram dois anos pesquisando, entendendo a fundo do consumidor. Depois a gente chega, a gente começa a adaptar, a gente testa produto, a gente testa serviço e vai com base na percepção deles adaptando. Então quando a gente falou sobre a minha chegada, eu fui o número um da companhia. Depois a gente teve a nossa diretora de RH chegando para ajudar a montar time e depois a gente teve assim oito pessoas que chegaram de tex, de administrativo, de logística para ajudar a estruturar a operação, porque aí é completamente diferente da China. Uhum. E o usuário brasileiro, ele tem o que que chamou atenção quando vocês perceberam, nosso usuário brasileiro gosta disso, que talvez o chinês e usuários de outros países onde a Jov e

15:28 ou a Vivo está, não tem talvez esse destaque. Aqui o que o brasileiro usa muito é câmera, então que tá muito alinhado com a nossa proposta de valor. Então todos os aparelhos a gente desenha para suprir essa necessidade. E a gente tem outras, por exemplo, no V50 Lite, a gente fala muito de bateria porque é uma outra dor e sofrimento. A gente vê que tem pessoas que acordam às 6 da manhã, tem o tempo de e commuting, né, de ir até o trabalho, aí trabalha, aí vai às vezes pra faculdade à noite, aí depois faculdade ainda vai para um para uma festa, para um bar, então precisa ter um celular que dure o dia todo e aí a gente tem uma proposta mais focada nisso. Então a gente foi adaptando as nossas propostas de valor e de produto de acordo com a realidade do consumidor e a gente moldou cada uma das propostas em produtos diferentes. Uhum. O Jorge, o dentro da estratégia, pensando na estratégia, né, de uma empresa chinesa

16:15 que tá olhando pro Brasil, toma sua decisão de entrar, eh, começa o processo, talvez ainda não com 100% de certeza de que vai de fato acontecer, como você comentou, ah, pesquisa depois você desde quando entrou um ano até a gente não comentou, né, a marca nós a gente tá gravando aqui no dia que dia hoje 10 de junho. E o episódio deve ir pro ar, né, em alguns dias. Então vocês de fato estão vendendo a questão de dias ou pouquíssimas semanas, né? Faz exatamente 10 dias. Uma honra já ter você aqui, né? comecinho de junho, então um ano até, né, de fato, entre você chegar, fora todas as pesquisas e a marca ir, né, pro mercado de de fato.

17:00 dentro da estratégia da companhia que pensa todos essas etapas, aonde que entra a decisão de produzir localmente, né? Zona franca de Manaus, ah, o porquê desse movimento. Tem marcas que começam até para testar, começam talvez primeiro importando, testa o mercado e aí depois decide fazer algum tipo de investimento com, né, fabricação, fábrica. Por que que vocês tomaram essa decisão de já fabricar aqui no no Brasil de cara? Essa foi uma decisão feita desde o início da operação para ser um diferencial competitivo. Então, inicialmente eu comentei que a gente tinha tecnologia que a gente tá trazendo pro mercado, a gente tem um pacote de serviços e a gente tem a fabricação local. Isso traz mais competitividade em preço, em logística. Então, foi uma decisão tomada

17:47 desde o início e, como eu falei, é a primeira fábrica que a gente tem fora da Ásia. Então assim, é uma importância estratégica pra gente ter aqui como um centro mesmo, eh, para prover melhor produtos, melhor serviços paraa população. Também a gente tem dentro dos nossos pilares de cultura na empresa, a gente tem o Benfan, que aí na na minha tradução leiga meu mandarim não é tão bom. Ah, is foi mandarim. Desculpa agora. Agora o inad falta uma entonação aqui zoada, né? Mas a gente fala de fazer as coisas certas e depois fazer do jeito certo. Então pra gente fazer fincar a raiz aqui com o nosso plano de longo prazo, assim, é um é uma forma de demonstrar o nosso compromisso com o Brasil. Então a gente era emprego, a gente era melhor serviço pro usuário, assim, era um foi no

18:32 brainer assim, era ou era assim ou não era. Uhum. Legal. Acho que um recado também você falou, acho que interessante, né? para para quem vai ser consumidor da marca entender que não é uma marca que vai ou pelo não pensa em entrar e sair conforme o vento sopra. Já tem todo um movimento estratégico de investimento para para de consolidação, de nascer consolidado para para ter uma uma vida longa no mercado brasileiro, né? É, esse foi o nosso primeiro movimento, né? Quando a gente assim montou a operação lá até o final do ano, estruturando toda a parte de logística, de fábrica, etc., a gente começou a comunicar ali em meados de abril e a ideia foi mostrar assim que essa marca que é gigante lá na China tava chegando no Brasil. Então, a gente conta um pouquinho da história da Vivo Mobile

19:18 Communication e como que isso tá se traduzindo na Jovi. E aí um pilar central pra gente foi comunicar a fábrica. A gente tem um vídeo onde a gente levou o Oyama, que é um jornalista lá de Manaus, para visitar e mostrar exatamente assim as pessoas que estão trabalhando lá, entrevistá-las, mostrar um pouquinho dos bastidores, que é que é para mostrar que realmente a gente tá aqui, tá de fato, tá pensando no Brasil, tá pensando a longo prazo. E essa questão da fábrica, só explorando um pouquinho mais isso. Então, ela tem objetivo de, imaginam que de manter um um uma oferta constante, porque muitas vezes quando você importa às vezes falta produto, essas coisas. E o que que você enxerga e qual que é a proposta também pro consumidor que ele vai sentir na prática tendo uma fábrica aqui no Brasil? a gente tem preços mais competitivos e a gente tem uma proposta de pós-venda que também ela é mais satisfatória, a gente consegue entregar

20:04 mais rapidamente, oferecer uma gama maior de serviços para ele, sem ter que esperar vir os componentes da China e etc. Então, já tem uma entrega eh local, né? Basicamente fabricou aqui no Brasil, o consumidor tá aqui também, então fica mais fácil chegar na casa dele, né? Exato. E e dentro do pacote de benefício cinco estrelas que eu comentei, ele só é possível pra gente ter a produção local, né? Senão ele seria enviável, não é? que essa parte da da garantia da tela para mim funciona super bem. A gente viu que o usuário brasileiro normalmente é difícil ter uma tela intacta. Ninguém tem. Eu tenho eu tenho uma dúvida. Muito bom. Diga. Acho que deu uma mini travada. Eu dei uma travada. Pode, pode seguir, estamos te ouvindo. Pode seguir. Jorge, você que tem a

20:51 experiência em trabalhar com outras marcas chinesas e também de outros tempos, você sente hoje a diferença em termos do consumidor brasileiro quando você diz que você tá trabalhando com uma marca voltada para bens de consumo chinesa? Eh, ou seja, eu sinto que até muito pouco tempo atrás isso ainda era um grande tabu. E a gente vê algumas marcas tentando ainda se desassociar da China como imagem e você tá trazendo a China como referência em todos os momentos. Isso foi testado ou teve uma um impacto diferente na percepção do consumidor ao longo desses últimos anos? Na sua percepção?

21:37 Muitos, inclusive da minha pessoal, assim. Eh, eu agora tô trabalhando com chineses diretamente fazem 4 anos. Se eu imaginasse que eu estaria num podcast falando sobre China, eu falar: "Que que que aconteceu na tua vida aí? Que que deu essa essa mudança drástica?" Mas eu acho que não só a minha pessoal, mas do brasileiro como um todo tem mudado muito em função das novas marcas que estão entrando, né? Durante muito tempo o made in China era aquela marca, aquele produto de baixa qualidade que você comprava por ser baratinho. E hoje é completamente o oposto, né? a gente tá sendo pioneiro em inovações, a gente chega com produtos diferenciados que você não encontra nada parecido, n que você chega e você tem orgulho assim de ter e de mostrar pras pessoas, de mostrar as funcionalidades. Então isso acontece com a JOVI e acontece com outras marcas também que a gente tem várias, né? Tem no universo de e-commerce, tem no universo alto e vai

22:23 ter em cada vez outros outros lugares, né? Outros segmentos também. É, só só queria trazer um um comentário aqui. Acho que a gente falou que a marca surgiu em 2014, na verdade é bem mais antiga, né? 2010. Eh, e o primeiro aparelho foi lançado em 2011, então é uma marca já com bastante tempo de estrada na China também, né? É a nossa timeline, assim, a nossa matriz lá atrás surgiu em 95 dentro do universo de tecnologia. Aí a gente entrou no segmento de celulares 2010 e foi que nem a Jovi. A gente na Jovia a gente criou 2024, começou a vender 25. A nossa matriz a gente criou 2010, começou a vender 2011 celulares, que é a Vivo Mobile Communication. 2014 foi quando a gente começou a expandir internacionalmente, primeiramente na Ásia, até chegar aqui no Brasil. Deixa eu pegar esse gancho da de marca

23:09 chinesa com percepção de valor eh positiva, porque acho que a produto chinês a gente já tem há muito tempo no Brasil, mas o produto chinês ele vinha com a gente tá falando do passado, né, em Camila, mas a gente que fala aqui só neste programa desde 2020 sobre eh marcas, enfim, e produtos, a gente e e fala também nos ambientes privados, né? que a gente participa. Eh, a gente, eu pelo menos ainda percebo que muita gente ainda tem a percepção, mas cada vez menos gente tem a percepção. E acho que esse é um esse é um ponto e acho que isso vem muito atrelado exatamente com o que você falou, a percepção com relação às marcas chinesas, ã, que tem produtos

23:58 de muita qualidade, mas não é só o produto que vem eh mudando essa percepção. a marca também chinesa vem se tornando marca desejada e a gente vê isso em vários outros setores acontecendo. E então eu queria te ouvir, você que é um cara de mar, né, vem do meio publicitário, ah, é, o teu olhar sobre essa construção, percepção de marca para um público brasileiro que, vou dizer assim, na sua grande maioria ainda pode ter essa essa visão ah em relação ao produto, mas cada vez mais vem mudando essa Eu acho que a construção de marcas é sempre uma construção que você faz a longo prazo, né? Nunca acontece do dia pra noite. Então vem as primeiras marcas, primeiros produtos, furando arrebentação, trazendo

24:45 essa daí você querar primeiro assim, opa, é diferente, né? Pô, tem uma coisa legal aqui. E você vê isso de novo, depois vê de novo e vê de novo até uma hora que você vê recorrente, você muda completamente tua opinião. Então acho que isso tá tá pessoas como nós que t mais envolvimento com a China tem essa percepção anteriormente, mas hoje eu já vejo como uma percepção um pouco mais massificada. Obviamente que ainda tem muita gente que ainda tem essa percepção, né, que ainda fala assim: "Pô, mas China é bom mesmo?" Eh, eu lembro inclusive a primeira vez que eu tive contato com a marca da Viva Mobile lá no Alibaba, foi quando vieram chineses para cá e eles trouxeram uma marca do celular ali e falei assim: "Que marca é essa?" Sabe por que que você não usa essas que a gente conhece aqui? Ele falou: "Por que que eu usaria isso que é muito melhor?" Eu falei: "Nossa, tem um universo completamente novo e diferente que não chega pra gente, né? Acho que agora a gente tá começando a ter acesso

25:30 a mais produtos culturais da China. e produtos físicos também, né? Quando a gente fala de cultura, a gente tem um jogo que começou a virar febre, né? Como o conga no passado, a gente tem agora o meu chinês ser horrível, mas o n do filme da animação. Uhum. Que esse eu tenho dois filhos pequenos, eu tento trazer para cá assim para ver, para para achar, para mostrar aqui e é muito difícil. Então assim, acho que são ondas que vão acontecendo, que vão aproximando a gente cada vez mais do universo chinês. Uhum. Eu vou dar um depoimento. Meu pai é consumidor da marca e ele recentemente ele voltou tem um mês lá e trouxe um aparelho novo. Agora que já tá disponível aqui, então falar para ele que não precisa mais. Fica mais fácil, fica mais fácil. E pegar essa parte da

26:16 das tecnologias, você mencionou a câmera, eh bateria também. Tem quais são outras características importantes que você quer destacar aqui? A gente trabalha muito com design assim, né? Então, mostrando o pessoal que tá de casa e vendo para quem não tá ouvindo. Eu vou tentar descrever ao mesmo tempo para quem tá só ouvindo, mas o design da câmera é muito diferenciado, né? A gente tem ela numa posição e num formato que ela é muito característico. Quando a gente olha pros outros aparelhos que a gente tem no mercado hoje, eles são muito parecidos. Então, esse aqui só no olho você já vê o diferencial. Ele tem detalhes no acabamento onde a gente trabalha pautado no mercado de luxo. Então a gente baseia o design, por exemplo, aqui o que tem em volta da câmera em relógios de luxo que tem formatos que a gente chama de eh inform você vê que são vários diamantezinhos um do lado do outro. Eh, a própria proposta

27:04 da Auralight, por exemplo. Então, esses são os nossos três pilares, né? Câmera, bateria e design. Muito bom, Camila, fica à vontade aí. Deixa eu trazer um um ponto aqui, Jorge. Assim. Ah, em relação a, a gente viu algumas empresas chinesas e entrando no mercado brasileiro e a gente ouve histórias, né, ah, com relação a a, vamos dizer assim, a imposição de como as coisas são feitas na China ou como o mercado consumidor acontece na China. E se cria uma expectativa de que isso também aconteça aqui no Brasil e eventualmente isso pode criar frustração, enfim. Uhum. H, como que a Vivo, né, através da marca Jovi tem tem buscado equilibrar esses, né,

27:51 esse lado de ter uma identidade muito forte, por ser uma marca muito forte lá fora, mas adaptando isso pro para uma expectativa do público brasileiro. E você tá falando de mercado, né, mais premium, então tem um posicionamento mais premium. como que vocês eh como que você como uma pessoa aqui que precisa transmitir eh, né, o que a marca representa aqui no Brasil ou que quer representar aqui no Brasil, mas tem uma matriz lá fora muito forte. Como é que é essa essa relação? A gente tem uma cultura muito diferente, né, o que é acontece lá na China, o que tem no Brasil, mas é muito legal que a gente tem como visão de empresa o usuário no centro. Uhum. Então assim, os nossos chineses, eles já vêm predispostos a ouvir. Então todo momento, assim, inclusive nas decisões

28:37 meio banais assim no cotidiano, vamos ouvir uma pessoa mais próxima do target, vamos trazer ela para cá, vamos ver, vamos debater. Então a gente tem essa essa visão dentro da empresa que é muito legal e é um pouco diferente das outras. Acho que todos os chinêses vem para cá tentando se adaptar, mas acho que na Vivo, isso na Vivo Mobile agora na Jovi é um pouco mais forte. a gente tem um board, né, que são pessoas com muita experiência na empresa e assim menos tempo de empresa tem, sei lá, 7, 8 anos. Então são pessoas que foram muito bem cedidas em outros mercados, então eles entendem o DNA a fundo do que que a gente é, do que que a gente pode ter como proposta de valor. A gente traz isso e adapta e a gente tem um board de diretores locais de cada área. Então eu tem muito debate que acontece assim, acho que a gente consegue ouvir o consumidor e a opinião do brasileiro um

29:23 pouco além do que costuma se acontecer em outras empresas chinesas, pelo menos na minha percepção pessoal. Então imagino que você tem autonomia para adaptar de fato pro pra necessidade local, né? A gente tem autonomia, a gente tem mais do que autonomia, a gente tem a intenção. Então assim, por exemplo, agora na comunicação, a gente tá começando a ter nossos primeiros movimentos de comunicação. Desde o início, a gente sempre optou por trazer principalmente ácidos produzidos localmente ao invés de trazer aqueles dobrados de outros mercados, porque a gente sabe que brasileiro tem uma necessidade, um formato diferente de se comunicar. Você está assistindo a Hora da China. E se você chegou até aqui é porque já entendeu e sabe que a China não é só tendência, mas é a nova realidade dos negócios globais. Enquanto seus concorrentes ainda estão sonhando em inovar, empresas chinesas já estão redefinindo o jogo com escala e velocidades impressionantes. Quer parar

30:08 de apenas observar e começar a aplicar essa mentalidade no seu negócio, independentemente do seu tamanho e setor? Então a Stars tem um convite inédito para te fazer. É o programa China e Sategy, um programa presencial exclusivo de dois dias aqui no Brasil, aqui na nossa sede, no nosso escritório em São Paulo, onde você vai aprender a usar a estratégia chinesa para criar vantagem competitiva dentro do seu setor. Code na tela ou saiba mais detalhes no fim do episódio. Fala, Camila. Em relação a a ponto e canal de venda, a gente observa diferentes estratégias de marcas chinesas que também foram ao Brasil nesse momento do contato com o consumidor. Algumas com focos eh em multicanais, outras muito mais focadas no online, outras mais focadas na experiência em store. Como é que a Jovi

30:55 tá pensando nessa estratégia de multicanalidade no mercado brasileiro? Isso é muito legal porque em diferentes locais do mundo a gente enfrenta diferentes cenários. Então tem países onde a gente só tem lojinha de bairro, lojinha pequena e a gente tem que ter uma capilaridade enorme. Tem lugares onde loja própria é o nosso principal canal de venda. Aqui no Brasil é é um local onde a gente tem principalmente redes de varejo muito grande. Então a gente tá fazendo negociação com todas as grandes eh nacionalmente e regionalmente. Uhum. E obviamente as operadoras também tm um papel muito relevante. Então aqui a gente conta muito com esses canais, com esses parceiros que a gente também vem fomentando o relacionamento desde do início da operação e vão ser nossos principais canais de venda aqui.

31:40 Muito bom. Ah, entendi. E só uma só só um follow up. Perdão, gente, vocês não estão me vendo. Daí eu eu eu tenho uma dúvida só. você eh Jorge, você mencionou em relação ao target, que isso tá sendo muito bem testado. Me corrija, por favor, se eu tiver equivocada dentro dessa minha interpretação e análise, mas no que eu entendo do mercado de mobiles e comunicação no Brasil, vocês estariam quase que numa camada de intermediário para prêmium, né? Então não chega a ser prêmium, mas também não é um aparelho, né, de massa assim, né? Ou seja, que é que tem eh um preço muito baixo, ele tá num price points intermediário. Então, dentro dessa estratégia, quem é o

32:25 target? Acho que a tua análise tá perfeita, Camila, acho que você acertou muito. Você chegou a ver algum PowerPoint antes? Eh, porque é é exatamente onde a gente tá querendo se posicionar, porque a gente enxerga que tem uma grande quantidade de consumidores dentro dessa faixa de preço, mas ela tá alinhada com o nosso posicionamento premium. Se você for ver, todos os celulares que a gente tem, eles estão numa faixa de de premium dentro do segmento. Então, quando a gente traz o o V50, a gente tá mirando em pessoas que estão no momento de ascensão da carreira, é o nosso corte de target. Então, são pessoas que estão tendo um poder aquisitivo maior, é a chance deles terem um primeiro aparelho mais premium, sabe? Aqueles que eles falam assim: "Pô, agora tu cheguei lá". Então, é, é ali que a gente tá mirando o

33:11 V50. Quando a gente fala do V50 Lite, a gente fala de pessoas que já tm um poder aquisitivo legal, que ainda trabalham e muitas vezes estudam também, mas que elas ainda estão nesse processo, precisam de um celular que acompanha elas durante todo o dia. Em ambos a gente posiciona como premium e assim como outros modelos que a gente vai vir a lançar no futuro. A gente sempre olha e a gente sempre quer trazer isso com um posicionamento de marca, que é o que a gente tem lá fora e aí dentro da nossa cultura é o que a gente importa para cá também. Uhum. Jorge, o, uma pergunta pode ser boba assim, mas o o nome Jovi, ele também Jovi, né? Jovi inglês. Jovi inglês. Ah, ele também tem uma algum tipo de associação intencional com esse público em tese mais jovem? Foi uma das percepções que a gente colheu da pesquisa, que daí obviamente pela

33:57 proximidade dos nomes, né? Jovem Jovi apareceu muito a principal associação dos parados pra gente a gente enxerga como uma coisa positiva, um fator legal, né? Assim, se associarem a marca com ser uma marca jovem pra gente é essencial e mas tem outras associações que vê junto, né? As pessoas acham que é um nome fácil de lembrar e de falar, é um nome que assim não tem nenhuma um fator pejorativo, ninguém enxerga nada de ruim. Eh, também remete tecnologia quando a gente analisa dos pontos. Então pra gente, nessa soma de fatores, foi o que fez a gente optar por por Jovi. Legal. E é uma marca que tava disponível também, né? Cada vez mais difícil isso, né? Esse ponto é legal porque assim, quando a gente começou, a gente tem um time que cuida de naming rights, né, de direito de marca, que é

34:43 muito forte lá na China e eles têm um conhecimento local muito forte assim. Então, a primeira coisa quando a gente pretestava o o processo foi muito legal, porque assim, eu organizava o processo aqui com pesquisa, com etc. Aí à noite a gente batia com a China, aí eu ia dormir e voltava de manhã, ele já falava: "Não, esse pode aqui, vamos por esse lado" e já fazia o pré-teste e a gente seguia pra próxima onda. Então a gente tem um pessoal muito forte assim, que entende muito do assunto de lá que fez isso tudo pra gente. E e pensando no médio, acabou de começar, né? Então, tô falando do de de uma empresa que tá começando, mas que com certeza que se planejou tanto para tá aqui, eu imagino que tenha planos eh bem bem pelo menos estruturados no papel pro futuro. Ah, a gente sabe que o mercado brasileiro, quando a gente pensa em América Latina, ele é talvez exceto

35:29 México, não sei, mas ele é obviamente até pelo tamanho do da população mais representativo. Uma vez a marca se consolidando, performando bem no Brasil, vocês já pensam em expandir isso para outros mercados aqui locais, né, entre aspas? A gente considera, mas não é algo que a gente traz a pauta. Assim, a Jovi foi uma marca criada pro mercado brasileiro. Depois, mais paraa frente, pode ser que a gente continue com a Vivo Mobile em outros mercados. Pode ser que a Jovi, pela proximidade, por a gente estar produzindo aqui, seja mais fácil. Uhum. Então é é uma possibilidade que pode ser pode vir acontecer no futuro, mas não é algo ventilado que a gente já esteja planejando. Assim, a gente vai depender muito do dos próximos passos da das duas marcas, assim, como que a gente anda e se a gente continua focado em Brasil no

36:15 futuro ou se a gente expande ela aqui para pros outros mercados próximos. Uhum. Quais são outros mercados da América Latina que vocês já tão? A gente tá já em México, Peru, Colômbia, Chile, tá começando a expandir em outros lugares ali na América Central. Tem algum estudo de Argentina, mas hoje o forte são esses quatro que eu estudei primeiramente e obviamente agora o Brasil é a cereja do Bolo, é onde estamos o o olhar da companhia pro pro futuro aqui na na região. Uhum. E Camilo, eu tô te vendo, Camilo. Então pode pode falar que eu tô vendo teu movimento aí. Faz tempo, né? Tô que nem galinha aqui só assistando. Eh, eu eu queria entender um pouquinho a questão de conectividade. Jorge, o o V50 que você mencionou, ele tem 5G, certo?

37:03 É, o nome oficial dele é V50G e o V50 Lite 5G também. Legal. Eh, e eu fiquei um pouco chocada quando eu vi esses dados recentemente, uma análise comparativa que eu tava fazendo de conectividade entre Brasil e China, que o percentual de usuários no Brasil que usam o 5G ainda é muito baixo, né? ainda é muito bom. E aí a e e a e a pergunta é, perdão, é exatamente, ou seja, a gente, se eu não me engano, me corrija se eu tiver errado mais uma vez, mas se eu não me engano tava por volta de 15, 16%, né? Sendo que 4G tava no seu 70%, então tem uma diferença ainda muito grande. E

37:50 isso é um um threshold, né? Isso é um é um é um é um é um ganho de tecnologia muito grande quando você tem um um acesso eh muito uma velocidade muito mais eh eh rápida, né, com outro tipo de latência e e o que isso te possibilita, inclusive nessa parte que eu tava mencionando antes da democratização e do e da inclusão, né? Inclusão em todos os sentidos, né? inclusão em outros mercados, inclusão em outras plataformas, inclusão em outros modelos de negócio. Eh, e aí a gente fala aqui sobre alguns dos modelos de negócios e o o Leal e o Wi mencionaram o Live Shop. a gente também já fala bastante sobre eh essa live de transmissão de vendas que

38:35 tem, né, o o vários públicos em em áreas mais afastadas e mais urbanas conectadas e assim vai, assim assim por diante. vocês trazendo eh essa questão do 5G, vocês acreditam que essa conectividade vai ter algum tipo de transformação vocês e sendo um diferencial da Jovi nessa faixa de preço? Dentro da dessa faixa de preço, os aparelhos 5G são e hegemônicos, né? as pessoas já buscam e tem isso como um thrashhold, assim, se não for nem nem consideramo, mas como você falou, o 4G ainda é muito presente. A gente enxerga que o 5G vai expandir cada vez mais e é para o rumo onde o mercado tá indo e a gente vai estar sempre adaptado à

39:21 demanda do consumidor. Então para para esses modelos que a gente lançou o 5G, que fazia mais sentido. Para outros vai depender dos modelos da aceitação do consumidor, das propostas operadoras, do da estrutura que a gente tem como infra mesmo, né, dentro do país. É, e a gente vai adaptando para est sempre adequado com a proposta de valor esperada pelo consumidor, né? Não adianta a gente tá querendo fazer alguma coisa com empresa e e o consumidor tá esperando outra. Então, a gente sempre tenta balizar com base nisso. E nessa nessa linha, Jorge, o fazer uma correlação com o que a gente vê na China, né? e pegando o gancho da Camila, se a gente fosse olhar o mercado brasileiro, como ela falou, 70% 4G, talvez a lógica fosse assim, queremos entrar forte no mercado, vamos entrar com uma tecnologia que o mercado já

40:09 aceita muito bem, que é o 4G, só que a marca vem ou bebe de uma fonte onde essa tecnologia de conitividade já tá muito mais avançada, né? Na China já tava falando de 6G, testando, etc e tal. Então, eh, isso, isso também faz parte, assim, não vamos eh não vamos brigar tanto nesse mercado ou pelo menos como comunicação de marca 4G, porque esse mercado já tá populado, já tem uma competição muito forte, mas o 5G ele tá logo ali e é onde para todo mundo que tá no quatro vai migrar pro cinco em algum momento. Na hora que isso acontecer a gente já tá posicionado. Esse é o movimento natural de mercado que acontece, onde a gente já tá posicionado, né, com esses aparelhos.

40:55 Mas como eu falei, depende muito do segmento que a gente tá analisando, né? Se a gente analisar essa penetração do 4G é tão grande, porque os aparelhos de entrada no Brasil são a maior quantidade. Então mais para frente é algo que pode vir a fazer sentido ou não. Então a gente vai estar sempre adaptando a proposta com base no esperado pelo consumidor. Legal. Legal. Ah quer fazer? Não, acho que a Camila tava criando. Vai Camila. Não, só um um ponto que eu acho bem interessante, a a Vivo também aqui tem a IQ, não é? E eh dentro do ecossistema, eh que tá muito focado no no segmento de jogos e de do esports, né, enfim, de entretenimento mobile e assim vai. Eh, e eu acho fascinante esse universo e eu

41:43 vejo um poder muito forte nisso e e nessas próximas evoluções dentro desse segmento. Algumas das marcas e algumas alguns dos jogos chineses e internacionais, eles só têm tamanho êxito quando eles vão pro mercado brasileiro porque entendem um pouquinho a nossa limitação de conectividade, né? Enfim, eh, não adianta você ter o melhor aparelho do mundo se você não tem uma infraestrutura que comporta, né, que isso rode e assim vai, né? Então a gente tem, né, por por uma limitação de de internet e às vezes até mesmo de processamento, você tem jogos que são mais mais leves, né? com essa entrada e esse fortalecimento dessa camada

42:30 intermediária, né, desse desse price point intermediário, você tem a possibilidade, inclusive de que mais marcas e mais empresas e que e e mais jogos e e mais desenvolvimento de outros e também se integrem dentro desse universo. E aí eu vou voltar um pouquinho para uma pergunta que eu não sei se eu acho que não deixei tão clara no começo, mas que além dessas características do telefone em termos de tecnologia, de câmera, durabilidade de bateria, que são fundamentais, eu vejo a extrema importância e carência desse mercado nesse sentido, como é que vocês estão pensando na construção desse ecossistema? Então, a a Jovi

43:15 provavelmente trabalha com Android. Eh, eu vi também que vocês têm o o eh Fun Touch, né? Eh, né, que que é uma uma característica da Vivo aqui também, né? Então vocês têm essas essas questões de de software. E aí, como é que isso vai se integrar eh depois em eh eh na na no Play Store? Se vocês estão pensando em alguma coisa relacionada a fintec e pagamento, né? Como é que vocês vão indo construir o ecossistema com de repente o a a ter aplicativo de música embutido, trabalhar alguma coisa de educação embutido no celular? Não sei. Eu tô aqui fazendo as minhas eh análises porque eu sei das possibilidades da Vivo aqui.

44:01 Então, só de curiosidade para saber o que esperar por aí. É muito legal, né? A gente tem muita possibilidade futura de como explorar isso, mas hoje a gente tá trabalhando focado nas soluções que a gente tem localmente. A gente trabalha com a Play Store, basicamente oferecendo qualquer aplicativo que a gente tenha hoje disponível para Android. Mas não é o nosso foco. Nosso foco hoje é desenvolvimento dos aparelhos, né? Então a gente tá focado em oferecer essa melhor possibilidade para usuário. Você comentou de game. Eh, nosso celular hoje aguenta mais de 10 horas seguidas, assim, não importa se a pessoa é um light gamer ou heav gamer, a gente aguenta. Então, a gente tá focado mais nessa proposta de valor para as pessoas. Obviamente tem um ecossistema, né? Tem muitas possibilidades que a gente pode vir desenvolver no futuro, mas hoje o nosso foco tá no aparelho, né? nessas principais funcionalidades, a gente tá querendo trazer aqui a inovação na

44:48 experiência de uso com as features o que que eu comentei anteriormente, eh, que é o primeiro passo, né, o nosso processo de entrada. Mais para frente, no futuro, a gente pode vir a desenvolver essas soluções, mas ainda é um plano mais daí de de médio e longo prazo. Uhum. Muito bom. Muito bom. Hã, Jorge, o tem uma pergunta que tá virando e virou, a gente tá virando meio clássica já aqui do do podcast, que é a gente fala aqui sobre China, né, já há alguns anos você comentou: "Pô, nunca imaginaria estar num podcast falando sobre China". Ah, e a gente sempre busca e e a gente tava falando antes de começar o, né, a gravação aqui, eh, de como essa, essa percepção, né, do do da das marcas, dos produtos chineses, que a gente comentou aqui também, isso vem mudando.

45:34 Só que antes, quando a gente falava sobre China, inovação, tecnologia, produtos, etc., era muito num num cenário futuro. E agora, eh, cada vez que uma nova marca chinesa como a Jovi chega no Brasil, para nós é quase que a consolidação de tudo que a gente vem falando já há bastante tempo. E o podcast tem esse nome justamente por isso, pra gente entender que a gente já vive há algum tempo este momento no tempo onde a China se torna protagonista por vários aspectos, mas também pelas suas marcas, também pelos seus produtos ah em mercados fora da China. E então a pergunta é assim, por que que para você a gente tá vivendo esta a hora da China?

46:20 Eu acho que é um momento onde o Brasil tá no radar de cada vez mais empresas, né? A gente tem uma distância, se eu não me engano, é uma das maiores, né? Geograficamente China, Brasil. Então, acho que as coisas demoraram muito tempo para chegar aqui. E a gente tem uma barreira cultural onde a gente consome muito pouco sobre a China, né? A gente sabe muito pouco sobre a história da China. Eh, eu acho que tem essa distância geográfica e cultural que nos afastaram muito. Então, hoje a gente tem uma necessidade, tem um mercado consumidor muito amplo, que abre muita porta para muita empresa. Então, estão todos olhando para cá com mais carinho, né? Tão sendo feitas eh otimizações logísticas que permitem trazer os produtos para cá e, enfim, acho que só tende a crescer. É, acho que chegou um momento assim, acho que a a hora da

47:06 China, como vocês comentaram, né, já é, já vem sendo e acho que agora só tende a ser ainda maior. Eu acho que tem algumas oportunidades de aprender mandarim, sabe, para criança, que eu sou um super entusiasta da cultura, então eu tento trazer isso pros meus filhos. Você vê assim que tem formas já de fazer isso acontecer. Eh, porque antes era muito tudo muito distante, tudo muito difícil, né? As traduções são muito complicadas. Hoje quando você faz um call fazer isso em mandarim ainda você precisa de um pouco de interpretação, eh, porque também tem a barreira da língua, né, ali no que eu falei de cultura e geografia. Então, acho que tudo tá sendo quebrado aos poucos e isso tá tá criando esse vínculo que tende a ser cada vez mais forte. Então, eh, eu acho que estamos na hora. Até pegando um gancho nisso, Jorge, o

47:52 qual que é a dica que você dá para quem tá pensando e ou considerando trabalhar com uma empresa chinesa, com profissionais chineses, enfim, agora que você já tá na segunda experiência, né, cara? É muito legal que que culturalmente é muito diferente e e existem várias diferentes chinas, várias diferentes chineses, né? Acho que é que nem eu gosto de fazer o comparativo como se fosse com o Brasil. Peg falar assim: "Ah, brasileiro é desse jeito". Não tem brasileiro esforçado, tem brasileiro preguiçoso, tem brasileiro workaholic. Chinesa é a mesma coisa, tem traços culturais que realmente são diferentes, mas assim existe chinês e empresas chinesas de todo tipo. Então, minha dica é tentar ser o mais imerso na cultura quanto possível, porque tem alguns traos assim, os feriados chineses são diferentes, entender de onde eles

48:37 vieram, como que funcionam, acho que é muito legal porque isso pauta um pouco da relação que tem com as empresas, entender um pouquinho do do guanchi, né, como que funciona a cultura empresarial, eh como que funciona a relação hierárquica, que isso é bem diferente da cultura eh eh brasileira. E acho que é isso, assim, a minha dica é tentar fazer a imersão o máximo possível na língua e na cultura ou quanto tiver o seu alcance assim, né, que hoje com digital, com aplicativo, isso é muito fácil, com podcast, né, você consegue tudo fazer de forma gratuita e acho que tem pessoas como vocês que comentam e tá tá próximo mandar uma mensagem no LinkedIn, tentar se aproximar, acho que sempre é super válido. Uhum. Legal. H, deixa eu pegar, Camila, não sei se você, senão eu vou falar aqui. Eh, deixa eu

49:24 pegar um gancho só que a gente uma passou, passou batido até agora e mas acho que a gente não pode deixar passar batido, que é a gente vive num momento também onde é a hora da AI, né? Só se fala nisso. Aqui Starts é um tema onipresente. A gente viu recentemente, né, uma uma união do lado Open AI, enfim, nos Estados Unidos com o Johnny Ive, né, o cara que fez todo o design lá da Apple, etc., anunciando pro ano que vem eh algo muito diferente assim do que a gente tá acostumado. Mas o ponto que eu queria entender de vocês enquanto empresa empresa chinesa a que tem né, a inteligência artificial hoje super consolidada, eh, e um protagonismo muito forte nisso, como que vocês enquanto

50:11 JOV, enquanto marca, enquanto produto também tem o a no no roadmap, se já se já tá integrado, como que vocês estão abordando essa essa? Hoje a gente tem uma integração com o Gemini do do Google, então a gente oferece todas as principais funcionalidades e e acho que a mais comum que as pessoas ficam mais admiradas de ver acontecer é o o Circle to Search, né, que é super legal para você pesquisar alguma coisa e apagar objetos indesejados de fotos. Então é sempre foto, né? Sempre. E tem outras também que a gente traz, né, de tradução simultânea. Eh, a gente tá sempre otimizando o celular, tá sempre antenado no que tem de mais novo e buscando trazer para cá. Hoje o que a gente tem de melhor é o Geminai e por isso a gente tá ali com todos os as principais

50:58 features já funcionando nos nossos aparelhos. Uhum. Legal. Eu lembro assim quando eu tive o os primeiros contatos com algumas outras marcas chinesas tirando foto e a gente olhava assim fala: "Nossa, mas essa câmera tá com problema." é que tinha algumas funcionalidades que os chineses usam muito de filtro que era já com EAI e a gente não sabia. Eu falei assim: "Issa câmera tá com problema." E tem muito disso, né? E a gente vai utilizando, elas estão muito integradas no aparelho e a gente não vai percebendo, né? Cada vez mais faz parte da própria experiência. Você não tá acionando o AI, você tá usando alguma coisa que tem AI, né? Isso é muito legal porque também foi uma adaptação que a gente fez quando chegou no Brasil, porque na China é isso que você falou. Você tira uma foto, você fala tipo: "Caraca, você dá um zoom, você fala: "Que pele é essa?" Da venencia uns 10 anos. E a gente viu que

51:43 pro brasileiro isso não não é natural, né? As pessoas olhavam e falaram: "Não, isso aqui não não é você". Então a gente adaptou o produto para ser assim natural, ser comum com o que a gente usa com obviamente, né? A qualidade da câmera. As pessoas falam: "Que foto incrível". Não falam tipo: "Que que você fez nessa foto que não parece você?" Então a gente adaptou, a gente tem a funcionalidade. Você tem filtros da das AIS que ele usa um pouquinho de a na captura da luz. Eh, a gente tem outros filtros embutidos da Jovi, mas que eles não vêm como padrão. O padrão ele vem natural e depois se você quiser você vai aplicando e vai testando. Uhum. Muito bom. Muito bom. Fala, Camila. Tô não, não, não. Eu tô, eu tô, eu tô, eu, eu acho bem interessante esse, esse movimento e de integração de um AI da

52:30 Google com uma marca chinesa. Eu acho que são são eh eh é muito interessante observar por onde vai esse caminho e também observar as diferentes estratégias, né, de segmentação de produto, porque é é claro que a Jovindo pro Brasil, onde já tem também outras marcas chinesas que estão tendo êxito, né, dentro desse mesmo segmento, eh faz também com que, né, você repense a as marcas, as outras marcas chinesas tanto as que estiveram e não estão estão voltando agora, né, como outras que não estavam nem considerando o mercado brasileiro. Pensem e e na verdade eh ter um avivo por trás traz uma uma segurança

53:18 muito grande, né, de você conseguir desenvolver uma uma marca nessa escala, nesse mercado, com uma fábrica local. assim, eu achei esse eh esse esse detalhe é um detalhe fundamental eh para pra operação em termos de de custo e em termos de possibilidade de agilidade eh do que vocês podem ganhar dentro do mercado brasileiro, né? Porque eh você localizando a produção, não é só a produção que chega mais rápido, é a inteligência, é o acesso ao consumidor, eh eh enfim, é o ecossistema que a gente tava falando. É, eu eu também uma uma das das dúvidas, na verdade, das das curiosidades que que eu tenho, né, em

54:04 relação à canalidade, é é se vocês eh têm algum tipo de aplicativo que já vem dentro do celular de vocês baixado, que é alguma parceria com alguma marca que foi estabelecida já. A gente não traz ele como parceria de marca. a gente já traz alguns aplicativos embutidos que são os aplicativos mais usados pelos consumidores. Então, mais para frente, pode ser que a gente faça essas parcerias e traga aqui algumas opções, né, enfim, de jogo, rede social, eh, pode ser que aconteça no futuro, mas hoje a segmentação é feita com base no comportamento do usuário. Então, os aplicativos que ele mais usa, a gente já traz ali para facilitar o uso e já vir embarcado, ele já poder sair usando. Isso de aplicativos brasileiros, você tá dizendo, na verdade são aplicativos

54:51 globais, né, rede social, principalmente. Ah, ok. do do próprio sutch do Google. Sim. OK. E aí a gente traz lá YouTube, Facebook, Instagram, eh, que são os que as pessoas acabam mais utilizando, então eles já vem embarcados no no celular. Legal. Temos um batebola aí em querer, vamos lá. Quer fazer aí? Quero. Camila, fala aí, Camila. Jorge, em termos de campanha de aterrizar a marca Jovi no território brasileiro, eh, como é que vocês estão pensando esse plano de de marca mesmo, de branding no território nacional? É legal porque a gente tem algumas ondas, né? A gente começou a comunicar,

55:37 nosso objetivo principal era mostrar que a Vivo Mobile Communication, essa gigante da China, tá chegando no Brasil. Então a gente criou um uma tagline que é o sucesso no mundo agora no Brasil para mostrar que tudo que a gente tem de sucesso lá fora a gente tá trazendo para cá. E a gente comunicou sobre as diferen diferenciais, sobre a fábrica e a gente veio construindo essa narrativa de marca de Jovi. E aí agora a gente mudou, né, desde o nosso evento de lançamento no dia 29 por uma comunicação mais centrada nos produtos. A gente tem o V50 Lite, que a gente posiciona um território premium de fotografia. E a gente tem dois principais canais de comunicação. Um deles é uma parceria que a gente fez com a VOG, que pra gente é uma referência fashion e a gente clicou uma capa da Vog usando o celular. Então a gente colocou Elena Riso lá, ficou muito bonito. Quem quiser acessar nosso

56:23 Instagram para dar uma olhada, tá lá jovi.brasil. E enfim, a gente tem outras ações de brand contentia. E no MasterChef a gente tem ali algumas ações de marca que a gente faz ali recorrente, vai fazer ao longo do ano. Eh, a gente assina, né, o Jovi apresenta o MasterChef e todos os pratos do dos vencedores de cada programa, a gente clica e também vai pras redes sociais deles para mostrar como a foto do prato também pode ser profissional, né? Não é só o gosto, não é só a apresentação, mas a foto também. Então, pro V50 a gente tá posicionado dentro do território de fotografia dessa forma. Pro V50 Lite, nosso foco é falar de bateria e conectar com o jovem. E aí a gente vai fazer isso através de uma conexão com MC Radiel. Então a gente tem um filme que vai no ar nos próximos dias

57:10 que mostra assim, né, uma rotina super cansativa, onde as pessoas se esforçam muito, que usam o celular para muita coisa, precisa est ali sempre com eles. Então é mais ou menos esse o mod. a gente mostra que o Joviv 50 Lite é um celular que dura mais que seu dia. Eles teu dia, independente do que você fizer, você vai chegar lá exausto, mas o celular ainda vai tá inteiro. Então são os dois posicionamentos que a gente tá trazendo. E a ideia é fazendo isso, né, aos poucos se adaptando, eh, conforme eh o posicionamento de cada aparelho. Legal demais. Inclusive, a cota de smartphones da Hora da China tá disponível, né, em É verdade. A gente precisa atualizar, né? Precisamos inserir um break comercial aí no podcast. É, tá muito legal. Jorge, primeiro assim, como eu falei, né, sempre que uma marca chinesa chega no Brasil, para nós é super importante, porque também consolida o que a gente

57:56 vem falando já há tanto tempo. Ah, consolida um trabalho que o Wi faz, né, da vida, de de buscar fazer essas conexões, essa ponte de que a Camila, né, e o Vini, que hoje não tá aqui com a gente, que você conhece ele também, ex-colegas debaba. Excolega de Alibaba. Eh, né? Nós quatro somos cohosts aqui e todos acho que temos esse propósito em comum de e obviamente enquanto starts também de aproximar, né, e conectar cada vez mais o universo China com o universo Brasil e eventualmente vice-versa também. Ã, então é muito legal quando a gente vê uma marca. Então, se a gente falou que é a hora da China, então que seja também a hora da Jovi, sucesso para vocês e te deixo para fazer uma mensagem final aí. Depois eu repasso a mensagem

58:42 final também com com e com a Camilo. Pô, eu agradeço demais aí o convite de vocês todos. Foi um batebola muito legal, assim, muito legal tá aqui como Jorge, muito legal tá aqui representando a Jovi. Acho que é um movimento muito importante para para todos, né? Deixo super aberto meu canal aí para quem quiser conectar, principalmente LinkedIn. Eh, sigam a Jovi, principalmente no Instagram, Jovi.brasil, no TikTok Jovi.brasil, tem o YouTube também. acompanhem que a ideia é a gente tá produzindo sempre conteúdos novos, trazendo o que que a gente tá fazendo para se manter sempre atualizado com as últimas novidades. Eh, e acho muito legal assim o trabalho que vocês estão fazendo aqui, o trabalho que vocês fazem na China, acompanha, sou fã, né? Então, eh, também deixei as portas super abertas, tanto lá quanto aqui, para sempre que tiverem qualquer necessidade, a gente tá aí disponível.

59:28 Muito bom, legal demais. In, bem-vindo a nossa nova casa aqui agora. Bem-vindo a Nova Casa e bem-vindo a Jov. Acho que boa sorte nessa empreitada. São muitas marcas entrando e acho que a gente tá formando essa comunidade de empresas e cada vez mais a gente se apoiando também, independente do setor que que atua, se é diretamente para consumidor, se é entre empresas, essa comunidade se se forma e cada vez tem mais força. E acho que esse intercâmbio de conhecimento, de contato, gerar conteúdo é super importante. Então, obrigado também, Jorge, pela sua presença e boa sorte nessa empreitada nova. pessoal e profissional, né? Obrigado. Agradeço. Isso aí, Camila, sua mensagem final aí que já tá tarde para você aí. Tá tarde, mas dão para fazer o meu

1:00:15 comentário final, que eu sou sempre muito feliz quando uma marca chinesa entra eh em outros mercados, não por defender China, mas porque eu acredito que ela faz com que o mercado inteiro se mova e isso eleva o nível de uma maneira geral eh do produto, das campanhas, da na competição e eh ela faz com que eh o consumidor ganhe nisso e e tendo foco em consumidor, eu acho que tem muito espaço para para crescimento e ainda mais com a fabricação no Brasil. Então, tô aqui acompanhando as cenas dos próximos capítulos também. Desejo a vocês muito sucesso e também, enfim, contem sempre com a nossa conexão aqui entre Brasil e China.

1:01:01 Obrigado. Deixa eu fazer só um recado final parte dois pro pra Regar ficar feliz, porque a gente já cresceu bastante, mas a gente ainda tá crescendo. Então a gente tem várias vagas abertas aí para quem se interessar na história da Jovi e quiser acessar, só procurar a gente no no LinkedIn que a gente posta tudo lá. Ficaremos feliz de tê-los conosco, construindo essa marca, esse negócio aí pro futuro. Maravilha. recado super importante até pra gente também ter cada vez mais pessoas e profissionais aqui brasileiros trabalhando com conectados com marcas chinesas que estão por aqui. Então super válido. Então obrigado Jorge In Camila, a Alvini também não tá com a gente hoje aqui, mas está sempre e principalmente a você que tá acompanhando mais esse episódio da Hora da China, aproveitar para falar que agora a Hora da China tem

1:01:46 um um perfil no Instagram, né? Então a gente tá super moderno agora. @horaadachina. E claro, você deve tá vendo aqui o QRCode em algum lugar aqui do eh, né, na tela aqui do episódio para você que quer, ã, conhecer mais sobre China, quer ver com os próprios olhos e a gente entende que é super importante para quem tem essa possibilidade. A Camila e o Vini estão esperando ansiosos a visita eh sua lá na China com a Stars. Então, fiquem acompanhando aqui a gente, mais episódios em breve. A gente ficou um tempinho sem ter novos episódios, principalmente pela transição aqui do estúdio, mas agora retomando e com força

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