AULA AO VIVO 05- BIOLOGIA E BIOQUÍMICA HUMANA

Resumo Breve

A aula aborda conteúdos da biologia e bioquímica, focando na estrutura e função do núcleo celular, proliferação celular e os ciclos de mitose e meiose. Também são discutidas as implicações da autofagia e a importância da busca por fontes confiáveis de informação científica.

  • Importância da autofagia e seu vínculo com jejum.
  • Estrutura e função do núcleo interfásico.
  • Proliferação celular e ciclos de divisão celular (mitose e meiose).

Introdução e Recados Iniciais

A professora Ana inicia a aula com boas-vindas aos alunos e informações sobre atividades liberadas no ambiente de aprendizagem. Em seguida, menciona a importância de observar os prazos e acessos às atividades. Também aproveita para falar sobre uma aula anterior que abordou a relação entre jejum e autofagia, destacando a necessidade de verificação de fontes confiáveis nas informações sobre saúde.

Autofagia e Jejum

A professora discute a autofagia, mencionando o Prêmio Nobel de Medicina concedido a Yoshinori Ohsumi em 2016, que trouxe à tona a relação entre jejum e autofagia. A autofagia é descrita como um processo de limpeza celular que pode ser potenciado pelo jejum, mas a professora alerta que a necessidade de jejum para esse processo ainda é debatida entre especialistas. Ela enfatiza a importância da busca de fontes científicas confiáveis.

Estrutura do Núcleo Interfásico

Esta seção detalha a estrutura do núcleo interfásico, que é a fase em que a célula não está se dividindo. O núcleo é organizado e cercado pela membrana nuclear, permitindo a leitura e duplicação do DNA antes da divisão celular. A professora descreve a composição da membrana nuclear, incluindo a lâmina nuclear que organiza a cromatina e a função dos poros nucleares na troca de moléculas.

Cromatina e Não cromatina

A professora explica a diferença entre heterocromatina e eucromatina. A heterocromatina está mais condensada e tem menos atividade gênica, enquanto a eucromatina está menos condensada e é mais ativamente transcrita para RNA mensageiro. A seção também aborda a importância do nucléolo para a produção de RNA ribossômico.

Ciclo Celular

Aqui, a professora aborda o ciclo celular, que consiste em várias fases, incluindo G1, S, G2 e M. Durante a fase S, ocorre a duplicação do DNA, e a mitose resulta na formação de duas células filhas geneticamente idênticas à célula mãe. A professora detalha as funções e a importância de cada fase do ciclo celular e a duração média de cada estágio.

Mitose

A professora descreve as etapas da mitose, incluindo profase, metáfase, anáfase e telófase. Durante a mitose, os cromossomos se separam e são distribuídos nas células filhas. A divisão é necessária para o crescimento e renovação tecidual.

Meiose

A professora então discute a meiose, que é um processo de divisão celular que ocorre apenas nas gônadas, resultando em gametas com metade do número de cromossomos. A meiose consiste em duas divisões consecutivas e envolve troca genética entre cromossomos homólogos, aumentando a variabilidade genética. Cada etapa da meiose é detalhada, desde a formação dos bivalentes até a citocinese final.

Sessão de Perguntas e Respostas

No final da aula, a professora responde a várias perguntas enviadas pelos alunos, abordando conceitos como características genéticas, a organização do DNA em cromossomos e cromatina, bem como processos de degradação celular. As perguntas ajudam a esclarecer as principais dúvidas dos alunos sobre os tópicos abordados durante a aula.

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Transcrição

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0:00 He. [música] Boa noite a todos, queridos alunos. Sejam muito bem-vindos à nossa quinta aula ao vivo da disciplina de biologia e bioquímica humana com a professora Ana. Professora, seja muito bem-vinda também. Breves recadinhos antes de darmos início. Pessoal, foi liberado essa semana no ambiente de vocês a atividade de estudo três, tá? Então vocês estão aí

0:47 com todas as atividades avaliativas disponíveis no ambiente de vocês. Fiquem atentos aos prazos para entrega dessas atividades, tá? Estamos aí literalmente no meio do módulo, né, na semana cinco do módulo. Em breve nós teremos aí atividades eh se encerrando, tá? Então não percam a oportunidade de entregar atividade, tá bom? Eh, como que eu faço, profe, para ver a data da entrega dessa atividade? A data limite, pessoal, é só vocês acessarem essa atividade e olharem o cabeçalho dela, tá? Então, no cabeçalho vocês vão encontrar a data limite de entrega dessas atividades, tá bom? Bom, é isso. Desejo a todos vocês uma excelente aula e passo a palavra

1:34 para a professora Ana. Professora, mais uma vez seja bem-vinda. >> Obrigada, profe. Boa noite, pessoal. Tudo bem? Quanto tempo. Hoje, ontem a gente teve a nossa led talk para quem não pde, >> não vão, não vão enjoar da gente. [risadas] >> Ai, difícil, viu? Tá louca. Pessoal, quem não pôde assistir, dá uma olhadinha. Foi uma aula bacana, aquela que montou a aula, né? Ficou falando a própria aula, mas foi legal. O pessoal participou bastante, a gente tirou bastante dúvidas sobre o mapa. Eh, até passamos um pouco da hora, né, profe, mas enfim, que a gente gosta de conversar. E hoje a gente vai eh falar

2:20 sobre algo muito importante que é o núcleo, né? Antes da gente começar, pessoal, eu quero retomar um assunto que a gente falou na última aula da semana passada que era sobre autofagia. E aí eu vi que teve um aluno que eu achei aquilo incrível, por gente, o aluno já sabia disso, ele mesmo comentou, a gente falando de autofagia e tudo mais. E aí eu comentei, né, que tem alguns autores ainda que falam que não existe lá uma eh um aconselhamento, né, não existe um, como é que eu falo, uma indicação, né, de jejum por causa da para melhorar a autofagia ou para promover a autofagia. E aí ele comentou: "Professora, mas não teve né o o ganhador do Nobel da de medicina, né,

3:07 eh, sobre isso, sobre jejum e autofagia. E aí eu sei que realmente teve, né, mas eu fui pesquisar mais a fundo. E o que que eu quero chamar a atenção de vocês? Hoje em dia, pessoal, a gente tem muito acesso à informação o tempo todo. Então, nós, como profissionais da saúde, nós temos que sempre correr atrás eh da fonte mesmo, né? vê o que que aquilo tá tá querendo dizer. Então, o que que acontece? Este senhor, o Yoshinori Ozumi, ele ganhou realmente o Nobel de medicina e fisiologia em 2016, porque ele conseguiu mostrar através de experimentos eh o processo de autofagia e a relação entre o jejum e autofagia e também alguns eh genes que promovem essa

3:54 essa ação, esse processo biológico, tá? E aí o que que acontece? Tem muita gente que fala, por exemplo, que a gente deve fazer jejum para promover a autofagia, que a autofagia é uma limpeza celular. E aí a gente tem que tomar um certo cuidado. Por quê? Este senhor, senhor Yoshinori, ele mostrou que a relação entre o jejum e a autofagia nada mais é do que estamos em jejum, nós temos uma queda no aporte de glicose, o nosso corpo entende que falta energia, então ele começa a consumir, tá? ele dá uma adiantada ali no que ele já ia degradar em busca de energia. Então, por exemplo, ele ol lá uma mitocôndria que já ia ser degradada dali uns dias, ele começa a degradar antes. Então ele meio que dá

4:40 uma acelerada nesse processo. Isso é totalmente benéfico pra célula? Ainda não chegamos num consenso. Tem autores que falam que sim, tem autores que falam que não. Então ainda estamos nessa fase de debate, né? O que que realmente é bom? promover autofagia, deixar que esse processo aconteça mesmo sem o jejum, porque ele ele vai acontecer independente do jejum. Com o jejum, a célula meio que desespera e fala: "Opa, vou limpar isso aqui para buscar energia porque tá faltando ali, né?" né? Então, o Nóvel de medicina e fisiologia realmente foi entregue a esse senhor porque ele trabalhava com leveduras e ele mostrou os genes que são reguladores desse processo e ele conseguiu mostrar em experimento esse processo aí, mas ele

5:29 não mostrou no trabalho dele se é benéfico induzir ao jejum para fazer autofagia. É isso que eu quero dizer para vocês. Sempre busquem a fonte das informações, tá? é nosso dever como profissionais da saúde. E parabéns ao aluno, que eu já esqueci o nome, mas parabéns por você ter conhecimento eh desse fato aqui. Isso aqui é muito legal. Fiquei muito feliz de saber que tem alunos aplicados dessa forma. Mas é isso. O conselho que eu quero trazer para vocês é esse, tá? Sempre busquem pela fonte. tem muito autor, muito eh produtor de conteúdo hoje em dia na internet que acaba, né, falando que não devia e disseminando ali informações que não são verdades e prejudicando muita gente. Então, hoje, pessoal, nós vamos

6:15 ter uma aula que é bastante conteúdo, tá? Não quero desanimar vocês, mas é bastante coisa. Então, pode ser que talvez eu não consiga responder as perguntas durante a aula, mas eu respondo depois que a professora me passar certo? Hoje nós vamos falar sobre proliferação celular. E quando a gente fala de proliferação celular, a gente precisa primeiro entender o núcleo, porque esse processo de proliferação, ele acaba acontecendo a partir do núcleo, tá? Então é o núcleo que comanda isso, pessoal. Eh, vamos lá. Primeiro de tudo, vamos falar sobre o núcleo interfásico. O núcleo da célula interfásico, né? O

7:02 núcleo interfásico da célula, ele vai acontecer durante o período em que ela não está se dividindo, em que ela não tá nesse processo de divisão celular. Nesse momento, o núcleo vai permanecer organizado e envolvido pela membrana celular, pela membrana nuclear, perdão, e vai permitir a leitura, né, a tradução ali dos genes e a duplicação do material genético antes da divisão celular, tá? Então é uma fase muito importante ali para a divisão. Pessoal, tá acontecendo alguma coisa? Que eu tô vendo que o chat de vocês tá abombante. Não, se aconteceu alguma. >> Bom, deixa deixa, professora, deixa eu aproveitar a oportunidade da pausa, então, e, e responder os alunos, tá? Eh,

7:49 pessoal, vocês estão dizendo que não estão encontrando a aula, né? Então, o que que eu peço que vocês enviem mensagem lá no fale com mediador, né? Porque aqui nós temos eh muitos cursos diferentes, cada um com o seu mediador, tá? Então procure o mediador do seu curso, né, que ele vai orientar vocês aonde vocês podem encontrar essa aula. Essa aula que nós tivemos ontem, pessoal, ela ficou gravada, então fiquem tranquilos. Vocês vão poder assistir quando vocês quiserem, quantas vezes vocês quiserem, tá bom? Eu peço que envie então lá no Fale com mediador, eh, que eles vão poder te ajudar de de uma forma mais específica, conforme o seu curso, tá bom? É isso, tá, professora? >> Então, é isso, tá agitado, >> pessoal. Foquem, foquem nessa aula de

8:36 hoje, tá bom? Depois vocês enviem mensagem lá pro mediador de vocês e fiquem tranquilos que vocês eh vão conseguir assistir eh essa aula, tá bom? Ela vai ficar, ela ficou gravada e vai ficar aí no estúdio de vocês, tá bom? Isso aí, pessoal. Achei que tava acontecendo algum problema aqui, mas vamos lá. Bora falar do núcleo, gente. Eh, se por acaso vocês não estão conseguindo acessar, como a prof falou, depois a gente ajeita, mas existe a gravação, sim. Fiquem tranquilos, pessoal. Vamos então entender qual que é a estrutura do núcleo interfásico, tá? Ele é chamado de interfásico porque ele está na fase interérfase. E essa fase interérfase, ela fica entre as fases ali de duplicação e crescimento da célula,

9:21 tá? Então ele sempre vai apresentar mais ou menos essa essa organização, tá? Antes da cromatina se condensar e os cromossomos começarem realmente a divisão celular. Então, esta é a estrutura do núcleo. Nós vamos ter um envelope nuclear ou também chamada de carioteca. Deixa eu ligar minha caretita, que é aquela membrana dupla também que faz a delimitação do nosso núcleo, tá? Ela é uma dupla membrana que separa então o conteúdo nuclear do citoplasma. E a membrana nuclear externa, ela é contínua ao retículo endoplasmático. Então esta membrana aqui de fora, tá, ela é uma continuação do retículo

10:08 endoplasmático. Ela também vai ter pro lado de dentro da carioteca a lâmina nuclear. E o que que é? É uma rede de proteínas que sustenta o envelope, tá? Então ela dá resistência mecânica e ela também ajuda a organizar ali toda a cromatina. Então é como se fosse uma armação, tá? Vamos pensar assim, uma estrutura eh de ferro ali, uma grade que segura ali essa essa esse envelope nuclear que segura a carioteca. Ao longo de todo o núcleo, de toda a carioteca, nós vamos ter alguns poros nucleares, que são essas estruturas aqui em azulzinho, são estruturas proteicas, tá? Que fazem eh buraquinhos, digamos

10:53 assim, eh em toda a carioteca. Então, ó, nós temos foros nucleares em toda a extensão do núcleo e ele vai estabelecer a comunicação e o trânsito ali entre o interior do núcleo e o citoplasma da célula. E são por esses poros também que é feito o controle de entrada e saída de moléculas, como o R R R R R R RNA mensageiro, né, que sai aqui do núcleo e vai lá pros ribossomos. E também a entrada, por exemplo, de proteínas para fazer qualquer uma das funções nucleares acontecer. Realmente temos o núcleoplasma, que ele é um meio acoso que preenche o interior do núcleo. Então ele é como se fosse uma extensão do citoplasma. Cito é de célula, então é o que tá ali dentro da célula. E

11:39 núcleoplasma é o ambiente acoso que tá ali preenchendo eh toda a o interior da carioteca. Nós vamos ter a cromatina, que ela é formada pelo DNA associado a algumas proteínas, principalmente as estonas. As estonas são essas proteínas que fazem o enovelamento desse do material nucleico, né, do DNA. E nós temos dois tipos de cromatina. Nós vamos ter a heterocromatina, que é essa que fica mais condensada, está em cor roxa, tá? Eu separei tudo por cor para ficar mais fácil da gente visualizar, tá? Então, se vocês imprimiram os slides, tá acompanhando ali eh através dos slides,

12:26 vocês vão ver que tem repetição de dessa mesma figura, tá bom? A Sandrine perguntou se o nosso sangue envelhece. Todas as nossas células envelhece, Sandrine. Todas, sem exceção. Elas têm um prazo de vida como a gente, tá? As células do sangue, por exemplo, as nossas hemácias que dão a cor vermelha pro sangue e que carregam oxigênio pro nosso corpo. Oxigênio é esse muito importante, tá? Para responder o nosso mapa. Vejam a aula de ontem para quem conseguir. Eh, elas vivem 120 dias. Depois desse tempo, elas são eh levadas lá pro basso e ele as destrói, ele picota tudo e manda o que sobrar ali, proteínas, aminoácidos e carboidratos, enfim, para outros

13:11 lugares para serem reutilizados, tá? Eh, a heterocromatina ela é mais condensada, ou seja, ela é mais firme, mais fechadinha, ela fica mais enroladinha, tá? e ela vai ter pouca ou nenhuma atividade higiênica. Já aucromatina, ela é menos condensada, ela é mais espalhada, ela está em amarelo aqui na nossa imagem e ela vai ser geralmente muito mais ativa na parte de expressão gênica. Então aquele RNA mensageiro, por exemplo, que sai do núcleo para ir lá nos ribossomos produzir uma proteína, ele saiu da onde? Daocromatina. A heterocromatina normalmente é aquela parte do nosso DNA que não vai ser usada naquele momento, tá? Então separei aqui

13:56 por cor paraa gente poder identificar isso de uma forma um pouco melhor, certo? E assim ela precisa ficar condensada para ela ficar mais organizada e ela precisa se abrir em eucromatina para que aconteça aquele processo, né, de replicação do DNA ou então de tradução ali para RNA mensageiro. Nós vamos ter o nucléulo, que é uma região mais densa, responsável pela produção de RNA ribossômico e pela montagem inicial dos ribossomos. Então assim, vamos pensar. O ribossomo, gente, ele é importante para quê? Paraa produção de proteína. Toda célula que for mais imatura

14:44 ou de repente a célula de pessoas que estão ali num processo de extensa produção proteica, podem ter um ri um um nucléulo visível na nas células, tá? Então assim, é uma região mais densa, mais fechadinha e ela vai produzir esse RNA ribossômico que vai sair do do núcleo pelos poros nucleares até o citoplasma para formar, terminar, né, de formar o ribossomo. Eh, então aqui tá a imagem total. Vamos falar então de parte por parte. Vamos para os poros nucleares e o transporte entre a membrana nuclear e o citoplasma da célula. Os poros, eles estão associados a um

15:29 complexo proteico que faz a regulação desse transporte entre o citoplasma e o núcleo. Então aqui o o transporte também pode ser passivo ou ativo. O transporte passivo, que é este daqui, a os íons e as moléculas pequenas são transferidas passivamente pelo complexo do poro sem gasto energético, igual aquela aula que a gente viu acho que na segunda aula, né? Então, as moléculas pequenas, eh, os íons, eles acabam entrando ou saindo dos foros nucleares, né, sem precisar de gasto de energia, eles entram livremente, tá? Já o transporte ativo, que é este daqui, ele vai precisar de gasto de energia

16:16 para acontecer, porque geralmente vão ser moléculas maiores, mais difíceis de passar ali pelos canais nucleares, pelos poros nucleares. Eh, e aí o que acontece? macromoléculas como os RNA e eh ribonucleoproteínas, polipeptídeos, que são proteínas também, elas vão precisar de energia e vão precisar de sinais que são chamados de NLS ou n. Anota isso aí que a gente vai ver mais para frente. Aí nós temos um todo um conjunto, um complexo de proteínas que vão fazer esse movimento de entrada e saída, tá? Temos as limportinas que movem as moléculas

17:02 para o núcleo, ou seja, do citoplasma para dentro do núcleo, e temos as esportinas, que são aquelas que movem as moléculas do núcleo para o citoplasma. Então, o que que é isso? O que que é o NLS? E o que que é essa tal de importina? Pessoal, o MLS nada mais é do que um sinal de localização nuclear, tá? Ele é uma sigla inglês, por isso que fica ao contrário, tá? Mas ele é um sinal de localização nuclear. é uma sequência de aminoácidos presente em proteínas que precisam entrar no núcleo. Então, é como se fosse

17:48 um selo, tá? Eh, o rib o ribossoma, não, o complexo de GO, ele vai lá e identifica essa proteína. Não é o complexo de GO que processa e endereça, endereça palavra esquisita, mas que põe um endereço na proteína, no carboidrato, no lipídio, para onde ele tem que ir. Então, o complexo de GO coloca esse selinho ali, ele cola essa sequência de aminoácidos na proteína com esse sinal NLS. E aí ele fala, ó, você vai pro núcleo. Chegando lá no poro nuclear, a importina, que é uma proteína que fica por aí, é uma proteína transportadora, ela fica na carioteca ali no envelope

18:34 nuclear. Ela vai reconhecer esses aminoácidos que estão ali e vai pegar aquela proteína e pôr para dentro, tá? Então é assim que acontece. Complexo de Gog. Ah, tá. Desculpa, Thaí. É que às vezes eu eu bato sem querer aqui e passo o slide, mas eu vou devagar, sim. Tá bom. Eh, o pessoal falou que tá travando. Qualquer coisa, profe, me dá um um recadinho aqui, tá? Mas então, o que acontece é o seguinte, a proteína é feita lá no retículo endoplasmático rugoso, que tem um monte de ribossomos, ela vai pro complexo de Goldge, lá ela é finalizada, empacotada e endereçada. lá no complexo de Gog é que ela coloca esse

19:20 selinho, esse NLS, tá? E aí ela fala: "Vai, minha querida, vai pro núcleo que lá estão te chamando." Chega lá no núcleo, a importina que faz esse trabalho de pôr para dentro as moléculas, tá? Do citoplasma para dentro do núcleo, ela reconhece aquele selinho e põe a proteína lá para dentro, certo? O contrário também acontece, que é no caso a é o sinal de exportação nuclear. é uma outra sequência de aminoácidos que vai indicar que a proteína deve sair do núcleo. E aí vem a esportina, que é uma um complexo proteico também, eh reconhece esse selo de que essa proteína precisa sair e joga a

20:10 proteína do núcleo para o citoplasma. Entenderam? Vocês conseguiram pegar a coisa? Tudo na nossa célula é feito mais ou menos dessa forma. Então, quando a gente fala de reconhecimento celular, é isso, são moléculas, são pedacinhos de proteína, são partículas de carboidrato, são sequências de aminoácido que fazem essa sinalização. A nossa célula não tem óleos, as nossas organelas não têm óleos. O que elas identificam é isso, tá? São pequenas moléculas que dão esse sinal. Beleza? E aí, gente, depois do núcleo, nós vamos falar sobre cromatina. Depois do núcleo, não, depois dos poros nucleares, nós vamos falar sobre a cromatina.

20:57 E agora, gente, eu vou vou puxar a sardinha um pouquinho, só um pouquinho pro pessoal da farmácia e da biomedicina. Quando esses profissionais estão lá no microscópio analisando os nossos hemogramas, né, vendo as nossas células, eles precisam saber avaliar a cromatina. Então, para vocês, queridos alunos de farmácia e biomedicina, que, se Deus quiser, irão me ver em hematologia também, eh, a gente vai falar muito sobre a cromatina, por quê? A cromatina ela é a forma como o DNA vai ficar organizado ali dentro do núcleo, tá? Então, como o DNA ele é absurdamente longo, se a gente pegar e esticar ele assim de ponta a ponta, eh, ele precisa

21:43 ser compactado, porque senão ele não cabe dentro da célula, né? E ele não pode também ficar emaranhado, porque como é que as proteínas vão achar a sequência do gene certo que precisa ser transcrito, né? Então, todo esse núcleo, todo esse material nucleico extenso, ele vai ser organizado pela cromatina. Então aqui eu trouxe e obviamente para todos os nossos alunos para vocês verem como é que funciona. Eh, Gisele, só um pouquinho que eu já explico de novo. Aqui nós temos dois exemplos de células que são visualizadas no hemograma, tá? Aqui nós temos um blasto. E o blasto nada mais é do que uma célula não diferenciada. é o que em alguns lugares, de um modo um pouco mais amplo, né, e

22:29 inespecífico, a gente pode falar de célula tronco, mas os blastos eles acabam se diferenciando ali eh em várias outras células, tá? O blasto normalmente ele vai ter essa cromatina mais frouxa. Então a gente vê ela mais homogênea, ó, mais lisinha, digamos assim, né? E ela tem também o nucléulo aqui, porque essa célula está intensa produção proteica, então precisa também de muitos ribossomos para fazer essa essa produção de proteína. Então esta célula aqui, ela é extremamente imatura. Quando a gente vê um blasto num sangue periférico, numa coleta de sangue de

23:15 hemograma ali para fazer o hemograma, a gente pode desconfiar ou de leucemia ou de alguma doença muito grave, tá? que a gente precisa notificação urgente pro médico. Agora aqui a gente vai ver um neutrófilo, que é uma célula de defesa do nosso corpo, uma célula comum que a gente vê em qualquer eh hemograma e a gente vai ver este núcleo bem compactado. Olha como a cromatina tá bem apertadinha, bem densa. Ela tá tão densa que ela começa a aparecer até zonas mais eh branquinhas aqui. Isso aqui, pessoal, são proteínas que estão fazendo o ajuste ali dessa cromatina para ela ficar bem apertadinha. Então, deste lado, nós temos uma cromatina

24:00 frouxa porque é uma é uma célula imatura e aqui nós temos uma cromatina mais condensada, tá? Os alunos de biomedicina e farmácia prov hematologia clínica. E pra Gisele que falou que não entendeu a função da cromatina, a cromatina nada mais é do que a forma como esse DNA vai ficar organizado dentro da célula. Pensa que se a gente pegar um cromossomo e esticar ele de ponta a ponta, ele é gigantesco. Ele jamais caberia esticado dentro de uma célula, tá? Dentro de um núcleo. Então, para aquele DNA não ficar todo bagunçado, todo enosado e caber dentro do núcleo da célula, ele vai sendo enrolado, tá? E essa forma de enrolar ele ou de soltar ele para ele ser

24:47 transcrito, quem faz é a cromatina, tá? Então o papel da cromatina é organizar qual parte desse DNA que precisa ficar mais frouxo, qual parte desse DNA que precisa ficar mais condensadinho para ele ficar guardadinho lá, certo? Então, no núcleo interfásico, a cromatina ele vai, ela vai permanecer descondensada, ela vai ficar um pouco mais frouxinha, tá? Cada cromossomo ocupa uma região específica do núcleo, tá? E assim, durante a interérfase, o DNA vai permanecer compacto para caber e ser protegido lá pelo núcleo, tá? Mas ele também vai ficar acessível para transcrição, para replicação e para reparo. E como que ela faz essa

25:35 organização toda da cromatina, né? Ela tem alguns graus e vocês me desculpem que aqui a imagem ficou cortada, tá? Mas aqui a gente tá vendo os níveis de organização dessa cromatina. Que que acontece, gente? Eh, primeiro, o DNA tá ele solto. Vamos pensar que esse DNA ele já foi aberto, ele foi transcrito ou replicado, não sei, e ele já se fechou e se enrolou um pouquinho. A primeira fase é o DNA se ligar a proteínas que são chamadas estonas. E o que que elas são? Elas são como bolinhas que vão embolando cada vez mais o DNA, tá? Então elas vão enrolando ainda mais o DNA e vão enrolando nelas mesmo esses

26:23 esse esse trecho do DNA. Aí quando elas embolam bem ele, deixa ele bem fechadinho e se enrolam com essa fita de DNA, elas formam o que a gente chama de nucleossomo, tá? Então elas formam essas estruturas aqui, ó, que são essas bolinhas proteicas, que são as estonas enroladinhas no DNA. e elas vão se enrolando, enrolando, condensando cada vez mais aquilo tudo. Ela vai formar então como se fosse uma corda bem extensa, bem extensa, não, bem densa, quer dizer, bem fechada e firme, o que a gente chama de fibra de cromatina. Aí ela vai começar a se organizar, tá? Então ela vai pegar outras proteínas de sustentação e ela vai formar o que a

27:08 gente chama de alças de cromatina. Então ela começa se como se fosse eh ficar aqui em zigue-zague, né? Ela vai formando toda essa estrutura ao redor dessas proteínas de sustentação, que são as alças de cromatina, até que aquilo tudo fica tão embolado, tão enroladinho, que forma a estrutura do cromossomo em si tá? Ida, me fala então qual parte que você não está entendendo que eu explico melhor, tá? Ó, Irã, as é Irã, não sei se é Irã, se é ira, eh, as estonas são compostas de proteína, elas são proteínas, são compostas por aminoácidos, tá? E Isa, fala ali o que

27:54 você tá eh não tá entendendo, tá bom? As cromatinas vão se compactando cada vez mais. Exatamente, Michele. Então aqui, quando a gente tá olhando todo esse processo, a gente pensa o seguinte: o DNA vai se juntar com as estonas e aí ele vai se enrolando, enrolando, enrolando, enrolando nas estonas. As estonas vão organizando tudo isso até que chega no cromossomo. Então ele passa por todas essas fases, tá? A união do DNA eh frouxo, né? é o DNA esticado aqui com as estonas, forma nucleossomo, fibra de cromatina, alça de cromatina e cromossomo, tá? Então é esses

28:40 esses processos são quantas estonas, Eloá, quantas forem necessárias para enrolar e desenrolar esse núcleo, tá? Não, não tem uma contagem não. Cromatina é um conjunto de cromossomos. O cromossomo é uma longa molécula de DNA. O cromossomo ele é o DNA todo organizado, viu, pessoal? Então ele é a organização do DNA em si. A cromatina nada mais é do que aquele a forma como ele está organizado, se ele vai estar solto, frouxinho, em tirinha ali para poder ser traduzido, né? Eh, ou reparado, ou se ele vai estar todo embolado para ser guardadinho, tá? A célula, ela não vai soltar todo o DNA de uma vez, porque ele não cabe no núcleo,

29:26 então ele precisa ficar guardado o a parte que não tá sendo usada. Então, por exemplo, eu preciso eh produzir uma determinada proteína, aquele trecho do DNA que tem o gene daquela proteína, que é a receita da proteína, vai ser solta, ela vai ser desenrolada e vai ser solta e aberta para eu poder pegar aquela informação e mandar pro ribossomo. Beleza, não vou mais usar aquilo lá. Então eu vou enrolar de novo nas estonas e vou guardar em cromossomo, tá? Não sei se agora ficou um pouco mais fácil de entender. Qual a função do cromossomo, Jose? É proteger e guardar o DNA, tá? Fazer ele caber ali dentro do núcleo. Então ele é a compactação máxima de todo

30:14 o nosso código eh genético, certo? Onde fica o cromossomo? Dentro do núcleo. Beleza? Então vamos adiante. Depois da cromatina, a gente vai falar agora do nucléulo. O que que ele é? Ele é, como eu falei para vocês, é a fábrica de ribossomos, certo? Então ele é essencial paraa síntese proteica. Se não tem ribossomo, não vai ter eh se não tem nucléulo, não vai ter ribossomo produzido e aí não vai ter proteína, certo? Em leucócitos maduros, pessoal, eh, geralmente não fica visível. Por quê? Porque numa célula que já está madura, a produção de ribossomo diminui.

31:02 Eles já meio que estão feitos, já estão sendo produzidos, já tá tudo certo, né? Agora, quando esta célula ela fica ativada, quando ela tá num processo ainda imaturo, né? quando ela tá numa fase imatura, como aquele blasto que a gente viu no começo, ou quando a gente está falando de uma célula neoplásica, a gente pode conseguir ver o nucléulo eh visível, tá? Em células tumorais, inclusive, como essas células têm um metabolismo totalmente diferente, descompensado, esse nucléulo pode ser grande ou pode ser vários e pode ser irregular, tá? Então aqui nós temos uma célula, olha só que interessante esta célula eu peguei

31:49 de um de um site que chama Celwick, tá? É um site que tem muitas células sanguíneas de várias patologias diferentes, em vários estágios de maturação diferente. Isso aqui, gente, não é uma célula propriamente patológica, tá? Isso aqui é uma célula de criança. E o que que a criança tá crescendo muito? O metabolismo da criança é extremamente acelerado, não é? Pessoal da terapia ocupacional, o aprendizado da criança é uma loucura, não é? A forma como eles absorvem, como eles sentem o mundo, como eles veem o mundo é totalmente diferente. Eles estão passando por podas neurais, eles estão passando por desenvolvimento neurológico, eles estão descobrindo o mundo, eles estão melhorando a visão, eles estão crescendo e engordando aquela

32:36 coisa toda. O corpo tá lá enlouquecido. Então, acompanhando tudo isso, as células também têm que estar no metabolismo tinindo, não é? A produção de proteína das células infantis é absurdo para conseguir fazer com que todas as células façam tudo que é necessário naquele corpinho enlouquecido deles. Então, uma célula infantil, ela pode ter esse esse aspecto aqui, tá? Então, elas têm essas membranas eh como se fosse cabeludas, tá? a gente chama de hairy cells ou células cabeludas mesmo. Então elas apresentam essas esses prolongamentos aqui por causa do da metabolização da da membrana plasmática do Isso aqui é um linfócito, tá? Uma

33:22 célula de defesa do corpo. E aí a gente consegue ver o nucléulo aqui, ó, tá? É uma parte mais densa, então ela fica mais clara. Beleza? Eh, Artura, síndrome de Down, ela vai ter mais relação com a divisão eh dos cromossomos do que com a organização. Beleza? Então, bora lá. Qual que é a diferença entre o núcleo e o nucleu, Lulu? O núcleo ele é tudo isso aqui. O núcleo é aquela organela membranosa que vai guardar todo o nosso DNA e as proteínas que trabalham por ali, tá? O nucléulo, ele é uma região específica dentro do núcleo que faz a produção de RNA ribossômico, ou seja, ele é a fábrica de

34:08 ribossomos da célula. É dali que saem os ribossomos tá? E ele precisa atuar sempre que tem uma intensa produção proteica. Entenderam? Vamos lá. o ciclo celular. Agora a gente vai ver mesmo como que a célula se reproduz, certo? Então nós vimos até agora a parte interfásica ou da interérfase, que é aquela parte em que a célula está vivendo, tá fazendo o que ela tem que fazer, mas não está se duplicando. Ela não tá produzindo outra célula, ela está fazendo a vida dela, que é a maior parte do tempo ali de vida de uma célula.

34:53 Em determinado momento, eh, eu vi que teve um aluno aqui que perguntou o que seria o ribossomo naquela imagem. Nesta daqui, opa, pulei demais. Nesta daqui não tem ribossomo nenhum, tá? O ribossoma ele fica lá no citoplasma ou ele fica então no retículo endoplasmático rugoso? Aqui a gente só tem o nucléulo. O nucléulo produz o RNA ribossômico, sai daqui do núcleo e vai lá pro citoplasma onde tem que ir. Tá bom? Vamos agora pro ciclo celular, senão não dá tempo na aula. Gente, que que acontece? O ciclo celular ele é uma sequência de etapas, tá? pelas quais

35:39 a célula vai passar desde a sua formação até a sua divisão completa em duas células. São células filhas, tá? Numa célula humana, esse ciclo todo vai durar mais ou menos 24 horas. Então, vamos pensar que em determinado momento a célula vai se replicar e para ela chegar do início até o fim deste ciclo de replicação, ela vai demorar mais ou menos 24 horas. E como que esse ciclo é dividido? Ele é dividido em algumas fases. Nós temos a fase G1, tá? Que é onde a célula cresce e realiza suas funções normais, tá? Nós temos a fase S, em que ocorre ali a duplicação do DNA, o G2, onde a célula

36:26 continua crescendo e já vai se preparando pra divisão. E a fase M, tá, que é onde ocorre a divisão celular, que é composta por mitose, que vai dividir o núcleo, e a citinese, que vai dividir, então, o citoplasma. Ah! Ah, e aqui, pessoal, só voltando aqui, desculpa ficar voltando a eh a tela, tá? Mas em algumas células específicas, elas vivem num estágio do ciclo celular que chama G0, ou seja, elas não se elas não se diferenciam, elas não se replicam, tá? Então isso pode acontecer em algumas células específicas do nosso corpo, células tronco, né? Eles vivem ali em G0, elas

37:15 não vão fazer nenhum tipo de crescimento, maturação, divisão celular. A G1, tá, a fase G1, ela tem uma intensa síntese de proteínas, então os nossos ribossomos estão bombantes, né? A, o nosso núcleo tem provavelmente um nucléulo aparente, porque esse nucléulo está produzindo muitos ribossomos. Esses ribossomos estão ficando aqui, ó, no nosso retículo endoplasmático rugoso aqui, ó, onde a gente pode ver esses ribossomos rosinha grudados nas cisternas do retículo e tá tendo muita produção proteica, tá? Eh, isso acontece para quê? Para que ocorra a multiplicação das organelas

38:01 citoplasmáticas e o aumento da membrana plasmática, ou seja, é o crescimento da nossa célula. Geralmente a G1 é a fase mais longa do ciclo e ela dura em torno de 11 horas mais ou menos. Certo? Depois a célula passa para a fase S. Ela dura em torno de 8 horas. É uma duplicação semiconservativa de DNA, tá? E existe ali uma participação de algumas proteínas específicas, algumas enzimas, como a DNA polimerase, como a elicase, ligase e topoisomerase. Gente, vocês falam assim, professora, habla-se português, né? Que que você tá falando? Vamos lá. O que que

38:48 é uma duplicação semiconservativa? Nós temos o nosso DNA. Eu vou até usar, fazer um desenho, gente. Vamos usar a criatividade que eu não desenho bem, mas vamos lá. Nós temos o nosso DNA em dupla hélice aqui, né, em vermelho. E a gente de DNA, então ela vai se separar e vai ficar como duas fitas abertas, certo? Vem aí a DNA polimerase e vai começar a colar nucleotídios complementares. Lembra da Galosta e Gnaldo Timóteo? Então, a adenina vai grudar na guanina, a citosina vai grudar na timina e por aí vai, tá? E aí a DNA

39:36 polimerase, ela vai formar uma fita nova, completamente nova de DNA e complementar aquela fita antiga, tá? Então ela vai formando em cada fita uma fita nova. E aí o que que acontece quando a gente fala de duplicação? semiconservativa. É porque a gente vai formar aquele trecho que estava sendo duplicado. Vai ser uma fita nova, tá? Vamos pôr aqui que é a parte verde junto com uma fita antiga que tava ali grudadinha, tá? Então isso é o processo de duplicação semiconservativa. A gente vai duplicar aquela fita de DNA tendo sempre uma fita nova grudada numa

40:23 fita antiga, numa fita que era original, tá bom? Aí depois a saligase faz a parte de união das das fitinhas e a topa isomerase enrola o DNA de novo. Centríulos também se duplicam. E o que que são esses centríolos? Eles vão ser usados lá no momento da divisão dos cromossomos tá? A fase G2, pessoal, ela é uma fase bem rapidinha, tá? Ela dura aproximadamente 4 horas. É a retomada da síntese de RNA, ribossomal e proteínas. Então, a gente já fez ali toda essa parte de duplicação do nosso DNA. Ele já está duplicado. E aí o que que acontece? Os mecanismos de

41:08 checagem verificam se o DNA duplicou corretamente. Eu vi que teve um aluno aqui que perguntou eh se neste momento pode acontecer problemas, né, de transcrição de DNA. Gente, problemas de transcrição de DNA podem acontecer em qualquer momento, só que a gente tem muito checkpoint, que são eh esses mecanismos de checagem. A gente tem muito checkpoint na nossa célula. nesta fase G2, principalmente porque já aconteceu a duplicação do nosso DNA, então agora vai passando todo aquele material duplicado por um sistema de checagem. É aqui que muitas vezes acontece o problema. Se o DNA não duplicou corretamente, aquela informação

41:54 não vai pra frente. Então a gente não tem, por exemplo, síntese de proteínas que são necessárias, tá? É mais ou menos que acontece na fibrose cística. Lembra que eu falei para vocês na outra aula que é um aminoácido e tá tá tá. Então, muitas vezes o problema genético já começa aqui nesta fase da G2, tá? E aí nós chegamos na fase da mitose propriamente dita. Que que é a mitose? Ela é esse processo de divisão celular que vai originar duas células filhas geneticamente idênticas à célula mãe. Então o que que acontece, pessoal? Uma célula se funde e forma duas células novas, tá? Só que

42:40 assim, a célula mãe desaparece. Não é como se uma célula mãe se dividisse em duas células novas. Não é isso que acontece, tá? O que acontece, na verdade, é uma célula mãe que se parte no meio e aí forma duas células novas, entenderam? E assim, elas são geneticamente idênticas à célula mãe. Essa esse processo de mitose, pessoal, ele é extremamente necessário pro crescimento e renovação tecidual e celular. Então assim, aonde que ela vai acontecer? Em qualquer tecido do nosso corpo, em qualquer mesmo que esteja crescendo, vai ser na pele, vai ser no

43:25 músculo, vai ser no coração, eh em qualquer tecido, tá? Vai ser na nossa medula óssea, que está produzindo as células do sangue, vai ser no pulmão, tudo que precisa ser renovado ou que precisa crescer vai passar por mitose, tá? com exceção das gônadas que vão formar os gametas, que daí passa por meiose, que a gente vai ver mais para frente. Então assim, pessoal, eh lá o Lucas perguntou uma coisa legal. Na mitose não ocorre, ele não perguntou, ele só afirmou, tá? Na mitose não ocorre o crossing over, que é a troca de genes entre os cromossomos. É exatamente isso. É uma célula idêntica à mãe perfeitinha, geneticamente igual. vai acontecer em todas as os tecidos do corpo, menos nos

44:13 gametas, tá? Mas aí vamos com calma, né? Todas as partes eh do ciclo celular acontece igual para todo mundo, tá? Então, G0, G1, S, ele vai acontecer igual lá na fase M. É que daí a gente vai ver se faz mitose ou faz meiose. Beleza? Olá. A Maria perguntou assim: "Então, nossas células já nascem usadas?" Maria, eu não diria que ela nasce usada. Eu diria que é assim que a nossa informação genética permanece, né? Então, veja só, a gente já nasce com todas as nossas características físicas, por exemplo, a gente já nasce com os genes que vão determinar a cor do seu cabelo, a cor do seu olho. E isso que o

45:00 olho muda, né, de quando a gente nasce. São seis genes que fazem esse controle. já vai determinar várias coisas. Se você vai ter uma pele eh mais seca, se vai ser mais oleosa, se você vai ter alguma doença, se você não vai. Isso tudo permanece a vida inteira, né? Se não fosse desta forma, com uma duplicação celular semiconservativa e a mitose acontecendo, em algum momento nós íamos perder nossas características. Você não você não entende dessa forma. Então, a gente permanece, a gente cresce e permanece a mesma pessoa ao longo de toda a nossa vida graças a esse processo aqui. Então, eu não diria que ela nasce usada, eu diria que ela conserva as nossas características, tá? É uma questão de perspectiva.

45:46 Então, vamos lá. A fase M, tá? Vamos falar da mitose. Aqui nessa fase M, a gente vai ter o início da prófase, tá? E o que que acontece aqui nessa fase, pessoal? Nesta aula eu entendo vocês que vai ser muito difícil vocês entenderem tudo só vendo a aula logo de cara. Isso aqui requer estudo, requer desenho, requer resumo, requer muita coisa. Então assim, não se apavorem, assistam a aula, não se desesperem e anotem o que vocês puderem e depois revejam isso tudo. A professora Marcela também me mandou uma mensagem porque alguns alunos estavam me perguntando se existe algum canal no YouTube que eu recomendo. Eu recomendo

46:33 alguns canais, sim, tá? Passei para ela, principalmente do professor Samuel Cunha, tá? Tem bastante conteúdo ali para vocês reverem tudo aquilo, entenderem esse processo todo. De repente, se na aula não conseguiu sanar as dúvidas, dá uma olhadinha lá, gente. Tem bastante material para isso. Beleza? E assim, eu entendo que também esse assunto gera muita curiosidade, vai ter muita coisa que eu não vou conseguir responder agora, mas eu posso responder depois, maior prazer, tá? Então beleza vamos falar do início da prófase. Nessa parte do início da prófase acontece a condensação progressiva dos cromossomos, ou seja, eles vão começar a se apertar ainda mais, tá? Os

47:19 centrômeros vão migrar pros polos da célula e vão produzir microtubos do fuso mitótico que vão começar a polimerizar e fibras de aster vão começar a se formar. E o nucléulo aqui nessa nessa célula ainda tá presente, porque ainda tem uma certa produção de proteína, inclusive para formar tudo isso aqui. E assim, gente, isso aqui é muito mole, é muito muito muita informação. É, eu entendo, mas o que que acontece na no início da prófase? Os centrômeros vão cada um para um lado da célula. Resumindo, tá? Os cromossomos estão condensados. Os centrômeros, que são estas estruturas aqui, elas vão polarizar, então vai cada

48:05 um para um lado da célula e eles vão começar soltar microtúbulos do fuso mitótico para começar a puxar os cromossomos cada um para um lado, tá? Então aqui eles vão organizar as estruturas necessárias paraa célula se dividir. Resumindo, é isso aí, tá? Aí nós vamos paraa próáfase, isso ainda na fase M, tá? E o que que acontece aqui na próetáfase? O principal evento, o envoltório nuclear se rompe. Então, a membrana que separava o núcleo do citoplasma se desfaz, ela se rompe e tudo ali se abre, tá? Aí o que que acontece?

48:52 acontece a formação do cinetócoro na região Centroamérica. Aí você fala, é o quê? Cinetóco, pessoal, são essas bolinhas aqui, ó. Tão vendo que ficam bem aqui na região centromérica. Crômero, centromérica é essa cinturinha do cromossomo, tá? Então eles vão formar esse cinetocoro, que é essa estruturazinha que fica aqui na cinturinha do cromossomo. Os microtúbulos que ficam ligados a esse cinetocoro, eles vão se associar e eles exercem eh alguma tensão sobre as cromátides. Professora do céu, o que que são cromátides? Um cromossomo, pessoal,

49:37 ele é um X, né? Certo? A cromátide é o quê? A metadinha do cromossomo, na verdade ele não é um X que se atravessa, tá? Ele é uma estrutura assim, ó, que se liga, tá? Então, o que que acontece? O cineto nada mais é do que uma estrutura que vai separar a Amanda, já chamando Jesus, vai separar o cromossomo em dois, tá? Então, e esse cineto ele se forma ali na cintura do cromossomo, ele tem microtúbulos que vão exercer uma tensão ali no cromossomo e eles vão dividir o cromossomo no meio, tá? E aí vem uma uma enzima chamada separase, que vai remover eh a ligação

50:26 ali entre os braços do cromossomo. Então ali aconteceu já a formação dos microtúbulos e do cinetócoro que vai separar os cromossomos no meio. Na metáfase, pessoal, a gente vai ter a formação de várias fibras de microtubos. E aí o que que acontece? Os cromossomos que foram duplicados, ou seja, todos eles, né, vão atingir a condensação máxima, vão se alinhar no centro da célula e vão formar a placa equatorial, que é isso aqui, tá? é equatorial por causa do do equador, não é equatorial porque ela fica bem no meio da célula, tá? As

51:14 fibras do tubo vão se ligar então no ceneto e vão garantir que cada cromate de irmã esteja conectada a um polo oposto da célula antes da separação. Então o que que acontece neste momento? Na metáfase, a gente vai ter três tipos de fibra de microtúbulos diferentes. Nós vamos ter as fibras astrais, que elas saem lá do cent do do do centrômero e vão se estender na direção da periferia celular. Qual que é a função dessas dessas fibras astrais? Fixar os centrômeros ali, tá? eles vão fixar ali. Nós temos as fibras polares que estão em

52:00 azuis, tá? Que elas vão eh cruzar ali a placa equatorial para estabilizar essa separação dos cromossomos. E nós vamos ter as fibras cinetócricas que vão ligar as vão, meu Deus, voltei. Que vão se ligar nos cinetocoros dos cromossomos e vão puxar as cromátides irmãs, uma para cada lado, tá bom? Então aqui é a explicação do que tudo acontece ali, que eu já expliquei para vocês, então eu vou passar paraa frente. E aí nós chegamos na anáfase, Edilene. Na metáfase os cromossomos ficam alinhados no centro da célula.

52:46 Esse alinhamento é a placa equatorial, tá? Vamos lá. Na anáfase, as cromátides irmãs se separam e são puxadas pelas fibras do fuso mitótico pros polos opostos da célula. Ao mesmo tempo, essa célula começa a se alongar e vai garantir que cada futura célula filha receba uma cópia idêntica de cada cromossomo. Beleza, gente? Então, o que que acontece neste momento? A célula começa a se partir no meio, tá? Ela separou os cromossomos aqui. Cada pedacinho que tá indo para cada lado era o xizinho do cromossomo, tá? Então a gente formou o

53:32 cinetócro. Aqui vem as fibras do fuso mitótico, se ligam nesse cinetócoro e puxam. Elas rasgam o cromossomo no meio e aí cada célula nova vai vir com uma um cromossomo eh idêntico à outra. Quanto tempo que dura todo esse processo de divisão? Em torno de 24 horas. Aí nós vamos ter a telófase, que é a formação, né? A os cromossomos vão chegar ali em cada polo e eles vão começar a se descondensar, eles vão começar a se afrouchar e novos envelopes nucleares são formados originando novos núcleos. Então, na telófase, a gente vai ter a formação de um núcleo novo em cada

54:18 uma das células filhas. E na citosinese acontece finalmente a divisão do citoplasma. Então, telófase é a formação de um novo núcleo, citosinese é a separação do citoplasma, tá? Então agora de uma célula a gente vai ter duas células geneticamente idênticas. E aí nós vamos para a meiose. Olá, teve uma aluna que falou assim: "Ah, eu queria ver isso no microscópio." Se você olhar a imagem que tá na abertura dessa aula, você vai ver a os cromossomos todos na anáfase. Tem, eu acho que alguns núcleos. Quando você olha isso em células de cebola, por exemplo, que são muitas células, né, que você consegue

55:05 visualizar, eh, você vê isso perfeitamente. Então, na abertura da nossa aula, pessoal, lá no primeiro slide, eh, vocês conseguem ver imagens de, eu acho que duas ou três células em anáfase, que é bem essa parte da divisão ali dos cromossomos, tá? que eu não vou voltar porque senão vai dar um um ruim na nossa cabeça. E aí nós chegamos. Então, eh, tem Marlon, tem imagens reais disso. É que como eu eu dou aula de casa, a gente não consegue ver isso, mas tem lâminas que a gente vê geralmente eh através da coloração, por exemplo, de daquela pelinha da cebola. Aquela pelizinha da cebola é boa para ver isso porque são muitas células pequenininhas, todas

55:51 grudadinhas. Então a gente vê várias fases do ciclo celular acontecendo ao mesmo tempo. E é um material fácil de você obter. Você consegue pegar um campo muito vasto, né? Então a gente consegue ver isso bem facilzinho. Se você procurar, por exemplo, ciclo celular, células de cebola, muitas vezes você vai encontrar aquilo bonitinho no no Google, mas dá para ver sim, tá? Eh, então vamos lá. Nós vimos a mitose, que é o que acontece em qualquer tecido que está se renovando ou que está crescendo. Agora a gente vai ver a meiose, que é o quê? Uma parte da formação dos nossos gametas nas gônadas, né? Então vai

56:39 acontecer isso para formar o ossisto primário lá no ovário da mulher. e para formar também eh o a espermátide, que é um dos processos evolutivos primordiais dali da formação do espermatozoide no testículo, né, do homem. Então, o que que acontece na meiose? É uma divisão celular que vai reduzir pela metade o número de cromossomos. Então, vai formar células com metade dos cromossomos. Essas células, elas são chamadas de aploides. As células que são formadas na mitose são chamadas diploides. Aploide tem um cromossomo de cada tipo.

57:26 Diploides tem dois cromossomos de cada tipo tá? Então assim, pessoal, vamos primeiro entender como é que funciona a parte de conjunto cromossômico humano, tá? Numa célula de ploide, nós vamos ter o quê? 46 cromossomos. Mas não são 46 cromossomos separados, tá? Eles vão ser 22 pares de cromossomos mais um par que é chamado de sexual. Aí ele pode ser XX ou X Y, tá? Então, eh, nós temos em todas as células, eh, humanas esse conjunto com

58:11 22 pares mais um par sexual, que pode ser XX ou XY. Então, quando a gente fala de um conjunto cromossomo, a gente fala no termo N, tá? Uma célula que é dividida por mitose, ela é uma célula diploide ou 2n. uma célula que é gerada na meiose, que tem um conjunto cromossômico só, ela é uma célula ploide e tem apenas um N, tá? Então, o que que acontece neste processo? uma célula diploide que tem esses 46 cromossomos, ou seja, 23 cromossomos em

58:56 pares, elas vão formar uma célula ou um gameta aploide. Então, ela vai ter apenas um cromossomo de cada par. E aí, o que que vai acontecer na meiose? a célula vai passar por uma duplicação do DNA e depois por duas divisões consecutivas e vão gerar então células aploides geneticamente diferentes, tá? Então, antes da gente começar a falar da meiose, a gente precisa diferenciar o que são cromossomos homólogos e o que são cromátides irmãs. Então, cromossomos homólogos, pessoal, só deixa eu abrir um pouco a janela. senão vamos recuzida aqui. Cromossomos

59:42 homólogos, eles formam um par sendo herdado um de da mãe e um do pai. Então aqui, por exemplo, na nossa imagem, o par de cromossomo um é um par de cromossomo homólogo, tá? Já as cromátides irmãs, elas são duas cópias idênticas de um cromossomo após a duplicação do DNA. Aí você fala: "Meu Deus, é o quê, professora?" Vamos lá, gente. Antes da duplicação de DNA, nós vamos ter um cromossomo materno e um cromossomo paterno, tá? Eles têm os mesmos genes iguais. Os genes, vamos, vamos dar um exemplo aqui. Aqui nós temos o

1:00:27 cromossomo com os genes que vão formar a pele, tá? Vou dar só um exemplo aleatório. A pele, beleza? Então, nós temos o gene materno e o gene eh paterno, tá? São os mesmos genes, mas podem ter alelos diferentes. Aconteceu a duplicação do DNA. Então aqui, pessoal, depois que acontece a duplicação, o gene da mãe ele vai formar uma outra barrinha aqui do lado, tá? Deixa eu mudar a cor aqui da da caneta para ficar mais menos difícil de entender. Vai formar uma outra barrinha aqui do lado e vai se unir e vai formar o quê? Cromateirmãs. Então este aqui era o gene original.

1:01:15 Esta aqui é o gene novo que foi formado, tá? Então acontece a duplicação do DNA e a gente vai formar então o cromossomo que a gente conhece, beleza? Então eles são eh cromossomos homólogos. O cromossomo do pai faz a mesma coisa, ele vai lá e produz uma outra metade, uma outra cópia deste cromossomo aqui, que é o cromossomo do pai. E aí eles se ligam e formam então as cromátides irmãs. Aqui é uma cromátide, aqui é outra cromátide. O cromossomo da mãe e do pai são cromossomos homólogos, ou seja, são os cromossomos da mãe que tem as características da pele dela e as os

1:02:02 genes do pai lá, o cromossomo do pai, que tem as características de pele do pai, tá? Então eles são cromossomos com os mesmos genes, são cromossomos homólogos, tá? Então quando a gente fala de cromossomo homólogo, a gente tá falando de um cromossomo da mãe que se duplicou e um cromossomo do pai. Quando a gente fala de cromátide, é o mesmo cromossomo que se duplicou, não ajudou, né, pessoal? Vamos lá. Vamos de novo. Aqui nós temos o cromossomo materno. Vamos apagar tudo isso aqui. O cromossomo materno é o roxinho e é este cromossomo que define a cor do olho da mãe. Vou usar meus filhos de exemplo, tá? Então, eu tenho

1:02:49 um olho azul, meu marido tem um olho castanho. Formei meus filhos. Meus filhos estão lá sendo formados. O meu filho mais velho, ele tem um olho castanho. O meu filho mais novo tem um olho verde, tá? Então, o que que acontece? Na formação dos meus filhos, veio lá o meu cromossomo, tá? Com a minha identificação, com os meus genes de olhos azuis. E veio aqui o cromossomo do meu marido com informação dos olhos dele castanhos, tá? Quando eu falo isso, pessoal, as nossas características elas ficam no mesmo local. Então, vamos dar um exemplo. A cor do nosso olho, eu não sei exatamente em qual cromossomo que isso fica, tá? Mas é só um exemplo, a cor do olho da

1:03:36 pessoa fica localizado nos genes que estão localizados lá no cromossomo três. Por exemplo, o cromossomo três, quando eu falo de cromossomo homólogo, vai ter a informação do pai e da mãe da gente, tá? Então, meu filho Samuel, que tem um olho castanho, ele tem lá no cromossomo três informação minha e do meu marido. No momento da duplicação desse DNA, o meu cromossomo, que é esse aqui, ele se duplica e aí ele forma uma outra metadinha, tá? Ele forma uma cromate de irmã. Então, na duplicação, esta informação que tava aqui nesse bracinho, ele forma um outro bracinho igual. Ó, você tá vendo que

1:04:22 aqui tem o GNA, aqui também tem o GNA, mas isso aqui é o meu cromossomo. É o cromossomo com as minhas informações. Aqui tem o GNB, aqui tem o GNC, aqui tem o GNB e aqui tem o GNC. É como se o cromossomo se espelhasse. Ele duplica o DNA e ele se espelha, tá? Então ele forma isso daqui. Então quando eu falo de cromossomos homólogos, são genes iguais que vêm do pai e vem da mãe no mesmo local lá no cromossomo três, que tem a informação da cor do olho. Quando eu falo de cromate de irmã, é um pedacinho do cromossomo que formou uma outra cópia dele e ficou grudadinha para que no momento da separação das células, essa informação vá cada um para um lado, tá bom?

1:05:08 E assim, na mitose ou na meiose elas vão compartilhar toda a interfase e a duplicação do DNA lá na fase F, eh, S, perdão. Então, o que que acontece? O ciclo celular, ele vai acontecer de uma forma muito igual em qualquer célula do nosso corpo, seja gameta ou não, tá? Então, a interérfase e a duplicação na fase F acontece da mesma forma, tanto paraas células que fazem mitose quanto paraas células que fazem meiose, tá? Na mitose os homólogos não se emparelham, tá? E uma divisão produz duas células iguais. Então, o que que acontece na mitose? Tem lá a interérfase que a

1:05:53 célula tá crescendo, tá vivendo. Deixa eu trocar a cor da caneta para aí. a interérfase onde a célula tá crescendo e vivendo, a duplicação do DNA, tá? Onde cada cromossomo produz então duas cromátides irmãs. Aqui 46 cromossomos, um par, eh dois cromossomos de cada estação. Na mitose, pessoal, o que que acontece? Os homólogos, eles não se emparelham, certo? Então, metadinha vai para um lado, metadinha dessa a cromátidãs, elas se separam e aí uma cromátide vai para um lado, para uma célula, a outra cromátide vai para outro. Então depois a gente vai ter

1:06:38 duas células de ploides iguais e uma divisão apenas, tá? Lá, Franciele falou muito bem, a mitose distribui o material que já foi duplicado. Na meiose acontece um processo chamado crossing over. E o que que é isso? Os homólogos vão se emparelhar. Então, todos os cromossomos três vão se emparelhar um com o outro, tá? E aí o que que acontece? eles vão trocar informações. Então, por exemplo, o cromossomo três, que tem as informações genéticas para a cor do olho, eh, elas vão se misturar, vai vir informações do cromossomo do pai, informações do cromossomo da mãe e vão

1:07:25 misturar ali para se formar, então, novas informações, beleza? na meiose. Então aqui depois na meiose um acontece a separação desses homólogos e na meiose dois acontece a separação das cromátides. A Sara fez uma pergunta que eu não sei se eu entendi. Cromát irmã só acontece no gene masculino? Claro que não. Ela acontece em qualquer célula, em qualquer gene masculino, feminino, do pai, da mãe, tanto faz, tá? Eh, então o que que vai acontecer neste momento? Vamos pensar em células gametas, em óvulos e espermatozóides. Nós vamos pegar células que têm metade

1:08:10 do conjunto de cromossomos, elas vão se emparelhar cromossomo um com cromossomo um, cromossomo dois com cromossomo dois. Elas vão fazer a meiose um porque elas fazem essa troca de informações e aí depois elas separam os homólogos. separou os homólogos, elas separam novamente com as cromátides separadas dessa vez. Então, vamos ver por imagens e bagens como que isso acontece. Vamos lá. Meiose um. Os homólogos se emparelharam. cromossomo um do pai que tava lá na espermatozoide emparelhou com o cromossomo um da mãe que estava lá no óvulo, tá? Aqui a gente chama também de

1:08:59 eh divisão reducional, porque vai reduzir o número de cromossomos pela metade, gente. Gameta com gameta, 23 cromossomos com 23 cromossomos é um cromossomo de cada eh cada um dos 23 ali que a gente tem, tá? Eles vão se juntar. e emparelhou os homólogos. No momento que o espermatozoide se junta com o óvulo e começa a duplicação, a gente vai ter uma célula de ploide. 23 cromossomos da mãe, 23 cromossomos do pai, são 46 cromossomos. É uma é uma um dois conjuntos cromossomos cromossômicos.

1:09:45 Neste momento acontece o crossing over, ou seja, o cromossomo do pai que tá em azul, ele dá um pedacinho dele para eh o cromossomo da mãe. E é o mesmo acontece aqui, que o cromossomo da mãe dá um pedacinho do cromossomo dela para o cromossomo do pai. E aí nesta divisão reducional ou mitose um, é que acontece a separação desses homólogos e voltamos a ter células aploides com um cromossomo só de cada tipo, tá bom? Aí nós vamos ter a prófase, que é a fase mais longa e característica da meiose. E acontece tudo isso daqui. Os cromossomos se condensam, os cromossomos homólogos, um da mãe e um do

1:10:31 pai se emparelham. Cada par forma eh um conjunto bivalente contendo quatro cromátides, tá? Então pensa bem, aqui era um cromossomo da mãe com duas cromátides cada um. Aqui era um cromossomo do pai com duas cromátides cada um. Cromátide, pessoal, é a metadinha da do cromossomo, tá? Eh, as cromátides não irmãs podem trocar partes equivalentes de DNA por crossing over. Então, olha só o que que são cromátides não irmãs. Esta cromátide aqui, ela é a irmã da outra cromátide que também é vermelha, certo? Então elas não podem trocar genes. Mas esta cromate

1:11:17 de aqui, deixa eu só mudar a cor da caneta. Esta cromate de aqui, ó, ela não é irmã desta daqui, porque essa, esse aqui era o cromossomo do pai. Então, ela troca informação, ó. Ela pode fazer esse crossing over e trocar informações, tá? Os pontos de contato visíveis que acontece, o contato, ou seja, esta região aqui onde eles se ligam, onde um cromossomo liga no outro, é chamado de quiasma, tá? E o envelope nuclear, então, vai desaparecer nesse processo e o fuso mitótico, então, é formado. Aí, pessoal, nós vamos paraa outra fase da meiose, que é chamada fase eh

1:12:03 metáfase um. Aqui na metáfase um, os pares de cromossomos homólogos, eles vão se alinhar no centro da célula. Então, pensa que esse aqui é o par de cromossomo um, tá? cromossomo um do pai, cromossomo um da mãe. Opa. A orientação, gente, de cada par é aleatória. Então, vai contribuir para quê? Paraa variabilidade genética. Que que isso quer dizer? As nossas características. Meu marido, ele é descendente de negros e espanhóis, então ele é bem moreno de pele. Eu branquela desse jeito. Nossos filhos nasceram mais branquinhos, mas eles bronzeiam com muito mais facilidade. Eu, se for pro

1:12:49 sol, viro o quê? Um tomatão. Meus filhos não fazem marquinha e tudo mais. Isso se chama variabilidade genética. Se fosse só o meu DNA, meus filhos também não iam bronzear. Mas como tem ali genes da pele do meu marido, eles conseguem eh bronzear, tá? Então a meiose ela é extremamente importante para isso, variabilidade genética. Isso aqui é muito protetor para pra nossa evolução. Vou dar um exemplo, tá? Existe um estudo dentro da psiquiatria que fala que isso eh a isso tudo que eu tô falando para vocês acontece durante a fecundação, tá? durante a união do espermatozódio com óvulo, tem um estudo dentro da psiquiatria que fala, por

1:13:35 exemplo, que populações pouco missigenadas, ou seja, com pouca mistura de raças e cores diferentes, enfim, elas têm uma maior incidência de psicopatias, porque a variabilidade genética, por exemplo, que acontece aqui no Brasil, que é tudo junto e misturado, vai eliminando esses genes que levam à psicopatia. Olha que interessante. Então, a meiosa é extremamente importante paraa variabilidade genética e a variabilidade genética é fundamental para evolução eh da humanidade. Beleza? Depois nós vamos paraa anáfase um, tá? Que é onde os cromossomos homólogos, vamos lembrar aqui, ó, que aqui é o cromossomo um da mãe e o cromossomo um do pai. Eles vão se separar para polos

1:14:23 opostos, mas as cromátides irmãs continuam unidas. E aí nós temos a telófase, que é a formação de um novo núcleo, e a citosinese, que é a divisão eh do citoplasma. Gente, a meiose começou com duas células aploides, com 23 cromossomos. juntou gameta masculino, gameta feminino, virou uma célula de ploide com 46 cromossomos. Eles se misturaram ali, trocaram figurinhas, trocaram informações e separaram novamente em duas células aploides de novo, só que misturado tá? Aí nós vamos pro processo de meiose

1:15:09 dois, que é a separação das cromátides irmãs. E aqui, pessoal, a gente pode chamar também de divisão equacional, por a gente vai fazer um processo muito parecido com a mitose, tá? E aqui a gente vai então eh manter ali o número de cromossomos que já acontecia. Então, o que que acontece na prófase dois? Os cromossomos se condensam novamente, o envelope nuclear desaparece e caso tenha eh sido reconstruído, né, ele vai desaparecer se já tinha formado. E forma-se um novo fuso em cada célula. Então, aparece aqui, ó, o centrômero, cada um de um lado, começa a se formar o

1:15:54 fuso de de divisão aqui, né? Vamos pra metáfase dois. onde os cromossomos se alinham, tá no meio ali de cada célula e as fibras do fuso ligam-se no cinetocoros de cada uma das cromátides irmãs. Na anáfase dois, o centrômero se divide, as cromátides irmãs se separam e migram para polos opostos. Cada cromátide passa a ser considerada um cromossomo independente. Aí nós vamos ter a telófase, que é a formação de um novo núcleo, e a citosinese, que é a divisão do citoplasma. E aí, pessoal, neste momento, nós vamos

1:16:42 ter quatro células com informações genéticas diferentes. Por quê? Porque os cromossomos se ligaram, eles se combinaram ali, tá? Então aqui a meiose, gente, aonde que ela vai acontecer? Apenas nossos gametas, ou seja, nas gônadas, no ovário da mulher, no testículo do homem. Então é só ali que isso acontece e é o que faz a gente ter essas características, ser parecido com o pai, ser parecido com a mãe, misturar tudo, tem uma característica do pai, uma característica da mãe e por aí vai, tá bom? Bom, pessoal, aqui acabou o nosso a nossa aula. Hoje eu não fiz perguntinha

1:17:28 no final da aula porque era muito conteúdo. Eu achei que de repente uma perguntinha ia confundir mais. Profe, quer me passar algumas perguntas pra gente já ir respondendo? Sim, temos muitas perguntas, pessoal. Então, já adianto aqui que a professora não vai conseguir responder todas longe disso, tá? Eh, professora vai responder algumas até nós chegarmos aí no nosso no horário do final da aula, mas eu vou enviar todas essas perguntas paraa professora, ela vai me retornar com as respostas e nós mediadores postaremos as respostas lá na sala do café, tá bom?

1:18:16 Então, vamos para uma pergunta interessante aqui, professora. O Fábio pergun Fábio não, Fabíula, perdão. Profe, como é possível a minha filha ter os olhos verdes, sendo que nem eu e nem o meu esposo temos olhos verdes? Como é possível? >> Fabíola, essa é uma discussão que sempre acontece. Sempre acontece. E que que eu vou te dizer? Para todas as nossas características físicas, a gente não tem apenas um gene, a não ser pro tipo sanguíneo. Aí o tipo sanguíneo realmente tem que ser aquele padrãozinho. Mas, por exemplo, uma vez, eu lembro que a gente estava numa discussão sobre isso, eu e

1:19:02 minhas colegas que trabalhavam lá no hospital e a gente foi pesquisar e achou um livro que falava que para cada característica física nossa, nós temos pelo menos seis genes que controlam tudo isso. Então assim, a sua filha ter um olho verde pode ter acontecido o quê? Pode ter acontecido uma mutação em um desses genes, em um desses seis genes. Ela pode ter herdado realmente uma um gene que não manifestou em você e aí veio de outro parente. E isso, gente, hoje em dia, com todo esse conhecimento e tudo mais, a gente sabe que tá um pouco mais tranquilo, mas a minha mãe passou por isso também. Meus avós todos tinham os olhos castanhos. Eles tiveram nove filhos, oito, mentira, sete, com

1:19:48 olhos castanhos. Minha mãe, a penúltima, apareceu com olho verde. Meu vô ficou pistola, deu um bafafá danado. Mas por quê? Uma tia da minha avó, de não sei da onde tinha olhos verdes. E aí manifestou na minha mãe. [roncando] Então, assim,

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