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0:00 quanto nos polos de apoio aos estudantes da educação à distância. No ensino presencial, oferecemos cursos de graduação, pós-graduação, além de mestrado e doutorado, e programas de bolsas de estudos para atletas. Nossos camp contam com infraestrutura completa e ambientes vibrantes que inspiram criatividade, como laboratórios, estúdios de rádio e TV e clínicas escola com atendimento à comunidade. Em uma área de 380 ha está instalada a nossa fazenda escola, onde desenvolvemos projetos de ensino, pesquisa [música] e extensão nos centros de biotecnologia e de atendimento à Fauna Silvestre e no Hospital de Equinos, um dos maiores do sul do país.
0:47 O curso de medicina da Unicesumar é um dos melhores do Brasil, onde os alunos vivenciam a prática da profissão desde o primeiro ano. Laboratório de simulações clínicas, os estudantes contamins altamente tecnológicos que simulam diversas condições de saúde. Além disso, a Unicesumar tem convênio com instituições renomadas e oferece residência médica em diversas especialidades. Temos orgulho em dizer que já formamos milhares de médicos e médicas com um olhar humanista de acolhimento e respeito aos seus pacientes. E esse mesmo orgulho em formar tantos profissionais no ensino presencial nos impulsionou a realizar sonhos também por meio da educação à distância. Hoje podemos dizer que somos referência no
1:34 mercado da educação digital. Na nossa EDTEC, desenvolvemos recursos inovadores para que os estudantes tenham uma experiência imersiva durante todo o curso. Aqui a tecnologia atua em favor do aprendizado para formar [música] profissionais que atendam aos desafios no mercado de trabalho. Com uma metodologia flexível que possibilita ao aluno estudar do seu tempo e de onde estiver, oferecemos qualificação voltada à prática profissional. Os cursos de graduação à distância são focados em quem busca uma formação que cabe na rotina. E nas áreas de saúde, bem-estar e engenharias, nós contamos com a nossa metodologia híbrida que alia a flexibilidade da EAD à experiência prática do ensino presencial. Na
2:20 educação continuada, nós priorizamos o desenvolvimento constante de quem passa por aqui, proporcionando novos conhecimentos a quem deseja começar ou mudar de carreira ou manter-se [música] atualizado para um mundo em constante mudança. Para quem tem pressa em conquistar o primeiro emprego, cursos técnicos e profissionalizantes. E para quem busca se especializar e dar salto profissional, temos a pós-graduação à distância. Na Unicesumar, a inovação está em tudo, inclusive nos programas de capacitação dos nossos professores. Aqui promovemos a formação contínua do corpo docente para o desenvolvimento das habilidades que vão apoiá-los em toda a trajetória profissional, por meio da criatividade e da tecnologia. Uma coisa é fato, professores bem preparados fazem
3:08 toda a diferença no sucesso dos seus alunos. E quando esses alunos colocam em prática tudo que aprenderam, eles se tornam nosso legado para o mundo. Porque aqui a gente forma muito mais do que profissionais. Nós formamos pessoas. Unicesumar, educação que muda realidades. Sabe o que mais importa para Unissesumar? [música] gente e educação, ou melhor, gente sendo transformada pela educação, gente que estuda aqui e gente que trabalha aqui. É por eles que nós nos superamos sempre para ser referência [música] em ensino e promover oportunidades de mudança. Quem muda uma vida muda uma realidade e assim
3:53 a gente muda o mundo. E como tudo isso começou? [música] Com o professor Wilson Matos lá em 1990 em Maringá, no Paraná. Na época, com apenas dois cursos, 180 estudantes e a vontade enorme de fazer a educação acontecer. De lá para cá, nós crescemos muito e a partir de 2022, com a vitroeducação, temos início a uma nova fase, tornando o ensino ainda mais acessível a todos. Hoje estamos em várias cidades do Brasil, tanto nos campo do ensino presencial quanto nos polos de apoio aos estudantes da educação à distância. No ensino presencial, oferecemos cursos de graduação, pós-graduação, além de mestrado e doutorado, e programas de bolsas de estudos para atletas. Nossos
4:40 camp contam com infraestrutura completa e ambientes vibrantes que inspiram criatividade [música] como laboratórios, estúdios de rádio e TV e clínicas escola com atendimento à comunidade. Em uma área de 380 ha está instalada a nossa fazenda escola, onde desenvolvemos projetos de ensino, pesquisa e extensão nos centros de biotecnologia e de atendimento à fauna silvestre e no hospital de equinos, um dos maiores do sul do país. Curso de medicina da Unicesumar é um dos melhores do Brasil, onde os alunos vivenciam a prática da profissão desde o primeiro ano. Laboratório de simulações clínicas, os estudantes contamins
5:25 altamente tecnológicos que simulam diversas condições de saúde. Além disso, a Unicesumar tem convênio com instituições renomadas e oferece residência médica em diversas especialidades. Temos orgulho em dizer que já formamos milhares de médicos e médicas com um olhar humanista de acolhimento e respeito aos seus pacientes. E esse mesmo orgulho em formar tantos profissionais no ensino presencial nos impulsionou a realizar sonhos também por meio da educação à distância. Hoje podemos dizer que somos referência no mercado da educação digital. Na nossa EDTEC, desenvolvemos recursos inovadores para que os estudantes tenham uma experiência imersiva durante todo o curso. Aqui a tecnologia atua em favor
6:12 do aprendizado [música] para formar profissionais que atendam aos desafios no mercado de trabalho. Com uma metodologia flexível que possibilita ao aluno estudar do seu tempo e de onde estiver, oferecemos qualificação voltada à prática profissional. Os cursos de graduação à distância são focados em quem busca uma formação que cabe na [música] rotina. E nas áreas de saúde, bem-estar e engenharias, nós contamos com a nossa metodologia híbrida que alia [música] a flexibilidade da EAD à experiência prática do ensino presencial. Na educação continuada, nós priorizamos o desenvolvimento constante de quem passa por aqui, proporcionando novos conhecimentos a quem deseja começar ou mudar de carreira ou manter-se atualizado para um mundo em
6:58 constante mudança. Para quem tem pressa em conquistar o primeiro emprego, cursos técnicos e profissionalizantes. E para quem busca se especializar e dar salto profissional, temos a pós-graduação à distância. Na Unicesumar, a inovação está em tudo, inclusive nos programas de capacitação dos nossos professores. Aqui promovemos a formação contínua do corpo docente para o desenvolvimento das habilidades que vão apoiá-los em toda a trajetória profissional, por meio da criatividade e da tecnologia. Uma coisa é fato, professores bem preparados fazem toda a diferença no sucesso dos seus alunos. E quando esses alunos colocam em prática tudo que aprenderam, eles se tornam nosso legado para o mundo. Porque aqui a gente forma muito mais do que
7:44 profissionais. Nós formamos pessoas. Unicesumar, educação que muda realidades. Sabe o que mais importa [música] para Unisumar? gente e educação, ou melhor, gente sendo transformada pela educação, gente que estuda aqui e gente que trabalha aqui. É por eles que nós nos superamos sempre para ser referência em ensino e promover oportunidades de mudança. Quem muda uma vida muda uma realidade e assim a gente muda o mundo. E como tudo isso começou? Com o professor Wilson Matos lá em 1990 em Maringá, no Paraná. Na época, com apenas dois cursos, 180 estudantes e a vontade
8:31 enorme de fazer a educação acontecer. De lá para cá, nós crescemos muito e a partir de 2022, com a Vitroeducação, demos início a uma nova fase, tornando o ensino ainda mais acessível a todos. Hoje estamos em várias cidades do Brasil, tanto nos camps ensino presencial quanto nos polos de apoio aos estudantes da educação à distância. No ensino presencial, oferecemos cursos de graduação, pós-graduação, além de mestrado e doutorado, e programas de bolsas de estudos para atletas. Nossos camp contam com infraestrutura completa e ambientes vibrantes que inspiram criatividade, como laboratórios, estúdios de rádio e TV e clínicas escola com atendimento à comunidade.
9:18 Em uma área de 380 ha está instalada a nossa fazenda escola, onde desenvolvemos projetos de ensino, pesquisa e extensão nos centros de biotecnologia e de atendimento à fauna silvestre e no hospital de equinos, um dos maiores do sul do país.
10:04 Olá, boa noite, estudantes. Sejam todos bem-vindos à nossa quarta e última aula ao vivo da disciplina de cenários econômicos. É uma alegria estar aqui com vocês novamente para mais uma aula ao vivo. Espero que vocês tenham aproveitado as aulas, todo o conteúdo que a professora proporcionou ao longo dessa disciplina. Bom, quero lembrá-los da importância da realização das atividades avaliativas que ainda estão disponíveis lá no ambiente da disciplina. Atividade estudo dois, atividade de estudo três e atividade mapa. Então, realize com atenção, com dedicação. Não deixe para realizar essas
10:51 atividades próximo à data de encerramento, para que não ocorra nenhum imprevisto e vocês não consigam finalizar essas atividades. E se houver alguma dúvida com relação à realização da atividade mapa, a professora Daniela gravou um vídeo de orientação paraa realização dessa atividade. Então você pode estar acessando esse vídeo lá no ambiente da disciplina, em material da disciplina, tá certo? Bom, espero que vocês aproveitem essa aula ao vivo. Se vocês não puderam acompanhar as demais aulas, vocês poderão assistir quando quiserem, quando preferirem, porque essas aulas estão salvas lá no ambiente da disciplina, tá certo? Desejo a todos uma ótima aula. É com você, professora Daniela. Oi, gente, muito boa noite. Sejam muito
11:39 bem-vindos à quarta e última aula da disciplina de cenários pós feriadão, hein? Como é que tá a animação dessa turma? Como é que tá a disposição dessa turma? Porque um feriadão prolongado é sempre muito bem-vindo, né? E eu espero que vocês tenham aproveitado a oportunidade para colocar as atividades em dia, para fazer todo tudo aquilo que tava acumulado dos estudos, né? porque nós estamos chegando ao final da disciplina e precisamos efetivamente entregar as atividades para concluí-la com sucesso. Na noite de hoje, nós vamos estar encerrando a disciplina falando de dois conteúdos muito importantes. Nós vamos falar de setor externo e nós vamos falar um
12:24 pouquinho também a respeito de falhas de mercado. Então, preparem-se porque na noite de hoje nós vamos aprender coisas muito legais e também um pouco complexas. Todas as vezes que a gente vai falar de setor externo, todas as vezes que a gente vai falar eh de relações de comércio do Brasil com o resto do mundo, algumas questões que são importantes acabam dando aí uma certa confusão na nossa cabeça, mas eu estou aqui para ajudá-los, para atravessar esse esse finalzinho de disciplina e aprender um pouco mais a respeito desse conteúdo também, que é um conteúdo muito importante. Então, a gente começa as nossas discussões falando a respeito de economia internacional.
13:10 Gente, respira. Vamos pensar juntos. Quando a gente fala de economia internacional, automaticamente já vem na nossa mente as relações de comércio que o Brasil mantém com outras economias. É importante destacar que o Brasil ele mantém relações de comércio com outras economias e outras economias mantém relações de comércio com o Brasil. Inclusive a nossa atividade mapa, ela tem essa proposta, né, de discutir eh as relações de comércio entre o Brasil com outros com outras economias. Inclusive se fala sobre a formação de blocos econômicos que teria ali, eh, obviamente facilidades direcionamentos caminhos
13:56 abertos para que esse comércio, eh, para que o fluxo desse comércio aconteça de uma forma ainda mais natural e de ainda e uma forma ainda mais efetiva. Mas o que que a gente precisa pensar antes da gente iniciar realmente as discussões a respeito do comércio internacional? Por que que é efetivamente importante essas relações de comércio? Já pararam para pensar a respeito disso? Por que efetivamente o Brasil se relacionar com outros países e vice-versa, outros países se relacionarem com o Brasil? Por que que isso é importante? Tá? Então, é, é necessário a gente parar para refletir e pensar sobre esse questionamento.
14:42 Muitos alunos eles me e eh a gente geralmente quando tá conversando, quando eu tô trocando ideias aí com os meus alunos de modo geral, eh geralmente eles costumam me perguntar: "Professora, nós somos grandes produtores de grãos, nós somos excelentes na produção de etanol. Por que que os nossos grãos, tô dando um exemplo, tá gente? não necessariamente nessa ordem e nem no momento que nós estamos vivendo, mas eh isso é característico. Eh os alunos me perguntam se a gente é tão eficiente na produção de grãos, se somos tão eficientes na produção de etanol, por que que o etanol que a gente consome na economia doméstica é mais caro? Por que que todo o etanol produzido no Brasil é
15:27 a ou parte dele é comercializado, é enviado para outro país? Eh, por que que o Brasil tem tanta dificuldade na produção de determinados produtos e por esse motivo precisa importar tais produtos? Então, existem vários questionamentos nesse sentido que vão de encontro com o convite, a reflexão que eu acabei de fazer para vocês. Por que que é tão importante essas relações de comércio? Se você fosse um empresário, pode até ser que você seja empresário, né? Eu não conheço todos vocês de perto, mas a grande maioria de nós não somos empresários, somos trabalhadores que comercializamos a nossa mão de obra, mas temos eh também eh no nosso meio muitos empresários,
16:14 muito empreendedores. Então, se você é empresário ou se você é se é está simulando neste momento é ocupar essa cadeira, ser um empresário, se você produzisse um determinado produto ou prestasse um determinado serviço que tivesse demanda mundial e que tivesse aceitação mundial, você ia querer ou não comercializar o seu produto no setor externo? Se a sua resposta é sim, a próxima pergunta é: por qual motivo? E se a resposta for não, a próxima pergunta também é a mesma. Por qual motivo? Quando a gente começa a olhar essas relações de comércio sob a ótica
17:00 de quem produz e comercializa, é lógico que a gente começa a pensar como empresário. Então, o empresário, ele produz aquele produto eh da melhor maneira possível, da forma mais eficiente possível. E o objetivo que ele tem ao final desse processo é comercializar esse produto com lucro, sim ou não? Dito isso, esse empresário, ele vai buscar o quê? Mercados que, por sua vez, queiram aquele produto e que estão dispostos a pagar por ele. E aí, obviamente, esse empresário, em busca desses mercados, ele vai se preparar para poder atender as demandas existentes naqueles mercados que são
17:46 mais rentáveis, mais atrativos, mais constantes, mais acessíveis. entre outros. Então, se o setor externo ele se mostra mais atrativo, mais rentável, mais acessível, entre outras características, é óbvio que o empresário ele vai optar pelo setor externo. Isso não significa dizer que ele não vai produzir para atender a economia doméstica. Isso não significa dizer que ele também não vai comercializar no mercado interno, mas ele obviamente vai buscar as preferências dele em cima daquilo que efetivamente para ele traz os resultados que ele busca. Então isso é meio óbvio, né? A gente quando começa a pensar pela ótica do empresário, a gente pensa:
18:33 "Sim, óbvio, eu vou vender pros mercados mais atrativos, pros mercados que mais se interessam pelo meu produto, aonde eu consigo alcançar maior rentabilidade e ter os resultados que eu quero." E hoje, pessoal, num contexto de economia globalizada, o acesso a esses mercados eles estão muito mais abertos. Então vamos pensar se nós enquanto consumidores finais hoje, né, num conteg economia globalizada, se a gente tiver interesse por um produto estrangeiro, eh, e a gente tiver acesso a esse produto estrangeiro, a gente compra ou não compra? Obviamente que compra, né? Existem vários, né, inclusive sites gringos que
19:18 a gente adora dar uma passeada e comprar produtos estrangeiros. Sim ou não? E aí você se pergunta: "Ai, eu não vou comprar desse site gringo, eu vou lá e vou comprar um produto nacional para valorizar a minha eh economia doméstica, para valorizar a produção nacional." Ah, gente, se a gente pensasse nessa projeção, eh, com essa projeção, se a gente pensasse dessa forma, OK, mas a gente não pensa assim, a gente pensa no nosso gosto, no nosso consumo e no nosso bolso. Enquanto consumidores, quando a gente vai para mercado em busca de um determinado produto, principalmente em busca de produtos estrangeiros, porque a gente tem uma quedinha pelos produtos estrangeiros, a gente olha a qualidade,
20:06 a gente olha o preço, eh, e o nosso interesse com relação à aquele produto, pessoal. E aí o que que a gente faz? A gente compra o produto. A gente não tá nem aí com a economia nacional. A gente enquanto consumidor a gente pensa: "Eu quero aquele produto porque ele tá mais atrativo, tá mais interessante, o valor é mais rentável, o valor é mais acessível para mim, eu gosto do produto do que ele proporciona pro meu cabelo, pra minha pele, pro meu corpo, sei lá, independente do produto que você tiver selecionando e adquirindo." Então a gente pensa com a ótica do consumidor. A gente não tá preocupado com o empresário nacional que produz para entender, para atender a economia doméstica. A gente tá preocupado com aquele interesse, com aquela necessidade que a gente tem naquele momento. Eu tenho certeza que
20:52 vocês estão pensando, tem razão, isso mesmo, tá certa. E eu estou mesmo. Sabe por quê? Porque eu sou consumidora, igual a vocês. Então, quando eu me interesso por um determinado produto ou quando eu vou pesquisar um determinado produto, eu vou levar em consideração isso, né? E aquilo que vai me atender enquanto consumidora. E não me importa se esse produto ele tá vindo da China, se esse produto tá vindo dos Estados Unidos. Eu quero o produto. Eu quero que a minha, com o meu desejo, com a minha necessidade de consumidora, seja satisfeito. Então, é sobre essa perspectiva. E já o empresário, ele tem uma perspectiva diferente. Ele vai atrás dos consumidores, onde que está o meu
21:37 público alvo, né? O que que o meu público alvo quer do meu produto? E se o seu público alvo, né, o seu enquanto empresário estiver no setor externo, você enquanto empresa vai se preparar para poder atender essa economia, para poder atender essa demanda, tá? Então, dito isso, eu trouxe para vocês, como de costume, né, eu não podia deixar a última aula eh sem trazer uma frase para que a gente possa pensar e refletir a respeito dela. Provavelmente a gente não vai ter tempo de voltar nela ao final da aula. Mas é uma frase que a gente já vai conseguir iniciar as nossas reflexões e a gente vai conseguir ao longo da aula ir fazendo referências e menções a ela.
22:23 A frase diz o seguinte: "A visão do governo sobre economia pode ser resumida em três frases curtas. Se a economia se move, taxe-a. Se continuar em movimento, regule-a. Se ela parar de se mover, subsidia. Olha só que legal. Olha que que três frases curtas que mostram a importância e a interação do governo nos contextos de ordem econômica. Então ele diz, se a economia continuar se movimentando, vamos taxar, né? Se, perdão, se a economia estiver se movendo, vamos taxar. Se ela continuar se movimentando,
23:08 vamos regular. E se ela parar de se mover, vamos subsidiar para que a economia efetivamente se estabeleça e permaneça, eh, né, no no contexto eh que é necessário até que ela consiga se recuperar. Quais são os objetivos de aprendizagem que a gente tem então na aula de hoje? Então, como a gente vai falar de falhas de mercado e vamos falar também sobre economia internacional, nós temos como objetivos de aprendizagem compreender os fundamentos da economia internacional. E eu já comecei a falar com vocês a respeito disso, né, no início da nossa aula. Então, eu já comecei falar sobre a importância da gente compreender os fundamentos da
23:53 economia internacional. Além disso, nós vamos analisar os determinantes do crescimento econômico do país. Então, isso também é bem importante, porque a gente falou de crescimento econômico na primeira aula, na segunda aula, na terceira aula e na quarta aula nós vamos falar também fazendo menção eh a economia internacional. A gente vai falar também sobre os impactos da economia internacional e da da inserção dela no desenvolvimento econômico. A gente vai compreender o papel do Estado frente às falhas de mercado, que também é um assunto bem legal que eu tenho certeza que vocês vão conseguir lincar com o dia a dia, com a vivência de vocês. E por fim, a gente vai analisar a relação entre regulação estatal e crescimento econômico também. Pois bem,
24:42 tendo compreendido quais são os objetivos que nós temos, né, para para para atingir hoje na aula e até mesmo as metas de aprendizagem, vamos pensar num questionamento bastante importante. Vamos para uma problematização bastante importante paraa nossa aula de hoje. O que que leva os países a comercializarem entre si? Essa é a pergunta. Ou por que os países comercializam entre si. Eu já fiz para vocês uma breve, uma breve introdução, né, a respeito disso. Então, gente, o que que a gente é importante a gente pensar? Os países estabelecem relações de comércio porque há interesses óbvios de ganhos, né, de
25:27 ordem econômica. Então, existem países que são mais eficientes na produção de determinados produtos, existem países que não produzem determinados produtos e aí tem vários fatores pela não produção. Às vezes um fator climático, países muito frios, países muito quentes, culturas que não conseguem se desenvolver em países frios, culturas que não se desenvolvem em países muito quentes. Existem vários fatores, gente, vários fatores que podem dificultar a produção de determinados produtos e existem fatores de ordem natural também que podem facilitar. Então, nós sabemos que existem países ricos em petróleo, países ricos em determinadas eh vegetações, fauda, flora, solo, clima. E
26:16 a gente sabe que cada país eh tem também a sua característica produtiva, né? né? Então, aqueles países que são mais focados ou voltados pro setor agroexportador, como é o caso do Brasil, países que são países mais industriais, né, que são foc estão totalmente focados na questão da industrialização. Então, tudo isso é muito importante quando se fala dos motivos pelos quais os países se relacionam. Então, os países se relacionam de uma forma muito simples e objetiva, porque existe interesse. Ninguém vai manter uma relação de comércio com ninguém se não há interesse. Então, existem países que têm interesse nos produtos brasileiros, o
27:02 Brasil tem interesse em alguns produtos estrangeiros e assim sucessivamente. Então, os países vão comercializando, ó, quase derrubei o passador de slide. os países vão eh estabelecendo as relações de comércio justamente pelo fato de haver interesses nessa relação. Então, eu vendo o que você quer comprar, você me paga e eu lucro com isso. Eu compro o que você quer vender, eu te pago e você lucra com isso. E aí o contexto, né, o cenário, ele continua se desenvolvendo. Então os países é vão comercializando, né, vão estabelecendo essas relações de comércio em decorrência de uma combinação de fatores. Então não é só
27:47 querer vender. Então existe uma lógica de vantagens, existe uma lógica de necessidades que vão se desenvolvendo ao longo do processo. É, existe diferença, como eu disse para vocês, de recursos naturais, de especialização produtiva, de diferenciação de clima e geografia, economia cala, acesso à tecnologia e inovação, diversificação de consumo, eh atuações, né, fatores de ordem política e estratégica e até mesmo geração de riqueza. Então aqui eu trago para vocês oito oito exemplos de situações que que contribuem ou que justificam o fato do
28:33 Brasil e de outras economias estabelecerem relações de comércio. Então é por esse motivo que os países se relacionam. Então, existe um jogo de interesse, existem produtos de interesse, existem atuações de interesse e aí o comércio ele vai obviamente se desenvolvendo. E a gente tem que ir um pouco além. A gente não pode pensar que isso só se desenvolve ou só acontece e porque efetivamente aquele que tá vendendo quer lucrar e aquele que tá comprando quer satisfazer a sua necessidade. Por trás disso tem toda uma cadeia, né? E o que que isso significa? eh, que por trás disso empregos são mantidos, empregos são gerados,
29:18 crescimento econômico é gerado, porque se tá expandindo a capacidade produtiva eh do país, da atividade, a gente tá crescendo economicamente em alguns casos, a conversão desse crescimento em desenvolvimento econômico a depender do país e das políticas econômicas que estão sendo implementadas e por aí vai, pessoal. Então observem que quando a gente fala dos motivos que levam ou dos fatores que levam os países a comercializarem entre si, a gente precisa entender que além dos fatores, por trás disso tem todo um movimento que gera resultados bastante positivos. O que que é taxa de câmbio e para que que ela serve? É aqui que a gente começa
30:04 a entrar num num campo que geralmente gera muita dúvida, eh, e que os alunos acabam se confundindo. Mas eu vou explicar para vocês de uma maneira muito, muito, muito simples, tá? Eu tenho certeza que vocês vão conseguir entender. Eh, provavelmente alguns de vocês já tiveram uma oportunidade de viajar para fora do país, já tiveram oportunidade de conhecer outros países, outros ainda não, mas no momento oportuno irão. Então é importante aprender porque é necessário, né? Quando você vai viajar para um outro país a turismo ou até mesmo a trabalho, não adianta você pegar um voo aí na sua cidade e chegar lá nos Estados Unidos com R no bolso, porque você não vai
30:51 comprar nada. Se você chegar no aeroporto lá em Nova York, por exemplo, já que a gente tá simulando, vamos sonhar, gente. Vamos para Nova York. Não dá para morrer sem ir para Nova York. Então vamos, vamos simular nosso sonho indo para Nova York. Você vai chegar em Nova York e você vai ver lá os cafés eh dentro do aeroporto, enfim, tudo que um aeroporto oferece. Se você tiver com R$ 1 real no seu bolso ou se você tiver com um cartão de crédito nacional e não um cartão de crédito internacional autorizado para você usar durante a sua viagem, você não vai conseguir comprar absolutamente nada, porque lá o nosso real
31:36 ele não circula como ele circula no Brasil. Então, quando você vai fazer uma viagem para um outro país, você precisa comprar a moeda desse país. Então, aqui no Brasil, antes de você viajar, você vai até as casas de câmbio ou vai até os bancos, porque tem bancos que vendem a moeda também, geralmente Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, tá? E você vai lá e você vai comprar dólares. Então, o que que você vai fazer? Você vai dar lá dar reais para o banco ou para a casa de câmbio e vai receber em de volta dólares e vai viajar com os seus dólares para você poder conseguir fazer as suas compras. O que que você faz nesse processo? O que a gente chama, você está
32:22 cambiando, né? Você está fazendo a troca de moeda nacional por moeda estrangeira. Então é isso que a gente chama de taxa de câmbio, é a conversão da moeda nacional e moeda de outros países. Se você for para Europa, você vai comprar euro. Se você for para Argentina, você vai comprar peso. Então, quando você vai viajar para outros países, você já sabe que o país usa uma outra moeda. Você vai saber qual é a moeda que o país eh usa e você vai comprar a moeda desse país com os teus reais. Então você vai entregar reais aqui nas casas de câmbio e você vai tomar posse da moeda estrangeira do país que você vai viajar. Parece fácil o
33:07 processo e ele é na verdade, mas o que que a gente precisa fazer? A gente precisa analisar quanto tá a moeda. Até semana passada eu não sei quanto tá hoje. Eu acabei esquecendo de olhar para conversar com vocês. Mas na semana passada o dólar tava num valor maravilhoso. para quem tá de viagem marcada e tá comprando dólares, né, aproveitou, porque o dólar ele atingiu um valor considerado baixo comparado ao valor que ele já tinha assumido eh no nos últimos anos, inclusive, tá? Deiem uma pesquisada, vem quanto fechou o dólar hoje para mim, por favor, e compartilha com a professora que depois eu quero saber. E aí, o que que acontece, né? Vamos dar lá um exemplo. Quanto tá o
33:53 câmbio hoje? R$ 5. Então, significa que eu tenho que dispor de R$ 5 para adquirir uma unidade de dólar. Então é R$ 5 para é 5 por um. Então eu estou fazendo uma conversão da moeda nacional em moeda de outros países. Então se eu for numa casa de câmbio com R$ 10.000, eu não vou sair de lá com $10.000, 000, porque a paridade não é um por um, a paridade é 5 por um. A cada R$ 5 eu consigo dó. E isso acontece também com outras moedas. Então essa conversão da moeda nacional em moeda de outros países, isso é chamado de taxa de
34:41 câmbio. E quando existe relação de comércio entre os países, então vamos imaginar que o Brasil ele tá vendendo café pros Estados Unidos. Os Estados Unidos é um grande importador de café em grãos do Brasil. Quando o Brasil vende pros Estados Unidos, os Estados Unidos não conseguem pagar em dólares, ele tem que pagar em real. E aí, como que os Estados Unidos faz para pagar em real pro Brasil? Ele faz a conversão da moeda estrangeira em moeda nacional. Então, a remessa para pagamento cai na conta da empresa em real e não em dólares. Então, ocorre o processo de câmbio, de conversão dessa
35:27 moeda. Quando o Brasil ele compra um produto dos Estados Unidos e ele vai fazer o pagamento desses produtos, ele também precisa pagar em dólares, não dá para pagar em real. E também será feita a chamada conversão da moeda nacional em moeda estrangeira, tá? Ô, gente, ó, vamos pensar nesse exemplo que a professora deu, que eu quero deixar vocês nervosos. Vamos imaginar então essa relação Brasil, Estados Unidos e vamos trabalhar com a paridade 5x1, tá? Vamos imaginar que o Brasil ele está comprando dos Estados Unidos esse passador de slide e precisa pagar esse passador de slide, tá? E esse passador
36:14 de slide ele custa $10. E o Brasil ele precisa fazer o pagamento desse passador de slide que custa $10. Então, como o câmbio hoje tá R$ 5, o Brasil ele precisa, ele precisa pagar $10. Só que para ele conseguir $10, ele tem que dispor R$ 5 a cada um para conseguir 10. Entenderam? Então, é como se o Brasil tivesse que dispor R$ 5 10 vezes para conseguir $10 e pagar o passador de slide. Agora vamos pensar no processo contrário. Os Estados Unidos está comprando,
37:00 os Estados Unidos está comprando esse passador de slides do Brasil e para com dó os Estados Unidos conseguem R$ 5. Para quem que tá mais fácil comprar, pro Brasil ou pros Estados Unidos? Respondam para mim. Para quem que tá mais fácil comprar o passador de slide? Pros Estados Unidos ou pro Brasil? Quando eu pergunto mais fácil, é mais fácil no sentido de pagar, tá? De pagar mais barato, de ter um valor mais acessível. Pro Brasil pagar os slides, o passador de slides, ele precisa de a cada R$ 5 conseguir dó para um passador que custa $10. Agora vamos
37:46 imaginar que esse passador aqui no Brasil ele custa em torno de R$ 100, R$ 120 esse passador de slides aqui no Brasil. E os Estados Unidos vai comprar e ele precisa pagar R$ 120, só que a cada dó ele consegue R$ 5. Para quem que tá mais fácil comprar? Respondam para mim que eu quero saber, tá? Eh, então a taxa de câmbio, ela é a conversão da moeda nacional em moeda de outros países. E ela tem um peso, gente, gigantesco. A taxa de câmbio, ela tem um peso gigantesco. Por quê? Para que que ela é efetivamente serve? A taxa de câmbio, ela é fundamental, né, para inclusive determinar se você vai comprar
38:31 ou se você não vai comprar. Quem quem já teve oportunidade de viajar para fora do Brasil, eh, vai concordar comigo. A gente tem o hábito de viajar e aí a gente vê o preço das coisas em dólares, né? Vamos imaginar que tá no Paraguai ou que tá nos Estados Unidos, por exemplo, ou em algum país que a prioridade é moeda americana e a gente fica fazendo conversão na cabeça. Sim ou não? A gente fica assim, ó, 10 vezes R$ 5, tanto é caro. Ah, é barato. A gente não fica fazendo isso o tempo inteiro. E aí as pessoas dizem assim: "Você não pode ficar fazendo a conversão". Por que que você não pode ficar fazendo a conversão? Porque se você está em pos dólares e você tá comprando e pagando em dólares.
39:19 Se você ficar fazendo a conversão na moeda que você já cambiou, você já cambiou, você já fez a troca, não tem o que fazer, tá feito, né? você, a gente fica fazendo essa projeção para saber se aquilo está caro ou se aquilo está barato, porque a gente traz pra memória esses produtos no Brasil e o valor desses produtos no Brasil. Então, vou dar um exemplo para vocês. Tem produtos aqui no Brasil, um tênis, por exemplo, tem tênis aqui no Brasil que custam em torno de R$.500. Quando você olha esse tênis nos Estados Unidos, comprado em dólares e pago em dólares, esse tênis custa em torno de R$ 900, R$ 800. Então, no Brasil R$
40:06 1.500, nos Estados Unidos em torno de 900 800. Entende a diferença existente? É lógico que o produto aqui no Brasil tem o imposto, tem uma série de coisas. Não, não é nesta nessa questão que eu estou é entrando agora. Eu quero que vocês observem a diferença e a força de uma moeda para outra. Uma determinada moeda, né? É, você consegue comprar muito mais unidades de real. Agora, o real ele consegue comprar muito menos unidades de dólares, tá? em decorrência do comportamento do câmbio. Então, o câmbio ele é muito importante porque ele define
40:52 o valor das importações e das exportações. Eh, se o real tá desvalorizado, os produtos brasileiros vão ficando mais baratos pros estrangeiros e isso vai estimulando, vai promovendo o aumento das exportações e se ele está valorizado, importar fica mais barato. Então eu tenho certeza que vocês devem ter respondido que pros Estados Unidos estava muito mais fácil adquirir os produtos brasileiros, porque ele precisa dispor de menos unidades monetárias para conseguir pagar, ao contrário do Brasil, que precisa dispor de muito mais unidades monetárias para poder pagar o produto. Observem que aqui a gente tá vendo, tá visualizando uma taxa de câmbio desvalorizada.
41:38 A taxa de câmbio desvalorizada, ela faz com que o Brasil tenha um estímulo para poder exportar. Aí você deve estar pensando assim: "Ai, mas exportar é bom, não é? O Brasil tá exportando bastante, isso é bom, não é?" Aí a pergunta é: está exportando bastante as custas de qual taxa de câmbio? Porque se o câmbio tá desvalorizado, é fácil os estrangeiros quererem os produtos brasileiros e os produtos brasileiros terem facilidade para entrar no Brasil, para pagar no nos Estados Unidos. Eh, para pagar tá mais fácil. Os Estados Unidos quer comprar porque é fácil pagar o produto brasileiro, né? Porque a moeda deles está muito mais forte do que a nossa. Então o contexto
42:26 de câmbio de desvalorizado, ele precisa ser sempre bastante analisado, precisa ser analisado com bastante cautela, porque muitas vezes a gente fala: "Não, mas o Brasil tá exportando muito, a balança comercial tá super avitária, o Brasil tá exportando mais do que importando." Ô, gente, mas as custas de um câmbio valorizado até eu. Vai, é difícil vender as taxas de as custas de um exportar muito as custas de um câmbio desvalorizado. Não, todo mundo vai demandar, né, por conta da força e representatividade da moeda. Então, a gente tem que pensar que o câmbio ele vai influenciar nas viagens internacionais, ele vai influenciar na
43:13 questão dos investimentos. Então, os investidores eles analisam o câmbio para decidir onde e como aplicar, né? A taxa de câmbio, ela também influencia no controle da economia, porque o governo e o Banco Central eles vão acompanhando o comportamento do câmbio, né? Porque a gente vivencia contextos inflacionários, porque afeta o crescimento econômico e também porque afeta o preço dos produtos. Então veja, olha que interessante, né? Essa medida de conversão da moeda, ela desenha todo um cenário econômico que precisa ser analisado. Inclusive nós temos a chamada política cambial. Na aula passada a gente falou sobre políticas cambiais. A
44:00 gente falou, perdão, políticas cambiais, não, a gente falou sobre política econômica, mais especificamente voltado eh paraa política fiscal, mas eu comentei com vocês na aula passada que existem vários outros tipos de política. a gente tem a cambial, a comercial, a de rendas, a fiscal, a monetária. Então, a política cambial, ela é uma política acompanhada de perto. Para vocês terem uma ideia, tem gente que todos os dias de manhã que trabalham, né, com o mercado financeiro e que a primeira coisa que faz é olhar o dólar, a cotação do dólar e de outras moedas, acompanham o comportamento da taxa de câmbio porque ela influencia várias outras questões. Então, a gente tem o
44:45 dólar turismo, a gente tem o dólar para as relações de comércio. E eu nem preciso dizer para vocês, né, que o que o câmbio para turismo ele é diferente do câmbio para as relações de compra e venda, tá? Justamente porque para compra e venda é uma finalidade, para turismo é para passear. Então, o comportamento da taxa de câmbio é acompanhado e analisado. E agora veja, né, esse ano a gente tá em ano de Copa do Mundo, muitas pessoas tirando visto para ir pros Estados Unidos a assistir os jogos da Copa. Então, acompanha aí o comportamento da taxa de câmbio, porque a demanda vai mudar, né, com relação à moeda e com relação a entrada no país por conta do evento, que é um evento
45:30 mundial, vem gente de tudo que é lugar do mundo. Então, é bem importante também pra gente analisar e acompanhar e ver como que isso afeta e impacta a nossa economia, tá? Aí, gente, é importante vocês entenderem que nós temos tipos de taxa de cama. Então não basta você sofrer para entender o que que é taxa de câmbio. Você precisa entender que também existem tipos de taxa de câmbio. E o primeiro tipo que a gente vai aprender aqui agora é o chamado câmbio fixo. Gente, como o próprio nome já diz, o que que é um câmbio fixo? É quando o valor do câmbio está fixo e ele não vai mudar. Os senhores já sabem, até mesmo por conta do exemplo que eu acabei de dar, que o nossa taxa de câmbio não é fixa,
46:18 não é? Porque todo dia a gente não vai lá e não dá uma olhadinha para ver quanto tá o câmbio. Eu não pedi para vocês olharem quanto fechou o câmbio hoje. Todos os dias a gente tem mudanças, então o nosso câmbio não é fixo, mas a gente já teve câmbio fixo no Brasil, tá? Então é importante vocês entenderem que hoje nós estamos num contexto de câmbio flutuante, mas a gente já teve câmbio fixo no Brasil. Então o câmbio fixo, como o próprio nome já diz, é quando a gente fixa a taxa de câmbio. E quem é que fixa essa taxa de câmbio, né? São as autoridades monetárias. Então, é um sistema em que o governo ele vai definir um valor para moeda em relação à outra, geralmente o dólar, e ele vai se comprometendo a manter o valor estável. Então, pessoal,
47:05 aqui nesse exemplo que eu trouxe para vocês, é como se, por exemplo, eh, o país decidisse, né, o Brasil que dó corresponderia à cinco unidades de sua moeda. Então, ali a gente estabelece a regra e ele não pode variar livremente. Então, você vai acordar no dia 1, no dia 2, no dia 3, no dia 4, no dia 5, no dia 20. E o dólar sempre vai tá nessa projeção. D cinco unidades eh monetárias de real para adquirir. Então é quando você fixa e as alterações não vão acontecer. Pode cair canivete que as alterações não vão acontecer porque a
47:51 opção é manter o câmbio fixado, tá? Como que esse valor é determinado? Da onde que esse valor sai, né? o governo levanta de manhã e decide da cabeça dele que ele vai fixar o câmbio naquele valor. Não, não é bem assim que acontece, tá? O governo, geralmente por meio da autoridade monetária, que no caso é o Banco Central, ele vai escolher a taxa base, levando alguns fatores em consideração. Então, quais são os fatores que o governo leva, né, que a equipe econômica junto com a autoridade monetária, junto com o governo, levam em consideração para poder definir a taxa de câmbio. Leva-se em consideração a situação econômica do país, os objetivos econômicos que a gente pretende
48:36 alcançar. A referência em uma outra moeda forte, na grande maioria das vezes, é o dólar, né? E como que o governo ele faz para manter esse câmbio fixo, uma vez que ele determina o valor com base nesses fatores que ele leva em consideração. Ele aqui a gente tem um ponto bastante sensível, porque tem alunos que inclusive falam para mim: "Professora, tá, mas então não seria melhor a gente ter o câmbio fixo? O governo faz todos os estudos, leva em consideração todos os fatores, chega num num denominador comum e fixa, não seria mais interessante fazer dessa forma? Aparentemente até parece. A gente fala, não seria bom, poderia ser dessa forma e
49:23 a gente não ficaria vulnerável na dependência do mercado. Só que uma vez que o câmbio é fixado, eh, o governo ele precisa intervir constantemente no mercado. O que que isso significa? Significa que uma vez que o câmbio está fixado, o governo passa a assumir a bronca. Então ele que tem que segurar o rojão, ele que tem que usar todas as artemanhas possíveis para manter o câmbio fixado com a economia em constante movimento. Então, pro governo intervir e continuar mantendo o câmbio fixado, ele precisa fazer uso das suas reservas internacionais, que no caso é o é o dólar, porque a gente tá usando o dólar como exemplo, tá? E isso é um
50:10 ponto considerável. considerado bastante sensível. Então, para vocês entenderem, se a nossa moeda, que é o real, que é a moeda local, ela tiver desvalorizando e o dólar ficando mais caro, o Banco Central vai fazer o quê? Ele vai vender dólares, ele vai se desfazer das suas reservas. Por quê? Uma vez que ele aumenta a oferta de dólares no mercado, isso faz o dólar cair e manter a taxa fixa, que é o objetivo do governo. Agora, se a moeda local ela tiver valorizando demais, então se o dólar tiver ficando muito barato, porque o real tá valorizando demais, o que que o Banco Central vai fazer? ele vai comprar dólares e aí ele vai reduzir a oferta de
50:55 dólares no mercado e isso vai fazer o dólar subir. Então o governo ele precisa ficar fazendo essas jogadas para poder manter o câmbio fixo, tá? Então, o câmbio fixo, ele tem alguns desafios e é por esse motivo eh que se evita eh instituir câmbio fixo sem um objetivo fim muito delimitado. Entre esses desafios, a gente tem eh que ter um grande uma grande eh um grande estoque de reservas internacionais. Eh, esse contexto também pode gerar crise se o país não conseguir sustentar o valor. Então, uma vez que o valor é fixado, tem que existir uma forma, por
51:42 bem ou por mal, de segurar e também vai limitando a liberdade da política econômica. Então aqui a gente tem pontos bastante sensíveis relacionados ao câmbio fixo para poder serem mantidos. Agora a gente vai falar do câmbio flutuante, que é o câmbio que nós temos nos dias atuais, que inclusive vocês acabaram de consultar e compartilharam aí no chat valor do câmbio do dia. E aí o que que acontece? Eh, gente, eh, quando a gente pensa na na questão do câmbio flutuante, que é o câmbio que nós temos hoje, nós precisamos entender o conceito do câmbio flutuante. Então, quando o câmbio
52:28 flutua, ele flutua por qual motivo e qual a projeção de flutuação do câmbio. Então, o câmbio flutuante, ele é um sistema em que o valor da moeda ele não é fixado pelo governo, mas ele é fixado pelas interações do mercado. Ou seja, o preço da moeda, ele vai variar livremente conforme a oferta e a demanda de moeda. Então aqui a gente não tem a interferência do governo, a gente não tem o governo adotando medidas para poder segurar o câmbio. O câmbio ele vai flutuar de acordo com o comportamento do mercado. Guerra afeta câmbio, pandemia afeta câmbio, impachma afeta câmbio, eh escândalos de ordem política afeta
53:15 câmbio, corrupção no país afeta câmbio. A gente tem uma série de questões eh que afetam direta e indiretamente o comportamento do câmbio. Como que o câmbio flutuante ele é determinado? Ele ele é determinado eh eh de acordo com a compra e venda das moedas, tá? Da moeda que tá obviamente em circulação. Então, se nós temos muita gente querendo comprar dólares, o dólar sobe além da oferta da demanda. Se a gente tiver muita gente vendendo dólares, a oferta tá maior do que a demanda, o dólar ele começa a cair. Então existem, né, ali, eh,
54:03 comportamentos, fatores que vão influenciando o comportamento dessa moeda. E essa interação é quem vai determinar o comportamento da taxa de câmbio. alguns fatores eh que influenciam a própria economia internacional. Então, o comércio internacional é bem importante a gente destacar que ele afeta o comportamento do câmbio. Investimentos estrangeiros. Então, quando os investidores de fora trazem dinheiro pro país, isso vai aumentar a oferta de dólares. E quando eles vão embora também, o contrário também é verdadeiro, né? A gente tem fuga de capital. Então é bem importante pensar nessas duas linhas, porque isso
54:49 afeta o comportamento. A taxa de juros também, quando a gente tá num contexto de juros altos, isso atrai capital estrangeiro, tá? Então, por exemplo, se o Brasil ele aumenta os juros, os investidores eles começam vir aplicar no Brasil, então entra mais dólares, né, e o real vai passando por um processo de valorização. Contextos inflacionários também afetam no comportamento do câmbio flutuante. Então, se nós estamos num contexto de inflação alta, a moeda perde valor e a ela tende a desvalorizar no câmbio. Estabilidade política e econômica nem se fala, né? Se o Brasil tá vivendo
55:35 períodos de crise política, de instabilidade, isso vai gerar fuga de capital e o dólar vai subir rapidamente, tá? o governo participa, né, da da determinação do câmbio flutuante. O governo ele até participa, mas ele não participa de uma forma direta, como é no câmbio fixo, tá? Então é importante entender que muitas vezes essa participação ela é indireta e ela decorre de políticas que são implementadas, de barreiras que são implementadas, de subsídios que estão concedidos. Então, a atuação governamental, ela vai afetar de forma indireta o comportamento do câmbio flutuante.
56:21 Agora, a gente vai conhecer um outro tipo de câmbio que é chamado de flutuação suja, tá? Ou o câmbio ele é sujo ou administrado. A gente pode usar essas duas denominações. Então, por que que ele tem esse nome, gente? Ele é bem é bem fácil de compreender também. Vocês entenderam o que que é um câmbio fixo e entenderam o que que é um câmbio flutuante? A flutuação suja quando se estabelece bandas cambiais em que o câmbio pode flutuar, mas eh entre essas bandas, tá? Então, vou dar um exemplo para vocês. Vamos imaginar que foi definido que o dólar ele não pode
57:06 ser menor do que R$ 5 e nem pode ser maior do que R$ 7. Então, quando é definido que ele não pode ser menor do que cinco e nem maior do que sete, isso significa que o câmbio ele pode flutuar entre as bandas, entre a banda C e a banda sete. Então, entre 5 e 7, o comportamento da taxa pode flutuar. Pode ser 5,71, 5,69, 6,30, 6,10, 6,99, R$ 7, mas não pode ser 71. Pode ser cinco, mas não pode ser 499. Então você tem a instituição das bandas e você tem a possibilidade de flutuação
57:54 entre bandas. É isso que nós chamamos de flutuação suja, tá? Quais são as principais vantagens? Quais são as principais vantagens de um câmbio flutuante? Aqui a gente tem um ajuste automático da economia, dá uma liberdade maior paraa política econômica, evita crises típicas, né, do câmbio fixo e em termos de desvantagens, nós temos uma maior volatilidade, né? Por isso que todo dia a gente vai lá, quanto tá o câmbio hoje? Teve alguma mudança no comportamento do câmbio, né? Pessoas que vão viajar, geralmente para viagens internacionais, as pessoas começam a se programar um ano antes, um ano e meio antes. E nesse período as pessoas vão fazendo o quê? Vão acompanhando o
58:41 comportamento do câmbio, vão comprando moeda, vão guardando moeda, vão fazendo uma poupancinha para na hora da viagem já ter dinheiro suficiente guardado, tá bom? Eh, e além da volatilidade, eh, são as incertezas que também podem, por algum motivo, vir aparecer, tá? Como eu já comentei com vocês, existe o contexto de câmbio valorizado e de câmbio desvalorizado. Quando ele tá desvalorizado, significa que a gente precisa dispor de uma quantidade maior de reais para poder adquirir o produto estrangeiro. E quando ele está valorizado, acontece o contrário. A gente precisa dispor de uma quantidade menor de reais para poder
59:26 adquirir o produto estrangeiro. Os dois têm vantagens e desvantagens. Quando a gente tá num contexto de câmbio desvalorizado, a gente tá estimulado a exportar, mas a gente tem dificuldade para importar, porque os produtos estrangeiros entrarão no Brasil mais caros. Nós precisaremos dispor de uma quantidade maior de reais para poder adquirir esses produtos. Quando o câmbio está valorizado, a gente tem dificuldade para exportar, porque os países terão mais resistência para comprar os nossos produtos, porque precisarão dispor de mais unidades monetárias para adquirir os nossos produtos. Mas em contrapartida, teremos mais facilidade para importar, porque os produtos estrangeiros ficarão mais baratos pra gente. A gente precisará de uma
1:00:13 quantidade menor de reais para poder pagar esses produtos estrangeiros. Então, é importante a gente sempre acompanhar o comportamento do câmbio, analisar a economia com a com a qual a gente tá se relacionando e para onde a gente pretende viajar e verificar se a gente vai eh surfar numa onda mais acessível ou menos acessível, tá? É importante a gente analisar a valorização cambial a eh diante da do contexto inflacionário, a desvalorização cambial e a inflação, as relações existentes. É importante a gente entender que existem algumas vantagens da desvalorização, como aumento das
1:00:59 exportações, estímulo a produção interna, melhoria na balança comercial e alteração de turismo estrangeiro, que também existem desvantagens para desvalorização, como aumento da inflação, aumento dos custos de produção, redução do poder de compra, dívidas externas mais caras e incertezas de natureza econômica. O que que é importante a gente ter em mente? Tem vários alunos que eles sempre me perguntam: "Professora, mas então tem vantagem, tem desvantagem pros dois? Então qual que é o melhor? Em qual que a gente teria que ficar?" Gente, é importante a gente pensar sempre sobre uma ótica eh de equilíbrio, tá? Então, é necessário que haja uma
1:01:46 visão equilibrada sobre o sistema como um todo, sobre aquele cenário que está sendo vivido naquele momento, qual é o cenário que aquela economia enfrenta, qual é o contexto de ordem econômica que aquela economia enfrenta. E aí pensar sobre uma perspectiva equilibrada. A desvalorização ela não é boa e nem ruim por si só. Então ela vai depender do contexto. Então ela pode ajudar países exportadores, mas ela por sua vez vai prejudicar economias dependentes de importação. Quando a gente pensa nas vantagens da valorização cambial, é óbvio que a gente vai pensar na redução da inflação, no aumento do poder de compra, no barateamento de insumos e
1:02:32 tecnologia e nas facilidades que a gente vai ter para pagar dívidas externas. Só que, por outro lado, a gente também tem desvantagens para valorização cambial. A gente tem queda das exportações, a gente tem dificuldades, né? Gera-se dificuldades pra indústria nacional que começa a concorrer com os produtos estrangeiros. a gente passa a vivenciar um risco mais presente de desindustrialização e também aumento das importações de produtos, inclusive que podem ser produzidos internamente. Por isso que é importante essa visão equilibrada, porque assim como a desvalorização, a valorização ela tem efeitos mistos, tanto positivos quanto negativos. Ela é
1:03:19 boa pro consumo e controle da inflação, mas ela também é ruim para exportadores e indústria. Então, a pergunta que não quer calar é: qual é o contexto que a gente tá, né? Qual é o contexto econômico? O que que é que a gente precisa? A gente precisa exportar mais e importar menos. Então, o câmbio desvalorizado ele é mais atrativo para esse momento. Não, a gente precisa exportar menos e importar mais. Então, o câmbio valorizado, ele é mais atrativo para esse momento. Vocês estão achando que vida de economista é fácil, gente? Olha que loucura. Olha o tanto de coisa que a gente precisa analisar, ver, eh, mensurar, cuidar. Gente, não é
1:04:05 brincadeira, né? Não é brincadeira. E a questão do câmbio, ele é algo muito relevante, muito importante. Talvez alguns de vocês trabalhem com comércio exterior, trabalhem em empresas que exportam para outros países, então vocês devem ter contato, né? Ou de repente trabalham com empresas que importam matériapra ou importam determinados eh determinados insumos. Então o câmbio ele é extremamente importante, né? Eh, muito muito importante. Então, a gente precisa acompanhar eh a gente precisa visualizar o comportamento dele e a gente precisa entender. Então, muitas vezes eu vejo que nem a semana passada que eu comentei com vocês que o câmbio deu uma baixada,
1:04:51 eh, o dólar deu uma baixada boa. Muitas vezes a gente comemora, fala: "Ah, que legal, tá quatro e pouco, vou lá comprar porque, enfim, né, tava sempre na casa dos cinco, cinco e alguma coisa. E muitas vezes a gente deixa de se perguntar por caiu, qual foi o fator? vai procurar, vai ler, vai se informar, vai entender os motivos que eh interferiram no comportamento da taxa de câmbio. Então isso é muito importante. Então a gente viu, né, que existem vários fatores que podem influenciar de forma direta e de forma indireta. Então o o o preço não cai do nada, né? o valor
1:05:37 não cai do nada e o valor também não aumenta do nada. Então, é sempre importante a gente tá analisando, tá vendo e tá acompanhando o comportamento do câmbio. Eu gosto bastante de olhar. Eu tenho um aplicativo, eh, na verdade vinculado a um cartão, eh, que geralmente as pessoas adquirem quando vai viajar pro exterior, tal, né, gente? Porque hoje tá tudo tão moderno, as pessoas elas viajam pro exterior portando esses cartões. Então o dinheiro tá todo ali e são pessoas que vão comprando e vão guardando e vão acumulando ali pelo aplicativo. Você consegue consultar e ali tem todas as todas as moedas e coisas e tal. Então vira e mexe eu gosto de ficar dando uma namorada assim, sabe? Eu gosto de ficar olhando tal e vendo o comportamento e e
1:06:23 enfim estudando, né? Eu sou uma eterna estudiosa eh da área, eu gosto muito e e eu gosto inclusive de de acompanhar e entender os efeitos, tá? Então, como eu trabalho muito com direito empresarial também e represento muitos muitas empresas, então eu gosto de entender como tá o comportamento para poder, enfim, eh, estar por dentro nas reuniões e quando sou consultada, tá? Então isso é bastante importante. Então adotem esse hábito, né, de analisar, de de ver, de entender quais foram os motivos. Uma pesquisa rápida traz as informações que você precisa e você se mantém atualizado.
1:07:09 Pois bem, vamos parar de falar agora de comércio exterior. Já viajamos, né, gente? Vamos parar de falar de comércio exterior, vamos parar de falar de setor externo e a gente vai falar um pouquinho a respeito agora de falhas de mercado. Então assim, só para encerrar o assunto de comércio exterior, eu tenho certeza que eh vocês, enfim, devem ter assistido o estudo de caso que eu gravei para vocês. O estudo de caso ele tá totalmente direcionado e preparado para que vocês tenham subsídios e condições de resolver a atividade mapa. E a atividade mapa, ela tá em cima de comércio exterior, ela tá em cima de setor externo. É lógico que ela tá um
1:07:56 pouco mais aprofundada, ela traz a formação de blocos econômicos, ela traz a integração de blocos, né, as parcerias estabelecidas, os efeitos que isso pode gerar paraa economia, os impactos, as perdas, os ganhos. Então isso é muito legal, tá? Então, eh, eu sei que vocês têm bastante material, eh, para poder tá lendo e produzindo, eh, as respostas e entendendo efetivamente a força e a representatividade do setor externo paraa nossa economia, tá? Não tem como falar de economia sem falar de economia internacional, não tem como falar de economia sem falar de setor externo, não tem. A gente precisa entender que o
1:08:41 mundo tá globalizado, cada vez mais globalizado, né? Nós temos pessoas trabalhando no Brasil para empresas eh estrangeiras, temos pessoas de fora trabalhando para empresas brasileiras. A gente consegue acessar mercados tranquilamente, respeitando as cotas, pagando as tarifas, a gente compra produtos estrangeiros, eh, enquanto consumidor final, né? E os empresários também. É só dar uma passeadinha ali no porto de Santos. Não sei se tem alguém de Santos e se tiver a oportunidade de compartilhar com a gente, eh, que a gente vê o que que é o comércio internacional. É maravilhoso, né? A gente que mora, eu, eu particularmente que moro aqui em Maringá e tô longe da praia e tô longe de de portas, a gente
1:09:29 tem aqui em Maringão um Porto Seco, né? Porto molhado não, mas Porto Seco a gente tem. E quem tem a oportunidade de viver nessas regiões, né? Então, por exemplo, quem quem mora em Santos e e que faz parte da rotina do dia a dia, aqueles navios cargueiros que a gente tem de penca e a quantidade de contêinerners e contêiners indo e chegando eh com produtos que são consumidos por todos nós. É muito legal, né? É muito legal. Então, se tiver alguém de Santos, compartilhe porque eu quero saber que eu sou curiosa. Vamos lá. Gente, então vamos falar um pouquinho agora pra gente encerrar o conteúdo dessa disciplina. Vamos falar um pouco a respeito de falhas de mercado. Na aula passada a gente falou
1:10:16 sobre funções clássicas do governo. E quando a gente falou de funções clássicas, a gente falou da função alocativa, distributiva e estabilizadora. A gente falou de funções que são funções por excelência. Eu não sei se vocês estão lembrados, mas na aula passada eu comentei com vocês dizendo assim que existe uma linha doutrinária que defende a intervenção do Estado na economia e existe uma linha que não que não defende. Enfim, né? Temos essas essas duas frentes, onde o Estado deveria atuar somente em setores considerados estratégicos, essenciais e ainda assim de forma superficial. E aí eu comentei com vocês que não tem nenhuma corrente doutrinária certa ou errada, não há uma
1:11:03 disputa entre elas, apenas uma uma divisão de opiniões, posicionamentos com relação à atuação estatal. Ponto. E ali quando eu falo de funções por excelência, eu falo de funções intrínsecas ao Estado e que efetivamente ele, né, até mesmo pela pela eh pelo papel, ele efetivamente acaba eh aplicando e desenvolvendo ela. E aí quando eu falo da função alocativa, eu falo de funções ou de áreas ou de setores onde a iniciativa privada ela não é eficiente ao ponto de conseguir eh, enfim, satisfazer as necessidades da população da sociedade como um todo. É,
1:11:51 quando eu falo da função distributiva, eu falo de ações e de medidas, justamente com o cunho distributivo, como o próprio nome já diz. E por fim, da função estabilizadora, que também é uma função que a gente consegue ver o tempo todo o governo exercendo, né, por meio da implantação de políticas eh que culminem ali em resultados de estabilidade. Quando a gente vai falar de falhas de mercado, a gente já precisa entender que essas falhas elas existem e que para que essas falhas de mercado eh sejam corrigidas, a gente precisa também da regulação, a gente precisa também da
1:12:36 intervenção governamental. Quando a gente fala das funções clássicas, a gente fala de funções mais efetivas. Quando a gente fala de falhas de mercado, nós vamos falar de uma intervenção estatal, de uma atuação estatal, mas de uma forma muito mais de uma forma indireta, tendo em vista que o governo regula essas relações. Então, vamos lá pro primeiro exemplo de falha de mercado que eu trouxe pra gente poder conversar. A primeira delas é indivisibilidade do produto, tá? A indivisibilidade do produto, ela é uma falha de mercado que ela tem por objetivo eh trazer paraa discussão quando um bem ou serviço não pode ser
1:13:23 dividido em partes menores para consumo individual eficiente. Então, nós temos vários, vários bens e vários serviços à nossa disposição que não podem ser divididos em partes menores eh para consumo individual eficiente. E aí eu trago para vocês alguns exemplos, tá? a iluminação pública, as rodovias, a própria defesa nacional, os sistemas de saneamento. E é importante a gente entender que esses exemplos clássicos que eu tô trazendo para vocês de indivisibilidade do produto são bens muito ligados ao conceito dos chamados bens públicos, tá?
1:14:09 Que é um consumo não rival e não divisível, tá? As praias, por exemplo, né? Então, eh, as praias estão ali à nossa disposição, eh, e ela não delimita consumo, ela não delimita território, eh, ela não divide, ela não fraciona. E nós temos que eh ter a presença do Estado num contexto de regulação. Então, quando eu falo da segurança nacional, quando eu falo da iluminação pública, quando eu falo das praias, quando eu falo de bens públicos, de modo geral, a gente precisa ter a regulação estatal para que todos possam ter o acesso. E é um acesso ilimitado e um
1:14:55 acesso irrestrito. Então isso é bem importante de ser destacado. Então aí o que que o governo faz? Ele regula, né? Eh, se é o executivo, né? se é o o judiciário, se é o legislativo, se é Então assim, quando a gente tem os poderes inclusive envolvidos, a gente conhece o papel e a competência de cada um, as ligações, as relações e as interferências para que a população, para que a sociedade, de modo geral, tenha acesso a tudo aquilo eh que lhes é
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