ABSOLUTISMO em 8 MINUTOS | Resumo para o ENEM

ABSOLUTISMO em 8 MINUTOS | Resumo para o ENEM

Resumo Breve

O vídeo explora o conceito de absolutismo, um regime político que predominou na Europa entre os séculos XVI e XVIII, caracterizado pela concentração de poder nas mãos do rei. O autor discute teóricos como Nicolau Maquiavel, Thomas Hobbes, Jean Bodin e Jacques-Bénigne Bossuet, que justificaram ou criticaram este sistema político. Além disso, o vídeo aborda como o absolutismo se manifestava no cotidiano e quais foram os principais reinos absolutistas, finalizando com a análise do seu colapso e a transição para monarquias constitucionais e repúblicas.

  • O absolutismo era um regime onde o rei detinha todo o poder.
  • Os principais teóricos justificavam o sistema de diferentes maneiras.

O que foi o Absolutismo?

O absolutismo se refere ao sistema político que prevaleceu na Europa entre os séculos XVI e XVIII, onde um único monarca concentrava todo o poder, incluindo os poderes legislativo, executivo e judiciário. Durante este período, a nobreza, a burguesia e a Igreja apoiavam o rei, pois um governo forte proporcionava estabilidade, controle econômico e manutenção de privilégios. A centralização do poder pelo rei visava enfraquecer exércitos nobres, controlar a moeda e administrar o reino.

Explicando o Absolutismo

A centralização do poder absoluto resultou na concentração de autoridade nas mãos da coroa. Os reis tinham a capacidade de cunhar moeda, estabelecer impostos e uniformizar as regras fiscais em todo o reino. Esse controle era benéfico para a burguesia, que se beneficiava de um comércio amplamente regulamentado. Além disso, a imposição de uma língua oficial, como o francês na França, surgiu como uma forma de unificação cultural, o que já havia ocorrido em outros locais como na Espanha e no Brasil colonial.

Nicolau Maquiavel

Nicolau Maquiavel, considerado o pai da política moderna, defendia que os governantes deveriam ser firmes e pragmáticos, usando todos os meios necessários para manter o poder. Sua visão prática da política, que desassociava o seu exercício da moral religiosa, enfatizava a política como um campo racional e estratégico, resumindo seu pensamento na ideia de que os fins justificam os meios.

Thomas Hobbes

Thomas Hobbes tinha uma visão pessimista da natureza humana, acreditando que, sem um governo forte, a vida seria violenta e caótica. Ele introduziu a ideia de um contrato social onde indivíduos trocavam suas liberdades por segurança, atribuindo ao soberano a responsabilidade de manter a ordem. Hobbes justificava o absolutismo através desse contrato social, em vez de fundamentá-lo na religião.

Jean Bodin

Jean Bodin comparava o Estado a uma família, postulando que o rei, como pai da nação, tinha um poder absoluto, mas com a responsabilidade de proteger seus súditos. Ele foi um dos primeiros a sistematizar o conceito de soberania, enfatizando que o poder do Estado é absoluto e deve ser exercido dentro de seu território.

Jacques-Bénigne Bossuet

Jacques-Bénigne Bossuet era defensor do direito divino dos reis, afirmando que o poder monárquico era conferido por Deus. Questionar a autoridade do rei significava questionar a vontade divina. Bossuet foi o teórico de Luís XIV, o Rei Sol, que é famoso pela frase "O Estado sou eu", representando a essência do absolutismo.

Como o Absolutismo funcionava no dia a dia

No cotidiano do Estado absolutista, a coroa mantinha um controle rígido sobre a economia, as leis, a linguagem e até mesmo a moeda. Apenas o rei podia cunhar moeda e determinar impostos. Na França, por exemplo, o francês foi imposto como a língua nacional, o que ocorreu também em outros países. Essas medidas visavam garantir a estabilidade econômica e política, favorecendo a burguesia comerciante.

Principais reinos Absolutistas

Os principais reinos absolutistas incluíam a Espanha, França e Inglaterra. A unificação dos reinos espanhol foi ocasionada pelo casamento de Fernando de Aragão e Isabel de Castela, com Felipe II consolidando o absolutismo. Na França, o auge se deu sob Luís XIV, que era associado a símbolos de poder como o Palácio de Versalhes. Em Inglaterra, Henrique VIII também fortaleceu o absolutismo ao criar a Igreja Anglicana para garantir maior controle político.

O fim do Absolutismo

O absolutismo começou a declinar com mudanças nas ideias e a pressão social. A Revolução Inglesa foi um marco importante que limitou o poder do monarca e fortaleceu a burguesia. Além disso, o Iluminismo, movimento do século XVIII, questionou o poder absoluto, defendendo que os direitos vinculares ao povo e a razão deveriam governar as leis. A Revolução Francesa, que levou à derrubada de Luís XVI em 1789, simbolizou o colapso do Antigo Regime, promovendo a transição para monarquias constitucionais e repúblicas.

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