Como prevenir os transtornos alimentares? | Educação em Saúde Einstein

Resumo Breve

O vídeo aborda os transtornos alimentares, suas definições, tipos, causas, diagnósticos e tratamentos. Especialistas destacam a importância da atenção social aos padrões alimentares influenciados pela mídia e como esses transtornos podem afetar a saúde mental e física dos indivíduos.

  • Os transtornos alimentares alteram hábitos alimentares.
  • Anorexia e bulimia são os mais conhecidos, além do transtorno de compulsão alimentar.

Abertura

O vídeo começa com um chamado à atenção dos médicos, sociedade e familiares sobre a pressão da mídia social e informações erradas que podem afetar a saúde psicológica dos indivíduos em relação à alimentação.

O que são transtornos alimentares?

Um transtorno alimentar é uma alteração no padrão alimentar, relacionado à quantidade de alimentos consumidos, seja para mais ou para menos. Isso causa mudanças no comportamento alimentar e pode interferir na saúde física ou mental da pessoa.

Quais os tipos mais comuns?

Os tipos mais comuns de transtornos alimentares são a anorexia nervosa, bulimia e transtorno de compulsão alimentar. Existem também outros transtornos menos identificados que afetam a funcionalidade e a saúde dos indivíduos.

O que é transtorno de compulsão alimentar?

O transtorno de compulsão alimentar é caracterizado pela ingestão excessiva de calorias em um curto período. Esse comportamento, que ocorre frequentemente em pessoas com obesidade, pode ser diagnosticado quando a pessoa exibe esse padrão uma ou duas vezes por semana durante três meses.

Qual a diferença entre anorexia e bulimia?

A anorexia apresenta uma ingestão calórica significativamente menor e um peso muito abaixo do normal, enquanto a bulimia é menos evidente, com a pessoa podendo ter um peso normal ou levemente elevado, e envolve comportamentos compensatórios após episódios de alimentação excessiva, como vômitos ou uso de laxantes.

Quais as principais causas dos transtornos alimentares?

Esses transtornos são multifatoriais, com uma influência genética significativa, aumentando as chances entre familiares. Comportamentos aprendidos em família e problemas psicológicos, como ansiedade e depressão, também estão relacionados ao desenvolvimento de transtornos alimentares.

A obesidade está sempre associada ao transtorno de compulsão alimentar?

Embora o transtorno de compulsão alimentar muitas vezes esteja associado à obesidade, não se pode afirmar que todas as pessoas obesas apresentam este transtorno. A obesidade é vista como uma doença crônica que resulta de fatores hormonais e metabólicos, tornando a manutenção do peso um desafio.

Existe algum gênero e faixa etária mais relacionado ao desenvolvimento de transtornos alimentares?

Transtornos como anorexia e bulimia são mais comuns em mulheres, com uma proporção de 10 para 1 em relação aos homens. A faixa etária mais afetada são jovens entre 15 e 25 anos, embora outros tipos de transtornos possam surgir em crianças e idosos.

Como é feito e quais especialistas realizam o diagnóstico dos transtornos alimentares?

O diagnóstico é feito por meio de uma investigação clínica, incluindo anamnese, e pode envolver exames de sangue. O médico da família ou clínico pode ser o primeiro profissional a levantar suspeitas, podendo encaminhar o paciente para um psiquiatra ou outros profissionais de saúde.

Transtornos alimentares têm cura?

Há tratamentos disponíveis com potencial de cura para transtornos alimentares. A gravidade do quadro pode influenciar o tratamento, com casos mais graves exigindo períodos mais longos de tratamento. O prognóstico é positivo, mas depende do acompanhamento adequado.

Quais os tipos de tratamento?

Tratamentos podem incluir abordagens medicamentosas e psicoterapêuticas. Medicamentos específicos podem ajudar a reduzir episódios de compulsão ou controlar a ansiedade. Trabalhar em conjunto com uma equipe multidisciplinar, incluindo psicólogos e nutricionistas, é importante para garantir a adesão ao tratamento.

Como prevenir os transtornos alimentares?

A prevenção envolve a identificação precoce de fatores de risco, como a baixa autoestima, e o desenvolvimento de habilidades emocionais e sociais. É crucial que a família e a escola incentivem hábitos saudáveis e estejam cientes da pressão da mídia e das informações equivocadas sobre padrões de beleza.

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Transcrição

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0:00 nós como médicos como sociedade como familiares é devemos sempre estar atentos a essa toda pressão que é é a mídia social e essas informações erradas têm em relação a parte de psicológica dessas desses indivíduos [Música] um transtorno alimentar é caracterizado por uma alteração de um padrão alimentar que muitas vezes está relacionado seja pela quantidade de alimentos ingeridos seja para mais ou para menos como também

0:45 pelo seu aporte calórico interferindo uma alteração do comportamento relacionado aos hábitos alimentares [Música] existem diversos tipos de transtornos alimentares os mais comuns e conhecidos pela população geral São anorexia nervosa a bulimia e o transtorno de compulsão alimentar existem outros inclusive aqueles que não tem um nome propriamente dito mas que acabam interferindo né na funcionalidade na saúde seja física ou mental daquelas sujeito [Música] o transtorno de como pulsão alimentar ele tá muito presente nas pessoas que

1:33 têm obesidade cerca de um terço das pessoas que estão acima do peso é apresentam transtorno de compulsão alimentar o que que esse transtorno Então as pessoas ingerem uma quantidade de calorias é muito grande num Tempo muito curto então elas comem muito rápido numa certa frequência a gente pode dizer que em uma ou duas vezes por semana num período de três meses se essa pessoa apresenta esse padrão a gente pode diagnosticar como uma compulsão alimentar [Música] ambos acabam tendo uma preocupação mais importante com relação a imagem corporal e ou então propriamente ao peso né e consequentemente vão tendo alterações de

2:18 hábitos alimentares ou comportamentos relacionados à ingesta de alimentos enquanto que nada anorexia existe um aporte calórico significativamente menor e consequentemente um peso ponderal significativamente mais baixo na bulimia nervosa isso acaba não sendo tão Evidente e é comum que essas pessoas acabem tendo um Mc normal ou um levemente aumentado né numa faixa de peso do Mc que seria o sobrepeso em relação a bulimia São pessoas que acabam ingerindo uma quantidade grande de calorias e acabam se arrependendo fazendo compensatórios para evitar o ganho de

3:04 peso Então essas pessoas acabam vomitando acabam usando laxantes acabam usando inibidores de apetite ou fazendo muito exercício e tudo isso pode levar a problemas de esofagite problemas gastrointestinais pelos vômitos né que são Auto induzidos problemas dentários de alteração de cor de dente alterações intestinais e isso pode comprometer a saúde desses indivíduos [Música] fala dentro da parte da psiquiatria que é multifatorial porém a gente sabe que o fator genético é algo que é presente nos transtornos alimentares e isso implica que então familiares de primeiro grau

3:51 que tenham transtorno alimentar aumenta a chance dessa pessoa acabar também tendo um transtorno alimentar Mas também se sabe que dentro da mesma família existe uma questão da replicação ou seja de ter hábitos e comportamentos aprendidos né Por familiares e que isso pode então ser um fator de risco dessa pessoa acabar também desenvolvendo um transtorno alimentar tá associada a problemas psicológicos né então transtornos de ansiedade depressão muitas vezes as pessoas comem para preencher um certo vazio ou devido algum sofrimento tá muito relacionado com a emoções [Música]

4:40 é uma coisa unidirecional então muitas vezes pessoas que têm transtorno de compulsão alimentar acabam apresentando obesidade mas não podemos afirmar o contrário né que as pessoas obesas têm transtorno de compulsão alimentar Então isso é uma coisa que a gente precisa ficar bem atento e que a questão do Mc do Peso acaba sendo uma consequência né dessa patologia hoje nós encaramos a obesidade como uma doença crônica recidivante progressiva e a gente sabe que o organismo quando o indivíduo ganha peso ele vai tender a manter aquele peso então existe uma série de fatores hormonais e fatores

5:26 metabólicos que fazem com esse indivíduo quando ele ganha peso ele vai tentar manter esse peso e quando perde vai tentar recuperar então O Grande Desafio da obesidade não é só a perda de peso mas a manutenção da perda de peso o prazo mas a gente tem que manter esse tratamento e acompanhamento para ter um bom resultado no tratamento da obesidade quando falamos por exemplo de anorexia e bulimia nós encontramos uma relação de gênero bastante significativo então geralmente é o que nós encontramos na literatura é aquela proporção de 10 para um 10 mulheres para um homem além da

6:11 diferença de gênero nós acabamos observando também com relação a faixa etária mais comum para esses dois tipos de transtornos alimentares a bulimia e a anorexia são outros tipos de transtornos alimentares que acabam se desenvolvendo muito mais frequentemente no final da adolescência nessa transição para o adulto jovem Então vamos dizer que na faixa dos 15 aos 25 anos de idade é uma faixa de idade que acaba sendo muito mais comum acaba sendo muito mais em comum então encontrarmos esses tipos de transtornos alimentares extremos seja crianças ou então idosos diagnósticos psiquiátricos de uma forma

6:57 geral e para os transtornos alimentares acaba não sendo diferente acaba sendo Clínico né através de uma investigação de uma conversa e coleta de informações né na anamnese alguns outros exames de sangue como hemograma proteínas totais e frações também podem ser realizados para a gente tentar diagnosticar e aí ver o qual que é melhor conduta no caso desses transtornos alimentares se a gente pensar na forma do sistema de saúde que muitas vezes o primeiro médico né que vai ter contato com o paciente é o médico da família ou um clínico cardiologista ou seja o médico de referência do paciente muitas vezes será

7:45 esse profissional que vai fazer o diagnóstico ou então pelo menos levantar a suspeita diagnóstica para se for o caso o devido encaminhamento ao médico psiquiatra isso não significa que outros profissionais da área da saúde principalmente da área da saúde mental não possam fazer diagnóstico né então Psicólogo o terapeuta ocupacional entre outros profissionais podem conjuntamente é com um médico né concluir para esse diagnóstico [Música] uma forma geral de uma forma mais simples e sintética sim Existe tratamento com a finalidade de cura

8:31 Então existe um tese um bom prognóstico para essas pessoas embora como qualquer outra doença Nós vamos graduar né com relação a gravidade desse quadro então existem transtornos mentais leves moderados e graves então no caso dos transtornos alimentares não é diferente e transtornos alimentares graves acabam tendo uma maior reprodução uma maior dificuldade de tratamento é mais desafiante e muitas vezes são pessoas que vão acabar sendo submetidas a um tratamento por um período mais prolongado [Música] pacientes que apresentam transtorno de compulsão alimentar muitas vezes nós

9:19 podemos utilizar alguns medicamentos que podem ajudar essa pessoa apresentar uma diminuição desses episódios de compulsão para poder ter um melhor resultado de tratamento então existem alguns medicamentos que a gente fala que são offlable que são medicamentos que a gente usa para transtornos psicológicos que podem ajudar essa pessoa a perder peso como existem hoje medicamentos novos que são os análogos de lp1 que também tem uma ação hipotalâmica no centro de forma e saciedade que também vão diminuir a compulsão alimentar com relação a anorexia e bulimia nós temos o uso de medicamentos mais específicos que tem uma boa taxa de sucesso por tratamento visando não só o controle do

10:06 nível de ansiedade que muitas vezes Essas pessoas vão apresentar durante o tratamento né uma vez que nós estamos falando em restituir um padrão alimentar mais saudável considerado dentro do normal e que acaba contrastando com a porte calórico que as pessoas viam tendo antes do tratamento nós acabamos sempre trabalhando em conjunto com outros profissionais da área da saúde junto com psicólogo nutricionista para que esse tipo de tratamento seja mais afável seja mais tranquilo e que consequentemente Garanta uma boa adesão ao tratamento isso engloba também principalmente familiares para que exista né tanto uma forma de supervisão do tratamento

10:52 garantindo uma regularidade nas consultas médicas isso faz com que essas pessoas se sintam mais acolhidas né E aí isso possibilite né com que ocorra um maior engajamento ao tratamento [Música] Como Um dos fatores de risco é a baixa autoestima nós precisamos identificar precocemente essas pessoas sejam pelos pais familiares pela escola mas que seja feito todo um trabalho que assegure essa criança ou se pré-adolescente a uma vida mais saudável seja em casa com a família ou seja na escola uma coisa que também

11:40 precisa ser desenvolvida desde cedo são habilidades emocionais e sociais que garantam então um bom desenvolvimento ao longo de toda a vida do indivíduo uma coisa que chama muito atenção hoje em dia é que Com todas essas mídias sociais informações erradas fake News essas propagandas né de que a gente vê em relação as revistas daquele padrão estético de uma magreza extrema que a gente não consegue ver um por cento de gordura muitas vezes essas pessoas procuram um médico uma forma desesperada para atingir aquele objetivo que não é um objetivo de saúde e não é o objetivo real então é nós como médicos como

12:28 sociedade como familiares devemos sempre estar atentos essa toda pressão que é a mídia social e essas informações erradas têm em relação a parte de psicológica dessas desses indivíduos [Música]

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