Formação T29A - Operações estruturadas - 23/04/2025

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Resumo Breve

Este vídeo aborda operações estruturadas e Certificados de Operações Estruturadas (COI), explicando como derivativos como opções, contratos futuros e swaps são utilizados para criar produtos de investimento que podem gerar ganhos em diferentes cenários de mercado. O vídeo também discute a importância de entender o perfil do cliente e os riscos envolvidos em cada tipo de operação, além de fornecer dicas sobre como apresentar esses produtos de forma clara e eficaz.

  • Operações estruturadas combinam ações e derivativos para criar resultados específicos.
  • COIs são produtos que misturam renda fixa e variável, oferecendo diferentes níveis de risco e retorno.
  • É crucial entender o perfil do cliente e os riscos envolvidos antes de oferecer esses produtos.

Introdução às Operações Estruturadas

O vídeo começa com uma introdução ao tema de operações estruturadas, destacando a importância de atenção e participação ativa devido à complexidade do assunto. Operações estruturadas são contratos cujos valores são derivados de ativos subjacentes como dólar, índice, café, soja e petróleo. Os derivativos incluem contratos futuros, contratos a termo, operações de swap e opções. A chave para o sucesso na distribuição desses produtos é o entendimento profundo do que está sendo oferecido, adaptando a comunicação para diferentes perfis de clientes e cenários de mercado.

Derivativos e Opções: Fundamentos

O vídeo explica que derivativos são contratos cujo valor deriva de um ativo subjacente, como dólar, índice, café, soja ou petróleo. Os derivativos incluem contratos futuros, contratos a termo, operações de swap e opções. No mercado de derivativos, os participantes firmam compromissos de comprar ou vender um ativo a um preço determinado em um prazo pré-estabelecido. As opções permitem que os investidores apostem na alta ou na baixa do mercado, sendo um conceito fundamental em certificações financeiras como o CEA.

Operações Estruturadas: Cenários e Nomenclaturas

As operações estruturadas são projetadas com base em cenários de mercado, como alta, baixa ou lateralização, utilizando nomes como Colar, Ruby e Fence. No entanto, esses nomes são apenas rótulos, e cada instituição financeira pode ter sua própria nomenclatura. A essência de uma operação estruturada é a combinação de uma ação e seus derivativos para gerar um resultado específico para o cliente.

Mercado Atual e Estratégias de Operações Estruturadas

O mercado atual é caracterizado por incertezas, como as tensões entre Trump e a China, que valorizam ativos como ouro e dólar. No Brasil, a fuga de capital estrangeiro e problemas fiscais internos contribuem para a lateralização da bolsa. Em um cenário de bolsa andando de lado, é possível montar estratégias com papéis como Petrobras, que é sensível a notícias, ou PRIO, que oferece maior potencial de crescimento. Operações estruturadas complementam o portfólio do cliente, mas devem ser adequadas ao seu perfil de risco.

COI: Desafios e Oportunidades

COIs foram mal comercializados no passado, sendo oferecidos a clientes com perfis inadequados. No entanto, quando bem utilizados, podem ser produtos valiosos. O problema inicial dos COIs foi a falta de conhecimento sobre seu funcionamento, o que levou a vendas inadequadas. Hoje, existem COIs bons e operações estruturadas bem elaboradas, adequados para diferentes perfis de clientes.

Benefícios dos Derivativos e Opções

Derivativos, especialmente opções, são instrumentos versáteis que oferecem alavancagem, flexibilidade e proteção contra quedas. A alavancagem permite que o investidor controle uma grande quantidade de ativos com um investimento menor. As opções também podem ser usadas para proteger a carteira contra possíveis quedas, funcionando como um "seguro". Além disso, é possível lucrar tanto em mercados de alta quanto de baixa.

Riscos e Suitability em Operações Estruturadas

Operações estruturadas com opções tendem a ter um risco maior do que COIs, pois estes últimos utilizam renda fixa para mitigar riscos. É fundamental entender o suitability do cliente e o tempo que ele pode manter o investimento. Algumas instituições financeiras oferecem operações estruturadas apenas para perfis agressivos ou arrojados. A diligência é essencial, e o cliente deve ter objetivos claros para que a operação seja adequada.

Mecânica das Opções: Titular e Lançador

O titular de uma opção de venda tem o direito de vender o ativo, enquanto o lançador tem a obrigação de comprar. Quem compra uma call tem o direito de comprar, e quem vende uma call tem a obrigação de vender. O vendedor de uma call recebe um prêmio por essa obrigação. É possível trabalhar nas duas pontas, comprando e vendendo opções para proteger a carteira.

Exemplos Práticos e Riscos das Opções

Um exemplo prático é a venda de uma call de Petrobras a R$ 55, quando o preço de mercado é R$ 50. O vendedor recebe um prêmio, mas corre o risco de ter que vender o ativo a R$ 55 se o preço subir muito. Operar "short" (vender sem ter o ativo) envolve riscos significativos, pois se o preço subir, o vendedor terá que comprar o ativo no mercado para honrar a operação.

Terminologia e Tipos de Opções

As opções têm um strike (preço de exercício), um preço (prêmio) e um vencimento (data de exercício). Existem opções americanas (exercício antes da data) e europeias (exercício apenas na data). As opções podem estar "in the money" (ITM), "at the money" (ATM) ou "out of the money" (OTM), dependendo da relação entre o preço do ativo subjacente e o preço de exercício.

Modelo de Black and Scholes e Precificação de Opções

O modelo de Black and Scholes é uma fórmula matemática para calcular o preço teórico de opções, considerando fatores como preço atual do ativo, preço de exercício, tempo até o vencimento e volatilidade do mercado. Embora seja importante saber que ele existe, os traders e investidores geralmente não precisam usar essa fórmula diretamente, pois as instituições financeiras fornecem as informações necessárias.

Estrutura das Operações e Barreiras

As operações estruturadas envolvem diferentes tipos de opções (call ou put) e barreiras, que são condicionantes dentro da operação. Se o preço do ativo atingir uma barreira, pode limitar o ganho ou desativar a proteção. Por exemplo, uma operação pode oferecer um ganho alavancado até que o preço do ativo suba além de um determinado limite, momento em que o ganho é limitado.

Exemplos de Operações Estruturadas com Barreiras

Em uma operação com proteção de queda até 10%, se o preço do ativo cair mais de 10%, a proteção é desativada, e o cliente arca com a perda total. As opções "call up" e "put down" são exemplos de como as barreiras funcionam, ativando ou desativando a proteção ou o ganho alavancado.

Análise de Lâminas de Operações Estruturadas

O vídeo analisa lâminas de operações estruturadas, mostrando como identificar o tipo de operação (down and out), as barreiras e os possíveis retornos. Em uma operação down and out, se o ativo se desvalorizar além de 20%, o investidor participa da desvalorização a partir desse ponto. Se o ativo se valorizar até 30%, o investidor tem um retorno total do patrimônio investido.

COI: Mistura de Renda Fixa e Variável

COIs combinam elementos de renda fixa e variável, oferecendo diferentes níveis de risco e retorno. Eles podem ser vinculados a ações, índices, câmbio ou commodities. Uma parte do capital investido é alocada em títulos de renda fixa, garantindo a recuperação do valor investido, enquanto o restante é usado para comprar derivativos que potencializam o retorno.

Características e Vantagens dos COIs

COIs oferecem proteção de capital, retornos variáveis e prazos mais flexíveis. Eles facilitam a exposição a determinados produtos, como dólar, sem a necessidade de abrir uma conta em uma corretora internacional. Os COIs podem ser temáticos, como COIs ESG ou de tecnologia, e são acompanhados de um documento com informações essenciais sobre a estratégia, riscos e custos.

Exemplos de COIs e Estratégias

O vídeo apresenta exemplos de COIs, como um que oferece 100% da baixa e 100% da alta do dólar, e outro que garante um cupom pré-definido de 48%. Esses produtos podem ser adequados para clientes que buscam diversificação e proteção em cenários de mercado incertos. A escolha do COI ideal depende do perfil do cliente e de seus objetivos financeiros.

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Transcrição

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0:00 Fo para vocês, a gente fica numa ansiedade para estar aqui com vocês que, nossa, gente, eu fico me controlando assim, uma ânsia, uma ânsia e uma ansiedade para para est aqui falar com vocês. Que Deus o livre. Vamos lá. Um tema que eu particularmente gosto para caramba. Não, e é verdade, cara. a gente fica mais ansioso para estar aqui com vocês nas aulas do que propriamente no trabalho no nosso dia a dia. Então, bora lá, gente. Um um um tema muito legal que eu particularmente gosto pra caramba, que são as operações estruturadas. Vamos lá, já vou preparar o coraçãozinho de vocês. A gente vai falar uns trem aqui. Tô puxando o mineiro do meu amigo lá, o Anthony. Mas gente, a gente vai falar de muita coisa assim que é é bem punk. Então assim, bastante atenção de vocês.

0:46 Se tiver dúvida, abre o microfone, questiona, pergunta. Vamos estressar o assunto, porque vou ser muito franco com vocês. Duas horinhas aqui passa voando num tema que a gente vai falar hoje, tá? Operação estruturada, OK? Para todo mundo, todo mundo sabe? Todo mundo conhece? Já ouviram falar? Sim. OK. Alguns sim. Vamos lá. Colar, Ruby, fence, eh, Rubi, acho que é mais comumente usada, acho que é mais tradicional aqui, tá? Marcela viu lá no SEA, beleza. Fala pouco de operações estruturadas, fala mais de derivativos. Marcela já tá falando socorro de opções. Eu ouvi, mas não tão aprofundado. Tá beleza. O Fred já traz

1:32 aí um tema que é mais latente, o uso de opções. Ótimo. Vamos lá. COI todo mundo conhece. Sim, sim. Beleza. Se não, se não conhece, já ouviu falar. Seja pelo lado bom ou pelo lado ruim, né? Vamos ser franco aqui. E mais lá de opções lá. Isso. Perfeito, cara. Vai, vai indo. É nessa linha aí que a gente vai trabalhar hoje, tá bom? Como o próprio nome já diz, né? derivativos, todos aqueles contratos cujos valores são derivados de alguma coisa, o que a gente vai chamar aqui de ativo subjacente. Dólar, índice, café, soja, petróleo, tudo que você imaginar pode derivar para uma operação estruturada. O que que a gente tem em derivativos? Contrato futuro, contrato a termo, operação de swap e opções, tá?

2:19 Tudo isso a gente trabalha na parte de derivativos. Utilizaremos uma partezinha dess desse mercado aqui hoje para trabalhar nas operações estruturadas. Alguém fala bem de COI. Eh, bom, Beatriz, questão de hábito, questão de você entender a operação e aí que tá o pulo do gato. COI não é como um fundo de investimento que você tem um mesmo organismo de fala, uma mesma dinâmica de você falar. Ó, Samara, aqui um fundo de investimento de ações, vai investir em 15 ações. O gestor é XPTO e aí você pode alocar 100.000 Nesse fundo aqui você deseja. Ah, mas se você não quiser, eu tenho um de renda fixa que ele investe em crédito privado, CDBs, letras, bancários. E aí você pode investir 100.000 desse fundo, é do gestor tal, da casa tal. Tem um mesmo, tem uma algo

3:04 parecido, né, na estrutura de conversa? o coin não, a operação estruturada não, porque você tem uma uma infinidade de possibilidade que você vai trabalhar com o mercado, mercado em alta, mercado em baixa, você tem ganho na alta, ganho na baixa, você tem ganho alavancado, entre outras possibilidades dentro das operações estruturadas que você vai trabalhar, tá? Então, e eu acho que é uma questão de você entender aquilo que você tá distribuindo para que seja fácil de você falar. É fácil tudo aquilo que eu conheço. Aquilo que eu não conheço se torna difícil porque eu não sei. Então eu não domino o assunto. E eu sempre serei um ignorante em determinado assunto em relação à outra pessoa. Porque a Júlia ela entende mais de um determinado assunto do que eu. O Alisson entende mais de um determinado assunto do que eu. Então eles serão melhores do que eu nesse assunto. Eu, por outro

3:50 lado, entendo mais de outros assuntos, né? Então, por esse motivo, eu sempre serei um ignorante em relação a outra pessoa em determinado assunto. Então, é importante a gente entender qual é o organismo que a gente trabalhando, tá trabalhando, qual que é a operação que a gente tá trabalhando para que se torne fácil pra gente falar, certo? E no mercado de derivativos hoje, geralmente quem faz a negociação, ela vai firmar o compromisso de comprar ou vender um ativo por um preço já determinado em um prazo pré-estabelecido, por exemplo, contrato futuro. Eu estou firmando para um para um uma determinada data de que para o preço do café eu estou disposto a pagar x valor. O Jonathan, por outro lado, ele ele sabe que o preço do café

4:35 ele pode e eh cair, então ele está apostando em um mercado diferente do meu. Então o que que ele faz? Ele me vende esse café, esse preço. Só que esse contrato em que a gente estipulou, ele é só para final do ano, ele é para dia 12 de dezembro de 2025. Então nós temos firmado este contrato futuro aqui, certo? As opções da mesma forma. De um lado eu aposto que o mercado vai subir, do outro tem alguém que está apostando na queda. Isso é muito tradicional do mercado de opções e muito facilmente encontrado nas provas de certificação, como o CEA, por exemplo. Então, dentro das opções, a gente consegue firmar estes contratos. Legal, entendemos um pouco do que do que é isso, entendemos um pouco do que são as

5:21 opções. Agora a gente parte para as operações estruturadas. Dentro das operações estruturadas, a gente consegue projetar cenários com base no que o research da casa de vocês já trabalhou. Então, você pretende montar uma operação que pode beneficiar o seu cliente na alta, na baixa, ganhar alavancado, entre outras possibilidades que a gente encontra dentro das operações estruturadas. Não se enganem com esses nomes. Colar, noquin, alavancado, rubi, etc. e tal. Isso só é o nome dado para a operação rubi. Nada mais é do que uma cola. Qual que é o a questão aqui? Cada casa vai ter o seu próprio nome para chamar a sua operação estruturada. Você tem lá a Rubi na XP, você tem a Colar nas outras casas. A

6:07 Rubi, digamos, patenteou o nome Rubi para aquela operação dela. Então é muito mais latente para todo mundo conhecer a operação estruturada. Ah, você tá falando da Rubi, né? Sim, porque é uma operação estruturada. Lembram daqueles box de quatro ponta? Você tem a butterfly? Isso tudo são nomes determinados para essas operações, só que dentro das casas você traz para um nome muito mais simplificado e muito mais entendível para o seu cliente. Então, quando a gente entra nesse mecanismo de o que é uma operação estruturada, ela é basicamente a mescla de uma ação e seus derivativos para proporcionar um resultado para o nosso

6:53 cliente. E o estagiário esqueceu um L aqui no mescla. Então ele escreveu mescla, mas é mescla, tá? Se vocês pegarem esse material aqui, mas é você unificar a ação, um derivativo dessa ação para você montar uma operação estruturada para o seu cliente. Perfeito. Até aqui fica claro para todo mundo, Ju? Algum complemento? Não, acho que você tá sendo cirúrgico. Ótimo. Eu vou tentar trazer de forma super simples aqui, mas que fique muito entendível para vocês, tá? À medida que a gente vai trabalhando aqui no assunto, a gente vai aprofundando um pouco mais. Então, a a como eu já trouxe aqui, é uma forma de a gente proporcionar, vamos

7:38 imaginar aqui, vamos trazer a cenário de vida real. O que que nós temos hoje? Nós temos um Trump que tem falado muita coisa. Ah, é o tarifaço, vai ser, não vai ser. Você tem a China do outro lado contrapondo. O que que esse tipo de situação causa no mercado? Incerteza. Que tipo de ativo que se valoriza em cenário de de incerteza? Ouro ou dólar, como você preferir, né? Mas o ouro sempre estável, sempre se mandeu um ativo, se valorizou dentro desse cenário de incerteza. O que que a gente vê aqui dentro do mercado Brasil pra parte de bolsa? uma fuga de capital estrangeiro desvalorizando a nossa bolsa, indo para ativos mais sólidos e mais menos voláteis ao longo do tempo.

8:24 Com isso, nós temos uma bolsa que sofre aqui no Brasil. Não podemos esquecer também que a gente tem os nossos problemas, um fiscal pressionado, a gente tem um juro alto, uma inflação descontrolada, que também corrobora pra bolsa não crescer dentro desse ano. Para isso, o que que a gente o que que a gente vê? uma lateralidade de bolsa. A gente vê a bolsa andando de lado. Tem como ganhar com bolsa andando de lado? Depende. É uma palavra muito usada por nós aqui no mercado financeiro, não é? Depende qual ativo a gente tá falando, o que que você quer ganhar em relação a esse papel. Poxa, se eu tenho hoje, por exemplo, Petrobras, Petrobras é um papel que tá andando mais de lado, muito sensível à notícia. A gente sabe que o papel sofre bastante ao longo desse tempo, tem

9:09 sofrido muito com os acontecimentos atuais. Será que vale a pena a gente montar alguma estratégia? Poxa, se for para investir no papel diretamente, eu diria que Petro não é uma boa opção, mas Pri por outro lado, que é uma Junior Company, uma empresa menor de petróleo, tem uns múltiplos muito mais favoráveis para você ganhar no growth da empresa, no crescimento da empresa, né? Você vai ganhar muito mais dinheiro com a empresa que vai se valorizar, que tem mais upside, que tenha mais potencial de crescimento. Mas e Petro, Gustavo? Dá pra gente montar alguma coisa com Petro, Gustavo? Olha, Gustavo, eu tenho uma operação aqui que ela tende a te dar um ganho alavancado de 1.5 vezes em tudo que o papel subir. E se o papel eventualmente cair até 10%, toda essa queda que ele tiver de 10%,

9:57 esse valor vai ser acreditado na sua conta. Faria sentido para você montar uma operação que dentro desse cenário mais lateralizado de bolsa possa proporcionar um ganho com Petro para você? Opa! Aqui você começa a trazer uma possibilidade para o seu cliente. Lembrem-se sempre do que eu vou falar aqui agora. Operações estruturadas, elas são produtos que complementam o portfólio do seu cliente, né? Se você vai trazer um COI, por exemplo, o o COI, eh, a gente vai ver lá na frente, mas o COI ele foi um um produto muito, como é que eu posso dizer, foi maltratado por muito tempo, né? Eh, acho que foi um produto que nem sempre foi usado por parte de outros profissionais,

10:44 né? Pro perfil de cliente indicado, ideal, digamos assim, né? Se é um cliente às vezes que tolera esse tipo de produto, talvez faça sentido de acordo com a carteira do cliente, mas muitas vezes vender esse produto para um cliente que não tem um nível de, não sei, não sei se eu diria risco, sabe? Mas que tá aderente ali pro que o cliente espera, sabe? E também as vendas mal feitas, né? Mas é um produto, não é um produto ruim se bem utilizado, é um produto muito bom. Então é isso que é era onde eu ia chegar, Jo. Era onde eu ia chegar, porque o que que acontece, né? É tipo sistema novo, tá? É tipo sistema novo. Quando você compra um sistema novo, ah, você maravilha vai usar, você vai identificar os problemas, né? Porque é novo, então você tá se

11:31 adaptando também ao ao sistema. Eh, espero que essa analogia funcione. Mas a mesma coisa do COI, quando o COI nasceu, ninguém sabia exatamente como é que era, como é que funcionava. As casas também tinham uma certa dificuldade de levar isso pro cliente de forma sólida, consistente, que fizesse sentido, né? Então, foi aqui, ó, a Beatriz foi mal comercializado e e talvez nem só mal comercializado, mas talvez as casas não tivessem um certo direcionamento pro produto porque era algo novo, né? Então você tem esse produto que acaba eh sendo um pouco eh eh eh sujado no mercado financeiro, onde você tinha muitos eh especialistas que anteriormente e assim, por favor, não

12:17 entendam mal o profissional, mas sim a casa que tá distribuindo o produto, né? A gente tem que pensar na nossa ponta da distribuição. Então você tem um novo produto que remunera muito bem, óbvio que você vai fazer para toda a tua carteira. Se você não tem uma um entendimento de perfil, se você não sabe, né, como a Jona falou, puxa, indicar pro pro cliente certo, pro perfil certo. Pois é, mas se você não tinha isso antes, você indica para todo mundo. Todo mundo aqui pode fazer. Foi negligenciado, né? um produto novo, queria colocar na carteira do cliente, mas nem todo mundo tinha eh ou o nível de maturidade de entender os detalhes daquele produto, entender as especificidades do produto e aí foi negligenciado, vendido de qualquer forma, sem entender os detalhes, as cláusulas, os entraves, prazos.

13:02 E aí hoje a gente chega naquele naquele discurso que a Jana falou: "Mas hoje tem produtos bons, hoje a gente tem vários coss que são bons, várias operações estruturadas que são boas, né? Por quê? Existe todo tipo de sapato para todo tipo de péna. você tem o cliente certo pro produto certo. Então é sempre encontrar a oportunidade dentro do portfólio do seu cliente, é você levar essa possibilidade de proporcionar um cenário mais favorável para a carteira do seu cliente. Aqui você tá sendo especialista, tá valendo, ó, dentro dessa desse cenário, você consegue ter um resultado um pouco mais positivo. Maravilha. Certo? Então, quando a gente olha para derivativos, né, como a gente falou aqui, eh, a gente começa a trazer um pouco

13:47 mais de que as opções, elas são instrumentos que a gente utiliza e que tendem a ser mais versáteis e que vão oferecer um um um uma um benefício pro nosso cliente, pro investidor, no caso. Então, quando a gente fala de alguns benefícios, eu tô falando da alavancagem, como eu já mencionei, que a opção ela vai permitir que o investidor ele consiga ter um ganho alavancado, controlando a grande quantidade de ativo que ele possa ter dentro da carteira, né? Então ele vai ter um resultado maior com um controle de ativos que ele tem, vai trazer uma flexibilidade, poxa, oferecendo uma variedade de estratégia de negociação que pode ser usada em diferentes condições de mercado, compra de, né, a call, a né? Então você

14:32 vai trazer dentro dessas possibilidades algo que facilite o seu cliente. Você tem também aquelas de red, como eu falei, que a proteção na baixa, se o papel cair, você ainda tá ganhando, né? Então você tem uma opção que pode ser usada para proteger a carteira de investimento contra uma possível queda, pensando em petro, né, como a gente falou aqui, ela vai ser como se fosse um segurão, né, um segurão do produto. Então o investidor vai comprar uma opção de venda para se proteger contra uma possível queda no preço do ativo. Ele vai botar lá um preço de venda a R$ 100. Aí o papel dispara cai para 70, pô, ele tá garantido uma venda a R$ 70, fez uma proteção. Além dos potenciais de lucro em determinados mercados, mercado em queda, você consegue eh eh trazer ali uma diferença entre investidor tradicional que tá lucrando somente

15:19 quando o mercado tá subindo, você tem uma opção dentro dessas possibilidades aqui que gera oportunidade de lucrar tanto em mercado de alta quanto de queda pro seu cliente, né? Então você acaba gerando uma possibilidade. O que que é legal dentro disso? Agora, olhando na ponta aqui comercial, tá? Eh, em comparação com a compra direta de ações ali, as opções elas podem ser uma forma mais, talvez, econômica de obter uma exposição a um determinado ativo, né? Principalmente em mercados mais voláteis. E a gente olhando isso pro nosso cliente leva essa possibilidade, além de levar diversificação, potencial, entre outras coisas que a gente já trabalhou aqui, você consegue maximizar os ganhos, você consegue minimizar risco, você tem previsibilidade naquilo que vai acontecer, você sofistica a carteira do

16:05 seu cliente, o que hoje é muito e valioso, né? Você traz uma diversificação pro seu cliente. Então, a gente faz esse pacote aqui, né? A gente soma esse pacote aqui de de coisas boas e leva pro nosso cliente, tá? Fica um pouco claro, vai vai se fazendo um pouco mais claro aqui algumas coisas para vocês. Se vocês tiverem alguma dúvida, podem mandar também aqui no no chat, tá? Beleza? Eh, gente, operação estruturada, eh, quando a gente começa a trabalhar com eh operações estruturadas, a gente precisa entender que, eh, eu, eu a gente vai trazer os dois temas aqui. Eu vou eu eu trouxe distinto, né? Eu trouxe a parte de operação estruturada de renda variável com ativos de ações, opções, etc. E vamos trazer no final a parte de COI,

16:51 tá? Então, entendam como coisas distintas aqui. O COI eh ele derivou das operações estruturadas, a gente vai ver lá na frente, tá? Mas quando a gente e agora a gente tá falando mais sobre as operações estruturadas com uso de opções, essas operações elas tendem a ter um risco um pouco maior do que, por exemplo, um COI, tá? Porque o co ele utiliza de eh renda fixa para formar aquele pacotinho ali que a gente vai trabalhar, tá? É importante a gente entender o suitability do nosso cliente, né? Hoje você tem algumas casas que disponibilizam apenas operações estruturadas para perfis agressivos, algumas outras para moderado, mas em suma, arrojado e agressivo apenas. É

17:37 importante levar pro cliente de vocês o risco envolvido nessa operação e que a gente vai ver ali na frente qual é o tempo que seu cliente tem. Se eventualmente teu cliente ele precisa resgatar esse recurso em um tempo mais reduzido, talvez operações estruturadas não sejam tão favoráveis pro seu cliente. É importante entender isso, pô. Lá na frente a gente a gente vê que quando você tá abordando seu cliente, a primeira coisa que você fala é sobre o perfil de investidor. Ele você vai definindo com ele. Então saber esse perfil de investidor do seu cliente te dá mais tranquilidade em falar com o seu cliente sobre uma operação estruturada. A gente, a operação estruturada hoje tem muita diligência, tá? Eh, vocês vão ver que é um negócio que ele é chato até pra gente entender,

18:22 tá? Até pra gente entender as as operações estruturadas aqui é é complicado. Imagina pro nosso cliente. Então, precisa entender se o seu cliente tem alguma demanda específica, quais são os objetivos do seu cliente para que você consiga estruturar algo para ele, tá? Primeiro que dentro da opção nós temos eh o o organismo dessas opções, ou seja, o titular de uma ou seja, a pessoa que comprou uma opção de venda, ela vai ter o direito de vender o ativo objeto, ou seja, a ação. Já o lançador dessa ele vai ser a pessoa que está vendendo a opção de venda e logo ele tem a

19:10 obrigação de comprar este ativo objeto, certo? Já quem compra uma col, ele tem o direito e quem vende uma coligação, certo? Então, se eu estou vendendo uma call, eu estou vendendo o direito da pessoa que vai comprar esse ativo, né? Já já dei a letra aqui, mas eu estou vendendo este direito para esta pessoa de comprar este ativo. Logo, ele paga um prêmio por esse direito. Ele pode exercer ou não, ele

19:56 fica com com a cargo disso. Mas eu como vendedor eu tenho a obrigação de exercer. Agora, se eu compro uma call, eu posso exercer ou não? Então, vamos lá. Eu fui lá no Farley e falei e e ele estava lançando, ou seja, vendendo uma opção, uma call, no caso, para mim. Logo, como ele tem a obrigação, ele recebe um prêmio. Então, eu paguei este prêmio para ele. Agora eu fico com esse direito de se o papel subir demais ou descer demais, eu posso ou não comprar esse ativo dele. Ele pode trabalhar nas duas pontas também, né? Nas duas pontas. Nas duas.

20:42 Aqui a gente trabalha distintamente porque, né, para fazer um pouco mais de de sentido, mas ele pode trabalhar que daí a gente começa a entrar no no box de quatro pontos, né? Ele vai fazer um um compra de de copras, proteger, enfim, dependendo da estratégia, tá? Nada impede. Você pode entrar lá no home broker e comprar opção do que você quiser de compra, de venda. Só que lembrem, né, cada uma delas tem o seu risco específico. Qual que é o, né? Vamos colocar aqui um risco, então, já que já que a gente falou disso. Vamos lá. Eu sou um vendedor, né, de call. Tô vendendo um uma col aqui. Eh, vamos imaginar que eu tenho Petrobras, né? Eu eu estou fazendo um um lançamento coberto que a gente fala.

21:27 Eh, quando a gente fala de lançamento coberto é que eu tenho o ativo para fazer esse lançamento aqui para operar, tá? Quando estou fazendo descoberto é que eu não tenho o ativo, tá? Só para que vocês saibam. Então eu tô eu tô vendendo a cola aqui. Aí eu tenho lá o preço de petro a R$ 50 hoje no mercado. E aí eu lanço essa opção de call lá pro Fley, pro Farley e ele vai comprar, né, esse direito. E eu lancei para ele esse direito de vender para ele ah a R$ 55, tá? O Faré ele já me pagou um prêmio, né? Porque ele vai ter esse direito. Vamos supor que ele pagou R$ 1. OK. Qual que é o risco para mim? Eu, Léo,

22:14 ã, o meu risco vai ser se Petrobras subir para R$ 350. Qual que é o risco que eu tenho de não vender o ativo pelo preço? Porque o Farley ele tem o direito, ele exerce ou não. Mas, ô, papel que tá a R$ 350 e vai poder comprar para 55. ele vai comprar. Então o meu risco hoje seria se o papel subisse demais. Eh, tem um outro mecanismo também que o pessoal acho que você já deve ter ouvido falar que é o short opera shortort, né? Provavelmente já deve ter ouvido. Alguém, alguém já ouviu? Alguém é novo para alguém? Isso quando fala opera short o Lucas. OK. Alguém mais? Tipo, é novo assim, zero lá. Já ouvi, mas não sei o que é.

23:03 Tá a Beatriz já. Beleza. Qual que é o problema? Novidade para mim. Novidade para quem? Pindar para mim. Isso. Long short. Tá. Vamos lá. Eh, só aponta short, tá? Fogaçar. Só aponta short aqui. Tá tá tá tá tá. Me situei. Me situei. Perdão. Boa. Top. Fechou. Então, ótimo. Vou vou partir do do pressuposto aqui. Eh, é o o falei o short strangle, ele é já é uma estratégia, né? Já um, já um modelo já, mas só, só é aí duas pontas. Eh, vamos imaginar aqui que seja um short só, né? Então, vamos lá. Eh, o que que o que que é isso? Eh, eu não tenho ações de petro. Eu não tenho ações de

23:49 petro. E eu vou lá e eu utilizo uma opção de de venda do papel. Eu boto lá uma opção de venda. Pum, abri o short. Tá, vem de lá sem ter o papel, né? Mas abriu uma opção. Qual que é o problema disso? Que se a ação disparar demais o seu preço, o Farley vai ter que exercer. Vai ter, não, né? Ele vai querer exercer porque obviamente o papel tá 350, ele vai exercer por 55. Qual que é o problema de eu ter feito essa operação? Porque eu não tenho papel. O Far vai querer comprar. Que que eu tenho que fazer? Eu preciso comprar esse esse papel no mercado para honrar com essa operação que o Farley topou fazer. Qual que é o meu risco? Para

24:35 subir demais. Ah, eu vou ter que comprar todo aí. Vamos imaginar que eu falei, ô, eu operei ali com ele 1000 papéis, mas a gente tá falando de um de um negócio que acontece no mercado que é a galera opera 10.000, 15.000, né? Que daí vai ganhar, às vezes ganha o prêmio da opção, né? Então o risco também existe aqui. Então quando a gente opera, né, é importante a gente ressaltar isso com o nosso cliente. Ficou claro aqui para vocês esse exemplo que eu trouxe? Sim. Sim. Ótimo. Para todo mundo. Quem tiver dúvida aí. Eh, o Lucas falou isso. V venda descoberta. Aí você tem que pegar eh você tem que abrir um um um aluguel, né? Você abre um aluguel para poder honrar com a operação ali. Mas igual se

25:21 acontecer você vai ter que devolver esse alugel, vai ter que comprar esse papel igual. Tá? Beleza. Bom, então vamos lá para para alguns aspectos aqui, né? Eh, só para ressaltar. Então, opções, nós temos qual, opção de compra ou de venda, né? Lembrem-se sempre do seu do P. O strike é o preço de exercício, que é o R$ 55 lá de petro que eu falei com do Farley, o exemplo. O preço seria o preço da opção pago ou recebido, que seria o prêmio, como a gente falou aqui, que é o preço dessa opção. O vencimento seria a data de exercício, ou seja, que é quando isso vai acontecer, ou seja, é quando eu me dispus a negociar com falei. Então, falei, eu tô colocando aqui para três

26:08 meses, é daqui 3 meses que a gente vai fazer essa negociação. Beleza? Beleza. Tá? E aí nós temos as dois modelos de opções, que isso aqui é coisa de de certificação, né? Você tem a opção americana e a opção europeia. A única coisa que distingue elas é exercício antes da data. Americana você pode exercer, você pode encerrar a operação antes da data. A a europeia não, tá? Essa é a única diferença entre elas. Então aqui a gente começa a trazer um pouquinho de entendimento, porque vocês vocês vão falar assim: "Pô, o Léo tá falando um monte de baboseira aqui". Não, vocês vão ver que isso aqui vai fazer um pouco mais sentido quando a gente começar a abrir as lâminas das operações. Então, vamos lá. Dentro das opções, nós temos o ITM, o ATM e o OTM, que são

26:54 abreviações que descrevem a relação entre o preço do ativo subjacente e o preço de exercício da opção. Lembram que a gente tem uma ação e tem alguma coisa que deriva dessa ação, que é o derivativo, que é a opção. Eu tenho uma opção, isso aqui lembra muito da certificação, quem tem estudando vai lembrar, tá? Isso aqui é coisa de certificação, mas é importante ressaltar. E Danilão, depende daí, tá? Danilo perguntou aqui qual que é mais usada. Depende bastante. Hoje no mercado em que eu trabalho, eu trabalho só com a europeia, a gente leva até o final. Mas assim, não, hoje eu não tenho de cabeça o número, a qual que é a mais usada. Acho que ambas elas são, né? Depende muito da estratégia ali que você

27:39 vai utilizar, tá? Eh, então vamos lá. In the money é quando uma opção ela está dentro do dinheiro que a gente fala, né? Como opção, ela está em demanda, enquandoo o preço do ativo subjacente, ele está acima do preço de exercício para call ou abaixo do preço de exercício para as puts. Então, por exemplo, uma call um preço de exercício de R$ 50, ela vai ser considerada inemoney se o preço do ativo subjacente estivesse em R$ 60, por exemplo, porque ela está dentro do dinheiro. Uma opção, quando a gente fala que ela está at the money, que é o

28:26 ATM, significa que o preço do ativo subjacente é aproximadamente o mesmo que o preço do exercício. Então, por exemplo, uma call preço de exercício de R$ 50, ela vai ser considerada at the money se o preço do ativo subjacente estiver em torno de R$ 50. Já uma outoney, uma opção, ela está outone quando o preço do ativo subjacente, ele está abaixo do preço de exercício para call ou acima do preço de exercício para Por exemplo, uma call um preço de exercício de R$ 50 seria considerada alt demanda. E se o

29:13 preço do ativo subjacente estiver em R$ 40? Certo? Esse desenho aqui explica muito bem. Ficou claro para vocês? Faz entender isso daqui. Isso sempre me confundia. Essa esse slide aí ficou ficou bem bem claro. Boa. Eh, depois peguem esse material aqui, salvem se precisar. Puxa, revejam lá, né? É, é legal ter isso aqui porque você é franco para você. Se você não mexe com isso aqui é fácil de esquecer. Vou até vou ser franco para vocês. Tem hora que pera aí demandeme. Tá, tá beleza, gente. Cai. Você tá ali

29:59 na correria. pera aí, deixa eu confirmar. E eu sou uma pessoa muito chata assim que eu sempre revejo e e não é por duvidar das coisas, mas se alguém me fala um negócio, eu falo assim: "Deixa eu confirmar só para ter certeza, sabe? Eh, brincadeiras a parte aqui, mas eu não sei se já falei, eu costumo redear o toba. Eh, é, é uma, uma palavra que eu uso bastante, assim, você faz um você faz um red do toba. Desculpa, gente, o termo aqui, mas é de mercado financeiro isso aqui, tá? Ou seja, você vai cuidar do que é teu para não pro risco não vir para você, gente. Então, vocês t que ser o mais conservador possível, né? ficar ali na paredezinha assim, ó, cuidando, porque, gente, isso aqui é hoje aonde eu trabalho é é super

30:45 sensível, né, esse tipo de assunto aqui. Vocês podem ver que eu pergunto várias vezes se tá fazendo sentido para vocês, justamente por isso, porque é basicamente o o teor da conversa que eu tenho que ter basicamente com o cliente hoje, porque se ele não entende isso daqui, se ele não entende a operação, ele vai chegar para você e vai falar assim: "Eli, não foi isso que a gente falou lá, não entendi." E aí eu já vi ressarcimento de R$ 200.000 pro cliente, onde não foi falado um pontinho e a gente teve que ressar o cliente. E eu sou o tipo de gente que eu odeio que tire dinheiro do meu bolso. Então eu sempre falo, tomem muito cuidado com esse tipo de assunto quando vocês caírem para falar com o cliente. E

31:31 gente, vou falar aqui uma coisa agora. É escopo profissional. Ah, Léo, mas eu vou ser profissional, eu vou ser especialista em investimento, nem vou ser trader com você, não tem problema. Mas hoje como trader, eu tô na ponta com com os meus especialistas falando para eles falar sobre isso com o cliente, porque o cliente ele confia no especialista, não do trade. Então o especialista ele é como se fosse o meio do caminho entre eu e o cliente. Então se o meu especialista não sabe explicar isso pro meu cliente, já tem um erro aí. Então, ah, Léo, esquece a coisa de que você nunca vai falar isso com o cliente. Não, com certeza vai. Você minimamente vai ter que explicar uma operação estruturada pro teu cliente. Belê? Vamos lá. Então aqui a

32:16 gente traz um pouquinho desse modelo, né, que é o Black and Shes que a gente fala, que é o modelo de precificação, que ele é nada mais é do que uma fórmula matemática que a gente usa para calcular o preço teórico de opções. Fiquem tranquilos que isso aqui vocês não vão precisar usar e nem eu uso no meu dia a dia, mas é importante a gente saber que ele existe. Ou seja, a gente vai trazer aqui dentro desse estudo o preço teórico da opção de call de venda em instrumentos financeiros. Então, ações com mortes, moedas. Ele foi desenvolvido por um cara chamado Fisher Black, é Miron Sches e Robert alguma coisa. É, Robert alguma coisa. Foram esses caras que desenvolveram esse modelo aqui, né? Isso lá em 1900 e lá vai bolinha, 1960, 70.

33:03 E eles montaram essa forma de precificar as opções, porque você pensa, poxa, mas como é que eu vou precificar? Como é que, né, vai acontecer isso? Então ela leva em consideração vários fatores para determinar o preço da opção. Então vai trazer o preço atual do ativo subjacente, o preço do exercício da opção, o tempo que vai levar para essa opção ser exercida, volatilidade do mercado no meio do caminho. E todos esses fatores aqui que eu que eu comentei aqui que tem aqui no nosso slide, ele vai dar o nosso modelo de precificação das opções. Então ele é muito utilizado, né, por traders, investidores que operam muito a parte de opções para tomar uma decisão de investimento. Contudo, fiquem tranquilos que a nossa casa manda tudo prontinho

33:49 pra gente. A gente não vai precisar montar esse modelo, não vai precisar estudar esse modelo. Deixa para uma área que chama-se estruturação ou mesa de renda variável, enfim, como como for na casa de vocês, na casa em que vocês trabalham ou forem trabalhar, tá? Eh, pode falar, Fred. Eh, você, no caso, como trader, você tem que falar, explicar a operação pro para o para o especialista. É isso pros dois. Na verdade, às vezes o especialista, puxa, estamos numa reunião com o cliente, já vem uma oportunidade, você já entra com a lâmina e já começa a apresentar para teu cliente, não precisa nem explicar pro teu especialista, mas eventualmente você vai trazer dentro ali de uma conversa com os especialistas,

34:35 você vai trazer essas informações para eles, para que eles possam ser os distribuidores da informação. Beleza? Vamos lá. Não se assustem, mas isso aqui a gente vai ver na parte de operações estruturadas daqui a pouco. Isso aqui é como é meio que estruturado a operação estruturada, tá? É como que a gente tem dentro da operação as opções. Ou seja, nós temos o tipo que a gente tá utilizando dentro do mercado, tá? Seja uma call ou uma ou brasileirado, opção de call, opção de venda. Aí dentro dessa operação nós temos um sentido e as coisas vão começando a

35:20 tomar forma. Por quê? Dentro da operação, lembram que eu falei lá que tem o ganho alavancado? Aí você tem a proteção na queda, a gente vai encontrar o que a gente chama de barreiras dentro dessas operações, que são basicamente condicionantes dentro da operação, porque também eh não vai ser um negócio assim que é um mundo perfeito, né? você vai ter lá uma operação a qual vai te dar um ganho alavancado por um determinado período e que esse período, poxa, eh, se for atingido, se não for atingido, maravilha, mas se for atingido, ele tem um como se fosse um condicionante. Ó, essa opção aqui, ela te dá ganho alavancado, né? É, essa operação aqui, ela te dá um ganho alavancado. Só que se o papel ele subir

36:06 mais do que o projetado aqui dentro do que a gente vê, vai acontecer alguma coisa. Ou você vai limitar teu ganho, ou você vai ter que vender o papel, enfim, alguma coisa de ruim vai acontecer, porque até agora a gente só falou coisa boa, né? Só parece coisa bonita aqui, né? Mas tem que ter o lado ruim da história. Então, eventualmente, puxa, o papel subiu, você vai ganhar duas vezes a alta do papel. Se eventualmente ele romper a barreira de 50%, por exemplo, o que que vai acontecer? Você vai limitar o seu ganho em 10%. Ah, Léo, como é que é 10%? Como é que você sabe? Por causa desse cara aqui. Além desse cara, você tem toda uma análise do papel, né? Para BRAER,

36:52 Prciano, uma operação muito utilizada. Embraer, pô, Embraer tá voando esse ano, tá indo bem. Então você tem um modelo estudado para montar uma operação estruturada com o papel de Embraé. E aí se eventualmente o papel subir mais do que o projetado, o que que vai acontecer? Você vai limitar o seu ganho. A gente vai ver lá na lâmina, OK? Mas a gente identifica que houve esse toque de barreira que a gente fala aqui, que houve esse essa proximidade, né, em chegar próximo do que a gente tem eh eh de barreira é definido pelos sentidos aqui, ó. E a gente vai ver se for para cima, um ganho alavancado é o up. Ou se for para baixo, por exemplo,

37:38 uma proteção, a gente tem o down. E aí você tem o efeito que vai acontecer se tocar essa barreira, que é o in o out, por exemplo, ativa a sua opção ou desativa a sua opção. Vamos esclarecer aqui, então vamos lá. Vamos imaginar que você comprou, né, fez uma operação estruturada na qual papel, se ele subir tudo que ele subir, o teu cliente vai estar ganhando alavancado, tá? Só que tem um limitador que é de 40%. Então, se o papel subir 40%, ele tá ganhando. Se subiu 41, a nossa opção ela vai ser ativada.

38:26 E aí nós vamos limitar o nosso ganho em 5%, por exemplo, no período. A mesma coisa é para baixo. Se eventualmente o o o cliente ele estiver com uma operação que proporciona uma proteção para ele, ele tá ali com uma proteção de até 10%, ou seja, se o papel cair - 10%, ele tá protegido. Se o papel cair - 11%, a opção dele vai desativar e ele deixa de participar desta proteção. Ele não ganha mais essa proteção. Paraa alta, a mesma coisa. E como que a gente vê isso dentro dessas operações? Por exemplo, uma call up, ou

39:11 seja, a gente tem uma call, onde você tem uma ponta para cima. e uma ponta onde vai desarmar essa operação aqui do seu cliente. Fala, Elis. Boa noite, turma. Eh, eu, ô, Léo, deixa, deixa só entender uma coisa. Quanto você falou que desativa, eh, ele não tem, ele ele para de perder, ele vai até, por exemplo, aquele aquele teto ali, aquele suporte e aí ele não perde mais. Ou como é que como que é essa perda? Por exemplo, se ele perdeu até 10% e o teta é 10%, ele não perde 11, ele vai perder, continuar

39:57 perdendo 10. É isso. Ahã. Vamos imaginar num cenário de queda, mas vai fazer um pouco mais de sentido quando a gente for analisar as lâminas, tá? Mas vamos imaginar que ele tá em queda, né? Que foi o cenário que você trouxe aqui. Vamos imaginar é até 10% essa proteção. Caiu 11%, ele vai ficar com o ativo na carteira dele. Ele tinha o ativo, montou a operação, vai ficar com o ativo na carteira dele, desvalorizado 11%. Encerrou a operação em -11, não acontece nada. O cliente vai ficar com o papel desvalorizado em 11%. Vou imaginar que o papel caiu só cinco. Ele não chegou nos 10%, que era a nossa barreira aqui do outar essa nossa essa nossa opção. O papel em tela vai ficar no seu preço normal,

40:44 desvalorizado em 5%. Só que essa isso pode. Aham. Isso. Isso pode considerar que é uma perda limitada. Exatamente. A gente costuma dizer que é uma proteção parcial. né? Porque você tá protegendo parcialmente a queda do papel. É, normalmente na lâmina vem escrito isso, né? A perda limitada. Eh, eh, isso isso é mais na linha dos cois, tá? E aí a gente, eu vou explicar para vocês depois o por que tem essa diferença, porque o COI ele consegue garantir um R que vai ter a perda limitada, ou seja, você perde no máximo X%. Aqui dentro dessa operação, lembra que a gente tá falando aqui ainda de parte de ações. Qual que é o o a perca máxima do

41:30 seu cliente? O papel IA zero. Essa é a perca máxima do seu cliente, entendeu? Aí a diferença é creditada na conta do seu cliente, dada essa proteção que ele tem. Beleza, obrigado. El fala Mateus, fala Léo. Desculpa ignorância. Quem que vai quem que vai segurar a perda dele? Por exemplo, ele parou de perder em 10%, só que o papel dele tá em menos 15%. Quem que vai segurar essa perda? Hum, a barreira ela foi só até 10. Vamos imaginar aqui 10% só de queda. E isso é

42:17 proporcionado devido à opção. A opção é que faz essa proteção do seu cliente, tá? Porque você lembra que a gente trabalha com o ativo e a opção, o ativo subjacente e a opção. E dentro da opção você vai ter um fato onde você consegue gerar essa proteção. A opção proporciona para você essa proteção, mas vamos imaginar que ele passou dos 10%, 15%, tá perdendo 15, certo? Esses 15% ele já desligou essa lâmpada aqui, ou seja, a opção dele já desativou. é um condicionante, ele para de participar dessa proteção onde ele receberia um crédito na conta

43:03 dele e ele fica com o papel desvalorizado em 15%, ele arca com esse risco. É risco total aqui. Não tem risco parcial, não tem nada, é risco total. Teu cliente tá totalmente alocado no risco. Lembrem que aqui a gente tá falando de operações com ações. Mercado de renda variável ainda tem seu risco. Ficou claro, Mateus? Não sei se se eu me fiz entender aqui, cara. Mais ou menos, mas deu para entender. Quer tentar perguntar de volta? Quer tentar fazer um, né, tentar trazer um Talvez eu não tenha entendido a tua pergunta. Talvez. É, talvez eu não tenha entendido a sua explicação. Eu digo assim, eh, por exemplo, se ele vai travar numa perda de 15%. Então, o cliente travou ali na perda de 15%. Para aí, tá? Não vai

43:51 travar. Em momento algum a gente falou que vai travar, tá? Então, entendi errado. Não vai travar. Ele não trava. Vai muito em lia com o que o Farley falou. O que o Farley falou é exatamente o que você propôs aqui agora. O que o Farley falou é uma perda limitada. Isso é trava. Isso é trava. Por você tá garantindo que a tua perca máxima, independente se o papel cair 200%, tu só vai perder 10. Isso é perda limitada. Aqui a gente tá falando que não vai travar nos 10%.

44:37 Só que se dentro dessa operação você permanecer na linha dos menos 10%, você está protegido. Ah, entendi. Fala, Danilo. Fez uma cara assim de tipo, putz, mais ou menos. É tipo protegido como? por conta da opção. A gente vai ver na lâmina depois e aí vai ficar um pouco mais claro, porque pensa dentro da operação, você como é que você faz, né? O que que que você vai colocar? Vamos imaginar que você dentro dessa operação para garantir que os que você vai ter esses 10% de proteção, você vai colocar que a venda do papel, ela vai ser até com com uma barreira de até 10%.

45:24 no preço de contratação. A opção é que vai te proporcionar essa possibilidade, tá? Lembra disso? Então eu coloco aqui uma opção de venda, papel a R$ 50. Eu coloco uma opção de venda a R$ 50. Se o papel cair, eu vou vender ele a 50. Vamos supor que ele caiu para 45. Eu vou vender ele a 50, ou seja, eu vou ganhar os R$ 5, porque a opção me proporcionou

46:09 isso. Esses negócios de ganha alavancado, proteção, é a opção que proporciona em cima da da ação. Beleza? Ficou claro? Sim. Obrigado. Ótimo. Fred, você ia falar. Tranquilo, tranquilo. Respondeu minha pergunta. É, perfeito. Não existe proteção, existe estratégia, né? O cara, ele tá trabalhando estratégia. Isso aí vai muito em linha. Ô, ô, Flarley, que que aquilo que eu falei no início, eh, você vai oferecer um negócio desse aqui da tua cabeça do nada hoje? Aleatório, não. Você tem o quê?

46:54 um research que projetou tudo isso. Você tem uma área de estruturação dessas operações que uniu essas duas informações e falou assim: "Não, a nossa visão para esse papel é isso. Esse papel ele pode cair até 10%. Porque aí dentro da da das opções tem isso aqui. O máximo que o papel pode cair devido às condições mercadológicas que a gente tem hoje é de até 10%. Se eu coloco uma opção diferente, talvez essa opção ela não tenha fundamento e aí você não vai ter negociação para essa para essa opção. Porque pensa que para uma opção funcionar, duas cabeças pensantes têm

47:41 que estar em divergência. Eu acredito que o papel vai subir e o Hermenegildo acha que o papel vai cair. É o comprado e o vendido, né? É nesse termo, né? O comprado e o vendido. Exato. Não é? O comprado e vendido pode ser usado para muita coisa, mas inclusive aqui é o comprado e vendido. O cara que acredita na compra vai tá comprado no papel. O cara que tá vendido vai entrar vendido no papel. ponto. Beleza? E aqui a gente tem, né? Então você tem uma call down and out. Então a gente volta aqui no nosso exemplozinho. Você tem uma call down andout, ou seja, você tem uma

48:28 opção de compra onde o condicionante dessa opção é para baixo se eventualmente o papel cair. Ou seja, se o papel cair, eu tenho a possibilidade de comprar. Certo? A mesma coisa na venda. Lembre-se sempre, puxa, é qual É compra e venda. Qual que é a a intenção do negócio? E aí vai formando isso na cabeça de vocês aqui, n? Você tem uma up and out. Você tem uma opção de venda, é?

49:17 up and out é up and out, ou seja, você tem uma opção de venda na qual se o papel subir demais, há um determinado limite vai desligar a nossa função. E essa função ela é ou proteção ou ganho alavancado. Beleza? Ficou claro aqui para vocês? 2056. Vamos dar uma olhadinha numas lâminas. A gente vai vai fazer por por blocos aqui a nossa aula hoje,

50:02 gente. Dúvidas? Jô, tem algum complemento aqui? Gente, esse assunto às vezes parece um pouco complexo porque são muitos termos e que não estão no nosso dia a dia. Até no no dia a dia de quem tá acostumado já é complexo, imagina de quem não está habituado. Então eu vou falar como que eu costumo fazer para gravar, fazendo anotação mesmo, sabe? Tipo no caderno, como é o trouxe, às vezes em gráfico, em tabela, que fica mais fácil da gente assim absorver e tentar de alguma forma ler sobre o assunto, sempre deixar isso em pauta, senão daqui a uma semana a gente esquece e volta a confundir. É a maneira que a gente tem, enquanto a gente não trabalha com isso, para quem não trabalha com isso, não vive isso, eh

50:47 conseguir trazer isso pra rotina e de alguma forma não perder aqui o conhecimento, né, com o tempo, mas trava até de quem a gente já tá acostumado. É porque é bem teórico, né? E técnico, né? É super técnico. Exatamente. É bem, é bem é por isso que eu falei, é duas horas aqui é pouco pra gente debater isso aqui. É mexe com raciocínio lógico. Porque Exato, porque não é um negócio, é, é isso que você falou, não é um negócio lógico, né? Compra sobe. Não, pera lá. Eh, é só fazer um comentário rapidinho que nas lâminas. Você lembra daquela operação de americanas? Aham. Deu mais ou menos uns 6 milhões ali na

51:33 época. Eu fiz as contas e o cara tinha investido parece que menos de 200.000, se eu não me engano deu 86.000 na compra e alguma coisa do tipo na venda. Eu acho que foi f que ele montou uma fence. Então aí aí você tem um cenário assim onde as pessoas especulam, né? Porque isso aqui, querendo ou não, é uma linha mais é especulativa, né? Porque você tem o, claro, vocês na ponta distribuidora vão ter todo um corpo ali de estudo, tá? Você vai ter toda uma análise da casa com base nisso. Mas pensa, tem investidor que faz isso por conta. Pô, eu tenho um cliente lá que opera termo opção, mas uma porrada de

52:21 coisa. Na maioria das vezes, eu acho que ele não sabe o que ele tá fazendo. Na maioria das vezes, ele perde dinheiro. Então, só que é um cliente assim que esa, né? Tem grana para fazer isso e tal. Então, ele especula, é especulativo. Aí é legal de conversar com ele porque ele tem as teses, né? Acho que como cada um de nós tem uma forma de pensar, ele tem uma forma de pensar em relação ao mercado. Eh, eu tinha um um outro cliente aqui, caso de vida real, que ele ele não tava operando comigo, ele tava operando em outra casa, mas ele veio tirar dúvida comigo, né? Engraçado, é tipo, o pedreiro vem aqui em casa, faz, faça uma cotação com o pedreiro, não contrato ele, contrato o outro, aí o cara vem e faz coisa errada aqui, né? Aí depois eu chamo o outro para consertar, tipo isso. Aí ele ele fez cagada lá na outra casa e ele veio perguntar para mim assim o que que ele

53:06 deveria fazer. Ele tava com uma opção de venda de ML3, Mercado Livre e na época ele tinha lançado uma uma a R$ 90, por exemplo, né? Eh, e o papel não parava de subir. O papel não parava de subir, subindo, subindo, subindo. E ele até tinha os papéis, né? Só que qual que é o problema disso? A esse tipo de operação chama um negócio, existe um negócio chamado eh chamada de margem, que é basicamente assim, para você montar esse tipo de operação, né, para você operar esse tipo de coisa, você tem que ter minimamente um garantias depositadas, né? Eh, e à medida que que vai tomando mais das garantias depositadas que você tem, vai chamando financeiro, né? Vai chamando grana da sua conta. E tem casa

53:52 aí que hoje com sede de crédito sem e claro, quando o cliente ele entra lá, ele assina o termo de que OK, né? A a casa ela concede crédito pro cliente a juro para compensar a dívida que ele tem no mercado financeiro. Que entendam, a casa nunca vai ficar com o prejuízo, nunca vai ficar. Eh, tem um livro muito com dívida milion milionária. Hã, tem cara aí que opera aí que tá devendo que tá É. Ah, mas se você for ver, né, eh, esses caras mais loucos assim de mercado, tem tem um livro muito bom que hoje eu fiz até um resumo dele que eu tava que eu troquei de livro hoje. Eh, chama-se Reminiscência de um operador da bolsa, né? Eu tinha lido ele, não tinha anotado o resumo dele, que fala muito sobre essa essa essa questão de operar short, né, de fazer a

54:39 operação de venda. é bem legal assim, ele mostra um pouquinho na na vida real. Eh, e operação de venda normalmente eh envolve bastante mais risco, né? Porque a chance de o papel disparar para cima e você ter que comprar mercado para honrar com operação é muito, muito maior. E esse cliente ele tá, ele tava operando assim coisa de 6 milhões, por exemplo, e ele tinha lá uma dívida, pô, que dava 10.000 1 só de juro nos créditos que ele tava tomando. Assim, eu falei, tem duas opções. Você continua perdendo dinheiro, você encerra essa operação. Continua por mais dois dias, encerrou a operação. Prejúo total. Prejúo total. Eh, e qual que era o problema disso, né? Se se no final a ML3 tivesse e caído para caramba, né? Caído horror. Ah, ele ia ter ganha muito dinheiro, mas não foi o caso. Ficou meio

55:25 que andando de lado ali por uns dois, três meses assim e aí o papel desandou, né? Eh, mas é isso, tá? Então, só para trazer uns cases de vida real aqui com vocês. Fala, Elis. Na verdade, é outra dúvida de vida real, porque eu já trabalhei em tesouraria, mas não tesouraria de investimento, tesouraria mesmo de agência. E aí, por exemplo, se você tem uma diferença de de algum dos caixas ou do centralizador ali de um caixa eletrônico, é nossa responsabilidade de pagar, parcelar, enfim. na tesouraria, quando a gente eh tá falando agora de ativos, vamos colocar aí o pior dos cenários também, né? Esqueci de falar alguma coisa, aconteceu alguma coisa aí que não foi

56:10 falado. Eh, como que é isso dentro da área de investimentos? Eh, também o próprio operador vai ter que pagar tudo parcelado, tem um teto. Como que é isso? Graças a Deus não sai do bolso diretamente assim como é. Graças a Deus. Graças Deus livre. Ia ter gente com consignado até hoje lá pagando. Eh, mas ele afeta em financeiro diretamente, né? Ele vai impactar bônus. Ah, ele sai do da projeção de bônus. Ah, então você você tem teu bônus lá, pô, você sai 200.000. Você não ganha 1/3 dia, você vai ficar uns três bônus pagando, né? É, e aí você impacta o escritório como um todo, né? Você vai

56:55 impactar toda a carteira que você tem ali em relação aos seus pares. Enfim, é diret é é financeiro indiretamente, né? É de um dinheiro que você tá trabalhando para receber lá na frente, ou seja, vai ter que trabalhar a mais, vai ter que alavancar para poder arcar e ter algum tipo de lucro. Sim. Hoje um especialista comentou comigo de um prejuízo de R$ 500.000 que aconteceu numa situação assim, não dele, né? aconteceu numa carteira X de uma pessoa X, dependendo também do prejuízo, às vezes se for uma negligência, algo profissionalmente, tecnicamente, que o especialista terror pode impactar também numa justa causa também. O banco paga, mas né, não fica ali no zero a zero. É, eu já vi da demissão também. É, eu já vi na

57:41 tesouraria isso aí, sim. Quando eu atuava, eu já vi colegas que foram desligados por conta disso. Por isso que eu perguntei, porque não é só o impacto do bônus, né? Tem essa questão mais séria, dependendo do volume de, né, de eh do de problema aí, né, que vem a do prejuízo, né, é o patrimônio do cliente ali, né, às vezes é o patrimônio de uma vida toda. Então é uma responsabilidade muito grande, pessoal. Mas Jona, quando o especialista pode botar a mão e encerrar a operação do cliente? Não sei te responder isso, Fred. Você sabe, Léo, quando que o que o operador pode encerrar a operação do cliente, o cara tá perdendo.

58:28 Não, não, a gente não não bota a mão assim não, tipo, de falar, ó, a gente faz o quê? Ó, Frederico, tudo bem, cara? tá tendo um prejuízo muito grande aqui. Eh, isso tá, né, tá gerando diversos tipos de prejuízo além do do da operação. Então, é importante que você encerre essa operação para que esse esses valores não aumentem. Ah, daí tem duas opções, encerra, né? Você vai encerrar, eh, porque daí o que acontece, né? Se vou, putz, vou trazer primeiro cenário, Léo, quero continuar, né? tá, tá querendo fazer o negócio acontecer de volta. Eh, vai chegar um momento onde a casa ela não vai continuar honrando com isso,

59:14 então ela vai compulsoriamente vender os ativos que você tem como garantia. Nesse caso da casa, ela tava concedendo crédito para você a juro para honrar com a operação e aí você fica inadimplente na casa, né? Nunca mais vai conseguir operar lá. Ou então você pode falar assim: "Não, Léo, eu tenho mais margem aqui para depositar, tenho mais 10 milhões aqui fora da da casa, eu vou trazer para cá para você poder colocar como margem aí." Maravilha, tranquilo, dá para ser também, mas diretamente você ir lá botar a mão no dinheiro do cara, falar assim, ó, para, encerra, tem como, né? A gente não pode, entendeu? E aí eu acho que depende, eu não, eu não

59:59 sei responder exatamente a pergunta do Fred, mas eu acredito, pelo que eu conheço, que depende muito do modelo que a instituição adota, se o especialista tem ali autonomia para operar na conta do cliente ou não. Cada casa adota uma forma, né? se é assessor autônomo, se ele tem ali discricionário para operar mesmo, comprar e vender ativos ali com uma pré-autorização do cliente ou não. Aí já estaria se tratando mais de uma carteira administrada, né? Talvez, talvez o especialista teria que ter um um complemento a mais ali, ser certificado a mais para isso. Com certeza. se ele tem operação, se ele

1:00:46 opera de forma discricionária ali sem cliente valide cada operação, ele tem que ter as licenças legais ali para isso. Mas tratando do especialista, aquele que tem um CA, talvez ele não possa não, Frederico, com certeza não. Na verdade, é, na verdade, eu acredito que o próprio cliente quando ele vê a queda, pelo menos assim, eu hoje eu sou gerente, então o próprio cliente quando vê a queda, ele aciona, né, o banco, então ele vai pedir uma nova assessoria, que é aonde que é a oportunidade do assessor ali sugerir uma, né, uma modificação na carteira, né? Nossa, Nossa Senhora. Não posso contar. Os que estão Não, assim, os que os que estão em perdas

1:01:32 acionam, eles eles reclamam que tá com baixo rendimento. E aí, onde que eles acionam os gerentes para poder fazer a consultoria com os especialistas? Rapidinho, é rápido, não vai trabalhar muita aula não. Eu já perdi 10 de manhã e ganhei 11 à tarde. Não, não aciona. Mas também não finalizei a operação para que eu não tinha dinheiro para voltar. Eu só mudei o lado, só mudei a mão. Não, aí é que daí você tem que entender assim também, né? Eh, para Ah, puxa, Léo, eu tava operando R$ 500, R$ 1.000, mas você tinha lá de tesouro direto depositado R$ 100.000, cara, você tem uma margem de garantia muito grande.

1:02:19 Se tua operação desce errado, tá tudo certo, entendeu? Sim, tem. Isso acontece. Eh, a a o que a gente traz aqui é assim, puxa, quando você chega num nível muito estressante, né, que você tá envolvendo muito risco, onde você, essa operação que você fez, ela é de 80.000 1000 e você tem depositado de garantia 85. Então você tá muito próximo do que você tem de garantir. Ou seja, se tua operação começar a dar muito errado, começa a trazer muito risco. Tanto que eh isso não é uma coisa assim achismo, né? Não é uma coisa que hoje tem uma uma plataforma que a gente usa que é a avaliação de risco do cliente, né? Então, ah, Frederico, o que que você

1:03:05 quer operar hoje? Léo? Eu quero lançar um termo aqui, tá? Beleza? Eu vou lá, simulo esse termo. Você quer operar? Falou assim, ó. Para para você operar hoje, você precisa ter no mínimo R$ 200.000 depositado em garantia aqui. Isso garantia que a gente fala é tesouro direto, por exemplo, financeiro dentro do banco. Ações eh entram bem pouco. Daí a dependendo do percentual que a ação tá no dia para entrar como garantia. Então tem toda uma avaliação antes de liberar, entendeu? Então provavelmente, ah, puxa, você falou: "Ah, eu operei lá, tava tranquilo, mas provavelmente você tava dentro das tuas margens". Você operou dentro do risco permitido ali, sabe? De um risco onde você não vai ser acionado pela casa. Começa a brincar, abre um short lá para você ver. É, vem bloqueio atrás de bloqueio,

1:03:50 vem e-mail, entendeu? É só, é só você começar a operar com risco. Opera, começa a operar assim pelo Não, não, não faz isso não, tá? Mas é só você começar a fazer operações mais agressivas. Hoje em dia não. Hoje em dia não. Aí, aí você vai ter bloqueio na conta. Aí você vai ver que você não consegue operar, vai ter uma dificuldade porque daí a casa começa a travar, entendeu? Não é tão simples assim. Belê? Então vamos lá, ó. Vamos entender aqui um pouco dessa operação aqui, tá? Aqui é basicamente aquilo que a gente falou, né? Até um determinado período você tá protegido, né? Para cima tudo que você ganhar vai ter um percentual e para baixo aqui, se o papel cair você ainda tá protegido. Vamos lá. Se o ativo objeto se desvaloriza além de

1:04:36 20%, ou seja, nós temos aqui 20%, tá vendo, ó? De 100 a 80 - 20%. Você vai participar da desvalorização do ativo objeto a partir de 20% da desvalorização. Lembram que eu falei que se rompe a barreira de baixa, isso aqui é o que a gente tá falando de quê? Que ele meme, né? Falando de qu é de que isso aqui? Como é a pergunta aqui, ó? Tá vendo o outzinho aqui no canto? Tô vendo. Não. Sim. Aqui, ó. Aí não tá no não tá compartilhado. Pera aí, deixa eu aumentar a tela aqui.

1:05:22 Aqui, ó. Ah, veio. Ah, agora tá aparecendo o alt. Ou seja, do 100 a - 20 você tá dentro, certo? Você tem aqui o quê? Uma operação. Identifiquem aqui, down, né? Por tá descendo, é queda. Logo, essa operação é uma down and out. Por quê? Se cair, ela apaga. Por que que ela apaga? Vamos lá. Você perde essa proteção aqui. E vamos entender aqui, ó. O ativo objeto se desvaloriza até 20%. Sei lá, 10%. Aqui, ó, não há

1:06:10 perdas. Você não vai ter prejuízo. Então, se passar dos menos 20%, o que que acontece? Desliga, você começa a ter prejuízo. Essa operação aqui é uma operação de quanto tempo? Acho que é. Ah, não tem aqui. Normalmente essas operações pelo pelas barreiras aqui, elas devem ser de 4 a 6 meses no máximo, tá? Por conta da barreira curtinha. Então, se dentro do período de 4 meses, isso aqui são as é a barreira, tá? Ó, aqui que a gente tá falando é a barreira. Menos 80 é uma barreira. Nesse caso aí, ela só me protege até 20% e só me paga até 30%, no caso. Até até

1:06:57 30%. Exatamente. Ativo objeto se valorizou até 30%, você vai ter um retorno perda total do patrimônio investido. Exatamente. Agora, se o ativo passar dos 30%, você tem um retorno limitado. Por quê? É, se o papel subir 50%, 60%, tu vai estar limitado a 30. Vocês conseguem mais ou menos identificar para que tipo de cenário é esse tipo de operação? Conseguem uma alta, né? Uma alta do papel. Então, vou te fazer uma pergunta. Se eu considero que o papel vai subir, ele vai ter uma alta. Ah, na verdade, na verdade, por que que eu vou estruturar

1:07:42 isso aqui? Por que que eu vou estruturar isso aqui? É mais fácil eu comprar o papel e deixar ele subir. Eh, não, isso aí é uma baixa, na verdade, uma baixa, porque assim, ele, se ele cair todinho no cara, tu vai perder tudo. Eu só consigo te dar ali 20% de proteção. Mas se ele subir mais do que 30%, só te dou 30%. Eu tô mais acreditando que ele vai cair mais do que ele vai subir, no caso, mais do que 30%, né? Perfeito. Só que aqui a gente precisa considerar e a resposta ideal aqui não é totalmente a queda, é uma queda moderada. Eu considero que dentro desse cenário eu posso ter uma queda moderada

1:08:29 do meu papel, porque a gente tá falando de 20%. Professor, existem existem existem operações que protegem total a totalidade. Aí, esse sim, eu tô te protegendo da queda. Agora aqui pensando em um cenário onde a gente pode ver o papel em uma queda moderada, essa operação ela se encaixa muito bem. Mas para não te penalizar e você ter que entregar esse papel, se eventualmente o papel subir 10 ou 15%, você ainda vai estar participando dessa alta dessa desse papel aqui. Mesmo a gente interpretando que ela tem um um retorno de até 30%, então ela não protege tanto, né? Porque o eu enxergando esse gráfico, parece que a margem de alta é maior do

1:09:16 que a margem de baixa, porque a margem de baixa é 20% e a de alta é 30. Não sei se eu consegui te explicar. Dois para um para do eh três para dois. Olha, eu eu eu confesso para vocês que eu nunca leve eu não levo esse tipo de comparação, até porque não nunca vi alguém fazendo esse tipo de comparação. Ah, o risco da alta é comparado com o risco da baixa. Pensem que são pernas individuais, são pontos individuais, tá? São pernas individuais. Por quê? Se você tem o toque de barreira aqui, lembrando, vamos imaginar que essa operação seja para se meses, Léo. E se tocar barreira aqui no primeiro mês, mas ela voltar aqui, o que que acontece? tocou barreira

1:10:02 filme, tá? Ela ele vai ficar com Mas e a alta, Léo? Se o papel tocar a barreira for até menos 40 e depois por um a felicidade aqui do investidor, o papel subiu mais do que 60%, ficou aqui em 110% de alta. É 110% de alta, coloca aqui 10% acima do preço inicial, vai ganhar, vai ganhar o 10%. Entenderam? Porque são pernas individuais aqui que a gente avalia. É, eu tava analisando todo e buscando uma estatística maisível. Entendi. Muit muito bom muito bom ponto que você levantou aqui que é importante a gente falar. Eh, não é uma

1:10:49 coisa e eh assim tudo junto, né? E você identifica as pernas independentemente. Fala, Elis. Eh, eu ia queria entender também quanto a essa, esse parâmetro de moderado. Eh, por exemplo, você falou que 20% é moderado, até quanto que é moderado, que eu posso compreender que é moderado ou eh total, até quais percentu aí? É que a gente precisa avaliar o seguinte, prazo da operação, né? qual que é o nível de volatilidade dentro dessa dessa desse desse papel, né? Óbvio que a gente tem ativos mais voláteis dentro disso. Então, você vai precisar avaliar vários pontos para você definir se é uma alta

1:11:35 moderada ou uma queda, né? eh, uma queda moderada, mas eu costumo ter meio que um parâmetro eh meio basicão para ficar um pouco mais claro para vocês. Se você projeta uma queda de até uns 20%, você tem uma queda moderada desse papel, porque a gente tá falando de 20% de queda, né? Não é um papel caino 50, 60%, a gente tá falando só de 20%. Então você precisa que o papel ele caia moderadamente, né? Se você tá falando de uma proteção total, né? Se o papel tiver uma queda mais forte, aí você tem uma proteção total. A mesma coisa é pro alto, né? Aqui a gente tá considerando que o papel

1:12:20 possa vir a subir. Aqui até 130%, 30% de alta é algo muito bom já. Eu diria que é uma alta bem positiva. Só que por que que não a gente olha para essa operação aqui eh e não considera que ela te beneficia na alta? Por quê? Não tem uma alta alavancada. Ou seja, eu acho que a pergunta da Elisete talvez tenha sido se existe um padrão de percentual, sabe? É isso. Não, não, não, não. Padrão de percentual não. Padrão de percentual não. Você vai ser um do contexto, pode falar. É isso. Aham. Isso, isso que eu tava trazendo. Aham. Exatamente. Análise de contexto. Ficou claro? Ficou. Beleza. Show. Obrigado. Fala, Alisson.

1:13:09 Ah, boa noite. Tá, tá me ouvindo? Estamos ouvindo. Eh, nesse caso, Léo, por exemplo, se eu coloquei R$ 10.000 e caí 15%, eu vou no final, quando terminar essa operação, eu vou ser com os meus R$ 10.000. que tá protegendo até 20. Não, boa pergunta. Colocou 10.000? Sim, vamos supor, você tem o ativo na sua carteira, né? Porque você pode fazer com eh o ativo sobre carteira ou o a compra desses ativos. Nós vamos imaginar que você já tem esse ativo, o ativo de vale, né? R$ 50. Vamos considerar que o papel caiu para 40, né? caiu aqui no meio R$ 40 para ficar um pouco mais

1:13:56 claro, o papel na sua carteira vai estar

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