6:53 Maradona do Eni. Eu naveguei o mar desconhecido para chegar aqui. Não vou morrer na praia, não vou desistir. É hora de provar minha superação. Eu vou buscar através do estudo uma vida nova. E a prova disso tudo vai servir de prova que o mundo só melhora com educação. [Música] Eu vou de coragem no peito de litão na mão, entrar na maratona, ser um campeão na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai
7:39 chegar em fim, iluminando as trevas no meu país. Eu vou somar as coisas que eu passei para chegar aqui. Vou dividir com o mundo tudo que aprendi. Vou entregar por vezes minha vocação. Vem que eu queria. A tela da TV está do outro lado para poder abraçar e dizer obrigado. Vocês estão morando no meu coração. Eu vou de coragem no peito, de livro na mão, entrar na maratona, ser um campeão na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai
8:26 chegar em fim. Iluminando as trevas no meu país. Para, Maratona do Enem. Eu vou somar as coisas que eu passei para chegar aqui. Vou dividir com o mundo tudo que aprendi. Vou entregar por vezes minha vocação. Vem que eu queria, mas tela da TV está do outro lado para poder abraçar e dizer obrigado. Vocês estão morando no meu coração. Eu tô de coragem no peito de livro na mão. Entrar na maratona, ser um campeão
9:14 na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai chegar em fim, iluminando as trevas do meu país. Eu vou de coragem no peito de livro na mão, entrar na maratona, ser um campeão na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai chegar em fim, iluminando as trevas do meu país. Brasil >> do meu país.
10:04 Maratona do Enemi. Eu naveguei o mar desconhecido para chegar aqui. Não vou morrer na praia, não vou desistir. É hora de provar minha superação. Eu vou buscar através do estudo uma vida nova. E a prova disso tudo vai servir de prova que o mundo só melhora com educação. Eu vou de coragem no peito, de litão na mão, entrar na maratona, ser um campeão, na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai
10:50 chegar em fim, iluminando as trevas no meu país. Eu vou somar as coisas que eu passei para chegar aqui. Vou dividir com o mundo tudo que aprendi. Vou entregar por vezes minha vocação. Bem que eu queria. A tela da TV está do outro lado para poder abraçar e dizer obrigado. Vocês estão morando no meu coração. Eu vou de coragem no peito de livro na mão. Entrar na maratona, ser um campeão na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai
11:37 chegar em fim. Iluminando as trevas no meu país. Arriba maratona do Enem. Eu vou somar as coisas que eu passei para chegar aqui. Vou dividir com o mundo tudo que aprendi. Vou entregar por vezes minha vocação. Vem que eu queria. A tela da TV está do outro lado para poder abraçar e dizer obrigado. Vocês estão morando no meu coração. Eu vou de coragem no peito de livro na mão. Entrar na maratona, ser um campeão.
12:25 Na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai chegar em fim. Iluminando as trevas do meu país. Eu vou de coragem no peito de livro na mão, entrar na maratona, ser um campeão na ânsia de ser tudo que eu sempre quis. Eu sei que a porta do Enem vai se abrir para mim e a luz do meu futuro vai chegar em fim, iluminando as trevas do meu país. do meu país. [Música]
13:37 Maratona do Enem. [Música] Bora começar mais uma semana juntos, meus aprovados. Mais um dia, menos um dia até o Enem. A gente vai estar aqui com você com aulas das 4 horas de conhecimento e todas as disciplinas cobradas no exame nacional do ensino médio, inclusive com orientações paraa prova de redação. O falar nisso, hoje é dia de linguagens e redação por aqui, mas antes eu já te convido para baixar o material. Pega teu celular para que você acompanhe as aulas direitinho, faça as
14:22 questões, exercite, revise aí na sua casa. Ó, nossas aulas todas contam com acessibilidade. Você tá vendo aí na nossa tela nossa inérprete de Libra. Oi, Alê, que tá com a gente durante todo o programa, tá certo? Também te digo que se você tiver assistindo pelo YouTube já pode mandar tua mensagem está acompanhando a gente e pode tirar a tua dúvida também, tá certo? Quem tá por aqui é Jéssica Martiniana. A gente vai começar com língua portuguesa. Oi, Jéssica. >> Isso mesmo. Oi, Madu. >> Tudo bem? >> Tudo ótimo. >> Qual vai ser a a ã pretexto argumentativo que você vai trazer hoje pra gente? >> Hoje a gente tá falando sobre texto narrativo, né? Então assim, eu sinto que é algo que me remete a muitas coisas que acontecem nessa aula, narração, contação de história, aquelas histórias
15:09 verdadeiras, né, >> ou não ou não verídicas também, né? Aqui tem >> jamais, jamais. >> Então tá certo. Já vai ficar de olho, viu, Jéssica? Tô de olho em você. Eu e a Lei a gente tá sempre de olho na aula de Jéssica, gente, porque ela sempre traz alguns contextos argumentativos aqui que a gente diria que são lábias argumentativas. Fiquem ligados. Boa aula, professora. bola para você. [Música] >> Olá, olá, olá, pessoal. Espero que vocês estejam bem. Hoje nós vamos falar sobre alguns tipos textuais, né? Narração e exposição. Exposição é o que fizeram de
15:55 mim agora, né, antes dessa minha aula começar. Então tem tudo a ver com o que fizeram agora, sofrendo inclusive aqui, né, esse tipo de exposição. E narração tem a ver com aquilo que a gente faz, que conta uma história, conta outra. Como vocês sabem aqui, eu trago sempre algumas histórias para vocês. Então, hoje nós vamos ficar com esses dois tipos textuais. Vamos aprender, vamos entender como é que eles podem ser cobrados, porque se tem uma coisa que o Enem traz, são tipos textuais, né? Eles eles trazem também eh voltado para gênero textual. Às vezes a gente ouve a palavra narração e pensa que é um gênero, na verdade é um tipo. Então é importante entender essas diferenças aí, é importante compreender como é que funciona. E você tá aqui justamente para isso, para ficar muito bem preparado, né? A gente tem um tempinho aí juntos,
16:42 vamos ter mais tempo ainda e estamos preparando vocês aí com muita excelência. Então vamos ver como é que o texto narrativo e o texto expositivo, ele vai estar lá esperando você lá na prova, esperando a sua presença. E você preparado como vai estar, não vai sentir nenhum tipo de dificuldade, não é isso? Então olha só, quando eu falo em texto narrativo, eu tô falando sobre tipo textual, certo? Então olha só, quem está nos acompanhando, quem está conosco, quem não não arred os olhos, como dizem por aí, né? A expressão arredar os olhos. Quem não tira os olhos já percebeu que eu falei sobre gênero e tipo, certo? Então, tipo textual é a forma como o texto se organiza, certo? O
17:27 gênero textual, ele nasce de uma necessidade da sociedade. Então, a sociedade sentiu a necessidade, por exemplo, imagine que eh você eh tá em casa e a sua mãe tá se guiando por uma receita, certo? E ela tá lá naquele caderninho de receita, né? Então, hoje os caderninhos de receita estão começando a a sumir. Hoje a gente tem mais a internet, o pessoal utiliza mais. Eh, e aí o caderninho de receita tá lá e do nada surgiu esse caderno de receita, do nada ele foi parar na sua casa. Não é bem assim, né? Alguém sentiu a necessidade de deixar uma receita para outra pessoa e aquilo ali foi se tornando um gênero porque foi usado pelas pessoas. Então, se você prestar atenção à receita, ela tem uma forma de se organizar que é diferente, por
18:14 exemplo, de uma carta. A carta pessoal tem um jeito totalmente diferente de se organizar. Então, a gente vai percebendo esses detalhes, percebendo quando a gente conhece essa ideia de tipo e gênero. Então, cuidado na sua prova. Preste atenção aqui em mim. Cuidado quando eles falarem sobre sobre tipo e gênero. Hoje nós vamos perceber como é que funciona o tipo narrativo. Mas Jéssica, o tipo narrativo não são gêneros. Calma, a gente vai explicar para você direitinho, a gente vai ver juntos aí para que você não tenha dificuldade, certo? Mas vamos lá. Quais são as características desse tipo textual narrativo? Quando eu falo de tipo textual narrativo, quais são as características que ele tem? Primeiro, eu vou contar a história. Eu vou narrar. Essa história, ela pode ser verídica, como as que eu conto aqui, ou elas podem
18:59 ser também, né, histórias que não são verdadeiras, né? Então o que é que acontece? Independente do teor história, independente se essa história ela vai ser eh verídica ou não, se você vai contar um fato que realmente aconteceu, como é o que acontece com a notícia, né? Ou se você vai contar um sonho, por exemplo, ele não acontecer, você tá contando um sonho. De todo jeito você tá narrando. Se você chega em casa, por exemplo, e via um acidente, infelizmente um acidente de trânsito, tal, você tá lá em casa, conversou com seus pais, conversou com sua irmã, sei lá, sua avó, e você tá conversando ali com sua tia e daí de repente você conta lá como é que foi aquele fato que aconteceu, aquilo é uma narração. Ou então você diz: "Ó, eu acordei e eu tive um sonho agora, que sonho bom, não queria nem ter acordado,
19:44 tal". E aí você vai contando narração também, certo? Então narrar nada mais é que contar histórias. Narrar histórias geralmente é contado em prosa. Se você presta atenção aqui em mim, por favor, para que você tá fazendo agora. Se você não sabe o que é prosa a essa altura do campeonato, aprenda, certo? O texto ele é organizado ou inverso? versos, certo? Versos, estrofes ou em pró. Aqui tá a minha folha, certo? E aí o texto vai se organizando em parágrafos, certo? O texto se organiza em parágrafos.
20:31 Aqui eu tenho um texto organizado em prosa. Aqui eu tenho texto. Vou até fazer assim com a folha para você entender. Aqui eu tenho um texto organizado em versos, certo? Então, por favor, todas as vezes que vocês ouvirem falar em prosa, entendam que é essa estrutura, essa organização textual, tá certo? E os versos é como a gente geralmente vê numa numa letra de música, né, que é um gênero textual, ou a gente vê eh, por exemplo, num poema, que é um gênero textual. Escute o que eu tô dizendo. Eu tô dizendo a você que geralmente ele é contado em prosa. Geralmente, geralmente não é exclusivamente.
21:18 Isso significa o que, Jéssica? Isso significa isso significa que eu posso ter uma narração em forma diverso. Eu posso ter uma música, por exemplo, existe uma música eh de Legião Urbana, certo? Que o nome da música é Eduardo e Mônica. E daí quando você vai, você escuta essa música, você percebe que ele tá contando uma história. Então ele conta uma história, ele conta a história de Eduardo e Mônica, como também tem outra canção eh eh de Legião Urbana, que ele também conta uma história, agora me falhou eh eh o nome, mas é uma música inclusive bem bem grande a música
22:03 Faroeste Cabuclo. Agora foi. Então, eh, ele conta a na a canção toda é uma história, como também tem um forró que é a saga do vaqueiro. Então, essa saga do vaqueiro é uma canção e essa canção ela conta uma história. Então, eu vou eu vou entender que quando eu tenho uma uma canção, essa canção ela pode ser narrativa, apesar de ela não estar em prosa, por exemplo, mas ela tá contando história. Inclusive essa música Saga de um vaqueiro, ela começa: "Vou pedir licença para contar a minha história." Então ele conta a história dele, o que ele vivenciou ali, o eu né? Ele conta e ele conta através de uma letra de canção. E as letras de canções geralmente elas vão vir como inversos, certo? Então não fique nessa de que, ah,
22:50 exclusivamente ela vai vir em prosa, não. Ela pode vir em versos também, certo? Ela pode vir em versos. exemplos de textos narrativos, conto, fábula, novela, romance e crônica. Aqui eu já tenho o que a gente chama de gênero, certo? Então, perceba, quando eu penso numa ideia de fábula, por exemplo, eu penso num texto que tem a organização como: "Eu tenho animais, eu tenho geralmente no final do texto eu tenho ali uma uma lição de moral dada pelo autor, né, que ela se utiliza da história dos animais para poder contar aquela lição de moral". Então, quando eu penso em uma fábula, é diferente, por exemplo, de pensar em uma crônica. Uma crônica, ela vai ter assuntos do cotidiano, certo? Então, eh, é possível
23:38 ela estar, por exemplo, em uma revista, em um jornal, é possível se ter uma crônica assim? Então, o que é que a gente faz? O que é que a gente percebe? Que os gêneros eles são todos narrativos, eles são todos baseados naquele tipo textual. No entanto, no entanto, eles têm as suas peculiaridades, as suas particularidades. Então, apesar de todos serem gêneros narrativos, por exemplo, um conto, conto de fadas. Um conto de fadas é um gênero narrativo. Ele tem muito essa ideia do fantasioso. Já a crônica, ela vai perdendo um pouco essa ideia do fantasioso e ela vai trazendo algo mais realístico, algo mais do cotidiano. Ah, Jéssica, não tem nada fantasioso. Calma, tô falando que ela vai perdendo. É o que destoa um gênero do outro. E aí eu tenho
24:24 uma fábula que é o que eu falei dos animais. Enfim, eu tenho uma novela, eu tenho um romance que você que está se preparando conosco já sabe que o romance nem sempre é romance romântico, né? Eu tenho, por exemplo, eu posso ter um romance bélico que acontece na guerra, né? Que que tem a ver com armamento. Então, o romance não obrigatoriamente ele tem que ser o romance romântico. Quando você estuda, você tira, desmistifica isso da sua mente de que a romance tem que ser um romance romântico. Não é bem assim, tá certo? Eh, então aqui eu tenho exemplo de gêneros. Todos esses gêneros eles têm as características textuais da narração. Todos estes daqui são narrativos, mas eles têm as suas particularidades e essas particularidades fazem parte
25:09 daquele gênero, certo? Então, e o gênero ele se organiza baseado em um tipo, OK? Mas ele tem suas particularidades. Fragmento de um texto narrativo. Fabiano ia insatisfeito. Quer dizer, Fabiano ia satisfeito. Sim, senhor. Arrumara-se. Chegara naquele estado com a família morrendo de fome, comendo raízes. Caira no fim do pátio debaixo de um juazeiro. Depois tomara conta da casa deserta. Ele, a mulher e os filhos tinham se habituado à camarinha escura. Pareciam ratos. E a lembrança dos sofrimentos passados esmorecera. Pisou com firmeza no chão gretado, puxou a faca de ponta, esgaravatou as unhas
25:57 sujas, tirou um tirou do Aó um pedaço de fumo, picou-o, fez um cigarro com palha de milho, acendeu o albinga, pôs-se a fumar regalado. Aqui a gente vê que tem um texto narrativo porque você vai ter os personagens, né? ele, a mulher, os filhos. A gente vê um tempo aí que a gente chama, quando a gente tá estudando português, a gente chama esse tempo de tempo cronológico. Tempo cronológico. Que é tempo cronológico, Jessica? É um tempo que vai acontecendo, o fato vai acontecendo um atrás do outro. Não sei se já aconteceu com você, mas já aconteceu comigo. De repente, você tá em casa, tá sem fazer nada e vem aquele flashback, sabe, de algo que você viveu
26:42 lá atrás. seja bom ou seja ruim. E aí você tem aquele flashback e naquela hora o seu tempo cronológico ele é interrompido. Por você tá vivendo ali manhã, tarde, noite, do nada você se remete ao passado. Então esse esse remeter-se ao passado, ele é psicológico. E o cronológico não. cronológico é: você hoje acordou, você escovou os dentes, você tomou café, você foi à escola ou você foi ao trabalho, enfim. Então o tempo cronológico não é aquele que vai acontecendo realmente, que é o que acontece aqui, ó. Ele chegara naquele estado, ele caira no fim do pátio,
27:28 depois ele tomara conta da casa. Então você percebe que são fatos que vão acontecendo, né? Vão passar do tempo mesmo, não tem nada psicológico, ele não volta. atrás, ele não ele não se remete a uma história que passou, ele não vive aquela história novamente, certo? Então, a gente percebe aqui a presença de um tempo, a gente percebe aqui também a presença de um espaço, né? A gente começa a perceber eh eh que ele vai existindo dentro de um espaço. A gente tá vendo aí o nome casa deserta. Então, a gente vê um tempo, a gente vê um espaço, a gente vê personagem, a gente vê também narrador. Isso tudo traz características de um texto que é narrativo, certo? Então você
28:15 já consegue identificar, OK? Elementos da narrativa, acabei de falar sobre isso, né? Então, na narrativa, eu tenho o narrador, que é quem conta o fato. Eu tenho o enredo. Às vezes a gente ouve essa palavra enredo, não sabe, não sabe bem o que significa. Mas preste atenção aqui comigo. Todas as vezes que você ouvir a palavra enredo, ela tá falando da da trama mesmo, desenrolar das ações. Como é que aquelas ações se desenrolam, como é que elas funcionam, tá certo? personagens. As personagens do texto são aqueles, né, os personagens são aqueles que compõem a narrativa, eles dão forma as ações. Foi o que aconteceu aqui, ó. Chegar, isso é uma ação, né? Cairra é outra ação. Tomar a conta da casa é outra ação, tá certo? Tempo
29:02 está relacionado com a marcação do tempo dentro da narrativa. Ele pode ser cronológico ou psicológico. Você agora que tá em casa, você já sabe a diferença dos dois, né? Todas as vezes que a gente tiver falando de tempo cronológico, ele tá acontecendo. Toda vez que a gente falar de tempo psicológico, ah, você tá conversando lá com os seus avós, eh, quando os meus avós eram vivos, eles sentavam e eles começavam a contar a história e eles diziam assim: "Olha, ah, na minha infância, deixa eu lhe contar como era na minha infância, é diferente de mágico como é hoje." E aí ele vai desenrolando aquele enredo, né? Então ele vai tomando o a história ali, ela já não tá acontecendo naquele instante, ela tá voltando. Minha avó volta ao passado. OK? Só para você entender direitinho. E
29:49 o espaço é o local ou os locais onde a narrativa se desenvolve. Então, qual é o espaço que tá acontecendo? Ah, tá acontecendo numa casa. Ah, tá acontecendo. E aí você vai percebendo aí onde está acontecendo a narrativa, certo? tipos de narrador. Então, eu tenho o narrador personagem, que é aquele que a gente chama de narrador em primeira pessoa. Então, eu vou contar para você uma história que aconteceu comigo. Se eu conto para você uma história que aconteceu comigo, automaticamente eu sou o narrador personagem. Ah, mas Jéssica, se você tiver dando maior destaque a outra pessoa do texto, mas você tá contando algo que aconteceu com você, então é o narrador personagem, tá certo? Eu
30:36 tenho um narrador observador e esse narrador observador ele é em terceira pessoa, só que o narrador onisciente ele também é em terceira pessoa. Qual é a diferença entre um narrador e outro? A diferença é, eu posso contar algo que eu vi de alguém e apenas contar os fatos e desenrolando aqueles fatos pra pessoa, mas eu posso também contar dizendo até o que a pessoa estava passando. Sabe aquele para escutar ali o pensamento da pessoa, o coração entrar dentro do pensamento da pessoa e chegar à conclusão do que ela pensou? Essa é a diferença entre o narrador observador e o narrador onisciente. Os dois são contados em terceira pessoa, mas em um eu vou contar apenas o que aconteceu, o
31:24 fato em si. Mas a gente tá vendo o livro de de repente a gente tá lendo o livro ali, aí o autor, né, o o narrador, vamos dizer assim, o narrador tá dizendo assim, naquele momento, eh, ela refletira bastante e se entristecera com todo o ocorrido. Então, para alguém saber que eu me entristeci com alguma coisa, eu tenho que ser onisciente. Eu tenho que ter a ciência de tudo. Então, eu não sei, por exemplo, o que você tá pensando agora. E você não sabe o que eu tô pensando agora. E assim sucessivamente. Também tem a lei aqui, né? Você também não sabe o que que ela tá pensando agora. Mas aí o que é que acontece? A gente não consegue entrar no pensamento da pessoa, mas nas ações você tá conseguindo. Você consegue dizer para outra pessoa o que que eu tô fazendo agora. Se eu pego o o
32:11 lápis aqui e começo a escrever, você consegue dizer para outra pessoa. Então, por quê? porque você observa o que tá acontecendo, mas quando você tem uma ciência, quando você consegue ter a ciência de absolutamente tudo, inclusive do que eu estou passando, né? Então tem essa diferença aí quando a gente pensa nessa nessa distinção, tá certo? Então, tipos de discurso, eu tenho o discurso direto e o discurso indireto, principalmente, né? O discurso direto eu vou trazer aqui vidas secas de Graciliano Ramos diz assim, ó: "Olhou em torno com receio de que foram os meninos". Alguém tivesse percebido a frase imprudente, corrigiu-a murmurando: "Você é um bicho, Fabiano. Perceba que aqui eu tenho um verbo que
32:57 eu chamo esse verbo de verbo de elocução, certo? Aqui eu tenho eh uma um marcador, né? Eu tenho aqui um travessão e esse travessão é marcador de uma fala. Eu tenho aqui a própria fala do personagem. Quando eu tenho a própria fala, é um discurso direto. Agora vamos ver aqui. Nossa casa é pequena e todo rebuliço se escuta na sala. Eu e Luizinha temos uma infelicidade conosco. Meu pai não gosta de nos ver muito, mas parece até pirraça. E juro que não é. Quando meu pai está na lavra, só rimos quando há motivo. Mas se ele está em casa, uma não pode olhar para a outra que disparamos
33:44 no riso. Depois que Joviano está vindo, meu pai recomendou que não ríssemos nem falássemos cá dentro, pois o rapaz ficava de ouvido alerta para escutar o que falávamos e não prestava atenção na aula. E daí, minha vida de menina, isso aqui é um é um diário, certo? E daí o que que a gente percebe nesse aqui? A gente tem a própria fala aqui, não. Ó, meu pai recomendou que não ríssemos nem falássemos cá dentro, pois o rapaz ficava de ouvido, alerta, eh, para escutar o que falávamos e não prestava atenção na aula. Em um é a própria fala do personagem, no outro sou eu dizendo o que meu pai recomendou.
34:30 Olha, meu pai recomendou que a gente não rrisse, né? eh, que a gente não falasse aqui dentro. Outra coisa é o pai dizendo assim: "E o pai recomendou dois pontos. Não falem aqui dentro, não riam. Então a gente não vê esse tipo de discurso aqui. Aqui é um discurso indireto, certo? Uma coisa é, por exemplo, Madu quando abre o programa, né, que vem falar sobre a mesma pessoa aqui e daí ela tá lá falando e ela começa a falar e a própria fala dela, né? e ainda conversando comigo ao vivo aqui para você. E ainda ela fala lá, ela diz: "Olha, Jéssica, não sei o quê, que conta histórias verídicas ou não, aquela coisa toda." Isso é um discurso direto, é a própria Madu falando. Agora, quando eu chego
35:15 aqui para você e digo assim: "Olha, Madu disse que as histórias que eu conto não são verídicas, aí é um discurso indireto. Sou eu falando por ela, não é ela a própria falando, certo?" Então, a gente consegue perceber aí essa diferença entre discurso direto que traz a própria fala da personagem e discurso indireto que o narrador fala pelo próprio personagem, tá certo? Antes da gente ir para um texto expositivo, vamos resolver uma questão, Enem, vamos resolver uma questão que você vai começar a assimilar um pouquinho do que a gente entendeu e aprendeu. Vem aqui comigo. Vamos resolver essa questão aqui juntos. Eu gostaria já de pedir que você que
36:00 está em casa, gostaria de pedir à produção que colocasse aqui o Qcode para quem chegou depois está nos acompanhando, né? Dê uma olhadinha no nosso material. Olha nosso QRcode, tá vendo? Então, acompanha, vê aí o material, preste atenção, faz as suas anotações, o que você conseguiu assimilar dentro da própria questão. Por o que a gente tá fazendo é pega o conteúdo e mostra como é que ele tá eh sendo cobrado no Enem. Então vamos pra primeira questão aqui. Agora a gente começa com o comando. Eu sempre aviso aos alunos, quem está aqui nos acompanhando, sempre a gente diz assim: "Começa pelo comando, mas começa pelo comando. Por quê, Jéssica? Começa pelo comando, porque ele vai nortear o olhar que você vai ter para sua questão, então fica muito melhor, fica muito mais
36:46 fácil, tá certo? Entre os elementos constitutivos dos gêneros está sua própria estrutura composicional, que pode apresentar um ou mais tipos textuais, considerando-se o objetivo do autor, nesse fragmento, a sequência textual que caracteriza o gênero conto é a Então, ele coloca aqui, certo? E ele coloca aqui, ó. Nós vamos ver se você viu os tipos textuais, você vai lembrar disso aqui, tá certo? Mas vamos fazer a leitura do texto juntos. Qualquer que tivesse sido o seu trabalho anterior, ele o abandonara, mudara de profissão e passara pesadamente a
37:33 ensinar no curso primário. Era tudo que sabíamos dele. O professor era gordo, grande e silencioso, de ombros contraídos. Em vez de nó na garganta, tinha ombros contraídos. Usava paletó curto demais, óculos sem aro, com um fio de ouro encimando o nariz grosso e romano. E eu era atraída por ele. Não amor, mas atraída pelo seu silêncio e pela controlada impaciência que ele tinha em nos ensinar. E que ofendida eu adivinhara. Passei a me comportar mal na sala. Falava muito baixo, mexia com os colegas, interrompia a lição com
38:20 piadinhas, até que ele dizia vermelho: "Calice ou expulso a senhora da sala?" Ferida, triunfante, eu respondia em desafio: "Pode me mandar?" Ele não mandava, senão estaria me obedecendo. Mas eu o exasperava tanto que se tornara doloroso para mim ser objeto do ódio daquele homem que, de certo modo, eu amava. Não amava como a mulher que eu seria um dia. Amava com uma como uma criança que tenta desastradamente proteger um adulto com a cólera de quem ainda não foi covarde e vê um homem forte de ombros tão corvos. Aqui a gente tem um texto de Clarice Lispector. Aqui a gente tem algumas
39:06 evidências da de uma narração. Primeiro a gente tem um texto que é contado, certo, pela própria personagem. Então ela começa contando, apontando o professor, né, que é um personagem. Depois ela começa a dizer: "Olha, ele tinha ombros assim, mas ela diz: "E eu era atraída por ele". Não, amor, mas atraída pelo seu silêncio. Passei. Então você começa a perceber evidências que mostra para você que é um texto narrativo, certo? Então o que faz, o que caracteriza o gênero conto é o quê? Aqui expositiva em que se apresentam as razões da atitude provocativa da aluna. Eu tenho um texto expositivo aqui, não tenho. Daqui a
39:51 pouco a gente vai falar sobre ele. Injuntiva em que se busca demonstrar uma ordem dada pelo professor aluna. Não, a o foco aqui não tá na ordem que ele deu, né? Eu não tenho texto injuntivo e o foco aqui não está na ordem que ele deu. Descritiva em que se constrói a imagem do professor com base nos sentidos da narradora, preste atenção. A argumentativa em que se defende a opinião do enunciador ou da enunciadora, né, sobre o personagem professor. Então, tem argumentação aqui, certo? Narrativa em que se contam fatos ocorridos com o professor e a aluna em certo tempo e lugar. Então aqui a gente chega à conclusão de que realmente o o foco aí, né, é a narração. Eu posso ter descrição aqui, mas o foco não está nos sentidos
40:38 dela. O foco está nos fatos ocorridos entre o professor e ela. Inclusive, ela vai desenrolando esses fatos, tá certo? Então, a gente já chega à conclusão aqui acerca dessa acerca dessa dessa alternativa, acerca dessa desse texto, dessa questão, tá certo? Vamos resolver agora. Vamos falar um pouquinho sobre texto expositivo. Vem aqui comigo, me acompanha. Olha só, todas as vezes que eu faço um exposição, como eu tô fazendo agora do conteúdo, eu tenho um texto expositivo. Você tem lá o seu livro, certo? sou livro didático.
41:24 E daí no livro lá eu tenho exposição sobre ciências de natureza, sobre linguagens, sobre matemática e assim sucessivamente. Pronto. Texto expositivo é aquele texto que exatamente vai visar a apresentação de um conceito ou de uma ideia. O que eu tô falando aqui para você sobre narração e sobre exposição é justamente isso, o conceito de narração ou uma ideia que se tem sobre a narração. Quais são as características textuais de um texto expositivo? conceituação, definição, descrição, comparação, informação e enumeração. Então, quando eu tô lá vendo o texto lá e aquele texto é sobre, por
42:11 exemplo, meio ambiente e vamos falar sobre, por exemplo, os últimos eh desastres naturais mais evidentes no Brasil. O que eu vou ter, por exemplo, é uma comparação entre os desastres que aconteceram antes e os que acontecem agora. Eu talvez tenha uma conceituação ou uma definição ali sobre eh, vamos dizer assim, sobre o que são esses desastres, eh qual o impacto que esses desastres trazem ou para onde eles trazem. Eu posso ter uma enumeração dos lugares que mais passam por esse esses desastres. Então eu posso ter lá Brasil em primeiro lugar, o lugar que mais passou por esse desastre, segundo lugar,
42:57 em terceiro lugar, eu posso até dizer mundialmente. Então mundialmente ninguém tira o topo de determinado lugar. Então eu fiz o quê? Eu fiz uma uma enumeração. Fui enumerando para você os lugares que são mais atingidos por esses desastres. Então, quando eu falo de um texto expositivo, eu falo de um texto que ele ele caminha por essa exposição de um conteúdo, né, eh, em que você precisa expor expositivo, expor uma informação, tá certo? Essas informações, elas podem ser informações, vamos dizer assim, denotativas ou conotativa. Lembrando que quando eu falo de
43:42 denotativa, eu falo de sentido real, quando eu falo de conotativo, eu falo de sentido figurado, tá certo? Há essa diferença aí. E aí eu trago um um verbete dicionário, porque às vezes a gente não chega à conclusão de que ele é um um texto expositivo e na verdade ele é. Eu tenho ali um verbete, de repente ele tá falando sobre eh, por exemplo, sobre queimadas ou eu tenho ali um verbete e ele tá falando para você sobre eh meio ambiente ou sobre carro, o que é um carro, o que é um estúdio, o que é uma caneta, enfim, seja lá o que for. Então é um verbete, ele tá expondo para você. E daí ele diz assim: "Saudade". E a prova de que é um um verbete é
44:29 porque ele vai mostrar que é um substantivo feminino. Ele vai eh separar a sílaba e ele diz assim: "É um sentimento causado pela distância ou ausência de algo ou de alguém. Tem origem no latim com significado de solidão. É uma palavra que não tem tradução literal em muitas línguas. Eu não sei se você sabe, mas a palavra saudade mesmo, saudade, a palavra mesmo é uma palavra nossa, certo? O brasileiro é assim, né? Sentimental. Então, o que é que acontece? Eh, tanto que quando você vai, quando você vai falar em outras línguas, geralmente eu tenho falta de você, eu sinto falta de você, mas nós temos uma palavra para descrever essa falta, né? Que é justamente saudade. E a gente aprendeu isso aqui quando a gente vê a exposição sobre a palavra saudade,
45:18 tá certo? outro texto expositivo e agora eu trouxe textos expositivos que apareceram no Enem, certo? Então, eh, eu tenho questões de Enem aqui que ela aponta o texto expositivo, ela apresenta, ela traz pra gente. Então, eu tenho aqui um texto expositivo falando sobre os efeitos do exercício físico e tal. Então, pulmões, eles fazem o quê? O exercício físico faz o que com os pulmões? Faz o que com o coração? Faz o que com os músculos? Então ele vai apresentando aí eh e é um texto expositivo sim que vai estar na sua prova e vai estar na sua prova da sua prova inteira, né? Na verdade, sua prova inteira dos dois dias você vai ter texto expositivo. Tem lá um texto expondo alguma coisa e te perguntando outra, certo? E te perguntando
46:03 exatamente sobre aquilo ali. Então, então o texto expositivo ele vai estar lá. Mais um exemplo de uma questão também. Ele fala aqui sobre a origem do funk e do hip hop. E daí ele desenrola, desenvolve essa questão, né? Tá aqui sobre interpretação de texto. Então a gente vê um texto expositivo aí, né, acontecendo e ele sendo base para a resolução de uma questão, tá certo? Então fica antenado. Aí tem mais outra questão agora falando sobre português, né? O português da gente e a presença eh indígena e africana nessa
46:51 nesse português brasileiro, esse empréstimo que o português brasileiro fez, né? Então, a gente tem aqui mais um texto expositivo que serviu para eh questão do Enem, que serviu como base. Então, assim, você vai encontrar na sua prova do Enem: "Ah, Jéssica, obrigatoriamente eu tenho encontrar uma narração?" Não, nem sempre, mas tem, a gente já acabou de ver, mas um texto expositivo você vai encontrar em toda a sua prova, nos dois dias, em todas as áreas, certo? Eh, você vai ser, vai ter sempre ah, uma em linguagens você vai ter um texto positivo. Isso é certo. Em ciências humanas você vai ter um texto positivo. Em ciências da natureza, você vai ter um texto expositivo, tá certo? Compreendido? Agora vamos para o nosso recapitulando, tá certo? Eu vou pedir que coloque em tela cheia e esse é o momento do print, certo? A lei sempre se
47:39 prepara muito bem para esse print aí. Então, a gente tem aqui eh o recapitulando, que fala justamente sobre esse esse texto expositivo, esse texto narrativo, certo? Tipo textual que subsiste entre personagens situados no tempo e no espaço, contam história baseada em um ponto de vista específico, eh, o ponto de vista de quem? Do narrador, certo? E o texto expositivo é uma exposição feita de informação, né, através de uma explicação, explanação, conceitualização, comparação e assim vai. Então esse recapitulando é só para você saber a diferença entre os dois. E agora nós vamos fazer o que vocês gostam, que é exatamente eh resolver questões, tá certo? Vamos
48:24 resolver mais algumas questões. Vocês estão nos acompanhando aí, estão vendo que eu trouxe algumas questões eh sobre os dois, né? Sobre narração, sobre exposição para você entender mais ou menos como funciona, certo? Temos aqui a segunda questão. Segunda questão traz uma canção e nós vamos ver aqui eh no vamos dar já uma olhada no comando, tá certo? É comum coexistirem sequências tipológicas em o mesmo gênero textual. Nesse fragmento, os tipos textuais que se destacam na organização temática são, preste atenção aqui em mim, deixa eu te falar uma coisa. Eh, dentro de um texto, eu posso ter dois tipos textuais, certo? Eu posso ter dois
49:12 tipos. Eu posso ter dentro de um texto narração e posso ter descrição. Então, narração e descrição, eu tô ali contando a história, contando o fato e eu descrevo o espaço, eu descrevo tudo que tá acontecendo, eu descrevo o personagem. O que ele tá dizendo nessas duas questões que a gente viu foi justamente que dois tipos podem se conversar, né? Eu posso ter essa tipologia. Aí ele traz uma canção, certo? Para quem não conhece, essa canção aqui é de Caetano Veloso e ele diz assim: "Caminhando contra o vento, sem lenço e sem documento, no sol de quase dezembro eu vou. O sol se reparte em crimes, espaçonaves, guerrilhas, em cardinales bonitas. Eu vou em caras de
50:00 presidentes, em grandes beijos de amor, em dentes, pernas, bandeiras, bombas e brigito bardô". O sol nas bancas de revista me enche de alegria e preguiça. Quem lê tanta notícia, eu vou. Então ele diz aqui que tem dois tipos textuais juntos. Ele fala sobre essa coexistência. Então a gente vamos vamos começar a observar aqui. Você percebe o tipo textual descritivo? Ele descreve? Sim, descreve. Ele vai dando até os detalhes, né? Bandeiras, Brigito Bardô, bombas. Ele vai dando detalhes em caras de presidentes. Então, beleza. Mas tem argumentativo, gente, tem argumentativo. Aí eu não
50:48 tenho nenhuma argumentação, né? Eu não tenho argumentação não. Ele ele tá contando. Ele diz: "Olha, eu vou eu vou caminhando contra o tempo". Então, eu não vejo aqui nesse texto nenhuma argumentação. Ele tá contando, ele ele traz a descrição, né? sem lenço, sem documento, no sol de quase dezembro. Então, olha a descrição. Você consegue perceber aí que ele descreve, né? Mas você não vê argumentação. Vamos para o B. Dissertativo e argumentativo. A gente corta mais uma vez, né? Gente, não tem dissertação. Se tem um um tipo textual que vocês estão entendendo é o tipo textual dissertativo, argumentativo, né?
51:33 Expositivo injuntivo. Expositivo, ele tem alguma exposição aqui? Ele faz exposição de quê? Qual a informação? Qual a definição que ele traz? Eu não tenho expositivo, certo? Muito menos injuntivo. Perceba que você já ganhou um tempinho aqui, né? Porque não tem como, não tem como ser argumentativo. Não tenho argumentação aí. Não tem como ser argumentativo. Não tenho argumentação. Não tem como ser injuntivo. Injuntivo. Eu tô mandando você fazer alguma coisa. A receita é um tipo textual juntivo, certo? A receita você diz lá misture. A receita tem lá unte. Então eu tô pedindo para você fazer alguma coisa. Isso é um tipo textual injuntivo, certo? Eu não tenho aqui narrativo e descritivo. Pode ser. Ele narra a história, narra. Ele descreve.
52:22 Descreve. Narrativo e injuntivo não tem. Ele não tá pedindo para você tomar nenhuma decisão. Agora, aquela liquidação lá do shopping, aquela propaganda, não perca, corra. É só amanhã. Aí sim é injuntivo, tá? Vamos confirmar aqui com o resto do enunciado. Narrativo e descritivo, pois o enunciador conta sobre suas andanças pelas ruas da cidade. Ele conta. Conta sim. Ao mesmo tempo que a descreve. Ele descreve a cidade, não descreve. Então você marca aí sem medo de errar, tá certo? Vamos para mais uma questão. Vamos resolver juntos. Conseguiram entender aí? Tá tudo bem simples, tá
53:09 tudo bem claro para você? Vamos resolver mais uma questão aqui. A gente falando ainda sobre texto expositivo e texto narrativo. Temos aqui cores do Brasil, tá certo? E nós temos aqui o nosso comando. O fragmento do texto jornalístico aborda o lançamento de um livro sobre Artef no Brasil. Na organização desse trecho, predomina o uso da sequência. Preste atenção. Ele te apresenta os tipos textuais. Você percebeu aí em casa que ele usa sequências tipológicas, sequências textuais que outras pessoas podem até se
53:57 confundir, mas você não, tá certo? Você não, você tá muito bem preparado. Então você já entendeu que quando ele fala de sequências tipológicas, ele está falando justamente sobre essas sequências que fazem a gente entender, compreender que determinado texto pertence a determinado tipo, tá certo? Cores do Brasil. Ganhou nova versão revista e ampliada o livro lançado em 1988 pelo galerista Jeardi, cuja proposta é ser publicação informativa sobre nomes do movimento Artif no Brasil, como define o autor.
54:43 Trata-se de um caminho estético fundamental na arte brasileira, assegurar disso. O termo em francês foi adotado por designar internacionalmente a a produção que no Brasil é chamada de arte popular ou primitivismo, esclarece Ardis. O organizador do livro explica que a obra não tem pretensão de ser um dicionário. Falta muita gente, são muitos artistas. Observa. A nova edição veio da vontade de atualizar informações publicadas há 26 anos. Ela incluiu artistas em atividade atualmente em veteranos que ficaram de fora do primeiro livro. Arartnife no
55:29 Brasil dois traz 79 autores de várias regiões do Brasil. Então ele diz o seguinte, aqui é um texto jornalístico, certo? Quando a gente pensa no texto jornalístico, a gente pensa em um texto que ele cabe em alguns tipos textuais, mas não cabe em outros. Dificilmente você vai ver um texto jornalístico que ele vai est pedindo uma tomada de postura da sua parte, mas no anúncio publicitário você vai ver com muita frequência. Ele quer que você faça o quê? Ele quer que você vá lá pra campanha de vacinação, ele quer que você, por exemplo, adote uma determinada postura em 2024, por exemplo, a questão lá do agasalho pedindo para você doar. Então, a gente já chega a algumas conclusões, sabe? Algumas inferências que eu venho falando aqui, que a própria questão já vai te dando as inferências, já vai te entregando os caminhos, ela já
56:15 vai te entregando como é que vai funcionar a sua resolução. Então, o que que acontece quando a gente pensa em um texto jornalístico, a gente dificilmente vai pensar na injunção, sabe? Então, eu falei para você que injuntivo é o quê? É um manual de instrução. Eu falei para você que um texto injuntivo é o quê? É uma receita. Tá lá sua mãe fazendo a receita ou seu pai eu, enfim, ou você mesmo e tem lá misture os ingredientes, unte a forma. Tu tá pedindo uma tomada de postura da sua parte. Então a gente não vai ver aqui um texto injuntivo, a gente já corta, sabe? A gente poderia ler sugerida pelo destaque, dado a fala do organizador do livro, beleza? Mas não é um texto injuntivo. Então você já mata uma charada, você já economiza tempo, você sabe, você domina o conteúdo, então você
57:02 já economizou tempo, já ganhou tempo para uma questão e assim foi. Tá certo? Argumentativa. Ah, ah, Jéssico, um texto, um texto jornalístico, ele pode ser argumentativo. Caracterizada pelo uso de adjetivos sobre o livro. Pera aí, calma. É argumentativo porque vai utilizar adjetivos. Ele diz que o livro é bom, que o livro é fantástico, que o livro é maravilhoso, que é esplêndido, corte aí, né? Não é argumentativa e não é caracterizada por esse uso de adjetivos aí, tá certo? narrativa construída pelo uso de discurso direto e indireto. Você na aula de hoje já entendeu a diferença entre discurso direto e indireto e você entendeu que apesar de ter ali, né, uma informação, a própria fala, mas a gente
57:47 não vê a evidência desse discurso ali bem evidente mesmo. Descritiva formada com base em dados editoriais da obra, não. positiva composta por informações sobre a arte? Claro que sim. Então, o que foi que aconteceu aqui? O texto nada mais fez do que expor para você. Então, você que tá nos acompanhando, que tá muito bem preparado aqui, você consegue resolver a questão apenas identificando os tipos textuais que fazem referência, sabe? você consegue ganhar tempo, porque preparação você teve, preparação você tá tendo. Agradeço demais a atenção de vocês e continua conosco aqui. Tem mais aula hoje, viu? Tchau, tchau.
58:33 >> Valeu, Jéssica. Eu tô de olho aqui na aula, mas também nos comentários que todo mundo faz com a gente. A Marlúcia, que tá sempre aqui com a gente, eu sempre vejo que ela comenta, o Antônio que diz que tá acompanhando até o final. Eu fiquei muito feliz, viu Antônio, de você ter dito isso, até porque é muito importante que não foque só em uma disciplina, o Enem é multidisciplinar. Hoje mesmo você vai ver aqui em linguagens e redação que tudo vai se ligar, arte, literatura, redação, tá tudo conectado. Então é isso, acompanha até o final, tá certo? Ei, a gente vai pro intervalo, daqui a pouco a gente está de volta. Até já. [Música] Já pensou em se preparar para o Enem com
59:19 materiais de altíssima qualidade, totalmente de graça? Com Maraton Enem, isso é possível. É simples. Selecione a opção aluno, clique em maratona Enem e explore tudo que a plataforma tem a oferecer. São videoaulas, livros digitais e conteúdos organizados das quatro áreas de conhecimento para Enem: Linguagem, Ciências da Natureza, Matemática e Ciências Humanas. Além de, claro, a redação e o melhor, com base nos seus resultados nos simulados, a Stud Play cria uma trilha personalizada, destacando exatamente os temas que você precisa reforçar. É um estudo direcionado, inteligente, feito para você. Fique ligado. Aulas ao vivo de segunda a sexta-feira na plataforma Stud Play. Tudo pensado para garantir a melhor experiência na preparação. Juntos
1:00:05 rumo à aprovação. [Música] Bora voltar. Falava para você agorinha que hoje dia de linguagens e redação por aqui, mas hoje também tem podcast, viu? Depois de nossa maratona, você acompanha eu, professor Raun e, o professor Breno numa bancada trazendo atualidades para vocês, tanto pra redação quanto pra tua prova. E hoje não é só pra prova em si, é pra sua vida. Hoje falar de estudos, memórias e revisões. Tudo isso está englobado em como você estuda. Não perde, hein? É depois da maratona, depois da aula de Riara. Já já vamos
1:00:51 seguir. Rodrigo tá por aí. >> Oi, Madu, tudo bem? Tudo bem? Neo concretismo. É isso. >> Concretismo. Eu já vou começar logo corrigindo aqui, ó. Concretismo. >> Perfeito. >> Qual é o que conceitua bem rapidinho antes da gente começar a aula? Bom, a gente tá na contemporaneidade, no presente. Então, a arte do presente é um misto de tudo que já aconteceu no passado. Então, o neoconcretismo, que é um movimento muito rápido que acontece principalmente ali no Rio de Janeiro, ele vai trabalhar exatamente com essas novas ideias que os concretistas, as aulas da semana passada nós falamos. Então, é uma oposição mais ou menos ao movimento que antecede esses artistas. Eu só pedi um spoiler rapidinho já para
1:01:37 você ficar aí ligado no que que a gente vai ver agora, tá, professor? Boa aula pro senhor. Boa aula para você também. Não fica com dúvida, tá? Qualquer coisa manda tua mensagem. Até já. [Música] E aí, pessoal? Tudo bem? É um prazer enorme estar aqui com vocês. Como eu disse, a aula de hoje é sobre neoconcretismo. O neoconcretismo é um movimento que se opõe ao movimento concretista da semana passada, que nós trabalhamos, nós falamos sobre eles, tá? Sobre esses
1:02:23 artistas. Mas antes da gente começar falando sobre neoconcretismo, é preciso que a gente entenda as mudanças que aconteceram na história da arte e que nos levam a estar exatamente nesse momento de agora falando agora na contemporaneidade. Nas aulas anteriores, eu disse a vocês que a contemporaneidade é por natureza um termo elástico, um termo que se estende. O que é contemporâneo é aquilo que se é produzido no agora, na atualidade. Então, desde 1960, quando surge o grupo dos concretistas, nós estamos inaugurando a chegada da contemporaneidade. Percebam que muitos dos artistas modernistas que surgiram até década de 60, eles vão continuar trabalhando, vão continuar produzindo.
1:03:09 Então eles enveredam por dentro aí dessas décadas até os anos 2000, produzindo arte, dialogando com essas novas mudanças no tempo presente. Enquanto artistas modernistas que transitam para essa contemporâneidade, nós vamos chamar de pós-modernos. Mas enquanto artistas que surgem a partir da década de 60, nós vamos chamar de contemporâneidade. A arte é muito engraçada, porque a arte nós estudamos tanto diacronicamente quanto sincronicamente. Nós estudamos diacronicamente porque nós estudamos os efeitos a partir das mudanças históricas que vão acontecendo. Vamos lembrar, por exemplo, que tudo que nós estudamos até agora está dividido em estéticas que acontecem ao longo dos anos. Então, nós
1:03:54 estudamos, por exemplo, o século X7, o Barroco. Nós estudamos o século XIX com movimento neoclássico, nós estudamos os românticos aqui no Brasil no século XIX nós estudamos a arte realista e a arte naturalista na segunda metade do século XIX, tanto Europa quanto o Brasil, tá? Nós chegamos ali no simbolismo no final do século XIX. Então veja que é um estudo diacrônico, mas nós não podemos desconsiderar a relação que existe entre o passado e o presente. Então é claro que é possível mediar a interrelação entre movimentos artísticos. Você entender, por exemplo, que as sárias gregorianas que foram publicadas no século X7 t uma relação direta com as cantigas satíricas medievais. por exemplo, entender, por
1:04:42 exemplo, que o goticismo romântico da segunda geração vai estabelecer uma conexão direta com o simbolismo do final do século XIX. É isso que é um estudo sincrônico. Até o início do século XIX, a arte ela era fundamentada a partir de sete artes e isso vai ser descrito por um italiano chamado Ricioto Canuto. Ele escreve o manifesto das sete artes. E no manifesto das sete artes, Ricioto Canuto elege artes plásticas, música, dança, teatro. Eh, eh, depois na sexta arte ele coloca a fotografia que surge com a criação da máquina fotográfica no final do século XIX com o Advento da Segunda Revolução
1:05:29 Industrial. Depois, no início do século XX, os irmãos Lumieri publicam eh eh constrói a o cinematógrafo e inicia ali o movimento do cinema, que é considerada oficialmente a sétima arte. Então, até meados de 1950, o manifesto das Sete Artes, publicado por Ricioto Canuto, tinha total e inteira validade. Mas a partir de 1950 começa a surgir novos discursos e se entende que não existe apenas no mundo sete únicas artes, que existe também outras artes, como por exemplo os HQs, as histórias em quadrinhos, como vocês conhecem. Basicamente as histórias em quadrinhos aqui no Brasil surgem no
1:06:14 final do período regencial, no século XIX. As primeiras histórias em quadrinhos. Mas eu não vou falar muito sobre isso para não tangenciar o tema. Eu só quero que vocês pensem nas histórias em quadrinhos. No discurso de Segunda Guerra Mundial, alguns superheróis das histórias dos dos HQs vão vir para lutar contra a violência do nazismo. Uma das primeiras HQs que surge eh nos Estados Unidos vai ser com o herói eh Capitão América. Inclusive a capa do HQ é uma luta entre Capitão América e Hitler, né? Com uma estética bem popart. Depois a gente vai ter ali a chegada, por exemplo, dos videojogos com avanço das tecnologias começam a surgir após 50, tá? A indústria dos videojogos,
1:07:03 que na atualidade é uma das indústrias mais lucrativas que existe, principalmente por causa da flexibilidade desse objeto artístico. Quando a gente coloca, perfeito, olha aí, a galera acabou de colocar a capa desse HQ aí para vocês verem. Esse é um dos primeiros HQs da história. Vejam que o herói aí, o superherói, o Capitão América, ele carrega nitidamente as cores da bandeira norte-americana. Então ele é a representação dessa virtuosidade ocidental que é ali apresentada nos HQs. Mas um detalhe, voltando ao que eu tava dizendo, a indústria dos jogos é uma das indústrias mais lucrativas, vocês sabem disso, né? Então, um detalhe por causa da da flexibilidade desse objeto artístico. Nos jogos, você encontra teatro, você encontra audiovisual, você
1:07:51 encontra música, você encontra muitas outras áreas das artes, tá? E a gente ainda tem uma outro, um outro acontecimento artístico que eu elejo, isso é bem pessoal, eu elejo como uma das eh criações artísticas mais inovadoras da história da arte. Eu tô falando das performance. As performance, sem sombra de dúvidas, é uma das eh dos acontecimentos artísticos mais importantes da história pelo simples fato de que arte agora não é apenas objeto, que arte agora é interação, é relação, né? O o o o artista não é apenas o único coautor
1:08:39 daquele objeto artístico. Agora, o público, a plateia, os observadores também passam a interagir e intervir diretamente no objeto artístico. Um dos maiores nomes da história das performance é a artista Marina Abromovic. as obras da Marina Bromovic, que nossos amigos vão colocar aí na tela para vocês. Isso é uma apresentação da Marina Bromovic, que é considerada uma das maiores performances da história. Essa obra foi apresentada no MOMA, na galeria, numa das maiores galerias de arte que existe no mundo, está nos Estados Unidos, né? E essa performance é completamente interativa. Marina Bromovic é essa mulher que aparece aí na tela de vermelho, tá? e o a o espectador
1:09:27 que chega ali naquela mesa para interagir com ela. Nessa outra fotografia, como vocês podem ver, ela vai falar sobre relacionamentos, né, sobre a instabilidade das relações amorosas. E ela passa 17 horas em posição pendular ao lado de seu marido. Veja que ele segura a flecha e ela segura o arco com uma mão. Passar 17 horas imóvel é exatamente alegorizar subjetivamente as as nuances e as fragilidades das relações amorosas, né? Qualquer erro pode ser um golpe fatal. Eu acho que vocês me entenderam. Rodrigo, pelo amor de Deus, a aula não é sobre neoconcretismo. O que é que você tá falando sobre performance? O que é que você tá falando sobre riceoto canuto? Muito simples, meus amigos,
1:10:13 porque não se estuda neoconcretismo sem estudar performance. A base principal do neoconcretismo são as performance. Como vocês podem ver aí na tela, eu fiz mais ou menos um quadro só para vocês poderem entender que o neoconcretismo ou o movimento neoconcreto, como vocês quiserem chamar, é um movimento que dialoga diretamente com a relação entre objeto artístico e plateia e público. Então nós temos o quê? uma interação constante entre objeto e público. É bem verdade que nem todas as obras neoconcretas elas são interativas, mas a prática principal do neoconcretismo é, acima de tudo, essa linha que separa ficção e realidade. E essa linha que
1:11:00 separa ficção e realidade, ela é basicamente quebrada e há naturalmente uma interação. Então, as performance usa o objeto artístico interagindo diretamente com a plateia. Então, é tudo imprevisível o que acontece no trabalho de performance, principalmente quando essa performance é interativa ao público, tá? Fica atento para isso. Mas o que é neoconcretismo? Primeiro é um movimento que vai fazer, ó, oposição. Desculpa, acabei passando amigo aqui. Perfeito, voltou. É um movimento que faz, ó, oposição ao movimento concretista.
1:11:45 Se o concretismo tinha um senso de geometrismo fortíssimo, né, trabalhava diretamente com essa fragmentação por meio de formas geométricas. era extremamente duro, tá? Matemático, fechado, hermético. Os neoconcretistas vão assumir um, por meio dessa oposição, traços de maior subjetividade. Os neoconcretistas também vão usar geometria, mas os neoconcretistas vão usar, acima de tudo, elementos de subjetividade, emoção. A relação direta com a ideia não é apenas a forma. Então essa é uma característica muito fundamental. Vai acontecer, ó, no final da década de 50, no Rio de Janeiro.
1:12:33 Portanto, se em 1952 vai surgir os concretistas, tá? Em São Paulo, no final de 50, não tem uma data precisa, entre 58 e 60, no final de 50, vai surgir no Rio de Janeiro um grupo que claramente vai fazer oposição ao movimento concretista. Eu peço para vocês ficarem muito atentos nessa aula que aconteceu semana passada e nessa aula de hoje, porque já faz mais de três anos que não cai nem poetas, nem artes plásticas concreta e neoconcreta na prova do Enem. E isso pode ser um indício para vocês pensarem com um pouco mais de detalhamento em torno desses
1:13:20 dois conteúdos, porque recorrentemente na prova do Enem, vez ou outra, acontece de se usar questões em torno desses dois movimentos artísticos. Então, por favor, fiquem atentos, tá bom? É por esse motivo que nós consideramos que o neoconcretismo é, sem sombra de dúvida, um divisor de águas na história das artes brasileiras e principalmente por quê? Porque eles saem daquele processo de rigidez e assumem um lado mais subjetivo, mas ainda marcado por um senso muito forte de estética. Não é à toa que os arquitetos e designers eles vão beber na fonte do concretismo e do neoconcretismo. E eu acho que vocês estão lembrados porque na aula passada nós falamos sobre a escola de Baauuse em
1:14:05 1920 na Alemanha, que se torna a principal escola de arte voltada a design e arquitetura. Então, não tem como a gente falar de neoconcretismo ou de concretismo sem necessariamente estabelecer uma relação com Bauhous, tá bom? Aqui eu coloquei um fragmento do manifesto neoconcretista que tem como principais nomes, ó, Ferreira Gulá, o poeta, Alígia Clark e Alígia Peig, o Amilcar de Castro, Reinaldo Jardim, o Teon Espanudes e o Franz Reisman. Tá? Estes artistas são os maiores nomes da história do Brasil no que diz respeito a isso. Eu não coloquei um outro nome aqui porque ele não faz parte desse manifesto, mas é um
1:14:52 neoconcretista e todo mundo já ouviu falar desse cara. O nome dele Oscar Niemia. A criação da cidade de Brasília foi basicamente feita por esse artista. Então nós vamos falar também sobre o trabalho da arquitetura de Oscar Niemia, tá bom? Então vamos ler primeiro esse manifesto pra gente entender com detalhamento e refinamento intelectual acima de tudo. Porque como é que a gente refina a nossa intelectualidade? Procurando bases científicas. E eu já disse para vocês lá no início, assim que eu comecei a dar aula para vocês no início do ano letivo, assim que eu os conheci, tá? Eu já disse para vocês que a arte ela depende de teoria científica, ela depende de pesquisa, não se faz arte no aleatório apenas por inspiração
1:15:40 pessoal e individual. Arte também é ciência, tá? Então ele diz o neoconcreto nascido de uma necessidade de exprimir a complexa realidade do homem moderno dentro da linguagem estrutural da nova plástica. Olha que importante isso. Nega a validez de atitudes cientificistas e positivistas em arte e repõe problema da expressão. Ou seja, eles negam o que eu acabei de dizer. Por quê? Porque eles passam a agir muito mais pelo instintivo, tá? incorporando as novas dimensões verbais criadas pela arte não figurativa construtiva. Ele diz mais à frente desse
1:16:25 manifesto: "Não concebemos a obra de arte nem como máquina, nem como objeto. Olha que coisa interessante, mas como um quase corpus, tá? quase corpos, quase matéria. Isto é, um ser cuja realidade não se esgota nas relações exteriores de seus elementos. Ou seja, arte não é só o visual. Arte não é só o objeto, não é só o elemento. Arte é o conceito, não só o conceito que define, que alimenta o sentido para aquele objeto. Mas o conceito prévio que inspira, que motiva, que constrói, que cria relação contextual com a história e a cultura,
1:17:13 isso é o neoconcretismo, tá? Um ser que decomponível em partes pela análise, só se dá plenamente a abordagem direta fenomenológica. O que é fenomenologia? É o estudo dos fenômenos. Dos fenômenos, né? Claramente a partir de uma subjetividade, de uma intencionalidade do artista. Inclusive, eu já disse para vocês que quando a gente lê e interpreta, a primeira coisa que a gente deve buscar no texto, eu não tô falando só do texto escrito, hein, amigos, eu tô falando também dos objetos artísticos. Fica atento. Mas quando nós lemos e compreendemos o texto, nós estamos ali encontrando no texto as marcas discursivas que claramente são
1:18:01 feitas por intencionalidades discursivas. Então, a fenomenologia trabalha também com a intenção, não apenas com o objeto, tá? Uma outra coisa também é um método claro de investigação, porque se existe uma intenção discursiva, existe um método de investigação. Nós, inclusive quando vamos analisar qualquer objeto artístico, nós usamos de métodos para analisar. Nós procuramos história, nós procuramos cultura, nós procuramos discurso, nós procuramos período, nós procuramos eventos e acontecimentos que embas necessariamente essa eh essa pesquisa nessa investigação e, principalmente, uma atitude de observação. Acima de tudo, a arte neoccreta exige isso da gente, exige
1:18:48 esse fenômeno que se vale em torno da arte, não só da arte, mas em torno do objeto. Dito isto, vamos falar desse homem aqui, ó, o maior nome da história da das performance no Brasil, um dos maiores nomes, né? É impossível estudar performance, arte neo concreta, sem falar das obras de Hélio Oitica e especialmente a obra parangolés, tá? uma palavra bem popular, inclusive já traz esse discurso popular, essa coisa que nasce nas ruas, na interação, no dia a dia, no cotidiano, que não existe propriamente uma regra, nem tampouco uma ferramenta tão hermética, tão fechada em si, que produza um objeto em sua
1:19:36 clausura, mas um objeto que pode ser utilizado, que pode ser manuseado, que pode ser transformado, que pode ser relido para Angolés é uma obra feita a partir de tecidos. Ele usa recortes de tecidos e as pessoas utilizam esses recortes para criar movimentações. A exposição do Parangoleste levava o público a pegar aqueles objetos, ó, o que é bem oposto ao que a gente vê. Porque geralmente quando a gente vai numa galeria de arte, quando a gente vai no museu, quando a gente vai em algum lugar onde tem objetos artísticos, a primeira coisa que aparece na nas plaquinhas é dizendo o quê pra gente? Não toque nos objetos, não é isso? Não pode tocar nos objetos. Por que não pode tocar? Porque às vezes danifica, porque às vezes pode eventualmente levar uma
1:20:23 sujeira para o objeto, mas o neoconcretismo traz essa relação de interação. Entendem? A linha que foi rompida? É por isso que é contemporâneo, porque esses artistas eles não estão mais preocupados em criar um objeto artístico em sua clausura, em isolar esse objeto artístico apenas paraa simples admiração e observação do espectador. Esse objeto agora é interativo. Esse objeto agora estabelece uma relação direta entre o artista, no caso e os seus objetos, os seus produtos criados e o público que vai assisti-lo, tá? Que vai participar daquele momento. Fica muito atento nessa imagem logo acima, essa daqui, ó, é a capa do CD de Caetano
1:21:10 Velô, cham, eu esqueci agora o nome, mas é um CD de 1962. Caetano Veloso, vocês sabem que é o grande nome do movimento da Tropicalia, que é um movimento contemporâneo que nós vamos estudar também, tá? Tropicalismo, fica atento. Mas veja, ele utiliza a arte de H8ica, a arte neoconcreta deica para Angoleste para usar como referência dentro de suas próprias obras. É por isso que é bacana estudar arte, gente, porque à medida que a gente vai conhecendo os objetos, os artistas, à medida que isso vai acontecendo, a gente vai começando a ver referência em todo lugar e você também vai se sentindo um pouco mais poderoso de entender o que está por trás daqueles objetos, o que está por trás daqueles discursos, tá? Aliás, por trás dos objetos, né, que são
1:21:55 os discursos. Então, presta bem atenção que a quantidade de referências que vocês já receberam ao longo desse ano não vai servir apenas para vocês fazerem uma prova do Enem. É muito mais do que isso. O nosso comprometimento aqui, principalmente no estudo play, é o comprometimento com a formação intelectual de vocês, acima de tudo isso, tá? Então, veja as referências dos movimentos, ó. Vejam que em todos os casos as personagens elas estão se mexendo, elas estão criando movimentos cênicos. Inclusive algumas dessas imagens são apresentadas no meio da rua,
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