TRAFICANTES DO CV ESTÃO COLOCANDO UM PORTÃO NA MUZEMA PARA COBRAR PEDÁGIO

Record Rio www.youtube.com

Breve Resumo

O vídeo relata a tomada da comunidade da Musema, no Rio de Janeiro, pelo Comando Vermelho, que impõe taxas e restrições aos moradores. A reportagem destaca o domínio do tráfico, a extorsão de moradores através de taxas de "condomínio" e a imposição de monopólios sobre serviços essenciais. Moradores relatam o medo e o abandono por parte do Estado, enquanto especialistas discutem a evolução do crime organizado e a disputa territorial entre milícia e tráfico.

  • Comando Vermelho domina a Musema e cobra taxas dos moradores.
  • Moradores vivem sob o medo e o domínio do tráfico, com restrições e extorsões.
  • Disputa territorial entre milícia e tráfico agrava a situação.

Início do Domínio do Comando Vermelho na Musema

Traficantes do Comando Vermelho instalaram um portão na Musema para controlar o acesso e cobrar taxas dos moradores, demonstrando o controle da facção sobre a comunidade. A situação é descrita como uma tomada da Musema pelo Comando Vermelho, com moradores sendo obrigados a pagar pedágio. A reportagem mostra imagens aéreas que revelam o domínio dos traficantes em um reduto que antes era da milícia.

A Extorsão e o Domínio do Crime

O Comando Vermelho impõe uma taxa de R$ 70 por mês aos moradores sob o pretexto de "manutenção", com a promessa de instalação de um portão e limpeza. A prática é comparada à extorsão realizada por milicianos, com ameaças de "medidas cabíveis" em caso de não pagamento. A ação criminosa gera um lucro estimado de R$ 1 milhão por mês para o tráfico, que também monopoliza a venda de serviços como internet, gás e transporte por aplicativo.

Relatos dos Moradores Sob o Domínio

Moradores da Musema relatam o medo e a dificuldade de viver sob o domínio do Comando Vermelho, mencionando a presença constante de jovens armados e o tráfico na porta de suas casas. Eles são obrigados a pagar taxas de condomínio e internet, mesmo que não utilizem os serviços. A situação é agravada pela atuação de lideranças criminosas como Maromba e Zeus, que expandiram a facção na região.

A Disputa Territorial e o Abandono do Estado

A área controlada pelo Comando Vermelho está próxima ao Rio das Pedras, a única comunidade da região que ainda não foi tomada pela facção, o que aumenta o risco para os moradores da Musema. A disputa territorial entre milicianos e traficantes gera instabilidade e tiroteios, com relatos de jovens desaparecidos. Moradores se sentem abandonados pelo Estado, permitindo que o crime se organize e imponha suas próprias leis. A entrada de milicianos é vista como uma grande preocupação, especialmente para famílias com filhos jovens, devido à exploração e expulsão de moradores.

Resuma qualquer vídeo do YouTube em segundos

Receba resumos como este de qualquer vídeo, no seu idioma, com o app gratuito Summ.

Baixar na App Store
Disponível no Google Play

Transcrição

Transcrição completa de “TRAFICANTES DO CV ESTÃO COLOCANDO UM PORTÃO NA MUZEMA PARA COBRAR PEDÁGIO”. Clique em uma marcação de tempo para abrir o vídeo naquele momento. Precisa de outro vídeo? Use o gerador de transcrição do YouTube.

0:00 Olha, traficantes do Comando Vermelho estão colocando um portão, olha a que ponto nós chegamos, para controlar o acesso e cobrar taxas aos moradores da Musema. Preciso dizer uma coisa, o Comando Vermelho tomou a Musema do Cláudio Castro. O comando vermelho tomou a Musema do estado do Rio de Janeiro. Quem vive na Musema é obrigado a pagar pedágio [música] para eles. Tem uma reportagem importante que eu quero que você assista comigo. Olha aí. Sou a K47 do homem R10. >> Cria tá na pista. >> É bem complicado você morar num lugar desse entrar e vi e vi deparar sempre

0:46 com boca de fuma. Vários armados, cheio de armas. É motozita daqui, motozita de lá. É complicado. >> Uma barricada disfarçada para proteger criminosos. O que parece segurança, na verdade é restrição. Estou dizendo que vou colocar um portão que vocês viv uma barricada disfarçada, né? E vão cobrar R$ 70 de cada morador, né? Então, eh, os moradores aqui estão pedindo ajuda, estão desesperados, os moradores não sabem a quem recorrer, o que fazer. As imagens do helicóptero da Record mostram o domínio de traficantes em um dos redutos mais antigos da milícia, a comunidade da Musema, na zona

1:34 sudoeste da cidade. A regra agora é clara: tem que pagar. R$ 70 por mês é o valor da suposta taxa de manutenção. O aviso, com tom de comunicado oficial promete a colocação de um portão para entrada e saída de moradores e limpeza, mas esconde uma espécie de franquia do crime. O Comando Vermelho adotou a mesma estratégia de extorção que antes era a exclusividade dos milicianos. A instalação já tem data e vem acompanhada de uma ameaça explícita. O não pagamento pode resultar em medidas cabíveis. >> Cercar e administrar um território virou

2:21 um negócio, muitas vezes mais rentável que a venda de drogas e transformou o funcionamento do Comando Vermelho aqui no Rio de Janeiro. Na Musema vivem 13.000 pessoas. Só com a taxa de condomínio do crime, isso significa um lucro de R$ 1 milhão deais por mês. O tráfico não ganha dinheiro só com a extorção de moradores, mas também com monopólio da venda de serviços, como internet, gás e até carros de aplicativo e mototaxis. É muito difícil a gente usar transporte de Uber, que já ouvi relato de uma moradora eh tá chegando e ser recebido tiro por

3:08 estar no aplicativo, por interligar o piscaler. é uma evolução do crime organizado, porque eles perceberam que a rentabilidade financeira com a exploração de serviços essenciais por parte dos eh eh dos traficantes, os traficantes perceberam isso e a partir disso eles passaram a adotar práticas semelhantes à milícia, somado ao tráfico de drogas armados, fazendo com que a população das comunidades ficassem refém dessas ações criminosas. A partir de agora, a gente vai ouvir o relato de quem vive sob o domínio do Comando Vermelho. Obrigada por nos receber. Queria que você falasse pra gente o que mais te assusta e te

3:53 preocupa. >> Que cresça cada vez mais, porque já são um bando, né? Já já tá grande. Se crescer mais do que o que já tá, isso assusta bastante. >> Como é que é viver? Nesse local na [música] museo hoje >> é horrível que você sabe trabalhar e deparo [música] com vários meninos tudo ainda novos, cheio de arma. Você entra, você sai. É ser a mesma coisa vendo todo mundo ali armado. O tráfico praticamente na porta da sua casa, então é horrível. >> Eles obrigam [música] vocês a pagarem taxas. Que taxas são essas? Taxa de condomínio, sim. Taxa de sim.

4:40 Taxa de internet, sim. >> E como é que funciona? >> Se quiser usar o internet, sou obrigado a usar. O condomínio, ter utilidade ou não, é obrigado a pagar. Se não paga, eles ainda tá em contato que estão em em aberto com eles para pagar. Essas ordens na Musema partem de duas lideranças que já foram presas e estão de volta às ruas Wilson Michel Costa Soares, o Maromba, e Luís Carlos Bandeira Rodrigues, conhecido como Zeus ou da Roça. Maromba é um ex-miliciano que mudou de lado e ganhou relevância na

5:26 facção depois que outro traficante foi morto pela polícia. Ele é o braço direito de quem realmente manda. o traficante Zeus. E Zeus não é um criminoso comum. Ele atravessou o Brasil vindo de Rondônia, onde se aproximou da facção. Ficou preso com Fernandinho Beiramar. A partir desse encontro foi que ele quando solto veio pro Rio de Janeiro com a missão de expandir a facção criminosa Comando Vermelho, sobretudo na região da zona oeste, na região da Barra da Tijuca, que é a região e de Jacarpaguá, que é a região de atuação prioritária [música] eh desse criminoso. A área comandada pela dupla fica a apenas 2,5 k de distância do rio

6:13 das pedras, única comunidade da região que ainda não foi tomada pelo comando vermelho. Mas a milícia estar nesse local específico significa mais risco para os moradores da Musema, que precisam mudar a rotina até para usar o transporte público. Quia ser esse local de de onde a gente podemos morar, mas que fosse tivesse tranquilidade e paz sem tráfego. Estaria bom. Existisse tráfego ficaria perfeito. É, é bem complicado você morar num lugar desse. >> A proximidade entre milicianos e traficantes disputando territórios significa a instabilidade e tiroteios.

7:05 Não querem que hora da mema transist das pedras e aí você tá passar pelos das pedras, você tem que vir da muse, vind da museu e passar das pedras, então obviamente vai passar lá. Com mulheres nem tanto, mas com jovem somem, é relato que som toda hora. a gente já vai pensando no pré, no durante a operação e no pós de como a gente tem que manter aquela comunidade eh eh segura, salva, [música] para que expulsando traficante de uma determinada região ou realizando as suas prisões, a milícia não entre naquela região ou expulsando milicianos de uma determinada região, o narcotráfico não [música] tome aquela região. Para quem vive sob o domínio do poder paralelo, a sensação é

7:52 de [música] abandono. Onde o Estado não se faz presente, o crime se organiza, lucra e impõe sua própria lei. >> Parece que a gente tem preferência por quem vai ficar ou quem não vai ficar, mas não é. [música] Mas se os milicianos entram uma preocupação muito grande, principalmente para quem tem filho jovem, porque mesmo que filho não tenha [música] nada a ver com o tráfico, até você [música] explicar isso, não é um grande risco que tem filho jovem corre. Eles exploram aquela população, eles tomam eh eh expulsam moradores de suas casas, cobram aluguéis

8:37 indevidos aos proprietários de imóveis naquela região. Então, para eles, quanto mais eles expandirem a área, a área de domínio territorial, é interessante, porque eles ganham mais rentabilidade e o nosso trabalho é fazer com que eles recuem ao ponto da gente conseguir efetuar essas prisões.

Share

Mais resumos de vídeos