0:00 Hoje eu vou falar sobre as minhas dificuldades, os meus erros ao diagnosticar o paciente pela língua, através da língua. Exatamente o que eu passei para que você possa aí não cometer os erros que eu cometi. Atenção plena, porque eu vou abrir aqui um pouquinho da minha caixa preta. Então vamos trabalhar alguns nomes. Quando você falar assim, a minha caixa preta é a forma como você estuda, diagnostica, trata, é o que você faz lá desde o início que você começou a trabalhar. E aí caixa preta é o que tem dentro do nosso histórico como profissional. Dentro do meu histórico eu tive
0:50 erros. Como, Raquel? Imagine aí uma casinha de palha. Sabe, adoro essa historinha dos três porquinhos. Eu acho que cabe muito bem, porque se é uma coisa que eu acho péssimo, é uma estrutura frágil. Seja para a vida afetiva, seja para a família, para a vida pessoal. E tudo isso aqui, família, afeto, carinho, lazer, dependem da casinha mais importante que não pode ser de palha, a profissão. Já que o trabalho nos torna aí mais fortes, o trabalho é uma forma de sermos úteis, transformarmos o meio. Quanto mais, quanto se fala em saúde.
1:36 Então, eu tinha uma casinha de palha, essa é uma foto minha, com uma tradutora do mandarim, e um professor de Tuina, na China, em 1997. Por que minha casinha era de palha? Porque eu não sabia diagnosticar através da língua. E o que aconteceu? Eu não sabia como olhar a língua. Essa pergunta era constante e não tinha resposta. Antes de eu chegar lá e ver que minha casinha era de palha, em 1994, eu já tinha uma pós -graduação em medicina chinesa. Logo que eu terminei a faculdade. Na verdade, pós em acupuntura. E eu tinha essa pergunta, o que eu procuro pela língua? E assim, a coisa mais difícil
2:26 na vida é, por isso que eu valorizo muito as perguntas, é quando a resposta é fraca. E você conclui. Olha só, hein? Atenção plena, olha bem pra mim aqui. O que eu procuro na língua? Eu tinha essa pergunta e ela foi respondida. Cuidado com a pergunta. A qualidade da pergunta depende da base do seu conhecimento. Quem não sabe o que perguntar, pode receber qualquer informação. Então, o que eu procuro? Na língua, quando eu tinha casinha de palha e o vento derrubou a minha casinha, eu procurava algo que não era o
3:12 correto. Era errado. E eu errei durante cerca de quatro anos. 94, 95, 96. Só em 97, 98 que eu comecei a mudar. Então, são quatro anos de diagnóstico pela língua errado. Mal feito. Péssimo. E eu falo isso com muito carinho, porque o meu erro vai ajudar a você agora a acertar. Quando eu terminei um curso de formação, eu estava aqui no Rio de Janeiro, finalizei em novembro, início de dezembro de 1995. E aí, 96, tinha a prática ambulatória. E aí, com essa
4:01 prática ambulatorial, nós parcelamos uma viagem à China. E lembro que nós pagamos as mensalidades durante um ano, 96. E 97, fomos para a China. E o que aconteceu de tão especial? E eu estou dizendo agora algo que eu tenho certeza que, se você avaliar, pode mudar muito a forma que você diagnostica o seu paciente. Vamos lá. Eu não olhava saburra. Já, já eu vou mostrar uma língua com saburra e uma língua sem saburra. Eu não olhava saburra separado da língua. Eu não olhava o corpo da língua. Eu não olhava o tamanho. Eu olhava a cor e tem marca de dente e não tem marca de dente. E só.
4:50 E isso foi um choque. Porque quando eu cheguei na China, eu comecei a ver que era obrigatório o estudo separado. A análise do corpo separada da análise da saburra. E eu nunca tinha feito isso. Então, assim, se você não sabe o que você procura, é muito difícil encontrar. Concorda? Então, assim, eu terminei um curso de tuiná. E eu não sabia tratar as doenças. Por quê? O tuiná era para relaxar. E a língua era para analisar se o paciente está ansioso, está tenso. Então, o que eu procuro através da língua hoje? Atenção, hein?
5:37 Ó, três pontos que eu procuro hoje. A causa da doença. Eu procuro a tendência do adoecimento. Eu sei o que pode acontecer com o paciente quando eu olho a língua de forma organizada. Uma língua pálida mostra uma tendência futura de, por exemplo, deficiência de sangue. Paciente tem frio e se ele não tratar, ele pode ficar visão embaraçada, com anemia, queda de cabelo, porque a língua pálida gerou um frio que, com o tempo, vai gerar deficiência de sangue. Então, a tendência da doença. E, por último, eu determino a síndrome. Quando
6:23 eu vejo a causa, eu fecho a síndrome, mas a síndrome de acordo com a cronologia. Então, a causa, o que deve acontecer, provavelmente, com o paciente no futuro. E a causa raiz é, por exemplo, uma língua fina e curta. O paciente tem pânico por deficiência do rim. Lá no fundo, ela é pálida. Só que eu sei que ele nasceu fraco. Ele nasceu com debilidade. Então, uma língua curta, ela já tem uma herança de uma pessoa mais fraca. Então, a língua mostra tudo. Quando eu tenho a causa, a tendência, e vou na raiz do paciente, o que eu vejo nesse terceiro ponto? Eu vejo como funciona a mente, o corpo e
7:14 as emoções. Então, eu vou botar até a causa por último. Quando eu olho a língua, eu entendo o comportamento e as emoções. Eu entendo a tendência da doença. E, por último, eu entendo o que causou tudo o que o paciente tem. Agora, por que analisar os órgãos? Olha só, quando eu cheguei na China, eu tinha o conhecimento do porquinho que morava na casa de palha. Então, eu cheguei muito alegre, mas muito fraca. Com pouquíssimo conhecimento. E hoje eu falo isso depois de 25 anos, que o primeiro ambulatório foi em 1998. Depois de 25 anos, essa fragilidade
8:00 me ajudou a lutar pela força. Então, eu estou dizendo que você tem que ir à China para descobrir o que eu vou te falar agora? Não. Porque eu estou poupando o seu tempo. Você não precisa ir à China, porque eu já fui. Inclusive, eu já estou programando uma próxima viagem à China, com mandarim agora melhor, para que eu possa trazer mais conteúdo para você. Mas, utilize o que eu vi lá, agora, com essa síntese, para que você possa melhorar a sua prática. Combinado? Então, vamos lá. Eu cheguei e vi que os órgãos são avaliados pela língua. E aí, eu cheguei, estava no hospital, um rapaz novinho, que é esse professor de tuinar, né? Novinho, alegre, com a mão quente, super forte, assim.
8:50 Devia ter, no máximo, 30 anos. E ele falou assim, vou fazer um tratamento, vou realizar um tratamento agora para o xinxen buchial, famoso xinxen buchial. Eu não tinha ideia do que era isso. Coração e rim não se comunicam. Aí, ele fez um tuinar, manobra toda na face para a insônia, manipulou os pontos da coluna. fortaleceu o rim, usou mocha, aqueceu o rim, só com tuinar ele tratou. Paciente com lombalgia, insônia e ansiedade. E aquilo me chocou, porque eu fui para a China depois de um curso de tuinar no Brasil, de um ano, na época foram 18 meses, um ano e seis meses. e nunca
9:41 tinha feito tu inala a coluna. Nunca tinha visto a língua determinando a causa junto com sede, suor, fome. Nunca tinha feito essa análise. Fazia análise muito superficial, se tem sede ou não tem sede, se tem fome ou não tem fome. Perguntas muito breves. O que aconteceu? Eu vi o professor olhando a língua e a língua era fina, curta, sem saburra na ponta, pálida no fundo, saburra grossa no rim. Ele analisou o corpo, separado da saburra. Eu nunca tinha visto aquela avaliação. Eu fiquei assim, com uma vergonha. Ele ficou falando, um rapaz novo, alegre, cheio de vigor. Aí ele começou
10:26 a fazer o tuinar e manipular os pontos da coluna. E eu falei, gente, isso que é tuinar, quem não sabe, tuinar é uma técnica manual que trata, vou repetir, tá bom? Que trata doença crônica. Raquel, eu posso tratar as doenças, as enfermidades com a minha mão? Não só pode, como deve. Agora, sem analisar a língua, sem realizar o diagnóstico correto, é impossível. Então, a língua analisa a função dos órgãos. Agora, complicou. Para tudo e olha pra mim. Aí eu olhei assim, eu cheguei lá, novinha, cheia de energia,
11:14 com aquele sonho de tratar as enfermidades crônicas, ficava com o paciente uma hora e meia, suava. Eu lembro muito que eu ficava com o paciente, eu lembro muito de profissionais que fazem isso hoje. E aí, eu lembro da minha história, fazia várias manobras, mas nada resolvia 100%. Ficava suado e o paciente sumia. Atendia uma hora e meia, a dor de cabeça, a dor voltava e o paciente sumia. E lá na China, com esse atendimento, eu vi que, quando você chega à causa, você trata a causa. E você não precisa fazer manobras e manobras no corpo inteiro. Você precisa tratar a causa. Só que, aí que está o problema. Eu cheguei na China, em 97, e vi,
12:02 e tinha esse mapinha, né, que é o mapa mais famoso da língua. ponta, fundo, rim, fígado e meio da língua, aparelho digestivo. Olha só, hein? Por que analisar os órgãos aqui? Na ponta da língua, meio. não adianta nada, pega a caneta e escreve isso aí, nada. Eu saber que o coração é na ponta, o baço é no meio, o fígado na lateral, se eu não sei as funções dos órgãos. Número 1, atenção, por que analisar os órgãos? Porque os órgãos são a base da causa de qualquer doença.
12:48 A partir da função do órgão, o paciente começa a adoecer. Seja aquela mulher alegre, corada, cheia de sonho, de alegria, seja aquela mulher assim, que tá, gente, quando vai chegar a minha morte? Não aguenta levantar, não sonha, não se envolve, não trabalha, não faz nada. Tá lá morrendo de sono, 10 da manhã. Sempre vai ser órgão. Então, se eu não sei função de órgão, eu não consigo trabalhar. Então, falta paixão. Escreve, por favor, aí. Envolvimento e paixão pela fisiologia. Se você se envolve com a fisiologia, tua vida profissional vai ser o consultório para sempre. Porque você vai entender. A base da língua tá na fisiologia, tá?
13:33 Eu vou explicar um pouquinho melhor. Vamos lá. Nas funções dos órgãos está o começo da doença. Então, se eu não conheço bem os órgãos, pra que que eu vou analisar a língua? E aí vai virar uma decoreba. Quer ver? Então, eu analiso a língua pelos órgãos pra compreender se o órgão tá fraco. Número dois. Eu analiso os órgãos pra entender as leis dos órgãos. Porque se o rinho e o coração estão fracos, eu tenho que conhecer as leis. Ah, então eu tenho que saber a função do órgão e as leis. Qual órgão domina qual? órgão gera qual? As leis. Depois que eu conheço as leis dos órgãos, que eu
14:23 conheço as funções dos órgãos, agora eu vou entender como eles, atenção, hein? Como a doença, terceira causa de analisar os órgãos, como ela se aprofunda. A doença não começa no rinho? A princípio, existe uma barreira defendendo o rinho. Por quê? Porque quando adoece o rinho é mais crônico. Então eu tenho que aprender função de órgão, lei do órgão e profundidade da doença, que são os fatores que causam as doenças. Agora vamos juntar os três pra você poder olhar a língua diferente? Vamos trazer pra prática, tá bom? Vamos lá. Pontinha da língua vermelha e fundo pálido.
15:09 Uma paciente com pânico, palpitação e insônia. já é crônico. Por quê? Porque o coração e o rinho são mais profundos. Quem diz isso, Raquel? A medicina chinesa. Então é uma paciente que durante muito tempo provavelmente teve hábitos ruins, se alimentou mal, trabalhou muito, teve a deficiência do baço antes, ou teve uma estagnação do fígado, não cuidou das emoções e agora afetou o coração e o rinho. Ah, então olhar os órgãos significa ver quanto de gravidade tem. Agora vamos lá. Eu já sei que se eu olhar o órgão, eu acho
15:55 a causa. Então, diz pra mim aí, não a casinha de palha. Qual é a casinha de palha aqui? decorar sintoma. Pontinha da língua vermelha. Vê se você já viu essa casinha de palha e a gente vai empurrar, criar uma ventania pra ela sumir agora, tá? Pontinha da língua vermelha, coração, deficiência do coração. Vamos fazer um pontinho para acalmar o coração. Aurículo, acupuntura, tuinar, eu não sei o que você trabalha. Pontinho pra acalmar o coração. Quem já viu isso? Pontinha da língua vermelha é o coração. ponto para o coração. Não, gente, pelo amor de Deus. Aí, tá brincando com a medicina chinesa. Então,
16:41 diga não a olhar a língua e já botar o tratamento. Por quê? A grande pergunta é por que a ponta da vermelha? Ponta vermelha é coração. O paciente pode ter insônia e ansiedade, mas de onde veio essa ponta vermelha? Por que a ponta ficou vermelha? Ah, o paciente se alimenta mal, o baço é filho do coração, trabalha muito, almoça tarde, tem anos de sonolência, cansaço, e agora a ponta ficou vermelha. Ah, é diferente. Quem causou a ponta vermelha foi o baço. Quem mostra isso? A fisiologia.
17:28 qual o maior erro aqui? Volta pra mim. O que é o corpo da língua? Qual a diferença dessa burra? Aí eu venho pra cá. Toda doença tem causa. E a causa é a... O que que é causa? olha essa pergunta e olha essa pergunta. Como que eu vou achar a causa através do corpo e da saburra? Raquel, o que que é saburra? Diz pra mim sim se você vê que essa língua tem saburra. Revestimento. Fino, delgado, deveria ser branquinho. É como se fosse uma graminha de um jardim fininha,
18:15 ocupando a língua inteira. ocupando a língua inteira. Quem forma saburra? Pra que que ela serve? Por que ela não está ali? E o corpo separado. Tá? Então, primeiro, o que é saburra? Segundo, o que é o corpo? Separado. Eu estudei cinco anos de medicina chinesa e não sabia isso. Por isso, o paciente sumia. Então, agora, o seu paciente não vai sumir. Tá? Uma saburra normal. Essa saburra aqui está um pouco espessa. Ó, essa saburra aqui, tem um revestimentozinho nessa língua da esquerda.
19:01 Aqui na ponta não tem saburra. está mais vermelhinho. Aqui eu tenho uma saburra lá no fundo. Aqui não tem saburra. Então, vamos ver primeiro o corpo. três aspectos do corpo. Tamanho e forma, os três mais importantes, tá bom? Tamanho e forma, cor, tá? E movimento. Se a língua treme, não é normal. Ela não pode tremer. Tamanho, forma, cor e movimento. Eu tenho que analisar isso antes dessa saburra. E essa saburra serve para... Eu vou olhar o quê? Aqui temos uma saburra. Pronto. Aqui. Eu vou olhar cor da
19:48 saburra, localização e espessura. Tá? Vamos lá. Primeiro corpo. Tamanho. Vamos botar essa língua de língua 1. tá? Tamanho e forma, cor. Eu vou tirar movimento, porque não dá para ver, porque uma foto não vai tremer, né? Mas no seu consultório, a língua não pode tremer. Língua trêmula é paciente frágil, com deficiência de sangue ou de energia mais crônica. Quando você trata, ela tem que ficar paradinha. Não pode tremer. Se o paciente está tonto, a língua treme, você trata, a língua para e a tontura tem que passar. Tá bom? Só que eu vou falar vitalidade, tamanho e
20:38 forma e cor. A língua está obesa, pouquinho, mas está obesa, então não está normal, pálida, só que é uma língua que tem uma boa vitalidade. Então, tamanho, forma, cor e vitalidade. Não é uma língua murcha. Uma língua murcha é um paciente fraco, acamado, debilitado. Aí a língua parece um bife de fígado que é uma carne morta. Isso são doenças mais graves, obesa e boa vitalidade. atenção aqui, só agora eu vou ver essa burra. Uniformidade,
21:24 sim ou não, ela é uniforme ou não. A cor, você vai dizer se ela é branca, amarela ou preta e a espessura, se ela é espessa e aonde. Isso aqui eu não vi no Brasil, então poupa o seu tempo, você não precisa ir à China, anota, porque eu já estou trazendo prontinho para você. Atenção agora, hein? Você vai ver na íntegra o diagnóstico aqui comigo. Essa língua, ela é espessa no fundo, correto, ela é branca e ela é toda
22:10 espessa, mas no fundo, mas ela é toda espessa. E para que serve isso? Saber que essa burra é espessa, então agora, olha, eu vou dizer para que serve o corpo e eu vou dizer para que serve essa burra. o corpo serve para você ver três pontos. Corpo da língua, se a paciente é forte, se ela é uma paciente com uma constituição boa, imunidade boa, o corpo não pode ser fininho nem curto, não deveria, não pode não, deveria. Então, essa é uma língua média, constituição física boa e prognóstico bom. uma língua com tamanho bom,
22:56 que não é muito curta nem muito fina, o paciente tende a melhorar mais rápido. Olha só, um corpo bom é um bom resultado terapêutico. Corpo. Então, corpo fino, deficiência do rim ou síndromes mais crônicas. se a língua tem um tamanho bom, constituição física boa. O paciente vai responder. a quê, Raquel? Não importa. Incontinência, pânico, dor de cabeça, dor na coluna. Se a língua tem um tamanho bom, o resultado do tratamento tende a ser bom. Paciente com a língua muito curtinha, muito fina, calma, oriente com carinho, vá fortalecendo o rim, vá tratando com amor, porque o
23:41 paciente não tem aquele vigor, pode ter uma doença mais crônica, fala baixinho, não é uma pessoa que tem tanta imunidade, então você vai tratar, você não vai falar, acorda cedo, se alimenta bem, você vai com mais calma, porque a evolução pode ser mais lenta, tá? Se o tamanho do corpo é bom, não é murcha, a constituição física é mais forte e o prognóstico é melhor a mais rápida. O corpo não treme, significa que o paciente está bem de saúde em relação à melhora, tá? Ele tem bom sangue, bons órgãos e vai ter um bom resultado o seu tratamento. Agora, a língua é rachada, o corpo, ele é aquela língua fininha
24:31 de espessura, toda rachada, deficiência de líquido, calor interno, pessoas ansiosas. não é, como se fosse uma graminha, é, graminha não, o corpo é um bom tamanho e não tem rachadura, ótimo, tem muita rachadura, deficiência de líquido. Esse paciente, o corpo é bom, ele tem uma constituição boa, só que ela está muito branca. atenção, hein, só depois que eu analisei o corpo, eu vou para a saburra. O que que a saburra faz? Ela localiza a doença. Olha que incrível, gente, olha a profundidade da medicina chinesa. A saburra é branca, é
25:17 espessa, na língua inteira. Isso significa o quê? Desculpa, faltou a cor. A língua tem que ser com um tamanho bom, vermelha clara, não pode ser fininha no fundo, não pode ser inchada e isso é um paciente saudável. Vermelha clara. Agora, língua pálida, deficiência de sangue ou frio interno, chamado deficiência de yang, língua pálida. Dor de cabeça, obesidade, queda de cabelo, dor lombar, isso é a língua pálida. Vermelha, saúde. Língua, vermelha clara, língua muito vermelha, paciente ansioso, com insônia, palpitação,
26:04 confusão mental, porque muita aceleração na circulação interna. A língua está na cabeça, o sangue acelera, sobe e a língua fica vermelha. Então, já falei, língua vermelha e língua pálida. Agora, saburra. branca, frio, líquidos presos. Uma pessoa com a saburra muito branca, grossa, significa metabolismo lento, líquidos presos, dificuldade para digerir. Deficiência, em primeiro lugar, do baço. Isso não existe na faculdade de medicina. Cuide do seu consultório. Tem gente morrendo, tem gente adoecendo grave. Por quê? Porque a área
26:51 de saúde não sabe o que é deficiência do baço. Não existe. Está errada? Não, gente. Ninguém está errado. Apenas não sabe o que é. Por quê? É um conceito da medicina chinesa. Por isso, o seu paciente precisa de você. Quando eu fui para a China, eu tinha feito uma pós -graduação aqui no Rio de Janeiro, em acupuntura. E eu não sabia analisar essa burra. porque não chegou no Brasil na integridade, na íntegra, o conhecimento. Então, a gente precisa trabalhar, a gente precisa se envolver, se apaixonar, arregaçar as mangas e lutar pela medicina chinesa. Está bom? Conto com você, com esse apoio, com essa força na dedicação. Dinheiro é resultado, é consequência. O mais importante é a gente lutar
27:40 pela medicina chinesa e por nosso paciente. o resultado vai vir de forma inevitável. a saburra engrossou, paciente com língua, com líquidos presos, má digestão, peso no corpo, sonolência, volta de vitalidade. Você acha que uma pessoa com essa burra branca vai acordar? vambora, vou caminhar, feliz da vida, vou dar umas flores, vou comprar umas flores, vou botar música em casa, eu vou melhorar, vou para a praia caminhar. Não, gente, lógico que não. O paciente não vai comprar flores, o paciente não vai tomar um banho
28:26 frio, o paciente não vai conseguir tomar o café da manhã de rei. ele vai comer um pedacinho de ovo e vai enjoar. Sabe por quê? Porque o metabolismo está lento. Aí você vai dizer para mim, quem já passou por isso fala assim, Raquel, eu oriento o meu paciente, mas ele não faz. Sabe por que ele não faz? Não é porque ele não quer, é porque ele não consegue, é porque ele não tem força, é porque ele não tem órgão funcionando. Agora eu volto para cá. Esse é um paciente com frio, esse é um paciente com calor. Qual a diferença? A saburra
29:12 é feita pelos líquidos do estômago. Quem faz a saburra é o metabolismo. Os líquidos do estômago acendem e fazem esse revestimento. Esse é um paciente com gastrite, azia, regurgitação, queimação. Por quê? Bebendo muito álcool, Red Bull direto, gengibre, canela, um monte de alimento para aquecer, para estimular, ele consumiu os líquidos do estômago. E chegou a, ainda com a língua bífida assim, com insônia também. Então, quando tem uma saburra ausente, a saburra localiza a doença. Então, se ela não está na
29:59 língua inteira, o calor é generalizado, porque os líquidos foram consumidos. Agora, olha essa língua aqui. Só a pontinha está mais sem saburra. O fundo está pálido. Olha só comigo, esse paciente tem que ser tratado com carinho, sim ou não? Vou falar pelo que eu já ensinei para você aqui. qual é o paciente mais forte? Vou fazer três perguntas. Qual o paciente mais forte? O da, essa língua primeira, essa maior, é língua um. Essa língua menorzinha é língua dois. Qual o paciente mais forte? Que vai melhorar mais rápido? Que acorda e leva flores para a namorada, caminha na praia, segue a sua orientação,
30:49 come os ovos de manhã, ovos, come batata doce, se alimenta bem, sorri com facilidade. Um ou dois? Paciente um está muito melhor. tem constituição física mais fraca, mais fraco, dificuldade de ouvir, dificuldade de agir, Forma da língua e tamanho. Qual paciente tem mais frio? O que é frio? Sensação de frio, metabolismo lento, urina aumentada, sonolência. Então, ó, frio, não é só sentir frio. é ser lento, é
31:35 raciocinar lento. Então, o frio significa queda da função do órgão. Frio no baço, metabolismo lento, pouca formação de sangue, cabeça, pensamento lento, frio no rim, incontinência, medo, dor lombar. Então, frio é deficiência da função. Anota aí. Deficiência de yang. Isso é frio. Deficiência de yang. Qual paciente tem mais frio? Um ou dois? Paciente dois tem mais frio. Quem tem mais ansiedade? O paciente um ou dois?
32:21 Quem tem frio? da cintura para baixo, frio. Mas no alto tem calor. Olha só, hein? o paciente tem mas ansiedade. mas durante o dia todo, sono. tem frio, mas na lombar, urina muito e nos pés. Por quê? Porque a língua está com uma cor diferente no fundo. Olha só, a língua dois é fina no fundo, é pálida, isso é deficiência do rim. mas a pontinha é vermelha, isso é um paciente com
33:08 pânico. Olha, esse é um paciente que ficou dez anos sem sair de casa, com pânico, dez. Paciente de uma aluna minha, de uma aluna que tratou ele em casa. Falou, Raquel, gente, é tão impressionante, um homem novo. Dez anos, ele saía, nesses dez anos, saía assim, e voltava rápido, não ficava fora de casa, estudou, se formou em engenharia, e depois da faculdade, dentro de casa. Uma loucura esse quadro clínico, tanto é que eu já apresentei essa língua algumas vezes. Então, insônia, pânico, ansiedade, e a ponta da língua que é o coração, o certo é ser igual
33:56 a língua um, assim, côncava. Aqui, ela é fininha, e é uma língua delicada, isso é o paciente fraco, parece uma língua, assim, de um boneco, sabe? É uma língua, ela não é um músculo com tônus, um músculo firme, essa delicadeza e flacidez, órgãos mais fracos. Agora, olha só, diz pra mim se isso existe, você paga cinco mil reais no exame. Você vai conseguir esse grau de precisão, sim ou não? Você faz o exame mais moderno de Nova York ou de Londres,
34:46 as maiores universidades do mundo. Você vai conseguir olhando a língua saber que esse homem tá frágil, que ele precisa de ajuda, que ele precisa ter coragem, que ele urina muito porque o rim tá fraco, que ele tá ansioso porque o coração tá fraco. Diz pra mim, sim ou não? Esse grau de precisão é fácil encontrar? Sim ou não? Qual exame? Tem algum exame no mundo que mostra isso? Você sabe que não. existe. entender que uma pessoa não acorda feliz da vida dizendo eu amo a vida, vou colocar uma música, comprar umas flores, vou caminhar no
35:32 sol. Gente, sentir esse amor pela vida depende de órgãos fortes, depende de rim. O rim controla as emoções. Não. Por isso, o seu trabalho é tão importante. Vamos lá. Vou fazer três perguntas pra fechar, tá? língua vermelha na ponta e na lateral, mas o fundo muito pálido e o meio da língua pálida também. A língua é obesa, mas não tem saburra na lateral e na ponta. Aonde está o calor? Aonde está a aceleração? é tontura, ansiedade, irritabilidade, depressão. Dois órgãos estão acelerados. Quais
36:20 são? Fígado e coração acelerados. Então, pode ter coceira no olho, ansiedade, insônia, porque a ausência de saburra mostra o calor. Língua toda pálida, obesa, toda pálida, inchada, com a saburra branca, mas só a pontinha está sem saburra e vermelha. baça e coração deficiente. Pode ser insônia, dor de cabeça, ansiedade, que é mais palpitação, arritmia, hipertensão. Última língua, muito fina, toda pálida, seca, sem saburra. Deficiência
37:06 de sangue, deficiência do rim. Vou fechar agora, conforme eu combinei, com três dicas. eu vou apresentar os três maiores erros que eu cometi. Primeiro erro, eu não separava a saburra do corpo. Segundo erro, eu não conhecia as funções dos órgãos. Terceiro erro, eu não diagnosticava síndrome de ninguém. Então, eu não associava a língua à causa da doença. Qual é a minha dica final? Que você não faça isso. Conheça as funções dos órgãos, separe a saburra do corpo da língua, encontre sempre a causa. Tratar com excelência vai ser apenas consequência.