Transcrição completa de “A AGENDA FEMINISTA NA ESCOLA ESTÁ ANIQUILANDO OS MENINOS BRASILEIROS”. Clique em uma marcação de tempo para abrir o vídeo naquele momento. Precisa de outro vídeo? Use o gerador de transcrição do YouTube.
0:00 Se você é pai de menino, mãe de menino, tio ou tia de menino, ou professor ou professora de menino, ou se você de alguma maneira está envolvido na criação de um menino, eu recomendo fortemente que você assista esse vídeo até o final e reflita com honestidade sobre cada uma das informações que eu vou te passar. Nesse vídeo eu vou te explicar porque o nosso sistema de educação é uma ferramenta poderosa nas mãos da agenda feminista e como isso vem causando danos aos meninos há décadas e tem servido como um instrumento para aniquilar o espírito masculino ainda na infância. A área de pedagogia apresenta um dos maiores vieses progressistas entre todos os cursos universitários brasileiros. E
0:47 não é com vozes da minha cabeça ou uma impressão isolada que eu digo isso, não. Isso pode ser facilmente comprovado a partir de uma análise curricular da influência teórica dominante, do perfil dos docentes e da cultura institucional sindical que permeia esse meio. Paulo Freire, por exemplo, é uma referência central e quase obrigatória na maioria dos cursos de pedagogia do Brasil. A principal obra de Freire, a pedagogia do oprimido, enquadra a educação como um ato político, apresentando aquela velha dualidade conceitual problematizadora de opressor versus oprimido. Freire declarou abertamente como os trabalhos de Marx e Engels, dois comunistas, influenciaram o núcleo da pedagogia do oprimido. A influência de Gramsy nas
1:34 ideias de Freire está nos conceitos que ele apresenta de hegemonia cultural e consciência de classe. Freire tinha uma admiração declarada por Cuba, pela Nicarágua sandinista e por movimentos marxistas no mundo todo. E Paulo Freire está para todo lado na pedagogia brasileira. Se não bastasse Paulo Freire, tem ainda o psicólogo bielo-russo Lev Seminovic Vigotsky, um marxista clássico. Nos anos 1980 e 1990, as teorias de Vigotski foram reinterpretadas e integradas a um pacote progressista de esquerda nas faculdades de educação. Tudo misturado com aquela pedagogia crítica de Paulo Freire. E daí enfiaram construtivismo relativista, mediação sociocultural, desigualdade estrutural, aprendizagem colaborativa,
2:21 diversidade cultural e justiça social na escola. E a escola virou um campo prioritário de disputa ideológica, não um local de instrução e ensino de conhecimentos básicos de verdade. Qualquer professor formado no Brasil nos últimos 30 anos estudou Vigotsk e muitos desses caras estudaram sem saber de onde vieram as ideias que eles e elas aprenderam como sendo verdades pedagógicas. Na pedagogia brasileira, o viés político-social vai muito além de um simples teor ideológico. Esse viés guia todas as ações nesse campo. Além do currículo que orienta a formação dos alunos de pedagogia, os próprios professores de pedagogia e de algumas disciplinas afins que formam os
3:07 professores que estarão nas escolas dos seus filhos mais tarde, tendem a ter formação em ciências humanas e sociais como um padrão de identificação majoritariamente de esquerda. ou centroesquerda. A maioria dessa galera é de esquerda. Os sindicatos da categoria, especialmente a CNTE, Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, são historicamente alinhados à esquerda. A CNTE é filiada a CUT. A CNTE defende pautas progressistas amplas e atua politicamente de forma explícita. Não existe uma pesquisa nacional recente com os porcentuais exatos de autoidentificação ideológica só de alunos ou só dos professores de pedagogia. Mas o padrão dessa área é bem consistente com aquele que a gente observa na área de humanas e na formação docente. Por exemplo, em 2016, o estudo
3:55 esquerda ou direita, professores, opção política e didática da história, avaliou 288 professores de história no Brasil, na Argentina, no Uruguai, no Paraguai e no Chile. O resultado para nós brasileiros, 84.5% Os 5% dos professores de história disseram preferir siglas de esquerda ou centro esquerda, enquanto centro direita e direita somados corresponderam a 15% no máximo. A BNCC, a Base Nacional Curricular Comum, é o documento normativo que define o conjunto essencial de aprendizagens de todos os alunos da educação básica do Brasil. A BNCC, ela serve como uma referência obrigatória paraa elaboração dos currículos de todas as escolas públicas e privadas do nosso país. Pois bem, a versão homologada da BNCC em 2018
4:42 tem 600 páginas e 156.121 palavras. As palavras que mais aparecem no documento da BNCC incluem gênero, crítica diversidade indígena identidade sustentável coletivo direitos humanos, etc. A BNCC incorpora explicitamente termos, orientações e princípios que direcionam a educação básica brasileira para um caminho claramente progressista e feminista. Os estudantes de pedagogia, os professores, os diretores de escola, os coordenadores, os auxiliares de desenvolvimento infantil são, em sua maioria mulheres e, estatisticamente em sua maioria mulheres de esquerda. E são todos, absolutamente todos, de esquerda
5:29 ou não, sujeitos ao programa esquerdista progressista da BNCC. Essa estrutura inteira não foi feita para entregar instrução, ela foi feita para entregar doutrinação ideológica pura e simples. E nada disso, nem a base teórica do sistema de ensino, nem a estrutura física e os agentes práticos desse sistema, nada disso foi feito para a energia e o modo de aprendizado dos meninos. Isso foi feito para as meninas, não para os meninos. O modelo pedagógico dominante que a gente tem no Brasil é estruturalmente incompatível com o desenvolvimento neurológico masculino. Isso tem base neurocientífica documentada, não ideológica. Meninos têm em média um desenvolvimento mais lento do córtex pré-frontal, que é a parte do
6:17 cérebro responsável por controle de impulsos, planejamento e atenção sustentada. Essa diferença de maturação pode chegar a 2 anos de atraso maturacional em relação às meninas da mesma idade. Isso foi demonstrado em diversos livros e estudos abordando as diferenças de desenvolvimento cognitivo por sexo. A BNCC e o modelo pedagógico dominante exigem exatamente o que o cérebro masculino jovem tem mais dificuldade de entregar. Sentar quieto lá por longos períodos, produção textual extensa, aprendizado pela escuta passiva, regulação emocional fina. Trabalho cooperativo silencioso. Isso não funciona para meninos. O que funciona melhor para meninos? Movimento, competição estruturada, aprendizado por projetos com produto concreto, instrução
7:02 direta e sequencial, hierarquia clara, desafio físico integrado. Isso tudo está sistematicamente ausente ou desvalorizado no modelo pedagógico da Base Nacional Curricular Comum. Para completar, a feminização do magistério cria um ambiente normativamente feminino desde a creche. Isso não é uma crítica às mulheres como professoras, é uma observação sobre o ambiente normativo que essa distribuição cria. O que é valorizado, recompensado e punido em sala de aula reflete, em média padrões relacionais e comportamentais que são mais naturais para as meninas. Padrões como quietude, verbalização emocional, cooperação, obediência, produção ou escrita fluente. O que é característico
7:49 dos meninos? Energia motora, assertividade competição hierarquia informal, comunicação direta. Isso é tratado como um problema comportamental. O documento de 600 páginas da BNCC menciona diversidade 119 vezes, indígena 90 vezes, preconceito 43 vezes, inclusão 42 vezes, afrodescendente 20 vezes. Adivinha quantas vezes esse documento da BNCC menciona diferenças de desenvolvimento neurológico entre meninos e meninas zero vezes? Quantas vezes esse documento menciona a necessidade de adaptar a pedagogia às diferenças de ritmo maturacional por sexo zero vezes? Quantas vezes esse
8:34 documento menciona a crise de desempenho e engajamento específica dos meninos? zero vezes. Um documento que se propõe a garantir equidade para todos os estudantes e que ignora completamente a dificuldade de desempenho educacional dos meninos, está ou ignorando a evidência por incompetência ou está priorizando uma agenda misândrica em todas as suas entrelinhas. Os índices de fracasso escolar masculino são catastróficos, mas eles não são tratados como crise. Segundo dados do IBGE e do INEP, os meninos reprovam mais, abandonam mais a escola e concluem menos a educação básica em todos os estratos socioeconômicos do Brasil. A proporção de mulheres no ensino superior brasileiro já supera 60% e cresce a cada
9:22 ano. Em cursos como medicina, direito e pedagogia, a predominância feminina é ainda maior do que isso. Isso não é só parabéns para as mulheres e isso não é vitória do feminismo. Isso é um fracasso do sistema educacional com metade da população brasileira. Pensa comigo, um sistema de saúde onde 60% dos pacientes de um sexo sofrem ou morrem por falta de tratamento adequado, isso seria tratado como uma calamidade, não? Pois é, na educação essa diferença é praticamente invisível no debate público e é completamente ausente das políticas curriculares. Um sistema que produz esses resultados ruins para os meninos com essa consistência ao longo de décadas, sem jamais se corrigir, um
10:08 sistema desse não está dando errado. Ele está funcionando exatamente como foi desenhado para funcionar, independentemente de qual seja a intenção declarada do seus arquitetos, ele está funcionando contra os homens. O fato de que a crise de desempenho e de abandono escolar dos meninos não aparece como prioridade em nenhum documento curricular brasileiro, enquanto dezenas de competências ligadas à identidade, diversidade, consciência crítica e empoderamento feminino são explicitamente celebradas dentro desse sistema de ensino. Isso é uma prova de que o sistema educacional foi feito sob medida para destruir o espírito dos homens ainda na infância e dentro da escola. E nada do que eu te apresentei nesse vídeo é mera teoria. Isso é o que
10:56 está acontecendo nas salas de aula do Brasil há muito tempo. A BNCC e o modelo pedagógico dominante foram feitos para aniquilar a energia masculina desde cedo. Meninos que correm, que lideram e que testam limites, eles viram problema na escola. Eles são diagnosticados, medicados, silenciados e envergonhados porque eles são meninos. E o resultado tá aí. Evasão escolar, abandono, vícios, insegurança e uma geração de homens que não foram treinados para liderar, proteger ou construir. Eu escrevi o livro Meninos Nascem, homens se forma, exatamente para tentar reverter isso, pelo menos colocar minha contribuição no cenário. É um manual direto, sem enrolação e com estratégias práticas para pais, avôs, tios, avós, educadores,
11:43 qualquer pessoa que queira driblar o sistema e começar a formar meninos fortes, justos e corajosos. Para adquirir o e-book em PDF, é só comentar esse post aqui com a palavra meninos ou mandar uma mensagem para mim ou um direct com a palavra meninos e eu te envie o link por lá. Não espere que o sistema venha consertar o que o sistema quebrou. A formação do seu filho começa em casa e começa com você. [música] >> [música] >> เ