DIA 2 - O segredo está nos detalhes

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Resumo Breve

O vídeo é uma aula sobre direção no cinema e audiovisual, composta por diversos temas como desenvolvimento de projetos, técnicas de filmagem e experiências práticas em locações. Os participantes do evento têm a oportunidade de interagir através de perguntas e comentários, enquanto a apresentadora destaca a importância de parcerias e a busca por conhecimento contínuo.

  • A importância da direção no cinema.
  • Técnicas de locação e como otimizar orçamentos.

Introdução e Boas-vindas

A aula começa com a apresentadora cumprimentando os espectadores e explicando que o conteúdo estará disponível para visualização posterior. Ela fala sobre a EBAC e a diversidade de alunos, além de mencionar o número de cursos oferecidos na escola. O foco da aula é a direção no cinema e no audiovisual.

Experiências Pessoais e Respostas do Público

A apresentadora compartilha um pouco de sua trajetória na área do jornalismo e expressa sua paixão pelo cinema. Ela incentiva o público a interagir, mencionando perguntas feitas anteriormente sobre o mercado de audiovisual. É destacada a importância de se ter um portfólio e a contribuição da escola e dos parceiros para o desenvolvimento dos cursos.

O Papel da Direção

A apresentadora discute o que é direção e seu papel fundamental em uma produção. Ela menciona que a direção envolve três pernas: criatividade, técnica e aspectos humanos. A importância do roteiro como guia e sua transformação em imagens é ressaltada. O conceito de “um filme nasce três vezes” é introduzido, enfatizando o trabalho colaborativo em equipe.

Técnicas de Filmagem e Decupagem

A discussões avança para planos de filmagem e a decupagem, que é a escolha de como uma cena será filmada. A apresentadora analisa a importância de cada plano e movimento de câmera. Vários exemplos de locações e as adaptações que os diretores fazem durante o processo de produção são apresentados, trazendo uma visão prática.

Exibição de Casos e Exemplos

A apresentadora utiliza exemplos de produções para ilustrar estratégias de filmagem em locações. O uso criativo de espaços e a importância de saber usar o ambiente para maximizar a narrativa são discutidos. Juntamente a isso, são mencionadas experiências de produções independentes e os desafios envolvidos.

Atuação e Direção em Documentários

Nesta seção, a apresentadora fala sobre a produção de documentários e a ética de se captar histórias reais. Destaca-se a importância de se criar um diálogo respeitoso com os sujeitos filmados, garantindo que sua narrativa e identidade sejam respeitadas durante o processo criativo.

Encerramento e Perguntas do Público

A aula fecha com uma sessão de perguntas e respostas, onde a apresentadora oferece conselhos sobre a carreira no audiovisual, incluindo a importância de entender todos os aspectos do mercado, desde a direção até a atuação e roteirização. Ela também enfatiza a importância de se trabalhar em projetos pessoais e estar aberto a aprendizado contínuo.

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Transcrição

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0:18 Muito boa noite, brava gente brasileira. Brava gente brasileira. Cestamos. É isso. Que coisa legal. Cara, você está juntinho aqui depois daquele banho, ã, que a gente que a gente levou de conhecimento ontem. Meu Deus, porque tem mais, a gente só tá começando. Então, ó, nós estamos na direção no cinema e no audiovisual. Você chegou aqui hoje, não tava aqui ontem, não tem problema nenhum. Dá para ver e rever a aula de ontem da mesma maneira, como você vai poder ver e rever essa aula de hoje também mais tarde, tá? Porque ela vai ficar gravada, tudo bem? Só tem aquela

1:05 coisa lá, aquelas vantagens, promos que a gente dá durante o evento, só dá para acessar enquanto a gente tá ao vivo. Tudo bem? Quem não tá nos assistindo ao vivo não consegue acessar. Portanto, se você tá nos vendo e não é dia 4/09/2026, é porque não tem como acessar o a grande promo da noite. Na área de Deus é o meu nome. Se você não me conheceu, eu sou da área do jornalismo. Gosto dessa minha área. Gente, pensa numa áreazinha que não tem vaga. Não tem não. Não tem. Mas eu tô nela e eu gosto demais. Gosto muito de texto. Falei ontem, né? Tem uma jornada bem 360 na área toda de comunicação, mas gosto muito de texto,

1:51 de apuração de reportagem. Sou mestre de cerimônias também. Esta sou eu, tenho aí 16, 17 anos de carreira. Uma grande mulher. Michael Jackson. Por que será que saiu um Michael Jackson aí? Eu sou fã. Aliás, gente, aproveitando, deixem aí nos comentários qual que é o filme nacional que mais fez a cabeça de vocês até hoje. Valendo nos comentários. Enquanto isso, 145.000. 1000 alunos e 150 cursos são os números da EBAC Brasil. Por que que eu falo EBAC Brasil? Porque a nossa escola tá pinada em alguns lugares do Globo. Nós temos alunos brasileiros em várias partes do mundo, tá? Com cursos na área da arte, educação, design, tecnologia, negócios e por aí vai. Quando a gente fala das empresas parceiras, a gente

2:38 traz parte do nosso time nesta tela. O que que elas fazem? Nos ajudam a desenvolver os nossos cursos. Tá? Aqueles 150 cursos, todo mundo que faz esses cursos precisa sair daqui com um portfólio. Às vezes esse portfólio precisa de sete projetos. Então, às vezes você tá em dúvida, ai meu Deus, qual que vai ser o meu sexto projeto? Não sei. Você pode eh requerer eh que uma marca dessa empreste a logo dela para você desenvolver algo em cima, tá? Falando em certificado, eu não quero chororô, hein? Eu já vi que tinha gente chorando aqui porque não conseguiu pegar ontem o link. E o lance é o seguinte, vocês não confiam na gente, gente? Lembra que ontem eu falei já preencheu? Não tem como preencher duas

3:25 vezes, é um link só. Mas eu falei também que compartilharia hoje no final da nossa aula. Eu vou voltar aqui com o link. Se você já preencheu, nem tem como preencher de novo, porque o sistema vai negar. Se você não preencheu, é a sua vez de preencher. Tá entrando estômago, bicho de sete cabeças. Eu tô gostando de ver, hein. Legal. Da compadecida, pelo amor. Sensacional. Cidade de Deus. Demais, demais. Legal. Vamos aqui, então. Lembrando que olha só gente, ligaram lá na escola inclusive, tá? Para falar quem viu depois. Quem vê depois não consegue apertar no botão, como eu disse, porque não tá mais ao vivo. Então, muita gente ligou na escola para entender eh eh como conseguir ainda

4:11 retomar o valor promocional neste grande curso que traz tudo isso que a gente tá vendo e muito mais, tá? Então, hoje oito cotas foram lideradas, quer dizer que oito pessoas podem apertar no botão para saber mais sobre o curso e tirar todas as dúvidas com o nosso time de consultores que tá ali esperando vocês. Então você vai apertar ali embaixo da onde você nos vê em desconto. Quero desconto exclusivo. Ali você vai conversar com um profissional e vai entender forma de pagamento, o que que precisa para poder estudar. Eu tenho que ter equipamento, o que que eu não tenho que ter? Tudo isso você vai tirar sua dúvida lá, especialmente porque hoje ainda voltaram com a promoção de 99 de

4:56 entrada para esse curso. A gente volta, fala um pouquinho mais sobre valores, porque agora não tá dando para falar muito, não. Sabe por quê, gente? Vai vendo essa foto aqui, gente. Essa foto aqui é o barata, né? Essa foto aqui, cara, eu não conhecia a Júlia Rofino. Eu tive essa honra de conhecê-la ontem, né? E aí quando você vê essa foto, você fala: "Nossa, interessante, né? Você não pensa muita coisa". Mas quando ela abre a câmera, você fala: "Nossa, essa é uma garota do cinema, cara. Ela tá na cara que ela é de se meter". E aí fica muito mais fácil, né? A gente vê lá, né? lê todo a mini dela, entende que realmente ela tem uma longa trajetória, mas aí a gente fica muito mais contente depois

5:42 que a gente vê essa mulher falar, porque daí a gente fala: "Não são só palavras escritas, tudo é verdade." E ela tá aqui para trazer muito mais verdade pra gente dentro desse fantástico universo do audiovisual. Agora vem para cá, Júlia Rufi. Boa noite. Quem tá falando? Boa noite, Nai. Valeu. Nossa, que entrada chique, mulher. [risadas] >> Às vezes eu faço, mas né, eu tenho um texto bacana, tem um dia que eu acerto. Como é que você tá? >> Tudo bem você? >> Que bom. A gente, claro, gente, isso aqui é um tipinho porque, né, eu tive com ela 5 minutos antes. Inclusive, vamos agradecer a Júlia, tá? Porque ela tá aqui em São Paulo também, igual a mim.

6:28 Antes de começar a aula, deu um fu aqui e o meu bairro, moro no centro, sentiu os efeitos, mas não caiu a luz. Ali no bairro da Júlia teve apagão. Que que ela fez? Pegou o computador, uh, correu para um lugar que pudesse abrigá-la e não nos deixar na mão. Ah, gente, >> jamais. >> Isso não é comprometimento e não é carinho. O que que é? Então, é o seguinte, vamos dar primeiro. Vamos falar. Muito obrigada. Já tem gente te agradecendo. Maria Eduarda tá falando: "Obrigada, Júlia". Samuel também tá agradecendo. Olha que gente educada. Vocês são tudo de bom. Samuel também tá agradecendo e é o mínimo que a gente pode fazer, gente, nessa casa gratuitamente aberta para receber profissionais do tamanho da Júlia e poder fazer com que a gente aprenda.

7:14 Então, o seguinte, manhã eu gravei a Naara no Festival Afro Music, ganhamos um prêmio. Pô, você tava me gravando? Festival From Music. Que guerreira. A gente se deu maior bem. lá. Que legal. Me me acha lá. Depois te encontro. V N. Então, N é o seguinte, gente. Tô indo nessa. Deixem perguntas porque eu vou pegar por ordem. A gente vai tentar resolver bastante pergunta eh no nosso momento, perguntas e respostas. Então, professora vai tá dando a aula. Eu vou estar aqui no bastidor. Lembrando que não tem pergunta besta aqui. Bobeira é você sair desse espaço feito para você com dúvida. Vamos tentar sanar. Beijo no coração de cada um de vocês. Excelente aula. todos e todas. Valeu. >> Obrigada, Nai. Até já.

8:01 [limpando a garganta] >> Gente, boa noite. Obrigada aí por vocês estarem na nessa sexta-feira à noite, né? Eh, abrindo mão aí, né? De de repente tá num descanso, tá num lazer para est em estudo, para est em pensamento. Então, obrigada por isso. Obrigada pelos comentários tão carinhosos, pelos retornos. É muito massa ver eh, que o conteúdo chega e eu espero que hoje de novo atravesse vocês de maneiras muito positivas, eh, e que gere, né, que vocês consigam levar adiante os projetos, enfim, a carreira de vocês da melhor forma. >> [roncando] >> Eh, eu vou compartilhar aqui minha tela paraa gente retomar eh o nosso conteúdo de ontem

8:47 rapidamente. Vou passar muito rapidinho pelo que a gente viu, né? Então, o nosso foco é falar sobre a direção, né? Nesse nesse todo que acontece de uma produção. A gente falou do papel da direção dentro dessa linha do tempo, aonde ela se encaixa. E ela se encaixa numa grande parte, né? abraça aí um um uma quantidade muito grande de processos. A gente falou desse tripé das competências, né, que no meu ponto de vista e, né, na na ponto de vista, mas assim, né, na experiência com os meus colegas, ouvindo também outros diretores e diretoras. E esse tripé ele é bastante requisitado da gente que trabalha com direção, que é o

9:32 lado criativo, o lado técnico e o lado humano. Falamos sobre a coisa do filme nascer três vezes, né? Uma vez no roteiro, uma vez quando o roteiro vira imagem a partir da direção e quando vai pra ilha de montagem. Falamos sobre o roteiro e como ele é um guia pro elenco e pra equipe, né, das dos aspectos técnicos. falamos de texto e subtexto, né, as camadas por trás da imagem. Falamos sobre isso, né, da do cinema ser a arte de compor e combinar elementos e signos. E aí a gente aprofundou eh bastante nesse tema e hoje também vai ser sobre isso. Demos uma passada nos planos desde o plano geral, né? Possibilidades de plano geral, plano americano, plano médio e aí também as

10:19 variações dos planos, plano próximo, detalhe. Entramos em movimentos de câmera, falamos das possibilidades de movimentos e aí entramos num dos temas principais que é a decupagem. E aí eu apresentei para vocês o roteiro do primeiro episódio dos seus olhos. Vimos juntos a decupagem e assistimos o primeiro episódio, né? Hoje eu começo eh falando sobre, continuo falando desse case dos seus olhos, porque ele tem um aspecto técnico que é bastante comum assim de se encontrar nas produções independentes, né? Eu acho que mesmo quando a gente, né, ganha um edital, que a gente consegue a grana, né, de uma maneira

11:06 mais volumosa, ainda assim a gente é difícil a gente ter o valor ideal do nosso orçamento, sabe? tipo assim, com sobras, dificilmente. Normalmente a gente vai ter que adaptar coisas, vai ter que mexer em certas coisas para caber. E aí para fazer a coisa acontecer, a gente é muito importante no cinema a gente fazer aliados e parcerias nesse processo, né? E aí eu vou entrar bastante nisso, mas tudo isso que eu vou falar tem a ver eh com o modo como a direção precisa enxergar o mundo ao redor, assim, né? Eu acho que tem uma coisa da direção que é o tempo todo entender como você vai enquadrar, né? Como você vai

11:52 fazer os recortes de mundo. E é muito doido porque a gente vive num mundo tridimensional, né? Com muitas possibilidades. Qualquer qualquer coisa em volta pode ser uma possibilidade de um enquadramento. Então, dentre todas essas possibilidades, o que que a gente vai enquadrar e por quê, né? O que que essa cena tá te dizendo? Eh, por que que a gente escolheu esse enquadramento, essa composição, esse movimento de câmera? E isso é uma coisa que a gente tem que o tempo todo se perguntar durante o processo, porque na hora do setting que, né, o bicho tá pegando ali, que a gente tá correndo contra o tempo, que tá acontecendo às vezes um monte de BO, putz, atrasou o set, não era para chover, de repente choveu, a gente lida

12:37 com muitas questões, né, durante o processo. Então essa mentalidade, esse foco, esse esse lugar mais centrado da história que você tá contando, isso a gente não pode perder. Com todas essas turbulências em voltas, a gente tem que saber a história que a gente tá contando. Esse é o nosso, é a nossa coluna vertebral. E essa essa esse ofício da direção, eu acho ele muito interessante porque ele é um campo muito aberto, assim, muito expandido, no sentido de que isso é uma coisa, uma opinião minha e baseado muito na minha vivência, mas eu acho que que é muito importante a gente se alimentar cotidianamente, artisticamente falando, sabe? da gente

13:25 estar em espaços que nos provoque, da gente assistir filmes de lugares diferentes do mundo, eh para ver estéticas diferentes, línguas diferentes, jeitos de contar histórias diferentes, a gente ouvir músicas diversas, eh assistir teatro também, né? E é um exercício muito interessante ir para shows, ir pra exposição, né? E aí eu acho que é é aí que a coisa se expande, né? Porque às vezes eu vou numa exposição que não necessariamente tem a ver com audiovisual, mas aquilo me alimenta num lugar em que eu saio mais preenchido, mais preenchida, sabe? E e aquilo vai te inspirar para uma outra coisa. Eu digo tudo isso porque a gente

14:13 vive num mundo muito, muito áspero, né? Muito duro assim, né? E e aqui tem uma galera que tá assistindo, vocês, né, vão vir de realidades de Brasil diferente, mas no modo geral a vida não é não é bolinho. E essa o jeito como o sistema funciona, ele tende a a oprimir a gente, né, a deixar a gente mais achatado, a deixar a gente mais eh infértil para produzir. E eu acho que é um dever nosso enquanto artista se provocar nesse lugar, sabe? eh estar em movimento, eh se alimentar de coisas diferentes, se nutrir mesmo. Eu acho que é uma nutrição, trocar com pessoas, porque eu acho que isso vai ajudando a oxigenar e

15:01 isso vai refletir nos nossos processos criativos. Então essa é só uma introdução, porque eu acho que eu gosto de falar sobre isso. Isso eu falo em voz alta agora, falando para mim mesma, que é um exercício que eu tenho que fazer constantemente também, senão senão a gente realmente se achata. E aí eu acho que é isso, né? A direção, ela tem esse olhar que é muito vivo o tempo todo, né? Tudo o que é material, humano e não humano em volta é interessante para nós que estamos na direção. Eh, se eu tô no metrô e eu tô presente, observando, assistindo o que tá acontecendo em volta, às vezes eu vou ver cenas incríveis, lindas acontecendo, né, na rua, no cotidiano. E a gente ter esse esse coração aberto, essa mente

15:49 aberta para olhar e aquilo virar parte do nosso repertório. Eu acho que isso reflete muito no nosso trabalho de decupar, de dirigir, de fazer a coisa acontecer no set. E aí eu trago os seus olhos aqui de novo. Hoje a gente vai ver outros cases, mas eu continuo com seus olhos porque a gente teve essa experiência da coisa independente, mas com muitas parcerias, né? Eh, senão, de fato, a coisa não acontece. Uma das coisas principais no cinema é locação, né? Elenco e locação são dois rios muito importantes que correm junto com o fazer a produção, né? Mas a locação ela é poxa, o espaço em que a coisa acontece,

16:36 né? É óbvio, mas ela é a estética que a gente tá escolhendo paraa nossa pra nossa produção. E muitas vezes a gente vai locar um lugar e a gente não vai ter o orçamento para mega produzir o lugar, fazer uma grande interferência, fazer uma reforma, tipo assim, às vezes a realidade é você entrar e adaptar minimamente para caber, né, no que a gente vai fazer. E isso foi muito que aconteceu com seus olhos, assim, né? Então, um exemplo disso, a gente tem várias locações na série. Tem a Casa das Meninas, tem o estúdio fotográfico, tem rua, tem bar, restaurante, eh, tem escritório, tem muitas locações. E a gente começou esse quebra-cabeça de,

17:22 tá, então por onde a gente começa? Quem são os amigos, as amigas? Nessa hora, gente, a rede de amigos e amigas em volta, ela é muito importante, porque é de fato acionando as pessoas, vendendo o peixe do seu projeto, né, fazendo a pessoa embarcar junto nesse barco. Eh, faz muita diferença. Então, eh, teve até gente que perguntou sobre locação, né? Eu vi quando abri o chat. Depois a gente pode responder isso com mais profundidade, assim, mas eh pra gente filmar, por exemplo, na rua em São Paulo, o ideal, o mundo ideal é que a gente peça autorização paraa SPCINE e tem um custo. Agora, eh, se você tá com uma câmera na mão, com uma estrutura muito pequenininha, com uma, né, uma coisa

18:08 muito pequena de fato, que não vai interferir, nesse caso, eh, não é assim, o mundo ideal é a gente ir atrás da autorização certinha, mas é possível fazer, né, e isso tem um custo e a gente normalmente engloba isso no orçamento. Mas de forma geral, locação é isso. É isso que eu tô falando. É um, é costuma ser uma treta pra gente encontrar os lugares, né? Esse lugar que vocês estão vendo aqui, ele é o que na época era o vulcano, que era esse café que era de uma amiga nossa, que morava ali na ali perto da onde a gente morava na época também. E ela tinha esse café que era um, é isso assim, uma casa antiga que ela transformou nesse café barra lanchonete, barra um espaço para

18:53 coworking, para trabalhar, enfim. E a gente, enfim, conversamos com ela e ela falou: "Meu, vem visitar aqui o lugar, ver o que vocês acham, né? Se quiser, eu empresto o lugar para vocês no dia que a gente não for abrir e aí vocês cobrem o custo só, né, de ali coisas que for usar enfim". E aí fizemos essa parceria e quando a gente chegou lá e aí visita de locação é uma coisa muito importante, visita técnica de locação, né? É muito importante que a direção esteja na visita técnica e olhe pro lugar e veja as possibilidades. Por quê? A gente quando pega o roteiro, a gente começa a pensar na decupagem, certo? Que foi tudo que a gente viu ontem. E a gente vai pensar em possibilidades de enquadramentos.

19:40 E muitas vezes esses enquadramentos que a gente começa a visualizar e a gente não tem a locação ainda. Então você visualiza aquilo que você tá criando na sua cabeça. Quando você vai pra locação, você entende se aquilo que você pensou pode acontecer ali ou não, ou se vai adaptar. E muitas vezes tem que adaptar, porque na sua cabeça você imaginou que o enquadramento teria uma janela atrás linda, com uma luz linda, e de repente essa janela é num outro canto e isso já muda completamente a atmosfera da cena. Então esse é um exemplo, mas isso acontece e a gente tem que ter essa maleabilidade. Quando a gente chegou lá para fazer a visita, esse espaço aqui na nossa cabeça era o espaço que a gente faria o primeiro date das duas

20:26 protagonistas da LI e da Verônica. E de fato a gente chegou lá e falou: "Meu, vamos fazer aqui essa mesa super bonita. A luz do próprio lugar já dava pra gente um esse rosinha era uma luz do próprio lugar. A gente falou: "Meu, tem muita coisa aqui que tá pronta. Beleza, vamos fazer o o a cena da do date das duas aqui." Mas conforme a gente foi andando pelo espaço, a gente viu que no fundo aqui, ó, essa bancada que tá aqui no fundo, ó, é essa bancada aqui. Quando a gente foi ali pro fundo, a gente viu, pô, tem essa bancada e aí próximo dessa bancada tinha essa outra parede assim, ó, com uma muretinha. Tá vendo? que dividia dois espaços do café.

21:12 E aí quando eu olhei esse enquadramento aqui, ó, essa moldura que formava essa mureta, eu falei: "Nossa, esse enquadramento desse jeito aqui, ele pode ser um coworking, pode ser o espaço onde a Lia faz uma reunião de trabalho com dois colegas de trabalho assim, e que é uma coisa que a gente faz muito, principalmente aqui em São Paulo, assim, a gente faz reunião em café, isso acontece e aí eu falei: "Pô, aqui aqui pode ser massa da gente fazer essa cena e já garante duas cenas de dias totalmente diferentes no mesmo espaço pra gente vai ser uma mão na roda. Beleza? Conforme a gente for entrando mais na locação, essa outra sala aqui que ó é esse verde que vocês estão vendo

21:59 aqui da parede é dessa sala aqui. Então ela era grudada naquela outra sala do do da bancada. Quando a gente chegou aqui, tinha esse sofá já, essa mesinha super bonitinha, vermelha, essa iluminação. E aí a gente pensou, pô, esse canto aqui, né, com essa parede, com esse sofá, pode ser uma das imagens daquele videoclipe da história das duas em que elas estão num date, um outro dia, um outro é é um outro momento da relação delas. Vamos fazer aqui essa outra cena. a gente já mata três cenas no único espaço, beleza? Conforme a gente foi andando pelo lugar, colado nessa sala com a parede verde, ó,

22:44 que é essa parede aqui, tinha essa outra sala, essa tipo terceira sala. E essa parede de vidro aqui, ó, ela é ela continua naquela parede de vidro do do date delas, da luz rosinha. Mas ela tem outra estética, ó. Tem essa parede de tijolos branca, tem esse chão de cimento queimado e tinha essa mesa já muito bonita assim. E aí a gente pensou, pô, aqui pode ser uma cena de reunião da Lia. É um, era uma outra reunião, inclusive era uma cena bem mais tensa, bem mais dramática, assim, era uma cena em que ela sofre ali um machismo, rola um desconforto.

23:29 E a gente falou: "Meu, vamos garantir essa cena aqui". E aí a gente fez várias intervenções, a gente botou coisa na parede, botamos essa persiana, fizemos algumas intervenções, mas o espaço já era muito bom. E aí, meu, a gente conseguiu garantir quatro cenas num único espaço. E isso porque a gente foi, fez a visita com o olhar aberto. Porque se a gente tivesse ido só pensando em fazer a cena do primeiro date delas, a gente provavelmente não ia ver. esses outros espaços com esse olhar. Então é muito legal, gente. E isso é um reflexo do conhecimento que a gente tem do roteiro. Quando a gente tem a história na cabeça muito firme ali, muito

24:15 aprofundada, a gente vai navegando pelas coisas em volta eh de um jeito em que a história sempre vai ganhar com isso, sabe? Então, eh, aqui, por exemplo, ó, é o como ficou a cena do date delas, né? Ficou desse desse modo aqui. O enquadramento, um dos enquadramentos era esse. E era muito legal assim, né? O ambiente já era muito propício assim. Então, nesses casos em que a gente tá com uma produção, com um orçamento muito apertado, que a gente tá, né, putz, realmente fazendo um quebra-cabeça ali, é muito legal a gente conseguir locações em que elas estejam o mais prontas possíveis, que a gente consiga interferir o menos possível, porque isso

25:01 vai eh otimizar muito o orçamento. Direção de arte é uma das coisas que mais consome o orçamento. É porque é caro, porque é isso, o audiovisual não dá pra gente fakear certas coisas, né? E fakear, eu digo, ah, fingir que essa parede com essa estante aqui é um supermercado, sendo que a gente tá vendo que não é. Então, é muito difícil convencionar no cinema isso, né? Diferente do teatro. O teatro, a gente sabe, estamos ali numa convenção entre elenco e público de que tudo que a gente vai ver ali, a gente sabe que, né, não está no ambiente real, mas a gente convenciona, embarca na

25:47 história e é tão maravilhoso quanto. No cinema isso é mais difícil. Então, esse foi um dos enquadramentos, essa cena aqui do da reunião deles. E a gente fez essa cena à noite, mas a gente iluminou de um jeito que parecia, né, simulava uma reunião durante o dia. E isso é uma coisa do trabalho com a luz mesmo, luz e temperatura de cor, né, tudo isso ajuda. Aí essa é a cena daquele outro date delas naquela salinha com sofá. Então super também deu conta. E aqui é a cena da reunião de trabalho, que inclusive vocês podem ver que tem uma coloração mais fria, mais cinza, mais azulada. E

26:35 esse episódio todo ele é mais nessa paleta de cor. Não, paleta de cor. Ele é mais nesse trabalho de colorização, porque ele é um episódio com com algumas questões assim que abala elas bastante, sabe? Então, foi isso. E aí a gente ainda conseguiu, no fim das contas, usar a calçada do café, que tinha um grafite bem legal assim na parede para fazer a cena em que a Lia e o colega de trabalho dela saem da reunião juntos e tem um diálogo assim. Então, a gente ainda conseguiu na mesma rua ali matar mais uma cena, né? Isso faz muita diferença, gente. Vocês lembram que ontem eu falei eh quando a gente tava vendo a decupagem juntos que, ah, essa cena a gente cortou por causa a

27:21 cena da vela, a cena da banheira, a gente cortou porque não deu tempo. Então, mesmo a gente, né, pensando, quebrando a cabeça, ainda assim a gente teve que cortar a cena. Imagina se a gente tivesse que ficar se deslocando, ficar mudando toda a estrutura de lugar para dar conta das locações, daí provavelmente a gente iria abrir mão de mais coisas, sabe? Então, eh, é um pouco isso sobre seus olhos. Aí a gente entra agora num outro case que é o aceso, que é esse curtametragem. O o aceso é um curta dirigido pela Elisa, mas foi escrito e produzido e fotografado pela Alícia, que é uma grande amiga, tudo e que foi quem

28:06 fotografou os seus olhos, que é ela aqui que é uma parceirona. E o aceso eu fiz a montagem dele e eu trago esse esse case para vocês porque é muito interessante o contexto que ele tava sendo gravado, né? A Alícia foi fazer um mestrado na Europa e ela, o último semestre desse mestrado em fotografia foi na Hungria e ela tava em Budapeste. E ela eles, enfim, iam rodar os os projetos finais de semestre ali. E ela tava com esse curta, que foi inclusive também baseado em experiências que ela tinha vivido ali que atravessaram ela, rodar esse curta. E aí, gente? Eh, rodar um curta de forma independente LGBT mais

28:52 no Brasil é difícil, mas rodar um curto LGBT mais na Hungria é muito mais difícil, assim, é um país muito conservador muito muito difícil mesmo, né? De conseguir brechas, de conseguir parcerias. E, e aí uma das coisas também foi a questão da locação, porque o curta se passa, tem muitas cenas em Budapeste, na cidade mas eh tem o conflito principal do filme acontece no apartamento da família de uma das meninas, né? Só dando um breve contexto, é um casal de duas meninas, uma delas é húngara, a outra é brasileira. Elas se conhecem, se apaixonam, começa a viver

29:39 uma relação e um dia a húngara chama a brasileira para ir num jantar na casa dela, na casa dos pais. E a brasileira sofre um episódio de xenofobia e isso desestrutura a relação delas ali. Depois elas conversam sobre, enfim, a história se desenrola. Mas a cena do apartamento ela é muito importante porque tá mostrando um contexto, ela é ela é mais longa, então ela tem uma importância muito grande na narrativa de, né, ser a propulsora ali do conflito. E aí elas não conseguiam achar alguém em Budapeste que cedesse o apartamento, a casa, para elas fazerem a cena. Era muito difícil conseguir essa esse tipo de parceria, tipo, ninguém ia abrir a casa para isso,

30:25 entendeu? E aí conversando lá com pessoas da da equipe, enfim, lá da galera do mestrado, teve esse cara, esse colega delas lá que falou: "Olha, eu tenho um galpão que eu guardo coisas, né, de de cenário". É um galpão mesmo, assim, meio tá meio bagunçado, mas é um lugar, é um espaço. Se vocês quiserem ir lá dar uma olhada, eu posso ceder para vocês, vocês usam. E aí elas foram e o lugar, gente, era muito difícil assim para para se conseguir eh adaptar, sabe? Era um lugar bem oposto a um apartamento, sei lá, a casa de alguém. E aí elas foram atrás dos objetos e dos das coisas de cenário que

31:12 iriam compor esse apartamento. Então foram atrás da cortina, que é essa cortina vermelha aqui. Esse papel que provavelmente, gente, é um papel craft que tá simulando uma outra cor de parede, porque o branco é super difícil de fotografar. Foram atrás dessa estante dos livros da planta. A mesa que tá embaixo dessa toalha era uma mesa, parece uma mesa de sala de aula assim. branca, super feiona para para ser cenário, né, para ser objeto de cena. Então, foram atrás da toalha, das das coisas do jantar, enfim, correram atrás de tudo, buscando com tudo quanto é gente e foram encaixando. Mas a Elissa, que é essa a diretora, foi tendo esse olhar

31:57 de, tá, o que que eu preciso enquadrar, qual que é a minha cena, o como que eu recorto essa cena, né? Eh, porque é isso que me importa. O resto eu posso, enfim, eu não preciso mexer, mas aquele enquadramento ele precisa tá eh lindo, ele precisa tá dialogando com a minha com a minha história. Então, ó, gente, olha a tristeza que era o lugar, né? Esse chão azul com tinta, a mesa como a como a mesa era. Ó, aonde tava a cortina, ó, na outra cena é essa janela super esquisita assim, né, para se filmar a parede branca, enfim, tudo desfavorecendo né?

32:43 E aqui uma outra perspectiva dessa mesma sala. Então, tipo, o outro lado dessa sala também era uma parede branca e esse armário marrom, tudo muito difícil assim. E aí esse trabalho de composição, ele é muito incrível porque a cena ficou assim. Esse é um dos enquadramentos da cena, mas toda vez que a câmera muda de lugar também segue essa mesma estética. E aí é muito incrível porque tudo dialoga, tudo precisa dialogar, né? Eh, não só na fotografia, porque a fotografia aqui tá pensada para justamente botar luz aonde precisa tá a luz e criar um degradê para nada ficar chapado, criar volume nas coisas, mas a

33:28 paleta de cores, a direção de arte, o figurino, eles precisam dialogar. Então, não é à toa que a cortina bordô dialoga com a camisa do irmão, que dialoga com a cor do vinho, que dialoga com o kimono que uma das meninas tá usando. As coisas precisam conversar, precisam est dentro de um pensamento, né? E é uma cena dramática, é uma cena em que o conflito vem à tona. Então o vermelho aqui, o bordô, ele é muito importante, porque mesmo que a gente racionalmente eh não faz não pense: "Nossa, esse vermelho dá dá uma tensão maior". A gente não vai necessariamente fazer essa ligação, mas a sensação da cena vai causar isso na gente, sem a gente saber,

34:14 ainda mais para um público leigo, né? Que que não sabe tecnicamente das coisas. Então é muito massa. E esse processo de pensar a paleta de cores, pensar essa composição, isso a gente faz tudo lá na pré-produção. E é justamente esse diálogo da direção geral, da direção de fotografia, da direção de arte, do figurino, de todo mundo conversando, olhando pro mesmo horizonte, entendendo o que filme está fazendo juntos, que eh a gente consegue chegar, por exemplo, num resultado como esse. Então é muito, é muito legal de ver, porque se a gente olha, né, esse enquadramento, se a gente assiste o curta, a gente vai chutar um

35:00 valor orçamentário muito maior do que ele realmente teve, assim. Então, como o nosso trabalho de percepção de de composição, se ele tiver aguçado, a gente consegue melhorar aí muito, sabe, a qualidade da nossa produção. Antes da gente entrar no próximo case, eu queria só mostrar um trechinho do filme curtinho para vocês terem noção do como que ele ficou eh em movimento ali, né, acontecendo. Aí essa cena que eu vou mostrar para vocês começa quando ela começa a declamar o o poema em húngaro. a gente não precisa entender, mas é um poema que tem uma importância ali pra narrativa e tem essa essas cenas delas se

35:48 aproximando, delas eh tem até uma cena de sexo que não é sexo, mas que tá ilustrada ali de um jeito mais poético, mais simbólico. Vocês vão entender o que eu tô falando. E é só para dizer o como dá para trabalhar a composição disso também na montagem, sabe? como isso pode se estender durante todo o processo. Então, vou mostrar, vou compartilhar aqui a tela. A gente vai assistir esse trechinho.

36:38 Otrk az össze. [música] >> [música] >> Vogva viva gerget két lanka két lanka Sáru, szárny hej madár hejadár újra blu óak vannak a nyernak nyernak csattornak

37:27 csattornak az új az új héra duos [música] quero contigo. Só se quer continuar viver [música] esse po. >> [ofegante] [suspirando]

38:17 >> I think it's beautiful. What do you think? I think the same. Oi, gente. Então, eu gosto de mostrar esse trechinho porque ele tem uma mudança de atmosfera assim bastante grande, né, de uma crescente ali da

39:03 aproximação delas. De novo, esse um pouco esse videoclipe, né, da da um pouco da história que elas estão vivendo ali juntas e tem essa quebra com essa preparação pro jantar. Então é muito interessante como as coisas precisam estar realmente alinhadas assim, né? Então, já que estamos falando de um jantar em que vai acontecer o conflito, em que vai ter um clima mais tenso, esse essa atmosfera começa a ser criada já na preparação delas. Então, esses cortes mais rápidos, a carne, a coisa, né, da da dos temperos, algo que tá cozinhando, tudo isso é simbólico e tudo isso é de novo os elementos e os signos

39:49 de uma história. Tá tudo na imagem, no som, né? O som da faca eh da carne batendo na tábua. Isso tudo é esse trabalho e quem tá orquestrando isso é a direção. É óbvio que é um trabalho coletivo e que a direção de arte, a fotografia, todo mundo que tá ali é fundamental. Eh, mas quem tá orquestrando isso, quem tá coordenando toda essa coisa para ela acontecer é a direção, né? Então, só para dizer, dar mais um exemplo, né, do como isso pode rolar e e até numa mudança quase de gênero ali, né, da gente ter um de um romance vai

40:34 quase para um terror assim e do como elas trabalharam essa composição. Então é isso aí. Vamos para um outro, pro próximo case da noite, que é o Misery. O Misery ele é, deve ter gente aqui que conhece, mas ele é um, isso que eu tô apresentando para vocês foi uma peça de teatro, né? eh, com o Marcelo Airod, com a Mel Lisboa, que estreou há algum tempo e foi para vários lugares do Brasil. Mas essa obra do Misery, ela é baseada numa num livro do Stephen King, que sempre, né, nos

41:20 promove aí histórias de terrores, suspense psicológico, enfim. E é muito legal essa história. Ela teve um filme que foi feito nos anos 80, eu acho 80 ou 90, muito bom com a Cat Baites, é um filme que eu gosto muito assim, e fizeram a adaptação para essa essa peça de teatro. E essa peça, quando o diretor me chamou para fazer a direção audiovisual dela, ela tinha várias inserções audiovisuais bastante importantes que dialogavam com o que tava em cena no palco. E a principal dessas dessas inserções era o prólogo da peça, que era inteira um um era quase um curtametragem que precedia o resto da peça. E esse curta contava

42:08 uma historinha desse protagonista, né, que de forma muito sintética é basicamente assim. Esse cara era um escritor eh muito reconhecido, muito famoso, com vários livros lançados. E ele tinha um ritual de toda vez que ele ia terminar um livro, ele viajava para um chalé e ele terminava o livro dele lá e ele fazia um ritual de abrir o vinho, fumar um cigarro, tinha a celebração dele e ele voltava pra cidade, enfim. E o filme começa com ele justamente terminando esse livro e fazendo todo o ritual dele. E mostra ele quando ele termina, sai lá do chalé, ele pega o carro e tá voltando pra cidade. Só que tem uma nevasca, uma de uma

42:54 tempestade e ele sofre um acidente muito feio, se machuca muito e quem encontra ele é uma mulher chamada N, que a princípio a gente fala: "Meu, que sorte que esse cara deu, né? essa mulher tava ali, achou ele, resgatou ele. A gente vai descobrir que ela é uma enfermeira. Então, meu, o cara deu mais sorte ainda. E ela, conforme vai passando a história, a gente entende que ela é uma grande fã dele, dos livros dele. E ela é, ela se diz até a fã número um. E aí, pô, caramba, o cara deu muita sorte, né, de tá com a fã, com uma mulher que entende de como cuidar de alguém. Só que a gente vai entendendo que ela é uma psicopata, que na verdade ela vai prender ele na casa dela. E a história é muito boa. Enfim, e a o

43:39 prólogo em filme era justamente desse processo dele terminando o livro, pegando o carro, se acidentando e sendo resgatado por ela. Quando o diretor me chamou e falou e me mostrou o orçamento que eles tinham, a gente ficou: "Meu, como que a gente vai fazer isso acontecer? Tipo, como que tem?" É, não é no Brasil, não é agora, é nos anos 80, tem neve, tem acidente de carro, tipo, como que é possível a gente realizar isso com aqueles milhares de reais que a gente tinha assim? E aí a gente foi chegando em soluções muito interessantes. Uma delas foi o quê? Eh, a gente vai assumir pro público, a gente vai convencionar de que

44:27 esse curta acontece num lugar. a gente não vai assumir uma coisa realista, que é aquilo que eu tava falando para vocês até agora, tipo, não dá para fakear no cinema, é difícil convencionar no cinema, mas se a gente entende a circunstância e consegue fazer ela ficar eh em consonância com aquilo que tá sendo criado, se tem uma uma coerência, vai funcionar. É, [limpando a garganta] o exemplo disso é como o dog do Nossa, gente, fugiu o nome do diretor, meu Deus. Enfim, alguém do chat vai lembrar. Memória tá ruim, mas o Dogville, eh, eu,

45:13 o diretor faz justamente isso. O filme se passa num espaço que é um cenário montado, né? Então, eh, e aí se convencionou aquilo e tá tudo certo. Ninguém, ninguém vai questionar isso porque a gente tá adentrando nesse universo. A mesma coisa aqui, a gente falou, tá? Não temos como fazer essa grana, não temos como fazer isso acontecer com a grana que temos. Vamos para esse lugar do onírico, do poético, do não lugar. E a gente vai fazer isso isolando o fundo, fazendo o fundo ser um fundo meio neutro, meio preto, cinza. A gente vai iluminar de um jeito que vai isolar esse fundo e a gente vai colocar fumaça. A gente vai e botar fumaça no

45:59 lugar para mascarar, né, o o que tá em volta. Quando a gente foi conhecer a locação que a gente ia filmar, gente, era um estacionamento aqui em São Paulo, desse jeito aqui, ó, que vocês estão vendo, com essa parede, com esse chão, com a porta de um estacionamento, tipo assim, muito difícil, muito difícil. Eh, de cara a gente, né, diria: "Meu, não dá para fazer, sinto muito, vai ficar péssimo". Mas a nossa solução foi assumir essa coisa do não lugar, iluminar de um jeito e botar a fumaça. E a gente foi confiando nisso e aí eu fui direcionando esse processo, né? Então, por exemplo, essa cena que a gente tá filmando aqui é a cena do escritor

46:45 terminando o livro. E aí tem coisas que a gente vai precisar mesmo, que é a cadeira, a mesinha, a luminária, a máquina de escrever. Tem coisas que vão ter que ser reais. E aí, só para vocês entenderem, né, o carro que ele tava dirigindo que se acidenta. Então, o diretor conseguiu com um amigo um carro de época. Isso foi muito importante. Sem isso não daria para fazer. Tem coisas que não dá pra gente abrir mão. E aí a cena ficou assim, ó, a cena dele escrevendo. E era legal porque a o filme era projetado no cenário da peça do da no cenário ali do do palco, né? Então, era uma paredona do cenário. E aí vocês vão ver, eu vou mostrar para vocês o jeito que ficou o

47:32 prólogo. E ele tá até com tratamento de cor mais mais claro, justamente para dar conta de ser mostrado no cenário. Aí, ó, era essa tristeza aqui, esse lugar, o carro. E aí tinha essa caminhonete que era a caminhonete da Enny Wilks, era o nome da personagem. Então, a caminhonete também era super legal. E aí, essa, esse é um frame da do filme. A gente fez neve com máquina de de espuma. E aqui a gente já entra em outro. Então eu vou mostrar para vocês o prólogo e aí vocês vão entender tudo que eu tô

48:17 falando e a gente comenta. Lars V Trier é o nome do diretor. Pronto, lembrei. Eu não ia conseguir. เฮ

49:22 [música] >> [música] [música] >> เฮ [música]

50:29 >> [música] [música]

51:27 >> Oh. [música] >> [música] [música]

53:06 >> Ah. Sou eu. Nada de ruim vai acontecer com você. Não com a aqui. Eu sou sua fã número um. Então, gente, esse foi o resultado do prólogo do Misery. Eh, a gente ficou bem feliz com ele na época, deu super certo, foi encaixado na peça e tinham outras inserções depois que a gente fazia mais

53:51 pontuais, mas essa foi a principal zona, né? Então eu quis trazer também um exemplo de quando, assim, de quando a gente de fato não tem eh a condição para fazer, mas a gente vai usar a criatividade e vai às vezes embarcar numa coisa que não é realista e tá tudo bem. Só que isso tem que tá coerente, né? A gente pode super embarcar numa coisa que não é realista, pode ser inclusive muito maravilhoso, mas isso tem que ter uma coerência, isso tem que você tem que então bancar isso do começo ao fim, sabe? Para que no meio a coisa se perca. Vamos voltar pra nossa apresentação e aí eh a gente vai pro último case da noite,

54:39 que é a parte documental que tinham perguntado ontem. E essa série documental foi um proact que a gente ganhou, um proak LGBT há alguns anos e a gente fez essa série documental chamada Corpo, Afeto e Revolução. E essa série, basicamente contava, cada episódio contava a história de uma família queer, eh, vivendo em São Paulo, nos arredores. Então, a gente tinha composições de famílias muito diversas, pessoas muito diversas e e bem fora do, né, do âmbito do que a gente conhece como tradicional, assim. Então, tem histórias muito lindas, muito potentes. E esse episódio que eu vou dar ênfase

55:25 aqui para vocês, era um episódio em que a gente tem duas pessoas trans, eh, um homem trans e uma mulher trans. E eles t a história deles, né, sendo contada nesse episódio. E a Gabi é essa essa artista muito incrível aqui aqui de São Paulo, que é ela é do Pará, é uma mulher transindígena muito militante, uma artista maravilhosa, assim, ela dá aula de arte aqui no Instituto em São Paulo. E a Gabi, para além de todas as qualidades e e né é questões artísticas mesmo que ela pode oferecer, ela nos presenteou ainda com uma personagem que ela tem, que é uma

56:11 intervenção artística mesmo que ela faz, uma performance. E essa personagem que ela constrói chama Sarita. E é uma personagem que se monta ficando quase como uma entidade assim a partir dos lixos recicláveis assim. E ela tem vários questionamentos que surgem a partir dessa personagem. Enfim. E a gente vai se aproxima da Gabi e a gente filma a Gabi e a companheira da Gabi e vários aspectos da vida dela. Ela como professora, ela como companheira, ela como artista. E também a Sarita entra ali no episódio eh nesse lugar da performance assim. Então, o que eu tô querendo dizer aqui é que mesmo a gente trabalhando com documentário, em que a

56:57 gente tá se aproximando de uma realidade que já existe, em que a gente tem que se aproximar com muito respeito, com muito cuidado, pedindo muita licença para chegar, por para não ser aquelas pessoas que vão, extraem, extraem, extraem e, né, pegam o material e depois sai e deixa as pessoas lá, né, sem nenhum retorno. enfim, uma coisa extrativista mesmo. A gente tem que tomar muito cuidado com isso. Então, o diálogo com as pessoas que fizeram parte do do nosso doc foi muito próximo. A gente sentou muito na mesa para debater, para construir junto. E eu considero isso eticamente uma coisa muito importante de se fazer. Todo mundo tá a par o tempo todo do que a gente tá filmando e por quê. E inclusive as

57:42 pessoas participam do processo, né? Quando a Gabi contou pra gente da Sarita, a gente falou: "Meu, a gente tem que incluir a Sarita no episódio e a gente tem que incluir ela grandemente, assim, a gente tem que fazer uma cena dela." E aí a gente achou uma locação em São Paulo que era um lugar muito interessante, que era uma pedreira assim, então parecia, tinha um espaço de mata, mas tinha pedra, tinha intervenção urbana. E a gente falou: "Meu, ela vai se montar nesse lugar e a gente vai ligar um drone, vai fazer cenas lindas dela performando Sarita nesse espaço e isso vai entrar poeticamente, mas também como parte da história, né? Então aqui é um dos frames, por exemplo, ó, esse é o frame dela montada. E o espaço era muito lindo, assim, isso e essa pesquisa da

58:29 locação também para documentário é muito importante, gente, porque não é que a gente tá fazendo documentário que a gente tem que tá sempre eh refédo o espaço, né? Sei lá, se a pessoa, por exemplo, não não necessariamente está num espaço que nos favorece, a gente pode sim eh mudar, né? a gente pode oferecer uma outra possibilidade que tá mais próxima do que a gente tá querendo contar, né? Tem um livro eh do Patrício Guzman, que é um documentarista. O livro chama Filmar o Real, se eu não tô enganada, tá gente? Mas eu vou posso ver aqui no intervalinho e e falo para vocês. É um livro super curtinho dele, desse diretor chileno, mas ele fala

59:16 muito lindamente sobre a construção de documentário e recomendo vocês lerem assim para quem tem essa proximidade. Então, a gente foi construindo várias cenas, ó, esse espaço que eu falei do da intervenção da cidade, do urbano, né, na natureza. Isso foi muito importante assim, nessa locação a gente fez várias intervenções e construções de cena mesmo, né? Então, a Anne é a companheira da Gabi e a gente quando foi na casa delas a gente pediu, né, depois de ter conversado, depois de já ter filmado várias coisas para elas armarem essa cena delas conversando, batendo papo e se fazendo um carinho, que é uma coisa cotidiana na varanda de casa. Mas a gente preparou essa cena,

1:00:02 entende? Conversamos com ela, armamos uma cena. Aqui é a mesma coisa para fazer as as entrevistas de entender o que dialoga com a vida dessas pessoas. A gente tinha uma relação muito bonita assim no doc, eh, do micro e do macro. Então, o micro era a intimidade, né? Eh, com essas pessoas que a gente estava filmando, né? tinha uma coisa muito da proximidade do detalhe da das coisas da casa, dos objetos. Então tinha o íntimo que era o que tava relacionado ao micro, mas a gente também queria dar uma dimensão do macro, do todo. Então as cenas de drone eram super importantes para dar essa essa dimensão,

1:00:47 esse aspecto, né? Aí, por exemplo, uma das personagens, ela, a Pri, ela, elas moram nessa casa em Bertioga e elas têm esse trailer em que elas viajam contando história, então é muito legal o trabalho delas e a Priordeon e a gente falou: "Meu Pri, vamos armar uma cena de você tocando o acordeon na frente do trailer, né? Vai ser super bonito. Pode ser uma maneira da gente encerrar o episódio." E aí a gente fez essa cena. A uma das nossas pessoas, né, que a gente filmou era a Govinda. Ela ela faz parte de um dos episódios e ela anda muito de bicicleta por São Paulo, então a gente filmou ela andando de bicicleta. E é isso, gente. A gente só, por exemplo, a gente só descobriu que ela anda de bicicleta porque a gente sentou

1:01:33 e conversou. Então, a construção do roteiro no documentário vai muito também da conversa com as pessoas, da escuta. E aí a gente pode produzir cenas muito lindas. A gente armou essa cena, obviamente a gente subiu o drone e fez uma cena quase na ficção mesmo, tipo ação. Aí ela atravessou quando o drone tava no enquadramento certo. Então isso conta muito, sabe, pra qualidade das cenas que a gente tá produzindo, né? Então, tipo, as duas têm uma tatuagem igual. A gente fez questão de fazer uma cena poética delas de braços dados, do Ice, que é o é um homem trans. Ele é pai desse menino que é uma fofura e a gente coloca o Mal como na narrativa também. E é super bonita a relação

1:02:20 deles, a paternidade dele, né, que não é uma paternidade convencional. E aí tem as cenas que são mais orgânicas no sentido de que a gente não vai fazer tanta interferência. Por exemplo, quando ele foi se apresentar, ele ele faz islã e tinha essa batalha de Islã que a gente foi filmar e ele se apresentou. E aí, óbvio, né, a gente tem que jogar junto com ele ali, não dá para fazer grandes interferências. E aí, para terminar, minha gente, eu vou mostrar um trechinho desse episódio, do comecinho desse episódio, só para vocês terem dimensão do que que eu tô falando, que eu acho que é bem que é bem legal ver a coisa em movimento, né?

1:03:07 Pera aí, deixa eu achar aqui o ponto. Gente, deixa eu me mutar aqui.

1:03:53 O tempo passa, coisa muda, coração é labirinta, entrá no da cabeça. Passa cinza não se perca. Fala para mim quem não pe os menor [música] brinca com a morte como quebra cabeças. Duros e doces, puros e loucos, fortes e dóceis, longe do poster faz. Se ostentar não fala, não se esconde, não se mostra. Posta e vai. >> Achei outro caminho. Sorte roda. Tenho andado sozinho. Bensa. Vamos fazer outras saídas. Oro, busco bater [música] as metas, manter o foco e me colocou. Vi as vei as grandes áreas, mesmo povo, mesma cenos heróis sem medalham. Um grito de socorra cena noite o mesmo problema. Medo fala. Canamos de chorar.

1:04:40 Que você sonha quando acorda. O sonho ele tá, ele sempre esteve no nosso imaginário em um lugar muito distante da nossa realidade, né? no sentido de que a nossa vida é uma correria. Então, a pergunta que eu faço a vocês é: até que ponto a gente se dá o direito a sonhar? E o que a gente sonha no sentido do propósito que faz a gente levantar da cama, vim pro criar, o que que eu tô fazendo no criar, o que que eu quero com esse processo que não é só sobre aprender maquiagem, figurinas, sobre aquilo que eu quero fazer depois daqui. Então eu trago essa provocação para todos. O que vocês sonham quando acordam? O que que é aquilo que move vocês? Não sou firo de xangô, mas vibro na força da justiça. Intriga não se cria, é

1:05:29 o rubu que fareja a carniça. Investigue, se atente. Quem ronda muito e ajuda pouco. A vida dá volta e a revira a volta nos afasta do sufoco, mostrando que todo o sofrimento é pouco perto do mundo girando. Toda vez que o pass é dado me revira me revolta. O agor é o cuidado que na gira abre a porta. Diante da justiça não me espanto. Caou cabeça e lê. Sigo vibrando. Então, gente, esse é o comecinho eh

1:06:16 das da desse episódio, né, que é o o quinto episódio da da série. E eu acho que é isso, assim, quis mostrar para vocês, para vocês também terem essa a dimensão do como o trabalho da direção pode ser feito no documentário, né? O como a gente pode sim interferir, mas o como a abordagem também é outra, né? Então a gente precisa eh tá muito atento ao como a gente interfere na vida de quem tá sendo filmado, de ser feita essa construção junta. Mas quando ela acontece, eu acho que é belíssimo quando a gente abre o coração para isso e as pessoas, né, embarcam junto nessa história, isso tende a trazer resultados muito bonitos.

1:07:02 A gente gosta muito do resultado dessa série e o fato da gente gostar, eu acho que tem a ver com esse com esse cuidado, com essa aproximação e com essa experiência, enfim, que a gente foi ganhando também, fazendo, né, descobrindo, errando muito também. Então eu acho que é isso. Vou não vou me alongar muito pra gente poder voltar para as perguntas. Oi Naí. >> O lance é o seguinte, cara. Tudo que você passa, as pessoas estão querendo ficar aqui fazendo sessão, cara. Só que isso aqui é antes de tudo é uma aula. Tudo que a Júlia passa, a galera quer ver inteiro. Gente, vamos ver se a Júlia, ela tem 2 minutos para tomar uma aguinha. Júlia, será que você não

1:07:47 consegue pegar os links todos? A gente sabe que tá na Prime, não sei o quê, mas trazer esses trabalhos que você fez com uns linkzinhos pra gente soltar pra galera. >> Vou juntar aqui, pode deixar. O o curta ele não tá disponível ainda porque ele tá rodando o festival, >> mas a essa série a a seus olhos eu vou mandar aqui. >> Faz por gentileza, favor tudo que você puder mandar pra gente, tá? Porque a ideia, ó, a gente tem um feriado aí, já é um convite para que a gente devolva tudo isso aqui que a gente tá recebendo e vá lá fortalecer o trabalho dessa garota. Sensacional. Júlia Cmin, o lance é o seguinte, 2 minutos de respiro, tem pergunta demais, mas eu sei que você tá pronta para isso. Já te grito aqui de volta. Valeu. >> Bora, gente. Nossa senhora. Você viu que

1:08:33 a chuva não acabou com o nosso encontro, hein? Hã? É. Júlia foi pega por um apagão depois desse venda Val. Algumas pessoas também estão me trazendo aqui que perderam sinal de rede ou não sei o quê. Pode ser que sejam as pessoas de São Paulo, porque a gente teve aqui uma guinada meio maluca no tempo. E agora a gente vai continuar por gente agora é sério. Aqueles aqueles oito cliques que entraram, a gente tem três cliques tá? E que legal, que bacana que vocês puderam aproveitar ontem eh adquirir esse curso que vai dar uma visão 360 para vocês de uma forma incrível, com gente acompanhando a jornada de vocês. Duas pessoas podem clicar, é ali que vocês tiram dúvida. Não adianta perguntar muito de curso de de todos o curso para

1:09:20 mim. Eu vou dar um uma visão geral. Que a gente tem aqui é o seguinte. em 6 meses, se você tirar 3 horas por dia, eh, por semana, você faz com calma, com todas as atividades, porque é um curso também bastante prático. Não se enganem. É possível a gente passar por todos os eixos que esse esse curso cumpre de forma prática, como você na sua casa estudando de longe, sendo acompanhado pelos tutores, porque aqui a gente tem mentoria, os feedbacks são individualizados, ninguém aqui está sozinho. Lembrando que você vai ter que ter um curtametragem produzido do zero. Isso aqui já vai ser o seu portfólio, belê? Mas sozinho você não tá, você vai ter acompanhamento de gente muito boa, é, te dando todo o

1:10:07 suporte necessário para isso. Agora, deixa eu só voltar aqui, por vamos passar aqui brevemente lá no lá no botão, quando vocês forem falar com os nossos tutor, com os consultores do curso, eles vão descer muito mais, porque tem muita coisa. Mas o que que eu posso falar para vocês por hora, que aqui você vai no primeiro momento, na parte um, você vai entender o papel do diretor nesse mercado, tá? Vai entrar, mergulhar na história do cinema, aprender a trabalhar com roteiro, com equipe, com os elementos essenciais de uma produção, tá? E aí na parte dois, o que que a gente vem? Toda a parte da que a gente chama de gramática visual do cinema, né? aprendendo a planejar os detalhes da sua produção da desde as

1:10:52 câmeras e luzes ali até a organização completa do set. Isso é o que está na parte dois do nosso curso. Então aqui a gente tem enquadramento, movimento de câmera, composição visual, pré-produção, locação, eh as locações, escolha de elenco câmera lente configuração técnica, iluminação e captação de som, tudo. Rotina e protocolos no set. É aqui na parte dois que a gente vai se debruçar. Quando a gente chegar na parte três, a gente vai colocar em prática então a direção nos principais formatos do mercado, tá? Então aqui você vai aprender a trabalhar com com os atores, explorar as linguagens do documentário, da publicidade também, tá? Das séries e do conteúdo digital. Aqui você vai ter

1:11:39 então a direção de atores, a condução de ensaios, eh conteúdo digital e formatos verticais entram também invariavelmente. A gente não pode deixar de passar esse tipo de produção pras fucking redes sociais, OK? Vamos falar sobre uso de inteligência artificial na produção, gravação e rotina de sete, mas vai ser na prática. Então venham fervendo porque nós estamos queimando para receber vocês, mas vocês têm que estar com vontade de trabalhar, tudo bem? O curso é gostoso? Sim, a metodologia é bacana demais, mas não é moleza. Tá bom, gente? A gente já fala de cara que é para que você saiba que parte do processo de se tornar um bom profissional é não nunca foi tão simples, tá? É claro que você vai aprender pra vida inteira. Aqui

1:12:24 parte quatro, gente. Aqui você vai aprender a montar, a colorir, a finalizar o seu filme com qualidade mesmo, profissional, tá? E a gente também vai te ajudar a te a te preparar no mercado com o seu portfólio, tá? Enfim, aqui tem toda uma parte de posicionamento de de carreira, além de entender sobre direitos legais, licenciamento, entrega de projetos, teoria de montagem, tudo isso que vocês estão eh vendo aqui, essas perguntas todas, percebo, que a gente cobre nesse curso. Como é que eu faço para entrar no streaming? Como é que eu faço? Qual que é o contato? Como é que eu faço locação? Tudo isso aqui tá dentro desse nosso grande curso e você eh você assiste a aula quando você puder. A aula tá ali para que você assista. O importante é que você entenda que você vai ter toda

1:13:11 ali dentro da nossa área do do estudante lugar para ver a aula, lugar para acessar o material eh é que você vai precisar para fazer eh toda a atividade prática daquele daquele módulo, tá? com o auxílio de tutores. São pessoas que vão estar ali te auxiliando ao longo de toda a sua trilha de conhecimento, tá bom, gente? Porque a gente vai ter que ter um projetão ali no final. Quem vai est à frente dessa jornada ali nas aulas? Guilherme de Luca, tá gente? O Guilherme tem aí também uma estradona bacana, bonita, é praticamente a nossa Júlia Rufino de cueca. Então, é esse nível de pessoas que vão estar aqui à frente de vocês com a responsabilidade que a gente precisa ter quando você adquirir algo que é nosso, é entregar o

1:13:56 que você precisa para que você consiga ter segurança a hora que você for aplicar, tá? Tem esse curso aqui, eh, que vem de bônus para você, curso plano de carreira, também é um curso que vai te dar um norte incrível de começo, meio, onde eu quero estar daqui um ano, daqui cinco, isso aqui a gente dá tudo nesse curso, tá? a gente continua com 50% e quem apertar naqueles dois cliques e porventura falar: "Ah, entendi. Esse curso é o curso que vai me ajudar com o que eu quero". Você consegue economizar então hoje três Hoje não, você vai conversar, veja com calma os R$ 3.008. Talvez você falar: "Ah, ainda não recebi, faltam seis dias para eu receber". Não sei. Conversa com os consultores. Consultores são super bacanas, tá? Você não tem noção, é gente que tá ali para ouvir vocês e para

1:14:42 entender se realmente faz sentido esse curso. Então, tire as dúvidas de vocês sobre qualquer coisa no nosso botão, porque a gente tá aqui para te receber sempre, tá? Aqui é a área do aluno, ali o espaço onde o tutor vai est ali te dando suporte sempre, tá? E você tem todo ali, ó, suporte aluno, anexa o arquivo, manda a sua atividade, tá tudo bem preparadinho para te engajar no conhecimento, não para te fazer desistir, né, gente? E e esse também foi uma eh uma atenção especial da escola em relação ao próprio ambiente de aprendizagem que a gente consegue te entregar hoje. Lembrando que os nossos cursos eles têm, você adquiri hoje, você fica para sempre com ele. Então você vai ter acesso esse curso para sempre,

1:15:28 sempre, tá gente? você vai poder voltar ver e rever caso haja alguma dúvida. Tudo bem? Já mostrei, você já sabe como que é a plataforma que a gente fez um breve vídeo para que você entenda um pouquinho como que funciona. Lembrando então que aqueles dois cliques ainda dão direito, se a pessoa decidir tá com a gente de ter essa entrada bastante simbólica pra gente começar, tá? Tem esse presente aqui. Esse presente já é outra coisa, tá? Ah, esse aqui é um cupom de desconto. O nosso curso, os R$ 3.000 de desconto no curso é para quem tá inscrito no evento. Você que tá aqui nos assistindo ao vivo, porque dá para apertar só enquanto a gente tá ao vivo. Aqui não, gente, esse cupom, qualquer

1:16:13 pessoa que tiver acesso, pode ir lá no menu cursos da nossa escola, escolher um curso e ganhar R$ 350 de desconto. R$ 350 de desconto não, não são R$ 3.000 R$ 1000 de desconto, como a gente tá fazendo para você que tá aqui inscrito. Mas gente, é um desconto cara. Então vai lá, sabe aquela tia chata que tá enchendo o saco? Manda lá o link, o menu do cursos e fala: "Escolhe um curso aí, tia". Parou. Lembrando então que a gente tá quase perto da última chance porque só dois cliques estão on. E que bacana que a gente conseguiu retomar eles. Obrigada às pessoas que manifestaram interesse também e foram lá na nossa escola querer saber mais. Vem para cá, Júlia. >> Oi, me ajuda. Lá. Uh. Que a gente ainda tá,

1:17:02 a gente ainda tá on, hein, gente. A gente ainda tá em aula. Nossa senhora, por hora eu tenho só 40 perguntas, mas vamos aqui. Manuela Delgado pergunta: "Boa noite, Júlio. Você pode me dizer como conseguimos locações gratuitas para externa? Você viu que ela já falou, tava ali num café, uma ajuda, café de gente que conhece, né? Mas ela tá perguntando, né? Precisa de autorização especial de prefeitura ou algo assim? Isso é uma pergunta interessante. Ela fala: "Nos Estados Unidos pode filmar nas suas, portanto que não use tripé, armas e usando assinaturas de pessoas da rua cedendo direitos." >> Uhum. >> Aqui é assim, >> olha, depende. >> Quer saber disso também? sempre qu saber disso. Quando pega alguém que tá passando assim, ó, não dá nada.

1:17:50 Alguém que >> não, quando é alguém que tá passando próximo é figuração. Normalmente é figuração. Se é alguém que tá passando longe, desfocado, não tem aí no caso não. Mas normalmente filme assim, se tem um plano ali que a pessoa passa próximo, normalmente é figuração mesmo, porque tem que ter essa autorização. Eh, com relação à lei, assim, ao como funciona, depende muito da cidade que você tá, né? como é o mecanismo da prefeitura aí, mas em São Paulo foi criado a SPCINE, por exemplo, e toda e qualquer filmagem em rua, você tem que ter essa autorização da SPCINE, né? Se vai bloquear a rua, com certeza. Mas é isso, né? a gente às vezes tá com uma estrutura muito pequenininha, câmera na

1:18:36 mão, microfone ali, tudo muito compacto. É, já aconteceu e eu já usei também espaços da de São Paulo sem fazer o processo todo. Eh, mas é isso, você não interfere, você tem limitações, né? No mundo ideal é a gente fazer isso, só que tem um custo. A Spcine vai cobrar de acordo com quantidade de horas, quantidade de equipe, tamanho de projeto, tudo isso vai, tem que preencher lá um formulário e esperar a resposta. Então, a gente já fez dos dois jeitos e sempre que é possível eh ir atrás da autorização é melhor pra produção, né? inclusive para segurança de todo mundo e tudo, mas no mais é você conseguir parcerias de locação, gente.

1:19:21 Essa é uma das uma das principais ajudas assim pro projeto, sabe? >> Ah, tá. Ela perguntou sobre externa mesmo. Entendi. Não foi tanto nesse sentido, né, de ter que ter um ambiente interno total. >> É >> legal, Manu. Então, foi. Vamos aqui. Tainá Leite Morais pergunta: "Estudo design de animação? Gosto de direção de arte e do trabalho com os atores, mais do cinema no caso. Como você enxerga a correlação entre esses dois universos >> com a animação? >> Isso. Ela faz, ela estuda design de animação. Como que que enxerga junto com a questão do trabalho com os atores do cinema? No caso,

1:20:07 ela gosta de direção de arte. >> Deixa eu ver se eu entendi a pergunta. se ela tá mais querendo saber do olhar da direção quando a gente tá falando de cinema live action em comparação à animação né? >> É porque ela fala que o que estuda design de animação, gosta de direção de arte, mas também do trabalho com os atores mais do cinema. >> Aham. >> Como você enxerga a correlação entre esses dois universos? Design de animação com atores. >> Com atores. >> É, eu acho que assim, eh, existe um trabalho ali com o elenco, né, que ele, eu acho que ele agrega de muitas maneiras, eh, tanto na escrita de

1:20:55 roteiro, né? Então, um exemplo disso, por exemplo, é, sei lá, você escreve uma cena, você acha que a cena tá super bem escrita e aí quando o ator bota isso na boca, você vê que não tá tão bem escrito assim. Você vê que, putz, poderia tá mais coloquial, poderia ter outros termos. Então, o trabalho com ator, eu acho que ele vai expandir para várias outras áreas assim, sabe? Esse esse lugar do roteiro é um deles, o

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