0:40 [Música]
1:29 Olá, [Música] terráqueos, como é que vocês estão? Eu sou Rogério Vil, tá começando mais um Inteligência Limitado Programa. onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do anfitrião que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e com a vida muito mais correta. Eh, linguisticamente falando, hoje você não pode cometer erros. >> Eu não posso, hein? Mas é, vai ser
2:14 difícil, né? >> Ele é um cara que usa termos como supimpa, >> cerelepe pimpão. >> Serelepe pimpão. Ele é das antigas, >> é totalmente anacrônico, né? >> Vai na discoteque, >> vou na discoteca. Usa um automóvel. >> Usa o automóvel. >> Tem um chofer. >> É. >> E aí, você ouviu aquele novo nova música daquele conjunto musical? >> Ô, você viu, rapaz? Tava, olha a su pimpa estourada a boca do balão. >> Tava lá na Fernão Dias o um tapete, né, amigo? >> Vamos chamar um retratista. >> E como que vai ser a participação do pessoal nessa live maravilhosa, Romer? >> Hoje nós temos uma live maravilhosa dedicada para pessoas especiais que são os nossos membros. Então já torna esse membro importante aí ajudar a gente a bater os 6 milhões de inscritos.
3:00 >> E qual é a vontade de ser membro? Você já sabe da nossa agenda antes da gente lançar no domingo e já manda pergunta antes pro convidado. >> Isso. Já manda aí o super chat. >> Vou ler todas, mas as melhores irão para a mesa. >> Fechou? Então >> já também aproveita e deixa aquele like maroto aí pra gente, >> tá certo? E vamos falar aqui do nosso parceirão de longa data. Você já sabe que o Estratégia Concurso é o nosso parceiro aqui. Você tá sabendo disso, né? O Estratégia é o curso líder absoluto em aprovações em concursos públicos. Só para você ter uma ideia, sete em cada 10 aprovados em concursos no Brasil estudaram com eles. Os concursos públicos são uma oportunidade sensacional para você ganhar mais, ter estabilidade financeira para sempre e nunca mais correr o risco de ser demitido. Essa é a melhor coisa, não é, Romer? É isso aí. >> Você sabe que é. Olha o seguinte, ó. Tem
3:47 uns concursos que estão para sair aí que vale a pena dar uma olhada. Tem alguns que os salários chegam a R$ 27.000 R$ 1.000 por mês. Ó, tem concurso para sair do Banco do Brasil, Polícia Rodoviária Federal, Tribunal da Justiça de São Paulo e também do Rio de Janeiro. Então, ó, tem oportunidades para todas as áreas de formação, inclusive para quem não tem faculdade. Olha só, se você ficou interessado, vai gostar do que o Estratégia preparou para você, aproximando o seu celular no QR code que tá aparecendo aqui na tela em algum lugar ou acessando o link na descrição do vídeo, você vai ter acesso ao material exclusivo sobre como ser aprovado em concursos públicos em três passos. Eu achei muito bacana essa iniciativa deles de liberar esse material gratuito que ensina o caminho mais rápido e seguro para conquistar
4:34 melhores salários, um monte de benefícios e a tão sonhada estabilidade que só quem é servidor público tem. Corre lá, acesse o QR code que tá no link da descrição aqui do vídeo e descubra como é ser aprovado em concursos em apenas três passos. Estratégia. Mais uma vez, obrigado pela parceria. nosso patrocinador fiel do Inteligência Limitada. Aqui é Recode na tela, link na descrição. É nós. E agradecer demais ela, a boa filha, a casa torna. Tá, a gente tava procurando aqui, né, Romer? Quando que ela veio? Ela vi em 2021, quando era mato aqui. >> Era o mandíbula. Onde tá você? >> Viu? Você viu? >> Mandíbula já até morreu atropelado por um caminhão. >> Foi atropelado por um tuque tuque. >> Um tuque tuque. Mandíbulo, saudade dele.
5:19 Tem que passar aqui de novo, né? S no churrasco >> não serve aí, >> Cinttia, que legal. Você veio aqui, você acreditou nesse podcast quando Eli, estava no começo, né? Estamos aí com 5 anos agora. >> Prazer gente, que prazer, parabéns. >> Oi. E você também voando alto aí, Cíntia, obrigado demais, hein? >> Sou eu quem agradece. >> Cada vez mais bonita, mais simpática e ao contrário do que o pessoal pensa, aquilo que você faz no Instagram não é você, porque eu te conheço. Aquilo é um personagem, é uma forma de você e se expressar lá. Acho muito legal aquilo que você faz no Instagram. Eu acho muito engraçado. >> Muito. Obrigada. Agora diga para mim quem não é um personagem. >> Pois é. >> Que personagem será que eu sou aqui, hein? >> Qual máscara social você usa? >> Qual persona eu uso? >> Exato. Qual faceta?
6:05 >> É porque o pessoal não entende que na vida normal às vezes o pessoal me me encontra fala: "Nossa, você é tímido, você é quieto, né? Acha que eu vou ficar trocando ideia com todo mundo?" Chego no ponto de ônibus, chego no na estação no metrô e falo: "E aí, cara, vamos lá. Como que é sua vida? Que que você fez do Não, eu fico na minha, né? >> E dizem que todas as pessoas que trabalham com humor, na verdade, t algum tipo de timidez ou de mau humor e o humor vem para curar isso. Eu, por exemplo, >> sou um tanto quanto mal humorada. Assumo. >> Eu também. Eu principalmente de manhã. >> Nossa, eu também >> acordando >> desde criança. >> Eu também. A minha avó, que foi quem me criou, a minha avó recortava nos jornais notícias, reportagens sobre mau humor >> para te mostrar.
6:50 >> Aham. Um, é, não esqueço, um em que estava escrito mau humor é doença. >> Eu voltei da escola e havia aquele aquele recorte de jornal ali para mim, porque eu sempre tive dificuldades de manhã. Eu tenho alguns problemas. Um deles é pessoa mastigando alto do meu lado. >> Eu também. Meu Deus do céu, eu ligo a televisão, ligo a ligo a música assim porque uma >> misofonia chama isso. >> Ah, então eu tenho. Exatamente. E hoje em dia, se somarmos isso ao advento das redes sociais, dos celulares, >> o que me irrita também é o som do celular. é a pessoa que nos obriga a
7:37 escutar ao que ela a ao que ela escutar, o que ela escuta, assistir ao que ela assiste, geralmente é sempre de gosto de gosto duvidoso, né? To áudio alto, né? Pro todo mundo escutando. >> Não, a pessoa dentro do elevador. >> É isso daí. Aí e ainda mastigando. É o horror, é o inferno. É um combo. A mastigação com o som que sai do celular. Mas isso que eu quero saber de você, aliás, antes se apresenta pro povo que não te conhece, dá um oi pra galera aí. S >> mas como alguém não me conhece, diga para mim. >> Nossa, galgadoras. Ah, eles dizem, né? >> Não é parecidíssima. >> Eu fico feliz, adoro a comparação. >> Mas eu falar de rede social, como vocêschagas
8:23 com2s, s, é isso? É para eu falar meu Instagram. >> É >> @sintiaschagas com2s, quantos milhões? 7.7, eu acho. Tudo isso. >> 7.7. >> Pede pro pessoal me seguir lá. Então, >> com certeza eu colocarei vários cortes. >> Chegar em 1 milhão. >> Diga ao pessoal da sua edição que eu preciso de excelentes cortes. >> Faremos. >> Nós precisamos. A minha o meu meu engajamento é sensacional e >> que saiam excelentes cortes para nós. >> Mas, mas vamos lá. 2021, que que mudou da sua vida para lá? Eh, de lá para cá. Eu, a minha vida mudou totalmente. A sua Eu acho que também, né? >> Sim. Em 2021 eu tinha como profissão também dar entrevistas. Eu foi quando os
9:10 podcasts começaram, >> é explosão. >> Eu participava de três podcasts por semana, dois no mínimo. E era uma época em que eu lutava arduamente contra o dialeto não bináriade. >> Eu fui a primeira pessoa conhecida no país a falar do dialeto não binário de forma tão aguerrida. Eu sou formada em Letras na UFMG. Lecionei por o a primeira vez em que eu entrei numa sala, sala de aula, acho que foi em 2003 ou 2004, então lecionei por muito tempo, fechei o meu cursinho em 2019 e e fui a primeira pessoa que tinha
9:56 conhecimento de fato técnico para lutar contra o dialeto não binário, que é muito pernicioso, >> era uma aberração, né? num país que tem um problema tão grande de analfabetismo, você ainda forçar essa população ainda que não sabe nem ler, escrever >> corretamente, ainda um novo um novo dialeto para confundir mais ainda, né? Exato. O dialeto não binário nada mais é do que um movimento de uma elite cultural, porque na favela ninguém está discutindo acerca do dialeto não binário. É um um dialeto que mais exclui do que inclui. Ele é pseudoinclusivo >> porque teoricamente ele visa a inclusão
10:42 do não binário. Quem é o não binário? aquela pessoa que não se identifica nem com gênero masculino, nem com gênero feminino. Então eu não falo nem amigo, nem amiga, eu falo amig, lembrando que ele começou com X, amigs, >> e eles perceberam que era impronunciável, uma besteira inominável. E o dialeto não binário vem travestido de inclusão, mas eles ele é uma pseudoinclusão na medida em que ele exclui os cegos que fazem leitura por meio de softwares, os os surdos que precisam fazer a leitura labial para compreensão do que o outro fala, os disléxicos, os autistas, ele é terrível. E eu usei isso como uma
11:32 pauta, uma pauta no meu Instagram durante muito tempo. Eu entendo que eu que eu de certa forma ensinei, eu eu defendi o nosso idioma. Nesse ponto posso ser considerada uma conservadora. Eu sou conservadora linguística, morrerei assim. E ainda que digam que a língua é viva, porque esse é o argumento que todos usam para defender o dialeto não binário, ainda que digam que a língua é viva e ela é, todas as mudanças que ocorreram ocorreram de modo natural. Ninguém saiu com uma placa dizendo: "Eu quero dizer vossa voz me ser e não vossa mercê". >> Então foi muito importante para mim. Eu
12:18 sou muito grata aos não binários. Muito obrigada. foi muito importante para mim porque foi um modo de mostrar o meu trabalho. Antes disso, eu eu estou no Instagram há 11 anos. Eu entrei em janeiro de 2015, então antes disso, eu dava dicas de português e depois veio o dialeto. Eu passei a dar muitas entrevistas por causa do dialeto. Você inclusive me chamou por causa disso. >> E e depois eu entendi que eu já havia concluído o meu trabalho em relação a isso. Eu participei de vários projetos de lei de políticos que me pediram >> auxílio para que eles pudessem escrever a respeito disso. E hoje eu entendo que
13:07 pronto, já foi falado. E >> a gente teve um a gente teve um marco na linguagem não binária que foi na campanha aqui de São Paulo, na campanha do Bolos, o pessoal cantando o hino nacional em linguagem binária. Lembra disso? Mas nem o Lula, nem o Lula foi a favor disso. É, é muito interessante. Não pegou, não pegou. O, o dialeto não binário não é aprovado. Ele é reprovado pela direita e ele é reprovado por quase toda a esquerda. Ele só interessa aos aos militantes ligados a causas extremistas, LGBT, QI, a mais e por aí vai. Não sei mais qual que é a sigla, eu me confundo.
13:52 >> E e o português na era do inteligência artificial, porque você já foi professor, eu já fui professor também. Eu não fui professor de português, mas minha mãe e meu pai eram professores de português. E o pessoal tá falando que agora pros professores é difícil saber o que que é escrito pelo aluno ou simplesmente gerado pela inteligência artificial, né? E a pessoa com essa muleta >> terrível. Como vai escrever daqui para frente? >> Boa pergunta. >> Você você vê pelos comentários da rede social que às vezes você nem entende o que a pessoa tá falando. É, >> é, é terrível. >> Mim fala o que que você acha. O, o QI médio da população tem diminuído consideravelmente.
14:38 A causa é a seguinte, é a escassez vocabular. A partir do momento em que eu detenho um arcabolso vocabular pequeno, eu passo a ter mais dificuldades de me expressar. É só nós nos lembrarmos daquele livro Vidas Secas do Graciliano Ramos, em que exatamente a cachorra Baleia era a personagem que que sabia se expressar melhor. >> A aridez >> da a aridez vivenciada por aquela família se se mostrava também na linguagem. Então, a partir do momento em que eu não tenho recursos
15:23 >> para me expressar, eu passo a não conseguir criar pensamentos mais bem elaborados. >> E isso se deve a uma escassez vocabular e também a falta de conhecimento acerca dos nossos recursos sintáticos. A pessoa não sabe o que que é objeto direto, objeto indireto. Ela não consegue concatenar bem >> conjulação verbal. Exato. Então, se você não consegue escrever, se você não consegue colocar ali sujeito, verbo, complemento, você passa a ter sim dificuldades para se expressar, dificuldades para
16:10 dificuldades, dificuldades cognitivas mesmo. E isso e isso piora e muito com a inteligência artificial. Eu eu vejo até anúncios eh publes de de Instagram escrito errado, afim escrito junto, >> eh >> mim segue, >> é ou veram e o verbo haver no sentido de existiral. >> Isso aqui é é que eu eu claro que não vou corrigir a pessoa aqui porque não são pessoas que não sabem escrever, mas pessoas realmente que você admira e que que na no discurso fala: "Ah, não, houveram vezes que eu não sei o que". e falo, putz, corrijo. Não, não, não corrijo. Depois eu dou um toque pra pessoa. >> Fazem 10 anos e não faz 10 anos. >> Mas o que mais me impressiona mesmo é a interpretação de texto. É você colocar uma mensagem com todas as informações no
16:58 teu, na tua rede social e as pessoas perguntando coisas que estão lá na informação. Tem o horário, tem o dia, tem quem vem, tem um assunto, tem um tema tudo e fala assim: "Vocês vão falar sobre o quê?" Mas é ao vivo, tá escrito lá ao vivo. É, mas é que di >> terrível, terrível. Preguiçosos. Preguiçosos. Então essa pessoa que não lê, ela tem, ela sofre de escassez vocabulária, ela sofre de falta de falta de conhecimento sintático, ela sofre de dificuldade para interpretar um texto. Aí soma-se a isso tudo a o advento da inteligência artificial e acabou. É, é tudo pronto, é tudo mastigado. >> É, >> qual é um Há uma música, uma música
17:45 famosa, eu esqueci em que se diz que a televisão >> me deixou burro, muito burro demais. Que música que é essa? >> Estância. A televisão me, ô CD, fala pra mãe. A televisão me deixou burro, muito burro demais. E a inteligência artificial veio para tornar as pessoas extremamente ignorantes. >> É, a gente tá tem, a gente vai ter agora essa geração nova, é a primeira geração que é é menos inteligente que a anterior. A gente sempre as gerações mais novas vão sendo mais inteligentes do que a anterior. E essa é a primeira que regrediu, segundo pesquisas. >> Podem a, não sei qual que é essa fonte, mas eu garanto a você que o o a cultura
18:30 já diminuiu há muito tempo, porque o os nossos bisavós liam muito mais do que os nossos avós, que liam muito mais do que os nossos pais, até porque os modos de entretenimento mudaram muito. >> Pois é. >> Não é mesmo? Então, hoje o livro compete com muita coisa, com >> e a leitura é uma atividade, é um uma ação, ela é ela é ativa, ela ela não é passiva, como assistir a um filme. >> Assistir um filme são 24 quadros que estão vindo um atrás do outro na tua frente e você não faz nada, o livro não. Você vira a página, você faz a imagem na tua cabeça. Mesmo quadrinho. O quadrinho
19:17 também tem entre um quadro e outro. Você completa aquela ação. Você tem um personagem para dar um soco no outro do cara caído. Essa essa junção é você que fez, né, essa passagem de tempo. E no filme, na num desenho animado, não. Tá tudo pronto para você, né? >> E como ler hoje em dia, a dica que eu dou é a seguinte: coloque o seu celular dentro da gaveta. É, >> vá para outro cômodo, >> senão você vai ficar tentado a toda hora ficar mexendo. >> Sim. E colo e leia pelo menos 20 páginas diariamente. 20 páginas. Ufa, li 20 páginas, volta. E aí com o tempo isso vira um. >> Imagina a ansiedade que deve tá d na galera mais nova, né? De >> é >> e o celular? Caramba, cadê? Eu tenho que ver. É, exatamente. >> Eu eu eu tenho que me policiar às vezes
20:04 também, que eu tô parado vendo o celular para nada assim. >> É terrível. É terrível. >> Bem, depois disso, então, eu passei pelo pelo dialeto não binário, lutei muito contra. Você já faz, já dava palestras nessa época ou não? Eu era uma aspirante a palestrante. Então, naquela época eu palestrava de graça, eu estava em um evento ou outro, as pessoas me chamavam, eu ia. >> E mais ou menos em 2000, no início de 202, >> você não morava aqui, né, na época? >> Morava mudei para cá em em janeiro de 2020. >> Ah, então já tava morando. E antes? Antes eu morava em Belo Horizonte, onde eu tinha o meu cursinho.
20:50 >> Isso. Verdade. >> E E >> pô, você veio no na pandemia? Você >> Eu cheguei a pandemia aconteceu. Olha a frustração da mineira finalmente vai. >> Tô em São Paulo agora, quero conhecer esse mundão. Fique em casa, né? >> Nossa, foi terrível para mim. >> Terrível. >> E você tava sozinha na época? >> Não, eu estava com o meu antepenúltimo marido, exmarido? >> Ah, pelo menos tinha. É, >> é, agora eu sou assim, eu conto a minha vida pelos maridos. >> Faz que nem o Silvio Santos falava, né? O filha número dois, filha número três. >> É. >> E então você fazia essas participações, entrevistas, fazia essas esse tipo de participação, palestras? >> Mantinha-me com os meus cursos virtuais, >> porque eu eu fechei, eu tinha um
21:36 pré-vestibular em Belo Horizonte voltado para alunos que iam tentar medicina. Fechei o meu pré-vestibular. Por quê? porque eu havia lançado um curso de gramática para adultos >> digital. E esse curso da noite pro pro dia me deu um dinheirão com o qual eu poderia viver por um, do anos. >> E aí eu criei coragem, fechei o meu curso em Belo Horizonte e vim morar em São Paulo, casada. Pois bem, investi nos meus cursos e paralelamente a isso, para ter conteúdo, para agitar o meu Instagram, que existe desde profissionalmente desde janeiro, fevereiro de 2015, eu participava de muitas entrevistas e eu era, eu era aquele tipo de pessoa, se me chamar eu vou. Sei.
22:22 >> Até que por volta de janeiro, fevereiro, fevereiro ou março de 2023, eu conheci meu jeito que as pessoas costumam dizer que é arrogante, viralizei, eu já tinha já tinha ali uns, já tinha mais ou menos 1 milhão de seguidores. E da noite pro dia eu fiz um vídeo em que alguém me perguntava o que era a que que eu achava de quem falava top, a palavra top. E eu >> é bem a cara de você falar top, >> topzeira, >> topzeira. >> É topzeira, topíssimo. Sacafonia aí >> foi essa. Estourou assim. É, estourou assim e eu não estava em um dia bom já tava >> e eu coloquei o celular aqui. Eu estava
23:09 à mesa com Cras, não na mesa. Eu coloquei o celular aqui, abri a caixinha porque eu já abria caixinhas diariamente. Aliás, é uma dica esplendorosa para quem quer crescer no Instagram, abra caixinhas diariamente. A pessoa mandou mandou: "O que você acha da palavra top?" Eu estava meio mal humorada no dia, sem paciência. Eu falei: "Top". Quem fala top é cafona. Eu não sei, eu dei uma virada assim, cafona ridículo e fiz assim no anel, eu não sei o que que deu. No dia seguinte dá 30.000 seguidores, no outro dia 20.000 seguidores, no outro dia mais 25.000 seguidores. Aí eu liguei pra minha equipe dos cursos, falei: "Olha, algum concorrente está comprando seguidores para mim para atrapalhar que era isso".
23:56 É, eu falei: "Não é possível, ninguém ganha 30.000 seguidores todo dia por uma semana". eh, descubram o que está acontecendo. Aí a equipe falou: "Não, os seguidores são reais". Então eu abri uma outra caixinha e perguntei: "Da caravana de onde?" E as pessoas do vídeo do top. Você é minha malvada favorita. >> Adorei a sua arrogância. Quando eu crescer eu quero ser como você. >> Adorei a sua arrogância. É muito bom. >> Como você é chique e não sei que e tal. E aí, a partir daí, eu passei a dar respostas mais ácidas. Só que essa acidez pertence a mim. Eu sou uma pessoa naturalmente ácida. Conviver comigo é rir várias
24:44 vezes por causa devido às minhas colocações um tanto quanto politicamente incorretas. Sim. E e eu fiz isso e logo depois alguém me perguntou algo e eu disse que era chiquíssimo, não me lembro o quê. E falei: "Aliás, o correto é chiquíssimo e não chiquérmo." Esse vídeo falando que o correto era chiquíssimo e não chiquérmo, viralizou e modéstia à parte, sem nenhuma modéstia, eu posso dizer: "Hoje o brasileiro sabe que que o correto é chiquíssimo e não chiquérrimo, graças a mim". >> Porque a gente sempre ouviu chiquérrimo, né? E chiquérrimo, de fato, é mais gostoso de falar, >> não é mesmo? Chiquíssimo. Lembra até Chiqueiro, não sei. Mas é o correto. É o correto.
25:29 >> E depois que esse vídeo do Chiquíssimo, isso em 2023 viralizou, as pessoas começaram a me perguntar sobre o que é chique e o que não é chique. >> Ah, >> tanto na língua portuguesa, quanto na vestimenta, quanto no comportamento. Por acaso eu havia feito quando eu era criança, um curso de etiqueta por volta dos 8, 9 anos, porque eu pedi para minha avó e eu fico sempre emocionada quando eu falo disso. Um dia eu disse à minha avó: "Vó, eu quero, olha, eu tenho vontade de chorar, eu eu quero muito fazer um curso de etiqueta." Aí a minha avó, para quê? Porque um dia, vó, eu vou ser rica e famosa, então eu já tenho que aprender a me comportar, porque eu só
26:15 vou estar perto de pessoas ricas e famosas. >> Puxa vida. >> E eu não posso falar da minha avó que eu fico assim. E e quando as pessoas começaram a me perguntar sobre etiqueta, muito obrigada. Quando elas começaram a me perguntar sobre etiqueta, eu eu falei, gente, eu já fiz curso de etiqueta quando eu tinha 8, 9 anos. Eu sempre li sobre etiqueta. >> Quem que faz um curso aos 8 anos de etiqueta? Olha que doideira, como a vida é louca, né? >> Eu aprendi com 8 9 anos a entrar no carro. Sabe qual que é o jeito certo de entrar no carro? Se eu ficar em pé, a câmera me pega. >> Pega, >> pega. >> Dá uma olhada que se não. Ele acerta a câmera. Vamos lá, >> tá? Então vamos lá. É o seguinte, a mulher entrando no carro principalmente, tá? Pro homem a gente ainda dar um
27:01 desconto. Agora a mulher não. Então é o seguinte, vamos lá. Você está aqui, marauquê maravilhosa. Ah, vazou também esse borraqu maravilhosa. >> O carro está aqui. Então, em vez de você entrar assim, como se fosse um teste para ver a água, a temperatura da água da piscina, não, você não vai entrar assim, colocando o seu pezão lá. Você fará o seguinte, você entrará aqui, ó. Coloquei aqui o bumbum, >> certo? >> Fechei os joelhos. Joelhos fechados, coluna ereta e aí eu entro no carro. >> Hum. >> Eu coloco o corpo completamente no carro e aí eu me viro. Então a primeira coisa que entra no carro, a primeira parte do corpo é o bumbum. E eu aprendi isso aos
27:46 9 anos de idade. Pois bem, todo mundo me perguntando sobre etiqueta, etiqueta para cá, etiqueta para lá. Eu já tinha o meu curso de gramática de lá de trás e o meu curso de oratória para que as pessoas pudessem aprender a falar em público e tal. E eu falei, gente, eu vou criar um curso de etiqueta. Fiz vários cursos, estudei, li vários livros durante mais ou menos um ano e lancei o curso de etiqueta. Então hoje quando as pessoas >> E tinha muita gente interessada? >> Muita, >> é mesmo? >> Muita. Olha só, a gente nem imagina que tem uma demanda dessa. >> É porque a etiqueta, vamos lá, eu >> não é não é só frescura, né? É é de convívio social, né? É a pessoas que
28:33 dominam regras de etiqueta são são mais bem vistas, recebem mais convites para eventos sociais, pessoas que dominam as regras de etiqueta, de elegância são recebem mais. Mas dá dá dá um exemplo de coisas que são importantes que a pessoa nem imagina assim que que é educado, que é que é chique fazer. >> Por exemplo, quando você vai entrar em um elevador, você que é homem principalmente, você deve dar a preferência para as pessoas. Você não, você não vai entrando, você deixa as pessoas entrarem. Outra, você nunca espera diante de um elevador, na porta do elevador com a sua cara no elevador.
29:20 Não. Existe uma regra básica. Primeiro as pessoas saem, depois as pessoas entram. Então você fica do lado, espera as pessoas saírem e entra. Não se entre em um elevador mascando. Mascando não, perdão, mascando também, né? Você não pode ficar como ruminante lá, coisa horrorosa, comendo. Você quando entra no elevador imediatamente, esse é o maior erro das pessoas hoje, você deve cessar a sua conversa ao telefone. Cessar. Ninguém ninguém deve ouvir a conversa de ninguém em aeroportos. As pessoas não sabem se comportarem aeroportos. O o comissário de bordo fala fileiras de um a cinco e aí o filho da
30:07 mãe da fileira 25 já se levanta. Que ódio que eu tenho dessa pessoa. E vem andando e e você que está ali na fila >> é um absurdo. É um absurdo. >> São tantas tantas tantas tantas tantas tantas as regras. Mas de um modo geral, se eu pudesse reduzir a uma regra, é o seguinte: é preciso pensar antes no outro. Somos todos muito ansiosos hoje, então nós queremos entrar na frente, nós queremos passar pelas pessoas. Ah, regras de precedência que são muito interessantes, que fazem diferença. Por exemplo, eu sou mulher, eu estou aqui à mesa, nós estamos jantando, chega uma pessoa, eu só me levanto se essa, se se tratar do
30:54 anfitrião, se se tratar do de uma pessoa mais velha, de uma pessoa idosa, se se tratar de um padre, de um pastor, de um político, caso contrário, eu não tenho de me levantar. E falta de educação também é o seguinte, você chega a um restaurante, a pessoa está aqui comendo e você dá um beijo nela. Não se beija a face, nem se estende a mão para alguém que está ali em uma refeição. O momento da refeição é sagrado. E talvez um olhar, um aceno, algo mais carinhoso mesmo, mas com afeição, vá surtir mais efeito do que você chegar lá abraçando a pessoa e por aí vai.
31:40 >> Tem etiqueta para tudo, né? Mulher grávida em hospital, de visita. Tem. >> Sim, sim. sempre que alguém nascer, e eu vou lançar também um livro de etiqueta em breve, sempre que alguém nascer, você não vai, ah, eu tô indo, eu estou indo aí. Não, você manda mensagem para a mãe e pergunta se ela já está recebendo visitas, se ela desejaria a sua visita, se você deveria. Aliás, esse ria é maravilhoso. É sempre muito polido usar o ria. Eu eu deveria esperar mais. Avise-me, por favor, quando se quando for quando for para você o momento ideal de visitas e tal, você não tem que ficar indo lá. E é muito legal também, muito educado levar um presente
32:29 não só para o bebê, como também para a mãe. >> Entendi. >> Então, depois disso, resumindo a sua primeira pergunta, resumindo, não, finalizando, depois disso, eu lancei o meu curso de etiqueta e paradoxalmente as palestras simplesmente começaram a chover. explodiu. >> Explodiu de uma forma incontrolável quando os meus vídeos, entre aspas, arrogantes, explodiram. Nessa nessa época em que eu contei a você que eu estava ganhando 20, 30.000 seguidores por dia. Foi a época em que as palestras vieram com tudo e eu tive de contratar uma assessora que hoje vive
33:16 só para mim para vender palestras e publicidades. E nós já chegamos a fazer 15 palestras, todas pagas. Eu não trabalho de graça. 15 palestras por mês. Só que 15 palestras por mês me mata. Eu não dou conta. >> Porque não é uma aqui, outra ali, viaja. E quais são os assuntos? Eu tenho. >> Você tem quantas palas? três. A palestra que eu mais faço é a de oratória, só que eu tenho dois tipos de oratória. A oratória normal para advogados, uma palestra, a minha palestra sempre será um pouco standup comedy. Eu eu não consigo ser séria o tempo todo. E eu mexo muito, muito, muito, muito com a plateia. Eu interajo. Mexo é coisa de mineiro. Eu interajo com a plateia. Nada
34:04 contra os mineiros. É porque eu sou um mineira, mas é mais chique dizer que eu interajo em vez em vez de dizer que eu mexo. >> Interaja com J ou com G? Ô ô, >> é com J. Com >> Ah, rapaz, muito bem. E essa de oratória é voltada para advogados, palestra em várias OABs do país, para diretores de empresa. Aí existe uma outra que é uma vertente da de oratória, que é a oratória da elegância, que é uma palestra minha, a que eu mais dei na vida, mais voltada para o dia a dia. Então, sim, você aprende a ficar em pé para falar em público. Eu até brinco porque vão muitas senhoras e eu falo: "A senhora tá me olhando? Senhora tá me
34:51 olhando? A senhora tá achando que a senhora não vai aprender nada aqui, né? Porque eu tô falando sobre como falar em público. A senhora tá pensando, por que que eu vou falar em público? Nunca vou. >> Mas o marido da senhora vai morrer. Eu quero a senhora. Porque o homem morre antes da mulher. Eu falo isso, elas adoram. Um homem morre antes da mulher. Eu quero a senhora lá linda, maravilhosa, magra, chique, sabendo onde colocar as mãos naquele momento, como falar, se vira o pescoço, se não vira o pescoço. São dicas de oratória valiosíssimas. Por exemplo, >> certa feita, uma médica me procurou e ela queria uma assessoria. Eu odeio isso. Ai, uma mentoria, detesto essa palavra. Ela cria uma assessoria individual >> e ela falou, falou comigo que o problema dela era que, apesar de ela ter uma
35:41 agenda cheia para os próximos se meses, de ela ser a dona da clínica, as pessoas não a respeitavam. Mas eu vou imitar a médica agora, tá? >> Sabe o que é? É que as pessoas não me respeitam. Quando eu vou ver assim, >> por que que ela tá imitando a Fabi? >> Quem é Fabi? A Fabi que trabalha com a gente, é a voz da Fabi, não é? >> É igualzinha. >> F e a Fabi, por acaso ainda fala virando a cabeça e subindo o ombro e >> e coloca a mão em si, toca e fala que ninguém respeita ela. Não fala >> fala que ninguém respeita. >> Vocês não respeitam, não fala que >> precisa de mim, gente. >> E eu e uma uma das lições que eu transmiti a ela. >> Respeitar o quê? Ela falava as coisas pros pacientes e eles não seguiam. É isso. >> Não, os funcionários. >> Ah, tá.
36:26 >> O problema dela era com os funcionários. Ela ganhava rios, ganha ainda com certeza rios de dinheiro, mas os funcionários não a respeitavam. Por que será? O que se deve fazer nesse caso? Número um, existe um trabalho que eu não faço de fonoaudiologia para que a voz se torne um pouco mais grave. E existe também regra. Por exemplo, quando você fala com a cabeça ereta, você transmite mais seriedade. Cabeça ereta. >> E quando você você toca muito no seu corpo, você transmite mais emoção. Logo, quando a gente faz assim, não é assim, a pessoa tem que saber usar. Um exemplo,
37:13 eu quando vou recusar convite, o que ocorre? Quando se é um palestrante como eu sou, um palestrante profissional, um palestrante que está em três estados do Brasil por semana, você não quer sair para jantar depois, você quer sair do local e ir pro hotel. E muitas vezes eu nem janto, eu tomo um remédio para dormir e durmo. >> É, para não ter refluxo e para não engordar, né? Eu tenho pavor de ser gorda. Deus me livre de ser gorda. Coisas que eu não quero na vida é ser gorda nunca. Deus me perdoe. Pois então, eu aprendi a recusar convites como >> porque é chato, né? Que às vezes é o patrocinador, é o cara que tá levando, tem que levar no no restaurante do amigo e tal. Exato. E o almoço nunca sai de graça, tá? >> O almoço nunca sai de graça. >> Tem uma rinha que quer. Me marca aqui. É
38:00 sempre assim, ai estamos indo só eu e minha mulher e tal, blá blá blá blá blá. Mentira. Mentira, porque na mesa do lado estará a prima. Mentira. Porque aí aquilo que era um momento de refeição, um momento em que você iria às vezes até tomar um vinho, relaxar, aí você precisa ficar performando diante de pessoas. Eu preciso ficar falando maraque maravilhosa, chiqu chiquíssima. >> Ó lá, ela fala lá, ó lá, ó lá. Não falei fica assim, né? >> Você fica, você é porque você vira uma espécie de mico, >> porque senão a pessoa vai falar: "Olha, ó, mão morada escrota, >> chata". Você vira uma e faz parte, tá? Isto aqui não é uma reclamação. Eu estou mostrando como eu me defendo disso e como eu uso a oratória em momentos.
38:47 >> Como você faz? Porque eu tenho eu tenho problema para recusar coisa também. >> Para recusar >> ficar chato assim. >> Posso falar olhando pra câmera? >> Então vai me chama para jantar, por favor. >> Sim. É a seguinte, eh, o, o patrocinador aí, o, eh, que é amigo do prefeito, a gente vai, estamos indo aí no na churrascaria da cidade, você tem que conhecer, é a melhor carne, tá tudo preparado, tem uma mesa pra gente bem reservada, vai ser demais, >> tá? Ah, eu queria tanto, tanto, tanto, tanto. Mas sabe o que é? Amanhã eu acordo muito cedo. Aí você pega na pessoa, encosta nela, aperta a mão, olha nos olhos e diz: "Mas não faltarão oportunidades, eu
39:33 prometo, não faltarão." Aí você olha pra sua pra sua assessora e fala: "Não é minha assessora, eu a chamo de K. Não é K. É. Oh, querida, por virar a cabeça, subir o ombro e colocar a Vai ficar meio gay para você, né? Claro. >> E colocar a mão assim, >> mano. Queria, viu, mas não vai dar, viu? >> E colocar a mão no peito, quebra a rigidez. >> Então, quando você passa a conhecer regras desse tipo, você usa a seu favor. Essa médica que me procurou precisa falar sempre com a cabeça ereta. A mão dela precisa ficar aqui, ó, quase sempre. Ela não pode ficar se tocando.
40:20 >> Então, me dá uma aula, me ajuda. Meu maior problema são pessoas querendo me empurrar convidado aqui. Amigos, amigos e amigos. Fala: "Você precisa levar tal pessoa ou eu preciso ir aí porque uma pessoa assim, eu tenho uma história muito boa, eu tô lançando um livro, como que eu falo não para uma pessoa dessa?" É o seguinte, existe uma técnica de argumentação na oratória que consiste em dar razão para o outro para depois tirar a razão. Como nós podemos aplicar essa técnica ao seu caso? Para você que está interessado pelo assunto, como eu usei essa técnica, >> imagina pessoa falando 5 minutos, por que que eu tenho que chamar tal pessoa? Como eu usei essa técnica durante muito tempo, quando me falavam que o dialeto não binário era uma uma uma consequência
41:08 de quão viva a língua era a língua era, eu respondia >> que ela muda, né? >> Sim. Você tem muita razão. Você tem total razão. A língua é viva. Dei razão. >> Todavia, entretanto, contudo, no entanto, porém ninguém saiu por aí exigindo que se falasse você no lugar de vossa merc. Acabou. Tá. No seu caso, a pessoa está insistindo, você ouve olhando nos olhos dela, como se você estivesse muito interessado. É mesmo? Putz, cara. >> E vai fazendo isso e você inclina. >> Cara, campeão de de de futebol de botão. É muito interessante, cara. >> Olha isso. Segura no queixo. Faz cara de
41:54 quem quer. Exato. Faz cara de quem quer e tal. >> Mas você nunca fala um não na hora. >> Não fala. Aí você fala. Aí você me dá seu braço aqui. Aí você político faz muito isso. Olha, >> eu vou trazer esta pessoa aqui >> agora. Hum. >> Agora, agora, agora não dá, mas ainda há de ocorrer. Fulana, pega o telefone, >> Fabi. >> Pega o telefone. >> Acabou. >> Eu passo os contatos pra Fabi, ela fala: "Esse é para marcar ou não é para marcar?" >> Exato. Por se naquele momento você disser não à aquela pessoa, >> olha como que o meu cérebro é. Eu falei: "Se naquele momento você disser não à aquela pessoa, eu pensei: "Aquela a Concrase, que louca! >> Eu também. Se você disser não a ela,
42:41 você como você ocupa naquele estava ocupando um posto superior, que é o posto de quem decide, >> é >> hierarquicamente superior ao dela aqui, porque quem manda no seu programa é você. Se você diz não imediatamente para a pessoa, ela sai daqui falando: "Nossa, o sucesso subiu a cabeça, tá se achando?" "Ah, mas vai cair. Ih, daqui a pouco passa". fala: "Putz, não tem muito a ver com o estilo do programa, a pessoa não aceita direito, né? Ah, mas você chamou tal pessoa, >> não aceita. Não aceita. Então, é preferível você delongar a situação a ponto de a pessoa desistir. Agora vamos para o próximo passo. >> Mas mas a pessoa também ela sabe que ela
43:26 tá sendo indelicada porque porque >> mas a pessoa não liga, ela quer o objetivo dela. Eu estou exausta, a pessoa quer foto. Eu morro de medo de ser inconveniente. E as pessoas, eu percebi que a maior parte das pessoas não estão nem aí mesmo. As pessoas querem a selfie, elas querem a foto, elas quer virou uma questão de honra também no para >> para quem lida e com que você lida, virou para muitas pessoas uma questão de honra, mostrar que que há uma proximidade com você. E aí o que você vai fazer na sequência? Você faz o seguinte. Então você não disse não, você deu atenção, você olhou no olho da pessoa, você encostou nela, virou a cabecinha. minha falou que que adorou a
44:13 ideia. Muito grato, muito agradecido. Tá aí no na no na segunda-feira já está chata de novo, >> a insuportável da pessoa cobrando. >> É, a sua produtora não me respondeu >> isso. E aí agora o trabalho é da sua produtora. Mas vamos supor que a pessoa fique insistindo muito. É, aí existe uma outra técnica de oratória que eu amo >> que >> quer mandar a merda. Boa. >> Eu adoro. E existe uma diferença entre mandar a merda e pra merda. >> É, >> quando você manda para ou para, o tempo de permanência da pessoa na merda é maior. Quando você manda a ela vai e fica um pouquinho em volta. >> Tem um amigo meu que falava assim: "O [ __ ] veio até aqui, ó". Sabe assim, veio até aqui o [ __ ] Quando a pessoa
44:58 começa a falar isso, fala: "Não, tá >> aí você faz o seguinte, eu vou contar uma história e essa história elucidará." em 1900 e eu tive o meu primeiro marido. Primeiro, é, eu tive uma sogra. >> Esse esse que você veio na pandemia, não >> em outro, >> em outra vida. >> É, em outra vida. >> Em outra vida eu tive um marido >> cuja mãe era insuportável, >> sogra, >> insuportável. E eu sou muito alérgica, muito alérgica. E haveria o aniversário do meu então sogro no sítio. >> Comida, perfume, umas coisas. >> E eu sou alérgica a a pelo de cachorro, a mofo, a cheiro forte e passo mal mesmo.
45:45 >> E a sítios e sítios. O sítio deles me gerava uma profunda alergia e eu ficava mal por uma semana. Pois bem, ah, vai ser aniversário do seu sogro. E ela já sabia que eu não gostaria de ir. E ela me perguntou: "Você vai, né?" Eu falei: >> "Perguntou já afirmando >> isso. Você vai, né?" E eu respondi a ela: "Da última vez em que eu fui, eu passei muito mal, eu sou muito alérgica a cachorro. Então, infelizmente eu não vou conseguir ir, eu não poderei ir". Aí vem: "Mas, ah, mas o seu sogro te adora. Vai ficar muito chato se você não for". Conforme eu lhe disse, da última vez em que eu fui, eu passei muito mal. Eu sou muito alérgica a cachorros e não
46:31 conseguiria ir, conseguirei ir. Nossa, mas vai pegar muito mal se você não for. >> Ela não tá escutando o que você tá falando. >> Conforme eu lhe disse, eu sou muito alérgica a cachorros, a pelos de animais e tal. Da última vez eu passei mal e não conseguirei. Você repete o conforme eu lhe disse três vezes >> e repete a mesma frase, palavra por palavra. Conforme eu lhe disse, eu sou alérgica e passei muito mal. Conforme eu l na terceira pessoa nunca mais te pede nada. É impressionante como dá certo, porque seria como se você chamasse o seu interlocutor de burro. É, eu já te falei o motivo. >> É, então o motivo que a sua assessora dará pode ser o motivo relativo à data,
47:18 >> a data ou ao tema ou nós vimos e vai ficar chato com outro convidado, não sei. Só que se ela repetir dessa forma, usando conforme eu lhe disse, o efeito será muito maior. Outra coisa que eu tava pensando é o seguinte. Você falou em etiqueta, só que da época que você estudou etiqueta mudou que a etiqueta digital, a etiqueta no mundo virtual. Isso tá contemplado no seu no seu curso e na sua palestra ou não? >> Sim. Sim. No >> porque existe também, né? >> Eu não tenho uma palestra de etiqueta, eu tenho uma palestra de oratória em que eu acrescento o que eu percebo que as pessoas desejam saber sobre etiqueta. Hoje em dia, né? >> Sim, mas no meu curso,
48:04 >> é, eu tenho um curso chamado Chiquíssima, que é um curso de etiqueta para mulheres. >> E há uma parte sobre redes sociais, uma parte sobre WhatsApp, por exemplo. É extremamente grosseiro hoje em dia ligar pra pessoa diretamente, >> não é? Eu acho, >> ou mandar um áudio do nada sem e principalmente quando você não conhece a pessoa. Tem muito produtor de artista que liga para mim para oferecer gente, nem manda recado nem nada e já sai ligando. >> Sim. E a linguagem que nós usamos também com a pessoa em um primeiro momento, >> como >> você não pode em uma relação de trabalho escrever VC, >> PQ >> e aquele e o não que é N a ou m. A pessoa tem problema mental, né? Hum. tal para
48:50 escrever isso. Então, em um primeiro contato, você deve ser formal e caso o seu superior tenha um tom mais informal, você pode chegar ao tom dele, mas sempre com ressalvas, porque ele é ele é superior. Então ele ainda pode, ainda que não deva o tom da conversa no quesito formalidade e informalidade. Pois bem, sobre as palestras, eu tenho uma de oratória mais voltada para advogados e diretores de empresa, outra de oratória para o público em geral, em que eu em que eu já cheguei a colocar 4.000 pessoas sozinha. >> Nossa, >> sozinha. É isso. É muito gratificante
49:36 as pessoas comprarem ingresso porque elas querem assistir única e exclusivamente a mim no Nordeste. Agora em Pará de Patos de Minas. Eu coloquei 2.000 pessoas sozinha em Patos de Minas, uma cidade pequena, obviamente de Minas Gerais. Eh, essa é a palestra que mais vende. Se chama Oratória da Elegancia ou Comunique-se com elegância. E eu obviamente dou dicas de português e eu tenho uma palestra de português, mas essa palestra é mais contratada por tribunais, Tribunal de Contas, por exemplo, >> em que o problema da empresa ou do órgão ali é a língua portuguesa, é o funcionário que que não coloca vírgula no vocativo quando vai mandar uma
50:22 mensagem para um cliente ou que usa apelidos. Isso é tão cafona. >> É. Oi, linda. A sua blusa chegou. Não, não, não, não. >> Oi, querido. Bebê, >> oi, paixão. Oi, flor. Isso é terrível pra empresa, pra pessoa. E o interessante disso tudo é que hoje eu tenho ou os cursos ou as palestras para português, oratória e e etiqueta. E com essa, esses três conhecimentos, as pessoas acendem econômica, social e profissionalmente. Porque ninguém valoriza quem fala menas, seje, esteje. Ninguém valoriza quem não sabe pegar num em um garfo.
51:08 >> Valorizado. >> Ninguém valoriza pessoa. Ah, e outra, pessoa que não sabe falar em público, >> é, >> que não sabe ficar em pé. Isso faz diferença. >> Você vê na pessoa, né, que >> ela não tem não tem traquejo, ela não não tem a a posição >> posição fetal, fica assim em posição fetal. >> Fala muito, né, então, né, né? Então, e fica balançando, balançando. >> Se você der um microfone a a alguém e falar, vá ali, por favor, fale por 5 minutos sobre você, quem você é. >> Não, às vezes, só para dar um recado, vai lá e avisa que o espetáculo vai atrasar 5 minutos, a pessoa entra em pavor. É, é. É, é. Então, então é, aí fica dando pulinho. É, eu que é um horror. >> É um horror.
51:53 >> Ou fica falando que tá nervoso, que eu também acho para quê, né, gente? Gente, eu tô muito nervoso, né? Você >> ninguém. Poxa, já deixa, deixa, você deixa o público mais tenso ainda, né? E a oratória vem e mostra que se você dominar as técnicas, dicas, dicas, você passa a impor muito, muito, muito mais respeito. >> E tem também o lance de do storytelling, né? Tudo que você vai fazer, você tem que pensar qual é o começo, qual é o meio, qual é o fim, >> por que que eu vou fazer, >> que qual é o tema do que eu vou falar, né? Porque senão você fica nisso, fica duas horas e a pessoa fala: "Tá, mas o que que é? Era sobre o quê? Assim, se você não é muito objetivo no que no na tua meta, eh eh fica uma conversa de
52:39 doido, né? >> Sabe porque as pessoas são prolixas? >> Por quê? >> Eu aprendi isso com o meu mestre, que é o professor Reinaldo Polito. As pessoas são prolixas porque elas são vaidosas. Todo prolixo é vaidoso. >> Você acha que ele quer mais tempo de palco? É isso? Não, ele não quer ser mal julgado. Então, na ânsia de não ser mal julgada, eu falo mais do que eu devo, mais do que é necessário, porque eu quero abarcar uma maior quantidade de conteúdos. O prolixo morre de medo de da seguinte frase: "Nossa, ele não sabe nada, hein?" >> Ah, tá. >> Não sabe nada. >> Sobe lá e explica tal coisa. E ele não explica só essa tal coisa. Ele tem que
53:24 mostrar também que ele entende, >> é vaidoso. É vaidoso. E ele cai na própria vaidade. >> É, eu tenho um problema aqui quando eu entrevisto pessoas de assuntos que eu já sei ou que já vieram aqui e as pessoas falam: "Pô, Vila, ela entrevista a pessoa e não aprende nada". Porque eu pergunto às vezes uma coisa que eu já sei, mas que é pras pessoas aprenderem, porque seria muito chato a cada hora falar assim: "Eh, ensejo". A gente já sabe o que é ensejo, né? Mas explica pro pessoal. Você fala ensejo e fala não, o que que é ensejo mesmo? E aí se explica: "Pô, Vilela não sabe o que significa essa palavra". E aí você não tem que dar esse disclaimer, né? Falar, pô, eu falei, aliás, outra coisa também, >> estrangeirismo, >> já quis te matar agora. >> Exatamente. É chato quem só usa o areva, né? Tipo, sabe essas coisas assim?
54:12 >> O estrangeirismo é um fenômeno linguístico que ocorre da nação de maior poder para nação de menor poder. Maior para menor. É por isso que nós falamos sutian. Porque a França já exerceu poder sobre nós, a baju e por aí vai. E é óbvio que as pessoas não têm de falar rato no lugar de mouse, >> nem centro de compras no lugar de shopping. Todavia, hoje nós temos construções principalmente já foram anexados a >> Sim, mas nós temos construções principalmente na Faria Lima que beiram a aberração. Vamos fazer uma call porque eu estou no meu deadline para passar o briefing. >> É. E o imbecil termina com precisamos startar o projeto. A pessoa que fala startar tem problema mental.
54:58 >> Inicializar vem do inglês, né? >> Exato. Exatamente. >> Sim. >> E e por que que a pessoa não fala iniciar, começar? Porque ela precisa falar startar. >> E o o o vício de telemarking vem vem do inglês também. Vamos estar >> Sim, sim. Dizem, dizem que se trata de uma tradução muito mal feita do do Albe. Me ajuda cá, por favor, me dê um exemplo. O seu inglês é melhor do que o meu. Send >> the email. >> É de e-mail. Eu estarei mandando o e-mail. Eu vou est te enviando. Eu vou est te enviando. É muito bom. Eu vou est te enviando.
55:43 Looking forward. >> Looking for forward. Ela foi criada na Coreia, então eu já nem raciocino mais inglês, eu pergunto a ela. O que ocorre? A língua portuguesa não aceita dois verbos antes do gerúndio. Então, vou, verbo, estar verbo, transferindo. Não existe na língua portuguesa, vou estar transferindo. Existe, estarei transferindo. Mas quando se usa o estarei transferindo quando for, quando se tratar de uma ação que no futuro terá continuidade. O que você fará amanhã das 3 às 5? Amanhã das 3 às 5 eu estarei treinando, eu estarei transferindo minhas coisas do
56:31 do escritório A para o escritório B. Estarei é eu estarei dirigindo. Por quê? Porque o gerúndio indica continuidade. Então você pode sim. Estarei dirigindo das três às 6. Só que é diferente de só um minutinho que eu estarei transferindo a ligação. >> Não vou estar transferindo >> quando vou porque eu estarei transferindo e é certo, mas não é certo nesse contexto. >> E >> ah, entendi. >> Entendeu? Vou estar transferindo. Erro de português, estarei transferindo, correto, mas única e exclusivamente para ações que no futuro denotem essa continuidade. O a pessoa não estará transferindo, ela apertará um botão. >> É. Acabou ação. >> Acabou ação aí. É, >> exatamente.
57:16 >> Perfeito. >> E no que se refere ao inglês, nós temos alguns problemas aí. Problema número um é deselegante e muitos me criticam dizendo quem é ela para dizer o que é elegante e o que não é. Bem, eu recorro ao dicionário e no dicionário está escrito elegância. Você achará lá palavras como sobriedade, polidez, equilíbrio. O elegante é equilibrado. Uma pessoa que fala sim não será elegante. Eu ainda brinco da acerca da Narcisa Tamborindeg. A Narcisa fala sim, mas ela pode, ela é narcisa, ela é uma figura folclórica do nosso país. Maravilhosa. Eu gosto muito dela.
58:03 >> Dela. >> É, mas você aí, meu amor, que que quer ser promovido, você não pode fazer assim. Ela pode. Ela é a Narcisa, você não. >> Ai, que loucura. >> Exato. É, faz parte do show dela. Ela é uma figura folclórica maravilhosa. Então, quando nós usamos excessivamente palavras em inglês, o que ocorre? perdemos a elegância porque não há equilíbrio. Vamos fazer uma call porque eu estou no meu no meu deadline para passar o briefing. Nós nós afetamos a comunicação, pois nem todos entendem em inglês. Eu, por exemplo, call, o que que é call? Eu já não sei mais. É, é FaceTime, é a pessoa vai me ligar mesmo, é Zoom? Não é claro, não é uma conferência. >> E desvaloriza-se a língua portuguesa. Se
58:48 se ariano Soassuna estivesse vivo, ele se mataria. Nossa, >> é uma desvalorização. A língua portuguesa é muito mais bonita do que a língua inglesa. É muito mais difícil, mais rica. >> Rica. >> Ariana Soçuna falava, falava coisas maravilhosas sobre a língua portuguesa. Ele tem uma uma fala dele que eu amo em que ele diz o seguinte, ele que está dizendo, tá? Não quero o processo do chimbinha. Vamos lá. Ele diz o seguinte: "O outro dia ouvi alguém dizer que o tal do chimbinha é genial. Pelo amor de Deus, se usarmos genial para descrever o chimbinha, o que usaremos para Betoven?" >> É ficar difícil. >> Eu acho que foi isso, Chimbinha e
59:34 Betoven, tá? Mas a a ideia do ariano é maravilhosa. Nós não temos respeito pelas palavras. E somado a isso, hoje nós temos o advento dos coaches. Eu queria matar todos eles. >> Nossa, >> porque eles assassinam a a língua portuguesa. Tudo é, você precisa mudar o seu mindset. Mindset. >> Nossa, mindset já me dá um uma com É. >> Não, não. E outro, eles eles têm muitos vícios de linguagem. A impressão que eu tenho é de que esses coaches fazem o mesmo curso de fim de semana e e eles aprendem a se comunicar. E a tal da chave, né? Virar a chave. >> Virar a chave. >> Virar a chave. Eu quero matar a pessoa que fala que vai virar a chave. Eu tenho vontade de virar a mão na casa.
1:00:19 >> Vira logo essa chave. >> Vira logo e para de encher a paciência das pessoas. Vamos lá. Virar a chave. >> Mindset. A resiliência. >> Resiliência. Boa. >> Resiliência. Eu que tento de ter resiliência para não falar o que eu penso de você. >> Essa palavra tá maldita. Já nem uso mais. E o pior, perceba, todos eles usam sapatas. >> É impressionante. >> E aquela calça curta de pular de pular brejo, cara. Aquela calça curtinha assim, sabe? Vendedor de carro assim, calça justa de pular brejo, cinto com logo da ferragamo, camisa com elastano justa para dentro, não é mesmo? E é óbvio que eles terão aquele cabelo com o corte surfista. Ah,
1:01:07 para. E o relógio dourado. Ridículo, ridículo. E esse povo quer quer dar lição de moral. As sete chaves do sucesso. Você não tem sucesso nem a sua imagem, você é ridículo. Você tá me entendendo? E eles arrotam, arrotam o conhecimento. >> Eu tenho pavor de todos eles. De todos eles. >> Mas uma coisa que você fez também nesse meio tempo foi muita entrevista, né? Entrevistou muita gente. Cansou. A gente tá na 1651. Entrevista 1651. das oficiais, hein? >> Eu entrevistei durante um ano, uma vez por semana, pessoas famosas que iam a minha casa. Comecei na época da pandemia >> pela pelas lives. Meu primeiro entrevistado foi o color.
1:01:53 >> Já começou com color? >> Já comecei com color e a maneira como eu consegui essa entrevista foi maravilhosa. >> Na época eu tinha uns 500.000 seguidores. O E eu li na Veja impressa, vacinava a Veja. Na época dos maios, os maios liam a Veja, né? Os astecas. >> Exato. E os incas. >> Os incas. >> Eu li na Veja que o color estava havia entrado há pouco tempo no Instagram e eu raciocinei. Bem, color, político. Político quer aparecer. >> Eu tenho meio milhão de seguidores. >> O color tem um português brilhante. Eu vou, >> é mesmo, ele falava tudo certinho. >> Maravilhoso. Eu vou chamar o color para uma entrevista cujo tema será português, até porque eu não entendo nada de
1:02:38 política. As pessoas acham que eu entendo. Eu não entendo nada de política. Eu gosto de político, é diferente, né? Agora eu já tô namorando outro político, mas falar que eu entenda >> é outro departamento. >> Não entendo nada de política. Pois bem, aliás, eu tive uma paixão platônica pelo color, sabia? >> Sério? Quando eu tinha 8 anos, foi quando ele foi eleito. >> Caçador de marajá, lembra? >> Não sei. O color, o color para mim ali na minha infância, ele naquele jet ski, ele com aquele cabelo para trás. >> É >> bonito, narigão também. >> Ah, poder. Arias grande. É poder. Eu, >> como que ele falava assim, né? E aquele português e aquela aquela postura dele, eu me lembro do dia em que ele foi
1:03:25 eleito e eu feliz porque ele era bonito. >> Olha só. >> E eu querendo conhecer o color porque eu achava o color muito chique. >> Porta tempo depois você entrevistando ele. >> Pois é. >> Você falou isso para ele? >> Não, não tive coragem. Fiquei com medo de ele pensar alguma outra coisa que ele não devesse pensar. Mas o fato é, >> ele topou. >> Como que eu fiz para para que ele topasse? Eu mandei um uma mensagem de texto para ele pelo pelo Instagram e convidei e ele como todo político. >> Olha que bonito. >> Mas isso não é da época que ele foi eleito porque aí tá mais envelhecido, né? >> Mas eu acho que é a foto. >> É, a foto tá estranha, né? >> Acho que é a foto >> que ele era bem novo assim mesmo. >> Ele despertava em todos nós naquela época um sentimento de orgulho, não é
1:04:12 mesmo? aquele homem eh que andava de jetski. Aliás, jets ski é uma metonímia, né? O o certo é o certo seria moto aquática. >> Ah, é? >> É. Jetski é um tipo de metonia. Metonímia é uma figura de linguagem em que uma marca se torna tão famosa que ah o produto passa a ser chamado pelo nome da marca. >> Gilete. >> Gilete. Cotonete, Bombril. Jet ski. >> Bom. >> Coitado. Tá triste, né? É, >> tá triste. >> Deu um bolo na época, né? >> É, exato. E o que houve? Eu mandei o direct, ele como todo político falou: "Claro, vamos fazer a entrevista sim". E aí pass um mês, dois meses, três meses, um tempão depois eu comecei a falar do dialeto não
1:05:00 binário e o Lacomb me chamou para uma entrevista na Rede TV ao vivo, >> tá? E eu fui para falar do dialeto não binário, fiz um debate com a Amanda Clá em tudo e no intervalo eu falei: "Alguém poderia me perguntar sobre o português dos políticos na volta?" Claro, entramos ao vivo. Cíti Chagas, quem qual político fala bem? Aí eu falei, o color, o color tem um português maravilhoso, um vocabulário muito vasto e é o seguinte, presidente, porque pelas regras a gente chama sempre o político pelo último maior cargo dele, né? É o seguinte, presidente, o senhor está me devendo uma entrevista porque o senhor prometeu e eu estou aguardando.
1:05:45 Peguei o corte, coloquei no Instagram, marquei o color, >> pronto. >> Aí ele, OK, que dia? E eu não tinha um histórico como entrevistadora. Talvez pudesse ser uma arapuca. >> Nossa. >> Então a assessoria dele me ligou, me perguntou como que seria. Eu falei: "Olha". Eu falei: "É verdade, eu não entendo de política, mas eu entendo de português, eu entendo de de oratória e eu gostaria de conversar com ele sobre a infância dele, como que ele fez para ter um vocabulário tão bom, sobre leitura, blá blá blá." E aí fizemos a primeira entrevista na época da pandemia. De posse dessa entrevista aí eu pedi para eles o telefone da assessoria do Temer. De
1:06:31 posse dessa entrevista eu mandei pro pra assessoria do Temer, ó, >> que também fala bem, né? muitíssimo. A a o conhecimento sintático do Temer é uma coisa de louco, de louco. E aí eu falei: "Ó, é o seguinte, só falta o Temer, só falta o Temer, só falta o Temer." E o Temer me deu também uma entrevista virtual. E no dia seguinte eu recebi mensagens, livros de presente das filhas dele dizendo que nunca haviam visto o pai tão à vontade em uma entrevista, porque foi de acordo com elas, elas escreveram o seguinte: "Foi a primeira vez em que nós vimos >> o nosso pai e não o político." Parabéns, ninguém conseguiu fazer o que você
1:07:17 conseguiu. >> Polí >> e eu não havia feito nada, nada. Eu não entendi. >> É que ele tava desarmado, né? Sabia que você não ia falar de política, tava de boa. >> É. E e aí eu criei mais coragem. Um foi um foi me indicando o telefone de outra pessoa, blá blá blá. E eu pensei bem, eu vou fazer vou fazer uma, umas a entrevista na minha casa. E na época eu aluguei uma casa já decorada, um apartamento já decorado. E a primeira pessoa que eu recebi foi a Nanny People. E comecei um por um. Eh, no início com duas câmeras, depois eu vi a entrevista com a Nane, achei que ficou muito devagar, muito lenta e falei: "Não, acho que eu preciso de três câmeras para ter corte, para dar velocidade, três câmeras
1:08:02 >> e Roberta Miranda e Oscar Schimit." E eu fazia tudo absolutamente sozinha. Eu não tinha assessora na época, >> até para convidar as pessoas. Eu convidava por WhatsApp, por direct, eu fazia o pão de queijo para receber essa mesa que você tem aqui. Eu fazia toda o café, colocava a mesa, compra, comprava bolo porque obviamente eu não sei cozinhar, comprava o bolo, eu recebia, às vezes eu gravava três pessoas no mesmo dia, então eu era minha figurinista, só que começou a ficar muito exaustivo, >> pô, se fica >> muito exaustivo. E depois de um ano, depois de entrevistar, muitas e muitas pessoas, o Tarcísio foi à minha casa, me daram entrevista, entrevistei o Bolsonaro, só que o Bolsonaro eu entrevistei >> quando ele era >> quando ele era presidente lá em
1:08:49 Brasília. Depois eu entrevistei novamente o Temer presencialmente no gabinete dele e por aí foi. Muita gente, muita gente. Até que um dia eu olhei para mim, eu estava exausta e eu entendi. >> Não tinha mais prazer em fazer >> porque eu queria o glamor do negócio e não havia glamor. >> É, >> não havia glamor porque eu era copeira, figurinista, eu era tudo. >> Queria só chegar e começar, >> era produtora e tal. E o meu sonho de infância, quando eu disse aqui no início da entrevista que eu falei com a minha avó que um dia eu seria rica e famosa e que eu precisaria de um curso de etiqueta para saber me portar, o meu sonho de infância sempre foi ter um programa de TV, sempre foi ser a EB, >> sempre sentar no sofá, receber as
1:09:35 pessoas. >> Ah, e mais descendo aquela escada, aí dá a mão para um, dá a mão para outro, recebe o microfone e fala: "Boa noite, Brasil. um cara de black tie, eh, ao lado. >> Exato. Exato. Era o que eu queria. E eu fui fazer letras na UFMG porque você era onde eu teria palco, um palco possível para mim naquela época, porque eu não tinha dinheiro. Eu morava em Belo Horizonte, eu não morava no Rio, em São Paulo. >> E eu fiz da sala de aula um palco. Aí, se você me perguntar hoje o que eu estou fazendo para ter o meu programa de TV? Nada. Eu já fiz muito, já me prometeram muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito. Eu já sou famosa. Eu sou uma pessoa hoje que >> chegou a fazer piloto? >> Já cheguei a fazer piloto mais de uma
1:10:21 vez, já estive ali na nos 45 do segundo tempo. >> E hoje eu já eu já sou rica, eu já sou famosa. Pessoa, alguém já desmaiou porque te viu? Não, >> três pessoas já desmaiaram porque me viram. Aí ali eu falei, eu sou famosa, eu sou famosa. Não é a pessoa que tem problema. Tem que acertar isso aí. Alguém precisa desmaiar. >> Alguém precisa desmaiar porque te viu. >> Então eu conquistei as coisas pelo pela via que dava. Pela >> não era o programa televisão, então, né? Era era um veículo só. >> Como assim? Não entendi. Perdão. >> O que você queria não tava vinculado a ter um programa de televisão, certo?
1:11:07 Você conseguiu por outros meios? >> Não, mas eu Mas não me satisfez. >> Sério? >> Não. >> Sério mesmo? >> Se eu não tiver o meu programa de de TV, eu morrerei frustrada em relação a isso. >> Não pode ser na internet, tem que ser TV aberta. >> Não, tem que ser na TV. Ou seja, o meu sonho é muito 1980, >> muito 1990, >> muito, muito, muito. Só que hoje, olha que interessante, eu tô falando isso, tô lendo ali a palavra fé. É, >> só que hoje eu não movo uma palha mais para que ocorra. Não movo. >> Coisas aconteçam. Se acontecer, aconteceu. A minha parte eu fiz, eu já apareci, eu já, eu fiz tudo, eu fiz tudo. Eu, eu só não me corrompi, nunca aceitei teste de sofá, nada disso.
1:11:55 Não me corrompi. >> É, o Homer já fez teste de sofá, >> acabei dormindo. >> Não, passou o sofá no lugar dele. >> Pois é. Então eu só não me corrompi. Aí agora eu falo muito bem, eu tenho eu tenho presença, eu sei muito bem como sair de de saia justa. As pessoas gostavam muito de dar entrevista para mim. Então eu já provei. >> Eu já provei. É só a pessoa entrar lá e ver as entrevistas que eu dei. Uma pessoa que controla 4.000 pessoas numa plateia. É uma pessoa, é uma, eu sou uma comunicadora, eu virei uma comunicadora. Eu dou aula de comunicação. Então agora >> é nas mãos de Deus. Eu eu não tenho mais
1:12:41 o que fazer. Não vou criar mais piloto. Agora que me mandem o piloto. >> Exato. Fazer piloto é um saco. Eu já fiz vários pilotos também. E a televisão mudou muito, né? Agora também eu não sei para onde vai também, né? Que tipo de programa que vai ter daqui pra frente você vai se misturar. A Globo tá indo para por até a Globo se rendeu ao YouTube agora também. Pois é, >> por causa das transmissões de futebol. >> Será que o meu sonho não tem nada a ver mais? >> Eu acho que tem, mas vai ser uma coisa conjunta internet e TV aberta, não vai ser só TV aberta mais. >> Eu gosto muito do do [Música] formato do Danilo Gentile, >> do talk show. >> É, eu gosto muito daquele formato >> da Tatavernec. >> Sim. Só que eu não faria tanta graça quanto ela, né? Porque
1:13:26 >> é, ela é mais escrateada, né? >> É. É. Eu humor, eu gosto muito do formato simples, seco da Marília Gabriela. >> Entendi. Um de frente pro outro, sem banda, sem nada. >> Gosto também. Gosto, mas eu a gente consegue ir até um ponto depois disso é é o destino. >> Também acho. Mas eu, eu sinto isso também. Tinha coisas que eu queria fazer, que acabei fazendo outras coisas que eu gostei mais do que se aquilo que eu queria tivesse dado certo. Por exemplo, podcast. Podcast nunca foi um sonho para mim. acabou acontecendo e me encontrei fazendo, então sei lá, mas ainda quero também, assim como você, quero fazer minha série de televisão, fazer filmes, >> porque eu sou ator também e essa parte
…