Formação T29A - COE: Certificado de Operações Estruturadas - 24/04/2025

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Breve Resumo

Este vídeo aborda o tema de Certificados de Operações Estruturadas (COI), desmistificando preconceitos e explicando como comercializá-los adequadamente. O conteúdo explora a história dos COIs, seus diferentes tipos, a importância da ética na venda, e como identificar o perfil de cliente ideal para cada produto.

  • Desmistificação de preconceitos sobre COI.
  • Importância da ética e transparência na comercialização.
  • Identificação do perfil de cliente adequado para cada tipo de COI.
  • Explicação da estrutura e funcionamento dos COIs.

Introdução aos COIs e Desmistificação de Preconceitos

A aula começa com uma discussão sobre operações estruturadas e COIs, destacando que ambos utilizam os mesmos princípios e derivativos. O objetivo é desmistificar a ideia de que COIs são produtos inferiores ou inadequados, enfatizando que cada produto financeiro tem seu público e utilidade. O papel do assessor é direcionar o produto certo para o cliente certo, considerando seus objetivos, valor e prazo. É proposto que os participantes compartilhem seus preconceitos sobre COIs para quebrar essas ideias ao longo da aula.

Discussão sobre a Acessibilidade e Sofisticação dos COIs

A discussão aborda a acessibilidade dos COIs, mencionando que existem opções a partir de R$ 1.000, embora estruturas mais sofisticadas possam exigir investimentos maiores. É reconhecido que algumas estruturas de COI podem ser ruins, mas isso não invalida o produto como um todo. A importância de estudar e entender os produtos financeiros antes de vendê-los é enfatizada, com exemplos de previdências vendidas de forma inadequada no passado. O sensacionalismo na internet sobre COIs mal vendidos é criticado, destacando a necessidade de diferenciar informações corretas de sensacionalismo.

Ética e Profissionalismo na Venda de Produtos Financeiros

A importância da ética e do profissionalismo na orientação de investimentos é destacada. O problema não está nos instrumentos de investimento, mas nas pessoas que fazem as alocações pensando exclusivamente na própria remuneração. É crucial colocar o interesse do investidor acima do próprio interesse, sob pena de perder a credibilidade e o cliente. A experiência profissional e o nome a zelar são ativos importantes, e a falta de ética pode comprometer a carreira a longo prazo.

Conceitos e Estrutura dos COIs

O COI surgiu como uma adaptação das notas estruturadas dos Estados Unidos. A estrutura de um COI é composta por um ativo principal e derivativos, que permitem se expor a teses de investimento com pouco capital. A sobra de capital é investida em renda fixa, garantindo remuneração no período. Existem COIs com capital protegido, parcialmente protegido e sem proteção. A diferença entre operações estruturadas de renda variável e COIs é que, nas primeiras, o capital é investido diretamente no ativo, enquanto nos COIs, o ativo é comprado via derivativo.

Participantes e Modelagem dos COIs

Os participantes na estruturação de um COI são o investidor, o emissor (instituição financeira) e o gestor (responsável por montar a tese). O risco de crédito do emissor é um fator importante a ser considerado. O gestor busca oportunidades no mercado para estruturar teses viáveis e interessantes para o investidor. Cada instituição tem seu padrão de trabalho, e muitas teses são semelhantes entre diferentes instituições.

História e Tipos de COIs

A história dos COIs inclui um período de aprendizado, com estruturas que geraram problemas, como o AutoCall. Os tipos de COI incluem os de renda fixa, renda variável e híbridos. O AutoCall, que vinculava o ganho ao desempenho de três ações, gerou estresse no mercado porque, se uma das ações caísse, o investidor não ganhava nada. A criação dos COIs foi em 2014, mas a divulgação facilitada de informações e a crítica a estruturas antigas trouxeram o tema à tona.

Portabilidade e Marcação a Mercado nos COIs

A portabilidade de COIs entre instituições é rara devido à complexidade e iliquidez do produto. A marcação a mercado depende da estrutura do COI; se houver renda fixa prefixada, o resgate antecipado pode sofrer impacto. A experiência do investidor no COI é visualizada na curva, e a criação de COIs de renda fixa permite investir em títulos públicos sem volatilidade. É fundamental traduzir os produtos financeiros de forma que o cliente entenda, ajustando a fala ao nível de conhecimento de cada um.

Estratégia de AutoCall e Ajuste da Fala

A estratégia de AutoCall depende do resultado de vários ativos para ter sucesso, o que pode complicar a explicação para o cliente. É importante entender o que faz sentido comprar e o que não faz, considerando o cenário atual e futuro. A maioria dos COIs pega a cotação de fechamento, não seguindo a oscilação diária. Ajustar a fala é essencial para que o cliente entenda o investimento, praticando a explicação de forma clara e didática.

Comercialização e Transparência nos COIs

Nunca se deve começar a conversa com o cliente falando sobre COI, devido ao preconceito existente. É melhor apresentar uma operação estruturada sofisticada e, após vender a tese, revelar que se trata de um COI. É crucial ser transparente sobre a iliquidez do COI e direcioná-lo para clientes conservadores com horizonte de tempo adequado. O COI é uma tese de investimento, não um produto, e deve ser alinhado com as expectativas e necessidades do cliente.

Estratégias de Venda e Diversificação

A venda de COIs deve ser feita com ética, utilizando termos que o cliente entenda e transmitindo segurança. A recomendação de COIs geralmente não é para perfil conservador, mas é importante avaliar a flexibilidade para sair antecipadamente e explicar os riscos. Não deve haver concentração em um único tipo de produto, e o bom senso profissional é essencial. A carteira de investimentos deve ser diversificada, e o cliente deve estar ciente dos riscos.

Perfil do Investidor e Documentação

O COI é adequado para investidores conservadores com horizonte de tempo, que não precisam do capital em menos de um ano. É importante observar se o cliente é imediatista e se a estratégia está alinhada com seu horizonte. A estrutura de COI atrelada ao índice SNP garante um retorno mínimo e potencial de ganho. A documentação do COI inclui o DI (contrato) e o documento de informações essenciais, que detalham os riscos e garantias.

Tributação e Tese de Diversificação Global

A tributação do COI segue a alíquota regressiva de renda fixa. A tese de diversificação global oferece ganho ilimitado com multiplicador e juros trimestrais, com capital semiprotegido. O ativo é o índice city grande, e os juros são pagos pela renda fixa por trás da estrutura. Essa tese é adequada para investidores que buscam renda recorrente e alavancagem, com vencimento em 2029.

Tese Soberano IPCA e Renda Fixa Americana

A tese soberano IPCA expõe o investidor ao título público brasileiro negociado nos Estados Unidos, com taxa maior que o Tesouro Direto e sem oscilação. É ideal para quem busca renda passiva, sem volatilidade e com baixíssimo risco de crédito. A tese de renda fixa americana, como a da Vitória Secrets, oferece cupom mensal e diversificação de empresa, mas com risco de crédito alto.

COI Atrelado ao S&P 500

O COI atrelado ao S&P 500 é ideal para quem quer investir em renda variável com segurança, garantindo 67% prefixado em 5 anos. Se a bolsa americana subir, o investidor ganha 100% da variação. É uma tese conservadora para quem tem horizonte de tempo e busca diversificação com segurança. A linha d'água de resultado é após 70%, e o investidor ganha na máxima do período.

Ouro Bidirecional e Estratégias de Investimento

O ouro bidirecional é uma operação estruturada que ganha nos dois lados, mas exige que o ouro não fique no mesmo preço. Faz sentido se o investidor acredita que o ouro não ficará no mesmo preço nos próximos 3 anos. A carteira de investimento é viva e deve ser ajustada de acordo com o cenário. A tese do ouro como proteção da carteira é válida, mas é importante balancear o capital protegido com o potencial de ganho.

COI XP Bolsa Americana Retorno Otimizado

O COI XP Bolsa Americana Retorno Otimizado garante 70% prefixado em 5 anos e a máxima da bolsa americana. Se a bolsa subir e depois cair, o investidor recebe a máxima. É uma tese bizarra para quem tem horizonte de tempo, garantindo a máxima da renda variável. A variação cambial não se aplica nesse COI, pois o índice de referência é o S&P 500.

Considerações Finais e Dúvidas

Outras instituições também comercializam produtos semelhantes, com características diferentes. A volatilidade do mercado e a aposta na recessão americana tornam o derivativo mais barato. É fundamental diversificar e não vender COI com liquidez. A tendência é de alta quando o mercado normalizar.

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Transcrição

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0:00 Nesse caso, né, ontem vocês tiveram aula de operação estruturada, né? Isso. Isso. Hoje é focado em COI. Perfeito. A operação estruturada é o COI, só que é a operação estruturada na mesa de renda variável com outros especialistas, né? O COI é uma operação estruturada, um certificado de operação estruturada, entendeu? É o mesmo racional inclusive. Só que a gente vai desmistificar algumas coisas, inclusive quando já até introduzindo, que eu sou meio ansioso nas coisas. Eh, quando a gente tá orientando o investidor, né, eu até falo assim, ó, a gente tem operações estruturadas para um ano, para 2 anos, para três anos, para o prazo que for conveniente ao seu planejamento. A operação acaba sendo o mesmo, tá? No final, é, utiliza

0:45 derivativo, enfim, tudo que vocês viram ontem, né, é a mesma operação, só que um o pessoal pega para falar mal, o outro o pessoal acha que é, né, que é a operação estruturada de opções é bonita. Agora o ctificado de operação estruturado, não, isso aí não vale nada, tá? Não vale nada. Exato. Ai ai gente, para todos os produtos existe o cliente, certo? E existe o cliente até para capitalização, entende? Então assim, não dá pra gente generalizar e falar assim: "Ah, tal produto não presta, não vale nada". Eh, enfim, eu não concordo, eu não faço parte desse discurso. Eu acho que cada um tem o público, cada produto tem o seu público. E a gente, o nosso papel é justamente saber direcionar

1:32 isso, né? A gente saber para quem, qual cliente tem um perfil, né? De acordo seu objetivo, de acordo, eh, valor, prazo, enfim. Inclusive, né, até para começar a aula dessa forma, né, eh eu vi aqui o pique dos investimentos. A gente vai quebrar, meu irmão, de verdade. Hoje a gente vai ser essa aula. Logo dizendo, desculpa o francês, viu? Eh, mas assim, eu queria começar até dessa forma. Eu queria que cada um aqui levantasse, né, a mão, né, se voluntariasse a trazer o seu preconceito de COV. Eu acho que se a gente começar a entrar cada um com o seu preconceito, ao longo da da explicação, a gente vai exatamente quebrando, né, esses preconceitos, tá? Acho que se a gente eh

2:18 primeiro tirar os nossos preconceitos, vai ser muito mais tranquilo para vocês entenderem o valor do COI para cada perfil de cliente, tá? Eh, então queria realmente que cada um desse sua opinião, né? Eh, pode ser pro chat, né? A gente vai acompanhando o chat e vai vendo ali a opinião, né, que tá na cabecinha de vocês pra gente começar realmente a o quebra-pau aqui na aula, tá? Eu tô vendo que o pessoal já tá já chegou animado, mãos levantadas, o assunto já tá quente. Eh, mas deixa só comentar uma coisa aqui que Beatriz colocou que ainda não fez o COI porque não sobrou 5.000 para aplicar. Tem CO de R$ 1.000, viu, Beatriz? Só para complementar, essa é a minha crítica ao COI. Podia ser um valor

3:03 maisível, porque eu gosto muito. Poxa, mas a as estruturas assim, eh, tem estrutura muito boa que às vezes você tem que entrar com 50.000, então não é tão acessível, entendeu? Justamente por ser um produto que tem uma sofisticação, né? Não tô aqui para defender nada, mas é um negócio que dá trabalho de fazer, não é simples, né? tem ali uma base na renda fixa, tem toda uma um processo, né, de de renda variável ali, análises, enfim. Então, tem estruturas que realmente vão precisar, né, ter um um ticket maior de entrada. Mas vamos lá, né, vamos com as mãos levantadas agora

3:49 pra gente ver o que o pessoal tem para falar. Vamos, pastor, Dale, Freder. Eu sou da mesma opinião da Zenóvia. Eh, dentro do mercado financeiro, nós temos uma gama de produtos muito grande. E assim, eh, às vezes pode ser que a pessoa não se não estudou melhor o produto, então ela também não tem um bom argumento para vender, mas para cada cliente tem um produto especial. Pode ser que você não goste aí. É outra. Eh, deixa eu confessar uma coisa aqui, pegando seu gancho, Frederico. Gente, eu não me orgulho em dizer isso, mas eu já vendi previdência

4:35 errada. Quando eu comecei lá no início, eu tava no CicOB na época. Aí assim, hoje eu vejo que eu devia ter estudado o produto, mas na época a gente faz o quê? Ah, que que eu, como é que eu vendo isso aqui? Aí a pessoa que aprendeu de uma forma vai lá e fala assim: "Ah, você faz isso aqui". Mas sem saber qual o objetivo do cliente, se é curto prazo, se é longo prazo, se tem declaração completa ou não. Eh, enfim, entre tantos variáveis ali que a gente tem que analisar na previdência, né? Então assim, eu fazia, mas eu praticamente a mesma para todo mundo, sem perguntar objetivo. Então, eu já fiz isso porque foi me passado dessa forma e eu ainda não tinha expertise ali de procurar informação. Eu tava iniciando nesse

5:23 mundo, né? Então, o que foi me passado, eu fiz. E e que que por que que eu tô trazendo isso aqui? Porque realmente é um produto que foi vendido errado durante muito tempo. Fundos de investimento que não valiam a pena, que tinha uma taxa de administração alta, que tinha taxa de entrada, taxa de saída, carregamento, enfim, eh, instituições aí que até hoje tem essas taxas. Eh, então a pessoa vai pedir portabilidade para outra instituição, vai te cobrar uma taxa de saída, né, para fazer. Então, às vezes a pessoa pensa mil vezes antes de levar, será que vale a pena, né? Então, são coisas que fazem eh que fazem as pessoas terem esse medo do produto, tá? Esse receio. E a mesma coisa o COI, a quem foi que trouxe aqui

6:10 no chat? Acho que foi Beatriz, né? Deixa eu ver se foi Beatriz. Eh, ah, foi. Falou que o marido é especialista perguntou sobre o COI e realmente tem estrutura muito ruim. E aí, eh, existiam estruturas muito ruins. Até hoje a gente vê alguma coisa aí no mercado que não vale tanto a pena, né? Mas isso, esse é o nosso papel. Inclusive, a gente vai passar um pouco pela história do COI, né? Porque você começar a entender o que aconteceu, né? Assim como falou que na a previdência já foi muito mal vendida, né? E aí a gente remete, por exemplo, ao princípio da previdência no Banco do Brasil, né? na Caixa Econômica, como era vendido aquela aqueles fundos, né, de fato, essa taxa de carregamento. O COI

6:55 passou por por esse período de aprendizagem do mercado também, né? aquela questão, quando ninguém tem conhecimento, se você diz que é bom, né, e você confia naquela pessoa, você vai entrar e vai acreditar que é bom até o momento que cada um tem um conhecimento. que hoje a gente tá nesses momentos que existe de fato, né, uma divulgação do conhecimento de forma pública ali em todos os meios, inclusive até de formação hoje é muito mais acessível, né, até de forma às vezes sensacionalista, né, onde entra o problema do COI, porque aí as pessoas querem tirar proveito da previdência do COI que foi mal vendido no passado para fazer sensacionalismo na internet. E aí isso a pessoa que tá procurando informação não consegue diferenciar eh o que é certo, o que é errado, confia porque o cara tem não sei quantos mil seguidores, arrasta para cima e por aí

7:42 vai. E aí, cara, assim, a gente precisa e é e aí de verdade, se você não tá seguro no que você tá orientando o investidor, ele vai acreditar no blogueirinho, tá? É, com certeza. E ele vai dizer que você é um maor assessor, que tá querendo empurrar um produto para ele. A gente tá começando tudo errado, né? Então, exatamente, eh, previdência, fundo de investimento aberto nesse caso que não tá na previdência, fundo imobiliário, COI, fundo imobiliário são veículos de investimento, são estratégias de investimentos, não são produtos, né? Então, fundo imobiliário também tem gente que só vende ali, só vende o dividendo isento do fundo imobiliário. Ele não fala que o fundo

8:28 passa por uma oscilação no preço da cota, né? E aí muita gente entra, ah, uma maravilha, nossa, que coisa linda. Todo mês vai cair 0,80, 0,90% da minha conta, líquido de imposto. Maravilha. Mas e o valor da conta? E nem, entendeu? Fa aquela questão de quando o juros sobe, tem fundo mobiliário que vai cair de valor, tal, e não sabe explicar direito, não, não, não sabe. Então assim, demos vários spoilers de coisas que a gente vai falar na aula porque tá todo mundo ansioso, mas bora escutar Tes agora. Fala, Tá. Eh, boa noite, Z. Boa noite, turma. Eu acho que grande parcela do meu preconceito com COI é relacionado ao que a gente conversou ontem na aula, né? que

9:14 foi sobre a questão da má comercialização. Eu até coloquei aqui no chat uma matéria que saiu que foi o que trouxe esse essa esse entendimento para mim, né? Que eh acho que o Bruno até antecipou e colocou que normalmente quando é o assessor ele comercializa um co ele tem um rebate muito grande, com uma comissão muito grande. Então, se algum assessor me recomendasse, eu acharia já automaticamente que ele tava querendo se aproveitar da minha eh inocência e querer ganhar uma comissão em cima da venda, entendeu? Então eu acho que a parcela de preconceito maior com coin não é nem relacionado à estrutura, se é bom, se é ruim, se é rentável ou não, é relacionado a má comercialização, né? A qual que é a a intenção do assessor comercializando aquilo pro meu? Esse aí é o conflito de interesses, o típico argumento do

10:00 blogueirinho da internet que tá falando mal de coisa, tá? Examente. E aí eu vou começar por esse, tá? Não vou nem nem vou nem pra aula, vou logo por esse, porque a gente tá aqui num curso que não é entender o que é o COI, é entender como vocês vão comercializar. vocês estão num numa especialização, né, para de fato se tornarem profissionais para est no mercado atuando. Então vocês vão ter essas objeções. Então vocês não adiantam aprender o que é um COI tecnicamente, se é derivativo, se não é, isso aqui faz parte, mas o mais importante é encontrar quais são os argumentos que vocês vão utilizar comercialmente, né, e qual é o perfil de cliente que vocês vão de fato direcionar esse tipo de de produto, né, de tese. Isso. Eh, e aí pegando o caso do da reportagem, né, em

10:48 relação a investidores processam XP, né, eh, em relação à à taxa lá do como é de de comissão do spread. E aí eu vou começar inclusive com isso aí, tá? Eh, vou dar um exemplo, né? O que vocês consideram uma taxa justa de administração de um fundo de investimento que investe em ações? Vocês têm noção de quanto cada gestora cobra em fundo de investimento ao ano? 2%, né? 2 com2 é o padrão de mercado. 2% taxa de administração com 20 de performance. Padrão, né? Então vamos lá. Se você pega um investimento, quer você bota ali numa

11:33 tese, né, de uma gestão, né, e aí você pode pegar, por exemplo, um fundo que não é nem de gestão ativa, um fundo trend, né, um fundo trend de ações, né, você pode ir lá, vai ter no mínimo ali pelo menos 1% se for uma gestora que assume que é um um fundo passivo, né? Mas assim, se você vai nessa tese e faz o seguinte, em vez de eu pegar 1% ao ano, eu multiplicar por 5 anos, quanto é que você vai cobrar, né? Você quanto é que você quanto você vai ser cobrado para estar naquele fundo em 5 anos? 5%, concorda comigo? 1% ao ano, né? Naturalmente em juros compostos vai dar até um pouco mais, tá? Mas você tá vendo ali que você passou 5 anos investindo no fundo e você pagou 5%

12:20 de comissão paraa gestora. E porque você tá reclamando que você tá pagando 5, 6% no COI que é de 5 anos. Então esse é o principal argumento dos blogueirinhos e que cai assim por uma simple argumentação dessa aqui. Cara, a taxa é proporcional ao período que o capital vai ficar investido. Vamos lá, né? Eh, você fez ali, né? Tá trabalhando, né, com consultoria. Nossa amiga Zenóbia fez essa transição de carreira paraa consultoria. Agora existe o custo da consultoria anual que é vinculado ao trabalho dela pela gestão daquele patrimônio em um ano. Não é assim que

13:06 funciona? Mesmo raciocínio. Multiplica isso por exatamente. Então existe um custo do capital ser gerido e quando a pessoa fala mal do COI, né? A diferença é que o CO na cabeça. É, mas se você boa, a gente vai chegar, tá? Mas assim, eh, quando você pega, nesse caso, a administração, você tá fazendo proporcional, né? E só que aí você fala: "É na cabeça, é na cabeça, sim." Só que o que acontece para ficar 5 anos, eu não oriento ninguém, ninguém vender COI com o objetivo de sair antes do prazo de vencimento, por é um produto mais ilíquido, é uma tese mais ilíquida. Então ele é um produto de médio longo prazo. A taxa da administração, ela de

13:53 fato a taxa da administração, ela é calculada para o período do investimento. Fechada? Então em relação a esse primeiro argumento, né, que foi a questão do spread que e é cara é 8/10 clientes vão falar disso, porque eles vão ouvir na na no cara lá que tá falando mal do COI sobre isso aí. 8/10, tá? Fala, Lucas. É, nessa questão aí só uma contribuição sobre o comercialização, né, que o T citou e não foi nemhuma questão de matéria, foi até uma pessoa que eu sigo no próprio LinkedIn, né? E aí ela repostou uma um post que uma doutora fez lá, uma publicação que ela fez lá, né,

14:41 expondo uma certa comercialização que ela fez em determinada instituição, né, e aí prenderam o capital dela, ela não foi explicado na comercialização, não que a estratégia ou aquele produto talvez fosse ruim de fato. talvez ele poderia ser bom e tudo mais se seguisse de fato a estratégia. No entanto, na hora da comercialização, o responsável por comercializar, que no caso foi o assessor ali naquele momento, aquele profissional naquele especialista naquele momento deveria entender de fato qual é o perfil dessa pessoa, qual é o objetivo dela, se ela tem necessidade de recurso de curto,

15:27 médio, longo prazo, que seja, e que fique bem claro para ele, para que no momento que ele efetivasse essa esse esse investimento, né, dessa pessoa, ela tivesse ciência que ela só ia poder resgatá-lo, tê-lo de volta depois de 5 anos. Foi o que ela não tava ciente. Isso causou um transtorno horrendo para ela, pois era um investimento do qual ela ia necessitar em curto prazo. E quando ela foi necessitar, ela se deparou com essa informação de que ela não poderia resgatar. E aí ela foi lá, foi aqui, foi Banco Central, foi, enfim. Mas no entanto, por uma falta de de não sei se profissionalismo, não sei da

16:13 profissionalismo, o nome é isso mesmo, uma falta de ética. Isso, é isso aí mesmo, tá? Então é justamente isso, cara. É a é muito dessa situação de comercialização que impacta muito nessa questão da visão do COI, mas não que o produto em si seja ruim, né? Ele com certeza tem suas estratégias que são ótimas em alguns momentos, dependendo da situação do do cliente. Perfeito. E aí eu vou pegar esse teu caso e é isso mesmo, tá? É, eh, falta de ética, falta de profissionalismo. É o cara que ali lá em cima, não sei quem foi no chat, falou sobre o gerente do banco que vende sem nem saber o que é o co só para poder bater a meta. Cara, o problema não é o instrumento de investimento. O problema não é a tese que a gente tá oferecendo.

16:59 problema são as pessoas que tão fazendo as alocações, pensando exclusivamente na remuneração deles, porque a receita é na cabeça, né, como o Tassis falou, né, e a gente é remunerado em função disso. A gente vai se tornar profissional, né, aquelas pessoas que vão trabalhar ali no banco, né, vão tá sendo cobrados nesse sentido, tá? Então assim, é de fato, porém a gente não pode nunca colocar o nosso interesse acima do interesse do investidor. Aí é ética, é profissionalismo. O problema não tá no instrumento que a gente tá oferecendo, o problema tá na outra ponta, tá? Então não vamos confundir. Isso aqui é uma informação legal, tá? Fala, Zé. Gente,

17:45 eh isso aqui é é muito importante a gente frisar com vocês, tá? uma tem coisa que não vale a pena mesmo. Então tomem muito cuidado porque até coisa boba assim, né, operacional ali da empresa, coisas que muita gente age de forma errada achando que nunca vai dar nada. Então assim, ética é o que rege o nosso trabalho, todos os trabalhos, mas assim, a gente precisa ter ética. Por quê? Eh, vou dar o exemplo meu profissional, assim, sem estender muito aqui na aula, mas eu fiz uma transição de carreira e eu parei para pensar assim: "Poxa, eu tenho um histórico, né?

18:34 Eh, são 11 anos trabalhando em instituição financeira, porém eu sou especialista de investimentos e sou planejadora financeira CFP, independente de instituição, isso ninguém me tira, sabe? Então assim, se apropriem do profissional que vocês são, porque se eu não estou no Bradesco, se eu não estou, sei lá, em qualquer instituição, eu não vou deixar de ser a profissional que eu sou e trazer o histórico de vida, de bagagem comigo, porque eu tenho um nome a zelar. Eu sou uma profissional que precisa zelar pelo meu nome. Então, o que faz o profissional hoje? O que eh o

19:21 que faz a a instituição hoje é o profissional que está à frente ali. Então eu tenho um CNPJ por trás, mas quem tá na frente do cliente sou eu, entendeu? Então, o a pessoa que vai falar mal ali vai carregar seu nome junto. Então, é um negócio que eh é curto, é curtíssimo o prazo. Você faz um negócio aqui errado, mas ali na frente vai dar ruim, muito ruim. E assim, esse cliente vai ter o vai ter uma experiência ruim e vai levar o seu nome junto. Então, tome muito cuidado, tá? Não, não, coisas que não valem a pena mesmo,

20:07 corram disso. Então, é só abrir esse adendo aqui, porque às vezes a gente precisa, o óbvio, precisa ser dito, tá? Às vezes a gente deixa passar muita coisa e é importante reforçar. Perfeito. E mas é é fundamental o que o que Zenobia falou, fundamental, né? Assim, eh, se vocês não entrarem com essa mente, eh, vai dar errado, tá? vocês já tão entrando cavando ali o buraco de vocês, tá? Então, eh, vocês têm meta, vocês têm receita, vocês vão encontrar o investidor certo paraa tese certa, para fazer a receita que você precisa, mas não invertam as situações, né? Não botem a meta e a receita à frente dos investidores que vai dar errado, tá? E

20:53 aí, dando continuidade e agora conceitualmente que a gente já pegou logo na as principais feridas e eu queria isso, já foi na polêmica, é, eu queria já ir com pau, comendo mesmo, com, desculpa aí, né, o o bom nordestino fala, tá? Então, eh, vamos agora paraa parte conceitual, porque a gente deve defender contra tudo e contra todos para os investidores corretos, que dentro do planejamento dele, aquele capital até aquele vencimento do da operação não vai, né, fazer falta para ele, porque a gente deveria levar esse tipo de argumento para ele, tá? E aí a gente vai pegar aqui, eh, vamos começar com bar, tá quebrando o pau, né? Vamos falar um pouco do do mercado, né? Eh, eh, o COI

21:39 ele surgiu, na verdade, assim como todo, dizer, não vamos ter um complexo de viralata, mas grande parte dos instrumentos financeiros, eh, que a gente utiliza aqui no Brasil, a gente importa no mercado mais maduro, que é o mercado dos Estados Unidos, e lá tem um produto que é a nota estruturada, né? Então o COI é um algo que a gente entendeu que existe lá fora, que faz sentido, assim como foram as opções, né, os derivativos, tudo isso surgiu com a evolução do mercado. Como o mercado americano é o mercado financeiro mais maduro, a gente de fato a gente aprende com quem, né, já errou no passado. Então foi daí que a gente trouxe esse produto, né, eh esse veículo de de investimento aqui pro Brasil, tá? E aí o que é

22:25 importante a gente entender, né, como é composto essa estrutura, né? E aí ontem vocês falaram que tinham visto, né, algumas operações de COI, né, e ele é muito, mas muito parecido com as operações estruturais que vocês viram ontem de renda variável, né? Então, a gente vai ter um ativo principal, né, que é o ativo adjacente, e vai ter ali o derivativo, né, como principal tese. Por quê? O derivativo é exatamente aquela parte no mercado financeiro que você consegue comprar muito com pouco. Então, se você quer se expor a uma tese de investimento no mercado financeiro com pouco dinheiro, você tem que ir via derivativo. Só que derivativo tem prazos, são contratos. E é por isso que

23:12 tudo que envolve derivativo tem um prazo de vencimento. Vocês viram ontem na aula de operação estruturada, que toda operação estruturada tem um prazo de vencimento e você pode ganhar muito dinheiro se você acertar, né, o direcional, a volatilidade e sair de forma antecipada numa operação estruturada, porque você de fato utilizou o derivativo ali a nível de especulação, mas se você respeitar os prazos contratados, aquela previsibilidade que você vai ter, você vai ter na operação estruturada de 3 meses, na operação estruturada de 1 ano, uma operação estruturada de 3 anos no COD 5, tá? Então assim, a estrutura é muito semelhante, tá? Qual é a a a grande questão aí que é diferente, tá?

23:58 É que eh lá na mesa de renda variável a gente tem o ativo adjacente, né? a gente tem os derivativos e o capital é investido diretamente no ativo adjacente. Ou seja, você vai pegar ali o capital e vai comprar uma, por exemplo, uma ação do Itaú e vai comprar os derivativos para ou alavancar seu ganho ou proteger sua perca, né? Então assim, a gente não usa o recurso para outro fim, a não ser comprar o ativo e o derivativo. No COI é o inverso. A gente não vai comprar o ativo eh principal, o ativo adjacente. A gente vai comprar ele via derivativo. Lembra que eu falei que a gente eh o derivativo é o instrumento financeiro

24:43 mais barato que tem no mercado financeiro para você se expor uma tese? Então a gente compra muito com pouco dinheiro, sobra um dinheiro. Que que eu faço com esse dinheiro? basicamente. E aí é um um inclusive um tipo de de coiso aqui, né? Mas assim, é o que geralmente é comercializado. O que é que eu faço com essa sobra desse dinheiro que não foi no derivativo? Eu boto uma renda fixa, que é a minha garantia de remuneração no período, tá? Então, eh, o COI ele passa por isso. O que foi que aconteceu? O mercado evoluiu, né? E a gente passou por alguns, eh, tipos de de COI, né? Tem um COI com capital protegido. Tem o COI com capital parcialmente protegido. Não sei se vocês viram o Fence ontem. Viram o Fence nas operações estruturadas. Pronto. Fence é

25:28 uma operação estruturada com capital parcialmente protegido. Existe o o COI com capital parcialmente oferecido, tá? Protegido. Existe o o CO sem capital protegido. Ou seja, se a tese d errado, bau bau. Alguém viu ontem na operação estruturada eh trava de alta? trava de alta. Qual spread? Eu não sei como é que vocês viram ontem na na aula de operação estruturada, né? Então assim, ali é algo que você fez só com derivativo. Você colocou um capital que se a tese der certo você sai com o dinheiro. Se a tese der errado, capital não tá protegido. Você perde exatamente aquele capital que você investiu, tá? Então, perceba que existe uma semelhança muito grande de conceito

26:15 da operação estruturada de mesa de renda variável com o certificado de operação estruturada, porque no final a gente utiliza derivativo para isso, tá? E aí o que é importante a gente entender, né, eh, quem participa, né, nessa questão da estruturação do COI é o cara investidor, que é o detentor do capital, o emissor, né, que é aquela pessoa que, eh, inclusive é o principal risco, vamos dizer assim, do COI, tirando a tese, é o risco de crédito do emissor, porque você tá fazendo um contrato com a instituição financeira que te gera esse risco, né? Então você é como se tivesse pegando um CDB da instituição A BC, você tá ali tomando o risco de crédito, você quer instituição quebrar, você tá exposta a ela.

27:01 Naturalmente o CDB tem um FGC, né? Mas aqui você tá exposto da mesma forma a instituição que você fez o contrato. Bom, eu tô fazendo uma certificação, operação estruturada com você. Se der algum problema nessa no na tua estrutura de capital, se você quebrar, em outras palavras, eu perco o meu dinheiro porque a pessoa que eu confiei o contrato simplesmente quebrou. Tá claro isso aí, né? E o gestor, o gestor é a pessoa exatamente que vai montar a tese, tá? A gente vai ver inclusive uma a última o último slide, uma das últimas teses aqui da aula, que é uma tese que vai ser bem diferente, possivelmente para muitos aqui, tá? E aí, por que essa tese foi conseguida eh foi conseguiu-se, né, estruturar? Porque dentro da junção dos

27:47 achos, né, vamos chamar assim, né, entre as coisas, a volatilidade que tava no mercado, a queda da bolsa americana, tal, se eh a precificação de um tipo de derivativo ficou muito atrativa para estruturar, então o gestor é o trader, vamos chamar assim, que fica lá no computadorzinho dele procurando fechar a tese. Lembre que operação estruturada é você montar a tese de forma viável para que seja interessante para o investidor, tá? Então o gestor é o cara n ele não vai ficar ali comprando e vendendo não. O co não tem essa característica, né, de ser algo de trade. Ele tem a característica de eu vou pegar uma oportunidade no mercado e vou estruturar uma tese que faz sentido, tá? Então esse

28:32 é o gestor. Eh, e aí o que é importante a gente tá atento nessa questão de de CO e a modelagem dele lá, né? É que cada instituição tem seu padrão de trabalho, tá? Na natureza nada se cria, tudo se copia. Você vai perceber que muitos CO tem a mesma ideia estrutural em várias instituições financeiras, né? Então, se tem uma tese que saiu ali muito boa na instituição ABC, alguém vai dizer: "Meu irmão, saiu lá aquilo ali, o gestor vai ter que dar um jeito de estruturar da mesma forma na outra instituição." Acaba tendo algo, uma semelhança muito forte entre eh os coiss, tá? Então, assim, o que vocês aprenderem aqui, vocês vão acabar encontrando em qualquer instituição financeira, porque existe de fato uma semelhança, né, muito forte

29:18 nesse sentido, tá? É, até aqui tudo tranquilo, pessoal. Eu sou um cara que falo bastante e se vocês não levantarem a mão, mand calar a boca, eu vou ficar falando, tá? Tá de boas, dúvidas certo. Boa, fechei. Então vamos lá. Eh, partindo desse princípio, eh, vamos passar um pouco da história, né, em relação ao que acontece, né, do COI. Teve um COI que foi fonte de muito problema, né, e aí a gente começa a diferenciar ali os tipos, né, dessa questão de ser fixa, né, ser renda variável. né? Uma estratégia mista, um autocol, barreiras de alta ou baixa, até vocês, essa palavra que que kinó in e kinó out vocês

30:03 viram ontem na operação estruturada, né? Cola com barreira, né? De entrada na alta, entr saída na baixa, essa ideia, tá? Então isso faz parte do mundo de derivativos, como eu falei, a estruturação é a mesma, tá? Só que teve um um um tipo de COI que esse aí de fato ali foi ao longo do tempo deu bastante problema, eh, que foi esse autocal, né? E o que é esse eh, até em ordem, né, de sequência, né, CO de renda fixa. Isso aqui é novidade e é legal. É tipo, ó, eu tenho uma renda fixa estruturada em COI e a gente vai passar por alguns modelos dela, mas é uma renda fixa, tá? Esse é o é o COI que ele tem menos liquidez ainda, né? Por ser sempre que é

30:50 estruturado, existe algumas coisas por trás, né? Que vão est dificultando essa liquidez, mas é um COI que você não tem aquela cacetada, né? Você não toma ali na canela na saída. Por quê? Porque o de participação, que é aquele que é o contrato mais longo, esse é o que é ruim de sair, tá? O de renda fixa é renda fixa. Então você vai ter uma tese pré, uma tese inflação, você vai ter uma tese CDI. E a liquidez dessas teses é a liquidez que você encontra basicamente, né, na tese de renda fixa. Você pegar um CDB pré-fixado, você tem a mesma dificuldade de sair de um COI préfixado se, por exemplo, a curva de juros aumentar depois que você contratar. Por quê? Porque o mercado precificou negativamente o teu ativo de renda fixa, tá? Então, renda fixa é renda fixa e tem

31:36 COID de renda fixa. Vou explicar por também, tá? Có de renda variável. Aí tem diversas estratégias, né? Tem bolsa americana, tem Bitcoins, né? Tem diversas teses variáveis, né? Que você pode estar contratando nesse sentido. Híbrido, né? Inclui muito essa questão do que a gente chama, né? Que é o COD de participação, que é renda fixa com, né, a a renda variável, né, que dá de fato ali essa estratégia. E o AutoCall, esse aqui eu queria dar atenção porque esse é um dos caras que gerou todo esse ruído de COI. Por quê? Autocol funcionava assim. Eu pegava basicamente três ações, tá? E dizia: "Ó, se as três ações subirem, você ganha dinheiro. Se uma cair, você perde dinheiro. Você fica capital protegido. Você não perde

32:22 dinheiro, né? Na época era capital protegido, você não perdia nada, você entrava, ó, você não, você tá entrando de estratégia de renda variável sem perder nada, né? Isso era o a tese inicial ali do COI. Só o que acontecia, você pegava três ações, né? Geralmente uma das ações dava errada e aí o investidor não ganhava nada porque essa ação deu errada, né? Então assim, as outras duas podiam até subir, mas como o contrato era se as três ações subirem você vai ganhar. Você acabava ali basicamente não recebendo nada. Isso gerou bastante estresse no mercado inicial de COI aqui no Brasil, tá? Então esse é um dos das histórias do COI, né, que eh você não tinha controle ali basicamente da tese, né? Se uma das ações caísse, você ficava

33:09 com capital preso por 2, 3, 4 anos ali e não ia ganhar mais nada, porque a tese, né, foi mal estruturada e geralmente acontecia o quê? pegavam ações que eram inclusive eh que a gente chama, né, que a gente fala long, né, que são ações sem correlação, né, ou correlação e inversa, tá? Então o que acontecia? Você ia lá naturalmente uma, né, a curva de juros sobe, essa ação sobe, mas quando a curva de juris sobe, essa outra aqui cai. Como é que o cara vai ganhar assim? Não ia, né? Então acabaram queimando muito COI também nesse tipo de estrutura aí. Fala aí, Gabriela Lucas. Oi, gente, tudo bem? Eh, Rafa, eu particularmente é a primeira vez que eu tô ouvindo falar sobre COI, então eu tô

33:54 aprendendo agora, mas eu dei uma pesquisada aqui no no chat GPT e eu vi que a criação dele foi em 2014, né? Ele realmente foi criado em 2014, só estourou agora ou já é muito utilizado o COI e era eu que não sabia mesmo? Não, na verdade, ele ele é um produto que ele é antigo de 2014, porque eu sou um pouquinho mais velho, né? E eu lembro que um dos meus primeiros investimentos também foi em COI, né? Eh, ali naquele momento que você tá aprendendo, né? Inclusive foi no Autocol, inclusive eu fiquei com capital travado por três anos, né? Eu tive a experiência negativa do COI, né, no passado. Eh, e o que o que fez o COI ficar em evidência, na verdade, como qualquer assunto hoje, eh, é a divulgação fácil dos dados, né,

34:40 assim, hoje você tem meios de comunicação, né, redes sociais, em outras palavras, que você consegue divulgar, acessar, né, qualquer tipo de dado a qualquer momento, né? Então, o que fez o CO ficar nesse nível de polêmica foi, bom, vamos pegar o histórico de 2014 para cá, o que foi que deu certo? Bom, no começo deu muita coisa errada. Agora vamos fazer o seguinte, vou aproveitar que eu posso chegar aqui, fazer uma live, fazer um um post, mandar arrastar para cima e dizer: "Ô, meu irmão, o qual é ruim?" Tá aqui, ó, 2014 para cá, 60% não bateu CDI, 80% não bateu, enfim, tem diversos influenciadores aí fazendo esses estudos aí, dizendo que o CO do passado não batia e não sei o quê, para poder criticar o COD, tá? Então o que fez o CO ficar em evidência foi que os primórdios, né, não entregavam resultado

35:26 tal satisfatório, né, e o meio de comunicação hoje que tá muito fácil para você tá falando qualquer besteira que quiser na internet. Fala, Lucas. Fala, professor. Eh, uma dúvida que eu tenho é a respeito desse caso que eu trouxe aí, né, da mulher lá e tudo mais. Uhum. Eh, ela informou, ela ela fez, né, denúncias no Banco Central, na no na ouvidoria da instituição e ela pediu, né, para que esse investimento, né, esse COI fosse para outra instituição para que lá ela conseguisse resgatar. Nesse caso, uma das instituições que ela conseguiu levar esse qual e não foi

36:13 total, foi parece que a metade foi a BTG, eh, desculpa, foi a o safra, né? E nessa questão ela acabou que teve um prejuízo de R$ 100.000, certo? Talvez pela marcação a mercado ali, né? por conta da nossa taxa tá alta hoje, ela comercializou anteriormente, tava mais baixa perdeu. E o que que foi que causou, que foi que possibilitou ela sair dessa instituição? Tem essa situação de transferência do COI, assim, pode, sei lá, transferir sem resgatar para outras instituição? Tem, eh, porém não é comum, tá? Eh, são raras

37:00 as instituições que fazem portabilidade de operação estruturada. E por que tem, né? Porque todo o investimento ele tem um registro, né, eh, que é realizado, né, nos órgãos reguladores. Então, você consegue entender qual é o produto que foi feito e você consegue portabilizar. Como é algo muito sensível, as instituições financeiras, na grande maioria evitam, tá? Por quê? Porque de fato pode gerar estresse porque é um produto no geral ilíquido, né? Então se você não gera de fato essa liquidez, você vai est ali gerando atrito com o cliente de um problema que não é seu, né? Concorda comigo? Eu importei um problema literalmente de uma outra instituição. Então tem algumas instituições financeiras que evitam fazer por isso, porque por é um no gerar um produto líquido, né? Eh, às vezes a

37:46 pessoa faz mais para até para outras captações do cliente. Então, eu vou assumir esse prejuízo teu, né, para te dar essa liquidez, vamos dizer assim, porque você vai ter outro recurso aqui que você vai trazer e vai gerar muito mais receita do que esse prejuízo, vamos dizer assim, tá? Eh, mas assim, no geral, as instituições realmente não não não fazem a portabilidade porque porque não quer assumir essa bronca, né, de outra instituição e é uma bronca mesmo, né? Uma bronca de verdade, uma dor de cabeça. Mas nesse caso total, cara, mas nesse caso aí, por exemplo, eh, o CO ele não tem marcação ao mercado, né? me corrig se tiver errado. Provavelmente ela ela tipo quis sair e aí por sair

38:31 assim tipo como é ilíquido, ela teve um desajio aí nesse processo. Mas eu acho que não, não acho. Eu acho que nesse caso, talvez a eu acho que talvez nesse caso ele pode ter sofrido sim a marcação mercada, Danilo, por conta de estruturação dessa operação ter em renda fixa, talvez préfixada, certo? E aí, nesse caso, resgatando antes, aí sofre a marcação a mercado. É porque eu tinha visto aqui que não tinha marcação mercado, aí o Na verdade, Danilo, vai depender da estrutura do COI também, o que que tem na na composição, né? Você concorda comigo que se é um COI de renda variável, eh, ele vai estar

39:19 refém da oscilação do ativo, certo? Seja de bolsa americana, enfim, tem várias estruturas. Então assim, quando o a instituição faz uma estrutura de COI e coloca ali uma renda fixa, ele tá pré, né, coloca uma taxa préfixada e tal, ele só pode garantir isso, essa eh que o cliente não vai ter perca ali no capital com base nessa renda fixa se ele levar até o final. Então assim, não tem como a instituição garantir que ele vai ter uma rentabilidade, se ele vai sair no meio da operação e pode ser que o mercado não esteja favorável. Então assim, na maioria das vezes não é positivo sair antes, tá? Então a gente

40:05 não pode vender com saída antecipada. COI é vencimento. Eh, e eu conselho assim zero falar pro cliente, olha aqui não tem liquidez nenhuma, não pode sair assim, a gente passa a informação quando realmente tiver, ó, existe a possibilidade, porém eu não recomendo porque você pode não ter o capital protegido. Isso tem que ser muito claro, né, com as informações para que depois não tenha problemas. E sobre o que você falou de transferir para outra instituição, eh, teria que ser também uma estrutura muito igual, parecida. Cada instituição monta o seu. Então também tem todo esse detalhe, né, de que tem que ser uma estrutura igual. E é muito difícil você ter a mesma

40:51 estrutura, porque pode ser, ah, vai ter um COI de SNP aqui no numa instituição e lá na outra também ter, mas vão ter detalhes diferentes, seja de prazo, seja de o capital protegido, o capital protegido, não, o mínimo garantido, que geralmente são operações que têm o retorno mínimo garantido. Então, tem detalhes que vão impossibilitar essa transferência também, entendeu? Inclusive, eh, dentro do que Danilo falou sobre marcação a mercado na curva, vou voltar um pouquinho na aula de marcação a mercado na curva pra gente entender o que é isso, tá? Porque marcação a mercado, todo ativo financeiro, ele tem um preço para ser vendido naquele dia. Isso é o preço a mercado, né? A marcação mercado e

41:38 marcação na curva que a gente tanto fala, na verdade, é a experiência de investimento que o investidor vai ter ao longo do período. Se ele vai ver o preço para vender naquele dia ou se ele não vai ver o preço que ele vai ver naquele dia, ele vai ver vai ver o preço contratado, vamos chamar assim, tá? Então, eh, todo investimento tem um preço para sair naquele dia. Então, todo investimento é marcado na mercado, mas a experiência que o investidor vai ter no COI, sim, você tá correto, é um produto bancário que a visualização dele é na curva, tá? Então, ele tem a experiência. E aí eu falei que um dos fatores que existe a o COI de renda fixa é exatamente esse, tá? Vou dar um exemplo. Se você quer comprar título público brasileiro, que vai ser um dos exemplos

42:23 aqui do do lá na frente, tá? Você pode comprar isso via tesouro direto. Você pode comprar uma tese de PCA via tesouro direto, mas para o teu investidor que não gosta de volatilidade, vai ser um péssimo investimento, porque ele, o tesouro direto, ele por legislação, a experiência de visualização ao mercado, marcado a mercado, ou seja, todo dia vai aparecer o preço para ele sair naquele dia e aí vai mexer, vai mexer. E o cara fala: "Pô, eu botei num renda fixa e eu tô agora tendo volatilidade, que porcaria é essa?" Desculpa aí, né? Mas assim, e aí foi por isso que criaram inclusive o COI, né? Que é você ter a alternativa, por exemplo, de investir no título público, tá? Na tese do título público sem volatilidade. Então, para o

43:09 investidor que não tem, né, reporizonte de tempo dele é maior, que é conservador, que tem zero tolerância à volatilidade, o código de renda fixa é lindo. Por quê? porque no final das contas a experiência dele vai ser uma experiência de renda fixa, tá? Então assim, eh é esse tipo de situação que você como especialista tem que encontrar cada macaco no seu guada macaco no seu galho, cada investidor com sua tese de investimento que faz sentido para ele, tá? E aí e sobre a questão da possível marcação a mercado, sim, pode ter acontecido. Lembre que eu falei, tá? Eh, para ele sair antecipado, o que foi que aconteceu? Ele entrou, por exemplo, né, se eu entrar hoje, né, em qualquer coin,

43:56 você vai ver que o capital protegido, remuneração mínima fixa ali tá bem alta. Por quê? Porque a renda fixa brasileira tá pagando muito. Lembra que eu falei que uma parte do COI vai na renda fixa, né? vai ali. Então, naturalmente, se eu entrei no COIA lá em 2020, né, que a renda fixa brasileira, o CELIC tava em dois e o pré-fixado ali tava pagando no máximo 6%, vamos dizer assim, de mais prazo 7%, o que ia acontecer se eu fosse sair hoje, independente do que eu fiz da tese, eu ia tomar na canela na renda fixa. Por quê? Porque eu peguei um préfixado de 6% 7 ali em 2020 e tô querendo sair agora que tá 15. Então você ia tomar pela tese da renda fixa. Não tem nada a ver com COI, não tem nada

44:41 a ver com foi meramente tese da renda fixa. Então naturalmente o investidor não sabe disso. El vai dizer: "Meu irmão, eu botei um dinheiro, tô preso, se eu for sair, vou tomar na canela". E é assim que os influenciadores se aproveitam, blá blá bl bá, né? Para poder, acho que isso reforça a importância, né? De deixar isso bem esclarecido, né? o que é uma marcação ao mercado, chegar como um educador financeiro ali, um profissional de educação mesmo, né? É nosso papel, olha, marcação ao mercado, é isso, para ele entender de fato o que tu tá querendo dizer. Esse combinado é o que vai fazer de fato você gerar ali a confiança de não quebrar as expectativas ao longo do trabalho, tá? Fala, Zé. E assim, eu falo que um um dos maiores desafios que a gente tem na nossa

45:28 profissão é traduzir os nossos produtos, o que é o produto que você tá vendendo pro cliente, de forma que ele entenda em o que que ele tá investindo, tá? Por quê? a gente tem uma didática muitas vezes muito técnica, né, de trazer, porque é o que a gente ouve no dia a dia. Você vai assistir o Morning Call, você vai assistir, ler sobre investimento, você vê termos técnicos. Então, traduzir isso pro cliente é prática, é você ir ajustando o seu a sua fala. Conforme você for trazendo os produtos, você vai vendo qual a melhor maneira de você fazer aquilo, explicar aquilo que o cliente entenda. Porque a gente lida com públicos vão saber mais

46:13 do que a gente, tá? Tem gente que sabe até mais, que conhece de mercado há mais de 20 anos, que acompanha, que sabe tudo que tá acontecendo. Talvez não tenho conhecimento tão aprofundado em algumas questões, mas de mercado, de cenário macro, nossa, tem gente que vai saber ali no detalhe e vão ter clientes que não sabem nada, não sabe o que é CELI, não sabe o que é CDB, não sabe, entendeu, Lucas? Então assim, é uma das dos nossos desafios traduzir de maneira didática isso pro cliente. Então assim, sempre tentem ajustar a fala de maneira que eles entendam em que que tá investindo e ao mesmo tempo seja claro nas informações para que ele sinta segurança em você, porque senão ele vai

47:00 fingir que tá entendendo e vai sair fora, entende? Ah, beleza, tudo certo. Vou pensar e não volta mais. Eu só já foi embora o cliente. Vou pensar. É um parêntese aqui. Fala, eh, eu fiquei com uma dúvida aqui na nessa estratégia de autocal, né, de remuneração. Na verdade, eu não entendi bem ela. Ela dependia, era uma estratégia que dependia uma da outra. Tipo assim, uma ação depende da outra. Fiquei um pouco confusa nessa parte. É isso mesmo. É uma estratégia que tinha eh três ativos, vamos chamar assim, três, dois, depende da como foi estruturado, né? Que dependia dos resultados dos três, de uma combinação de resultados dos três para poder ter

47:47 sucesso ou não. Era um tempo três. Eu vi muito com três, tá? Era meio que pagando tal vez no mínimo dois, talvez, né? É, mas até hoje tem, né? Tem. Eu vi um recente, tá? que era que tigres asiáticos, nome do do co e aí era tipo Taiwã, China e outro. Isso é um co de alto colo. Precisa que as três, né, teses que estão ali por trás dê certo para poder o COI dar certo, né? Então assim, começa, concorda comigo? Começa complicar demais o meio de campo. Imagina tu explicar isso pro cliente, né? E aí vamos vamos entendendo, né? O que de fato faz sentido a gente comprar a briga e que tem angusto, né, eu vou

48:34 pegar algum, tem um marido de uma pessoa aí, né, que é especialista e falou, né, para ela que tem uns que são bons, tem outros que são não tão bons. A gente tem que de fato ir começando a entender o que faz sentido, o que não faz, tá? E o que faz sentido no cenário que a gente tá também, né, gente? Porque assim, não é o que tá acontecendo agora, o que a gente imagina que que a gente tem daqui para 5 anos, que é o cenário ali, né? Porque os cóis, acho que vai ser falado aqui, né, Rafa, mas assim, a maioria pega a cotação de fechamento, não é assim, não vai seguir a oscilação diária, né, assim, e vai pegar lá fechamento. Então, a gente vai depender de um cenário futuro que, ah, não tem como a gente saber realmente, mas tem estruturas que a gente entende

49:22 que se enquadram em várias situações. Ah, um exemplo, SNP. É sentir, gente, é muito difícil você chegar e tem que ter um cenário muito ruim, sabe? Porque assim, a gente tá num momento que tá bagunçado, mas a gente tá visando longo prazo também. Então, nunca poste contra os Estados Unidos, né? A fala que a gente já ouviu várias vezes. Deixa eu, ô, Rafa, deixa eu só fechar um parêntese aqui que eu falei sobre ajustar a fala. Eh, é porque eu eu fiquei com sentimento que talvez eu possa ter assustado alguém aí com relação a isso. Eh, não que seja difícil, tá, gente? Quando eu falo de ser um desafio, é algo que a gente precisa praticar. Só isso. Praticar. Se grava

50:09 você falando, explica para um parente, sabe? Tenta praticar o que é um CDB. Às vezes é uma coisa que é tão simples pra gente, mas para aquela pessoa que é lega é difícil entender, né? Então assim, vai trazendo formas que você consiga explicar para aquela pessoa, entendeu? E e e ela consegue entender. Então é só pra gente fechar isso aí para não ficar com sentimento, porque é algo, né, difícil, mas não, é só questão de prática mesmo. Inclusive, o nosso como professor discurso vai ser ajustado também, tá? Vocês vão perceber que eu entrei um pouco aqui mais em detalhes técnicos de como é a estrutura, como é composto, mas vocês vão usar isso em 10% dos clientes, tá? Vocês não vão precisar

50:54 entrar nesse nível. É só um cliente que tá questionando por con, por onde, porque vai, que você precisar entender como éuração. Na maioria das vezes quer saber quanto que vai render. Exato. Então assim, vocês precisam saber, porque vocês precisam, caso sejam questionados, né? Mas assim, não levem esse nível de detalhe para 100% dos clientes, não, que vocês vão perder cliente. Tô na dúvida, vou pensar, foi embora. Tá? Aqui é o seguinte, bom, estruturação, já falei, tem uma parte que é renda fixa, uma parte que é o derivativo, né, o lucro ali da empresa. No final eu vou ter o, né, a renda fixa cresceu, que é a remuneração ali da renda fixa, né, e o resultado do lucro do derivativo, que é onde o cara tem o resultado final da estruturação, tá? Mas

51:40 como como eu disse, isso é o por trás da cozinha. para o cliente, a gente vai vender a tese, o veículo. E aí o que é importante, né, antes da gente até falar sobre os documentos aqui, que a gente precisa fechar a primeira parte da aula. A gente, vocês pensam que não, já foi uma hora de aula a gente quebrando o pau aqui, né? Eh, e aí o que é importante a gente da primeira parte da aula entender certificado e operação de estruturadas, que você não deve nunca começar falando sobre COI, porque existe um preconceito muito grande no mercado. Se você falar a palavrinha COI, o cara já fecha o a porta na sua cara. Você tem que ser comercial em dizer que existe uma operação, né, estruturada, que tem um investimento sofisticado. Depois,

52:27 quando você tiver vendido toda a tese, ter explicado para ele que é um investimento ilíquido, ele fez, não é ilíquido, mas isso aqui faz sentido para mim. Blá blá blá. Beleza, pronto. Tá aqui, ó, essa operação estruturada, né, ela tem vencimento de tanto, tal, tal, tal. E aí vai chegar a letrinha para ele, né, né? seja no documento, no e-mail, tal, ele vai dizer: "Ah, é coi". Aí, calma. Até então você tava aceitando a tese aí, porque você viu três letras juntas chamada coi que você ouviu na internet que não presta, você vai dizer que não vai prestar para mim. Então assim, tenham cuidado porque você começar falando as três letrinhas mágicas, né? Essas palavrinhas mágicas vão fazer mágicas de você perder o cliente porque existe muito preconceito no mercado, tá? Segundo, sejam bastante

53:13 transparentes e responsáveis em relação a o quanto o COI não tem liquidez, que dentro do planejamento do teu cliente você vai encontrar aquele cliente que é mais conservador e sim o o COI é para clientes mais conservadores, tá? que não tem previsão de utilização do recurso em um período de tempo até o vencimento. Se você entendeu isso, você vai levar isso para os clientes conservadores, que de fato são aqueles que fazem mais sentido isso aí. Aí o que acontece? Rafael é um cara que entende de mercado, Rafael é um cara que entende de volatilidade. Rafael não teoria, né? não precisaria investir em COI, porque ele entende volatilidade, ele consegue fazer uma estrutura fora da operação

53:59 estruturada, mas Rafael tem hoje, eu acho que 25% do portfólio dele em COI, tá? Eh, e por Rafael, eu tô usando no meu nome de propósito várias vezes, porque é o investidor pessoa física, Rafael, tem tanto co na carteira, né? E eu levo isso inclusive como um argumento eh para os clientes, porque no final das contas todo investimento que eu quero fazer de risco, que eu não preciso do capital no curto prazo, eu peso o custo da oportunidade da tese tá errada. Então vamos lá. Eu posso investir em bolsa americana via COI, eu posso investir em bolsa americana via IVB1, eu posso investir em bolsa americana abrindo a conta internacional e comprando ETF lá fora, certo?

54:46 Nas três teses, eu tô investindo em bolsa americana. Eu posso fazer esse investimento de peito aberto. Meu irmão, eu sou um cara muito bom. Eu achei que a bolsa caiu, eu vou comprar, essa bolsa vai subir, etc. E eu sou o cara muito bom e vai dar certo. Eu posso ser um pouco mais humilde e dizer que a gente não tem como prever, né, o que vai acontecer no mercado, que eu acredito que seja um bom momento pra gente tá comprando bolsa americana, que a gente não deveria apostar contra os Estados Unidos, mas se eu tiver errado, qual vai ser o meu custo de oportunidade disso, né? E hoje, né, por eu tenho tanto coi carregando? Porque eu tenho teses diversas, né, bitcoins, commods e bolsa

55:32 americana, que meu custo de oportunidade de eu estar errado naquela tese é eu ter uma renda fixa garantida no período de tempo que eu não vou precisar daquele capital. Então, como você vai levar essa argumentação pro cliente? É muito importante, tá? Porque no final das contas é prazo, é ética e é transparência. Na tese, você tá levando uma tese de investimento. Você não tá investando o produto có, você tá levando uma tese. Qual é a tese que você quer comprar? Você quer comprar comos, beleza. Você quer fazer ali comprar o futuro de dólar, beleza. Você pode fazer isso, mas você pode fazer de outra forma. Só que isso aqui é não tem liquidez. Faz sentido para você? Faz sentido você tomar risco com previsibilidade, mas isso não tem

56:18 liquidez, tá quente? Ah, beleza. Entendi que não tem liquidez, então quero fazer só com R$ 3.000, com R$ 5.000, com 3% do meu patrimônio. Não tá errado. Você tá alinhando as expectativas do cliente as teses que você tá levando e você encontrou uma maneira de oferecer a operação para cada cliente. Fala, Zé que, você tá querendo falar, eu falei muito, desculpa. Não, eu tô aqui acompanhando e queria só colocar alguns pontos aqui. Primeiro do nome, né, que foi até comentado aqui no eu ia tava coçando para falar disso do COI, que usar o termo COI a princípio pode assustar realmente pelo por não ser tão bem falado assim, né? Algumas pessoas já ouviram falar de certa forma. Então é igual falar eh seguro, né? eh uma

57:07 proteção. Então assim, a gente usa outros termos ali para alguns produtos, porque quando você fala: "Ah, quero fazer o segundo de vida, não, proteção familiar e tal". Então você já chega com outros termos, né? E é realmente uma operação estruturada, né, gente? Então a gente tá passando aqui para vocês o comercial da coisa, né? O nome você sabe o que é, mas como é vendido, né? Como é que a gente oferece isso? Eu falo venda porque realmente a gente tem um papel muito de vendedor. A gente vende não só produto, mas a gente se vende também, né? Então a gente se vende na na quando se veste, na forma de falar, na forma de expressar. Então, enfim, eh eu quis trazer essa questão do COI aí porque eu tava doida para chegar nessa parte. E eu

57:52 queria trazer outra coisa também. Quando vocês eh vem lá a recomendação do COI, geralmente vai tá eh que não é para perfil conservador, certo? Qual é o X da questão? A avalia é a seguinte situação. Você tá colocando o cliente num COI de renda de renda variável, né? Aí ele tem uma certa flexibilidade para sair antecipadamente, não é totalmente travado, apesar da gente saber que o ideal é sair no final, né? é recomendado sair no final, mas suponhamos que deu ruim lá o cliente, né, eu quero, eu quero, eu quero, eu vi lá que tem como sair, eu quero sair. E aí você fez uma operação, apesar de ter explicado, a maioria dos clientes

58:38 ou 99% só escuta o que ele quer ouvir. Isso para qualquer coisa na vida, tá? Ele só escuta a parte, só parece que você fala, fala, fala, só absorve o que é interessante para ele, né? Então ele ele escutou a parte do você pode sair, enfim, e aí o o cliente não tem perfil assim, né? É conservador, a gente sabe que se esperar até o final vai sair tudo beleza, vai ter o mínimo garantido e tudo mais, mas e se ele sair antes, resolveu, deu ruim lá. Então assim, é uma situação que pode acontecer, por isso que é trazido essa questão do perfil, pra gente ter esse cuidado ali na explicação de falar no final, entendeu? Mas é mais uma questão burocrática do produto, a gente sabendo

59:24 que não é o tipo de produto que você vai concentrar na carteira do cliente, tá? Ah, o cliente tem 50.000 para investir, você vai fazer 20.000 de POI. Calma. Então assim, tudo tem que ter um um bom senso. Isso é um bom senso de profissional. A gente tá aqui para chamar a atenção de vocês com relação a isso também. Então, não pode haver concentração no tipo de produto como esse. Não tem liquidez. Ah, mas eu não vou mexer. Eu tenho também para investir. Vou colocar todo no COI e eu não vou mexer durante 5 anos. Gente, cliente é um caso sério. É, cliente é um caso sério, porque ele fala: "Não vou mexer da amanhã ele já tá querendo resgatar". É, acontece, tá? Eh, eh, é raro, mas acontece sempre.

1:00:11 Então assim, cuidado, bom senso, vocês são profissionais, vocês têm que ter esse feeling ali de que não é o que o cliente quer que às vezes você vai ter que fazer, você vai ser o profissional que vai orientar ele da forma correta. É isso. É isso. E aí, pessoal, o que é importante, né? Eh, quando eu falo que o COI é para um investidor conservador, eu vou até corrigir a frase no sentido que é um é para um investidor conservador com horizonte de tempo, porque conceitualmente, né, para ser VM, geralmente na recomendação, né, o perfil conservador é um perfil que tem eh características, até quando você vai preencher ali o o sbility, né, do cliente, ele fica quando como conservador, quando ele diz que vai

1:00:57 precisar do capital em menos de um ano, tá? Tá? Então o COI não é para o perfil conservador da CVM, porque o conservador da CVM considera o conservador aquele investidor que precisa do capital em menos de um ano, tá? Quando eu falo que é uma tese conservadora, é que é uma tese que para quem não quer correr risco e tem horizonte de tempo para isso, não existe instrumento melhor, porque você tem sempre o risco e o retorno da tese da errada, tá? Então, até corrigindo isso aí, porque eh consequ esse ponto porque eles vão ver eh eles vão ver na

1:01:43 na no própria documento ali do COI, né, na recomendação. Então, a questão ali, o que que a gente tem que observar? Se o cliente eh ele tem perfil, tá? Ele ainda realmente não é imediatista, ele vai deixar mais tempo. Você tá fazendo um percentual bacana ali da carteira que não tá concentrando, tá dentro da estratégia de horizonte ali, né? O que a gente vê de mercado e tal. Eh, o que que por que que a gente traz isso, gente? Para para pensar. Você tem uma estrutura de COI que tá atrelada ao índice SNP da bolsa americana. Trago sempre ele porque eu sou fã, né? Então assim, tá atrelada ao SNP. Poxa, você vai ter um mínimo garantido. A maioria das estruturas tem

1:02:30 um retorno mínimo garantido. Você vai est atrelado um um índice que tem um potencial de retorno grande, né, sabendo do potencial ali do dos Estados Unidos, da bolsa, enfim. Eh, e aí você vai garantir pro cliente, se ele ficar até o final, ele vai ter aquele mínimo pelo menos. Se se der ruim, ah, eu vou pôr numa estrutura aqui de fundos e tal que vai ter oscilação, mas você não sabe o que vai acontecer. Então, assim, é uma segurança de certa forma, né? A gente pode trazer isso pro cliente porque é certo que lá no final ele vai receber. Então assim, para quem aquele cliente tem um perfil realmente, né, de deixar mais tempo, não quer correr o risco da oscilação do preço do ativo e e ele quer

1:03:15 diversificar a carteira, então é realmente cabe muito bem esse tipo de produto. Boa. E aí dos documentos, né, que fazem parte, né, o DI é o contrato, tá, pessoal, onde vai tá basicamente todos os detalhes e as garantias descritas de forma documentada. Lembre que o COI, né, aí formação de aula, né, o COI é uma oferta pública. Você assina um contrato, inclusive você não deveria divulgar ele eh sem ser considerando oferta pública pela legislação da CVM, tá? Então é uma oferta pública, você reserva uma oferta pública, existe o documento, né, de informações essenciais, que é o contrato que tem todos os detalhes e riscos que estão inerentes a essa estrutura. Tá? Então

1:04:02 essa aqui é uma parte mais formal e de certificação, vamos chamar assim, né? Mas menos comercial, tá? E aí dando continuidade, eh, como é que funciona a tributação, né? Eh, o COI é um produto bancário, ele é marcado na curva, por ser um produto bancário, ele tem exibição na curva, tá? E ele é considerado um instrumento de renda fixa, tá? Então a tributação dele, né, vai ser a alíquota regressiva, né, de renda fixa, tá? Então essa é a tributação do do COI, tá? E aí a gente já falou bastante de argumentos comerciais. Vamos ver cada eh tese que a gente trouxe para vocês e

1:04:48 como a gente pode abordar e para qual cliente, qual investidor faz sentido, tá? Então, eh, começar aqui, por exemplo, né, com a tese da diversificação global, tá? Então, isso aqui é um um COI que, basicamente, a gente tem aqui, inclusive a descrição dele, né, ó, eh, ganho ilimitado na valorização do ativo com multiplicador de 1,9 vezes mais pagamentos de juros trimestrais. Na desvalorização do ativo, receba somente os juros trimestrais. Então aqui ele tem um capital eh semiprotegido, né? Porque se a tese der errado, lembo que tá eh sendo eh analisado.

1:05:34 Nesse caso aqui é o índice city grande. Tá vendo aqui, ó? Esse aqui é o ativo da tese de fato do COI, tá? E quem é que vai fazer esse pagamento de juros semestrais? trimestra, desculpa. É exatamente a parte da renda fixa. Lembra que eu falei sempre vai ter ali uma renda fixa por trás que vai te dar ou capital protegido ou o pagamento dos juros, né? E aí se deu errado, se deu errado a tese, nesse caso, você recebe só os juros, você não tem nenhum capital protegido, tá? Então é bom estar atento nesse sentido, por você tem gan alavancado, tem juros trimestrais, né? Tem uma junção de tese de renda fixa com a diversificação global. E aqui, ó, qual é a tese? Você vai est diversificado globalmente, eh, no ativo e ainda

1:06:21 ganhando 1,9 vezes o que esse ativo City Grand, né, eh, performar. E aí, qual é o valor mínimo? R$ 50.000. Entendeu? O que é NA? Na desvalorização, acho que é só o complemento ali na desvalorização do ativo. Receba isso. Tá? Então assim, basicamente essa aqui é uma tese de diversificação global, tá? Então eu acho, eu acho que a nossa colega aqui dizer ali do texto de Haane, estou com na no Bradesco. É da onde? A é a N já corrigiu agora. Ah, tá. Da do comentário lá fechado. Focado aí na Então essa aqui como é que você vai levar pro cliente? Qual investidor? Você

1:07:07 me falou que tinha interesse em receber renda recorrente. Não tem esse perfil de investidor que gosta da renda recorrente, da renda passiva? Esse é um COI da pessoa que tenha horizonte de tempo para isso, que quer renda passiva, esse é um cara que dá certo. E com a possibilidade de alavancagem do patrimônio em 1,9 meses em um índice de diversificação global. Então, veja só, eu tô te dando a possibilidade da renda fixa, da necessidade que você me trouxe de ter a renda passiva, mas eu te dou um algo a mais, uma tese que se der certo você vai ter um capital além da renda fixa. É uma argumentação pro cliente. Qual é o defeito, né? Eu vi o pessoal,

1:07:52 isso aí tá bom, vai, quero fazer isso aí, quero botar tudo na minha vida. Aí, qual é o argumento? Ó, investidor, a gente precisa fazer um combinado. O vencimento desse ativo é em 2029. Você não deverá, né, não deveria resgatá-lo antes porque você tem sérios riscos de perder o teu patrimônio principal ali se você sair antes. Se você tá sendo sempre transparente nisso, eu vou bater muito nisso, porque é essa maneira que a gente tem que levar para o cara, porque não gera nenhum tipo de quebra de expectativas com vocês, tá? Próxima tese, né? soberano, IPCA, lá no Itaú, né? Como eu disse, essas teses eles basicamente se repetem em todas as instituições financeiras, tá? Eh, qual é soberano? É

1:08:40 basicamente você se expor ao título público brasileiro, tá? Então, você tá pegando o risco do país Brasil, né? Só que qual o grande detalhe disso aí? Eh, você não tá, né? E aí eu teria que só confirmar que no Itaú é assim, né? Mas você não tá pegando o tesouro direto, você tá pegando o título público que é negociado lá nos Estados Unidos. E aí o que acontece? A taxa que você pega é maior inclusive do que o Tesouro Direto. Você tá vendo aqui, por exemplo, que a gente não tem hoje no Tesouro Direto nenhum título pagando IPCA mais 758, né? Por que acontece isso? Porque naturalmente a gente tá pegando um título que é negociado nos Estados Unidos com risco Brasil, né? Então é

1:09:27 risco eh nosso país de fato, né? Eh, governo central do Brasil, tá? Só que qual o detalhe, por você tá negociando nos Estados Unidos, para você tomar dinheiro, né, você tem que oferecer com uma taxa maior lá. O bond lá do Brasil, né, a treasure do Brasil lá, ele é negociado com a taxa maior do que até a taxa que é negociada aqui no Brasil. Por quê? Eu tô concorrendo o concreto do mundo todo. E aí o que que as instituições financeiras fazem? Eles compram esse bonde e aí entra na estruturação do ativo, né? Compra o bond, faz o red cambial para que se tiver, né, oscilação do dólar, você não sinta isso lá. Geralmente, né, esses eh títulos públicos brasileiros são negociados em préfixado, não é em PCA.

1:10:12 Então é feito um swap com derivativo

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