subjetividade parte II

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Resumo Breve

O vídeo discute as formas de assujeitamento na sociedade contemporânea, focando no papel das tecnologias e redes sociais na construção da identidade e das narrativas pessoais. Através da análise de Foucault, são abordadas questões sobre o olhar do outro e as dinâmicas de poder envolvidas na autoexpressão e autoconhecimento nas plataformas digitais.

  • A tecnologia molda a forma como construímos nossas narrativas pessoais.
  • A relação de poder é complexa, incluindo tanto a autoexposição quanto a influência do mercado.

Assujeitamento e Tecnologia

O vídeo inicia com uma reflexão sobre as formas de assujeitamento que ocorrem atualmente, destacando a tecnologia e as redes sociais como ferramentas importantes nesse processo. Essas plataformas permitem que os indivíduos construam narrativas sobre suas vidas, mas essa construção é influenciada por relações de poder e pela percepção do outro.

Expressão Pessoal e Olhar do Outro

Nesse capítulo, é questionado como as tecnologias de si, apresentadas como ferramentas para autoconhecimento e autoexpressão, muitas vezes servem para validar a imagem que se deseja passar para os outros. O foco em postagens e na aceitação do outro desvia a atenção da verdadeira reflexão sobre si mesmo e reforça uma dependência do olhar do outro.

Gestão de Identidade e Responsabilidade Pessoal

O autor analisa como a responsabilidade pela gestão da saúde, desempenho e sucesso foi transferida para os indivíduos. Essa cultura de gestão de si cria uma falsa sensação de autonomia, enquanto na verdade mantém os indivíduos sob a influência de relações de poder que moldam suas identidades e comportamentos. Essa pressão por eficiência se reflete em modos de vida controlados por parâmetros criados pela sociedade.

Modulações da Subjetividade e Capitalismo Contemporâneo

Explora-se como a subjetividade tornou-se uma fonte de valor no capitalismo, sendo tanto produzida quanto apropriada pelo mercado. As identidades são moldadas por preferências e padrões estabelecidos, resultando em formas de ser que são pré-formatadas, mas também adaptáveis. A produção dessas subjetividades se cruza com o consumo, onde cada momento da vida se torna uma oportunidade de gerar valor.

Subjetividades Autênticas e Invenção Pessoal

Por fim, discute-se a possibilidade de criar subjetividades autênticas dentro das limitações impostas pelas dinâmicas de poder. É enfatizada a importância da inventividade e da experimentação como formas de se libertar das molduras rígidas proporcionadas pelo mercado. Para construir identidades verdadeiras, é necessário romper com os padrões que determinam o que deve ser, permitindo uma autoconstrução mais livre e multifacetada da identidade.

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Transcrição

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0:08 dando então continuidade a essa trajetória de Constituição do sujeito ou melhor das formas de assujeitamento que a gente observa na sociedade moderna e pulando paraa sociedade contemporânea caberia então perguntar Quais são as formas de assujeitamento que tem ocorrido na atualidade e com base em quais relações de poder bom se a gente for olhar pra tecnologia pras redes sociais pros blogs pros aplicativos de fotos e todas as outras plataformas que fornecem a possibilidade de construirmos

0:53 narrativas do nosso cotidiano a gente observa como por aí entram em cena mecanismos a partir dos quais nós mesmos criamos essas narrativas e publicizados demais elementos que aí estão presentes aí pode ser uma publicização geral ou uma publicização seletiva para determinadas pessoas aquelas mais próximas aquelas que a gente filtra H nessas redes sociais pois bem sendo de uma ou de outra eh O que vale a gente refletir sobre é como essas novas ferramentas elas constituem Por que não

1:41 eh ferramentas para questionar essa Constituição de si que passa pelo olhar do outro que passa pelo julgamento e por uma relação de poder a partir do Olhar do outro uma na relação a essa de poder saber tal qual ocorria eh no começo do século 20 e foi muito bem descrita por Michel Foucault por um lado poderia-se dizer que essas técnicas de si Essas tecnologias de si poderiam servir para uma verdadeira expressão da relação de si para consigo e que possibilitariam

2:27 mesmo a autorreflexão e e aquela volta à Constituição de sujeitos tal como ocorria na antiguidade uma vez que se olha para si e se tem uma reflexão eh crítica né a partir do de si mesmo só que ah tudo leva a crer que na verdade a gente tá falando quando a gente posta essas coisas a gente tá falando pros outros e muito pouco para refletir sobre nós mesmos para sairmos dessa nossa posição e darmos uma volta e retornarmos eh e chegando num outro ponto esse

3:12 autoconhecimento dificilmente parece ocorrer a partir dessas práticas que temos nas redes sociais isso tem muito mais a ver com um diálogo eh e uma exposição de si ou de uma imagem de si que se queira passar do que uma verdadeira um verdadeiro autoestudo uma verdadeira oportunidade pro autoconhecimento mais do que isso a gente não abole o olhar do outro o olhar do outro sobre nós mesmos enquanto figura de autoridade pode não vir diretamente através de um julgamento de um especialista no assunto mas vem através do da relação que temos com os

3:59 nossos companheiros com os nossos amigos de rede social e também por uma lente maior uma lente mais focada em analisar analisar nós mesmos que são as lentes do mercado que tão invisivelmente mas totalmente visíveis a a partir do momento que a gente publicização e as torna públicas públicas Ao menos para que elas sirvam de subsídios para que o mercado Produza saber a partir das nossas práticas cotidianas então ao invés de pensar enquanto técnicas de si a gente pode pensar Essas tecnologias enquanto tecnologias de dominação

4:46 individual pois nos fazem acreditar que nós mesmos somos sujeitos autognosis Mas por outro lado percebe-se como muito do que postamos e e do que e muito do que somos na rede reflete Na verdade uma série de padrões uma série de parâmetros inclusive normalizadores normalizadores de de condutas que são claramente vetores de relações de poder que incidem sobre as nossas vidas é impossível deixar de

5:32 relacionar todo esse processo a uma questão paralela a a essa que tá na nossa sociedade atual que é a ideia de gerir o seu corpo gerir a sua vida gerir o seu desempenho pois bem se Foucault no momento tratou de retratar como toda essa questão da gestão e esse essa preocupação com a gestão da força de trabalho com a gestão então da nossa saúde era função de um estado do mercado de algo superior externo aos indivíduos eh no momento atual é muito claro como se transfere para o

6:17 próprio indivíduo essa responsabilidade Então você tem que ser tal e tal tal pessoa você tem que gerir a sua saúde sua rotina de trabalho você tem que gerir o seu tempo você tem que ser eficiente eficaz e ter sucesso essa cultura da gestão de si ela acaba mascarando de novo a ideia de que há uma imposição conferindo uma falsa noção de que eu sou responsável pelo curso das ações que ocorrem na minha vida e eu sou responsável pelo meu sucesso e acaba de alguma forma trazendo pro próprio âmbito das práticas do sujeito para

7:04 consigo mesmo essas relações de poder ou seja que que já eram espraiadas que já eram pulverizadas e em questões micro da vida agora elas passam cada vez mais a estar presentes e diante de um posicionamento como esse de que é preciso cuidar de si e alcançar eficiência em vários ramos da vida e aí que se conformam modos de vida cada vez mais balizados por esses parâmetros e que de novo diria Foucault nada tem de autênticos nada tem de verdadeiros e em

7:51 termos de relação dos sujeitos para consigo mesmos ao mesmo tempo essas relações de poder que incidem ela elas não buscam produzir sujeitos propriamente ditos elas não procuram produzir eh individualidades ou identidades eh específicas Mas elas procuram modular os sujeitos modular questões identitárias modular preferências e a partir daí guiar nos guiar em direção de uma ou de outra conforme o que o que parece mais para gerar lucro como diria del relendo Então essa

8:38 ideia de foua entram em cena não indivíduos mas individuações modulações de indivíduos formas de produção de assujeitamento dito as individualidades mas que se baseiam em induções que se baseiam em probabilidades e que buscam criar eh formas de ser que não deixam de ser pré-formatadas mas que são moduláveis e que vão em determinadas direções trata--se

9:25 de modulações dinâmicas da as identidades individuais através de amostras operando a a partir de critérios probabilísticos em outras palavras o que se aponta com esse argumento é que a própria subjetividade se tornou fonte de valoração de geração de valor por um lado o capital se apropria dessa subjetividade e por outro a própria subjetividade torna-se um capital a partir do qual cada um dispõe para enfim gerar valor pro mercado há outros autores que vão se debruçar justamente

10:11 sobre esse fato né da produção da subjetividade passar a ocupar uma posição Central no processo no processo produtivo do capitalismo contemporâneo o que quer dizer que ela atravessa tanto o processo de trabalho quanto o seu produto isso tem um pouco a ver com essa ideia de que todo momento da vida torna-se momento de consumo e a partir daí é possível deslindar que a própria subjetividade também tá sendo produzida nesses momentos de consumo e sendo insumo preciosíssimo paraa geração de valor a partir daí é nesse registro que operam a as novas relações de poder Deia de na atualidade não através da

10:57 imposição da normalização de um Dever ser algo que é imposto aos sujeitos essas formas de assujeitamento mas características muito mais leves muito mais brandas mas que não deixam de ser constantes e permanentes são diria del processos que implicam em modulações modeliza e que se apoiam em linguagens informacionais que se apoiam no nosso desejo nos nossos movimentos e que passam por micro agenciamentos se o tempo da nossa conexão toma basicamente o tempo quase completo da nossa vida então vale questionar o quanto todos esses

11:45 processos eles não são muito mais potentes a partir do momento em que Eles tomam de assalto verdadeiramente inclusive aqueles momentos de si para consigo se é que esses momentos ainda ex exem uma vez que esses momentos são muitas vezes substituídos por momentos de postagens eh de fotos próprias de imagens de de escritos que se que tomam esse caráter nas redes sociais de que eu estou ali num momento de de eh de reflexão de autoconhecimento mas que precisa ser exposto Ora se esse momento da conexão ele é quase que Permanente em nossas vidas a que a gente se questionar se realmente sobra espaço e tempo PR o

12:34 autoconhecimento e para Constituição de sujeitos autênticos sujeitos autônomos Livres fora dessas cadeias de poder e saber que se impõe sobre as nossas vidas alguns autores Como o próprio Peter palpel ou lazzarato vão falar que o que tá em jogo claramente é a produção de subjetividades consumid as subjetividades produzidas pelo mercado não em termos de uma figura completa mas da venda de formas de ser viver agir até mesmo experienciar a vida tudo isso é de alguma forma modelado moldado e somos de alguma forma levados através dessas modulações a chegar nessas formas de

13:22 vida que já são previamente prontas que já vem de encontro às nossas preferências em momentos em momentos anteriores sinalizadas ou seja como um pedido que chega num restaurante uma entrega pronta do que devemos ser mais uma vez cabe dizer que não se trata de uma identidade rígida fixa mas identidades cada vez mais moldáveis moduladas e híbridas diante daquilo que o próprio mercado oferece e diante daquilo que é nos é possível fazer e consumir em determinados momentos haveria então espaço para criação de subjetividades autênticas é possível

14:08 crer que há sempre espaço paraa inventividade e há sempre espaço paraa construção desse espaço de Constituição de autoconhecimento de relação de si para conso mas para isso a gente tem que quebrar com essas linhas duras impostas com essas modulações e viver a partir daquilo que constituem as nossas múltiplas formas de existência as nossas multiplicidades diria de multiplicidades essas que são simbolizadas por formas distintas de variação formas distintas de vida que pressupõe que a gente entre em experimentação com conosco algo semelhante aos que os gregos talvez

14:55 faziam é se colocar-se em experim é a única forma para de Constituição verdadeira de uma identidade essa não permanente mas em constante produção e criação Com base no [Música] Devir

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