Rodrigo Aladim - Diz Aí PodCast - #EPISÓDIO98 #2T

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Breve Resumo

Este vídeo é um podcast com Rodrigo Aladim, onde ele discute a política de Macau, o desenvolvimento da cidade, e sua visão sobre a gestão atual. Ele também aborda sua trajetória política, as dificuldades enfrentadas pela cidade e a importância da união política para o desenvolvimento local.

  • Trajetória política de Rodrigo Aladim e sua visão sobre a política de Macau.
  • Análise do subdesenvolvimento da cidade e a falta de atenção ao turismo e geração de emprego.
  • Avaliação da gestão atual de Flavinha Veras, destacando dificuldades e a necessidade de comunicação.
  • Importância da união política e da busca por recursos para o desenvolvimento de Macau.

Apresentação de Rodrigo Aladim

Rodrigo Aladim é apresentado como alguém que conhece profundamente a política de Macau. Ele expressa seu prazer em participar do podcast e enfatiza a importância de discutir a realidade da cidade de forma descontraída, mas honesta. Rodrigo se define como um vocacionado político, sempre buscando o bem para a população, independentemente de rótulos ou lados políticos. Ele relata sua chegada em Macau em 2004/2005 para trabalhar em campanhas e na prefeitura, destacando os resultados positivos que obteve ao longo do tempo.

A Política Macauense e o "Toma Lá, Da Cá"

A política macauense ainda funciona com o "toma lá da cá", influenciada pelo subdesenvolvimento da cidade, onde as pessoas são mais dependentes da coisa pública. A falta de desenvolvimento social e a ausência de cursos técnicos e superiores contribuem para essa dinâmica. As redes sociais intensificam esse embate, com discussões acaloradas e ataques constantes entre os grupos políticos.

Subdesenvolvimento de Macau e Falta de Interesse Político

O subdesenvolvimento de Macau é atribuído à falta de atenção ao turismo, assistência social e geração de emprego e renda. A ausência de universidades e programas de apoio à formação profissional agrava a situação. A falta de planejamento e investimento nas áreas certas, especialmente após a chegada dos royalties, é apontada como um dos maiores problemas da cidade. A dependência dos royalties e a falta de diversificação econômica levam ao êxodo dos jovens e à estagnação da cidade.

Avaliação da Gestão Atual e Esperanças para o Futuro

Apesar de ter participado de governos anteriores sem conseguir atingir todas as áreas desejadas, Rodrigo expressa esperança no novo governo de Flavinha Veras. Ele destaca a importância de investir em turismo, esporte e qualificação profissional, e se coloca à disposição para ajudar a cidade. Ele reconhece que a gestão está começando e que é preciso tempo para implantar um planejamento, mas espera que o governo possa atingir áreas cruciais como saúde e educação.

Bastidores da Política: Túlio e Zé Antônio

Rodrigo compartilha os bastidores de sua participação nos governos de Túlio Lemos e Zé Antônio. Ele descreve o governo de Túlio como idealista, mas com dificuldades em executar o planejamento. Sua saída do governo de Túlio ocorreu após seis meses devido à desorganização estrutural e ao desequilíbrio financeiro. No governo de Zé Antônio, Rodrigo foi vice-prefeito, buscando estabilidade para a cidade após a gestão de Túlio. Ele menciona que a maior dificuldade na gestão de Zé Antônio foi a falta de contato com o povo, o que gerou um distanciamento e alta rejeição popular.

Relação com Flávio Lemos e Independência Política

Rodrigo fala sobre sua relação com Flávio Lemos, reconhecendo que foi ele quem o introduziu na política em Macau. Ele enfatiza que, apesar da amizade e respeito, ele tem sua independência política e pode fazer alianças com qualquer um que seja benéfico para a cidade. Ele destaca a importância de separar o pessoal do político e de buscar o bem para Macau acima de tudo.

Análise da Gestão Municipal Atual

Rodrigo avalia a gestão atual de Flavinha Veras, destacando que é um governo que tem enfrentado dificuldades e que está novo, com muitas pessoas novas em secretarias-chave. Ele ressalta que as pessoas querem resultados rápidos, mas que é preciso tempo para implantar um planejamento. Ele vê o esporte e a cultura mais desenvolvidos, mas sente falta de respostas em áreas como turismo, assistência social, geração de emprego e renda, saúde e educação.

Comunicação e Transparência na Gestão Pública

Rodrigo enfatiza a importância da comunicação e transparência na gestão pública. Ele destaca que o governo precisa comunicar o que quer, onde quer chegar e o que vai implantar de política pública nova. A falta de comunicação gera um vazio e permite que as pessoas julguem pelo que estão vendo, criando narrativas negativas. Ele cita exemplos como a ambulância com a porta quebrada e a escola na Ilha de Santana para ilustrar a importância de comunicar as decisões e justificativas.

O Cenário Político de Macau e a Busca por União

Rodrigo descreve o cenário político de Macau como um governo começando devagar, precisando comunicar mais com as pessoas. Ele observa um revanchismo influenciado pelo desenvolvimento social e pela polarização entre empregados e desempregados. Ele defende a união política para buscar recursos e desenvolvimento para a cidade, citando a importância de reabrir as universidades e investir em cursos de direito.

Futuro Político e Considerações Finais

Rodrigo não descarta a possibilidade de concorrer a cargos maiores no futuro, mas enfatiza que a decisão depende do povo. Ele destaca a importância de escutar a cidade e de ter um projeto que seja de todos. Ele reafirma seu compromisso com Macau e se coloca à disposição para ajudar a cidade, independentemente de lados políticos. Ele encerra a entrevista com um recado para Flavinha Veras, desejando que ela siga seu coração e trabalhe pela cidade, e pedindo paz e união para todos em prol de Macau.

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7:45 vir assistir, tá aqui com a gente. Hoje a gente vai mais uma vez conversar sobre política. Eu gosto de conversar sobre política, né? E eu acredito que Jar também gosta. E a gente vai conversar sobre política. Vamos falar um pouco eh com uma pessoa. Eu vou pedir pra Jar apresentar essa pessoa que tá aqui com a gente, Jarão. E também dar boa noite pra galera que tá em casa. Assim, o que eu posso dizer de imediato é que o cara conhece, né, a política macauense assim a fundo, não é? Muito melhor do que eu, do que você, Raimundo. Certeza. Muito melhor do que muitos que acham que conhece política aqui Macau, né? Ele tem o noal, ele tem e essa presença na nossa cidade, nessa cultura política. E é uma alegria

8:31 enorme, um prazer muito grande já recebendo hoje aqui Rodrigo Aladin. Seja muito bem-vindo ao Diz aí podcast, meu amigo. Deus, fica à vontade para dar boa noite pro pessoal que tá em casa. É, boa noite a todos de casa. É um prazer imenso estar aqui no Diz aí podcast. Eh, eu sou fã desse programa, sou entusiasta desse programa. A gente teve várias vezes juntos em bastidores e e essa entrevista não saía. É verdade. E agora, graças a Deus, eu tô tendo a oportunidade de estar aqui. Eh, depois da eleição até vou mandar um abraço aqui pro meu amigo Saian, que ficou com ciúme porque eu não fui à rádio primeiro, disse: "Não, mas eu tava devendo aos meninos entrevista". Verdade. Quando eu fui falar com ele já off aqui, quando eu fui falar com ele, já fui falando isso já. Você tá

9:18 prometendo a entrevista, chegou a hora de servir. O homem já foi desativ. Eu não não ia me refutar jamais de de dar uma entrevista sobre a minha cidade, sobre a política local, sobre as coisas que aconteceram, estão acontecendo num bate-papo eh descontraído, mas sempre colocando a verdade do que do que é a realidade da da nossa cidade. Eu acho muito importante a gente conversar, ouvir, debater, colocar os pontos de vista que a gente tem, trazer provocações, né, também reflexões, provocações. É importante, isso faz parte do jogo político, né? Faz parte. São lados, mas que, digamos que se degladiam, mas para um bem maior, que é o desenvolvimento de um povo. É, é assim basicamente que se faz a democracia.

10:04 Show de bola. Show de bola mesmo. Eu tô, eu já disse isso a ele em off e vou dizer, eu digo muito isso aos convidados. Eu tô bastante à vontade aqui hoje. Erão, também bastante à vontade. Espero que ele esteja, né? Também tôém. Então vai ser um papo eh sem arrodeios direto e a gente vai começar Jirão, fica à vontade. E para também deixar aqui para os nossos telespectadores que vai ser um papo descontraído, mas também responsável, né? Com certeza. É porque muitas vezes as pessoas nos vê assim como inimigos. É alguns as pessoas não vê como bicho papão. Eu não sei porquê, né? Não sei por. Longe longe de nós que querer isso e nem somos literalmente não somos. Realmente nem somos, né? Pelo menos minha esposa, minha mãe disse que eu sou muito bonito. Então assim, para tá

10:51 achando que que eu sou monstro, né? Né? Mas Rodrigo, você assim, é um nome que atravessa gestões, não é? A gente até postou esses dias aí a questão da dinastia familiar aqui Macau e você atravessou essa dinastia assim, articulações e embates. E mas como você se define hoje? Apenas um ex vice-prefeito, um militante de oposição ou estrategista dos bastidores? É Davi Batista, meu amigo Davi disse que eu sou muito bom de bastidor, mas assim, a gente não pode fugir a à responsabilidade. Eh, eu comecei, cheguei em Macau em 2005, 2004, 2005,

11:37 né? É, já para trabalhar na na campanha, depois na prefeitura, exerciarias, graças a Deus, por onde passei, dei resultado, né? Se a gente, se vocês quiserem, depois a gente pode fazer um um resumozinho de onde eu passei e e o resultado que a gente colheu. Eh, depois realmente quis ingressar na vida pública, comecei eh, pegando o partido, peguei o PR de João Maia e me coloquei. Me lembro demais, é, da primeira vez que eu fui à rua pedi voto, que não era nem para mim, era para um deputado ali na rua São Pedro, onde vai começar o roçado, por ali sair de casa em casa, entregando o panfleto e e conhecendo

12:22 mais da de como se fazer política, de conversar com as pessoas, de meter a cara mesmo e ir atrás. E ali a gente já conseguiu dar uma votação, depois conseguiu eleger vereadores na eleição municipal e de lá para cá, graças a Deus, eu sempre venho organizando um partido, elegendo vereadores, eh contribuindo, no que eu acho mais importante da política, é contribuir com a cidade, né? Então assim, sempre que eu fiz parte de um processo político, com certeza eu trouxe algum benefício político para o povo de Macau. Então isso já me me orgulha, já me faz ter o senso de dever cumprido, já me faz estar satisfeito e podendo sempre fazer mais, né? Eu me considero, já, como eu falei a

13:09 você já, eu me considero um vocacionado político, porque existe político de todo tipo. Eu posso não ser o que fala mais bonito, posso não ser o que vai mais eh à frente, à rua, mas eu sou vocacionado. Eu tô sempre querendo fazer política. Eu tô sempre querendo trazer o bem para pra população, independente de com quem seja. Essa questão de de pechar, de colocar rótulos. Com fulano eu não converso, com fulano eu não faço política. Para vocês terem uma ideia, em 2014, 2015, eu já tava rompido de quejinaldo, fora do governo dele. Macau passou um problema de grande de água. a gente precisava eh de uma reunião no governo, tal, e eles não estavam conseguindo. Então eu liguei para Queinaldo, liguei para Ezequiel,

13:54 presidente, deputado Ezequiel, e a gente conseguiu articular essa reunião. E eu tava lá do lado de Qué Ginaldo, recém rompido e eu tava lá do lado de Queginaldo numa audiência pública para trazer benefício pra cidade. Eu acho que esse é o papel do político, acima de tudo, trazer benefício para o seu povo, independente de quem esteja do seu lado, A, B ou C, no papel político investido da do da da atividade política, a gente tem que estar acima disso aí. Então, eu considero e eu já falei isso em discurso, Marcal é maior do que eu, é maior do que qualquer um. O objetivo da gente na política, se você está na política de coração, é fazer bem ao seu povo. Então, por isso que eu talvez já tenha passado, feito alianças, digamos,

14:39 com as três famílias grandes de Macau. Já fui adversário também das três famílias grandes de Macau, mas sempre por entender o que é melhor. Então, buscar um caminho, eh, a gente tem que tomar decisões na vida. A gente não se vai para um para um para um processo político, você tem que se decidir. Então é decidir, acreditar e batalhar pelo que você acredita. Ir atrás e trazer ali, buscar o melhor possível que você pode fazer. Não deu certo, não deixa de ajudar a sua cidade. Você pode ajudar mais no governo, mas pode ajudar também fora do governo. Mas sempre tanto se você exerce atividade política. Não, eu perdi a eleição, então não vou fazer. Eh, Macau tá com sei lá, o sinal

15:24 quebrado, eu não vou ajudar não, porque é o outro governo. Não, eu vou ajudar sim, porque é a minha cidade. E as pessoas reconhecem isso. Por onde a gente anda, por onde eu cheguei hoje cedo, que eu gosto de fazer política muito escutando as pessoas. Foi um aprendizado que eu tive na política. A gente tem que botar ouvidinho na no terra, como se diz, a cultura antiga e escutar o que o povo fala e tentar interpretar da melhor maneira possível para trazer os benefícios. Show de bola, Rodrigo. Rodrigo, a gente sabe que a política brasileira tem muito tomal lá da cara, né? A gente sabe disso. Mas aqui em Macau, o quanto a política macauense ainda funciona

16:10 dessa forma ou se funciona dessa forma, né? Eh, eu acredito, que que a a maneira de fazer política, ela muda muito pouco em todo o território nacional. Essa esse embate tomar lá da cá, ele fica mais acentuado ou menos acentuado, eh, na minha opinião, muito de acordo com a do com o desenvolvimento da população. Se você tem uma cidade mais desenvolvida, esse tomado da cá, ele é menos acentuado. Por quê? Porque as pessoas têm sua vida. perdeu a eleição ali, mas eu vou me preparar para outro ciclo. Quando a cidade é menos desenvolvida,

16:57 as pessoas são mais dependentes da coisa pública, que é o caso de Macau, que é o caso de várias cidades da região salineira, aí é a coisa é mais aflorada. Por quê? Porque você perdeu seu emprego, porque um parente seu perdeu o sustento. E esse política de interior, né? interior. E aí começa se tomar lá da cá, você começa o o o governo que entra, se você eh eh seja nesse que entrou agora, o Zé Antônio quando entrou, o de Túlio quando entrou, né, e para trás sucessivamente, começa rapidamente esse tomal lá da cá, essa essa essa desferimento de de pancada para todo lado, porque as pessoas perderam o seu ganhapão e não

17:45 tem na não tem na região Não, não tem na sua cidade onde buscar o seu sustento. Não tem. A gente vinha falando isso. Eh, eh, qual foi o último médico formado em Macau? Depois de Dr. Ariano, não lembrei de nenhum. Isso é preocupante. Acho que Dr. Arian já se formou há mais de 10 anos. Quantos advogados se formaram em Macau nos últimos anos? Eu acho que não chega cinco engenheiros, eh, arquitetos, o que seja o que for. Cursos técnicos que a nossa região absorve bastante, cursos técnicos bons que você possa ter um salário digno de R$ 5, R$ 6.000, R$ 1.000, solda TIG ou qualquer que seja

18:33 desses cursos melhores que a pessoa possa exercer uma profissão digna. Pouco. Então assim, a gente não tem a gente não tem desenvolvimento social na cidade ou na região de uma maneira. E aí isso isso isso faz com essa que essa política seja mais acentuada. E hoje com WhatsApp, Instagram, com a a força, a pujança das redes sociais, você vê isso muito mais muito mais forte. É, então você abre um grupo aqui, você abre aqui. Às vezes eu eu abro os grupos aqui, é pancada toda hora, todo lado, de um lado pro outro, né? É o que entrou sustentando seu salário e o que saiu atrás de de derrubar aquele governo que acabou de entrar. E isso às vezes pode

19:19 confundir um pouco ou antecipar uma uma uma discussão política ou ou acelerar ou ou acirrar uma discussão política uma análise política que você possa fazer mais friamente, mais dentro do tempo ou mais de acordo com a realidade. Essa questão desse subdesenvolvimento aqui da nossa cidade é é falta de interesse mesmo? É falta de políticas públicas ou tem algo muito maior que que impede de que a cidade possa se desenvolver? Rapaz, eu vou vou ser muito sincero aqui a vocês. Eu tô aqui há 20 anos, 20 e poucos anos e eu nunca vi, já passei por vários governos e eu nunca vi uma atenção

20:06 especial ao turismo. Eu nunca vi uma atenção especial à assistência social. Eu nunca vi uma atenção especial a geração de emprego e renda com ráas exceções. Não tô dizendo que não fizeram, não. Houve sim. Mas eu acho que muito a quem do que precisa. Muito a quem. A gente precisa demais. A gente precisa fomentar a cidade, precisa fomentar a região e o que se faz é muito pouco. E aí você não consegue gerar emprego e renda. Os jovens da nossa cidade hoje terminam a escola ou quando estão no segundo grau vão pro IFRN e de lá

20:52 a gente não tem uma universidade aqui. A gente tinha o ERD e o FRN estão fechadas. A gente não teve força política, união política de toda a classe política para reabrir essas essas universidades. A gente não tem programas, já teve, mas não tem mais programas de apoio às pessoas de Macau que queiram se formar fora, porque às vezes precisa de uma ajuda. A gente não tem, a gente não tem apoio à qualificação técnica que também vai dar emprego às pessoas. Não tem. A gente não tem um programa sério de desenvolvimento turístico. Quais são as rotas turísticas de Macau? Tem três rotas turísticas aqui. Que a pessoa venha pra cidade e faça três

21:38 rotas turísticas aqui. Material turístico para fazer, eu sei que tem. Então assim, eu acho que dos últimos 20 ou 30 anos, principalmente de quando chegou o royalty, que foi aquela o aumento de receita, que agora dá para fazer o que a gente quer, né, na cabeça das pessoas, eu acho que foi o que faltou pra cidade, esse planejamento, atacar justamente nessa área, porque uma hora vai passar, está passando. O Roy, eu acho que nesses dois últimos meses veio zerado praticamente, se não, um mês veio zerado e o outro acho que veio cento e poucos mil, 200.000. E aí tá passando, pode até voltar, mas tá passando. E cadê o desenvolvimento da

22:24 cidade? Cadê o desenvolvimento das pessoas? Porque para se gerar renda, para se gerar, para que o dinheiro circule, é preciso que você, que a base esteja funcionando, as pessoas ganhando melhor, rodando o dinheiro, o dinheiro vai circulando e assim é esse ciclo, eh, esse ciclo vai rodando e a cidade vai desenvolvendo. Se não tem dinheiro na base, não tem dinheiro na cidade. O médico que aqui que fica vai embora. O advogado também vai buscar porque tem que sustentar a sua família. E as pessoas, os jovens estão fazendo o quê? Êxodo, saindo da cidade. Quantos jovens vocês conhecem que não estão aqui, foram embora do Macau? Porque não tem o que fazer aqui. Quantos? Eu conheço um bocado. Muitos.

23:11 Eu conheço um bocado. Então acho que esse esse é o maior calo da cidade de todos os governos. Tá entrando um governo novo aí, aproximadamente 6 meses e se Deus quiser vai dar um avanço nessa área. Tem tudo para dar. É um governo novo. Quando se entra um governo novo, se renovam as esperanças, né? Independente de eu ter feito parte ou não, que fiz parte de governos também e não consegui a a atingir essa área. Fiz parte lá, briguei, falei o que fala aqui, mas não consegui. Não tive força, vamos lá. não tem força política sozinho para dentro do governo fazer que se criasse programas assim. Em algumas áreas sim ou em outras não. Algumas eu consegui. Quando fui

23:56 secretário de educação, realmente a gente mudou muita coisa aqui na educação de Macau e tivemos resultado, né? Aumentamos o IDB de todas as escolas, implantamos vários programas, muito bacana, mas em outras áreas não. Então eu acho que Macau tem que acordar para isso. As pessoas têm que cobrar, votaram, né? A a prefeita tá eleita, tem que fazer sua administração, tá começando, né? São seis, quase se meses de administração. A gente já consegue ver um esboço, tirando toda essa parte que a gente fala um pouco do toma lá da cá, né? Quem tá fora tem que bater muito, quem tá dentro tem que defender cegamente os dois lados cegos. Mas você fazendo análise fria, você já, eu já vejo um esboço

24:42 do do que de como vai se comportar o governo, mas espero que que tenha mais, que que essas áreas que a gente fala, que o governo possa atingir essas áreas, por porque assim, quando você não tem nada, por exemplo, você investe, quanto você investe hoje no turismo de Macau por mês? 10.000, R$ 20.000? Eu acredito que não. Então vamos botar um valor fixo dentro do orçamento do governo para que se possa e não uma feira esporádica, um uma coisa esporádica, um esporte também, um orçamento fixo e cumprir aquele orçamento. Eu acho que já vai começar a mudar muita coisa na geração de emprego, né? Fal is aqui a gente tem R$ 50.000 R$ 1000 por mês para fazer curso aí paraa

25:29 meninada, para bancar que seja 10 pessoas em Natal para ajudar para fazer sua faculdade, que retornariam e prestariam serviço à prefeitura quando se formasse. Acho que isso isso é é possível. E fica o apelo aqui também ao governo que entrou que possa fazer que que independente de eu não estar no governo e estar não estar não faço parte do governo, mas posso ajudar. Foi para ajudar a minha cidade, no que depender de mim, eu eu tô para ajudar. A gente conversa. Show de bola mesmo, Rodrigo. Você, como você já falou aqui, eh, você já participou de alguns grupos políticos, né, da nossa cidade. Já passou pelas pelas, eh, as três

26:17 famílias, né, os Lemos, os Menezes e os Veras, né? É. E eu queria fazer uma pergunta voltada ao passado, né? Qual era a real eh, qual era a realidade de do tempo de Túlio, né? A gente sabe que é muito difícil a gente conseguir sustentar uma insatisfação popular, certo? A gente sabe disso que é difícil. Houve o seu rompimento naquela época e você saiu ali, foi com 2 anos, um ano de governo, eu não lembro. Tú seis meses. Seis meses. Seis meses de governo. Você você já rompeu. Foi ligeiro. Foi. E aí eu queria que você situasse um pouco o pessoal de Macau, eh, um pouco do bastidor daquela época, daquela época, né? falasse um pouco do que aconteceu

27:04 aquela época eu era pré-candidato a prefeito. Houve a prisão da do pessoal que é aginaldo claro a prisão do pessoal e a gente tomou uma decisão política de não de não disputar a cabeça. né? Tomou essa decisão política de não disputar e passado o decorrer da campanha, eh, pré-campanha, aliás, a gente nesse embate de a gente um grupa, né? A gente tem um grupo considerável e aí a gente a gente não pode, o que eu disse, a gente não pode se refutar também de apoiar, de botar a cara e de fazer parte do processo eleitoral. Eu

27:50 sou, eu acho que a gente mesmo errando ou acertando, a gente tem que tomar uma decisão e encarar a decisão e tentar fazer o melhor possível ali. Então a gente a gente conversei com o Zé Antônio na época, naquela época não foi uma conversa boa e eu tinha uma proximidade com com o Eduardo Lemos de outros momentos já dessa história de de Olha só, né? 2004, 2008, todas aquelas guerras entre o grupo de Flávio e o grupo de Eduardo, mas se criou ali um respeito muito grande entre eu e Eduardo e a gente tinha diálogo aberto. Então, conversei com Eduardo e disse:

28:37 "Eduardo, eh, tudo quer ser candidato, eu não eu não vou disputar a cabeça, mas a gente a gente pode conversar para fazer uma aliança. Acho que seja benéfica a cidade. Vamos conversar com Túlio. Marcamos uma conversa, conversamos. Realmente Túlio um idealista. Se você pegar o projeto de Túlio para Macau, como o pessoal dizia, é uma Dubai, né? Dubai. Mas, mas as pessoas brincam com isso, mas eu tive dentro da campanha e eu vi poucas campanhas e com plano de governo ou com a parte de planejamento da cidade tão organizada entre planejar e executar, houve uma

29:23 ruptura grande aí, né? Tanto é que com seis meses eu já saí. Mas o planejamento, olha só, Wagner Araújo, secretário de estado, que tava agora Israel, que foi tava lá no meio do da início da guerra, Jean Paul Prates foi senador. Todos eles fizeram parte do planejamento de Macau. Pessoas tarimbadíssimas, projetos bacanas, super técnico, né? Porto tinha o projeto de fazer um porto aqui já. Não é um projeto dizer vou fazer não, já com estudos. Aqui tem tantos méd profundidade. Dá para entrar aqui, aqui não dá. Aqui é assim, tá entendendo? Então assim, mas daí para executar o governo de Túlio não conseguiu pôr em

30:10 prática praticamente nada do que estava planejado. Houve queda de receita, houve, mas também houve muita desorganização estrutural no no no na prefeitura. subiu demais os salários, fez uma lei e quando viu, porque assim, a prefeitura ela tem que prezar pelo equilíbrio financeiro. Então você não pode sonhar demais, eu quero fazer isso, mas eu não tenho dinheiro para isso, então eu vou por aqui. Então tudo quebrou esse equilíbrio financeiro. Numa cidade grande, quebrar o equilíbrio financeiro, isso é normal. acontece Natal, Mossoró, cidades maiores, esse equilíbrio financeiro, ele se quebra, o car vai ali no banco, faz um empréstimo porque vai pagar parcela de 2 milhões. Uma cidade pequena como Macau, se você tiver um déficit de 1 milhão, em

30:57 um ano, você tem uma folha dentro. Uma folha não, desculpa, um mês de arrecadação dentro. E aí, como é que resolve isso? Acabou sua gestão. E esse esse vira uma bola de neve, né? Uma bola. Foi o que aconteceu no governo de Tú. botava para dentro, botava para fora, chegava no final do ano, botava todo mundo para fora e eu botava como restos a pagar, zerava o ano, começava de novo, contratava de novo. E aí foi, mas tudo tinha o governo muito planejado. Tinha assim, tinha sim, foi. E a gente entrou ali, entrou ali, deu as mãos pelo projeto de reestruturar a cidade. Eu acho que foi uma das campanhas mais bonitas que eu já vi na minha vida. A gente era de manhã, tarde, de noite nas ruas andando, enfrentando a prefeitura.

31:43 Dois, dois doidos, como se diz, né? Mas a gente conseguiu ganhar aquela eleição. A gente saiu de sete pontos. A gente começou a eleição com sete pontos. Quando deu na metade da eleição, a gente já sabia que ganhava, porque a gente vinha assim, é muito difícil. Quando você vem no gráfico subindo aí por semana quatro, cinco pontos, é muito difícil tirar isso. Então a gente já sentia isso. Tanto é que foi a eleição durante o processo eleitoral mais difícil e foi o dia da eleição mais fácil. A gente já tinha certeza da vitória naquele naquela época. Foi tranquilo. A gente a gente passeou no dia da eleição sem preocupação nenhuma e sem estrutura para fiscal, sem estrutura para para o dia da eleição, como se diz, organizar. E a gente tava já tava ali. Aí depois

32:30 realmente para colocar em prática isso aí ele não conseguiu. E aí realmente eu disse a ele e falo isso aqui sem constrangimento nenhum também me dou muito bem com Túlio. Passou, teve a contribuição dele pela cidade e ele eu disse a ele: "Cara, eu eu sou eu moro aqui, eu quero andar aqui, eu não tenho como fazer parte desse governo assim, não. Tá fazendo mal as pessoas." E aquele início foi horrível. Eh, só emendando a pergunta, né, como como eu falei aqui da do tempo de Túo, eu queria também falar na questão de Zé Antônio, onde você decidiu eh apoiar e ser vice eh prefeito de Zé Antônio. Você poderia falar um pouco do bastidor daquele tempo também? Posso? vontade.

33:15 Quando eu quando eu quando eu quando eu deixei o governo de Túlio, eu assumi fortemente a oposição. A gente fez presidente de Câmara, a gente tinha maioria, a gente foi tentado impeachman, foi, a gente fez tudo que podia fazer da parte política, eh, eh, contra o governo de Túlio, o governo tinha tava tava fazendo muito mal a a cidade. E aí chegou o processo eleitoral, eu eh eu procurei Flávio, ele disse: "Flávio, a situação hoje tá, a situação hoje aqui é a seguinte. Se juntar eu e você pelas pesquisas, a gente tem mais de 50% dos votos.

34:02 A gente tem que estimular mais uma candidatura e enfrentar tudo. São três candidatos, a gente ganha eleição, mais mais 50% do voto aí. A gente, ele montou um partido, eu montei o partido, a gente começou, Zé Antônio começou, foi essa quarta pessoa, mas aí foi uma coisa dele natural do do processo eleitoral, já tenha sido prefeito, é um cara que tem seus méritos na cidade, né? é reconhecidamente, tem seus médicos por isso. E Zé Antônio fez uma grande pré-campanha e quando chegou na nesse período eleitoral aí onde a gente todo mundo conversa, né? E houve um apelo muito grande, muito grande mesmo, me sensibilizou.

34:50 Houve um apelo muito grande de todos para que a gente não brigasse, a gente não se degladiasse. Macau não aguentaria, não se não aguentava dois grupos se degladiando. O que é que ia dar disso, né? Se terminava na justiça essa eleição, o que é que ia acontecer com isso aí? E eu dei um passo atrás. Eu resolvi dar um passo atrás, abri mão da minha candidatura e fui seu visto Zé Antônio. O que aconteceu foi isso aí. Não sei se foi a decisão certa paraa minha carreira política, mas eu achei que foi a mais sensata pra cidade. Pode ser um erro, pode ter sido, pode, mas acho que trouxe uma de início,

35:35 trouxe uma boa estabilidade pra cidade. A cidade pagou seus atrasados, colocou salário em dia, né? E a cidade começou a andar de uma maneira mais organizada, mais ordenada para sair daquela daquela situação que que foi deixada pelo governo de Tú. Qual foi a maior dificuldade, Dr. Zela, na na sua gestão que passou agora? Eu acho que faltou e mais ao encontro do povo. Foi um governo muito ausente do povo. Zé Antônio fazia o feijão com arroz, pagava em dia, se preocupava com a saúde, se preocupava com questões

36:20 pontuais da cidade, mas era o governo muito de dentro. ele nunca não procurava as pessoas e e a maioria da da eh a maioria das da população, das pessoas, elas elas querem tá em contato com o governo, elas querem sentir a presença do governo. Então, às vezes você tá fazendo uma coisa, achando que tá fazendo bem e até uma coisa positiva, mas não é o que o povo quer, não é o que o povo tá precisando, não é o que o povo tá almejando. E essa distância entre o que se quer e o que se faz, ela gera esse ruído, né, que afastou o Zé Antônio do povo. Se você pegar, se você pegar

37:06 pesquisas com seis, um ano antes da eleição, Zé Antônio tinha 70% de rejeição. Mas um governo que basicamente tinha reformado as escolas, tinha ajeitado a saúde, tinha passado pela pandemia, tinha colocado salário em dia, tinha pago atrasado, aberto o BS, tinha aberto o BS, tinha feito, não tinha tapado os buracos, mas tinha feito alguma coisa, entendeu? Mas uma rejeição popular altíssima. Você olhava, disse: "Por que isso?" Porque eu acho que o que o povo tava querendo não foi o que Zé executou. E houve essa distância, houve distamento grande, gigante. Houve esse esse distanciamento

37:53 gigante que que a gente via é você vê nas pesquisas, porque assim, a gente escuta e vê que pesquisa também, né? Mas além das pessoas falarem, a gente vira muito das pesquisas, que às vezes as pesquisas enganam, sabe? As pessoas quando vão dar a resposta na pesquisa não tem às vezes a coragem de de expressar a realidade, mas mas falam. Mas nesse batia muito, era uma rejeição muito grande. Tanto é que Flávio coloca uma candidata nova que chega na cidade para ser candidata, claro, levando o seu nome, né? Ele emprestando a a sua capacidade política, o seu noal político para ela, mas se coloca uma pessoa e a pessoa tem uma vitória, né, avaçaladora.

38:42 A situação tava tão complicada assim pro lado de Zé que Achem teve aqui, foi com a gente, Achem disse: "Quem colocasse do grupo dele levava, né? Se colocasse a levava. Se colocasse Dr. eh seu Raimundo Raimundo levava. É, né? As pesquisas diziam isso. E trouxe Flavinha de fora, né? 45 dias. Exatamente. E fez o que fez, porque as pessoas queriam tirar Zé. O sentimento das pessoas era tirar Zé Antônio. Eu acho que é um que é um um grande erro de Macaus voltar para derrotar. Eu tenho isso e é o que eu eu tenho esse pensamento e é o que tem acontecido nesses últimos anos em todo em todo o Brasil. Em todo o Brasil. Brasil. Isso aqui mudou muito as eleições e isso aqui mudou muito o modo

39:28 das pessoas agirem e verem a política. Verdade. Tem o lado positivo, bastante positivo e tem o lado negativo, porque a a as redes sociais elas tanto colocam uma pessoa, você vê uma pessoa que não é nada, amanhã virou celebridade. Hoje tem um cantor que fala, né, uma munganga com pescoço, né, cara? Cara é celebridade. Faz uma semana foi uma munganga com pescoço. Gostou, o cara é celebridade. Mas do jeito também que condenam as pessoas, né? Então isso isso isso pode, essa arma é muito rápida e as pessoas às vezes não têm a noção ou o senso para ter o julgamento correto e aí comete: eu quero tirar. Você quer tirar por quê? Não quero tirar. É para quê? Não tenho que tirar. E esse esse é o grande problema isso eu não. Eu tô falando no território, isso é âmbito nacional. Esse é o grande problema dessas perguntas não

40:13 serem respondidas. É, pera aí, mas por que eu quero tirar? Não, não sei por, mas eu quero tirar. Mas para que quer tirar? Mas eu não sei, mas eu quero tirar, né? Essa resposta que fica assim. Essas perguntas ficar sem resposta. É o grande problema que a gente tá vivendo hoje no nosso Brasil, que se vocês prestarem atenção, isso tem sido recorrente. Sim. O que entra já querem tirar rapidamente porque as pessoas querem mudar. Mudar para onde? Não sei. Eu quero mudar. É questão do do imediatismo, né? Do mediatismo. Você é é uma as coisas agem muito rápida num processo que se demora. Você, por exemplo, acabei de dizer, a gente tem um governo que vai que vai completar todos os governos, Flavinha aqui, Hélio, Pendências,

40:59 Guamaré ou Pendências Alto, eh, todos govern fazer 6 meses, mas já estão altamente julgados, seja pelo lado positivo ou negativo, fora o Tomalada cá, que já é uma coisa que influencia, eh, eles já estão altamente julgados, porque a a as mídias sociais elas são é ali direto e Mas o processo eleitoral, o próximo é daqui a 3 anos, né? Tem tem a imprensa do ódio também que ajuda, né? Tem tem tudo. A oposição odiosa. Não, pior que foi uma frase que foi usada naquele discurso de ódio. Talvez saiba nemum qual o peso dessa frase, né? Discusió. Quem faz discusoide é pessoas que fazem coisa contra minorias, né? É isso. Fazem negros serem atacados, é, homossexuais.

41:45 Aí quem expor a verdade aí falar que nós fazemos discurso de ódio assim, é talvez ele não saiba nemum peso que tá falando, falar ou sabe e e ou se joga, né? A gente não pode confundir. A gente quando quando você tá na vida pública ou vocês estão num programa, vocês são públicos também, né? Sim, não são políticos, mas o programa é político. Vocês não são políticos, são públ quer que não. A gente dizer formador de opinião mesmo, mesmo sem querer. Som vocês são uns diz que a gente café com leite. Eu já fiquei sabendo. Ah, os meninos lá é café com leite, são estranhos. Vocês são públicos. E quando a gente é público, a gente tem que estar preparado para ouvir, né? As pessoas vão ter opinião sobre a gente. Sim, sim, com certeza. E aí, mas o que se o que se

42:31 faz? se mistura ou se confunde a opinião pública para que essa opinião ela vire raiva ou que se torne discurso de ódio ou você tentar inverter uma palavra. Eu dei uma opinião. Ah, Raimundo falou bem de de Rodrigo, então ah, rapaz, Raimundo é muito bom, gente boa demais, cara, o cara sabe o que quer da vida, né? Não, Raimundo tá dizendo que Rodrigo não presta. Ah, é porque tá sendo pago. Alguém tá pagando ele para dizer isso. Então não é assim, né? Não é assim que a banda toca e as pessoas colocam isso. Mas assim, eh, de um jeito ou de outro, mas a imprensa Chapa Branca existe para isso, né? É, de mas de um jeito ou de outro, quando o a verdade ela ela vem à tona, de um jeito ou de outro ela vem. Então, quem quem trabalha, como vocês

43:18 trabalham sério, acreditam no que faz, vocês só têm crescido mesmo e vão enfrentar mais pancada, porque vocês estão crescendo, né? Já mudaram de local. né? Já tá tudo mais organizado, mais equipamentos, tudo e vão enfrentar mais pancada. O programa é isento. O programa o programa traz todo mundo, ouve todas as opiniões, é aberto, até a gestão. Se vier amanhã a gente faz um podcast especial. Não, eu sempre vi isso de vocês. Então assim, acho que não vai mudar. E o resto é são é da vida mesmo. Quando a gente tá bota a cara, tá público, né? É uma pena que a nossa cidade, né, não esteja com o nosso desenvolvimento social para que os patrocinadores possam ajudar mais o

44:04 programa. Estamos precisando, viu? Você quer patrocinar aí, cola com a gente. Inclusive, tem o nosso aqui, ó. Vamos já falar aqui do Arraiada Fanex aqui. E eu não tô recebendo de Jean, viu? Mas eh pra gente dar continuidade, daqui a pouco tem Mengão e eu quero assistir o jogo do Flamengo. Sim, é, já são 9 horas e eh a realidade a gente vai começar a falar um pouco da gestão atual, mas antes da gente começar a falar, Rodrigo, eu não consigo sair dessa sala sem te fazer essa pergunta. Eh, a primeira vez, como eu já disse aqui no programa, eu disse isso aqui com o Dr. Eduardo e volto a repetir, eh, eu preciso ainda aprender muito sobre política macauense. Tenho 30 anos de idade, vou fazer 30 anos de idade. Eu tô um pouquinho mais velho do que você e

44:50 tenho que aprender muito, tenho que que eh conhecer muitos bastidores da política macauense. Essa é a verdade. Mas eu tenho minha opinião formada, independente de qualquer coisa, eu tenho minha opinião formada e válido. E a primeira vez que eu ouvi falar no nome Rodrigo Aladim, esse nome sempre foi associado a Flávio. Sempre, desde a primeira vez que eu ouvi falar esse nome, né? A que quando eh você apoiou Túlio Lemos, o projeto Túlio Lemos, né, e foi candidato, disseram que o apoio era de Flávio. Era de Flávio. Não, vamos votar em Tú porque Flávio tá com ele. O menino tá lá, Aladim. com Zé foi a mesma coisa em 2020, de uma certa forma não tão escancarado,

45:37 mas eh de uma forma mais reservada, mas a gente via também Flávio na na campanha, na rua, com seu paredão, com seus candidatos a vereadores, na eleição. E eu queria saber de você, Rodrigo, até onde eh vai essa amizade? Eu sei que existe um pouco de família aí, né? É. Eh, não sei se todo mundo sabe de Macau, mas existe um pouco de família. Acredito que todo mundo saiba. Eu acho que todo mundo sabe. Eh, eu queria saber de você onde é que até onde vai e essa amizade, até onde vai esse apoio político, qual é a realidade hoje dos fatos? Se você faz parte, se você não faz parte, queria que você falasse um pouco sobre isso. É, eu eu isso é uma pergunta para mim muito fácil de de responder, porque

46:24 faz parte da minha história, né? Quem me colocou na política aqui em Macau eh eh foi Flávio. Eu vim para Macau a convite de Flávio para assumir a Secretaria de Previdência e Tributação. depois da que houve aquela cassação dele, quando volta na na eleição complementar, eu já fui chefe de gabinete, daí fui secretário de de plano, fui secretário de de novo de de tributação, depois de previdência, depois fui secretário de educação e sempre no no governo dele, sempre junto com ele, tomando decisões.

47:10 né? Comecei, foi quem me deu força quando eu comecei. A gente tem primeiro assim, as relações das pessoas tem que ter respeito, né? Então eu eu tenho uma admiração por Flávio muito grande. Não adianta chegar aqui dizer que não, você não tem, não. É um cara que eu gosto, é um cara que eu admiro, é político, foi quem me botou na política e quem me ajudou a dar os primeiros passos. E fizemos e poderemos fazer muita política juntos ainda. Sempre Flávio me deu o direito de falar, de dar minha opinião. Na maior, em grandes partes dos momentos, ele decidiu por ser o líder maior. Em outras partes, eu decidi quando não achava conveniente o que ele decidia.

47:59 E mas assim, as pessoas as pessoas confundem muito política com pessoal. Eu tenho certeza que se eu tiver em qualquer canto e levar uma queda e ligar paraa Flávia, ele manda me ajudar. Eu tenho certeza que se Flávio tiver ali lá no Porto de São Pedro agora e levar uma queda, ele saem para mim, eu mandar meu carro e buscar ele, porque a gente tem amizade e respeito e a gente também não mistura amizade e respeito com política. Quando eu não fiquei no projeto de Flávio nessa eleição, você sabe quem foi a primeira pessoa que eu liguei para ele. Aí ele deve tá, se não veu, vai, alguém

48:44 vai contar ele. Se não tiver vendo, alguém vai contar a ele. Ele sabe que é verdade. Conversamos quase 2 horas, eu expliquei meus motivos, tivemos uma conversa e ele entendeu o meu lado, eu entendi o lado dele. E é assim que as pessoas adultas tem que fazer. A gente tem nossa opinião, a gente tem nosso lado. Houve um momento que eu fiz parte fvorosamente do grupo dele. Hoje eu tenho minha independência que independe de eu conversar com o Zé, com qualquer outro político, com Flávio. Posso fazer aliança com qualquer um se eu vi que é benéfico para Macau? Não tem por não, independente da amizade que eu tenho com Porque assim, eu não fecho portas.

49:31 Se eu ligar aqui para Túlio, ele vai me atender. Fui rompido com Túlio. Nunca agredi Túlio pessoalmente. Nunca agredi Zé Antônio pessoalmente. Adversário, derrotamos Zé Antônio na eleição. Na outra eleição tava junto com o Zé. Por quê? Porque existe o respeito entre as pessoas. Essa essa pesta que se coloca, essa taxação que se coloca, o Rodrigo quer ser candidato porque ninguém presta em Macau. Flávio não presta, Zé Antônio não presta, Túlio não presta, Afonso Lemos não sei o quê. Não, não é assim não. Eu não vejo política desse jeito não. Todo mundo, eu inclusive, nós temos coisas boas e coisas ruins. Todo ser humano tem isso. Então assim, é como eu disse, eu eu eu tenho uma é

50:18 nessa parte que o meu entendimento político é muito diferente de outras pessoas. Vamos fazer o bem pra cidade. Vamos. Com quem a gente tem que conversar? Ah, Rodrigo e Flávio conversando. Paz, agora a gente tá precisando de Zé Antônio para resolver esse problema. Não, com Zé eu não converso porque Zé é isso, ou Zé fez parte do outro governo ou Zé aquilo, outro. Não. Aí eu tô fugindo da política. Tô fugindo. Por isso quando eu digo que eu sou, me vejo como uma pessoa vocacionada pra política, é porque de coração isso não passa por mim, na minha cabeça, nem no meu coração não passa. Eu não tenho constrangimento nenhum em conversar com o adversário. Primeiro porque eu não desrespeito.

51:06 Não há desrespeito jamais. Então as portas estão abertas. Segundo que o mérito não é para mim, não é entre eu e ele, é paraa cidade. Porque se eu me coloco como político, eu tenho que fazer política para o meu povo. Eu eu vejo assim, quando eu quando eu vejo alguém com discurso de fulano não presta, não sei quem não presta, não sei quem não presta, só a pessoa presta. Eu disse: "Vixe Maria, tá ruim porque vai sozinho, né? A gente vive numa sociedade, a gente vive na cidade de Macau, 30.000 habitantes aproximadamente. E é com esse povo aqui que a gente tem que gerir a nossa cidade. Homens de bem, homens com virtudes e com defeitos. É assim que a gente tem que construir a nossa cidade. Eu acredito muito nisso.

51:55 Perdemos a eleição. Tô trabalhando no projeto mais estadual, né? Tô na assembleia trabalhando lá. visitando várias cidades, fazendo um um trabalho lá, devo estar assumindo outro projeto em breve, graças a Deus. Eh, eu gosto de trabalhar, mas nunca esquecendo da minha cidade, nunca deixando. Inclusive, devemos trazer o projeto para Macau, né, o próximo ano e nunca deixando de pensar na minha cidade. Meu deputado, meu deputado foi votado por Flávio Ezequiel, foi votado pro Zé Antônio na nossa aliança. Vai um pouquinho de bastidor aí, né, das alianças. Mas é um deputado que traz para Macau

52:42 por ano mais de R$ 1 milhão deais em emendas, convênios. É um deputado que faz 50, 60 requerimentos por por Macau. A ponte a ponte da ilha foi visitada semana passada pela construtora que veio fazer o orçamento. Acho que quase ninguém sabe isso aqui. Eu não sabia. Requerimento de Ezequiel. Porque a gente tá atento, tá atento com o que precisa na região. E não é só Macau. Se você pegar eh eh eh a candidatura de Ezequiel e a a atuação de Ezequiel na região salineira, se você pegar em 2014, foi a primeira eleição que a gente votou nele aqui, ele teve uma base na região Salineira de 4.000 votos, 3500 em Macau, 500 pelas outras cidades. Hoje a gente tem mais de

53:27 25.000 votos na região salineira. é um deputado atuante na região salineira que quando que o seu mandato tem uma parte dele totalmente voltado pra região salineira, seja com viaturas, requerimentos, emendas, por exemplo, a gente tá teoricamente a gente tá fora do governo, não é? Ezequiel mandou uma emenda de R$ 300.000 pro carnaval de Macau. Por que eu vou penalizar a minha cidade porque eu não ganhou eleição? É justo com o povo? Eu não tô sendo político se eu fizer isso. É essa que eu acho uma grande diferença do político que atua para o político que faz política bem de outra maneira. É, mas eu acho essa grande diferença. Mas essa

54:13 civilidade em políticos é difícil se encontrar. É principal. Mas mas assim, Jairo, quando a campanha começa é normal que se assirre os ânimos. A gente passou por isso agora. Eu enfrentei familiares, houveram alguns discursos mais pesados, houveram eh eh eh digamos que chateações, raiv do processo político. Acabou o processo político, tomou um banho, esfriou a cabeça, bola pra frente. Por quê? Porque o respeito não pode deixar de existir. Não é que eu vou fazer parte do governo de Flavinha, não. Dificilmente eu farei, até porque tô no outro projeto, mas

54:59 jamais eu vou dar as costas se me procurarem para ajudar a cidade. Ou acredito também que se eu chegar com qualquer projeto lá, eles vão me receber, independente da do do lado familiar, mas pelo respeito que se existe entre as pessoas. Eh, eh, eh, eh, eles entraram na campanha, Flavinha entrou numa campanha, como se diz, cal de para-quedas, entrou, não conhece política, não conhecia. Então, assim, aquele processo de acirramento de uma campanha onde eu onde ninguém controla os discursos, vem vereador fala, vem não sei quem fala, eu falo aqui, o cara escuta lá, aí chega alguém, diz: "Falaram isso de você, você já responde no microfone, você nem saber o que falaram". Não é assim que acontece? Exatamente. E aquilo ali, quando você não tem a eh a maturidade

55:45 política, quando você não conhece o jogo político, às vezes você leva isso pro pessoal, né? Eu vi que que se falou daquele discurso que foi um discurso errado, foi um discurso feio, foi triste aquilo ali, mas eu eu não eu não eu não posso julgar a pessoa de Flavinha por aquele discurso. Eu conheço ela desde criança, eu sei do coração dela, mas ela tava tão pilhada e nem tenho procuração nem para defender ela, mas mas por conhecer o coração dela, ser uma pessoa boa, eh eu tenho certeza que aquele discurso ali foi eh um ódio que se criou numa situação que era política, parece que se levou pro lado pessoal por não ter guardou a maturidade política do processo político. Então assim, aí se

56:31 leva e acontecem essas coisas. Tem campanha que acontece até morte, né? Em outros já aconteceu cabar mata o outro com raiva a coisa política que não era para levar. João Dias aqui, né? A gente sabe que teve um crime, algo pensado, mas é uma cidade bastante exatamente violenta em questão de política. primeira vez que uma pessoa lá chega, fale conta disso. É, exatamente. Eu não. Então, assim, pra gente começar a falar um pouco de gestão municipal, eh, só para concluir esse raciocínio, né? Hum. Eh, a gente a gente sabe que política, como eu já falei, né? política, ela tem que ser feita, eu já falei isso aqui algumas vezes, com pé no chão, cabeça fria, é o mais importante. É porque eu lembro, eu lembro do discurso a gente tava gravando nesse

57:17 dia, a gente tava com com jarda, gravando nesse dia, o seu discurso eh lá de frente a a à creche, né, do do Laios. E a gente tava gravando nesse dia, tava no bastidor, tava cobrindo a carreata de Zé, foi forte. E foi um dos discursos mais fortes que eu vi durante a campanha foi o seu daquele dia, né? E a gente vê que política realmente tem que se fazer falar o que é necessário muit das vezes na hora que é realmente necessário, porque a gente não pode eh ser conivente ou se abstir, se acovardar, falar o que é necessário, mas entender que existe esse respeito de ambas as partes e ambas as partes precisam se respeitar, né? Foi um discurso forte, né? Realmente eu acho que marcou eh a campanha as pessoas e eu

58:05 disse lá, eu disse lá antes de começar o discurso, eu disse, eu vou falar hoje, depois mais uma vez. A campané não era minha. A campané não era minha, a campé era dizer antônio, né? Eu deixei bem claro no discurso, embora que realmente com um tom firme, porque às vezes você tem que falar firme para ser entendido, de que a campanha era entre Zé e era entre Zé e Flavinha, não era entre Rodrigo e Flávio. As pessoas estavam querendo jogar, eu contra Flávio, Flávio contra eu, os dois atores do do processo. E não era o processo, era era Zé Antônio contra Flavinha. E aí as pessoas às vezes entram, né, e fazem isso e às vezes a gente tem que dar uma uma chacoalhada, mas assim, não faltando

58:50 respeito, não faltando. Me encontrei com ele depois a gente, olha, para vocês terem uma ideia, eu me encontrei com o Flávio acho que s dias depois da eleição. A gente conversou 2 horas, deu muita risada sobre sobre essas esses essas nuances do processo eleitoral, né? É uma conversa como se de mim e dele, mas assim, a gente a gente já desarmado do do do palanque e a gente deu muita risada brincando. Mas por quê? Porque existe o respeito, existe e eh o carinho e admiração entre as pessoas. Então não fica resquício nenhum. Às vezes você precisa responder à altura porque o cara bateu de lá com você. Bateu de lá você bate de cá, né? Eh, eu jogo no, eu jogo

59:36 no Flamengo, você joga no Vasco. Vamos defender nossa camisa, né? Vamos defender nossa camisa até o final. Não existe isso no grito. Ninguém vai ganhar aqui, não. É mais ou menos por aí. Mas passado isso, é respeitar a vontade do povo, né? O povo elegeu. Foi uma foi, foi uma vitória maiúscula, né? respeitar a vontade do povo e esperar e torcer para que o governo possa possa implantar as suas ideias e Macau possa colher bons frutos desse governo que foi eleito pelo povo. Muita gente não concorda comigo, mas eu continuo com o meu mesmo pensamento desde a primeira vez que Flavinha sentou, depois que assumiu, ela veio aqui duas vezes, veio a primeira, veio a segunda. E eu sempre vou ter esse pensamento. Há boas intenções, na minha

1:00:23 opinião, há boas intenções. é na atual gestão de querer resolver seis meses é muito pouco, não tem para onde ir, mas a gente vê que falta, na minha opinião, visar eh setores também cruciais como saúde, educação, que sempre vai ser um cacanhado de Aquiles em qualquer gestão, mas quando não se faz no mínimo o mínimo, as coisas começam a sair dos trilhos. Essa é a realidade. Então, eu já falei isso aqui algumas vezes, volto a repetir, nós, eu como pessoa física, porque Macau precisa entender isso. Um dia vocês vão entender. O dia aí tem CNPJ. Eu sou pessoa física. Já era pessoa física. Nós trabalhamos para o dia aí, certo? Somos donos, claro, mas

1:01:10 trabalhamos para o dia donos e funcionários, né? Donos e funcionários. Então, eh, nós não somos opositores ao governo, pelo contrário, se a gente fosse opositores, como a gente ficou sabendo até hoje, que que teve eh um um engodzinho, mas se a gente não fosse, se a gente fosse opositores, a gente não teria postado hoje o a estrutura do Rossado São Pedro no nosso portal, né? Que na minha opinião o Jar foi lá hoje, eu fiz questão de levar J lá hoje, do teu pai quebrar. Jar foi lá hoje, eu mostrei a J como é que tá lá, como é que tá bonito, né? Tá bacana, meu amigo. Eu sou morador do Arnold Abreo e sendo sincero, eu agradeço a a gestão atual por ter quebrado aquele bocado de de de de agora esqueci de agaroba que tinha ali atrás, meu irmão, que aquilo ali era

1:01:56 um pé no saco, cabia para lá, usar droga, fazer tudo que não presta e meteu luz para mim, meu irmão, show de bola, parabéns. Mas da mesma forma que eu venho aqui, Já a cara, parabeniza, bate palma, diz: "Tá bom, a gente também vai vir da cara, falar e dizer como tá rim." Então, muit das vezes, quando a gente fala dessa forma se desfaz amizades. Pessoas muitas das vezes no off acha que a gente tá sendo covarde, tá sendo falso, tá sendo isso e aquilo. Não, meu amigo, a gente é o que é. Independente de política, independente do diz aí, independente de qualquer coisa. Jair é um cara que eu conheço há mais de 15 anos e eu sei a índole dele da mesma forma que ele sabe a minha. Então eu não vou aqui emitir uma opinião e já emitir

1:02:42 a opinião dele só pra gente dar uma de bonzinho ou charlar ou dizer não, porque estão ganhando dinheiro para poder falar isso. Não, eu falo o que eu penso e graças a Deus que o dia aí não tem rabo preço com ninguém para isso. E vou continuar falando o que eu penso. Doua quem doer, acho e rim quem achar até o dia que meu Deus me levar daqui. Esse é meu jeito. É meu jeito, entendeu? E eu não vou mudar meu jeito de ser, de falar o que eu penso, de ter minha opinião formada, porque desagrada A ou agrada B? Não, isso e a gente sempre deixou bem claro, né, que aqui nós não fazemos nem oposição, nem situação. A gente traz informação que é totalmente diferente. Cabe a sociedade, a comunidade julgar. Exatamente. E quando Flavinha teve aqui, a gente disse, a gente falou isso para ela, Flavinha, quando você acertar, pode

1:03:27 ter certeza que você vai ter reconhecimento total nosso, mas quando tiver fazendo errado, porque tem coisa, olha, se se eles soubessem o que chega, é verdade, no nosso WhatsApp de de denúncia, se vocês tivessem ideia e mas tem coisas que a gente a gente passa um pente de fino para ver o que realmente é necessário. Exatamente. Igual na Ilha de Santana. Na Ilha de Santana, em Barreiras. voltaram atrás, tiraram o colégio da de uma escola improvisada e colocar de volta eh no colégio habitual onde tinha que ser, sem período integral. Certo que tem outro fator, tem outro fator. Leandro postou no blog dele, mas não me convém esse fator aí. O que me convia, tô sendo sincero, era a situação dos alunos estudando dentro de

1:04:13 um local aonde a cozinha era dentro da sala de aula. Isso existe aluno do quarto ano estudando embaixo de de um de uma pedre em cadeiras de restaurante isso não existe, meu amigo. Vamos voltar para para o quê? Proos anos 80, 70, 60 não dá certo. Então a gente tem que dar César o que é de César e elogiar sim, mas também falar a verdade quando necessário for. Entrando nessa pauta, vamos falar de gestão municipal. O governo atual, Flavinha Veras, se meses de gestão. Estamos indo caminhando para o sétimo mês. Seis meses. E se você tivesse como avaliar os primeiros seis meses de governo de Flavinha com uma palavra, qual seria e por quê?

1:05:00 Boa pergunta. Uma palavra difícil. é um governo eh é um governo que tem enfrentado dificuldades. Eu tenho visto eu tenho visto que é um governo que tá novo, trouxe muita gente nova, né? Secretarias Chaves com pessoas novas e eu acho seis meses a vou voltar para aquela tecla que que a gente já conversou aqui. As pessoas querem um resultado muito rápido, independente dos erros. Eu não

1:05:46 tô aqui julgando um erro, porque realmente colocar uma escola num restaurante é um absurdo. Não, não, não, não se não não se concebe isso não. Mas assim, em termos de de implantar, de como pegou, do que quer fazer, né? Porque eh no meu julgamento tinha coisas que precisavam melhorar muito, mas tinha coisas que estavam funcionando a contendo. Antônio fez alguns UBS, reformou várias escolas, fez algumas praças. Ele ele não pegou um governo destroçado, destroçado não, pegou uma cidade precisando evoluir, que eu vi alguns discursos dela, eh acredito que ela pensa muito em desenvolvimento da cidade, parto na cidade, eh, acolhimento

1:06:33 as pessoas, parece que ela gosta muito dessa área do social. E aí eu eu vejo ainda engatinhando o governo para se mostrar a sua cara. Vejo o esporte mais desenvolvido, vejo a cultura andando bem, vejo mais algumas áreas e a infraestrutura da cidade realmente a gente já vê a cara, até porque é uma marca aqui do do pai dela de que que também é, acho que é o grande orientador dela, né, Flávio sempre gostou de obras, sempre gostou dessa parte de desenvolvimento da cidade, de abrir, de fazer. E a gente vê isso também, né? E aí fica aquele, como se diz, fica aquele meu apelo para ver resposta em outras áreas, né, na na

1:07:20 no turismo, na na assistência social, que eu precisa ver mais, né, no desenvolvimento, na geração de emprego e rendo, saúde e educação são problemas, são problemas de todas as cidades e a gente precisa que o governo eh eh ataque isso de uma forma mais forte, eu acho, né? É porque é muito cedo da gente julgar assim, porque qual implantar um planejamento de de de gestão quando se muda é não é tão simples não. E com pessoas de fora, eu não tô julgando aqui competência, eu tô julgando eu conheço do do do primeiro escalão de

1:08:06 secretários, eu conheço bem e sei que tem uma competência administrativa e política. Porque quando você tá num cargo de secretário, você tá fazendo os dois ao mesmo tempo. Às vezes você é um grande empresário, vai pra política e não dá certo, porque são coisas diferentes. Rui Neto, que eu conheço demais, sei que ele é competente na coisa pública. Os outros acredito que tenham competência, mas não conheço na coisa pública, né? Não tô julgando aqui, tô julgando a atitude deles como secretários. O Biratanse também, que é um cara já Macar pendência por onde passou, dá resultado, é um cara que conhece o serviço público, né? Então assim, mas a gente precisa ver o governo mostrar a cara. Ainda vejo

1:08:54 muito engateando e realmente a paciência das pessoas. Eu andei hoje o dia todinho em Macau. Eh, eh, as pessoas muito ansiosas por resposta nas mais diversas áreas e talvez esteja faltando aí que foi um dos grandes problemas de S Antônio, também comunicação. A gente tem que as pessoas têm que entender o que tá e o que se o que se, o que, o que o governo passa da realidade tem que ser a realidade, porque as pessoas primeiro enxergam, né? e o que tem, onde quer chegar e como vai fazer isso para que as pessoas possam acreditar nesse projeto e ver o desenvolvimento desse projeto. Se as pessoas, se as coisas ficam muito obscuras ou não divulgadas,

1:09:39 eh, as pessoas tendem a julgar, fica aquele vazio. E aí, eu vi alguns, ah, tem uma ambulância com uma porta quebrada. Aí vem um e diz: "Não, a ambulância tava levando o pessoal para Natal". vem outro e diz: "Não, a ambulância tava parada, ela tava só ali no canto. Alguém errou de não tirar ela de lá, né? E aí se cria um problema do tamanho do mundo, rede social, não sei o quê, não sei o quê." E era uma coisa que talvez não tivesse nem uso, né? Então assim, o o governo precisa comunicar o que ele quer, onde ele quer chegar e o que ele vai implantar de política nova, de política pública nova. Porque eu acredito, pelo que algumas coisas que eu vi, que eles vão implantar algumas coisas novas, querem trazer modernização, querem

1:10:25 acrescentar coisas na saúde, na educação, mas o povo tem que saber. Se o povo não souber, vai julgar pelo que tá vendo. É isso. E aí, pelo que você ainda está vendo, se criam narrativas, pelo que você está vendo, realmente o governo parece um pouco engessado, né? Tá parado em algumas áreas, parado. Não, não tá andando. Mas por que não tá andando? Falta o governo dizer isso, né? O governo tem que dizer isso porque faz coisas muito boas, como esse roçado de São Pedro em poucos dias. E as pessoas vê e disse, a pessoa vê, diz: "Ah, e por que não tá fazendo isso? Quando o quer faz, ó, tá ali, ó, em 5 dias, 10 dias fez isso aí. E por que não

1:11:10 fez a escola em 5 ou 10 dias?" Foi até a fala. O governo tem que explicar porquê. Foi até a fala hoje de G Wagno, hoje na sessão foi essa, né? que o governo eh segundo o vereador dá prioridades eh em certas coisas e outras não. E aí o o quando você fala sobre isso sobre comunicação, o que a gente vê é que isso reflete até na base do governo. Cabe é o governo dizer, o governo de São Antônio tinha 15 escolas reformadas e ninguém sabia. É. E a gente a gente falou muito isso, cara. A comunicação de Zé Antônio tá deixando muita desejar. O governo tem que dizer, por exemplo, mudou-se a escola lá da ilha de um canto para outro. Comunicaram, disseram por quê, disseram quanto tempo ia ser, o por a reforma ia

1:11:57 demorar ou não ia demorar, por no restaurante, o porquê naquele local, comunicação, talvez se tivesse dito ou deve deve ter tido um motivo, eu não acredito que a secretária de de educação que tá aí tem uma experiência vasta por onde passou. Eu acredito que não tomou uma decisão dessa assim, sem saber de nada, mas não comunicou as pessoas. criou-se um um um inconveniente social para aquela parte da Ilha de Santana, mas não comunicou-se as pessoas e as pessoas gritaram que vocês foram, todo mundo foi ver, todo mundo fez matéria, vereador correu lá porque as pessoas gritaram porque a coisa não tava andando certo, mas talvez tenha faltado comunicação, porque eu tenho eu, eu não não entra na minha cabeça eh que tenho feito uma coisa

1:12:42 dessa sem um objetivo ou sem uma justificativa. que ali, por quanto tempo era ali, porque e pode na coisa pública existem essas coisas, a gente as pessoas não estão entendendo porque está acontecendo isso, entendeu? Aí eu eu acho assim que é muito cedo para para carimbar a gestão ainda, como também já não é tão cedo para mostrar o que se quer fazer, talvez esteja faltando comunicação. É. E assim, a gente vê até uns amigos próximos da gente, né? Eu nunca, acho que eu já comentei isso com o Jad, não tenho lembrança, mas a gente vê alguns amigos próximos que dizem assim: "Não, vocês estão eh batendo na gestão e tá muito cedo, pô. Lá na frente os cabos vão

1:13:28 fazer uma gestão que o Macau nunca teve e vocês vão estar de fora, não sei o quê, meu irmão. O que eu mais desejo é que realmente faça, porque eu moro aqui, eu eu sou morador de Macau, meu filho estuda na escola Joana Sampaio, entendeu? Eu ando em Macau todos os dias. Eu como eh nas lanchonetes de Macau da nossa cidade. Eu frequento os bares da nossa cidade. Eu ando pela nossa cidade. Então eu quero que realmente as coisas aqui andem, que Macau evolua. Eu não não tô aqui torcendo para que dê errado e nem muito menos usando o o a nossa audiência que por por muuit das vezes não seja uma audiência magnífica, mas não tô usando o microfone da gente aqui pra gente poder eh bater em cachorro ou morto ou bater seja no que for. Não, a gente não tá

1:14:14 fazendo isso. O que a gente quer de verdade é que as coisas andem, que flu que a gente todos os dias tenha notícias maravilhosas para dizer para Macau, mas que falta uma comunicação da imprensa até com a atual gestão. Falta falta dos vereador, da base, imagine da imprensa. Porque uma coisa que eu vejo em Macau que eu acho muito errado, é que eh não se leva imprensa a séria aqui dentro. Não se leva. E eu acho isso errado. Sabe por quê? Porque no momento que eu entro em contato e entra em contato com o chefe de gabinete, ou seja ele quem for, e a gente pede ou uma explicação ou faz uma pergunta porque tá fazendo uma matéria X, é porque a gente espera uma resposta. Verdade. A gente não quer um

1:15:00 eco. Ah, mas você não é jornalista. Mas na próxima eleição eu serei. Já será porque tá fazendo faculdade. É isso que a gente tá plantando. A gente tá plantando para poder colher e a gente já se comporta como não vai esperar ter o diploma, não. Entendeu? Então a gente vai continuar fazendo esse trabalho, vai continuar exercendo essa nossa função e mostrando, na minha visão, o que precisa ser melhorado, que muit das vezes a gente cobrando fazem, né? Igual pararam para ouvir as mães da ilha que não tinha parado. E a gente foi lá, mostrou, bateu, fez a reunião com Eu acho que eu acho que é bom deixar isso aqui

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