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0:00 a prática da profissão desde o primeiro ano. No laboratório de simulações clínicas, os estudantes contamins altamente tecnológicos que simulam diversas condições de saúde. Além disso, a Unicesumar tem convênio com instituições renomadas e oferece residência médica em diversas especialidades. Temos orgulho em dizer que já formamos milhares de médicos e médicas com um olhar humanista de acolhimento e respeito aos seus pacientes. E esse mesmo orgulho em formar tantos profissionais no ensino presencial nos impulsionou a realizar sonhos também por meio da educação à distância. Hoje podemos dizer que somos referência no mercado da educação digital. Na nossa EDTEC, desenvolvemos recursos inovadores
0:47 para que os estudantes tenham uma experiência imersiva durante todo o curso. Aqui a tecnologia atua em favor do aprendizado para formar profissionais que atendam aos desafios no mercado de trabalho. Com uma metodologia flexível que possibilita ao aluno estudar do seu tempo e de onde estiver, oferecemos qualificação voltada à prática profissional. Os cursos de graduação à distância são focados em quem busca uma formação que cabe na rotina. E nas áreas de saúde, bem-estar e engenharias, nós contamos com a nossa metodologia híbrida, que alia a flexibilidade da EAD à experiência prática do ensino presencial. Na educação continuada, nós priorizamos o desenvolvimento constante de quem passa por aqui, proporcionando
1:34 novos conhecimentos a quem deseja começar ou mudar de carreira ou manter-se atualizado para o mundo em constante mudança. Para quem tem pressa em conquistar o primeiro emprego, cursos técnicos e profissionalizantes. E para quem busca se especializar e dar um salto profissional, temos a pós-graduação à distância. Na Unicesumar, a inovação está em tudo, inclusive nos programas de capacitação dos nossos professores. Aqui promovemos a formação contínua do corpo docente para o desenvolvimento das habilidades que vão apoiá-los em toda a trajetória profissional, por meio da criatividade e da tecnologia. Uma coisa é fato, professores bem preparados fazem toda a diferença no sucesso dos seus alunos. E quando esses alunos colocam em prática
2:20 tudo que aprenderam, eles se tornam nosso legado para o mundo. Porque aqui a gente forma muito mais do que profissionais. Nós formamos pessoas. Unicesumar, educação que muda realidades. Sabe o que mais importa para Unissesumar? Gente e educação, ou melhor, gente sendo transformada pela educação. Gente que estuda aqui e gente que trabalha aqui. É por eles que nós nos superamos sempre para ser referência em ensino e promover oportunidades de mudança. Quem muda uma vida muda uma realidade e assim a gente muda o mundo. E como tudo isso começou? Com o professor Wilson Matos lá em 1990 em
3:08 Maringá, no Paraná. He. Olá, estudantes da disciplina Cenários Econômicos. Boa noite. Sejam todos bem-vindos à nossa segunda aula ao vivo que professora mediadora Joseline hoje, além dos nossos mediadores que estarão no chat interagindo com vocês, é uma
3:55 alegria estar com vocês mais uma aula e mais um momento de aprendizagem. Vamos aos recados desta semana. Então, anote aí, coloque no seu celular para você lembrar de todos os recados aqui. Atividades de estudo dois e três são dois questionários de questões objetivas para para vocês responderem, valendo nota na disciplina, na média final. Então, elas estão liberadas no ambiente de disciplina no campo atividades avaliativas. Se você ainda não acessou, acesse, confira o prazo e se organize para entregar. Além de lembrá-los que na semana passada já foi liberad atividades de estudo um e a atividade de mapa, que são atividades discursivas também muito importantes e valendo todas as notas aí
4:42 pra soma da sua média. Se organize, confira ali os prazos do cabeçalho de cada atividade e se tiver alguma dúvida, pode procurar o seu mediador no Fale com mediador no estúdio, certo? Outro recado muito importante que se você ainda não participou da semana de conhecimentos gerais do módulo 51, o prazo está encerrando, hein? Olha lá, dia 12/04, encerra o prazo para a participação da semana de conhecimentos gerais. Ela é tão importante para que você possa gerar horas complementares assistindo as três palestras e também um ponto nas duas disciplinas do módulo. Olha só que interessante, que legal, vai te ajudar muito aí na sua média. Então, acesse ali no ambiente estúdio no campo palestras,
5:27 nivelamentos, outros ambientes. Lembrando que os links das palestras nós enviamos por comunicado, está disponível no seu ambiente estúdio para que você possa assistir se você teve alguma dificuldade aí no acesso a esses links das palestras, as palestras do ambiente, certo? Muito legal também. E olha lá, encerrando o prazo para você que já pensou ganhar uma bolsa para um curso presencial espanhol com duração de três semanas na Espanha. É isso mesmo. Programa Top Espanha 2026 promovido pelo Santander, em parceria com a Universidade de Salamanca, vai conceder 100 bolsas para uma experiência acadêmica e cultural inesquecível. a oportunidade de você ampliar horizontes,
6:14 fortalecer o seu currículo e viver em uma imersão em uma das maiores e tradicionais universidades da Europa. Acesse o edital lá no seu ambiente estúdio no campo material da disciplina e também o link paraa inscrição está disponível no seu ambiente estúdio, foi enviado por comunicado para vocês estudantes. Olha lá, prazo encerrando dia 12 de04. Então, aproveite esta oportunidade. Ao longo da aula, eu convido vocês a participarem com aquela postura acadêmica de respeito e interação sobre os conteúdos da aula, trazendo as percepções de vocês sobre o conteúdo e também as dúvidas. Aproveitem este momento de aprendizado. Desejo a todos uma excelente aula. É com você, professora.
7:01 Oi, gente, boa noite. Sejam muito bem-vindos à segunda aula da disciplina de cenários econômicos. Passa muito, muito, muito, muito rápido, não é mesmo? A gente pisca a próxima aula já chegou e mais conteúdo, mais conhecimento pra gente poder estar debatendo, discutindo e avançando na disciplina. Na aula passada nós aprendemos sobre crescimento e desenvolvimento econômico. Foi uma aula muito bacana, onde nós tivemos a oportunidade de ter várias trocas, interagir e ficaram pendentes 10 questões que a professora Mari, que mediavam no momento a nossa aula, deixou separadinha pra gente poder estar respondendo e fazendo trocas aí,
7:46 solidificando o conhecimento adquirido naquela aula. Eu vou aproveitar o início da aula para responder rapidamente essas questões, porque ela também serve como uma forma de revisão do conteúdo que nós tratamos na semana passada. Então, a primeira pergunta que foi feita é se o PIB ele pode mascarar os índices de desenvolvimento. Achei fantástico, né, a forma como a questão foi formulada. eh, perguntando exatamente se o PIB ele pode mascarar os índices de desenvolvimento e se é importante levar em conta o coeficiente de Gine para saber se realmente a sociedade é desenvolvida economicamente. E olha que pergunta bem feita, inteligente e bem articulada.
8:32 Sim, o resultado, né, do PIB, ele pode mascarar os índices de desenvolvimento. Porque veja, na aula passada, quando a gente entendeu o que que é crescimento e o que que é desenvolvimento econômico, nós vimos que, inclusive, existem países que crescem e não se desenvolvem. A gente finalizou a aula falando sobre a dificuldade que se tem em converter os resultados do crescimento em desenvolvimento. Então, o crescimento nada mais é do que expansão da capacidade produtiva do país ou até mesmo as riquezas que o país está produzindo. Então, quando esses resultados são positivos e a gente analisa e vê esses resultados eh é positivos, ou seja, a gente vê o crescimento em ascendência, a gente
9:19 efetivamente tende a acreditar que o nosso país caminha muito bem e que nós estamos numa posição bastante representativa. É nesse sentido que vem a questão de mascarar o desenvolvimento. Então, é como nós é tratamos muito na aula passada, muitas vezes a gente cresce, mas uma vez que o crescimento ele não produz desenvolvimento econômico, ele não é convertido em desenvolvimento econômico, efetivamente, embora os resultados sejam positivos, é como se a gente não saísse do lugar onde estamos, tá? Com relação ao coeficiente de Gine, exatamente como nós vimos, eh existem outros indicadores além dele para nos direcionar com relação aos picos do desenvolvimento. O coeficiente
10:05 de Gine, mais especificamente, ele tá direcionado à questão da distribuição de renda no país. Então, quando a gente calcula o índice de Gine, a gente tende a verificar se a renda tá mais concentrada ou menos concentrada. E nós sabemos que para alcançar o desenvolvimento é necessário que a renda seja distribuída, ou seja, que ela não esteja concentrada efetivamente num único grupo. Então, deste modo, ele é sim bastante importante, como outros indicadores também são, para poder deixar claro ali como que tá é se comportando, é como que o comportamento, né, do desenvolvimento econômico eh está sendo avaliado, vencido, mensurado.
10:51 Depois nós tivemos uma pergunta que diz o seguinte: "Professora, achei bastante interessante também. Poderia trazer um exemplo simples do coeficiente de Gine aplicado à realidade para entendermos melhor como que ele mede a desigualdade?" Então, eu vi que vocês ficaram e bastante curiosos com relação ao ao coeficiente, né? ao ao índice de Gine. Veja, os coeficientes, pessoal, eles servem para nos eh trazer números, resultados para que a gente efetivamente possa avaliar aquilo que a gente tá querendo medir. Não tem como, principalmente em economia, não tem como a gente ficar eh dando opiniões ou trazendo posicionamentos sem fazer leitura de números. Cuidado com isso. É
11:36 por isso que na economia existem tantos indicadores. Para eu dizer que o Brasil está entre os países que mais concentram renda, eu preciso olhar pros números. Eu preciso verificar esses números. Não basta eu dizer: "Ah, o país ele, o Brasil é um dos países que mais concentra renda". E eu vou dizer assim: "Baseado em quê? Quem que te disse isso? Aonde que você viu esse resultado?" Então, nós temos muito formadores de opinião, muitas vezes na internet, sem olhar os números. Os números dizem uma coisa e as opiniões dizem outras. Então, eu digo que eh na economia por si só, eh, nós que somos economistas, economistas informação ou até mesmo estudiosos da área econômica, precisam
12:22 olhar pros números. os números trazem pra gente os resultados que a gente quer. Então o índice de gine ele especificamente ele mensura distribuição de renda. Então o que que a gente faz? A gente alimenta. Existem softwares que fazem o cálculo, né? Já foi a época que a gente fazia os cálculos à mão na faculdade, quando a gente inicia, quando eu iniciei a faculdade lá atrás, a gente aprende a memória de cálculo, a gente desenvolve, faz uns testes, mas obviamente que a gente faz isso por meio de sistemas, até mesmo porque a base é eh que alimenta o sistema para gerar um resultado, ela é bastante robusta. Então, se a gente fosse trabalhar ali no modo manual, efetivamente a gente não alcançaria os resultados que se esperam. Então, o
13:09 índice de gine, né, ou o indicador, especificamente, num exemplo mais simplista, para que vocês possam entender, vamos imaginar que existe uma sociedade com 10 pessoas apenas, tá? Então, é efetivamente para que vocês possam entender. Então, vamos imaginar que exista um contexto social, uma sociedade onde exista apenas 10 pessoas. No caso a todas as pessoas elas recebem R$ 2.000 por mês. Então vamos imaginar que na no primeiro cenário hipotético, as 10 pessoas que residem ali naquele país, naquela sociedade, recebem R$ 2.000 por mês. Então todo mundo recebe exatamente R$ 2.000 por mês. Então essa renda efetivamente, já
13:55 que o modelo é bem simplista, ela é bem distribuída, porque efetivamente ninguém ganha mais do que ninguém. todo mundo ganha a mesma coisa. Então, o coeficiente de Gine num cálculo aproximado dentro desse cenário que eu estou apresentando para vocês, ele tá próximo zero, tá? No segundo caso, no caso B, vamos imaginar que dessas 10 pessoas que existem nessa sociedade hipotética, uma delas receba R$ 15.000 por mês e as outras recebam R$ 500. Então vamos imaginar que das 10 uma recebe R$ 15.000 e as outras nove recebem R$ 500 cada uma delas. Aqui a gente consegue ver de uma forma bastante
14:41 escancarada que há uma eh quebra, né, nesse nessa organização distributiva. A renda, ela está extremamente concentrada numa única pessoa, ou seja, nessa pessoa que recebe R$ 15.000 R$ 1000 por mês. Então, realizando o cálculo, o índice de Gine, ele vai dar muito mais alto, ele vai dar mais próximo a um e não próximo a zero. Então, na prática, o coeficiente de gine, como vimos na aula passada, ele funciona dessa forma. Uma vez calculado, quanto mais próximo de zero, ele vai tá nos indicando menor desigualdade. Quanto mais próximo de um, ele vai tá nos indicando maior desigualdade, certo?
15:26 Então, é basicamente isso. Então, existem vários outros indicadores, o Gin é apenas um deles, tá? E que vão mensurando coisas diferentes e trazendo resultados diferentes também. Depois eu tenho uma outra pergunta que me me que ela segue nessa direção. Pessoal, eles o aluno pergunta o seguinte: o que que um país deve fazer para melhorar o contexto da desigualdade? Tá? Um país para melhorar o contexto da desigualdade, ele precisa adotar políticas que distribuam, melhor a renda e que amplie as oportunidades. Muita gente acredita que reduzir desigualdade eh está com foco 100% só na distribuição de renda. E inclusive a gente tem vários críticos nessa linha, né, porque entendem as ações
16:12 distributivas eh como ações facilitadas. E na verdade, quando a gente fala de distribuição de renda ou de redução de desigualdade, a gente também precisa pensar ou até mesmo olhar sobre a ótica da ampliação das oportunidades, tá? Então, é necessário que um país invista em educação, em saúde, em emprego, em qualificação profissional, em acesso a serviços públicos, além de, obviamente, movimentar tributações mais justas e fortalecer programas sociais que lideram essa frente de ações distributivas, tá? Então, dentro dessa projeção, a desigualdade ela acaba diminuindo quando a população eh que enfrenta mais
16:57 dificuldades ou quando a população menos favorecida, passa-se a ter mais renda, mais acesso a direitos e melhores condições de vida também. Uma outra pergunta também muito interessante diz o seguinte: "Qual que é o papel do Congresso Nacional no Crescimento Econômico?" Provavelmente essa pergunta foi feita porque eu trouxe uma frase do ISO Rocha que falava que o crescimento econômico do Brasil ele tinha uma dependência direta com a produtividade e efetividade do Congresso Nacional. Então o que que nós temos em mente? A gente que o que que a gente precisa ter em mente, até porque nós falamos bastante sobre isso também na aula passada. O Congresso Nacional, ele tem um papel eh importante
17:45 do crescimento econômico do país, porque vem dele a criação, o debate e a aprovação de leis e de políticas que são implementadas no sistema, tá? E essa criação, esse debate, essa aprovação tem eh relação direta com os investimentos, com os impostos, com o crédito, com o trabalho e até mesmo com a atividade das empresas, tá? Então, além disso, o Congresso ele discute e aprova o orçamento público. Eh, ele vai definindo aonde que o estado vai investir, quais áreas terão prioridades. Ele também fiscaliza o poder executivo. Ele também tem uma ação extremamente importante para contextos de estabilidade,
18:30 segurança jurídica e controle sobre as ações do governo. Então, o Congresso ele contribui pro crescimento ao elaborar leis, aprovar orçamentos, fiscalizar o governo e até mesmo criando condições para que investimentos eh sejam aplicados e a economia efetivamente rode, né, funcione e atenda as expectativas de todas as partes envolvidas. Depois também temos uma questão que diz o seguinte: se o PIB ele diminuir, mas o IDH melhorar, teríamos desenvolvimento econômico sem crescimento econômico? Olha só, gente, nós falamos bastante a respeito disso na aula passada, né? E olha que pergunta
19:15 interessante, porque eu trouxe várias perguntas nessa mesma linha. E aqui essa questão, ela foi formulada de uma forma diferente. Nós vimos que crescimento econômico não necessariamente gera desenvolvimento. Esse foi o ponto central da nossa aula, né? Mas nós vimos também que para que haja desenvolvimento é necessário crescer. Como que a gente vai falar de melhora de infraestrutura, de redução de analfabetismo, de mais acessos? Como que a gente vai falar de desenvolvimento sem crescimento? Não tem como. O crescimento ele acontece sem resultar desenvolvimento, mas o desenvolvimento não acontece quando o crescimento não
20:02 acontece. E aí a pergunta ela diz assim, ó: "Se o PIB diminuir, porque nós sabemos que o PIB mensura crescimento econômico, mas o IDH melhorar, teríamos desenvolvimento sem crescimento econômico?" Veja, a gente precisa analisar esse resultado na prática, baseado no caso concreto, tá? Por quê? Depende. Às vezes você tá analisando esse DH num determinado trimestre ou num determinado período que não tá compatibilizando ali com o crescimento daquele período analisado. Então, tecnicamente, eh, não dá para falar de saúde, de educação, de renda, de melhoria na qualidade de vida da população para remeter a um IDH considerável, cuja expansão da
20:49 capacidade produtiva tá reduzindo. Então, cuidado com isso. A gente precisa observar, olhar o cenário econômico em que esses índices vem é, estão se desenhando ou estão se desenvolvendo para que a gente possa efetivamente ver se tá se desenvolvendo sem crescer. Na regra geral, não. OK? Que foi o que vimos e discutimos e falamos na aula passada. Mas os cenários precisam ser analisados, as situações específicas precisam ser analisadas, os efeitos, né? o que que vem propiciando eh aquela situação específica, mas não tem como a gente tá tendo uma redução de PIB e uma melhora de DH de forma concomitante, tá? Então é preciso cuidar cuidar disso.
21:36 Professora, pode dar um exemplo de alguma ação desses representantes que afetam a nossa economia? Essa questão, eu acredito que efetivamente vocês estavam fazendo menção aos nossos representantes, ao Congresso e a relação direta deles com o crescimento econômico, tá? Um exemplo pessoal muito clichê, digamos assim, mas muito fácil para vocês entenderem é aprovação de leis, tá? Então assim, ó, reforma tributária, que inclusive a gente tá num movimento aí constante para estudar, para aprender, eh para assimilar todas as mudanças, né, que estão vindo com a reforma, o que que vai mudar com os impostos, como que isso vai afetar os investimentos, o consumo, o emprego. Então, um exemplo muito muito claro é
22:24 dessas ações é a aprovação de leis. A título de exemplo, a reforma tributária que efetivamente mexe no sistema como um todo. Eh, um outro exemplo é a aprovação do orçamento público. Então, aprovou o orçamento, eh, está sendo decidido ali para onde que o dinheiro vai, onde ele vai ser gasto, quais setores e áreas serão priorizadas e como que isso efetivamente vai afetar. a nossa economia. Pergunta muito interessante também, tá? Parabéns. Eu tô muito orgulhosa desta turma porque quando eu fui eh dando uma olhada nas questões pra gente comentar e relembrar o que foi tratado na aula passada, eu fiquei muito orgulhosa de vocês, porque são perguntas bem elaboradas, são perguntas
23:09 pertinentes ao tema que a gente discutiu na aula passada. Depois a próxima questão diz o seguinte: referente ao desenvolvimento econômico, a infraestrutura do local evoluindo, pode-se dizer que está se desenvolvendo ou apenas crescendo economicamente? Gente, veja, o crescimento econômico, ele tá relacionado à expansão da capacidade produtiva do país, a produção de riqueza, tá? Quando a gente fala de desenvolvimento, a gente tem questões de ordem qualitativa que precisam ser superadas. Nessa questão, especificamente, o aluno ele faz menção a melhoria da infraestrutura local. Quando a gente fala de desenvolvimento econômico, é lógico que a infraestrutura também é uma das questões que são
23:54 tratadas pra gente atingir o desenvolvimento, mas ela ela não é única. Então eu não posso dizer assim: "Ai, melhorei a educação, então eu desenvolvi. Ai eu melhorei infraestrutura, então eu desenvolvi. Ai foi melhorado a redução da do da saúde eh das questões de saúde. Ah, então eu desenvolvi. Não, o desenvolvimento para ele ser atingido é um conjunto de fatores. Então a gente não tem que analisar é de forma isolada. Então, a evolução da infraestrutura, ela pode ser um sinal do desenvolvimento econômico, só que isso vai depender efetivamente de todas as outras melhorias reais que
24:40 precisam ser propiciadas paraa população para que a gente possa dizer: "Houve desenvolvimento, houve avanço nos índices, tá? Então, cuidado com isso, porque isso é é importante da gente observar para não cair em nenhuma pegadinha, tá? Vamos lá paraas últimas questões. Tem uma questão também eh bastante interessante que diz o seguinte: "Professora, o alto nível de endividamento das famílias pode impactar negativamente o crescimento econômico?" Oi, que pergunta boa, gente, que orgulho. Pode explicar essa relação, gente? Sem dúvida, o autoendividamento das famílias pode prejudicar o desenvolvimento econômico. Por quê? Quando nós estamos endividados, é porque
25:26 nós fazemos parte desse conceito famílias, o que que a gente para de fazer? a gente para de gastar, a gente para de consumir. A gente até gostaria de continuar consumindo, mas enfim, estamos endividados, estamos sem crédito, a gente não pode continuar consumindo, não pode continuar adquirindo, até porque as pessoas param de vender pra gente, porque se a gente não tem crédito, tá endividado, não tem como. Então, quando a gente para de consumir, vocês conseguem entender que aquele produto, aquele serviço que a gente demanda constantemente, vai parar de ser demandado, a oferta, a demanda vai ficar menor e aí a tendência é que a oferta desses produtos comecem a aparecer ali sobrando, né? E quando a
26:11 gente tem poucas pessoas querendo adquirir o produto para uma oferta bastante considerável, o que que acontece com o preço? o preço cai, então as empresas elas começam ficar desestimuladas a continuarem produzindo e colocar no mercado. Então isso vai afetar na questão da da empregabilidade, da manutenção dos empregos e até mesmo da expansão da capacidade produtiva do país. Então o autoendividamento pode sim prejudicar o crescimento econômico, né? E a além disso, é importante destacar que medidas geralmente são adotadas para conter esse grau de endividamento, para ajudar as famílias voltarem para um contexto de normalidade também, tá? Eh, e aí a grande sacada aqui nessa
27:00 questão que foi eh feita tem relação direta com a queda do consumo. Então, uma vez endividados e sem crédito, faz com que a queda do consumo aconteça. Então, as empresas passam a vender menos e a economia vai desacelerando. Ela pode até continuar crescendo, crescer, mas ela cresce a taxas muito ínfimas, eh, de uma forma mais lenta também. Eh, como que o governo conseguiria aumentar o desenvolvimento sem aumentar impostos, tá, pessoal? O governo ele pode aumentar o desenvolvimento, ele pode contribuir pro desenvolvimento econômico do país, melhorando a qualidade dos gastos públicos também, né, sem precisar aumentar tributos, como vocês fazem referência na questão.
27:47 Então, o governo ele pode realizar investimentos em educação, em saúde, infraestrutura e até mesmo em qualificação profissional. Então, essa melhor qualidade nos gastos, essa melhor gestão nos gastos, ela é bastante importante, tá? Então essa essa adequação, o saber gastar, o dar o destino paraas áreas e setores que podem contribuir, dar destino do dinheiro, né? Destinar o dinheiro para áreas e setores que podem contribuir com o desenvolvimento. É muito importante. Última questão. Professora, suas explicações estão maravilhosas, porém estou com muita dificuldade de entender a matéria. É absolutamente normal, tá, pessoal? Por quê? economia, ela embora
28:34 faça ali parte do nosso dia a dia, embora a gente tenha relação eh direta com a economia, eh no começo a gente são muitos termos técnicos, né? São termos que a gente ouve falar, mas que a gente não conhece o conceito. Então é absolutamente normal. E aqui é solicitada uma dica. Poderia me dar uma dica? Sugerir material extra para melhorar o aprendizado? Olha, uma dica muito boa, você não precisa buscar materiais extras, né? Todos os materiais que estão disponibilizados na disciplina, eles já são mais que suficientes para que vocês consigam ir aos poucos avançando. Às vezes, essa busca por materiais extras, eh por
29:20 materiais que não não foram ali preparados paraa disciplina pode até eh gerar mais dificuldade do que facilidades. Então, foque nos materiais da disciplina, é, assista as aulas conceituais, realize a leitura, é, do livro com tranquilidade, vá fazendo as suas anotações e continue assim participando das aulas ao vivo, interagindo com o professor, tirando as suas dúvidas, que eu tenho certeza que todos vocês vão se sair muito, muito, muito, muito bem na disciplina de cenários econômicos, tá? E eu estou aqui para facilitar esse caminho, para ajudá-los, para fazer com que a gente consiga concluir essa disciplina com chave de ouro. Certo? Bora lá pro
30:07 conteúdo da noite de hoje. Hoje a gente vai falar sobre política monetária e sobre a questão inflacionária, que é um conteúdo é muito bacana também, muito importante. Tenho certeza que vocês vão gostar bastante. E assim, gente, todas as vezes que a gente fala de moeda, porque nós estamos falando de política monetária, então nós estamos falando de moeda, da força da moeda, da representatividade da moeda, qual a importância da moeda pra economia. E todas as vezes que a gente fala de inflação, a gente também tá falando de uma questão bastante importante. A gente vivencia, né, contextos inflacionários. O Brasil tem historicamente eh marcas bastante importantes e representativas
30:53 no contexto da inflação. Então, nós já vivemos cenários muito dolorosos e a minha meta na aula de hoje é fazer com que vocês saiam daqui entendendo o que que é inflação e entendendo a importância da política monetária em contextos inflacionários e até mesmo para poder caracterizar a nossa economia, né, que esse é o nosso objetivo principal. Eu trouxe para vocês, exatamente como na aula passada, uma frase, né, de impacto, inclusive pra gente iniciar as nossas reflexões a respeito da temática da aula de hoje e para que no final da aula a gente retome essa frase e consiga compreendê-la, consiga eh absorvê-la de uma maneira diferente, até por conta das discussões
31:40 eh que a gente vai ter. Então a frase ela diz o seguinte, ó, que a inflação ela consiste na elevação contínua e generalizada dos preços, refletindo desequilíbrios entre oferta e demanda e impactando diretamente o poder de compra da moeda e a eficiência das decisões econômicas. Eu gosto muito dessa frase, eh, porque ela traz um conceito de inflação, eh, de uma forma muito, eh, completa e, e de fácil compreensão. Eu vou ajudá-los a compreender e a nunca mais esquecer o que que é a inflação. Eu quero que vocês destaquem duas palavras importantes no material de vocês ou que vocês escrevam e memorizam duas palavras
32:28 eh importantíssimas quando o contexto é inflação, generalizado e contínuo. Então você precisa pensar nessa nessa palavrinha generalizado e contínuo. O que que é algo generalizado? É algo geral. O que que é algo contínuo? É algo que não é pontual, é algo que é contínuo, continua. Estão entendendo? Estão Estão me acompanhando? Então veja, quando eu falo que inflação é aumento generalizado e contínuo de preços, eu estou dizendo que é quando o preço de tudo de forma contínua
33:18 aumenta. Então, sabe aquela história? a gente vai ao supermercado, vai fazer as nossas compras do mês ali. Eh, antigamente a a minha mãe, ela não sei como que é na família de vocês, mas antigamente a minha mãe tinha o hábito de ir ao supermercado fazer compras uma vez no mês e voltava ao supermercado raramente, eh, às vezes para comprar um produto ou outro que tinha faltado ou que ela queria adquirir. Hoje nosso acesso aos supermercados, eles acabam sendo maiores. Então, muitas vezes a gente vai ao supermercado várias vezes na mesma semana. Às vezes a gente vai duas vezes na semana, às vezes a gente vai três vezes na semana e a gente meio que acabou perdendo o hábito de fazer aquelas compras do mês, que é aquela
34:04 compra que você vai lá e abastece a sua dispensa. Pois bem, a gente às vezes costuma ir no supermercado e fazer as compras e numa situação específica a gente vai lá e diz assim: "Nossa, o preço do quilo do tomate está pela hora da morte, tá muito caro." Nossa, olha quanto tá o quilo do tomate. Sim ou não? Respondo pra professora. Às vezes a gente faz isso com o feijão. Nossa, o preço do feijão está nas alturas. O quilo do feijão tá nossa tá muito caro. Às vezes a gente faz isso com o litro de leite. Nossa, o litro de leite, nossa, o leite tá muito caro, tá? O preço realmente tá fora da curva,
34:51 pessoal. A gente precisa tomar cuidado com isso. Por quê? Se todos os preços permanecem estáveis, mas só o preço do tomate está assumindo uma projeção, uma condição diferenciada, não necessariamente isso é inflação. Cuidado com isso, porque a gente tem o hábito de dizer assim: "Nossa, a inflação, nossa, a inflação tá acabando com a nossa vida. Olha o preço do tomate. Preço do tomate tá R$ 9 o quil, R$ 10 o kg. Às vezes o tomate ele tá mais caro do que o que é comum por outros fatores. Às vezes um fator climático, às vezes uma safra que não prosperou, eh às vezes uma falta, né? No
35:39 passado, por exemplo, as enchentes que aconteceram lá no Rio Grande do Sul prejudicou muito a produção do arroz. E a gente adquire, né, nós aqui do estado do Paraná, do interior, a gente adquire muito produto lá do do Rio Grande do Sul, muito muito eh arroz e o produto em decorrência das enchentes começaram a faltar e os preços começaram a subir. Lei geral da oferta e da demanda. Então, eu não tava falando de inflação, eu tava falando de um fator que aconteceu, um fator climático que afetou a produção do arroz e que acabou contribuindo pra escassez dele, pro aumento do preço. Então, quando nós temos um produto de forma pontual, tendo o seu preço aumentado, a gente não tá
36:25 falando de contexto inflacionário. Quando a gente vai falar de contexto inflacionário, nós precisamos analisar, é geral? É todos os os produtos que estão subindo? É geral? OK, eu passei o primeiro filtro. A segunda pergunta é: é de forma contínua? Está aumentando todos os meses? Está aumentando todas as semanas? Está aumentando a cada 15 dias? Aí a gente tá falando de contextos inflacionários. A gente precisa entender que inflação não é aumento do preço de um determinado produto ou de uma situação específica. A inflação ela aumenta os preços, mas de
37:12 forma generalizada e de forma contínua. Então essa era a primeira responsabilidade que eu tinha com vocês na noite de hoje. É isso que eu quero que vocês entendam. foi no supermercado, verificou que o preço de um produto tá diferente. Então, pera aí, deixa eu dar uma olhada. A gente tá vivenciando agora, né, a alta no preço dos combustíveis, sim ou não? E a alta do do preço dos combustíveis, de modo geral, ele tem inúmeras explicações, inclusive a guerra, porque são países produtores de petróleo, grandes produtores, comercializam, as relações de comércio estão trincadas e esse combustível, obviamente começa a faltar
38:00 pros países importadores e os preços começam a subir e a gente tem motivos, a gente tem cenários, a gente tem justificativas que caracterizam a mudança de comportamento com relação aos preços dos combustíveis. Então, os contextos inflacionários, eles precisam ser analisados por essa ótica, o aumento generalizado e contínuo, e não necessariamente um único produto ou uma uma pauta, uma cesta de produtos específicos ali. A inflação, gente, por si só, ela corrói o poder de compra do trabalhador. E essa é a segunda missão que eu tenho com vocês na noite de hoje. O que que isso significa? E eu quero que vocês entendam por provavelmente, né,
38:48 todos aqui eh trabalham, se não são todos, a grande maioria trabalham, prestam serviços, né, a outras empresas e vocês são remunerados por isso. Então, eh, principalmente para aqueles que trabalham no regime, né, submetidos ao regime da consolidação das leis do trabalho, eh, existe um registro, existe a vinculação a um sindicato específico e todos os anos nós temos aumento de salário. Sim ou não? Me respondo, né? Então, aquele sindicato que nos representa em reunião com o sindicato patronal, porque nós temos o sindicato dos trabalhadores e o sindicato patronal, eles eh discutem, debatem, analisam o comportamento da economia e
39:35 eles chegam a um percentual de reequilíbrio dos nossos salários. E a ideia é que esse percentual que reequilibrará os nossos salários seja suficiente para que o aumento de preços decorrente do contexto inflacionário seja superado. Professor, o que que você está querendo dizer? Eu tô querendo dizer que tecnicamente se a conta fosse simples, mas ela não é, o seu aumento salarial de 5%, 6%, 7%, 10%, sei lá, depende do ano, depende da situação específica, o aumento de salário teria esses 10% de salário, 5, 7% de salário, eh, de aumento de salário, teria que ser
40:22 suficiente para pagar os produtos que também tiveram é aumentos percentuais em decorrência de contextos inflacionários. Mas o que que acontece na prática? A gente ouve assim, ó, aumento de 7% pra categoria X pra recomposição inflacionária. Sim ou não? Me respondam, porque depois eu vou pedir pra professora Jose ler alguns comentários e alguns e algum e algumas respostas, né? E mas o que que acontece na prática? Eh, a gente não consegue, né? Não, essa conta ela não é tão simples assim. Ah, os preços sobem 10%, meu salário sobe 10%, um mata o outro, empatou. Nós
41:10 sabemos que não é assim na prática, né? No nosso dia a dia, muitas vezes a recomposição salarial, ela é insuficiente para acompanhar o movimento inflacionário, até porque a recomposição salarial é um é uma vez por ano, baseado no acumulado dos últimos 12 meses. O contexto inflacionário, ele é aumento generalizado e contínuo. vai vendo por que o contexto inflacionário ele corrói o poder de compra do trabalhador. Vamos fazer um exemplo simples para que vocês possam entender. Vamos imaginar que vocês são consumidores eh
41:56 de desse aparelhinho aqui que a gente usa para passar os slides. Me fugiu o nome dele agora, dessa canetinha que a gente usa aqui para informar que nós queremos mudar de slide. Vamos imaginar que vocês são eh consumidores desse produto e que todos os meses vocês gastam 100 adquirindo esses produtos. Vocês são donos de uma de uma rede de educação e todos os anos, todos os meses vocês compram para repor os que quebraram, para colocar produtos novos pros professores de vocês trabalharem. Pois bem, então todos os meses você pega R$ 100 para adquirir esse produtinho aqui. Vamos imaginar que esse produtinho aqui ele custa R$ 10.
42:43 Hoje ele está custando R$ 10. Com R$ 100, quantos aparelhinhos desse você consegue comprar no mês de abril, que é o mês que nós estamos? Respondam pra professora no chat. Ele custa R$ 10, você tem R$ 100. Então, eh, no mês de abril você consegue comprar quantos aparelhinhos desse? Estão respondendo, professora? Vamos lá. A gente consegue comprar 10 aparelhinhos desse, porque eles custam R$ 10 cada um. A professora J sinalizou que o pessoal tá tem um delayzinho, né? Então a gente tem que ter um pouquinho de paciência. Muito bem. Então você
43:29 consegue comprar. Vamos imaginar que agora nós estamos iniciando o mês de maio e você faz as compras todos os meses, tá? No início do mês você pegou os seus R$ 100 e agora esse aparelhinho está custando R$ 20 e não mais R$ 10. Quantos aparelhinhos você consegue comprar? a metade cinco. Vamos imaginar que no início do mês de junho, esses aparelhinhos passaram a custar R$ 50 e com os seus R$ 100 você só consegue comprar duas unidades. Observem nessa projeção de 3 meses como
44:18 que a inflação ela corrói o poder de compra do trabalhador. Os seus R$ 100 continua o mesmo. É R$ 100 em abril, R$ 100 em maio, R$ 100 em junho. Nós estamos com os mesmos R$ 100. O que ocorre é que o aumento contínuo desse aparelho no mês 4, no mês 5 e no mês 6 fez com que os R$ 100 fosse corroído. A força daquela moeda, ela foi corroída pela inflação. Aí F, a moeda continua sendo a mesma, continua sendo R$ 100, mas você tá comprando cada vez
45:03 menos porque os preços estão subindo. Então aquele montante financeiro que você tinha para adquirir esse produto, que num primeiro momento você conseguia comprar 10 unidades, ao longo do tempo você só consegue comprar duas unidades, porque a moeda ela vai perdendo valor, ela vai sendo corroída pelo contexto inflacionário. Então, observem isso. A gente ouve muito as pessoas dizerem assim: "Nossa, antigamente, é é bem engraçado isso, é, eu conseguia comprar tanta coisa com o dinheiro, eu conseguia comprar tanta coisa, tanta coisa, tanta coisa e agora eu ganho o mesmo dinheiro, mas eu não consigo comprar nem metade do
45:51 que eu comprava. Eu preciso fazer substituições, eu preciso fazer economia. Eu preciso segurar. Por quê? Porque o a moeda ela está sendo corroída, ela está perdendo valor. Esses dias, por curiosidade, olha que interessante, eu fui dar uma olhada na minha carteira de trabalho, eh, e vendo os empregos que eu tive, eh, e ir lá na carteira de trabalho, eu ainda tenho a carteira de trabalho física, tá, pessoal? Eh, porque quando eu comecei a trabalhar era física, hoje já tenho a digital também. E guardo com muito carinho a minha carteira de trabalho física. E ali na carteira eles colocam a função que você vai exercer quando você é contratado e o valor da sua remuneração. E eu comecei sim, obviamente trabalhar ali aos 18 anos já
46:39 registrada e coisa e tal. Passei por por várias funções até chegar na docência, na advocacia também. E ali hora que eu fui olhar o valor que eu tinha de salário e gente tá nem faz tempo assim também, tá? às vezes coisas de 10, 15 anos atrás. Quando eu olhei o valor do meu salário há 15 anos atrás, eu pensei assim: "Gente, como é que eu conseguia viver com esse dinheiro? Porque ele tá desse tamanhinho, mas assim, desse tamanhinho mesmo." E era um dinheiro que paga aluguel luz água telefone internet mensalidade escolar, deslocamento, lazer. A moeda ela vai ao longo do tempo perdendo valor em contextos inflacionários, ela vai desvalorizando.
47:26 Então é por isso que a inflação por si só ela é muito preocupante, ela é muito pesada e ela precisa ser controlada. É por isso que existem metas de inflação. Às vezes vocês devem estar pensando assim: "Ai, professora, mas você acha que o preço das coisas nunca vão subir? Você acha que o dá para segurar o preço das da das coisas? nunca vai subir, vai ficar ali fixo aquele valor. Não, gente, obviamente que não. Mas o que que é necessário a gente entender que o aumento dos preços de forma generalizada e contínua, eh, tem que acontecer numa de uma forma controlada, de uma forma considerada normal, de uma forma planejada e não de
48:12 uma forma desenfreada, como a gente já vivenciou no Brasil. e que a gente vai debater eh ao longo dessa aula também. A gente vai falar um pouquinho sobre isso, tá? Então, os objetivos de aprendizagem da aula estão focados dentro do contexto inflacionário, eh, dentro da importância da moeda e da representatividade da moeda. Então, eu trago para vocês aqui já nesse primeiro slide o conceito de inflação. Então, tá lá bonitinho, inflação é aumento generalizado e contínuo de preços. Mas eu não quero que vocês decem o conceito de inflação. Eu quero que vocês entendam que inflação nada mais é do que aumento de preço. Só que o aumento de preços precisa ser de forma generalizada e de forma contínua. OK? Entendeu isso? tá resolvido. Amanhã
49:00 de manhã, quando for levantar, escovar os dentes para trabalhar, aumento de preço generalizado e contínuo. É isso. A gente precisa entender. Se você parar 10 pessoas na rua e dizer assim: "Já ouviu falar de inflação alguma vez na sua vida?" Eu tenho certeza que praticamente todas elas vão te dizer sim, porque se fala de inflação o tempo inteiro nos noticiários, nos jornais, eh nos debates de ordem econômica, nos planos econômicos de governo. Esse ano, por exemplo, nós temos eleição, é um ano eleitoral, é um ano importante. Todas as vezes que a gente analisa o plano de governo dos candidatos, pode olhar, não tem um que não vai ter no seu plano de governo metas para controlar a inflação,
49:46 porque ela é extremamente importante. Todos eles, todos de A a Z, independente do cargo, independente do partido, todos eles registram em seus planos de governo a preocupação com contextos inflacionários. Então, se você para 10 pessoas, provavelmente todo mundo vai saber te dizer: "Sim, já ouvi falar de inflação". Só que se você perguntar pra pessoa o que que é inflação, já que ela já ouviu falar, eh, eu acredito que as pessoas terão dificuldade para te explicar o que que é inflação. E agora quem vai explicar para elas e serão vocês. Vai dizer: "Ó, inflação por trás desse nome, dessa nomenclatura, existe aumento de preço, que é uma coisa
50:31 que ninguém gosta". A gente não gosta quando os preços aumentam. A gente não gosta de de receber comunicados eh da escola dos nossos filhos, eh da academia, daqueles lugares que a gente costuma frequentar, dizendo assim: "Olha, a partir do mês X as mensalidades serão reajustadas". Então, aumento de preço é desconfortável, aumento de preços incomoda. Então, esse cuidado ele é necessário por parte dos formuladores de política. equipe econômica, eh políticos que querem ocupar uma cadeira, uma posição. Então se discute, se fala muito sobre inflação. Então saímos daqui na noite de hoje com essa informação. Inflação é aumento generalizado e
51:18 contínuo de preços. É aumento de preços, mas de forma generalizada e contínua. É isso que precisamos ter de forma eh bem clara, né, e memorizado, tá? Então, esquece essa questão de ter um aumento isolado. Não há aumento isolado. O aumento de preços, se for isolado, tem uma explicação para aquilo lá. Tem que buscar saber qual é a explicação, qual é o motivo. Então, tem a explicação. Agora, se for de forma generalizada, aí a gente avança para discussões acerca de contextos inflacionários. Veja, em termos práticos, pessoal, a inflação ela pode acontecer por diversas razões. Muitos de
52:05 vocês acabam me perguntando, eh, por que que por que que a inflação acontece ou se é saudável a inflação acontecer? Vamos lá. Eh, saudável, já acho uma palavra um pouquinho pesada pra gente falar de contextos inflacionários, ainda mais eh se for contextos inflacionários dolorosos, como o Brasil já vivenciou, né? Eh, o Brasil passou por vários planos de estabilização econômica eh para resolver problema de de inflação, de inflação desenfreada, descontrolada. A nossa transição de moeda, inclusive, eh, para chegar ao plano real em 1994,
52:52 ela é balizada eh por uma memória inflacionária. Ela é justificada, essa transição de moeda é justificada por uma memória inflacionária, por uma inflação inercial que destruía a economia brasileira no período. A gente passou por vários planos, é cruzado, cruzados novos cruzadinho vários, vários planos de estabilização que foram fracassados. A gente não conseguia resolver problemas inflacionários dolorosos. Aqueles que são um poucos um pouco mais experientes como eu, provavelmente vai lembrar dos famosos fiscais do Sarnei, que foi um presidente que teve que lidar com as dificuldades, né, do contexto
53:37 inflacionário, não só ele, mas vários presidentes, né, a inflação, ela sempre foi uma pedra no sapato do brasileiro. Isso é fato, né? Teve períodos que ela foi mais branda, mas teve períodos que ela foi extremamente dolorosa. A gente pegava produtos no supermercado, se alguém se lembrar disso, pode compartilhar e trocar com a gente aqui ideia eh ou informações no chat. É que você pegava um produto, naquela época não tinha código de barra não, tá? O código de barra veio depois, que a gente vai lá, bota lá na maquininha, fala o preço ou a gente passa no caixa e lá no caixa tem o preço registrado pelo código de barra. Naquela época a gente pegava os produtos no supermercado e aí eh eles tinham aquela maquininha etiquetadora onde se
54:24 colocava tipo um adesivinho com o preço do produto. Chegava, a gente vivenciou momentos em que a gente pegava o produto e a máquina ela ia colocando uma em cima da outra. Então os preços eles eh subiam tanto e eles evoluíam numa projeção tão relevante que às vezes você pegava o produto no mercado, ele ele tava alto assim a etiquetinha de tantas etiquetas que tinham sido remarcadas, ia sendo colado em cima, porque os preços eles iam aumentando e em decorrência daquilo que se vivia naquele período, naquele momento. Gente, cara, era dificílimo, né? Esse esse período ele foi um período muito muito muito muito difícil paraa economia brasileira. Era difícil comprar as coisas, era difícil estocar as coisas
55:12 em casa, era muito difícil. Então o brasileiro vivenciou ali períodos bastante dolorosos, tá? Então por que que a inflação ela acontece? E ela acontece por diferentes razões, tá? Entre essas razões, a gente pode falar sobre a própria inflação de demanda. Ela é batizada assim, né? Por que que ela é uma inflação de demanda? É quando a gente tem muitas pessoas demandando o produto com uma oferta reduzida ou com uma oferta estável. Então, quando muita gente quer o produto para uma oferta reduzida, os preços sobem e a gente vivencia um contexto inflacionário voltado ou provocado pela demanda. Então, essa é uma das razões, um dos motivos. Um outro motivo que a gente
55:59 tem, que é bastante interessante também, é a chamada inflação de custos. A gente ouve muitos empresários às vezes sendo entrevistados no jornal, provavelmente vocês devem ter ouvido também, eh eh com relação à alta eh de um determinado insumo. E aí geralmente eles quando são entrevistados eles dizem assim: "Olha, eh a gente tá tentando segurar para não repassar o aumento do preço pro consumidor final, mas nós já não estamos conseguindo mais, já está inviável. nós não estamos conseguindo absorver o aumento dos preços. Então, por esse motivo, a partir de então, nós passaremos a a agregar valor no produto
56:45 final, porque a gente não tá conseguindo mais recepcionar esse aumento de preço. Essa é a famosa inflação de custo. Então, às vezes tá lá, né, subindo todos os insumos. É, é, é trigo, é, é, é sal, é açúcar, é feijão, é café e vários outros produtos. Se você é dono de um restaurante, o valor do quilo da sua comida, ele vai mudar, ele vai subir, porque não tem como você comprar todos esses insumos mais baratos e continuar praticando a mesma política de preço. Então o preço da refeição pro consumidor final, ele vai aumentar em decorrência de uma mudança de preço na nos insumos que fazem parte ali daquele pacote. E aí o que que a gente tem? uma inflação de
57:31 custo. Além da inflação de custo, pessoal, a gente também tem a expansão da quantidade de dinheiro em circulação. Essa aqui é muito legal porque muitos alunos me perguntam, fala: "Professora, como que é isso?" Eh, eu queria entender, ô gente, a gente assiste aqueles filmes na TV, nas séries, no no nos streams que tem aí à nossa disposição de tipo assim, assalto ao Banco Central, eh, ah, vou entrar na Casa da Moeda, ai, vou não sei o quê. E aí a gente fica vendo aquelas séries, né, que são muito legais, inclusive prendem muito a nossa atenção. E a gente vê aquela quantidade de dinheiro sendo impressa na máquina e a gente fica pensando assim: "Nossa, que máximo pegar esse din? Por que que a gente não pode pegar esse monte de
58:16 dinheiro? Por que que esse monte de dinheiro não pode ser disponibilizado no sistema? Por que que ele não pode ser injetado na economia?" E o que que é importante a gente entender? Se fosse fácil assim, o governo mandava imprimir dinheiro e jogava dinheiro no sistema todas as vezes que a gente estivesse enfrentando períodos recessivos e dificuldades no mercado, eh, sem consequência nenhuma. Mas isso não é verdade. Eh, sabe aquela história que uma fatia sempre tem dois lados? Eu não vou dizer para vocês que a injeção de moeda no sistema, injetar a moeda no sistema, não é uma das medidas eh que são adotadas quando obviamente se tem
59:02 ali determinados objetivos, mas ela tem consequência, ela tem os efeitos. E aí o governo quando ele opta por uma medida como essa, ele precisa ver se ele vai ter bala na agulha para segurar o efeito da medida. Quando a gente injeta moeda no sistema, o agente econômico, que no caso é você, sou eu e todas as pessoas que estão aqui comigo no estúdio, o que que a gente faz em posse da moeda? a gente gasta quando a gente começa a ter facilidade ao crédito, quando existe uma política que possibilita que a gente faça saque de FGTS fora do regramento geral,
59:50 quando a gente passa a ter acesso à moeda, o que que a gente faz com a moeda gente? A gente coloca debaixo do colchão, não. A gente deixa guardado lá no banco, não. O que que a gente faz com a moeda? A gente coloca a moeda para circular, a gente vai pagar conta, a gente vai adquirir coisas novas, a gente vai fazer uma reforma na casa, vamos trocar o carro, vamos fazer aquela viagem que a gente tanto queria. Ai, professora, mas isso não é bom. É ótimo. Mas isso vai gerar o quê, gente? Quando a gente começa a ter posse da moeda e começa a consumir, quando a demanda aumenta e a oferta é estável, o que que acontece com o preço, moçada?
1:00:36 sobe. E quando os preços começam a subir de forma generalizada e contínua, a gente passa a vivenciar cenários dolorosos de inflação. E a inflação, conforme a gente viu no início da aula, ela corrói o poder de compra do trabalhador. Você ganha a mesma coisa, você continua ganhando a mesma coisa, mas você passa a a comprar cada vez menos com aquele dinheiro em decorrência da alta dos preços, tá? Mandem um joinha para mim no chat que eu quero saber se vocês estão entendendo, né? Se o contexto é está favorável ou não, tá? Gente, eh muita
1:01:23 gente eh me pergunta também se a inflação ela vai afetar contratos de aluguéis, contratos de financiamento, eh todos investimentos, eh, e planejamentos financeiros e até mesmo atuação governamental. E a resposta é sim. A inflação não deixa ninguém de fora. Eu vou dar um exemplo para vocês, ó, bastante interessante. Pensando dentro da perspectiva governamental. Todos os anos, por volta de outubro, mais ou menos, os prefeitos municipais, as prefeituras, elas começam a emitir o carnê de PTU do mês subsequente. Então, vamos pensar que nós estamos no ano de 2026, quando chegar outubro as
1:02:10 prefeituras vão emitir, vão começar a gerar os IPTuss, né? Hoje tem prefeituras que é no modo digital, tá tudo moderno, né? Tem prefeituras que é carnezinho ainda, enfim. Tá? E aí o que que acontece, né? Esses carnezinhos ou essa conta vai chegar pra gente em janeiro de 2027, OK? Em janeiro de 202 contribuinte tem a possibilidade de pagar a vista com desconto, de parcelar em três vezes, de parcelar em seis meses ou de parcelar em 12 meses, que é a possibilidade que temos ali para pagar o IPTU. É uma escolha do contribuinte. o que paga a vista, o que paga em menos parcelas, acaba tendo um desconto e aquele que dilui ali ao longo de 12
1:02:57 meses, acaba pagando um pouquinho mais caro porque não tem disponibilidade para pagar a vista. Até aí tudo bem, OK? Essa é a regra do jogo. Agora vamos imaginar que nós estamos num contexto inflacionário. Os preços estão subindo de forma generalizada e contínua. Todos os meses eu sou aquela contribuinte que vou pagar em 12 parcelas. Vocês entendem que a prefeitura ela vai receber aquele crédito que ela gerou em outubro de 2026 em 12 parcelas a partir de 2027. Ela vai receber a última parcela em dezembro de 202. Como a moeda vai perdendo o valor em decorrência do processo
1:03:43 inflacionário, vocês concordam comigo que a prefeitura vai receber exatamente o valor que ela gerou ali de crédito para ela, sei lá, R$ 3.000, que é o valor do IPTU? Ela vai receber exatamente os R$ 3.000. Mas vocês entendem que R$ 3.000 em outubro de 2026 compra muito mais do que em dezembro de 2027. Vocês concordam comigo que em outubro de 2026, com aquele contexto inflacionário, a prefeitura em posse dos R$ 3.000 conseguiria pagar muito mais coisas do
1:04:30 que em dezembro de 202. Porque aquilo que ela precisa pagar vai ter aumento generalizado e contínuo de preços. A prefeitura pega lá o nosso dinheiro para comprar medicamento, para comprar eh material escolar, para comprar uniforme, para manter a máquina pública, para remunerar os profissionais que atuam ali. Gente, um monte de coisa. Vocês concordam que o governo ele também sente os efeitos da inflação? sentem e sentem de forma também dolorosa, exatamente como nós, tá? Então, é muito importante eh a gente pensar que quando a gente fala de moeda por de moeda não, de inflação, eh a gente não tem como falar
1:05:16 de inflação sem pensar na representatividade da moeda, da força que a moeda tem. E veja, nós, né, a nossa moeda é o real. Nós sabemos que existem economias, hum, mais fortes. Nós sabemos que existem economes. Aí a gente volta lá pro contexto do crescimento, do desenvolvimento econômico. A gente tem moedas mais fortes, nós temos moedas mais fracas e temos moedas que estão ali no meio. Vocês concordam comigo que a moeda de um determinado país representa ou traz consigo as características da economia daquele
1:06:02 país? Sim ou não? Vamos pensar no dólar americano. Todo mundo conhece o dólar. Em qualquer lugar do mundo você consegue comprar e pagar em dólares. Consegue? Vai com R$ lá fora para ver se você consegue comprar alguma coisa sem cambiar. Não dá. Porque a nossa moeda não é uma moeda de aceitação mundial. O dólar ele é uma moeda de aceitação mundial. Quando você for com dólar, você consegue pagar. E por trás dessa moeda existe as características da economia americana, a força da economia americana, o
1:06:49 desenvolvimento da economia americana, a estabilidade da economia americana. Existem moedas que são mais fracas do que o real. Sim, sem dúvida. A gente não tá no final da fila. A gente não tá no começo, mas não tá no final também não. Em termos de moeda, né? Existem moedas mais fracas que a nossa e que representam as características da economia daquele país. Às vezes um país que enfrenta dificuldades, às vezes o país que tá sob a gestão de um ditador, às vezes um país que enfrenta guerras, às vezes aquela moeda ela vai perdendo valor e ela vai refletindo tudo que tá acontecendo naquela economia, naquele país, né,
1:07:36 naquele contexto. Então, a moeda ela tem uma importância é muito grande pra gente. Então, a economia monetária, ela só possível a partir da liberdade que esse intermediário de trocas pode nos proporcionar. Dito isto, eu queria conversar com vocês um pouquinho a respeito das principais funções da moeda. Eu gosto muito de falar sobre isso também, porque a gente lida com moeda o tempo inteiro. Esses dias eu até brinquei com uma amiga minha, eh nós saímos para almoçar e eu precisava eh dar um dinheiro para ela e coincidentemente eu tinha dinheiro comigo. Mas assim, gente, é uma exceção
1:08:21 a regra e eu acredito que com vocês também. E aí eu tirei uma nota de R$ 100 da bolsa, que era o que eu precisava dar para ela. Entreguei a nota de R$ 100 e aí brinquei, olhei para ela e falei assim para ela: "Você sabe o que que é isso?" Aí ela deu risada e falou assim: "Lógico que eu sei, né". Eu falei assim: "Você aceita dinheiro? Pode ser dinheiro?" E tem pessoas que inclusive falam: "Olha, se você puder pagar no Pix, se você puder usar o cartão, até prefiro justamente por questão de troco ou até mesmo da posse, né, da moeda para se locomover, questão de segurança e tudo mais. Pois bem, e aí, eh, a gente lida com moeda, trabalha com moeda o tempo inteiro, paga isso, paga aquilo. E muitas vezes a gente acaba esquecendo das principais funções da moeda. A
1:09:08 primeira e mais importante função da moeda é a intermediária de troca. Essa é uma é é uma função clássica, né? Ela é uma é uma função por excelência da moeda. O que que isso significa? Eu quero o passador de slides. Eu te dou o dinheiro, você me dá o passador. É isso. Essa é a função por excelência. Vamos para um exemplo muito legal que eu gosto muito de dar também. Geralmente a gente vê anúncios, né, na internet, enfim, nos canais oficiais de venda de imóvel, né? Aí a pessoa, sei lá, a pessoa tá vendendo um apartamento,
1:09:54 aí a pessoa coloca lá no anúncio, vende-se apartamento, tal lugar, tantos metros quadrados, coloca lá todas as características do imóvel e às vezes coloca uma informação assim: aceita-se imóvel de menor valor ou como parte do pagamento ou informações assim: aceita-se terreno ou informações do tipo: "Aceita-se carro na negociação". É comum a gente ouvir e ver esse tipo de anúncio. E o contrário também, às vezes a pessoa coloca lá, não aceita, não aceita-se na negociação imóveis de menor valor, terrenos ou
1:10:44 enfim, eh eh veículos. Às vezes a pessoa coloca, às vezes a pessoa já não quer ser incomodada, ela já coloca lá no anúncio que ela não aceita. OK? Tenho certeza que vocês já viram esse tipo de anúncio. Vocês já viram alguma vez um anúncio assim: "Vende-se apartamento, aceita-se moeda como forma de pagamento". Vocês já viram esse tipo de anúncio? Não, né, gente? Não. Por quê? Porque a moeda ela tem essa função por excelência. Eu quero vender meu apartamento, quero que você me dê dinheiro. Dinheiro para mim é muito melhor. Eu consigo aplicar, comprar o que eu quero. Não preciso me desfazer do do veículo que eu peguei no negócio, que
1:11:29 eu vou vender, que eu posso perder dinheiro, que eu tenho que passar pra frente, que eu tenha dor de cabeça, não sei do que, não sei do que lá. Entende isso? A função da moeda como intermediária de troca é uma função por excelência. Ninguém coloca restrição. Ah, eu quero vender o apartamento para você, mas eu só aceito o terreno como forma de pagamento. Não, não, não existe isso, porque todo mundo quer dinheiro. O dinheiro, a moeda, ela tem liquidez imediata. Então, o que que isso significa? Em posse do dinheiro, você resolve o que você precisa. às vezes, ai professora, mas num apartamento de menor valor também tem o dinheiro. Tem, mas você precisa vender, você precisa encontrar um comprador, você precisa
1:12:15 transferir pro nome da pessoa, a pessoa precisa te pagar. Gente, a liquidez não é imediata. Em posse do dinheiro, a gente consegue rapidamente fazer tudo que a gente precisa. Então, essa função da moeda de intermediária de troca, ela é muito importante porque ela é função por excelência. Ninguém nunca vai se negar a vender nada para você porque você quer pagar em moeda. A pessoa pode dizer para você: "Não, eu não vou vender para você não, porque você quer colocar um carro no negócio e eu não tenho interesse". Isso é comum. Agora você dizer pra pessoa assim: "Não, não vou querer vender para você não, porque você quer me pagar em dinheiro e eu não quero receber em dinheiro". Não, gente, tá? Então aqui fica muito caracterizado a excelência, a função por
1:13:00 excelência que a moeda tem. Depois a gente tem uma outra função que é a unidade de conta ou medida de valor. A moeda ela expressa o valor das coisas, né? Então, por exemplo, quando a gente pega uma nota de R$ 100, a gente fala assim: R$ 100. Quando a gente pega uma nota de R$ 2, a gente fala R$ 2. Batendo o olho numa nota de 100 e numa nota de R$ 2, a gente já sabe que R$ 100 vale bastante, que R$ 2 é pouquinho. Sim ou não? A gente tem essa noção. E por que que a gente tem essa noção? justamente porque ela é uma medida de valor, ela expressa a quantidade de moeda necessária para adquirir um bem ou um serviço. Quando a gente para numa
1:13:47 vitrine e a gente vê um produto na vitrine, a gente vai lá e dá uma olhadinha no preço. Ah, sei lá, um par de tênis, R$ 1.000. Tênis tá caro agora, né, gente? R$ 1.000 um par de tênis. Você olha lá e diz assim: R$ 1.000 um par de tênis. A gente tem aquela noção do caro e do barato. Se aquele tênis que você tá namorando, que custa R$ 1.000, sei lá, entra numa promoção de 50% e passa a custar R$ 500, automaticamente você fala: "R$ 500, melhorou bem". Você tem a noção do caro, do barato, do precisar de muito e do
1:14:35 precisar de pouco quando você entende essa unidade de conta ou medida de valor enquanto função da moeda. Porque o que que acontece? Não tem relação com valer ou não valer. Não, não tem relação com você poder pagar ou não poder pagar. não tem relação com o seu gosto ou com a sua preferência. A relação ela está na expressão daquilo lá. Então é muito interessante, né, você ter essa noção. Às vezes alguém começa a falar de um produto eh que a gente não é acostumado a consumir ou de um serviço que a gente não é acostumado a adquirir. E aí a gente não tem a curiosidade de falar
1:15:20 quanto custa isso, quanto custa para adquirir, quanto custa para fazer. Quando a gente faz esse tipo de pergunta, quanto é, quanto custa, a gente tá trazendo à tona essa medida de valor. Eu lembro que os meus sobrinhos pequenirinhos, quando esse inclusive da história que eu vou contar para vocês, hoje tem 18 anos. Quando ele começou assim a entender as coisas e coisas e tal, a minha cidade a minha a família minha família mora numa cidade bem interiorana. E aí ele queria para levar lá pra chácara da minha mãe, ele queria um cavalinho. Ele via esses cavalinhos em circo. Ele achava uma fofura e ele queria um cavalinho. E eu lembro que a gente tinha ido olhar, né, um cavalinho
1:16:05 pra chácara para pr para ele ter lá para
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