Aula Bônus: Aula ao Vivo - Síndrome de Boazinha - Com Lygia Melo

Resumo Breve

O vídeo apresenta uma aula sobre psicanálise ministrada por Lí Melo, abordando a história de Maria, uma mulher que enfrenta várias feridas emocionais, como a rejeição e o abandono. Ela compartilha sua experiência de vida e os desafios que superou ao longo do tempo. A importância de reconhecer e curar essas feridas emocionais, bem como os conceitos de dependência emocional e autocuidado, são discutidos. A aula enfatiza a necessidade de ressignificação e autoconhecimento para a transformação pessoal.

  • A história de Maria, que enfrenta a rejeição e o abandono.
  • A importância do autoconhecimento e da ressignificação.

Introdução à Psicanálise

Lí Melo inicia a aula agradecendo a presença dos participantes e destacando a importância da psicanálise, especialmente com um foco em histórias impactantes de superação. A aula busca construir conhecimento aplicado à prática clínica e à vida cotidiana dos participantes.

A História de Maria: Feridas Emocionais

A história de Maria é apresentada, revelando os altos e baixos de sua vida. Ela inicialmente acredita que sua infância foi perfeita, mas enfrenta vários desafios na vida adulta, incluindo conflitos familiares, a dor da perda da mãe, um casamento fracassado e a luta com um diagnóstico que a torna mãe atípica. Esses eventos fomentam um sentimento de solidão e rejeição.

Impactos da Infância e Relacionamentos

Maria narra traumas da infância, como a violência doméstica que sua mãe enfrentou, e como esses eventos moldaram suas feridas emocionais. A relação disfuncional com o pai e a ausência da mãe geram uma luta constante contra a rejeição e a carência afetiva. Ao entrar em um casamento, Maria traz toda essa carga emocional, o que acaba afetando sua saúde mental e seus relacionamentos.

Dependência Emocional e Código de Conduta

A dependência emocional é discutida, onde Maria percebe que busca aprovação e se anula para manter o relacionamento. Ela descobre que o vício do marido em pornografia a faz sentir-se insuficiente, aprofundando sua insegurança. Essa dinâmica leva Maria a um ciclo de culpa e frustração dentro do casamento, resultando em uma intensa sobrecarga emocional.

O Caminho para a Ressignificação

Maria, após anos de sofrimento e um divórcio, decide buscar um novo caminho ao descobrir que está grávida. Ela estabelece limites na nova fase de sua vida e tenta restaurar seu casamento, enfrentando novamente a dor e a culpa relacionadas à saúde do filho. Neste contexto, ela começa a buscar apoio na psicanálise, que se torna uma ferramenta de cura e ressignificação de sua história.

Identidade e Autoestima

A psicanálise ajuda Maria a descobrir as raízes de suas feridas, mostrando que suas crenças sobre a infância não eram tão perfeitas quanto pensava. Ao entender a importância da identidade e da autoestima, ela encontra caminhos para uma vida mais saudável emocionalmente, reconhecendo que seus valores estão intrinsecamente ligados à sua autoimagem e capacidade de resolver problemas.

Síndrome da Boazinha

Maria identifica a síndrome da boazinha em sua vida, onde se anula para agradar aos outros. A discussão inclui a importância de trabalhar a autoestima e os pilares que a sustentam, incluindo autoconceito e autoeficácia. A mensagem central é que cada um deve reconhecer seu valor interno e não se definir apenas pela aprovação externa.

Caminhos de Autocuidado e Perdão

A aula conclui com a importância do autocuidado e do perdão, tanto a si mesmo quanto aos outros. É destacado que a cura começa dentro de cada um, com a necessidade de acolher a criança interior e realizar exercícios, como escrever cartas para si mesmo. Essa prática promove a ressignificação e o perdão necessário para superar feridas emocionais.

Conclusão e Chamada à Ação

Lí Melo finaliza encorajando todos a buscar autoconhecimento e cura, reforçando a mensagem de que ninguém deve passar por essas experiências sozinho. Ela expressa gratidão pela presença de todos e convida os participantes a tomarem um papel ativo em suas próprias jornadas de transformação e luz na vida.

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Transcript

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0:00 11. Olha aí, gente, os homens. Aí tem o Gilvan aqui também. Que coisa boa, que legal ter, né, muitos homens aqui na psicanálise. Boa tarde, gente. Boa tarde. Quero agradecer imensamente a participação de todos vocês aqui. Eu acho que caiu. Não caiu não. Agora tá indo. Quero agradecer a presença de vocês aqui. Coisa boa, né? Então vamos lá para uma aula, uma construção de conhecimento. E hoje nós temos aqui um manejo muito interessante com uma história muito bacana, muito impactante. Eu acredito que você vai se identificar.

0:46 Então já prepare aí o seu caderninho, a sua caneta para você anotar, porque eu tenho certeza que o que pô falado aqui você vai utilizar no seu estágio, você vai utilizar na sua clínica. Tenho certeza que o que for dito aqui você vai levar para a vida. Então anote, anote, não perca tempo. Anote. Aqui é construção de conhecimento, certo? Eu quero vocês aqui bem participativo esteja aqui, né, participando, falando, chama aquele amigo que ainda não entrou na aula, chame, né, para que ele possa construir conhecimento aqui juntamente conosco. Certo? Certo. Ó, Brasília, eu sou de Brasília. Sou de Brasília. E Nemilda.

1:34 Boa tarde, Nemilda. Que coisa boa. Que coisa boa. Flávia Regina do Rio Grande do Norte. Rio Grande do Norte. Natal. Isso. Eh, Diva Costa, Sara, boa tarde, Shirley, boa tarde. Que coisa boa. Muita gente aqui da turma 11, turma 10 e turma 11. Aqui, ó, bastante gente. Que coisa boa, que coisa boa. Meu nome é Lí Melo, sou psicanalista clínica formada pelo Instituto Fazendo a Diferença, né? Estou aqui nessa caminhada. É sempre um prazer muito grande poder eh compartilhar conhecimento aqui nos no na nas aulas ao vivo. É sempre muito bom estar aqui com vocês, é um presente muito grande. E eu sempre costumo dizer que hoje eu estou aqui e amanhã é você. [risadas]

2:21 Amanhã serão vocês, certo? Então anote, pegue caneta, pegue papel, a pegue seu caderno, né? anota tudo que for dito aqui, porque eu, como eu falei no início, eu tenho certeza que o que for dito aqui hoje, você vai levar pra sua clínica e você também vai levar pra sua vida. Então, talvez um é você se identifique com a história de hoje. Talvez a história de hoje vai falar exatamente com você, né? Então, anote, anote, porque muitas coisas boas têm para fluir aqui nessa tarde, certo, gente? Então, vamos lá. Temos Márcia de Minas Gerais, Tom 11, Ken, Kenia, né? Kenia, ã, Maria Dionise,

3:09 Ana Paula. Muito bom, gente, muito bom ter vocês aqui. Muito bom mesmo. Então, vamos lá. Vamos lá, não vamos mais eh, sem mais delongas, vamos à história de hoje. Hoje nós vamos falar sobre algo bem interessante, né? sobre a uma uma das feridas que eu já falei aqui em um dos manejos. No início do ano eu trouxe um manejo sobre rejeição e hoje nós vamos falar um pouquinho novamente sobre a rejeição. O último manejo que eu fiz aqui foi sobre ferida do abandono. Nós vamos falar um pouquinho também sobre isso, mas hoje nós vamos trazer um assunto novo para você, né? Para que você possa para que possa agregar ainda mais o conhecimento para você aqui hoje,

3:54 certo? Quem, gente, quem é de Brasília? Eu sou de Brasília. Tem mais alguém aí de Brasília? Se tiver mais alguém aí de Brasília da turma 10, turma 11, me chame. Vai ser muito bom eh trocar uma ideia com você, viu? Então, vamos lá, gente. Vamos lá. Eh, hoje eu trouxe aqui a história da Maria, né? Nós hoje vamos falar sobre a história da Maria. Maria, o nome fictício, né? E nós pedimos licença para entrar na sua história, Maria. e licença. E entramos aqui nessa história com todo amor e com todo respeito, né, mostrando muita gratidão por você ter compartilhado conosco a sua história de superação, certo? Então vamos lá. Alex Chaves. Ah, meu irmão, se chama Alex.

4:41 Sempre normalmente sempre tem um Alex por aqui. [risadas] Bacana. Então vamos lá. Então a história da Maria é regada de altos baixos. é uma história que ela ela passou por teve que passar por muitas superações em sua vida. E ela vai contar que eh ela sempre teve o pensamento de que a infância dela tinha sido perfeita, mas a vida adulta nem tanto, né? Muitos conflitos com a paternidade, muita a dor do luto devido à perda da mãe, um casamento falido e um diagnóstico que a tornava mãe atípica. A dificuldade de criar laços reforçaram

5:28 a solidão e o sentimento de rejeição. E aí eu te pergunto, eh, será que só no que eu falei aqui você já se identificou com alguma coisa, né? a paternidade, a falta da paternidade, a dor do luto, o casamento falido e o diagnóstico que a tornava mãe atípica. Então são muitas coisas que essa pessoa teve que superar ao longo da sua vida, certo? E aqui, ó, vamos falar, deixa eu só ler aqui um comentário da Ana Paula. Estive no acorde agora com vocês, professora L, juntamente com ai Cris Aquino Sé Cris Aquino, que bom, que prazer, Ana Paula muito bom, muito bom e Cris Melo, minha

6:16 mãe, Crisquina, minha amiga daqui de Brasília também. E nós, né, formamos um time muito bom. Então vamos lá, gente. Então, a história dela é regada por muitos altos e baixos, muitas questões que ela precisou superar ao longo da vida. Então, quando ela tinha 3 anos de idade, ela sofreu um trauma que marcaria, né, ao longo de toda sua vida. A mãe dela foi embora sob ameaça de morte. Então, quando ela tinha 2 meses de idade, a mãe dela foi embora, né, sob ameaça de morte do pai. Então, a mãe sofria violência doméstica e isso fez com que já começasse aí nascer as primeiras feridas, né? As primeiras

7:02 feridas. Lembrando que a ferida da rejeição, a ferida do abandono, não é sobre aquilo que a intencionalidade da pessoa, mas aquilo que aquela criança registra. É o sentimento, é memória que aquela criança registra. Mas vamos caminhar aqui. Então, eh, aos dois meses de vida, a mãe dela teve que ir embora sob ameaça. Ela, a mãe dela corria risco de morte. O pai batia na mãe, né? E ela vivia sob ameaça. E aí eles cresceram, né, com 3 anos de idade. Eh, o pai chegou bater nessa criança com faca, né? bateu com a faca virada para não cortar, mas batia. Era um pai

7:48 agressivo, era aquele pai que o que tivesse na mão ele batia. E dias depois, quando ela tinha, ele era pequenininha, tinha 3 anos, dias depois uma mulher chegou em casa, quando meu pai estava no trabalho, se apresentou como minha mãe, perguntando se eu queria ir morar com ela. Meu pai não deixava minha mãe chegar perto e ele dizia que ela havia morrido. Embora sempre visse essa mulher nas redondezas dos lugares onde íamos, acenava, mexia comigo, mas não sabia quem era ela. até que a mesma chega e se apresenta como minha mãe. Eu gostei dela e fui. Os anos se passaram e eu perdi minha mãe. Essa pessoa perdeu a mãe com 19

8:34 anos e ela era o seu refúgio. Passei fome, privações, escassez, mudei de estado, pude recomeçar a vida, consegui emprego, me formei, casei. E aqui outros fatores que fizeram a minha autoestima acabar. Certo? Certo, gente, vocês estão comigo? Então, olha só, gente. Abandono. Muita gente colocando aí abandono materno, carência, ferida da rejeição, abandono materno, carência afetiva. Exatamente. Aqui a gente já já eh identifica de cara o abandono materno, né? Mesmo que aquela, mesmo que a mãe não tenha tido a intenção de abandonar, o registro fica, né? O

9:22 registro fica. E aí depois essa mesma pessoa, ela vai decide morar com a mãe, né? E ela sai ali eh do pai, ela vai morar com a mãe. Então fica também aferida, né? A falta ali do do pai. o pai também passa a fazer essa falta, até porque o pai era uma pessoa agressiva. E aí quando a gente vai estudar sobre a ferida da rejeição, a ferida do abandono, nós vamos entender que essas feridas, né, no início ali da vida da criança, quando ela ela está presente em um lar disfuncional, quando essa criança está presente em um lar disfuncional, essa criança ela tende a a gerar essas

10:07 feridas, tanto a ferida do abandono quanto a ferida da rejeição. Então, um lar disfuncional, um lar que tem brigas, um lar que tem violência doméstica, violência física, violência verbal, a criança ali, a mulher, enfim, as pessoas, os membros dessa família, desse lar disfuncional, tendem a gerar dentro de si essa ferida, ferida do abandono e ferida da rejeição. Então, ela cresce no meio dessa disfuncionalidade. Ó, já tem gente aí se identificando com essa história, né? Então ela ela passa por tudo isso nessa primeira fase da sua vida. Então ela vai para um casamento, depois ela sofre o luto da mãe, a perda dessa mãe, passa por um momento de

10:53 escassez, de escassez, passa fome, mas depois ela vai, supera, né? Consegue se formar, consegue arrumar emprego e casa. E aí ela entra dentro de um casamento levando toda essa bagagem emocional. Olha só, toda essa bagagem. emocional. E aí, levando essa bagagem emocional, né, para dentro de um relacionamento, a pessoa ela está sujeita aqui. Aqui, você sabe me dizer? Falta do afeta do pai, com certeza. Eh, inamilde. Inamilde, isso mesmo, inemilde, isso mesmo. Então, quando a pessoa ela passa por tudo isso, ela entra dentro de um relacionamento assim com essas com essas feridas, ela

11:40 tende a ter dependência emocional ou até mesmo a codependência, não é verdade? A dependência emocional é quando a pessoa fala assim: "Eh, cuida de mim, senão eu morro, cuida de mim, né? Eu preciso de você. Eu preciso, eu preciso de você, eu preciso estar perto de você. Dependência emocional. A cordependência emocional, qual que é a diferença? A codependência emocional é quando a pessoa fala: "Deixa eu cuidar de você, deixa eu cuidar de você, senão eu morro". É mais ou menos é nessa linha de entendimento. Então, a dependência emocional faz com que a pessoa queira tá ser soprida pela outra. A codependência emocional faz com que a pessoa queira suprir a outra pessoa. Então aí a gente começa a identificar que essa pessoa ela pode entrar para um

12:27 relacionamento assim. E olha só, vamos aqui, ó, permear novamente pela história dela. No primeiro mês de casada, vi que meu esposo não me procurava com frequência. Ele foi o meu único homem. Por um bom tempo, imaginei que o sexo era assim mesmo. Descobri que ele era viciado em pornografia e concluí que ele estava lá porque eu não era suficiente como mulher. Essa culpa tomou conta de mim. Agora, olha só, vocês viram aí? Vocês viram que o que que a dependência emocional faz? a dependência emocional ou a codependência emocional, a carência emocional, a ferida, tudo isso faz com

13:12 que a pessoa se coloque sempre num lugar de culpa. Tudo isso faz com que a pessoa sempre se coloque em um lugar de culpa. Então, eh, a gente já vai identificando. Exatamente isso dói demais. Olha as pessoas comentando aqui, ó. vai para um relacionado abusivo. Exatamente. A pessoa tem dificuldade de colocar estabelecer limites. Tanto a dependência emocional como a codependência emocional vai fazendo com que a pessoa tenha dificuldade de estabelecer limites. E é preciso, em um relacionamento saudável estabelecer limites. Você tem o seu limite, o seu parceiro tem o seu limite, né? E é sobre isso, é sobre cada um respeitar os seus limites, não é

13:58 verdade? E aí ele ela entra nesse relacionamento onde ela traz para ela a culpa. Meu marido é viciado na pornografia porque eu, olha só, eu não era suficiente como mulher. Olha só o peso dessa frase. Eu não era suficiente como mulher. Agora vamos abrir aqui um parênteses. Dentro da pornografia. uma pessoa que ela está viciada na pornografia, dificilmente essa pessoa vai estar viciada na pornografia por causa do outro. Ela vai entrar na pornografia muito provavelmente por outros meios, outros gatilhos, outras brechas vão ser a porta de entrada da pornografia. Outras brechas, né? Nem sempre será,

14:46 muito dificilmente será só por conta do outro parceiro, né? A culpa do outro. Então a pessoa ela ela coloca justamente baixa autoestima, ela se coloca ali, ó, como culpada, culpada do vício da pornografia do outro, do marido. Ela puxa isso para ela. Só que a pornografia, a pessoa, ela fica viciada naquilo ali e viciada em uma fantasia. A pornografia faz com que a pessoa se vicie naquela liberação de dopamina, né? Ela olha aquilo ali, estimula, libera a dopamina no corpo e ela fica viciada naquela dopamina e naquela fantasia. E aí quando aquela pessoa que é viciada em pornografia vai pra vida real, ela entende que é diferente, não supre as

15:33 expectativas dela, porque é vida real. É vida real. Ali já não é mais fantasia. E é onde ela começa a se afundar cada vez mais e querer procurar mais a pornografia para tentar satisfazer o seu vício, para tentar suprir essa dopamina. E aí é essa mulher, ela ela puxa para ela essa culpa e ela vai eh sempre buscar. Passei a conversar com ele sempre com expectativas de mudança. Ela tinha expectativa de que ele mudasse, né? E assim foram passando os anos em que perdi a minha identidade, tentando salvar meu casamento. Me coloquei em segundo lugar, né? Foi você colocando em segundo lugar. Deixa eu ver aqui que que

16:19 vocês estão comentando. Pornografia. Isso é sobre o outro. Por fugas muit das vezes. Exatamente. Muit das vezes a pessoa entra na pornografia por fugas, né? Sentimento de insuficiência. baixa autoestima, né, gente? Eh, a pornografia causa uma ilusão ótica. Exatamente isso. Exatamente. Gente, parabéns pelos comentários. É exatamente isso. É exatamente. E aí, eh, ela vai perdendo cada vez mais a autoestima. A autoestima cada vez mais baixa, né? A identidade também vai se perdendo em quem ela é e vai tentando na busca de salvar, de salvar o seu casamento. Ela se coloca sempre em segundo lugar.

17:06 Sempre que ele errava, eu descobri e passei a me sentir traída, sobrecarregada. Olha só essa palavra, sobrecarregada e no fim frustrada. Sempre onde houver sobrecarga haverá frustração. Sempre aonde houver sobrecarga haverá frustração. Foram 5 anos vivendo dessa forma até que explodir, pedir divórcio, sair de casa só com a roupa do corpo. Olha só, gente, olha, olha, né, ao nível que chegou. Então, ela sai, né, ela se sente ali totalmente rejeitada. Mais uma vez é aquela ferida da rejeição, mais uma vez aflorando, né? sempre se sentindo traída, buscando ser a

17:52 salvadora do marido, buscando ser a salvadora da pátria e nunca se olhando, sempre se anulando, sempre se anulando. E aí esse tipo de comportamento, esse tipo de comportamento vai gerando na pessoa eh um a a rejeição, aliás, a rejeição e a a o e a ferida do abandono vai gerando na pessoa um comportamento que nós comum chamamos de síndrome da boazinha. Você já ouviu falar da síndrome da boazinha? Quem já ouviu falar da síndrome da boazinha? Então, essa questão de estar ali sempre querendo resolver, essa questão de estar ali sempre querendo resolver, ser a

18:37 salvadora da pátria, né? Eh, ajudar, não, vamos lá. Na verdade, no fundo, no fundo, a culpa é minha. No fundo, no fundo, é porque eu não sou tão, não sou suficiente como mulher, eu não sou tão boa assim. No fundo, no fundo, né? Eh, é meio que sobre isso. A pessoa, ela, ela vai se perdendo nela mesma. Certo, gente? Síndrome da Boazinha. Quem se identifica ou quem alguma vez já se identificou com a síndrome da boazinha, né? Eh, tem o livro, exatamente, tem o livro A síndrome da Boazinha. É bem bacana. É interessante que que vocês leiam esse livro. Procurem mesmo materiais que vocês possam possam agregar para você em conhecimento. Agora, a síndrome da boazinha é uma

19:25 síndrome, gente, é um transtorno. A síndrome da boazinha, na verdade, é um comportamento e popularmente nós chamamos de síndrome da boazinha, né? Igual tem lá síndrome do Peterpan, né? Outros síndromes que as pessoas vão falando, mas na verdade é um comportamento, não é que é uma uma síndrome mesmo, mas é um comportamento que a pessoa tem, né? Nós vamos tratar aqui, ó, a síndrome da boazinha. E uma parte da história dela, ela vai relatar exatamente assim, ó. Cresci em busca de amor. A ruptura precoce com a minha figura de apego deixou marcas invisíveis, mas muito presentes. No inconsciente. O medo de ser abandonada tornou-se o fio condutor da minha da minha forma de existir. Não para correr

20:11 riscos. Aprendi cedo a ser boazinha demais obediente silenciosa compreensiva, sempre pronta a agradar. Era como se ao ao atender as expectativas do outro, eu garantisse meu lugar, minha permanência e sobretudo a promessa de não ser rejeitada. Então essa pessoa sempre vai ficando ali, ó, nesse lugar, nesse lugar de ser boazinha, nesse lugar de eu tenho que eu tenho que agradar aqui, ó, eu tenho que ser a salvadora, eu tenho que ajudar. Para quê? Para eu não ser mais uma vez rejeitada. A síndrome da boazinha faz com que a pessoa ela se anule. A síndrome da boazinha faz com que ela tenha uma bondade,

20:57 uma bondade que não é uma bondade genuína, é na verdade uma bondade intencional em muitos casos para que ela se sinta aceita. Em muitos casos também, não talvez não esse, mas em muitos casos até mesmo para que ela consiga manipular. Então, quando existe uma intencionalidade nessa bondade, ela não é mais uma bondade genuína, não é aquela bondade que você precisa, nós precisamos ser bons, não é verdade? Nós precisamos ter a bondade dentro de nós. Nós precisamos ser gentis, nós precisamos ser obedientes, não é verdade? Não é isso, afinal de contas, não é isso que nós ensinamos poros nossos filhos. Mas quando que essa bondade, ela deixa de ser uma bondade genuína para ser uma bondade intencional, uma bondade numa

21:43 necessidade sempre de estar agradando. E aí onde você tem que colocar em você um espelho. Você precisa agora olhar para si. Exatamente. Eu tô falando, você precisa olhar para si. Porque muitas pessoas aqui, eu tenho certeza que entraram dentro da psicanálise para conhecimento próprio, para conhecimento, para autoconhecimento. Quem entrou, gente, quem é que da turma 11, da turma 10 ou da turma 9 entrou na psicanálise para autoconhecimento. Porque se você tiver entrado para autoconhecimento, tá na hora de você começar a colocar um espelho dentro de si e entender a intencionalidade de toda sua bondade. Será que a sua bondade é para ser uma pessoa realmente de ser uma pessoa boa? Ou será que dentro da sua bondade você inconscientemente está se

22:30 anulando e inconscientemente você tá tendo intencionalidade com isso? Comece a observar. Comece a observar, porque em eu me peguei muitas vezes dentro dessa síndrome de me anular, anular a mim, anular a minha casa, anular filhos, anular marido, né? passar por cima de tudo para tentar suprir uma necessidade de terceiros, uma necessidade inclusive de profissional. Ah, não, mas é em nome do meu trabalho. Eu tô fazendo isso porque eu preciso do meu trabalho. Será mesmo? A síndrome da boazinha, sabe onde que ela aparece? Sabe aquele chefe que te liga no meio das suas férias falando para você, você precisa voltar amanhã. Eu sei que você

23:17 tá de férias, mas eu preciso que você venha aqui na empresa resolver assim, assim, assim, assim, assim, assim e você sai largando tudo. Você sai largando compromisso, você sai largando o passeio com o filho, você sai largando, né, momentos que você ia ter ali para você suprir uma necessidade que outra pessoa poderia suprir no seu lugar e você não consegue estabelecer limites. A síndrome da boazinha, sabe onde é, sabe onde que ela aparece? A síndrome da boazinha aparece quando aquele seu líder religioso, ele te pede, ele te coloca cargos, ele vai te enchendo ali, ó, de função na igreja e você só aceitando, só aceitando, só se só sobrecarregando, sobrecarregando para no fundo, no fundo você preencher dentro de você uma

24:03 carência para no fundo, no fundo você tem você uma aprovação de uma pessoa de autoridade, uma pessoa com figura figura de autoridade, porque lá atrás você quis a aprovação, lá atrás você quis o reconhecimento de uma figura de autoridade na sua vida e talvez você não tenha tido. E hoje você busca isso. Hoje você busca isso. Então, comece a observar. Comece a observar, né? Olha aqui, já fiz eh isso hoje não mais. Exatamente. Será que você não está se atropelando? Será que você não está se atropelando? E aí você começa a pegar cargos na

24:48 igreja, você começa a se sobrecarregar, você começa a a entrar nesse lugar de sobrecarga. Sobrecarga. sempre se sobrecarregando, sempre se anulando, sempre querendo ser a salvadora da pátria. É a salvadora da pátria do marido, é a salvadora da pátria do filho, é a salvadora da pátria, né, do pai, da mãe, é a salvadora da pátria do líder religioso, é a salvadora da pátria da igreja, mas ela mesmo nunca se sente capaz o suficiente. Ela mesmo não consegue reconhecer o seu valor. Ela acredita que o valor dela está naquilo que ela faz e não naquilo que ela é. Vocês se identificou com o que eu acabei de falar aqui agora? O seu

25:35 valor muit das vezes não está naquilo em quem você é, mas sim naquilo que você faz. Isso é exatamente naquilo que você faz. Olha só, gente. E aí, essa querida aqui dessa história que nós estamos aqui, ó, permeando na sua história. Já já nós vamos voltar aqui na história dela, mas eu quero trazer aqui para você a síndrome da boazinha, porque você vai lidar com casos clínicos assim também para quem já tá no estágio, para quem já tá aí, ó, atendendo, começou já os primeiros atendimentos ali, ó, de estágio, talvez estágio remunerado, né, para quem já está eh trabalhando já também para entrar no estágio, ou para você que tá aí em autoconhecimento, em busca de autoconhecimento, você vai se

26:20 deparar com casos assim, com pessoas pessoas que têm essa característica, que estão anulando, atropelando, em busca de aprovação, mas aí você vai puxar justamente na raiz. Aonde tá aí essa raiz dessa bondade, dessa bondade? Aonde tá aí essa raiz, essa bondade? Será que a raiz dessa bondade tá na rejeição? Será que a raiz dessa bondade tá no abandono? Será que essa raiz, essa bondade, onde que está a raiz dessa bondade? essa bondade, né, dessa bondade intencional, que não é uma bondade genuína. Então, onde está a raiz dessa bondade, né? Então, comece a observar a sua vida

27:06 hoje. Comece a observar essa a sua vida hoje. As sobrecargas que estão aí, ó, enchendo a sua mala emocional. E onde existe sobrecarga, existe frustração. A palavra de Deus vai ser bem clara quando Jesus fala assim, né, que o o jugo dele é suave e o fardo dele é leve. Se você está fazendo hoje e tá gerando sobrecarga sobre você, sobre a sua casa, tá gerando conflitos, preste atenção no que você está fazendo. Cuidado para você não atropelar sua casa. Cuidado para você não atropelar a sua família. em em nome de Deus ou em nome da igreja. Às vezes Deus não pediu para que você fizesse nada disso e você tá ali, ó,

27:54 tomando tudo para si, porque você é a salvadora da pátria. Você é a salvadora de tudo, né? Afinal de contas, você tem o poder. Será mesmo? Será mesmo, gente, né? Isso acontece muito. Isso acontece muito e eu vivenciei isso. Depois eu vou contar um pouquinho, né, do que eu vi, do que eu vivi, da minha história de vida também, porque eu tive um episódio assim dentro da minha vida, né? E aí essa pessoa é a Maria, logo depois que ela decide, né? Ela se posiciona, ela chega, ela não cansei. 5 anos, voltando aqui pra história, gente, 5 anos vivendo assim, ó, 5 anos é um casamento, né, frustrado, em que ela tinha que ser a salvadora da pátria. 5 anos, né, tentando ali com

28:42 aquele com aquele marido que pouco procurava, viciado em pornografia, tava ali sempre eh frustrando ela, sempre tentando, sempre se diminuindo para se encaixar na vida dele. Ela se posicionou, explodiu, saiu de casa, né? Decidiu sair de casa, só que com 15 dias depois ela descobre que estava grávida. E aí, nessa descoberta da gravidez, ela ela decide voltar para casa, né? Na descoberta da gravidez, ela retorna para casa. E aí, só que ela deixa bem claro, ela de ela começa a deixar clara e ela começa a colocar aqui os seus limites. Eu volto, mas a gente não vai morar mais a casa dos seus pais. Nós vamos ser a

29:27 nossa própria casa. Ela começa a conseguir estabelecer limites, né? Eu volto, mas a gente vai precisar do nosso campo. Eu volto, mas eu ainda tô machucada, tô ferida. Eu volto, né? Mas eu ainda tô aqui, ó, com essa com essa trava dentro de mim. Então ela começa a entrar numa buscar, né, novamente essa eh essa restauração do casamento. E aí na sua gestação, né, voltando de um dos exames, aliás, indo para para um exame em uma morfológica, em uma ultrassonografia morfológica, ela descobre que o seu filho, né, ele nasceria com uma eh com uma das, aliás, não não uma das suas mãos não tinha sido formada, então ele iria nascer com uma condição

30:14 especial. E aí ela descobre isso e para ela foi, né, um um tremendo choque, foi um baque, foi uma tristeza. Ela começa a a assemelhar aquela dor com o luto da mãe. Ela é o luto idealizado do filho. Olha só, gente, que forte. Ela começa a relembrar a dor da mãe, a da perda da mãe, né? E isso para ela é muito forte. E aí ela começa a questionar Deus, Deus, mas por que por que todo esse sofrimento na minha vida? E aí novamente ela cai na culpa. Será que isso aconteceu, né? Foi o susto no início da separação. Será que isso aconteceu por causa do susto do início da separação? E aí mais uma vez

31:02 ela começa a atribuir de uma forma inconsciente culpa para si mesmo. E é uma característica, é uma característica de pessoas que têm dependência emocional, é uma característica de pessoas que têm feridas, né, raiz de de rejeição, ferida do abandono. É uma característica muito comum trazer para si essa questão da culpa, da culpa, né? E as eh mães atípicas, pais atípicos, eles tendem no início ali, né, do diagnóstico, eles tendem a se culpar, né? É comum isso, muitos pais se culparem no início e com o tempo eles vão trabalhando, trabalhando essa questão da aceitação. E foi exatamente para esse lugar que a Maria foi. E foi

31:50 nisso, né? Ela, o filho dela nasceu, eh, e ela entrou num estado assim de negação e ela foi entender que esse essa negação era também um mecanismo de defesa. E foi nesse meio, foi nesse percurso de uma mãe atípica de descobrir ali, né, o o o diagnóstico do filho. Foi nesse contexto que ela encontra a psicanálise. Ela já conhecia a Dra. pelo Instagram, mas aí depois ela ela encontrou a psicanálise. A psicanálise passou a ser parte da vida dela, passou a ser um instrumento de cura e ressignificação da vida dela. E ela entrou na psicanálise e ela foi começando a identificar todos esses padrões, né? E foi também eh

32:37 transformando o casamento. Enfim, agora eu quero ouvir aqui vocês. Gente, eu dei uma pausazinha aqui nos comentários, senão a gente não consegue fluir aqui na aula né? E e vocês estão identificando com a história exatamente isso, né? Luto idealizado. Exatamente. Quem foi que comentou aqui? Daniela Borges. Exatamente. Eh, quando meu filho partiu, me sentia culpada, achando que eu estava sendo castigada por causa de ter me divorciado. Ô, Cristina, eu espero que você já tenha ressignificado isso na sua vida, né? E eu quero, eu estou aqui para te dizer que não, a culpa não foi sua. A culpa não foi sua. Seu filho veio e cumpriu o

33:22 seu propósito. Seu filho veio e cumpriu o propósito dele na sua vida. Eu tenho certeza que a vida dele transformou a sua vida, né? Eh, então vamos lá, gente. Então, muitas pessoas se identificando com a história da Maria, se identificando com a síndrome da boazinha. Sinto culpa pela morte do meu filho, Jaqueline Ferreira. Não se sinta assim. Busque ajuda, Jaqueline. Busque ressignificação. Certo? Então, a Maria, ela foi justamente buscar a ressignificação, né? ela foi buscar ressignificação dentro da psicanálise. Então, em cada manejo, cada aula que ela participava, cada terapia que ela fazia, né, cada momento

34:08 de fala, o falar, né, a cura vem pela fala, isso é muito forte, né, isso isso é muito certo. Então, quando ela ia falando, ela ia conseguindo identificar os seus padrões, ela conseguiu identificar justamente essa essas raízes lá na sua infância. No início da história dela, ela fala bem assim, ó, né? Eh, eu achava que minha infância fosse perfeita, né? Que só fui ter conflitos na vida adulta. Não, ela entendeu que os conflitos, na verdade, começaram foi lá na infância. Ela conseguiu identificar isso e talvez também seja exatamente você. Você olha paraa sua infância e você fala assim: "Não, minha infância foi perfeita. Aham. Minha infância foi perfeita, mas eu vi meu pai bater na minha mãe. A minha infância foi perfeita, né? Mas nós

34:55 passamos um momento de privações e escassez. E aí você não entende porque que você tem uma mentalidade de escassez até hoje. A minha infância foi perfeita, mas a infância sofriu um um trauma, sofri um abuso, né? Talvez você não considere ele ainda como um abuso porque foi de uma pessoa muito próxima a você, entende? Então, às vezes a gente idealiza uma infância perfeita, né? E não não assim, eh, demonizando e querendo diminuir aquilo que você vivenciou na sua infância, mas fazendo com que você entenda que a infância é o solo que nós percorremos a vida toda, não é verdade? Tudo que foi feito lá fica registrado, os traumas, tudo isso fica registrado e nós vamos, né? E isso vai muit das vezes reverberar lá na vida

35:41 adulta. E aqui é nesse momento de trazer consciência que nós vamos conseguindo ressignificar, trazer ressignificação, certo? Então aqui, olha só, gente, como que ela conseguiu, como que ela conseguiu, né, destravar, como que ela conseguiu superar através dos manejos, através da escuta, através da fala, né? o falar foi trazendo, foi trazendo isso para ela. E aí, eh, dentro da síndrome da boazinha, né, onde ela foi se identificando também os padrões de rejeição que ela sofreu, padrão de abandono, ferida de abandono, a síndrome da boazin que ela conseguiu ali identificar, ela conseguiu perceber, né,

36:30 que ela só tinha um esgotamento emocional. E a síndrome da boazinha traz isso, traz o esgotamento emocional. A síndrome da boazinha traz abaixo autoestima. A síndrome da boazinha ela traz as relações superficiais, relações sem raízes, relações que não se aprofundam. A síndrome da boazinha traz tudo isso, certo? Certo, gente. E aí ela foi buscando justamente essa cura. Agora, se você e você e você que se identificou com a história dela e você que está atendendo uma pessoa e que tem uma história muito parecida, como que você vai conduzir uma pessoa assim para um momento de de

37:18 ressignificação? Como conduzir uma pessoa dessa maneira, com uma história parecida com a dela para um momento de ressignificação? A primeira coisa, quando você encontra uma pessoa ou com a síndrome do boazinha, ou com feridas de rejeção, ferida de abandono, né? A primeira coisa é identificar. Identificar. E foi justamente nos momentos terapêuticos, foi justamente nos manejos que ela começou a identificar esses padrões. Então, o primeiro passo é fazer com que levar a pessoa a identificar. Como que a gente leva a pessoa a identificar? A Daniele falou assim, a Daniele Borges, trabalhar identidade. Parabéns, Daniele.

38:04 Muito bem, muito bem Daniele, né? Como que a gente leva essa pessoa a identificar? Ela vai identificar através, ó, da fala, a escutativa, o acolhimento, o acolher essa pessoa, o entender a história ali, ó, sem julgamento. O escutar, o poder da escuta, ele é muito poderoso. O poder da escuta é muito poderoso. Então, fazer com que a pessoa consiga identificar. Quem assistiu a a outra aula, a outra aula que eu dei aqui, vai lembrar do que eu vou falar aqui agora. Tudo aquilo que a gente identifica, a gente Tudo aquilo que a gente identifica, a gente modifica. Tudo que nós

38:51 identificamos nós modificamos. Então, levar, o primeiro passo é você levar a pessoa a identificar, a identificar, a entender com coragem, com verdade e com humildade. Então você também que tá nesse processo de cura e ressignificação, você também precisa buscar dentro de você aquilo que você ainda precisa identificar. O que que você precisa identificar aí dentro de você? Acolher, dar colo, parar e ouvir. Exatamente. Diva. Exatamente. É acolher, é dar o colo, né? Então, é buscar eh eh esse momento sem julgamento. Depois nós vamos falar, fazer exatamente isso que a Dani falou, levar para a identidade,

39:36 restaurar a identidade. E nós vamos restaurar a identidade dela. Identidade é o quê? É o quem eu sou, né? O quem eu sou. a levar a buscar, a resgatar a identidade e resgatar a autoestima. Agora eu quero que você anote daí, ó. Você vai buscar a autoestima, resgatar a autoestima dessa pessoa só na imagem. A autoestima está ali, ó, preso só na na aparência? Não. Você tem que se arrumar, você tem que ficar bonita, você tem que se olhar no espelho, se sentir bem. A autoestima, ela tá limitada só ao aspecto físico, né? Claro que não. A autoestima ela tem pilares, né? E olha

40:22 só, você vai buscar sempre o dentro da autoestima o autoconceito. O autoconceito, a autoeficácia, o autoreforço e a autoimagem, certo? Então, anote aí, ó. autoconceito, autoeficácia, autoreforço e autoimagem, né? Dentro da autoestima é o resgate dessa pessoa. É sair desse lugar mesmo de síndrome de boazinha, é sair desse lugar de rejeitada, é sair desse lugar de vitimismo, é sair desse lugar de abandonada, é sair desse lugar, né? e trazer justamente isso. Olha só, a o

41:08 resgate dessa autoestima. O autoconceito. O que que vai ser? O autoconceito é o que você fala de você. O que que você fala de você? O que que você fala sobre você? Será que você tá aí só num num campo de se autodepreciar? Repete, por favor. Vou repetir, gente. Ó autoconceito autoeficácia, autoreforço e autoimagem, certo? Autoconceito, autoeficácia, autoreforço e autoimagem. Então, o que que você fala sobre você? O autoconceito é o que? Qual é o conceito que você tem sobre você? O que que você pensa sobre você? O que que você fala sobre você?

41:54 sempre que nós vamos atender, a gente vai sempre estar permeando nessas perguntas, né? O o quem é você? Mas o que que você pensa ao seu respeito de fato? Isso é autoconceito, é o resgatar. Será que você tá só se autodepreciando? Será que você só tem palavras negativas ao seu respeito? Então eu buscar, eu mudar, eu fazer com que essa pessoa enxergue os próprios valores e as próprias qualidades, certo? Agora, olha só, a autoeficácia é a capacidade de resolver problema. Será que essa pessoa, ela tem capacidade de resolver problema? Será que ela resolve problema com ela ela é resolutiva ou ela tá sempre na

42:40 dependência de outra pessoa para resolver os seus problemas? Ou também o contrário, ela tá sempre querendo resolver problema de todo mundo. Tem? Será que ela tá ela ou ela tá demais ou ela tá de menos? Ela nunca encontra ali um ponto de equilíbrio. Ou ela tá sempre buscando resolver problemas demais dos outros. Ou ela tá sempre nunca conseguindo resolver problema sozinho, tá sempre naquele lugar ali de dependência, né? Então isso é sobre autoeficácia. Agora o autoreforço é o quanto eu consigo dar créditos, créditos para mim, o quanto que eu consigo me celebrar. celebrar aquilo que eu faço, celebrar aqui o quem eu sou, celebrar as minhas

43:25 grandes e as minhas pequenas conquistas também. Então, esse autore reforço é é o tirar a pessoa desse lugar de tá sempre buscando a validação em alguém, tá sempre buscando se reforçar em alguém, não é verdade? Tá se identificando aí, você, né? lembrou de alguém que tenha essas características. Então, pessoas que estão sempre ali, ó, buscando isso, né, ou deixando de buscar. Ela nunca consegue se reforçar naquilo que ela faz. E a auto imagem. Ata imagem é a forma como você se vê, a forma como você se percebe, como você está se vendo,

44:11 como que você está se percebendo. Ah, diva, esquecendo de si mesmo. Exatamente. Então, como que você está se percebendo? Você consegue se perceber? Então, quando for trabalhar a autoestima de uma pessoa, traz para ela, traz para essa pessoa, traz a luz essa clareza de que autoestima é sobre todos esses conceitos, é sobre todas essas áreas e não só sobre uma área, não é só sobre isso daqui, não é só sobre o estético, é sobre isso, ó. Autoconceito, autoeficácia, auto reforço, autoimagem. É um conjunto. É um conjunto. E quando você chega nesse

44:56 lugar de alcançar esses pilares, aí o jogo começa a mudar, né? O nosso olhar calibra, a nossa visão calibra. Nós conseguimos perceber, né, o quanto de valor que nós temos. E aí a gente, quando nós percebemos o quanto de valor nós temos, nós já não aceitamos mais qualquer coisa, não é verdade, gente? Quando nós percebemos o quanto de valor nós temos, nós já não aceitamos mais qualquer coisa. Nós já não aceitamos mais viver de qualquer forma. Nós não aceitamos mais viver de qualquer modo. Nós não aceitamos mais as sobrecargas. Quando nós entendemos o valor que nós temos, nós paramos de buscar validação

45:44 em pessoas. Aí vai embora. Síndrome da boazinha, ó. Vai embora porque você para de querer buscar validação em você. Aliás, em você não. Você para de querer buscar validação em pessoas, não é verdade? Você para, você sai desse lugar de boazinha demais, da da bondade com intencionalidade. Você sai desse lugar e é preciso, é preciso colocar luz. Coloque luz. Nós, como psicanalistas, nós estamos para colocar luz na vida das pessoas que que nós vamos atender. E você, como aqui, ó, né, a sua a sua

46:30 melhor versão, você também precisa colocar luz em você. Então, coloque agora, a partir de hoje um espelho na sua frente e comece a identificar dentro de você esses padrões. Comece a identificar dentro de você esses padrões, certo, gente? E isso daí, o esses quatro que eu falei, vocês vão anotar, anotem, tá? Esses quatro pilares sobre a autoestima que eu falei aqui, anotem. Agora, sobre a síndrome da boazinha, eu preparei um PDF, né? Eu sempre gosto aqui de preparar um PDF para ajudar mesmo, tá gente? É de coração. Me procure lá no Instagram que eu libero para vocês esse PDF, tá bom? Se por acaso você já me procurou alguma

47:17 vez, eu não respondi, é porque as mensagens às vezes elas desaparecem, elas vão para algum lugar lá no Instagram que a gente fica meio perdida ali, mas me procurem porque sempre que vão lá e me pedem um PDF eu entrego, tá? Então, coloca lá a data da aula de hoje e específico lá, síndrome da boazinha, OK? Se você deseja receber esse PDF para te ajudar aí nos seus relatores, para te ajudar inclusive no seu no seu conhecimento, no seu portfólio, eh, me chame lá que vai ser um prazer agregar na sua vida, ok, gente? OK. Me chama lá. O meu @ é liijamelo.pspicanalista. Lija com Y, tá? L. Lija com Y. Lijamelo.pspsicanalista. você pode me chamar lá que vai ser um prazer poder te ajudar. Certo? Agora vamos prosseguir aqui com a nossa aula

48:02 porque ainda tem algumas coisas para falar e o nosso tempo tá quase fando, certo? Então o caminho vai ser, um dos caminhos vai ser esse. Agora, olha só, entenda que não é uma receita de bolo, é um caminho que nós vamos trazendo clareza, é luz que nós vamos jogando. Então é importante que se trabalhe a identidade, como a Daniele falou, é importante que dentro da identidade você trabalhe a autoestima dentro desses lares. É importante a identificação, a escuta, o acolhimento, fazer com que essa pessoa fale, fazer com que essa pessoa realmente fale. É importante tudo isso, né? Mas é importante eh também o acolhimento da criança interior.

48:48 O acolhimento. E isso aí, ó, lá no início, lá no início, quando ela começa a contar sobre a sua história, porque o que que grita, gente? O que que grita dentro de um adulto disfuncional? O que que grita dentro de um adulto que tá ali, ó, em busca de validação? O que que grita dentro de um adulto que tá ali, ó, sempre querendo eh essa essa essa esse reconhecimento? É a criança interior que tá gritando, é a criança interior que tá chorando, que tá pedindo ali por validação, entende? Então, o acolhimento da criança interior, ele é fundamental. E uma ferramenta que você pode usar, né, dentro do manejo, dentro das suas

49:35 terapias, é a carta para sua criança interior. Então, fazer com que a pessoa depois do acolhimento, né, depois ali de algum de alguns de alguns dias, ela faça a carta para ela mesma, para ela quando criança, buscando ali essa ressignificação. Então, a carta, o momento da carta é muito importante. No momento da carta traça a pessoa inclusive o autoperdão, porque essa pessoa ela constantemente ela se coloca nesse lugar de culpa. Constantemente ela vai estar se colocando no lugar de culpada. Então esse acolhimento faz com que essa pessoa consiga identificar também essa questão

50:20 da culpa, trabalhar o autodão. Ela talvez precisar perdoar o pai, né? Aquela é aquela história, todo ferido fere, todo rejeitado rejeita, não é verdade? Todo ferido fere, todo rejeitado rejeita. Então, essa pessoa, ela precisa eh buscar esse entendimento. Ela vai precisar perdoar o pai, ela vai precisar perdoar talvez ali a mãe, ela vai precisar perdoar o marido, ela vai precisar perdoar tantas pessoas, mas a primeira pessoa que ela precisa perdoar é ela mesma. A primeira pessoa que ela precisa perdoar é ela mesma. E talvez você se esteja, talvez você esteja justamente nesse lugar de culpa,

51:07 no lugar da culpa. E a pessoa, a primeira pessoa que você precisa perdoar hoje é você mesma. Certo? Certo. Gente, vocês estão me ouvindo? Parou aqui os comentários. Espero que todos estejam me ouvindo, né? Então a pessoa ela precisa se perdoar, se colocar nesse lugar de auto perdão. Se colocar nesse lugar de auto perdão. Ó, teve gente que já colocou aqui, ó. Fiz a capa transformador. Ã, faz legado paterno, materno. Exatamente. Eh, Silvia, é isso, Silvia. Fazer legado materno. Materno, perdoar a si mesmo é o mais difícil. Olha só, vamos, vamos mudar essa fala. Não é difícil, é desafiador. Desafios foram feitos para

51:53 serem superados. Então, é um desafio, mas você consegue. É um desafio, mas você consegue, certo? Então, se perdoe. Se perdoe. Então, faça a carta para sua criança interior. Traga esse acolhimento para você. Traga esse acolhimento para você. Como isso é importante, gente. Como buscar esse acolhimento é importante. E também e o que mais? Olha só, outra coisa agora isso é para você, amigo psicanalista, mas também são frases que você pode adotar dentro da dentro da sua clínica, né? Nós estamos aqui um para segurar a mão do outro e e ir, né? Então, olha só, eh, você precisa ser o seu maior projeto.

52:40 Talvez você passou a vida toda se diminuindo. Talvez você passou a vida toda, né, tentando se encaixar na vida de outras pessoas. Talvez você passou a vida toda buscando validação. Talvez você passou a vida toda se anulando, anulando família, anulando, anulando tantas coisas, mas primeiramente se anulando, anulando seus desejos, anulando a forma como você gosta de se expressar, de se vestir, às vezes até a forma como você gosta de sorrir. Você passa a celular, porque um dia você escutou que, nossa, que risada feia, que risada escandalosa, né? Você passou a se anular, a se anular. Então, entenda uma coisa, você é o seu maior projeto.

53:26 Você é o seu maior projeto. Invista em você. E não, eu não quero te levar aqui para um lugar de egocentrismo. Jamais. Jamais. Mas você precisa se amar. Você precisa, para você conseguir amar o teu próximo, você precisa primeiro ter amor a você. Então, seja o seu maior e melhor projeto. Invista em você. Invista em você. A segunda coisa é a sua família, é o seu primeiro ministério. Então, para você, para você que gosta muito de de trabalhos ministeriais, como é bom trabalhos ministeriais, gente. Eu cresci, eu cresci dentro. Eu sou sou

54:14 filha de pastores, né? Então eu cresci em um meio que desde pequena eu fui incentivada, estimulada a trabalhar muito na igreja e para mim foi muito bom, né? De uma certa forma foi muito bom. Mas se a gente não se policia, a gente começa a trazer as sobrecargas e a gente começa a buscar eh suprir essa carência dentro da dos trabalhos da igreja. Olha só como que isso, como isso se vence de uma forma que sutilmente a gente nem percebe, a gente vai levando, achando que estamos, né, totalmente no caminho certo. De fato, é um caminho muito bom, mas nós precisamos ter essa sensibilidade de perceber de quando é sobrecarga e quando é trabalho ministerial. Então, o seu primeiro ministério é a sua casa. Não anule a sua

55:02 casa. Não deixe de viver, de vivenciar momentos importantes, prazerosos, momentos que você, seu filho, vai levar paraa vida toda. Não deixe de vivenciar momentos em nome da igreja. Não deixe de vivenciar coisas eh maravilhosas com a sua família, com seus filhos, com seu esposo, em nome do trabalho, em nome de uma responsabilidade. Cuidado, cuidado. O seu maior ministério, o seu primeiro ministério é a sua casa. E quando, e eu volto a falar, seja o seu maior projeto, porque se você estiver bem, se você estiver regulada emocionalmente,

55:47 se você estiver regulado emocionalmente, os seus filhos também estarão regulados emocionalmente, viu? Não quero, não é para ninguém sair largando o ministério aqui, gente. Misericórdia, não façam isso. Mas eu quero que você tenha consciência. Tenha consciência daquilo que você foi designado a fazer. Tenha consciência do seu chamado. Tenha consciência de onde realmente Deus te chamou para atuar, né? E talvez seja esse o momento de você, ó, dar uma desacelerada no ativismo, dar uma desacelerada no ativismo religioso e trazer um olhar mais amoroso e sensível para dentro da sua casa. Talvez o seu trabalho lá fora esteja OK, mas o seu jardim tá seco.

56:34 Talvez o seu trabalho lá fora, seu ministério lá fora tá maravilhoso, mas o seu jardim tá seco. Seu casamento talvez hoje esteja seco, seus filhos hoje estejam secos, o seu jardim não tem mais graça, ou então tá com a grama lá, ó, muito alta. Então, comece a prestar atenção nisso, comece a ter essa sensibilidade de onde que o seu, no que que o seu olhar precisa ser calibrado, de onde que você precisa dar agora, nesse momento, uma atenção maior. Talvez o Senhor hoje esteja te chamando para desacelerar ou o contrário. Talvez hoje o Senhor esteja te chamando para realmente acelerar. Bora, minha filha, vamos lá. Vamos, acelera isso daí porque agora é o teu momento, agora é o teu tempo de

57:20 voar, né? Tá pronta, se prepara, se capacita. Agora tempo de afiar machado, né? Tempo de afiar machado porque eu quero te usar ali na frente, não é verdade? Então esteja sensível a um momento que você esteja passando agora, qual momento você está vivenciando nesse agora. Então, entende isso? Não tava nem no cronograma de falar aqui, mas, né? Eh, vamos lá. E talvez o Senhor esteja falando exatamente aqui com você. Talvez esteja falando exatamente aqui com você. Então, tenha essa percepção. Será que você está no momento de desacelerar? Será que você está nesse momento de buscar eh a sua o seu autoreforço, parar de buscar validação lá fora e

58:06 buscar o seu autoreforço? Será que você vai estar nesse momento? Então, ó, preste atenção nisso. Certo, gente? E aí concluindo aqui a história da Maria, Maria, né, ela conseguiu se ressignificar, ela se ressignificou, ela passou a fazer parte de associação de mães atípicas, de crianças, né, com com condições especiais. A Maria deu a volta por cima através da psicanálise. O casamento que já não tinha mais admiração, o casamento que já não tinha mais amor, ela conseguiu, né, através do autoconhecimento, através da cura, da ressignificação, através de sair desse lugar, ela conseguiu a restauração do casamento. O

58:51 marido também, né? Eh, nós somos um transbordar, gente. Nós transbordamos a vida das pessoas que estão ao nosso redor. Então, se você é cura, você vai ser cura para as pessoas que estão aí ao seu redor, entende? Então, ela conseguiu se curar e buscar ressignificação para ela e para toda a sua casa. Então, essa foi a história da Maria. Eu espero que você tenha se identificado com essa história. Eu espero que você tenha, que eu tenha, eu lielo, tenha agregado na sua vida nessa tarde. Eu espero que eu tenha sido um canal de bênção para você. Anote tudo e entenda uma coisa, você foi chamado. Você foi chamada para ser luz nessa geração. Então, se permita ser curada.

59:41 Se permita ser curado. Saia da síndrome da boazinha. Saia do vitimismo. Saia do lugar da rejeição. Saia do lugar do abandono, porque esse não é mais o seu lugar. Certo? Gente, eu quero agradecer a oportunidade. Tenham todos uma boa tarde. Nós estamos findando aqui essa aula, 1 hora de aula já certinho. Estamos findando. Como foi bom estar aqui com vocês, gente. Como foi muito bom. Eh, Matilde, estou emocionada com Que bom, Matilde, que bom. Fico muito feliz, viu? Fico muito feliz, tá? E sobre a síndrome da boazinha, né? Quem quiser o PDF me procure lá, tá bom? Eu acredito que vai agregar na vida de vocês e e eu

1:00:27 espero que que essa aula tenha você leve pro seu coração, tá bom? Espero verdadeiramente ter agregado, ter sido canal de bção na sua vida, certo? Gente, foi muito bom estar aqui com vocês, todas aqui participando bastante. Às vezes a gente não consegue focar tanto nos comentários, senão a gente se perde. Só a gente se perde um pouquinho. Mas eu recebo muitos feedback de vocês lá no no Instagram, gente, como é bom, como é bom receber esse feedback, viu? Que bacana. Certo, gente? E só aqui para finalizar, já que isso já vamos encerrar, tá bom? Busque autoconhecimento, busque cura. Busque o seu momento de fala, o seu lugar de fala, busque terapia, busque ajuda, não fique parado, não fique

1:01:13 calado, certo, gente? Um beijo, fica com Deus e estamos aí encerrando esse momento maravilhoso. Tchau, tchau, gente. Fiquem na paz.

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