ELIZABETH II É UMA VAMPIRA?

Stephanie Morganti www.youtube.com

Resumo Breve

Neste vídeo, Stephanie Morganti explora a intrigante conexão entre a monarquia britânica e Vlad Tepes, famoso por inspirar o personagem Drácula. A história revela detalhes fascinantes sobre genealogias nobres e os laços que unem figuras históricas, destacando a ligação de Elizabeth II com Vlad e como a genealogia pode revelar verdades surpreendentes.

  • A monarquia britânica descende de Vlad Tepes.
  • Claudine Hedy, uma condessa húngara, é o elo central nesta genealogia.

A Conexão entre a Monarquia Britânica e Vlad Tepes

Stephanie inicia o vídeo imaginando a rainha Elizabeth II ao lado de um homem, Vlad Tepes, que é conhecido por ter empalado 20.000 adversários. Em 2011, o príncipe Charles afirmou que o sangue da monarquia britânica se liga ao de Vlad, enquanto discutia sobre conservação na Romênia. O vídeo revela como a figura de Vlad, frequentemente vista sob a luz do horror, é desmistificada, destacando que sua notoriedade era parte de uma estratégia política.

A Vida de Vlad Tepes

Vlad I da Valáquia, nascido em 1428, ficou conhecido por suas táticas de medo contra o Império Otomano. O pai de Vlad era membro da Ordem do Dragão, ligada à defesa da cristandade. Esta conexão com "dragão" também se traduz em "diabo" em romeno, refletindo nas origens do nome Drácula. Os métodos violentos de Vlad, que incluíam empalamento, eram estratégias políticas para espalhar o terror e não meramente sadismo.

O Drácula de Bram Stoker

Bram Stoker não conhecia diretamente Vlad, mas baseou o personagem Drácula nas lendas húngara e romena sobre vampiros. O Vlad histórico nunca esteve na Transilvânia e era mortal, governando na Valáquia. A confusão geográfica sobre seus territórios foi uma invenção literária de Stoker, que misturou folclore e estereótipos da época vitoriana.

Claudine Hedy e a Conexão com a Família Real Britânica

A ligação entre a família real e Vlad passa por Claudine Hedy, uma condessa húngara nascida em 1812. Claudine se casou com um duque alemão, e seu filho, Francis, também se tornou parte dessa genealogia. A pesquisa genealógica revela que Claudine é a décima segunda neta de Vlad, conectando a rainha Elizabeth II e o príncipe Charles a essa herança.

A História de Maria Delaide de Cambridge

Maria Delaide, filha do duque de Cambridge, casou-se com o príncipe Francis de Teck, e sua filha seria Mary de Teck, esposa de George V. Mary de Teck tornou-se rainha e mãe do rei George VI. Apesar de sua posição na realeza, Maria era conhecida por seu amor pela vida social e pelo excesso de gastos, levando sua família a viver fora da Inglaterra em momentos de dificuldade financeira. Suas escolhas moldaram a monarquia britânica do século XX.

O Interesse do Príncipe Charles na Transilvânia

Em 2011, durante uma entrevista, o príncipe Charles mencionou seu interesse nas tradições da Transilvânia e como ele é descendente de Vlad Tepes. A mídia cobriu rapidamente essa revelação, mas Charles usou a atenção para discutir projetos de preservação na região. A propriedade onde reside é um símbolo do seu empenho em promover a sustentabilidade e preservar a cultura local.

Conclusão sobre Genealogia e Conexões Históricas

Morganti finaliza refletindo sobre como a genealogia é um processo complexo que revela conexões inesperadas entre pessoas ao longo do tempo. Através das escolhas de casamentos e da manutenção de registros históricos, a história da família real britânica e Vlad Tepes realmente se entrelaçam, mostrando que a pesquisa genealógica pode trazer à tona narrativas surpreendentes e fascinantes.

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Transcript

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0:00 Imagina você colocar a rainha Elizabeth II sentada em uma mesa com uma homem que tinha acabado de estacar o coração de 20.000 pessoas e tinha hábitos um tanto quanto estranhos. Parece o roteiro mais absurdo da Netflix, mas em 2011 o próprio rey Charles abriu a boca para confirmar o que muita gente achava que era a teoria da conspiração da internet. O sangue que corre nas veias da monarquia britânica é o mesmo sangue do homem que inspirou o Drácula. E ele não disse isso num documentário. Ele soltou essa bomba com a maior naturalidade do mundo enquanto falava sobre árvores. Oi, coroados e curiosos. Eu sou a Step e hoje a gente vai abrir o arquivo mais sombrio da genealogia real. Esquece o Drácula do filme. Eu vou te mostrar como

0:46 uma condessa húngara que morreu de um jeito bizarro conectou a coroa mais poderosa do mundo ao filho do diabo. O papo hoje é sobre genética, poder e como a história real consegue ser muito mais perturbadora do que qualquer filme de terror. Antes de qualquer coisa, eu preciso te apresentar o Vlad histórico, porque o personagem do Brown Stalker e o homem que realmente existiu são totalmente diferentes. O Vlade I da Maláquia nasceu por volta de 1428 e morreu em 1476 ou 77. era príncipe de um território que hoje faz parte da Romênia, no momento em que o império otomano avançava sobre os principados cristãos do sudeste europeu, com uma velocidade que deixava todo mundo em pânico, existencial coletivo, o

1:32 pai dele, o Vlad II, era membro da Ordem do Dragão, uma ordem da cavalaria criada pelo imperador Sigsmundo em 1408 para defender a cristandade contra os turcos. O pai se chamava Vlad Dracu. Dracu em romeno significa dragão e também diabo. O filho era, portanto, Vlad Dracula, filho do Dracu, filho do dragão ou filho do diabo, dependendo do contexto. O empalamento pelo qual ele ficou conhecido não era sadismo aleatório, era uma estratégia política calculada e documentada nas crônicas da época. O Vladia que o que ele fazia se tornava boato e seria levado pelos embaixadores paraas cortes europeias e causaria terror, é claro, os alamentos

2:18 eram performance de poder destinados a comunicar algo muito específico para audiências muito específicas. Quando Memed II, o conquistador da Constantinopla, invadiu Aval em 1462 e encontrou uma floresta de 20.000 1 prisioneiros otomanos empalados ao longo de quilômetros da estrada mandou seu exército recuar. Imagina o sultão que tinha derrubado o império romano do Oriente tinha encontrado algo tão horrível de proporções tão animais que preferia não enfrentar diretamente. Isso tá registrado como surpreendente para um homem que já tinha visto de tudo. Era exatamente objetivo. Agora o Drácula Brand Stocker nunca foi a Transylvânia,

3:04 escreveu o romance de 1897 em bibliotecas de Wiby e de Londres. Em seus estudos históricos encontrou o nome Drácula, interligou com o flocore romeno sobre mortos que voltavam para sugar a vida dos vivos, misturou com os medos vitorianos sobre o leste europeu e criou um conde vampiro imortal que é baseado no Vlad Teps, embalado em ficção. A gente sabe que o Vlad realmente empalava os inimigos, mas não tem nenhuma referência, infelizmente, de que ele chupava sangue, além de que ele era mortal e morreu, como a maioria dos príncipes medievais. E também ele não governava a Transilvânia, ele governava a Valáquia, que ficava mais ao sul. A associação geográfica com a Transylvânia é uma invenção do Stroker, mas o nome

3:51 sobreviveu e esse nome nos traz até a Betinha. A conexão entre a família real britânica e Vlad Teps passa por uma mulher húngara que a maioria das pessoas jamais ouviu falar e que morreu de uma forma que ninguém esperaria pro elo central de uma das genealogias mais surpreendentes da história europeia. O nome dela era Claudini Hedy. Nasceu em 1812 na Transilvânia, que naquele momento era parte do império Rabisburgo, não da Romênia, que ainda não existia como um estado independente. Ela era de família nobre húngara, com raízes profundas na aristocracia transilvânica. Os Redy eram uma família estabelecida com terras, títulos e parte da rede de nobres que governavam a Transilvânia

4:36 gerações dentro do sistema Rabisburgo. Em 1835, ela se casou com o Duque Alexander de Untenberg, membro da família principesca alemã. foi um casamento morganático, ou seja, ela tinha status inferior ao marido, o que significaria que os filhos não herdariam automaticamente o título do duque. O filho deles, Francis, nasceu em 1837. A Claudine morreu em 1841 com 28 anos. Ela estava assistindo a uma parada militar em Viena quando foi atropelada por um cavalo descontrolado. O filho Francis tinha 4 anos. Ele cresceu, tornou-se o duque de Tech e casou-se com a princesa Maria Delight de Cambridge. Lembra? neta do George I de Bridget que eu chamei ela do nome que

5:23 chamavam Fat Mary. E desse casamento nasceu em 1867 a Maria de Teque. Os genealogistas que mapearam a cadeia da Claudine de volta até o Vlad encontraram a conexão passando pelos filhos do Vlad Teps, especialmente Mirrica Selu e a linha de Vlad, cujos descendentes, ao longo de séculos de casamento entre famílias nobres da Transilvânia e da Hungria, chegaram até a Claudine. A pesquisa mais detalhada publicada em fontes de analógicas especializadas indica que a Claudine era a décima grande neta do Vlad por via dupla, descendendo dos dois ramos da família, do pai e da mãe, porque as famílias nobres da Transilvânia se casavam entre si com uma regularidade suficiente para que as

6:08 linhas chegassem a serem iguais. Isso faz o Charles ter 15º grande neto do Vlad Teps e a Betinha 14ª grande neta. São 15 gerações, aproximadamente 450 anos entre os dois. O Vlad morreu entre 1476 ou 147. A Betinha nasceu em 1926. Agora, claro que eu preciso falar um pouco da Fat Mary e da sua filha. Maria Delight de Cambridge nasceu em 1833 na éa do George I de Bridgeton que teve 50.000 filhos. Ela era filha do príncipe Adolfos Duque de Cambridge e, portanto, fazia parte daquele ramo da realeza que estava perto demais do trono para ser relevante, mas longe de ser

6:54 protagonista. Desde sendo, ela foi conhecida por ser expansiva. Ela era alegre, sociável, generosa e muito querida em círculos aristocráticos e populares, mas também carregava o apelido cruel, Fat Mary ou Maria Gorda, sociedade vitoriana sempre tão delicada quanto uma bigorna com laço de renda, reduzia frequentemente mulheres públicas ao corpo. E a Maria Delaide virou alvo desse tipo de comentário. Ainda assim, ela não desapareceu, pelo contrário, usou sua posição para aparecer, circular, apoiar instituições de caridade e se tornar uma figura pública bastante amada. Eu fiz um vídeo dela para vocês aqui. O problema é que a Maria Delaide também tinha um talento aristocrático de gastar mais do que devia. amava luxos, recepções, viagens e

7:42 uma vida social compatível com princesas, só que nem sempre compatível com orçamento. As suas dívidas cresceram tanto que por um período ela e a família precisaram viver fora da Inglaterra, no continente europeu, onde o custo era menor, fugindo de gente que ela devia. É sério. O casamento dela também é uma parte fundamental da história. Em 1866, aos 33 anos, ela se casou com príncipe Francis do Kidtec. Pros padrões da época, ela já era uma noiva velha e o Frances não era exatamente o partido mais poderoso da Europa. Ele vinha de um ramo morganático, então de casamentos com pessoas fora da mesma linha da casa deemberberg. Era uma união com vantagens dos dois lados. Ele ganhava a proximidade com a realeza e ela encontrava um marido aceitável dentro

8:29 das regras do mercado matrimonial aristocrático. Desse casamento nasceu Vitória Mary de Tech, a futura rainha Mary, esposa do George V. A Mary de Tech, Maria de Tech, nasceu em Kensington em 1867 e se tornou uma das figuras mais poderosas e mais temidas da corte britânica no início do século XX, o tipo de mulher que fazia o próprio filho sentir que tinha decepcionado a coroa simplesmente por ser um humano imperfeito. Tinha ficado noiva primeiro do príncipe Albert Vittor, que morreu de gripe em 1892, seis semanas depois do noivado. No ano seguinte ficou noiva do irmão mais novo, George, que seria o George V. Eles se casaram em 1893

9:15 e ela foi rainha de 1910 a 1936. Ela sobreviveu ao marido George V, sobreviveu ao filho Eduardo VI, que abdicou e nunca perdoou ele completamente, porque para ela a abdicação era traição, não romance. Imaginar essa mulher tão rígida, tão contida, que seguia tanto o protocolo, tinha raízes na Transylvânia, não faz se ficar louca, tipo aquele meme da Nazaré? A genealogia é incrível. Eu particularmente amo muito estudar isso. A Maria Dek nunca soube dessa conexão. Não tinha genealogistas mapeando bancos de dados digitalizados da aristocracia da Europa Central em 1910. O que ela sabia é que o pai Francis do Kidtec vinha de uma família

10:01 alemã com componente húngarovia Claudini. A Transilvânia e a medieval era um detalhe da árvore genealógica que ninguém tinha seguido até a conclusão lógica, mas estava lá documentada, preservada, esperando que alguém tivesse paciência e acesso aos arquivos para segui-la até o fim. Aí a gente chega no ponto curioso da história. Em 2011, o então príncipe Charles da Inglaterra deu uma entrevista sobre o trabalho de conservação que ele fazia na Romênia, especialmente na Transilvânia, onde tinha comprado uma propriedade numa pequena aldeia chamada Zalampac e estava financiando projetos de preservação de florestas medievais e de restauração de aldeias saxônicas. E no meio da entrevista, ele disse com aquela naturalidade de quem menciona um mío

10:49 detalhe que ele tinha uma razão pessoal de ter um interesse na Transilvânia, já que ele era descendente do Vlad Tepes. A cobertura midiática foi exatamente o que você espera quando um membro da família real britânica afirma parentesco com o inspirador do Drácula. BBC, CBS News, Jornais por toda a Europa. O título que se escrevia sozinho. O Príncipe de Gales afirma parentesco com Drácula. E o Charles aproveitou a cobertura para falar do que realmente queria falar o trabalho da Fundação Britânica dedicada à preservação do patrimônio rural romeno que ele financia e os projetos de restauração de florestas medievais. A propriedade de Zalampaque não é um castelo gótico com torre e masmorra. É uma propriedade rural histórica que o Charles restaurou e usa para promover o

11:36 turismo sustentável. Os visitantes que pagam para ficar na aldeia, cuja renda financia a preservação de tradições locais das florestas. E um detalhe é que são as mesmas florestas que cresceram, onde no século XV o ancestral empalava inimigos em estacas. O Vlad usava as árvores, o descendente tá salvando as árvores, cada um com o próprio método disponível do próprio século. A Betinha I nunca comentou publicamente sobre o Vlad Tepes. Ela tinha 70 anos de reinado para gerir, crises constitucionais, guerra, a transformação do império britânico em Commonwealth, oito décadas de primeiros ministros. A conexão genealógica com o príncipe valaquiano no século XV não chegava nem perto do topo da lista de assuntos que exigiam a sua

12:22 atenção, mas tava lá documentada, verificável. E o filho que a sucedeu tornou-a pública numa entrevista sobre conservação de florestas medievais, que é provavelmente a coisa mais inesperada que qualquer descendente do Vlad Teps já fez com o parentesco. Então vamos fechar isso com a cadeia completa dita de uma vez, porque ela merece. Lá de Tepes morreu em 1476. Seus descendentes ao longo de séculos de casamentos entre famílias nobres da Transilvânia e da Hungria, chegaram a Claudine Heden, nascida na Transilvânia, que morreu atropelada por um cavalo em Viena em 1841 aos 28 anos. O filho da Claudine foi Francis Duque de Teque. A filha do Francis foi a Maria de Tec, que

13:08 casou com o George V, mãe do George VI, pai da Elizabeth II e avô do Charles I. A genealogia não é mágica, não é horror gótico, é simplesmente o tempo funcionando sobre as escolhas humanas, com quem casar, onde morar, como sobreviver, até produzir conexões que parecem impossíveis e por si só é fascinante. Eu espero que você tenha gostado desse vídeo. Se você gostou, se inscreve no canal, ativa o sininho e vira membro. Nós temos vídeos todos os dias às 8 horas da noite. Beijo grande e até amanhã pro próximo.

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